Fórum dos Leitores

GOVERNO DILMA

O Estado de S.Paulo

26 Março 2015 | 02h05

Desconectado

Falta de conexão total entre a presidente Dilma e seus ministros articuladores políticos. Ela declarou anteontem, verifiquei via Estadão, que para atender a Lula e ao PT iria rever o ajuste fiscal. Ontem Aloizio Mercadante disse que ninguém falou isso e nada será mudado, pois o ajuste fiscal é necessário para o crescimento do País. Como ficamos? Quantos (des)governam este país? A presidente deveria, por juramento e obrigação constitucional, atender aos anseios da Nação, dos brasileiros. Os demais ela deve ter habilidade para resolver politicamente.

CELSO DE CARVALHO MELLO

celsosaopauloadv@uol.com.br

São Paulo

Ajuste flexível

O governo não vai flexibilizar o ajuste, afirma Mercadante. Isso quer dizer o seguinte: o governo vai flexibilizar o ajuste. Talvez por desconhecer o desmedido populismo e a sanha demagógica dos membros do PT, creio que a S&P se precipitou ao manter o grau de investimento. E aposto que Joaquim Levy não emplacará 2016 como ministro.

LEÃO MACHADO NETO

lneto@uol.com.br

São Paulo

Inflação

O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, diz que é "factível" a taxa de inflação em 4,5% a partir de 2016. Tombini é o novo Mantega?

ELY WEINSTEIN

elyw@terra.com.br

São Paulo

Alexandre Tombini desabafou que a alta da inflação não é "horror sem fim". Para ele não deve ser mesmo, com seus supersalários, benefícios, vantagens, mordomias. Além de que ele não vai a supermercados, feiras livres, açougues, etc., portanto, não sabe avaliar muito bem o que isso representa para assalariados, aposentados e pensionistas.

ANGELO TONELLI

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

Gentilezas do poder

Do Estadão de ontem, na capa: Nomeação garante apoio para mínimo. O sr. Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), ex-presidente da Câmara, foi nomeado para o Ministério do Turismo. Por competência? Óbvio que não. Essa maracutaia faz parte do acordo do atual presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), com a presidente Dilma para que retirasse da pauta o projeto que garantiria a aposentados e pensionistas o mesmo índice de reajuste do salário mínimo. Não temos qualificação para tal atitude. Mais parece acordo entre bandidos. Quanto à roubalheira na Petrobrás, nos fundos de pensão dos Correios, da Caixa Econômica Federal e sabe-se lá o que mais, nada de concreto se faz.

HENRIQUE MASSARELLI

hermassa@uol.com.br

São Paulo

Mais do mesmo

Vimos anteontem a repetição do teatro político em Brasília: o governo federal libera o Ministério do Turismo para um aliado de Eduardo Cunha e o deputado arquiva o projeto que daria um mínimo de alívio a quem vive de aposentadoria. Mais uma vez os aposentados viraram moeda de troca nessa queda de braço com o governo federal.

THEREZA MARTINS

mthereza@uol.com.br

São Paulo

Moeda de troca

Se a perplexidade matasse, mais da metade da população brasileira estaria em outra dimensão neste momento. A cada dia somos surpreendidos com noticiários nocivos à saúde financeira, física e mental do povo brasileiro envolvendo, principalmente, a classe política e seus ajumentados partidos. Desta vez foi com a manobra para evitar a aprovação, na Câmara dos Deputados, da proposta que dava reajuste maior que a inflação às aposentadorias acima do salário mínimo. É notório que a correção desse tipo de aposentadoria, bem como o fim do fator previdenciário, entram em pauta nos períodos eleitorais e só servem como ameaça para alcançar outros objetivos, que são contrários à correção das injustiças que se perpetuam contra os atuais e futuros aposentados, trabalhadores autônomos e da iniciativa privada. Como podemos atribuir credibilidade a essa corja de políticos oportunistas que não trabalham visando o bem da Nação? Eles estão lá só para servir a seus interesses pessoais. Vamos acabar com isso. Agora!

RAFAEL LUIZ RIGA TRAVAGLIONI

riga@terra.com.br

São Paulo

Aviso aos políticos

Aposentados e pensionistas são gente e também votam!

MAURO RIBEIRO GAMERO

mauro.gamero@yahoo.com.br

São Paulo

Postalis

Providências enérgicas serão tomadas... Mas o ministro das Comunicações, Ricardo Berzoini, não explicou bem quais providências serão tomadas para que o fundo Postalis, dos Correios, seja ressarcido pelos péssimos investimentos que fez, em prejuízo dos funcionários. Provavelmente a população toda será chamada a uma operação de socorro, como costuma acontecer.

ADEMIR VALEZI

adevale@gmail.com

São Paulo

Bancoop

Segundo Ricardo Berzoini, as autoridades devem responsabilizar os responsáveis e estes devem devolver os valores. E no caso Bancoop, quando Berzoini foi presidente, ele também devolverá os valores desviados?

MILTON BULACH

mbulach@gmail.com

Campinas

CÂNCER DE MAMA

Quem deve ser testado?

Angelina Jolie reabre o debate sobre o câncer de mama e ovário. Sua decisão de retirar os ovários e as trompas foi correta? A questão é: quem deve ser testado? O câncer de mama atinge uma em cada dez mulheres e 90% dos casos não são hereditários. Por isso só recomendamos o teste a mulheres com história familiar de câncer de mama (como é o caso de Angelina Jolie) ou com câncer muito precoce (antes dos 40 anos). Esse e outros testes genéticos deveriam ser cobertos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Poder prevenir o aparecimento de um câncer, além de evitar a morte precoce de pessoas portadoras de mutações, traria uma economia gigantesca em custos hospitalares. Enquanto isso não ocorre, o Centro do Genoma Humano da USP oferece os testes genéticos para várias formas de câncer hereditário pelo preço de custo dos reagentes.

MAYANA ZATZ, professora titular, diretora do Centro de Pesquisas em Genoma e Células-Tronco da Universidade de São Paulo

mayazatz@usp.br

São Paulo

O MINISTRO SE DEMITE

Menos de dez dias após um documento interno da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) cair nas mãos da imprensa, mais um rato, desta vez o ministro Thomas Traumann, abandona o navio.

Humberto de Luna Freire Filho hlffilho@gmail.com 
São Paulo 

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THOMAS, O MORDOMO

Nos clássicos policiais ingleses, a culpa é do mordomo.  Cá, no Brasil, o mordomo da vez é o ex-ministro Thomas Traumann, que por descuido revelou a apropriação da comunicação do Estado pelo governo do PT, e por isso foi demitido. Mais uma vez, a dona da casa (Dilma) varreu a sujeira para debaixo do tapete.

Eduardo Spinola e Castro esc@scvs.adv.br 
São Paulo

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O ‘CAOS’ NO GOVERNO

Será que o glorioso ex-ministro das Comunicações, depois de reconhecer o “caos” em que se encontra dona Dilma e seu desgoverno, ficou Traumann-tizado?! Goebbels dizia que uma mentira, repetida à exaustão, se tornava verdade. Não nos esqueçamos de que vivemos outros tempos e que as notícias voam, as informações cruzam oceanos rapidamente e, portanto, desmascará-las demora tanto quanto emitir essas inverdades, que num ditado atualizado poderíamos dizer que têm alcance curto, muito curto. Movimentos via redes sociais derrubaram governos déspotas e tirânicos no continente africano e derrubarão outros, de maneira pacífica, obviamente, no continente sul-americano, em breve. Esperamos.

Renato Amaral Camargo natuscamargo@yahoo.com.br 
São Paulo

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TRAUMA

O governo Dilma é impactado por novo trauma: o pedido de demissão do ministro das Comunicações Thomas Traumann.
  
Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br 
São Paulo

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GOVERNO NOVO

“Governo novo, ministério novo”, palavras da presidente Dilma. Nesse ritmo de um por semana, ainda restam 9 meses para a saída do último ministro. Na recíproca, será que com um ministério assim, renovado, teremos de esperar tanto tempo para um governo novo?

Paulo Busko paulobusko@terra.com.br 
São Paulo

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PARA ONDE VAMOS?

Muito bom e oportuno o artigo “Bondade com o dinheiro alheiro”, da jornalista Eliane Cantanhêde (25/3, A8). Segundo ela, “Correios socorrem a Venezuela, Saúde dá uma força para Cuba, Petrobrás financia o PT”. Essas atitudes vergonhosas tomadas pelos governos lulopetistas/sindicalistas têm características comuns: a conta será sempre paga por todos os brasileiros, seja ele contribuinte, seja ele funcionário (caso do Postalis, fundo previdenciário dos funcionários dos Correios). No caso do Mais Médicos, trata-se verdadeiramente de um caso de polícia. Depois que a Venezuela quebrou e diminuiu sua ajuda a Cuba, nosso Tesouro (ou seja, todos os brasileiros) está financiando o regime ditatorial-comunista dos irmãos Castro. Como bem disse a jornalista: “Os médicos de outras nacionalidades só serviram para dourar a pílula”. Não nos esqueçamos do BNDES. Banco de fomento, que deveria financiar obras de infraestrutura no Brasil (tão carente), mas resolveu financiar obras em outros países, principalmente naqueles de mesma ideologia do lupetismo. Aí entra novamente a ilha dos irmãos Castro, com o Porto de Mariel, por exemplo. A Odebrecht dá empregos lá e financia campanha política do PT aqui.  Dinheiro que o BNDES não possui, pois teve de tomar “emprestado” do Tesouro, para quem deve mais de R$ 400 bilhões. A conta está aí para pagar. A dívida pública passou dos R$ 2,3 trilhões. É o 2,3 seguido de 11 zeros! Para onde vamos?

Éllis A. Oliveira elliscnh@hotmail.com  
Cunha 

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‘BONDADE COM O DINHEIRO ALHEIO’

No artigo “Bondade com o dinheiro alheio” (25/3, A8), a jornalista Eliane Cantanhêde mostrou minuciosamente por que os brasileiros estão tão decepcionados e sem muitas esperanças com a atual política brasileira. “Além da má administração, a confusão entre Estado e governo e entre governo e partido”, temos, também, mais um agravante, uma oposição fraca, que não consegue convencer os ainda dignos cidadãos brasileiros sobre as suas reais intenções. Eu quero o meu país de volta, quero, novamente, o orgulho de ser brasileira. Eu quero que as crianças e jovens, quando crescerem, meus netos, inclusive, possam saber que vencemos e sobrevivemos não apenas a uma “marolinha”, como um certo ex-presidente em seu deboche costumeiro disse, mas a um “tsunami”, varrido para bem longe da nossa “Pátria amada, mãe gentil”. 

Mirna Machado mirnamac@uol.com.br
São Paulo

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UM RESUMO DO CAOS

Eliane Cantanhêde (25/3, A8) resume em espaço reduzido, de maneira clara e sucinta, o caos que a quadrilha formada pelos petralhas implantou nas estatais do País, praticando todos os atos de corrupção inimagináveis. Vai enumerando rombo nos Correios, com inacreditável investimento em títulos da Venezuela, para ajudar o companheiro Nicolás Maduro, o Programa Mais Médicos, para financiar os companheiros de Cuba, a Petrobrás, fatiada e dilapidada em mais de R$ 1 bilhão para financiar a reeleição da presidente, bem como os partidos aliados PT, PP e PMDB, além de tornarem da noite para o dia os filiados do partido em multimilionários.
 
Edson Baptista de Souza baptistaedson@ig.com.br 
São Paulo

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A PONTA DE UM ICEBERG

O caso Postalis, em que se aventa abrir uma CPI, é a ponta de um iceberg no segmento de fundos de pensão de estatais. O baixo nível de supervisão exercido neste setor pressupõe aplicações temerárias de altos valores, sem questionamentos. O aparelhamento sofrido logo após a posse de Lula no primeiro mandato foi executado por Luiz Gushiken, seu fiel escudeiro, visando ao poder emanado dos valores em questão. Hoje, a apuração deve ser executada para entendermos o que foi feito pelos gestores destes fundos, assim como objetivando o mais importante: preservar as aposentadorias dignas a milhares de trabalhadores que têm direito a elas. Seria irônico que, num governo exercido pelo partido dos trabalhadores, os trabalhadores sofram perdas por má gestão de seus fundos de pensão. O caso não seria o primeiro, se pensarmos nas perdas incorridas por trabalhadores que investiram seus FGTS em ações da Petrobrás, induzidos pelo governo Lula.

Sergio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br 
Indaiatuba

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O ROMBO NO POSTALIS

Se as escandalosas aplicações dos fundos do Postalis, nos últimos 12 anos, foram de responsabilidade de diretores indicados “politicamente” pelos dois presidentes da República petistas, nada mais justo do que criminalizar ambos por grave ineficiência funcional, somada à infringência da lealdade institucional, da honestidade, imparcialidade e eficiência administrativas.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br 
Monte Santo de Minas (MG)

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OS VERDADEIROS MANDANTES

E, agora, nossos Correios estão adquirindo títulos venezuelanos... Quando usarão o coração de mãe para levar aos costumes os verdadeiros mandantes?

Adilson Mencarini adilsonmencarini@uol.com.br 
Guarulhos

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FUTURO COMPROMETIDO

Será que os trabalhadores que passam grande parte de sua vida recolhendo dinheiro para seu futuro nos fundos de pensão sabem das falcatruas que são feitas no presente com este dinheiro?

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com 
São Paulo

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PADRÃO PT

O padrão PT de governar o País, as estatais, os fundos de pensões mostra claramente que, se o grande responsável por tudo isso voltar em 2018, estaremos fadados a perder a esperança de dias melhores. Se cuida, Brasil!

José Roberto Iglesias rzeiglesias@gmail.com 
São Paulo

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BOAS E MÁS NOTICIAS

No embalo de uma economia desestruturada, o boletim Focus, do Banco Central, desta semana indica que o produto interno bruto (PIB) de 2015 será negativo em 0,83%! O mercado também prevê uma inflação de 8,12%, embora parte dos economistas acredite que o índice inflacionário alcance neste ano 8,33%. Mas a boa notícia de segunda-feira veio da agência Standard & Poor’s, que manteve o grau de investimento do Brasil, acreditando em que o ajuste fiscal do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, por enquanto, seja merecedor de crédito. Um alívio, em meio a um turbilhão de más notícias.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com
São Carlos

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BOMBANDO

Ainda é dia 26, e o mês de março já acabou para muitos brasileiros. Ainda bem que os investimentos na Venezuela, em Cuba e na Petrobrás estão bombando! O sr. Luiz Inácio calou-se, então, com a palavra, a gerentona dona Dilma.

Flávio Cesar Pigari flavio.pigari@gmail.com   
Jales 

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SALVAÇÃO

Diz o jornal: “Dilma promete a Lula e ao PT que vai rever pontos do ajuste fiscal”. Pergunto ao povo esclarecido desta nação: a quadrilha que se apossou do governo brasileiro quer salvar o Brasil ou quer salvar-se a si mesma? Perguntemos aos “sem bolsas”, que são os que sustentam a Nação. Não perguntemos aos “sem teto” nem aos “sem terra”, tampouco aos “sem vergonha” ou aos sem civismo, sem moral e sem ética. O resultado pode ser confortador.

Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br  
Campinas 

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SATISFAÇÃO

Dilma precisa dar satisfação ao povo brasileiro, não a Lula.

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@globo.com
São Paulo

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AMNÉSIA

Dilma promete ao “guru” que vai “maneirar”. Quanto a satisfações aos contribuintes...

A.Fernandes standyball@hotmail.com
São Paulo

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LULA E DILMA

A alienada promete ao molusco e ao “Perenemente Trambiqueiros” que vai rever pontos do ajuste fiscal. Diante de tal fato, cabe uma pergunta: o impeachment (se aplicado) deverá recair só sobre a marionete ou, principalmente, sobre o ventríloquo-boquirroto? Para mim, ambos, já que me parece que este (des)governo está sendo tocado a quatro mãos e 19 dedos.

Renato Otto Ortlepp renatotto@hotmail.com 
São Paulo

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CONFUSÃO CLARA
 
Parece haver confusão entre o comportamento da presidente Dilma Rousseff e a atuação da oposição, mas não há. Com efeito, a presidente prometeu a Lula e ao PT que vai rever pontos do ajuste fiscal do governo, o que a colocará de frente contra o ministro da Fazenda, Joaquim Levy. Certamente, o ministro verá derrubada a sua plataforma de providências para ajustar a economia, trazendo-a para a linha conveniente para o País. Teremos entrevero. De outro lado, a oposição deve mesmo ligar a presidente ao agora processado João Vaccari Neto, tesoureiro do PT. A providência virá de encontro com os interesses no impeachment, porque demonstrará que dona Dilma sabia das maracutaias e, pois, tem culpa ou dolo eventual capazes de tipificar seus atos para o processamento do impeachment, nos termos dos artigos 84 e seguintes da Carta Magna. Há muita claridade nas confusões.

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br Rio Claro

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FORA DE SINTONIA

O governo federal fala em ajuste fiscal e econômico, aumento de impostos e de preços administrados, impondo sacrifícios enormes à população e às empresas, e o Congresso Nacional triplica, por uma emenda de plenário, o valor do repasse de verbas ao Fundo Partidário, passando de R$ 289,5 milhões para R$ 867,5 milhões. Esta é a moda do Congresso: ajudar o País a sair do caos econômico?

Norton Villas Bôas nvbadv@hotmail.com 
São Paulo

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DUAS FRASES

É interessante como apenas duas frases no meio de um discurso dizem tanto a respeito da personalidade da pessoa. A pessoa, no caso, é dona Dilma Rousseff e a fala é: “Nós esgotamos todos os nossos recursos de (sic) combater a crise que começou lá em 2009. Trouxemos para as contas públicas e para o Orçamento da União problemas que, de outra forma, recairiam sobre a sociedade e os trabalhadores”. Ora, as contas são públicas não porque tenham de ser publicadas ou que tenham de estar disponíveis para o conhecimento de todos. São públicas porque são o registro do que é feito com o dinheiro público, ou seja, da sociedade e dos trabalhadores. A União, no caso do Orçamento, não é o governo federal. A União é a Nação, ou seja, é o Orçamento da sociedade e dos trabalhadores. Ao trazer problemas para as contas públicas e para o Orçamento da União, dona Dilma Rousseff já estava trazendo estes problemas para a sociedade e os trabalhadores. A não ser que ela ache que o Orçamento da União e as contas públicas sejam propriedade particular dela ou do partido que ela representa, à moda da monarquia absolutista do tempo de Dom João VI. Talvez dona Dilma Rousseff faça pouco da inteligência da sociedade e dos trabalhadores do país que ela representa, ou talvez tenha uma ideia enviesada do que seja a “res publica”. Ou, pior, talvez ambas as alternativas sejam verdadeiras.

Edison Loureiro eddy.loureiro@gmail.com 
São Paulo

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DESAJUSTES

Depois de todos os tipos de desajustes, a presidente Dilma quer enganar ainda mais o povo brasileiro com novas mentiras. Os desajustes, os desvios e roubos do dinheiro público e corrupções não aconteceram por acaso, mas por descaso, desmando, desrespeito, desacato, desonestidade e desobediência às leis e à Constituição. Nós já estamos cansados de tantos ajustes que não deram certo... Comece a se ajustar consigo mesma, porque aqui não dá mais. 
 
Luiz Dias lfd.silva@2me.com.br 
São Paulo

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NÓS PAGAREMOS A CONTA?

A maioria dos ex-presidentes tem uma renda referente a palestras realizadas após o mandato. Quem iria a uma palestra de Dilma? Qual seria o tema? Como quebrar uma loja de R$ 1,99 e um país inteiro em quatro anos? Quem acreditaria nela, após quatro anos de governo mentiroso, extremamente incompetente e corrupto? Ninguém mais acredita no governo, então a melhor coisa que poderiam fazer, no mínimo, seria pedir desculpas e renunciar. O Brasil está ingovernável com o PT no poder. Ninguém vai aceitar os “ajustes” (leia-se pagar o conta) inventados para cobrir o rombo aberto por ela mesma. Até agora não vi nenhum “sacrifício” do governo.

Lucio Mazurek luciomazurek@hotmail.com 
São Paulo

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JOAQUIM LEVY E A PLANILHA DO EXCEL

Alguém avise a Joaquim Levy que a vida das pessoas não deve ser mensurada a ferro e fogo na fria planilha de Excel em sua mesa. Ele que faça cortes no próprio governo em que trabalha (que tal começar pelos contratos de publicidade?), nos mais de 30 ministérios superinchados, em mais de 20 mil cargos de confiança, antes de se meter a aumentar impostos e tributos, confiscar ladinamente poupanças, heranças, aposentadorias, pensões e demais rendas, na forma de manipulações “matemágicas” e equações maléficas para fechar as contas fiscais de um governo perdulário em demagogia e populismo. O povão pode não entender de Matemática e de política, mas sabe sair às ruas e jogar pedras... que o diga Maria Antonieta!

Paulo Boccato pofboccato@yahoo.com.br 
Taquaritinga

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TEATRO DE MARIONETES

A alteração de medidas provisórias que ferem direitos trabalhistas adquiridos demonstra que Joaquim Levy é mais um fantoche no teatro de marionetes manipulado pela presidente Dilma.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br
São Paulo

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‘GOVERNO DE MERDA’

Desta vez Rui Falcão acertou pela metade. Parodiando os chilenos, que diziam na pré-queda de Salvador Allende, que “é um governo de merda, mas é o meu governo”, o notório presidente do partido corruPTo, em reunião para apoiar futura manifestação da CUT em defesa da Petrobrás, disse “(o governo) não é de merda, mas é nosso governo”. Afora a expressão chula do destemperado sr. Rui Falcão, ele ainda não entendeu, passados 12 anos, que o governo é do e para o País e de nenhum partido político. E, se nos encontramos na calamitosa situação de imoralidade e com a economia em frangalhos, é exatamente porque seu partido acredita que o País lhes pertence.
 
Mario Cobucci Junior maritocobucci@uol.com.br
São Paulo

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A INSTITUCIONALIZAÇÃO DO ROUBO
 
Pelo pouco que entendo de Direito, vi com maus olhos o tal “pacote anticorrupção” anunciado de forma oportunista pela presidente Dilma Rousseff três dias após os ruidosos protestos do dia 15/3. Destacaria, entre os pontos que, de plano, me causaram mal-estar, a tentativa de alijar o Ministério Público das iniciativas de responsabilizar empresas envolvidas nos “malfeitos” que viraram regra no desgoverno do PT. Confesso, todavia, que caí para trás ao ler o devastador artigo “O patético pacote anticorrupção”, da lavra de Modesto Carvalhosa (23/3, A2), no qual o renomado jurista – autor (entre outros) de “O livro Negro da Corrupção” – explicita o estímulo a mais corrupção que o tal pacote, pomposamente anunciado, encerra. Se é “isso” que nossa “presidenta” tem de melhor a oferecer à Nação como resposta à roubalheira a que o País assiste, então podemos dizer seguramente que, sendo a proposta do Planalto aprovada, as coisas, ao invés de melhorarem, piorarão, e muito, já que tudo o que o tal pacote oferece é a institucionalização do roubo e a indulgência com os ladrões do erário sob um enganoso verniz de austeridade e de combate intransigente ao crime.
 
Silvio Natal silvionatal49@gmail.com     
São Paulo

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PACOTE ANTICORRUPÇÃO

Cumprimento o jurista Modesto Carvalhosa (23/3, A2), por desmascarar o novo decreto que regulamenta a Lei Anticorrupção que visa a suavizar e até a incentivar as gangues que assaltam os cofres públicos e a Petrobrás. 

Marius Arantes Rathsam mariusrathsam@hotmail.com 
São Paulo

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MENTEM DESCARADAMENTE

É impressionante a capacidade da mídia do PT. Eles sabem como atingir na mosca grande parte dos brasileiros, principalmente aquela “domesticada” a viver de esmola. Este pacote de Dilma não é nada mais, nada menos, que tudo o que já existe e não é cumprido. Não existe diferença entre ladrões, ladrão é ladrão e, na melhor das hipóteses, tem de ser preso ou, como em alguns países, ter a mão decepada. Este negócio de maior punição é tapar o sol com peneira, um fio de esperança numa hora drástica. Pode servir para os asseclas, não para os “capôs” que são presos em celas com toda a regalia e rapidamente liberados para o conforto da prisão domiciliar, de onde continuam trabalhando e produzindo, exatamente como os traficantes fazem das cadeias. Uma coisa que também não consigo entender é por que Dilma tem de “avisar” Lula e a direção do PT sobre seus atos. Satisfações ela tem de dar ao povo que a colocou lá em cima em troca de “bolsas”.

Leonidas Ronconi ronconileonidas@gmail.com 
São Paulo

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DO DISCURSO À AÇÃO

Para que a presidente Dilma passe do mero discurso à ação sobre estar querendo combater a corrupção, sugiro que ela indique ao Supremo Tribunal Federal (STF), para a vaga do ex-ministro Joaquim Barbosa, o juiz federal Sérgio Moro. Isso porque, além de cair nas graças do povo, estará indicando um candidato que jamais será reprovado pelo Senado, sob pena de a população cobrar caro a eventual recusa do nome pelos políticos. E também o estará tirando da presidência das ações penais nascidas da Operação Lava Jato, e lá, no Supremo, ele não poderá julgar os processos que tiveram início na Lava Jato.

César Augusto Moreira drcam@terra.com.br 
Ribeirão Preto

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LENIÊNCIA OU PATIFARIA

A patifaria (sacanagem) está ínsita no decreto que regulamenta a Lei Anticorrupção assinado pela presidente Dilma quando refere que cabe, exclusivamente, à Controladoria Geral da União (CGU) celebrar os acordos de leniência empresarial, pior, sob tramitação sigilosa. A patifaria está “sob luz solar”, porque esse órgão é subordinado, e por inteiro, ao Executivo Federal, este que mandará e desmandará a seu bel prazer, segundo os interesses “conjunturais” (expressão tão a gosto dela). Não parece que se possam reprimir os “malfeitos” com a raposa cuidando do galinheiro, nem ficam garantidos os parâmetros dos cálculos das multas, nem igualmente as mitigações delas para valores irrelevantes a simbolizar perdões suspeitos. Novamente, vê-se o erário e/ou os interesses da sociedade duvidosamente postos a salvo dos rapinadores. As instituições independentes que devam comandar as eventuais leniências são o Tribunal de Contas da União (TCU) e o Ministério Público Federal (MPF), ambas libertas do jugo palaciano. Prover a CGU de atribuição isolada para o enfrentamento de desmandos criminosos empresariais, com características de julgamento, é retrocesso antijurídico, antiético, contrário aos princípios republicanos e que ferem disposições constitucionais e institucionais.

Celso Tosi celso.tosi@terra.com.br 
São Paulo

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A NECESSIDADE E A OPORTUNIDADE

A empresa pública, como a Petrobrás, necessita de construtoras para a execução de determinados empreendimentos, como as refinarias de petróleo. As construtoras aproveitam a oportunidade para aplicar o conhecimento de suas equipes técnicas na execução dos serviços. As construtoras necessitam de continuidade nos serviços para prosseguir oferecendo empregos, ocupando suas equipes e seus equipamentos. Administradores da empresa pública e políticos do partido detentor do poder aproveitam a oportunidade para extorquir as construtoras. A empresa pública paga a conta e as construtoras e seus dirigentes são punidos. Os políticos do partido detentor do poder continuam felizes, para sempre. Temos a Operação “Lava Jato”.

Alfredo Mário Savelli a.m.savelli@uol.com.br
São Paulo

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O ESQUEMA

É fácil de calcular as licitações de serviços públicos. Reúnem-se um grupo de 6 empreiteiras e calculam a obra a realizar no valor de US$ 60 milhões, já com o lucro integrado. Preço final para a licitação: US$ 120 milhões. Cinco delas entram na licitação com preços variados, naturalmente acima daquele que vai vencer a disputa. O esquema é o seguinte: US$ l,5 milhão para cada uma das empreiteiras que vão perder a concorrência, num total de US$ 7,5 milhões. US$ 36 milhões para as pessoas que autorizam a licitação. Mais US$ 6,5 milhões para as empresas de consultoria ou “fornecedoras” de material, para o pagamento dos impostos correspondentes à defasagem de US$ 36 milhões do caixa da empreiteira vencedora da licitação. Tudo de forma perfeitamente legal.  Naturalmente, quem não entrar no esquema não participa da licitação e, consequentemente, não tem serviço nem trabalho. As empreiteiras revezam-se na obtenção das obras, combinando entre si quais as mais convenientes para o trabalho. De acordo com o organograma do serviço a realizar, são efetuados os pagamentos correspondentes aos interessados, de acordo com o andamento da obra e a obtenção dos recebimentos.

Roberto F. Ferrero robertofranciscoferrero@gmail.com 
São Paulo

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A LAVA JATO E AS DEMISSÕES

Somos vítimas desta corja que se aproveitou da Petrobrás e da febre pré-sal para enriquecer ainda mais. Meu marido trabalhou no Rio de Janeiro, no Recife e em Três Lagoas. Está desempregado há 3 anos, somente com pequenos bicos. Vemos que todas essas obras ligadas ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) foram paralisando aos poucos, deixando um rastro de trabalhadores sem receber, obras inconclusas e cidades destruídas. Obras que estão com 70% de sua construção feita e que, agora, paradas, serão perdidas, assim como todo o investimento nelas depositado. Eles não roubaram só o dinheiro, mas nossos sonhos, nossa vida e nossa dignidade. 

Ana Luiza Toledo anasodero@hotmail.com 
São Paulo

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O VILÃO DO DESEMPREGO

Pelo título do texto de Renée Pereira publicado no “Estadão” em 22/3, “Lava Jato e ajuste fiscal freiam obras e provoca milhares de demissões” (página B1), devemos concluir que os responsáveis pelo desemprego são a Operação Lava Jato e o ajuste fiscal. Será? A Operação Lava Jato, que já levou vários empresários do ramo da construção civil para a cadeia, está combatendo a corrupção que se instalou nas obras públicas e que praticamente quebrou a maior empresa brasileira, a Petrobrás. E o ajuste fiscal está sendo implantado para salvar a economia brasileira, que, graças à incompetência da presidente Dilma Rousseff, encontra-se na UTI. Portanto, não podemos condenar a Lava Jato e o ajuste fiscal pelo desemprego, e sim os verdadeiros responsáveis por esta crise: todos os políticos e empresários que dilapidaram os cofres públicos e a presidente Dilma Rousseff, que, com sua política econômica errônea, levou o País para a recessão. Além do desemprego, também vamos ter de conviver com a alta dos preços públicos, com a alta dos alimentos, com a alta da inflação, com a alta da taxa de juros, etc. É por isso que milhões de brasileiros foram às ruas no dia 15/3 e pediram a saída de Dilma da Presidência, pois ela não tem condições mínimas de continuar no cargo, conquistado graças às mentiras contadas durante a última campanha eleitoral. Quanto antes ela renunciar, menos desgaste para ela e sua família, pois dia 12/4 vai ser maior.

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br 
Americana

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CORRER OU NÃO?

Acaso venha a ser comprovado pela delação premiada que Dilma Rousseff sabia de toda a roubalheira na Petrobrás, então ela será destituída do poder por quebra de decoro. Caso ela venha a renunciar devido a fortes pressões, ainda que venha a haver impeachment, o vice-presidente, Michel Temer, está no mato sem cachorro – se ele correr o bicho pega e ele parar o bicho come, porque ele vai ter de assumir a herança maldita deixada por Dilma e será o fim da sua carreira política (e isso deve estar perturbando o seu sono). Dessa Aécio Neves escapou por pouco.

José Carlos de Castro Rios jc.rios@globo.com 
São Paulo 

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DESVIOS NA PETROBRÁS – QUEM COMEÇOU?

É ridícula a discussão. Todo mundo sabe. Mas é só mais uma confirmação de que empresa pública é ninho de pilantras que querem enriquecer, e o País que “se dane”. É o que acontece com “todas”, todo mundo sabe. E quem são os pilantras? Os políticos, claro, como se queria demonstrar. Ao criar a Petrobrás, havia a intenção de fazê-la uma empresa mista, inclusive com a administração pública e privada. Os políticos torpedearam a ideia e nasceu, então, uma Petrobrás “estatal”. Seus maus efeitos estão absolutamente confirmados. Quem começou? O primeiro diretor colocado na empresa indicado por políticos. Nos anos 1960, eu trabalhava numa nova empresa de transportes que ofereceu seus serviços à Petrobrás e não conseguiu realizá-los em razão da alta taxa de comissão solicitada pelo funcionário contatado. Desde então, o sistema continuou, tendo aumentado muito em valores e no início do governo petista, que colocou pessoas em lugares estratégicos, como todo mundo sabe e como se confirmou com a Operação Lava Jato. Esta é apenas uma das surpresas que o contribuinte vai ter ao se verificarem “todos” os fundos de pensão do funcionalismo público, todos controlados pelo PT. Também todas as estatais, como Correios e Eletrobrás. Bancos e seguradoras, provavelmente. A esta altura e com os exemplos que já temos, aparentemente todas as estatais têm roubos, atualmente, sob o comando do PT e de associados, talvez. Por isso prefiro sociedades mistas quando necessário, em que roubos são menores e menos ousados.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br  
São Paulo

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DELAÇÃO PREMIADA

Duas pessoas podem trazer felicidade para milhares de brasileiros: o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, e O ex-diretor de Serviços da Petrobrás Renato Duque. Basta um gesto de patriotismo, ou seja, concordarem com a delação premiada.

Luiz Bianchi luizbianchi@uol.com.br  
São Paulo

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Quando os petistas se defendem das acusações no caso da Operação Lava Jato, seus argumentos têm a consistência de uma paçoquinha. Presídio neles!
  
Roberto Hungria rosohu@bol.com.br  
Itapetininga

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‘BOCA DO INFERNO’

“Neste mundo é mais rico o que mais rapa...” Naquela época (1600) já existia muita corrupção no Brasil. O soneto do grande poeta baiano Gregório de Matos, o “Boca do Inferno” (1636-1696), inspira uma análise profunda da atual política brasileira. O que diria hoje o poeta sobre a Petrobrás, se fosse vivo?

Devanir Amâncio devaniramancio@hotmail.com 
São Paulo

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A QUEDA DO BOEING NA FRANÇA

O acidente da companhia Germanwings, ocorrido no sul da França e vitimando 150 passageiros, está dando uma lição ao governo brasileiro, que não soube respeitar a dor dos familiares das vítimas no fatídico acidente da TAM ocorrido em São Paulo, em 2007. O governo brasileiro, conduzido por Lula, praticamente ignorou a tragédia. Enquanto as famílias choravam seus mortos, o governo do PT se preocupava em salvar a própria pele, mascarando os erros da TAM, da própria Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e da Infraero. Lamentável!

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com 
São Paulo

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‘ACIDENTE AÉREO NA FRANÇA MATA 150’

Esses foram os dizeres da manchete em primeira página do “Estadão” de ontem. Acidentes rodoviários matam quase o mesmo número diariamente no Brasil e não são notícia nem na última página. Lamentável, para dizer o mínimo, este número absurdo por culpa dos motoristas, das estradas e de nossas leis.

Ronaldo José Neves de Carvalho rone@roneadm.com.br  
São Paulo 

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QUEDA DE AVIÃO

Pergunta que não quer calar: se um piloto pode controlar um drone do solo, por que um hacker russo, ou chinês, ou norte-coreano não poderia derrubar um Airbus? Afinal, seus controle são todos eletrônicos... Putin ou o louco Kim podem estar testando uma terrível arma cibernética. Te cuida, FAB.

Renato Pires repires49@gmail.com 
Ribeirão Preto

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O IRÃ E O APOCALIPSE

Convidado pelo Congresso norte-americano, o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu disse em longo discurso, no dia 3 de março, que os parlamentares americanos, entre fazer um mau acordo nuclear com os iranianos e não fazer nenhum acordo, a segunda opção seria a mais viável não só para o povo israelense, como também para os Estados Unidos e demais países do mundo. Um acordo que facilite a proliferação de usinas de enriquecimento do urânio daria ao Irã a capacidade de construir tantas bombas atômicas quantas quisesse para alimentar o seu maior desejo, que é a destruição do Estado de Israel. O grande perigo que está embutido nesse acordo é o fato de que, capacitado o Irã, este iria fornecer elementos para que a Coreia do Norte também pudesse fabricar artefatos nucleares, espalhando terror pelo mundo. O Aiatolá Ali Komeini, Líder Supremo, mais sectário do que o próprio presidente Hassan Rohani, é o maior desafeto de Israel, que depende dos Estados Unidos para manter os antigos persas em rédea curta. Diante desse perigo, atravessar o Mar Vermelho foi fácil.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com 
Vassouras (RJ)

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EUA E ISRAEL NA ONU

Demorou, mas enfim os EUA irão reavaliar seu apoio a Israel na ONU. A reeleição do primeiro-ministro israelense Netanyahu – que é contra a criação do Estado palestino – faz com que os EUA tenham de mudar de posição no Oriente Médio. Chega de dois pesos e duas medidas e de Israel ser protegido e beneficiado pelos EUA, em prejuízo e detrimento do pobre povo palestino. Chega de injustiça e opressão. Os EUA não podem mais bancar e financiar Israel e deixar os palestinos à míngua, contribuindo para o caos na região.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br 
São Paulo

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ESTADO ISLÂMICO NO BRASIL

Num país onde a educação se mostra tão frágil, tão insípida, um propósito é tudo o que falta a milhares de jovens carentes de perspectivas de futuro. Não há dúvida que, se a informação sobre o Estado Islâmico estar recrutando pessoas no Brasil for procedente, corre-se um grande risco. Entretanto, o extremismo religioso é apenas uma forma de cooptar pessoas. Há muitas outras, sobretudo aquelas que dirigem os recrutados ao mundo do crime. Se o Congresso Nacional estiver apto a votar uma lei específica de combate ao terrorismo, coibindo a inserção do califado do terror em solo tupiniquim, que assim seja. Mas e o “califado interno”? Quantos jovens mais, em diferentes paragens nacionais, permanecerão sendo cooptados pelo mundo pernicioso das drogas, por exemplo? Hoje a comunidade internacional combate os membros do Estado Islâmico. No Brasil, o empenho deveria ser semelhante com os civis. Aqui, o tráfico constitui modelo de negócios dos mais rentáveis.
 
Gabriel Bocorny Guidotti gabrielguidotti@yahoo.com.br 
Porto Alegre

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LEI ANTITERRORISMO

Não temos nada que caracterize o terrorismo como crime e estamos sujeitos a uma invasão de pessoas associadas com o terror. E isso é o que acontece no país onde já foram identificados laços do grupo Hezbollah com o PCC. A Polícia Federal já divulgou isso desde 2008. Os EUA consideram a região da tríplice fronteira infiltrada pelo terror e o governo brasileiro se nega a admitir tal fato. Documentos divulgados pelo jornal “O Globo” já apontam estes laços desde 2006, quando traficantes libaneses ligados ao Hezbollah comercializam com o PCC vendendo armas, e estes garantem aos estrangeiros proteção nos presídios, caso sejam presos. E por que o governo do Brasil não aceita essas informações e não se preocupa em aprovar uma lei antiterror? Simplesmente porque os esquerdistas e os movimentos ditos sociais não querem ser caracterizados como terroristas, já que o que pregam e o que fazem em suas invasões e ações nas cidades e estradas são atos terroristas. Estamos expostos e sujeitos a organizações radicais internacionais e facilitando criminosos comuns a obterem armas e drogas simplesmente porque temos estes grupos que nada fazem de útil para o País. E com a aproximação da Olimpíada, o que fará o Brasil para coibi-los?
 
Maria Tereza Murray terezamurray@hotmail.com
São Paulo

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É URGENTE

Diante do vandalismo dos ataques cada vez mais frequentes do Movimento dos Sem-Terra (MST) às propriedades privadas Brasil afora, é absolutamente imperiosa a aprovação da lei antiterrorismo pelo Congresso Nacional, com a máxima urgência. Terrorismo é crime hediondo. Basta de impunidade!

J. S. Decol  decoljs@globo.com 
São Paulo

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UMA CPI PARA O MARACANÃ

Quer dizer que o Maracanã, cuja reforma ficou em R$ 1,2 bilhão – o que daria para fazer um novo estádio e ainda sobraria dinheiro –, não resistiu a uma chuva forte, ou temporal, como preferirem. O gramado alagou, ficando impraticável, a ponto de a partida ter de ser suspensa. Não me lembro de fato semelhante no velho Maracanã. Além de apresentar goteiras... O governo Sergio Cabral, gestão sob a qual foi reformado, acatava todos os aditivos. Esta obra merece uma CPI.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com 
Rio de Janeiro

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