Fórum dos Leitores

POLÍTICA ECONÔMICA

O Estado de S.Paulo

02 Março 2015 | 02h05

Brincadeira sem graça

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, afirmou dias atrás que o governo, leia-se presidente Dilma Rousseff, deu uma escorregadinha ao não cumprir o superávit primário em 2014. Ela escorregou e quem foi para a sarjeta foi o Brasil, que está enfiado numa crise política, econômica e institucional sem precedentes. Depois, Levy criticou a desoneração da folha de pagamento, anunciada à época com pompa e circunstância por Dilma, tachando a medida de grosseira. E resumiu: essa "brincadeira" custou R$ 25 bilhões aos cofres públicos. O termo brincadeira nunca foi tão bem empregado para definir o governo da excelentíssima mandatária, que não tem medido esforços para tirar sarro da cara dos brasileiros. Tem razão o ministro ao dizer que é um valor reconhecer quando algo está errado e mudar. Mas a "presidenta" reconheceu o quê, até agora? Nada. E nunca vai reconhecer suas desastrada administração. Só afrouxou um pouco o cabresto porque está com a corda no pescoço, perdida como cego em tiroteio, acossada por todos os lados, até por seu mestre e criador Lula, para quem o governo precisa de uma chacoalhada. O máximo que ela pode assumir é dizer que as medidas adotadas, que estão fazendo as vacas tossirem em uníssono agora, foram falhas e incompletas, ou jogar a culpa em seu ex-vidente Guido Mantega pelas previsões furadas.

SÉRGIO DAFRÉ

sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

Engraçadinho

O ministro Levy parece estar se ajeitando muito bem na caterva petista para explicar como "brincadeirinhas" e "escorregadinhas" os absurdos injustificáveis praticados pela dupla impagável dona Dilma e sr. Mantega.

ROBERTO CARDERELLI

robertocarderelli@gmail.com

São Paulo

Tributação

As micro e pequenas empresas recolhem a título de INSS patronal de 2,75% a 4,6% sobre seu faturamento (vide tabela do Simples Nacional). Já as grandes empresas querem recolher 1%. As diversas entidades e seus digníssimos representantes (citados no Estadão de 28/2) precisam explicar por que são favoráveis a essa distorção, visto que as micro e pequenas empresas estão recolhendo 300% a mais desse tributo. Se tiver de haver diferença entre as grandes e as pequenas empresas, deve ser favorável a estas últimas, não o contrário (conforme Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas). E aos srs. políticos também citados no texto lembro que as micro e pequenas empresas oferecem mais que o dobro dos empregos que oferecem as grandes. Então, qual é a explicação para tamanha injustiça? Se vão pleitear a continuação do recolhimento de 1% para as grandes empresas, deverão também modificar a tabela do Simples Nacional para que as micro e pequenas empresas recolham também 1% do seu faturamento para o tributo INSS patronal. Uma desoneração não "grosseira" seria a correção de toda tabela do Simples Nacional. Parabéns, ministro Levy!

LAERCIO BONORA ESTEVES, diretor da Associação Comercial e Industrial de Cambé

laerciomarcia2009@hotmail.com

Cambé (PR)

Culpa de quem...?!

O ministro Levy está aumentando os impostos de algumas empresas, segundo ele, por culpa exclusiva da ineficiência delas mesmas: "A gente tem que pegar as coisas que são pouco menos eficientes e reduzir". Concordo plenamente. Então fica a pergunta: e as imensas deficiências do setor público, que a cada ano aumentam o custo Brasil e fazem as empresas ficarem menos eficientes ainda, o que o ministro fará a respeito? Vai esperar a bola de neve crescer até quando e/ou quanto? Vai esperar que as empresas não alinhadas ou protegidas pelo governo se destruam? O Brasil é pesado basicamente por causa do pacote irracional e desastroso chamado setor público. Só para lembrar: o Brasil tem a 12.ª maior carga tributária do mundo, é a 7.ª economia e com esses imensos recursos está na 79.ª posição em IDH. São dados incongruentes! E aí, ministro? Só doutorado em Harvard não resolve, o País precisa de quem saiba onde e como mexer, esse desgoverno tem a capacidade de piorar o que precisa melhorar, e muito. Que Deus nos ajude em todo ataque aos nossos bolsos e empregos.

ARTUR LARANJEIRA FILHO

artur_larangeira@uol.com.br

Rio de Janeiro

Mãos ao alto

Estou sentindo uma mão dentro do bolso direito há muito tempo e outra querendo entrar no esquerdo. Presidente Dilma, governar é administrar o excesso, que já foi distribuído aos companheiros, e a falta, cortando gastos.

LUIZ RESS ERDEI

gzero@zipmail.com.br

Osasco

Tarifaço

A presidente Dilma, em pronunciamento tentando justificar o grande aumento do preço da energia elétrica no País, sem pestanejar pôs a culpa na falta de chuva. Coitado de São Pedro, nem ele escapa. O "ajuste" fiscal que o governo Dilma está impondo vai resultar num desajuste catastrófico jamais visto na História deste país.

VALDY CALLADO

valdypinto@hotmail.com

São Paulo

CIÊNCIA DAS CORES

Vestido azul e preto

Desculpem, mas nunca uma explicação explicou tão pouco como a cor azul pode ser vista como branca e o preto parecer dourado, tudo isso, segundo os entendidos, por um efeito de luz. Quero ver é fazer o vermelho do PT parecer azul e amarelo.

ADEMIR VALEZI

adevale@gmail.com

São Paulo

Realidade cromática

Entra em cartaz no País o filme que é o maior sucesso do momento no mundo, 50 Tons de Cinza. Que coincidência, cinza é a cor atual da realidade brasileira, para onde quer que se olhe!

JOSÉ MARQUES

seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

PETROLÃO

Exército de Stédile

Agradeço a quem souber e puder informar: o exército do coronel Stédile, sob o comando do general Luiz Inácio, está sendo treinado, armado e municiado pelas Farc, pela Venezuela ou pelo Irã?

HUMBERTO DE L. FREIRE FILHO

hlffilho@gmail.com

São Paulo

Quem avisa...

Stédile já foi alçado a general de exército, mas como Lulla não assume nada, a não ser vitórias, se algo der errado o arruaceiro agrícola que se previna: será usado como bucha de canhão!

A. FERNANDES

standyball@hotmail.com

São Paulo

A PRESIDENTE QUE CALCULAVA
 
Conforme noticiado na edição de 26/2 do “Estadão”,  a presidente Dilma Rousseff declarou à imprensa, após a cerimônia de entrega de mais de 900 unidades  do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida em Feira de Santana, na Bahia: “O que fizemos foi recompor a Cide (Contribuições de Intervenção no Domínio Econômico). Não elevamos em uma vírgula o preço dos combustíveis”. Li a matéria várias vezes, mas não consegui entender o significado de “elevar em uma vírgula”.
 
Cláudio Moschella arquiteto@claudiomoschella.net
São Paulo

*
OS PREÇOS DOS COMBUSTÍVEIS NO BRASIL

Sinceramente, não consigo aceitar o fato de que os preços dos combustíveis no Brasil sejam mais de quatro vezes mais altos do que aqueles praticados nos Estados Unidos, apenas para que seja evitada a diminuição dos lucros de uma empresa privada, a Petrobrás, que está envolvida no maior escândalo de corrupção do mundo. Não estamos falando de prejuízos, e, sim, de diminuição de lucros previstos. No mais, ressalto que hoje em dia o melhor negócio do mundo é uma empresa petrolífera. Enquanto que, com a mais absoluta certeza, o segundo melhor negócio do mundo é uma empresa petrolífera mal administrada, como a Petrobrás. O povo brasileiro é muito manso, mesmo. Situação lamentável.

Neves Terriani Laera  nlaera@gmail.com 
Rio de Janeiro

*
O MERCADO É SOBERANO

Com o preço do barril de petróleo batendo os US$ 50,00, a Petrobrás foi forçada pelo mercado a reduzir o preço do diesel e da gasolina vendidos aos distribuidores. Nada que ver com o protesto dos caminhoneiros que pararam as rodovias federais pelo País. A redução do preço com combustíveis vendidos pela Petrobrás só vale no Paraguai e na Argentina.

Claudio Juchem cjuchem@gmail.com 
São Paulo

*
OS ESTERTORES DO PLANO REAL

A greve dos caminhoneiros nos últimos dias é mais um indício dos estertores do Plano Real. Quando o Plano Real morreu pela segunda vez (o plano não é um gato de sete vidas, mas um ciborgue que pode ser ressuscitado artificialmente pelos banqueiros e por quintas-colunas brasileiros), houve greve semelhante que quase fez FHC decretar estado de sítio (dizem uns que ele declarou, outros que foi apenas um blefe). E o que disse a “Isto É” em 4/8/1999? “O Planalto colhia o que havia plantado durante os últimos quatro anos. Na pressa de obter recursos via privatização e, assim, parar de gastar em manutenção, concedeu o direito de exploração de algumas rodovias à iniciativa privada sem se preocupar em criar uma política de tarifas que não comprometesse demais os custos dos transportadores. Na urgência de promover um ajuste fiscal, cortou o orçamento do Ministério, que deixou a malha rodoviária se transformar num queijo suíço. Não apenas por conta da desvalorização cambial, promoveu seguidos aumentos nos preços dos combustíveis.” qualquer semelhança com hoje não é mera coincidência. Em 1999, FHC pôde fazer um acordo com os grevistas porque o Fundo Monetário Internacional (FMI) o socorreu com os famosos empréstimos de US$ 40 bilhões. Na realidade, FHC sacou entre 1999 e 2002, US$ 57,5 bilhões, dos quais Lula pagou uns US$ 21 bilhões e a mídia espalhou a mentira de que ele pagou a dívida externa. Mas Dilma não deverá contar com essa ajuda, não só porque o FMI não está com essa mão aberta, como porque Dilma negaria a grande marca do governo do PT de que não pede arreglo ao FMI. Então não há possibilidade de acordo dentro do Plano Real. Qualquer concessão que se faça fere o superávit primário (pagamento dos juros da dívida) e, portanto, o Plano Real já combalido.

Francisco J. D. Santana franssuzer@gmail.com 
Salvador

*
CAOS NAS ESTRADAS

A decisão dos caminhoneiros de paralisar as principais estradas do País é apenas uma fagulha de algo que já acontece desde 2013 no Brasil, vide os “protestos de junho”. As classes de trabalhadores, indignadas com o aumento constante dos preços e insatisfeitas com o congelamento dos salários, desistiram de tentar dialogar. A medida agora é criar caos total, um pandemônio que prejudica milhares de pessoas. O mesmo aconteceu com os rodoviários de Porto Alegre, no início de 2014. No mesmo ano, os garis do Rio de Janeiro também mostraram sua indignação, deixando as ruas da cidade à mercê da sujeira. O País não se move sem seus serviços. Se as demandas dos caminhoneiros são justas? Sim, ninguém mais aguenta a inflação. O meio de protesto, contudo, é dos mais covardes. A impressão de momento é que o Brasil se aproxima de um colapso. Salve-se quem puder.
 
Gabriel Bocorny Guidotti gabrielguidotti@yahoo.com.br 
Porto Alegre

*
O CÁLCULO DO FRETE

Parece que a maior crise que atravessamos no Brasil é a de inteligência. Com racionalidade, o reajuste dos fretes deveria ser automático. Para quem não sabe, vai aqui a explicação de um velho contabilista. Preços de serviços como os fretes são compostos por vários itens, cada qual participando com um porcentual. Então, no frete devem entrar, por exemplo: depreciação contábil do veículo, preços de peças de reposição, preço de pneus, preço dos combustíveis, diárias de hotéis, preços de refeições, salários, encargos sociais, etc. Estabelece-se, então, uma fórmula para a composição do preço, algo assim: frete = 0,05a + 0,10b + 0,50c, sendo “a” depreciação contábil, “b” peças, e assim por diante. Estuda-se, então, qual soma dessas variações num determinado espaço de tempo vai deflagrar o reajuste do preço, e pronto, está resolvido o problema, sem protestos, sem paralisações e o diabo que o valha. Só que essas coisas têm de ser discutidas por quem realmente entende do assunto, sem demagogias e sem este desejo de segurar os preços artificialmente, o que equivale a fazer gentilezas com o chapéu alheio.

Nestor Rodrigues Pereira Filho rodrigues-nestor@ig.com.br 
São Paulo 

*
A TABELA DO IMPOSTO DE RENDA

Os congressistas que aprovaram o reajuste de 6,5% na tabela do Imposto de Renda Pessoa Física, vetado pela presidente Dilma Rousseff, têm a obrigação, em respeito aos seus eleitores, de derrubar o veto. Caso contrário, como ficarão perante a opinião pública?

José Wilson de Lima Costa jwlcosta@bol.com.br 
São Paulo

*
BOMBA-RELÓGIO

O mesmo raciocínio aplicado pelo eminente José Pastore na relação entre PIB e salário mínimo (“A bomba-relógio do salário mínimo”, 24/2, B2) serve para a relação entre o limite de isenção do Imposto de Renda e a inflação. Ambos têm efeitos danosos, retardados, bombásticos.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br 
Monte santo de Minas (MG)

*
‘ESCORREGADINHA’

Mais uma do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, quando, recentemente, afirmou que o déficit fiscal perto de 7% do PIB não é sustentável, mas o desequilíbrio nas contas públicas tem sido corrigido. Portanto, o País deu uma “escorregadinha”, igual à “marolinha” mencionada por Lula, que estamos enfrentando faz tempo e que se tornou uma verdadeira tempestade.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br 
São Paulo

*
CRISE

A “escorregadinha” de Joaquim Levy está para a “marolinha” de Lula, assim como o PIB do Brasil está para a dívida da Grécia.

Ely Weinstein elyw@terra.com.br 
São Paulo

*
PODADA RADICAL

O atual governo não precisa de chacoalhada, mas de uma podada radical, a começar pelo tronco principal, para brotar uma nova árvore com galhos novos, fortes e competentes, para enfrentar o terremoto que se aproxima, pois só assim o povo terá novas esperanças e possa se proteger sob essa árvore que não se abalará com qualquer “marolinha” que possa acontecer.

Nilson Soares da Silva Nilson.ssilva@uol.com.br 
Conchas 

*
OFENSAS A GUIDO MANTEGA

Os palavrões com que o ex-ministro Guido Mantega ouviu no Hospital Einstein deveriam voltar, como um bumerangue, ao próprio indivíduo que o ofendeu. Em geral, os palavrões são sempre mal empregados, porque os objetivos e razões permanecem ocultos. O ofensor não sabe se exprimir de outro modo. Mandaram-no procurar um hospital do SUS. Em primeiro lugar, Mantega não foi ministro da Saúde e não pode, como membro de um conselho de ministros, ser julgado por ações de outro ministério. Em segundo lugar, podemos criticar suas políticas na área econômica, mas respeitemos sua integridade pessoal. Essa integridade faltou, justamente, ao agressor. Sou capaz de apostar que o deputado em quem o tal indivíduo não identificado votou concedeu passagem à mulher e elevou seus benefícios pessoais. Vejo isso em toda parte, particularmente em locais de entretenimento: os que criticam governos e decisões, em meio a palavrões e gritos (para serem ouvidos), quase sempre elegem os piores vereadores e deputados, tanto do ponto de vista ético como político. Vejam os eleitores de Jair Bolsonaro, no Rio de Janeiro, que primam, aliás, pela cafajestice e pelas grosserias. Mas nunca esperei isso dentro de um hospital de primeira linha em São Paulo. 

Luiz A. de Castro Santos lacs@compuland.com.br 
Petrópolis (RJ)

*
PIZZA NA CÂMARA DOS DEPUTADOS

Colocar na relatoria da nova CPI da Petrobrás na Câmara dos Deputados, em mais uma tentativa de investigar os roubos bilionários na estatal, um político diretamente beneficiário do maldito esquema que está aniquilando a maior empresa do País é a máxima garantia de que nada será apurado. O deputado Luiz Sérgio (PT-RJ), que recebeu quase R$ 1 milhão de empreiteiras envolvidas no esquema, já acendeu o forno da enorme pizza, bem antes de a massa ser preparada.

Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br 
Rio de Janeiro 

*
NASCEU CAPENGA

Sugiro o fechamento da CPI da Petrobrás na Câmara federal. Com deputados que foram eleitos com o dinheiro das empreiteiras, como poderão trabalhar contra elas? A CPI já nasce capenga, ao contrário das outras que se tornam capengas geralmente após seus membros já terem aparecido o suficiente na mídia e terem conseguido seu objetivo de desvirtuar sua finalidade. É perda de tempo e de dinheiro do contribuinte.

Ademir Valezi adevale@gmail.com 
São Paulo 

*
AS RAPOSAS E A CPI
 
Não há dúvida de que, à vista de tantos desmandos, falcatruas e – por que não dizer, incompetência generalizada –, criticar o desgoverno da companheira Dilma virou o esporte favorito de 10 entre 10 cidadãos minimamente informados destes trópicos calientes, mas o que está a ocorrer no Poder Legislativo não haverá de causar menos preocupação. Veja-se, por exemplo, que a Câmara dos Deputados acaba de instalar uma nova CPI que vai “investigar” (contenham o riso!) os desmandos na... Petrobrás! Ora, se em duas CPIs anteriores sobre o mesmo tema conseguiram quase que passar um atestado de idoneidade aos gestores da estatal, pergunta-se o que poderá legitimar a crença de que desta vez será diferente, ainda mais que o PT,  envolvido até a raiz dos cabelos no petrolão, já ocupa nada menos que a relatoria da comissão e o PMDB, partido da base aliada – igualmente citado em depoimentos da delação premiada como partícipe do butim na petroleira – está em sua presidência? Com todo o respeito, parece óbvio que esta terceira CPI  mais uma vez dará em nada, porque quem está a tomar conta do galinheiro são  raposas com alto instinto de sobrevivência e tudo faz crer que, ao final, referida investigação parlamentar terá o mesmo destino inglório de suas duas predecessoras: o arquivo morto.
 
Silvio Natal silvionatal49@gmail.com 
São Paulo

*
APENAS MAIS UM PALCO

Alguém acredita, piamente, que esta CPI da Petrobrás que terá na presidência um peemedebista e na relatoria um petista vai apurar, efetivamente, algo? O relator recebeu R$ 1 milhão de empresas da Lava Jato para sua campanha eleitoral. É ilegal? À luz da atual legislação, não. Mas a questão é de ética. Sim, ética que já não existe neste país há muito tempo. Esta CPI vai servir para mais um palco para este ou aquele parlamentar aparecer. 

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com 
Rio de Janeiro

*
BALAIO CHEIO

Na última década, a corrupção, que sempre existiu, desandou. Diariamente, conhecemos novos personagens nesta tenebrosa história de desmandos. O balaio está cheio de políticos, governantes, empresários, partidos, empreiteiras, etc. A chapa aquece, conhecidas figuras da República estão pisando miúdo e ofegantes. Tudo bem, estamos avançando. Mas está claro que são astros e estrelas de menor brilho. Quero saber quando o protagonista vai ser investigado e entrar nesse balaio. 

J. Perin Garcia jperin@uol.com.br
São Paulo

*
OS RISCOS DA LAVA JATO

Escrevo estas linhas com pesar, violentando alguns princípios de justiça e minha convicção de que os crimes de qualquer tipo devem ser julgados; os réus, condenados; e as penas, cumpridas. Os réus do mensalão foram julgados e, mesmo com alguma leniência, estão prestando contas à Justiça. O mensalão, entretanto, hoje comparado com a romanesca história da Lava Jato, está parecendo uma brincadeirinha de crianças. Entretanto a Lava Jato, considerando as possibilidades bastante plausíveis de desdobramento envolvendo a política, os políticos, o governo e o conjunto de empresas responsáveis pela maioria das grandes obras de infraestrutura do País, pode se tornar uma séria ameaça à estabilidade econômica do País, sugerindo a possibilidade de encontrar uma solução alternativa ao procedimento penal em andamento. Sabe-se que o advogado Marcio Thomaz Bastos, mesmo doente, trabalhava para “conseguir uma alternativa, ainda que punitiva, que permitisse à economia andar”. Queria que os crimes debitados aos empreiteiros fossem considerados algum tipo de formação de cartel e o dinheiro recebido pelos partidos assumisse a forma de doação de campanha. Se esse conceito, uma espécie de anistia, pudesse ser adotado, todo ou parte do dinheiro roubado fosse recuperado e os políticos envolvidos fossem cassados, a sociedade poderia talvez entendê-lo e aceitá-lo. A realização da anistia pelos crimes cometidos durante a ditadura se tornou um elemento de pacificação nacional e, em linha geral, foi benéfica e aceita pela sociedade. A violência e as mortes dos 20 anos de ditadura foram anistiadas, mas não esquecidas, e, da mesma forma, a sociedade poderá aceitar a nova anistia, mantendo-se atenta e vigilante, podendo enfim voltar a crer num futuro de políticos honestos e no fim da corrupção. Esse perdão ajudaria também a minimizar o revanchismo sem deixar de exigir uma substancial limpeza do ambiente político. Não há dúvida de que o crime mereça o castigo, mas não podemos deixar de imaginar as consequências na política e na economia que o cumprimento da lei poderia provocar. Nem sempre o certo se entende com o conveniente e, entre dois males, podemos aceitar o menor.

Francesco Magrini framagr@ig.com.br 
Cachoeira Paulista

*
APARELHADA?

Os acordos de leniência da Corregedoria-Geral da União (CGU) para com as empreiteiras envolvidas na Operação Lava Jato são um acinte ao povo e ao bolso do brasileiro!

Tania Tavares taniatma@hotmail.com 
São Paulo

*
AÇÕES DA PETROBRÁS
 
As ações da Petrobrás, a maior devedora do mundo, estão caindo constantemente e, em especial, após o rebaixamento aplicado pela agência Moody’s à petroleira. Caracterizada como má pagadora, coloca o Brasil em má situação perante o planeta, prejudicando, então, investimentos aqui, ainda mais porque não existe uma atuação firme e transparente do governo sobre os malfeitos demonstrados pela Operação Lava Jato. A Polícia Federal, a Justiça Federal e o Ministério Público Federal cumprem satisfatoriamente as suas respectivas missões, enquanto o governo da União limita-se a esbanjar atitudes marquetianas, para, na verdade, encobrir as omissões sobre os atos do PT, João Vaccari Neto e outros tantos ligados umbilicalmente ao Planalto. Quem vai comprar ações da Petrobrás?

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br 
Rio Claro

*
PETROBRÁS REBAIXADA

O rebaixamento da nota de crédito da Petrobrás pela agência de classificação de risco Moody’s, com a consequente perda do grau de investimento, é a indicação clara de que o buraco é muito mais embaixo. A petroleira mais endividada do planeta segue ladeira abaixo até as profundezas do poço sem fundo em que foi envolvida sob o desgoverno petista dos últimos 12 anos. As blue chips das Bolsas de anos atrás estão virando desbotadas ações verde-amarelas. Inacreditável!

J. S. Decol decoljs@globo.com 
São Paulo

*
DESCONHECIMENTO

Falta de conhecimento da Moody’s, dona Dilma? Disso a senhora entende muito bem, não?

Aparecida Dileide Gaziolla aparecidagaziolla@gmail.com   
São Caetano do Sul 

*
FEITO

Graças ao governo do PT, a Petrobrás vale hoje coisa nenhuma. Chega de roubalheira!

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com 
São Paulo

*
SÓ FICA PIOR

Dilma, poupe o Brasil! Renuncie já! 

Eugênio José Alati eugeniojalati@gmail.com 
Campinas

*
CORDÃO DOS PUXA-SACOS

Sem balanço, Petrobrás deve emitir ações para poder pagar a credores e o governo, segundo um conselheiro da empresa, deverá ser o comprador dessas ações que ninguém mais quer. Vai comprar com um dinheiro que ele também não tem e que deverá sair no futuro dos bolsos dos sofridos contribuintes. O governo Dilma é mestre em resolver problemas criando outros maiores ainda. É igual àquele famoso cordão dos puxa-sacos: quem está na frente vai passando para trás e o cordão dos puxa-sacos cada vez aumenta mais. 

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com  
Rio de Janeiro 

*
SEM FUTURO

Depois do PT, nunca mais o Brasil, a Petrobrás e muitas outras empresas estatais serão os mesmos.  

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@globo.com
São Paulo

*
NOCAUTEADOS

Os melhores dias para o Brasil durante o governo Dilma foram quando ela se dedicou totalmente ao regime para emagrecer e à ginástica. O País sem a sua incompetência e arrogância parecia que iria sair da crise que ela provocou. Depois, sob orientação do guru João Santana, ela falou asneiras sobre FHC e a Nação foi a nocaute novamente.

Roberto Hungria cardosohungria@gmail.com  
Itapetininga

*
O REGIME DA PRESIDENTE

Dilma está menos gorda por estar fazendo regime ou por que está perdendo a moral, a compostura, a dignidade, o bom senso e outros atributos indispensáveis a uma presidente? A absurda e irracional atitude de Dilma tentando desviar o foco de atenção do seu partido para o eterno bode expiatório, o PSDB, mostra exatamente o grau de desespero a que chegou a presidente. Essa manobra desleal é, por sinal, a marca registrada do PT. Se houve alguma irregularidade no governo de FHC, é claro que deve ser apurada, mas não neste momento. Se a presidente, realmente, não está envolvida na roubalheira, o que a cada dia que passa fica mais difícil de acreditar, deveria exigir que fosse feita uma investigação profunda e que todos os ir(responsáveis) fossem severamente punidos. Ela deve isso a seus incautos eleitores. Enquanto Dilma está empenhada em defender corruptos, a situação do País está caótica, o que nos leva a crer que ou o Brasil acaba com o PT ou o PT acaba com o Brasil. Essa é a herança que o PT deixará para si mesmo; ao longo da história, será lembrado como o partido mais corrupto do País, o partido que perdeu a noção do certo e do errado, do público e do privado. Mas, como diria o decepcionante Chico Buarque em seus bons tempos, apesar do PT amanhã há de ser novo dia. O que Chico parece não entender é que a única diferença entre a ditadura militar e a ditadura do PT é que a primeira tinha mãos firmes e o PT tem garras afiadíssimas e insaciáveis. 

Iara Moraes iaramoraes1@hotmail.com
Bragança Paulista

*
BALANÇO DOS GOVERNOS

Interessante, após 12 anos e indo para 16 anos de governo federal o PT quebra o País, traz a inflação de volta, deixa o Itamaraty sem caixa para pagar despesas de nossas embaixadas, executa os dois maiores escândalos de corrupção sistêmica – mensalão e petrolão –, além de outros, faz ajustes fiscais somente aumentando a carga tributária, mantém 39 ministérios, muito dos quais são aberrações, e o seu líder máximo está com apetite para voltar à Presidência da República em 2018. Como diria meu pai, durma-se com um barulho desses.

Jose J. Rosa jjrosa1945@yahoo.com.br 
São Paulo

*
NOTA DE APOIO

Como se tudo estivesse tranquilo no País que seu partido governa, a direção do PT está preocupada em emitir notas de apoio ao governo decadente e inexpressivo de Nicolás Maduro, na Venezuela. Será que o sr. Rui Falcão e companhia ainda vão demorar para acordar e entender que a casa está toda desarrumada e o barco está à deriva tanto lá quanto aqui?

Rodolfo Carlos Bonventti rbonventti@superig.com.br 
São Caetano do Sul

*
NOS CAMINHOS DA VENEZUELA

A América Latina parece viver os dias de Hernan Cortez quando a conquista territorial e ideológica era tão fácil como surrupiar doce de criança. O Judiciário e as Forças Armadas deveriam ser os sustentáculos da democracia e da ordem social contra os que impulsionam o subcontinente para a anarquia que desfralda a bandeira esfarrapada e descolorida do bolivarianismo que vem do norte como uma onda chavista. Estamos, no Brasil, navegando em mares tempestuosos em que o Judiciário e as Forças Armadas deveriam ocupar uma posição de destaque evitando uma ameaçadora hecatombe. Nesta onda mudancista estão a Venezuela, a Argentina, a Bolívia e o Uruguai. No Brasil do PT, esquerdopata por DNA, a Polícia Federal prende e a Justiça, por meio dos embargos infringentes e os pontos fora da curva, pouco a pouco vai colocando na rua os condenados do mensalão. Na Venezuela, fazer oposição ao presidente Nicolás Maduro é estar pedindo para ser inquilino da cadeia. Na Argentina, o promotor de Justiça Alberto Nisman teve morte suspeita dia antes de denunciar a presidente Cristina Kirchner de acobertamento dos autores de um atentado terrorista com dezenas de vítimas fatais em Buenos Aires. O juiz Daniel Raferas, na quinta-feira (26/2), sentenciou que não há elementos que possam envolver a presidente da Argentina. Fica o dito pelo não dito. “Não chores por mim, Argentina, Brasil, Venezuela ‘et caterva’”.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com 
Vassouras (RJ)

*
MADURO, LULA E A REVOLUÇÃO DOS FRACASSADOS

A Anistia Internacional, no capítulo referente à Venezuela diz que as forças de segurança empregaram força excessiva para dispersar protestos; que dezenas de pessoas foram detidas arbitrariamente e tiveram negado seu aceso a advogados e médicos; que foram denunciadas torturas e outros maus-tratos a manifestantes e transeuntes; que o sistema judicial continua a ser usado para silenciar quem critica o governo; que as pessoas que defendem os direitos humanos são objeto de intimidação e ataques; que as condições de reclusão continuam duras. O relatório ainda não incluiu o assassinato de um estudante por um policial. O governo da Venezuela tenta esconder o fracasso generalizado com a truculência. Maduro conclama as forças populares para lutar contra o golpismo da oposição e dos Estados Unidos, a velha ladainha. Já ouvimos esse discurso muitas vezes. Aqui, o Lula, acuado pela escalada das acusações, só enxerga a saída da revolução popular e não aceita a possibilidade da alternância de poder – “vocês não sabem do que somos capazes de fazer...”. Está fazendo aqui, no Brasil, o mesmo que Maduro neste exato momento – orquestradamente. A hora que os soldados do Stédile, Boulos e cia. começarem a cortar cabeças de inocentes nas ruas, atiçados por discursos inflamados destes loucos irresponsáveis, veremos o quanto valem o respeito à liberdade de expressão e a paz da democracia alternante. Estou como Maria Betânia, com pena de meu país.
 
Olimpio Alvares olimpioa@uol.com.br 
Cotia 

*
DILMA E A MEMÓRIA SELETIVA

À presidente Dilma, que considerou assunto interno da Venezuela o presidente Maduro mandar seus lacaios tirar à tapa do gabinete o prefeito de Caracas, a lembrança de um pronunciamento de Jimmy Carter, ao se instalar na Casa Branca em 1977: “Os Estados Unidos não dariam mais apoio a qualquer ditador anticomunista (agora, a “contrario sensu”) e que os direitos humanos deixavam de ser tratados como assunto interno de cada país”. 
  
Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br 
São Paulo

*
CÔMICO, SE NÃO FOSSE TRÁGICO

O excelente artigo “Aqui nas nossas barbas” (“Estadão”, 25/2, A6), da sra. Eliane Catanhêde, analisa as interações do governo brasileiro com a madura Venezuela, em célere marcha para um cenário degenerativo e, por extensão, constitui-se em emblemático estímulo para a reflexão sobre as andanças de nossa trajetória político-institucional. Nesse sentido, aduziria que é oportuno visitar mestre Rui Barbosa, que afirmara em conferência na Associação Comercial do Rio de Janeiro, por ocasião de sua campanha presidencial: “Mentira toda ela. Mentira de tudo, em tudo e por tudo. Mentira na terra, no ar, até no céu, onde, segundo o padre Vieira (que não chegou a conhecer o sr.), o próprio sol mentia ao Maranhão, e direis hoje mente ao Brasil inteiro. Mentira nos protestos. Mentira nas promessas. Mentira nos programas. Mentira nos projetos. Mentira nos progressos. Mentira nas reformas. Mentira nas convicções. Mentira nas transmutações. Mentira nas soluções. Mentira nos homens, nos atos e nas coisas. Mentira no rosto na voz, na postura, no gesto, na palavra, na escrita. Mentira nos partidos, nas coligações e nos blocos (...) Mentira nas eleições. (...) Mentira nas candidaturas. (...) Mentira nas responsabilidades. Mentira nos desmentidos. A mentira geral. O monopólio da mentira”. Chega! Sócrates, o grego da cicuta, perguntaria: “Mas, estaria o profeta baiano se referindo à compra da refinaria de Pasadena? Ou seria sobre a esticada da comitiva presidencial em Lisboa no retorno ao Brasil? Teria a desmontagem da candidatura da Marina alguma coisa que ver com isso? Não estaria falando o profeta sobre as notícias veiculadas pelo governo sobre a (des)pujança da economia brasileira? Seria sobre a indigência da educação pública no Brasil? Ou sobre a pobreza do apoio médico brasileiro, com questões estruturais que jamais seriam solucionadas com o programa Mais Médicos? Poderia ser sobre os investimentos brasileiros nas ditaduras americanas e africanas? Haveria de ser pelo apoio dos mensaleiros à reeleição do ano passado? Ou sobre o apoio dos petroleiros, esses que estão trancafiados por um magistrado do Estado do Paraná? Ou quem sabe sobre a propalada alegação de desconhecimento da agência Moody’s sobre a situação da Petrobrás? Será que a sra. Catanhêde poderia esclarecer? Profeta! Articulista! Eu só sei que nada sei; é isso que eu propugnava?”. Aí apareceria Aristóteles asseverando, com mais um silogismo: “Se as indagações do sábio Sócrates sobre as assertivas do profeta Barbosa forem respondidas afirmativamente; e se arquitetura da civilização ocidental desencadeada pelo sábio Platão estiver sendo propositalmente contrariada; então a verdade, a liberdade, a decência e a justiça estão sendo conspurcadas no Brasil e, como corolário, as preocupações da sra. Catanhêde estão justificadas e o perigo tem endereço certo”. Como seria divertido brincar com as reflexões dos moços de Atenas sobre a realidade brasileira! Como seria cômico, se não fosse trágico – tragédia expressa em crônicas antecipadas de insucessos garantidos, inequívocos, cristalinos. Mas os brasileiros relutam em ver – pelo menos, desde a conferência do estadista Rui Barbosa, na Associação Comercial do Rio de Janeiro, em 1919! E a oposição? Bem a base aliada paradoxalmente tornou-se oposição de si própria, dificultando a atuação dos opositores. Não é incrível este país chamado Brasil? Quem sabe a sra. Catanhêde poderia apelar para o sr. Aécio. Ora, diante do cabelo inexcedivelmente bem talhado e do sorriso suave e enigmático da apelante – não cito a Mona Lisa porque ela não é tão bonita; que venha para cá um da Vinci! –, o mineiro poderia escorregar nas malhas dos encantos do apelo. E agir. Ação! Ação! Oposição!

Isabel Krause dos Santos Rocha Souto souto49@yahoo.com 
Brasília

*
POLÍTICA EXTERNA E IDEOLOGIA

Enquanto a presidente der ouvidos a sua excelência o “chanceler” Top Top Garcia, com sua cabeça cheia de traumas ideológicos, vamos passar vergonha atrás de vergonha, mundo afora. Fora, Garcia!

Renato Pires repires@terra.com.br  
Ribeirão Preto

*
TIRO NO PÉ 
 
A recusa da presidente Dilma Rousseff em receber a credencial do novo embaixador da Indonésia no Brasil, Toto Riyanto, em 20 de março de 2015, pode ter tirado a chance de o brasileiro Rodrigo Gularte, condenado à morte por tráfico de drogas, não ser executado. Pode ter sido um tiro no pé. Tem coisa que, quanto mais mexe, pior fica. Ao contrário, já vi situações desfavoráveis se tornarem favoráveis pelo o uso da humildade.

Jeovah Ferreira jeovahbf@yahoo.com.br 
Taquari (DF)

*
BRASIL-INDONÉSIA

Já que a nossa “presidenta” está tão preocupada com o brasileiro Rodrigo Gularte, preso na Indonésia, gostaria de sugerir, como nos velhos tempos, a troca por Nestor Cerveró e Renato Duque e que sejam julgados na jurisprudência daquele país. Quem sabe lá a justiça funcione melhor? 

Conrado Niemeyer cmn60@icloud.com 
Coral Gables, Flórida (EUA)

*
ANÃ DIPLOMÁTICA

O Brasil está a um passo de romper relações diplomáticas com a Indonésia pela pena de morte imposta a cidadãos brasileiros que se atreveram a traficar drogas naquele país. A presidente Dilma argumenta que não existe pena de morte no Brasil e, portanto, brasileiros não podem ser condenados à morte. A presidente Dilma está enganada, existe, sim, pena morte no Brasil: milhares de brasileiros são condenados à morte, sem julgamento nem defesa, milhares são executados diariamente no País inteiro. O Brasil está em todas as listas dos países com o maior número de assassinatos do mundo, vivemos no império do crime, somos o país com as maiores taxas de homicídios não punidos do planeta. A presidente Dilma age mais uma vez como uma anã diplomática ao entrar para perder a briga com a Indonésia. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br 
São Paulo 

*
MAL-ESTAR DIPLOMÁTICO

Dilma precisa acabar com a mania de meter o nariz onde não é chamada.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br
São Paulo

*
TRÁFICO DE DROGAS PUNIDO

A presidente arrogante e pretensiosa esperava que a Indonésia não aplicasse as próprias leis a seu pedido? Chega à beira de pura bobagem. O que ela deveria é mandar ao Congresso projeto endurecendo as penas aos traficantes de armas e de drogas, classificando-os como “crime hediondo”, já que causam inúmeras mortes, além de outros graves problemas. A meu ver, a pena mínima deveria ser de 20 anos, sem direito a qualquer benefício. Presumo que, a médio prazo, teríamos reflexos benéficos ao País.

André C. Frohnknecht caxumba888@gmail.com 
São Paulo

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.