Fórum dos Leitores

CORRUPÇÃO

O Estado de S.Paulo

28 Março 2015 | 02h03

Coisas de Gracinha

Em depoimento à CPI do petrolão, disse Graça Foster, ex-presidente da Petrobrás, que não entende como o ex-gerente da estatal Pedro Barusco agia de forma isolada enquanto recebia propinas, ou seja, sem o conhecimento de Fernando Henrique Cardoso. E nós, simples mortais, não entendemos por que, no seu governo lulopetista, ninguém, nem ela, nem Dilma Rousseff nem Lula sabiam o que acontecia na Petrobrás. Afinal, nesse caso a quantidade de "Baruscos" é muito grande e os números assustam todo o planeta.

WILSON MATIOTTA

loluvies@gmail.com

São Paulo

Confissão de culpa

A declaração da Graça Foster de que ficou "surpresa" com o fato de alguém poder ganhar alguma coisa "no meio da estrutura sem ninguém de cima saber" é praticamente uma confissão de que "alguém de cima" sempre sabia das coisas. Inclusive ela própria e outros "mais acima". E ela sabe das coisas!

RUBENS SOUSA PINTO FILHO

rubanfilho@hotmail.com

São Paulo

Atos falhos

De fato, ao lançar dúvida sobre Pedro Barusco na CPI, Graça Foster tentou vincular escalões mais altos e mais baixos da era FHC à corrupção. Ora, para um bom intérprete, ela apenas confirmou as inúmeras acusações, todos os dias difundidas na mídia, de que nas eras Lula e Dilma tudo funcionava na base do "eu não sabia de nada, sabendo", daquele do personagem mexicano, o Chaves, ou do "pau que bate em Chico bate em Francisco". E à saída, ao ser perguntada por repórter como se sentia, abriu largo sorriso e declarou às câmeras: "Como uma aposentada feliz". Seria pouca ironia, não tivesse ela minutos antes dito "sentir imensa vergonha" pelas falcatruas na Petrobrás. Alguém sinceramente envergonhado não consegue sentir-se feliz, não é? A dona Graça respeite mais a inteligência dos brasileiros, estes, sim, envergonhados dos governantes a quem a maioria "teria" confiado seu voto, dadas as constantes dúvidas sobre as urnas eletrônicas e a idoneidade da apuração.

LUIZ C. BISSOLI

lcbissoli46@gmail.com

São Paulo

Novo slogan

Após 12 de anos de governo o PT poderia adotar o seguinte slogan: "Liberté, égalité, fraternité, fracassé, culpa do FHC".

ELY WEINSTEIN

elyw@terra.com.br

São Paulo

Hora de abrir o bico

O ex-diretor de Serviços da Petrobrás Renato Duque, em seu depoimento na CPI do PeTrolão, disse que há hora de falar e hora de calar. E que aquela era hora de calar. Mas agora, após o seu indiciamento pelo Ministério Público Federal, creio que chegou a hora de ele falar. Renato Duque enfrenta um sério dilema: se calar, pode vir a ser o Marcos Valério do PeTrolão; todavia o seu maior receio talvez seja falar e virar o Celso Daniel da vez. Ainda a respeito do PeTrolão, uma curiosidade (ou coincidência?): o resultado do leilão do Porsche Cayenne da doleira Nelma Kodama saiu com um ágio de 3% acima do preço mínimo. O mesmo porcentual que PT, PMDB e PP cobravam de propina em algumas obras da Petrobrás. País da piada pronta.

CLAUDIO JUCHEM

cjuchem@gmail.com

São Paulo

Lava Jato

Já não está na hora de os políticos envolvidos na roubalheira fazerem companhia aos empresários encarcerados? Estamos cansados de tanta impunidade.

JOSÉ ROBERTO IGLESIAS

rzeiglesias@gmail.com

São Paulo

O tesoureiro

Agatha Christie e outros da deliciosa literatura noir criaram o arquétipo do mordomo homicida. O PT criou o arquétipo do tesoureiro criminoso. Este também se jura inocente. Mas não precisamos de nenhum Monsieur Poirot para descobrir os crimes praticados por João Vaccari Netto. Ninguém obriga um militante a ser tesoureiro, o cargo é disputado por quem gosta de dinheiro, que faz cócegas. É bom lembrar que desviar dinheiro público e repassá-lo ao partido para campanha é crime, ainda que o repasse venha na forma "legal", ou seja, devidamente lavado. É o uso da máquina pública para fins eleitorais por meio ardiloso que um governo prepotente faz ao tomar todos os governados, a imprensa e o Ministério Público por néscios. Uma pergunta que todos deveriam fazer: substituir o financiamento privado de campanhas pelo uso da máquina pública em favor do partido da situação?! Não é por outra razão que o STF, que deve analisar as questões serenamente e por todos os ângulos, ainda não deu a sua palavra final sobre o tema.

AMADEU R. GARRIDO DE PAULA

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

Antes tarde que nunca

Finalmente os companheiros reconheceram que o caixa 2 eleitoral, que tanto foi usado como desculpa no mensalão e era tido como piada de salão, é crime e está na origem de todo um esquema de corrupção, como o petrolão. Será que continuarão a enaltecer e a cantar José Dirceu e José Genoino como guerreiros do povo brasileiro? E a erguer de forma desafiadora o punho cerrado? Aliás, por que será que não me surpreendo ao ver o nome de José Dirceu novamente envolvido em falcatruas de altas somas de dinheiro público? O que mais virá por aí?

LUIZ NUSBAUM

lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

PETISMO

Bomba no diretório?

Engraçado que os experts em bombas sempre foram eles. O PT não se conforma com o fato de que milhões foram às ruas protestar contra Dillma, o PT e esse desgoverno. E sem nenhum bem público ou privado quebrado. Sem nenhuma briga ou desavença. Aí inventam essas bombas nos diretórios para mostrar que nós somos iguais a eles, porque essa é a única linguagem que conhecem. O PT está tão previsível que dá dó!

BEATRIZ CAMPOS

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

Agito chapa-branca

O presidente do PT, Rui Falcão, convoca a militância para um "agito" em defesa do governo. Pergunto: quanto vai custar ao PT e à CUT, novamente, pagar de R$ 35 a R$ 40 a cada participante para envergar camisa vermelha e sacudir bandeiras do partido e do sindicato? E os ônibus para transporte das pessoas ao centro da cidade? Vai ter distribuição de lanche também? De onde vem tanto dinheiro para essa gente custear a manifestação em defesa da Dilma?

ALVARO SALVI

alvarosalvi@hotmail.com

Santo André

DESVALORIZAÇÃO DAS APOSENTADORIAS

Ao editar, na terça-feira (24/3), medida provisória para garantir, exclusivamente, a política de valorização do salário mínimo, a presidente Dilma Rousseff desvaloriza os aposentados que recebem um pouco acima do mínimo. Por que os políticos, quando estão na condição de candidatos, prometem minimizar essa aberração, mas, quando se elegem, esquecem as promessas feitas? Será que não percebem que os aposentados caminham, rapidamente, para um injusto empobrecimento? Por que os aposentados têm de ser sempre penalizados pela má gestão do dinheiro público? Há outras formas de diminuir o déficit das contas públicas e, também, o da Previdência. Por que sempre à custa de quem trabalhou na iniciativa privada? Por que não mexem nos benefícios de militares, juízes, funcionários públicos e todos os outros que acabam sendo privilegiados por este regime injusto? Por que não cortam ministérios e verbas altíssimas dos deputados e senadores? Por que não enxugam a máquina pública, em vez de inchá-la para atender a interesses pessoais e partidários? Será que os homens públicos um dia irão defender os direitos dos cidadãos? Será que um dia viveremos num país sem corrupção? A população está cansada de mentiras e de promessas para ganhar votos. Os aposentados estão cansados de ser tratados como gente de segunda categoria.

Thereza Martins mthereza@uol.com.br 
São Paulo

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ACERTO POLÍTICO

O presidente da Câmara, dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), revela quem realmente é ao trocar com Dilma Rousseff a redução do reajuste dos aposentados do INSS que recebem mais de um salário mínimo pela nomeação de Henrique Alves para o Ministério do Turismo. Esse é o princípio de Eduardo Cunha: defender os interesses apenas dos que o levaram à ascensão na Câmara. O Brasil não merece Eduardo Cunha.

Ademir Valezi adevale@gmail.com 
São Paulo 

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GENTILEZAS DO PODER

Aposentados e pensionistas do Brasil, uni-vos! Acordo do presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), com a presidente Dilma Rousseff (PT), foi feito para a retirada da pauta do projeto que garantiria a aposentados e pensionistas o mesmo índice de reajuste do salário mínimo.

José Erlichman joserlichman@gmail.com
São Paulo

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BEIJO DE JUDAS

Dilma Rousseff, mostrando todo o seu cinismo, mandou um beijo por ocasião da entrevista coletiva após cerimônia de assinatura de medida provisória. Evidentemente, por estar radiante e muito feliz em ter conseguido mais um objetivo seu, que mais uma vez prejudicou os aposentados e pensionistas, porque nos tirou a garantia e o direito de termos o mesmo índice de reajuste do salário mínimo. 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br 
São Paulo

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AO PROTESTO, POIS

Mais uma vez Dilma Rousseff virou as costas para nós, aposentados. Já passou da hora de darmos a ela o retorno que merece. Vamos continuar nossos protestos, mesmo sabendo que ela não tem vergonha na cara.

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@globo.com 
São Paulo

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SALÁRIO MÍNIMO

Atualmente, o valor do salário mínimo é de R$ 788,00. O trabalhador que ganha este valor gasta R$ 300,00 com transporte e mais R$ 300,00 com alimentação. Sobram apenas R$ 188,00 para despesas com moradia, vestuário, saúde e diversão. Esse trabalhador também é um contribuinte, que paga impostos embutidos em todos os produtos que adquire. Quando um corrupto está agindo, ele não só está infringindo várias leis, mas também está demonstrando uma conduta covarde perante os brasileiros de baixa renda, algo em torno de 50 milhões de pessoas.

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br
Rio de Janeiro

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CORRUPÇÃO NA RECEITA FEDERAL

A foto publicada na primeira página do “Estado” de ontem, logo abaixo da notícia “PF desmonta esquema que fraudou receita em R$ 19 bi”, é muito sugestiva: Renan diz “Xiiii, sujou! Mais uma m..., ops, bomba no nosso colo?”. E Cunha responde: “Não liga, não, disfarça e finge que não é com a gente, adivinha em que governo foi criado esse órgão corruptor, o Carf?” (O Carf foi criado pela medida provisória 449, de 2008, convertida na Lei 11.491, de 27/5/2009, mas o “barbudo” de nada sabia, para variar.)

Fernando Pastore Junior fernandopastorejr@gmail.com
São Paulo

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VELHO MANTRA

Fiquei pasmo com a declaração da ex-presidente da Petrobrás Graça Foster, por ocasião de seu depoimento na CPI em 26/3: “Fico surpresa de saber que alguém pode ganhar alguma coisa no meio da estrutura sem ninguém de cima saber. Quando a gente vê o Barusco falando de si, a gente pensa que está em outro planeta” (sic). Em qual planeta estaria a excelentíssima ex-presidente da Petrobrás? E a população brasileira? Até quando vai durar o mantra do “eu não sabia de nada”?

Meier Strengerowski mauro@opeco.com.br
São Paulo
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VERGONHA GERAL
 
Graça Foster declarou que se sente envergonhada com os desvios da Petrobrás... E a sua família, também está envergonhada? Seus amigos? Eu estou, por ser brasileiro e patriota. O País é uma vergonha mundial. Roubaram até a Receita Federal! Será que tem conserto?
 
Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br 
Osasco

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PETROROUBALHEIRA

Envergonhado está o País, com a petroroubalheira. 

Moises Goldstein mgoldstein@bol.com.br 
São Paulo

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NADA MUDA

Responda-nos quem puder: qual mensagem o Partido dos Trabalhadores (PT) quis passar para o povo brasileiro confirmando a continuidade de João Vaccari Neto na tesouraria do partido, mesmo sabendo que ele tem o nome envolvido nos casos Bancoop e Operação Lava Jato? 
 
Leônidas Marques  leo_vr@terra.com.br 
Volta Redonda (RJ)

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FAXINA PARTIDÁRIA

Diante da promessa do presidente do PT, Rui Falcão, de que os condenados por corrupção serão desligados do partido, fica a pergunta que não quer calar: quem ficará para fechar a porta?

Attilio Cerino attiliocerino@yahoo.com.br
São Paulo

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SOBRE O COMBATE À CORRUPÇÃO

É bom que fique claro para todo e qualquer gosto: honestidade não é virtude, é PRESSUPOSTO.

Eduardo Augusto Delgado Filho e.delgadofilho@gmail.com 
Campinas 

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MIL E UMA BARREIRAS

Estão criando mil e uma barreiras para prejudicar as investigações dos corruptos. A presidente Dilma baixa um decreto segundo o qual só a Controladoria-Geral da União (CGU) poderá fazer acordos de leniência com empresas envolvidas em corrupção, deixando de fora o Tribunal de Contas da União (TCU) e o Ministério Público Federal (MPF). Isso é o chamado controle do poder, mas não para o bem, mas, sim, para se salvaguardar de qualquer resquício contra a sua pessoa e o PT.

Wagner Monteiro wagnermon@ig.com.brr 
São Paulo 

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FURO N’ÁGUA

Do que irá adiantar considerar corrupção como crime hediondo, como quer o Ministério Público Federal (MPF)? Isso é fazer furo em água! Nossos problemas não são as leis, mas o descumprimento das leis que já existem, são a compra e venda de favores políticos, compra e venda de favores judiciais, etc. Nossos problemas são estruturais, muito mais que culturais. A estrutura que se criou de compra e venda entre os Três Poderes e todos os outros “poderes” que se criaram no Brasil faz do povo refém a viver para pagar impostos, pelos mandos e desmandos dessa infinidade de “poderes” que aqui foram criados. Entre os poderes, cito os poderes das empreiteiras, os poderes dos partidos políticos (pelos quais, agora, temos de pagar também!) e os poderes dos paletós dos parlamentares. Cheguei à conclusão de que é melhor ir presa, assim recebo algum, ao invés de só pagar, pagar, pagar...

Tereza Cristina do Vale Bertolucci tereza.cvb@gmail.com 
Guararapes 

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CORRUPÇÃO

Assisti ao programa de televisão da Globo News em que o entrevistador Mario Sergio Conti entrevistou o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, portanto não sou cego, surdo e também não sou mudo, não enquadrando na citação do ex-ministro (PT) Jorge Hage, que saiu em defesa da presidente, que havia afirmado que a corrupção no Brasil é uma “senhora idosa”. FHC, referindo-se à atual crise de corrupção que infelicita o País, explicita que, ao contrário do que afirmou a presidente “ser a corrupção no Brasil uma senhora idosa”, ela é realmente um “bebê”. Na retórica da presidente, ou seja, com o modo de falar empolado, ela tenta sair do ponto focal em discussão, que é o tipo da corrupção atual no País: roubo de dinheiro de órgãos públicos ou de economia mista com a finalidade de uso do mesmo com fins políticos (a corrupção atual, corrupção bebê). Na verdade, trata-se de um novo “tipo” de corrupção no País, que serve tanto a fins ilícitos ambiciosos particulares como também a fins políticos ideológicos de perpetuação do partido no poder. E tem implicações muito mais sérias do que o simples enriquecimento ilícito de uma ou mais pessoas (essa é senhora idosa). Na verdade, tal atitude dos políticos envolvidos atenta contra a Constituição do País. Trata-se, portanto, de um “golpe” contra as instituições da República, perpetrado por pessoas que foram eleitas dentro de regras de votação livre, democráticas. Essas pessoas que participaram do roubo de valores monetários para utilização de maneira sub-reptícia na compra de votos e em propagandas eleitorais, na verdade, estão perpetrando um crime contra a República do Brasil, quando de maneira ilícita mudam o resultado de eleições populares promovendo com o fruto do roubo uma carga maciça de propaganda mentirosa sobre o povo e de aprovações somente de leis que sirvam aos seus interesses, no Congresso (compra de votos de deputados, mensalão). Para tais pessoas, traidoras da República, exigimos o cumprimento da legislação do País.      

Edgard P. Marcello pierremarcello@hotmail.com 
São Paulo

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NOVA PETROBRÁS

Aldemir Bendini quer agora uma nova Petrobrás. A velha está vazando água (dinheiro) pelo ladrão (sic). É bom lembrar que, se o PT não tivesse impedido FHC de torná-la em Petrobrax, hoje este petrolão não existiria, como não aconteceu na Vale.
  
Ulysses Fernandes Nunes Jr Ulyssesfn@terra.com.br
São Paulo

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O REMÉDIO IDEAL
  
“A dose correta diferencia o veneno do remédio”, já dizia o médico cientista de pseudônimo Paracelso, há quase 500 anos, frase que ganhou respaldo científico e se transformou em axioma popular. Em paralelo, quando tratamos de opiniões, especialmente no futebol, política e religião, o que diferencia o fanatismo – criado a partir de uma veemente ideologia, de uma paixão, decorrente de interesses meramente pessoais, ou inculcados por terceiros – da razão, de um juízo equilibrado e justo, é a dose correta de equilíbrio e isenção, para apreciação de um fato. Sem a pretensão de afirmar que conseguimos este elevado estágio, de nos distanciarmos o suficiente do veneno do fanatismo, uma leitura da história do Brasil recente e de alguns países vizinhos nos leva a crer que a sede voraz de alguns mal intencionados em estatizar, ou nacionalizar, conforme a terminologia de alguns países vizinhos, nem sempre é nobre. Pois concretizada esta aparentemente “bela” ideia de estatização, pelo que se vê, na prática, não é a materialização da utopia de um patrimônio de todos, mas, sim, de uma fonte a jorrar corrupção e enriquecimento de um pequeno grupo de administradores e políticos descompromissados com a causa social, que confundem o patrimônio público com o particular. A exemplo, o ditador presidente da Guiné Equatorial, um dos países mais pobres do continente africano, mas listado como o oitavo líder mais rico do mundo, de acordo com a revista “Forbes”, recentemente doou R$ 10 milhões à escola de samba Beija-Flor, conforme amplamente noticiado pela imprensa. Embora o ideal fosse que a corrupção deixasse de existir nas intenções veladas de uma minoria de líderes políticos, a privatização, assim como a democracia, pode não ser o modelo ideal, mas é o melhor que temos para o momento. “A democracia é a pior de todas as formas de governo, excetuando-se as demais” (Winston Churchill). 
 
Ricardo Calil Fonseca ricardocalil@hotmail.com 
Itaberaí (GO)

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NOVAS EMPREITADAS

Já tivemos o mensalão, estamos vivendo o petrolão e, agora, qual seria a próxima etapa? O “Africão”?

Jair Freire assim.soja@gmail.com 
São Paulo

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E O BNDES?

Quando o Ministério Público e a Polícia Federal investigarem os empréstimos do BNDES para Cuba, Venezuela, Panamá, África e outros países, e também os amigos empreiteiros que fizeram os estádios da Copa 2014, com certeza a Operação Lava Jato será chamada de Tsunami.

Eloi Quadrado Neto eloi_1944@hotmail.com 
São Paulo

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MAIS IMPUNIDADE

Como esperado, o julgamento do mensalão tucano envolvendo o ex-governador de Minas Eduardo Azeredo (PSDB) está parado há um ano, desde que o Supremo Tribunal Federal (STF) enviou o caso para ser julgado pela primeira instância da Justiça mineira. Não deu outra. Tudo indica que os crimes irão prescrever e Azeredo sairá impune. Mais um exemplo do dois pesos e duas medidas que impera e de como as coisas funcionam mal no Brasil. Grupos são claramente beneficiados e protegidos, contra os interesses do povo brasileiro e do País. Corrupção deve ser combatida com o máximo rigor, independentemente do partido ou das pessoas envolvidas.
 
Renato Khair renatokhair@uol.com.br 
São Paulo

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PRECATÓRIOS

Bem, melhor que nada, mas que é uma vergonha, lá isso é. O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que os Estados e municípios têm 5 anos para quitar os precatórios, que são dívidas que o poder público tem com empresas e cidadãos, por decisões judiciais. Essas dívidas vêm de longa data. Algumas têm 10 anos, 15 anos ou mais, e os credores ainda terão de esperar até 2020 para receber. Isso é que revolta. Ah, mas tem correção. Sim, uma merreca. O poder público perdeu e leva anos para pagar. Só a partir de 2021 essas dívidas, segundo decisão do STF, deverão ser pagas no ano seguinte, se alguém não vier e mudar tudo de novo. Como neste país você dorme de um jeito e pode acordar de outro, nada é impossível. Quantos não ouviram “ah, isso era ontem, hoje já mudou”?
 
Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com 
Rio de Janeiro

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A MORAL NO CONGRESSO NACIONAL

Que moral tem o presidente da Câmara dos Deputados para dizer que não coloca em pauta o projeto de lei que trata do aborto, quando, em troca de um ministério para um apaniguado seu, consente em retirar da pauta o projeto que garante aos aposentados e pensionistas reajustes iguais ao do salário mínimo? Acaso a vida deles também não merece respeito? Precisamos de uma reforma política com a máxima urgência, uma vez que o cargo exercido pelo citado senhor tem caráter transitório, pois mandatos são limitados no tempo, não sendo admissíveis, portanto, atitudes que tragam consequências permanentes para os verdadeiros donos do poder, quais sejam, os cidadãos contribuintes!

Arlete Pacheco arlpach@uol.com.br 
Itanhaém

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TETRAVIRATO?

O Brasil está sendo governado por um verdadeiro tetravirato: Eduardo Cunha, Renan Calheiros, Lula e Dilma Rousseff, mais ou menos nesta ordem de importância...

Luciano Harary lharary@hotmail.com 
São Paulo

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REINO BRASILIS

A cada novo dia no “reino Brasilis”, Dilma Rousseff vai virando a rainha da Inglaterra e o PMDB, o primeiro-ministro britânico. God save Brazil!

J. S. Decol decoljs@globo.com 
São Paulo

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FRITURA

Tudo leva a crer que o Congresso, comandado pelos presidentes da Câmara e do Senado, como já percebeu que estamos chegando a uma possível crise institucional, tamanho é o descontrole da presidente, esteja iniciando a todo vapor a “fritura” da inquilina do Planalto para resguardar uma possível saída honrosa. Daqui em diante, tudo pode acontecer e, macacos velhos, não querem ser pegos de surpresa e perder a sinecura. Alguém duvida?

Eduardo Augusto de Campos Pires eacpires@gmail.com
São Paulo

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IRRESPONSABILIDADE

Do lado de lá, Dilma e o PMDB jogam com o País, como se o Brasil fosse um brinquedinho só deles. Do lado de cá, há quem sofra as consequências...

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com 
Niterói (RJ)

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AVES RARAS

Dilma é uma galinha choca. Lula é um galo rouco. Temer é um pardal. FHC é um pavão sem rabo. Aécio é um marrequinho. Renan Calheiros é um corvo. Eduardo Cunha é um urubu. Rui Falcão é um pseudofalcão. E Brasília está cheia de chupins.

Ney José Pereira neyjosepereira@yahoo.com.br
São Paulo

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REFORMA ELEITORAL

E alguém ainda sonha com que as campanhas eleitorais deixarão de ser financiadas pela iniciativa privada? Me engana que eu gosto! Não mudou nada nem vai mudar! Essa é a verdade!

José Piacsek Neto bubanetopiacsek@gmail.com 
Avanhandava

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FINANCIAMENTO DAS ELEIÇÕES

O financiamento das eleições, sejam eles públicos ou privados, não devem atender à megalomania dos candidatos que querem fazer campanhas grandiosas. Acredito que as eleições devam ter publicidades simples, baratas, como no século passado. O financiamento deve ser feito pela população nos moldes das “vaquinhas” feitas para pagar as multas dos condenados do mensalão. Desta forma, o eleitor financiará aquele que acredita ser seu verdadeiro representante. O voto será de caráter ideológico e pragmático. Os políticos têm a mentalidade egocêntrica e gostariam de fazer propagandas nos moldes dos donos de cassinos de Las Vegas, com luzes de neon piscando, com a TV entupida de lixo político e as ruas emporcalhadas de santinhos e outdoors.
 
Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com
Rio de Janeiro

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MINISTÉRIOS VIRTUAIS

Beiram ao ridículo as tentativas de explicação, pelo chefe da Casa Civil, acerca da suposta desnecessidade de diminuição do número de Ministérios no governo Dilma. Ele assevera que isso não ajudaria a atingir as metas fiscais, porque o orçamento prevê “contingenciamentos”. Muito bom!   Estamos, então, diante da figura dos “ministérios virtuais”, a exemplo do império X, de Eike Batista: os ministérios, sem dinheiro para funcionar, só existem no papel, ou no mundo virtual, ou, ainda, no mundo petista.
 
Ary Braga Pacheco Filho ary.pacheco.filho@gmail.com 
Brasília 

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E AGORA, JOSÉ?
 
Em seu primeiro mandato, Lula aparelhou o Estado e, entre outras coisas, criou ministérios até que estes atingissem o número de 39 pastas. Esse desastre administrativo foi suportado sem maiores consequências, auxiliado pelo cenário econômico mundial da época, horizonte que possibilitou bons reflexos para a economia brasileira. Em seu primeiro mandato, Dilma Rousseff nada fez para mudar esse absurdo administrativo, legado por Lula, mantendo os 39 ministérios. Ao assumir o segundo mandato, a teimosia imperou e ela manteve o mesmo número de pastas. Neste momento de crise, quando é imprescindível o corte de despesas, ela não sabe o que fazer e pede ajuda para que a auxiliem a descascar este tremendo abacaxi. Esbanjar dinheiro é fácil, mas para equilibrar contas públicas em momento de crise é preciso muita competência.
 
Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br 
São Paulo

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KASSAB E ‘O DIABO’

É praxe no Brasil correr a boca solta boato sobre a vida dos políticos, e em São Paulo não foi exceção com relação a Gilberto Kassab. Diziam, numa época, que ele fazia parte de uma seita “demoníaca”. E quando o vemos, agora, sendo convocado como braço direito da presidente Dilma – que fez “o diabo” para se reeleger –, chegamos à conclusão de que por causa da popularidade da presidenta no pé, tanto popular como no Congresso, o diabo resolveu enviar reforços.
 
Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br 
São Paulo

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MAUS QUADROS

O cargo de ministro continua vago. Hoje em dia é difícil encontrar alguém letrado.

A.Fernandes standyball@hotmail.com 
São Paulo

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EPIDEMIA DE DENGUE

As notícias são assustadoras sobre a epidemia de dengue que vem assolando São Paulo e o País. Para ter uma ideia, das 645 cidades do Estado de São Paulo, 268 já têm índices epidêmicos de dengue, é o que diz o levantamento do Ministério da Saúde. Na capital paulista o número de casos cresce todo dia, de janeiro até o fim de fevereiro foram notificados 1.833 casos, o triplo dos 613 registrados nos dois primeiros meses de 2014, informa a Secretaria Municipal de Saúde. De acordo com o balanço, o Estado de São Paulo lidera o ranking de cidades em estado de epidemia, que se dá quando a incidência atinge 300 casos da doença para cada 100 mil habitantes, de acordo com a Organização Mundial da Saúde. Depois de São Paulo estão Goiás, com 84 municípios; e Paraná, com 47. Na capital paulista três pessoas já morreram infectadas pela doença transmitida pelo mosquito Aedes Aegypt, mas o número tende a aumentar nas próximas semanas. Além da crise hídrica, que faz com que pessoas estoquem água em casa, outro motivo para o aumento da doença no Estado pode ser o fato de muitas cidades não terem tido contato anterior com a doença, o que deixa os moradores mais vulneráveis do que aqueles que já tiveram contato com ao menos um tipo do vírus, como são os casos de Minas Gerais e Rio de Janeiro. Em todo o Brasil, 511 municípios – cerca de um em cada dez – estão com índices epidêmicos. Juntos, respondem por dois terços dos registros de dengue no País, que já tem 224 mil casos registrados desde janeiro, ante 85 mil no mesmo período de 2014. Ou seja, salve-se quem puder!

Turíbio Liberatto turibioliberatto@hotmail.com 
São Caetano do Sul

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A DENGUE SEM CONTROLE

A proliferação da dengue assusta: Sorocaba perdeu o controle e não tem condições de assistir sua população quase em pânico; outras cidades estão na mesma situação; e na TV, todos os dias, políticos aparecem como que em campanha, mas nada de informação oficial sobre como, por exemplo, evitar os focos de proliferação do mosquito em casa. Assim o País vai caminhando para o caos aos nossos olhos, com pessoas desconectadas com a realidade nos postos-chave do governo. 

Julio Jose de Melo julinho1952@hotmail.com  
Sete Lagoas (MG)

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OLIMPÍADA 2016

Em 2014 a Copa veio para o Brasil e quebrou o País. Em 2016 a Olimpíada será no Rio de Janeiro! Será preciso dizer mais alguma coisa?

Marcos Catap marcoscatap@uol.com.br 
São Paulo

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O ESTADO ISLÂMICO NO BRASIL 

Perante os fortes indícios de recrutamento do Estado Islâmico no Brasil, ocorreu-me elaborar uma escala sobre os diversos níveis do terrorismo. Num crescendo de violência e periculosidade, a escala começaria com o Movimento dos Sem-Terra (MST), que por enquanto dedica-se apenas a invadir propriedades e destruir pesquisas científicas. Num segundo estágio, colocaria o movimento Black Bloc, cuja violência gratuita já parte para o vandalismo e saques sem motivação aparente. No próximo estágio teríamos as Farc, que usam e abusam de sequestros e narcotráfico para financiar-se. Logo a seguir teríamos a Al-Qaeda, que gosta de explodir aviões e prédios. Finalmente, no topo da escala, teríamos o Estado Islâmico, cujas barbaridades estão ao alcance de todos na Web. A triste conclusão é que a permissividade da Justiça brasileira, perante grupos de foras-da-lei que se dizem sociais, está criando no Brasil o ambiente perfeito para recrutamento do Estado Islâmico. Somente uma política de “tolerância zero” com quaisquer tipos de violência poderá reverter a situação.

Luigi Petti luigirpetti@gmail.com 
São Paulo

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TERRORISMO

Os caras do Estado Islâmico ainda estão por fora. Basta que os fundamentalistas façam um “acordo” com o MST e estará tudo resolvido. Foi assim também com a velha ditadura comunista, inclusive de Fidel. A única coisa é saber que terrorista é como bicho peçonhento: o veneno faz parte da natureza desleal do bicho.

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com
São Bernardo do Campo

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