Fórum dos Leitores

LULOPETISMO

O Estado de S.Paulo

15 Abril 2015 | 02h04

Propaganda suspensa

O PT continua o mesmo e nada aprende. Com toda essa mobilização nas ruas, todos protestando contra seus métodos, tanto os de corrupção como o de liderar o País, com tantos petistas, ex-petistas e simpatizantes levados à prisão, o partido lança uma propaganda exortando a divisão de classes e de raças. Neste momento tão delicado, querem os petistas dividir o País alegando ser odiados porque puseram negros e pobres nas faculdades e nos aviões. Ora, ora, eles são odiados, isso sim, porque promoveram o maior esquema de corrupção, ladroagem, roubalheira, gatunagem no Brasil. Essa propaganda estimula um sentimento de ódio que não há no País, promove o confronto entre negros e brancos, ricos e pobres. A indução da separação de cidadãos é uma tática velha das esquerdas que eles ainda não deixaram. Tem razão o PSDB em contestar a péssima ideia desse marqueteiro que ajudou a eleger tanta gente incompetente e inepta.

MARIA TEREZA MURRAY

terezamurray@hotmail.com

São Paulo

Nadando no lodo

Distribuição de verbas advindas da administração direta a apaniguados e filhos, em verdadeira homenagem à corrupção e ao descontrole. E o propinoduto passando da Petrobrás para a Caixa Econômica e o Ministério da Saúde. Eis que a operação Lava Jato está na 11.ª fase, mas certamente terá muitas outras para analisar o mar de lodo dos 13 anos de lulopetismo. O PT falta à verdade quando, em sua propaganda política na TV, diz que combate a corrupção, pois quem a combate verdadeiramente são o Ministério Público, a Polícia Federal e a Justiça Federal - homens valentes e corajosos que mostram ao País os petistas corruptos e integrantes de outros partidos que se serviram de propinas. A lengalenga do PT não cola mais. Só causa mais revolta.

JOSÉ CARLOS DE C. CARNEIRO

carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

A vez da oposição

O projeto hegemônico do PT acabou. Em um único dia Lula perdeu para Aécio Neves, Cuba virou as costas ao Brasil, as ruas confirmaram o "Fora Dilma", Michel Temer falou, André Vargas foi preso e até Bolsonaro foi aplaudido ao vivo na Paulista. Fecham-se as cortinas e o povo volta para casa esperançoso. E agora? Impeachment? Renúncia? Intervenção militar? Ou tudo como dantes? Se existe oposição, chegou a hora. Ocupar o vazio. Abrir o caminho. Dar uma direção. Não foi a oposição que derrubou o PT, foi o próprio PT e o Lula que não entenderam seu papel e preferiram apoderar-se de uma nação e de um continente, mas fracassaram, vítimas de seus próprios pecados. Agora o povo brasileiro entrega seu destino à oposição, que em 1994 resgatou a economia e hoje pode resgatar a democracia, usurpada pela corrupção, pelas fraudes na eleição, pelo desprezo à educação, pelo estímulo à inflação, pela incompetência e pela má gestão. O Brasil merece, e quer, uma nova oportunidade. É a vez da oposição!

GILBERTO DIB

gilberto@dib.com.br

São Paulo

Os três piores

Venezuela, Argentina e Brasil, segundo as novas projeções do FMI para a América Latina, continuam no pódio dos países sul-americanos com piores marcas em 2014 e piores perspectivas para 2015! No nosso caso, esse é o resultado deste governo do PT.

SILVIA M. PINHEIRO REZENDE

silviapr54@hotmail.com

São Paulo

Rei Midas negativo

Em pouco mais de uma década o estrago foi grande. Lula, nosso rei Midas negativo, com seus asseclas, contaminou o Brasil de ponta a ponta. Será difícil reverter à normalidade. Engessou, inflando-os, os três Poderes, a corrupção cresceu, desmontou a economia, são caóticos os serviços básicos (educação, saúde, segurança, infraestrutura), dividiu o País em classes, jogando irmãos contra irmãos para se manter no poder, conforme o Foro de São Paulo estamos "venezuelando", formou com o MST e sindicatos um exército paralelo, os Correios tornaram-se ineficientes e a Petrobrás perdeu o brilho. Qual é a bola da vez? A Caixa, o Banco do Brasil? O Brasil carece de um choque de gestão positiva para, antes que seja tarde demais, reiniciar o retorno à democracia e ao desenvolvimento.

HUMBERTO SCHUWARTZ SOARES

hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

Lulopeleguismo

Lula da Silva transformou o governo deste país num sindicatão, só que se esqueceu da Polícia Federal e do Ministério Público. Deu no que deu.

RENATO PIRES

repires@terra.com.br

Ribeirão Preto

'Exército suspeito do MST'

Muito oportuno o brilhante artigo de Xico Graziano (13/4, A2) denunciando uma das maiores aberrações do PT: financiar um exército de desocupados para tê-los como milícia particular. É hora de deputados, Ministério Público, OAB e oposição realizarem ações concretas para deter essa ameaça à democracia e tamanho desperdício de dinheiro em favor da bolivarização do Brasil e em benefício do PT.

JOÃO CESAR RIBEIRO

cesar.ribeiro8@hotmail.com

São Paulo

Ao partilhar o poder em 2003, Lula passou o controle do Incra ao MST. O Ministério do Desenvolvimento Agrário repassou entre 2003 e 2014 a enormidade de R$ 2,75 bilhões a 1.424 entidades civis, algumas existentes e outras, não. Esse ministério repassa parte dos recursos orçamentários à Caixa Econômica. Segundo o Portal da Transparência, 84% já foram liberados a convênios para obras e serviços nos assentamentos agrários, no valor de R$ 1,98 bilhão. Patético é que não informa o destino. Claro que há ONGs sérias, mas outras nem sequer existem. A reforma agrária no Brasil, segundo Xico Graziano, está terceirizada desde o momento em que o MST escalou seus quadros dentro da instituição. Cobram reforma agrária mais eficiente, protestam contra a terceirização do trabalho, tudo da boca pra fora ou talvez querendo aumentar a arrecadação. Entenderam de onde vem o soldo do exército do Stédile?

CANDIDA M. MENEZES BARROS

candy.barr@uol.com.br

São Paulo

Até para não constranger nem contrariar o PT, que adora sobrepor, irresponsavelmente, o interesse social ao econômico, sugiro "dar um tempo" às investigações da Lava Jato para, em regime de urgência, reabrir a CPMI da Terra, que investigou o MST, "inconclusa" desde 2003. É de arrepiar que até a segurança nacional seja sobreposta a tão escandalosa subversão.

SERGIO S. DE OLIVEIRA

ssoliveira@netsite.com.br

Monte santo de Minas (MG)

PENSÕES INDEVIDAS
 
A Controladoria-Geral da União (CGU) detectou irregularidades em pagamentos de pensões na administração direta que resultaram em enorme prejuízo aos cofres públicos. O pente-fino da CGU registrou que R$ 129 bilhões são gastos por ano, e uma parcela desses valores – R$ 1,2 bilhão – decorre de um sistema imoral de benefícios pagos indevidamente a servidores e seus dependentes. Mantidas as exceções de praxe, o fato é que o funcionalismo público brasileiro é um câncer. 
 
Sérgio Luiz Corrêa seluco@uol.com.br 
Santos

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A CORRUPÇÃO GENERALIZADA

O editorial “‘É apenas o começo’” (“Estadão”, 13/4, A3) destaca que “se descobriu um gigantesco esquema de corrupção numa dimensão ainda desconhecida”, o que se equipara aos comentários de Paulo Roberto Costa de que “o que acontecia na Petrobrás acontece no Brasil inteiro, nas rodovias, nas ferrovias, portos e aeroportos. É só pesquisar”. De fato, chega-se, em primeiro lugar, aos fortes indícios de corrupção evidenciados no caso das obras da Copa do Mundo, amplamente comentados na mídia local e internacional. “O custo elevado da Copa do Mundo no Brasil por causa dos altos índices de corrupção na administração do dinheiro público” foi destaque no jornal “Washington Post”. Supomos que a corrupção evidenciada nas obras da Copa também fará parte da Operação Lava Jato, da Polícia Federal, já que as principais empreiteiras das obras da Copa são as mesmas envolvidas no escândalo da Petrobrás. E cada dia aparecem mais denúncias sobre desfalques descobertos em diversas áreas governamentais, evidenciando uma corrupção generalizada. Entretanto, positivo é o fato de que a enraizada impunidade no País começa a ser debelada, como comprovado no caso do mensalão.

Pablo L. Mainzer plmainzer@hotmail.com 
São Paulo

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DEVASSA NA PUBLICIDADE
 
A prisão do ex-deputado do PT André Vargas confirma nossas suspeitas de que havia malfeitores operando nas publicidades veiculadas pela Petrobrás. Seria um contrassenso uma empresa, com sérias dificuldades financeiras por causa da volúpia de criminosos em quebrá-la, gastar recursos para tal fim. Ainda bem que a Operação Lava Jato irá fazer, segundo notícia, uma devassa na comunicação da estatal brasileira.

Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br 
São Paulo

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O ENVOLVIMENTO DO PT
 
Em seu depoimento à CPI da Petrobrás, João Vaccari Neto, réu no processo da Lava Jato, negou o seu envolvimento com o pagamento de propinas, da mesma forma que excluiu o PT de tê-las recebido. Cabe, no caso, o ônus da prova à acusação, que deverá esmiuçar o depoimento do doleiro Alberto Youssef à Justiça Federal do Paraná, valendo, assim, o depoimento feito em delação premiada, mesmo porque se trata de prova lícita e robusta, como já decidiu o Supremo Tribunal Federal (STF) em recente negativa de habeas corpus. Mas o envolvimento do PT e de seu tesoureiro, João Vaccari Neto, com as propinas advindas da Petrobrás é inquestionável, e tanto é verdade que o PT reclama da falta de arrecadação e da baixa em seu caixa após encerrado ou interrompido o propinoduto da petroleira. A Justiça, no entanto, terá meios melhores para fazer Vaccari cantar melhor.

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br 
Rio Claro

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CORRUPÇÃO, PROTESTOS E INTERESSES

O Brasil passa por um momento que exige muita reflexão. Faz tempo que temos a corrupção dominando vários setores públicos, mas agora há investigações que permitiram as operações que revelaram o mensalão, o petrolão e, mais recentemente, as contas na Suíça e a sonegação na Receita Federal. Curiosamente, estes dois últimos casos não foram citados nos protestos do último domingo. Ou seja, até nesta área, os protestos, nota-se uma manipulação de interesses.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br 
Santos

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‘COXINHAS’ E ‘BOQUINHAS’

Observei, na Avenida Paulista nos dias 15/3 e 12/4, que os “coxinhas” se cansaram de sustentar a corrupção dos “boquinhas” (PT, PMDB e outros pês da vida, assim como o MST, a CUT e outros que não trabalham e nada produzem). Acho que os dias do PT estão contados, graças a Deus.
  
Haroldo de Azevedo Vilela ha-vilela@uol.com.br 
São Paulo

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O RECADO DAS RUAS

Está difícil de fazer Dilma Rousseff entender o principal recado das ruas. Não é preciso convocar reuniões com ministros nem afirmar que está escutando as vozes da rua. A mensagem foi muito simples: Fora Dilma! 

Candida L. Alves de Almeida almeida.candida@gmail.com 
São Paulo

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DEPENDE DAS RUAS

De uma coisa não se pode acusar os bandidos de colarinho branco: os roubos são na casa de milhões, senão bilhões. A verdadeira origem da corrupção sai sempre de um esquema arquitetado por partidos e políticos no poder. Enquanto isso, Dilma Rousseff corre atrás de entrevistas, é capaz de tirar fotos fazendo coraçãozinho com as duas mãos e até de dizer que a Petrobrás está uma beleza. Dilma hoje é uma figura acuada, sem prestígio e sem liderança, mas, mesmo assim, joga nacos de poder às feras, mas não é dessas de renunciar. E como admitem oposicionistas e governistas, o impeachment não depende somente dos políticos, depende das ruas. São estes atos que dão luzes, ou rumos, aos governos. Cabe observar. E aprender.

Carlos Iunes carloiunes@gmail.com  
Bauru

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O ALÍVIO DO GOVERNO

Depois de mais uma manifestação de grande porte contra o governo e tudo o que tem acontecido neste país, constata-se que a população brasileira foi às ruas não para fazer mais número que o dia 15 de março, mas para confirmar o desagrado e a revolta. Desde quando uma manifestação, para ser bem-sucedida, precisa sempre suplantar a anterior em número de pessoas? O que é importante é que o “Fora Dilma” e o “Fora Lula e PT” foram ouvidos por todo o Brasil. Se é verdade que o governo respirou aliviado, não dá para entender, porque o “Fora PT/Dilma/Lula/Toffoli/Cardozo” foi bradado de norte a sul, de leste a oeste. Isso sem contar com a pesquisa que o Datafolha publicou, segundo a qual 60% dos entrevistados consideram o governo Dilma péssimo, 63% apoiam a saída dela e 83% consideram que ela sabia da roubalheira na Petrobrás. Aliviado por que, cara pálida?

Maria Tereza Murray terezamurray@hotmail.com
São Paulo

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AVERSÃO AO GOVERNO

O Planalto não deveria ficar muito tranquilo com o resultado das passeatas, porque a aversão ao governo Dilma não se limita às manifestações espontâneas. Acreditar também nas pesquisas do Datafolha torna-se temerário pelo óbvio. Em época de campanha, este instituto sempre inflou resultados em favor do PT/coligados, e o inverso aos adversários. Levando em consideração a última avaliação da presidente apresentada pelo Datafolha (13% de aprovação), com certeza sua aprovação está abaixo dos 10%. Vale lembrar que quem não participou da última passeata o fez pelas redes sociais. Se contarem...

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br 
São Paulo

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ELEITOR ARREPENDIDO

O PT está eufórico com a baixa adesão ao “Fora Dilma” de 12/4. O que eles não perceberam é que a baixa adesão era composta pelos que votaram em Dilma e se arrependeram.

Marcos Catap marcoscatap@uol.com.br
São Paulo

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PÓS-ELEIÇÃO

Números não mentem! Dilma obteve 54 milhões de votos em 2014. Pesquisa de hoje mostra que 124 milhões (63%) de brasileiros querem sua renúncia.

Oswaldo Mellone mellone45@gmail.com 
São Paulo

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OLHARES SOBRE O 12 DE ABRIL

Doze personalidades expressaram sua opinião sobre as manifestações de 12/4 e a situação do País hoje (“Estadão”, 14/4, A6). As opiniões, como sempre nestes casos, são as mais diversas e desencontradas, e são convergentes apenas em seus aspectos mais óbvios. Nenhum dos entrevistados apresentou sugestão para tirar-nos do caos em que nos meteram os governos petistas, com sua incompetência e sua insuperável capacidade de corromper. Apenas um dos entrevistados fez uma colocação que me pareceu a chave para a salvação do País: “Na medida em que nem governo nem oposição apresentam saídas razoáveis para a crise, ela deve se naturalizar na sociedade. O governo deve chegar a 2018 sem que os grandes problemas do País sejam resolvidos” (Aldo Fornazieri, professor da Escola de Sociologia e Política de São Paulo). Naturalizar? Será que isso quer dizer deixar como está, para a quadrilha que nos desgoverna acabar com o que resta do País? Será que ninguém tem coragem de dizer que, em vez de naturalizar – seja lá o que isso queira dizer –, o que é preciso é escorraçar a quadrilha petista do poder? Com os anões morais que nos governam e com nossa “intelectualidade” a pensar, teremos um futuro assustador, depois de um presente medíocre. Coitadas das novas gerações!

Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br 
Campinas

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GATOS PINGADOS

Com a baixa adesão de participantes nas manifestações de 12 de abril, chego à conclusão de que nossos queridos patrícios, no fundo, no fundo de seus corações, acham que assim também está bom, e fim de papo. Vale informar, ainda, que aqui, em Avanhandava (SP), somos cerca de 12 mil habitantes e nada aconteceu. Penápolis (SP), sede da comarca, às 9h30, hora combinada para as manifestações “pró” mudanças, havia por lá meia dúzia de gatos pingados. Estive lá. Afinal, “está bom do jeito que está”. Resumo da ópera: nada a reclamar! Resultado: desanimador! E mais do que ótimo para a dita “situação”.

José Piacsek Neto bubanetopiacsek@gmail.com  
Avanhandava

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FALTOU DIVULGAÇÃO

Li as 12 análises sobre as manifestações de domingo. A mim me parecem olhos míopes usando lentes para olho presbítero. É claro que a opinião destes senhores não reflete a realidade. A falta de adesão do povo às manifestações de domingo se deveu ao fato de que os órgãos de comunicações, receando perder a publicidade do governo, se recolhem em copas ante a ameaça governamental. Eu mesmo, que participo dessas manifestações, só fiquei sabendo delas pela internet. Esta é a verdadeira análise, qualquer outra é falsa. Fora Dilma! Fora Lula! Fora PT! Impeachment já!

Abdiel Reis Dourado abdiel@terra.com.br     
São Paulo

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PRECISA-SE DE UM LÍDER

Merece destaque a excelente análise do cientista político Carlos Melo, publicada no “Estadão” de 13/4 (“As ruas, as casas e as várias crises”). A matéria consegue ser lúcida e sucinta, abrangendo todos os aspectos das manifestações que se espalham pelo País: 1) do lado do governo, a crise socioeconômica e moral (corrupção); 2) um governo presidencialista sem poder e um parlamentarismo sem legitimidade; 3) os que vão às ruas, corajosamente, manifestar sua inquietação não sabem dizer para que lado irá a condução do governo, caso se efetive o impeachment da presidente; 4) os que assistem, em sua casa, pela TV, aos fatos variados e comentados por diferentes debatedores estão confusos; 5) a oposição não se posiciona. Estamos necessitados, com urgência, de um líder que nos tire das águas revoltas e nos conduza à terra firme. Haverá esse redentor perdido no meio da multidão?

Ecilla Bezerra ecillabezerra@gmail.com 
Peruíbe

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À FRENTE DO CORDÃO

Quero um líder que vá para a rua conosco. Cansei de quem fica dando apoio, vendo a gente se esgoelar na rua, mas confortavelmente instalado no sofá de casa. Ver a gente pela televisão é muito cômodo! Quem se habilita a ficar à frente do cordão?

Regina H. de Paiva Ramos reginahpaiva@uol.com.br 
São Paulo

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LIDERANÇA

A falta de um líder foi fundamental para a diminuição do número dos manifestantes do dia 12 de abril, em comparação com o dia 15 de março, ou seja, a fórmula não está mais funcionando. Esperamos que este novo líder se espelhe no sucesso e nos moldes do “Fora Collor” e consiga também sucesso no “Fora Dilma”.

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br
São Paulo

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SOM NA CAIXA!

Enquanto a turma botava o bloco na rua, a oposição lembrou Januária na janela, vendo a banda passar. Pois é, liderança do PSDB, quem te viu, quem te vê...

A.Fernandes standyball@hotmail.com 
São Paulo

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BEBÊ CHORÃO?

Uma pergunta aos que chamam o senador Aécio Neves (PSDB) de bebê chorão pelas suas críticas ao governo federal: as milhares de pessoas que estiveram presentes na manifestação da Avenida Paulista e outras tantas Brasil afora são bebês chorões? E os 60% da população que, segundo pesquisa da Datafolha, consideram o governo ruim ou péssimo, também o são? Bebê chorão é uma coisa, indignação é outra.

Luciano Harary lharary@hotmail.com 
São Paulo

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CHAMA ACESA

Não se pode mais atribuir à população o adjetivo de apática, sonolenta ou desinteressada em relação ao que acontece na política do País. Brasileiros, anônimos, desvinculados de partidos políticos, trazem suas bandeiras manifestando sua indignação.  A ausência de black blocs nas ruas contribuiu para que fosse pacífica a manifestação de domingo. Essas bandeiras foram trazidas às manifestações porque o povo acredita que medidas mais efetivas do que as implementadas atualmente devem ser tomadas pelas instituições do País. Terá o governo federal a força política e a credibilidade necessárias para atender às demandas, quando uma das prioritárias fala do impeachment da presidente? Terá a oposição força suficiente para levá-las adiante num Congresso dominado pelo PMDB? Pouco provável. Assim sendo, fica clara a necessidade de manter acesa a chama das manifestações.

Sergio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br 
Indaiatuba

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QUEM ESTÁ DISPOSTO?

Não foram as ruas que fracassaram, se é que se pode chamar de fracasso um país onde 24 Estados da Federação se prontificaram a ir às ruas e pedir, além do Fora Dilma, o Fora PT e o Chega de corrupção!. Pode ter diminuído o número de participantes, em relação a 15/3, mas a adesão foi bem maior, e a essa questão o governo federal deve estar atento. Com relação à oposição, os brasileiros se sentiram órfãos, pois nenhum senador ou deputados por São Paulo se dispôs a apoiar a manifestação. Se já temos uma bandeira, que é o “Fora Dilma”, um hino (“Chega de corrupção, queremos mudanças), falta-nos um soldado para levar adiante o pedido das ruas. Ninguém quer sair de suas cômodas instalações para não ser criticado pelos petistas. Por que temer um partido que perdeu a moral para sair às ruas, é responsável pelo maior rombo nos cofres públicos e institucionalizou a propina em todos os órgãos do governo? Subir no caminhão com a luta ganha é fácil, quero saber quem, dentre nossos políticos, ou algum líder que tenha credibilidade perante a opinião pública e esteja alinhado com as ruas, se dispõe a carregar esse fardo. Do jeito que está não dá para continuar. Basta de tanto roubo.

Izabel Avallone  izabelavallone@gmail.com 
São Paulo

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A OPOSIÇÃO SE CALOU

Uma das pautas das reivindicações das ruas foi a saída do ministro Dias Toffoli do Supremo Tribunal Federal (STF), um ex-advogado do PT, sem nenhum preparo. É importante não esquecer que ele foi apoiado pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e aprovado pelos petistas e aliados vendidos do Senado. A oposição, mais uma vez, sucumbiu e calou-se.

Ricardo Nobrega cnc.eng@terra.com.br
São Paulo

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DILMA SANGRA COM POVO NAS RUAS

Entre as manifestações de 15 de março e a realizada no domingo, mais de 3 milhões de brasileiros indignados com o governo Dilma e com o PT saíram às ruas. E, se em março 200 municípios do País participaram, neste 12/4 foram 24 Estados, mais o Distrito Federal, e 400 cidades em que os munícipes manifestaram pelas ruas e avenidas seu repúdio à corrupção e ao desapreço da presidente com os recursos públicos. Unânimes, todos querem o impeachment de Dilma. E por que não? Oras, se Dilma ganhou legitimidade de mais um mandato com os 51,64% dos votos dos eleitores no pleito de outubro de 2014, hoje, pela pesquisa divulgada pelo Datafolha, 63% destes eleitores pedem o afastamento da presidente. Ou seja, legítimo também será o seu possível impeachment, porque, passados seis meses da última eleição, a presidente também tem um índice de rejeição popular como jamais visto na nossa história republicana. E se Dilma tiver um mínimo de respeito institucional, deveria urgentemente renunciar a seu mandato e facilitar para que a economia brasileira seja recuperada: a alta da inflação seja debelada, o desemprego, contido, e os corruptos colocados em seu devido lugar, as cadeias deste país.
 
Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com
São Carlos

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O PEIXE MORRE PELA BOCA

A presidente Dilma declarou aos repórteres no Panamá que não queria falar de Brasil. Enquanto isso, do lado de cá, quase 70% dos brasileiros a querem fora. Acredito que já começamos a juntar a fome com a vontade de comer.

Eduardo Augusto Delgado Filho e.delgadofilho@gmail.com 
Campinas

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PROTESTOS SEM FIM

Sem o apoio do Judiciário não haverá impeachment. Estes protestos apenas materializam o escrito por Saramago em seu livro “Ensaio sobre a cegueira”. Nós não temos quem nos guie até o sonho. 

Adilson Mencarini adilsonmencarini@uol.com.br 
Guarulhos

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TUDO COMO SEMPRE FOI

Fosse o Brasil um país sério, a presidente Dilma teria sido afastada do cargo na primeira hora da Operação Lava Jato. Sua evidente participação, a mando de Lula, na montagem dos esquemas de desvio de dinheiro descobertos pela polícia só não é vista por aqueles que se esforçam para manter os olhos bem fechados. A única explicação para que Dilma siga na Presidência é a certeza de que ela não sairia calada, nem o seu partido aceitaria de cabeça baixa a punição. Não foi o PT quem introduziu a corrupção no Brasil, o PT pode até ser o partido que perdeu as estribeiras e levou o desvio de dinheiro público a patamares estratosféricos, mas os outros partidos também têm muito a perder com o fim da corrupção. Na verdade, o que todo mundo quer é enfraquecer o PT e deixar o jogo continuar como sempre foi, quase uma volta aos bons tempos do “rouba mas faz”, quando o Brasil era feliz e não sabia. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br 
São Paulo

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QUEM FOI ÀS RUAS

É necessário esclarecer aos escudeiros da senhora que preside, mas não governa (quem o faz é o Congresso, num “parlamentarismo branco”), que os manifestantes nas passeatas são, sim, os que não votaram nela, os que pagam impostos, sim, senhor, são os que bancam as bolsas misérias dos que a elegeram. Juntam-se a estes muitos arrependidos, que votaram nela e estão decepcionados. Todos querem que ela caia fora do governo agora, quando o prejuízo será menor do que se ela permanecer por mais tempo...                     

Henrique Gândara clineurohenrique@uol.com.br 
Ribeirão Preto

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PACIÊNCIA TEM LIMITE

Se perguntar não ofende, por que, mesmo com pesquisa Datafolha apontando que 80% dos brasileiros pedem o impeachment da presidente Dilma Rousseff, ela continua ocupando o Palácio do Planalto, como se nada tivesse acontecendo? Por que não sai de mansinho e leva junto a quadrilha de petralhas que vem assaltando a Petrobrás, o povo brasileiro e roubando nossas esperanças de um país melhor para nossos filhos e netos? Como pode alguém querer continuar governando um país, um povo, se ele não mais confia neste governo, não tem por ele respeito e o chama de corrupto e ladrão?
 
Turíbio Liberatto turibioliberatto@hotmail.com 
São Caetano do Sul

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O PODER COM MICHEL TEMER

Desesperada, a presidente Dilma entregou a coordenação política de seu desorientado governo ao vice-presidente, Michel Temer, do PMDB, que irá negociar com o Congresso a troca de cargos no segundo escalão por apoio ao governo. Considerando as atuais dificuldades em desvios de dinheiro das estatais, a beneficiar a parte vendedora do apoio, restará por ora participar de benesses do que o futuro nomeado abiscoitar. Diante do desastre deste governo e do comprometimento político de quem dele participe, nenhuma outra explicação será plausível no interesse por cargos. E o que dizer da ação do agente e negociador Temer, neopetista, ressurgindo a tática do mensalão?
 
Mario Cobucci Junior maritocobucci@uol.com.br
São Paulo

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QUANTO DESGASTE!

Dilma Rousseff é presidente de direito, mas de facto não o é faz tempo.

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@globo.com
São Paulo

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A RAINHA

O marquetingueiro oficial da República, João Santana, tinha razão ao prognosticar que Dilma se transformaria em rainha. Michel Temer é o primeiro-ministro e Joaquim Levy é o czar da economia. Dilma é a rainha da República. E Lula não é mais o presidente de facto! 

Ney José Pereira neyjosepereira@yahoo.com.br 
São Paulo 

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BRASIL IMPERIAL

Atualmente, por causa da ausência de liderança, Dilma Rousseff terceirizou seu mandato. Alguns falam em parlamentarismo, outros, que se tornou rainha da Inglaterra, visto que governa, mas não manda. Acho que na verdade voltamos ao Império, com a Regência Trina: Joaquim Levy, Michel Temer e Lula, na oculta, como sempre.

Claudio Juchem Claudio cjuchem@gmail.com 
São Paulo

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MINISTRO SEM TETO

Nossas preocupações com o ministro Guilherme Afif Domingos, que tão necessitado estava à beira de ir para um albergue ou, quem sabe, um quartinho de fundos em alguma cidade satélite, se acabaram, felizmente. A presidente Dilma encaixou num decreto uma saída para conceder-lhe o tão merecido e necessário “auxílio-moradia”, que não o deixará nas ruas como um cachorro sem dono, permitindo que possa trabalhar para o nosso bem mais tranquilamente.

M. Mendes de Brito voni.brito@gmail.com  
Bertioga

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JUROS AGRÍCOLAS SUBIRÃO

O Brasil caindo aos pedaços e os dois caras de paus Joaquim Levy, ministro da Fazenda, e Kátia Abreu, ministra da Agricultura, rindo às escancaras não se sabe do quê (“Estadão”, 14/4). Essa é a cara do final de governo petista.

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com
São Bernardo do Campo

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O SONHO ACABOU

Pesquisa de mercado da consultoria Nielsen aponta que, após a queda na venda de imóveis, carros e eletrônicos, agora são os alimentos básicos que apresentam índices significativos de consumo em baixa. Há queda generalizada em todo o País na venda de macarrão, farinha de trigo, massas, salgadinhos, sardinha enlatada, sorvete, açúcar, refrigerante, cerveja e iogurte. Pesquisa do Instituto Ipsos para a Associação Comercial de São Paulo revela que a alta das tarifas e dos alimentos causa impacto alto ou moderado no bolso de 78% dos brasileiros, dos quais 31% disseram que vão reduzir o gasto com alimentação. Pelo visto, a grave crise econômica em curso já provoca estragos na tal nova classe média C, que, sem o fôlego inicial, começa a trilhar o amargo regresso à classe D. O sonho acabou...

J. S. Decol decoljs@globo.com 
São Paulo

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CENTRO ACADÊMICO XI DE AGOSTO

O “Estado” noticiou (13/4, A18) a asfixia tributária a que se encontra sujeito o mais tradicional centro acadêmico do País. O passivo seria composto de débitos municipais (IPTU sobre um terreno doado pela Prefeitura e situado no entorno do Parque Ibirapuera), porém ao arrepio do disposto no art. 150, VI, alínea “c”, da Constituição federal, que se refere a patrimônio, não ao imóvel em que se dá a atividade imunizada. À sua aplicação, não é necessário que as atividades essenciais sejam preponderantes, basta que não sejam secundárias e ocasionais. O atendimento de 3 mil processos por seu Departamento Jurídico a pessoas carentes e o abrigo  de alunos na Casa do Estudante, com poucos outros argumentos, parecem-nos encerrar a questão. São atividades próprias do Estado assumidas pelo ente imune. Daí a nulidade de eventuais lançamentos. Permitimo-nos aconselhar a Secretaria Jurídica da Municipalidade a consultar, sobre o tema, uma pequena monografia de um dos maiores e saudosos tributaristas do Brasil, Ruy Barbosa Nogueira, ex-diretor da Faculdade de Direito da USP, denominada “Imunidade Tributária”. 
 
Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br 
São Paulo

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RUAS À VENDA

Muito bem sinalizada a repulsa ao aventar, no editorial “A absurda venda de ruas” (“Estadão”, 12/4, A3), a venda de ruas em São Paulo, aquelas sem saída e outras fechadas por moradores para se protegerem da ausência do poder público em conservá-las seguras, limpas e com manutenção adequada. Muito pelo contrário, os moradores ou associações que se encarregaram de conservá-las deveriam ter redução no seu IPTU, cujo valor é explicitamente para este destino. 
 
Alfredo Birman birman@uol.com.br
São Paulo

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‘A ABSURDA VENDA DE RUAS’

Mais absurda é a dúvida das autoridades: ou proíbe-se o fechamento das ruas sem saída ou vender as ruas para seus moradores. Ao vender as ruas em quinhões, se isso ocorrer, haverá escrituração desses quinhões, serão incorporados ao registro do imóvel nos cartórios? E esses quinhões poderão ser revendidos a terceiros? A rua é sem saída, mas é pública, é um espaço público que pertence a toda a coletividade paulistana. Seria o mesmo que, num condomínio de prédio, a piscina ser revendida em quinhões para uso exclusivo de alguns. Pode isso?   

Arcangelo Sforcin Filho arcangelosforcin@gmail.com 
São Paulo

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AS DÍVIDAS DOS CARTÓRIOS

O prefeito Fernando Haddad sancionou a Lei n.º 16.097/14, que em seu art. 18 dispõe o seguinte: “Em relação aos fatos geradores ocorridos até 31 de março de 2009, com respeito aos serviços previstos no subitem 21.01 da lista do “caput” do art. 1º da Lei n.º 13.701, de 24 de dezembro de 2003, aplica-se, em todos os casos, o regime disposto no inciso I, do “caput” do art. 15, da Lei n.º 13.701, de 2003, até então em vigor. / Parágrafo único. Ficam excluídos os créditos tributários constituídos em desacordo com a interpretação dada no “caput””. O objetivo do dispositivo é o cancelamento de milhões de reais de dívidas de Imposto sobre Serviços (ISS) que os donos de cartórios têm com o município. Todos os lançamentos de ISS até 31 de março de 2009 que não consideraram os cartórios como sociedades que prestam serviços em caráter uniprofissional devem ser cancelados. Ocorre que todos esses lançamentos levaram em conta o faturamento dos cartórios. Dessa forma, a lei, na realidade, perdoou uma quantia gigantesca de dívidas tributárias em favor dos donos de cartórios, que são as pessoas físicas mais ricas do País. Apesar da recomendação para que vetasse esse artigo, o prefeito sancionou a lei por inteiro, o que levou a um prejuízo incomensurável aos cofres públicos. E, pior, as medida previstas no art. 14 da Lei de Responsabilidade Fiscal não foram levadas em conta para a promulgação da lei. Ademais, isso viola o art. 150, § 6º da Constituição, já que há a necessidade de lei específica para a concessão de remissão de dívidas tributárias.
 
Marcio Russo russo-marcio2015@bol.com.br 
São Paulo

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DENGUE EM SÃO PAULO

Senhor prefeito Fernando Haddad, pare de se preocupar em grafitar os Arcos do Jânio, em construir ciclovias e com as sacolinhas. Passe pelas fontes localizadas na entrada do Túnel 9 de Julho e veja o estado em que elas se encontram. O lugar é um manjar dos deuses para o mosquito da dengue.

Fernando Gomes Schermann fernando.schermann@gmail.com 
São Paulo

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EPIDEMIA

Atualmente, ficar procurando água parada (criadouro de mosquitos) é grande perda de tempo. O momento é aqui e agora. Fumacê do lado de fora; inseticidas do lado de dentro das casas; portas e janelas fechadas; roupas cobrindo todo o corpo e, nas partes expostas, repelente. Para não ficar abafado dentro de casa, ventilador, circulador do ar-condicionado ou mesmo ar-condicionado no início da noite. As águas paradas são impossíveis de ser totalmente descobertas e as larvas demoram certo tempo para nascer. É agora que temos de agir para barrar este desenvolvimento absurdo de mosquitos que temos visto. Leis ambientais não podem ser aplicadas nem lembradas neste momento em que vidas estão sendo ceifadas.

J. Treffis jotatreffis@outlook.com 
Rio de Janeiro

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COLETA SELETIVA

Prefeito Haddad, que tal, além das ciclovias e das sacolinhas verdes, o sr. implantasse um programa de coleta seletiva do lixo da cidade inteligente? Se V. Ex. quiser, tenho uma ideia brilhante para ser aplicada

José Roberto Iglesias rzeiglesias@gmail.com 
São Paulo

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ESTATUTO DO DESARMAMENTO

O Estatuto do Desarmamento está para ser reformulado por um projeto de lei tramitando na Câmara e, conforme o seu texto, pretende elevar em 50% o número de armas por pessoa. Isso equivale a uma declaração de guerra urbana, como também a dar legitimidade aos bandidos do porte de arma na rua. Rio e São Paulo poderão reivindicar o título de Chicago tropical. Quem possui apenas uma arma não passará a ter uma e meia, mas duas armas, então o aumento será de 100%. O que não depende de estatuto é a vigilância de nossas fronteiras, cujas passagens são um convite permanente para o contrabando de armas, drogas, automóveis e tudo mais que se possa imaginar. Um problema que começou com o ciclo do pau-brasil e chega até o ciclo do petróleo.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com 
Vassouras (RJ)

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CÂMARA NO ATAQUE

O projeto que pretende facilitar o porte de armas para civis guarda um recado do poder público: entregamos os pontos; armem-se, defendam-se, o bang-bang está liberado. Se já não é difícil de adivinhar o destino final das armas, o que dizer das balas perdidas? Partindo de onde partiu, podemos ainda suspeitar de uma gigantesca manobra comercial por trás desta incauta proposta.

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com 
Niterói (RJ)

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DESARMAMENTO

Os deputados estão discutindo como facilitar o porte de armas. O País já tem tantos problemas de violência e a Câmara poderá viabilizar mais uma facilidade para o enorme conflito urbano já instalado, que no Brasil mata mais que uma guerra. O Poder Legislativo da União deveria utilizar o seu precioso tempo para melhorar o desenvolvimento urbano, a educação, a fiscalização financeira, as condições de trabalho, os meios de transporte, dentre outros. Nobres deputados, armar a população com educação, livros, escolas e universidades é muito mais importante para a Nação.

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br
São Paulo

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REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL

Dilma Rousseff disse que a redução da maioridade penal não resolveria os problemas de jovens em conflito com a lei. Bom, é simples, se o menor infrator estiver trancafiado, este não poderá mais furtar, roubar, estuprar, traficar, matar. Depois pensem em algo para a ressocialização de menores infratores das futuras gerações da Pátria Educadora, pois a que está aí não dá mais!

Jorge Thomas Schwarzenberg jorge.thomas1@hotmail.com 
São Paulo

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LOTERIAS

Circulam na internet alguns e-mails que suspeitam dos sorteios das loterias da Caixa Econômica Federal, principalmente, da Mega-Sena. Já que o Ministério Público Federal e a Polícia Federal estão fazendo excelente trabalho de investigações de casos de corrupção, poderiam dar uma checada se são verídicas essas informações, tais como: bolas pesando mais do que outra e um jogador apostando nas mesmas em cidades do cafundó do Brasil. Agora mesmo, acaba de ser sorteado o teste 1.694, e mais uma vez com apenas um ganhador, que abiscoitará um prêmio de R$ 46 milhões.

Schindler Pedroza s_paschoal@hotmail.com 
Rio de Janeiro

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EDUARDO GALEANO (1940-2015)

Morreu o escritor uruguaio Eduardo Galeano, aos 74 anos. Mais do que um dos grandes escritores da América Latina, Galeano era um humanista, idealista, lutador das grandes causas da humanidade e um libertário e inconformista incorrigível, que lutou contra a ditadura militar no Uruguai e inspirou milhões de pessoas ao redor do mundo com seu exemplo e seus livros. A esquerda perde um dos seus maiores ícones e muito lamentamos a sua partida. Galeano teve uma vida rica, intensa e lutou sempre o bom combate. Merece nossas maiores homenagens e eternas admiração e respeito. Um gigante da vida, que só engrandeceu o Uruguai, a América Latina e a própria espécie humana.
 
Renato Khair renatokhair@uol.com.br 
São Paulo

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A BANDEIRA DA LIBERDADE

Carregava Eduardo Galeano, durante sua passagem pela vida, a bandeira da liberdade na mais pura clareza de entendimento. Seja seu legado um exemplo para todos os cidadãos de boa vontade, mandantes e mandatários deste mundo tão turbulento.

Vitor Adissi Va0711@gmail.com
São Paulo

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