Fórum dos Leitores

GOVERNO DILMA

O Estado de S.Paulo

31 Março 2015 | 02h04

A origem da crise

A manchete 85% do esforço fiscal anunciado até agora sai do bolso dos brasileiros (29/3, B1) nos leva à questão: o que exatamente estamos pagando? Estamos pagando pela irresponsabilidade do governo Dilma de gastar muito mais do que poderia, causando a inflação que ora sofremos e cuja correção de rota nos leva à recessão da economia. Administrou mal e agora nos manda a conta. Aumenta juros, combustíveis, energia e impostos sem nada fazer para conter o gasto público. Dilma deveria reduzir o tamanho do Estado, diminuindo o número de ministérios e cargos em comissão, eliminando gastos com propaganda, centrando investimentos no Brasil, privatizando empresas públicas para cortar a corrupção pela raiz. Mas, ao que tudo indica, a presidente não quer desviar-se do plano de poder do PT e seguirá cambaleando até o fim, deixando-nos enorme conta para pagar.

CARLOS DE OLIVEIRA AVILA

c.avila@gmail.com

São Paulo

'Sobre sacrifícios'

Primorosa a análise da crise econômica brasileira de autoria de Luiz Eduardo Assis (30/3, B2). Merecem destaque o comentário sobre a falta de credibilidade para pedir "sangue, suor e lágrimas" de um governo "acuado pelos escândalos de corrupção" e a imagem do "açougueiro estabanado que opera cérebros usando luvas de boxe", para caracterizar o atual governo. O articulista teve, além do conhecimento técnico, a coragem moral de, contra a opinião da maioria, mostrar que o ajuste fiscal é largamente insuficiente para tirar o País da atual crise. Leitura imperdível!

EDUARDO SPINOLA E CASTRO

esc@scvs.adv.br

São Paulo

Enquanto isso...

... mais R$ 60 milhões para a Bolívia! É a presidente que decide isso? Câmara e Senado servem para quê? Realmente, estamos numa ditadurazinha de bananas enfeitada de vermelho com o coronelismo dizendo o que fazer.

ARIOVALDO BATISTA

arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

ANOS TERRÍVEIS

'O grande culpado'

Foram necessários 12 anos de rapina para se perceber que Lula não deu certo. Incrível a boa vontade, a passividade e o otimismo de muitos brasileiros, que acreditam que tudo vai dar certo, pois Deus é grande e brasileiro - e alguém vai fazer o serviço. Pelas origens políticas, Lula não poderia ter dado certo, mas uma simples Carta aos Brasileiros foi suficiente para ludibriar o povo mais bem informado. Esperemos que estes terríveis anos tenham chegado ao fim.

OTTFRIED KELBERT

okelbert@outlook.com

Capão Bonito

O editorial O grande culpado (30/3, A3) deveria estar publicado na primeira página do Estadão, pela importância do tema, e em caixa alta, para ser visto pelos "piores cegos", aqueles que não querem ver. Sinto-me defendido e honrado quando o Estadão reflete o meu sentimento. Aceitem meus cumprimentos.

LEÔNIDAS FIGUEIREDO

leo.figueiredo@terra.com.br

Vinhedo

A máscara caiu

Lula quer dividir o País, quer roubar o nosso direito de nos sentirmos iguais sem temer nossas diferenças extrínsecas. Quer impor a censura àqueles que apontam os cabeludos "malfeitos" do PT, os quais não param de ser descobertos. A miscigenação, nossa maior riqueza e característica, foi golpeada de morte pelo petismo raivoso e ditador. Caminhamos para uma fronteira perigosa e a culpa, sem dúvida, é do criador da criatura. Que Deus nos ajude!

ANA MARIA CARMELINI

anacarmelini@yahoo.com.br

São Paulo

CORRUPÇÃO

Resposta à impunidade

O artigo O problema é o processo (29/3, A2, dos juízes federais Sergio Moro e Antonio Bochenek)deixa evidente a grande diferença entre a Justiça deixar de dar uma resposta eficaz à sociedade dado o excesso de recursos, por um lado, e a insuficiência de leis eficazes, por outro. Assim, o projeto de lei mencionado é muito bem-vindo e sua aprovação surtirá mais efeitos do que simplesmente a transformação do crime de corrupção em hediondo.

MARIA LUCIA RUHNKE JORGE

mlucia.rjorge@gmail.com

Piracicaba

Sem atalhos

Se a lentidão do Judiciário causa situações de injustiça, ataquemos o problema na sua causa. Aceitar atalhos no devido processo legal, além de beirar a ditadura, é quebra-galho, jeitinho, e causa tanta injustiça quanto a que se quer evitar. Os processos devem ser bem conduzidos em todas as suas etapas e no tempo certo. Qualquer coisa diferente disso é inaceitável.

RENATO S. JACOB

rsjbr61@gmail.com

São Paulo

Contenção da criminalidade

Os argumentos contra a manutenção do flagrante e a decretação das preventivas, falsamente fundamentados na possibilidade de erro judicial, e presunção de inocência, realmente não se sustentam, como demonstrado no artigo O problema é o processo. A tese, bem combatida pelos articulistas, só faz aumentar a criminalidade e lotar as prisões. A descrença decorrente da demora processual, das filigranas jurídicas e das nulidades favorecendo o réu sob a falsa suposição de possíveis erros judiciários é uma carta branca para o crime. Depois de um flagrante, que passa pelo crivo do Ministério Público e do juiz do processo, a sentença condenatória ainda é suscetível de erro, como todo ato humano, mas não em quantidade e qualidade suficientes para desqualificar a prisão provisória e desarmar a sociedade. Fazer a presunção de inocência prevalecer até sobre a sentença judicial recorrível é rebaixar esse ato judicial ao simples ato administrativo do registro de um flagrante, dando mais força ao advogado do que ao Estado. O erro judiciário é possível, mas como exceção, e não regra. Ainda no tema presunção legal, é forçoso considerar que o policial, o advogado, o promotor de Justiça e o juiz de Direito são igualmente competentes e honestos. Um erro na prisão em flagrante ou preventiva atinge apenas o réu e seu pequeno círculo familiar e social, enquanto a liberdade provisória afeta principalmente o núcleo familiar da vítima e mais toda a sociedade onde o fato ocorreu. A concretização da pena prevista no Código Penal, e na forma do Processo Penal, deve produzir efeito quase instantâneo, com o flagrante ou a preventiva, ou ainda quando da sentença, para que a sociedade acredite na punibilidade e na função defensiva do Estado. Só assim teremos a almejada contenção da criminalidade.

SILVIO MARQUES NETO, desembargador

marquesnetosilvio@gmail.com

São José dos Campos

31 DE MARÇO

Hoje faz 51 anos da eclosão do golpe militar de 1964, uma data muito triste da nossa história. A Constituição foi rasgada, muitos brasileiros morreram nas masmorras e torturados nos porões da ditadura, exilados de sua pátria e muitos mandatos populares foram cassados sem direito a defesa. A inteligência foi censurada, atrasando a nossa cultura por mais de 20 anos. E, lamentavelmente, ainda existem pessoas que pedem a volta do golpe, desta vez com o nome de “intervenção militar”. Este pesadelo nunca mais voltará.

Marcos Tito marcostitoadvogados@gmail.com 
Belo Horizonte

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O BRASIL MERGULHADO EM DÚVIDAS

Em outras épocas o Brasil estaria comemorando o aniversário da revolução de 1964, antes redentora, hoje denominada golpe. A data foi recentemente banida do calendário nacional de eventos. Mas o País chega a ela, neste ano, mergulhado em dúvidas. O dragão da inflação bate à porta. O governo edita medidas impopulares na tentativa de ajuste, mas é visto como grande gastador. Os escândalos de corrupção pontificam. Os trabalhadores e até o PT protestam contra o arrocho e pedem o cumprimento das promessas de campanha. O povo já fez uma grande manifestação pró-impeachment no dia 15 de março e tem outra chamada para 12 de abril. Setores mais radicalizados pedem a volta dos militares ao poder. Com as diferenças de época e de contexto, vivemos um clima bastante parecido com aquele 31 de março de 1964. Queiram ou não, vivemos dias apreensivos. O contexto internacional é diferente, mas não estamos bem. Não temos mais o explosivo ingrediente da guerra fria, mas não devemos nos esquecer de que há o caricato bolivarianismo vigente na Venezuela, na Bolívia e no Equador, com muitos adeptos (e colaboradores) incrustados no governo brasileiro. O 31 de março não tem, hoje, motivos objetivos para ser comemorado. Mas pode ser uma data de reflexão, para não repetirmos os erros do passado, tanto para a direita quanto para a esquerda.
 
Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br
São Paulo

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HÁ 51 ANOS

Vivia o Brasil turbulência política mais preocupante do que a de hoje. O governo de João Goulart sinalizava que ia implantar regime socialista no Brasil, já começando com o fomento de quebra de hierarquia na Forças Armadas, preparando um golpe de Estado. A mídia reagiu e incentivou – especialmente o “Estadão” – a sociedade a comparecer às ruas na Marcha da Família com Deus pela Liberdade. Órgãos religiosos solidarizaram-se e participaram do movimento. A repulsa à ideologia comunista foi o contragolpe dos militares que prometeram (Castelo Branco) devolver aos civis, depois das reformas necessárias, o governo democratizado. Todavia, os ideólogos esquerdistas reagiram, não pacificamente, mas organizando guerrilhas urbanas, desestabilizando a segurança pública, num enfrentamento com os militares. Deu no que deu. Atualmente, estes guerrilheiros e seus descendentes ideológicos nos governam e estão mostrando como são e como teria sido muito pior (ainda existia a URSS) se o golpe nos idos de 1964 não tivesse logrado êxito. 

Vicente Carrara vicente.carrara@hotmail.com  
Mineiros do Tietê

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DIREITA E ESQUERDA

Como dizer que a ditadura de 1964 a 1985 foi de direita, se foi a época em que mais se criaram estatais (Embratel, ECT, Embraer, Telebras, Infraero, Embrapa, Dataprev, Imbel, etc.) e em que foram criados o FGTS, o INPS, incorporando profissionais que eram excluídos da Previdência, o Instituto da Brasileiro de Reforma Agrária (Ibra), o Estatuto da Terra, o Funrural, o Mobral, bandeiras de esquerda? Houve repressão a terroristas e subversivos que eram originários da esquerda radical. Hoje o governo, que diz ser de esquerda, quer privatizar até o pagamento de salários de funcionários.

Alfredo M. Dapena alfredomdapena@gmail.com  
Rio de Janeiro

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A HISTÓRIA SE REPETE
A intervenção militar de 31 de março de 1964 era uma das opções para salvar o Brasil da baderna generalizada. Vale dizer, não houve golpe algum. Na verdade, o governo da República caiu no colo dos militares. A ação militar administrou a Nação com muita competência e patriotismo, mesmo porque a história do Brasil é marcada de exemplos de honradez militar, tendo o País recuperado a ordem, a disciplina, o patriotismo e o crescimento econômico. De 1969 a 1973, o produto interno bruto (PIB) cresceu a uma taxa de 12% ao ano. Grupos inconformados com o regime militar se espalharam pelo País para combatê-lo, tendo deles participado brasileiros que depois se tornaram importantes e ilustres personalidades políticas no cenário nacional, inclusive a presidente Dilma Rousseff, que integrava uma dessas organizações com apenas 16 anos de idade. Ocorreram excessos tanto do lado dos militares quanto das forças oposicionistas. Aparentemente, tudo já investigado e apurado e o assunto merece ser superado para que, sem mágoas, se perpetue a união da família brasileira, independentemente da política, da cor, da condição social e da religião. Interessante registrar é que esse movimento militar nasceu em março de 1964 com as Marchas da Família com Deus pela Liberdade, ocorridas nas capitais, e que terminou em 1985, com a posse de José Sarney na Presidência da República, cujo governo foi um grande fracasso, tendo em 1988 a taxa anual da inflação atingido o absurdo porcentual de 1.764,86%. A sorte do País foi ter Fernando Henrique Cardoso sido eleito presidente durante o período de 1995 a 2002, quando foi implantado o Plano Real, de sucesso absoluto. Seguiu-se o governo do presidente Lula, cuja administração foi razoável e interessante economicamente, período em que foi desenvolvido um plano social de igualdade e de justiça. Todavia, nestes 12 anos de amplo poder político petista, políticos seduzidos pelo poder nele se agarraram e se corromperam. Embora eleitos pelo povo, não o representaram, mas sim os seus próprios interesses, contribuindo para desviar o País de rota segura, comprometendo a democracia. Notícias de escândalos na administração pública direta e indireta são diárias, e a roubalheira na casa da Petrobrás a que mais escandalizou. No plano externo, a imagem do Brasil é de um país tímido e de posição indefinida, com forte inclinação para o esquerdismo-comunismo e conivente pelo silêncio ou pela vergonha de se manifestar com as agressões aos direitos humanos que acontecem na Síria, em Cuba, na Venezuela, etc. No Mercosul, enquanto países sul-americanos crescem, o Brasil se afunda ao preferir se alinhar com as decadentes Argentina e Venezuela, numa coligação que só tem servido para a deterioração da imagem do País e do seu comércio com o exterior. Apesar desse quadro severo de incompetência absoluta e de corrupção generalizada, Dilma conseguiu se reeleger. Para se sustentar, só mentiras. E o responsável é o ex-presidente Lula, que a inventou.
  
Flavio Cesar de Toledo Pinheiro flaviopinheiro.adv@uol.com.br 
São Paulo

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PROVOCADORES

Ao mesmo tempo que o vereador de São Paulo  Fiorilo declarava que a explosão de uma bomba caseira numa sede do PT era a prova que faltava para confirmar a intolerância e o ódio contra o partido, Rui Falcão, presidente nacional da sigla, lançava um vídeo no Facebook incitando a militância e amigos a se mobilizarem para, nesta terça-feira (31/3), botar o bloco na rua em todas as cidades. Alguém ainda duvida de que estes provocadores não fazem parte do grupo do “quanto pior, melhor” da presidente Dilma e de seus teleguiados? 
 
Leônidas Marques  leo_vr@terra.com.br 
Volta Redonda (RJ)

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PASSEATA DO PT

O PT vai fazer uma passeata no dia 31 de março? Numa terça-feira? Estes caras realmente não trabalham!

Ademar Monteiro de Moraes ammoraes57@hotmail.com 
São Paulo

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TRABALHADORES DO BRASIL

No Brasil funciona assim: os trabalhadores e estudantes protestam nos domingos; vagabundos, bandidos e desocupados protestam nos dias úteis. Se atrapalham a vida da população, é mera coincidência.

José Luiz Tedesco wpalha@terra.com.br 
Presidente Epitácio 

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A DIFÍCIL TAREFA DE PÔR A CASA EM ORDEM

Joaquim Levy, ministro da Fazenda, vai apresentar nesta terça-feira um discurso na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. Levy terá a incumbência de convencer os senadores de que a regulamentação da lei sancionada no final do ano passado compromete o ajuste fiscal de 2015 e a retomada do crescimento econômico, caso não seja aprovada. Para ver se o Congresso age de acordo com os interesses do País, os senadores deveriam lembrar a Levy que sua chefe, dona Dilma Rousseff, pintou um país cor de rosa a todos os brasileiros, que não havia problemas e que a economia ia, sim, muito bem, obrigada. Como agora o Senado vai aceitar que os brasileiros arquem com mais este sacrifício depois do estelionato eleitoral? Caso o ajuste fiscal seja aprovado, o panelaço deverá vir das ruas. Basta de incompetência, mentiras e roubalheira. 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com 
São Paulo

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LEVY E DILMA

O ministro da Fazenda está se saindo melhor do que a encomenda. Num evento em São Paulo, disse que Dilma Rousseff “tem desejo de acertar, mas nem sempre é eficaz”. Ou seja, só complica. Seria bom ela colocar a mão na consciência e engolir a seco esta reprimenda do ministro, já que hoje, no Planalto, pela credibilidade, é o único colaborador seu com livre trânsito no Congresso, entre investidores e, principalmente, nas agências de classificação de risco como a Standard & Poor’s, que não rebaixou a nota do Brasil.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com
São Carlos

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E ELE NÃO FALA TUDO...

Fazia muito tempo que não via um subordinado chamar seu chefe de incompetente com tanta educação, sutileza  e criatividade como quando o ministro Levy disse que a presidente Dilma tem desejo de acertar, mas nem sempre é eficaz. Ah, se ele pudesse falar 50% do que pensa das estratégias econômicas deste governo...

Luiz Roberto Savoldelli savoldelli@uol.com.br 
São Bernardo do Campo 

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A PRESIDENTE IRRITADA

Depois da fala do ministro da Fazenda numa palestra fechada e cujo conteúdo vazou, resta, agora, para a presidente cantar no chuveiro a música “ai, se eu te pego; ai, ai, se eu te pego”.

Paulo Juvenal da Costa costa-paulo@ibest.com.br 
São Paulo

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IGNORÂNCIA E MÁ-FÉ

Mesmo não me enquadrando na ignorância e nem na litigância de má-fé, discordo da alegação de que a aprovação do ajuste fiscal seria a demonstração de que o Congresso está afinado com as necessidades e interesses do País. Com Dilma na Presidência, até o patriotismo ficou comprometido. Quem, durante quatro anos, em sã consciência, “enterrou” o País não merece a benesse de tentar desenterrá-lo. Quem não teve competência não merece permanecer estabelecida. Na minha opinião, dona Dilma deveria pedir, imediatamente, a sua demissão do cargo.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br 
Monte Santo de Minas (MG)

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DEU A LÓGICA

O produto interno bruto (PIB) de 2014 cresceu 0,1%, e só não foi negativo porque recebeu uma mãozinha do novo método de cálculo desse número – alteração técnica que considera como investimentos itens até então classificados como despesas. Dilma assumiu o governo em 2011 com um PIB de 7,6%, e o entregou em 2014 com 0,1% de crescimento e foi recebido com festas no Palácio do Planalto, pois poderia ter sido muito pior. Desnecessário analisar todos os itens que compõem o PIB,  o  resultado está aí, límpido e claro, e esse desastre, essa vergonha, tem nome e sobrenome: Dilma Rousseff.  Desde que tomou posse em 2011, a meta sempre foi a reeleição com o único objetivo de perpetuar o PT no poder. Para isso, não mediu esforços, mesmo alertada que estava, na contramão do desenvolvimento, adotou medidas equivocadas, baixou a Selic na marra para 7,5% (atualmente 12,75%), deixou o índice inflacionário ao Deus dará (hoje já beira 10%), apostou no consumo das famílias, reduzindo o IPI de veículos e eletrodomésticos, além de tantas outras benesses inconsequentes. Deu no que deu, quebrou o Brasil, foi reeleita pelos manés e nós, contribuintes, arcaremos com a  reconstrução, o ajuste fiscal vem aí, “doa a quem doer”. E não tem perdão, pague-se e  acabou!

Sérgio Dafré sergio_dafre@hotmail.com 
Jundiaí

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RECUPERAÇÃO

Levando em consideração que a economia deixara de crescer e gerar emprego no período de declínio, na retomada deverá somar a isso a continuidade de crescimento e geração de emprego. Prever que isso ocorrerá em 2016 é ledo engano. Na crise americana de 2008, com toda força que o governo fez, ampliando o meio circulante, zerando a taxa de juros, investindo ele governo nas grandes empresas, levaram de 4 a 5 anos parar ver o PIB reagir positivamente, porque é que nós conseguiríamos em um ano, se seguimos na contramão do que fez o governo americano? Concordo plenamente com Celso Ming: “estamos longe de atingir o fundo do poço”.

Manoel Braga manoelbraga@mecpar.com 
Matão

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‘O GRANDE CULPADO’

Cumprimento o “Estadão” pelo editorial de título acima (30/3, A3). Todo dia ficamos sabendo de mais absurdos da nossa “presidenta” na condução do País.  Ocorre que acabamos nos esquecendo de que Dilma Rousseff não é nada, não tem o mínimo preparo para o cargo que ocupa e é uma invenção do não menos incompetente e enganador Luiz Inácio Lula da Silva. Pior do que não ser qualificada para o cargo é achar que é. De ter a soberba de não escutar ninguém e desqualificar quem a contrarie. Um exemplo do seu despreparo é a equipe que escolheu para assessorá-la. O que dizer de um Aloizio Mercadante, de um Jaques Wagner, de uma Ideli Salvatti, de um George Hilton? Só se salva Joaquim Levy, que não é do time. Não podemos nos esquecer, também, do nosso Congresso, que visa única e exclusivamente a seus interesses e aprova os projetos da presidente. O grande e principal culpado de tudo isso é Lula, que deve ser desmascarado e excluído da política nacional. É contra ele que a mídia e a nossa fraca oposição devem virar seus canhões e dar ciência à grande massa de desinformados entre a população que vota ainda no PT.
 
Ricardo Nobrega cnc.eng@terra.com.br
São Paulo

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AS ESCOLHAS DE DILMA

Com a saída do ministro da área de Comunicação Social do governo Thomas Traumann, ocasionada pelo vazamento de um documento interno do governo alertando para o “caos político” e as ações erráticas do governo, Dilma escolheu Edinho Silva, tesoureiro de sua campanha de 2014, para o cargo.  Trocou seis por meia dúzia, pois Edinho é da mesma corrente majoritária do PT e dias atrás deu declarações dizendo que os petistas fracassaram por falta de mais agressividade contra os conservadores que estão tomando as mídias sociais. Continua, portanto, o “ nós” contra “eles”.

Henrique Schnaider hschnaider4@gmail.com 
São Paulo

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CREDENCIADO

A escolha de um nome (Edinho Silva), para a Secretaria de Comunicação da Presidência, com vasta experiência em financiamento de campanha do PT, indica que o órgão que se notabilizou nos últimos tempos por comprar blogueiros sujos da subimprensa e fazer chantagem com publicidade oficial agora tem no seu comando um “profissional credenciado”.

Rodrigo Borges de Campos Netto rodrigonetto@rudah.com.br 
Brasília

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TESOUREIROS

Nomear um tesoureiro do PT para a Secretaria de Comunicação, nos tempos de hoje – depois de Delúbio Soares e João Vaccari Neto –, soa como burrice, escárnio e deboche. Ou o poste não está entendendo nada do que está acontecendo neste país. 

Carlos R. Gomes Fernandes crgfernandes@uol.com.br 
Ourinhos 

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O SONHO DO PT

Nem bem começou o segundo mandato da presidente Dilma, três ministros já deixaram o cargo. Em vez de a presidente aproveitar a proposta do PMDB, que define o número máximo de 20 ministérios, usou a ocasião para dar mostras de que continua a agir de acordo com a doutrina bolivariana: nomeou para a Secom o ex-deputado petista, ex-tesoureiro da campanha à reeleição e ex-presidente do PT em São Paulo, Edinho Silva. Com isso, pretende controlar os gastos de propaganda em veículos de comunicação. Será que este é o início da “democratização da imprensa” sonhada pelo PT?

José Wilson de Lima Costa jwlcosta@bol.com.br 
São Paulo 

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O INCRA SOB NOVA DIREÇÃO

Senti arrepios e vontade de rir quando li o título do texto publicado no “Estadão”: “Dilma escolheu petista com perfil técnico para presidir Incra”. Só pode ser piada, pois quem com perfil técnico ainda é petista? Das duas uma: ou o diploma de Engenharia Agronômica de Maria Lúcia Falcón equivale ao diploma de Economia de Dilma ou ela não votou em Dilma na última eleição.
 
Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br 
Americana

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UM ALENTO NA EDUCAÇÃO

A indicação e aceitação do professor Renato Janine Ribeiro para o Ministério da Educação é um alento num cenário atual turbulento. Chega, para a maior carência do País, alguém que realmente entende e muito do que fala.

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com 
Casa Branca

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BOA NOVA

Boa notícia: um ilustre professor de Ética e Filosofia Política será nomeado ministro da Educação! Agora, o pobre coitado vai sofrer muito para ensinar Ética aos políticos do PT... Ou será que dona Dilma fez de  propósito?

Godofredo Soares caetano.godofredo@terra.com.br 
São Paulo 

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O PAÍS PRIMEIRO

A presidente Dilma poderia levantar sua imagem e sua popularidade nomeando ministros com especialidade técnica de qualidade para cada área, assim como nomeou o filósofo Renato Janine para o Ministério da Educação. A presidente tem de cumprir, primeiro, a função de governar pensando no País, no povo e, depois, na política.

Arcangelo Sforcin Filho despachante2121@gmail.com 
São Paulo

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PÁTRIA DOUTRINADORA & SANDICES

Em seu discurso de posse, Dilma definiu o lema de seu segundo período na presidência: “Brasil, Pátria Educadora”.  Para ocupar o MEC, suposta prioridade de governo, escolheu o polêmico Cid Gomes, homem sem qualquer vínculo com a área da Educação e que fora precedido pela fama de ter pago, quando governava o Ceará,  cachê milionário para uma cantora de axé inaugurar uma unidade de saúde em seu Estado, além de ter fretado um jatinho para passear na Europa levando a sogra na bagagem. Nomeado, Cid já foi avisando que professor tinha mais que trabalhar por idealismo, e não por salário. Durou pouco mais de dois meses, e sua demissão foi anunciada pelo presidente da Câmara dos Deputados. Agora, a Pátria Educadora vai de professor Renato Janine Ribeiro, o quinto ministro da Educação de Dilma em quatro anos! Janine, admito, tem mais “currículo”, mas é visto com bons olhos pelo Partido dos Trabalhadores, o que, de pronto, já faz acender todas as luzes amarelas possíveis e imagináveis no horizonte escarlate dos súditos da Pátria Educadora. Há pouco, o ilustre teceu críticas às legítimas manifestações de 15 de março (“é uma reação tola [...] o PT cumpre hoje o papel que já foi de Getúlio Vargas” – afirmou). O que nós, os “tolos” que saímos às ruas a reagir, esperamos é que o MEC, agora sob Janine, também reaja e deixe de abonar livros didáticos ensinando à gurizada formas gramaticais bizarras como “nós vai no rio e pega os peixe” e, também, interrompa a doutrinação ideológica nas escolas. Se Janine conseguir isso, já estará de bom tamanho... Por enquanto, o que temos é uma pátria “doutrinadora” e sem rumo. Pior foi a indicação do petista Edinho Silva para a Secretaria de Comunicação Social da Presidência, a Secom. Disse ele sobre o governo Dilma: “...tem credibilidade (...) é um governo que conduziu o Brasil crescendo, gerando emprego...”. Além de desinformado sobre o atual nível de “credibilidade” do atual governo, no mesmo dia em que Edinho acrescentou essas sandices ao bestialógico nacional, saiu o PIB brasileiro em 2014: 0,1%! Indústria regredindo 1,2% e investimentos, 4,4%. Sem mais comentários. 
 
Silvio Natal silvionatal49@gmail.com 
São Paulo

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FILÓSOFOS

O filósofo Renato Janine Ribeiro será ministro da Educação. O PT gostou, claro. Bem, é mais um para deslizar na maionese... Começou chamando sutilmente de “tola” a reação popular – afinal, foram só 2 milhões de bobões nas ruas, não é? – “que, não encontrando alvo melhor, resolveu ‘demonizar’ o Partido dos Trabalhadores”. Roubalheira? Corrupção? Bem, e daí? Não são assuntos para mentes sofisticadas. Filósofos servem para filosofar. Já imagino a cena: enquanto vai surfando as ondas de suas altas (e ocas) especulações filosóficas de esquerda, com belos escritos, participação em palestras, seminários, debates intermináveis (e verba cada vez mais próxima de zero), professores e alunos, na cidade e no campo, vão comendo o pão que o diabo amassou, em escolas sem estrutura, sem qualquer condição de oferecer ensino de qualidade, que forme cidadãos, que forme profissionais competentes, necessários ao País. O sistema educacional enfraquecido, aliás, é o caminho mais eficaz para a realização do sonho petista: o rebaixamento da classe média, que eles odeiam tanto.

Edméa Ramos da Silva paulameia@terra.com.br  
Santos 

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O PROFESSOR JANINE NA CAPES

A reportagem assinada pelo colunista Edmundo Leite no dia 27 de março, acerca da indicação do professor Renato Janine Ribeiro para o Ministério da Educação, faz uma breve descrição de seu currículo, mas levanta a suspeita de que o professor Janine possa ter tomado decisões políticas e ideológicas, “que deveriam ser estritamente educacionais, havendo recebido críticas metodológicas à sua capacidade administrativa”, no período em que foi diretor de avaliação na Capes. Como participamos do Conselho Técnico Científico da Capes naquele período, tivemos a oportunidade de compartilhar de várias decisões tomadas pelo professor Renato Janine. Podemos dizer que suas decisões eram compartilhadas por amplo grupo de assessores da Capes, com base nos pareceres externos e comportamento ético irrepreensível. A avaliação da Capes consiste em participação expressiva da comunidade acadêmica, sendo que a diretoria de avaliação reúne os pareceres elaborados por professores experientes da área, e a decisão final se dá por votação no seu Conselho Técnico e Científico. Cabe lembrar que nem sempre essas decisões agradam à comunidade. Um parecer contrário aos interesses de determinados acadêmicos pode originar controvérsias, embora sejam pautadas nas avaliações externas que outros pares elaboram. A avaliação da pós-graduação pode ser considerada um patrimônio do País, permitindo que o Brasil aponte como um dos 12 mais importantes produtores de ciência no mundo. O professor Janine foi fundamental para que o processo baseados no mérito e na postura ética fosse respeitado e aperfeiçoado. Podemos afirmar que nem todos os acadêmicos prezam o mérito e a ética como fatores determinantes na avaliação da pós-graduação.
 
Jair Mari, professor titular do Departamento de Psiquiatria, presidente da Comissão de Livre Docência da Universidade Federal de São Paulo 
São Paulo

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SÓ MAIS UM SLOGAN

O primeiro ministro da Educação deste governo foi uma escolha política e partidária que não durou dois meses de governo devido à má educação. O segundo, uma escolha para agradar ao próprio partido, de um notório desconhecido e inexperiente, que alega ter de aprender muito. Será que o ministério da Educação passou a ser curso de aperfeiçoamento para bolsistas, como o Ministério da Saúde? O que fica muito claro é que a Pátria Educadora é apenas outro slogan marqueteiro.

Vagner Ricciardi vbricci@estadao.com.br  
São Vicente 

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NOVO MINISTRO TAMBÉM FALA O QUE NÃO DEVE

Creio que o novo ministro da Educação não terá, também, vida longa no cargo. Os ânimos já estão exaltados e, para piorar, divulga-se vídeo de entrevista de Renato Ribeiro criticando duramente Renan Calheiros, Eduardo Cunha e o PMDB em geral. Parece brincadeira: só pode ser algum espírito de porco em volta de Dilma, louco para ver o circo incendiar de vez, botando serpentes atrevidas na cachola da presidente. Dilma precisa entender e admitir de uma vez por todas que basta de confrontos com Renan e Cunha. Quem quiser criticar a dupla, que não deixe vazar. Ou, então, aguente o pesado troco. 

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com 
Brasília

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TRATAMENTO

Desnecessário dizer da cultura e competência do professor Renato Janine Ribeiro, novo ministro da Educação do Brasil, uma vez que ocupará tal cargo com aprovação da maioria dos brasileiros que o conhecem por seu discernimento e clarividência dos problemas educacionais que nos afligem de há muito. A única ressalva é o tratamento. Deixe de dizer  “presidenta”, pois isso é para os petistas lacaios. V. Excia. não precisa disso, é a “presidente”  e fim de papo, com a devida vênia, afinal V. Excia. não é petista e muito menos de carteirinha.

José Piacsek Neto bubanetopiacsek@gmail.com 
Avanhandava

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DILEMA

Mesmo correndo o risco de ser devorado pela Esfinge de Tebas, mais um herói, além de Édipo e de Joaquim Levy, Renato Janine Ribeiro, professor de Filosofia, aceitou o cargo de ministro da Educação de Dilma Rousseff procurando resolver o terrível dilema que a Esfinge lhe propõe: “Uma corda deverá ser puxada por dois lados opostos: o seu, cuja  tarefa será transformar o Brasil numa Pátria Educadora, o que demandará grandes gastos; mas do outro lado da corda, puxando mais forte ainda, estará Joaquim Levy, o mãos de tesoura, cortando os gastos; no meio deles estarão inúmeros demons, entre eles os temíveis Renan e Cunha, na torcida, pulando e atiçando hora um, hora outro, dependendo de seus interesses. Quem sairá vencedor?”. Nós, brasileiros, somos espectadores desse cenário. E, sem grande espanto, vemos que a Esfinge nem sabe direito o que perguntou nem muito menos a resposta. 

Regina Ulhôa Cintra reginaulhoa13@outlook.com 
São Paulo

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O NOVO NOME DA EDUCAÇÃO

O novo escolhido por dona Dilma para ocupar uma daquelas privilegiadas cadeiras do “puderrr” é o filósofo Renato Janine Ribeiro. Intelectual que merece respeito, sem dúvida. Todavia, considerando o histórico dos critérios que movem a quadrilha que tomou a República de assalto em 2003 – e que a assalta diuturna e incansavelmente, de modo institucionalizado –, forçoso é supor que seu nome tenha sido sorteado, na cartola dos simpatizantes, por ele colocar sua pena e discurso bem articulado a serviço do PT e seu desgoverno. Senão, vejamos. Em matéria publicada em 1.º/3 neste jornal, Janine fala do fim da compaixão, referindo-se ao modo como foi achincalhado o ex-ministro Guido Mantega no Hospital Albert Einstein. Ora, caro Janine, “enfatizar o que nos divide” foi uma lição ensinada ao povo brasileiro por Lula; “trégua” foi algo que os petistas pagos com o dinheiro do contribuinte não deram ao governador Mario Covas, nem sequer às portas da morte, jogando tomates em público contra ele (entre outros); de “fragilidade” morre o povo brasileiro todos os dias, em hospitais muitas vezes nem sequer dignos desse nome. Como o melhor hospital de Brasília é a ponte aérea para São Paulo, Lula e outros se lembram, nesta hora, do conceito de excelência, e não do de cotas, que poderia ser aplicado nesse caso, já que a cota deles já ultrapassou todas as medidas. Quanto à “compaixão”, talvez se possa empregar o termo como quer A. C. Sponville, no sentido de algo próximo da “commiseratio” de Spinoza; ou como a “sym patheia” grega. Mas também como “estar com”, “compartilhar uma paixão”. E, no caso de Mantega e de outros tantos, o povo brasileiro tem o direito de não querer compartilhar sequer o ar que essa gente respira.

Marly N. Peres marly.lexis@gmail.com 
São Paulo 

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CEDENDO À PRESSÃO
 
Entregar os Ministérios da Educação e das Comunicações para agradar a Lula e ao PT é mais uma submissão de Dilma aos interesses partidários e aos de seu tutor. A presidente mostra mais uma vez falta de personalidade ao submeter-se a essas pressões. As ruinosas experiências anteriores  parece que nada ensinaram à autoridade máxima do nosso país. 
  
Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br 
São Paulo

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O MINISTÉRIO DE DILMA

O que têm que ver Joaquim Levy com Miguel Rossetto não me parece tão difícil de encontrar. O primeiro vem de um banco que está mencionado em primeiro lugar no caso de corrupção no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), da Receita Federal, e o segundo pertence a um partido que está mencionado em primeiro lugar no “mensalão” e no “petrolão”. Com certeza, se questionados, ambos vão dizer que não sabiam de nada. São diferentes, mas muito parecidos. Difícil é achar o que faria um professor de Ética e Filosofia Política na equipe deste governo.

M. Mendes de Brito voni.brito@gmail.com 
Bertioga

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‘O COMEÇO DO FIM’

Após a saída de Marta Suplicy do PT e das duras palavras de Frei Betto em entrevista ao “Estadão” de ontem (“‘Assistimos ao começo do fim. O PT tende a virar um arremedo do PMDB’”, página C2), fica cada vez mais evidente no horizonte sombrio o crepúsculo do partido. Definitivamente, o PTitanic colidiu em cheio com um gigantesco iceberg e começa a fazer água nos porões. A estrela vermelha cadente segue seu curso rumo ao ocaso. A era PT já era. Já deu. Basta!

J. S. Decol decoljs@globo.com 
São Paulo

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OS ‘IDEAIS’ NÃO RESISTIRAM AO PODER

Ao dizer que falta planejamento estratégico ao governo do PT, Frei Betto não se dá conta de que estratégia é sinônimo de competitividade. E a competitividade em sentido amplo não se restringe aos aspectos econômicos, mas também aos sociais. Não se redimem os miseráveis distribuindo esmolas, como no Bolsa Família. Desde tempos imemoriais, a distribuição de esmolas alivia urgências momentâneas, mas nunca conseguiu modificar ou atenuar desigualdades estruturais numa sociedade. Distribuir rendas, na realidade, não significa distribuir rendimentos, mas criar condições e oportunidades para que os miseráveis possam obter rendas por si e para si próprios e para os seus. Com uma indústria cada vez menos competitiva e uma reforma agrária totalmente destituída de produtividade, tomando cada vez mais dos que estudam e produzem para favorecer parasitas, não se constrói nada, nem aqui nem na China. Os “ideais” do PT histórico, do Frei Betto, das comunidades eclesiais de base e de tantos eleitores que com eles sonharam não resistiram nunca às seduções do poder e da riqueza pessoal que o poder lhes possibilita alcançar, tanto faz se honesta ou desonestamente.

Winfried Ludewig w.ludewig@gmail.com 
São Paulo

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FREI BETTO

Partidarismo à parte, sábias e pontuais as palavras de Frei Betto. Resta saber se o PT quer aceitá-las...

Marco Dulgheroff Novais marcodnovais@hotmail.com
São Paulo

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OS ERROS DO PARTIDO

O “Estadão” abriu espaço para o conhecido Frei Betto aproveitar a chance para, como de costume, dizer o nada de sempre, isto é, apresentar o PT  como um modelo de partido político, que nasceu para ser a diferença entre os demais, porque seria o legítimo representante do povo. Na entrevista, diz temer o fim de um  partido e filosofa sobre o que levou o partido crescer de forma extraordinária até chegar ao topo, quando um representante do operariado chegou à Presidência e criou a ilusão no povão ignorante de que todos teriam chances iguais, mas que bastou chegar lá e esquecer seus fundamentos, olhar apena seu umbigo, igualar-se aos demais e até ultrapassar estes na escala dos bilhões desviados de várias áreas do governo federal. Frei Betto, como todos os admiradores do PT, fala dos erros do partido, mas que ele define não como advindos de dirigentes corruptos, mas, sim, resultado da falta de estratégia de governo, como se Lula, Dilma e todos os seus auxiliares fossem inocentes e não tivessem a necessária experiência para a tarefa. Para nós, brasileiros, sobra a desesperança por faltarem pessoas de credibilidade nas quais possamos confiar e que sejam capazes de colocar o País no rumo da decência.

Laércio Zannini spettro@uol.com.br 
São Paulo

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SAUDADES?

Com um discurso fascistoide, antiliberal e antidemocrático, Frei Betto revela saudade do stalinismo ao falar em “fim das ideologias libertárias desde a queda do Muro de Berlim”. Quer dizer que o Muro de Berlim era uma garantia da liberdade, em vez de símbolo da opressão e da tirania comunista? O que ele propõe? Mobilizar os movimentos sociais atrelados ao governo, que podem representar grupos de interesses, mas não têm a legitimidade do voto popular, para atropelar as instituições da República. Com liberticidas dessa espécie, o Brasil não precisa de inimigos.

Nelson Franco Jobim nfjobim@yahoo.co.uk 
Rio de Janeiro

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DOAÇÕES DE CAMPANHA
 
Segundo reportagem do “Estadão” de 29/3, entre 2007 e 2013 40% das doações privadas aos diretórios nacionais do PT, PMDB e PSDB, cerca de R$ 557 milhões, vieram do “clube” de empreiteiras  investigadas na Operação Lava Jato. Muito provavelmente, a estratégia de  defesa  desses partidos irá afirmar que receberam doações legais e que foram registradas no Tribunal Eleitoral e tudo o mais, porém esse argumento não tem consistência alguma, pois não é esse o centro das investigações, e, sim, a origem desse dinheiro, que é a propina programada pelo tal “clube”.

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com 
Campinas 

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CADÊ O DINHEIRO?

O “Estadão” noticiou no domingo (29/3): 40% das  doações a partidos foram feitas por alvos da Operação Lava Jato. Disse mais, com destaque: que “R$ 321,9 mi foram destinados pelas empresas privadas só para o PT em sete anos” e que “o PSDB recebeu também R$ 137,9 milhões” no mesmo período. O PMDB também está incluído nesta vergonhosa operação, como informa o “Estado”. Assim, só os três maiores partidos do País receberam do bolo do financiamento privado, respectivamente, cada um, 41%, 42% e 35%, que, somados, atingem a estratosférica quantia de R$ 557 milhões, de 21 empresas envolvidas no escandaloso caso investigado pela Lava Jato. Com o nosso Brasil em estado deplorável econômica e politicamente, pergunto onde estão estes milhões de reais. Será que foram repartidos entre os chefões das siglas acima referidas e seus apaniguados? Será que o Supremo Tribunal Federal (STF), ao julgar todos os processos envolvidos na Operação Lava Jato, terá, como espero que tenha, completa isenção de ânimo e total imparcialidade, como sempre teve em todos os seus julgamentos, principalmente em se tratando de réus políticos, como foi no o mensalão? “Ita speratur” (assim se espera)

Antonio Brandileone abrandileone@uol.com.br 
Assis

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CORRUPÇÃO E INFORMAÇÃO

Plutarco teria dito que os livros levaram mais de um à sabedoria e mais de um à loucura. O digno historiador não conhecia os jornais. Na primeira página de “O Estado” de 30/3 estava escrito: “Investigadores da Polícia Federal atribuem ao atual modelo do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) a existência de suposta fraude no organismo ligado à receita”. Na página B3 do mesmo jornal, na mesma data, lia-se:  “Investigadores da Operação Zelotes, que desbaratou esquema de corrupção para apagar ou reduzir multas de grandes contribuintes em discussão no (Carf) defendem a extinção ou uma ampla reformulação do órgão...”. No infográfico da página B3 estava dito que o nome dos envolvidos não foi divulgado porque a Justiça se recusou a abrir o sigilo das investigações. Mas na edição de sábado aparecia um “suposto” ranking de “supostos fraudadores”. Afinal, foi desbaratado um suposto esquema? Ainda no infográfico, sob o título R$ 19 bilhões, lia-se: “Até agora a PF encontrou irregularidades em processos que somam R$ 6 bi”. (até o momento, o petrolão mantém a pole position, superando o já apelidado “receitão”). Discordar da Receita e do que seria um suposto “apetite arrecadatório famélico” seria uma “suposta” irregularidade? Mais importante do que informar é informar corretamente. Sem dúvida, o trabalho da Polícia Federal merece respeito e admiração, embora seja possível questionar a espetacularização de determinadas operações. Obviamente, se houve irregularidades, elas deverão ser corrigidas e os responsáveis, punidos.

Alexandru Solomon alex101243@gmail.com 
São Paulo

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OS PRECATÓRIOS E AS LAMÚRIAS

O “Estadão” de sábado (28/3) publicou à página E3 reportagem sobre a reação do prefeito Fernando Haddad à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de obrigar Estados e municípios a quitarem seus precatórios até 2020. Como todo prefeito que o antecedeu, afirmou que a determinação compromete, a partir do ano que vem, 10% da receita líquida do município. E saiu-se com mais uma frase lapidar: “São precatórios gerados a partir dos anos 90, que não têm nada a ver com a realidade atual”. Claro que o prefeito não pode fazer tal afirmação. Como bem explicou a reportagem no destaque, precatórios são dívidas do poder público reconhecidas pela Justiça e criadas, geralmente, por ações trabalhistas, indenizações ou processos de desapropriação. O prefeito, que já foi secretário municipal em São Paulo, sabe que tais dívidas vêm sendo criadas pelos diversos prefeitos e empurradas com a barriga há muitos anos. Ocorre que é uma realidade antiga e que permanece atual. O cacique da vez deixa de pagar os vencimentos dos servidores municipais estabelecidos em lei e ou desapropria propriedades a seu talante, objetivando principalmente o seu futuro político, sabendo de antemão que não disporá de verba suficiente para pagar a devida indenização. Assim foram desapropriadas moradias para em seu lugar construírem  equipamentos públicos, o que é uma boa iniciativa. Entretanto, oferece pela propriedade um preço ridículo, obrigando o infeliz proprietário a interpor recurso junto à Justiça. E agem dessa maneira porque sabem que, dadas a morosidade da Justiça e as chicanas possíveis, a dívida ficará para os próximos prefeitos. Mas, quanto ao morador, é despejado de imediato. O mesmo acontece com os pagamentos propositadamente ilegais aos funcionários públicos. São práticas odiosas, pois contam com a certeza de que um processo desse naipe se estende por mais de 20 anos, até o desafortunado receber o que lhe foi tungado. E o prefeito, quando se candidatou ao cargo que ocupa hoje, sabia dessas dívidas perfeitamente e, se hoje chia, o faz como fizeram os demais, que, por sua vez, criaram outros precatórios para os futuros prefeitos da cidade, como ele próprio já está criando. O precatório alimentar mais antigo da Prefeitura foi gerado em 1989 por Luiza Erundina, na época no PT. Hoje, eles são dívidas em consonância com a realidade atual. E, nesses 25 anos, centenas, senão milhares tanto de servidores municipais como de cidadãos desapropriados faleceram sem receber o que lhes era devido, garfados que foram pelos prefeitos que governaram esta cidade, sempre com a desculpa exatamente igual à do atual alcaide. O que ele deveria fazer era exigir mais verbas do governo federal. São Paulo sozinha é responsável por 11,5% do PIB nacional, ao mesmo tempo que dos impostos aqui arrecadados a União fica com 58%, e apenas 18% ficam com a cidade. Simultaneamente, em decorrência de políticas industriais e habitacionais erradas, milhares de brasileiros vêm para São Paulo, não por vontade própria, mas por necessidade de sobrevivência, transformando a cidade no caos urbano dos dias atuais.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br 
São Paulo

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IMPAGÁVEL

Outra do incompetente prefeito: é impossível cumprir decisão do STF sobre precatórios. E os paulistanos dizem que o que é impossível é pagar o IPTU na cidade de São Paulo. Portanto, sr. prefeito, é melhor calar a boca e obedecer ao que o Supremo decidiu.
 
Valdir Sayeg valdirsayeg@uol.com.br
São Paulo

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COMO FUNCIONA

Conselho de um prefeito para o seu sucessor (não importa o partido): não pague precatórios antigos, os novos, deixe ficar antigos...

Rosangela Delphino touligada@hotmail.com
São Paulo

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ESPIRITUOSO STF

Mais uma manifestação espirituosa do STF dizendo que os precatórios terão de ser zerados até 2020. Os valores são estimados em mais de R$ 90 bilhões. Sabem quando isso vai ocorrer? No dia de São Nunca!

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br  
São Paulo

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AS LEIS E A VIDA
 
O Brasil é um país forrado de leis. À sua leitura, um paraíso. Ocorre que elas não descem à planície onde vive o comum dos mortais. O STF manda que Estados e municípios liquidem seus precatórios e o Planalto entre em confronto com o Legislativo por causa de suas dívidas. Precatórios nem sequer deviam existir, não existem em outros países, é calote processualizado, mas existe. O STF lembrou os romanos (“fiat justitia pereat mundus”, ou “faça-se justiça, ainda que o mundo pereça”). Nessa balbúrdia, o cidadão que teve sua casa desapropriada e não foi indenizado vai à Paulista, protesta e é acusado pelo governo de integrar a elite branca, governo cheio de razão, até porque a propriedade privada é um roubo, como sustentava Proudhon. Assim, a trancos e barrancos, pelo flanco da esquerda,  vamos em frente, ao começar do dia ou a um minuto da meia-noite, à beira do abismo. 
 
Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br 
São Paulo

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O ACIDENTE COM O GERMANWINGS

Ainda é cedo para culpar o copiloto da Germanwings, Andreas Lubitz, pelo acidente aéreo ocorrido no dia 24 de março. São tantas variáveis, tantas possibilidades, que fica difícil de especular qualquer conclusão em apenas uma semana. Pode ter ocorrido um problema mecânico, um problema elétrico, o copiloto pode ter desmaiado ou pode ter tido um ataque cardíaco. É necessária uma investigação detalhada e séria, pois todos os parentes e amigos dos 150 mortos têm o direito de saber o que realmente aconteceu. Se houve falha de alguma empresa, seja por manutenção incorreta ou por falha nos exames médicos de rotina, as responsabilidades devem ser apuradas. A empresa aérea e a seguradora precisam apoiar os familiares, que, além da perda irreparável de um parente, ainda poderão passar por dificuldades financeiras, no caso do falecimento de um arrimo de família.

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br
Rio de Janeiro

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JUSTA CAUSA

Até agora pouco ou nada se falou da responsabilidade do médico psiquiatra que atendia Andreas Lubitz, o copiloto do avião que caiu nos Alpes franceses, e seu dever de comunicar à companhia aérea a gravidade do estado mental de seu paciente (“duty to warn”), como declarou em atestado médico entregue bisonhamente só ao copiloto. Tal conduta não elide a sua  responsabilidade, pois deveria se desvincular da obrigação de manter o sigilo médico em razão da evidente justa causa, plenamente configurada na probabilidade real e imediata de o paciente – piloto de companhia aérea – provocar graves danos a si próprio ou a terceiros, como lamentavelmente ocorreu. Esta matéria, embora se desconheça como é tratada no direito germânico, já está disciplinada no Código Penal e no Código de Ética Médica brasileiros, permitindo ao médico quebrar o sigilo profissional por justa causa, hipótese que ocorreu no fatídico acidente.

Antônio Carlos Fini carlofini@terra.com.br 
Campinas

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PILOTOS E O TERRORISMO

Ninguém fala do perigo de apenas um, entre os milhões de pilotos no mundo, ser cooptado pelo Estado Islâmico. Será preciso outra tragédia?
 
Cássio M. de R. Camargos cassiocam@terra.com.br 
São Paulo

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‘FÓRUM DOS LEITORES’

Percebo pelo conteúdo das cartas publicadas neste “Fórum dos Leitores” que a maioria dos leitores aceita como verdade absoluta qualquer coisa que o jornal publique, não há nenhuma preocupação em analisar se o que os articulistas do “Estadão”, obviamente orientados para bater no PT e no governo diariamente, custe o que custar, têm fundamento, se a crise é só no Brasil, se governos podem cometer erros e buscar acertos (o bem-amado deste jornal, os EUA, vivem errando e nem por isso se veem as críticas de terra-arrasada, como o fazem com relação ao nosso país). Enfim, é uma falta de boa vontade em informar sem influenciar, mas isso não é possível por quem tem cor partidária escancarada.

Cesar Luiz Florencio cesar.florencio@gmail.com 
Joinville (SC)

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