Fórum dos Leitores

CORRUPÇÃO

O Estado de S.Paulo

28 Abril 2015 | 02h04

'É só na Petrobrás?"

Em entrevista ao Estado, domingo, o ministro das Comunicações, Ricardo Berzoini, questiona se os escândalos de desvio de dinheiro, nos últimos tempos, só ocorreram na Petrobrás. Como o ministro parece padecer de um problema de memória, ou se trata de um perito na arte de desviar o foco das atenções - e por essa especialidade teria sido escolhido para o cargo -, vamos socorrê-lo com a lembrança de que, realmente, os desvios não ocorreram apenas da empresa citada. Houve desvios também no Banco do Brasil, na Caixa Econômica Federal, em operações suspeitas do BNDES, em obras do setor elétrico e sabe-se lá mais o que pode surgir neste governo. Tentando mostrar-se alheio aos fatos, o ministro menciona o caso do Metrô de São Paulo. Vale lembrar que neste episódio, entre os envolvidos, ao menos por enquanto, não se constatou a presença de tesoureiros de partido, como no caso do mensalão e do petrolão, nem de outros representantes políticos empenhados em reforçar o caixa partidário e sustentar um projeto de poder. Também vale perguntar: o que teria feito o PT dos tempos de oposição se na época a Petrobrás tivesse publicado um balanço atestando prejuízos superiores a R$ 6 bilhões por corrupção, R$ 21 bilhões em perdas por problemas de gestão e R$ 41 bilhões por desvalorização de ativos? Certamente as bandeiras vermelhas estariam à frente da invasão do Palácio do Planalto, do STF e do Congresso Nacional. Hoje a oposição não chega a acordo nem mesmo sobre o pedido de impeachment. Com a provável libertação pelos apparatchiks do STF, esta semana, de um dos homens acusados de liderar o cartel das empreiteiras, todo o trabalho do juiz Sergio Moro corre o risco de cair por terra. São outros tempos.

CARLOS TAQUARI

taquari1@hotmail.com

São Paulo

Sou, mas...

Senti como uma bofetada na cara a entrevista de Ricardo Berzoini, perguntando se havia corrupção "apenas" na Petrobrás, em mais uma tentativa canhestra de igualar outros partidos aos "malfeitos" do PT, na linha adotada pelo partido do "sou, mas quem não é?". De fato, não foi só na Petrobrás. Foi também na Bancoop, na Caixa, no Petros, nos Correios, provavelmente também no BNDES, etc... Que tal o sr. ministro responder à mesma pergunta, mas sobre a Bancoop?

TEREZA SAYEG

tereza.sayeg@gmail.com

São Paulo

E vai ter mais

Prezado "ministro", por favor, nos poupe. Qualquer cidadão medianamente esclarecido sabe que, em razão do aparelhamento que seu ParTido fez em todos os órgãos e empresas do governo, nos mais diversos escalões, é só uma questão de tempo para que novos escândalos venham à tona. Só me pergunto uma coisa: até quando o chefe de todos, aquele que nunca sabe de nada, mas se acha o dono de tudo, continuará invisível e imexível?

ARIOVALDO MARQUES

arimarques.sp@gmail.com

São Paulo

O roto e o esfarrapado

É certo que as investigações vão provar que o PT exagerou mesmo nos desmandos contra a Petrobrás nos governos Lula e Dilma. Mas o roto falar do esfarrapado é chover no molhado. O ex-ministro do Trabalho Carlos Lupi (PDT) alardeia que o PT exagerou no roubo da estatal. Mas é de conhecimento público que o ex-ministro foi afastado do cargo pela presidente por causa de irregularidades praticadas. Nada de defender o PT, mas quem carece de autoridade moral deve conter-se em acusar terceiros.

FRANCISCO ZARDETTO

fzardetto@uol.com.br

São Paulo

Roubo 'exagerado'

A denúncia de Carlos Lupi é caso de Polícia Federal e CPI, para esclarecer bem o que quis dizer com "o PT exagerou no roubo". Concordo com ele que a Bolsa Família é para criar dependência, e não para tirar da miséria.

WAGNER MONTEIRO

wagnermon@ig.com.br

São Paulo

Declaração de Gabrielli

Discordo totalmente do sr. José Sérgio Gabrielli quando ele diz que corrupção é só caso de polícia. Isso só é verdade após os atos da corrupção estarem consumados. A diretoria de uma empresa que não evita que os níveis de roubalheira cheguem aos verificados na Petrobrás ou é incompetente ou é conivente. As investigações ainda não acabaram...

FERNANDO BOMFIM

fbomfim71@gmail.com

Araçariguama

Mensalão

O melhor que poderia ter acontecido a Pizzolato é a extradição: será recebido com honras pela "organização", talvez até ganhe um cargo no governo. O Brasil é o paraíso dos grandes bandidos.

ANDRÉ COUTINHO

arcouti@uol.com.br

Campinas

APEOESP

Má-educação

Não sem tempo, o editorial do Estadão sobre A baderna da Apeoesp (25/4, A3) está correto e até muito educado. Essa tropa que dirige a Apeoesp há décadas precisa ser mudada. Como a maioria do povo brasileiro, muitos professores dizem "não gostar" de política e, assim, pagam o preço de ser comandados por radicais como os dirigentes desse sindicato. Será que todos os filiados foram consultados para que a Apeoesp fosse filiada à CUT? Lógico que é política esta greve. Nenhuma categoria teve ou terá 75,33% de aumento. Não que os professores não mereçam, mas é irreal, fictício. Por que não questionam a "pátria educadora", alardeada pelo governo Dilma (PT) como solução para a educação, o qual depois reduziu seu orçamento? E o Fies, etc...? Os professores têm de lutar para ser respeitados em sala de aula, não ser agredidos, e poderem fazer seu trabalho direito, tendo mais respaldo dos conselhos da escola, além dos de outros que legislam sobre menores. A diretoria da Apeoesp, que não está dentro da sala de aula, tem de defender não só salários factíveis, mas respaldo para a melhoria das condições dos professores na sala de aula. Esse movimento, que fecha estradas, atrapalha os cidadãos em dia normal de trabalho, agride instituições com ferros, faz parte da cortina de fumaça para distrair a população dos incontáveis roubos na Petrobrás - isso, sim, digno de protestos, pois tira dinheiro da educação - e não tem moral para servir de exemplo como educador.

TANIA TAVARES

taniatma@hotmail.com

São Paulo

Quebra-quebra

Por acaso a Apeoesp virou a Associação dos Pelegos do Estado de São Paulo?

J. S. DECOL, ex-aluno do Caetano de Campos

decoljs@globo.com

São Paulo

TEMPOS DIFÍCEIS

Declaração de Carlos Lupi, presidente do PDT e ex-ministro do Trabalho nos governos Lula e Dilma: “O PT exagerou no roubo”. Vindo de quem vem, a afirmação soa como deboche, pois bem sabemos que Carlos Lupi sempre usou seus cargos em benefício próprio. Em outras palavras, irritou-se porque roubaram mais do que ele e seu grupo. Conclui-se que no Brasil, atualmente, roubar pode, o que não pode é exagerar ou não partilhar do butim. Certo está o ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal federal (STF), quando afirma que vivemos “tempos difíceis, pois se tem o dito pelo não dito e o errado passa pelo certo”. Até quando? 

Claudio Juchem cjuchem@gmail.com 
São Paulo

*
PÉROLA

Roubar pouco pode, o que não pode é roubar muito. Eis a “pérola” de Lupi, filhote de Brisolla, aquele do PTB e de ex-filiados, hoje no PT. É o fim!

José Piacsek Neto bubanetopiacsek@gmail.com
Avanhandava

*
ROUBO EXAGERADO

O indivíduo Carlos Lupi declarou que o PT exagerou no roubo. Ora, esse político nos faz crer que, não sendo exagerado, o roubo é legítimo. Qual o limite dele para que o roubo seja considerado como exagerado? E ele chegou a ser ministro de Dilma... Que vergonha! Se a revolução cubana liderada por Fidel Castro tivesse ocorrido no Brasil, não haveria “paredón” suficiente para estes meliantes serem executados. 

Alberto Martinez alberto.martinez@terra.com.br 
São Paulo

*
CONSENSO POLÍTICO-PARTIDÁRIO

Segundo o pedetista Carlos Lupi, o crime do PT foi o exagero, não o roubo em si...

A. Fernandes standyball@hotmail.com 
São Paulo

*
O FESTIM DO PT

Carlos Lupi reconheceu publicamente: o PT e seus comparsas têm vivido um festim de corrupção à custa da Nação!

Eugênio José Alati eugeniojalati@gmail.com
Campinas

*
EX-MINISTRO

O ex-ministro Carlos Lupi disse que o PT exagerou no roubo. Caro sr. Lupi, será que o senhor se esqueceu de que já foi ministro nos governos Lula e Dilma? 

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com 
Jandaia do Sul (PR)

*
BAIXO NÍVEL

Este Lupi, ex-ministro afastado por irregularidades da era Dilma, presidente do PDT, outro partidinho de aluguel, diz que o “PT exagerou no roubo”. Quer dizer, político ladrão é só o quem rouba “bilhões”, quem rouba “milhões” não é ladrão. Esse é o nível político da atualidade.

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com
São Bernardo do Campo

*
A POLÍTICA ATUAL

A declaração do presidente de um partideco de que “o PT roubou demais” mostra bem a qualidade dos nossos políticos e atuais governantes. Quer dizer que, se o PT roubasse um pouco menos, o dito presidente não se manifestaria. Temos hoje um governo que não governa, terceiriza a atividade, aumenta escandalosamente as verbas do Fundo Partidário, com o intuito único e exclusivo de manter a base fidelizada. Também temos um ex-presidente, que não desencarnou, ex-presidente que come caviar e arrota comida de segunda. Desta forma podemos recordar um antigo ditado que dizia “ou o Brasil acaba com a saúva ou a saúva acaba com o Brasil”, que poderia ser atualizado para o seguinte: “Ou o Brasil acaba com o PT ou o PT acaba com o Brasil”. Que não seja tarde demais...

Fernão Dias de Lima fernaodiaslima@gmail.com  
São Paulo

*
AMOR E ÓDIO

Sr. Lupi amava Dilma, agora a odeia. Por quê? Responda aos ministros que irão julgar a Operação Lava Jato, faz favor.

Luiz Carlos Tiessi  tiessilc@hotmail.com  
Jacarezinho (PR)

*
CREDENCIAL

Um aliado de Dilma no governo, Carlos Lupi, disse que o PT exagerou no roubo. Convenhamos que Lupi tem muita credencial para falar de roubo.

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com 
Casa Branca

*
QUESTÃO DE OPINIÃO

Se o PT não houvesse exagerado no roubo, tudo estaria como dantes?

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br 
Monte Santo de Minas (MG)

*
OS ALIADOS DO GOVERNO

São estarrecedoras as declarações de políticos ligados ao governo federal. O ex-ministro do Trabalho, Carlos Lupi, presidente do PDT e faxinado pela presidente Dilma Rousseff em seu primeiro mandato, declarou que os petistas “roubaram demais”, exageraram. Mas o seu partido continuará a fazer parte do governo. O pronunciamento foi divulgado no “Estadão” de domingo. Também nessa data o jornal publicou entrevista com o ministro das Comunicações, Ricardo Berzoini, que lança a pergunta: “O curioso é que ninguém se pergunta: será que isso acontece só na Petrobrás? Será que grandes estatais estaduais de governo de outros partidos não estiveram envolvidas também nisso? Será que não cabe um paralelo entre o que aconteceu na Petrobrás com o que aconteceu no Metrô de São Paulo (formação de cartel), o que aconteceu no governo de Minas (mensalão mineiro) nos anos anteriores?”. Infere-se nessas declarações que roubar quando em cargo público é de certa forma normal, mas não se deve exagerar. E que é injusto, com o governo federal, não escancarar ao mesmo tempo as bandalheiras dos outros governos cujos mandatários pertencem a outros partidos da oposição. Disse o ministro que é curioso que ninguém se pergunta. Ora, eu sei bem, como todas as pessoas de minhas relações sabem, há anos que honestidade não é o forte dos nossos políticos, salvo raríssimas exceções. Mas o que o PT fez com a maior companhia estatal do País e uma das grandes petroleiras do mundo foi um crime de lesa pátria, já que o butim foi de tal grandeza que jamais será superado neste país. Nós perguntamos, sim, sobre os outros governos e as outras estatais, inclusive as do governo federal. Ficamos torcendo, ou até mesmo rezando, para que a Polícia Federal e o Ministério Público descubram todos os podres de todos os governos deste país. Sim, porque estamos cansados de pagar uma das maiores cargas tributárias do mundo, enquanto os governantes vivem como nababos. Também estamos fartos dos governantes não nos darem um reajuste de salários que nos garanta o poder aquisitivo, ao mesmo tempo que a gatunagem corre solta em suas administrações.
 
Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br 
São Paulo

*
RESPONDENDO

“Será que é só na Petrobrás?”, diz o ministro Ricardo Berzoini. Claro que não. Temos a Eletrobrás, os Correios, os fundos de pensão, o BNDES e mais uma grande quantidade de entidades que têm a digital do PT.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com 
São Paulo

*
HIPOCRISIA

Ora, ora, o ministro Berzoini prova que a corrupção não anda desacompanhada no governo petista. Não! Ela vem acompanhada da hipocrisia desmesurada. Realmente deve haver muita sujeira por baixo do tapete, começando por familiares de ministros petistas, aposentados precocemente de cargos em empresas estatais, e que têm seus nomes incluídos na folha de pagamentos de empresas envolvidas na Operação Lava Jato, como a Engevix. Vale conferir, sr. ministro!

Solange Jana solangejana@terra.com.br 
São Paulo

*
DESFAÇATEZ

O ministro Berzoini pergunta: “Será que só na Petrobrás?”. Ora, senhor ministro, até o meu policial rosna quando ouve Braspetro, Banco do Brasil, BNDES, Caixa, CBTU, Eletrobrás, EBC, PIB ANG, Telebrás, Termobahia, Transpetro, Trensurb, ECT, Infraero, Porto Mariel, Brasoil Nigeria, Bancoop, PAC, Postalis, Petros. Infelizmente, temos somente uma Polícia Federal.

Helena C. R. Valente helenacv@uol.com.br 
Rio de Janeiro  

*
LEMBRANDO OS TEMPOS DA BANCOOP

Ricardo Berzoini, ministro das Comunicações e idealizador da Bancoop, cooperativa habitacional dos bancários, velho laranja de Lula, não só idealizou e fundou a Bancoop, como também, sem dó, sangrou-a até o fim, desviando recursos para abastecer os cofres do PT, com ajuda de João Vaccari Neto, então presidente da cooperativa. Tudo foi feito em detrimento de milhares de cooperados que mensalmente, e por muitos anos, pagavam suas parcelas alimentando o sonho da casa própria, que nunca se realizou. Entre os poucos prédios que a falsa cooperativa conseguiu concluir, coisa de três ou quatro, está aquele em que o ex-presidente Lula é dono de uma cobertura triplex, e o ex-tesoureiro do PT, Vaccari Neto, hoje graças a Deus na cadeia, tem outro.

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@hotmail.com
São Paulo

*
LIBERDADE DE EXPRESSÃO

Na semana em que o “Estadão” nosso de cada dia completa a inacreditável e vergonhosa marca de 2.035 dias – mais de 5 anos e meio (!) – sob censura, deve ser registrada, com destaque especial, frase de apenas sete palavras da longa entrevista dada ao jornal (26/4) pelo ministro das Comunicações, Ricardo Berzoini: “A liberdade de expressão é cláusula pétrea”. Assim seja!

J. S. Decol decoljs@globo.com 
São Paulo

*
‘JORNAIS, PAPEL INSUBSTITUÍVEL’

No artigo do jornalista Carlos Alberto Di Franco (27/4, A2), sobressai a prisão preventiva de João Vaccari Neto, plenamente justificável pelas ponderações – sempre oportunas do perspicaz Di Franco: “...A mídia necessita, todavia, fazer um balanço honesto, precisa ter coragem de também promover a sua CPI interna”. É o que também apelo seja seguido pelo leitor que, para tal, conta com a valiosa escora do jornalista e professor Di Franco. Há espaço, e muito, para o jornalismo de qualidade. Também para leitor formador de opinião no seu entorno, com maior peso o leitor do “Estadão”.

Gunter W. Pollack gunterwp@uol.com.br 
São Paulo

*
MAIS UMA PÁGINA DE HORRORES

Estava demorando! Mas, como tudo na vida tem seu tempo, o ex-presidente da construtora OAS, Léo Pinheiro, preso há seis meses por envolvimento na Operação Lava Jato, em matéria de capa da revista “Veja” desta semana, conta peripécias perigosas de sua antiga amizade com Lula, incluindo benefícios materiais. Um crime que pode comprometer o ex-presidente, como três pedidos seus atendidos pelo citado empresário: um emprego para o marido de sua suposta amante Rosemary Noronha, que conseguiu; a conclusão de uma obra do abandonado prédio da malfadada Cooperativa dos Bancários (Bancoop) no Guarujá, na praia das Astúrias, onde Lula tem um apartamento triplex e João Vaccari Neto também tem imóvel; e uma terceira benesse atendida pelo empresário, sempre a pedido de Lula, (sabe Deus em troca de quantos contratos superfaturados da Petrobrás): transformar um sítio de instalações precárias noutro de alta sofisticação em Atibaia (SP), com campo de futebol, lago para criação de peixes, etc. Ou seja, do jeito que um cidadão hoje da alta elite brasileira como Lula gosta... E o mais impressionante é que essa obra foi concluída em poucos meses e com dezenas de operários trabalhando 24 horas por dia (diferentemente das obras do PAC, que não são concluídas). Essa área de lazer citada acima muito se fala ser do ex-presidente, mas, em cartório, está no nome de sócios de seu filho, o Lulinha, o mesmo que corre a boca pequena ser um cidadão milionário. Essa é mais uma página de horrores da era petista que jamais será virada ou esquecida pela sociedade brasileira.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com
São Carlos

*
LULA NA CAPA DE ‘VEJA’

Difícil de apanhar. O chefe pescador é mais liso do que bagre ensaboado!

Eduardo Augusto Delgado Filho e.delgadofilho@gmail.com 
Campinas

*
O DISCURSO DE DILMA ROUSSEFF

A futura ex-presidente em exercício dizer que uma empresa destruída, saqueada e com dívidas de mais de R$ 350 bilhões “virou a página” é, além de cara de pau, mau-caratismo e marketing barato.

Ricardo C. T. Martins rctmartins@gmail.com 
São Paulo

*
PÁGINA VIRADA?

Enquanto a diretoria da Petrobrás for composta por apadrinhados políticos, enquanto a empresa for “aparelhada” pelo partido no poder, enquanto a gestão não for competente e profissional, enquanto a empresa for usada como instrumento das más políticas econômicas do governo, não há página virada coisa nenhuma!

Níveo Aurélio Villa niveoavilla@terra.com.br 
Atibaia

*
A PETROBRÁS ESTÁ SALVA?

Será que a presidente pensa que, repetindo continuamente que o problema da Petrobrás foi sanado, realmente isso ocorre? Ou pensa que todos nós iremos acreditar que problemas tão graves foram tão prontamente resolvidos?
  
Maria do Carmo Zaffalon Leme Cardoso mdokrmo@hotmail.com
Bauru

*
PROCURANDO ASSUNTO
 
Em discurso na abertura do 3.º Congresso das Direções Zonais do PT, em São Paulo, Lula voltou a soltar a voz. Disse ele: “Nós precisamos começar a dizer o que nós vamos fazer neste segundo mandato, qual é a política de desenvolvimento (...) qual é o tipo de indústria que nós vamos incentivar”. Depois, exortou a militância a defender Dilma: “É preciso dar um assunto aos petistas para que eles possam contrapor, na mesa do bar, as críticas ao governo”. Ninguém questionou o líder petista sobre quais, exatamente, foram suas políticas de desenvolvimento ou industrial levadas a efeito em seus dois períodos de governo. Também a alusão à “mesa do bar” como espaço idôneo de resposta às críticas que hoje se fazem ao partido não chega a intrigar (partindo de Lula), mas chama a atenção o desconforto com que o mandachuva petista vê a situação de seu partido, acuado até nas rodas de bar em fim de expediente. Disse ainda o “ex”: “O PT não pode fazer aquilo que é criticado nos outros, tem de ser exemplo”. Lamento, Lula. Construir uma reputação é difícil; destruí-la é fácil e o ex-presidente deveria saber disso mais que ninguém. Depois dos escândalos bilionários de corrupção em que o PT se envolveu, pouco há a fazer. Não será com saliva, cerveja e uma porção de calabreza que o PT recuperará a simpatia de quem, hoje, pede o “impeachment” de Dilma nas ruas do Brasil. 
 
Silvio Natal silvionatal49@gmail.com 
São Paulo

*
CENÁRIO CONFUSO 
 
Mesmo após a apresentação do balanço de 2014, o cenário da Petrobrás permanece confuso, especialmente quanto ao seu enorme endividamento, opinando uns por mais empréstimos e outros pela venda de ativos. Assim, as oscilações na Bolsa continuam, não ocorrendo estímulos para aquisições de ações. A petroleira precisará desenvolver um árduo trabalho de gestão para possibilitar novamente a credibilidade na empresa. É muito difícil, mas não impossível.

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br 
Rio Claro

*
HISTÓRIA DE FRACASSOS

Com o balanço da Petrobrás, reafirmou-se a história de fracassos da gestão de Lula e de Dilma. Desperdícios, acúmulo vultoso de perdas materiais, projetos de refinarias inviáveis ou paralisadas por enormes irregularidades – gerando mais prejuízos e desemprego –, esquema arquitetado para roubar a estatal, um gerenciamento pífio, tudo ali, ó, enquanto Dilma chefiava seu conselho de administração. Consentimentos, assinaturas mandando prosseguir com os maus negócios. A gerentona, a prometida de Lula para ser a mãe dos pobres e oprimidos, hoje pode ser apontada como a responsável pelos dias amargos que o povo brasileiro já está tendo pela frente. Impopular ao ponto de não poder sair às ruas, porque é vaiada, nem aparecer em rede nacional, com consequente panelaço. Os erros do primeiro mandato acabaram com a economia e a prática de pedaladas fiscais a fizeram mais uma vez incorrer em crime de responsabilidade. Com as maquiagens fiscais, escondeu-se de sua incompetência enquanto pôde, até se reeleger. Mentiu para o povo. Não, não é ódio. Não é querer terceiro turno. É coerência. Os fatos fazem com que queiramos Lula e Dilma bem distantes do Planalto, pois seu modo de ser e de governar não fez bem ao Brasil. 

Myrian Macedo myrian.macedo@uol.com.br 
São Paulo

*
O BALANÇO DA PETROBRÁS

Qual balanço? Do dono, do Fisco ou do banco? No caso da Petrobras, um é suficiente. O dono não vê, o Fisco finge que não vê e, para o banco, é uma oportunidade de negócio. Faltaram o acionista minoritário e o contribuinte. Quem? E um monte de gente acreditou na gerentona... 

Sérgio Barbosa sergiobarbosa@megasinal.com.br 
Batatais 

*
MÁ ADMINISTRAÇÃO É CRIME

A Petrobrás fechou o balanço de 2014 contabilizando um prejuízo da ordem de R$ 21,6 bilhões e uma perda da ordem de R$ 6,2 bilhões atribuída à corrupção. Fora essa perda, ocorreu uma perda significativa decorrente da má gestão dos seus diretores no passado, lembrando que presidiram a Petrobrás José Sérgio Gabrielli, no período de 2005 e 2012, e Graça Foster, no período de 2012 e 2015. O sr. José Sergio Gabrielli pediu, em entrevista, desculpas pela corrupção, dizendo que se trata de um caso de polícia. E sobre a sua má gestão, não lhe cabe responsabilidade criminosa alguma? Onde está o Ministério Público para responder a essa pergunta?

José Carlos Degaspare degaspare@uol.com.br
São Paulo 

*
PRECISAMOS REAGIR

Os números da Petrobrás nos mostram dois aspectos muito tristes de nossa atualidade. De um lado, vemos esta corrupção terrível que custou R$ 6 bilhões à Petrobrás e que não é novidade, mas que cresceu imensamente nos anos recentes. Todos estamos de acordo com que é uma realidade hedionda que impede que nosso país cresça de forma adequada. Que dizer, porém, do populismo e dos acordos políticos espúrios que levaram à perda de R$ 44 bilhões nessa empresa que foi por muitos anos uma entidade de altíssimo nível? Decisões de investimentos sem planejamento que os justificasse levaram a esse prejuízo sete vezes maior que a corrupção. Mas não para por aí: há um custo que não conhecemos que decorre da política irresponsável de congelamento dos preços dos combustíveis com o objetivo de mascarar a inflação e conseguir manter o partido no poder. É claro que manter nosso povo sem condições de compreender o que está acontecendo é a melhor forma de se perenizar no poder. A precariedade do ensino público não é por acaso e não reencontraremos o caminho do progresso se não conseguirmos reagir a este estado de coisas.

Aldo Bertolucci accpbertolucci@terra.com.br 
São Paulo

*
BOM PARA O CAIXA

Este prejuízo da Petrobrás no ano de 2014 será bom para o caixa da empresa, pois não terá de pagar Participação nos Lucros e Resultados (PLR) aos seus milhares de funcionários. Ou a empresa vai “dar um jeitinho” para beneficiar os seus funcionários ou logo teremos greves na empresa.

Victor Penha vrpenha@terra.com.br
Machado (MG)

*
O CAIXA DOS PARTIDOS

O Congresso Nacional multiplicou o Fundo Partidário por três, fazendo-o saltar de R$ 289,5 milhões anuais para R$ 867,5 milhões – um aumento de 200%, que a presidente Dilma sancionou. Segundo o relator peemedebista, isso foi necessário porque a Operação Lava Jato criminalizou as doações empresariais aos partidos, o que liquidou com seus caixas. Tal proposição aduz inevitavelmente um silogismo condicional, do tipo “modus tollens” – negação do consequente na premissa menor e do antecedente na conclusão – um argumento válido. Premissa maior, ou de Sérgio Moro: se as doações fossem lícitas, não teriam sido criminalizadas (“se ‘p’, então ‘q’”). Premissa menor, ou de Romero Jucá: as doações foram criminalizadas (“não-q”). Conclusão, ou óbvio ululante de Nelson Rodrigues: logo, as doações eram ilícitas (“não-p”). Em outras palavras, o sr. Romero Jucá, num cochilo argumentativo, atestou aquilo que o Brasil inteiro já sabia, mas que os partidos investigados na Lava Jato negam. “Quod erat demonstrandum” (como se queria demonstrar).
 
Gil Cordeiro Dias Ferreira gil.ferreira@globo.com 
Rio de Janeiro 

*
O FUNDO PARTIDÁRIO

Vaga a informação do senador Romero Jucá, de que os “líderes” partidários estavam “desesperados” ao procurá-lo, por possíveis perdas com a suspensão de doações aos partidos pelas empresas envolvidas no chamado petrolão. Seria possível o senador Jucá informar como, onde e quais os senadores líderes que participaram da reunião, e seus respectivos nomes? Faria um grande favor aos eleitores.

Adriles Ulhoa Filho adrilesfilho@uol.com.br 
Belo Horizonte

*
DEBATE NO CONGRESSO

A terceirização de atividades não essenciais das empresa é uma realidade há décadas sem regulamentação específica, deixando ao Judiciário a administração dos problemas gerados por essa situação, pelo que se torna imprescindível uma legislação que a formalize. O projeto de lei ora aprovado pela Câmara dos Deputados, depois de longo tempo, ocorreu no entanto sem a ponderação que o assunto merece, pelo que cabe ao Senado ajustar os pontos inadequados, com particular destaque para a terceirização das atividades-fim das empresas, como lembrou o seu presidente. Afinal, qual o sentido de terceirizar a atividade-fim, se a empresa continua responsável por todos os aspectos de relacionamento com a mão de obra (do treinamento, condições de trabalho, recolhimento de impostos, pagamento de salário, etc.) que utiliza, suprimindo apenas o vínculo trabalhista? Se o problema é o custo dos direitos trabalhistas da mão de obra, isso tem de ser discutido de forma especifica num outro fórum, e não pretender travestir um projeto de lei que deve regulamentar o que está no limbo para atingir outros objetivos. Chamar leão de gato não muda a natureza do animal, só serve para desvalorizar a mercadoria e fraudar o consumidor. 

Jorge Alves jorgersalves@2me.com.br
Jau

*
CÂMARA X SENADO

Os posicionamentos divergentes entre os presidentes do Senado e da Câmara dos Deputados está possibilitando que alguns parlamentares decidam agir. É um fato positivo, afinal de contas, o povo não pode ficar submetido a interesses de caráter pessoal, como no caso de algumas atitudes do atual presidente da Câmara, que pauta projetos com o nítido objetivo de confronto com o governo federal. Mas tudo tem um limite, e parece que isso finalmente foi atingido.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br 
Santos

*
NOSSO PARLAMENTO

Este Congresso que aí está não veio de Marte nem de Júpiter, veio de urnas eletronicamente manipuladas pelo PT, o que não é mais segredo para ninguém.

Ivan Marinho mariniv26@gmail.com
São Paulo

*
MÁS NOTÍCIAS

Os jornais de ontem, 27 de abril, trouxeram duas notícias temerosas que ferem de morte o salário dos trabalhadores. A dívida pública tem alta de 4,79% em março e soma R$ 2,4 trilhões. Os brasileiros têm noção do que isso significa? Quando a dívida era de R$ 1 trilhão, já se cogitava não ser possível pagá-la. Como pagar quase R$ 2 trilhões e meio? Para azar maior, o mercado projeta queda de 1,1% do produto interno bruto (PIB) e inflação de 8,25% em 2015. Estamos terminando o primeiro quadrimestre do ano, sinal de que o que está ruim pode piorar. O que esperar de uma presidente que mentiu na campanha para se reeleger, escondendo os dados que após sua eleição devastaram o bolso dos brasileiros? Aumento de energia, dos combustíveis, corte de benefícios do povo, balanço da Petrobrás maquiado e pedaladas fiscais? O ministro da Economia acena com mais impostos, e por que ele não olha a gastança do governo? E ainda tem gente pensando se é o caso de pedir o impeachment da presidente. Vão esperar o quê, o País implodir? 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com 
São Paulo

*
TAREFA ÁRDUA

A dívida pública federal, que era de R$ 1,58 trilhão em abril de 2010, alcançou o valor de R$ 2,44 trilhões em abril de 2015, 54% de aumento em cinco anos. A arrecadação de impostos em 2014 foi de R$ 1,8 trilhão. O governo do PT já está começando a privatizar aeroportos e estradas, ideia rejeitada desde a primeira campanha de Luiz Inácio Lula da Silva. A banal ideia de aumentar a carga tributária dos contribuintes brasileiros não resolverá o problema neste momento de aumento contínuo de desemprego no País. A presidente Dilma tem uma tarefa bastante complexa a ser executada, que passará pela desaprovação do PT, pois cortes radicais de despesas precisarão ser implementados com urgência.

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br
Rio de Janeiro

*
FILME VELHO

Nos meus 80 anos leitor e assinante do “Estadão” estou muito preocupado com a situação atual do nosso país. As matérias que tenho lido e os artigos referentes à situação econômica e política do Brasil estão me assustando. Porque, se não me falha a memória, já assisti esse filme e não gostei.
 
Olympio Félix A. Cintra Netto olympiofélix@gmail.com
Bragança Paulista

*
ÂNSIA ARRECADATÓRIA

IOF é o imposto sobre operações financeiras, cobrado pelo governo federal. Recebi apólice de seguro residencial pago indicando valor líquido do prêmio pago acrescido de IOF de 7,38%. Não considero que seguro residencial, ou outro qualquer, seja uma operação financeira. Por que cobrar IOF em seguro e, ainda, em valor de 7,38%? A ânsia de arrecadação no Brasil não tem limites. Só falta cobrar imposto sobre o ar que respiramos. Tenho receio de afirmar isso, algum ministro pode ler e achar uma boa ideia.

Samuel Pustilnic samuel.pustilnic@globo.com 
Rio de Janeiro

*
SAÍDAS DO BRASIL
 
Apesar de sermos um país industrializado, com comércio e agricultura fortes, voltamos a observar a formação da corrente migratória de brasileiros em busca de oportunidade de trabalho no exterior. Metalúrgicos fazem greve pela preservação do emprego, caminhoneiros bloqueiam estradas por uma tabela mínima a seus fretes, sindicatos não atrelados ao governo prometem greve geral se forem aprovadas as alterações no seguro-desemprego e na pensão por morte. Isso sem falar do movimento pelo impeachment da presidente. É preciso buscar com todo empenho a fluidez do conjunto produtivo para que sua produção seja capaz de oferecer os empregos e a renda de que a população necessita. Não podemos concordar com a ideia pessimista de que as “saídas” do Brasil sejam os aeroportos que levam ao exterior. Também não se pode buscar o equilíbrio pensando exclusivamente nas próximas eleições. O Brasil precisa de mais empenho, sinceridade e desprendimento.
 
Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br 
São Paulo

*
CONDENAÇÃO NA INDONÉSIA

Inaceitável a decisão da Indonésia de executar mais um cidadão brasileiro. Desta vez, será o paranaense Rodrigo Gularte, preso no país desde 2004 por tráfico de drogas. Gularte já pagou caro pelo crime cometido. Deveria ser devolvido ao Brasil e jamais ser fuzilado. Mostra bem como a Indonésia não passa de um país bárbaro, primitivo, selvagem e covarde. O Brasil deveria romper relações e os turistas brasileiros deveriam boicotar a Indonésia.
 
Renato Khair renatokhair@uol.com.br 
São Paulo

*
IMPLACÁVEL INDONÉSIA
 
A pena de morte e seus efeitos metafísicos prévios: ao condenado, ao juiz que a impôs, ao presidente que não atendeu aos apelos de clemência. Para quem não entendeu as reações do brasileiro em Jacarta, talvez sirvam os versos de Borges: “O alívio que César deve ter sentido na manhã de Farsália. É hoje a batalha. / O alívio de que Carlos I deve ter sentido ao ver a aurora no cristal e pensar: hojé é o dia do patíbulo, da coragem e do machado. / O alívio que tu e eu sentiremos no instante que precede a morte, quando a sorte livrar-nos do triste hábito de ser alguém e do peso do universo”. 
 
Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br 
São Paulo

*
A INDIGNAÇÃO DE DILMA ROUSSEFF

A mulher que preside, mas não governa, o Brasil ficou muito irritada quando a Indonésia, fazendo cumprir seu código penal regido pela sua Constituição, executou um traficante brasileiro condenado por infringir as leis daquele país. Ela esperneou, levou o assunto às lides democráticas, criou um ambiente muito ruim entre nossa nação e a Indonésia. Agora, nova execução e nova solicitação para descumprir a legislação de lá. Quem Dilma Rousseff pensa ser? Presidente de um país que já foi de muito respeito e, por culpa sua (dela e dos seus aminguinhos), está em decadência, já que ela se alia a corruptos e defende traficantes? Por que não se oferece para trocar de lugar com o condenado à morte?

Henrique Gândara clineurohenrique@uol.com.br 
Ribeirão Preto
 
*
DEFENSOR DE CRIMINOSOS

A presidente brasileira tem enviado várias mensagens à presidência da Indonésia tentando livrar o segundo traficante brasileiro preso naquele país e condenado à pena de morte por tráfico de drogas. Os petistas no Congresso são contra a redução da maioridade penal. Os petistas fazem de tudo para livrar os denunciados no mensalão, no petrolão, etc. Parece coisa de advogado que defende qualquer criminoso, recebendo pelo pagamento do serviço.    

Mário A. Dente dente28@gmail.com 
São Paulo

*
CLEMÊNCIA

O Brasil (a presidente) deveria pedir clemência ao presidente da Indonésia, Joko Wikodo, dando a entender que, se recusada, mais uma vez, romperia relações diplomáticas. Simples assim.

Helio Teixeira Pinto helio.teixeira.pinto@gmail.com 
Rio de Janeiro

*
GREVE DOS PROFESSORES

Em entrevista à TV que tanto criticam, o presidente do sindicato dos professores (Apeoesp) comentou a tentativa de invasão ao prédio da Secretaria de Educação: “Uma ala dos indignados professores tentou invadir o prédio da Secretaria da Educação sem o nosso conhecimento, depois, quem quebrou a porta da secretaria não conhecemos”. Aprendeu rápido o modo PT de administrar.  Nunca sabem de nada... inocentes!

Adilson Pelegrino gumerci@terra.com.br
São Paulo

*
A BADERNA DA APEOESP

Valorização é a nova panaceia. Mas não se valoriza apenas com dinheiro, até mesmo porque o que representa hoje um bom salário? Conforme pesquisas realizadas, existem outros profissionais muito bem pagos que não estão satisfeitos e vivem estressados. Não se deve esperar apenas a valorização alheia, mas são necessárias atitudes de quem busca o reconhecimento: desvelo no trabalho, formação continuada, seriedade no que se faz e permanente busca de desafios e superação, tudo isso sem deixar que a carreira à qual pertencem seja apropriada por interesses escusos, de caráter político-partidário, como fazem a Apeoesp e outros sindicatos cutistas. Nesse sentido, os professores brasileiros estão a anos-luz de merecer a valorização pela qual clamam, pois pertencem a uma categoria que desfruta de autonomia como poucas; na verdade os maiores rivais dos educadores são eles próprios, que só buscam vantagens sem se preocupar em oferecer qualidade no trabalho didático oferecido aos alunos, dentro das salas de aula que regem. Olhando com uma lupa, os professores dispõem de muitas vantagens em relação a outros profissionais de nível superior: têm jornadas de trabalho menores, férias prolongadas, desfrutam da convivência de jovens criativos, que demandam estímulos. Mesmo assim, muitos parecem irremediavelmente insatisfeitos, porque simplesmente não gostam de exercer essa nobre profissão e não há salário maior que resolva isso.
 
Airton Reis Júnior areisjr@uol.com.br 
São Paulo

*
‘PÁTRIA EDUCADORA’

O lema é instigante, no entanto, a cada ano que passa, Estados e municípios não conseguem fechar suas contas e o que observamos são greves e mais greves nas redes de ensino público. Os professores sempre com salários extremamente irrisórios e bem abaixo da inflação, essa é uma situação que se repete em todo o Brasil. Bem melhor seria que o governo federal, para fomentar a Pátria Educadora, fixasse um piso mínimo talvez de cinco salários para o ingressante e, com isso, repasse os royalties que dificilmente chegarão do famigerado pré-sal, única forma de dar educação e cultura à população.
 
Carlos Henrique Abrao abraoc@uol.com.br 
São Paulo

*
EDUCAÇÃO E SOCIEDADE

Ao longo das últimas semanas, tenho acompanhado a disputa de braço de ferro travada entre os professores da escola pública do Estado de São Paulo e o secretário de educação, o professor dr. Herman Jacobus Cornelis Voorwald, engenheiro mecânico formado pelo ITA e pela Unicamp. Mesmo recolhido em minha sala de aula, trabalhando arduamente os conteúdos essenciais para o desenvolvimento da aprendizagem dos meus mais de oitocentos alunos de todas as séries e anos do ensino fundamental e médio, e mesmo sem ter aderido ao movimento da greve, apoiei, sim, moralmente os meus demais colegas professores na luta pela melhoria da educação pública de nosso Estado. Entretanto, nas negociações entre o governo e os professores, no dia 24/4, assisti, de um lado, ao descaso do governo com a educação paulista e, de outro lado, o lamentável ato de vandalismo praticado por uma pequena parcela de professores na frente do prédio da Secretaria de Educação de São Paulo. Como escritor e poeta, membro da Academia de Letras do Brasil (ALB), membro do Núcleo de Letras e Artes de Lisboa e membro da Ordem dos Poetas do Brasil, professor titular de cargo, níveis 1A e 2B, de Língua Portuguesa e de Língua Inglesa, há dez anos atuando na rede pública de ensino do Estado de São Paulo, formado pela Unesp e pela Unicamp, universidades de reconhecido valor internacional, lamento e repudio a atitude daqueles professores. Certamente não é com mais violência que se irá avançar em termos de melhoria da educação pública, pois o exemplo deixado pelos “professores desordeiros” soa péssimo para a sociedade e para os milhares de alunos brasileiros. Mas, da mesma forma, com muita tristeza, constato também que a educação pública de nosso Estado está tão quebrada quanto a entrada do edifício histórico e marco urbanístico de São Paulo, projetado, em 1894, por Francisco de Paula Souza e Ramos de Azevedo, depredada naquela sexta-feira por alguns desordeiros. E muitos são os desordeiros, vândalos, menores infratores, protegidos pela lei, que depredam diariamente muitas escolas, quebrando vidros e portas de salas de aulas, sucateando carteiras e lousas, agredindo professores e outros alunos fisicamente e moralmente, praticando bullying a todo instante e transformando o ambiente de aprendizagem de uma sala de aula numa verdadeira cova de leões. Tudo isso financiado com o dinheiro público, através dos impostos que nós, cidadãos trabalhadores e contribuintes, pagamos. Assim, tão lamentável quanto o episódio de vandalismo praticado por alguns daqueles professores é saber que a omissão dos governos com nossa educação está imperando, uma vez que a sociedade e as famílias até o momento não estão caminhando de mãos dadas com os nossos educadores, na luta em favor do desenvolvimento da educação brasileira, como bem apontou recentemente o pesquisador da USP Vitor Henrique Paro, em entrevista ao Portal iG. “É absurdo pais não irem às ruas com a greve de professores”, destacou Paro. De fato, as famílias e as escolas precisam andar juntas em prol da boa formação das crianças e dos jovens brasileiros – e, se isso não está ocorrendo, é um péssimo sinal! Tão péssimo quanto as milhares de bibliotecas escolares fechadas e inutilizadas, com livros preciosos sendo empilhados, amontoados e empoeirados pelo tempo, sem a devida fiscalização das autoridades competentes. Tão péssimo quanto os milhares de alunos que são aprovados automaticamente pelo governo, sem terem aprendido o mínimo do mínimo, o básico do básico. Tão péssimo quanto os altos índices de analfabetismo do Brasil vistos aos olhos do mundo. É bom que a nossa sociedade abra bem os olhos para essa realidade, pois, como bem poetizou o célebre cantor e compositor inglês John Lennon na canção “Strawberry Fields Forever”, de 1967, “living is easy with eyes closed” (viver é fácil com os olhos fechados).

Emanuel Angelo Nascimento emanuellangelo@yahoo.com.br  
São Paulo

*
A LUTA CONTRA A DENGUE

Recebendo o agente de endemias em minha casa, ele disse-me que muitas casas do bairro não foram visitadas por estarem abandonadas. Os donos dessas casas foram notificados, mas alguns não permitiram a visita do guarda que nos protege contra a dengue. Será que ainda não entendemos a lição de que a dengue é uma doença séria e que pode levar à morte. Em Minas Gerais, depois de o proprietário ser notificado três vezes, o oficial de Justiça tem a autorização de entrar nestas casas abandonadas que podem ser focos da dengue. A dengue é uma doença social. Todos somos responsáveis por combatê-la.

Paulo Roberto Girão Lessa paulinhogirao@gmail.com 
Fortaleza

*
ESTÁ NA HORA DE O DDT VOLTAR

O inseticida diclorofeniltricloroetano teve sua autorização para uso agrícola no Brasil cancelada em 1985. Ele foi proibido para uso em campanhas de saúde pública em 1998, até a proibição total em 2009. Há uma correlação clara entre o aumento dos casos de dengue e malária em nosso país após proibição do uso do DDT. Em alguns casos, a própria Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o uso do DDT para o combate a doenças como dengue, malária e febre amarela. Há quem diga que a proibição do DDT se deve principalmente ao fato de ele ser barato e eficiente demais, portanto pouco interessante para a indústria química e farmacêutica. Não seria o caso de testar o uso controlado do DDT em alguma localidade atacada pela dengue? 
 
Ricardo Dias ridias2@gmail.com 
São Paulo

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.