Fórum dos Leitores

CAMINHONEIROS

O Estado de S.Paulo

04 Março 2015 | 02h05

Gigante travado

A imagem de nossas estradas travadas e ocupadas por caminhões em greve não é outra senão a do estado da Nação. Navegando a esmo, tentando desesperadamente salvar-se com medidas hostilizadas na campanha eleitoral, o ministro da Fazenda tachando de "grosseiras" condutas do primeiro governo da presidenta, o herói macunaímico forjado nas montadoras pregando métodos revolucionários próprios de séculos passados... O País sofre de paralisia total, determinada por severa pane de seu tronco cerebral, o mágico, o milagroso governo do PT.

AMADEU R. GARRIDO DE PAULA

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

Dois pesos...

Por que a Polícia Federal ou qualquer das polícias estaduais não age como está agindo contra os caminhoneiros quando o MST, o MTST e outros grupos de esquerda fecham ruas, avenidas e estradas? Muito curioso.

ANTONIO CLAUDIO LELLIS VIEIRA

lellisvieira@gmail.com

São Paulo

Multas

O governo decretou multa para os caminhoneiros - cobertos de razão, aliás - por bloquearem estradas reclamando do alto preço do diesel, dos pedágios e das más condições das estradas, na base de R$ 50 mil, etc., etc. Mas não multa os petistas e laranjas que roubaram a Petrobrás e outras estatais. Para petistas o crime compensa. Eles vão continuar nessa "atividade" muito lucrativa e impune. E quem paga o prejuízo são os contribuintes.

MÁRIO A. DENTE

dente28@gmail.com

São Paulo

PETROLÃO

A farra continua

Conforme o Estadão, "empresas da Lava Jato pedem R$ 31 bi ao BNDES". E os petistas e aliados devem estar esfregando as mãos (até aqui, sujas...). Porque 3% de propina sobre esse megavalor propiciará R$ 930 milhões aos bolsos desses que decerto constam da lista de denunciados pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

PAULO PANOSSIAN

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

Dilma e as empreiteiras

Os presidentes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, do Banco do Brasil, Alexandre Abreu, e da Petrobrás, Aldemir Bendine, reuniram-se secretamente com a presidente Dilma Rousseff para negociarem um plano de ajuda às empreiteiras investigadas pela Operação Lava Jato, pois elas se encontram em dificuldades financeiras para pagar os financiamentos já liberados. Por que será que o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, não foi convidado para essa reunião? Levy precisa saber qual é o montante que vai ser liberado para socorrer as tais empreiteiras, a fim de fazer "novos ajustes" na política econômica (leia-se: aumentar impostos) e ver quanto mais ele precisará esfolar os brasileiros para pagar mais essa continha do governo PT.

MARIA CARMEN DEL BEL TUNES

carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

'O País não pode parar'

O argumento do governo de que em razão das investigações da Operação Lava Jato sobre as empreiteiras "o País não pode parar" não procede. Na Lei de Licitações existe o instituto da encampação, pelo qual o poder administrativo, diante do descumprimento de contrato, pode encampar a obra, fazendo uso dos maquinários e instrumentos da empreiteira contratada para prosseguir os trabalhos. Ou seja, use o Exército Brasileiro, tome posse dos equipamentos das empresas corruptoras e prossiga as obras. Nada justifica argumentar que a Operação Lava Jato poderá parar o País.

EDENILSON MEIRA

merojudas@hotmail.com

Itapetininga

Pasadena

Concordo plenamente com o juiz Sergio Moro: o "siga o dinheiro" deveria contar com a colaboração do governo belga, para que saibamos quanto realmente eles receberam por Pasadena, um dos escândalos. Suspeito que teremos mais motivos para nos indignarmos. Haja faixas no próximo dia 15!

ANDRÉ C. FROHNKNECHT

caxumba888@gmail.com

São Paulo

A lista de Janot

A se confirmar a presença na lista do procurador-geral do nome de Eduardo Cunha e de Renan Calheiros, estará sendo prestado um serviço inestimável ao País, coisa que a base aliada de Dilma não conseguiu.

MARCOS BARBOSA

micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

AGROPECUÁRIA

Sustentabilidade

Lendo o artigo Nos caminhos do boi, os rastros do progresso, de autoria de Washington Novaes (27/2, A2), ocorreu-me destacar os progressos da pecuária brasileira nas últimas décadas. Na verdade, o articulista baseia-se numa realidade de meio século atrás. O melhoramento genético realizado nas últimas décadas, associado às melhorias do manejo desenvolvidas pela Embrapa, incluindo aí a integração lavoura-pecuária, tem permitido um avanço acentuado no desfrute do rebanho bovino brasileiro, que se pode resumir na seguinte frase: redução do rebanho e aumento da produção de carne. Sustentabilidade é a palavra de ordem da pecuária moderna, sempre ligada à recuperação de áreas degradadas, a cuidados com o meio ambiente e com o trabalhador. Numa frase, o articulista nos relembra a pecuária do século passado: "O gado que pasta nessas áreas necessita constantemente de mineralização complementar (...). Nestas andanças, come mais, defeca mais e apresenta menor digestibilidade e metabolização dos alimentos consumidos; e rumina menos, pois perde muito tempo à procura de alimentos e água, para melhor digestão" (sic). Isso nos traz à lembrança o cinema em preto e branco e mudo, com as comédias do Gordo e o Magro ou a bengala do Charles Chaplin. Onde estão os confinamentos de 100 mil cabeças comuns hoje no Brasil? De onde surgem mais de US$ 7 bilhões de exportações de carne bovina, que contribuem para o equilíbrio de nossa balança comercial? É preciso reconhecer que o trabalho do pecuarista brasileiro, dos frigoríficos, das instituições de pesquisa e da universidade vem contribuindo para alterar o modelo de produção agrícola que predomina hoje em dia e que, no dizer do articulista, não é adequado para os desafios da segurança alimentar do século 21. Felizmente estamos fazendo alguma coisa.

CARLOS VIACAVA, criador de nelore mocho e agricultor, foi diretor da Cacex, secretário-geral do Ministério da Fazenda e presidente da Associação dos Criadores de Nelore do Brasil

leonardo@newsprime.com.br

São Paulo

OS MAUS NÚMEROS DA SEMANA

Nestes tempos de governo Dilma, o relatório “Focus”, do Banco Central, que regularmente é divulgado ao mercado nas segundas-feiras, só dá calafrios. O último indica números assustadores sobre as perspectivas da nossa economia. A previsão de crescimento do produto interno bruto (PIB) previsto para 2015, de -0,50%, vai para -0,58%. Sobre a taxa básica de juros (Selic), que na próxima quarta-feira pode sofrer aumento de 0,50% e subir para 12,75%, prevê-se que no final do ano chegue a 13%, e o dólar a R$ 2,91. Se tudo isso não bastasse, a balança comercial brasileira contabilizou nos dois primeiros meses de 2015 um déficit de US$ 6,016 bilhões (!). Enquanto isso, o PT, que protagoniza essa derrocada na nossa economia, coloca-se publicamente contra o mais que necessário ajuste fiscal que o ministro Joaquim Levy tenta emplacar. Assim não dá!

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com
São Carlos

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LEVY E AS DESONERAÇÕES

A presidente Dilma Rousseff ficou furiosa quando ouviu seu ministro da Fazenda dizer que a desoneração da folha de pagamento das empresas foi grosseira e que essa brincadeira custou cerca de R$ 25 bilhões. Agora, fico imaginando qual seria a reação dela se este ministro pudesse dizer 10% do que ele realmente pensa sobre os desmandos deste desgoverno petista.

Luiz Roberto Savoldelli savoldelli@uol.com.br 
São Bernardo do Campo

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DILMA QUE SE CALE

Dilma tem de ter um mínimo de humildade e assumir que é dependente da equipe econômica atual, sob pena de o Brasil perder, de vez, a pouca credibilidade ainda existente no mercado internacional e, por conseguinte, o seu grau de investimento. A melhor coisa que a presidente pode fazer é ficar calada! Para o bem do Brasil, ela pode continuar visitando os vizinhos daqui e deixar o ministro Levy trabalhar junto do Primeiro Mundo.
 
Ary Braga Pacheco Filho ary.pacheco.filho@gmail.com 
Brasília

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BOM PARA TODOS
 
A irresponsabilidade de Lula e de Dilma nos desenfreados gastos do governo gerou um sério problema para o ministro Joaquim Levy. O ministro poderá aumentar significativamente a arrecadação e aliviar um dos males que nos afligem. A mobilidade nas cidades e rodovias, entulhada de veículos, está comprometida. Joaquim Levy aumentou impostos, mas se esqueceu da indústria automobilística. Que tal elevar a carga tributária dos automóveis? Será bom para todos.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br 
Vila Velha (ES)

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ESCOLA

Levy, faça seu dever de casa, conforme a professora Dilma mandou. Caso contrário, vai parar na diretoria.
 
Olavo Fortes Campos Rodrigues olavo_terceiro@hotmail.com 
São Paulo

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MAQUIAGEM

Com tantas reclamações de fornecedores, empreiteiras, prestadores de serviços sobre o não pagamento pela União de serviços executados, o superávit primário conseguido pelo governo em janeiro não será por que Joaquim Levy comprou o estojo de maquiagem de Guido Mantega?

Vital Romaneli Penha vrpenha@terra.com.br 
Jacareí

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AJUSTE LEVYANO

O pacote baixado recentemente é capenga. E, sendo assim, não dará certo. Ao restringir somente aos assistidos do INSS as incríveis restrições, não logrará o êxito esperado. Seus beneficiários ganham mal e morrem cedo. Para o pacote ser justo, deveriam ser incluídos neles todo o funcionalismo público, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), desembargadores, juízes, o Ministério Público, a Defensoria Pública, servidores do Judiciário, congressistas e servidores do Legislativo, militares, etc. Essas categorias têm sempre seus benefícios integrais. Ganham muito e, obviamente, vivem mais. Em alguns casos, chegam a deixar pensões até para filhos, quase perenizando as despesas. Isso, sim, seria um pacote. Como foi feito, parece um embrulho e é também inconstitucional, pois fere o principio básico da igualdade.

Paulo H. Coimbra de Oliveira ph.coimbraoliveira@gmail.com 
Rio de Janeiro

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DESONERAÇÃO DA FOLHA DE PAGAMENTO

Só o fato de a “presidenta” discordar do ministro Joaquim Levy já me dá plena certeza de que sua opinião sobre a desoneração da folha de pagamento está certíssima.

Candida L. Alves de Almeida almeida.candida@gmail.com 
São Paulo

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DILMA E LEVY

Não sei como Joaquim Levy aguenta as broncas públicas da presidente. Por mais que o poder seja bom, acho difícil entender o porquê de não retrucar à altura. Afinal, Dilma precisa muito mais dele do que ele desse cargo.
 
Maria do Carmo Zaffalon Leme Cardoso mdokrmo@hotmail.com
Bauru

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BRONCA PÚBLICA

Quanto tempo Levy ainda vai aguentar no governo?
  
Robert Haller robelisa1@terra.com.br 
São Paulo

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INFELIZ

Infelizes somos nós, que, além de conviver com a incompetência e a roubalheira dos que nos governam, temos de aguentar esta total falta de sintonia entre a senhora presidente e seus ministros. De Joaquim Levy, pelo menos, Dilma sabe o nome.
 
Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br
São Paulo

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NAS COSTAS DO POVO

Até agora o guru Joaquim Levy, incensado pelos políticos e pela imprensa, só reduziu as pensões das viúvas, dos desempregados e aumentou impostos que, ao fim e ao meio, estalaram nas costas do povo. Qualquer imbecil teria feito melhor. Quando é que ele vai virar ministro, de fato, e propor a redução da corrupção, dos cartões corporativos, dos salários e das mordomias dos políticos e do Imposto de Renda para os bancos, que em dois anos dobram o capital e nadam de braçadas neste pobre e espoliado país? 

Edvaldo Angelo Milano e_milano@msn.com 
Limeira

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REALMENTE INFELIZ

É muito preocupante constatar que grande parte das autoridades, analistas econômicos e formadores de opinião emite comentários superficiais contrários à desoneração da folha de pagamentos, uma das poucas ações inteligentes do governo Dilma Rousseff, em vigor desde 2011. O ministro Joaquim Levy, ao proferir o infeliz comentário de que a desoneração da folha seria “uma brincadeira de R$ 25 bilhões”, não avaliou o contexto geral da economia e a globalização das cadeias produtivas, modelo por meio do qual as grandes montadoras de eletroeletrônicos, celulares, automóveis, autopeças, entre outros, buscam os fornecedores com menores custos em todos os países nos quais têm plantas. Ou seja: os países que propiciarem melhores condições às suas indústrias contribuirão para um incremento em sua competitividade. Desde a sua criação, a desoneração permitiu a fundação de novas empresas, novos empregos e evitou a exportação de aproximadamente 150 mil empregos ao ano das pequenas e médias indústrias de manufatura brasileiras, que correspondem a 99% dos fornecedores de componentes das montadoras acima mencionadas. É importante ressaltar que a grande maioria dos “teóricos” nunca vivenciou na prática o combate diário da pequena indústria brasileira ante a desigual guerra comercial contra seus concorrentes asiáticos. O real objetivo do governo federal é o fechamento no azul das contas públicas de 2015 para obter credibilidade junto às agências de risco, sem considerar que atos como o aumento de impostos e tarifas públicas e a redução do crédito aprofundarão a recessão na qual o País já se encontra: apenas em janeiro de 2015 o número de novos desempregados foi de 81.800 pessoas. O que será da economia e dos empregados brasileiros quando este ajuste fiscal entrar em vigor?

José Guilherme Levenstein guilherme.levenstein@jlbrasil.com 
São Paulo

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ÓDIO NUTRIDO

O ex-ministro Luiz Carlos Bresser Pereira declarou em entrevista que os ricos nutrem ódio ao PT e a Dilma. Gostaria que ele respondesse se o PT, MST e PSOL também nutrem ódio aos ricos.

Sergio d’Ávila samvilar@uol.com.br 
São Paulo

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É ÓDIO, SIM

É ódio, sim, sr. Bresser Pereira. É ódio contra esta divisão de classe que estão promovendo no Brasil, rico contra pobre, branco contra negro, sul contra norte. É ódio contra a roubalheira desmedida neste país, onde o nosso dinheiro dos impostos serve para que políticos queiram pagar as passagens de avião das mulheres de deputados, para financiar projeto de poder, para juízes passearem de carro confiscado. É ódio por ver aqueles que mais prejudicaram o povo do Norte, como os Sarney e Barbalhos da vida, estarem de mãos dadas com o governo atual. É ódio ao ver o que está acontecendo na Venezuela, a falta de liberdade no Irã, em Cuba, e o governo brasileiro se omitir e fingir que não acontece nada. É ódio ao ver o estado de calamidade em que se encontra a diplomacia brasileira. É ódio contra tudo o que a Dilma Rousseff prometeu NÃO FAZER, na campanha eleitoral, e dois meses depois de sua posse ela estar fazendo tudo ao contrário do prometido. É ódio ao ver aonde o Brasil chegou com FHC e Lula e agora ver o retrocesso brutal de tudo o que se alcançou. É ódio por ver o programa de etanol ir para o ralo, como está indo. É ódio ver que o País está sendo governado pelo marketing, pelo qual se tenta vender a imagem de que tudo está uma maravilha, de que não existe erro. É ódio contra o baixo nível ministerial, o excesso de ministérios e o excesso de cargos comissionados. Sr. Bresser, não sou contra a assistência aos mais necessitados, mesmo porque o valor gasto com os programas de bolsas é muito pequeno em relação ao PIB, mas onde estão as melhorias na saúde e na educação, que são fundamentais na transformação de um país e que atenderiam fundamentalmente essas classes mais baixas? Portanto, sr. Bresser, não jogue as pessoas na vala comum. No meu caso, é ódio de um trabalhador. 

Francisco Lima faugplima@gmail.com 
São Paulo

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NA PRÁTICA, A TEORIA É OUTRA

Quando Luiz Carlos Bresser-Pereira fala de economia, deveria ser lembrado não como advogado, administrador de empresas, economista e cientista político. Nem como ex-ministro da Reforma do Estado ou ex-ministro de Ciência e Tecnologia de FHC, mas como ex-ministro da Fazenda de Sarney. Sob esse título, seria percebida com mais evidência a inviabilidade de colocar na prática seu pensamento econômico, o que foi tentado por ele quando ministro, e terminou num retumbante fracasso, com consequências que repercutem até hoje no STF. Embora pregue medidas “politicamente corretas” para controlar a economia e desenvolver o País, tal pensamento, marcado por uma visão de mundo anacrônica com “fundo” marxista – que contrapõe a sociedade entre “burguesia” (ricos/rentistas) e “proletariado” (pobres/trabalhadores) – que defende academicamente há décadas, já se mostrou incapaz de trazer resultados positivos na prática, por incompatível com a economia globalizada de nossa época. Ao trazer para o “palco” as ideias de Bresser, o lulopetismo opta por reforçar políticas distributivas, cujo fracasso é iminente, embora tenham tido sucesso durante um período, em condições particulares, e procura apenas iludir mais uma vez a população, tentando confundi-la com relação à sua responsabilidade sobre o que aconteceu no país nos últimos 12 anos. Efetivamente, os governos lulopetistas não geraram condições para suas políticas distributivas, que foram realizadas com base na unificação e no aperfeiçoamento de políticas sociais pré-existentes, e, por absoluta falta de visão da realidade e competência, tampouco construíram bases para sua manutenção autônoma no médio ou no longo prazos. Aproveitaram-se apenas de uma conjuntura mundial de alto crescimento liderada pela economia chinesa, que favoreceu extraordinariamente nossas exportações de commodities e nossa balança comercial, além de permitir um fluxo de capitais de baixo custo para países não desenvolvidos, considerados como de baixo risco de crédito. Com o fim desse ciclo externo, prorrogado internamente de forma artificial por políticas assistencialistas a empresas e consumidores, ficou clara a incompetência do lulopetismo para fazer algo que não distribuir renda, mesmo que “sacando a descoberto” sobre o futuro. Obviamente, isso desestruturou ainda mais – se é que alguma vez as tivemos – as bases de crescimento autônomo do País. Agora, enquanto “as contas” da falta de competência e da imprevidência (deixando de lado a parte da corrupção endêmica) se apresentam, estamos de volta ao passado e, mais uma vez, a sociedade está dividida entre os que pregam a igualdade de direitos e os que assumem que tais direitos devem ser fruto das obrigações assumidas e resultados obtidos. Entre o assistencialismo e a meritocracia. Tal qual lagartas processionárias, parecemos incapazes de sair do círculo vicioso que nos prende ao subdesenvolvimento e estabelecer um projeto para o País e sua população.

Jorge Alves jorgersalves@2me.com.br
Jaú

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CÍRCULO VICIOSO

A situação política e administrativa do Brasil é confusa e deletéria. Estamos envolvidos num “moto contínuo”, circular e vicioso, no qual a massa de eleitores, por conveniências pessoais e baixa cultura, elegem e reelegem os “administradores da paria” sem nenhum discernimento de sua competência e idoneidade. Estes, estimulados por sua cupidez, se dedicam primeiramente a atender a seus interesses pessoais materiais e, depois, embasados em sua incompetência e vaidade, a implantar iniciativas administrativas de caráter duvidoso, que nos levaram à situação calamitosa em que nos encontramos. Sei que os tempos são outros, mas os exemplos permanecem e pergunto: será que não existe um novo “Carlos Lacerda” no Brasil?

Edgardo Pereira Mendes Junior epeme@superig.com.br 
São Paulo

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A LISTA DE JANOT

Há uma grande expectativa quanto à divulgação da lista dos políticos envolvidos na corrupção da Petrobrás, a ser apresentada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, esta semana. Entretanto, sua credibilidade está sendo posta à prova, porque a referida lista, ao que tudo indica, já passou pelo crivo da presidente Dilma Rousseff e do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. É óbvio que ele divulgará apenas os nomes de quem não causará grandes estragos ao governo. E mais uma vez a blindagem será a protagonista, neste cenário de meias verdades.

Elias Skaf eskaf@hotmail.com 
São Paulo

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EM PIZZA

A casa de Rodrigo Janot foi arrombada, mas não há grande preocupação, pois o circo estatal continua funcionando a todo vapor. Depois de todas as encenações a que assistimos até agora, orquestradas pelo governo central e seu grupo de apoio, já sabemos que – apesar da digníssima atuação do juiz Sérgio Moro –, o petrolão vai terminar em pizza, da mesma forma que o mensalão e os chefões políticos saíram livres, enquanto alguns empreiteiros possam ser punidos, mas depois serão devidamente recompensados e o “modus operandi” continua a sangrar a Nação. Mas o mais grave, embora seja extremamente grave o assalto aos cofres públicos perpetrado por quem tem a obrigação de protegê-los, é vermos que estão quase atingindo o objetivo de recriar na América Latina o que foi perdido na ex-URSS, conforme foi combinado por Lula e Fidel no Foro de São Paulo: a “Pátria Grande”. Para quem achou que o comunismo estava em decadência, sobra a perplexidade de verificar que o neocomunismo (união de comunistas com o grande capital) o ressuscitou, pois há traços em comum para uni-los: os grandes capitalistas e os comunistas não têm apreço pelo povo, apenas o usam como massa de manobra ou de consumo; usam de quaisquer meios para atingir seus objetivos e têm um ideal em comum: o poder e o dinheiro acima de tudo. Assim, estão unidos como uma grande família, mais ou menos como o Chaebol coreano, mencionado por Fernão Lara Mesquita no excelente artigo “Golpe de jiu-jítsu” (28/2, A2). “Famiglia” da qual Lula, apedeuta mas perspicaz e inescrupuloso o suficiente, tem tudo para ser o grande chefão.

Carmela Tassi Chaves tassichaves@yahoo.com.br 
São Paulo

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O BRASIL NAS MÃOS DO PROCURADOR-GERAL

Não precisa ser nenhum Edward Snowden para deduzir o porquê da preocupação do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, do PT, com o procurador-geral da República, Rodrigo Janot. A importância da correta divulgação da lista dos nomes dos políticos envolvidos na Operação lava Jato e do que significa para a atual governança do Brasil levará certamente o País ao impeachment.
 
Márcia Callado marciacallado@bol.com.br 
São Paulo

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PARTO DA MONTANHA

Paira algo estranho no ar. Até gostaria imensamente de perdê-la no jogo, mas estou apostando minha coleção de bolachas de chopes. Meu palpite é de que a lista de Janot vai ser um tremendo parto da montanha. Pronto, falei!

Joaquim Quintino Filho jqf@terra.com.br 
Pirassununga 

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XADREZ

No jogo de xadrez do lulopetismo para sua manutenção no poder, o “Movimento Janot” corresponde à movimentação do cavalo.

Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com 
São Paulo

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A MISÉRIA DA POLÍTICA

Fernando Henrique Cardoso (1/3, A2) finalizou seu artigo “A miséria da política” com a seguinte frase: “Num momento que exigiria grandeza, o que se vê é a miséria da política”. Concordo com ele, e essa miséria vem do atual governo, que se apoderou dos cofres públicos para se manter no poder, e também da oposição (ainda existe essa palavra no dicionário?), que não sei se por conveniência ou por omissão está calada e contribuindo para a miséria.

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br 
Americana

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NO CAMINHO DA VENEZUELA?

O artigo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (1/3, A2) foi muito oportuno e me fez refletir em certos eventos na história do mundo, ou seja, onde houve ditadura ou infelizmente ainda ocorram tais governos sanguinários, sempre que a incompetência administrativa traz caos na economia, é regra ditatorial jogar a culpa nos adversários políticos ou, pior, inventar um inimigo para culpar as incompetências na administração do País. O PT e, principalmente, o seu líder máximo e falador Lula é mestre PhD nisso, basta olhar para o nosso vizinho, a Venezuela, ao qual nosso governo é muito solidário, para os absurdos que ocorrem por lá: um governo ditatorial que usou o democracia para chegar ao poder e agora culpa todos, menos ele, pelas mazelas por que o país está passando. Não podemos deixar estas pessoas corruptas falarem sem a devida resposta. É preciso mostrar que não somos idiotas e que sabemos quem são os verdadeiros corruptos e ladrões de nossa história.

Márcio F. de Souza herrmarcio@gmail.com 
São Paulo

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PÁTRIA DESTROÇADA

Os “malfeitos” se sucedem numa espiral desmoralizadora da dignidade, da honradez e da decência. Seus protagonistas, a princípio, ainda tinham algum temor (vergonha na cara nunca tiveram); seu protagonista-mor chegou a pedir intervenção do ex-presidente FHC para evitar o impeachment (“Estadão”, 31/8/2008, A15). Com o progressivo desvendar desta última roubalheira, na Petrobrás, pouco se incomodam. Vão se revestindo de uma carapaça cada vez mais espessa, invulnerável. Para se defenderem do indefensável tanto tentam generalizar a cleptomania, pretendendo que sejamos todos “farinha do mesmo saco”, quanto articulam para se livrarem da cadeia por meio de subterfúgios indecorosos. A desfaçatez é tamanha que estes abutres da moral arvoram-se em defensores da empresa devastada por eles mesmos e, pior, partem para o ataque até com ameaças à integridade física dos que clamam por justiça. Realmente, é desanimador conviver num ambiente onde a mentira e o cinismo destroçam as regras da convivência civilizada.
 
Antonio C. Gomes da Silva acarlosgs@uol.com.br 
São Paulo

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CABEÇA ERGUIDA

Sr. Lula, sua sugestão para que a presidente Dilma “não dê trela e levante a cabeça” é muito difícil de realizar. Tendo ela vencido as eleições com tantas mentiras, todas sendo reveladas após reassumir, sua consciência impede essa postura. A altivez só se consegue apoiada na verdade e com consciência tranquila.
 
Silvano Corrêa scorrea@uol.com.br 
São Paulo

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LULA, MST E OS BRASILEIROS HONESTOS

O ex-presidente Lula, provavelmente com a língua destravada pela “marvada”, disse ser pela paz e pela democracia, mas, se necessário, chamaria o “exército do Stédile” (João Pedro Stédile) para tomar as ruas do País. É uma figura! Em três frases, mostrou que é um ditador de Terceiro Mundo e confirmou o que muitos já sabiam: o Movimento dos Sem-Terra (MST) não passa de uma quadrilha bem organizada, cooptando e usando miseráveis para promover badernas e quebradeiras. Uma milícia a serviço do PT. Aliás, pode alguém publicamente convocar baderneiros? Ele, Lula, não deveria ser interpelado pela polícia? Este Stédile não deveria explicar a razão de estar à disposição para promover badernas?

JP jp@lepper.eco.br 
Rio de Janeiro

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AS ARMAS E OS DEMOCRATAS ASSINALADOS

Nosso ex-presidente ameaça convocar as legiões do senhor João Pedro Stédile para combater os “eles”, marchar contra estes moinhos de vento golpistas?  Qualquer estudante de Direito seria capaz de classificar a gravidade desse incitamento e, de pronto, sacar de um grimório empoeirado o famoso “nemo est supra legis” (ninguém está acima da lei). Mas, como nada é sério, tudo é “brincadeira”, é melhor catalogar essa facécia ao lado de outras pilhérias de nossa era: Mercosul, PAC, pingos nos is, PIG, etc. Foi uma frase “infeliz”, diria prontamente nossa presidente, já habituada a “infelicidades”. A propósito, a frase “infeliz” do ministro Joaquim Levy era, “infelizmente”, um eufemismo.

Alexandru Solomon alex101243@gmail.com
São Paulo

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SUGESTÃO
 
Já que temos um novo Exército, por que o governo petista não envia os comandados de Stédile fiscalizarem as fronteiras do Brasil, onde o contrabando de armas e de drogas causa imensos danos a quase toda a população brasileira?
  
Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br 
São Paulo

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A GREVE DOS CAMINHONEIROS

Por que será que a Polícia Rodoviária só dá cobertura, para transitar pelas rodovias, às carretas frigoríficas da empresa que tem Lulinha, filho do ex-presidente, como sócio?

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@globo.com
São Paulo

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UM NOVO CAMINHO PARA O BRASIL

Em apoio aos caminhoneiros que tiveram a coragem de se revoltar contra este desmando que está o Brasil! Querem abafá-los com ameaças e os jogam contra a população, levando-a ao medo de que vá faltar alimentos, combustíveis, etc. Bem, que falte! Não vamos nos importar. Algo é necessário fazer. As vozes que os acusam, em meio a este sofrimento em que está a população, o Brasil indo por água abaixo, são aquelas que, por exemplo, lançam um pacote de bondades para si próprias e acusam os caminhoneiros de irem contra o Brasil. As demais categorias de trabalhadores têm neste momento uma boa oportunidade de se unirem entre si e, com os caminhoneiros, exigirem um novo caminho para o Brasil.

Valdir Pricoli  cambuci@yahoo.com
São Paulo

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MAIS UMA CONTA PARA PAGARMOS

A jogada do governo Dilma de aumentar a quantidade de etanol na gasolina é triplamente benéfica ao governo: a) deixa felizes os usineiros, que estão devendo os tubos; b) é um aumento disfarçado, como os típicos dos tempos de inflação, em que o consumidor compra, pelo mesmo preço, mas leva menos; c) ajuda a Petrobrás, que é a única que vai poder vender combustível com até 25% de etanol. Sem concorrência. Só se esqueceram de que quem paga todas essas contas, não só do aumento do consumo do carro, como o seu desgaste, ou vai ter de pagar mais caro para a monopolista Petrobrás, somos nós, os eternos pagadores de contas! Ninguém vai reclamar?

Cristiane Magalhães cris_magalhaes@uol.com.br 
São Paulo

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SETOR EM CRISE

Desde sempre, o setor sucroalcooleiro vive em crise. Se, para recuperar o setor, a gasolina tem de ir a R$ 5,00, é melhor acabar logo com isso e abaixar o preço da gasolina. Que façam açúcar.

Gustavo Guimarães da Veiga ggveiga@outlook.com 
São Paulo

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ATÉ QUANDO?

Até quando nosso governo vai se abster e ignorar os sistemáticos abusos cometidos na Venezuela, país que, não obstante a escassez de itens básicos, sofre profundamente com a repressão a qualquer opinião contrária ao chavismo? O PT trai sua própria história de defesa da democracia nos idos de 1980, quando reage à morte de um adolescente de 14 anos pela guarda bolivariana do governo venezuelano afirmando sua “solidariedade” a um sórdido repressor, que é Nicolás Maduro. Até quando vamos fugir da nossa responsabilidade como liderança regional e fechar os olhos ante as prisões políticas, mortes e perseguições que seguidamente ocorrem com nossos vizinhos? Cego na infância ideológica, o governo Dilma renuncia as suas responsabilidades.

Luiz Eduardo Peixoto luiz.peixoto@usp.br 
São Paulo

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FUTURO

Se o que a presidente Dilma pretende para o Brasil é o que está acontecendo na Venezuela, ela já pode comprar uma residência para ela morar naquele paraíso.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com 
São Paulo

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LOUCURA DE UMA DITADURA

O povo venezuelano vai percebendo aos poucos que toda a liberdade proporcionada por uma democracia acabou, que a ditadura de Maduro destruiu o país, falido moralmente e financeiramente. Para os loucos como Maduro, orientado e apoiado por um regime que é um dos piores do mundo, a única saída é uma guerra com a Colômbia, que está sendo acusada de atacar o país vizinho. Resta saber se a Colômbia cai ou não na armadilha de Maduro, que vai atacar mais dia menos dia, pois é a sua única saída. Espero que o governo brasileiro continue lambendo suas feridas e fique fora dessa.

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br
Osasco

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A DEPORTAÇÃO DE CESARE BATTISTI

Juíza federal manda deportar Cesare Battisti. Verdade? Processos judiciais em nosso país não têm fim e, considerados todos os fóruns do País, são cerca de 400 milhões de processos judiciais em andamento. Com o elevado número de processos e o exagerado tempo de espera, confirma-se que “justiça atrasada não faz justiça”, e exemplos não nos faltam. Diante da decisão da juíza federal Adverci Rates Mendes de Abreu, titular da 20.ª Vara do Distrito Federal, o assunto Cesare Battisti volta à baila, e o advogado dele, Igor Sant’Anna Tamasauskas, deve recorrer. Agora vai longe, o assunto será notícia por mais algum tempo. Uma excelente oportunidade para Brasil e Itália estudarem a troca com Henrique Pizzolato, resolvendo em definitivo essas pendências, para encerrar em definitivo esse processo. 
 
Fernando Silva lfd.dasilva@2me.com.br   
São Paulo

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EXEMPLO DE INSEGURANÇA JURÍDICA
 
No Brasil vivemos há um bom tempo num clima de insegurança jurídica. Muitos contratos, ainda que não sejam ilegais, são anulados na Justiça pelo fato de um ou outro magistrado achar que determinada clausula é “abusiva”. São igualmente inválidos contratos extranupciais plenamente válidos nos EUA, por exemplo. Agora mesmo vemos um exemplo, no Caso Battisti, quando uma juíza de primeira instância passou por cima do Supremo Tribunal Federal e de uma deliberação privativa de presidente da República, mandando deportar o referido senhor. Situação totalmente insólita, um exemplo da mais pura insegurança jurídica, que pode atingir a todos nós.
  
Heitor Vianna P. Filho bob@intnet.com.br  
Araruama (RJ)

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DECISÃO CORAJOSA

Palmas para a magistrada corajosa, independente e que decide de forma judiciosa. Refiro-me à juíza federal de Brasília Adverci Rates Mendes de Abreu, que atendeu ao pedido do Ministério Público Federal e considerou nulo o ato do governo federal que concedeu permanência no Brasil ao ex-ativista italiano Cesare Battisti. A magistrada determinou que a União inicie o procedimento de deportação para a França ou para o México, países pelos quais ele passou após fugir da Itália e antes de chegar ao Brasil.

Jorge Carrano carrano.adv@gmail.com   
Niterói (RJ)

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DEPORTADO

Bye bye, Battisti, buon viaggio.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br 
São Paulo

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SORTE

Quando Cesare Battisti foi proibido de ministrar uma palestra na Universidade Federal de Santa Catarina, Eduardo Suplicy disse, numa entrevista a que eu assisti, que aquilo era um absurdo, um verdadeiro suplício. Agora o ex-senador deve estar se esvaindo em lágrimas, já que o coitadinho do assassino irá parar atrás das grades italianas, e com isso o sortudo do Henrique Pizzolato virá para o Brasil, ficará uns dias preso, logo estará livre e talvez até receba uma indenização da União. Que sortudo!
 
Alberto Souza Daneu albertodaneu.health@uol.com.br  
Osasco

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O 11.º CUMPANHEIRO

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello criticou em sessão a demora da “presidenta” Dilma Rousseff em indicar o 11.º integrante do tribunal, vaga essa existente desde julho de 2014, quando da saída de Joaquim Barbosa, classificando-a de “omissão irrazoável e nefasta”. A omissão ocorre por dois motivos: primeiro, não é ela quem escolhe ou indica, mas, sim, “o cara”; e, em segundo lugar, ainda não acharam a pessoa que se enquadra 100% dentro dos padrões e perfis do petelulismo.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br 
São Paulo

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A CRÍTICA DO DECANO

Chegou a ser consternante ler a crítica do decano sr. Celso de Mello, na edição de sexta-feira do “Estadão”. Justamente por vir de um senhor que proferiu o voto de minerva nos embargos infringentes (mesmo que tenha sido dentro da legalidade) favorável aos mensaleiros, após havê-los condenado no processo. Aquele voto foi extremamente frustrante para um Brasil que clamava por decência. Dos outros ministros que assim votaram, até esperávamos os votos proferidos, mas deste senhor, de inegável sapiência jurídica e uma pessoa altamente diferenciada culturalmente, ingenuamente, não (ao menos eu). É de difícil digestão tudo isso por que passa o Brasil, sem que ao menos possamos contar com a vigilância do poder, que sempre pensamos ser a nossa maior garantia individual.

Paulo Neves usppd@yahoo.com.br 
Porto Alegre

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RECEIO

Dilma ainda não indicou substituto para a vaga de Joaquim Barbosa com receio de voto contra.

Wilma Pimentel Pupo Nogueira awilmapn@gmail.com 
Campinas

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O DÉCIMO PRIMEIRO INTEGRANTE

Dureza encontrar ocupante da vaga do digno Joaquim Barbosa... Necessita ser complacente. Já quanto à capacidade e coerência dá-se um jeito! Basta indicação do eminente estadista Ignácio da Silva...

Antonio Becedicto Tognoli fbataielo@hotmail.com 
Araras

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GESTÃO HADDAD

Algumas medidas tomadas pelo nosso prefeito podem, no mínimo, ser consideradas como desastrosas, muito prejudiciais à vida do paulistano. Primeiro, o fim da inspeção veicular foi um grande erro. São Paulo, por si só, já é uma das cidades mais poluídas do mundo pelos milhões de veículos que nela transitam. Agora, sem a inspeção veicular, com uma quantidade incalculável de automóveis e caminhões de motores desregulados e escapamentos soltos, o ar poluído da cidade tende a aumentar e a prejudicar sensivelmente a saúde do cidadão paulistano. Segundo, a criação desenfreada das ciclovias, sem nenhum estudo técnico de sua necessidade, só tem criado aborrecimentos à maioria da população. Virou uma mania sem pé nem cabeça. O Morumbi está sendo vítima dessa ação desvairada do prefeito, criando ciclovias em ruas esburacadas ou demasiadamente íngremes, onde as pessoas preferem empurrar as bicicletas a andar nelas. Praticamente ninguém tem usado as ciclovias do Morumbi. E o prefeito ainda quer comparar São Paulo a Nova York e Frankfurt. Terceiro, a criação da bolsa-travesti é uma verdadeira aberração. Só mesmo vendo a alegria do prefeito em ser fotografado junto dessas beldades, todas bem maquiadas, bem vestidas, bem nutridas, irradiando muita alegria! E ainda, pelo cúmulo da pretensão, quer ser reeleito. 
                                                                                 
Jorge Onoda jorge@onoda.com.br 
São Paulo

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CICLOFAIXA DESFEITA

Estava demorando: a pintura na ciclofaixa da Avenida Paulista, cartão postal da cidade, depois de uma tão esperada chuva, dissolveu e foi para o ralo. O custo de$$a ciclofaixa é superior a R$ 12 milhões. E quem estaria colocando mais dinheiro no bolso do que na tinta? A Polícia Federal precisa investigar o “projeto pedalão”. Que sem-vergonhice! Não podemos chamar o prefeito de “suvinil”, é uma ofensa ao fabricante de tinta. O certo é “prefeito 13.ª mão”. Como justificar a ciclofaixa no ralo?
 
Maria Teresa Amaral mteresa0409@2me.com.br 
São Paulo

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CICLOVIA NA PAULISTA

As obras públicas em São Paulo seguem no vaivém sem sair do lugar (um prefeito vem e faz, o outro desfaz, e assim, entre o fazer e o desfazer, jogam-se bilhões de reais na lata do lixo ou em alguma conta no exterior). Um exemplo, a “ciclovia” construída na Avenida Paulista. Tudo feito aos trancos e barrancos, sem prospecção, sem projetos técnicos. Coisa horrorosa, enfeia, destrói, desbanca-lhe o nome de “postal de São Paulo”. Não somos contra os ciclistas, triciclos, motocicletas, cadeirantes, muito pelo contrário. Mas a obra tem de ser objeto de estudo técnico profundo. Isso pelo lado do que se vê. Pelo que não se vê, pergunta-se: quem está lucrando (e muito) com isso? Quem vai trabalhar ou passa de bicicleta na Paulista? Primeira consideração, esse ciclista há de ser um atleta, ou um jovem vertendo saúde por todos os poros, que haverá de chegar emporcalhado ao trabalho de suor e pó. E o direito dos idosos, que não têm condição de andar de bicicleta? Lamentável o despreparo do homem público no Brasil! Essa é a opinião de quem, necessariamente, vale-se da referida avenida para trabalhar.

Antônio Bonival Camargo bonival@camargoecamargo.adv.br
São Paulo

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MUITO ALÉM DAS CICLOFAIXAS

Em tempos de discussão do que é qualidade de vida, a Prefeitura de São Paulo vem desalojando comerciantes de locais onde tinham suas farmácias, padarias, tinturarias e supermercados havia décadas. Isso está acontecendo na Rua Texas, Brooklin Novo, na capital, criando preocupações para quem ali trabalha há tantos anos e para quem mora no entorno. Não há qualidade de vida quando se precisa usar o carro para comprar pão e leite. Não há qualidade de vida quando a poluição gerada por estes carros nos causa doenças respiratórias. Lúcio Costa, quando planejou as superquadras em Brasília, teve como objetivo elevar a qualidade de vida ao seu mais alto patamar: tudo perto, tudo acessível a pé. Por que não podemos almejar a isso também em São Paulo? Por que não uma zona mista onde possamos conviver nós, os munícipes, com comerciantes ali instalados há 40 anos? Qual é a grande vantagem de promover ruas ermas de gente e cheias de carros, obrigando os moradores a um trânsito que não se move para comprar pão, verduras, medicamentos? Precisamos repensar, juntamente com a Prefeitura, o que é qualidade de vida para nós, contribuintes, algo muito além das ciclofaixas pintadas em ladeiras sobre asfalto esfarelado.

Adriana Portugal aaportugal@uol.com.br 
São Paulo

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COMPETIÇÃO

O prefeito Haddad, em sua obstinada determinação de desconstruir São Paulo, promulgou o Decreto n.º 55.955, que libera áreas verde da Prefeitura, leia-se parques, praças e áreas de preservação ambiental, para a construção de equipamentos sociais como creches, escolas, quadras esportivas e postos de saúde, como explicou reportagem recente do “Estadão”. Justifica a ação dizendo que a meta é ocupar matagais. Ora, o que será que o prefeito entende como matagal no caso de áreas verdes? Numa área de preservação ambiental e, principalmente, de mananciais é claro que existem plantas que o prefeito chama genericamente de matagal. Se, por acaso, a ideia é um matagal de ervas daninhas e plantas não originárias da Mata Atlântica, então seria o caso de falta de manutenção por parte da Prefeitura. O prefeito está governando a cidade estritamente sob o ponto de vista econômico e, aparentemente, não entende que a preservação do meio ambiente também é importante para a qualidade de vida da população. Também acredito que não lhe diz respeito a estiagem que nos afeta e que é, em parte, consequência de vários prefeitos da cidade que, ao longo de todos esses anos, extinguiram os nossos mananciais, enterraram os nossos cursos de água e asfaltaram e cimentaram a cidade, impermeabilizando o nosso solo. Até parece que ele trava uma competição com a presidente da República em tomar decisões erradas. Esse decreto é escancaradamente ilegal e espero que os vereadores e o Ministério Público intervenham a tempo.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br 
São Paulo

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GESTÃO IMPACTANTE

O prefeito Fernando Haddad parece ser adepto de questões polêmicas. A cidade está um caos, com enchentes, alagamentos, quase 2 mil arvores caídas, e ele, como péssimo gestor, dá entrevista à Radio Bandeirantes defendendo as ciclovias e dizendo que as faixas de ônibus foram impactantes, mas o povo acabou aceitando. Existe uma diferença: a faixa de ônibus atende uma coletividade que necessita do transporte público, faixas de ciclovias – R$ 65 mil a cada 100 metros – são um assalto, pois há quadras por onde passam 3 ou 4 bicicletas por semana. Pare de ser polêmico e administre a cidade para todos. 

Celso de Carvalho Mello celsosaopauloadv@uol.com.br 
São Paulo

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