Fórum dos Leitores

PRECATÓRIOS

O Estado de S.Paulo

30 Março 2015 | 02h04

Mais uma do Haddad

As dívidas do poder público, devidamente reconhecidas pela Justiça, transformam-se sempre em precatórios, que viram uma bola de neve e jamais são pagos pelos caloteiros. O titular do crédito morre sem receber, e fica por isso mesmo. Então, sem o menor constrangimento, vem o sr. Fernando Haddad - com apenas 16% de avaliação positiva, segundo pesquisa do Vox Populi - fazer ameaça velada caso seja obrigado a respeitar a decisão do Supremo Tribunal Federal (28/3, E3) que obriga Estados e municípios a quitar precatórios até 2020. A questão é: por que o cidadão comum, quando tem uma dívida e por motivos diversos não pode pagar, tem seus bens penhorados, muitas vezes um único imóvel onde reside com a família (Lei 11.382/2006)? O prefeito de São Paulo está chorando de barriga cheia, uma vez que a presidente Dilma Rousseff, fazendo cortesia com o chapéu alheio (do povo), sancionou o projeto de lei que altera o indexador das dívidas de Estados e municípios com a União, diminuindo, assim, a dívida do "companheiro" Haddad, de R$ 62 bilhões para R$ 26 bilhões. Então, está reclamando do que o prefeito das ciclovias?

MIRNA MACHADO

mirnamac@uol.com.br

Guarulhos

De fato, o que o prefeito Haddad não disse, e precisa ser lembrado, é que os Estados e municípios terão suas dívidas com a União renegociadas, o que lhes proporcionará investimentos. Quem cria precatórios não é o cidadão, mas o Estado e o município. Não adianta pôr agora nos cidadãos a culpa pela irresponsabilidade dos governantes. É de ressaltar que muitos são os cidadãos que estão necessitando dos recursos dos precatórios.

FAUSTO BLASI

faustoblasi@yahoo.com.br

São Paulo

Papo de caloteiro

O pagamento de precatórios virou sinônimo de calote. Agora é: devo, não nego, não pago enquanto puder.

MARCO DULGHEROFF NOVAIS

marcodnovais@hotmail.com

São Paulo

MAIS CORRUPÇÃO

País injusto

Com tanta corrupção na política e sonegação no mundo empresarial, o governo federal quer prejudicar os assalariados, aposentados e desempregados fazendo-os pagar a conta do ajuste fiscal?

MARCOS ABRÃO

mabrao7@gmail.com

São Paulo

Só falta essa

Espero que essa nova fraude bilionária na Receita Federal, envolvendo o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, do Ministério da Fazenda, não sirva como mais uma justificativa para não corrigir a tabela do Imposto de Renda pela inflação.

SERGIO S. DE OLIVEIRA

ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

Caranguejada

Como diz Eliane Cantanhêde, com razão, "era apenas questão de tempo para começarem a estourar os tumores de outras estatais. Era cutucar e aparecer". A recentíssima Operação Zelotes (R$ 19 bilhões!), da Polícia Federal, está aí para comprovar. Está parecendo saco de caranguejos: puxa-se um para fora e junto vem mais um punhado, enroscados uns nos outros. E pelo andar da carruagem, no fundo desse saco deve haver caranguejo que não acaba mais.

NEWTON SILVEIRA

andreazza.001@gmail.com

São Paulo

Funcionalismo decadente

Décadas atrás, ser funcionário público no Brasil era sinônimo de idoneidade, honestidade e responsabilidade. Com o passar dos anos, o domínio da corrupção nos três Poderes, os péssimos exemplos de nossas autoridades (todas) e a providencial morosidade da Justiça, vemos os escândalos diários, já de anos, que envolvem um número cada vez maior de funcionários públicos (empregados de estatais, autarquias e ministérios, magistrados, etc.) nas administrações municipais, estaduais e federal. Dos 10 milhões estimados de funcionários públicos no País - sem contar os cargos comissionados e similares -, temos uma terça parte de vagabundos, outra terça parte de corruptos e o terço restante de ainda decentes funcionários que são chefiados pelos anteriores. Trágico. Isso representa o fim de uma atividade profissional e, hoje, o jovem que quer entrar na carreira pública só tem mesmo o interesse da estabilidade (impunidade) e a chance de participar de alguma maracutaia.

ANDRÉ L. COUTINHO

arcouti@uol.com.br

Campinas

Perplexidade

Tento não ser pessimista, mas, mesmo com a alma carregada de democracia e liberdade, no Brasil atual está difícil acreditar no que diz o governo Dilma. O pior é que isso se está estendendo ao Legislativo e ao Judiciário. Dilma está encurralada por grave crise de credibilidade e política, paralisia econômica, desemprego em alta, inflação fora dos trilhos e juros bancários estratosféricos. Acompanho diariamente, estupefato, o desenrolar dos fatos envolvendo políticos e empresários de empreiteiras no desvio de dinheiro de obras da Petrobrás. É corrupto e corruptor saindo pelo ladrão. Neste momento de perplexidade por que passa o Brasil, a melhor saída para a presidente é desfiliar-se do PT e voltar a suas origens, o PDT do falecido Brizola. Não dá mais, estamos cansados e enojados com a corrupção que se institucionalizou nos porões do poder e dos órgãos públicos após o PT se alçar ao Planalto.

TURÍBIO LIBERATTO

turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul

Otários

Mensalão, petrolão, eletrolão e agora receitão... Assalto generalizado, desmonte do País há 12 anos, os responsáveis bilionários e escondidos sob a bandeira vermelha de um partido morto. Não dá mais!

RICARDO C. T. MARTINS

rctmartins@gmail.com

São Paulo

PETISMO

Só armação

A resposta imediata do vereador Paulo Fiorillo, do PT de São Paulo, dizendo que a bomba caseira que explodiu numa de suas sedes no dia 27/3 era o que faltava para provar a intolerância e o ódio contra o PT, deixou-nos a impressão de peça ensaiada para provocar outros desarranjos no País. Certamente, em futuro bem próximo isso vai aparecer como mais uma jogada podre do PT e seus filiados para desestabilizar os movimentos contra o governo Dilma. Não somos imbecis, muito menos usamos antolhos. Chega de armação.

LEÔNIDAS MARQUES

leo_vr@terra.com.br

Volta Redonda (RJ)

CORRUPÇÃO NA RECEITA FEDERAL

Enquanto milhões de brasileiros assalariados e pequenos empresários e profissionais liberais pagam seus impostos em dia e na mesma época da entrega da declaração do Imposto de Renda, a Polícia Federal descobre uma quadrilha de funcionários públicos corruptos na mais alta instância da Receita Federal no Brasil, o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf). Bilhões de reais foram roubados por um bando de auditores fiscais, uma das categorias mais privilegiadas do funcionalismo. Isso mostra a total deterioração moral e ética dos servidores brasileiros, e o pior é que não há nenhuma autoridade do Judiciário com moral e poder para pôr essa turma na cadeia. Pela quantidade de dinheiro que foi roubada, juízes e desembargadores são apenas produtos VIP na prateleira do grande supermercado da corrupção em que se transformou o Brasil.
 
André L. Coutinho arcouti@uol.com.br 
Campinas 

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UM PAÍS CORRUPTO

Lendo sobre o roubo de R$ 19 bilhões nos altos escalões da Receita Federal, a impressão que fica é de que, sob o governo do PT, quem não desvia algum dinheiro público para o próprio bolso (e umas quirelas para os partidos políticos) deve se sentir um bobo alegre. A falta de controles é total e quem é pago para exercer autoridade nunca sabe de nada. Nem quer saber.

Ademir Valezi adevale@gmail.com 
São Paulo 

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O BRASIL ACABOU

As instituições todas estão em colapso: Polícia Federal desmonta esquema que fraudou Receita Federal em R$ 19 bilhões. Fica cada vez mais claro que onde procurarem irão encontrar esquemas de extorsão, desvio de dinheiro, pagamento de propinas, etc. Do futebol ao carnaval, passando por todas as indústrias, todos os órgãos públicos, hospitais e até para enterrar alguém a propina impera absoluta. Seria necessário fazer uma desratização no País inteiro, não deixando pedra sobre pedra, e criar mecanismos de denúncia rápida e anônima para tentativas de extorsão. É preciso que 200 milhões de brasileiros parem de querer levar vantagem em tudo. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br 
São Paulo

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DESAFIO

A Polícia Federal investiga agora quadrilha suspeita de fraude de R$ 19 bilhões na Receita Federal. Esse valor refere-se à anulação de multas aplicadas pela Receita Federal e/ou redução de seus valores. Faço, aqui, um desafio aos governos federal, estaduais e municipais: que apresentem um único órgão público em que não haja desvios, propinas ou que não esteja sob suspeita. 

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@hotmail.com
São Paulo

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DINHEIRO PÚBLICO

Em São Paulo temos o impostômetro. Brasília lançou o sonegômetro. Quando teremos o corruptômetro? O tamanho do painel será maior que a Muralha da China...

Ely Weinstein  elyw@terra.com.br 
São Paulo

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TANTO FAZ

Até quando vamos abrir o jornal e nos informar de antros de corrupção daqueles onde funcionários públicos como o ex-juiz do caso Eike ou, agora, os fiscais da Fazenda, além de rapinarem o País, manchando o funcionalismo público, são punidos com afastamento remunerado? Isso não é punição, mas corroborar com o mal comportamento. Tanto faz trabalhar bem ou não, se deslizar, a punição é ficar em casa e continuar sendo remunerado. Se não existe a preocupação em pagar as contas no fim do mês, porque o seu está garantido, então tanto faz trabalhar bem ou não, o resultado é o mesmo: salário depositado.

Glória Anaruma gloria.anaruma@gmail.,com
Jundiaí

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NOVOS ESCÂNDALOS

Escândalos dos Correios com a Venezuela, do Ministério da Saúde com Cuba, do BNDES com países estrangeiros vão apodrecer ainda mais o PT.

Eugênio José Alati eugeniojalati@gmail.com
Campinas

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O ÚLTIMO QUE SAIR...
 
Depois de Marta Suplicy dizer que “ou o PT muda ou acaba” e fazer as malas para deixar a sigla, chegou a vez de Paulo Paim, petista de longa data, também falar em dar no pé, descontente com o doloroso “ajuste fiscal” – necessário, diga-se de passagem, e que é consequência das barbeiragens de Dilma Rousseff na condução da economia em seu primeiro mandato. Outros petistas “históricos” já jogaram a toalha, desiludidos com os rumos da agremiação fundada por Lula. Certamente outros, por oportunismo, engrossarão esse time de “ex-petistas” a hora que virem o barco afundando de vez.  E, do jeito que a coisa anda, com Lula e sua pupila às turras, o povo saindo às ruas e fazendo panelaços em casa, não demora muito e o próprio Lula é capaz de pedir para sair... Claro, se Dilma não se antecipar ao chefe. Façam o que fizerem, por favor, o último que sair apague a luz, porque a crise energética tá braba. 
 
Silvio Natal silvionatal49@gmail.com 
São Paulo

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CONSELHEIRO

Quem diria, Lula aconselha o senador petista Paulo Paim (RS) a votar contra o governo com relação ao ajuste fiscal. Porém, o fato mais surpreendente nesta fala do ex-presidente, que tenta passar a imagem de um bom moço, é que recomenda ao respeitável senador “que não se deve trair a consciência”! Pode?  Bem, eu vejo um Lula coerente nesse episódio, porque, se durante o período que antecedeu sua chegada ao poder vendia a ideia de que faria tudo em defesa da ética na política, foi só assumir o comando do País que não traiu mais sua consciência, instalando um dos mais perversos e deploráveis governos desta República. E, inclusive, continua defendendo até hoje seus camaradas corruptos com ardor!  Oras, o probo Paulo Paim não precisa de um conselheiro de quinta categoria.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com
São Carlos

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O MÍNIMO E OS APOSENTADOS
 
A presidente Dilma tratou com carinho do salário mínimo, porque está de acordo com a manutenção de sua política populista, extensiva do lulopetismo. Entretanto, deixou para depois a aplicação do mesmo índice de reajuste do mínimo para as aposentadorias, como se os aposentados pudessem viver com menos. Aliás, as aposentadorias no País, de ano a ano, são reduzidas drasticamente, impondo aos beneficiários a obrigação de trabalharem em outros locais como forma de poderem sobreviver. Até agora, só vimos a Força Sindical batalhar pelo fim do chamado fator previdenciário, enquanto a CUT e outros pelegos mais ficam quietos e de ouvidos moucos. Na verdade, os aposentados precisam reunir-se numa classe com verdadeira força de protesto, deixando de ser um conjunto de seres só capazes de dizer o amém desejado pelo lulopetismo.

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br 
Rio Claro

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AJUSTE FISCAL

À nossa custa, Dilma Rousseff propõe saneamento das contas que seu governo deteriorou.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br
São Paulo

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PARA CORTAR GASTOS

Uma boa fórmula para a presidente Dilma Rousseff (PT) cortar de 39 para 20 o número de ministérios sem magoar a sua base aliada e os conterrâneos petistas é escolher os ministérios e tirar no “par ou ímpar” os que ficam, pois o Brasil não perde nada, principalmente se os ganhadores tiverem o perfil do ex-ministro da Educação e hoje prefeito da cidade de São Paulo, Fernando Haddad, que veio com as suas latas de tinta emporcalhar a já suja, esburacada e maltratada cidade paulistana.

José Millei millei.jose@gmail.com 
São Paulo 

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EM OUTRO MUNDO

Aldo Rebelo, do PCdoB, ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, afirmou pela televisão que “o grande desafio do Brasil é retomar o crescimento em meio a uma crise econômica mundial”. Pergunto: que crise econômica mundial, se os EUA se consolidam como o principal motor da economia mundial no momento, se a China e a Índia continuam crescendo, se União Europeia reemerge e se o Japão se mantém?

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br 
Monte Santo de Minas (MG)

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NOSSA REALIDADE

Ao ver a situação econômica e ética na capital do País, podemos afirmar que o “peixe” mais vendido em Brasília é o robalo e também sugerimos a mudança do peixe na nota de R$ 100,00 de garoupa para robalo, pois é o que mais se adapta à nossa nova realidade.

Nilson Soares da Silva nilson.ssilva@uol.com.br 
Conchas

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A COPA DE 2014

Passaram batidas declarações de integrantes da Fifa no sentido de que “a Copa é problema do Brasil” e “o Brasil é passado”, referindo-se à ociosidade dos elefantes brancos construídos para a Copa do Mundo de 2014, questão que não tocaria à Fifa. A postura da Fifa só corrobora a imagem uma vez usada neste jornal, por Demétrio Magnoli e Adriano Lucchesi, de que a Fifa e sua Copa seriam uma espécie de navio pirata, levando seu evento caro e inútil a diversos países, já sendo articulada a rapina seguinte. E de fato o Brasil foi rapinado: ficamos sem o prometido legado da Copa, manteremos por décadas os estádios inúteis e a Fifa ficou com o lucro, pensando na próxima Copa. A questão de fundo é: por que fizemos tanta questão de fazer uma Copa com uma dúzia de sedes? E la nave va... Rússia e Catar que abram os olhos!
 
Luiz Augusto Módolo de Paula luaump@yahoo.com.br 
São Paulo

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OS 300 ‘FISCAIS’ DE HADDAD

Câmara aprova criação de “superfiscais” de Haddad. Nenhuma novidade nas atitudes voluntariosas do prefeito Fernando Haddad. Isso é apenas um mote antigo do PT, que diz ouvir a “sociedade”: fazem proselitismo em cima das tais reuniões para depois fazerem o que manda o Foro de São Paulo! Esses 300 “fiscais” aprovados pela Câmara de Vereadores são a mostra disso. Ainda bem que esta farsa está no fim.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br  
São Paulo

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CAOS NA ADMINISTRAÇÃO DE SP

Estive presente na semana passada na Câmara Municipal de São Paulo: esperava por uma audiência pública em que pudesse assistir a uma exposição de motivos minimamente plausíveis e até, quem sabe, fazer algumas ponderações sobre o absurdo do projeto de lei proposto pelo Executivo e aprovado para criar cargos que em essência a Prefeitura já possui, só que estão vagos à espera de concurso que os possa preencher. Estou aposentada já há algum tempo, porém durante minha carreira participei de diversas reestruturações, algumas ajudei a elaborar e executar, mas nunca vi nenhuma que tivesse em seu conteúdo o sentido da destruição que vêm tendo as atuais; procurava-se sempre o aprimoramento do formato das carreiras e o desenvolvimento dos servidores. Ingressei na carreira (que nem carreira era) de administrador no primeiro concurso após a criação dos primeiros 15 cargos de “técnico de Administração” (essa era a nomenclatura à época). Nossa missão era imprimir “um jeito novo de fazer as coisas” e procurar dar eficiência e eficácia ao serviço público a partir de nossos conhecimentos. Isso foi e vinha sendo feito! Durante muitos anos fomos responsáveis por incontáveis colaborações técnicas ao serviço público. Não posso aceitar o que vem sendo feito por esta administração em relação não só ao quadro de especialistas em Administração, mas ao quadro de servidores de maneira geral. Nós somos responsáveis por fazer com que a máquina pública da maior cidade da América Latina se movimente e somos tratados como se fôramos estranhos a ela, pessoas às quais não se deve respeito nem consideração. Tenho observado reformas sem o menor sentido serem impostas aos servidores, por pessoas que nem sequer conhecem minimamente a engrenagem municipal, não pertencem a ela e, a cada dia, demonstram não lhe ter o menor apreço e, perdoem-me a franqueza, parecem apenas querer aparelhá-la pois pertencem a um partido em que essa é a tônica, que vem destruindo com nosso país há já algum tempo e, ultimamente, com nossa cidade. Creio que é nosso dever continuar protestando contra este estado de coisas, sob pena de vermos o caos, que poderia parecer passageiro, se instalar na Prefeitura de São Paulo em definitivo.

Magali Alves Cordeiro megalves@globo.com 
São Paulo

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O PIOR PREFEITO           

O prefeito Fernando Haddad é o pior prefeito de São Paulo desde o Padre Anchieta. Figura rara, gosta de medidas impactantes, para seu nome ficar na mídia. Gastou R$ 130 milhões com as faixas pintadas dos 200 km de ciclovia, quer dobrar esse número e, por economia, abastece os postos de saúdes municipais com lancetadores e lancetas de quinta categoria que agridem os dedos dos idosos diabéticos. Desobedece a liminar da Justiça, não tem coerência nem raciocínio claro.

Celso de Carvalho Mello celsosaopauloadv@uol.com.br 
São Paulo

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A LIÇÃO DAS CICLOVIAS

Foi uma lição para a Prefeitura de São Paulo a decisão liminar (“Estadão” de 24/3, A3), derrubada na sexta-feira, do juiz Luiz Fernando Rodrigues Guerra, acatando o pedido da promotora Camila Mansour Magalhães da Silveira, paralisando as obras das ciclovias de Haddad. Ao custo de R$ 650 mil o quilômetro, criadas sem ou com deficiente projeto, as ciclovias são motivo de muitas reclamações. De minha parte, posso citar dois locais onde nem passam ciclistas: Rua Quirino de Andrade, no Centro (são uns 100 metros ligando nada com coisa nenhuma e tirando a possibilidade de estacionamento, zona azul, ali, tão necessário), e Rua Professor Artur Ramos, nos Jardins, com estacionamento necessário no trecho ímpar comercial. Ciclovias são oportunas, mas quando “criadas com rigor técnico e articuladas pelo poder público em conjunto com a população”.

José Erlichman joserlichman@gmail.com 
São Paulo 

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A QUEM INTERESSA?

Os que se opõe às faixas de ciclistas que estão sendo ou já foram implementadas em São Paulo são logo tachados pelo prefeito e pelos cicloativistas de retrógrados, conservadores (o que é que isso queira significar) e até de pessoas que atentam contra a vida dos ciclistas, que é o que foi dito sobre a promotora Camila Mansour Magalhães da Silveira. Sou ciclista e uso a bicicleta como meio de transporte diariamente para ir e voltar do trabalho, mas não entendo como podem defender estas obras que nada são além de pinturas no chão. No caso da Rua Honduras, onde passo diariamente, a ciclofaixa já nasceu precisando de reparos, pois a pintura foi feita em cima de buracos e imperfeições, algumas sobre as quais é impossível passar de bicicleta – e isso, sim, atenta contra a vida do ciclista. O ponto da promotora é que as ciclofaixas estão sendo implementadas de qualquer jeito, sem nenhum estudo nem de viabilidade nem de impacto no trânsito, sem projeto de engenharia e técnico. Se os cicloativistas se contentam com pinturas no asfalto esburacado e sem condições de receber pessoas de bicicleta, que é o caso da maioria delas, os cidadãos estão não só preocupados com o custo enorme destas pinturas, como com a viabilidade tanto para os moradores e comerciantes quanto para os próprios ciclistas. Num país onde tudo é feito de qualquer jeito e sem a menor qualidade, essas pinturas que alguns chamam de ciclofaixas (não são ciclovias) não são mais que a prova de que o poder público considera que qualquer coisa serve para os cidadãos, o que importa neste caso é o número de quilômetros, para propaganda. E que alguns aprovam não se sabe com que intuito. Se olharmos o que já foi feito ou está sendo preparado neste sentido em cidades dos EUA e da Europa, veremos que as ciclovias são implementadas após estudos sérios e discussões com a sociedade e que a qualidade é total, começando por preparar o terreno onde os caminhos serão feitos.  Isso sem se falar no custo, que é outra discussão, como é o caso de Milão, onde vi recentemente a qualidade do trabalho de implementação de uma ciclovia, muito longe, eu diria a séculos de distância, destas ridículas faixas vermelhas de São Paulo. O meu ponto principal é: por que se fazem aqui coisas sem a menor qualidade e sem o menor respeito para com os cidadãos? Por que para os brasileiros tudo tem de ser pior, mas, no entanto, sempre muito mais caro? A quem interessa essa situação?
 
Maria Tereza Murray terezamurray@hotmail.com
São Paulo

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A RAZÃO DO PREFEITO

Fernando Haddad tem toda razão: com as ciclovias, melhorou o fluxo de dinheiro público para contas particulares. É só ver o preço que está sendo pago por quilômetro de ciclovia. É bom lembrar, também, que logo seremos obrigados a andar pelas ciclovias, já que não existem calçadas e que as ruas estão todas esburacadas.
 
Eduardo Rodrigues Coelho erodriguescoelho@bol.com.br
São Paulo

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TRANSPORTE PÚBLICO

O prefeito Haddad deve ser responsabilizado pelos congestionamentos na cidade ao estreitar de forma drástica a largura das ruas com a instalação de faixas exclusivas para ônibus e bicicletas, com a desculpa de induzir a população a utilizar o transporte público. Que transporte público? Ruas alagadas e esburacadas, casas invadidas pela água, congestionamentos monstruosos, árvores caídas, corte de energia, etc. E o prefeito só pensa em construir ciclovias...

Marcos Abrão m.abrao@terra.com.br 
São Paulo

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INCOMPETÊNCIA ADMINISTRATIVA

Nunca acreditei nos resultados das urnas eletrônicas (Haddad ganhou de José Serra nos Jardins?), portanto, não votei no atual prefeito. Não unicamente por ser ele do partido dos trabalhadores (?), mas também por sua total incapacitação e incompetência administrativa, apoiada por uma certeza feudal defendida por advogados pagos com nosso dinheiro. No Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), Haddad deu um gasto extra de R$ 14 milhões. Mesmo assim, veio disputar em São Paulo a prefeitura. Lembrando uma frase de um líder do passado (20 anos do partido no poder): “O fundamento da autoridade reside na popularidade” (A. Hitler).
 
Flavio Prada flavioprada39@gmail.com 
São Paulo

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PARA OS RATOS

As Ruas Eurico de Azevedo Marques e Caio Graco da Silva, na Vila das Belezas, região do Campo Limpo, zona sul, estão tomadas por grandes mamíferos roedores – temidos até pelos gatos. As estreitas ruas ganharam meia ciclovia, que vem sendo criticada pela maioria dos moradores. Conheço bem e ando muito a pé na região. Seria um bom lugar para alguém também andar e, depois, ir engraxar os sapatos na Praça da Sé.

Devanir Amâncio devaniramancio@hotmail.com 
São Paulo

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NA CALADA DA NOITE

O rei das faixas, o prefeito Haddad, não acatando ordem judicial, se dedicou na “calada da noite” e com maestria a pintar faixas nos Jardins, local onde os ciclistas nunca se interessaram em andar. Mesmo assim, o petista deve achar que os ciclistas são um “bando de desocupados” e que ficariam rodando nos Jardins 24 horas por dia, mesmo já existindo pistas seguras e longas para esses passeios.

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br
São Paulo

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DESPERDÍCIO DE DINHEIRO PÚBLICO

Na Rua 7 de Abril, no Centro de São Paulo, foram feitas faixas para bicicletas que não são usadas. Nesta rua havia uma zona azul em seus 400 metros de extensão, permitindo estacionar 130 carros por hora, zona azul. Num cálculo simples, 130 vagas x 12 horas, tínhamos 1.560 vagas, que, a R$ 5,00 (cartão zona azul) por hora, rendiam ao município R$ 7.800,00 por dia, ou, por mês, R$ 171.600,00, considerando apenas 22 dias úteis. Por ano, o município deixou de arrecadar R$ 2.059.200,00 – e isso em apenas uma única rua, com eliminação de zona azul. O valor anual daria para manter durante um ano inteiro 10 creches com 30 crianças cada uma, com almoço, lanche, janta e uniforme. O pior é que o alcaide, além de alegar não ter dinheiro para manter crianças em creches, ainda gastou mais dinheiro pintando faixas que ninguém usa. E a rua e suas faixas estão se deteriorando. É só ir até a rua e comprovar. Virou passeio público, cheio de buracos e falhas. Que tipo de administração é esta? 
 
Jose Pedro Vilardi vilardijp@ig.com.br 
São Paulo

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METAS

O prefeito Fernando Haddad não cumpriu sua meta de redução de tempo de espera para cirurgias. Qual a surpresa? Afinal, a meta da construção das ciclovias, muito mais vistosa e importante para sua administração, esta, sim, com certeza será cumprida.

Luciano Harary lharary@hotmail.com 
São Paulo

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MARTÍRIO

Pegar ônibus para a região central de São Paulo na altura do número 3.000 da Avenida Raimundo Pereira de Magalhães, em Pirituba, é um verdadeiro martírio. Espera-se até uma hora. Essa região há décadas é mal servida pela Viação Sta. Brígida. A Prefeitura diz que remunera as concessionárias pelo número de passageiros transportados e que vai rever os contratos porque essas concessionárias estão faturando demais. Se a Viação Sta. Brígida coloca poucos ônibus nas linhas, evidentemente transporta menos passageiros, mesmo os ônibus estando superlotados. Se essa concessionária, como a Prefeitura diz, fatura demais, então qual é a “mágica” para isso ocorrer?

Haroldo Lopes aluisantos@yahoo.com.br 
São Paulo

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MOBILIDADE URBANA

Gostaria de sugerir ao prefeito Eduardo Paes, ao governador Pezão e à presidente Dilma que façam uma viagem a São Francisco, na Califórnia, EUA, para terem um aprendizado do que é mobilidade urbana. Aquela cidade, que guarda até características físicas com o Rio de Janeiro, tem o melhor sistema de mobilidade urbana do mundo. Não é para ficarem hospedados nos melhores hotéis do centro, mas nos subúrbios e, ao invés dos carrões, usarem os sistemas de transporte público. Aliás, tudo lá é público. Se não aprenderem o ofício desta vez, não aprenderão nunca mais. Essa sugestão vale para todos os prefeitos das grandes capitais brasileiras.

Paulo H. Coimbra de Oliveira ph.coimbraoliveira@gmail.com  
Rio de Janeiro

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RECLAMAÇÃO SERVIÇO PÚBLICO

No início de fevereiro, em três ocasiões, solicitei ao CET/DSV uma fiscalização mais efetiva na Avenida General Leite de Castro, nas imediações da faculdade Unip Unidade Via Anchieta em razão dos motivos a seguir expostos: 1) estacionam sobre guia rebaixada, atrapalhando moradores que chegaram antes da faculdade ao bairro; 2) mesas colocadas sobre as calçadas, obrigando os pedestres a circularem entre o intenso tráfego de veículos (inclusive deficientes físicos), uma verdadeira aberração!; 3) Bares das imediações funcionando até altas horas; etc.; etc. Na noite de sábado (21/3), mais precisamente às 23 horas, solicitei através do 190 uma viatura em razão de um bar estar aberto e os clientes fazendo grande algazarra, porém não apareceu ninguém. Às 23h55, liguei novamente, e NADA! À 1 hora da madrugada de domingo, liguei novamente para agradecer ao pronto atendimento da nossa Polícia Militar (não apareceram!). A quem nós, pobres mortais, devemos recorrer, se o próprio serviço de segurança pública não atende aos anseios da população? Só resta este jornal, que por muitas vezes vem nos salvando com este serviço de divulgação, de grande valia para a população paulista.

Juarez Silva juarez@upjoblog.com.br
São Paulo

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VERGONHOSO

Vergonhoso, absurdo e ridículo: há mais de duas décadas o Córrego Ipiranga está em obras, comendo nosso dinheiro com a finalidade de aprofundar sua calha, alargar o leito, recuperar suas margens, que sofrem desmoronamento constante por serviços mal executados. E basta chover para transbordar e causar graves alagamentos. Agora falam em novas obras... Serão mais dinheiro e mais desvios, né não?

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br 
São Paulo

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ALAGAMENTOS

Como a cidade de São Paulo vive submersa quando chove muito, o criativo e romântico prefeito Haddad poderia implantar faixas exclusivas para gôndolas.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com 
São Paulo

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CEUS

O prefeito Fernando Haddad, em sua campanha, prometeu voltar ao que era o projeto original dos Centros Educacionais Unificados (CEUs), mas o que presenciamos hoje na maioria dos CEUs é o oposto. Naturalmente que os cargos de gestores e coordenadores de núcleos têm uma responsabilidade gigantesca em levar projetos e cultura para as localizações desses CEUs, mas o que presenciamos na maioria não é isso, infelizmente. Poucos projetos e/ou nenhum, funcionários que não têm nenhuma identificação com seus cargos, na maioria das vezes professores que dão aleluia por estarem fora das salas de aulas. Mas devo acrescentar a maldita falha: cargos indicados pelos vereadores, o que é um grande erro. Se tivéssemos profissionais imbuídos em projetar, teríamos a promessa do (na época) candidato Haddad (hoje prefeito) cumprida, e todos ganhariam. Hoje, porém, quem somente ganha são os profissionais – basta fazer uma visita aos CEUs e comprovar. E, adianto, que me perdoem as exceções a essa regra.

Roberto Otaviano de Carvalho robertoctaviano@hotmail.com 
São Paulo

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REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL

Muito se tem falado sobre a inimputabilidade de menores de 18 anos. Suponhamos que adultos cometam um crime acompanhados por um menor de idade, com se deu na caso Champinha, que sequestrou a jovem Liana Friedenbach, de 16 anos,  e seu namorado Felipe Caffé, 19 anos, que foi abatido com um tiro na nuca por um dos integrantes da quadrilha. Ela ficou cinco dias em poder de Champinha, que a estuprou e torturou incontáveis vezes antes de executá-la com 15 facadas. O menor assumiu a culpa pelos assassinatos, foi “apreendido”, seus comparsas, julgados como réus primários, e todos saíram ganhando. Enquanto não mudar a Constituição e diminuir a maioridade penal para 16 ou 14 anos, as penas para criminosos adultos deveriam ser aplicadas em dobro sempre que menores participem do crime.
 
Cláudio Moschella arquiteto@claudiomoschella.net  
São Paulo

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ARGUMENTO SIMPLISTA

O clamor de milhões de brasileiros pela redução da maioridade penal tem sido ignorado pelo governo e refutado com o argumento simplista de que o sistema penitenciário é uma escola do crime. Tal argumento só seria válido se nosso país não fosse campeão em criminalidade infantil, seguida de uma impunidade revoltante em todas as idades e níveis sociais. Recordo-me de que o ministro da Justiça afirmou, certa vez, que o sistema prisional brasileiro é medieval, mas será que criminosos merecem celas de luxo com todos os benefícios pagos pelo contribuinte? Já é hora de o brasileiro exigir que bandidos mirins passem anos em reclusão e trabalho forçado, pois o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e nosso Código Penal apenas contribuem para aumentar a impunidade.

Daniel Marques danielmarquesvgp@gmail.com 
Virginópolis (MG)

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O ESTADO ISLÂMICO NO BRASIL

Nosso país é vulnerável, portanto deveriam levar mais a sério as tentativas de cooptação de jovens brasileiros pelo Estado Islâmico (EI). Afinal, faltam 500 dias para a Olimpíada do Rio.

Judisney Tadeu de Barros Albuquerque rolopes20012@hotmail.com 
Sarapuí

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DESASTRE AÉREO

Nos últimos dois anos, o mundo foi testemunha de um festival de acidentes aéreos. As tragédias mexem com nosso íntimo, fazem-nos pensar. Afinal, centenas de indivíduos deixaram este mundo num único acidente. Qual o valor da existência? Para onde vamos, de onde viemos? Que destino esdrúxulo é este que interrompe violentamente a trajetória de quem ainda tinha muito a oferecer? É de pensar como a vida é efêmera. Lamentavelmente, os planos que as pessoas têm pela manhã, às vezes, não chegam à noite. E não se trata de um argumento fatalista, mas, sim, da mera observação da realidade. Se do desastre sai uma lição, certamente é esta: cada dia é uma bênção. 
 
Gabriel Bocorny Guidotti gabrielguidotti@yahoo.com.br 
Porto Alegre

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O FATOR HUMANO

A aviação está sempre procurando dotar as aeronaves de dispositivos de segurança que evitem desastres como este, da Germanwings. Mas para o fator humano não há como você fazer muito. As investigações aprofundadas chegaram a uma receita médica, datada com o dia do voo, para o copiloto Andreas, dando-lhe uma dispensa por um dia, que seria o do voo. Já se constatou que o copiloto tinha problemas de depressão, etc. Não pode uma pessoa com este estado emocional ficar no comando de uma aeronave. Nem como comissário de bordo. Houve, sim, uma falha da empresa e vidas se foram. Agora o lado técnico: aquela porta da cabine, que tem tanta segurança, não deveria ter um dispositivo que evitasse acontecer o que aconteceu? O piloto não conseguiu entrar. Essa porta, que foi dotada de tanta segurança após os atentados do 11 de setembro de 2001, pecou por um simples detalhe. Agora vão pensar nisso a apresentar uma nova solução. Enquanto isso, a França já determinou que na cabine terá sempre de ter 3 pessoas, e uma delas terá de ser um(a) comissário(a) de bordo. Essa tragédia podia ter sido evitada.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com 
Rio de Janeiro

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A DEPRESSÃO E O DESASTRE AÉREO

Confirmada a informação de que o recente desastre do avião que espatifou-se nos Alpes franceses e matou 150 pessoas teve como responsável o copiloto, que poderia estar com depressão, tal fato obriga empresas aéreas a, a partir de agora, quando tripulantes com responsabilidade de pilotar passarem por problemas emocionais, como aconteceu, não mais poderem executar função dessa importância. Tratando-se de aviões, o ideal é aplicar o mesmo para os auxiliares de bordo, para não trabalharem quando confirmados doentes emocionais. Este acidente também obriga as empresas aéreas a criar uma regra pela qual nunca uma cabine de avião possa estar com apenas um elemento – e, se algum dos pilotos precisar sair, antes outro funcionário deverá entrar. É o mínimo que se espera. Hoje, cada vez mais criamos máquinas a prova de falhas, mas ainda o ser humano que as maneja não o é. 

Laércio Zanini spettro@uol.com.br 
Garça

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REVENDO CONCEITOS

Partindo do pressuposto de que a depressão seja o mal do século 21, e sendo o homem, muitas vezes, escravo dos maus pensamentos, diríamos que surtar é algo bem próximo ao mundo real. Por que, então, delírio semelhante não se poderia manifestar numa cabine de comando a 11,5 mil metros de altura? Afinal, naquele voo estavam dois frágeis seres humanos, denominados piloto e copiloto, titulações que, obviamente, a psiquiatria desconhece.

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com 
Niterói (RJ)

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