Fórum dos Leitores

GOVERNO DILMA

O Estado de S.Paulo

22 Março 2015 | 02h06

População insatisfeita

A grande festa da democracia do domingo 15 de março, que reuniu a população por causa da insatisfação com Dilma Rousseff, o PT e o escândalo na Petrobrás, trouxe graves consequências à administração federal. Em vez de apresentar soluções reais para resolver os problemas causados por sua própria gestão, cobradas pelos manifestantes, Dilma, desorientada, escalou dois ministros com discursos arrogantes para falar à imprensa. Conclusão: ficou em apuros com a queda brusca na popularidade - apenas 13% dos eleitores acham que ela faz um bom governo -, a classe trabalhadora não concorda com as medidas adotadas para combater o déficit fiscal, sem falar na indisposição dos congressistas para votarem a favor de medidas impopulares. Não há mais condições de o povo acreditar nesse governo.

JOSÉ WILSON DE LIMA COSTA

jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

Cativeiro

A conduta da presidente é marcada pelo voluntarismo. Considera-se sábia em tudo e não admite erros cometidos. Falta-lhe humildade, indiscutivelmente. Ao reelegê-la o povo desconsiderou esses atributos pessoais de conduta, tendo como princípio a confiança em que empregos seriam mantidos, não importando a situação econômica adversa a ser enfrentada. Eleição ganha, discursos guardados, tendo de adotar uma nova prática econômica, Dilma achou que o povo não levaria em conta o estelionato eleitoral nem se manifestaria. Deu-se mal. A aplicação tardia de correções econômicas demanda ações mais duras. Sua conduta pós-eleição deu uma feição mentirosa às suas promessas de campanha. As consequências políticas foram imediatas. Dilma está refém do PMDB.

SERGIO HOLL LARA

jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

Tijolada

Ao término do governo FHC o Brasil era visto como uma ave, do tipo condor, prestes a levantar um voo alto. Na metade do segundo governo Lula, a percepção era de que o voo ensaiado pelo Brasil seria apenas o de uma galinha. Hoje, no início do segundo governo Dilma, somos vistos como um tijolo voador. Será que isso se deve à inflação alta, à taxa de juros interna altíssima, à estagnação econômica, à alta carga tributária, à quebra da maior empresa brasileira, à corrupção sistêmica, à versão governamental mentirosa sobre o estado da economia... ou que mais?

JOSE J. ROSA

jjrosa1945@yahoo.com.br

São Paulo

Ao ministro Levy

O povo brasileiro gostaria de saber do nosso respeitável e competente ministro da Fazenda, Joaquim Levy, convocado para tentar pôr a casa em ordem, sua opinião a respeito: 1) da dinheirama nossa destinada aos partidos políticos (repletos de corruptos), pela Câmara dos Deputados, ao mesmo tempo que defende o arrochamento (verdadeiro paradoxo); 2) da quantidade de ministérios inúteis (chefiados por políticos incompetentes) e lotados pela cupinchada; e 3) das constantes mentiras da "chefa" e de seus auxiliares, pela televisão e pelos jornais, enganando ou tentando enganar o povo.

ITALO POLI JUNIOR

polijau@terra.com.br

Jaú

As vaias continuarão

O Orçamento da União, aprovado na semana passada, porta um aumento real das despesas do governo, mesmo contando com o corte de gastos que o ministro Levy planeja fazer. Cara de pau de quem pede sacrifício ao povo, que vê suas finanças se desvanecerem na metade do mês. Enquanto Dilma não cortar na pele os gastos perdulários do seu desgoverno, vai levar vaia e panelaço por onde passar. Poderia começar cortando o número exagerado de ministros.

LEILA E. LEITÃO

São Paulo

Conjuntura

À turma do deixa disso, que acha melhor deixar como está, alertamos que do jeito que a situação caminha no País, logo mais teremos de pegar senha para comprar mantimentos no supermercado. Quem viver verá!

FRANCISCO JOSÉ SIDOTI

fransidoti@gmail.com

São Paulo

Reajuste de aposentadorias

O sr. Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara, chegou a anunciar que votaria o projeto que estende às aposentadorias o mesmo critério de reajuste do salário mínimo. Após a demissão (pela presidente) do ministro da Educação, Cid Gomes, como retribuição pelo "presente" recebido o PMDB acolheu apelo do governo e fechou acordo para adiar a votação. Os aposentados que contribuíram pelo teto e se aposentaram por tempo de serviço "agradecem" a importância que o PMDB dá aos verdadeiros trabalhadores. No meu caso, contribuí por 40 anos e recebo menos da metade do que teria por direito, dado o critério totalmente injusto adotado nas correções. O Brasil nunca será um país de Primeiro Mundo enquanto seu governo prestigiar bolsistas, presidiários e outros tantos (em troca de votos) em detrimento dos que trabalharam, e trabalham, por seu progresso. Nas ruas, srs. congressistas do PMDB, a voz corrente de nossos jovens é: trabalhar é para os trouxas. Quando será votado o projeto, sr. presidente da Câmara? E para que lado penderá? Não "negocie" nossos direitos novamente em troca de favorecimentos. Se quisermos um País melhor, sem tanta corrupção, é preciso que o exemplo venha de cima.

SERGIO BERTOLINI

sergiobertolini@ig.com.br

São Bernardo do Campo

CORRUPÇÃO

O cupim da República

A voz de Ulysses Guimarães ainda ressoa no Congresso Nacional, mas quase todos, salvo honrosas exceções, se fazem de surdos. Por conveniência, em defesa de seus inconfessáveis interesses espúrios, ignoram o mandamento proclamado pelo comandante da vitoriosa luta pelo restabelecimento do Estado de Direito, consolidado na promulgação da Constituição cidadã: "A moral é o cerne da Pátria. A corrupção é o cupim da República. República suja pela corrupção impune tomba nas mãos de demagogos, que, a pretexto de salvá-la, a tiranizam. Não roubar, não deixar roubar, pôr na cadeia quem roube, eis o primeiro mandamento da moral pública". No Brasil de nossos dias, os que fazem pacto com o suborno, com a corrupção, predominam na administração pública. Há os que roubam, os que deixam roubar e os que não querem ver na cadeia seus protegidos. Diante desse quadro dantesco, omissão e indiferença soam como cumplicidade. Hipotecar apoio e solidariedade à Polícia Federal, aos procuradores da República e ao juiz Sérgio Moro é o mínimo que se espera de cada brasileiro de bem. Como diria Ulysses, é preciso mudar. Muda, Brasil!

PEDRO GERALDO

pgthomaz@hotmail.com

Curitiba

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

 

O CAOS NO GOVERNO


Ao mesmo tempo que o Datafolha apura que o governo federal acumula 62% de avaliação como péssimo e ruim, circula documento produzido pela Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom) afirmando que os apoiadores de Dilma Rousseff estão levando uma "goleada" da oposição nas redes sociais e apontando como saída para reverter o quadro um investimento maciço em publicidade oficial em São Paulo. A peça também admite que o País passa por um caos político e que "não será fácil virar o jogo". Cita que em recente pesquisa do Ibope, feita a pedido do Palácio do Planalto, 32% dos entrevistados disseram ter mudado de opinião negativamente sobre o governo nos últimos seis meses, isto é, de outubro (mês das eleições) até agora. O governo, independentemente das apurações dos malfeitos, tem a obrigação de gerir a máquina pública e fazer os serviços funcionarem. Apesar de toda a propaganda oficial, vemos problemas gravíssimos com a saúde, a educação, a segurança pública e outros serviços básicos que constituem direitos básicos da população. Dilma precisa resolver depressa as questões de fluidez da máquina. Também tem de encontrar e implementar o pacto possível com o empresariado, único gerador do desenvolvimento, para garantir a volta do funcionamento normal da economia. Se não o fizer, seu governo correrá o risco de cair (de podre ou por ineficiência). Governe, presidente!


Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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A CRISE POLÍTICA

Ao invés de trabalhar e cortar gastos, o governo federal aumenta a publicidade. Ao invés de mostrar transparência e humildade, faz populismo barato. Renuncie, presidente Dilma, e peça desculpas aos brasileiros por suas falácias.

Maria Lucia Ruhnke Jorge mlucia.rjorge@gmail.com

Piracicaba

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O DITO E O DESDITO DE FALCÃO


No discurso de posse de seu primeiro mandato, em janeiro de 2011, Dilma Rousseff disse preferir "...o barulho da imprensa livre ao silêncio das ditaduras". Com todas as restrições que faço a si e ao seu desgoverno, devo louvar a profissão de fé da "presidenta" em defesa da liberdade de imprensa, apanágio dos regimes que fazem por merecer o nome de democracias. Parece, todavia, que setores do PT não pensam assim. A ilustrar o contraditório, nada melhor que uma leitura do documento interno da Secom, vazado e publicado com exclusividade pelo "Estado", que faz o "diagnóstico" da questão da comunicação oficial do governo e propõe "soluções", que têm como ponto de partida a luta de classes marxista-leninista ("nós" contra "eles", etc.) e que, por isso, mais sentido fariam se tivessem sido urdidas nos subterrâneos das ditaduras cubana e venezuelana - ambas, aliás, apoiadas pelo governo do PT. Preocupante também ver que Rui Falcão, presidente do PT, reunido em Brasília com os principais quadros da sigla, tivesse preconizado "uma nova política de anúncios para os veículos da grande mídia", com restrições de veiculação de publicidade aos meios que "apoiaram" (em sua visão) as manifestações de 15 de março. Para o presidente do PT, a divulgação dos fatos pela "grande mídia" não foi algo que devesse ser defendido como inerente à democracia, mas, sim, punido pelo Planalto com o garrote nas verbas publicitárias de quem "ousou" exibir as multidões protestando nas praças, ruas e avenidas deste país. Ainda segundo Falcão, o sucesso das manifestações se deveu "exclusivamente" à convocação da "grande mídia", que, inclusive, teria "manipulado" o número dos participantes. Não é segredo algum que o PT vê a mídia como a verdadeira oposição no Brasil, daí essa preocupação com sua "democratização" (eufemismo empregado para censurar a imprensa) e, agora, o garrote sobre a tesouraria dos veículos não alinhados com o Planalto. Este, enfim, é o PT... Depois de tudo, e (claro!) para não "pegar mal" - ainda mais neste momento de crise -, a assessoria de Falcão negou que ele tivesse defendido qualquer coisa nesse sentido. Alguém acredita?


Silvio Natal silvionatal49@gmail.com

São Paulo

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ACORDA, GOVERNO!

Os protestos contra o governo são coisa de gente rica, de "coxinhas"? E o que dizer sobre Dilma contar com somente 16% de ótimo e bom, segundo levantamento do Datafolha, e 55% de ruim e péssimo no Nordeste, seu mais expressivo reduto eleitoral? Parece que o "panelaço" produzido Brasil afora não foi só de panelas cheias em varandas gourmet...

Myrian Macedo myrian.macedo@uol.com.br

São Paulo

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CAOS TOTAL

Documento do Planalto avalia que País vive "caos político". Eu afirmaria também que vive um caos econômico, na saúde, na educação, nos transportes, na segurança, de corrupção, etc. Ou seja, para simplificar, diria que o País vive o "caos total". Ou alguém não concorda?

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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O QUE PARECE E O QUE É

Gostaria de mencionar o relato do sr. Rui Falcão, presidente do PT, em que relata que seu partido irá punir todos os seus membros que foram envolvidos em escândalos, como se todos não soubessem quem e quais são. Onde estamos?! Também o sr. Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, fazendo-se de rogado, diz que seu país exerce a democracia, quando exerce, sim, no meu entendimento, uma autocracia nos dias de hoje.

Carlos Maturana coroaepinhao@yahoo.com.br

Presidente Prudente

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'NÓS' E 'ELES'

Estive nas manifestações do dia 15 de março na Avenida Paulista e pude constatar algo muito grave que está acontecendo. Nós, cidadãos de bem, honestos, trabalhadores e corretos, após as ameaças feitas pelo sr. Lula de que colocaria "o exército do Stédile" na rua para brigar e ameaçar, nos tornamos mais fortes, unidos e corajosos. Perdemos o medo! Pude ver nos olhos de cada um a raiva, o ódio e a fúria contra Lula, Dilma e o PT. A culpa é do ex-presidente, que incita a violência. Somos muito mais numerosos que "o exército do Stédile", pago pelo governo com o nosso dinheiro. Se Lula e Dilma estivessem lá, talvez não tivessem saído vivos. Os carecas que foram presos foram presos para não serem linchados, escaparam por pouco. Não se esqueçam, sr. Lula e sra. Dilma, "nos" éramos 1.200.000 e vocês, poucos. Cuidado ao incitar a violência. Não coloquem brasileiros contra brasileiros, pois isso pode acabar com derramamento de sangue.

Pedro P. de Mendonça Antonaccio pepantonaccio@gmail.com

Santana de Parnaíba

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BRANCOS E RICOS

A manifestação de domingo (15/3) acabou provando que 95% da população brasileira, que são os mais pobres, apoiam a presidente Dilma, visto que na tal manifestação essa parcela da população não estava presente. Apenas estavam presentes os brancos e bem de vida!

Antonio Augusto Barella aabarella@hotmail.com

Valinhos

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NÁDEGAS DE FORA

Os petistas "nos" chamam de "coxinhas". Sugiro que passemos a chamá-los de "os nádegas", pois ninguém como eles têm mostrado tanto as nádegas desde que assumiram o poder.

Eugênio José Alati eugeniojalati@gmail.com

Campinas

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A PAUTA DAS RUAS

O fato de as manifestações de domingo (15/3) não terem tido a participação de entes políticos, nem nas convocações, nem na presença, muito menos na pauta, é sintomático. Isso demonstra que a pauta agora está com as ruas. E essa pauta pediu em alto e bom som o fora PT e o impeachment de Dilma. O País não aguenta mais o modo PT de governar, eu diria de destruir o Brasil, nem tanta corrupção. Os políticos vão ser obrigados a seguir a vontade das ruas, sob pena de serem também atropelados por ela.

Jose Severiano Morel Filho morel@sunriseonline.com.br

Santos

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A PRIMAZIA POPULAR

Para que serve uma presidente, se não existe o povo para ser governado? O que vem primeiro, o povo ou a política?

Silvia Maria Pinheiro Rezende silviapr54@hotmail.com

São Paulo

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PACIÊNCIA

A grande verdade é que dona Dilma está num lugar onde jamais deveria estar. Eu não votaria nela nem para síndica do meu condomínio - reza a lenda que levou à falência uma loja de R$ 1,99. Não bastasse o fato de ser incompetente, agrega à sua pessoa prepotência, cinismo, arrogância, além de muitas outras "qualidades" que a desqualificam. Como, por exemplo, as suas escorregadelas idiomáticas. Todavia, e em que pese não estar muito clara sua participação no assalto à Petrobrás, não me parece oportuno, no momento atual, um processo de impeachment. O Congresso, inclusive, relutaria em levá-lo a cabo. E isso, creiam, seria tudo o que os petistas precisariam para passar das ameaças à ação. Não pensem que Lula e o tal do Stédile estão brincando quando fazem ameaças aparentemente quixotescas. O segundo, fiel seguidor do primeiro, tem sob seu comando uma legião de vagabundos, pessoas fanatizadas e prontas para incendiar o País assim que venha essa ordem. Ou não é sintomático o fato de esse "general" da desordem, com estipêndio governamental, vaguear de Norte a Sul convocando seus "soldados"? Agora mesmo, em ato no Rio Grande do Sul, conclamou-os a "engraxar as botas para sair às ruas". Trata-se de gente altamente perigosa, e disposta a tudo para manter o seu "status quo". A presidenta outro dia pediu-nos paciência. Que tal atendê-la? Afinal, a Operação Lava Jato está apenas começando. Tenhamos paciência. E, como diria tio Izaurino, a batata dela está assando.

Homero Vianna Jr. homeroviannajr@hotmail.com

Niterói (RJ)

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A PRESIDENTE INVESTIGADA

A forma é necessária, o formalismo deforma (Liebman). Não se pode separar os dois mandatos de Dilma Rousseff, para apuração de crimes de responsabilidade, como procedeu o procurador-geral da República. A administração de Dilma é um "continuum" e sua responsabilidade é abrangente de períodos sucessivos. Segue-se que o ministro Teori Zavascki e o plenário do STF não podem furtar-se a apuração dos fatos da presidente requeridos pelo PPS e, agora, robustecidos por toda a oposição, sem falar que o eco das ruas não pode morrer em formalismos jurídicos, além de tudo cerebrinos.


Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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INTERESSANTE ARGUMENTAÇÃO

O ministro Teori Zavascki negou o pedido de investigação da "presidenta" sob a alegação de que os supostos crimes foram praticados no exercício do mandato anterior e, como está num novo mandato, crimes praticados em exercícios anteriores não podem ser investigados e elucidados no atual mandato. Interessante essa argumentação, posso concluir, então, que um funcionário que trabalhava para um grande banco no setor de seguros em 2014 não poderá ser investigado por que fora transferido para o setor de finanças do mesmo banco em 2015? Como advogado, terei êxito na defesa deste cliente, alegando o Princípio da Isonomia inserto na Constituição da República e aplicar por equidade o mesmo entendimento? Ou a lei aplicada àquele para quem a "presidenta" trabalha é diferente? Em curtas palavras, a "presidenta" é funcionária dele, não é?

Everson Rogério Pavani roger.advog@gmail.com

São Paulo

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PARA QUÊ?

Se passa despercebido aos olhos do presidente do Conselho de Administração de uma Petrobrás o desvio de milhões de reais, para que serve esse cargo?

Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com

São Paulo

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DOAÇÃO

Na edição do dia 11 de março, o "Estadão" publicou, em manchete na primeira página: "Barusco diz que a campanha de Dilma recebeu US$ 300 mil". E, logo adiante, esclarece que essa quantia foi entregue em dinheiro, em novembro, ao tesoureiro do PT, João Vaccari Neto. É um fato estranho, eis que, além de ser uma quantia relativamente pequena em relação aos gastos de sua eleição (cerca de R$ 60 milhões), foi em moeda corrente, que não é a forma usual. Mas, voltando aos fatos passados, nessa época, numa entrevista, Dilma, indagada se era verdade que havia presenteado sua filha em R$ 300 mil, que estava de partida para a Europa para comemorar o aniversário, a presidente confirmou que sim, pois desejava dar esse presente e tinha condições financeiras para tal. Isso é muito estranho! A presidente costuma guardar altas quantias em moeda corrente na residência ou foi parte do dinheiro que João Vaccari Neto recebeu de Barusco e desviou do petrolão?

Waldomiro Benedito de Carvalho waldomiroxuca@globo.com

Itapetininga

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O BRASIL DE ONTEM E O DE HOJE

Como sabemos, nenhuma sociedade é perfeita. Raras realizaram utopias. O Brasil tem problemas que se somam. O Brasil, tirando alguns espasmos, nunca teve um projeto de nação. Talvez a grande exceção tenha sido o II Império com Dom Pedro II, que na minha opinião foi um homem à frente de seu tempo. Por incrível que pareça, excluíram-no da Proclamação da República. Talvez a nossa atabalhoada vida republicana seja uma vingança da história. Dom Pedro II foi um homem ímpar que deportamos para a Europa. Aquilo, a Republica com Dom Pedro II, poderia ter sido a nossa utopia, mas por um desvio de caráter virou nosso pesadelo. No Império tínhamos em funcionamento quatro poderes. Os três conhecidos e mais o Poder Moderador exercido com maestria por Dom Pedro II. Era um regime monárquico parlamentarista. O Executivo nascia do Parlamento sob aprovação do Moderador. Em crises de governo, e as houve, o Parlamento substituía o Gabinete de Governo (Executivo) e o Moderador não se intrometia. Ao Moderador cabia a chefia do Estado, ao chefe do Gabinete cabia a chefia do Governo. A Política Externa era do chefe de Estado. Demos uma lição ao mundo apresentando um funcionamento democrático nos trópicos ou Hemisfério Sul, que, com exceção da Austrália e da Nova Zelândia, ninguém conseguiu realizar. Queria que vocês imaginassem, por exemplo um Pedro Simon chefe de Estado quando Collor, chefe de governo, foi apeado. Não haveria um mínimo de crise. Imaginem um general Lott (na minha visão o maior de nossos militares) chefe de Estado quando Jânio renunciou. Sem crise. Imaginem hoje que maravilha um FHC exercendo um hipotético Poder Moderador. Mas, costumo dizer, o Brasil sempre cometeu equívocos e deu muitos azares. Não sei se a implantação da República foi mais equívoco que azar. Foi tão atabalhoada que acho que foi um "azar enorme". Não acredito que as próximas gerações criarão uma utopia, talvez estarão somente remando sem ver à frente uma lanterna de popa. Esta nossa geração está apagando a lanterna. Talvez mixou o carbureto...

Tanay Jim Bacellar tanay.jim@gmail.com

São Caetano do Sul

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O AVANÇO DO ATRASO

O governo Dilma está no mesmo caminho que o do clã Sarney no Maranhão, onde a única coisa que vai para a frente é o atraso.

Ely Weinstein elyw@terra.com.br

São Paulo

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PERGUNTAS

Quem disse que "o País está pronto para um novo ciclo de desenvolvimento"? Foi ao final do debate com Aécio Neves, na campanha de 2014. Quem mantém 39 ministérios e 22 mil "aspones", enquanto pede e impõe sacrifícios ao povo? Quem comprou uma refinaria em Pasadena, nos Estados Unidos, com US$ 800 milhões de prejuízo? Quem fala, fala e a gente não entende? Quais as vantagens de uma presidente mentirosa, medíocre e cujo único projeto é ficar no poder? E quem botou a presidente lá?


Cloder Rivas Martos closir@ig.com.br

São Paulo

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TEATRO DE MAMBEMBE

A corrupção no Brasil não é uma "senhora idosa", como comparou a presidente Dilma. A corrupção no Brasil é muito mais uma jovem menina que acabou de completar 12 anos. Uma jovem menina que, assim que descobriram seu dom artístico, lhe colocaram no teatro do poder, onde todos parecem ter sido formados em artes "cínicas". Também onde nunca faltaram motivos para tramas. É bom lembrar que nos últimos 12 anos foram encenadas muitas peças (mais de mil) nesse teatro do poder, onde todas foram marcadas pelas armadilhas, pelas ciladas, pelas emboscadas e pelas falcatruas. Que o digam os protagonistas desse teatro de mambembe chamado governo do PT, que escandalizou o país com suas peças contrarias as regras da moralidade e do respeito.

Francisco Ribeiro Mendes mendes.brasilia@gmail.com

Brasília

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'SENHORA IDOSA'

Para muitos, Dilma Rousseff aparenta ser uma senhora idosa.

Suely Jung Borges sjungborges@yahoo.com.br

São Paulo

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CHOQUE DE HONESTIDADE

Sou um cidadão comum sem pretensões de ser mais ou melhor do que ninguém, porém, me arrisco a concordar com Dilma em seu pronunciamento sobre a idade da corrupção no Brasil. Concordo também com FHC quando ele diz que a corrupção na Petrobrás é "quase um bebê". Se estudarmos um pouco de história do Brasil, veremos que a corrupção vem de antes de Pedro Álvares Cabral. Ocorre que naquela época não existia Petrobrás, motivo pelo qual FHC refere-se à corrupção como um fato jovem. A cultura da corrupção, da propina, da mentira, da falsidade e de tantos outros pecados deste gênero está entranhada no povo brasileiro. Creio que somente com um choque de honestidade associado à educação e à punição humilhante aos criminosos se poderá melhorar este "status quo". A punição insultuosa aos pequenos delitos por meio de castigos em praça pública com ritual e banda de música poderia ser um bom começo.


Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

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UMA MOCINHA

Fernando Henrique Cardoso, definitivamente, sepulta a "senhora idosa" que Dilma diz ser a corrupção no País. O ex-presidente, rebatendo o Planalto, disse em entrevista à Globo News que a corrupção "é uma senhorita" ou "um quase bebê". Já que essa epidêmica corrupção de desvios bilionários de recursos, como aconteceu com o mensalão e, agora, na Petrobrás, investigada na Operação Lava Jato, nasceu exatamente nesta era petista, fruto das quadrilhas que montaram com seus aliados nas nossas estatais.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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TEIMOSIA


Uma característica que molda a personalidade da presidente Dilma é sem dúvida, a teimosia. Desde que assumiu a Presidência da República, ouve críticas constantes sobre a manutenção de 39 ministérios em sua administração, um verdadeiro absurdo, pois alguns são plenamente dispensáveis. Num momento de cortes de despesas para facilitar o tão necessário ajuste fiscal, ela teima demais em não fazer a reforma ministerial tão necessária neste momento. Os interesses nacionais devem sempre estar acima dos interesses partidários.


Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br

São Paulo

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É CORTE MESMO!

Finalmente a presidenta Dilma deu uma dentro: não vai adiantar nada fazer uma reforma ministerial, é trocar seis por meia dúzia. O que ela tem de fazer é reduzir o número de ministérios, os EUA têm 19, a Argentina tem 17, por que nós temos de ter 39? Claro, para fazer a composição política e agradar aos aliados, independentemente de quem esteja ocupando a pasta. Competência é o que menos interessa.

José Roberto Iglesias rzeiglesias@gmail.com

São Paulo

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DESABAFO

Novamente o governo tenta passar a conta para o trabalhador e está tentando mudar o FGTS/Aposentadoria, que vai prejudicar muitos brasileiros. A pergunta que gostaria de fazer é por que diante de tantos problemas de caixa que o governo apresenta não se faz a lição de casa de cortar os gastos da máquina administrativa? Por que o Congresso (deputados e senadores), que já tem salário e benefícios bem elevados e diferentes da grande maioria da população, não para de subir propostas de aumento de salário e faz o que deveria ser sua função: representar o povo? Precisamos desta vez que a solução dos problemas não caia nas nossas costas e que votem medidas que façam valer a necessidade da população, que hoje está abandonada, e os políticos, cada vez mais ricos. O nosso país é rico em tudo, e temos uma arrecadação monstro, que, se bem administrada, nos tiraria do status de "em desenvolvimento" para "Primeiro Mundo". Sei que não é nada fácil, mas estamos precisando mudar, e rápido, para que nos próximos anos o nosso crescimento seja no mínimo real.


J. Freitas j.pfreitas@uol.com.br

São Paulo

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A VELHINHA DE TAUBATÉ

Tendo em vista o conturbado momento político que vivemos, não estará na hora (ou passando da hora) de o brilhante escritor e colunista L. F. Veríssimo ressuscitar sua icônica (palavra da moda) criação, a saudosa Velhinha de Taubaté, "falecida" precocemente há mais de dez anos? Certamente, assunto não faltaria...

Sérgio Barbosa da Silva sebabo44@yahoo.com.br

Belo Horizonte

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AINDA DÁ TEMPO

Num destes dias, ouvi pela TV a nossa presidente falar, meio rindo, que ela não estava num confessionário (como para dizer que não precisava falar tudo). Até que seria uma boa ideia ela fazer, nesta Quaresma, uma boa confissão, diante de um sacerdote, que tem o poder de Deus para absolvê-la, desde que ela mostre arrependimento sincero e faça o firme propósito de mudar de vida, pois, se não, ela com certeza não chegará ao fim do seu mandato. Deus Pai, rico em misericórdia, com certeza vai perdoá-la. O difícil será nós, os brasileiros, nos esquecermos do quanto ela prejudicou nosso país e cada um de nós. Ainda está em tempo de Sua Excelência passar o Brasil a limpo, deixando-o em ordem para a posteridade. Para isso, vai precisar de muita ajuda do Alto e dos homens de bem para tirar o País do buraco.


Maria Lúcia Pimentel Cintra mlpcintra@gmail.com

São Paulo

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EM QUE CREEM?

Parafraseando o título de conhecido livro do escritor italiano Umberto Eco, "Em que creem os que não creem?", pergunto: em que creem os que ainda creem em Dilma Rousseff e no PT?

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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DEMOCRACIA TUPINIQUIM

A ditadura bolivariana já tomou conta do Brasil. Na quinta-feira, em Goiânia, a população foi impedida pela Polícia Federal de adentrar no evento aqui, no Paço Municipal. O governo petralha mandou instalar tapumes duplos cercando o perímetro do local. A democracia tupiniquim já derreteu.

Rodrigo Mattos rodrigomattossilva@gmail.com

Goiânia

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TRETA

Caríssimo governador Marconi Perillo ("Um tucano dócil com a presidente - Desafeto de Lula, Perillo afaga petista em Goiás", 20/3, A4), o PSDB, sempre esteve "fechado" com V. Excelência. Muito, mas muito cuidado nesta hora. A primeira "treta" foi com o então presidente Lula. A segunda "treta" pode ser dentro do próprio PSDB.

José Piacsek Neto bubanetopiacsek@gmail.com

Avanhandava

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EM CIMA DO MURO

PSDB é um partido de "pavões" enfeitados de tucanos. Inflam o rabo camaleão, conforme os ventos dos interesses políticos sopram a favor ou contra. Marconi Perillo parece um legítimo representante desse partido socialista amarelo, em cima do muro, como sempre.

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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DIÁLOGO

Já que o governo nos convida para o diálogo, esperando sugestões, aqui vão algumas: fim do nepotismo, do clientelismo e do aparelhamento nas empresas estatais; fim do intervencionismo do Estado na economia; BNDES deixar de canalizar dinheiro dos impostos para empresários amigos e aliados, e especialmente para outros países; mais economia de mercado, império da lei e ética; fim do foro privilegiado para políticos; reduzir carga/ônus dos empresários (Sistema S, salário educação, licença médica 30 dias, PNE, Menor Aprendiz, etc.); reduzir número de ministérios e de cargos comissionados; mudar a política externa, com visão mais comercial e menos ideológica e de apoio a regimes de exceção; reduzir ou eliminar publicidade milionária do governo e de empresas públicas na TV; eliminar verbas e doações para sites e blogs sem representatividade, de jornalistas "chapa-branca", unicamente por serem linha de apoio ao governo; controlar custos e dar transparência ao uso de cartões corporativos; tornar públicos os termos dos contratos de financiamento de obras em Cuba, Venezuela, etc.; maior rigor e critério na escolha dos membros do STF; evitar uso de medidas provisórias; não repassar recursos públicos para entidades como MST; exigir dos sindicatos e centrais sindicais maior transparência no uso de recursos.

Marco Cruz mm.cruz23@gmail.com

São Paulo

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E SE FOSSE AÉCIO?

Aécio Neves se livrou de uma bomba. Já imaginaram a herança maldita que ele ia receber de Dilma Rousseff? Caso Aécio fosse eleito, teria de fazer o ajuste fiscal de qualquer maneira, contudo ele iria mostrar quanto pudesse a herança maldita que recebeu do governo petista de Dilma. Mesmo assim, Aécio, no início de governo, iria sofrer um grande desgaste político até consertar o malfeito, e a petezada sinicamente iria cair em cima. Seja quem fosse, por mais genial que fosse o governante, ele teria de corrigir a duras penas a lambança que o governo de Dilma do PT fez com o nosso Brasil. Fora PT!

José Carlos de Castro Rios jc.rios@globo.com

São Paulo

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UMA PERGUNTA AO PRESIDENTE DO BNDES

Consta na internet que o senador Álvaro Dias, do PSDB, fez uma interpelação ao presidente do STF, com base nos dizeres da Constituição federal, sobre quais foram os montantes das doações feitas em dólares pelo BNDES a diversos países e com que finalidade. Constam, também, na internet as doações do BNDES, em dólares, para obras como R$ 1,5 bilhão para o metrô de Buenos Aires, R$ 1 bilhão para o metrô do Panamá, R$ 732 milhões para as linhas 3 e 4 do metrô de Caracas, R$ 682 milhões para o Porto de Mariel em Cuba, R$ 350 milhões para uma barragem no Rio Moamba, em Moçambique, e outras mais. Gostaria de saber do sr. Luciano Coutinho, presidente do BNDES, como a nossa presidente Dilma autorizou essas doações, se foram de "boca", como diz o ex-presidente Lula, ou por escrito.

Raul S. Moreira raulmoreira@mpc.com.br

Campinas

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ORGANIZAÇÕES SOCIAIS

É inegável que o estatuto das Organizações Sociais foi um avanço para a governança do País. Os cientistas e seus representantes legais estão cobertos de razão ao defender sua constitucionalidade e trazer o tema para o debate ("O STF deve chancelar a boa gestão pública", 20/3, A2), não se omitindo ou fugindo da questão. No entanto, há de se considerar que também não é um sistema perfeito, pois sempre por trás dos objetivos maiores institucionais, há o gestor preguiçoso que consegue se omitir e não executar esses pressupostos maiores, às vezes por omissão, outras por receio e desconhecimento. O aprimoramento para garantir orçamento a essas nobres organizações e cumprimento de suas missões é o próximo passo após sua garantia constitucional.

Adilson Roberto Gonçalves prodomoarg@gmail.com

Lorena

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MAIS MÉDICOS E MAIS MARACUTAIAS

O "Jornal da Band" noticiou gravação de uma reunião realizada entre assessores do Ministério da Saúde e a atual coordenadora do Programa Mais Médicos na Organização Panamericana de Saúde em que o tema era mascarar um dos objetivos do programa: atender financeiramente o governo cubano, ao dar emprego aqui aos seus médicos. Durante a reunião, foi proposto um pequeno truque, para disfarçar a trama, que foi abrir o programa para médicos de outros países do Mercosul e da Unasul, reservando para estes, porém, 10,13% do orçamento total. Foi assim sacramentado um acordo entre os governos brasileiro e cubano, em que o Brasil pagaria a Cuba R$ 10 mil para cada médico, cabendo àquele governo remunerar seus profissionais. A definição da remuneração teria sido definida pelo assessor internacional da Presidência, Marco Aurélio Garcia, 40% para o médico e 60% para o governo cubano, como de fato foi amplamente divulgado por ocasião do lançamento do programa. A Band divulgou que o acordo violaria o Art. 5.º da Constituição brasileira, além de normas da Organização Panamericana de Saúde, inclusive entrevistando um assessor daquele ministério segundo o qual todas os processos interpostos contra o acordo foram indeferidos pela nossa Justiça. Ora, desde seu lançamento o Programa Mais Médicos foi muito criticado exatamente pelo fato de o governo brasileiro remunerar com R$ 10 mil pagando diretamente ao governo cubano, sendo que desses apenas R$ 4 mil ficavam com o profissional, o que evidentemente é um absurdo. Mas logo em seguida o programa, que objetivava atender as populações em regiões mais afastada e carentes do País, foi estendido aos médicos brasileiros, inclusive preferencialmente. A remuneração de R$ 10 mil era e ainda é muito maior que o que as que são pagas aos médicos nacionais em muitas administrações públicas do País. Por exemplo, somente em janeiro deste 2015, a Prefeitura do Município de São Paulo reformulou os vencimentos dos médicos municipais, que eram absurdamente baixos. Caberá agora ao Ministério Público verificar a veracidade do noticiado pela TV Bandeirantes e, se for o caso, tomar as providências cabíveis. Se comprovadas tais informações, será mais um caso de maracutaia de um governo profícuo nesse campo.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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CAVANDO O FUNDO DO POÇO

60% vai para o governo dos Castro e 40% são do médico. Cuba faz tráfico de escravos e o governo brasileiro não tem nada com isso, é problema de Cuba! O PT conseguiu cavar abaixo do poço. Não tem condições de governar nem Cuba e está governando o Brasil.

Ariovaldo Batista ariob06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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MÉDICOS CUBANOS E SEUS FAMILIARES

Uma das maiores perversidades da escravidão sempre foi separar as famílias. Com a escravidão revogada há 127 anos, as autoridades brasileiras fingem fechar os olhos perante as barbaridades que a "ditadura cubana" perpetra em território brasileiro. Os médicos cubanos, do programa Mais Médicos, arriscam-se a ser deportados e sofrerem outras pesadas sanções por querer morar com seus filhos e entes queridos. Compactuar com esta aberração, além de ilegal, envergonha nosso país.

Luigi Petti luigirpetti@gmail.com

São Paulo

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'TIMBUKTU'

Imperdível o belíssimo filme "Timbuktu", de Abderrahmane Sissako, da Mauritânia. Mostra a dura realidade dos habitantes de Timbuktu, oprimidos e sufocados pelos fanáticos religiosos islâmicos - sempre eles - que dominam pela força e impõe todo tipo de proibições aos mais simples prazeres da vida, como ouvir música, jogar futebol, namorar e viver com um mínimo de alegria. De outro lado, mostra uma família que vive em paz na natureza, junto ao belo deserto. Um filmaço, poético e trágico ao mesmo tempo, que denuncia os horrores cometidos pelos fanáticos em nome de Alá e que merece ser assistido. Pena que, em Sampa, esteja em apenas um único cinema, no Reserva Cultural, enquanto os blockbusters de Hollywood estão em dezenas de salas.


Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

 

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