Fórum dos Leitores

GOVERNO DILMA

O Estado de S.Paulo

05 Abril 2015 | 02h06

Arrocho tributário

Leio no Estadão que vão aumentar o PIS e a Cofins (3/4, A1 e B5). Ora, por que vamos ter de pagar a conta dos atos de governos incapazes e corruptos? Se Dilma Rousseff e seus sequazes quiserem realmente endireitar o Brasil, que eles escracharam, que façam economia. Reduzam ao menos pela metade a quantidade de ministérios, dispensem os mais de 100 mil que incorporaram sem concurso, parem de dar dinheiro e de melhorar a infraestrutura de países de governos tiranos e amigos deles, invistam aqui mesmo. Chega de tanta mentira e malandragem! Chega de corrupção! Queremos um país bem administrado e que seja nosso, e não do maldito partido deles e seus chefões. Temos de dar um basta nisso!

CARLOS E. BARROS RODRIGUES

ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

Na moita

Para o Brasil não perder a nota de investimento, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, já está fazendo o diabo para convencer o Congresso Nacional a aprovar o tão necessário quanto impopular ajuste fiscal, enquanto o governo, na moita, mantém os 39 ministérios, necessários tão somente ao toma lá dá cá.

ROBERTO TWIASCHOR

rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

Negociações do ajuste

Levy sinaliza que governo está disposto a discutir redução de cargos e ministérios (3/4, A4). A meu ver, o ministro Joaquim Levy está usando dois pesos e duas medidas, pois no caso dos benefícios e dos direitos trabalhistas, que foram duramente conquistados ao longo do tempo, os cortes foram determinados de imediato sem que houvesse nenhum tipo de consulta aos prejudicados; já no caso dos apaniguados os critérios vão depender do QI, isto é, de quem os indicou. São 662.460 servidores ativos só no Poder Executivo, fora os 39 ministérios, que até agora continuam "imexíveis". Portanto, vamos ficar aguardando um pronunciamento do sr. ministro da Fazenda sobre o assunto, caso contrário esse assunto será levado às ruas no dia 12 de abril. A sociedade brasileira não pode mais pagar o pato pela incompetência desse desgoverno que se instalou no País nos últimos 12 anos.

JOSÉ DA SILVA

jsilvame@hotmail.com

Osasco

A conta não é nossa

Dos R$ 66 bilhões que correspondem à meta fixada pelo governo federal para compor o superávit primário, fixado em 1,2% do PIB, somente R$ 7 bilhões representam o pequeno sacrifício do governo com cafés, lanches e outras guloseimas, enquanto R$ 38 bilhões saem dos nossos bolsos, via cobrança de tributos e outros itens. Está, pois, a conta fechada já em R$ 45 bilhões, restando apenas R$ 21 bilhões para o governo atingir a meta fixada. Conclui-se, então, que o governo não quer mesmo cortar na sua carne, mantendo os 39 ministérios e 4.500 cargos em comissão criados pelo PT na administração federal, além de outros ralos ainda não fechados. Por isso esse governo que está aí precisa sentir, com constância, a presença do povo nas ruas, com os gritos usuais e costumeiros contra o que dona Dilma fez e está a fazer. Ou seja: populismo e povo só servem para pedir votos.

JOSÉ CARLOS DE C. CARNEIRO

carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

O PT pôs o País definitivamente na UTI, só Deus para nos salvar!

LAERT PINTO BARBOSA

laert_barbosa@globo.com

São Paulo

SISTEMA POLÍTICO

'O verdadeiro terceiro turno'

O editorial com o título acima (3/4, A3) retrata apenas uma das incongruências do sistema presidencialista. Talvez apenas nos EUA esse regime funcione, por motivos que não se aplicam nem a nós nem a muitos outros países. Já assistimos aqui ao insólito final do governo Sarney. O presidente tinha dificuldade de nomear um ministro competente e a inflação subiu às alturas. Na vizinha Argentina, Alfonsín não conseguiu completar seu mandato. Na grande maioria dos países onde o governo funciona bem predomina o parlamentarismo. Infelizmente, quando analisamos o que aconteceu no plebiscito de 1993 sobre forma e sistema de governo do Brasil, vemos que interesses eleitoreiros imediatistas falaram mais alto. Partidos que se haviam manifestado a favor do parlamentarismo nas discussões da Constituição de 1988 mudaram de ideia por motivos imediatistas, diante da perspectiva de elegerem o presidente em 1994. Por outro lado, se implantado, o parlamentarismo não funcionaria bem com um Congresso tão pouco representativo do eleitorado, como ocorre em razão das regras eleitorais vigentes. Os fenômenos do tipo Tiririca são atrativos para partidos aumentarem suas bancadas, elegendo muitos representantes na esteira de um nome popular. Basta lembrar a última vez em que o histriônico dr. Enéas Carneiro se elegeu com enorme número de votos. Levou consigo mais cinco deputados, o último com escassos 200 e poucos votos, insuficientes para eleger um vereador em Xiririca da Serra, quanto mais um membro do Parlamento de um grande país. A solução é o voto distrital, por garantir representatividade democrática. De quebra, reduz drasticamente os custos de campanhas eleitorais. Em vez de pensarmos em financiamento público de campanha, que tal diminuir os custos? Um candidato a deputado federal poderia fazer campanha a pé em seu distrito (um bairro da capital ou uma cidade média do interior), em vez do atual e dispendioso esquema logístico de cobrir todo o Estado, de Guaratinguetá a Presidente Prudente.

TARCISIO BARRETO CELESTINO

tbcelest@usp.br

São Paulo

A VIDA

O que fizemos dela?

Com sua crônica para a Sexta-Feira Santa, Ignácio de Loyola Brandão quase me levou às lágrimas. Porque assim como ele vivia a infância e a juventude de maneira igual em cidade pequena, Garça, quando essa data tão lembrada pela comunidade católica era de tanta importância que praticamente todos os seus habitantes a viviam com um fervor que hoje não é mais o mesmo, como Loyola Brandão lembrou cena de agora, a dos gatos-pingados e padre que faziam a procissão e aos primeiros pingos de chuva sumiram. Estou certo de que leitores de idades parecidas com a dele, como aconteceu comigo, também viveram seus momentos de emoção, principalmente porque hoje não temos o mesmo entusiasmo de antes e os moleques de agora nem sequer imaginam tal acontecimento, pois usam mais o seu tempo em celulares, NBs, iPads, iPhones, etc., em jogos, e não vivem a vida verdadeira como vivemos nós. Concordo com Loyola quando pergunta: a vida, o que fizemos dela? Ouso responder: nada, só esquecemos de mostrar a nossos filhos como viver de verdade.

LAÉRCIO ZANINI

spettro@uol.com.br

Garça

PÁSCOA
 
Neste domingo de Páscoa, os sinos anunciam, com alegria, a ressurreição de Cristo, a passagem de Deus entre nós e a nossa passagem para Deus. A dimensão divina do mistério pascal tem uma profundidade muito grande: Cristo sofre e morre por amor! Um amor para com o Pai maior que a maldade do pecado; quis submergir todo o mal do mundo na “plenitude do Seu amor” imenso como um oceano sem limites! São João Paulo II dizia que Jesus na cruz “é o abraço amoroso de Deus que envolve, protege e salva os seus filhos”. A doação sem limites de Cristo é o “amor que nos salva”, o caminho que Ele quis escolher para nos livrar do mal. Ao mesmo tempo, é um contínuo apelo à nossa correspondência: “Amai uns aos outros como Eu vos amei” (João 15, 12). Mesmo com tanta violência no mundo atual, sabemos que ainda existem muitas pessoas semeando o bem. Que esta Páscoa não passe em branco, que a nossa vida seja um reflexo do amor de Deus, na família, no trabalho e na vida social. Feliz Páscoa a todos! 
 
Vera Pinheiro vpinheiro2009@gmail.com 
São Paulo 
 
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CELEBRAÇÃO DA VIDA
 
Manuel Bandeira, num pungente poema, nomeou a morte de “a indesejada das gentes”. Há 2 mil anos, Jesus Cristo, após sua morte redentora na cruz, venceu essa “indesejada” e ressuscitou, prenunciando a igual vitória daqueles que nEle creem sobre a morte. Nosso tempo é de morte. Violência, guerra, intolerância, crise econômica, miséria, seca, poluição global e desigualdade social dão sombria tonalidade ao século 21. Que a Páscoa, celebração da vida eterna vencendo a morte, encha o coração da humanidade da esperança de dias vindouros de paz e de justiça. Jesus ressuscitou! Feliz Páscoa para todas as gentes!
 
Túllio M. Soares Carvalho tulliocarvalho.advocacia@gmail.com 
Belo Horizonte
 
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PARA REFLEXÃO
 
Ao ensejo dessa data da cristandade, da qual nem sei se a presidente da República, Dilma Rousseff, comunga, e quando a reprovação de seu governo beira os 80% (será que os governos do PT alçaram tanta gente à elite?), quero dirigir à presidente meu pensamento e pedir-lhe que reveja seus conceitos. Principalmente o de futuro. Que ela pense no futuro de seu Gabriel (nome de arcanjo) e de tantos outros Gabriéis, Josés, Luizes, Amandas, Marias, Helenas e todos os brasileirinhos para quem temos o dever de legar um Brasil próspero, igualitário, limpo, decente, onde o caráter deva prevalecer. Onde trabalho, competência e honestidade devam ser paradigmas de mérito. Onde a renda de cada um e de cada família venha pelo trabalho, não por esmolas para comprar, pelo voto, consciências frágeis e vulneráveis, e perpetuá-las ao rés mais baixo da escala social. Seu governo, reconheçamos, é um governo que luta, luta, luta. Luta para negar a inflação que gerou e que já corrói muitas panelas e esvazia muitos pratos. Luta para negar a corrupção que transborda do governo e enlameia o nome do País. Luta para jogar a culpa da sua inépcia, da sua incompetência sobre o governo anterior aos do seu partido e no costado da classe que sempre sustentou o País, a por este governo odiada classe média. Luta para seguir ludibriando os néscios, propagando realizações não cumpridas (quando nem mesmo iniciadas). Luta para sair da arapuca em que se meteu ao formar sua “base aliada”. Luta para cortar direitos trabalhistas dos trabalhadores que dão nome ao seu partido e dos ex-trabalhadores, hoje velhos, doentes e dependentes das pensões e aposentadorias para sobreviver. Luta para apregoar melhora da assistência à saúde (como no programa Mais Médicos, formado na sua maioria por escravos cubanos), quando todos os dias se exibe nos noticiários o sucateamento das estruturas de saúde, reduzidas a terra-arrasada. Luta, na Pátria Educadora, para cortar financiamentos de cursos que a própria presidente ofereceu a estudantes sem recursos e não repassa bolsas a pós-graduandos. Eles SERIAM a elite intelectual para conduzir o País ao progresso e à bonança. Luta para estigmatizar nossos militares, mas, a qualquer feriadinho, a presidente, com seu séquito, toma o caminho da base naval na Bahia para desfrutar de passeios sob a proteção... dos militares! Luta esbanjando fortunas em propaganda para tentar fazer crer que vivemos num plácido mar de rosas. Cara presidente, pare de se recusar a oferecer um futuro a nossos inúmeros Gabriéis.   
 
Ricardo Hanna ricardohanna@bol.com.br 
São Paulo  
 
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A AVALIAÇÃO DA PRESIDENTE
 
Segundo pesquisa do Ibope divulgada na semana passada, 64% dos brasileiros consideram o governo Dilma ruim ou péssimo, enquanto sua maneira de governar desagrada a 78% dos entrevistados. Neste caso, não seria o momento certo de a presidente pegar o chapéu e sair, dar no pé, se mandar?
 
Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@hotmail.com
São Paulo
 
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78% CONTRA
 
Como é possível governar mais de 200 milhões (!) de brasileiros, por mais 4 (!) longos anos, com o assombroso índice de 78% (!) de reprovação?!
 
J. S. Decol decoljs@globo.com 
São Paulo
 
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MUDANÇA DRÁSTICA
 
Quais pesquisas são verdadeiras, as atuais, que indicam a desaprovação de 74% do governo Dilma, ou as pesquisas de outubro de 2014, que indicavam a ampla aprovação do governo Dilma, antes das eleições? Quem pode avaliar a drástica mudança na avaliação do governo petista em apenas cinco meses? Ou será que as pesquisas de outubro de 2014, antes das eleições, foram manipuladas para favorecer a reeleição de Dilma? Quem poderia esclarecer essa tremenda dúvida popular?
 
Vagner Ricciardi vbricci@estadao.com.br 
São Vicente 
 
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CORAÇÃO VALENTE
 
Dilma, coração valente. E a gente que aguente.
 
Eduardo Augusto Delgado Filho e.delgadofilho@gmail.com 
Campinas
 
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AERONAVE BRASIL
 
A nossa copiloto está levando a aeronave com 200 milhões de passageiros para o brejo. Também, para quem não tem brevê nem para pilotar teco-teco, não se poderia esperar coisa melhor. E o piloto? Como sempre, está ausente da cabine, sempre que pode foge e não sabe das coisas. Será que não vai aparecer nenhum  aviador (não precisa ser coronel) para  pegar o  manche e  colocar  a aeronave no rumo certo?
 
Hamilton Penalva hpenalva@globo.com
São Paulo
 
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GOVERNO DILMA
 
A Brasilwings é uma companhia aérea cujo piloto trancou a porta para a tripulação e os passageiros, e, pela sua teimosia, arrogância e fins ideológicos, está quebrando a empresa. A companhia mentiu descaradamente que a passagem era barata e o voo, tranquilo, também mentiu aos passageiros que a comandante sabia pilotar, que seu copiloto e tripulantes eram escolhidos por mérito e competência, e não por ideologia e aparelhamento na empresa. O fim dessa história todos sabemos, somente os passageiros serão penalizados, a comandante e seu copiloto se salvarão e com uma bela aposentadoria.
 
Wilson Silva minascom@exnet.com.br  
Itapeva (MG)
 
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DILMA E SUA POPULARIDADE
 
Dilma que se cuide, porque, com a queda de sua popularidade e, com ela, a do PT, não está descartada a hipótese de que aconteça com ela o mesmo que aconteceu com Celso Daniel, e o PT ponha a culpa na “direita”.
 
Claudio Mazetto cmazetto@ig.com.br 
Salto
 
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O SARNEY DE SAIAS
 
Onde está João Santana? Acima, abaixo ou ao lado da monumental, catastrófica desaprovação do governo Dilma Rousseff, que apenas 12% dos brasileiros consideram ótimo ou bom? O publicitário da mentira se desfez – rico, riquíssimo, claro – como os sólidos que se desmancham no ar da própria enganação, da maldade explícita e estelionatária com que desconstruiu Marina Silva e difamou Aécio Neves em 2014. Não há propaganda que impeça a decomposição de um cadáver exposto ao sol dos fatos. Há menos de mês, em mensagem assombrosamente cínica em rede nacional de rádio e de TV pelo Dia Internacional da Mulher, pelo texto do marqueteiro palaciano a presidente conclamava a inteligência dos anencéfalos a crer em um estado de coisas, soluções e acertos que Thomas Morus não ousou descrever em “Utopia”. Brasília, na voz da presidente, era a Amaurote onde poções, panaceias, sortilégios ou bruxarias curariam a estagnação econômica, o desemprego ascendente, a inflação gulosa, o PIB negativo, a corrupção na Petrobrás colada na pele dos governos do PT, Lula da Silva à frente. Enquanto isso, o PMDB de Eduardo Cunha e Renan Calheiros assumiu o comando das iniciativas políticas e administrativas a ponto de demitir o falastrão Cid Gomes, o indigente saber jurídico de Dias Toffoli se ofereceu – e o parceiro Lewandowski rapidamente aceitou – para presidir a turma do Supremo Tribunal Federal (STF) que deverá julgar o petrolão. A sociedade crítica e consciente está nas ruas. Se Dilma fala, o panelaço soa. E aonde Dilma vai a vaia vai atrás.
 
José Maria Leal Paes josemarialealpaes@gmail.com 
Belém 
 
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É HORA
 
Presidenta Dilma, está na hora de entregar o chapéu. 
 
Ivan Bertazzo bertazzo@nusa.com.br
São Paulo
 
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NÓS QUE SOMOS BASTANTE TRISTES
 
A presidente Dilma afirmou que o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, ficou “bastante triste” pela repercussão de sua declaração “em off” sobre seu jeito de governar. Imagine, então, como estamos nos sentindo ao pagar a conta da incompetência, da corrupção fenomenal de seu governo anterior, apresentada com o título cínico de ajuste fiscal? E estamos pagando com as moedas dolorosas de sempre: impostos escorchantes, inflação e desemprego. Estamos desanimados de ver o governo e seus aliados preocupados em travar “batalhas” para cada salvar-se. A educação, saúde, segurança e qualidade de vida vão esperar. Sra. presidente, compre suas promessas, repetidas à exaustão em 2013 e em 2014, coíba a corrupção, adote a meritocracia como critério de escolha dos responsáveis no seu governo, introduza as reformas política e fiscal. Afinal, fazer “o diabo” para ganhar as eleições não era só para continuar no poder, certo?
 
Omar El Seoud ElSeoud.USP@gmail.com
São Paulo
 
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OS BRASILEIROS E O BRASIL    
 
É hora de fazermos um “mea culpa” por tudo o que aí está. O “status quo” vigente é produto da nossa eterna omissão em participar da vida pública, do coletivo, rendendo-nos somente aos nossos interesses e assim legitimando as ações daqueles eleitos e agentes públicos dos três poderes. Nem sequer a família está a salvo dessa situação, porque a vemos se desintegrar pelos nossos viciados exemplos e comportamentos. Como bem expôs Janine Ribeiro, em recente artigo, a predominância da síndrome do “outro” (que outros vão preencher sua omissão), refletida desde a ausência em uma simples reunião de condomínio, até no acompanhamento da gestão pública, talvez na esperança de um prometido emprego, concessão ou favor político, é a carta branca para as ações distantes do interesse coletivo. Outra síndrome nefasta é “criticar o distante”, em detrimento do próximo, aquele agente político e público que está na cidade em que mora, porque essa proximidade significa afetar relação com eventual “atendedor de pedidos”, facilitador de pequenas infrações que, somadas, transformaram-se nesse Brasil que aí está. Não se tomando consciência e mudando nosso comportamento oportunista, não haverá passeata que dê jeito. Aliás, estas também são excelentes palcos para oportunistas de plantão, aplicando o princípio de Lampedusa, no romance “Il Gattopardo”: “Tudo deve mudar para que tudo fique como está”. Como a obra trata do conturbado período de declínio da aristocracia siciliana e surgimento da República italiana, qualquer semelhança com o Brasil e brasileiros não é mera coincidência, é nossa dura realidade.
 
Honyldo Roberto Pereira Pinto honyldo@gmail.com 
Ribeirão Preto
 
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REFORMA POLÍTICA
 
Nossa história republicana é repleta de percalços. Do golpe militar inicial em 1889, migrando para a Revolução Constitucionalista de 1932, passamos pelo Estado Novo, pelos ares democráticos dos anos 1950, sofremos o golpe militar de 1964, exultamos a redemocratização no meio dos anos 80 e nos assustamos com o impeachment do primeiro presidente desta nova era. Mas, desde então, até os dias atuais, temos um bom período de eleições democráticas, sem interrupção. Precisamos é consolidar, como fizeram os EUA séculos atrás, o mandato fixo de quatro anos, com direito à reeleição, sem querer ficar mudando regras ao bel prazer da situação ou da oposição do momento. Ou então assumir um governo parlamentarista, que não parece muito a nossa cara, mas é o que está de certa forma estampado na constituição – o chamado governo de coalizão. Acostumar-nos-íamos com mudança do mandante a cada crise? Seria como ter algo entre 20 primeiros-ministros distintos nos últimos 20 anos.
 
Adilson Roberto Gonçalves prodomoarg@gmail.com 
Lorena
 
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REFORMA MORAL
 
Reformas. Lembradas a todos os momentos, de várias naturezas, não fazemos remissão à básica, que é a reforma moral, a reforma da alma brasileira, portanto não restrita aos políticos e servidores públicos. Trata-se do modo pelo qual todos os brasileiros encaram o mundo segundo costumes sedimentados, em grande parte contrários ao interesse coletivo e público, voltados em direção a desvalores individualistas e sua expressão grupal, os valores negativos dos grupos corporativos. Certamente essas distorções vêm de berço e da escola básica, mas não seria inviável uma ampla campanha de reformulação de princípios por nossa poderosa mídia e marketing, quando empregados para outras finalidades e para o contrário à mentira e à demagogia. Educamo-nos, aprendemos a nos autocriticar, mesmo depois de adultos. Essa é a primeira reforma, da qual dependem as demais, e já se faz tardia, ante a monstruosa corrupção que nos assola como tempestade de raios que toma e risca nossos céus de ponta a ponta.
 
Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br  
São Paulo
 
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E O DINHEIRO?
 
Quando descerá à terra algum político que traga para se eleger a bandeira de que a prioridade número um será arrumar o que estiver precisando. Escolas que realmente dignifiquem professores e alunos, hospitais que dignifiquem o seu corpo clínico e seus pacientes, transportes que dignifiquem os seus condutores e usuários, enfim, dar a paz aos seus viventes para que possam usufruir dos bens essenciais à sua sobrevivência? Estamos vivendo uma descabida turbulência, sempre com a desculpa de que é o novo que está sendo implantado e o tempo vai seguindo e, quando se vê, estamos cansados, sem alegria e sem perspectiva. Por quê? A troco de quê? Ingenuamente pergunto: é o dinheiro que está por trás de tudo isso?
 
Glauce Clôres glauceclores@gmail.com 
Rio de Janeiro 
 
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DILMA DEFENDE IMPRENSA LIVRE
 
Como a mentira é método deste governo, dou-me o direito de não acreditar nas palavras da atual ocupante da Presidência da República sobre a profissão de fé na liberdade de imprensa. A fala não corresponde aos atos: Edinho Silva na Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom)? Fala sério!
 
Ana Lúcia Amaral anamaral@uol.com.br  
São Paulo
 
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DISCURSOS
 
Nunca entendi e gostei dos discursos da presidente Dilma. Pela imprensa livre, adorei. Sucesso!
 
Suely Sabbag ssbbag@hotmail.com 
São Paulo
 
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REFORMA MINISTERIAL
 
Reforma ministerial com teto de 20 titulares só faz ajuste na foto oficial. Há de se cortar os cargos comissionados, que hoje somam mais de 22 mil no governo federal. Só no Palácio do Planalto são 4,6 mil. A Casa Branca funciona com 460, dez vezes menos. 
 
Leo Coutinho leo.coutinho@uol.com.br  
São Paulo
 
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BENEFÍCIOS SOCIAIS
 
Falando sobre as mudanças no programa de financiamento ao ensino superior, o Fies, a presidente Dilma disse que quem tirou zero na redação do Enem de 2014 não terá o financiamento. Está certa neste ponto. Só que gostaria que a presidente usasse do mesmo rigor na concessão do beneficio do Bolsa Família, que exige, entre outras exigências, que os filhos dos favorecidos estudem e comprovem a frequência escolar. Será que ela sabe que o professor que não der frequência a um aluno faltoso corre risco de vida? Será que ela sabe das intimidações por quais passam os professores? 
 
Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com 
Rio de Janeiro
 
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PREPARO
 
Se não fosse trágico, seria cômico. Nosso “desgoverno” mudou as regras para a obtenção do financiamento estudantil (Fies), exige agora um preparo significativo dos estudantes. Como terão este preparo, se a política aplicada ao ensino fundamental e médio é pífia? Trocando em miúdos, “nosso patrão” finge que ensina e depois nos cobra os resultados.
 
Everson Rogério Pavani roger.advog@gmail.com 
São Paulo 
 
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DEUS SALVE JANOT
 
Fernando Henrique Cardoso disse, acertadamente, não ser possível que Lula e Dilma não soubessem da corrupção do “petrolão”. Também acertadamente, nenhum bobo deste país acha possível que Fernando Henrique, Mário Covas e Geraldo Alckmin não sabiam da corrupção que grassou em seus governos, nem da montanha desconhecida de dinheiro que foi para o ralo nas privatizações e nos roubos durante a festa dos ratos no Metrô e trens da CPTU. A diferença, que ora entristece todo um povo, é que o petrolão feriu de morte o País na política e na economia. Deus salve o físico e a alma deste homem que se mostra determinado a apurar e punir os que destruíram a velha senhora Petrobrás, Deus salve o já acertadamente estimado procurador-geral da República, Rodrigo Janot.
 
Apóllo Natali apollo.natali2@gmail.com 
São Paulo
 
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A GANGORRA FÉTIDA DA PETROBRÁS
 
No contexto desta gangorra dos malfeitos em que está metida a Petrobrás tal qual também está seu balanço, que não sai. A estatal de petróleo, outrora orgulho nacional, e que o PT de Lula, infelizmente, fez questão de quebrar, não divulga seu balanço não porque é uma grande e complexa empresa, mas porque é uma empresa sem norte e administrada nesta era petista como se fosse uma terra de ninguém. Ou na base do liberou geral! Uma vergonha! Ninguém sabe ou assume se as baixas que devem conter neste fatídico balanço devem ser de R$ 20 bilhões ou de R$ 40 bilhões.  Ainda assim muito distante dos R$ 88 bilhões definidos no início deste ano. E tampouco a direção da Petrobrás se arrisca a estimar o tamanho da roubalheira contida na Operação Lava Jato, e que deveria constar também no balanço. Dentro da empresa se calcula em R$ 2 bilhões ou R$ 4 bilhões. Mas, certamente, a estimativa da Polícia Federal, de R$ 10 bilhões, deve ser a mais próxima da realidade. Já que ninguém paga uma propina de 3% sem no mínimo triplicar o valor na sua fatura...   Porque dinheiro que compra notas frias e paga Imposto de Renda não dá em árvore. E se todo este lamaçal na Petrobrás, que indigna a nossa sociedade, não bastasse, um estudo da Fundação Getúlio Vargas e do Centro de Estudos de Direito Econômico e Social (Cedes) indica que o efeito nocivo da Operação Lava Jato no PIB de 2015 deve subtrair de seu resultado R$ 87 bilhões.  Por que, então não, suspender já o repasse do Fundo Partidário, relativo ao PT e aos seus aliados, e também de seus filiados referentes às verbas das emendas parlamentares? Não seria um bom corretivo deixar esses perversos partidos políticos à míngua?
 
Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com
São Carlos
 
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ALMOÇO GRÁTIS E A DIGNIDADE DOS GOVERNOS
 
Causa nojo e merece profunda reflexão a incisiva afirmação do ex-diretor da Petrobrás Paulo Roberto Costa, que invoca a citação de que “não há almoço de graça” para justificar que, quando alguém é nomeado ministro, secretário-geral ou técnico do governo, já sabe que deve cometer desvios de conduta e favorecer seu padrinho ou os esquemas dele. É prudente acreditar que a assertiva seja apenas um instrumento de defesa, não a realidade. Temos de lutar para que, um dia, o brasileiro pense relativamente como o japonês, e outros povos que lutam pela eficiência e se indignam e envergonham pelo simples fato de supor que alguém tenha dúvidas quanto à sua honestidade. Dois dos mais malcheirosos acontecimentos da vida nacional – o mensalão e o petrolão – estão umbilicalmente ligados ao custeio de campanhas eleitorais e à formação de base congressual de apoio ao governo. É necessário definir, com urgência, fontes lícitas para sustentar as campanhas e punir severamente tudo o que se fizer fora dos parâmetros. Da mesma forma, há que se resolver o relacionamento entre Executivo e Legislativo sem a necessidade de leiloar cargos ou distribuir benesses aos parlamentares que já são regiamente pagos para cumprir seu mandato. Sem essas providências, apesar do tamanho e do desenvolvimento tecnológico, jamais passaremos de uma reles e atrasada republiqueta perante os olhos do mundo. Não podemos, jamais, nos envergonhar de nossa honestidade.
 
Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br 
São Paulo
 
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PETROLÃO
 
O mensalão, escândalo de desvio de dinheiro público descoberto em 2005, só teve seu desfecho em 2013 e graças à obstinação do ministro Joaquim Barbosa. Enquanto o processo tramitava com o cheiro da costumeira impunidade reinante aqui, nascia o similar e substituto petrolão, que pode levar quase dois anos para ser julgado no Supremo Tribunal Federal (STF). Por causa dessa providencial demora, ninguém vai estranhar se, ao final desse processo, já estejamos assistindo aos desdobramentos de outro “lão” qualquer.
 
Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br                                     
Rio de Janeiro 
 
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CRIMINOSOS
 
Roubaram tanto dinheiro da Petrobrás que resolveram devolver, porque nem tinham como dele usufruir. O que leva uns idiotas a roubarem além da capacidade de gastarem? Como no império romano, eles comem do bom e do melhor e vomitam para comerem mais, enquanto muitas crianças brasileiras morrem de desnutrição neste país de Terceiro Mundo. Ainda tem gente que tem piedade destes criminosos de guerra, disfarçados de velhinhos executivos. Delação premiada é uma forma de premiar quem não mereceria nem ser ouvido. 
 
Manoel José Rodrigues manoel.poeta@hotmail.com 
Alvorada do Sul (PR)
 
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CORRUPÇÃO
 
“Quem rouba milhões, mata milhões”, disse Deltan Dallagnol, procurador federal, sobre a Operação Lava Jato.
 
Eugênio José Alati eugeniojalati@gmail.com
Campinas 
 
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ASSUSTADOR
 
A Operação Lava Jato e, agora, a Operação Zelotes estão mostrando um quadro assustador. É a identificação de um empresariado que monta cartéis para participar em concorrências de obras públicas. Por enquanto, as denúncias identificam obras federais. E como ficam as obras estaduais e municipais? E mais, desde quando isso vem acontecendo? Efetivamente, estamos num novo Brasil, onde pelo menos a corrupção em determinado setor está sendo apurada. 
 
Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br 
Santos
 
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BOM PARA CUBA
 
Parabéns ao editorial no “Estadão” (2/4, A3) “Bom mesmo é para Cuba”. Como nas vésperas das eleições, o desgoverno de plantão voltou a gastar o nosso dinheiro apresentando propagandas do programa Mais Médicos nas TVs. Está tentando levantar os índices de sua aprovação que está caminha para o precipício. A maioria da população nunca foi enganada. O verdadeiro motivo da implantação desse oneroso “programa” foi para ajudar a ditadura-comunista dos irmãos Castros. Com o nosso dinheiro. Dos R$ 10 mil destinados a cada médico cubano do programa, quase R$ 7 mil vão para o governo comunista. Isso é caso de polícia. Não nos esqueçamos dos outros dispêndios para ajudar a ilha dos Castros, como os financiamentos via BNDES para a construção do Porto de Mariel e a reforma de aeroporto de Havana. O banco de fomento que deveria ajudar a desenvolver a infraestrutura e criar mais empregos aqui faz o contrário: envia nosso dinheiro para gerar empregos lá, na ilha caribenha.
 
Éllis A. Oliveira elliscnh@hotmail.com 
Cunha 
 
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QUEM MANDA EM QUEM?
 
O Ministério da Saúde diz não poder interferir em relação entre profissionais médicos e Cuba. Concordo totalmente, desde que esta relação esteja ocorrendo em território cubano. Mas, em nosso país, devem agir de acordo com Constituição, e não com submissão.
 
Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br
São Paulo
 
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FASE ‘TOP TOP’
 
Mais uma vez a política externa brasileira, conduzida pelo conselheiro Marco Aurélio “top top” Garcia, fez água: depois de jogar o dinheiro do fundo Postalis, dos funcionários dos Correios, na Venezuela, depois de perder o parceiro comercial Argentina, depois do fracasso comercial da África, depois de perder Cuba, agora a nação democrática Irã se junta à Nação do mal (Estados Unidos). Que fase, no mínimo, atribulada desse governo federal, hein?
 
Jose Guilherme Santinho msantinho@uol.com.br 
Campinas 
 
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ACORDO NUCLEAR IRÃ-EUA
 
É um avanço e boa notícia o acordo nuclear entre o Irã e os EUA. Mostra boa vontade dos países envolvidos e que o melhor caminho é sempre o do diálogo, da paz e da diplomacia. Quem não deve estar gostando nada disso é Israel, inimigo declarado do Irã e Estado dominado por um governo belicista de extrema direita. Fica a pergunta: por que limitar o potencial nuclear apenas do Irã, e não também o de Israel, EUA e Rússia? Mais uma vez vemos esse sistema injusto e parcial de dois pesos e duas medidas, em que as regras, controles e limites valem só para um lado e não para todos, como deveria ser.
 
Renato Khair renatokhair@uol.com.br 
São Paulo
 
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PELA BOMBA
 
O Irã aceita todas as conversas sobre o seu programa nuclear, desde que acabem as sanções e que possa construir a bomba.
 
Luiz Frid luiz.frid@globomail.com 
São Paulo
 
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MAIORIDADE PENAL
 
Com mais de 50% de aprovação, a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados aprovou no dia 31/3 a proposta de emenda constitucional (PEC) de redução da maioridade penal de 18 para 16 anos. Nesta discussão, que ainda vai consumir muitas páginas dos jornais, não se entende esta gente do PT e aliados quando se colocam ferozmente na contramão da vontade popular. A exemplo dos EUA, aqui, no Brasil, há determinadas matérias em que os Estados deveriam ter autonomia para legislar sobre o assunto conforme a gravidade das ocorrências, como é o caso de São Paulo e do Rio de Janeiro. Controle da natalidade é estupidez; mais reformatórios que não reformam, está provado, não são a solução. O problema está na impunidade que protege não só o menor de idade, como mais ainda o adulto. Leis e regulamentos não faltam. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) foi criado para dar mais direitos que deveres. A Lei Maria da Penha seria, na prática, um escudo em defesa da mulher, entretanto jamais se viu tanta agressão e assassinato de mulheres como ultimamente. Queiram os deuses que a mudança proposta dê algum resultado positivo.
 
Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com 
Vassouras (RJ)
 
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ESTATURA
 
Votando contra a redução da maioridade os deputados mostraram sua pequenez.
 
A.Fernandes standyball@hotmail.com 
São Paulo
 
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CONDIÇÃO
 
Sou a favor da redução da maioridade penal para 16 anos, desde que a pena máxima de 30 anos também seja alterada para 50 anos ou que seja instituída a pena de morte. A expectativa de vida do brasileiro atual subiu para 74,9 anos. A pena máxima de 30 anos foi instituída em 1940 quando a expectativa de vida do brasileiro era de 45,5 anos. Outra coisa que precisa acabar é o prende e solta, prende e solta. Outra coisa, o presidiário é que tem de pagar a contas das suas despesas, não a sociedade. Já a pena de morte é necessária para acabar de vez com a impunidade no País, principalmente os crimes hediondos e os de corrupção. Não é possível que um corrupto roube milhões de dinheiro público e seja solto em 2 ou 3 anos. Isto é uma afronta ao cidadão contribuinte. Tem tanta coisa que precisaria fazer neste país que daria para escrever um livro de mil páginas.
 
José Martin jlmartin@estadao.com.br 
São Paulo
 
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AS SACOLINHAS EM SÃO PAULO
 
De acordo com determinação da Prefeitura de São Paulo, a partir de hoje (domingo, 5/4), em São Paulo, Carrefour, Extra, Pão de Açúcar e Walmart venderão as novas sacolas verde e cinza por R$ 0,08 cada unidade. Aviso que eles devem estar bem preparados, pois a partir de agora vou exigir o troco correto, espero que tenham moedas de R$ 0,01 e de R$ 0,05 suficientes para me devolver. Afinal, se as compras dão um total de R$ 214,34 e pago R$ 214,40, nunca recebo R$ 0,06 de volta.
 
Jatiacy Francisco da Silva jatiacy@estadao.com.br 
Guarulhos
 
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THOMAZ R. ALCKMIN
 
Meus sentimentos ao governador Geraldo Alckmin, esposa e filhos, pela trágica perda do filho e irmão Thomaz. Somente o tempo será capaz de aplacar tamanha dor. Que Deus os conforte.
  
Renato Amaral Camargo natuscamarco@yahoo.com.br
São Paulo
 
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TRAGÉDIA
 
Lamentável a morte de Thomaz Rodrigues Alckmin e mais quatro pessoas em acidente com helicóptero na Grande São Paulo. Faço meus os votos de pêsames à família do jovem de 31 anos. Agora, tarde demais, os responsáveis pela máquina que causou o triste acidente apressam-se em afirmar que a queda do aparelho “ocorreu durante um voo de teste, após o helicóptero passar pela manutenção preventiva da aeronave”, que o helicóptero “estava com documentação e manutenção rigorosamente em ordem” e que o piloto tinha “30 anos de experiência”. São declarações evasivas e que nada acrescentam à apuração das causas da tragédia. Outro acidente aéreo ocorrido recentemente foi a queda de Airbus A320, na região dos Alpes Franceses. O promotor do Ministério Público de Marselha, Bride Robin, afirmou que a queda da aeronave foi provocada de forma deliberada pelo copiloto do avião, Andreas Lubtiz. Não sei de que cartola o promotor sacou essa conclusão, uma vez que as investigações sobre as causas do acidente apenas começaram.  
 
Cláudio Moschella arquiteto@claudiomoschella.net
São Paulo
 
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EXEMPLO
 
Vimos o governador Alckmin pessoalmente uma única vez, quando nos acenou do outro lado da rua. Naquela oportunidade, naquele simples gesto, pudemos perceber o homem que é: transparente, verdadeiro, simples. Esse carinho e admiração se confirmaram nas imagens na homenagem feita a seu filho, perdido tragicamente no acidente aéreo. Seu comportamento admirável foi confirmado naquele simples aceno. Governador, receba nossos sinceros votos de pesar pela triste perda, estamos tristes como se fossemos da sua família. Deus saberá confortá-lo e sua família nessa triste passagem.
 
Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@globo.com
São Paulo
 
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PERDA IRREPARÁVEL
 
Thomaz, o lugar onde você encontrava a plenitude apenas enquanto voava agora é a sua casa, onde encontrará a plenitude eterna. Sentirei falta das nossas conversas sobre as máquinas que você estava voando e do seu entusiasmo quando falava da sua paixão pela aviação – fosse sobre os procedimentos IFR, na época em que você fazia o curso de voo por instrumentos, fosse a cada equipamento novo que você havia tido a oportunidade de voar. Sempre que seu pai conversava comigo a seu respeito, falava do seu entusiasmo e vibração a cada nova etapa da carreira que você ascendia. Sua perda é irreparável para todos aqueles que aqui ficamos, mas quem somos nós para julgarmos os desígnios de Deus, a quem agora peço para que conforte os corações dos seus pais, esposa, irmãos, filhas, sobrinhos, amigos e familiares? Adeus, comandante! Agora seus voos serão ao lado do Senhor.
 
Frederico d’Avila fredericobdavila@hotmail.com 
São Paulo

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