Fórum dos Leitores

GOVERNO DILMA

O Estado de S.Paulo

27 Março 2015 | 02h04

Ministro sem noção

O ministro Aloizio Mercadante não tem noção do impacto de suas palavras na opinião pública. Dizer a esta altura que cortar ministérios não resolve o problema fiscal do Brasil é óbvio. Não se trata de enxugar a máquina pública para economizar centavos e resolver o problema econômico, mas, sim, de dar exemplo de austeridade à população, que acredita que o excesso de ministérios é sinal de esbanjamento, desperdício. Este governo tem o estigma de esbanjador, haja vista que a própria presidente afirmou que "gastar é vida". O sr. Mercadante depois não reclame que o ex-presidente Lula deseja vê-lo fora da Casa Civil. Sua sorte é que Dilma é teimosa e está desobedecendo ao seu criador. Não sei aonde isso vai dar!

MÁRIO NEGRÃO BORGONOVI

marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

Corte de ministérios

A presidente Dilma não precisa preocupar-se em cortar ministérios, basta cortar-lhes as verbas. A maioria deles nem existe.

LUIZ FRID

luiz.frid@globomail.com

São Paulo

E os 'aspones'?

Dilma Rousseff está cortando tudo, menos os seus 23 mil assessores diretos!

EUGÊNIO JOSÉ ALATI

eugeniojalati@gmail.com

Campinas

Fazendo as contas

Aos três meses de vida a "pátria educadora" soma três ministros rolados: da Educação, do Turismo e da Comunicação Social (o sargento dos cabos eleitorais robôs). E quando abril chegar estaremos no nono mês com a vaga do ministro Joaquim Barbosa desocupada no Supremo Tribunal Federal (STF). Vale lembrar que tão logo a presidenta se decida, o nome proposto só vira ministro depois de aprovado pelo Senado (presidido por Renan Calheiros, investigado na Lava Jato, que pode ser julgado pelo STF).

LEO COUTINHO

leo.coutinho@uol.com.br

São Paulo

Documento real

A solução para o governo preencher a vaga do ex-ministro da Secretaria de Comunicação é simples, basta chamar João Santana.

MARIA LUCIA RUHNKE JORGE

mlucia.rjorge@gmail.com

Piracicaba

Ambiente insuportável

Por que três ministros saíram nos primeiros 83 dias do novo mandato da presidente Dilma? Os reais motivos são desconhecidos e jamais serão revelados. O ambiente frequentado pelo primeiro escalão deve estar simplesmente insuportável. Faltam comando, seriedade, credibilidade, verdade, ética profissional. E falta dinheiro. Sobram denúncias, insatisfação popular, divergências políticas, vergonha de participar desse teatro que convence apenas 7% da população. Que vexame, que vergonha para a "presidenta"! Nem a equipe que essa senhora comanda quer encarar a empreitada por quatro anos.

JOSÉ CARLOS SARAIVA DA COSTA

jcsdc@uol.com.br

Rio de Janeiro

Quem te viu e quem te vê

O senador Renan Calheiros (PMDB-AL) exigindo do Poder Executivo regulamentação de lei? Exigindo austeridade nos gastos públicos? Querendo redução de ministérios? Será que também pretende devolver os ministérios em poder do PMDB? Realmente, parece que há algo de estranho acontecendo no reino tupiniquim. Quem viver verá.

ARLETE PACHECO

arlpach@uol.com.br

Itanhaém

Canastrice

À primeira vista nos parece que a Câmara dos Deputados e o Senado, ambas as Casas lideradas pelo PMDB, estão batendo de goleada no governo do PT, mas o que estão fazendo mesmo é outra encenação para distrair a população dos problemas gravíssimos que estamos enfrentando - e dos quais tanto o PT quanto o PMDB são partícipes. Ora, se quer mesmo reduzir o número de ministérios e de cargos, por que o próprio Renan Calheiros não abre mão dos muitos cargos que acumula? Por que o PMDB não abre mão dos seis ministérios que detém, dando assim o exemplo? Outro engodo é mudar a correção dos débitos dos municípios, o que ocasionará enorme prejuízo aos cofres públicos e acenará a bandeira branca para os prefeitos gastarem à vontade. Por certo a pressão sobre Dilma dará certo, pois ela mesma mudou a Lei de Responsabilidade Fiscal, já que não conteve a sua vocação devoradora de recursos. No fim das contas, ambos os partidos estão jogando pra torcida e nenhum sairá derrotado. Quem perde é o contribuinte, que mesmo contra a sua vontade tem de bancar essa canastrice. Já que querem cooptar adesões, por que esses legisladores não corrigem a tabela do Imposto de Renda a nosso favor?

CARMELA TASSI CHAVES

tassichaves@yahoo.com.br

São Paulo

CRISE DE ENERGIA

Eduardo ao sol

O Estadão de ontem anuncia que o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, vai pôr um monte de placas solares na Hidrelétrica de Balbina (AM) como forma de resolver o problema da falta de energia em Manaus. O ministro, que foi duas vezes governador do Amazonas, prefeito de Manaus e líder do primeiro (des) governo Dilma, deveria - antes de entrar em nova aventura com o dinheiro dos contribuintes - explicar: 1) Por que o linhão de 1.800 km (com torres de até 280 metros) entre a Hidrelétrica de Tucuruí (PA) e Manaus chegou à cidade e ainda não está sendo utilizado? Será que o "planejamento" da gerenta só tinha dinheiro para as empreiteiras fazerem o mais caro, o desmate e a construção do linhão, e faltou para as usinas transformarem a energia para fábricas e lares? 2) Por que os des(governos) Lula-Dilma, sendo ele governador do Amazonas, pagaram quase quatro vezes o orçamento "planejado" inicialmente para a construção de um gasoduto (Coari-Manaus) que chegou à cidade e até hoje é um traço na geração de energia em Manaus?

WILLIAM NAZARÉ G. GAMA

williamnazare.gama@gmail.com

Atibaia

CORRUPÇÃO

Pau que nasce torto...

Infeliz a comparação do ministro Jaques Wagner (PT-BA), da Defesa, entre a crise atual e a do governo Lula, em 2006. O ex-presidente foi reeleito apesar do mensalão, pois se acreditava, à época, que Lula de nada sabia. Já o petrolão demonstra que o projeto petista de perpetuação de poder nasceu com a ascensão de Lula à Presidência da República e, portanto, com sua bênção. Ministro, o povo não é mais ingênuo, está cansado de ser enganado e já aprendeu que pau que nasce torto morre torto.

LUCIANO HARARY

lharary@hotmail.com

São Paulo

OPERAÇÃO ZELOTES

Os governos petistas nos trouxeram enormes surpresas desagradáveis. Além de arrasarem a economia do País, como a imprensa está exausta de relatar, são os governos recordistas em encontrar e participar de desvios de dinheiro público como o mensalão, o petrolão e, agora, iniciada ontem, a Operação Zelotes, que investigará imensos desvios praticados no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), uma espécie de tribunal da Receita Federal. O montante desviado estimado inicialmente é de R$ 19 bilhões, o que a coloca entre as maiores fraudes já ocorridas no setor público no País – a Lava Jato (petrolão) custou aproximadamente R$ 10 bilhões. Enquanto isso, nesta semana, o governo federal decidiu congelar a revisão das condições de pagamento da dívida de Estados e municípios com a União, pois isso geraria um custo adicional de R$ 3 bilhões em 2015. Dá para perceber claramente o efeito desses roubos de dinheiro público. O Brasil tem um governo de má qualidade, que trouxe recessão, inflação e paralisação da economia, juntamente com imensos roubos de dinheiro público. A incompetência e a participação nos desvios demonstram a necessidade imediata de troca de governo, com rápida destituição da presidente Dilma e de seus ministros.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br  
São Paulo

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MENSALÃO E PETROLÃO

Na entrevista publicada na edição de 26 de março, o atual ministro da Defesa, o petista Jaques Wagner, observou que viveu momentos semelhantes ao da crise atual quando do estouro do escândalo do mensalão, no primeiro governo Lula, para concluir que o ex-presidente da República se elegeu, assim mesmo, em 2006. Lembrei da já famosa frase: “É a economia, estúpido!”. Naquela época, como a economia ainda estava melhor, o marketing mentiroso colava. Dadas as dimensões do petrolão, pegando de novo o governo petista, e a realidade econômica que grita contra a mentirosa propaganda governista, Lula precisa continuar a fazer de conta que faz oposição a Dilma, enganando mais uma vez aquela parte da sociedade que ainda depende de programas assistencialistas, para poder se apresentar como salvador da Pátria e tentar faturar em 2018.
 
Ana Lúcia Amaral anamaral@uol.com.br 
São Paulo

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CRISES

O sr. Jaques Wagner declarou: “Crise atual lembra mensalão”. Pelo visto, ele não se lembra de que era líder de Collor no Congresso por ocasião do impeachment deste.

José Gilberto Silvestrini jgsilvestrini@gmail.com 
Pirassununga

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DEFESA NACIONAL

Excelente o artigo do almirante Mario Cesar Flores intitulado “Defesa nacional”, publicado neste jornal em sua página A2 em sua edição de 26 de março. Com certeza o ministro da Defesa não o leu e não o lerá, uma vez que seu único interesse são as questões eleitorais. Quem tiver alguma dúvida sobre as competências e os interesses do ministro pode reportar-se ao que disse em entrevista (26/3, A8) ao jornal. Entre outras irrelevâncias, disse o ministro: “Eu já vivi momentos, não iguais, mas semelhantes, seja pessoalmente, seja no governo do ex-presidente Lula. Eram situações muito ruins, difíceis e ele (Lula) ganhou as eleições (em 2006)”. Para esse ministro e para o restante da quadrilha, o bem do País não tem o menor interesse, o mesquinho objetivo dessa gente é ganhar eleições, custe o que custar, para continuarem  agarrados às tetas do Estado, sugando-o até às últimas gotas. Como diria o Jeca Tatu, de Lobato: ou o Brasil acaba com o PT ou o PT acaba com o Brasil. O PT vai conseguir o que as saúvas não conseguiram.

Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br  
Campinas

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CARTAS MARCADAS

A ex-presidente da Petrobrás Graça Foster disse ontem, na CPI da Petrobrás, que nunca soube de licitações com cartas marcadas. Só ela, porque todos sabem. É o que mais tem ali. Já no edital há indícios de para quem está direcionada a licitação. Todos sabem quem será o vencedor, menos ela. Diante dessa declaração, não dá para falar mais nada.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com 
Rio de Janeiro

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QUE EMPRESA É ESTA?

Na CPI da Petrobrás, ontem, foi dito pelo relator e confirmado por Graça Foster, ex-presidente da estatal, que as auditorias interna e externa, o TCU, a diretoria jurídica da empresa, o Conselho de Administração, a diretoria nem denúncia de empregados e suas associações viram qualquer irregularidade no que acontecia na empresa. Foi dito, ainda, que o esquema de corrupção foi descoberto pela Polícia Federal. Penso que todos os citados ficam a brincar com seus celulares o tempo todo. Fazendo analogia à frase “que país é este?”, pergunto: “Que empresa é esta?”. 

Paulo H. Coimbra de Oliveira ph.coimbraoliveira@gmail.com 
Rio de Janeiro

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DESGRAÇAS

No Brasil há duas desgraças devastadoras: a Foster e a muito maior, a Rousseff.

Mário A. Dente dente28@gmail.com
São Paulo

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VERGONHA

Graça Foster se diz “envergonhada” por propina na Petrobrás. Será que ela imagina como estão se sentindo os milhares de brasileiros que utilizaram seu FGTS para comprar ações daquela empresa? Presumo que não...

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com 
Jandaia do Sul (PR)

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CONCLUSÃO FÁCIL

Como até agora a ex-presidente da Petrobrás sra. Graça Foster foi a única a dizer que tem vergonha dos acontecimentos na companhia, chegamos a uma conclusão muito fácil: todos os demais de algum modo envolvidos, inclusive a atual e o ex-presidentes da República, são um bando de sem-vergonha.

Eduardo A. Delgado Filho e.delgadofilho@gmail.com 
Campinas

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O GOVERNO E A CORRUPÇÃO

O artigo do ilustre jurista Modesto Carvalhosa (“O patético pacote anticorrupção”, 23/3, A2) é uma preciosidade e expõe o assunto da corrupção com uma clareza admirável. Contudo, é curiosa, senão estranha, a sua pequena repercussão nos jornais da televisão, que têm audiência considerável e onde, até hoje, não constatei nenhuma referência ao assunto. Afinal, o público desses jornais precisa conhecer esses fatos por meio de uma linguagem clara e acessível, mas que bem descreva mais esta mentira do governo.

Alvaro da Costa Carvalho acoscar@ig.com.br 
São Paulo

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OS ‘GATOS’ NO BNDES

A já famosa frase do ex-presidente Lula “nunca antes governo nenhum deste país” e que deve ser incorporada ao folclore nacional, senão no anedotário tupiniquim, vem se mostrando de uma exatidão extrema. Mas não no sentido que lhe quis dar o seu criador, mas no sentido mais pejorativo possível. Não passa um dia sequer sem que a imprensa nos revele uma nova maracutaia do governo Dilma Rousseff, que foi conduzida ao posto máximo da Nação sob a alcunha de “gerentona”, obra e graça de seu criador. Ontem não poderia ser diferente. A novidade veio na coluna de Celso Ming, no caderno de “Economia & Negócios”, página B2, sob o título “O gato no BNDES”. Revela o autor, como o anunciado pelo jornal “Valor”, que o BNDES foi, ao longo do primeiro mandato da “nossa gerentona”, uma enorme fonte de distorções. E foi feliz em comparar o que foi executado ao gato que alguns populares no roubo da energia elétrica ou dos sinais de TV. O BNDES instalou um gato ligado diretamente ao Tesouro, retirando de lá recursos que não estavam no Orçamento da União e, portanto, sem prestar contas ao Congresso Nacional. E acrescenta Celso Ming: no passivo de BNDES estão nada menos do que R$ 450 bilhões em gatos desse tipo, ao longo de vários anos. No texto não é informado em quais anos e, assim, essa “esperteza” poderá inclusive ter-se iniciado durante o governo Luiz Inácio Lula da Silva. Ao ler tamanho absurdo, lembrei-me de pronto das obras construídas em Cuba com o dinheiro do BNDES, a modernização do Porto de Mariel, com US$ 802 milhões, ainda em 2009 e, mais recentemente, US$ 290 milhões para a criação de uma área especial industrial junto do porto. O BNDES também aprovou um financiamento para a modernização de aeroportos cubanos, no valor de US$ 150 milhões. O argumento da presidente é de que todas essas obras estão sendo executadas pela Construtora Odebrecht. Mas é claro que tais financiamentos deveriam ter sido destinados para a modernização da nossa infraestrutura, como, por exemplo, a modernização do Porto de Santos, que congestiona durante a exportação da nossa safra agrícola, e as melhorias no Porto de Itaqui, no Maranhão, para igualmente desafogar a exportação da safra agrícola. E, agora, vai sobrar para o ministro Joaquim Levy reorganizar o BNDES e acabar com essa verdadeira festa, que, aliás, sempre foi insustentável, e agora chegou a hora de pagarmos a conta. E a presidente ainda vem a público pedir a cooperação da população para o ajuste fiscal, que será necessário exatamente para pagar essa e muitas outras maracutaias efetuadas ao longo dos anos de governos do PT.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br 
São Paulo

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ÁRDUA TAREFA

Sr. Joaquim Levy, espero, como todos os brasileiros patriotas, que aguente e que siga em frente com todo o seu projeto de levar este maravilhoso Brasil ao seu lugar de direito. Que não ceda à volta ao retrocesso e à vergonha que os criminosos estão levando este país! Todos os patriotas brasileiros o acompanharão nesta árdua e única escolha para a correção dos rumos. Obrigada, ministro!

Pirjo Annikki Lehto-Gomes nickylehto@uol.com.br 
São Paulo

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AS CONTAS DO BNDES

E então, dona Dilma, se o PT está tão empenhado em combater/esclarecer a corrupção no Brasil, por que não abrir as contas do BNDES? Para os energúmenos de plantão que justificam a corrupção “como sempre existiu”, investigue desde o governo de FHC, mas fornecendo dados dos favorecidos e valores, desde o início até a data atual. Ou será que a força tarefa ainda não conseguiu ligar os laranjas aos energúmenos de plantão? Você não acha que está na hora de enfrentar e de começar a fazer alguma coisa para este povo ordeiro, trabalhador e pacato? Ou vou continuar a finalizar minhas cartas ao “Estadão” com o refrão “pobre povo brasileiro”.

Tanay Jim Bacellar tanay.jim@gmail.com 
São Caetano do Sul 
   
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ÀS CLARAS

Nos últimos três anos houve um desembolso pelo BNDES de quase R$ 600 bilhões, segundo gráfico da coluna de Celso Ming (26/3). Trata-se de montante altíssimo, que daria para comprar várias Krafts, por exemplo. Pelo montante mais do que relevante, seria necessário que o BNDES apresentasse à população um balanço dos resultados alcançados com sua política de concessão de crédito. Setores beneficiados, nomes das empresas, montante recebido, finalidade do empréstimo, etc. Houve benefício real na geração de empregos? A população pede mudanças na prática política e econômica. O BNDES poderia dar um bom exemplo praticando a transparência.

Sergio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br 
Indaiatuba

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PERGUNTA AO PRESIDENTE DO BNDES

Consta na internet que o senador Álvaro Dias, do PSDB, fez uma interpelação ao presidente do STF, com base nos dizeres da Constituição federal, sobre quais foram os montantes das doações feitas em dólares pelo BNDES a diversos países e com que finalidade – entre elas, obras como R$ 1,5 bilhão para o metrô de Buenos Aires, R$ 1 bilhão para o metrô do Panamá, R$ 732 milhões para as linhas 3 e 4 do metrô de Caracas, R$ 682 milhões para o Porto de Mariel, em Cuba, R$ 350 milhões para uma barragem no Rio Moamba, em Moçambique, e outras mais. Gostaria de saber do sr. Luciano Coutinho, presidente do BNDES, como a nossa presidente Dilma autorizou essas doações, se foram de “boca”, como diz o ex-presidente Lula, ou por escrito.

Raul S. Moreira raulmoreira@mpc.com.br 
Campinas

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TETAS ANTIGAS

Por contingência de oficio, tenho em meu poder a revista “Fundição e matérias-primas”, ano 1, n.º 5, de março de 79 – portanto reportagem feita há 36 anos – em que era veiculada notícia sobre empresa do senhor Agripino Maia, hoje senador, cujo conteúdo dava conta de que foram concedidos empréstimos vultosos para exploração de “coque metalúrgico” de restos de coco. Posso estar equivocado, porém, pelo que sei, a empreitada não foi adiante. Resta perguntar: foi paga e/ou devolvida a quantia tomada do BNDES? Fui levado a essas recordações por notícia do “Estadão” sobre as investigações atuais sobre o nobre senador. Quero deixar claro que não sou petista, dilmista, muito menos lulista, portanto tenho isenção para inferir que as tetas são antigas. Por favor, corrijam-me se estiver errado.

Benedito Antonio Turssi turssi@ecoxim.com.br 
Ibaté

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AGIOTAGEM FEDERAL

A relação fiscal entre as entidades da Federação é muito confusa e privilegia demasiadamente o governo federal. Todas as atividades produtivas são executadas localmente, até o Imposto de Renda de pessoa física e jurídica, imposto federal, é fruto de renda gerada nos municípios. Mas os municípios são os que menos arrecadam deste enorme bolo fiscal, são os responsáveis pelos serviços públicos básicos que a população mais necessita e são os mais cobrados pelos cidadãos. Os Estados também têm sua parcela na arrecadação de impostos e as responsabilidades na prestação de serviços públicos, como educação, saúde, transporte, segurança, saneamento, etc. O governo federal é o mais confortável neste esquema, arrecada os impostos federais de todas as atividades produtivas e econômicas, arrecada o superávit dos municípios e Estados superavitários, retorna uma parcela ínfima e ainda empresta o dinheiro coletado dos Estados para os outros Estados e até para o próprio, cobrando juros extorsivos. Se o governo federal pode prover empréstimos secretos para Cuba e perdoar dívidas dos países africanos, por que não pode fazer o mesmo para os Estados e municípios brasileiros?

Vagner Ricciardi vbricci@estadao.com.br 
São Vicente 

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IGNORÂNCIA, MÁ-FÉ E MUITA DECEPÇÃO

No editorial sobre a dificuldade de aprovação do ajuste fiscal necessário para o Brasil (26/3, A3), ficou bem explicada a importância de haver riqueza para que seja distribuída. Sem aquela nada há para ajudar aos mais necessitados da Nação. Má-fé existe, mesmo, da parte de muitos. Porém essencial para a maioria dos eleitores pensantes e sem má-fé é que o governo não se dispõe a cortar seus gastos, diminuir seus ministérios, enxugar o segundo e o terceiro escalões de cargos públicos, em que o dinheiro pago sob a forma de impostos aviltantes se esvai. É como se, por exemplo, uma família com motorista, mordomo, inúmeros empregados, casas na praia e na serra estivesse passando dificuldades e, ao invés de vender alguns bens, dispensar empregados e procurar gastar menos, achasse que o certo para manter seu estilo faraônico de vida fosse que seus parentes e conhecidos pagassem tudo o que não estão podendo pagar. De minha parte, como pagadora de impostos para essa nação gastadora, com 39 ministérios, podendo ter a metade deles sendo mais eficiente, vejo revolta e decepção na atitude do governo em pedir cada vez mais do povo trabalhador, enquanto continua gastando sem controle nenhum o dinheiro arrecadado.

Sonia Santos constantino114@gmail.com
São Paulo

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AS CONTAS DO GOVERNO

Encomendar estudo para diminuição de ministérios é uma coisa, mas diminuir gastos com cartão corporativo considerados sigilosos é outra, não é, presidenta gerenta Dilma? Apenas nos primeiros meses de 2015 os gastos com este cartão estão bem acima do mesmo período do ano passado. Aí o povo brasileiro pergunta: Mais uma ação para inglês ver, presidenta?

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br   
São Paulo

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A ÚLTIMA PALAVRA

Quando a situação política do País chega ao ponto de o presidente do Senado, Renan Calheiros, afirmar categoricamente que quem vai dar a última palavra será o Congresso Nacional, é sinal mais do que evidente de que chegou a hora de a presidente da República pegar o boné vermelho e sair de fininho. A ingovernabilidade é total. Fora!

J. S. Decol decoljs@globo.com    
São Paulo

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OS POLÍTICOS E O POVO

Vendo como o deputado do PMDB Eduardo Cunha, presidente da Câmara, se movimenta às investidas do governo Dilma e do PT, percebe-se que a ficha dos peemedebistas caiu. Lula, que sempre foi tido como o grande articulador político, está de joelhos, pois hoje seu partido está refém do PMDB, além da crise do petrolão, que afeta diretamente Lula, Dilma e o PT. Se Cunha e Renan estão envolvidos na Operação Lava Jato, o que dizer dos presidentes do Brasil? Abatido pelo PMDB, o PT articula com Kassab a criação de um grande partido para tirar os peemedebistas do caminho – o ministério Kassab já ganhou. Como a política é a arte de enganar as pessoas, ganha aquele que souber enganar melhor.  Convém ficar atento às investidas de Kassab, ele é o grande traidor, aquele que só dá um passo tendo garantidos seus interesses. A derrocada do PT está mostrando que os cidadãos se cansaram das mentiras. Urge que se faça uma reforma política que atenda aos interesses do País, pois as ruas estão mandando seu recado.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com 
São Paulo

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PARLAMENTARISMO JÁ
 
Carlos Matheus (“A crise é institucional”, 25/3, A2) tocou no nervo da problemática brasileira atual: o canhestro e enviesado presidencialismo criado pelos republicanos de 1889, à imagem do regime político norte-americano, com seus erros e sem seus acertos. Sob o parlamentarismo, Dilma, primeira-ministra, já teria sido afastada e eleições gerais, convocadas, para constituição de novo gabinete. Como diz o articulista, todos os países europeus são parlamentaristas, há crises, mas a superação é muito mais factível e imediata. Nosso povo rejeitou o parlamentarismo no último plebiscito, graças à vaidade dos presidenciáveis de sempre, Brisola, Lula, Ulysses Guimarães, Fernando Henrique Cardoso, Orestes Quércia (alguns “parlamentaristas”), os grupos de esquerda e de direita e companhia, que influenciaram um povo que sempre necessita de um Pelé, para não aceitar um governo que não tem uma estrela idolatrada. O resultado está no presente beco, que aparenta não ter saída. 
 
Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br 
São Paulo

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A CRISE INSTITUCIONAL

“O País pode estar rumando para uma crise institucional.” Esse excelente artigo de Denis Lerrer Rosenfield no “Estadão” (23/3, A2) desenha a séria incoerência e aberração predominante tanto no Legislativo como no Executivo. Os seus líderes são mais movidos por interesses políticos e pessoais, quando a sua postura se presume ser de moral, patriotismo e ética. A inédita manifestação de 15 de março evidenciou o total divórcio vigente entre a população e os seus representantes legais. Aliás, essas condições representam as principais barreiras aos tão prementes esforços de restaurar a estabilidade economia do País. Mais grave ainda é o fato de que nenhum dos 594 legisladores (o senador Pedro Simon se aposentou) tenha iniciado um movimento de moralização do Congresso, alma da (pseudo)democracia do Brasil.

Pablo L. Mainzer plmainzer@hotmail.com  
São Paulo

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O IMPASSE POLÍTICO

A nação brasileira passa por um momento de grande impasse político. O governo da situação, representado pelo PT com Dilma Rousseff na Presidência da República, está numa curva ascendente de rejeição como nunca dantes vista num início de mandato presidencial. Pesquisas divulgadas na segunda-feira, dia 23 de março de 2015, pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) confirma pesquisa anterior da Datafolha que apontam a aceitação ao governo no fundo do poço e que a classificação de seu governo como ruim ou péssimo chega a 77,7% dos entrevistados. Outros dados importantes que foram levantados confirmam as manifestações de rua ocorridas dia 15 de março passado: que a maioria do povo, inclusive 44,8% de eleitores que votaram nela, quer seu impeachment, num total de 59,7% dos entrevistados; e 66,8% acham que ela tem culpa no esquema da Petrobrás. Estranhamente remando contra a maré, os partidos da oposição, especialmente o PSDB, não querem o impeachment da presidente. Será que preferem sua continuidade, para maior desgraça da economia brasileira, da fuga dos investidores, do desemprego, da volta da inflação e outras mazelas mais, com os olhos nas eleições de 2018? Quanto mais Dilma no poder, mais a desgraça do PT e do seu presidente honorário, o presidente paralelo do País, Luiz Inácio Lula da Silva, que fatalmente seria prejudicado em sua eventual candidatura presidencial. A situação é tão caótica a Dilma que hoje o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB), e também o do Senado, Renan Calheiros (PMDB), têm mais prestígio que a própria presidente. No que tange à governabilidade cada vez mais difícil, Lula tenta recuperá-la, suas interferências são cada vez mais presentes e suas ações chegam a beirar ao desespero. No campo econômico, Dilma é refém do seu próprio ministro da Fazenda, Joaquim Levy: ou faz o que ele quer ou se demite. Neste aspecto, menos mal à Nação, pior seria se a dependência presidencial fosse por interesses políticos, a exemplo de seu primeiro mandato. Nesse ínterim as redes sociais conclamam o povo a voltar às ruas no dia 12 de abril, e os internautas e alguns grupos de oposição ao governo postam mensagens, vídeos e fotos num movimento antigoverno nunca antes visto nesta nação.

Gilson Marcio Machado gilsonmmachado@hotmail.com
São Paulo

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DISCURSO DEMAGÓGICO

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), após as manifestações populares do dia 15/3, acordou e passou a defender uma reforma administrativa, cobrando do Executivo o corte de ministérios (Programa Menos Ministérios) e de cargos comissionados, para redução dos gastos públicos. Ele pensa que engana quem com esse discurso demagógico? Por que ele e demais congressistas não elaboram o Programa Menos Partidos e, ao invés de triplicar o valor das verbas partidárias, não reduz esse valor pela metade? Por que ele não elabora uma reforma no Poder Legislativo, cortando o número de senadores e deputados federais, os suplentes de senadores, não faça uma reforma política que atenda aos anseios da população e não proteja apenas as mordomias dos congressistas? Quem sabe, após o próximo evento, agendado para o dia 12/4, o nobre senador Renan Calheiros descubra que o povo não é trouxa. 

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br 
Americana

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O OBJETIVO DO PMDB

O objetivo da cúpula do PMDB pela primeira vez está estrategicamente delineado e com perfeitas condições de atingir sua meta: a Presidência da Republica. Mas enganam-se aqueles que pensam que a querem obter pela substituição “forçada” da atual presidente. Eles a querem de forma natural, em 2018, com o País relativamente arrumado, mesmo que contra a vontade dos lulopetistas, para realmente fazerem um governo desenvolvimentista. A dúvida é sobre quem será o candidato.

Jorge Alves jorgersalves@2me.com.br
Jaú 

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O COEFICIENTE E O VICE

O vice-presidente está empenhado em promover mudança no sistema eleitoral para acabar com o famigerado coeficiente eleitoral. Político manhoso como o tinhoso, adentrou na vida pública pela mão de Adhemar de Barros, de quem foi chefe de gabinete da Secretaria da Educação e, inteligente que é, especializou-se na arte de costurar conchavos e convencer as pessoas a apoiar suas convicções absorvendo os ensinamentos de Montoro, Fleury e outras velhas raposas com quem teve contato na sua jornada, ponteada por seis mandatos de deputado, pelo lamaçal da política, até empoleirar-se no estribo da vice-presidência. Qual seria o motivo dessa súbita preocupação em corrigir essa velha excrescência do sistema eleitoral? Há anos o coeficiente está lá deturpando “legalmente” a legitimidade dos resultados das eleições. E para onde estava olhando o vice que não o viu? Deve ter se melindrado com os afagos do governo a Eduardo Cunha, cujo acesso à presidência da Casa não conseguiu impedir. Mas estou torcendo para que consiga seu intento ao se lançar nessa campanha contrária aos interesses do governo do qual é vice, pois, como disse Napoleão: “Do traidor só se aproveita a traição”.

Geraldo Hernandes gherr@ig.com.br 
Santo André

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É HORA DE REAGIR

O velho coronelato está ultrapassado. Hoje, ele existe através do Bolsa Família, da cesta básica, etc., que são programas sociais justos, mas administrados por corruptos e com uma política definida de dominação por meio da exploração da miséria humana. Do projeto inicial dos programas – criação de dona Ruth Cardoso – nada mais existe. O que era um plano de reintegração dessa população à sociedade, por meio da educação e da cidadania, virou uma máquina de compra de votos. Nada mais do que isso. O PT está criando não uma nova classe média, como diz a propaganda nazi-fascista do governo, mas uma classe em que está sendo realizada uma lobotomia como nunca antes na história de qualquer país já se teve notícia – exceção feita à Alemanha nazista (com quem o PT aprendeu as piores lições). Estamos deixando essa parcela da população ser dominada e dirigida pelo mais nefasto governo jamais estabelecido neste país. É hora de reagir.

Geraldo Roberto Banaskiwitz geraldo.banas@gmail.com 
São Paulo

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COMO ANDAR PARA A FRENTE?

Olhando para o cenário político nacional, em que o governo não governa há muito tempo e a oposição não trabalha e tem apenas a obsessão para derrubar a situação, que, aliás, foi reeleita por culpa de quem está na própria oposição e comprou a emenda da reeleição, ficamos sem saber como o Brasil consegue andar para a frente. Estamos atrasados em tantos segmentos que seria inútil numerá-los, não temos avanço científico, nem industrial, nem na educação ou até mesmo no futebol – o atraso é geral. Vencemos e somos campeões apenas nos itens corrupção, baixo IDH, criminalidade e impunidade. Ah, nesses itens somos muito competentes e imbatíveis, eu diria.

Rafael Moia Filho rmoiaf@uol.com.br 
Bauru
 
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QUATRO CONSELHOS

Vendo e ouvindo tanta notícia ruim sobre o governo, informações desencontradas, má gestão das coisas públicas e nulidade de nossa política externa, levando o País a ser desprezado pelo colegiado das nações, gostaria de dar quatro conselhos aos meus compatriotas brasileiros: 1)  Esqueçam este governo. Não produzirá nada de bom fora da área fiscal; 2) trabalhem com denodo, só o trabalho de cada um fará este país progredir; 3) passem a observar a ética, qualquer que seja seu status social; e 4) nunca se esqueçam de que o nosso lema maior é ordem e progresso. Acho que a combinação dessas quatro atitudes purgará o Brasil e o fará ressurgir. 

Jose J. Rosa jjrosa1945@yahoo.com.br 
São Paulo

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SILÊNCIO

Com o Brasil em frangalhos, perguntamos a uma só voz: por onde anda a ex-candidata à Presidência Marina Silva?

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com 
Niterói (RJ)

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ENFIM, UMA LUZ
 
É de louvar a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que impõe a Estados e municípios zerarem seus precatórios num prazo de cinco anos. Um país como o Brasil, que está a buscar a manutenção do selo de “bom pagador” – o “grau de investimento” –  perante as agências internacionais de classificação de risco, não pode continuar sendo “mau pagador” em relação a seus próprios cidadãos.  
 
Silvio Natal silvionatal49@gmail.com      
São Paulo

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PRECATÓRIOS – ADIN 4357

Gostaria, se possível, colocar em discussão a decisão do STF sobre os precatórios (federais). Possivelmente, foram pagos mais de 70 mil precatórios federais previdenciários após a declaração de inconstitucionalidade da correção monetária (TR), em março de 2013, sem a correção pelo IPCA-E. Ocorre que na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2014 o governo corrigiu os precatórios pelo IPCA-E, este fato foi causado pela inconstitucionalidade da correção anterior da EC-62. O STF decidiu que somente os precatórios seriam corrigidos pelo IPCA-E a partir da LDO 2014. Ora, se em ambos os casos a causa foi a mesma, por que este tratamento desigual? Não é possível uma ação de reclamação contra o STF?

José Carlos Bastos bastos.jc@hotmail.com 
Taubaté

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REAJUSTE DO SALÁRIO MÍNIMO

Sobre a matéria “Dilma promete ministério, faz acerto com salário mínimo, mas tem derrota na dívida” (25/3, A4), mais uma vez sinto vergonha e nojo de nosso Congresso Nacional, que, ao invés de legislar em prol do povo brasileiro – ao qual deve respeito pelo fato de que se lá se encontram os parlamentares, fomos nós que os elegemos –, legislam única e exclusivamente em causa própria ou em razão do “toma lá da cá”. Conchavos e alcovas denigrem em muito a imagem de nossos políticos. O povo, ora, este não passa de mero coadjuvante nessa engrenagem podre, corrupta e deteriorada de nossa política. O que esperar, se a reforma política/administrativa é orquestrada, manipulada e realizada por eles próprios? O que esperar quando a prática é bem diferente do que se apregoa nas promessas, nas retóricas de campanha?

José Luiz Lopes dos Santos jllraposo@hotmail.com 
Águas de Lindoia

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DIREITO DE GREVE

Nos últimos dias os paulistanos estão se deparando com diversas greves: de professores, de coletores de lixo, de garis, entre outros. Concordo com que todos devem almejar melhores salários e condições de trabalho, mas quem está sofrendo com as consequências desses movimentos grevistas é a sociedade. A coleta de lixo é, mais que simplesmente um problema de limpeza, questão de saúde pública. A greve é direito garantido no Brasil a todos os trabalhadores, com exceções aos que trabalham em serviços essenciais. Fazer greve e ficar em casa é fácil para algumas categorias pelo fato de continuarem recebendo salário. Se o trabalhador se esforça para conseguir uma promoção, tenho certeza de que o salário dele vai subir independentemente de reposição inflacionária, mais que nas reivindicações das greves, e ele vai ser reconhecido pelo serviço prestado com eficiência, como é o caso dos professores da rede estadual de ensino do Estado de São Paulo, que nos últimos quatro anos tiveram reajuste de 45%, com ganho real de 20% sobre a inflação no período. Além disso, o piso do professor estadual é 26% maior que o piso nacional, e ainda recebem gratificações. O salário-base da categoria no Estado é hoje de R$ 2.416 – na jornada de 40 horas para professores do ensino médio. Não é muito, porém tem sido valorizado nos últimos anos. O que não podemos aceitar são estas greves politizadas da Apeoesp, o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo, que só têm prejudicado os alunos e seus pais nos últimos anos. Já a paralisação dos garis e coletores de lixo tem outro significado, pois a paralisação na coleta foi provocada por causa de uma diferença de R$ 57,00 entre a proposta das empresas de lixo, de 6,5% (abaixo da inflação do período). Garis e coletores reivindicam 11,73%, o mesmo reajuste dado ao salário mínimo estadual e que foi repassado a várias outras categorias, o que é muito justo! O fato é que 130 cidades do Estado estão vivendo um caos em decorrência do acúmulo de lixo nas calçadas e do risco iminente de aumentar ainda mais os casos de dengue, que já passam dos 80 mil confirmados em todo o Estado, ceifando a vida de 70 pessoas, 3 mortes na capital. Para quem transita por ruas e avenidas do ABCD, o que mais se vê são pilhas e mais pilhas de lixo acumulado, trazendo transtornos aos moradores pela proliferação de ratos e baratas, colaborando para o desenvolvimento de vetores de doenças e a proliferação do mosquito da dengue, que em outras cidades do Estado virou epidemia. Cabe ressaltar que, na maioria das 130 cidades que estão com coleta e varrição paralisadas, os aproximados 30 mil trabalhadores são de prestadoras de serviços terceirizadas, o que não tira a responsabilidade das prefeituras de manterem a cidade limpa, pois são elas que recolhem os impostos pagos pelos munícipes.

Turíbio Liberatto turibioliberatto@hotmail.com 
São Caetano do Sul

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O EDITORIAL DO ‘ESTADO’

Cumprimento o jornal pelo editorial sobre a greve dos professores (“Mais uma greve da Apeoesp”, 25/3, A3). Já vi muitas reportagens e artigos tendenciosos, mas este merece um prêmio. Qualquer jornalista que mereça credibilidade deveria, em sua trajetória de investigações, fazer uma pesquisa aprofundada sobre o tema. Primeiro, vamos falar de salários. O reajuste de 45% realizado nos últimos quatro anos não foram reais, pois gratificações foram incorporadas aos salários, sem contar que esses mesmos 45% foram divididos em quatro vezes, ou seja, as gratificações foram retiradas e, depois, inseridas de forma homeopática. Gostaria de saber se tal jornalista comparou a folha de pagamento de um professor com outro funcionário público, de curso superior, em cargo diferente. Sou professor e este sindicato não me representa, aliás, nem sou afiliado a nenhum sindicato. Além de tudo isso, a greve não é apenas por salários, o sr. governador Geraldo Alckmin cortou diversas verbas destinadas à educação. Escolas estão com problemas de infraestrutura, além do abandono mascarado pelo Estado, corte no pessoal de limpeza e monitores em salas do acessa (apenas um por escola), salas superlotadas e falta de recursos como mesas e cadeiras, sem mencionar materiais de necessidade como folhas de sulfite, giz e material de limpeza. O reajuste pleiteado pelo Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) é uma equiparação salarial de perdas ocorridas nos 20 anos do PSDB no governo do Estado.

Samuel Costa sammy.cd@hotmail.com 
São Paulo

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‘MAIS UMA GREVE DA APEOESP’

Com as burras do governo abertas para a demagogia de “escolas para todos”, ainda que educação e informação continuem a lástima que sempre foram, as antigas greves de metalúrgicos entraram em recesso há várias décadas, e surgem as greves dos professores. Claro que as lideranças são as mesmas, todas imbuídas dos ideais comunistas que ainda embalam as farras dos sindicatos, sejam lá onde forem. O PT na realidade apenas colhe o que plantou: o sindicalismo pelego oriundo nos metalúrgicos do ABC.

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com
São Bernardo do Campo

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GREVE DOS PROFESSORES

A despeito dos baixos salários e das difíceis condições de trabalho, na queda de braço entre o corporativismo da Apeoesp e a negligência do governo de Estado quem perde é a educação do Estado de São Paulo, crianças e adolescentes do Brasil.

Maria Isis Meirelles Monteiro de Barros misismb@hotmail.com 
Santa Rita do Passa Quatro

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IRREALISMO DISCURSIVO

Mesmo tendo votado declaradamente no governo do sr. Geraldo Alckmin (PSDB), nas eleições de 2014 e em eleições anteriores, e mesmo tendo tido um bom desempenho acadêmico na minha graduação e na minha pós-graduação das instituições de reconhecido valor internacional pelas quais passei (Unesp e Unicamp), venho, como professor titular de cargo níveis 1A e 2B, de Língua Portuguesa e de Língua Inglesa, da rede pública de ensino do Estado de São Paulo, expressar o meu repúdio ao último editorial do “Estadão” “Mais uma greve da Apeoesp” (25/3, A3). Não sou filiado à Apeoesp, tampouco tenho intenção de sê-lo. Não faço greve e trabalho dignamente, assim como outros muitos profissionais da Educação. Realizo projetos em minha escola e tento dar aos alunos da periferia onde eu moro o mínimo de respeito, aprendizado, valor, conhecimento de mundo e, sobretudo, esperança quanto ao futuro que lhes aguarda. Assim, com minha experiência de dez anos no magistério e conhecedor dos inúmeros problemas da rede pública, sinto-me ofendido diante do que foi dito no editorial supracitado a respeito das mais de 5,3 mil escolas, dos mais de 230 mil professores, 59 mil servidores e mais de 4 milhões de alunos da rede estadual de ensino de São Paulo. Não é porque a greve da Apeoesp, talvez, tenha lá os seus fins políticos que a maioria das nossas reivindicações enquanto educadores não procedam. A mídia dança o verdadeiro samba do crioulo doido ao oscilar de um extremo ao outro sobre o que tem a dizer sobre a Educação, demonstrando conhecer dados e números quantitativos demais e realidade de menos. No Brasil, pairam no ar não só a corrupção e a vergonha, mas também a obviedade de dados e resultados politicamente maquiados e fabricados, e veiculados pela imprensa como verdade. Pois, se a Educação paulista vai tão bem assim, batendo recordes históricos de meta do Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo (Idesp), como pretende veicular o governo de São Paulo, que afirma que irá pagar R$ 1 bilhão recorde em bônus aos professores do Estado em decorrência da melhora apresentada no índice de aprendizado dos alunos nos últimos cinco anos, por que tantos e tantos alunos são aprovados de série de um ano para o outro sem dominar competências e habilidades elementares de leitura e interpretação de texto ou mesmo sem apresentar domínio mínimo das quatro operações básicas da Matemática? Por que será que há ainda tantas salas superlotadas em índices de analfabetismo numa rede de ensino sufocada pela progressão automática, que algema as mãos de inúmeros professores e familiares, permitindo a muitos alunos serem aprovados sem saber? Será que os discursos do governo e da mídia estão tão corretos assim? Ou será que alunos a partir dos 11 anos de idade ou menos já perceberam as falhas do sistema e adultos comprometidos com o bom jornalismo ainda não aprenderam a encarar que a realidade educacional brasileira vai de mal a pior? Para além dos pífios debates apresentados pelos nossos políticos sobre o tema da Educação nas últimas eleições, e lá estava o sr. Geraldo Alckmin com a sua proposta de “integralidade do fracasso”, é preciso chegarmos a pelo menos uma razoável conclusão: a semântica retórica construída em torno de dados que não correspondem à realidade da educação pública não só de São Paulo, mas do Brasil como um todo, tem contribuído para transformar a nossa tão sonhada “Pátria Educadora” num palco de irrealismo discursivo, de “me engana que eu gosto” e de muito faz de conta.
 
Emanuel Angelo Nascimento emanuellangelo@yahoo.com.br 
São Paulo

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A QUEDA DO BEING NA FRANÇA

Ao que tudo indica, a tragédia do avião da Germanwings foi ato suicida de um copiloto desequilibrado. Está mais do que na hora de companhias aéreas e autoridades aeroviárias do mundo todo reavaliarem seus critérios de avaliação quanto à integridade mental de pilotos e copilotos.

Luciano Harary lharary@hotmail.com 
São Paulo

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TERRORISMO?

A se confirmar a deliberada derrubada do avião da Germanwings pelo seu jovem copiloto (talvez cooptado pelos bárbaros do tal Estado Islâmico?), significaria simplesmente o fanatismo atingindo um grau terrivelmente assustador e preocupante.

Renato Amaral Camargo natuscamargo@yahoo.com.br 
São Paulo

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LEMBRANDO

Anteontem quando vi os presidentes da França, da Alemanha e da Espanha indo ao local do acidente para dar apoio, lembrei-me do acidente da TAM, quando Lula ignorou São Paulo e Marta Suplicy fez troça da dor das famílias das vítimas.

Marisa V. Medeiros marisaveigademedeiros@gmail.com 
Campinas
 
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REGISTRO

Felizmente, temos o “Fórum dos Leitores” do “Estadão”, que mostra a realidade deste governo populista-corrupto-bolivariano-demagogo que governa o Brasil há quatro mandatos seguidos. Na seção de leitores de um jornal paulista concorrente, às vezes, publicam dois textos num só mês de puxa-sacos do PT e da esquerda. Desconfio de onde vem tanta gente para defender este desgoverno como verdadeiros hooligans vermelhos. Fica feito o registro.

Marcelo Cioti marcelo.cioti@gmail.com 
Atibaia

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CUMPRIMENTOS

Assinei o “O Estado de S. Paulo” há poucos meses e não me arrependi em nenhum momento. Os editoriais, sempre muito politizados e de forte opinião, têm ajudado não só a mim, mas a muitos leitores a desenvolver um olhar crítico não só contra os erros do governo, mas também à própria opinião que o jornal expõe e a maneira como a expõe. Os colunistas são ótimos, adorei a contratação de Eliane Cantanhêde, que para mim é uma inspiração, assim como de Vanessa Bárbara, do Caderno 2, tão jovem e tão brilhante escritora. Queria, enfim, apenas cumprimentar todos os que escrevem e compõem o jornal, sejam pauteiros, repórteres, colunistas (todos realmente ótimos) e editores.

Mayara Figueiredo mayara.figvh@yahoo.com.br 
São Paulo

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