Fórum dos Leitores

MUAMAR KADAFI

O Estado de S.Paulo

23 Outubro 2011 | 03h04

Não deixa saudades

Mais um ditador sanguinário se foi sem que o mundo pudesse conhecer, com detalhes, todas as barbaridades e arbitrariedades cometidas por Muamar Kadafi e seus filhos, seus parentes e colaboradores. Que a Líbia possa, finalmente, encontrar o caminho da democracia e não caia novamente nas mãos de algum outro tresloucado.

LUIZ NUSBAUM

lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

O fim de uma era

O fim trágico de Kadafi é o símbolo de uma nova era, em que as comunicações e o nível de informação dos povos os habilitaram a ter consciência de seus elementares direitos e não admitir que sejam impunemente calcados. Direitos de teor público, positivos (de ter condições de subsistência digna) e negativos (de não sofrer restrições indevidas em sua liberdade). A primavera árabe é um marco histórico, cujas balizas democráticas se abrem irreversivelmente para uma nova realidade política, embora caracterizada por marchas e contramarchas.

AMADEU R. GARRIDO DE PAULA

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

Líbia e outros

A verdade pode ser enterrada, sufocada e emparedada. No entanto, quanto mais a cobrem com mentiras, mais ela adquire força. Até que um dia adquire tal força que estoura com tudo, para aparecer límpida e cristalina.

OSCAR ROLIM JÚNIOR

rolimadvogado@ibest.com.br

Itapeva

A hora e a vez dos ditadores

Acabamos de assistir à queda de um dos mais violentos e cruéis ditadores, com a ajuda de potências cujos titulares, em outros contextos, passavam por seus parceiros, buscando a satisfação dos sonsos interesses das respectivas políticas externas. Hoje essas mesmas potências bradam que surge "uma nova Líbia", a ser democratizada. O cidadão comum, capaz de formular um pensamento, provavelmente fica tentando imaginar como se dará tal processo. Aí vem a perplexidade: e os povos subjugados por outros ditadores, tão ou mais longevos e cruéis do que Kadafi? Será mais "clean" uma certa ditadura latina, inalterada após quase 60 anos? Talvez seja chegada a hora de a comunidade internacional, tão ciosa dos direitos humanos, exercer pressão para que uma Cuba democratizada, mesmo que não se saiba bem o que isso significa, comece a tomar forma. Afinal, ditadura é ditadura, só muda o endereço.

PAULO ROBERTO GOTAÇ

prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

Mártir...

Ao dizer que Muamar Kadafi morreu como um mártir, o venezuelano Hugo Chávez não pode ser levado a sério. Inqualificável!

JOSÉ PIACSEK NETO

bubapiacsek@yahoo.com.br

Avanhandava

Sem julgamento

Defensores dos direitos humanos dizem que Kadafi foi maltratado e que merecia julgamento digno. E os milhares de líbios que ele maltratou e matou, durante 42 anos, não mereciam julgamento digno? Kadafi morreu sem ser julgado. Coitadinho...

CLÁUDIO MOSCHELLA

arquiteto@claudiomoschella.net

São Paulo

Direitos humanos

Para Kadafi? Quanta hipocrisia!

CLEA M. G. CORRÊA

cleacorrea@uol.com.br

São Paulo

Para a História

Parabéns ao Estadão pelo caderno especial sobre a morte do ditador Kadafi (21/10), uma valiosa cooperação para a História Universal, para os pósteros. A boa imprensa alimenta os historiadores. Omnia tempus habent. Pois o tempo é o senhor dos fatos.

ANTONIO BRANDILEONE

abrandileone@uol.com.br

Assis

CORRUPÇÃO

De punições

No caso dos desvios no Ministério do Esporte, em que parece não haver dúvida do envolvimento do sr. Orlando Silva, duas coisas, estou certo, vão acontecer. Uma é que punirão os acusadores, o PM João Dias Ferreira e o motorista Célio Soares Pereira. E quanto a S. Exa. o sr. ministro, assim como todos os demais que já passaram por escândalos semelhantes e fazem parte do covil intitulado "base de sustentação", que eu prefiro chamar de "base sustentada pelo governo", a punição pode tardar, mas não faltará.

JOÃO BATISTA PIOVAN

jb@reunidaspiovan.com.br

Osasco

Aqui se faz, aqui se paga?

Orlando Silva (falso comunista) et caterva: ladrões de sonhos infantis e que, por isso mesmo, hão de fazer de sua própria vida opressivos pesadelos.

JOÃO GUILHERME ORTOLAN

guiortolan@hotmail.com

Bauru

Mais dinheiro para o ralo

Devolver R$ 30 mil gastos com a farra dos cartões corporativos e continuar com as regalias do governo foi moleza. Vamos ver agora, caso comprovadas as denúncias contra o ministro Orlando Silva, se os milhões desviados retornarão aos cofres da União ou serão simplesmente escoados pelo ralo. Eu aposto na segunda hipótese. E você, caro leitor? Como disse o Barão de Itararé, "certos políticos brasileiros confundem a vida pública com a privada".

SÉRGIO DAFRE

sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

Injustiça

O que é roubo? O Código Penal brasileiro, em seu artigo 157, define: "Subtrair coisa móvel alheia, para si ou para outrem, mediante grave ameaça ou violência a pessoa, ou depois de havê-la, por qualquer meio, reduzido à impossibilidade de resistência. Pena: reclusão, de 4 (quatro) a 10 (dez) anos, e multa". Alguns políticos inteligentíssimos, possuidores de alta genialidade e grande iniciativa, associaram-se e se tornaram incorporadores. Com imenso talento, incorporaram bens públicos e alheios ao seu próprio patrimônio. Mas em suas ações não usaram ameaças nem violência. Apesar disso, foram acusados de roubo. Que grande injustiça! Seus acusadores não sabem distinguir entre o que é roubo e o que é incorporação...

CHAFIK TANNURE

São Paulo

 

 

ROYALTIES E AMEAÇAS

 

O Senado Federal, ao aprovar o projeto Vital Rego (PMDB-PB), praticou uma inconstitucionalidade, pois o regime de distribuição dos royalties (no caso, do petróleo do pré-sal) está previsto no parágrafo 1º do art. 20 da nossa Constituição. Qualquer alteração só pode ser feita por meio de emenda constitucional. Princípio que se aplica ao projeto Ibsen Pinheiro-Pedro Simon, aprovado pela Câmara dos Deputados. Se a Carta de 1988 separa os Estados produtores dos não produtores e destina os royalties aos primeiros, é porque reconhece tal propriedade. Agora resta o veto da presidente, da mesma forma que o ex-presidente Lula vetou a primeira investida contra do Rio de janeiro, Espírito Santo e São Paulo. O primeiro veto está aguardando votação pelo Congresso. O segundo depende da presidente. É, portanto, uma precipitação dos governadores Sergio Cabral e Renato Casagrande anunciarem recurso ao Supremo Tribunal Federal. Geraldo Alckmin não se pronunciou. No caso, a emoção atrapalha a razão. Ameaças só pioram.

Francisco Pedro do Coutto pedrocoutto7@yahoo.com.br

Rio de Janeiro

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DEMAGOGIA

Com a aprovação da nova distribuição dos royalties, começaram as abobrinhas para os nossos ouvidos. O senador Lindberg Farias disse que 86 dos 92 municípios do Estado do Rio que recebem royalties irão falir, em razão da perda de receita. Alto lá, senador. Isso é demagogia. Não deveriam falir, pois qualquer prefeitura e governo estadual tem de se manter com suas receitas próprias. Se a prefeitura depende, basicamente, do repasse dos royalties, tem é que fechar mesmo. Neste caso a cidade nem deveria ter-se emancipado. Por outro lado o governador Sérgio Cabral disse que metade do pagamento das aposentadorias e pensões depende dos royalties. Não deveriam. O orçamento do Estado do Rio para 2011 é de R$ 56,2 bilhões, incluindo apenas o orçamento fiscal e da seguridade. A perda do Estado e municípios em 2012 com os royalties é de R$ 3 bilhões, logo a perda do governo estadual é menor, mas façamos a conta que o Estado perca estes R$ 3 bilhões, isto é menos de 6% do orçamento. Se um governador diz que em razão dessa perda ficam comprometidas as obras para a Copa, a Olimpíada e saneamento, principalmente ou é muito incompetente ou quer fazer terrorismo. Não consigo ver que estrago é esse com uma perda que, volto a dizer, equivale a 6% do orçamento. Podem falar as bobagens que quiserem, mas no meu ouvido não.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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PACTO FEDERATIVO

Na atual guerra sobre royalties do petróleo, exige uma maturidade de nossas lideranças nacionais que terão de se manifestar em futuro próximo. Sabendo-se que tais royalties são uma justa compensação aos estados produtores dessa riqueza - que foram excluídos pela regra básica fiscal de cobrança na fonte de ICMS -, como ocorre com outras commodities de origem natural, tal diminuição tributária é injusta e quebra o Pacto Federativo entre nós. Urge, assim, que encontremos uma solução adequada e constitucional a questão, que não prejudique aos Estados produtores de tal dádiva da natureza.

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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ROYALTIES PARA A SAÚDE

Ou se canalizam os royalties do pré sal para a criação de um Sistema Único de Saúde (SUS) de que possamos nos orgulhar, ou se distribui irmãmente entre todos os cidadãos do país os lucros auferidos com a extração desse tão falado tesouro. Se deixarmos nas mãos dos políticos, toda essa fortuna que um dia há de aparecer, vai acabar sumindo no mesmo ralo de sempre.

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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O PETRÓLEO É DE TODOS

Se o petróleo é nosso, o royalty também é nosso, ou seja, de todos nos brasileiros, e não somente de alguns privilegiados como querem alguns políticos mal-intencionados.

Renzo Orlando renzoorlando@uol.com.br

São Paulo

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O RIO É A GENI

Com licença, Chico Buarque, mas no momento o melhor hino para o nosso Rio não é o Samba do Avião, nem a Cidade Maravilhosa, nem a Valsa de uma Cidade, mas a sua Geni. Sem o Zeppelin do César Maia. Porque, como a formosa dama que você criou, nossa terra só está levando pedrada e... bem se sabe mais o quê. Talvez porque ela também seja um poço de bondade, desde 1565, acolhendo com amor e carinho tudo que é nego torto, do mangue e do cais do porto, os errantes, os cegos, os retirantes, os que não têm mais nada, os detentos, as loucas, os lazarentos, os moleques do internato, os velhinhos sem saúde e as viúvas sem porvir - e por isso os despeitados à sua volta achem que ela é feita p'rá apanhar, que ela é boa de cuspir. Destronaram-na por Brasília (ou Quadrília?); ela resistiu como Guanabara, eles não gostaram disso, e, aos 15 anos, lhe impuseram a confusão. Daí para a frente... nem é bom lembrar. Culpa sua, meu Rio. Quem mandou deixar que o mundo inteiro se apaixonasse por você? A inveja é uma... aquilo que estão jogando na Geni e em você. Quem mandou se deixar governar por figuraças que... você sabe, como diz o Ancelmo. Agora, aguenta - tomaram-te o petróleo e te colocaram em off-side na Copa de 2014. Acorda, Rio! Alô, Estácio, Pedro Ernesto, Pereira Passos, Lacerda, Negrão, Tom, Vinicius, André Filho, Antonio Maria, Ismael Netto, Braguinha... Cadê vocês? Daí de cima, deem uma cutucada em Sebastião-Oxóssi, o Padroeiro, e em Jorge-Ogun, o Defensor Perpétuo, para que se juntem ao octogenário Redentor e dêem uma chinelada nessa turma que, numa espécie de rufianismo pós-moderno, usa e abusa do Rio, como de todas as Genis da vida, para ao final se apossar do que lhe é de direito.

Gil Cordeiro Dias Ferreira gil.ferreira@globo.com

Rio de Janeiro

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COMPARANDO

Sei que minha opinião é simplista demais, mas discutível. Toda essa balbúrdia dos cariocas referente aos royalties do petróleo tem, sim, de ser discutida em nível nacional e com solução politicamente correta: nossa presidente tem que fazer justiça a todos os Estados, sancionando a distribuição equitativa dos royalties do produto. Comparando: cidades litorâneas que nadam nos royalties, cidades que têm refinarias da Petrobrás, deitam e rolam com o retorno financeiro do ICMS, numa discrepância total, com o resto das cidades, que de chapéu na mão mendigam ao governo ajuda financeira. Citamos Paulínia - nada contra a cidade e seus cidadãos - como exemplo das diferenças aqui narradas. Ficam com os lucros e nós, com a poluição.

Aloisio Arruda De Lucca aloisiodelucca@yahoo.com.br

Limeira

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O JOGO PELO PETRÓLEO BRASILEIRO

Em O jogo pelo petróleo afegão (Estado, A24, 16/10), Alexander Bernard e Eli Sugarman relatam fatos de importância exemplar para o aproveitamento do óleo do pré-sal pela nação brasileira. O regime no Afeganistão é o acordo de partilha (o mesmo preconizado pelo Brasil). Apesar de receber menos do que o governo, a empresa chinesa National Petrolium Corp. concordou com seus termos. Obviamente, não porque os chineses são bonzinhos, mas por interesse geopolítico. Venceu a licitação, em concorrência direta com empresas americanas, posto que ofereceram melhores condições. No entanto e como de hábito, não será aproveitada mão-de-obra local, mas serão empregados no empreendimento trabalhadores chineses. Além disso, a tecnologia chinesa é inferior e o PCC não se importa muito com a quebra de contratos. Os recursos devem envolver aproximadamente US$ 1 trilhão. Por aí se vê como está pela rama nossa discussão sob re as riquezas de nosso pré-sal litorâneo. Os Estados se atracam pelos royalties, e, ao fim e ao cabo, poderão estar a disputar muito menos do que poderia ser auferido por todo o povo brasileiro. Nossa carroça está à frente dos bois. Relevante seria estarmos a discutir os processos tecnológicos, a qualificação de nossa mão de obra, o estado operativo da Petrobrás e o aperfeiçoamento do regime de exploração e de apropriação dessas imensas riquezas. É o que se pode chamar de procedimento onírico, em que os sonhos prevalecem sobre a realidade; sonhos, aliás, vendidos em profusão nas últimas eleições presidenciais. Tudo compatível com a superficialidade e irresponsabilidade da política brasileira, do maltrato da coisa pública.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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PETRÓLEO x ETANOL

Contrariando a premonição farofeiras de Lula, quando presidente, de que o Brasil seria auto-suficiente em petróleo e abasteceria o mundo com etanol, atualmente a realidade é muito diferente. Com a escassez dos produtos e para cumprir contratos antigos, o país continua exportando mas importa o déficit de produção para poder suprir o mercado interno. Assim, importam-se os produtos por preços mais altos e exportam-se por preço mais baixo. E todos aplaudem como sendo o governo mais competente que o país já teve. Isto é e será sempre a "grande ilusão brasileira".

João Roberto Gullino jrgullino@oi.com.br

Petrópolis (RJ)

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MAIS UM CAVALO DE TROIA

Mais um Cavalo de Troia de presente para os que pagam as contas: a Medida Provisória (MP) da desoneração tem, na verdade, um rabicho escondido e autorizado pelo governo para elevar os tributos sobre empresas. E os brasileiros, como bem caracterizou o presidente do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), João Olenike, em outra situação neste jornal, falando do jeito como a maioria age diante dos abusos dos governantes: "Se fosse em qualquer outro país, o governo já tinha caído, mas nós não temos essa vocação no Brasil, o povo é muito dócil e permite que o governo faça o que quer". Só que essa tal docilidade está por pouco... Essa MP de 24 artigos iniciais passou a contar com 31, caberá ao Congresso decidir mais essa arbitrariedade sobre os "dóceis".

Leila E. Leitão

São Paulo

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MP DA DESONERAÇÃO

O governo quer mais recursos? Por que, para quê?! E a Receita Federal fazendo o jogo do governo... Sua entrada na proposta não deve ter sido gratuita. Descobre um santo e cobre outro, sempre sobrando pano.

Minoru Takahashi minorutakahashi@hotmail.com

Maringá (PR)

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REVOLUÇÃO TRIBUTÁRIA

É inaceitável que o Brasil adote um sistema tributário regressivo, baseado em impostos indiretos, que incide sobre o consumo e o salário das pessoas, penalizando a classe média e os pobres. Os ricos, bancos, o mercado financeiro e as grandes empresas são os que menos pagam tributos no país, numa total inversão de valores. Ricos e empresas se valem de brechas da lei para burlar o Fisco, em conduta imoral e anti-ética. Cada um deve contribuir de acordo com a sua capacidade contributiva. Quem tem e ganha mais, deve pagar mais. Precisamos urgentemente de uma verdadeira 'revolução tributária' no País e não de uma mera reforma que nunca sai do papel devido a uma série de interesses inconfessáveis, inclusive dos Estados da Federação, que não querem largar o osso.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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COINCIDÊNCIA

Perguntar não ofende: Será coincidência a Fifa divulgar o calendário da Copa de 2014 no exato momento em que o ministro do Esporte, Orlando Silva, é alvo de denúncias de corrupção? E ainda por cima dizer que está impressionada com a rapidez das obras do Itaquerão? Só falta o ministro dizer que isto é prova da sua competência à frente do ministério.

Roberto Saraiva Romera robertosaraivabr@gmail.com

São Bernardo do Campo

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PROFISSIONAIS

A Fifa já deve estar convencida de que está tratando com os melhores profissionais do planeta quando se trata de desvio de verbas, superfaturamento e roubo do dinheiro do contribuinte. Um verdadeiro paraíso para a entidade mais suspeita do mundo, depois da CBF, é claro!

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

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LEVEM EMBORA!

A Fifa, se tivesse um mínimo de responsabilidade, levaria a Copa 2014 para bem longe do Brasil. Se não pela própria Fifa, por nós, brasileiros. Diante da roubalheira, da incapacidade de gestão, da incompetência, do namoro com a transgressão das leis do país e, finalmente, da insensibilidade de gastar bilhões em futilidades, em um país onde falta tudo, é um crime manter este ou qualquer outro evento de vulto no Brasil. Que a Fifa tenha um pouco da humanidade e bom senso que faltou a quem teve esta "brilhante" idéia e leve o evento a qualquer dos muitos países desenvolvidos onde já exista estrutura para isso. A maioria de nós, cidadãos contribuintes, não quer a Copa 2014 aqui, e não quer pagar a conta que virá depois.

Maria Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

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SOBERANIA

Falar de soberania perante a Fifa nesse momento é tarde, isso devia ter sido visto e pensado há quatro anos quando o Brasil postulou (e conquistou) o "direito" de sediar a Copa. As regras eram claras, como diria o velho árbitro, e ninguém contestou nada, tudo estava lindo e maravilhoso! Agora, quando a Fifa vem cobrar o que estava combinado, vêm os nossos mui dignos e oportunistas políticos com essa baboseira de soberania?! Isso era para ter sido visto antes, agora vamos ficar com mais essa pecha, de mal cumpridores de acordos! Estamos na situação do cara que vende a mãe e depois não quer entregar1 Só que já recebeu os

bônus da venda. É realmente lamentável a baixíssima qualificação dos nossos políticos e governantes: são, na verdade, um amontoado de desqualificados oportunistas, não tem a menor noção do que seja hombridade, integridade moral e respeito para com os seus "súditos". Assim é complicado, nunca se viu tanta desqualificação (moral, profissional e outras) como esta no governo deste país. Em compensação a incompetência grassa, gigantesca e assustadora, em todos os níveis...

Nelson Newton Ferraz nelfer@estadao.com.br

São Paulo

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VIVA A COPA!

A abertura da Copa vai ser no Itaquerão, muita gente vai meter a mão, o povo vai pagar cada tostão e ninguém vai parar na prisão. Quanta satisfação!

Ricardo Marin s1estudio@ig.com.br

Osasco

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O MAPA DO MUNDIAL

Apesar da frustração inicial, no final até que não ficou mal para Brasília - Jogo inaugural da Copa das Confederações, uma das partidas da seleção brasileira durante a copa, no total são sete partidas, incluindo a disputa de terceiro lugar e quartas de final. O Rio por exemplo foi outro injustiçado que está arriscado de ficar sem uma partida da seleção, pois só terá partida se o Brasil for até a final e se não for? Temos que avaliar que o critério de escolha foi político e econômico, São Paulo é São Paulo,dispensa apresentações, entretanto, se formos avaliarmos os critérios técnicos que foram levados em questão na hora da escolha como transporte e capacidade do estádio, a questão muda de figura, pois em Brasília o setor hoteleiro fica há alguns minutos a pé do estádio e a capacidade do Itaquerão dizem que será de 68.000 (sessenta e oito mil) contra os 71.000 (setenta e um mil) do Mané Garrincha ( Me recuso a chamá-lo de estádio nacional). Lembro que este ano fui assistir o U2 no Morumbi e foi uma via crucis do centro até lá e devo ter levado algo em torno de duas hora e meia para chegar ao meu objetivo, incluindo as longas caminhadas até o terminal, espera de ônibus, translado até o estádio num ônibus super lotado e se eu fosse de carro seria pior, pois tinha gente pagando até R$ 150,00 para estacionar o carro. Imagina como será até o Itaquerão? Não falei do quesito segurança que Brasília, apesar dos pesares ainda dá um show em relação a São Paulo. E o trânsito de Brasília é difícil e o de São Paulo é caótico. Não citei algumas coisas que dependem de vontade política e boa vontade da "burrocracia" que emperram vários sonhos, tais como VLT, reforma do aeroporto, o setor hoteleiro na 901 norte, término do bezerrão, o expresso pequi (trem bala) ligando Goiânia à Brasília e uma estação ferroviária de verdade na antiga rodoferroviária com várias linhas e inclusive uma de metrô ligando rodoviária à rodoferroviária e VLT que ligariam o centro com todas as satélites. Isto é apenas um sonho, do qual deixarei para os políticos realizarem ou não, caso queiram ver o nome de Brasília ser elogiado por bilhões de pessoas pelo mundo, como uma capital organizada e moderna.

Edilson Ricardo rs311068@gmail.com

Brasília

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GRATUIDADE NOS ESTÁDIOS

Fica a pergunta: Nos eventos da Copa de 2014 e Olimpíada de 2016, os idosos ricos ou de classe media, sejam brasileiros ou turistas estrangeiros, entrarão de graça nos estádios? Parece-nos um tanto incoerente, notadamente no que se refere a turistas estrangeiros. E, junto com a meia-entrada para estudantes, parece que não haverá lugar para pagantes normais. Como conciliarão a situação?

Heitor Vianna P. Filho bob@intnet.com.br

Araruama (RJ)

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MAIS DO MESMO

A Sra. Roseana Sarney pede que seja mantida pelo Estado do Maranhão, o mais pobre do Brasil, a (A)Fundação Sarney. Que beleza! Só faltam indicar alguém da família Sarney para administrá-la. Obviamente, o cargo deve ser remunerado, afinal ninguém é de ferro e nem "trabalharia" de graça, para administrar tão nobre acervo. Pobre Brasil! Enquanto isso, o PM, profissão nem um pouco valorizada neste país, aliás, como tantas outras, que denunciou o glorioso ministro do Esporte, apesar de seu salário, mora numa mansão e tem cinco carros de luxo na garagem, cujos valores somados equivalem a R$ 700 mil. Ora, qual o problema? Já que temos ONGs com nomes bem interessantes como Bola pra Frente, estou pensando em abrir uma ONG chamada Aos 48 do Segundo, será que alguém me daria "bola", literalmente falando?!

Renato Camargo natuscamargo@yahoo.com.br

São Paulo

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FUNDAÇÃO SARNEY

Nada menos oportuna do que a transformação da Fundação Sarney, responsável pela administração do Convento das Mercês, em entidade de direito público, integrante da administração indireta do Maranhão e, a partir deste momento, custeada pelos cofres públicos de um estado miserável, em que a elevada taxa de analfabetos e a indecente renda "per capita" são suas marcas registradas; em que apenas 1% dos municípios tem estação de tratamento de esgoto, pior índice do Brasil, segundo o último levantamento do IBGE. São os recursos públicos a alimentar os bolsos de famílias de coronéis, fenômenos ainda presentes nos famigerados grotões, dos quais o senador pelo Amapá sabe cuidar muito bem.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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A SAGA DO BRASIL

O Brasil até 1964 era a terra dos coronéis. De 1964 até 1985 foi a terra dos generais. De 1985, com a posse do exemplo maior do coronelismo, até hoje voltou a ser a terra dos coronéis. Quando o povo terá sua vez?

Ronaldo José Neves de Carvalho rone@roneadm.com.br

São Paulo

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O FUTURO DA FUNDAÇÃO

Devemos apoiar a quase totalidade de ilustríssimos deputados maranhenses que aprovou a mensagem da governadora Roseana transferindo para o Estado o ônus com a Fundação de seu amado progenitor (lembremos a manobra dele que lhe deu o governo). Sabendo como a "famiglia" malversa os bens públicos do Maranhão, brevemente a Fundação do Sarnento do Maranhão estará rota e conhecida popularmente como Museu da Corrupção. Que espero, então, se limite às paredes do museu.

Fabio Gino Francescutti fabio564@oi.com.br

Rio de Janeiro

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UM CRIME

A Fundação Sarney encontra-se sobre investigação por improbidade administrativa e, segundo a filha governadora, está à míngua, pois não recebe "recursos" suficientes para se manter. Seria então saudável fechá-la. Mas não, a filha governadora encaminha um projeto de lei que estatiza a fundação e garante seu "sustento". Fosse o Maranhão um exemplo de desenvolvimento e qualidade de vida já seria um ultraje. Estando o povo maranhense numa penúria de dar dó, trata-se de crime lesa-estado e lesa-pátria.

Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

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NA SURDINA

Como há políticos que só visam o interesse próprio - o povo eleitor é só um detalhe -, melhor exemplo em destaque é o do nosso tetra presidente do senado, por que será? A governadora do Estado do Maranhão, sua filha, Roseana Sarney (PMDB), enviou na "surdina" e em regime de urgência projeto de lei que prevê a estatização da Fundação Sarney, prá quê? O projeto de lei nº 259/11 estabelece a criação da Fundação da Memória Republicana Brasileira, de "direito público e duração ilimitada", vinculada a Secretaria de Educação, cujo patrono seria o tetra, uma merecida homenagem, não acham? A controversa lei ainda inclui no orçamento do Governo do Estado, o mais importante, as despesas da Fundação, precisa explicar? O objetivo "sorrateiro" é mão inversa do mundo moderno e atual, estatizar por que? Com certeza para favorecer e agradar seu pai, o mui digno, probo e imortal dono dessa Fundação (com recursos do erário), que lindo? Será que entendemos bem? Vamos comemorar mais uma "maracutaia oficial"?

Maria Teresa Amaral mteresa0409@estadao.com.br

São Paulo

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ESTATIZAÇÃO

Roseana Sarney quer estatizar a Fundação do pai, José Sarney (PMDB), no Maranhão. E ainda prever inclusão no orçamento do Estado da mesma para despesas de sua manutenção. Aliás, falando nisso, não tivemos mais nenhum esclarecimento a respeito das verbas recebidas do governo pela Fundação e qual os destinos que tiveram?

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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BOA PARA QUEM?

De uma coisa eu tenho certeza a respeito desse projeto que estatiza a Fundação José Sarney no Maranhão e repassa para o Estado o custo de manutenção da mesma: como é a família Sarney que está propondo o projeto, essa estatização é muito boa para eles e péssima para o pobre Maranhão.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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FUNDAÇÃO ESTATIZADA

Outra herança maldita?

Eduardo Henry Moreira henrymoreira@terra.com.br

Guarujá

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DESABAFO DE UM ESTUDANTE

Hoje começa a maratona de vestibulares no Brasil. O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), a primeira das provas, contabilizou mais de 6 milhões de inscritos. É um recorde. A Unesp, Fuvest e Unicamp, principais universidades públicas do estado de São Paulo, nunca antes haviam registrado tantos candidatos. Na Unicamp, são 17 por cada vaga. Na Unesp, 14 pessoas pleiteiam um lugar na universidade. Já na Fuvest, que permite ingressar na USP, 146 mil estudantes disputam 10 mil vagas. Os dados desanimam. A cada ano, o número de inscrições sobe, enquanto que novas vagas não são abertas na mesma velocidade. As universidades estatais não estão aptas para receber os alunos que anualmente completam o Ensino Médio, fato que impede muitos de alcançarem o que sempre almejaram: um diploma. Tudo bem que existem universidades privadas que podem abraçar esses que não conseguiram passar, mas não são todos que têm condições de cursarem-nas. Uma das causas dessa situação lamentável em que o ensino no país se encontra é a dificuldade das provas de vestibular. O nível das questões é fora da realidade de muitos estudantes, sejam eles de escolas privadas ou públicas. O exemplo dos EUA tem de ser seguido. Lá, o estudante, ao longo da vida escolar, vai fazendo as escolhas de matérias que deseja cursar, de acordo com o que intenciona para seu futuro. Imagine um engenheiro ter de conhecer a vida e os atos de Henrique VIII ou de Napoleão. Um professor de Português ser obrigado a saber se uma reação química oxida ou reduz. Simplesmente não há necessidade. Nenhum dos dois profissionais vai usar, em algum momento do trabalho, conhecimentos sobre áreas tão contrastantes. É exatamente isso que é exigido nas provas dos vestibulares. Alguém que presta Direito tem de decorar a Tabela Periódica, as fórmulas de Física e o metabolismo de uma planta. Bem como alguém que tenta Medicina, em que a relação candidato/vaga geralmente é superior a 100, deve conhecer o nome dos rios da China e a História da Iugoslávia. É simplesmente incompreensível. Alguns vestibulares, como a Cásper Líbero e FGV, já excluíram de suas provas matérias que não têm relação com os cursos em que oferecem. Isso deve ser seguido por todas as universidades do Brasil. Se já encontram-se dificuldades em matérias que são do nosso agrado, imagine em assuntos que não exercem atração alguma. O modelo da Cásper e da FGV estão aí, para quem quiser seguir. É evidente a necessidade de uma adequação da estrutura do Ensino Superior no Brasil, que atualmente impossibilita muitos de acessá-lo.

Paulo Eduardo Palma Beraldo paulo.eduardo10@hotmail.com

Bauru

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ENEM

Erros, mais erros e propaganda desnecessária. Deve ter um custo alto, mas deve estar sobrando dinheiro para divulgar como proceder na prova do Enem em cadeia nacional. Não seria mais simples e econômico entrega uma folha com a orientação na hora da inscrição, ou obter pela internet? É fácil esbanjar (ou?) com o dinheiro do povo.

José Roberto Borsari jrborsari@terra.com.br

Bariri

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TRANSPARÊNCIA NO INEP

O Inep é o órgão responsável pelas estatísticas da educação brasileira e uma de suas finalidades é "promover a disseminação de informações sobre avaliação da educação básica e superior" (Lei n. 9.448/97). Mas o que é informação, afinal? Deixando de lado as definições, basta lembrar que há vários níveis de informação sobre uma mesma informação. Veja, por exemplo, o ranking do Enem, que todo ano vira notícia nos jornais. Este ranking é o nível mais superficial de informação que o exame pode nos trazer a respeito de uma escola, tratando-se de uma simples média, um número, uma posição na hierarquia, uma comparação de bananas com peras em termos de pêssegos. Bem, é verdade que a matemática tem sempre um pouco disso, trata-se apenas de saber se a comparação procede, se pode resistir a uma análise mais profunda, assim como fazem os cientistas com suas teorias. Entretanto, para os cientistas fazerem seu trabalho, eles precisam de muitas informações a respeito de cada informação. Não basta, por exemplo, saber a média do conjunto. É preciso ter acesso a cada linha de dado, até para verificar se esta média tem sentido ou não. Afinal, como ensinam os professores de estatística, se 5 pessoas têm dois celulares e outras 5 nenhum, o grupo tem em média um celular por pessoa. Pois bem, então que outros níveis de informação pública temos sobre o Enem, além do ranking anual de escolas? No site do Inep, podemos encontrar uma parte que refere-se a microdados. O que seria isto? Informações pequenas? Pelo contrário, nos microdados encontramos grandes arquivos com "todas" as informações produzidas por determinado exame. Os microdados produzidos pelo Inep são de grande valia para a pesquisa em educação no Brasil, sendo frequentemente citados na chamada literatura científica. Quando entrei no doutorado, em 2009, resolvi estudar o Enem por diversos motivos. Em primeiro lugar, ele costumava suscitar discussões interessantes com meus alunos em sala de aula, sobre a nova proposta de competências e o tal "sistema anti-chute". Em segundo, estudar o Enem seria uma tentativa de contribuir com a educação pública, mesmo que minha experiência profissional se resumisse à escola particular. Além disso, havia um banco completo dos microdados do Enem até então. Ou seja, estava tudo redondo no meu projeto. Aí de repente o Enem mudou. "Curioso", pensei. O problema é que, desde então, nenhum microdado do exame foi publicado. Mais do que isso, as escolas pararam de receber um retorno personalizado - muito elogiado pelos diretores com quem conversei - e ganharam, no lugar, uma posição no ranking. Nem as análises detalhadas das questões, uma prática que já havia se tornado tradição do Enem, foram publicadas pelo Inep nos anos mais recentes. Começo agora a finalizar meu doutorado e já perdi a esperança de trabalhar com dados atualizados. Mais do que isso, creio que a falta de transparência do Inep começa a preocupar. Não sei se "transparência" é a palavra certa, trata-se apenas de promover a disseminação de informações sobre a educação, como diz a lei. Fiquei preocupado quando li uma suposta fala de Malvina Tuttman, atual presidente do instituto, na reportagem Presidente do Inep critica cobertura da imprensa do Enem por escolas, de Mariana Mandelli para o jornal O Estado de S. Paulo (15/09). Malvina teria dito, durante uma mesa de debates no congresso internacional "Educação: uma Agenda Urgente": "Nós já temos muitos dados. Não precisamos ficar esperando os microdados. Estão parados porque não tem microdados? E os que já temos? O que estamos fazendo com eles? Vamos usá-los - podem não ser os mais atuais, mas não são tão diferentes de um ano para o outro." Imagino que a presidenta deve ter seus motivos para dizer o que disse, não vi a mesa toda e sei como o calor das discussões pode levar a falas que, isoladamente, ganham outro sentido. Mas fico preocupado quando o representante de um órgão cuja função é promover a pesquisa educacional diz que já há muitos dados e que não publicam os mais recentes porque são parecidos com os outros. Como professor, se me pedem pra dar uma aula, não costumo dizer "pegue o vídeo do ano passado, as aulas não mudam muito de um ano pra outro". Além disso, mesmo que o dados sejam de fato parecidos em alguns casos, certamente isto não vale para o Enem. Porque a grande mudança na estrutura deste exame aconteceu em 2009, quando ele deixou de ser algo alternativo ao vestibular e começou a tornar-se justamente um grande vestibular. O exame deixou de avaliar competências, como leitura e raciocínio, e passou a avaliar áreas do conhecimento, tal qual os vestibulares tradicionais. Claro que, ao menos até agora, é cobrado menos conteúdo do que, por exemplo, na Fuvest. Mas a questão é que tudo mudou no Enem e o Brasil ainda não teve um retorno detalhado dessas informações. Só ganhamos rankings de escolas produzidos pelos grandes jornais. A presidenta do Inep gostaria de saber o que estamos fazendo com os dados? Está certa, precisamos mostrar porque queremos ser chamados de pesquisadores. Pois bem, prezada Malvina Tuttman, como outros, sou um pesquisador da educação estudando o Enem, mais precisamente os efeitos das mudanças recentes na igualdade de oportunidades e o ranking de escolas. Tenho trabalhado com os microdados e daqui a um ano devo publicar os resultados, se a senhora quiser ver com mais detalhes. Entretanto, preciso avisar que tudo que tenho à disposição para pesquisa são informações detalhadas sobre um sistema que não existe mais e belos discursos a respeito de algo que eu não posso ver. Não com o olhar científico, por assim dizer, aquele que vai além da média. O que eu queria com este texto, na verdade, não era fazer mais uma crítica ao Inep. Pelo contrário, queria apenas ajudar a restabelecer os canais de comunicação, como sugere Habermas. Sinceramente, eu só queria saber o que está acontecendo. Em 2009 o Enem muda, fica gigante, dá problemas de fraude (o que nem acho tão grave), o presidente Reynaldo Fernandes se demite, os microdados não são mais publicados, as escolas não recebem retorno... não sei, mas parece que o canal de comunicação entre o Inep e os educadores foi rompido. Gostaria muito de ajudar a reestabelecê-lo. Queria lembrar, por exemplo, que nossos objetivos são os mesmos, que a ciência é uma atividade coletiva, assim como a educação. Que em problemas difíceis como este, quanto mais cabeças pensando melhor. Se a academia às vezes produz mais críticas do que sugestões, talvez seja o caso de melhorar a academia, ao invés de interpretar estas críticas como ofensas ou elementos prejudiciais ao sistema. Até porque, seja produzindo críticas ou sugestões ou o que quer que seja, há muita gente na academia querendo ajudar. Não é sensato desperdiçar essa massa cinzenta toda. Por favor, presidenta, nos ajude a ajudar a educação brasileira. Libere os microdados, dê um retorno detalhado às escolas, deixe a informação seguir seu curso natural nas esferas da cultura.

Rodrigo Travitzki, doutorando da Faculdade de Educação da USP travitzki@usp.br

São Paulo

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FALTA DE ÉTICA E DECORO

O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados decidiu arquivar, por quase unanimidade, a representação feita pelo PPS e pelo PSOL contra o deputado Valdemar Costa Neto (PR-SP). O parlamentar foi acusado de suposto envolvimento em superfaturamento de contratos e recebimento de propina no Ministério dos Transportes, entre outras denúncias. Diante das evidencias, e dos demais arquivamentos anteriores, chegamos à conclusão de que o conselho de ética da Câmara dos deputados está mais pra um conselho aético e que precisa urgentemente de um esclarecimento do quê de fato significa o conceito de decoro parlamentar. Elementar!

Leila E. Leitão

São Paulo

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DEMOCRACIA

Uma democracia sem aperfeiçoamento jamais alcançará o destino de grandeza, uma vez que é nela que dispomos de todos os caminhos para desenvolvê-la ou para diminuí-la.

Alberto Nunes albertonunes77@hotmail.com

Itapevi

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MANIFESTAÇÕES

A manifestação iniciada em Nova York contra a "ganância corporativa", que agora alguns tentam mudar para contra o "capitalismo" e que se espalha pelo mundo, ainda não nos atinge. Como ainda estamos na fase do "Bolsa Família" nossas manifestações se dirigem a algo mais elementar, a "corrupção" em todas as esferas do poder público brasileiro. Então, poderemos caminhar para assuntos menos básicos para a elaboração de nossas políticas públicas.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

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OCUPE WALL STREET BRASILEIRO

Enquanto o movimento "Ocupe Wall Strett" ganha força nos EUA e seus similares na Europa igualmente se alastram, o nosso por aqui parece "hibernado". Não que faltem motivações, pois diariamente a mídia despeja em nossas consciências as informações dos desvios éticos de parte de nossas elites públicas mancomunadas com as da iniciativa privada.Urge assim, que despertemos desse sono secular de abulia em relação ao mal feito entre nós, como diz a presidente Dilma e ganhemos as ruas em massivos protestos que levem a correção dessas patologias morais que nos assola.

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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PROTESTOS

Esses protestos de ruas ocorridos em quase todo o mundo neste último sábado contra a crise financeira são importantes para se lembrar de que o cidadão ainda existe. De fato, como denunciado com razão pelos manifestantes, é mesmo enorme a ganância por lucros mirabolantes das grandes corporações, sempre incentivadas com todo tipo de apoio dos governos mundo afora, ficando em segundo plano os direitos do ser humano. O capitalismo, este, sim, deve ser chamado de "grande ditador há décadas no poder", como faz a mídia com os dirigentes mulçumanos.

Habib Saguiah Neto saguiah@mtznet.com.br

Marataízes (ES)

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QUANTO VALE A EUROPA?

A primeira resposta para esta muito boa pergunta é: Um mercado interno de porte comparável ao dos Estados Unidos, com potencial de assegurar trabalho e renda num mercado global em competição com os Estados Unidos, China e Índia. A moeda comum é um requisito básico. Para operá-la sem transtornos, os membros precisam se ater ao equilíbrio fiscal. E isto por responsabilidade econômica e política no seu próprio interesse. É preciso acabar com a prática de acumular dívidas. Este é o significado do discurso da Angela Merkel. Ninguém diz que ela está errada. Mas os mal acostumados com gastos acima da receita fiscal custam a se acomodar. Nenhuma medida de socorro no prazo imediato terá efeito duradouro sem a correção da prática fiscal, o cumprimento do "dever de casa". Por outro lado, com os orçamentos no mínimo equilibrados os juros dos créditos serão mais baixos, abrindo espaço para a redução das dívidas.

Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

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PREOCUPANTE

Protestar contra a desigualdade social proveniente da ganância cega de uns contra os outros é um direito de todos - garantido pelas democracias em que vivemos. Mas é preocupante a maneira com a qual o comunismo se apresenta como solução nessas manifestações. E todos já vimos o quão violento, repressor, anti-democrático, sangrento e totalitário é este regime nefasto que apenas destruiu todas as nações onde esteve até hoje. Protestar por condições melhores, sim. Destruir a democracia e o capitalismo, não.

Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz

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DECADÊNCIA

Os EUA gostam mesmo de se aparecer porque em vez de cuidar de sua economia que está a caminho da falência total, assim como todos os impérios que sucumbiram desde os tempos bíblicos, agora lá vem O Barack Obrama com mais uma estória de atentado, deve ser para uma estratégia para subir sua popularidade e vencer a reeleição americana. Afinal se os EUA tem as provas do atentado contra diplomata saudita que mostre logo e parem de encher o saco do mundo como os guardiões da paz e da justiça, não façam como Osama Bin Laden que até hoje não mostraram nada, só a notícia de que ele foi morto. Barack tira primeiro a trave de seu olho para depois tirar o cisco do olho de outra nação. Que Deus tenha pena do povo americano, tão esquecido pelas autoridades que até me faz lembrar um país que eu nasci, mas que não vou falar o nome, afinal brasileiro é de guardar segredo.

Manoel José Rodrigues criticasdomanoel.blogspot.com

Alvorada do Sul (PR)

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KADAFI

O ex-grande Muamar Kadafi, mais conhecido como cachorro louco, pelas barbaridades que fazia com seu sofrido povo, em muito lembra o ex-ditador do Iraque, ou seja, farinha do mesmo saco e os dois inflados em áureas épocas pelos Estados Unidos, que adora se meter onde nem foi chamado. Agora, com a morte de Kadafi, os Estados Unidos estão bajulando os rebeldes, mas ainda não sabemos no que vai dar, afinal, são etnias diferentes e na hora de dividir o bolo é que vamos ver quem tem mais fichas na manga. E quem tem menos, vai aceitar passivamente? O que os Estados Unidos querem é deitar e rolar lá, pois com a crise monstro em terras do tio Sam, investimentos em petróleo é tudo o que Obama quer para ver se diminui sua rejeição e melhora sua popularidade. Ninguém faz nada por ninguém em tempos de guerra.

Asdrubal Gobenate asdrubal.gobenati@bol.com.br

Rio de Janeiro

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CASTIGO

Morre Kadafi! Dizer o quê? Como todo terrorista, sanguinário, ditador e déspota já vai tarde. Falta apenas um, encalacrado numa certa "Ilha do Caribe" que insiste em continuar vivo com medo do dia que deverá prestar contas. Quanto mais tempo demorar, pior o castigo. Vai logo Fidel Castro, sua conta a pagar também é grande!

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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PÊSAMES

Quero enviar meus mais "sinceros" pêsames ao ex-presidente Lula da Silva pela morte de seu "amigo, líder e irmão" Muamar Kadafi. Estranhei, porém, que todos os canais de TV mostraram imagens do ditador líbio com Blair, Berlusconi, Bush, Sarkozy, Chávez, Obama, etc.etc. O Lula que adora aparecer... sumiu.

Achille Aprea newplay1@terra.com.br

Vitória

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HOMENAGEM BRASILEIRA

"Ao irmão, mestre e líder Kadafi, saudades de seu amigo Lula".

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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A FRIEZA DIANTE DO ASSASSINATO

Quando vejo a humanidade indiferente aos mínimos preceitos de ética e moral, achando natural que os bons façam uso das más atitudes, para se igualar aos maus, a exemplo do que ocorreu hoje na Líbia, quando homens que combatiam Muamar Kadafi, exatamente pelas covardes violências que cometera contra o povo líbio, igualaram-se ao tresloucado ditador, ao cometerem o ato vil de assassinar um prisioneiro, já indefeso. Ao que parece, a normalidade com que a imprensa e as autoridades internacionais tratam o frio assassinato perpetrado pelas forças insurgentes, vitimando o aloprado ditador, e outros membros de sua família, demonstra que o poeta Augusto dos Anjos estava absolutamente certo quando, ao criar o antológico poema "Versos Íntimos", foi taxativo: "O Homem, que, nesta terra miserável, mora, entre feras, sente inevitável necessidade de também ser fera". Assim está o mundo dito moderno! Atitudes covardes como a que foi cometida pelos rebeldes líbios, que antes agrediam moral e eticamente o chamado "mundo civilizado", hoje passam a ser, pelo menos para a imensa maioria, encarados como "atos plenamente justificáveis". O fato é que, independente dos crimes cometidos por Kadafi, ele deveria, já que havia sido feito prisioneiro, ser tratado dentro de parâmetros legais, ao invés de ser "massacrado" por uma "turba de arruaceiros", que se hoje não respeitam as leis, não as respeitarão amanhã, quando forem tomados pelo veneno que comumente domina poderosos: a prepotência...

Júlio Ferreira julioferreira.net@gmail.com

Recife

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O CASO GILAD SHALIT

Gilad chega magro, pálido, fraco (com dificuldade para levantar o braço e bater continência ou para subir a escada à frente, apoiado no caminho e tem que estar constantemente acompanhado por médicos para o acudirem em caso de necessidade - vejam fotos em O Estado destes últimos dias). Os terroristas chegam bem alimentados, bronzeados, e até obesos, eufóricos, fortes (braços para fora dos ônibus, levantando crianças). Gilad chega declarando que espera que sua troca seja início de paz entre os palestinos e israelenses. Os terroristas chegam afirmando que seqüestrarão mais israelenses até livrar todos os terroristas julgados, sentenciados por um júri conforme previsto numa nação democrática e presos em Israel (esta era a previsão e receio da população israelense que mesmo assim apoiou a troca. Isto foi confirmado em declaração de recém-ex-prisioneiro terrorista que consta em reportagem em O Estado de quarta-feira, 19.outubro). Gilad não foi visitado pela Cruz Vermelha nem uma única vez durante os cinco anos de seqüestro. Os terroristas foram todos visitados e entrevistados dezenas de vezes nas prisões israelenses pela Cruz Vermelha e ainda ao serem libertados chegam em ônibus que ostentam vistosas faixas da Cruz Vermelha. Gilad foi seqüestrado dentro de Israel, seu país, por terroristas que invadiram o terreno entrando por túneis sob a fronteira. Os terroristas foram presos dentro de Israel, que não é seu país, tendo entrado para atos terroristas planejados e/ou praticados contra alvos civis com sucesso praticando crimes de sangue contra mulheres, crianças, homens, atingindo até cidadãos brasileiros. Os terroristas são recepcionados como heróis por terem matado... Gilad é símbolo do cuidado judaico israelense em relação à vida...

Gabriel Liebesny l.gabriel.18@hotmail.com

São Paulo

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ISRAEL ESTÁ SÓ

Tenho achado estranho que nenhum comentário tenha sido feito neste Fórum sobre a libertação de Shalit. Críticas a Israel sempre existem. Elogios e admiração não? Que outro país no mundo já deu esse exemplo de solidariedade e responsabilidade mutua entre seus cidadãos e soldados? Que outro país já deu tanto valor à vida humana dos seus cidadãos? Mas como sempre, Israel está sozinho. É o único país no mundo ameaçado de destruição mas o único também que não é considerado vítima.

Nelly de Bobrow nellyb66@gmail.com

São Paulo

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SEM EXPLICAÇÃO

O sargento do exército israelense Gilad Shalit foi libertado pelo Hamas em troca da libertação por parte do governo israelense, de 1.027 palestinos que cumpriam pena em prisões israelenses. Esse cara só pode ser amigo do Sarney...

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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A LATRINA DO MUNDO

Em julho de 2009 enviei e-mails aos senadores do Rio Grande do Sul e de São Paulo sobre 40 contêineres de lixo da Inglaterra descobertos em Bento Gonçalves que, em tese, foram devolvidos à rainha. Apenas o senador Zambiasi do Rio Grande do Sul se dignou a me responder. Em Santos, desde 2004 há contêineres com lixo químico da Itália, Espanha e EUA, para os quais até hoje não se sabe o desfecho. E, é claro, os senadores paulistas, inclusive o nascido em Santos, senador petista nessa época, nem sequer me responderam, omissos como sempre. Quanto aos contêineres com lixo dos EUA em Pernambuco - e, com certeza, em outros Estados também - deveria haver pesada punição a quem importou, a quem distribuiu, a quem comprou e a quem, muito "na intimidade" alfandegária, liberou os contêineres dos portos.Será que o pessoal da capinha nas costas não se interessa pela zorra?

Flavio Marcus Juliano opegapulhas@terra.com.br

São Paulo

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LIXEIRA INTERNACIONAL

O mundo descobriu que o Brasil pode ser sua lixeira, coisa que de há muito sabemos, pois é só ver grande parte de nossos políticos municipais, estaduais e federais e a categoria, recém criada, do "ministério-lixo". Nos final dos filmes antigos os bandidos fugiam para o Brasil, ficando impunes e nos indignando. O mais recente foi o assassino Cesare Battisti, protegido do Lula. Já hospedamos também em nossa lixeira o ex-ditador paraguaio Stroesner e o monstro nazista Mengelle. Ao menos do tirano sanguinário Muamar Kadafi, "líder, amigo e companheiro" do mesmo Lula, estamos livres. Agora, recebemos o lixo hospitalar internacional e aguardamos em pânico, quem sabe?, a chegada do lixo atômico, sempre sob a proteção omissa de nossas autoridades.

Aldo Sérgio Theoto Petroni aldopetroni@uol.com.br

Jundiaí

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APOCALIPSE NACIONAL

Enquanto a fúria petista assaca bilhões do caixa brasileiro, conterrâneos do apedeuta importam resíduos, lixo hospitalar, de hospitais americanos! Devem revender com lucro por sobre seus pares, seja lá para o que for. Sangue, restos de secreções, quiçá sobras de medicamentos, pasmem, no rincão do asno valem algo ou muito . Esse é o Brasil da ignorância cumulada com a ganância coroada pela arrogância do suposto líder doutor honoris causa seja lá pela incompetência, seja lá pela corrupção soberba, seja lá pela propaganda simples e eficaz, posto que muitíssimo bem paga, com o seu e o meu dinheiro. Navega em águas calmíssimas a idiotice brasileira, coroada pelo exemplar mais chulo da linhagem política de todos os tempos, a besta do apocalipse nacional, o auge do ridículo , o exemplar da indecência moral que acomete todo o congresso ávido, toda a corriola fielmente corrupta e a idiotice mor de toda sua claque. Que importem mais lixo, de todos os lugares, de todas as lixeiras, que assegurem a veracidade da lei do idiota, que se afundem na lama e no charco de seus lares morais, que se eternize o mal na figura tosca e malfeita. A historia lhe fará justiça, tenho certeza.

Ronaldo Parisi rparisi@uol.com.br

São Paulo

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