Fórum dos Leitores

PETROLÃO

O Estado de S.Paulo

05 Março 2015 | 02h05

A lista de Janot

Os 54 nomes de políticos da lista do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, entregues ao Supremo Tribunal Federal (STF), merecem a atenção de todos os brasileiros e eleitores. Especialmente quando ela inclui os presidentes da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) - cargos que exigem reputação ilibada. De outro lado, a lista não merece receber o carimbo de secreta, devendo ser facultada a todos os brasileiros, que por certo acompanharão os trâmites de cada implicado no STF, sob a jurisdição de Teori Zavascki, ministro relator. Os inocentes gritarão ao povo e os pecadores chorarão para o povo. Mas as satisfações terão de ser dadas.

JOSÉ CARLOS DE C. CARNEIRO

carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

Não tem jeito

Depois de ver incluídos os nomes do presidente do Senado e do presidente da Câmara dos Deputados na lista do escândalo do século, só nos resta dizer: esse Congresso não tem mais jeito. Sem Ulysses Guimarães e Pedro Simon não dá!

LEÔNIDAS MARQUES

leo_vr@terra.com.br

Volta Redonda (RJ)

Muito estranho

Por que vazaram somente os nomes de Renan Calheiros e de Eduardo Cunha da relação do procurador-geral da República na Operação Lava Jato? Qual é o lance aí? Foi esse o motivo da reunião dele com o ministro da Justiça? Sr. Janot, o Brasil quer saber tudo a esse respeito.

ADEMAR MONTEIRO DE MORAES

ammoraes57@hotmail.com

São Paulo

E os outros?

É, cadê o restante da lista de Rodrigo Janot? Nós que pagamos a conta dos bandalheiros temos o direito de saber quem são os suspeitos. Quem não deve nada tem a temer.

JOSÉ ROBERTO IGLESIAS

rzeiglesias@gmail.com

São Paulo

Interferência política

Circulou a versão de que Renan estaria retaliando o Planalto por seu nome ter sido incluído na lista de políticos investigados na Lava Jato, pelo STF. Por definição, esse pessoal sabe mais do que nós, reles mortais, digo, cidadãos. O simples fato de o Planalto ter sido informado sobre os nomes antes de eles terem sido encaminhados ao STF já indica que o processo tem interferência política. Quem tira nomes também coloca. Há algo de podre no reino da Dinamarca...

OSCAR THOMPSON

oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba

Como Pilatos

Infelizmente, o procurador-geral, Rodrigo Janot, passará à História com o cacoete de Pôncio Pilatos, pois lavou as mãos ao entregar o nome dos políticos denunciados na Operação Lava Jato, nivelando todos por baixo e abandonando a hierarquia do crime. Muitos desses políticos foram bastante investigados, mas a responsabilidade de indiciamento Janot passou para o STF. As conversas que antecederam essa entrega, com membros do governo, devem ter levado a tal resultado. Os srs. políticos ganham mais algum tempinho até que o processo todo alcance o fim de seus mandatos. Justiça firme e dura só funciona para ladrão de galinha neste país das brechas nas leis para os poderosos. Lamentável!

LEILA E. LEITÃO

São Paulo

Gente inocente...

Todos os políticos citados na Operação Lava Jato vão alegar inocência e atribuir as acusações a motivos políticos. Será que alguém ainda acredita nisso?

LUIZ FRID

luiz.frid@globomail.com

São Paulo

... e perseguida

A única coisa certa é que os políticos que constam da lista de Janot sabem que estão lá. Isso é fato! Como são ótimos atores, eles demonstrarão "perplexidade" e sairão bradando aos quatro ventos ser vítimas de uma verdadeira perseguição.

JOSÉ PIACSEK NETO

bubanetopiacsek@gmail.com

Avanhandava

Conselho aos empresários

No decorrer de meus 74 anos de vida (64 lendo todo dia o Estadão), adquiri experiência bastante para dar um conselho aos empresários da Lava Jato. Estuda-se História porque, sabendo o que passou, você entende o dia de hoje e pode planejar o futuro. O mensalão nos ensinou: quem mandou, gerou e introduziu a prática foram os políticos, que já estão sendo soltos - eles fizeram como os grandes presos brasileiros no xadrez e de dentro dele continuaram a chefiar as gangues por contatos telefônicos, com os visitantes e advogados -, enquanto os executantes pegaram duras penas. Vocês pensam que agora será diferente? Vocês serão os maiores punidos, os culpados, já os políticos terão penas pequenas e sairão logo da cadeia. Assim, sejam inteligentes e cooperem com a Justiça para que suas penas sejam atenuadas, mas tenham certeza que os políticos e principalmente os chefes do sistema todo serão pouco punidos e logo serão soltos, terão até perdão judicial, como o Genoino. José Dirceu continuou atuando da cadeia e agora o faz da casa dele. Ganhou muito dinheiro para continuar a administrar esse sistema, segundo dizem as redes sociais.

CIRO BONDESAN DOS SANTOS

cirobond@hotmail.com

São José dos Campos

Preservar a engenharia

A fraqueza de alguns dirigentes, na submissão à extorsão por políticos sedentos de se manter no poder, exige justa punição. Mas esta não deve causar o desmanche das equipes técnicas, tão importantes para o progresso do País. Chega de blá-blá-blá. O caso requer solução sumária e racional. Pesadas penalidades devem ser impostas às empresas, aos administradores da Petrobrás e aos políticos envolvidos. Que a estatal, e só ela, seja ressarcida por valores compatíveis com as perdas em que incorreu. A seguir, assunto encerrado, sem mais desdobramentos. Preservemos a engenharia civil - e suas equipes -, uma das poucas atividades em que o Brasil ainda tem competência para competir no contexto da globalização. A excelência da engenharia civil brasileira, reconhecida internacionalmente, foi desenvolvida com muito esforço e dedicação.

ALFREDO MÁRIO SAVELLI, ex-presidente do Instituto de Engenharia

a.m.savelli@uol.com.br

São Paulo

MENSALÃO

Genoino

O Supremo extinguiu a pena de José Genoino. O próximo passo será pedir uma indenização: a bolsa Papuda.

RUBENS T. DA LUZ STELMACHUK

rtls@bol.com.br

Curitiba

OS POLÍTICOS DO PETROLÃO

Quem não deve tem algo a temer? As fotos publicadas ontem (4/3) na primeira página do “Estadão” mostram o contrário. Os semblantes de Renan Calheiros, presidente do Senado, e de Eduardo Cunha, presidente da Câmara dos Deputados, ambos do PMDB, esbanjam preocupação e ansiedade por terem sido citados na lista dos políticos incursos na Operação Lava Jato, apresentada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao Supremo Tribunal Federal (STF). Muita água poderá rolar debaixo da ponte. Os velhos ditos populares nunca perdem a atualidade.
  
Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br 
São Paulo

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RODRIGO JANOT BLEFOU

Oras, se Eduardo Cunha e Renan Calheiros, respectivamente presidentes da Câmara e do Senado, souberam por meio do vice-presidente, Michel Temer, no dia 27 de fevereiro, que seus nomes estão na lista do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, como prováveis envolvidos nos desvios de recursos da Petrobrás, é sinal de que a visita de Janot a Temer no dia 26 do mesmo mês não foi para discutir outros temas (como disseram), mas sobre a tão esperada lista dos nomes dos políticos que constam na Operação Lava Jato. Se essa blefada do procurador-geral não foi para submeter a lista a Michel Temer, e subtrair nomes de envolvidos ao gosto do vice-presidente, que também é presidente do PMDB, tudo bem! Mas Janot poderia ter evitado esse constrangimento, porque não consta na nossa Constituição a obrigatoriedade de o Ministério Público Federal ou a Polícia Federal antecipar ao vice-presidente da República e ao ministro da Justiça, com quem também Janot teve um estranho encontro, o resultado das diligências investigatórias. Até prova em contrário, Rodrigo Janot continua a merecer o nosso respeito.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com
São Carlos

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RENAN CALHEIROS E  EDUARDO CUNHA

“Estadão” estampa na primeira página manchete com fotos de Renan Calheiros e de Eduardo Cunha, presidentes do Senado e da Câmara, respectivamente, ambos citados na lista do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, como beneficiários do esquema de corrupção na Petrobrás. Seria essa a melhor forma de recuperar a credibilidade do Brasil lá fora e despertar o interesse dos investidores estrangeiros? Já estou vendo ambos se defendendo e usando o mesmo e costumeiro vocabulário da bandidagem da política brasileira, mais ou menos assim: estão tentando me derrubar, querem me desestabilizar politicamente, isso é coisa da oposição, quero provas, preciso de provas e por aí vai...

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@hotmailç.com
São Paulo

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ELE DE NOVO

Depois de 40 anos de vida pública irretocável, Renan Calheiros é denunciado na Operação Lava Jato. Inacreditável!
 
Rubens Tarcisio da Luz Stelmachuk rtls@bol.com.br 
Curitiba 

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UM STF PARA O PETROLÃO

Que falta nos faz um Joaquim Barbosa. Agora temos um Lewandowski, e o que podemos esperar desse petista?

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com
São Bernardo do Campo

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CORRUPTOS DA PETROBRÁS

O processo dos políticos vai para mão do ministro do STF Teori Zavascki? Xiiii...

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com 
São Paulo

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O MISTÉRIO

Parte do Supremo Tribunal Federal (STF) entende que não será admissível Teori Zavascki manter os nomes dos investigados sob sigilo. É preciso que os acusados sejam conhecidos e apresentados aos eleitores, dando a eles o amplo direito de defesa, assim como foi dado aos corruptos do mensalão. A decisão do ministro Teori em manter Renato Duque, ex-diretor da Petrobrás, em liberdade foi um péssimo sinal, uma desastrosa e incompreensível decisão, apenas com a justificativa de que esse indivíduo não iria fugir do Brasil, como fez Henrique Pizzolato. Segundo a imprensa e o que vaza das investigações, o seu nome é o mais importante elo com a organização criminosa conhecida como “Partido Trambiqueiro”, indicado que foi para a Petrobrás por José Dirceu (chefe de quadrilha e próximo de Lula, o mentor e incentivador do mensalão e do petrolão). É impressionante e cheira muito mal que Renato Duque, que vem sendo acusado em todas as delações premiadas, tenha amealhado uma fortuna incalculável de propinas no assalto aos cofres da Petrobrás e ainda esteja em liberdade, certamente manipulando provas e pessoas para dificultar as investigações. O Brasil exige uma investigação às claras ou a Justiça será desmoralizada, o que será um motivo a mais para fomentar a revolta que está tomando conta das ruas diante de tanta corrupção e mentira.

Carlos A. Ramos Soares de Queiroz soares.queiroz@terra.com.br
São Paulo

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PENA

Pena que Lula e Dilma não estão na lista!
  
Robert Haller robelisa1@terra.com.br 
São Paulo

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MERECIDAMENTE

Caso os petistas que estão na lista de Janot correrem, a Polícia Federal prende; se ficarem quietos, serão execrados pela opinião pública, merecidamente!

Eugênio José Alati eugeniojalati@gmail.com
Campinas

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‘O PAÍS NÃO PODE PARAR’

Concordo plenamente com o leitor sr. Edenilson Meira (“Estado”, 4/3, A2) quando diz que lei existe para as empresas que descumprem contratos com o governo. Podem ter suas obras encampadas, inclusive o maquinário, etc., e assim prosseguir os trabalhos. Vir com o papo de desestabilização econômica e política é golpe, né não?

Itamar Carlos Trevisani bia.trevisani@terra.com.br  
Jaboticabal

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SUFOCO

A dívida da Petrobrás é de R$ 260 bilhões. Vender ativos no valor de R$ 39 bilhões e cortar gastos da ordem de R$ 20 bilhões não vão fazer diferença. O lucro da empresa é de R$ 20 bilhões por ano. A empresa está enterrada em dívidas para sempre. Qual instituição financeira séria vai querer emprestar mais dinheiro para a Petrobrás?
 
José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br
Rio de Janeiro

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PÓS-SAL
 
Lendo que a Petrobrás – uma das empresas mais endividadas do mundo, senão a mais –  planeja vender ativos no valor de US$ 13,7 bilhões e estuda cortar  de R$ 20 bilhões a R$ 30 bilhões de investimentos em 2015, estimo que toda aquela história dos “royalties do pré-sal”, que motivou enorme movimentação de governadores um tempo atrás, é assunto arquivado a uma profundidade de pelo menos 20 mil metros, faixa do pós-sal!
 
Silvio Natal silvionatal49@gmail.com     
São Paulo

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À BANCARROTA

No que consiste um processo de falência, senão na venda dos ativos de uma empresa para solucionar suas obrigações? Se os ativos forem insuficientes, a falência será completa e determinados credores nada receberão. Se o valor dos ativos realizados superar o passivo, poder-se-á ter uma recuperação. A Petrobrás está distante de uma insolvência, mas, se não transformar em dinheiro parte de seus ativos, torna-se insolvente em relação a deveres pecuniários imediatamente exigíveis e o estado falimentar fica caracterizado. Coisa de dimensão surreal, para quem acompanhou o desenvolvimento de uma das maiores empresas do mundo, demolida pela corrupção e pelo governo petista. 
  
Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br 
São Paulo

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ALGO ESTÁ NO AR

“O sol da liberdade em berço esplêndido, brilhou no céu da Pátria nesse instante.” Versos do Hino Nacional brasileiro que podem ser aplicados aos mais recentes acontecimentos políticos. O presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), se rebela contra o Planalto e rejeita medidas provisórias de Dilma; enfim, Rodrigo Janot detona a lista de parlamentares implicados na Operação Lava Jato; a juíza Adverci Rates Mendes determina a deportação do ex-ativista Cesare Battisti, condenado por terrorismo na Itália e acoitado no Brasil por ordem do então presidente Lula, em 2010. Na verdade, depois de atingirmos o fundo do poço, estamos gastando o volume morto da moral política. Dólar batendo nos R$ 3,00 e a dívida da Petrobrás atingindo R$ 40 bilhões, obrigando a companhia a vender ativos. Parodiando o grego Arquimedes, “deem-me um ponto de apoio (o Congresso), e com uma alavanca (o povo) eu moverei o PT do poder”.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com 
Vassouras (RJ)

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INSTABILIDADE NO CONGRESSO

A presidente Dilma chamou de “retaliação do Congresso” a desaprovação de suas medidas provisórias (MPs). Acostumada, até então, a fazer do Poder Legislativo uma simples extensão do Palácio do Planalto, teme pelo surgimento de uma insubordinação deste, em aprovar tudo o que para lá mandava e prontamente era obedecida. Para mudar a situação, Dilma volta com a asquerosa prática de oferecer cargos aos partidos em troca de aprovação de toda matéria que for do interesse do Executivo. Presidente, o povo está cansado e de olho no Congresso, a ver se continuam a ser simples extensão de suas mãos, ou se tem vida própria, e os parlamentares sabem disso. Atualize-se, o PT já não é mais o dono absoluto da bola. Clamamos pela volta da verdadeira democracia, sem a concentração de todo o poder nas mãos do Executivo, destruindo o ambiente democrático na forma instituída pela Constituição Federativa do Brasil, porque ou os Três Poderes voltam a atuar de forma independente, freando-se mutuamente, na tradução da democracia, ou viramos uma nação ditatorial, comunista, ou ainda escravagista, pois neste ano estamos sentindo ainda mais que seus cidadãos vivem para pagar impostos.
 
Glória Anaruma gloria.anaruma@gmail.com 
Jundiaí 

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NÃO VAI COLAR

O esperto senador Renan Calheiros, ao ver-se acuado pela iminente denúncia envolvendo seu nome na Operação Lava Jato, devolve teatralmente ao governo a MP da desoneração da folha de pagamento, numa tentativa de ganhar simpatia da oposição e da opinião pública. Não vai colar, senador, tenta outra.

Luciano Harary lharary@hotmail.com 
São Paulo

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DIFICULDADES E FACILIDADES

Todos sabemos da esperteza e do que são capazes o sr. Renan Calheiros e a tropa do PMDB em termos de política, portanto estou achando que o mesmo começa a criar dificuldades para gerar facilidades. Quem garante que este embate entre ele e o Planalto quanto à devolução da Medida Provisória que reduz o benefício fiscal de desoneração da folha de pagamento, MP esta de real interesse do governo para tentar equilibrar as contas da União, já não antevê um toma lá da cá na hora da verdade da Operação Lava Jato, em que, conforme já divulgado, o sr. Renan é um dos envolvidos?

Luiz Roberto Savoldelli savoldelli@uol.com.br 
São Bernardo do Campo 

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ALIADOS OU NÃO?

PMDB: situação ou oposição, eis a questão.

J. S. Decol decoljs@globo.com  
São Paulo

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A DIETA DA PRESIDENTE

Qualquer pessoa emagrece com um Renan, um Cunha e um Lula. Não tem milagre algum. Só um cuidado, presidente Dilma Rousseff: se os dois forem denunciados mesmo, a sua vida não será fácil.

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br
Osasco

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QUE DIETA QUE NADA!

Quem quiser emagrecer igual à presidente Dilma é só passar a comer petrolão como prato principal, com Eduardo Cunha de sobremesa. Entre as refeições, um lanche de avaliação pessoal despencando, junto com um rebaixamento do grau de investimento, inflação em alta, fogo amigo e produtos similares. Certamente, além de emagrecer muito, vai ficar sem dormir de tanto desespero.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com 
Rio de Janeiro  

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PARLAMENTO SOBERANO E INDEPENDENTE
 
A devolução, ao Palácio do Planalto, da Medida Provisória (MP) n.º 669, que reduz os benefícios de desoneração fiscal na folha de pagamento das empresas, é uma atitude grave adotada pelo presidente do Senado, Renan Calheiros. Para ser coerente, o senador deveria também ter devolvido ao Executivo as MPs n.º 664 e 665, que dificultam o acesso ao seguro-desemprego e reduz o valor da pensão por morte do trabalhador. Além de contrariarem a promessa solene com que a presidente da República se reelegeu, de não mexer nos direitos dos trabalhadores, essas duas MPs tendem a levar o País a uma greve geral. Já que não devolveu, o Congresso Nacional tem o dever de, pelo menos, analisar e fazer as devidas correções às leoninas propostas do Executivo. Os congressistas precisam aproveitar esse momento de relativa independência do Senado e da Câmara federal em relação ao Executivo para recuperar a imagem do Poder Legislativo. Poderiam os srs. Renan Calheiros e Eduardo Cunha propor uma lei que evite a nefasta promiscuidade Executivo-Legislativo. Proíba que membros do Legislativo sejam nomeados ou indiquem seus candidatos para os cargos do Executivo. Se conseguirem aprovar essa restrição, estarão restaurando o Legislativo como poder. O mais importante dos poderes, pois destina-se a representar o povo e a fiscalizar o Executivo.
 
Dirceu Cardoso Gonçalves  aspomilpm@terra.com.br
São Paulo
  
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COMO ‘O DIABO’ GOSTA

O presidente do Senado está agindo como “o diabo” gosta, retaliando o capeta.

Moises Goldstein moisesgoldstein1@gmail.com 
São Paulo

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A RECUSA DE RENAN
 
Senadores, devolvam a bola para o senador Renan que ele não quer brincar mais. E expliquem à Nação a razão do aplauso à devolução da MP. Meu Deus, pensar que esse pessoal  me representa no Senado! 
 
Honyldo Roberto Pereira Pinto honyldo@gmail.com   
Ribeirão Preto
                                                                                                       
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DE MAL

Nosso querido excelentíssimo presidente do Senado ainda ficou de mal com nossa presidente por causa da Transpetro. 

Décio Ortiz
São Paulo

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A DEVOLUÇÃO DA MP 669

A independência entre dois poderes acaba de ser restabelecida. Resta, agora, restabelecer a independência do terceiro poder.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br  
Monte Santo de Minas (MG)

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EXPLICAÇÃO

A devolução da MP 669 não é retaliação ao governo por parte de Renan Calheiros. É culpa do FHC.

Claudio Juchem cjuchem@gmail.com 
São Paulo

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CINISMO PROFISSIONAL

Os políticos brasileiros – aliás, nada representativos da população – fazem do cinismo uma atividade profissional. Observe-se o recuo do ilustre presidente da Câmara dos Deputados, sr. Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que, por promessas de campanha para atingir tal cargo, brindou seus iguais com inúmeras mordomias, entre elas a imoral oferta de passagens aéreas às suas respectivas madames. Ao sentir a repercussão mais do que negativa, voltou atrás, como uma vestal arrependida. Caro presidente, seu cinismo se ombreia às mazelas do Executivo, e saiba que suas imposturas haverão de pesar sobre sua pseudoconsciência. Lamentável.

João Batista Pazinato Neto Pazinato51@hotmail.com
Barueri

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CONGRESSO NACIONAL

Enfim o Congresso Nacional, que já tem Renan Calheiros no Senado, agora tem Eduardo Cunha na Câmara e está bem representado, com tantas características afins, do pior fisiologismo, inércia e quiçá do “banditismo” que esta Casa exala.

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com 
Casa Branca

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COM DINHEIRO PÚBLICO

A Câmara recuou do benefício a cônjuge porque as amantes e os amantes também queriam se beneficiar. Vai daí!

Artur Topgian topgian.advogados@terra.com.br 
São Paulo

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SEM NOÇÃO

Só por meio de protestos maciços Eduardo Cunha percebeu a imoralidade da concessão de passagens aéreas para as esposas dos deputados?
 
Maria do Carmo Zaffalon Leme Cardoso mdokrmo@hotmail.com
Bauru

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REFORMA ÉTICA

A política, que deveria ser a arte do convencimento, a voz da ponderação, meio de elevado peso altruístico, tornou-se um mercado financeiro, fonte de enriquecimento ilícito e de troca de favores. Sem princípios éticos, nada acrescentará ao País enquanto não houver redução de quadros, salários modestos e ausência de privilégios no Congresso Nacional.

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com 
Niterói (RJ)

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E OS OUTROS?

Voltaram atrás com as passagens para as mulheres dos deputados, pelo reclame popular. Isso me parece  a história de “tirar o bode da sala”. E os outros benefícios ficam? Destes o povo também reclamou... Vão tirar?

Valdir Pricoli cambuci@yahoo.com
São Paulo

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SERÁ QUE ENTENDI?

Renan Calheiros, um dos picaretas do Legislativo, segundo definição de Lula antes de se unir a eles e se promover a picareta-mor, exige ser ouvido pela presidente antes que esta, já retardada, indique o novo ocupante da cadeira vaga no STF. O juiz que fará parte da Corte que julgará a quadrilha que destruiu a Petrobrás enquanto por lá perambulava a presidente terá de receber a aprovação de um dos envolvidos, que também será investigado e julgado?
 
Otoni Gali Rosa otoni.ogrcom@uol.com.br 
São Paulo

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NOVO MINISTRO DO STF

Para Dilma, manter a continuidade de apoio da base de sustentação, caso o impeachment não a atropele antes, terá de dizer amém ao Congresso na escolha do novo ministro do STF.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br 
São Paulo

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O FIM DO MENSALÃO

Com José Genoino solto, o último dos petralhas foi solto. Neste país parece que pecadores são perdoados. Que diz a Igreja, que está sempre muda, mas que sempre aparece para perdoar os bandidos que morrem em confronto com policiais, que são os culpados?

Renato Rovegno Renato_Rovegno@yahoo.com.br
São Paulo

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QUESTÃO DE POUCO TEMPO

Não sei que tanto medo tem Henrique Pizzolato de vir cumprir pena no Brasil. Aqui, com a tal progressão de pena, o prisioneiro corre o sério risco de sair rapidinho da prisão. Pode progredir do regime fechado para o semiaberto, do semiaberto para o aberto, desfrutando na sequência até de regime de prisão domiciliar, podendo, inclusive, ganhar indulto natalino decretado pelo presidente da República – benefício que só pode ser concedido se ainda falta até “oito” anos para o cumprimento total da pena –, podendo ter a pena extinta pelo Supremo Tribunal Federal.  José Genoino, condenado no mensalão, já está livre da Justiça, tendo ganho de Dilma o tal indulto, o que norteou a decisão do STF de liquidar sua pena. A uma altura dessas, se não tivesse fugido, Pizzolato já poderia estar quase com os pés na rua!

Myrian Macedo myrian.macedo@uol.com.br 
São Paulo

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A LEI DOS CAMINHONEIROS

A presidente Dilma Rousseff sancionou a lei dos caminhoneiros sem veto. Entre os pontos sancionados, alguns chamam a atenção e desrespeitam o cidadão comum: elevam em 5%, além do permitido por lei, a carga permitida para cada eixo, cancelam as multas por excesso de carga dos últimos dois anos e isentam os caminhões do pagamento de pedágio quando estiverem sem carga. O excesso da carga de cada eixo vai obrigar a manutenção e mais gastos nas rodovias. As que cobram pedágio repassarão esse custo extra para quem? Adivinhem? Bingo! Acertou de primeira. O cancelamento das multas é um desrespeito ao cidadão comum. Por que não cancelar a multa de todos? Os caminhoneiros são mais brasileiros que os outros? A alegação para o não pagamento de pedágio quando estiver sem carga é de que, não estando pesado, não desgasta a rodovia. Meu carro também, quando está sem passageiros, não desgasta a rodovia – e olha que o caminhão é muito mais pesado que o meu carro, mesmo vazio. Deveriam isentar também os automóveis. Outro ponto polêmico é a empresa de carga ser responsável pelo excesso de carga nos caminhões. Isso não pode ser generalizado. Se o caminhão é da empresa, é justo que ela seja responsável, mas, se o caminhão é contratado, a responsabilidade é do motorista contratado. Esta lei sem veto dá a exata dimensão da falência do governo Dilma.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com 
Rio de Janeiro

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DOIS PESOS

Interessantes o comportamento e as atitudes de certas autoridades. Para os caminhoneiros, trabalhadores que reivindicam atualização do valor dos fretes e preço de combustível que viabilize sua atividade (a “presidenta” segurou o preço da gasolina por dois anos), para continuarem a transportar safras, alimentos para consumo, minérios, manufaturados, combustíveis, etc., força policial coercitiva, com bombas, cacetadas e prisões determinadas pela Justiça. Para os desocupados dos “movimentos sociais” (sem-terra, sem-teto e que-tais), que deveriam estar trabalhando e produzindo para o País, mas, ao invés disso, destroem bens públicos e privados, bloqueiam estradas com fogueiras, destroem patrimônio genético (da Embrapa, aliás, em tentativa de desmonte), invadem terras, queimam plantações, matam gado e impõem pedágio para o trânsito de veículos por estradas públicas (“inocentes indígenas” também), o tratamento é outro: juízes, prefeitos, parlamentares, ministros, para ouvir as “justas reivindicações”, e proteção policial para seus atos. Aí vai uma sugestão para os caminhoneiros: em lugar de bloquear estradas, fiquem em casa e deixem que os sem-qualquer-coisa façam o trabalho de vocês. Ah, e declarem-se indígenas, quilombolas e agricultores sem-terra (que do batente estes querem mesmo é distância). Verão como serão “compreendidos” e adulados. Triste país em que ser correto é crime e transgredir leis e normas de civilidade é virtude. E, para aqueles que me tratam como inimigo, sem mesmo me conhecer, e enviam e-mails despropositados: continuarei emitindo minha opinião e respeitando as suas, contanto que as tenham e tenham coragem para submetê-las à apreciação pública.

Ricardo Hanna ricardohanna@bol.com.br 
São Paulo  

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OBRAS EM RITMO MAIS LENTO

Segundo o “Estadão”, as principais obras de mobilidade da gestão Geraldo Alckmin (PSDB) na grande São Paulo (trens, metrô e Rodoanel Norte) perderam o ritmo e muitos funcionários foram demitidos. Será que a culpa é do nosso governador ou da “presidenta” Dilma Rousseff, que após quatro anos de desgoverno conseguiu afastar os investidores e a confiança dos empresários, o que está afetando a arrecadação de tributos? Geraldo Alckmin não é irresponsável como a “presidenta” Dilma, não vai gastar mais do que arrecada e não vai utilizar mecanismos como a “contabilidade criativa” para efetuar obras e endividar o Estado. Os ignorantes vão culpar o governador Geraldo Alckmin pelos atrasos das obras, mas as pessoas cientes da crise nacional sabem que não se tocam obras sem dinheiro e não se arrecada com indústrias produzindo e vendendo menos. O triste não é ver obras não serem efetuadas por falta de dinheiro, mas, sim, ver obras usadas apenas para desvio de dinheiro público: compra de Pasadena, transposição do Rio São Francisco, Ferrovia Norte-Sul, Usina Hidrelétrica de Belo Monte, etc.

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br 
Americana

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A VERDADE DE JOAQUIM LEVY

Tanto oposição quanto a situação estão torcendo para que a política e o plano econômico do ministro Joaquim Levy chegue a um bom termo. A infelicidade do ministro refere-se ao seu comportamento sincero e limpo: falou as verdades que ocorreram no período Guido Mantega e sobre as desonerações impostas por sua chefe. O argumento da presidente é coerente com seu raciocínio feminino: “gasto é vida”, como se fosse a um shopping center passar algumas horas e soltar sua compulsão por compras gastando desmedidamente todo o dinheiro da casa, certamente acima da receita da família. Dilma gasta o dinheiro do seu “marido”, o povo, e volta para casa feliz porque acredita que “comprou mais empregos” para todos. A verdade de Levy é uma só: a política econômica do governo anterior foi rústica, grosseira e uma brincadeira de mau gosto.
 
Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com
Rio de Janeiro

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CORTE DE GASTOS

Se o ministro Joaquim Levy fala em corte de despesas, para conseguir recursos, eu tenho uma  ideia que tenho certeza dará um grande resultado: 1) cortar drasticamente as despesas com a folha salarial de deputados e senadores; 2) provocar uma reação em cadeia, estendendo esse corte, pela isonomia, à totalidade dos funcionários públicos; 3) fazer com que os ladrões da República devolvam o que roubaram; 4) criar um sistema de aposentadoria único, fazendo com que os políticos também cumpram o tempo de contribuição e de idade para aposentar-se, como todo cidadão honrado; e 5) aquele que quiser entrar para a política deve aceitar compulsoriamente que seu sigilo bancário seja quebrado seis meses antes de expirar o seu mandato. Se o senhor não tiver força para isso, acho que deve pedir ajuda ao povo. 

Mario Ghellere Filho marinhoghellere@gmail.com 
Mococa

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LUTANDO PARA SER PIOR

O Brasil teve 30 presidentes da República desde a proclamação desta. Em matéria de desenvolvimento às avessas, Floriano Peixoto ocupa a última colocação. Com tempos difíceis em matéria de economia e política, contratou uma perda de 7,5% do PIB. Quase imbatível! Fernando Collor, ele mesmo, o amigo novo dos petistas, conseguiu um crescimento negativo de menos 1,3%. E, em antepenúltimo lugar, ameaçando o homem das Alagoas, ela, Dilma! Com as projeções que só pioram a cada semana, pode ser que ela desbanque o homem. Não foi por falta de aviso. Afinal, constava do currículo extraoficial que ela ajudara a falir uma loja de produtos populares, conhecida como lojinha de R$ 1,99.

Marco Antonio Esteves Balbi mbalbi69@globo.com 
Rio de Janeiro

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INCOMPETÊNCIA E DESEMPREGO

Infelizmente, estamos experimentando este início de desemprego que já se alastra por todo o País, o que nos deixa demasiadamente preocupados. Desemprego é desemprego, é falta de emprego, é procurar empregar-se, é cansar de andar por várias direções e encontrar sempre a mesma resposta das empresas: “Não há vaga”. Como pode um país do tamanho do nosso estar dispensando empregados, portanto descontratando? Que loucura é esta? Que administração calamitosa é esta que permitiu que se chegasse a esta absurda e indesculpável situação? Onde houver falta de empregos, obviamente haverá fome, choro e desespero. É obrigação de todos nós, brasileiros, prestar ajuda a estes nossos irmãos desempregados, priorizando, se possível, os que recebiam salário mínimo ou menos que o mínimo (que estes são muitos, mais que muitos). Será possível que não tenha ocorrido aos culpados renunciar aos cargos que irresponsavelmente ocupam? Pessoal, é só cair fora, pode até ser furtivamente. À sorrelfa, também será válido. Sejam coerentes:  renunciem, e já.   
 
João Medeiros Gambôa 
São Paulo 

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QUAL DOR DÓI MAIS?

Em alentado artigo publicado pelo “Estadão” no caderno “Aliás” (1/3, E8), Renato Janine Ribeiro teceu críticas contundentes a respeito dos insultos praticados contra o sr. Guido Mantega, quando acompanhava o atendimento à sua mulher no hospital Albert Einstein. Consideramos corretas as observações do filósofo articulista no que diz respeito à falta de “piedade” dos ofensores, ao desrespeito ao sofrimento do ex-ministro, concretizado em local onde as pessoas estão fragilizadas. Entretanto, discordamos frontal e categoricamente da afirmação de que foi a “oposição” (generalizando) ao PT que disseminou a discórdia, o confronto, criminalizando os atos dos “companheiros” (que se apoderaram do poder, utilizando-se de meios inescrupulosos), gerando lamentáveis reações “de parte significativa da população”. O ilustrado articulista deveria ter dito, em respeito à verdade histórica dos fatos, que foi o Supremo Tribunal Federal, em exemplar sentença, nos autos da ação penal do “mensalão”, que asseverou que os dirigentes petistas (ex-presidentes e tesoureiro) praticaram diversos crimes contra o Estado, condenando-os e encarcerando-os, embora com certa benevolência. Atualmente, vários presos da Operação Lava Jato detalharam com cirúrgica precisão o rombo promovido na Petrobrás, e o desvio do dinheiro surrupiado para os bolsos de “diretores, assessores e quetais”, e, especialmente, para a bolsa dos partidos e dos políticos da base aliada, criada e patrocinada pelo ParTidão. Contudo, segundo nos parece, o que mais torna vulnerável o artigo em comento é ter omitido que foi a sra. Dilma, na mendaz campanha eleitoral, quem incitou o confronto entre eles (pobres, puros e decentes...) e nós (ricos, a “zelite”, os ladrões da comida do povaréu...), inspirada e insuflada pelo comandante Lula, que na intimidade usufrui despudoradamente das benesses propiciadas pela fortuna pecuniária que amealhou (uísque 18 anos, vinho Romanée-Conti, charutos de Fidel, ternos de grife, etc.) e em público faz o tipo “salvador dos pobres”, “trabalhador incansável”, “algoz da burguesia exploradora”. Foram olvidados os recentes episódios em que o desequilibrado ex-presidente convocou para a guerra o “exército do Stédile” e também aquele em que o obtuso Quaquá, do PT carioca, conclamou os militantes, meliantes brucutus, a “dar porrada nos inimigos”. Não está aí o motivo que levou um leitor de jornal a estampar no Facebook que o “PT tem de ser tratado à bala”, reagindo, ou se defendendo, embora com idêntica imbecilidade? Até quando o “capo”, principal responsável pela geração do confronto entre as classes que está aflorando no Brasil continuará sendo blindado por certa parcela dos intelectuais patrícios? Como corolário, concordamos que a dor do sr. Mantega foi desrespeitada na lanchonete do Einstein. Contudo, temos absoluta certeza de que dói muito mais a dor dos milhares de brasileiros que são obrigados a utilizar os “serviços médicos” do SUS (que, segundo Lula, beira à perfeição), ficam dias em intermináveis filas, aguardam consultas e exames durante meses, muitos deles entulhados em macas e bancos, esquecidos nos corredores de espeluncas “hospitalares”, sem dispor do elementar atendimento a que fazem jus por causa da dignidade humana, apodrecendo e morrendo ao desamparo, sem “compaixão, dó nem piedade”.

Ulisses Nutti Moreira ulissesnutti@uol.com.br
Jundiaí

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DESMATAMENTO NA AMAZÔNIA

Manchete: “Amazônia perde 137 Ibirapueras em 3 meses” (3/3, A14). Os valores noticiados correspondem a áreas de quadrados de 15 km a 17 km de lado. No mesmo ritmo num só ano seriam quadrados de 60 km a 70 km de lado. Mais que a distância de São Paulo a Jundiaí pela estrada. Alguém é responsabilizado? O desmatamento é licenciado/autorizado? De quem são as terras desmatadas? As polícias dos Estados de Mato Grosso, Pará e Rondônia intervêm? Algum órgão – Ibama, Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD),  Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) – reclama providências de repressão? Assim a Floresta Amazônica vai acabar, por alienação da sociedade e omissão dos poderes públicos.
 
Harald Hellmuth hhellmuth7@gmail.com
São Paulo

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A ESCASSEZ DE ÁGUA

O “Estadão”, em 25/2, publicou estudo do Instituto de Água, Meio Ambiente e Saúde, da Universidade das Nações Unidas, prevendo que em 15 anos a demanda mundial de água doce será 40% superior à oferta. Os mais afetados serão os jovens dos países em crescimento. Como se percebe daquele estudo, o problema de água doce se tornou seriíssimo e, portanto, desde já deveria estar recebendo das nossas autoridades uma atenção muito maior do que a que vem recebendo. Aponta, também, o instituto que a corrupção é responsável por uma hemorragia de recursos que poderiam estar disponíveis para apoiar os objetivos do desenvolvimento sustentável, entre eles os relacionados com a água. A corrupção, neste contexto, diz aquele texto, poderia ser vista como um crime contra a humanidade. Em 24/2, o “Estadão” publicou que foi preso o erradamente nominado como “empresário” Ezequiel Castanha, o maior devastador da Amazônia. Ele e mais outros 33 investigados teriam provocados prejuízos às florestas que superaram a R$ 530 milhões e responsáveis pelo desmatamento de uma área superior ao tamanho de 20 mil campos de futebol. Os acusados invadiam terras públicas, que depois eram griladas e vendidas com documentos falsos para empresários do Sul e do Sudeste do País. Ora, um campo de futebol comporta, na Amazônia, 500 árvores, segundo dados obtidos da Agência Brasil. Assim, o referido bandido teria derrubado aproximadamente 10 milhões de árvores adultas, e cada uma delas daquela floresta evapora cerca de 320 litros de vapor de água por dia. Assim, somente esse bandido e o seu bando foram responsáveis pela perda diária de mais de 3 bilhões de litros de vapor d’água por dia, que teriam feito parte dos denominados rios voadores da Amazônia, que são os responsáveis pelas precipitações pluviométricas nas Regiões Sul e Sudeste. Casos como o desse facínora e das represas construídas pelo governo federal sem os estudos necessários sobre os seus impactos não só naquela floresta, como no restante do País, são responsáveis pela diminuição das chuvas que vem ocorrendo há dez anos nas Regiões Sul e Sudeste do País. Eis as consequências que o desleixo com que o governo federal vem tratando a conservação da maior floresta do planeta está provocando.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br 
São Paulo 

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‘A CAPITAL DO GRAFITE’?

Tem razão o sr. Roberto Dualibi  em seu artigo “Queremos ser a capital do grafite?” (4/3, A2). Não, não queremos ser a capital deste terrível mau gosto, deste atentado à estética que expressa todo o desprezo que o prefeito Fernando Haddad sente pelos cidadãos paulistanos. Dá vergonha de ver e pensar que estamos submetidos a esta poluição visual feita por grafiteiros sem a menor ideia do que seja arte, ainda que pudessem se tornar artistas de verdade se oportunidades lhes fossem oferecidas de outra forma, e não desta que destrói o visual desta cidade já tão castigada por males diversos, típicos das grandes metrópoles. Suas faixas para ciclistas, para citar outro exemplo de irresponsabilidade, deveriam ser alvo de ações na Justiça, pois o alcaide nem sequer pensou nos danos que podem provocar à população. Só para ter uma ideia, no dia 25/2, em que ocorreu uma chuva torrencial, nas imediações de Higienópolis uma pessoa morreu eletrocutada ao descer de seu carro porque uma árvore caiu e derrubou um fio de alta tensão. O número de vítimas até poderia ter sido maior. Pois bem, exatamente neste ponto – imaginem o perigo! – existe uma destas faixas vermelhas para ciclistas que percorre a Alameda Barros, segue pela Rua Candido Espinheiro, em subida das mais íngremes até o Parque da Água Branca, onde nunca em tempo algum vi um ciclista sequer utilizá-la tal a dificuldade em percorrê-la mesmo por uma caríssima bicicleta elétrica. Além do mais,  entre a Alameda Barros e a Avenida Angélica, somente nestas poucas quadras, existem algumas sinagogas e três escolas de grande porte. Imagine o trânsito como fica, agora mais atravancado graças às tais faixas minimamente usadas. Além disso, durante o temporal, a enxurrada escorria abundante por essas faixas como se pequenos rios fossem. Pergunto: como fariam os ciclistas se realmente usassem essas faixas hoje inúteis? E se estes ciclistas passassem também por algum local onde algum fio de alta tensão tivesse sido derrubado por alguma árvore centenária que vive tombando neste região e que quase nunca são podadas e tratadas? Este prefeito maluquinho me faz lembrar a prefeita Marta com seu Projeto Belezura, que nada mais era senão um monte de baboseiras para gastar mal e porcamente o dinheiro do contribuinte. Agora já sabemos, quando um governante for bem sem juízo, fizer tudo de forma atabalhoada e improvisada, nem precisaremos perguntar a que partido pertence, pois a marca registrada do PT é esta: a falta de seriedade no trato da coisa pública, a mania de meter mão em cumbuca, o autoritarismo, a lambança. Está aí o Petrolão que não deixa mentir. De fato, precisamos ir às ruas porque temos de expressar nossa indignação pelos desmandos do PT e dar o nosso basta a essa gente que não governa, mas adora o poder e para isso são capazes de vender a alma ao diabo, tal qual o personagem Fausto, de Goethe, que aqui não Brasil nem seria uma ficção, mas uma característica de alguns seres humanos cuja personalidade os predispõem a se juntarem em bandos para praticarem malfeitos da pior espécie prejudicando toda um povo que só deseja uma coisa: poder trabalhar em paz e progredir, com orgulho de ser brasileiro.  

Eliana França Leme efleme@terra.com.br 
São Paulo

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INTELIGÊNCIA E BOM GOSTO

Cumprimento o “Estadão” pela publicação do artigo do publicitário Roberto Duailibi, sócio fundador da DPZ, agência de publicidade que revolucionou a maneira de ver, pensar e criar a publicidade no Brasil. A DPZ tinha também como sócios fundadores os artistas Francesc Petit (falecido) e José Zaragoza, que ensinaram a gerações de publicitários o uso de ferramentas especiais, até então praticamente ignoradas, como inteligência e bom gosto, aliadas a um profundo respeito ao consumidor. E é de respeito ao consumidor de que trata o artigo do sr. Duailibi. A maneira como ele explica a proliferação fascista dos horrores visuais que nos cercam (e assustam) é, também, de um profundo respeito aos nossos direitos de cidadãos. A senadora, ex-ministra e ex-prefeita de São Paulo, sra. Marta Suplicy (PT), disse em certa ocasião, demagogicamente como é do seu feitio, que “as pichações e grafites são a voz dos sem voz”, mas nunca ofereceu nenhum dos muros da sua rua grã-fina para que esses “sem voz” a partir dali  espalhassem sua “voz”. Sem voz sou eu, obrigado à exposição de tais horrores, denunciados pelo sr. Duailibi, no espaço  que o “Estadão” generosamente lhe proporcionou. Pelo menos desta vez, espero que a minha voz tenha sido ouvida.

Neil Ferreira neil_ferreira@uol.com.br
Carapicuíba

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REMÉDIO EM FALTA

Sou usuário da farmácia de alto custo da Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo. Na terça-feira (3/3) era o dia em que receberia os medicamentos, mas um deles não me foi entregue (exatamente o que custa mais caro). O remédio é o Spiriva, medicamento necessário para melhorar a vida dos doentes crônicos de DPOC. Não existe outro remédio que o substitui. A informação que nos é dada na farmácia é de que o remédio está em falta e não há previsão de quando voltará a ser entregue. Considero uma falta de respeito ao cidadão e um desprezo pela vida humana tratar o assunto de tal gravidade desta forma. A Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo tem de resolver a questão imediatamente, para que o os pacientes não sofram ainda mais do que já sofrem.
 
Silvio Duarte Bock naceov@gmail.com
São Paulo

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PELAS UNIVERSIDADES DO PAÍS

O que está acontecendo nas universidades brasileiras? Trotes violentos e humilhantes, estupros, passeatas pela liberação das drogas, competições estúpidas que levam à morte, professores nazistas de Filosofia (ou filosofia nazista?) que odeiam classes sociais, etc., etc. Que mensagem as universidades do País estão passando para a sociedade? O que os professores estão dizendo aos seus alunos? Que tipo de geração estamos formando? Pelo jeito teremos médicos, engenheiros, advogados, juízes, funcionários públicos e professores ainda piores do que os que temos hoje...
 
André Luis Coutinho arcouti@uol.com.br
Campinas

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