Fórum dos Leitores

GOVERNO DILMA E PT

O Estado de S.Paulo

07 Abril 2015 | 02h04

Recuperação da Petrobrás

Dilma diz que a luta para recuperar a Petrobrás é tarefa de sua gestão. Perguntinha inofensiva: a primeira gestão mais os anos como ministra das Minas e Energia e presidente do conselho da estatal serviram exatamente para quê, sra. presidente?

MYRIAN MACEDO

myrian.macedo@uol.com.br

São Paulo

Depois de ter destruído o País e a Petrobrás, dona Dilma afirma que vai "lutar" pela recuperação da estatal. Alguém acredita? Com uma aprovação que já beira os 2% entre a população mais humilde e sem escolaridade, não há quem.... Melhor para o País é a renúncia, atrapalhará menos.

FERNANDO SILVA

lfd.dasilva@2me.com.br

São Paulo

Falta de respeito

Com o petrolão atropelando, correram para constituir uma Diretoria de Compliance na Petrobrás. Agora fazem um empréstimo com o Banco de Fomento da China e omitem as condições contratadas. É chamar todo mundo de otário!

SÔNIA MARIA BENFATTI RESSTEL

sbresstel@gmail.com

São Paulo

Órfãos

O PeTelulismo corta gastos para não quebrar. Alguém duvidava disso, desde que perdeu a receita da "mãe" Petrobrás?

ANGELO TONELLI

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

A crise

Preocupado com a perda de apoio de trabalhadores e de beneficiados por políticas de inclusão, o PT busca uma fórmula mágica para reconquistar eleitores descontentes. A crise no governo Dilma e a corrupção desenfreada na Petrobrás desencadearam descontentamento geral, basta ver o resultado das pesquisas sobre o governo da presidente. Não há milagre, o que derruba um governo é a economia. Dilma cometeu estelionato eleitoral e saiu vencedora. Agora terá de conviver com sua herança maldita. Embora Lula tente salvar o PT, ele mesmo e Dilma, o eleitor já percebeu que foi enrolado. Não há almoço grátis, doeu no estômago, o povo acorda. O País está quebrado e não há solução de curto prazo. As medidas de Dilma afetam diretamente o bolso do brasileiro: ela gastou à vontade e está mandando a conta para os trouxas. A crise está só no começo. Preparem os bolsos.

IZABEL AVALLONE

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

Sobre a cegueira

Luiz Inácio acredita que a raiz da crise seja política. Sua visão monolítica não é capaz de visualizar problemas morais ou éticos.

HELENA RODARTE C. VALENTE

helenacv@uol.com.br

Rio de Janeiro

JUSTIÇA ELEITORAL

Votos não computados?

Eu e minha esposa, com 85 anos de idade, fomos renovar nosso passaporte. Entre os documentos exigidos está a certidão de quitação eleitoral. Ao pedir a nossa, duas surpresas. A primeira, já esperada, nossos títulos estavam cancelados, provavelmente pela idade, pois estamos isentos da obrigatoriedade de votar. Mas a segunda foi demais: saíram os comprovantes de nossas votações, um a um, todos em branco! Como?! Votamos sempre, em todas as eleições, e nosso voto não foi computado?!

JENNER CRUZ

Jenner_helga@uol.com.br

São Paulo

CULTURA

Proact 2015

O governador Alckmin decidiu não abrir e assinar o Proact 2015, a pretexto de aumentar a arrecadação de impostos. Há muitos projetos prontos, com patrocínio já concedido, pessoas contratadas. Com uma solução simplista, anula esforços de um ano inteiro, fecha empregos, cria inadimplência, empobrece a cultura do Estado mais rico da Federação. Lastimável.

MARIA IGNEZ AULICINO ANDRADE

aulicino.andrade@uol.com.br

São Paulo

Pátria enganadora

Notícia de 4/4: a Biblioteca Nacional dispensa 28 funcionários terceirizados, de vários setores, coisa de 10% do contrato, e pode chegar a 30%, segundo o ministro da Cultura, Juca Ferreira. Se não fosse cortina de fumaça, seria compreensível. Isso proporcionará uma economia ínfima se comparada aos gastos exorbitantes, há mais de uma década, e que continuam, com injustificáveis 39 ministérios a custos superiores a R$ 400 bilhões/ano, algo em torno de 113 mil apadrinhados e salários de R$ 214 bilhões/ano, equivalentes a quatro vezes o ajuste fiscal pretendido.

JOSÉ CARLOS ALVES

jcalves@jcalves.net

São Paulo

ESCOLHAS PERFEITAS

Ex-secretário da Receita

É incrível a capacidade deste governo de descobrir talentos para "malfeitos". Deve existir um head hunter muito especializado para localizar esses funcionários. Elle escolhe "a dedo" o mais capacitado para cuidar do nosso patrimônio, ou do que restou.

AIRTON MOREIRA SANCHES

moreira.sanches@uol.com.br

São Paulo

Uma breve história do tempo

Já vivi 73 anos e sempre tentando fazer alguma coisa por este país. Tive indústria metalúrgica e ensinei mecânica a muita gente. Já um pouco cansado, fico assistindo a essa gente que se apoderou do poder, seguidora de uma ideologia falida. A tristeza e o desânimo me dominaram, chegamos a um estado de destruição aterrador. Em qualquer lugar para onde se aponte o dedo se vê uma nova modalidade de corrupção, os nossos líderes políticos são uma aberração. O mais preocupante é o que vai sobrar para os nossos netos. Será que vai sobrar um país?

IVAN BERTAZZO

bertazzo@nusa.com.br

São Paulo

Perseverança

Se tudo der certo, e vai dar porque Deus é brasileiro, nos próximos meses vamos assistir a um inédito e sonhado tsunami de desabamentos e implosões de velhos e podres castelos de propinas e viciadas falcatruas partidárias, pseudoideológicas, demagógicas, sectárias e hereditárias, liberando espaço para a construção maciça de sólidas fortalezas de valores e princípios morais comprometidos com um futuro melhor para a Nação. Não sou Poliana nem Velhinha de Taubaté, sou só um dos milhões de brasileiros (número que cresce a cada dia como pãozinho na padaria) que se cansaram das velhas desculpas esfarrapadas e não vão sair mais das ruas enquanto o gigante não se levantar do berço esplêndido e mostrar sua cara de quem quer e merece ser feliz.

CARLOS H. C. CARDOSO

santhacar@uol.com.br

São Paulo

CORRUPÇÃO NA PETROBRÁS

Que maravilha: empresas envolvidas na Operação Lava Jato buscam renegociar dívidas de R$ 15 bilhões. Em outras palavras, você pode oferecer e receber propinas à vontade. Caso não dê certo, o máximo que poderá te acontecer é entrar com um pedido de recuperação judicial. Cadeia? Esqueça, isso é coisa apenas para pobre.

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@hotmail.com
São Paulo

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O JUDAS CHAMADO ‘BR’

Seguindo a tradição de malhar Judas no sábado de Aleluia (4/4), apareceu um boneco amarrado num poste da minha rua com o nome de “BR”. Será que foi obra de algum acionista da Petrobrás?

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com 
Campinas 

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A SEMAN NA CPI

Se esta semana o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, falar, e falar a verdade, à CPI da Petrobrás no Congresso, definitivamente, a “vacca” irá para o brejo!

Eduardo Augusto Delgado Filho e.delgadofilho@gmail.com 
Campinas

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TUDO SOB CONTROLE

Enquanto para dona Dilma a vaca foi para o brejo, para o PT a “Vacca” ri.

Vidal dos Santos vidal.santos@yahoo.com.br 
Vinhedo

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PLANO MAQUIAVÉLICO

Mensalão, Lava Jato e Zelotes, esquemas de corrupção em ordem cronológica, cujos desfalques crescem em progressão geométrica, presumem outros, cada vez mais sofisticados, coniventes com a administração petista. Vai chegar o dia em que o Ministério Público e a Polícia Federal, carentes de verbas, vão se exaurir, dando lugar a “acordos de leniência”. Enfim, tudo pode acabar ficando como dantes no quartel dos Lulantes. 

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br  
Monte Santo de Minas (MG)

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OPERAÇÃO ZELOTES

José Dirceu, Antonio Palocci e, novamente, Erenice Guerra aparecem agora no turbilhão da Operação Zelotes, que deixará a Lava Jato no chinelo e deixou o mensalão descalço, ainda sem cogitar do BNDES, cujo inquérito deixará todos enterrados. Erenice era íntima de Dilma Rousseff, assumiu a Casa Civil e vergonhosamente a deixou cinco meses após ser nomeada, posto que era impossível defendê-la das acusações. O Palácio do Planalto é um chiqueiro onde os únicos animais que não eram porcos eram de uma espécie maior e dominante, que cuidaram de ter as chaves da pocilga: os presidentes da República que, por terem alçado a tão elevada honraria, não podem ser porcos, são homens, e cidadãos, e mais, acima de qualquer suspeita.  
 
Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br 
São Paulo

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A REALIDADE DO PT

Os petistas podem falar o que quiserem, mas que eles são incompetentes e corruptos, são!

Eugênio José Alati eugeniojalati@gmail.com
Campinas

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RESTA-ME A DECLARAÇÃO

Três aspectos do escândalo do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), que julga recursos administrativos fiscais e tributários em nível federal, atraíram minha atenção. Sou da terceira idade, tenho 85 anos, e ainda compelida a fazer, a cada ano, uma declaração de Imposto de Renda, enquanto, se não for feita negociata, tanto pior, só trouxa paga imposto neste país. E, por último, a irracionalidade da carga tributária faz com que os grandalhões se munam de planejamentos e outros esquemas para sonegar as burras do Estado. Enfim, só sabendo ser honesta, a vida toda, não me resta outra escolha a não ser fazer minha declaração anualmente, mesmo sabendo que o nosso sistema tributário é esquizofrênico e apenas os menos privilegiados custeiam a máquina pública, dotada de péssimos serviços e altamente azeitada para as corrupções fortalecidas pelos usos e costumes, uma praxe “made in Brazil”.

Yvette Kfouri Abrao abraoc@uol.com.br 
São Paulo

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‘PEGA LADRÃO!’

O artigo do Celso Ming (“Estadão”, 5/4, B2) em que ele diz que é difícil de entender as manifestações de sindicalistas e petistas em defesa da Petrobrás, do ponto de vista abordado, é realmente muito difícil. Todavia, se for considerar o comportamento do ladrão perseguido que também grita “pega ladrão” para desviar o cerco, provavelmente, ficará fácil o entendimento.
 
Valdy Callado valdypinto@hotmail.com 
São Paulo

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FORTUNAS

José Dirceu, que faturou R$ 39,1 milhões entre 2006 e 2013, precisou fazer uma vaquinha para pagar multa, no valor de R$ 970 mil, por envolvimento no mensalão. Pouco comparados à fortuna pessoal de Lula, estimada em mais de US$ 2 bilhões, conseguida no mesmo período, conforme amplamente noticiado inclusive por uma conceituada revista, a “Forbes”. “Tudo em pouco espaço de tempo no poder.” Fortuna como esta seria facilmente rastreada, caso houvesse disposição e empenho das “autoridades”. Certo é que um dia todos nós pagaremos pelos nossos atos. Eu acredito!

José Carlos Alves jcalves@jcalves.net
São Paulo

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MUITA CALMA

Não tenho especial admiração por José Dirceu, meu contemporâneo na PUC-SP. Mas lendo sobre seu milionário escritório de consultoria empresarial e sobre as ilações de corrupção que se fazem a respeito, tendo a achar que a imprensa tem sido um pouco precipitada em sua condenação. A coisa mais natural do mundo é uma grande empresa se aproximar de um ex-político, ex-diplomata, ex-campeão esportivo, enfim, ex-pessoa notória em várias atividades, e pensar em utilizar sua experiência e, indiretamente, sua possível influência a serviço do aprimoramento de seus gerentes executivos, seus estrategistas, sua diretoria e até seus conselheiros administrativos. Quantos presidentes da República se tornam caros palestrantes mundo afora? Quantos ex-juízes, custosos advogados? Quantos diplomatas, consultores de negócios nos países em que serviram? Se o escritório de José Dirceu fez somente assessoria e consultoria, emitiu as notas de serviço correspondentes e pagou seus impostos, a imprensa precisa aguardar que os órgãos competentes façam seu trabalho antes de atacá-lo como se condenado já estivesse.

Ademir Valezi adevale@gmail.com 
São Paulo 

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UM GÊNIO

Eu não acredito em reencarnação, mas certas coisas que hoje acontecem no País envolvendo um elemento do Partido dos Trabalhadores (PT) me fazem repensar a ideia central de diversos sistemas filosóficos e religiosos segundo os quais uma porção do ser é capaz de subsistir à morte do corpo. Chamada consciência, espírito ou alma, essa porção seria capaz de ligar-se sucessivamente a diversos corpos para a consecução de um fim específico, como o autoaperfeiçoamento ou a anulação do carma. Pois é exatamente isso que acontece com José Dirceu, o “guerreiro do povo brasileiro”. Sem dúvidas, ele incorporou uma porção de Leonardo Di Ser Piero da Vince, ou simplesmente Leonardo da Vinci (cientista, matemático, engenheiro, inventos, anatomista, pintor, escultor arquiteto, botânico, poeta e músico). O Zé, mesmo na cadeia, conseguiu fazer consultoria nos mais variados setores da economia, é extremamente bem informado, um gênio tupiniquim da era moderna que conseguiu desbancar o gênio italiano do alto renascimento. 

Humberto de Luna Freire Filho hlffilho@gmail.com  
São Paulo 

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LULA INDIGNADO

O grande pajé, o grande líder, o timoneiro do PT, “Lula” declara-se indignado com a corrupção. No mínimo, essa declaração é de um cinismo tão grande quanto achar que nós, brasileiros, somos um bando de energúmenos e ingênuos e achar sinceridade na sua afirmação. Desde que exerceu a Presidência da República até os dias de hoje se repetem os escândalos e o Brasil está atolado até o pescoço na corrupção, e, como sempre, “ele” não sabia de nada. 

Henrique Schnaider hschnaider4@gmail.com 
São Paulo

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A ESTRATÉGIA DO EX-PRESIDENTE

O ex-presidente Lula parece estar acreditando seriamente na possibilidade de um impeachment de Dilma. Porque, como protagonista do mensalão e, inclusive, do petrolão, montado em seu governo, sabe como ninguém que as denúncias podem alcançar o Planalto. Para tal, como publica o “Estadão”, o ex-presidente está tentando se prevenir e implora para que Eduardo Paes e Luiz Fernando Pezão, respectivamente prefeito e governador do Rio de Janeiro, arrumem um jeito de abrir uma vaga no secretariado para um deputado federal do PT e, desta forma, permitam que o suplente do partido Wadih Damous assuma uma cadeira no Parlamento. Damous, no entender de Lula, como ex-presidente da OAB do Rio e radicalmente contra um impeachment, hipoteticamente no plenário da Câmara poderia fazer uma vitoriosa defesa da presidente. Será que Lula já combinou com os seus ditos 300 picaretas da Casa, ou os 400 achacadores de Cid Gomes, para que estes parlamentares aliados, ou opositores, se curvem ao fascínio das palavras de um desconhecido Wadih Domous, também sem nenhum trânsito na Câmara?
 
Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com
São Carlos

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IMPLOSÃO

Lula está tentando de todas as maneiras salvar o PT. Ele já não tem prestígio para isso. O partido implodiu após tantos “malfeitos”.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com 
São Paulo

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A OPOSIÇÃO DE FHC

Lendo o último artigo de Fernando Henrique Cardoso no “Estadão” (“Oposição e reconstrução”, 5/4, A2), começo a crer que ele acredita em coelhinho da Páscoa, pois, segundo ele, “a reconstrução de uma vida democrática saudável e uma saída econômica viável requerem passar a limpo o país: que prossigam as investigações e que a justiça se cumpra”. Será que nós, brasileiros, que estamos sendo atingidos diretamente com o aumento da carga tributária e com o aumento da inflação e do desemprego, devemos esperar sentados, em casa, assistindo à TV, que a justiça se cumpra, mesmo depois do término do julgamento do mensalão? Será que nós temos de, “democraticamente”, esperar o término do segundo mandato de Dilma, sem ir para as ruas pedir a sua renúncia ou cobrar o impeachment dela, após a sua má gestão administrativa do primeiro mandato e também a sua “cegueira” e “desconhecimento” da corrupção que assola o nosso país? Talvez FHC deva ler o livro “Ensaio sobre a cegueira”, de José Saramago.

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br 
Americana

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‘CAMINHOS ESTREITOS’

Sumidade do Direito Penal, o professor Miguel Reale Júnior (4/4, A2) traz luz definitiva à questão do impeachment: “O crime comum, ao contrário do crime de responsabilidade, pode derivar de ação ou omissão ocorridas no mandato anterior”. Se a CPI investigar só um pouquinho, vai achar a omissão da presidente da República ou da presidente do Conselho de Administração da Petrobrás. Omissão que é prevaricação, crime comum (e põe comum nisso!) passível de processo. Fora PT, e leve Dilma com você!

Julio Cruz Lima Neto limaj@plastekbrasil.com.br 
São Paulo

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BOBALHÕES CHAMADOS BRASILEIROS

Estatísticas recentemente divulgadas pela imprensa dão conta de que crianças de famílias sem recursos são constrangidas a abandonar a escola após dois anos para ajudar no orçamento familiar. O que se pode esperar dessas crianças nessa vergonhosa situação? Eis algumas considerações de José Roberto de Toledo, em seu artigo “A corrupção sem graça” (“Estadão”, 4/4), com sua habitual lucidez. Depois de se referir à frase de Joaquim Levy “no Brasil, a maioria das empresas não gosta de pagar impostos”, conclui sua matéria com as seguintes observações: “É o tipo de corrupção que arromba as contas públicas. Que subtrai do Estado capacidade de investir em escolas e hospitais, de pagar melhor médicos e professores. E, numa crise fiscal como a de hoje, é o tipo de corrupção que provoca o aumento de impostos. Mas isso o corruptor sabe como resolver”. Às crianças, desejei nesta Páscoa melhor futuro e que perdoem esses bobalhões chamados brasileiros.

Benedito Lima de Toledo bltoledo@uol.com.br 
São Paulo

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EMPRESAS E IMPOSTOS

Confiando na informação de José Roberto de Toledo segundo a qual Joaquim Levy afirmou que as empresas no Brasil não gostam de pagar impostos, podemos concluir que estamos em mãos poucos confiáveis até no Ministério da Fazenda. É unânime entre os economistas e até entre os analistas econômicos deste jornal que a carga tributária excessiva é um dos grandes entraves ao desenvolvimento do País. Pretender que as empresas se conformem com um carga tributária escorchante soa insano.

Sônia Maria Benfatti Resstel sbresstel@gmail.com 
São Paulo 

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NO GIRO DO IMPOSTÔMETRO

Brasileiros já pagaram R$ 500 bilhões em impostos em 2015 e o Brasil está na draga que está...

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com 
Jandaia do Sul (PR)

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AJUSTE FISCAL

O ilustre advogado Cid Heráclito de Queiroz (“‘Contrabandos’ no ajuste fiscal”, 4/4, A2) está colocando os dedos na ferida, ainda que se recuse a reconhecer o tamanho dela. Um ajuste de porte, como se precisa no Brasil, deve se originar do estadismo de um presidente à altura. Claro que Dilma Rousseff apenas cumpre a “pauta eleitoreira” da próxima eleição, e é tão estadista como um peru no meio de um galinheiro. No máximo, faz “glu, glu, glu”, e é isso mesmo que a rainha do Brasil faz a torto e direito. Fica a cargo dos ministros escolhidos a dedos e, quando erra, se capa pura simplesmente que surjam milagres que nem Deus pode fazer, porque não tão burro assim.

Ariovaldo Batista a rioba06@hotmail.com
São Bernardo do Campo

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MAQUIAGEM E ESPERTEZA

Ao ler as notícias no “Estadão” de 3/4 sobre algumas das iniciativas que o governo federal pretende adotar em vista do ajuste fiscal, cheguei à conclusão de que estamos diante de um governo perfunctório. A presidente divulga que, por ajuste, restringe o uso de aviões da FAB pelos ministros, como se cortar privilégios que jamais deveriam existir fosse uma forma de “cortar na carne” as despesas governamentais. Já o ministro da Fazenda avisa a partidos aliados que uma reforma administrativa, com cortes internos pontuais, pode ser “simbólica” num momento de aperto das contas públicas. É uma afirmação do ministro que veio de encontro ao dito pela presidente “vamos racionalizar e continuar fazendo o a gente sempre faz”. Ou, como já estamos escaldados, entenda-se, vamos continuar no “enrolation”, já que diminuir ministérios, que até o presidente do Senado se posicionou a favor, vai criar muitíssimos atritos políticos. Então no resumo da ópera temos que a presidente, em seu primeiro mandato, assessorada pelo trêfego ex-ministro da Fazenda, cometeu uma série de erros, alguns crassos, que levou o País à atual situação. Agora faz-se necessário um ajuste fiscal que será via aperto nas finanças de cada um de nós, com uma queda no poder aquisitivo, que já se faz significativo. Milhares perderam, estão perdendo e perderão em breve os seus empregos, os reajustes salariais não acompanharam a inflação, mas o governo federal vai fazer cortes insignificantes em seus gastos e, com certeza, nos encher de propagandas elaboradas pelo seu esperto marqueteiro, como de que continuamos a ser “um país de futuro”, o que significa absolutamente nada.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br 
São Paulo

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CORTAR NA CARNE

A crise brasileira, motivada pela incompetência de seus dirigentes, ao longo destas mais de duas décadas, está longe de ter uma solução. De que adianta um ministro bem intencionado, se ao longo de seu caminho ele encontra barreiras que impeçam que suas ações para colocar o País nos eixos tenham sucesso? Não há a menor colaboração dos senhores do Executivo, Legislativo ou Judiciário, que têm seus salários e mordomias intocáveis e cada vez maiores, se os cartões corporativos continuam a todo vapor, se os gastos do governo não sofreram nenhum tipo de corte e se não há a menor intenção de um enxugamento sério das contas públicas. Apenas a população sofre o ônus das mazelas deste que é um dos governos mais incompetentes e corruptos da história deste país. Falta patriotismo e sobra ganância aos homens que comandam os destinos desta nação.

Elias Skaf eskaf@hotmail.com 
São Paulo

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INCÊNDIO EM SANTOS

O recente incêndio nos tanques de combustíveis em Santos vem provar que não temos equipamentos adequados para enfrentar tal situação. Precisamos da dedicação incansável dos bombeiros, que, sem o equipamento adequado, precisam ter sangue frio e perícia, que muitas vezes não têm, para solucionar os problemas. Vejam o caos que o incêndio causou! Se os equipamentos fossem adequados, a situação seria outra.

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@globo.com
São Paulo

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PERGUNTAS

Sobre o incêndio nos tanques de combustíveis em Santos, gostaria de saber: quem vai pagar os danos ao meio ambiente? Como ficam os prejuízos dos caminhoneiros parados na estrada? É correto construir tanques de combustíveis dessa magnitude próximos uns dos outros? Os tanques não têm refrigeração automática contra incêndio?

José Martin jlmartin@estadao.com.br 
São Paulo

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O IPTU DOS APOSENTADOS

A terceira parcela do IPTU está prestes a vencer, e até agora não foi deferida pela Prefeitura de São Paulo a redução ou isenção para os aposentados, obrigando-os à inadimplência. Por quê? Afinal, quando serão liberadas as isenções ou reduções do IPTU para os aposentados? O prefeito “marcha lenta” só está preocupado com as ciclovias inúteis, que atendem a tão poucos, ou com os travestis. Imaginem quando a Polícia Federal der início à fiscalização da corrupção no “pedalão”, o que vamos ficar sabendo... Que irresponsabilidade e desrespeito, “seu” prefeito.
 
Fernando Silva lfd.dasilva@2me.com.br 
São Paulo

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A POLÊMICA DAS SACOLINHAS

Venho acompanhando com curiosidade a implantação das sacolas seletivas no comércio da cidade de São Paulo. Minha curiosidade vem do fato de que não percebo um projeto maior para convencer a população a participar efetivamente. O governo diz ter investido R$ 60 milhões na instalação de triagem mecanizada, mas não explica se esse investimento contempla, também, a coleta seletiva. E eu entendo como coleta seletiva que haverá caminhões verdes e cinzas. Porque senão, de nada adiantaria eu selecionar o lixo na minha casa, construir duas lixeiras com cores diferentes no prédio onde moro, sabendo que esse lixo vai para uma triagem numa central bem equipada, mas que será transportada no mesmo caminhão que até então coleta todo e qualquer tipo de resíduo (sólidos, orgânicos, recicláveis ou não, compostáveis ou não) e que a mecânica nessa coleta é simplesmente compactar para caber mais lixo no compartimento do caminhão. Esse material é dispensado em lixões e abandonado à sorte de pessoas que buscam recicláveis de algum valor para o mercado de reciclagem. Assim, eu concluo que todo o investimento vira um lixo só. Essa mudança precisa ser explicada, caso contrário, vai parecer que a Prefeitura comprou uma roupa cara e bonita para colocar numa pessoa suja e sem educação, para que ela vá à festa do Primeiro Mundo. Queremos saber a fundo como isso tudo vai funcionar. Eu sou profissional de embalagens e vejo que as fábricas e os compradores vêm buscando alternativas para reduzir custos, e nessa busca descobriram que poderia ser usado o material reciclado. Explico: sacolas que vão para o lixo podem ser fragmentadas e reutilizadas na fabricação das mesmas sacolas. Acredito que uma política de incentivo à utilização consciente dessas sacolas exigiria muito menos investimento e traria um benefício muito maior à sociedade, uma vez que esse segmento emprega muita gente que vai para a rua, porque a maioria das empresas de embalagens não tem estrutura para comprar uma matéria-prima que não atingiu produtividade suficiente para ter uma redução de custos e que exige uma estocagem diferenciada da matéria-prima original. O processo é o mesmo em qualquer uma das alternativas. Fabricar sacolas com material virgem, reciclável e bioplástico tem o mesmo custo. A diferença está nos custos de matéria-prima: pela ordem decrescente, o bioplástico é mais caro que o plástico comum virgem, e este, por sua vez, muito mais caro que a resina reciclada (o polietileno limita a quatro vezes a repetição do processo de reciclagem). Na minha modesta opinião, em tempos difíceis para o mercado, em que investir exige muita criatividade e assertividade, não cabe uma mudança tão complexa para todas as partes (fornecedores, consumidores e fiscalização). Acredito que seja muito fácil para o governo, que dispões da arrecadação, usar o nosso dinheiro nesse projeto e obrigar os fabricantes a investirem sem a certeza de que vão vender e manter ou aumentar o seu faturamento. E estamos tratando de um negócio (investimento, compra, venda, lucro, emprego, imposto, etc.). É no mínimo negligencia com um mercado que emprega muita gente. A empresa que represento, por exemplo, tem 500 funcionários (leia-se 500 famílias) numa cidade onde tem importância capital. Tenho certeza absoluta de que faltou discutir mais amplamente todas as possibilidades, inclusive com os fabricantes de sacolas, que não são exatamente pequenas indústrias, mas são muitas. Acho que todos devem voltar à mesa depois de repensar, porque a solução pode ser muito mais simples e economicamente mais interessante para toda a sociedade. Quero crer que alguém já tenha pensado nisso. É muito óbvio.

Edimilson Vieira edi.flexo@uol.com.br
São Paulo

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DÚVIDA

Sacos plásticos de arroz, de feijão, de frutas, de açúcar, etc. e tal, pode! Sacolinhas plásticas poluem e não pode! Eu só queria entender...

Milton Bulach mbulach@gmail.com 
Campinas

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É O MENOS GRAVE

Com todo o imenso respeito pelos que protestam contra o pagamento das sacolinhas de plástico em supermercados, mas no momento em que o País passa por gravíssima crise política e econômica, que não se sabe muito bem onde vai parar, pagar R$ 0,08, R$ 0,09 ou R$ 0,10 a sacolinha, sinceramente, é o menor dos nossos problemas. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com 
São Paulo

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VIOLÊNCIA NO RIO DE JANEIRO
 
Os crescentes ataques às Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), com as respectivas mortes nos confrontos armados, demonstraram o fracasso da política de pacificação das favelas no Rio de Janeiro. O responsável direto pelo controle do crime nas favelas do município do Rio e suas adjacências, sr. Jose Mariano Beltrame, deveria ser substituído imediatamente por um especialista no ramo mais competente e convincente. A ocupação territorial foi o alicerce do projeto de controle do crime nas favelas, porém no seu bojo estava o erro de subestimar a capacidade de retorno dos criminosos. Eles voltaram com mais força e estão surpreendendo o governo estadual e a Polícia Militar, que também perde homens a cada dia. Lamento a perda de tempo e de dinheiro público para a implantação destas UPPs, que me trouxeram a desconfiança de que tudo isso não passou de mais uma demagogia dos políticos para manterem-se em seus cargos.
 
Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com
Rio de Janeiro

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O ESTADO ‘PERDEU’

As mortes sucedem-se no Rio de Janeiro e já fazem parte do cotidiano das pessoas: morrem jovens, adultos, crianças, mulheres, homens, negros, brancos, morrem todos em nome de uma incompetência ímpar. Criam-se metodologias, estratégias, planos de batalha e nada muda, nem mesmo o secretário de Segurança, que permanece incólume, assistindo a tudo – mas com ele viverá este estigma. O Estado “perdeu”, como falam os bandidos, traficantes e milícias, que agora governam a Cidade Maravilhosa.
 
Jatiacy Francisco da Silva jatiacy@estadao.com.br  
Guarulhos

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PREPARO POLICIAL

Sugiro que os policiais militares do Rio de Janeiro se recusem a ficar no interior destes contêineres ridículos que o Estado usa como base de Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs). Aquilo é um achincalhe. O Estado não oferece nenhuma condição de trabalho, equipamentos, armamentos e, principalmente, cursos de relações humanas para lidar com a sociedade. Morador de comunidade, pobre e negro é igual a qualquer outro ser humano. Enquanto agirem com brutalidade, somente receberão igual tratamento por parte daquela gente sofrida. Relacionar-se e angariar simpatia deveriam ser, no meu entender, a mola mestra para a pacificação. Primeiro, é preciso educar os PMs e os guardas municipais, que são grosseiros também. Mas os exemplos têm de vir de cima, dos poderes superiores: Judiciário, Legislativo e Executivo.

Sebastião Paschoal s_paschoal@hotmail.com 
Rio de Janeiro

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PROTESTO

A “comunidade” no Rio se enche de coragem protestando contra o policiamento. Já contra a bandidagem...

A.Fernandes standyball@hotmail.com
São Paulo

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COMBATE AO TRÁFICO

A única forma de solucionar o problema de tráfico de drogas nas favelas do Rio de Janeiro é oferecer aos traficantes pontos livres para o comércio da droga. Ninguém vai conseguir acabar com os usuários que alimentam o tráfico, pois não existe remédio para a dependência, só tratamento, bastante caro. Os moradores dos morros devem ser protegidos pelo Estado, que deve reconhecer que centenas de milhares de usuários precisam da droga, pois são dependentes químicos. Por que não tirar o tráfico dos morros e criar zonas de venda afastadas das comunidades? O Estado tem dois inimigos: o traficante e o usuário, e quem paga a conta é a população pobre, que morre diariamente em uma guerra que não é sua. Evoluímos tecnicamente, mas a forma de tratar o dependente e quem fornece a droga continua sendo através da violência, do autoritarismo. Os traficantes e os usuários se escondem e a sociedade cobra da polícia a solução – a última instituição capaz de resolver o problema, que é social. Todos sabem disso, mas é politicamente incorreto concordar com a solução, já adotada em alguns países. Continuaremos a enterrar crianças e idosos, cada vez em maior número, por ignorância.

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br
Osasco

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DUAS MORTES NO FERIADO 

Toda vez que vejo a imprensa destacar de forma desigual assuntos importantes para a Nação, lembro do poema de Jorge de Lima que inspirou “O Grande Circo Místico”. Nenhuma dor é maior que a dor de perder um filho. Isso é praticamente um consenso entre todas as pessoas. Mas, de fato, vejo que, pela imprensa, somos levados a nos sensibilizar muito mais com a morte do filho do governador Geraldo Alckmin, Thomaz (triste demais, é claro, isso não está em questão!), do que com a de um menino de 10 anos, Eduardo Jesus Ferreira, que, apenas com um short azul e sem camisa, ou seja, sem oferecer perigo algum, foi fuzilado na cabeça no Morro do Alemão, por uma Polícia ironicamente chamada de pacificadora – morte esta ocorrida no mesmo dia. A morte é em si uma tragédia para quem a espera, e muito mais para quem não. E a tristeza dessas famílias é inquestionável e será eterna, sem dúvida. Mas a dureza da vida é notar que até a morte, naquele dia tão triste, acentua a desigualdade social e a importância política dos cidadãos. Sem questionar os sujeitos e sem prejuízo do respeito às pessoas vítimas dessas mortes, o que lhes parece mais trágico: morrer fuzilado aos 10 anos de idade, por quem lhe deveria proteger, ou morrer já adulto num lamentável acidente aéreo num helicóptero? Não se trata, aqui, de um rifar de dores (quem sou eu para fazer isso!), minha gente querida, mas é bom refletirmos sobre o grau de importância que damos às coisas, a despeito do respeito que temos pela dor alheia, especialmente em relação à família do governador. Certamente, a família Alckmin receberá todo o carinho merecido nessas circunstâncias e jamais nos esqueceremos da morte de seu filho, lamentando muito pelo ocorrido. Mas e os familiares do Eduardo? Receberão do Estado (que o matou!) o mesmo conforto? Terão de nós, cidadãos comuns, o mesmo sentimento de revolta dos moradores do Morro do Alemão, diante de tamanha covardia? Em quanto tempo ele será esquecido? Se não mantivermos viva a nossa capacidade de espanto e não exigirmos a apuração séria e justa para os crimes e execuções lamentáveis contra as diversas crianças que morrem diariamente em favelas brasileiras, seremos coniventes com esse Estado absurdamente repressor. Ainda ecoa nos meus ouvidos a frase de um outro menor executado pela Polícia há cerca de um mês no Rio, que o celular deixou gravada enquanto o mesmo agonizava: “Mas, senhor, a gente só estava brincando...”. Eduardo, curiosamente, também chamado “Jesus”, foi fuzilado na véspera da sexta-feira Santa, data em que outro Jesus, também inocente, foi executado na cruz, há quase 2 mil anos. Uma baita ironia. Que Deus lhe receba em bom lugar, Eduardo. Por aqui, perdoe, porque eles continuam não sabendo o que fazem e, sobre você, muito pouco tem falado a imprensa.

Sylvie Boechat sylvie@boechat.com  
São Paulo

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PERGUNTA NO AR

Causa espécie e espanto a notícia de que o helicóptero que vitimou cinco pessoas, entre as quais o filho caçula do governador Geraldo Alckmin, teria passado por manutenção no próprio dia do acidente fatal. A pergunta parada no ar cobra resposta pelo serviço de reparo da aeronave: por que tipo de inspeção passou, se apenas seis minutos após a decolagem uma de suas cinco pás se desprendeu, provocando a trágica queda vertical? A que tipo de segurança estão sujeitos os que voam de helicóptero nestas condições? 

J. S. Decol decoljs@globo.com  
São Paulo

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A FUGA DA PRESIDENTE

Que país é este em que uma presidente da República comparece a um velório, cercado de tanta comoção, precisa chegar e sair escondida, correndo, usando passagem secreta do Palácio dos Bandeirantes? Teria medo de ser linchada pela “zelite” paulistana? Que vergonha!

Claudete Nunes nunes.claudete@yahoo.com.br 
São Paulo

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MAIORIDADE PENAL
 
A Câmara dos Deputados, provida a admissibilidade da maioridade penal para 16 anos, merece olhar com carinho essa reivindicação dos brasileiros em sua grandiosa maioria, porque uma soma enorme de delitos tem tido menores à frente, inclusive milhares deles comandados por meliantes de alta periculosidade. Na atualidade, um jovem que pode votar e escolher governantes pode também saber da gravidade ou não de seu comportamento. A sensibilidade dos deputados precisa voltar-se para o tema, dado que se trata de uma reivindicação insistente da população deste país. Postergar a redução da maioridade penal para 16 anos é deixar que a população brasileira sofra cada vez mais com a delinquência e a violência. 

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br 
Rio Claro

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FALÁCIA

Se a lei é falha para coibir crimes, hediondos ou não, praticados por maiores de 18 anos, por que, milagrosamente, passaria a surtir efeito sobre os que têm menos que essa idade? O tema parece ser mais uma daquelas falácias que se levantam de tempos em tempos para evitar a verdadeira discussão sobre um problema. No caso, a mescla de educação com condição e espaço social urge políticas de longo prazo que superam o tempo dos mandatos eleitorais. Mais fácil serem substituídas por uma discussão no impulso de clamores fervorosos do momento, pois dá mídia e até voto.

Adilson Roberto Gonçalves prodomoarg@gmail.com 
Lorena

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MUDANÇA IMPORTANTE

Concordo com o leitor sr. Silvano Correa, que seja penalizado duramente quem leva um menor para cometer crime. Assim o menor seria fonte de problema, e não garantia de impunidade.

Catarina Pompeu catipompeu@hotmail.com 
São Paulo

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AÇÃO NECESSÁRIA
 
Todos os que se manifestam contra a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos não desconhecem que, para a diminuição dessa chaga que intensifica a prática de crimes por menores, são necessários investimentos maciços em educação, oferta de moradias adequadas e outras medidas de cunho social sempre necessárias à boa formação dos jovens. O problema no Brasil é que o governo está quebrado no momento e não tem a mínima condição de fazer investimentos para a solução desta grave anomalia, cujas consequências são desastrosas para a população brasileira. A nosso ver, de nada adianta polemizar, pois o problema não tem mesmo condições de ser resolvido no curto prazo. Alguma coisa precisa ser feita, mesmo que seja a título provisório, pois a desastrosa situação, como está, não pode ficar.
  
Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br 
São Paulo

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O PAPEL DA CADEIA

É uma tolice esperar que a cadeia tenha o poder de consertar alguém, como disse um juiz do Supremo Tribunal Federal (STF). O papel da cadeia não é nem nunca foi esse, mas, sim, o de separar, isolar do restante da sociedade aqueles que se comportam mal e põem em risco a vida dos cidadãos de bem. A ideia é de que as pessoas possam andar na rua sem o medo de serem abordadas, assaltadas e mortas por maus elementos. O Brasil é o campeão mundial da impunidade, o número de prisões e condenações é miseravelmente pequeno e o número de assassinos que caminham livres e impunemente em nossas ruas é absurdamente alto. Matar alguém num país civilizado é a certeza absoluta de que sua vida acabou, você será preso e ninguém estará preocupado em recuperar você, que nunca mais sairá ou fugirá da cadeia e não incomodará mais ninguém na sociedade. Deu para entender ou querem que faça um desenho? 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br 
São Paulo 

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PT É CONTRA PENALIZAR MENORES

A petralha unida é contra diminuir a maioridade penal de 18 para 16 anos, mas gosta da opção de estes jovens poderem votar. Se com tal idade não podem ser punidos por não saberem o que é crime, menos ainda sabem escolher políticos decentes quando da votação. Prova disso está aí: são fãs diletos de Lula, Dilma e o escambau!  

Laércio Zanini spettro@uol.com.br 
São Paulo

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O ENFRAQUECIMENTO DO CNJ

É inaceitável o projeto do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, e de setores conservadores da magistratura, de esvaziar, enfraquecer e reduzir os poderes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que fará 10 anos e é um órgão de defesa e proteção da sociedade. Graças ao CNJ, inúmeros juízes e desembargadores que praticaram arbitrariedades e ilegalidades foram punidos, o que não foi feito pelas Corregedorias dos Tribunais em que atuam. O CNJ não é um órgão dos juízes, mas, sim, de toda a sociedade, e deve ser fortalecido e prestigiado. Lewandowski e setores corporativistas da magistratura prestam um desserviço à democracia, cidadania e à sociedade brasileira ao tentarem reduzir os poderes do CNJ, o que representaria mais um enorme retrocesso no Brasil.
 
Renato Khair renatokhair@uol.com.br 
São Paulo

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PROPOSTA INDECENTE

Magistrados, comandados pelo ministro Ricardo Lewandowski, querem reduzir o poder do CNJ. O presidente do STF, por sinal, representa um caso clássico do conhecimento a serviço do mal.

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com 
Niterói (RJ)

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‘DESAPREÇO À DEMOCRACIA’

Creio que o título do editorial do “Estadão” de 6/4 está errado. O correto seria: “Desapreço à nossa (falsa) democracia”! Afinal, como chamar democracia a uma forma de governar cujos políticos vendem uma coisa para se eleger e, tão logo empossados, passam a fazer o que querem sem dar satisfação a seus eleitores, e não podem ser sancionados por isso? Que, além de não cumprirem suas promessas de campanha, defendem seus próprios interesses com a criação e aumento de mordomias e subsídios corporativos usando o dinheiro dos impostos, que deveria ser utilizado para atender a necessidades básicas da população? Que corrompem e se deixam corromper produzindo rombos no erário e nas empresas controladas pelo governo? Que inflam a máquina governamental consumindo nosso dinheiro para manter uma máquina ineficiente, cuja única finalidade é dar guarida a seus partidários? Afinal, que democracia é esta que permite que se reclame dessas constatações, mas impede que sejam mudadas as estruturas e os sistemas para que o Estado seja efetivamente republicano? Se os titulares dos cargos públicos não atendem ao clamor da sociedade para que haja mudanças que permitam ao Estado cumprir seu papel, e não respondem perante a população por seus atos, o governo pode ser denominado de qualquer coisa, menos democrático.
 
Jorge Alves jorgersalves@2me.com.br
São Paulo

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REFORMA IMPRESCINDÍVEL

A luta pelo poder, a proliferação de partidos políticos com bandeiras não priorizadas pelo eleitor e a ganância pelo dinheiro fizeram com que nossos políticos perdessem o foco. Hoje, políticos atendem melhor seus patrocinadores que seus eleitores. Não vendo suas necessidades postas em pauta pelos políticos, é natural a desmotivação do eleitor. O perigo está na miopia do político em não enxergar que existe um limite para tudo e que essa hora está chegando. Ao se recusar a ver o óbvio, contribui para que a democracia seja posta em dúvida. Daí ser imprescindível a concretização da reforma política.

Sergio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br 
Indaiatuba

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O ABSURDO DO FUNDO PARTIDÁRIO

Será que esses R$ 570 milhões vão ser suficientes para finalmente entenderem que o financiamento de campanhas no País já é público? Quando vão sugerir que se diminua o valor das campanhas, ao invés de tentar justificar a falta de ética e a venda do País aos “doadores” pela “necessidade” de dinheiro, quando vivem num mar dele? É absurdo e injustificável este aumento, mas apenas um troquinho perto do que é gasto em propaganda para mascarar o mau-caratismo de governantes e de certos partidos, além da calamitosa situação do País.

Luiz Eduardo Peixoto luiz.peixoto@usp.br 
São Paulo

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CAIU MURICY, TÉCNICO DO SÃO PAULO

No futebol, existem os maiores salários do mundo, técnicos ganham acima de R$ 500 mil e passam quase todo o seu tempo dentro das linhas de campo de futebol, treinando ou jogando, ou dentro de aviões ou ônibus. Muitas vezes me questionei sobre estes homens que vivem uma vida sob pressão e sempre achei estranho que envelhecem numa rapidez enorme, principalmente aqueles que chegam à seleção brasileira. Assisti ao declínio físico de Muricy e acompanhei a sua angústia nos últimos meses, quando repetia que havia feito tudo para mudar o São Paulo, e não conseguia. Foi parar no hospital inúmeras vezes e agora sai de cabeça baixa do São Paulo. Será que Muricy estava cansado e não conseguia mais motivar seus comandados, ou não há mais jogadores como Kaká, que mudou o São Paulo em alguns meses e, quando foi embora, levou a vontade de vencer que transmitia?

Carlos A. N. Brisolla carlos.brisolla@terra.com.br 
Vargem Grande Paulista

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FUTEBOL E EDUCAÇÃO

Ao mostrar o dedo médio para a torcida, o lateral Fabrício, do Inter, foi mal interpretado. Ele pretendia apenas lembrar aos torcedores maiores de 50 anos que eles devem procurar o urologista anualmente para examinar sua próstata.
 
Luiz Fernando Kiehl lfkiehl@uol.com.br  
São Paulo

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