Fórum dos Leitores

GOVERNO DILMA

O Estado de S.Paulo

12 Março 2015 | 02h04

Mais vaias

Pelo visto, aonde quer que vá a dona Dilma Rousseff será cada vez mais vaiada. Nesta terça-feira, em São Paulo, no Salão Internacional da Construção - evento usado, talvez, como desculpa para camuflar o objetivo real da viagem, o encontro com seu mestre e criador -, foi vaiada durante cinco longos minutos. Não foram os "burgueses" que a vaiaram, e sim os trabalhadores do evento. Ela precisa entender que os verdadeiros trabalhadores estão cansados de ver seus impostos escorrendo pelo ralo da corrupção, estimulada e ampliada por seu partido, e revoltados, especialmente depois de seu discurso no Dia Internacional da Mulher, com mentiras, para não dizer cinismo, quando disse que a crise não tem a dimensão que alguns dizem e ainda pediu paciência e um "pouco" de sacrifício (mais?). Que tal a excelência (e seus companheiros) - disfarçada para evitar os apupos, sem motorista e cartão corporativo - agir como uma simples mortal e ir ao supermercado com o dinheiro curto para as compras? Será que ela vai entender?

APARECIDA DILEIDE GAZIOLLA

aparecidagaziolla@gmail.com

São Caetano do Sul

Protesto alegre

O melhor da foto-manchete do Estadão de ontem - Presidente é vaiada em abertura de feira em SP - são os rostos felizes que aparecem. Ninguém está com raiva, mas estão todos radiantes por poderem manifestar-se contra a nossa presidente. Esse é o Brasil. Não queremos mais mentiras, corrupção nem gestão incompetente. É essa a mensagem que vai para as ruas do Brasil no domingo, dia 15.

CARLOS DE OLIVEIRA AVILA

gardjota@gmail.com

São Paulo

'Zelite'?!

Para o PT, todas as manifestações contrárias ao seu governo são arquitetadas pela elite branca do País. Dilma foi vaiada por expositores, modelos e vendedores em São Paulo. São considerados elite também? O PT carece de amadurecimento governamental, coerência, competência, moralidade e honestidade.

MÁRCIA ROSSI SOARES

marciarossi1@hotmail.com

São Paulo

O PT precisa, com urgência, mudar essa avaliação equivocada de que a elite branca e os ricos é que estão descontentes com o governo. Quem está vaiando Dilma é o povo brasileiro. São os cidadãos deste país que estão cansados desse governo incompetente e que apenas sacrifica o povo, em nome de um projeto de poder abjeto e irresponsável!

THEREZINHA LIMA E OLIVEIRA

therelima@uol.com.br

São José dos Campos

Povo traído

O povo está vaiando a presidente da República porque se sente traído, percebeu que o discurso da campanha eleitoral não era real. O brasileiro está muito insatisfeito com os aumentos de impostos, dos combustíveis, da energia elétrica, dos alimentos e, principalmente, com o desemprego, o pior fantasma a assombrar o trabalhador. A vaia é um desabafo de quem está se sentindo só, com senadores e deputados que não defendem os interesses dos eleitores. A vaia é uma reprovação das primeiras medidas anunciadas pelo primeiro escalão da nova equipe do governo. O "fora Dilma" é entoado por quem está entalado, ultrapassando seus limites de tolerância, vendo tanta ineficiência no trato dos sérios problemas públicos.

JOSÉ CARLOS SARAIVA DA COSTA

jcsdc@uol.com.br

Rio de Janeiro

Valeu a pena?

Vaiada até no Salão Internacional da Construção, em São Paulo... Viu, dona Dilma, no que deu fazer o diabo para ganhar as eleições? Acha que valeu a pena? Valeu mentir, iludir o povo, enganá-lo maquiando índices, postergando medidas para não atrapalhar a popularidade? Valeu caluniar os oponentes? Claro que não, pois nada vale a pena quando a alma é pequena.

ELIANA FRANÇA LEME

efleme@terra.com.br

São Paulo

PETROLÃO

Improbidade

Pedro Barusco, ex-gerente da Petrobrás, em seu acordo de delação premiada, asseverou que dona Dilma recebeu, para sua primeira eleição, a soma de US$ 300 mil como doação advinda do esquema de propinas e para o caixa 2 da campanha, assumindo o recebimento o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto. Por consequência, o ato de improbidade está devidamente caracterizado, embora tenha ocorrido anteriormente ao atual mandato. Não há, na verdade, como excluir do mar de lama dona Dilma e seu criador, Lula, porquanto ambos participaram ativamente do esquema de propinas da petroleira. Como pode, então, continuar a governar e exercer liderança para os brasileiros? Vão aumentar as vaias e os protestos, e dificilmente conseguirá governar convencendo e pedindo sacrifícios.

JOSÉ CARLOS DE C. CARNEIRO

carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

Ilícitos

Pedro Barusco frustrou a estratégia do PT de trazer a gestão do tucano Fernando Henrique Cardoso para o centro de seu depoimento, ao dizer que o esquema de desvios se "institucionalizou" entre 2003 e 2004, sob a liderança do tesoureiro do PT, João Vaccari Neto (11/3, A5). Em defesa de Vaccari, o petista Afonso Florence (BA) afirmou: "Não é porque o senhor diz que será dado como verdade". E continuou: "Se alguém praticou ilícito, não foi em nome da presidente Dilma, Lula, Graça ou Gabrielli". Sendo assim, não é porque o deputado Afonso Florence diz que será dado como verdade.

CLÁUDIO MOSCHELLA

arquiteto@claudiomoschella.net

São Paulo

Comédia

O desempenho da deputada Maria do Rosário (PT-RS) ao interrogar o sr. Paulo Barusco na CPI da Petrobrás é digno de filme dos irmãos Marx (nada que ver com Karl Marx, deputada), pelo nonsense das perguntas e pela indignação beirando a histeria, ao ouvir o interrogado reafirmar desconhecimento do fato de a rede de corrupção ter sido institucionalizada entre 1997, ano em que reconhece ter começado a receber propinas de forma isolada, e 2003, ano a partir do qual, segundo ele, a rede se formalizou e organizou. Com parlamentares como Maria o PT não precisa de inimigos, cai sozinho.

PAULO ROBERTO GOTAÇ

prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

Lava Jato

Paulo Roberto Costa, Alberto Youssef e Pedro Barusco foram eleitos os maiores mentirosos do planeta por parlamentares listados na Lava Jato. Me engana que eu gosto!

MYRIAN MACEDO

myrian.macedo@uol.com.br

São Paulo

UM MINISTRO PARA O PETROLÃO

Dilma Rousseff e Lula devem ter sentido grande alívio com as providências do ministro Gilmar Mendes, de sugerir a transferência do ministro Dias Toffoli da 1.ª turma do Supremo Tribunal Federal (STF) para a 2.ª turma, onde irão ser julgados os políticos do petrolão. A pronta anuência magnânima de Dias Toffoli, ao se oferecer ao “sacrifício”, nos fez lembrar de sua performance no julgamento da Ação Penal 470, em que o ministro teve atuação significativa para abrandar o dolo dos réus companheiros. Aguardemos! 

Leila E. Leitão
São Paulo 

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CONIVÊNCIA

Não sou advogada, mas tenho me perguntado: se um advogado que defendeu um partido político considerado corrupto é nomeado para a mais alta Corte de Justiça do País e aceita o cargo não estaria sendo conivente ao defender membros do mesmo partido num eventual julgamento por formação de “quadrilha”, como disse o ministro Celso de Mello no episódio do mensalão? A saída de Dias Toffoli para ir ao Supremo Tribunal Federal (STF) defender os petistas envolvidos na corrupção da Petrobrás é um claro exemplo de aparelhamento, tal qual existe na Argentina, na Venezuela e em outros países atrasados cujos governos são autoritários e ditatoriais da América “Latrina¨. Infelizmente, essa brecha deve estar prevista na lei que serve aos interesses de alguns colarinhos e nada aos brasileiros de bem. Cada dia mais vemos que, no Brasil, o crime compensa. 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com 
São Paulo

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PIZZA NO FORNO

Já foi para o forno a pizza da Lava Jato dos políticos. Aguardemos. O correr dos DIAS confirmará.

Roberto Carderelli robertocarderelli@gmail.com 
São Paulo

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MINISTRO GARANTIDOR

Não bastasse a desfaçatez com que nos brinda a presidente Dilma, como se nada dos problemas atuais do País fosse com ela, e, sim, problemas herdados de outros, agora age no STF, onde tem cooptado novos ministros aliados ao PT. Desta vez o eterno servidor do PT, Dias Toffoli, foi transferido para a turma do STF que vai acompanhar e julgar os envolvidos na Operação Lava Jato. Só pode ser para garantir a blindagem de Dilma e tentar garantir uma pizza gigantesca, inocentando os “cumpanheiros”.

Luiz Lucas Castello Branco whitecastel.castellobranco@gmail.com 
São Paulo 

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ALÍVIO NA ILHA DA FANTASIA

Depois da reunião entre o presidente e a presidenta em São Paulo, ficou resolvido o problema dos políticos envolvidos no petrolão. A insônia que tinham na Ilha da Fantasia foi debelada. Ufa! Eles serão “julgados” no SPTF (sigla atual), porém numa de suas turmas, comandada pelo ministro Dias Toffoli, sem a presença incômoda da televisão e com a cobertura do presidente da Corte, Ricardo Lulandowski. Como no mensalão, nada de punições além daquelas dos empresários.

Nelson Carvalho nscarv@gmail.com
São Paulo 

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CORRER PARA ONDE?

Quem poderá nos  socorrer? Agora, com a “benesse” do ministro Dias Toffoli julgando os petralhas “et caterva” do petrolão, a pizza está servida.

Celia Henriques Guercio Rodrigues celitar@hotmail.com 
Avaré

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VEREMOS

Transferência de Dias Toffoli “a pedido” para a 2.ª turma do STF: orégano da pizza? Quem viver verá. 
 
Ricardo Hanna  ricardohanna@bol.com.br 
São Paulo  

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QUEM TEM BOCA VAIA DILMA

Só mesmo num governo desadministrado pelo Partido dos Trabalhadores se tem o desprazer de ver diabruras como as que a Petrobrás deverá mostrar no seu balanço. Pretende a empresa apresentar no balanço o pagamento de propinas e a avaliação dos ativos como a Refinaria Abreu e Lima e o Comperj – quanto estão valendo hoje, considerando a enxurrada de aditivos a ambos os projetos. Na gestão de Graça Foster, calcula-se uma perda de US$ 88,6 bilhões ou R$ 265 bilhões. A agência de classificação de risco Moody’s diz que a empresa pode ser obrigada a pagar um terço de tudo o que deve na praça, de uma só vez, US$ 110 bilhões ou mais de R$ 300 bilhões. E isso num governo que nem deu a partida para o segundo mandato e já está sendo encostado no muro com uma rejeição jamais vista logo após uma vitória eleitoral. A subserviência do Congresso Nacional se reduziu ao PT e a algumas minguadas bases, recusando as truculentas medidas provisórias do Planalto, como a correção da tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física abaixo da inflação. Dilma está saboreando uma vitória de Pirro constatada a cada aparição pública, cujo tema está mais vivo do que nunca: “Quem tem boca vaia Dilma”.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com 
Vassouras (RJ)

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VAIAS MIL PELO BRASIL

Será que a gerentona Dilma Vana Rousseff não sabe o que é chá de simancol? Por onde passa, tem recebido “belíssimas” saudações com vaias, xingamentos, apupos, etc. E ainda discursa querendo tentar se aproximar do povo que ela tem enganado, espoliado, traído e roubado com suas pífias atitudes antidemocráticas e arrogantes, instruída por João Santana, Lula, Mercadante, Rui Falcão, Berzoini “et caterva”. Sua desastrosa gestão, acredito, já deu o que tinha de dar. Há tempos seu barco furou e está fazendo água por todos os lados, sem meios de ser reparado, e vai para o fundo do lamaçal. Quanto mais o lulopetismo insistir em suas falcatruas, roubos, mentiras e convocações de bandidos à Stédile e outros mais, as profundezas serão seu cemitério dentro de pouquíssimo tempo. Não adianta tentar corrigir o incorrigível. Não adianta mais gerar expectativas quando tão somente há desemprego, inflação altíssima, PIB negativo, deterioração das contas públicas, aumentos nos preços administrados por este desgoverno mentiroso e dissimulado ao extremo, desgoverno enganador que nos envergonha diuturnamente e, parafraseando Dilma, noturnamente. Dia 15 de março está chegando e, como já tivemos uma boa mostra no último domingo (o panelaço, apitaço e buzinaço mostrando como anda a intolerância do povo brasileiro para com as falcatruas do PT de Lula e de Dilma), durante o discurso da presidente na TV, com suas falsidades recorrentes, teremos então a grande passeata em prol da democracia transparente e um pouco mais honesta do que estamos tendo desde 2003.
 
Boris Becker borisbecker@uol.com.br 
São Paulo

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ÚLTIMO RECURSO

Depois que presenciamos a manifestação do povo durante o pronunciamento da presidente em rádio e televisão, nada mais resta a dona Dilma que renunciar de seu cargo, tendo em vista ter perdido o respeito dos brasileiros. Sob vaias e apagar e acender de luzes, não foi possível entender nada do que ela falou. Caiu no descrédito.

Valdir Sayeg valdirsayeg@uol.com.br      
São Paulo

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QUAL É A SUA, MERCADANTE? 
 
O ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, minimizou o panelaço/buzinaço de domingo, que tomou conta de bairros de várias capitais e também de cidades importantes do interior do País. Lamentou que alguns setores queiram um “terceiro turno”, inconcebível, segundo ele, ante o argumento de que a primeira regra do sistema democrático é reconhecer o resultado das urnas. Aduziu que a manifestação é direito da população, mas pediu que não haja “intolerância” nem “radicalismo”. Memória seletiva tem Mercadante. Acaso Collor não foi – assim como Dilma – eleito democraticamente? E por que razão o PT, então, não reconheceu o “resultado das urnas”, pondo sua tropa na rua (a UNE com os “caras pintadas” e demais “movimentos sociais”), pedindo e, afinal, conseguindo o seu impeachment? Qual a grande diferença de antes e de agora, mormente se tivermos em conta que os fatos imputados ao então denominado “caçador de marajás” seriam, hoje, julgados num juizado para pequenas causas, se cotejados com os desmandos e a corrupção aninhada dentro do governo? De mais a mais, que autoridade moral tem Mercadante para falar em radicalismos, se o próprio Lula, chefe de seu partido, há pouco exortou o criminoso João Pedro Stédile, chefe de organização criminosa, a pôr seu “exército” na rua para intimidar os descontentes com a corrupção no País, sem que ele, que é chefe da Casa Civil, dissesse um “a” de reprovação a tal conduta? Afinal, qual é a sua, Mercadante?
 
Silvio Natal silvionatal49@gmail.com    
São Paulo

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PIMENTA QUE NÃO QUEIMA

O PT, no segundo mandato de FHC, pediu várias vezes seu impeachment, e chegou ao ponto de fazer um “governo paralelo”. Agora, pedir impeachment da atual presidente é golpe. É, PT, pimenta nos olhos dos outros não queima. Quem te viu e quem te vê agora...

Everardo Miquelin everardo.miquelin@ig.com.br 
São Paulo

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AO POVO RESTA PAGAR A CONTA

Cada vez que o PT é pego com a boca na botija, sai esbravejando contra as “zelites” golpistas, falando em “golpes” da burguesia e da classe média alta. Diz que não rouba e não deixa roubar. Diz que não mente. Diz que fala para o povo, na língua do povo, entre tantas outras baboseiras boladas pelos mais bem pagos marqueteiros do Brasil. Como entender, então, o teor da última peça publicitária, travestida de pronunciamento, da presidente Dilma? Falar em problemas conjunturais, depressão de 1929, equidade, isso é falar para o povo?  
 
Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br
São Paulo

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ÓDIO AO PT

Não concordo com esta tese do ódio ao PT. Bobagem de gente que se faz de vítima para sugerir subliminarmente que os opositores são malvados. É apenas a simples oposição, natural da democracia. O mesmo tipo de oposição – talvez bem mais light – que o PT exercia contra o governo FHC anos atrás. Mas, se isso de ódio for verdade, não deve ser muito diferente do ódio explícito que os militantes do PT nutrem pela classe média, não é mesmo, Marilena Chauí?

Olimpio Alvares olimpioa@uol.com.br 
Cotia 

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PROTESTO

É de estarrecer ver o sr. Aloizio Mercadante tentar minimizar o panelaço ocorrido domingo, falando em rompimento com a democracia e em terceiro turno. Sr. Mercadante, isso é protesto, com o dólar a mais de R$ 3,10, educação e saúde na penúria, País em recessão, a economia precisando da sua habilidade (duvidosa) para acerto com o Congresso e o sr. ainda fala que ganharam quatro eleições? Só lembrando, nas eleições de 2010 e de 2014 o custo foi de US$ 200 milhões (democracia?) e o sr. particularmente nunca ganhou nada em eleições e tem colocação no governo como prêmio de consolação – sua especialidade é “dossiê”.

Celso de Carvalho Mello celsosaopauloadv@uol.com.br 
São Paulo

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NÃO ESTÁ TUDO BEM

Segundo Aloizio Mercadante, não pode haver um terceiro turno eleitoral. Concordo plenamente. Só gostaria de saber, então, por que o pronunciamento de Dilma foi mais uma peça de propaganda eleitoral, descolada da realidade atual do País. Dizer que está tudo bem, que o País enfrenta dificuldades passageiras (como se a “dificuldade” ainda não tivesse mais 3 anos e 9 meses de mandato pela frente), que a crise é externa e que o governo está fazendo de tudo para cortar gastos, quando na verdade entrega ministérios desnecessários, de porteira fechada, para comprar apoio legislativo, só pode ser peça de publicidade, e publicidade enganosa. Já vimos essa novela, e a cada capítulo a trama fica pior... Até quando?  15 de março pode ser um marco, mas não será fácil, pois a hidra tem sete cabeças e nove dedos.

Claudio Juchem cjuchem@gmail.com 
São Paulo 

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TEMOR PELO DIA 15/3

Estranho o comportamento do Partido dos Trabalhadores (PT), porque, antes de chegar ao poder, era adepto e usual da realização de movimentos e passeatas, além de adorar as denúncias dos jornais e revistas que hoje recrimina e não aceita (tudo e a todos). Quem te viu, quem te vê. Temo pelo dia 15 de março, pela infiltração de pessoas para instigar e provocar os manifestantes e fazer de tudo para estragar esta manifestação de descontentamento do que estamos vendo e sentindo na pele.

Marcelo de Moura mdemoura@globo.com 
São Paulo

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SEM CONFRONTO

No próximo domingo, estaremos no Masp, protestando e pedindo o impeachment da inquilina no Palácio do Planalto. A meu ver, não é uma solução para todos os nossos problemas, mas, se a manifestação em todo o País for significativa, algo vai acontecer. Preconizo isso por uma simples observação: o Congresso Nacional já percebeu, por isso são macacos velhos, que a presidente está totalmente desorientada e, no mínimo, qualquer alteração dos acontecimentos irá sobrar para os próprios congressistas. Meu único medo é de que a militância do PT tente o confronto, pois para isso são bem pagos e, infelizmente, teremos os primeiros cadáveres desse conflito. Daí em diante, tudo pode acontecer. Espero que os defensores do governo corrupto instalado no poder não cometa esta insanidade.

Eduardo A. de Campos Pires eacpires@gmail.com
São Paulo

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O INFERNO DA PRESIDENTE

Eu não quero o impeachment de Dilma. Eu desejo que ela cumpra todos os dias dos quatro anos deste segundo mandato. Eu quero que ela saboreie a cada dia o gosto amargo da sua própria vergonhosa herança maldita. Eu quero que a cada manhã ela sinta o mesmo desespero que eu tenho de não conseguir ter o dinheiro necessário para por comida na mesa dos meus filhos. Eu quero que a cada começo de mês ela sinta a mesma angústia de não ter o dinheiro para pagar a escola dos filhos, pois as escolas públicas, além dos péssimos professores mal remunerados e amedrontados, são um antro de traficantes, vândalos e criminosos. Eu quero que cada vez que ela subir no Aerolula ela sinta o mesmo medo de assalto que eu sinto quando subo no ônibus superlotado. Eu quero que a cada dor de barriga que ela tiver tenha de agendar uma consulta no SUS e, após esperar vários dias, seja atendida por um “médico” cubano. Eu quero que a cada vez que ela usar o cartão corporativo sinta o mesmo medo que eu sinto quando vou ao caixa eletrônico. Eu quero que a cada dia que ela receber o holerite – ela não deve receber desta forma proletária – ela sinta a revolta de saber que todo aquele desconto de impostos é para pagar contratos superfaturados das obras públicas, propinas, gastos exorbitantes com 39 inúteis ministérios, centenas de milhares de assessores políticos, cartões corporativos sem controle, etc. Dilma não merece se livrar desta desgraça assim tão cedo, eu quero que ela fique até o último dia neste inferno.

Vagner Ricciardi vbricci@estadao.com.br 
São Vicente

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LOBISOMENS DE NOSSA CONSTITUIÇÃO

A Constituição federal tem muitos preceitos contraditórios, resultantes do torvelinho que enreda a mudança das leis e os interesses em jogo no processo de sua formação originária. São contradições aparentes ou reais que demandam empenho intelectual dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) para fazer prevalecer o valor predominante. No entanto, dizer que o “impeachment” é busca de invalidação de turnos eleitorais, como diz o governo, o PT e o sr. Aloizio Mercadante,  significa vislumbrar lobisomens moradores em nossa Carta Magna. 
  
Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br 
São Paulo

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PREPARANDO A RENÚNCIA

Dona Dilma que se cuide, porque, se o panelaço da noite de domingo, enquanto ela se pronunciava pela TV, se repetir com a mesma intensidade, indignação e raiva na manifestação marcada para o dia 15, ela que vá preparando sua carta de renúncia.

Eliana Pace pacecon@uol.com.br
São Paulo

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REFERÊNCIAS

Dilma, em seu pronunciamento de domingo, chegou a citar a crise de 1929. Só faltou dizer que milhões de pessoas que morreram da febre espanhola porque não havia o SUS, que hoje é um exemplo de atendimento médico. Se ela acredita no que andou falando, é caso médico.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com 
São Paulo

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A ONÇA À ESPREITA

Nossa ilustre “presidenta” corre sério risco de passar para a história como “Presidenta Pinóquio”. Parece que ela até tenta dizer verdades, mas suas falas levam-na irremediavelmente à mentira. É o DNA do PT, é a boca torta pelo uso do cachimbo, é o costume de tratar tudo e todas as coisas segundo a sua conveniência, é tudo isso, enfim, que a leva a dizer aos brasileiros que a culpa pelos “probleminhas” temporários e passageiros por que hoje passamos é da crise internacional, aliada à falta de chuvas. A quem pretende ela iludir? Lembrei da história do menino mentiroso compulsivo que, certa noite, disse ter visto uma onça enorme rondando a casa e ninguém lhe deu ouvidos. A onça era real e comeu o menino. Deus proteja a “presidenta”!

Augusto M. Dias Netto Diasnetto@terra.com.br
São Paulo

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PANELAÇO

Foi culpa do FHC também?

Luciano Harary lharary@hotmail.com 
São Paulo

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FHC E O IMPEACHMENT

Fernando Henrique Cardoso mostrou-se sempre contrário ao impeachment, por que são se sabe. Quando explodiu o mensalão, foi mostrado claramente que o PT só sobrevive graças à mentira, corrupção e ao propinoduto, contudo, naquela época houve então um movimento pedindo o impeachment do então presidente Lula, que não é golpe, porque está previsto na Constituição, porém FHC se mostrou contra o impedimento de Lula e assim orientou e convenceu como líder do seu partido e também da oposição que não se pedisse o impedimento alegando que tanto Lula e o seu PT iriam “sangrar” até a desaparecerem da vida política. Mas Lula, apesar de tudo o que aconteceu, com seu inegável carisma, conseguiu se reeleger. Agora, com o petrolão, existe um forte movimento popular pedindo o impeachment da presidente Dilma, contudo, Fernando Henrique outra vez se mostra contrário ao impeachment, e sua argumentação é a mesma, repetindo que eles vão “sangrar” até desaparecem do cenário político. Lamentavelmente, FHC parece que aprendeu com a lição e continua irredutível com a mesma opinião. Se não houver o impeachment, Lula é bem capaz de se candidatar e, com sua lábia, é bem possível ele vencer as eleições de 2018.

José Carlos de Castro Rios jc.rios@globo.com 
São Paulo 

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PRESSÃO POPULAR

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em entrevista a Eliane Cantanhêde (“Estadão”, 10/3), mancha sua trajetória política quando, mais uma vez, temporiza a atual situação política nacional. Ele não precisa dizer a nós, brasileiros, que não cabe um impeachment “ainda”, mas a pressão popular pode, sim, exigir investigações que levem a tal, porque só o fato de o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, isentar a presidente Dilma de qualquer suspeita nos roubos à Petrobrás nos remete a um “acerto de cavalheiros”. Não dá para vê-la livre de investigação sendo a presidente uma pessoa centralizadora, ditadora e dominadora, cujos súditos não dão um suspiro sem seu consentimento. O impeachment, caro ex-presidente, virá se as investigações seguirem imparciais, mas pelo jeito só o serão com a pressão popular. Entendeu agora ou precisamos desenhar?

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br 
São Paulo

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CULPA DA REELEIÇÃO

Se é provável que o governo “fique cozinhando o galo em fogo brando” nos próximos quatro anos, não teria “mea culpa” FHC, o pai da reeleição?

Marco Dulgheroff Novais marcodnovais@hotmail.com
São Paulo

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COM OU SEM OPOSIÇÃO

Para Dilma Rousseff, não há razões para o impeachment. Para quem foi incompetente durante o primeiro mandato e só fez lambanças na economia, não poderíamos esperar que ela tivesse competência apenas uma vez e reconhecesse seus erros e renunciasse, para o bem da Nação. O povo vai para as ruas no próximo dia 15 porque não quer mais quatro anos do País sendo governado por esta incompetente, com a ajuda de um molusco e que, atualmente, para aprovar qualquer coisa no Congresso vai ter de “vender até a mãe” e pagar este bando de safados que se dizem “aliados” com o nosso dinheiro. Chega de prostituição política e de farras com o nosso dinheiro. Se não renunciar, vai ter impeachment, mesmo com FHC em cima do muro, já que ele disse na entrevista de 10/3 que “não é hora de afastar ou pactuar”. É hora de se afastar, sim, e de sair em defesa do povo brasileiro. Com oposição ou sem oposição, o povo vai lutar por um Brasil melhor. E quem sabe desta luta não surjam novas lideranças para governar o nosso país. Pois os que aí estão apenas nos envergonham.

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br 
Americana

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‘NÃO É HORA DE AFASTAR OU PACTUAR’

Com todo respeito e admiração que tenho pelo ex-presidente Fernando Henrique, não posso concordar com a sua argumentação na entrevista publicada no “Estadão” de 10/3, página A7. Essa postura já nos custou muito caro, lá atrás, quando a oposição, diga-se PSDB, se omitiu diante dos riscos que o País enfrentou ao eclodir o famoso mensalão. Se nessa ocasião tivéssemos tido uma postura firme contra a corrupção, com toda certeza não estaríamos passando por mais este vexame, este descalabro das contas públicas e a volta da renitente inflação. No último ano do governo FHC, lembro-me muito bem que, mesmo correndo o risco de perder a eleição, como de fato ocorreu, o governo não titubeou no controle das finanças públicas e, por isso, tivemos recessão e queda de emprego. O que adiantou tudo isso, se hoje estamos voltando aos anos 90? Portanto, a hora é agora. 

João M. Ventura  joaomv@terra.com.br
São Paulo

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LEMBRANDO DE COLLOR

Se o PT considera impeachment ser terceiro turno, então é só lembrar que Collor saiu da presidência no terceiro turno.

Cristiano Walter Simon cws@amcham.com.br 
Carapicuíba

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‘TERCEIRO TURNO’

FHC foi infeliz ao encampar o termo “terceiro turno” (como quem diz um novo enfrentamento do PT contra o PSDB), exclusividade inadequada do PT. Não se trata absolutamente deste absurdo, pois, no improvável caso de impeachment (infelizmente), quem assume é o PMDB.
 
Ulysses Fernandes Nunes Jr. Ulyssesfn@terra.com.br 
São Paulo

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NEM VESTIDA DE BRANCO

Adotar a tática de enfrentamento com o PSDB é pura bobagem de quem não tem coisa melhor para pensar. Tanto o PSDB quanto, principalmente, FHC não são responsáveis por estes 12 anos do PT no poder, quando as maiores falcatruas ocorreram em nosso país. Essa atitude é típica de incompetentes. Quanto ao desejo do PT de querer blindar a presidente, isso de nada vai adiantar, ela já é figura carimbada. Poderá vestir-se toda de branco, ao invés do vermelho, que não deixará de ser a mesma Dilma Rousseff. Por outro lado, o “exército do Stédile” nas ruas, como apregoa Lula, é coisa muito séria e, certamente, as forças democráticas de nosso país não permitirão a quebra da ordem. 

Alvaro Salvi alvarosalvi@gmail.com
Santo André 

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TUCANOS E PETISTAS

A diferença que existia entre tucanos e petistas era o nó da gravata; desde o governo petista, isso dissipou-se. E a Nação degringola e sangra.

Adilson Mencarini adilsonmencarini@uol.com.br 
Guarulhos

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IMPEACHMENT JÁ!

A Declaração de Independência dos Estados Unidos da América nos ensina que: “Quando, no curso dos acontecimentos humanos, se torna necessário a um povo dissolver os laços políticos que o ligavam a outro, e assumir, entre os poderes da terra, posição igual e separada a que lhe dão direito as leis da natureza e as do Deus da natureza, o respeito digno para com as opiniões dos homens exige que se declarem as causas que os levam a essa separação. Consideramos essas verdades como evidentes por si mesmas que todos os homens são criados iguais, dotados pelo Criador de certos direitos inalienáveis, que entre esses estão a vida, a liberdade e a procura da felicidade. Que a fim de assegurar esses direitos, governos são instituídos entre os homens, derivando seus justos poderes do consentimento dos governados; que, sempre que qualquer forma de governo se torne destrutiva de tais fins cabe ao povo o direito de alterá-la ou aboli-la e instituir novo governo baseando-o em tais princípios e organizando-lhe os poderes pela forma que lhe pareça mais conveniente para realizar-lhe a segurança e a felicidade”. (...) “Mas, quando uma longa série de abusos e usurpações, perseguindo invariavelmente o mesmo objeto, indica o designo de reduzi-los ao despotismo absoluto, assistem-lhes o direto bem como dever, de abolir tais governos e instituir novos guardiães para sua futura segurança.”

Gilbert Otoniel Toni Cristiane@fami.com.br 
São Paulo

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NECESSIDADE CULTURAL

O afastamento de Dilma, dos vultos que a acompanham e dos corruptos é uma necessidade cultural antes de ser uma necessidade política. Em nenhuma sociedade consciente o governo pode ser alcançado e operado pela mentira. A confiabilidade é a primeira condição da governabilidade.
  
Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br
São Paulo

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ELA NÃO SABE

A presidente Dilma deveria sofrer o impeachment por não saber de rigorosamente nada do que acontece em seu governo. Simples assim. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br 
São Paulo

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15 DE MARÇO

A Argentina, com 41 milhões de habitantes, em dia de chuva, conseguiu atrair mais de 400 mil manifestantes para a rua (1% da população), indignados com o envolvimento do governo no assassinato do procurador Alberto Nisman, a inflação e a corrupção existentes no país. Cabe a nós, brasileiros, como mínimo, dobrar esse número no dia 15 de março. Vamos mostrar a este governo corrupto que estamos realmente cansados de ser conduzidos por um bando de incompetentes e salafrários. Temos condições de ganhar de goleada dos argentinos, pelo menos essa, e mostrar nossa insatisfação com o modelo de governo pretendido pelo PT e pelos vizinhos bolivarianistas. Vamos colocar mais de 4 milhões de indignados na rua no dia 15!

Humberto Boh hubose@gmail.com 
São Paulo

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VÍTIMAS DA PRÓPRIA INCOMPETÊNCIA

Pode ser que as manifestações previstas para dia 15 sejam frustradas na eficácia. Pode ser, e tudo indica que o julgamento do “petrolão” acabe em pizza. Mas uma coisa é certa: o PT e toda a sua corja cairão na própria lama que criaram, serão vítimas de sua própria incompetência e da crise que se descortina. Resultado de 12 anos de lulopetismo. De qualquer forma, estarei lá, na rua, dia 15. Povo de Londrina e do Brasil, todos, unidos por um Brasil melhor.

Moás Lourenço de Albuquerque moasalb@hotmail.com 
Londrina (PR)

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NÃO É TERCEIRO TURNO

Por mais que o governo queira passar a mensagem a uma decrescente massa de crédulos de que as manifestações do dia 15, assim como o panelaço do último domingo, é a chamada para um terceiro turno por um bando de golpistas antidemocráticos inconformados, a verdade é só uma: a população minimamente atenta está horrorizada com o maior escândalo de corrupção da história da humanidade (e não há nenhum exagero nessa afirmação), o petrolão. Importante dizer que, adicionalmente, já começaram a aparecer as evidências de mais corrupção no setor elétrico, cujos valores envolvidos indicam, preliminarmente, montas que superam nove dígitos. Chega de corrupção, seja ela por enriquecimento pessoal (vide a riqueza inexplicável da família Lula da Silva), seja para financiamento de campanha para apoiar um projeto de poder. Dia 15 é um grito de basta a tudo isso.

Oscar Thompson oscarthompson@hotmail.com 
Santana de Parnaíba

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FOGUEIRA BRASILEIRA

Silenciosamente, no próximo domingo, levarei meu graveto para atiçar a fogueira brasileira empilhada com esmero pela presidente do Brasil, na qual arderá nos próximos quatro anos, salvo a senhora Dilma renuncie ao seu mandato presidencial ou seja impedida pelo Congresso brasileiro. Este será meu singelo protesto, porque quem paga seus tributos e tem agido com correção na vida não pode quieto ouvir e ler vitupérios, mentiras, asneiras, incompetência e gestão péssima da administração federal ao longo de 12 anos, sob o duplo comando de Lula (e seu PT, que Lula manipula desde a sua época de sindicalista) e dona Dilma, que tem tentado destruir o Brasil, provavelmente devido ao seu déficits de neurônios e de inteligência emocional. Se alguém no Planalto começasse a reconstruir o Brasil, por exemplo, na próxima segunda-feira, a reconstrução do Brasil demoraria pelo menos 20 anos. Esse foi o estrago que dona Dilma completou e que muitos, infelizmente, ainda não perceberam. Ouvir e ler a lengalenga do PT e de seus próceres sobre “burgueses x pobres” é um vitupério (novamente) à nossa (mesmo que) inteligência mediana.  

Joaquim Carlos Fernandes jucafernandes@terra.com.br 
São Paulo

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SÃO LONGUINHO

No próximo domingo, dia 15 de março, iremos comemorar, como nunca, o dia de São Longuinho. Para os que não estão familiarizados com este santo da Igreja Católica, informo que se trata de um especialista em nos ajudar a encontrar coisas perdidas. Assim como Santa Luzia é protetora dos olhos; São Cristóvão, protetor dos motoristas e assim por diante. Ele, consequentemente, só é lembrado se a gente perde algo. Este santo provavelmente irá se assustar com o alarido que faremos, pois não está acostumado com tantas louvações, a um só tempo, em todo o País. Nós temos motivos relevantes para invocar a proteção deste conterrâneo de São Jorge – também da Capadócia –, pois perdemos ultimamente coisas valiosas, como a dignidade e a coragem. Nós daremos muito mais do que os três pulinhos que, segundo a superstição, devem ser dados depois de encontrado o que estava perdido. Mais do que isso, faremos um banzé, uma manifestação bastante ruidosa, com queima de fogos, repicar de sinos e sopro de apitos. Vamos bater latas e panelas. Vamos fazer ruído mesmo, para despertar a atenção do santo para nossas necessidades. Algumas pessoas estão pensando numa procissão. Quem não puder acompanhar a procissão poderá manifestar sua devoção de outras formas: coloque toalhas brancas ou amarelas em suas janelas. Bata palmas junto com seus vizinhos. Dê vivas ao santo. Quem sabe encontramos o que perdemos e gostaríamos de ter de volta? 
 
Jorge Carrano carrano.adv@gmail.com 
Niterói (RJ)

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O ATO DE PROTESTAR

Domingo à noite, durante o pronunciamento da nossa presidente da República, várias pessoas em diversos bairros protestaram com gritos, buzinas, panelas, xingamentos, entre outros. Li um artigo do Sakamoto no qual ele aponta para a questão do preconceito de gênero contida no ato de protestar ao invés de uma manifestação ante a corrupção e qualquer insatisfação na condução do governo. O texto foi muito bem articulado e Sakamoto está coberto de razão, porém, quando as pessoas se manifestam/protestam contra algo ou alguém, o componente raiva está muito aflorado e a capacidade de fazer um julgamento mais profundo fica prejudicada. Freud explicou muito bem os fenômenos de massa. São uma contaminação coletiva inconsciente, na qual o ódio, por exemplo, pode correr solto, tornando-se potencializado sem que haja clareza ou qualquer tipo de julgamento consciente no momento do ato. As pessoas, neste contexto, sentem-se poderosas, onipotentes e agem em conjunto numa força vivenciada por todos. Por isso, já assistimos ou ouvimos falar de ataques violentos em massa. Pessoas que nunca haviam batido em alguém podem, inclusive, vir a matar. Protestar significa quebrar com um funcionamento patológico, seja individual ou coletivo. Podemos protestar contra a vida que estamos levando, contra nossos pais, vizinhos, colegas, chefe, governo e contra nós mesmos. Protestar é importante para construirmos novos caminhos. Mas temos de tomar cuidado com o que realmente estamos protestando. Sem consciência do que está em jogo, muitos elementos internos podem vir à tona sem nosso conhecimento e o protesto servir mais de catarse do que propriamente um ato transformador. Protestar pode ser uma ação. Porém, o protesto sem essa clareza torna-se uma reação. É claro que para muitos brasileiros o ato de protestar está ligado à intolerância à forma como os governos vêm conduzindo nosso país. Muitos vão apontar os desvios de verbas, o pouco caso com o crescimento do País nas áreas sociais, de saúde e educação e estão cobertos de razão. A questão é que, assim como existe a razão intelectual na qual um discurso articulado cai muito bem e até convence, há a razão emocional. Posso ter ódio de alguém porque estou com ódio de mim. Posso querer que o externo mude porque quero que o meu interno mude. Como mencionei anteriormente, o ato de protestar é saudável. A indignação vem carregada de raiva e tem de ser assim. Somos seres que, para sobreviver, aprendemos a nos adaptar a situações extremas e até nocivas. Por isso a raiva nos ajuda a sair desse lugar. Raiva como motor é importante. Raiva como catarse é reação: coloca-se para fora, como um vulcão em erupção, tudo o que não tolero em mim e projeto no outro, culpando-o por tudo. Há, sim, o que é do outro e há também o que é meu. Separar esses ingredientes evita distorções, projeções e reações impensadas.

Cristina Ciola Fonseca, psicanalista crisciola@hotmail.com
São Paulo

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LEVAREMOS FLORES

Dia 15 de março o cidadão de bem estará nas ruas, exercendo seu direito de protestar. O “exército do Stédile”, convocado pelo ex-presidente Lula, deverá aparecer para tentar fazer-nos desistir de nossa constitucional prerrogativa. Governador Geraldo Alckmin, por favor, coloque a Polícia Militar na rua para proteger-nos. É nosso direito e sua obrigação. Mostre que, em São Paulo, a força é monopólio do Estado, e não do Stédile... Entregaremos flores para cada soldado da PM que encontrarmos. Até lá!

Júlio Cruz Lima Neto 
São Paulo

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O DINHEIRO SUJO DO BRASIL

Segundo informações de um ex-funcionário do Banco HSBC, Herve Falciani, o Brasil é o país mais interessante para os bancos que trabalham com o dinheiro sujo. O motivo dessa classificação nada honrosa é que os intermediários dessa prática são pessoas muito importantes, e não há nenhum controle do poder público. Segundo Falciani, ele chegou a contatar autoridades brasileiras para informá-las sobre as operações ilícitas, mas elas se mostraram indiferentes. Agora, o governo Dilma manifestou um pequeno interesse em avaliar as denúncias, pois tem medo da reação do povo. Essa indiferença em investigar a fundo se reflete com certeza no temor em revelar não só o nome do já conhecido e condenado José Dirceu, como um dos principais atores de alguns dos maiores escândalos financeiros do Brasil. Isso, além do temor de chegar ao grande chefe e maestro da quadrilha e escancarar a podridão que circunda o PT e seus aliados. Ora, se agora Dilma se mostra temerosa  apenas com a ponta do iceberg, é momento importante de reflexão e ação do povo na sua capacidade de cobrar e reivindicar governabilidade com  transparência e honestidade, algo que não vemos há pelo menos 12 anos.

Solange Abrão Jana solangejana@terra.com.br 
São Paulo

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O AJUSTE FISCAL E A OPOSIÇÃO

Tenho opinião de que o PSDB, juntamente com toda a oposição, deve apoiar as medidas de ajuste fiscal propostas pelo governo no Congresso Nacional. O ajuste fiscal é, na minha opinião, extremamente importante para a sociedade brasileira, para salvaguardar as conquistas obtidas nas gestões dos presidentes Cardoso e Lula. E está sendo bombardeado por parte do PMDB e do PT, tanto na Câmara quanto no Senado. Se a oposição se juntar ao governo para apoiar o ajuste fiscal, sua aprovação será quase certa, pois o PMDB não desejará ficar de fora para assumir uma postura oposicionista.

Jacob Zimbarg Sobrinho Jzimbarg@uol.com.br 
São Paulo

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IDA AO DENTISTA

Como disse Aloizio Mercadante, ajuste fiscal é como ir ao dentista. Ocorre que quem não escovou os dentes foi o governo Dilma (PT) e quem tem de ir ao dentista tratar um canal, sem anestesia, é o povo, principalmente os aposentados, cuja correção de proventos está nas mãos do “sujismundo” que não escova os dentes.

M. Mendes de Brito voni.brito@gmail.com 
Bertioga

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CRISE NA VENEZUELA

Cumprimento o presidente Barack Obama pelas sanções ao governo venezuelano, um governo ditatorial que viola não só os direitos humanos, como também a liberdade das instituições. Infelizmente, a importância da convergência ideológica do governo brasileiro com a do venezuelano se sobrepõe às mais cruéis práticas de Nicolás Maduro contra a oposição, impedindo que o Brasil exerça até qualquer repúdio a tais violações.

José E. Zambon Elias zambonelias@estadao.com.br 
Marília

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FALTA DE ESTADISTAS

Obama cada vez se mostra mais “maritaca”. Se ele fosse um estadista, deixava para os “banqueiros e empresários” resolverem a questão, e basta que suspenda a importação de petróleo, ou pelo menos a dificulte, e o tal Nicolás Maduro apodrece e cai de vez. Como maritaca, igual a Lula ou aos Bush, prefere coloca os EUA numa “guerra” que, se ganhar, perde, como aconteceu no Oriente Médio. A safra de estadistas de fato minguou também nos EUA, o último parece ter sido Kennedy. Como no Brasil, está-se chamando Genésio de Jesus.

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com
São Bernardo do Campo

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BODE EXPIATÓRIO

Na falta de um “FHC”, Nicolás Maduro quebra o galho culpando os Estados Unidos.
 
A.Fernandes standyball@hotmail.com 
São Paulo

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AJUDA BRASILEIRA

Enquanto houver um mínimo de miséria no Brasil, o governo federal não tem respaldo popular para auxiliar a Venezuela, uma ditadura. Cuide dos filhos da tua pátria, presidente Dilma, ou o governo federal se acha livre para financiar com o nosso dinheiro assassinos ligados ao regime cubano na Venezuela? Tem moral para isso?

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br
São Paulo

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