Fórum dos Leitores

PETROLÃO

O Estado de S.Paulo

01 Março 2015 | 02h04

Engavetador da republiqueta

Comenta-se que Rodrigo Janot, procurador-geral da República, está montando um acordão comandado pelo Palácio do Planalto, envolvendo o Ministério da Justiça, o Tribunal de Contas da União, a Controladoria-Geral da União e a Advocacia-Geral da União, com o beneplácito da Ordem dos Advogados do Brasil. Janot não ofereceria denúncia, pediria apenas abertura de inquéritos. Não reconheceria crimes e jogaria no lixo todo o trabalho de uma força-tarefa de 15 procuradores do Ministério Público Federal, de dezenas de agentes da Polícia Federal e do juiz Sérgio Moro. Seria algo inacreditável, escabroso, altamente estranho, comprometedor e vergonhoso, pois as denúncias e provas se acumulam na frente de todos há quase um ano, com duas CPIs abafadas e uma terceira caminhando para o mesmo fim. A pergunta é: Janot será um Antônio Fernando ou mais uma marionete do Planalto e do Legislativo podre e corrompido do País, sob a batuta do Lulla? Janot parece apavorado com as ameaças e intimidações do ministro da Justiça. Se o procurador fizer o acordão, será o engavetador-geral desta republiqueta de araque, comandada pelo Partido Trambiqueiro. Isso é imoral e vai emporcalhar e desmoralizar a confiança que o povo deposita no Ministério Público Federal. País rico é país sem safadeza.

CARLOS ALBERTO R. S. DE QUEIROZ

soares.queiroz@terra.com.br

São Paulo

Instituições em frangalhos

Políticos, sabemos, não são santos. Fazem parte do jogo as encenações, traições, mudanças ideológicas, fisiologismo, conversas ao pé do ouvido, etc. A diferença são as instituições. Quando um político é apanhado em flagrante ilegalidade num país de Primeiro Mundo, cessam os conchavos. O político é julgado e, se for considerado culpado, condenado e pronto. Não há reuniões secretas entre representantes dos três Poderes com o Ministério Público para livrar a barra do acusado. Nem tentativas de distorcer a verdade jogando a culpa em terceiros inocentes, colocar tudo e todos num balaio de gatos para ver se assim se salvam, ou efervescer o ambiente político, jogando parte da população que o apoia, mesmo sabendo dos ilícitos, contra quem diverge e, por isso mesmo, quer sua condenação. Isso, infelizmente, é o que acontece na República Bolivarianista do Brasil há 12 anos, desde que o lulopetismo alcançou o poder pela via democrática e se esqueceu disso. Lula e seus seguidores tomaram gosto pela coisa, aparelharam o Estado, locupletaram-se à custa do erário, mandaram dinheiro sujo para fora do País, demoliram nossa economia e nossas principais empresas, minaram o pouco de moral e ética que ainda havia no Legislativo e no Judiciário, ainda por cima levando de roldão muitos empreendedores da iniciativa privada. Para completar, denegriram o nome do Brasil no exterior, tanto na área econômica quanto na política externa. Agora parece que, com medo do que lhes pode acontecer fora do poder, estão dispostos a usar qualquer recurso, lícito ou ilícito, para não deixá-lo. Até mesmo pegar em armas, como insinuou Lula ao conclamar o nefasto João Pedro Stédile a levar seu exército de sem-terra para as ruas. Somente um ato de coragem partindo de nós, classe média, que paga as contas, poderá acordar o restante da população e levar o Legislativo e o Judiciário a tomar mais cuidado em suas decisões, não fazendo tábula rasa de nossa Constituição e das leis, como vem ocorrendo.

PERCY DE M. CASTANHO JUNIOR

percy@clubedoscompositores.com.br

Santos

O exército de Stédile

Sobre a ameaça do sr. Luiz Inácio de envolver o tal exército de Stédile na campanha de "levantar a cabeça" de Dilma, é bom levá-la a sério, porque o ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Elías Jaua Milano, responsável pelo treinamento de milícias paramilitares com o auxílio de cubanos, tem estado em estreito contato com seus camaradas petistas. Sabendo-se que a luta de classes é parte integrante dos ideais trotskistas dos fundadores do PT, temos de tomar muito cuidado com as provocações, que podem jogar o País numa nova espiral de baderna generalizada. O melhor que poderia acontecer com Lula seria algum jurista de peso pedir à Justiça a quebra do sigilo bancário do seu sócio Paulo Okamotto, já que os dois têm envolvimento desde os tempos do Sindicato dos Metalúrgicos. Só esse boato seria suficiente para acalmá-lo.

NESTOR R. PEREIRA FILHO

rodrigues-nestor@ig.com.br

São Paulo

O partido

No ano de 1980 um grupo de amigos que detestavam trabalhar se reuniu como de costume num bar para tomar umas e outras e falar de política. Após algumas caipirinhas e muitas cervejas, tiveram a brilhante ideia de representar a classe trabalhadora contra a terrível exploração capitalista. Foi assim que um grupo de pessoas que não trabalhavam fundou o Partido dos Trabalhadores para ficarem ricas sem ter de trabalhar. Durante todos estes 35 anos, o Partido dos Trabalhadores que não teve um único trabalhador sobreviveu graças ao suor dos que vivem trabalhando. O chefão, que também nunca trabalhou, foi eleito presidente por duas vezes e ficou famoso por distribuir bolsas e outras vantagens a milhões de pessoas que não gostavam de trabalhar. Esse chefe, muito avesso ao trabalho, vive dizendo ser eternamente perseguido por alguém, pela "zelite" ou por "eles" que não aceitam um governo do Partido dos Trabalhadores que sabidamente não tem nenhuma experiência em trabalhar. Ele diz ainda que anda perdendo a paciência e está disposto a declarar guerra com o objetivo de garantir o poder do Partido dos Trabalhadores convocando o exército de trabalhadores rurais que vivem há décadas sem trabalhar.

WILSON SANCHES GOMES

sancheswil@hotmail.com

Curitiba

Derrocada

Diante da crescente queda de popularidade, e para mudar o foco, o PT já está atirando para todos os lados. É o início do fim.

MARCOS CATAP

marcoscatap@uol.com.br

São Paulo

GOVERNO DILMA

Cavalo de pau

O governo limita os gastos de ministérios a R$ 75 bilhões até abril, inclui o PAC nos cortes e revê desonerações de folha salarial. As medidas, ainda parciais e que devem ser aprofundadas, vêm na sequência de outras, como maior carência para receber abono salarial, idem para seguro-desemprego e pensão por morte, alteração no auxílio-doença e demais intervenções sobre "direitos adquiridos" dos trabalhadores, que passaram a ter pesadelos com vacas tossindo e indo para o brejo em meio a uma inflação acima do teto da meta. À vista desse cavalo de pau de quem até ontem desdenhava da austeridade e imputava aos adversários na eleição tais medidas, fica a indagação: quem são mesmo os odiosos "neoliberais"?

SILVIO NATAL

silvionatal49@gmail.com

São Paulo

BRASIL 2015

Mensaleiros do PT em casa, Renato Duque, ex-diretor da Petrobrás, em liberdade, tudo graças ao nosso tendencioso Supremo Tribunal Federal (STF). Juiz que manda apreender bens do empresário Eike Batista se apropria desses bens para seu uso na cara dura, sem nenhuma vergonha. Corrupção dentro da Petrobrás ainda correndo solta e a nota de crédito da antes maior empresa do País é rebaixada pela Moody’s, fazendo com que a nota do Brasil possa seguir o mesmo caminho em pouco tempo. A política econômica deste desgoverno afundando o País em recessão, inflação, desemprego, desabastecimento, greves, passeatas, crescimento negativo, etc., etc. e tal. Tabela do Imposto de Renda sem um reajuste que faça justiça aos trabalhadores, aposentados e pensionistas. O STF empurrando com a barriga, há anos, o julgamento dos planos econômicos das eras Sarney e Collor. A “gerentona” Dilma Rousseff insistindo no mesmo discurso de que isso tudo é para o Brasil entrar num novo ciclo de desenvolvimento e emprego. Mas como, se a indústria, os serviços e o comércio estão demitindo pessoal em vista do baixíssimo volume de encomendas, estoques elevados em todos os setores, vendas em queda e juros estratosféricos? Este é um país que nunca irá para a frente enquanto politiqueiros deste nível continuarem sendo eleitos e reeleitos pelo voto de cabresto e fazendo promessas jamais cumpridas. É o fim da picada!
 
Boris Becker borisbecker@uol.com.br 
São Paulo

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ESTRANHA AMEAÇA

Na véspera de o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apresentar denúncias contra os políticos suspeitos de envolvimento na Operação Lava Jato, no esquema que desviou de R$ 10 bilhões a R$ 20 bilhões da Petrobrás, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, descobre que existe uma ameaça contra o procurador Janot. Mas não falou de onde surgiu essa ameaça. Só esperamos que ele (Janot) não cometa suicídio, como fez o falecido promotor argentino Alberto Nisman na véspera de denunciar a presidente argentina, Cristina Kirchner, por acobertar iranianos no atentado antissemita à Amia em 1994, em Buenos Aires, que matou 85 judaicos e deixou 300 feridos. 
 
Valdy Callado valdypinto@hotmail.com 
São Paulo

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A LISTA DO PROCURADOR

Que da Lava Jato só sobrem cinzas, oremos por Janot, que não leva jeito de pizzaiolo. Mas estão tentando acender o forno.
 
Sinclair Rocha sinclairmalu@uol.com.br
São Paulo

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PROCESSOS OCULTOS NO STF

Absurdo tomar conhecimento, pela matéria publicada no “Estadão” em 24/2, “Janot quer fim de sigilo de inquéritos de políticos”, de que no Supremo Tribunal Federal (STF), com a Operação Lava Jato, fala-se em “processos ocultos” (quando não é possível consultar o processo no sistema do Supremo nem acompanhar a sua tramitação) para as excelências que têm foro privilegiado. Como pode acontecer tal aberração, se, quando se entra com um processo em qualquer instância judiciária, tem-se de pronto uma numeração para, assim, poder acompanhar a tramitação do mesmo? Então, como poderemos confiar no STF com tal procedimento? Quem garante que estes “processos ocultos” não irão sumir? Existem misteriosas forças políticas nessa corte que podem, num passe de mágica, fazê-los evaporar?

Agnes Eckermann agneseck@gmail.com 
Porto Feliz

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A SOLUÇÃO

Em 2005 foi revelado o escândalo do mensalão do Partido dos Trabalhadores (PT). Em 2012, petistas foram condenados no Supremo Tribunal Federal (STF) pelo esquema de compra de apoio parlamentar no Congresso Nacional com o uso de dinheiro público. Durante todo esse período, e depois, o PT não tomou vergonha na cara e foi enchendo de dinheiro o seu caixa, o bolso dos companheiros e dos políticos da base alugada por meio de outro escândalo: o petrolão, que destruiu a Petrobrás e foi muito maior do que o mensalão. Não custa lembrar que, em 2009, enquanto a Petrobrás era sistematicamente saqueada, Dilma Rousseff se posicionou de modo veemente contra a instalação de uma CPI para apurar desvios na estatal. Dilma, que era a manda-chuva da companhia, assegurava que a contabilidade interna da Petrobrás era confiável. Hoje sabemos o quão dotadas de credibilidade eram essas contas. E também hoje o governo se movimenta de forma ensandecida nos bastidores para salvar a pele de Lula e Dilma, que, cá entre nós, não tinham como não saber o que se passava na petroleira, cujo valor de mercado ia despencando diante dos olhos do mundo inteiro. Ao mesmo tempo, vemos Luciano Coutinho, presidente do BNDES, agir para frear a iniciativa da oposição de instalar uma CPI sobre alguns financiamentos considerados estranhos executados pelo banco – sim, Coutinho age como Dilma agiu em 2009. Certas operações do BNDES levantam suspeitas já há algum tempo. Assim como também há fortes suspeitas de que um esquema aos moldes do petrolão teria se estendido para o setor elétrico, o que traria à luz mais um escândalo: o eletrolão. Pergunta: há solução para que o Brasil não afunde de vez nos próximos meses? Sim, existe, e, na minha opinião, ela passa obrigatoriamente pela queda do governo. Dilma Rousseff deve sair por meio de um processo de impeachment. Estou cansado de ser assaltado. O PT não tem mais a menor condição de continuar dirigindo o Brasil. 

Henrique Brigatte hbrigatte@yahoo.com.br 
Pindamonhangaba

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A ESCOLHA DE DILMA

Impeachment ou renúncia, a escolha de Dilma... Agarrar-se ao que resta de um projeto de poder fracassado, ou entregá-lo pelo bem do País. Esgueirar-se dos palácios pelos porões do passado ou despedir-se pelas portas do futuro. A escolha é sua, Dilma. Escreva você mesma, ou leia algum dia inconformada, o epílogo da sua história.

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br
São Paulo

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IMPEACHMENT

Li atentamente o artigo de Almir Pazzianoto Pinto sobre as possibilidades de impeachment da presidente Dilma Rousseff (“Impeachment – da utopia à realidade”, 26/2, A2). Segundo o sr. Pazzianotto, o trajeto é tortuoso e incerto. Méritos ao articulista, que soube alertar sobre a incompetência da oposição política em se reinventar para tornar-se uma opção viável ao PT no poder. Outro mérito do sr. Pazzianotto é alertar para o caráter difuso da oposição a Dilma, uma falha que até o momento não foi sanada. Gritar palavras de ordem é fácil. Difícil é propor uma opção viável e apropriada ao nosso Brasil. Basta nos perguntarmos: quem seria o político mais adequado para substituir Dilma? Michel Temer? Jair Bolsonaro? Bem nos alertava Jean Starobinsky ao refletir sobre a produção artística durante os anos da Revolução Francesa, dizendo que momentos de convulsão social e revolução são pobres em produção artística e reflexão intelectual. Não caiamos nessa armadilha de agir sem pensar.

Edison Minami edison.minami@hotmail.com  
São Paulo

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BALDE DE ÁGUA FRIA

O ex-ministro Almir Pazzianotto Pinto nos atira um balde de água gelada remetendo-nos à realidade e ao bom senso, daqueles que o têm, com relação às “esperanças” de um impeachment da atual presidente Dilma Rousseff.  Sem um partido forte de oposição, comandado por lideranças respeitadas e reconhecidas nacionalmente, não há como levar a bom termo a sonhada “utopia” do impeachment, muito embora ela esteja já impregnada no coração e na mente de milhões de brasileiros. Espero estar errado.
                                                                                Marco Antonio R. Nunes nunesmarcelao@hotmail.com 
Pindamonhangaba

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TRISTE CONCLUSÃO

Li, com grande prazer o artigo de Almir Pazzianotto
“Impeachment – da utopia à realidade”, mas cheguei à triste conclusão de que faltam no País homens de elevada estatura ética, moral e política para orientar os destinos desta nação, ou, se os há, estes fogem da política como o diabo da cruz. Diante dessa realidade, o que nos pode reservar o futuro? Uma crescente mediocridade e nossa triste permanência entre os países terceiro-mundistas podem ser nosso destino. Reconheço ser difícil para pessoas bem formadas e de caráter conviver com os políticos que temos, mas deve haver uma maneira de superar essas dificuldades. Talvez o moto do brasão paulista seja uma inspiração: “pro brasilia fiant eximia”.

Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br 
Campinas

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INDIGNAÇÃO E VERGONHA

Impeachment é um ato – um recurso – público de exceção. Não deveria haver necessidade de empregá-lo. Por isso é compreensível a hesitação de aderir à exigência. Não são os erros de gestão econômica – incompetência e viés ideológico – e as consequências sentidas os principais motivos e justificativas. Mas, sim, a indignação e a vergonha pela corrupção, pela desfaçatez com que se pratica mentira e sofisma, a falta absoluta de credibilidade dos representantes, a necessidade de provar que a cultura da sociedade brasileira não é a protagonizada pelo PT, por Lula, Dilma, Dirceu, Genro, MST, Mantega, Mercadante, etc.
 
Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br
São Paulo

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A HISTÓRIA SE REPETE

“O que necessitamos no momento é de uma profunda reforma institucional que elimine da legislação eleitoral partidária as raízes e as causas da corrupção eleitoral, que elimine da legislação penal e tributária brasileira a base para os crimes eleitorais, para a corrupção e, principalmente, para a impunidade” (deputado José Dirceu). “O presidente da República não está sendo derrubado pelos seus adversários nem por cartórios organizados. Está sendo destituído pela marcha da insensatez que ele próprio deflagrou a partir da posse. São os fatos, a dura realidade dos fatos, e não a astúcia de seus opositores, que o condenam” (deputado José Serra).
Trechos dos discursos dos dois deputados na Câmara dos Deputados em 29 de setembro de 1992, na sessão que cassou o mandato do ex-presidente Fernando Collor de Mello.

Maurício Rodrigues de Souza mauriciorodsouza@globo.com 
São Paulo 

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DILMA ‘GOULART’

Será que Dilma Goulart, ops, desculpem, Rousseff aguenta até o 31 de março?

Frederico d’Avila fredericobdavila@hotmail.com 
São Paulo

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CULPANDO O PASSADO

Conta-se que, quando Nikita Kruschev estava para passar o poder para Leonid Brejnev, na frente do seu sucessor, ele sentou e escreveu duas cartas e lacrou-as. Kruschev deu as cartas a Brejnev e disse que, quando este estivesse envolto numa crise muito séria, deveria abrir a primeira carta. Quando tivesse uma segunda crise muito séria, só então ele deveria abrir a segunda carta. E Kruschev foi embora. Passado algum tempo, Brejnev se viu numa situação muito complicada com seu governo e decidiu abrir a primeira carta. Para seu espanto, a carta dizia: “Bote a culpa em mim”. E assim ele fez. Funcionou maravilhosamente. Passados mais alguns anos, outra crise aconteceu e, sem saber o que fazer, Brejnev decidiu abrir a segunda carta. Nesta estava escrito: “Sente-se e escreva duas cartas”. Dilma Rousseff, sente-se e escreva duas cartas.

Nelson Bassanetti nelsonbassanetti@skynew.com.br
São Paulo

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TODO LOGRO TEM LIMITES

“Você pode enganar uma pessoa por muito tempo; algumas por algum tempo; mas não consegue enganar todas por todo o tempo” (Abraham Lincoln). O petismo tem como sua máxima jamais admitir que cometeu erros e, caso reconheça, eventualmente, ter cometido algum, procurará responsabilizar outros para livrar-se desse ônus. Entretanto, imagina-se que seus adeptos e apaniguados desconheçam essa magistral frase do grande ex-presidente norte-americano. Não perdem por esperar.

Clênio Falcão Lins Caldas clenio.caldas@gmail.com 
São Paulo

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INFELIZ ANALOGIA

Sir Winston Churchill disse, referindo-se à atuação da RAF na Segunda Guerra Mundial, que nunca tantos deveram tanto a tão poucos. No Brasil, pode-se afirmar, “ex cathedra”, que, em se tratando do PT, nunca tão poucos fizeram tanto mal a tantos.

Eduardo A. Sickert Peixoto de Melo vovonumero1@hotmail.com 
Marília

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REBELIÃO GERAL
 
Os cofres da União estão vazios. Para não quitar débitos, o governo federal lança culpa sobre a Operação Lava Jato, como bem esclarecem vários empresários e políticos. Certamente, após a farra do boi, precisam encher novamente o erário e, para tanto, já arquitetam novos tributos, tais como CPMF, imposto sobre grandes fortunas e sobre heranças. Mais uma vez, a perdida e confundida esquerda radical deseja pôr para funcionar a sua vingança e a sua inveja, este um requisito não socialista, no dizer de Trotsky. O diálogo fica difícil. Assim, o melhor mesmo para a Nação é o impeachment da presidente Dilma Rousseff, porque não tem mais mão forte para dirigir o País, tendo já o povo lhe dedicado a alcunha de Mãe do Petrolão. A rebelião é geral, como se verá no mês de março.

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br 
Rio Claro

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EMPRESÁRIOS OU CHANTAGISTAS?

Não consigo entender como as empresas objeto das investigações da Operação Lava Jato da noite para o dia ficam em situação difícil. São todas consideradas grandes empresas, com atuação inclusive no exterior. Recebem do BNDES financiamentos para suas empreitadas a juros subsidiados e ostentaram, até o ano de 2014, balanços patrimoniais e financeiros de fazer inveja a grandes empresas estrangeiras. Lucros fantásticos, lucros acumulados, com diretores e funcionários entre dos mais bem pagos do País. E utilizam os mais baixos artifícios para tentar escapar das punições previstas com ameaças totalmente sem fundamento. Para mim, é só chantagem.

Iria De Sá Dodde iriadodde@hotmail.com 
Rio de Janeiro

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O FUTURO

Povo brasileiro, inclusive a senhora “presidenta” da República, que talvez ainda durma de sapato para fugir do caos em que está deixando nosso país, assusta-me e fico temeroso com o futuro dos nossos filhos e netos (inclusive o da senhora “presidenta”). Apavora-me saber que a indignação do povo está muito aquém do que deveria estar, porque às barbáries que vemos no nosso país e que o mundo está comentando apenas poucos estão dando atenção e percebendo que estamos à beira de um abismo. Será que ninguém está vendo? E a oposição, que não toma atitude? Parece que estão todos coniventes com esta vergonha.
  
Paulo Arantes paulo.mabraco@mabraco.com.br 
Piraju

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FORA DOS TRILHOS

Dona Dilma, com tanta gente ao seu lado palpitando sobre como deve conduzir o Brasil, que virou uma nau sem rumo, dá a impressão de que, se não descarrilou, descarrilará. Com a palavra, Lula, Michel Temer, Renan Calheiros e um monte de brasileiros.

Flávio Cesar Pigari flavio.pigari@gmail.com 
Jales 

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A MENSAGEM DO PMDB

Será que o PMDB salvará o PT deste mar de lama que ele mesmo criou? Creio que não. Quem assistiu ao programa do PMDB que foi ao ar em cadeia nacional, com destaque no vice-presidente Michel Temer, em Renan Calheiros, presidente do Senado, e em Eduardo Cunha, presidente da Câmara dos Deputados, teve a impressão de que eles estavam transmitindo uma mensagem de otimismo aos brasileiros do que irá acontecer com a esperada saída da presidente Dilma Rousseff, após a apuração final do escândalo que envolve a Petrobrás.

José Millei millei.jose@gmail.com 
São Paulo 

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JANTAR INDIGESTO

Senador Renan Calheiros, conversar com Dilma Rousseff pode não arrancar pedaço, mas dói, e como dói, na carne, digo, no bolso da gente.
 
Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br
São Paulo

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O PMDB NA TV

O PMDB, em seu programa gratuito na TV, confundiu os brasileiros menos avisados. Deu a impressão de que era o chefe do Executivo e que tudo faz, e fará mais ainda. Não deu para entender. Pode ser até que isso tudo foi combinado para diminuir a pressão que o PT sofre neste momento. Pelos atores (apresentadores) do programa, “aí tem coisa”.

José Piacsek Neto bubanetopiacsek@gmail.com 
Avanhandava

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UM OUTRO PARTIDO

Não é possível que o PMDB ainda se mantém como partido de sustentação deste governo. Saudades do dr. Ulysses Guimarães, que não aceitaria a sua agremiação participar deste cenário de escândalos de corrupção, inflação, desemprego, recessão que veio para ficar e grave crise política e econômica. Ao invés de assumir o compromisso fundamental que é com a democracia, tornou-se um partido fisiológico a busca de cargos, apoiando o PT, o partido do mensalão. Agora, contra a vontade popular, decidiu apoiar as medidas provisórias que endureceram o acesso a benefícios trabalhistas como abono salarial e seguro desemprego, em um jantar na residência oficial do vice-presidente da República, Michel Temer, que também é presidente do PMDB. Dado o momento político, ainda é tempo de se afastar rapidamente desta administração.

José Wilson de Lima Costa jwlcosta@bol.com.br 
São Paulo

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REPAGINAR OS PARTIDOS POLÍTICOS
 
A proposição do PMDB, de novas regras para criar e fundir partidos, pode constituir importante página da reforma política. Há que se encontrar meios para as agremiações representarem efetivamente a bandeira e o programa que justificaram a sua criação. Para terem credibilidade, não podem mudar sua orientação ao sabor dos ventos, (ou pior) dos interesses de seus dirigentes e nem da conjuntura. Os partidos são hoje usados para negociar alianças, trocar horário eleitoral de rádio e TV por cargos na administração e muitas outras esquisitices. É preciso repaginar a vida a legislação partidária brasileira. A clausula de barreira, por si, excluiria os inviáveis. Também é necessária a existência de militância para caracterizar a real existência de um partido. Assim como um clube, o partido político também deveria viver de anuidades pagas pelos seus filiados; jamais de verbas sacadas do Tesouro... 
 
Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br
São Paulo

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A BATALHA DE LULA

“Quero paz e democracia, mas ‘eles’ não querem. Mas também sabemos brigar. Sobretudo quando o Stédile colocar o exército dele nas ruas” (Luiz Inácio Lula da Silva, em evento no Rio de Janeiro em defesa da Petrobrás). Pergunta 1: quem são “eles”? As “zelites”? E os petistas milionários, mensaleiros e petroleiros são o quê? Pergunta 2: paz e democracia? Com aquela pancadaria no centro do Rio de Janeiro? Pergunta 3: além dos guerrilheiros maoístas do MST, também serão convocadas, via Fidel & Raul, as forças bolivarianas (desabastecidas) de Nicolás Maduro, os cocaleros bolivianos de Evo Morales (expropriadores de refinarias brasileiras), os sandinistas nicaraguenses de Ortega (octogenários), os raivosos esbirros equatorianos de Rafael Corrêa (confinadores de empresas brasileiras que atuam lá), o serviço secreto argentino do casal Kirchner (excelente para seguir procuradores), os plantadores de cannabis sativa uruguaios da dupla Mujica/Tabaré (se a larica permitir) e, embora off-side, o paraguaio Fernando Lugo (caso raro de bispo com filhos) e o hondurenho Manuel Zelaya (inquilino permanente da embaixada brasileira em Tegucigalpa)? Já vimos este filme há mais de meio século, quando um certo senhor, em tudo assemelhado a Lula, criou grupos paramilitares de 11 guerrilheiros cada um e lançou seus “exércitos” no sul e em Caparaó (MG), mas as Polícias Militares acabaram com eles em poucos dias, sem baixas. Te cuida, Stédile! Ainda mais que o sr. convocou seu “exército” para manifestações dia 13 de março. Logo 13 de março? E vai ser na Central?
 
Gil Cordeiro Dias Ferreira gil.ferreira@globo.com
Rio de Janeiro

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O BRASIL EM GUERRA?

Atenção, Exército e Polícias Federal, Militar e Civil: é extremamente preocupante o tom deveras agressivo do discurso ameaçador do notório líder do Movimento dos Sem Terra (MST), José Pedro Stédile, contra a oposição: “Ganhamos as eleições nas urnas, nos derrotaram no Congresso e na mídia. Só temos uma forma de derrotá-los agora: é nas ruas”. A que ponto chegamos!

J. S. Decol decoljs@globo.com 
São Paulo

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TÁTICA INUSITADA

O discurso de Lula declarando guerra contra a elite, que não tem nada que ver com tudo isso que está aí, obra de um simples operário que virou presidente, deve ser uma tática de defesa inusitada: acabar de vez com a Petrobrás para dar um ponto final nas centenas de processos que virão não só no Brasil, mas em outros países. Simples como o orador: sem Petrobrás, sem processos, resumindo, sem noção...

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br
Osasco

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CONVOCAÇÃO

Lula convocou a juventude hitlerista, ops, a turma do Stédile para a guerra. Somados aos Tonton Macoute importados diretamente do Haiti (com o beneplácito do governo) e à militância radical, o PT está montando seu exército paralelo. Devagar, o Brasil está sendo preparado para uma ditadura petista. Só não vê quem não quer.

Geraldo Roberto Banaskiwitz geraldo.banas@gmail.com 
São Paulo

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GOLPE DOS MESTRES

Com um pouco de liberdade literária, vejam qual seria o verdadeiro golpe dos mestres: 2022, na metade do terceiro governo Lula, a Petrobrás entra em derrocada final e irreversível. Imediatamente, uma gangue de nobres e reais profissionais brasileiros entra em campo, salva tudo aquilo, inclusive dando um belo pé nos gringos e nos sindicatos dos barnabés, formando a gloriosa OdebraX, mais uma glória mundial bolivariana.

Murilo Luciano Filho muarilou@uol.com.br 
São Paulo

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DESESPERANÇOSO

Um dia destes sonhei que Dilma, numa atitude de amor pelo País, num esforço hercúleo, buscasse ao menos um pouquinho de ética e de caráter no fundo sem fundo de seu ser e anunciasse a renuncia da Presidência, evitando com isso a agonia por que passará o Brasil nos próximos dois anos, até a queda da Ali Babá e seus quatrocentos “amigos”. Ledo engano. Nobreza passa longe. Infelizmente, estamos diante de um calvário de derrocadas pela instituição lulopetista, e o povo e o País irão penar com a estagnação, o desabastecimento, greves, protestos, inflação, prisões, etc. Neste período o Brasil irá retroceder por décadas. Já me preparei para tal, pois a esperança de dias melhores se foi há algum tempo. O duro vai ser escutar Lula pôr a culpa nos outros e dizer que foram vítima de golpismo. Que a fumaça branca venha logo, é só o que podemos esperar.

Reginaldo M. Santos iarqui2000@gmail.com
São Paulo

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SEM CONDIÇÕES

A declaração do ex-presidente Lula, convocando o exército do MST para o confronto contra os brasileiros contrários à sua ideologia, e a afirmação da presidente Dilma de que a perda do grau de investimento da Petrobrás no conceito da agência de classificação de riscos Moody’s foi por causa do desconhecimento sobre a empresa constituem prova bem suficiente de que o casal que nos governa desde 2003 não reúne condições morais e psicológicas para continuar no comando dessa tarefa.

Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br                                    
Rio de Janeiro

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ATO DE DEFESA

Inócuo e infeliz o “ato” de Lula e companheiros em defesa da Petrobrás no Rio de Janeiro. A proteção da empresa começa por não roubá-la.
 
A.Fernandes standyball@hotmail.com 
São Paulo

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RACHA 

No desespero para salvar o PT (26/2, A3) do racha, que inviabilizará o seu projeto de poder pessoal, Lula, o hipnotizador de massas de manobra, mais uma vez ataca o Estado de Direito incitando conflitos. Certamente, há muitos petistas e ex-petistas que não se rebaixam à reles manipulação do mago, e os quais democraticamente almejam formar um novo partido ético como foi o PT originalmente – livre de petrolão, mensalão e outros malfeitos de seus líderes. O racha é o maior desafio de Lula. 

Suely Mandelbaum, suely.m@terra.com.br 
São Paulo

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DE LULA PARA DILMA

Em jantar com senadores do PT, na quarta-feira, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a estratégia de comunicação do governo Dilma sobre o ajuste fiscal. O cidadão Lula precisa pedir à presidente para explicar também a postura do seu partido com respeito à situação da Petrobrás, da saúde, da educação, dos mandos e desmandos dos seus membros e aliados, dos juros abusivos dos bancos, dos marqueteiros que faturam milhões para sugerir “abobrinhas” com que a presidente nos brinda nas suas entrevistas, etc., etc. Com a palavra, o PT.
 
Tanay Jim Bacellar tanay.jim@gmail.com 
São Caetano do Sul 

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PRESUNÇOSO EM EXCESSO
 
Se há algo que não falta no perfil de Lula é a presunção. Em confronto entre petistas e aqueles que querem o impeachment de Dilma, Lula sugere que a mesma não dê trela aos que a acusam e “levante a cabeça”. É ponto pacífico que o ex-presidente trabalhará com afinco para que as investigações da Operação Lava Jato não resultem em nada. É simplesmente inacreditável que, após tantos desmandos e roubalheiras que prejudicaram em demasia a estatal, venha o nosso ex-presidente ordenar à sua afilhada uma postura de indiferença, como se essas falcatruas nunca tivessem ocorrido. Nossa esperança é de que a Justiça brasileira cumpra o seu papel, a bem do Brasil.
  
Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br 
São Paulo

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INFLAÇÃO

Lula não sossega, não consegue ficar longe de Brasília e da política. Está nervoso como o mercado com a queda nas Bolsas. Vai socorrer Dilma de seu isolamento e da falta de apoio de parte do PT. O ex-presidente precisa entender que é difícil lutar contra os números. Eles são justos e não admitem recursos para mudar seus valores. A economia do Brasil está em frangalhos. Sem os cortes que o ministro Levy tenta fazer Dilma, não será mais aceita pelo povo. A inflação está tão elevada e tão ameaçadora que, outro dia, fui fazer uma pequena compra numa loja própria para as classes C e D e vi a moça que cuidava das prateleiras aflita e com pressa. Curioso, perguntei-lhe o porquê da pressa. Sua resposta foi, no mínimo, engraçada: “Preciso fazer a Dilma trabalhar”. Em seguida eu, perplexo, perguntei-lhe se a presidente estava visitando a cidade, e ela retrucou-me: “Não, meu senhor, a ‘Dilma’ é o apelido que demos à maquininha que remarca os preços dos produtos”. 
 
Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com
Rio de Janeiro

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O PRIMEIRO MÁRTIR DA PETROBRÁS
 
O jornalista, analista político e crítico de cultura Franz Paul Trannin da Matta Heilborn já denunciava corrupção na Petrobrás na década de 1990. O então presidente da empresa, Joel Rennó, entrou com ação contra ele, nos Estados Unidos, onde era correspondente. Pressionado pela Justiça americana, teve problemas com o coração e acabou morrendo de infarto agudo no miocárdio aos 66 anos, em 4 de fevereiro 1997. Cansado de ser preso e censurado pela ditadura de 1964, mudou em 1971 para Nova York, de onde mandava seus textos para “O Pasquim”, “Tribuna da Imprensa”, revista “Status” e “Folha de S.Paulo”. Essa é a história de Paulo Francis, como era conhecido o jornalista, primeiro mártir, primeira vítima da podridão na empresa de importância vital para a economia do Brasil, agora destruída de vez pelos corruptos da década de 2010.
 
Apóllo Natali apollo.natali2@gmail.com 
São Paulo

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EM MEMÓRIA

Paulo Francis, um dos melhores jornalistas que já tivemos, foi covardemente perseguido pelos diretores da Petrobrás, pois, ladino que era, sentiu bem precocemente o cheiro desta grande roubalheira que ora se desnuda vergonhosamente diante da Nação brasileira. A perseguição gerou uma enorme angústia no nosso excêntrico jornalista e acabou causando um infarto do miocárdio, que lhe foi fatal. Aguardamos “in memoriam” do nosso Francis um solene pedido de desculpas pelos fatos mentirosos e vingativos que o levaram à morte.
 
Geraldo Siffert Junior siffert18140@uol.com.br 
Rio de Janeiro

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O COLAPSO DO PETRÓLEO E A GEOPOLÍTICA

Na crash de 1929 houve muito desemprego porque o governo entendia que quem quebrou quebrou, e pronto. Não se pensava em socorro. Na grande depressão de 2007/2008, o entendimento foi de socorrer e, com isso, o sistema bancário americano ficou preservado. Quando o Fed começar a recolher a dinheirama, o juro deve subir, atraindo mais capital externo. Tio Sam também foi muito esperto em correr atrás do fornecimento de energia mais barata. Quem não gosta de gás natural pela metade do preço? 

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br 
Monte Santo de Minas (MG)

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VENEZUELA EM PÉ DE GUERRA
 
Ignorância, pobreza, proselitismo social, fomento do ódio à classe mais abastada e à ideia da segregação da população em ricos contra pobres, elites versus explorados (apartheid social), estelionato eleitoral, aparelhamento do Estado e de empresas estatais, ascensão de leões de chácara de partido broncos a cargos-chave, truculência e lei do silêncio na administração pública, impostos altos, crescimento da informalidade na economia, compra de apoio no Legislativo, controle do Judiciário, incompetência administrativa, corrupção política e administrativa generalizada, falência da economia nacional, enriquecimento de governantes e familiares, controle da mídia, repressão truculenta à oposição, propagação do ódio ao imperialismo norte-americano. Tudo isso é igual a uma Republiqueta de Bananas. E tem gente supostamente esclarecida que engole e apoia essa fórmula.
  
Olimpio Alvares olimpioa@uol.com.br 
Cotia

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