Fórum dos Leitores

CORRUPÇÃO

O Estado de S.Paulo

28 Fevereiro 2015 | 02h04

À la carte

O procurador-geral da República tem encontro não previamente agendado com o vice-presidente da República e o ministro da Justiça às vésperas de entregar a lista dos políticos envolvidos com a Operação Lava Jato. Terá sido para decidir que tipo de pizza vai servir ao povo?

SERGIO HOLL LARA

jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

Cuidado, o povo que lê, racional, preocupado com nosso país e com o futuro de sua família, ficou preocupado com a última reunião de Rodrigo Janot com o ministro da Justiça e o vice-presidente. Esperamos que o ótimo trabalho do juiz Sergio Moro, do Ministério Público e da Polícia Federal no Estado do Paraná não escoe pelo ralo.

FERDINANDO PERRELLA

fperrella@hotmail.com

Sorocaba

A lista de Janot

O País aguarda, com grande ansiedade e expectativa, a divulgação da lista de Rodrigo Janot contendo o nome de políticos acusados de envolvimento no imbróglio do petrolão. Vamos ver se a Operação Lava Jato não será melada pela "Operação Seca Jato", tramada no Instituto Lula.

J. S. DECOL

decoljs@globo.com

São Paulo

Alerta duvidoso

Estranho o alerta feito pelo ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, sobre o risco de atentado à vida de Janot. Para mim, partindo de quem partiu, isso tem cheiro de "dossiê" terrorista - um recado ameaçador nas entrelinhas pela atuação do procurador-geral relativa a alguns integrantes do Congresso Nacional, coisa típica dos petistas, useiros e vezeiros em tais recursos. Ainda mais após a ameaça pública de levante com a ajuda do MST feita por Lula, autêntico terrorismo, tão ao gosto deles.

JOÃO ROBERTO GULLINO

jrobertogullino@gmail.com

Petrópolis (RJ)

Aviso ou ameaça?

É muito estranho esse aviso de segurança de Cardozo a Janot, sem entretanto tomar providências efetivas de forma espontânea. Parece e pode ser mais uma ameaça e intimidação do tipo mafioso do que outra coisa, e dentro do esquema "fazemos o diabo para manter o poder". Sugerir que o procurador não viaje em avião comercial? Será que em avião executivo fica mais fácil ocorrer uma "imperícia" do piloto, a exemplo do não totalmente esclarecido acidente de Eduardo Campos? Pois aqui vai minha sugestão, totalmente oposta à do ministro da Justiça, ao procurador-geral: viaje, sim, em avião comercial e preferencialmente nos dias de maior ocupação da aeronave.

MARCO AURÉLIO REHDER

marcoarehder@yahoo.com.br

São Paulo

Será que o risco de vida que corre o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, vai depender da divulgação que fará do nome de políticos envolvidos na Operação Lava Jato? E se forem da alta cúpula do PT, o risco aumenta? Afinal, Lula há poucos dias despachou seus jagunços para atacarem um grupo contrário ao PT que promovia um panelaço em frente à sede da Associação Brasileira de Imprensa, como represália. Não seria incumbência do ministro da Justiça, que o alertou sobre os supostos riscos contra sua integridade física, zelar pela segurança do procurador-geral da República de forma discreta e silenciosa, em vez de adverti-lo sobre eventuais perigos em tom de ameaça velada? Só faltou deixar um peixe embrulhado em jornal na porta da residência de Janot, num claro recado à moda da máfia siciliana.

PETER CAZALE

pcazale@uol.com.br

São Paulo

BLOCO NA RUA

Pelo em ovo

O trio maravilha Lula, Stédile e Boulos (MTST) está pronto para entrar em ação contra manifestações. Há 12 anos o PT, via Lula, se prepara para tais eventualidades. Noutro país eles seriam enquadrados na lei de alguma forma, sob o governo do PT são financiados! Guilherme Boulos já avisou que o governo pode criar condições para uma revolta popular por água. Em São Paulo? E no Nordeste, onde está a transposição do Rio São Francisco? Nele me consta que a única coisa a escorrer foram os rios de dinheiro. Vá procurar pelo em ovo noutro lugar. Em entrevista ao Estadão, ele já declarou seu objetivo: a tomada do poder a qualquer preço!

CANDIDA M. A. MENEZES BARROS

candy.barr@uol.com.br

São Paulo

OS SEM-DIREITOS

Loucuras da modernidade

Minha família tem uma casa que foi invadida recentemente. Levei a polícia lá logo após a invasão e ouvi dos policiais: "Não podemos fazer nada". Pasmem! Fui à delegacia fazer boletim de ocorrência e o que escutei? "Não podemos fazer nada pela lei, acredito que o senhor precisará fazer uma reintegração de posse". Fui à Sabesp solicitar o corte de água do imóvel. "Tem alguém no local?". Respondi que sim, fora invadido. "Então não podemos fazer nada, a não ser com ordem judicial". O invasor tem mais direitos que o proprietário, total inversão da ordem. Se eu fosse ou agisse como os invasores, chegasse ao local e, com rigor, retirasse essas pessoas - repito, com rigor, não com violência -, com certeza estaria preso. Chamo a atenção de todos, pois nosso prefeito, o sr. Fernando Haddad, tem grande apreço pelo sr. Boulos e seu movimento social, ou seja, concorda com esse tipo de comportamento e atitudes e desaprova que a propriedade seja preservada. Pense bem, se você tentar viver dentro da lei, você não tem direitos, mas se agir fora da lei, ela te protege! Reflita, peço apenas isso.

M. F.

São Paulo

XEPA

'Cerebrum non habet'

Muito feliz a comparação do sr. José Nêumanne (Fim de feira, 25/2, A2) das falas da senhora que governa (?) o País com declaração de Romário referindo-se às manifestações de Pelé. Essa senhora, se se calar, é candidata certa e tranquila vencedora do Prêmio Nobel de Literatura. Isso me leva a lembrar a fábula de Esopo A Raposa e a Máscara de Teatro. A raposa, encontrando uma máscara de teatro, avidamente se aproximou e, decepcionada com seu conteúdo, falou: "Muito bonita, mas não tem cérebro" (cerebrum non habet).

HENRIQUE GÂNDARA

clineurohenrique@uol.com.br

Ribeirão Preto

Gostaria de fazer um reparo ao precioso artigo de José Nêumanne quando diz que ela "só não erra quando cala". Pois ela continua errando até quando se cala.

ÉDEN A. SANTOS

edensantos@uol.com.br

São Paulo

A GREVE DOS CAMINHONEIROS
 
As manifestações dos caminhoneiros continuaram ontem pelo País. Os pontos mais críticos foram em Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul. Mas preocupa a sua ocorrência na Via Anchieta e ao redor do Porto de Santos. Faltam mercadorias e empresas já param a produção. No Paraná, a escassez faz a gasolina ser vendida a R$ 5,00 o litro. Oportunistas fazem arrastão nas estradas, a polícia age. O governo precisa reagir rapidamente para evitar o colapso. Mas não deve recorrer à Justiça ou à polícia para desbloquear as estradas. O problema é econômico e político e a solução tem de ser política, jamais policial. O estratégico transporte rodoviário reclama basicamente do desequilíbrio entre seus custos e a sua renda. É preciso encontrar o ponto. E não pode ser a simplista solução de aumentar o preço do frete, pois isso levaria à explosão das já extrapoladas metas inflacionárias. Toda mercadoria é transportada pelo caminhão e o preço subirá, se tiver de pagar mais pelo frete. As partes têm de dialogar com sinceridade, sensibilidade e zelo. O Brasil tem muitos problemas a resolver. Não pode permitir que o caos pela falta de transporte seja mais um deles.
 
Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br 
São Paulo
   
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NOSSO FRÁGIL TRANSPORTE RODOVIÁRIO

O Brasil fez, na década de 1960, escolha deliberada pelo transporte rodoviário de suas cargas e da sua safra agrícola. Na governo FHC (1995-2001), enterrou de vez o sistema ferroviário nacional, sucateando e privatizando quase tudo. Nos 13 anos seguintes de desgoverno petista, o que era ruim ficou pior. Os combustíveis sem controle, nenhum investimento em ferrovias, hidrovias e nem infraestrutura rodoviária. O preço do frete, praticamente congelado por dez anos, enquanto os pedágios sobem anualmente sempre pelo maior índice inflacionário. Depois de tudo isso, a presidente ainda diz que vai endurecer com os caminhoneiros? Diante do descalabro a que assistimos, na verdade, o País deveria endurecer e parar suas atividades por completo diante da corrupção, do desmanche das entidades e do completo esfacelamento moral dos Três Poderes no Brasil.
  
Rafael Moia Filho rmoiaf@uol.com.br 
Bauru 

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DIESEL

Mantidos os preços subsidiados pela Petrobrás e fazendo “o diabo” para ganhas as eleições, enganando os ignorantes, os subsidiados e favorecendo os interesseiros, a presidente Dilma Rousseff ainda tem a desfaçatez de olhar agora com cara feia e dedo em riste para dizer que “o preço do diesel não pode baixar!”. E não pode mesmo, por culpa do “fazer o diabo” que ela fez para se reeleger, sem pensar nas consequências e só mirando os próprios interesses.

Décio Antônio Damin deciodamin@terra.com.br  
Porto Alegre
                                                                                          
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LULA E OS BLOQUEIOS
 
Que culpa têm os usuários das rodovias para serem penalizados com os bloqueios dos caminhoneiros? Todos nós somos vítimas, mas os caminhoneiros ainda não perceberam isso. O elevado aumento do preço dos combustíveis é consequência da má administração, da economia desestruturada e da inflação descontrolada – ou seja, nós, pessoas comuns, somos inocentes. Que os caminhoneiros atuem diante do Instituto Lula, da casa de Rui Falcão ou em Brasília, onde a presidente estiver, porque eles são os culpados pela inflação e pelos elevados reajustes nos combustíveis. Lula, quando presidente, por sua cabeça, mandava e desmandava, depois passou a instruir a obediente Dilma, embora a conta seja nossa para manter os 39 ministérios e uma dúzia de secretarias, enquanto, esporadicamente, apenas três ou quatro são consultados.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br 
Vila Velha (ES)

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A GREVE E O ‘EXÉRCITO DE STÉDILE’

Tenho estranhado a omissão dos responsáveis pelas instituições brasileiras quanto ao problema da segurança do nosso País. Apesar de ser promotor de Justiça aposentado, sou oficial da Polícia Militar do Estado de São Paulo, da reserva não remunerada, fui cadete da Academia Militar do Barro Branco, por isso, entendo de Segurança Nacional, entendo que, diante do bloqueio das estradas, agora com ameaça de multas elevadas aos caminhoneiros, parece-me que tal medida, aparentemente eficaz para os proprietários e condutores desses veículos, é inócua diante do perigo de tais manifestações serem levadas a efeito pelo MST. Quem seria multado? Que providências deveriam ser tomadas? Por quem? Se atentarmos para o fato de que os acampamentos dos sem-terra estão estrategicamente dispostos em pontos importantes de nossas estradas, esse braço armado do Partido dos Trabalhadores (PT) tem condições muito mais efetivas de paralisar o transporte rodoviário em grande parte do Brasil e, quem sabe, de todo o País, além de outros meios de transporte. Com as ameaças do ex-presidente Lula e de seu marechal João Pedro Stédile, é perfeitamente previsível uma ação naquele sentido. Sinceramente, não tenho a quem recorrer, a não ser a este prestigioso jornal, para expor minhas preocupações quanto a este estado de coisas.
    
Edson José Meneghetti meneghetti@aasp.org.br 
Piracicaba

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GUERRA DECLARADA

Lula, o fanfarrão irresponsável, não apenas estimula o conflito social contra essa odienta elite, que trabalha, paga impostos escorchantes e não aceita que uma classe social – a dele e a do Stédile – tenha ascensão social mediante o assalto à mão desarmada do Tesouro público. Óbvio que a guerra foi declarada. Resta saber se, para enfrentar o exército de Brancaleone, digo, Stédile teremos a ajuda das Forças Armadas brasileiras, já que os cidadãos foram cuidadosamente desarmados pela quadrilha, que já preparava esse entrechoque há muito tempo.

Carmela Tassi Chaves tassichaves@yahoo.com.br 
São Paulo

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DESARMADOS E AMEAÇADOS

Toda e qualquer manifestação nas ruas coloca a nossa vida em risco, pois o Estatuto do Desarmamento tirou qualquer chance de defesa da população, mas o exército de Lula/Stédile não obedece às leis do País, é inimputável penalmente, por não existir como pessoa jurídica, não ter CNPJ, CPF, conta em banco e endereço fixo. Pode cometer crimes e não ser preso, julgado e condenado. A quem interessa uma massa de manobra à margem da lei e da ordem? 

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br 
Osasco

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FÜHRER CABOCLO

Diante das evidências incontestáveis de que o PT atua no governo com lógica de quadrilha, o Führer caboclo Lula ameaça mobilizar as suas SS e SA, ou seja, os “movimentos sociais” por ele domesticados, na tentativa de sufocar pela força a justa revolta do povo brasileiro. Te manca, fascista caboclo, que tua hora vai chegar.

Renato Pires repires49@gmail.com 
Ribeirão Preto

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PELE DE CORDEIRO

A pele de cordeiro de Lula caiu em seu discurso aos militantes na Petrobrás. A “Carta ao Povo Brasileiro” deve ser esquecida depois de anos de governo, de exercício de poder e do grande patrimônio amealhado pelo partido nos desvios e propinas recebidas na administração da Petrobrás, se não em outras mais. Hoje temos o Lula autêntico, aquele que usa de suas prerrogativas para defender o poder que conquistou, que não quer perder. Acredita estar pessoalmente acima do bem e do mal. Lula hoje não acrescenta mais, divide.

Sergio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br 
Indaiatuba

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PERGUNTAS AO EX-PRESIDENTE

Tenho perguntas ao ex-presidente Lula e cujas respostas não consigo encontrar: 1) por que jogar o povo contra as elites, se são as elites que geram empregos? 2) Por que falar mal dos endinheirados, se tudo que o ex-presidente fez até hoje foi para se tornar um endinheirado? 3) Por que se intrometer no governo, se ele é apenas um EX-presidente? 4) Por que não vai cuidar de seus netos, fazendo o que aconselhou FHC a fazer quando este deixou o governo? 5) Por que declarar guerra, junto com Stédile, se precisamos apenas de paz e de um governo competente? 6) Por que se tratar no Hospital Sírio-Libanês, que é um hospital “de elite”, se ele deu a apoio aos seus companheiros médicos cubanos? 7) Por que mentir descaradamente dizendo que “nada sabe”, se sabemos que de “tudo sabe”? 8) Por que não “te calas”?
 
Márcia Rossi Soares marciarossi1@hotmail.com 
São Paulo 

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INTIMIDAÇÃO

Inacreditável a atitude deste sr. Lula da Silva ao incentivar o confronto com atitudes e palavras  de um verdadeiro terrorista, convocando o exército do sr. Stédile. A quem “elle”  está querendo intimidar?
 
Carlos Angelo Ferro carlosangelo@uol.com.br 
Mogi Mirim

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AOS FATOS!

“Passei a régua e, felizmente, Lula e Dilma estão limpos.” Com essa frase, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, deixa o Brasil de orelha em pé, desconfiado. Como assim? Temos em conta que o empreiteiro da UTC, Ricardo Pessoa, deu todos os indícios de que quer fazer delação premiada. O que impede Janot de ouvi-lo? Ora, sr. procurador, fica-nos parecendo que estão aí no alto escalão tentando um conluio para absolver Lula e Dilma de suas culpas no caso do Petrolão, tendo em vista que até o ministro da Justiça pressiona os empresários para que desistam da delação. Não é hora de deixar rolar, de implodir esse mecanismo corrupto instalado nos Três Poderes,  de provocar a queda da Bastilha brasileira, dando início a uma revolução para tirarmos de vez os pústulas que infestam nossa República, que detonam qualquer chance de ordem e progresso? Deixe ruir o império dos desonestos, dos desumanos, dos canalhas, sr. procurador, dê ao Brasil a oportunidade para se renovar, de construir uma nova estrutura, honesta, limpa, ética, do zero, sim! Que toda a verdade venha à tona! Exigimos saber o que se passa atrás dessa cortina que parece querer cobrir os fatos! Chega de mentira, chega de enrolação, à verdade dos fatos, sr. Rodrigo Janot!

Myrian Macedo myrian.macedo@uol.com.br 
São Paulo

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JANOT E NISMAN

Pode haver semelhança entre os dois. Duas interpretações podem ser dadas quando o ministro José Eduardo Cardozo advertiu o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, sobre a possibilidade de ele sofrer um atentado. Primeiro: do governo se eximir de toda responsabilidade, caso ocorra um atentado, porque foi alertado a tempo pelo próprio ministro da Justiça, que disse também que Janot que se virasse. Segundo: fazer uma ameaça velada, para que Janot meça bem as consequências em apresentar publicamente o nome dos políticos envolvidos na Operação Lava Jato. Na Argentina, dois dias antes de o promotor Alberto Nisman denunciar Cristina Kirchner, ele foi “suicidado” e a presidente falou que o crime tinha de ser elucidado pela polícia. Janot que se cuide, porque ele também pode ser “suicidado” antes de apresentar a lista dos políticos corruptos.  Se a lista está pronta, por que então Janot não a apresenta o quanto antes, surpreendendo assim todos os políticos envolvidos. Por que esperar por um possível atentado?

José Carlos de Castro Rios jc.rios@globo.com 
São Paulo 

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ALERTA

Cuidado, caro Rodrigo Janot, procurador-geral da República, a lista de políticos envolvidos na máfia da Petrobrás em suas mãos, para eles, vale muito mais que a sua vida. Lembre-se do procurador argentino encontrado morto, tudo aconteceu na véspera  de uma acusação.

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@hotmail.com
São Paulo

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REBAIXAMENTO
 
Conforme publicado pela Agência Estado em 24/2, a agência de classificação de risco Mooby’s rebaixou, na terça-feira, o grau de investimento da Petrobrás. E tudo isso devido ao maior grau de preocupação dos investidores com as investigações de corrupção que vêm sendo feitas dentro da Operação Lava Jato e também pelo atraso na entrega do balanço auditado. Por estas e por outras, a estatal está se aproximando do fundo do poço, o que talvez seja bom, porque lá será mais fácil encontrar petróleo.
 
Cláudio Moschella arquiteto@claudiomoschella.net
São Paulo

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PODIA SER PIOR

Dilma, sobre a Moody’s: “Falta de conhecimento do que está acontecendo”. Ainda bem! Se soubesse o que realmente está acontecendo na Petrobrás, a classificação de risco seria ainda pior.

Ailton de Souza Abrão a.abrao@terra.com.br
São Paulo

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DESCONHECIMENTO

A presidente Dilma afirmou que a agência Moody’s, que rebaixou o grau de investimento da Petrobrás, tem “desconhecimento” sobre a estatal. Sobre esse desconhecimento, faço algumas perguntas: 1)quando a própria Dilma Rousseff aprovou a compra da refinaria de Pasadena, será que ela também não tinha “desconhecimento” do tamanho do prejuízo que estava causando à Petrobrás?; 2) como poderia a Moody’s ter conhecimento da realidade da situação da Petrobrás, se a própria empresa publicou um balanço com vários meses de atraso, além de incompleto, que não considerava as perdas de mais de R$ 88 bilhões?; 3) tirando a própria presidente, ex-diretores, empreiteiros (alguns deles atualmente presos) e mais uma meia dúzia de pessoas, quem é que conhece de fato os bastidores das negociatas praticadas na Petrobrás?

Luciano Nogueira Marmontel automat_br@ig.com.br 
Pouso Alegre (MG)

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LEVY X MOODY’S
 
O governo brasileiro está tão acostumado a subestimar a inteligência dos brasileiros que acaba acreditando que não há limite para o seu poder de convencimento. Só que “o buraco é bem mais embaixo” quando essa tentativa de convencimento, já desacreditada no mercado financeiro, ultrapassa a zona eleitoral. O ministro Joaquim Levy, futuro ex-ministro da Fazenda a ser hostilizado pelos brasileiros, bem que tentou usar, com a agência de classificação de risco Moody’s (“Estadão”, 25/2), o repetido discurso de que “está tudo bem e sob controle” para mostrar que “o Brasil é um país sério”. Não deu certo, e o temor do governo com a “contaminação” da nota de crédito rebaixada será o golpe fatal para um verdadeiro “tsunami”, longe de uma “marolinha”, que se aproxima da economia brasileira, tão à deriva que fica difícil alguém – ainda – acreditar em um porto seguro.
 
Mirna Machado mirnamac@uol.com.br 
Guarulhos

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NUVENS NEGRAS DA ECONOMIA

O caos nas contas públicas consagrado no primeiro mandato da Dilma reflete hoje nos números da inflação, como o da prévia que o Instituto Brasileiro e Estatística e Geografia (IBGE) acaba de divulgar, de alta de 1,33% para este mês de fevereiro. Ou o maior para o período desde 2003. E o acumulado em 12 meses sobe perigosamente para 7,35%. Enquanto isso o déficit em conta corrente nos últimos 12 meses alcança US$ 90,358 bilhões, ou 4,17% do PIB. Número nada confortável, já que a arrecadação de tributos neste início de 2015 não cresce e demonstra o estágio real de recessão da nossa economia. Por outro lado, temos um fato novo e grave, como do governo federal que, por falta de recursos, não consegue saldar seus compromissos com seus fornecedores, o que já está promovendo uma aceleração na demissão de trabalhadores. Todo esse quadro de nuvens negras da nossa economia gera até a desconfiança dos analistas de mercado de que o ministro Joaquim Levy consiga seu objetivo de entregar em 2015 um superávit primário de apenas 1,2% do PIB. E, para complicar, estamos assistindo também a uma greve dos caminhoneiros, que não suportam mais a elevação de seus custos, e interrompem não somente o tráfego nas principais estradas do País, mas a produção das empresas e a entrega de produtos básicos como alimentos, gasolina, etc., o que já está provocando desabastecimento... E a presidente Dilma, que não assume seus erros, continua silenciosa e confortável no sofá do Planalto, como se nada de ruim acontecesse nesta terra tupiniquim.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com
São Carlos

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PROMESSAS VÃS
 
Não bastam promessas de Joaquim Levy aos investidores americanos e brasileiros. Há necessidade de que os empresários confiem no governo, o que somente ocorrerá com a total mudança de rumos. Se não houver transparência nos assuntos da Petrobrás nem punições aos que assaltaram seus cofres, fica uma interrogação. De outro lado, a confiança dos empresários repousa na estabilidade dos contratos e nas ingerências políticas que possam haver, especialmente as do PT. Nenhum empresário colocará seu dinheiro na dependência de um governo dúbio, esquivo, populista ou tergiversador, porque tais defeitos impedem que seus negócios se desenvolvam satisfatoriamente. Assim, fica difícil para este governo, porque não basta prometer, precisa demonstrar e cumprir. Mas o PT deixará?

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br 
Rio Claro

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EQUILÍBRIO FISCAL?

Informações recentes nos dão conta de que o governo quer mudar o cálculo da aposentadoria. Essa medida seguiria outras propostas pelo sr. ministro da Fazenda que já estão para ser votadas pela Câmara e que prevêem restrições à concessão do salário desemprego e também às pensões concedidas às viúvas de aposentados do INSS. Por outro lado, tem-se notícia, também, de que os magistrados deverão receber auxílio residência, medida que inclui, inclusive, os que possuem residência própria no local onde trabalham. Já os magistrados cariocas têm também auxílio-alimentação e de deslocamento. Pasmem, essas regalias são oferecidas a quem já recebe polpudos salários e nossos “atarefados” deputados e senadores, terão passagens aéreas gratuitas para seus cônjuges. Afinal, quem realmente será atingido pela necessidade de equilíbrio fiscal?

Sérgio Cunha scunha1001@yahoo.com.br 
São Paulo

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ACORDO BRASIL E FRANÇA

Brasil e França assinaram um acordo de construção da ponte unindo por terra o Amapá à Guiana Francesa. A França, prontamente, cumpriu a sua parte e construiu o seu lado da ponte. E o Brasil? Até agora, nada. Por aí se vê como o Brasil é vítima da corrupção, incompetência e inércia dos seus governantes. A ligação entre Oiapoque, no Amapá, e Saing Georges du Oyapoque, na Guiana Francesa, continua sendo feita apenas por barco na travessia do Rio Oiapoque, quando já deveria ser por terra há um bom tempo. É uma ligação direta e por terra do País com a Comunidade Europeia. A França já construiu uma moderna estrada ligando a cidade à capital Cayena em apenas duas horas de carro, por onde passarão inúmeros produtos brasileiros e ajudará a desenvolver a região, mas o Brasil não se mexe. Estamos cansados de tanta incompetência e corrupção no nosso país.
 
Renato Khair renatokhair@uol.com.br 
São Paulo

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OBRA INACABADA

O Brasil “abandona” a ponte que seria feita em parceria com a França? Nada justifica. Mas, pior do que não fazer nada é deixar inacabado por tanto tempo. Ou será que o motivo é que essa grande obra foi iniciada com FHC?
  
Maria do Carmo Zaffalon Leme Cardoso mdokrmo@hotmail.com
Bauru 

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ESBÓRNIA SINDICAL
 
Pelo editorial do “Estadão” (“Como se partilhassem o butim”, 23/2, A3) sobre a liberação automática de R$ 15 milhões por ano da arrecadação do Imposto Sindical – doação compulsória anual de um dia de trabalho do trabalhador com carteira assinada – para a Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), autorizada pelo ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias (PDT), fica evidente que a reforma sindical está entre as mais urgentes no Brasil. O País está entre os poucos de economia capitalista que não assinaram a convenção da Organização Internacional do Trabalho (OIT) que dá ao trabalhador ampla liberdade de escolher entre contribuir ou não para o sindicato de sua preferência. Até quando a classe trabalhadora será roubada por estes sindicatos parasitas (15.007 em 2013) que não prestam contas à sociedade?

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com 
Campinas 

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TEATRO DO PMDB NA TV
 
O PMDB tentou ajudar, mas não conseguiu. O momento é delicado e não se resolve com falácias, e sim com atitudes, e isso falta não só deles, como do PT, visto que não resolveram nem a greve dos caminhões, com pedágios e diesel aumentando. Não bastassem as montadoras com demissões em massa, também a construção civil e o comércio o desemprego tem rondado. As famílias, além de enfrentarem esses preços altos nos alimentos, combustível e energia elétrica, estão atônitas e não dormem mais com tranquilidade, pois a cada dia se apresenta uma nova denúncia de corrupção. Se for pelo discurso do PMDB, tudo está bem (e está para eles!), porque para o povo (é só ouvir as ruas, coisa que não fazem), que está em campana, vai explodir a qualquer momento. Porém não o subestime (o povo), não adianta usar a mídia para tentar enganar, pois as eleições já se foram, só que para o povo os palanques são as realizações. Que bem o diga Geraldo Vandré: “Vem, vamos embora, que esperar não é saber. Quem sabe faz a hora, não espera acontecer”.
  
Nelson Scatena nelson.scatena@hotmail.com 
São José dos Campos

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O JOGO

Como nunca antes visto neste país, temos dois presidentes governando, Lula e Dilma, e dois vice-presidentes, Michel Temer e Renan Calheiros. Que quadra, hein!
 
Valdy Callado valdypinto@hotmail.com 
São Paulo

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O 11.º MINISTRO DO STF

Leio que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello, na sua peculiar eloquência e sintaxe irretocável,  critica a presidente Dilma pela demora em indicar um substituto para a vaga deixada pelo ministro aposentado Joaquim Barbosa na Corte (“Estadão”, 27/2, A6). Usou termos duros em relação ao que chamou de omissão de Dilma, trouxe à baila até comparação com as artimanhas do Marechal Floriano Peixoto, na República Velha, foi aparteado nos conformes por seus pares, enfim, tudo de acordo com a liturgia da Casa. Devo confessar, contudo, que meu entusiasmo – assim como o de muitos brasileiros, penso – com as manifestações do ministro Mello se esboroou quando, ano passado, decidiu, na contramão da expectativa geral, a votação pela aceitação dos embargos infringentes no processo do mensalão, livrando os mensaleiros da acusação de formação de quadrilha.

Joaquim Quintino Filho jqf@terra.com.br 
Pirassununga 

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A CRÍTICA DO DECANO

Interessante a crítica do zeloso ministro sr. Celso de Mello e sua preocupação com os julgamentos relativos à Operação Lava Jato. Se for para posicionamentos como os do mensalão, com os “embargos infringentes”, o tribunal pode ficar como está mesmo. 
Para que mais um ministro?

Paulo Neves Paulo usppd@yahoo.com.br 
São Paulo

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TEMPO

Deselegantes e injustas as considerações críticas do senhor ministro Celso de Mello a respeito daquilo que considerou demora da nossa presidente da República na indicação do 11.º integrante do Supremo Tribunal Federal (STF). Dona Dilma tem pelo menos quatro boas razões para proceder como procede: 1) ela não tem prazo para tomar a decisão; 2) ela tem muitas outras coisas para fazer a favor do bem-estar dos brasileiros, especialmente dos mais pobres; 3) o açodamento, como bem sugeriu nosso ministro da Justiça, é mau conselheiro; 4) é necessariamente longo o tempo para ela ouvir todos os interessados no assunto, inclusive, naturalmente, os russos.

Euclides Rossignoli euros@ig.com.br  
Avaré

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A PREFEITURA DE FERNANDO HADDAD

Árvores podres despencam e matam pessoas, ônibus em péssimo estado de manutenção perdem o freio e não machucam ninguém por pura sorte e qualquer chuvinha mais grossa alaga a cidade e desliga inúmeros semáforos, prejudicando o trânsito e provocando acidentes. Se o prefeito Fernando Haddad dispensasse recursos financeiros e humanos para corrigir essas aberrações, em vez de direcioná-los para seu desejo obsessivo-compulsivo de construir intermináveis ciclovias e faixas exclusivas para ônibus, a cidade de São Paulo agradeceria imensamente.

Luciano Harary lharary@hotmail.com  
São Paulo

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O PREFEITO E AS ÁRVORES

O prefeito Fernando Haddad tem ódio das árvores. A queda recente de quase 2 mil árvores de grande porte não é resultado de ventos e de tempestades. Deve-se à falta de manutenção e de fiscalização da Prefeitura: não há poda, são asfixiadas pela cobertura de ervas daninhas, têm suas raízes também asfixiadas com o cimento das calçadas, que cobre até seus troncos. Acabou com a Parque da Augusta, contrariando a vontade popular em beneficio de grandes e milionárias empreiteiras que ali construirão mais três torres no lugar de árvores gigantes, muitas delas remanescentes da Mata Atlântica.

Maria Luiza Marcilio aluiza@uol.com.br 
São Paulo 

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DO DISCURSO À REALIDADE

Lembram-se do primeiro discurso do prefeito Haddad logo após a posse? O primeiro dinheiro da Prefeitura “será para atualizar os semáforos”. A gestão dele só deixou duas coisas até agora: ciclofaixas e o caos.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com     
São Paulo

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GESTÃO DO PT NA CAPITAL

Onde estão os vereadores de São Paulo, que continuam de braços cruzados, assistindo de camarote à destruição da nossa cidade pelo prefeito e não tomam nenhuma atitude sensata para terminar esse martírio? Não é necessário enumerar os problemas que afetam a sociedade que vive nesta capital, já de amplo conhecimento de todos. Falta apenas aos vereadores honrarem os votos recebidos pelos eleitores e assumirem suas responsabilidades.

João Ernesto Varallo jevarallo@hotmail.com   
São Paulo

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PREFEITO E PROFESSOR

Soube por este jornal que o prefeito da minha querida São Paulo dará aulas na Universidade de São Paulo (USP) às segundas-feiras pela manhã. Vou acompanhar atentamente o deslocamento do prefeito de seu lar até a USP/Cidade Universitária, da USP até a Prefeitura e da Prefeitura de volta ao lar: tudo isso de ônibus ou de bicicleta, certo? Nós, paulistanos, queremos muito aprender a viver e a trabalhar com mais qualidade em nossa cidade. Só mais uma questão: o expediente das manhãs de segunda será reposto na Prefeitura aos sábados? 

Ana Lucia Tubero anatubero@afasia.com.br 
São Paulo

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‘O VELHO OESTE DE HADDAD’

No editorial “O velho oeste de Haddad” (22/2, A3), o “Estadão” foi benevolente demais com o prefeito de São Paulo. Chega, ao final, à constatação de que “Haddad pensa que, com seu pífio desempenho, está fazendo uma revolução na cidade”. Mas não dá o devido peso a uma frase do prefeito, citada no início: “Tem uma campanha, que eu acho sórdida, contra o projeto de modernização da cidade”. Pois o raciocínio de Haddad nela presente vai muito mais longe. Ele diz, simplesmente, que “esse mundo (dos que resistem a seu projeto) acabou”. Não podemos nos esquecer de que o prefeito, por ocasião de sua tentativa de aumentar o IPTU em 2013, encontrando oposição, a qual levou a uma decisão do STF adiando o aumento por um ano, declarou que esta “elite paulistana” tinha de ser “reeducada”, e era o que ele se propunha a fazer. O dirigente Pol Pot, que, entre 1975 e 1979, reeducou o povo do Camboja, assinaria embaixo. 
        
José Teixeira Neto zecatex@hotmail.com 
São Paulo

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POL POT TUPINIQUIM

O projeto de “modernização” da cidade de Fernando Haddad nada tem a ver com as cidades desenvolvidas citadas (22/2, A3). Sua declaração seria hilária se não fosse trágica. Haddad tornou-se, sim, porta-voz da pretensão hegemônica do minoritário PT – para o qual todos os meios são válidos. Afinal, o paulista tem que ser dobrado. Haddad esquece-se que foi eleito graças a Gilberto Kassab que virou casaca após sua reeleição. Haddad esquece-se que só cerca de 15% dos brasileiros são petistas e que a eleição de Dilma foi puxada pelo partido majoritário que é o PMDB. O professor doutor Haddad esquece-se que a postura exemplar é um detalhe importante na apresentação de qualquer professor universitário. De fato, suas táticas e políticas esdrúxulas só podem imobilizar São Paulo e levá-la a se transformar em uma nova Phnom Penh – capital do Camboja esvaziada pelo Khmer Vermelho. Mas, ainda está em tempo deste Pol Pot tupiniquim corrigir seus graves erros e, quem sabe, cumprir a obrigação assumida com o seu mandato e se tornar o prefeito que todos os paulistanos necessitam.

Suely Mandelbaum, urbanista suely.m@terra.com.br 
São Paulo

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AMEAÇA

O que o prefeito Haddad quer dizer com “(...) a cidade não vai mais funcionar como funcionava antigamente. Esse mundo acabou”? Essa afirmação soa como uma ameaça. Ameaça de impor aos paulistanos uma cidade pior? Um castigo por exercerem o seu direito de manifestar a opinião sobre as ciclovias, caras, mal feitas e mal planejadas? Uma pergunta: quantos ciclistas podem transitar ao mesmo tempo nessas ciclovias estreitas e cheias de obstáculos? O prefeito já fez esse cálculo? Certamente elas não comportam os ciclistas necessários para reduzir significativamente o trânsito de veículos, como quer o sr. Haddad. Por que ele não investe esse dinheiro no transporte coletivo?  Convido-o a pegar um ônibus na Avenida Eliseu de Almeida para experimentar o conforto dessas carroças que ele chama de ônibus, numa via repleta de buracos e ondulações como essa avenida (sem contar a sujeira, as baratas, o barulho e o calor dentro do ônibus). Parece que ele ainda não entendeu por que os paulistanos preferem o “transporte individual motorizado”. 

Elisa Maria Pinto Cesar Andrade elisa@spcesar.org 
São Paulo

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INCOMPETÊNCIA E INCONSEQUÊNCIA

Se alguém souber, eu gostaria de ser informado sobre as intenções do sr. prefeito para a cidade de São Paulo. Ciclovias e ciclofaixas sem o menor planejamento; faixas exclusivas para ônibus com pouco movimento; semáforos que quebram ao menor som de trovão; a cidade está suja como nunca antes neste Estado. Na gestão passada, o sr. Kassab enfrentou muitas resistências para a implantação da lei Cidade Limpa, e agora o poste 2 permite a chamada “arte de rua”, algumas que de arte não têm nada. Vejam o que fizeram nos Arcos do Jânio num desrespeito ao patrimônio municipal. Vejam a Avenida 23 de Maio, o absurdo da poluição visual, com as benesses da Prefeitura. Agora estão fazendo o mesmo no Túnel 9 de Julho, numa afronta ao cidadão paulistano. Limpar a cidade? Não. Acabar com a cracolândia? Não. Melhorar as escolas públicas municipais? Não. Pagar decentemente os funcionários públicos? Não. Limpar o lixo acumulado embaixo de viadutos, principalmente? Não. Amontoar morador de rua em “hotéis” promíscuos? Sim. Criar “perfumarias” em logradouros públicos? Sim. Facilitar a vida de dependentes químicos pagando R$ 15,00 na operação Braços Abertos (sói se for para injetar drogas) melhorando o rendimento de traficantes? Sim. Volto a minha pergunta: que diabos este incompetente e inconsequente prefeito está querendo fazer com a nossa cidade? 

Luiz F. de Assis Salgado salgado@grupolsalgado.com.br
São Paulo

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A COBRANÇA DA SABESP

É muita cara de pau da Sabesp estampar na conta d’água que tive um “bônus” de R$ 10,74, porque atingi a “meta” de 8metros cúbicos. Explico: meu consumo de água no mês foi de 6 metros cúbicos, porém o consumo mínimo cobrado pela companhia é de 10 metros cúbicos, no valor de R$ 17,91, que, somado à taxa de esgoto, perfaz R$ 35,82, e com o bônus este valor foi reduzido para R$ 25,08. Ora, se o preço por metro cúbico é de R$ 1,791, o valor do meu consumo de água foi de R$ 10,74, totalizando R$ 21,48 com a taxa de esgoto. Portanto, o “bônus” que a Sabesp tão generosamente me deu foi um acréscimo de R$ 3,60. Uma cobrança por um produto que eu não consumi! Agradeço à Sabesp, mas “bônus” desse tipo eu preferiria, no lugar dele, a devolução de todo o dinheiro que me foi cobrado durante esses anos todos por um produto não entregue. Entendo que a empresa tenha um valor mínimo para cobrança, porém em casos eventuais diferenças deveriam ser levadas a crédito dos clientes. Fico só imaginando quantos milhares de outros consumidores também estão pagando por um produto que nunca receberam...

Edison Loureiro eddy.loureiro@gmail.com 
São Paulo

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MINHA CONTA DE LUZ

Será porque eu não votei na Dilma que a minha conta de luz veio com “reajuste tarifário baixa tensão: média de 27,21% homologado pela Resolução 1.849/15 Aneel aplicável a partir das leituras de 3/3/15, inclusive”, cobrando consumo (KWh), bandeira verde, bandeira vermelha, PIS/Pasep, Cofins, ICMS, juros de mora, multa por atraso de pagamento, atualização monetária, contribuição Custeio IP-CIP?

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br  
Monte Santo de Minas (MG)

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O BOI E O CARBONO

Injusto o artigo “Nos caminhos do boi, os rastros a apagar” (26/2, A2), de Washington Novaes. O boi a pasto está entre os poucos animais que transforma fibra, portanto carbono, em proteína de alta qualidade. A “pegada de  carbono” do boi precisa incluir na conta o crescimento das pastagens. Cada vez que o boi come gramíneas, esta volta a crescer e sequestra carbono. Portanto, o boi promove sequestro de carbono ao se alimentar de gramíneas.  A conta não é neutra, mas quase. Se temos de modificar como produzir, certamente o boi não é prioritário. 

Roberto Jank Junior robertojr@agrindus.com.br 
Descalvado

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‘FÓRUM DOS LEITORES’

Ler o “Fórum dos Leitores” do “Estadão” nos oferece um sabor especial, tanto pelas notas inteligentes, informativas e bem humoradas como pelo bom algúrio em saber que temos muitos bons cérebros no País. 

José Antonio Garbino garbino.blv@terra.com.br 
Bauru

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