Fórum dos Leitores

LULOPETISMO

O Estado de S.Paulo

24 Maio 2015 | 03h41

Caixa-preta do BNDES

Dona Dilma vetou o fim do sigilo das operações do BNDES. Ora, num banco que usa o dinheiro do povo a transparência deve ser a regra de ouro, sempre. Que se abra essa caixa-preta, está mais que na hora de tornar transparentes para o dono do dinheiro, o povo brasileiro, todas as transações feitas nos anos de governo lulopetista, que usa e abusa do direito de emprestar bilhões a empresas e países sem termos a mínima informação de onde foi parar nosso dinheiro.

ELIANA FRANÇA LEME

efleme@terra.com.br

São Paulo

Incongruência

Nunca antes na História deste país houve tanta necessidade de retomar a credibilidade do sistema público e a confiança nas ações governamentais. Porém, sabe-se lá por que motivos, escusos ou não, ideológicos ou não, a presidente veta o projeto que daria transparência aos empréstimos do BNDES, em especial os feitos no exterior. Lamentável.

LUIZ NUSBAUM

lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

Extremo segredo

Com o veto da presidente Dilma à transparência dos créditos do BNDES a empreiteiras que constroem no exterior, justamente as investigadas pela Operação Lava Jato, ficam perguntas que o cidadão brasileiro extorquido pela alta carga de impostos - e ainda falam em aumentá-los - quer saber. Onde é necessário, e por quê, o sigilo bancário nos aportes financeiros via BNDES, com os tomadores já conhecidíssimos da Polícia Federal e do Ministério Público? Se uma empresa qualquer em âmbito nacional empresta quaisquer valores e é obrigada a colocar em painéis públicos visíveis o nome do banco, os valores e o tipo de obra, por que não as estrangeiras? Fica difícil para o cidadão comum entender por que decididamente não interessa ao governo que seus governados saibam da realidade dos prazos, taxas, juros e demais obrigações pecuniárias dos países tomadores. Esse é o tipo de sigilo "sigiloso ao extremo".

ALOISIO A. DE LUCCA

aloisiodelucca@yahoo.com.br

Limeira

Aos muy amigos, tudo

É compreensível a decisão da presidente de vetar o fim do sigilo de operações do BNDES. Como o governo iria explicar por que o Brasil vem, desde os governos Lula, emprestando, na base do sigilo bancário, bilhões de dólares a juros favoráveis a países do Foro de São Paulo - Bolívia, Venezuela, Cuba, Equador, Nicarágua - e outros? Dá-se prioridade à construção lá fora de aeroportos, metrôs, rodovias, portos, hidrelétricas, criando empregos para milhares de trabalhadores. Agora mesmo o presidente Tabaré Vazquez veio a Brasília para acertar mais um empréstimo, para a construção de um porto no Uruguai. Evidentemente que esses empréstimos concedidos são fruto dos impostos pagos por todos nós. Enquanto isso, aqui dentro atravessamos uma crise financeira sem precedentes, que se vem acumulando há tempos, principalmente na saúde, na educação, nos transportes, na segurança. Vamos cortar cerca de R$ 70 bilhões do Orçamento da União, inclusive nas áreas mencionadas. E de novo o governo, em vez de cortar na própria carne reduzindo ministérios ou alguns dos 113 mil cargos comissionados, só pensa em aumentar impostos.

RICARDO PEREIRA DE MIRANDA

ricarmiran@terra.com.br

Salvador

Corte em saúde e educação

Alguém tinha dúvida de que os ministérios que teriam os maiores cortes de verba seriam os da Educação e da Saúde? Esses cortes só nos vêm confirmar que somente o povo vem pagando pelos desmandos do governo da presidenta gerenta incompetenta Dillma. Esse sempre foi o meio mais fácil para cortar verba. Crianças, doentes e velhos não reclamam.

BEATRIZ CAMPOS

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

Supérfluos

Educação e saúde são "artigos de luxo", razão do corte no Orçamento. Vai que o povo se acostuma com as regalias do capitalismo de Primeiro Mundo. Brasileiro gosta de filas, escolas caindo aos pedaços, o Congresso Nacional e a Esplanada dos Ministérios cheios de dinheiro e pompa.

LUIZ RESS ERDEI

gzero@zipmail.com.br

Osasco

Algo estranho no ar

Não existe algo de estranho quando, quatro dias antes do anúncio da contenção drástica de gastos do governo federal, inclusive na educação e na saúde, o BNDES repassa R$ 75 milhões para que a JHSF possa dar prosseguimento ao seu aeroporto para jatos executivos, que vem sendo arbitrariamente construído ao lado de uma área de preservação ambiental?

ELISA NAZARIAN

enazarian@uol.com.br

São Roque

O fantasma do FMI

Depois de uma década perdida, a visita da diretora do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, não é um bom sinal, mormente quando palpita que deveremos fazer um recessivo ajuste fiscal e manter em dia as contas públicas. Há o fantasma que sempre nos ronda de batermos à porta do FMI e voltarmos ao mesmo círculo vicioso do passado, quando nossa economia era monitorada e desenhada por fontes do exterior.

CARLOS HENRIQUE ABRÃO

abraoc@uol.com.br

São Paulo

O sapo e a frigideira

Se colocamos um sapo numa frigideira quente, ele salta imediatamente. Mas se o colocamos na frigideira fria e vamos esquentando lentamente, o sapo morre, mas não pula. A história exemplifica bem a tomada de poder pelo PT. Usou da bandeira da ética para ganhar a Presidência pelo processo democrático. Aos poucos aparelhou o Executivo, comprou apoio do Congresso com o mensalão, indicou seus companheiros para o Judiciário, encheu os bolsos com o petrolão, assegurou os parceiros do bolivarianismo com dinheiro do BNDES, alimentou militantes radicais e oportunistas do MST, da UNE e dos sindicatos com doações generosas, agradou aos banqueiros com juros altos e aos miseráveis com a Bolsa Família. E está a fritar a classe média - com a péssima qualidade de segurança, alta de impostos e restrições econômicas -, que agora esperneia por impeachment de Dilma e extinção do PT, todavia sem chegar ao objetivo desejado, nem com o apoio de uma oposição aguerrida. Tudo isso sempre permeado por um discurso mentiroso e perverso, muitas vezes sustentado por uma mídia comprada por milionárias verbas de propaganda. Conseguirá o sapo reagir a tempo ou se acostumará com desvios impunes de bilhões?

CARLOS DE OLIVEIRA AVILA

gardjota@gmail.com

São Paulo

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

O TAMANHO DA CRISE

O governo Dilma Rousseff cortou R$ 69,9 bilhões do Orçamento de 2015. O Ministério das Cidades teve o maior corte, seguido pelos da Saúde e o da Educação. Educação? Espera aí! O lema deste segundo governo Dilma não é "Brasil, Pátria Educadora"? Não deveriam poupar o setor, diante do péssimo nível de conhecimento dos alunos brasileiros, do ensino e das condições das universidade, escolas técnicas, etc.? E a saúde, que está um caos, também não deveria ser poupada? O governo, por ter sido perdulário e irresponsável, vê-se na contingência de cortar verbas. Vai agravar o quadro recessivo, de desemprego, inflação alta, etc. Transferem para o povo a irresponsabilidade deles. Mas, como dizem, cada povo tem o governo que merece.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com   

Rio de Janeiro

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RECESSÃO

Tudo culpa dela. Fora Dilma!

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br 

Monte Santo de Minas (MG)

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ROUBO FISCAL

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, cria impostos e taxas como se estivesse brincando. Para fazer isso, qualquer financeiro, com um mínimo de conhecimento, faria. E ainda eles têm a coragem de falar em ajuste fiscal, quando isso é um baita roubo fiscal. E quem vai pagar a conta?  Os trouxas do povo brasileiro, até aqueles que os elegeram. Isso não vai ter fim, pois onde o governo deveria mexer não mexe, faz parte do aparelhamento do poder.

Wagner Monteiro wagnermon@ig.com.br 

São Paulo

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MAIO DE 2015

O governo anunciou o aumento das alíquotas de PIS/Cofins, IOF, IPI e CSLL. Os brasileiros já pagaram R$ 800 bilhões de impostos nos primeiros 140 dias do ano. Os 39 ministérios continuam a existir, com suas gordas folhas de pagamento. Os 81 senadores, os 513 deputados federais e centenas de assessores continuam com os altos salários garantidos no Planalto Central. Em contrapartida, foram fechados 137 mil postos de trabalho formais em 2015. Nenhum corte atingiu a inchada máquina estatal. Penalizado mais uma vez, o povo brasileiro continuará enchendo os cofres públicos de dinheiro, que será destroçado pela péssima administração do nosso governo.

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br 

Rio de Janeiro

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MAIS DO MESMO

A parte interna da dívida pública brasileira passa de R$ 2 trilhões. Isso significa que, com um aumento de meio ponto porcentual na taxa Selic, esvazia-se o cofre público e entram para o cofre dos bancos R$ 10 bilhões em um ano. O governo vai subir a taxação do lucro dos bancos de 15% para 20%. Com essa ação, estima arrecadar de R$ 3 bilhões a R$ 4 bilhões. E quer fazer propaganda para mostrar para a sociedade que está tirando do trabalhador, mas também do banqueiro. Se não subir a Selic não sai mais barato? Poupe-me, presidenta.

Manoel Braga manoelbraga@mecpar.com 

Matão

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A PALHA QUE FALTA

Decididamente, não faltam maneiras de extorquir em nome do social. PIS (Programa de Integração Social); Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social); e CSLL (Contribuição Social sobre Lucro Líquido). Não se tem notícia de que alguma alíquota desses "pequenos estorvos" tenha diminuído ao longo dos anos. Pelo contrário. Isso faz lembrar a velha anedota do sujeito que, um dia, quis ensinar seu burro a sobreviver sem comer. Foi reduzindo as porções diárias. Quando esteve prestes a conseguir, o burro morreu. O momento é crítico, convenhamos, mas os "pequenos" aumentos dessas alíquotas poderá ser a palha que derrubará o camelo - que já leva nas costas 39 ministérios -, para usar outra velha anedota.

Alexandru Solomon alex101243@gmail.com

São Paulo

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FUTURO COMPROMETIDO

 

Por causa da irresponsável utilização dos recursos disponíveis e de uma onerosa e ineficiente máquina pública, apesar de a carga tributária beirar a 40% do produto interno bruto (PIB), não dispomos da poupança interna, nem privada nem governamental, somos esmoleiros dependentes da poupança externa atraída por lucrativos investimentos, comprometedores do nosso amanhã por causa da remessa de lucros. Daí os pesados impostos e taxas, encargos sociais e trabalhistas que compõem o custo Brasil e sufocam o empresário que paga tudo isso e é o empregador que produz riqueza para o crescimento do País. A crise, com redução na produção e nas vendas, reduz o recebimento de impostos e o governo, na contramão, ao invés de ajudar quem produz e dá emprego, eleva ainda mais a carga tributária e nem sequer almeja reduzir a gorda máquina pública. Assim agindo, não vamos a lugar nenhum...

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br 

Vila Velha (ES)

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TOLERÂNCIA TEM LIMITE

O governo corta tudo o que seria benefício para a população, que já não tem nenhum. Quando o sr. Levy e dona Dilma vão começar a cortar os inúmeros cargos de confiança da companheirada no primeiro, segundo, terceiro, quarto, quinto escalões? E quando a Câmara dos Deputados e o Senado, que são os representantes do povo, vão cortar os seus inúmeros e indecentes benefícios? O povo já não aguenta mais pagar a conta da corrupção dos políticos. O que eles estão querendo? Chega de abusar da boa vontade e da passividade do povo brasileiro! Tolerância tem limite. 

Telma de Seixas Guimarães telmasg@gmail.com 

São Paulo

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OS CORTES E O GOVERNO

 

Salienta dona Dilma que os cortes serão realizados da forma necessária e adequadamente, mas a sua efetivação não paralisará o governo. Na verdade, o governo pode cortar muito mais que R$ 69,9 bilhões, porque há cargos a serem eliminados e centenas de ralos a serem fechados, de tal sorte que a economia reagiria sem nenhum atropelo para os contribuintes brasileiros, que não aceitam carregar sobre seus ombros os assaltos realizados pelo governo lulopetista. E é bom lembrar dona Dilma de que metade dos prejuízos sofridos pela Petrobrás com os assaltos já daria para substituir a desoneração que vai ser feita. Então, como penalizar o povo? Relembre-se, ademais, que impeachment será quase inviável na atualidade, mas o processo-crime, com fundamento nas pedaladas, endereçado ao procurador-geral da República contra dona Dilma, será a medida conveniente no momento, segundo vários juristas.

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br 

Rio Claro

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PARA SALVAR O BRASIL

É bem simples sairmos da atual crise financeira. Basta cortar dois terços dos ministérios e dispensar os 300 mil inúteis que o governo petista incrustou no serviço público.

Ronald Martins da Cunha ronaldcunha@hotmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

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FORA DE COGITAÇÃO

Por que o ministro Joaquim Levy nem cogita em pedir redução nos gastos da máquina estatal como ferramenta do ajuste fiscal? Por que no Brasil é assim: para Brasília, tudo; para o resto do Brasil, a conta?

Tereza Sayeg tereza.sayeg@gmail.com 

São Paulo

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ÔNUS MÍNIMO

Executivo fraco e Legislativo pragmático não somam. A máquina administrativa funciona como motor de carro velho: tossindo. Todos concordam que é preciso economizar para acertar a economia. Na prática, o que ocorre é um corte hipotético de despesas, um aumento de gastos de cunho populista e aplicação de aumentos reais de impostos. Numa questão grave como a que vivemos, os Poderes da Republica deveriam estar unidos realizando uma força-tarefa para avaliar que despesas deveriam ser cortadas, os impactos gerados na economia do País e soluções que gerassem ônus mínimo a uma população que já paga níveis elevados de impostos. Ações atabalhoadas sob critérios discutíveis, onerando primordialmente o povo, desmerecem o trabalho que deveria ser sério e comprometem a credibilidade dos governantes.

Sergio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br 

Indaiatuba

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ENQUANTO ISSO...

É inaceitável que a Comissão de Constituição e Justiça do Senado tenha aprovado reajuste salarial ao Poder Judiciário de 78%. Mais grave ainda em face da crise econômica e do arrocho fiscal no País. O Judiciário não pode ter tratamento diferenciado e muito menos ter privilégios, benesses e mordomias num país que se pretenda civilizado e republicano.

 

Renato Khair renatokhair@uol.com.br 

São Paulo

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ESTRATÉGIA EM TEMPOS DE CRISE

Está ficando clara a estratégia petista para estes tempos de crise. Encastelados no Planalto, seus cardeais, os reais responsáveis pela situação aflitiva, de natureza econômica e política, que o País atravessa, após uma campanha eleitoral repleta de mentiras, decidem-se por uma exposição mínima, deixando o assédio de grupos indignados e apreensivos diante da nova conjuntura para ser enfrentado por alguns de seus agentes no front, transmitindo, assim, aos poucos, a ilusão, facilmente absorvida por manifestantes mal intencionados ou despreparados, de que eles, os ministros ou representantes, são os verdadeiros criadores das dificuldades. Ou seja: os palacianos não estão governando, mas esperam a tempestade passar para reaparecerem reivindicando o poder, temporariamente cedido, participando hoje somente dos momentos festivos, com ar triunfante. A demonstração mais ilustrativa de tal plano é a negociação que o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, foi obrigado a estabelecer com grupos agrícolas, quando quase foi impedido de iniciar os trabalhos do dia, com direito, inclusive, a vidraças quebradas, enquanto a presidente Dilma Rousseff festejava um acordo bilionário com os chineses, saboreando um suculento espumante.

Paulo Roberto Gotaç prgotac@Hotmail.com

Rio de Janeiro  

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ENTRE GOVERNOS

O ex-presidente Lula rebateu as críticas feitas por Fernando Henrique Cardoso no horário político do PSDB, dizendo que o ex-presidente é um homem letrado e não tinha o direito de falar bobagens. O maior erro de FHC foi ter apanhado calado por muito tempo, deu espaço para o inimigo crescer. Alto lá, senhor Lula, bobagens não, o rombo na Petrobrás começou no seu governo. O petrolão é criação dos petistas. Bobagem é querer virar a página e enfiar goela abaixo do eleitor que o governo Lula é honesto e bonzinho. Quem é Lula para dar lição de moral em alguém quando seu governo e o de dona Dilma estão envolvidos no maior roubo já visto na história deste país? Se há engavetador na República, Rodrigo Janot está servindo ao ofício, sem contar os ministros do Supremo tribunal Federal (STF) que lá chegaram para livrar a cara dos pilantras. O sonho de todo brasileiro que trabalha e paga a conta deixada pelos ladrões do dinheiro público é ver a justiça sendo feita. A quadrilha presa e o dinheiro de volta. Aí, sim, poderemos dizer "salve, salve Pátria Amada Brasil!".

 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com 

São Paulo

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OPOSIÇÃO

O editorial do "Estadão" publicado na quinta-feira (21/5), apoiado no programa do PSDB que foi ao ar na terça-feira, não deixou nenhuma dúvida sobre a decisão dos tucanos de assumirem, definitivamente, o papel de oposição, outorgado pelos milhões de votos dados ao partido no segundo turno das eleições presidenciais do ano passado. Dá-lhe tucanos.

Francisco Alves da Silva profealves@gmail.com

São Paulo

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DESABAFO

Desabafo do maior trambiqueiro das galáxias, o ex-presidente Lula, após assistir ao programa do PSDB atualmente na TV: "Estão querendo me balear". Caro ex-presidente, confesso que, para mim, particularmente, apenas o apertar da válvula de descarga e vê-lo ir embora já seria mais do que suficiente. Em tempo e para maior satisfação ainda, gostaria de ver também e na mesma descarga o presidente de seu partido.

Renato Otto Ortlepp renatotto@hotmail.com 

São Paulo

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'ESTÃO QUERENDO ME BALEAR'

 

Duas coisas chamam a atenção na frase usada por Lula - "Se não quiser dizer para mim, não tem problema. Eu sei como foi" - durante seminário da Contraf, referindo-se a FHC e à "metodologia" utilizada pelo mesmo para aprovar sua reeleição pelo Congresso, no intuito claro de se defender da origem dos desvios de recursos públicos praticados em sua gestão como presidente da Republica e deslegitimar as colocações daquele também ex-presidente no programa do PSDB, quanto ao atual nível de corrupção e roubalheira envolvendo a estrutura governamental lulopetista. A primeira é o fato de que, se Lula sabia, como diz que sabe, que FHC utilizou mecanismos indevidos - por ilegais ou antiéticos - para obter o apoio dos congressistas para se reeleger, deveria, tão logo disso tomou conhecimento, ou mesmo quando assumiu seu primeiro mandato, ter denunciado o fato às autoridades competentes para que os que praticaram tais crimes fossem investigados e responsabilizados na forma da lei. A segunda é que, se realmente ele tinha, como afirma ter conhecimento de algum "esquema" de corrupção e desvio de recursos por seu antecessor, e, considerando a extensão já comprovada de sua utilização ao longo dos últimos 12 anos, a conclusão clara é de que, em vez de criar mecanismos para evitá-lo, permitiu - se não coordenou - a utilização sistemática de tais procedimentos durante mais de uma década para controlar as atividades do Congresso visando à manutenção do lulopetismo no poder. Ao utilizar a frase que utilizou, Lula na verdade não precisa ser "baleado" - politicamente que seja -, pois ele mesmo disparou contra si mesmo.

Jorge Alves jorgersalves@2me.com.br

Jaú

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MÁS COMPANHIAS

"Estão querendo me balear", afirmou Lula. Tem toda razão, andando com quem anda...

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com  

São Paulo

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BALEADOS

E "elle" baleou todos nós, brasileiros.

Tânia Pinotti tkita@uol.com.br 

São Paulo

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BALEAR NÃO

Lula, ninguém quer te balear! Mas algemar...

Luiz Sergio dos Santos Valle luizsergiovalle@gmail.com  

São Paulo

A MÁ FASE DE LULA

No que diz respeito ao eletrizante cenário político nacional, a má fase de Lula o levará a um fulminante curto-circuito.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br  

São Paulo

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CANONIZADO

Lendo e ouvindo tudo o que Lula declara, dá a impressão de que este cara quer ser canonizado. País onde a liderança máxima tem um "Lulla" só pode dar no que estamos vivenciando.

José Roberto Iglesias rzeiglesias@gmail.com  

São Paulo

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O MEDO DA VOLTA EM 2018

Realmente, causa pavor a volta de Luiz Inácio em 2018, principalmente para as famílias honestas e trabalhadoras deste país.

Wilson Lino  wiolino@yahoo.com.br  

São Paulo

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LULA X FHC

Tem razão o ex-presidente Lula quando reclama de seu eterno adversário FHC. Cada um ao seu modo fez do Brasil um país melhor, mas o mesmo não se pode dizer da presidente Dilma, que será lembrada apenas pela sua estarrecedora incompetência. Se houvesse justiça, Lula e FHC estariam na mesma cela da cadeia, um porque comprou a emenda da reeleição e o outro pelo mensalão, pelo petrolão, etc. Talvez Lula tivesse de cumprir uma pena um pouco maior, sem dúvida roubou muito mais, mas fez muito mais pelo povo - difícil caso para qualquer juiz. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br 

São Paulo

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A JUSTIÇA QUE NÃO FALHA

Não sou ninguém para aconselhar FHC e certamente compreendo as razões que o levaram a se manifestar de modo tão contundente contra o PT no último programa do PSDB, seu partido. Ocorre que me lembrei da passagem bíblica que diz não devermos "dar pérolas aos porcos" e sua trajetória de toda uma vida o preparou para o embate com gigantes, e não para perder o seu tempo com pigmeus. Estou certo de que, mais hoje, mais amanhã, o próprio tempo há de endireitar o rumo dessa história. Há de se fazer a justiça, não a humana, mas a verdadeira, aquela que tarda, mas não falha nunca. Pois só ela poderá atingir o que pode parecer inatingível.

Eduardo Augusto Delgado Filho e.delgadofilho@gmail.com 

Campinas

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MELHOR GERENTE

Nosso melhor gerente é o TEMPO.

Ricardo Freitas r.l.a.freitas@gmail.com  

São Paulo

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PSDB PISANDO NA BOLA

Mais uma vez o PSDB pisou na bola, não aprende a ser oposição, tem uma oportunidade atrás da outra para ser o grande partido que vai livrar o País do PT, mas não a aproveita. Já perderam uma grande oportunidade ao não marcar presença nos movimentos das ruas, de forma apartidária. Receberam as jovens lideranças, deram apoio ao movimento, e agora pisam na bola de novo. Com a chegada a Brasília da caminhada do Movimento Brasil Livre, em prol do impeachment da presidente, prevista para o dia 27/5, anuncia uma semana antes que não vão aderir. É muita inabilidade. Para quem já está muito atrasado num parecer jurídico, poderiam ao menos esperar mais uma semana e apoiar a meninada e ver o que dá. Traíram o movimento, traíram os 50 milhões que votaram neles. 

Ricardo H. S. C. Nobrega cnc.eng@terra.com.br

São Paulo 

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INCOMPETÊNCIA OU MÁ-FÉ?

Há que se perguntar se tudo o que foi feito pelos governos de Lula e de Dilma foi incompetência ou má-fé? Quando paramos para conhecer mais sobre o Foro de São Paulo, podemos ir mais além. A elite vermelha planejou a dominação da América Latina através da conquista do poder pelas vias democráticas, numa primeira etapa, e sua manutenção pelo aparelhamento do Estado, pela formação de uma rede de apoio entre os países da região, pela dominação dos meios de comunicação e pelo constrangimento daqueles que poderiam se opor. A mentira e o discurso perverso seriam suas armas para manipular as massas e a corrupção, para controlar a classe econômica dominante e gerar recursos para sustentar o processo. Além de enriquecer seus líderes, é claro. Espero que não seja tarde para perceber este movimento, pois tudo o que temos para nos defender se resume ao que resta de nossas instituições, o juiz Sérgio Moro e as nossas panelas. Tomar consciência deste diagnóstico é essencial para promovermos uma mudança para salvar o Brasil.

Carlos de Oliveira Avila gardjota@gmail.com

São Paulo

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INSÔNIA

Será que Dilma Rousseff dorme depois de acompanhar tantas notícias ruins causadas pelo seu desgoverno? Eu, mesmo não tendo nada com a situação, já perdi o meu sono faz tempo.

Laert Pinto Barbosa  laert_barbosa@globo.com

São Paulo

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O DIA DO SAIO

Em 9/1/1822 Dom Pedro I disse "se é para o bem de todos e felicidade geral da Nação, digam ao povo que fico". Ele não passou para a História nesse dia, mas quando disse "Independência ou Morte". Getúlio Vargas disse "saio da vida para entrar na História" e se deu um tiro no peito. Jânio disse "forças ocultas levantam-se contra mim" e renunciou, mudando a história do País. Dilma, que ainda não disse nada, deveria se inspirar nesses gigantes da História, que fizeram mais em uma frase do que em suas gestões, e dizer "como é para o bem de todos e felicidade geral da Nação, e já que a oposição não quer, eu mesma vou pedir meu impeachment e virar a página da História. Digam ao povo que saio".

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

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SENSATEZ

Dona Dilma, por favor renuncie. A sra., que já sentiu o gostinho de se assentar no "trono", por caridade, desça dele. A cada hora que a sra. permanece aí, pensando inutilmente em reverter o estrago que causou à Nação, piora mais a situação. Seja sensata! Melhor para si e para o bem de todos. Renuncie! Pior se for destituída, impedida. Concorda? Assim como Dom Pedro I protagonizou o Dia do Fico, faça parte do Dia do Saio!

 

Henrique Gândara clineurohenrique@uol.com.br

Ribeirão Preto 

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IMPEACHMENT

"Impeachment or not impeachment, that's the question." A esta altura, a questão a saber é se o pedido de afastamento/impedimento de Dilma será por crime de responsabilidade ou crime comum. A conferir nesta semana.

J. S. Decol decoljs@globo.com 

São Paulo

 

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CRISE POLÍTICA E ECONÔMICA

Querida, encolhi o Brasil! Assinado: Dilma Rousseff, PT, saudações!

Myrian Macedo myrian.macedo@uol.com.br 

São Paulo

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A CONTA DO OTIMISMO

Com mentiras "otimistas", a inquilina do Palácio do Planalto e os petralhas destruíram o nosso querido Brasil. Cadeia é pouco para eles. Precisamos de sequestro de bens dos envolvidos e do filho "laranja" de um deles. Coragem, Justiça!

 

Roberto Hungria cardosohungria@gmail.com 

Itapetininga

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OBRIGADOS A ENGOLIR

Uma coisa não se pode entender: que democracia é esta que aceita tudo, até mesmo que um candidato minta à tripa forra no seu programa eleitoral e que, ganhando, faça tudo ao contrário do que havia garantido? Não há na Constituição brasileira um simples artigo ou meio artigo que rejeite um candidato criador de fábulas e fantasias e que possa ser impedido de governar? Somos obrigados a engolir essa democracia e essa Constituição, restando-nos um sólido sentimento de frustração e de que algo está errado. Daí a bater panela é um pulo. E é muito pouco perto da enormidade da afronta e do tapa na cara que sofremos, inertes e submissos à obediência das leis. 

Regina Ulhôa Cintra  reginaulhoa13@outlook.com 

São Paulo

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AGORA FICOU CLARO!

O atraso na divulgação da apuração das eleições de 2014, que gerou muita discussão na época, por suspeita de manipulação, foi na verdade a péssima notícia da virada da presidente Dilma com os votos de Minas Gerais. O ideal seria a sua derrota, e hoje o PT e o PMDB estariam apedrejando o PSDB, e Lula voltaria em grande estilo em 2018. Deu zebra...

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

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SEM COMANDO

Infelizmente, nosso país perdeu o comando. Oremos...

 

Marcos Catap marcoscatap@uol.com.br

São Paulo

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DINHEIRO ROUBADO DA PETROBRÁS

Leitor compulsivo do "Fórum dos Leitores", fico surpreso com a quantidade de missivistas que, como manifestado pela leitora sra. Julia Gondim, "quero ler a notícia do dinheiro roubado que retornou para os cofres públicos do Brasil". Surpreso porque quem foi roubada, salvo melhor juízo, foi a Petrobrás, uma sociedade anônima de capital aberto, e não o Tesouro Nacional, sendo, portanto, a ela que o dinheiro deveria ser retornado. A surpresa aumenta ao ler a notícia há pouco divulgada pelo "Estadão" de que a Embraer está respondendo a um processo nos Estados Unidos por ter violado a legislação anticorrupção, indicando, contrariamente ao que está ocorrendo no Brasil, que o criminoso é quem paga o suborno - a empresa, e não seus executivos -, e não quem o recebe. Novamente, salvo melhor juízo, quem efetivamente pagou os subornos agora denunciados - via sobrepreços de 3% - foi a Petrobrás. A surpresa torna-se ainda maior ao constatar que nenhum leitor tenha se manifestado contra a irregularidade cometida pelo governo contra a Petrobrás, que, ao não lhe permitir reajustar os preços dos combustíveis, a obrigou a sofrer enormes perdas, incapacitando-a financeiramente de executar seus planos operacionais relacionados com a exploração do petróleo existente nas camadas do pré-sal por conta própria ou como participante de empresas (30%) autorizadas a explorarem essas áreas. Para concluir, e isso surpreendentemente não me causa surpresa, o senso de honra e integridade dos executivos daquela empresa não os levou a cometer haraquiri mental e funcional, em face das irregularidades ocorridas na empresa ou pela perniciosa interferência do governo nos preços dos combustíveis.

 

Paulo Adolpho Santi pasanti@terra.com.br 

Vinhedo

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REFINARIAS PREMIUM

Reportagem do jornal "O Globo" de 13/5 trouxe uma entrevista com a ex-presidente da Petrobrás Graça Foster em que ela afirma que a parceria com a empresa chinesa Sinopec não saiu porque a empresa exigiu um retorno de 12%, o que inviabilizou o projeto das refinarias. Essa informação está incorreta, pois a Sinopec não exigiu o retorno de 12% e financiaria a refinaria, no sistema turn key, com retorno de 0,5% ao mês, alugando por 25 anos a Petrobrás, com cláusula de opção de compra ao fim do prazo ou renovação por igual período. O investimento era da ordem de 22 bilhões. A única exigência dos chineses era participar da seleção das empresas construtoras. A Petrobrás se recusou a essa exigência, em face dos compromissos já assumidos com o pessoal do cartel. Só para ter a noção do conchavo, as propostas dos empreiteiros deveria ter um prazo de validade de 240 dias (8 meses), o que extrapola qualquer senso de responsabilidade. Esse prazo excessivo coincide com o mês das eleições presidenciais. Segundo informações, os projetos foram executados pela americana Mustang, que até hoje não recebeu o seu pagamento. Ainda segundo a mesma fonte, a empresa pré-escolhida faria um pagamento antecipado de dez parcelas no valor de R$ 480 mil, o que aconteceu durante 4 meses, e foi suspenso pelo aparecimento da Operação Lava Jato. Os prazos para pagamento coincidem com as eleições. Com a palavra, o sr. João Vaccari Neto e Graça Foster.

Paulo Tude petude@hotmail.com 

São Paulo

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