Fórum dos Leitores

CACIQUES

O Estado de S.Paulo

26 Outubro 2011 | 03h06

Brincando de índio

Bem sugestiva a foto da capa do Estadão de ontem. O cacique e a "cacica" inaugurando uma ponte que custou quase o dobro do previsto e já está na mira do Tribunal de Contas da União (TCU). Enquanto eles se divertem brincando de índio, o povo brasileiro continua de tanga.

CARLOS E. BARROS RODRIGUES

ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

Desrespeito

A foto na primeira página do Estadão de ontem seria até para rir, se não fosse nossa atual realidade. O PT administra o País como se fosse uma tribo!

LAERT PINTO BARBOSA

laert_barbosa@ig.com.br

São Paulo

Fotos não mentem

Observem: a presidente Dilma só sorri descontraidamente quando está na presença de Lula. Em todas as fotos e imagens em que ela aparece sem ele ao lado, seu sorriso é apenas "burocrático". Isso pode significar muita coisa, mas no caso em espécie significa muito mais, principalmente uma certa subserviência no exercício do poder. São ilações, mas com fortes indícios de acerto.

ROBERTO CURSINO BENITEZ

benitez.gimenez@hotmail.com

São José dos Campos

Cocares

Aqueles cocares na cabeça de Lula e de Dilma são de penas de ararinha azul?!

M. CRISTINA ROCHA AZEVEDO

crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

Cômico

A foto de Lula e Dilma na edição de ontem é cômica, já que ambos, com cocar, representam uma calopsita e uma ararinha azul.

CLAUDIO MAZETTO

cmazetto@ig.com.br

Salto

Sem pudor

É impressionante o apego que as pessoas têm ao poder. Dois exemplos claros. Primeiro, o ministro denunciado, que será devidamente investigado, não larga do osso, mesmo que sangre politicamente todos os dias. Segundo, o "cara", juntamente com sua vassala, ambos travestidos de botocudos, também não larga o osso nem por decreto. Eles não têm o mínimo pudor. Bem feito para o povo, que colocou esses caras aí, direta ou indiretamente.

LUIZ FRANCISCO DE A. SALGADO

direg@sp.senac.br

São Paulo

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CORRUPÇÃO

Provas

Dona Dilma afirmou que só mandaria Orlando Silva embora se aparecessem novas provas. Com o intuito de colaborar, aí vai. No término dos Jogos Pan-Americanos de 2007, o ministro deitou falação afirmando que a consagração viria no Pan de Guadalajara, preparatório para a Olimpíada de Londres. Para isso não faltaria dinheiro tanto para a preparação de atletas como para a construção de centros de treinamentos (como o de Campos do Jordão). Os resultados dos atletas no México estão aí para o mundo ver: no quadro geral de medalhas, os atletas brasileiros conseguiram amealhar 45% do total conquistado pelos atletas da equipe Y dos EUA. No quesito ouro, a coisa é mais feia ainda, pois nossos atletas conseguiram apenas 43,5% do obtido pelos americanos. Enquanto isso, bilhões de reais, segundo a imprensa, escoam pelos ralos do submundo da corrupção no Ministério do Esporte. Precisa mais?

MAURÍCIO LIMA

mapeli@uol.com.br

São Paulo

Vacilo

A presidente Dilma está esperando aparecer uma cena filmada do ministro Orlando Silva recebendo propina para demiti-lo ou vai vacilar em sua autoridade e responsabilidade? Ora, um crime não precisa de gravação para ser desmascarado. Já existem diversas provas materiais de que houve desvio de verbas públicas - aos milhões -, em benefício do PC do B, por intermédio de ONGs de fachada. Somente uma recebeu inacreditáveis R$ 28 milhões, dinheiro que daria para construir um hospital inteiro, mas que apresentava uma estrutura de fundo de quintal. Dona Dilma e o seu governo podem acabar como o de José Sarney, quando todos contavam os dias para terminar logo.

SANDRO FERREIRA

sandroferreira94@hotmail.com

Ponta Grossa (PR)

O ministro da bola

Se todas as denúncias não são suficientes para derrubar o ministro da bola, por que não o tiram por absoluta incompetência? Esse tempo todo no ministério, além das denúncias (vide o Estadão nos últimos dois anos), da compra de tapioca com cartão corporativo, da falta de critérios e das inúmeras promessas, a única coisa que ele fez bem foi viajar pelo mundo para observar (?), reunir-se (?) e participar de solenidades.

ROBERTO ARANHA

rcao@globo.com

São Paulo

Reputação

Michel Temer, diz que a reputação do companheiro Orlando Silva é "indestrutível". Caramba! Indestrutível é a quadrilha que tomou conta deste país.

ALBERTO B. C. DE CARVALHO

albcc@ig.com.br

São Paulo

'Indestrutível'

Lembro ao sr. Orlando Silva que Kadafi também se achava indestrutível e acabou chegando a hora em que ninguém, nem o seu exército, conseguiu salvá-lo. Será que os "camaradas" do partido, mesmo com o vergonhoso apoio do "cara", conseguirão salvá-lo?

RONALDO GOMES FERRAZ

ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

Tapiocard

Se tivesse havido a demissão na época da compra de tapioca com cartão corporativo, certamente o País não teria chegado a mais este desvio de dinheiro público. É interminável. Por favor, líbios, venham ensinar a este despolitizado povo brasileiro como é que se resgata um país!

LAFAYETTE PONDÉ FILHO

lpf41@hotmail.com

Salvador

Faxina

Pelo visto, a faxina acabou e a sujeira continua grossa. A Copa vem aí, imaginem a farra.

RENATA VELLUDO JUNQUEIRA

rvjun@hotmail.com

São Paulo

 

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O INDESTRUTÍVEL

Esse Orlando Silva é mesmo um cínico. É rolo atrás de rolo no seu ministério, e lá vai ele até a Câmara dos Deputados falar sobre a Lei Geral da Copa, como se nada estivesse acontecendo. Isso horas depois de ter sido divulgado um texto de sua autoria, endereçado aos "camaradas" do PC do B, em que o valente se autodenomina "indestrutível". Impressionante como Dilma reluta em demitir esse senhor. Se ela realmente acredita em sua inocência, é incompreensível, dados os indícios de que ou ele se envolveu ou então foi omisso nas irregularidades que ocorriam no interior da sua pasta, o que é tão grave quanto. Talvez ela tenha receio de alguma reação dos aliados comunistas, que possa arrastar o PT para as denúncias. Ou então é solidariedade excessiva somente porque Silva pertence a um partido que carrega o mais tradicional emblema esquerdista em seu nome. Seja qual for o motivo da hesitação da presidente, todos são desprovidos de mérito e revelam que a "luta incansável contra os malfeitos", como ela gosta de dizer, não passou de ficção. Se o ministro cair, será apenas porque não havia outro jeito de estancar a crise causada pelo "indestrutível".

 

Henrique Brigatte hbrigatte@yahoo.com.br

Pindamonhangaba

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ENROLAÇÃO

Ministro Orlando Silva, por enquanto o  novo "Orlando Lero".

Jorge Zaven Kurkdjian zavida@uol.com.br

São Paulo

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SUPERIMPUNIDADE

É um avião? É um pássaro? Não, é o superministro!  Ele enfrenta todas as provas de corrupção contra si, gritando:  "Sou Orlando, sou Brasil, sou indestrutível!".  Na história em quadrinhos em que estamos vivendo é assim: os inseridos no esquema aplaudem seu "super herói" (sic), enquanto o povo sofre para  pagar o pesado custo de tanta impunidade!

 

Silvano Corrêa scorrea@uol.com.br

São Paulo

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REFERÊNCIA ERRADA

Em vez de citar Pablo Neruda, para dizer que se sente indestrutível, deveria citar o seu homônimo: o cantor Orlando Silva, que certamente em seu mausoléu, nesta altura do segundo tempo, está dando voltas e mais voltas, e cantando as músicas: Nada Além (da verdade é o que queremos Sr Ministro), Risque (o nome dele do seu ministério – Dilma). Só isto basta...

João Batista Piovan jb@reunidaspiovan.com.br

Osasco

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TAPIOCA

O ministro Orlando Silva vai ter de comer muita tapioca, mas muita tapioca mesmo, para se tornar indestrutível. Desta vez, por favor, sem usar o cartão corporativo. Que pague do seu bolso.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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ÚLTIMO A SABER! SERÁ?!

O ex-presidente Lula ou mente ou é cego para escolher amigos!  Depois de bater o pé em defesa de Orlando Silva, agora afirma: “não tenho mais convicção de nada. Esses caras não me falam a verdade”, se referindo ao PC do B, partido do ministro, ou quase ex... Sem falar nos aloprados que fabricou na sua gestão, nesta era Dilma, insistiu que a presidente não demitisse, o Palocci, o Nascimento, Pedro Novais e o Wagner Rossi, todos cúmplices em atos de corrupção. Essa é a qualidade de camaradas “casco duro” que acompanham a vida política do Lula!  E futuramente essa expressão “casco duro” autoria do ex-metalúrgico, deverá constar nos nossos dicionários como sinônimo de “rouba, mas, insista que és santo”...  E felizmente, graças a nossa imprensa, não cola mais! 

Paulo Panossian paulopanosian@hotmail.com

São Carlos

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38 MINISTÉRIOS

Sempre quis saber por que “o cara” instituiu 38 ministérios, visto que é óbvio e ululante que o país não precisa de tanto. Agora percebo (antes tarde do que nunca): É para atender à corruptela dos que garantem o “suporte da base” e dificultar identificação de “malfeitos”. O problema é o que fazer quando alguns exageram na dose e fazem malfeitos demais, caindo na vista do povo. O que fazer? É o drama da pseudofaxineira, que de faxineira não tem nada.

Wilson Scarpelli wiscar@estadao.com.br

Cotia

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O PAI NOSSO

 

No Brasil a história se repete:  Getulio, o pai dos pobres. Lula, o pai dos corruptos.

 

Vidal dos Santos  vidal.santos@yahoo.com.br

São Paulo

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PROCURA-SE UMA FAXINEIRA

Infelizmente, Dona Dilma nos decepcionou como faxineira. Ela preferiu não expor o "chefe", um cara não afeito ao trabalho pesado e preferiu fazer a faxina até certo ponto, para não nos mostrar o quanto ele tem horror ao bem feito. O Brasil precisa muito de uma faxina, daquelas de deixar escolas e hospitais como um brinco. Mas não se iludam, não será o PT o dono desta empresa de limpeza, pois no pesado eles não pegam e de coisa limpa eles têm horror.

 

Carlito Sampaio Góes carlitosg@estadao.com.br

São Paulo

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CORRUPTOS

A arraia miúda vai para o patíbulo. E os tubarões?.

Helena Rodarte Costa Valente helenacv@uol.com.br

Rio de Janeiro

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ORLANDO SILVA

Tem presidenta que é cega...

Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo

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NADA MUDOU

Confirmado, ella é elle.

 

Eduardo Henry Moreira henrymoreira@terra.com.br

Guarujá

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ONDE HÁ FUMAÇA...

Diante de tantos fatos reais e comprovados a nossa presidente condena o "apedrejamento moral" do ministro do Esporte, Orlando Silva, então os "malfeitos" tem todo apoio do (des)governo? É muita ingenuidade ou é conivência? Será que a presidente comparou com o "apedrejamento físico", usado no Irã contra mulheres adúlteras? Onde há fumaça, há fogo! Pode ser para churrasco ou é melhor chamar os bombeiros?

 

Maria Teresa Amaral mteresa0409@estadao.com.br

São Paulo

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MALFEITOS

Como uma avalanche, as denúncias e descobertas de "malfeitos" / corrupção / roubalheira / falcatrua / roubo  e tudo mais o que estas palavras significam não param de aparecer nos jornais, sempre relacionados com o Ministério do Esporte. Por mais que o ministro Orlando Silva possa espernear bradando que "não há provas" só este descontrole de "malfeitos" / rapinagens / mutretas / trambiques não podem ser ignorados. Como também não pode ser ignorado o uso do dinheiro público pelo PC do B, sendo um contra-senso se nomear um outro ministro do mesmo partido. Ouvindo tanto seu mentor a presidente Dilma, que sempre quer ser chamada de presidenta, logo passará a ser chamada de governanta, cargo que parece ser o mais apropriado atualmente.

 

Maria Tereza Murray terezamurray@hotmail.com

São Paulo

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O PANAMERICANO É NOSSO

O nosso glorioso Brasil é imbatível em toda a América em duas categorias: Corrupção e Impunidade. Nestes quesitos ganhamos de goleada em todas as classes. Estados Unidos é fichinha! A mais recente glória foi em “Corrupção nos Esportes”. Impunidade nos Esportes será ouro, sem nenhuma duvida! E nas olimpíadas, teremos a consagração mundial!

José Carlos Alves jcalves@jcalves.net

São Paulo

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O ESPORTE E A IDEOLOGIA

  Desejam transformar o caso do Ministério do Esporte em tema ideológico, quando o assunto se refere a dinheiros públicos distribuídos de forma inadequada e criticável. Trata-se, pois, de análise de comportamentos morais ou não e éticos ou não, de nada valendo, por conseguinte, o desejo do PCdoB de transformar o caso em luta de “Direita” e “Esquerda”, procurando proximidade com a época da ditadura. A bem da moral e da ética, então, todos os integrantes do Partido e os envolvidos devem lutar para demonstrar o erro da imprensa e os acertos seus, demonstrando a inexistência de dutos de dinheiros públicos com endereço a beneficiários da agremiação partidária. Será que farão assim ou desejarão continuar usufruindo das benesses?

José Carlos de Carvalho Carneiro carneiro.jcc@uol.com.br

Rio Claro

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PONTE MAIS CAR DO MUNDO?

Mais uma prova dos motivos pelos quais as nossas "construtoras" serem tão assíduas doadoras de dinheiro vivo para as campanhas eleitorais, está em mais um exemplo atual na ponte sobre o Rio Negro, em Manaus, de serventia questionável, recém-inaugurada por Dilma e o mentor da obra faraônica Lula da Silva, pelo custo de R$ 1.099 bilhão, cujo orçamento inicial proposto pela "Camargo Correa" era de R$ 574 milhões, praticamente o dobro do preço inicial. É ai que moram os problemas, quem ganha com o superfaturamento? Os motivos das obras brasileiras terem sempre os preços muito mais elevados se comparados a outros países é um assunto que deveria ser questionado pelas autoridades competentes. Aí tem algo pervertido.  

Leila E. Leitão

São Paulo

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ESPORTEDUTO E MAIS A LEI ELEITORAL...

Dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) nos informam que mais de 100 milhões de brasileiros ganham menos de R$ 465 mensais. Enquanto isso, a cada dia  ficamos sabendo pelos jornais que milhões de reais foram desviados de verbas do Ministério do Esporte em programas que, em principio, visavam levar esporte e vida saudável para milhares de crianças carentes , e que num gesto equivalente a retirar o doce das mãos de crianças famintas, escorregaram para fora e foram encher os cofres do PCdoB,  ONGs de fachada e até  a bolsa da esposa do ministro Orlando Silva, não é? O pior é ver Dilma pedindo paciência ao ministro denunciado, como se não fosse a nossa paciência que  está se esgotando... pior ainda é assistir pela TV o ainda ministro Orlando Silva usando do programa eleitoral gratuito para levar aos seus eleitores a falsa ideia de que tudo foi explicado a seu favor... o que é uma deslavada mentira, mas seus eleitores só veem TV e não leem jornais... portanto, ele atingiu seu objetivo. Ficou valendo a sua palavra! Como não vejo ninguém reclamando, eu o faço:  parece ter passado "batido" para o governo e para a oposição que Orlando Silva e o PCdoB  afrontaram a Lei n.º 9.096/95 que justamente impede o uso do programa eleitoral gratuito para defesa de interesses pessoais. Vai ficar tudo por isso mesmo? O TSE , afinal, serve para quê?

 

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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PURA ILUSÃO

Enquanto milhões de reais escorrem pelo 'esporteduto' para os bolsos de corruptos, mais de cem milhões de brasileiros ganham menos de R$ 465,00 por mês, segundo dados do Ipea. Assim, crianças e adolescentes muito pobres, que deveriam ser os beneficiários desta soma de dinheiro, ficam a ver navios: sem esporte, sem lazer, sem oportunidades de uma vida melhor, sem futuro. O que teria a dizer a responsável pelos Direitos Humanos neste país? Nada? Já a mera omissão diante dos fatos revelados não deveria levar este senhor Orlando Silva a ser imediatamente demitido por crime de responsabilidade pelos danos à população que mais sofre com a falta de assistência de toda ordem? Que país é esse, onde proliferam espertalhões que dizem "cuidar do povo" em peças publicitárias veiculadas na TV, mas que abusam do cinismo e da falta de compaixão por esses 'brasileirinhos' tão vulneráveis? E Dna. Dilma, por que não despede logo toda essa gente que rouba e deixa roubar expoliando o povo brasileiro? Nada, mas nada deveria impedi-la de fazer isso, pelo bem do Brasil! Não há justificativas para tolerância com tantos indícios de 'malfeitos'. Tenha dó! Muitos quiseram acreditar que sua faxina seria pra valer, livrando-nos de uma pesada herança maldita, mas vê-se que foi pura ilusão!

Eliana França Leme efleme@terra.com.br

São Paulo

 

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LIXO HOSPITALAR

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) multou a empresa que importou "lixo hospitalar" em R$ 6 milhões. Vale perguntar: e a empresa vai pagar? Sim porque nós sabemos que multas no Brasil jamais são pagas e os empresários muitas vezes preferem deixar a empresa falir, retiram do nome dos sócios todas as propriedades e bens duráveis e montam outra empresa em nome de laranja levando vida normal. Numa reportagem mostraram que nessa  empresa existe uma certa blindagem para despistar funcionamento normal. Mantiveram os portões fechados como se ali não houvesse movimento e não aceitaram conversar com ninguém. Por isso podem esquecer, a multa jamais será paga e como o negócio é lucrativo, abrirão outra em outro endereço, com outra razão social, etc. Quem quiser conferir, basta olhar no próprio Ibama a quantidade de fazendeiros multados por desmatamento que jamais pagaram e nem pagarão suas multas.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo   

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R$ 6 MILHÕES PAGAM?

Há quanto tempo que os brasileiros estão usando lençóis, fronhas, pijamas, toalhas de banho e roupas de bebe, recicladas do lixo hospitalar americano?

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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LÍBIA PÓS-KADAFI

Os líbios agitam bandeiras tricolores simbolizando o novo regime, que começa sob o signo da brutalidade ditatorial que se sacrificavam para erradicar. Os países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e os Estados Unidos, como sempre protagonista nesses levantes, é que de fato derrubaram o regime de Muamar Kadafi, que, em contradição com os insurgentes e a mídia ocidental, muitos africanos subsaarianos estão de luto.Cerca de 30 mil pessoas prestaram tributo ao ditador na mesquita de Kampala, capital de Uganda.Frustrado no seu sonho panarabista, passou a dedicar-se a África Subsaariana. Nigéria e Zimbábue afirmam que o ditador será sempre lembrado. O Conselho Nacional de Transição usará a lei islâmica com base nas mudanças na legislação atual. Não haverá mais limite no número de esposas que um líbio pode ter. O futuro da Líbia estará entregue a insurgentes vitoriosos, que a exemplo de Kadafi já começaram com uma execução sumária. O entrevero entre Jeovah e Alá, além das questiúnculas religiosas, está o grande vilão de quase todas as guerras: o petróleo. Que a Síria e o Iêmen preparem um molho adequado para colocar as suas barbas. A fila, por certo, andará. Tio Sam e tia Otan devem estar preparando uma nova investida. Quem?

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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IMPÉRIO DOS RATOS

Eis o resumo dos últimos acontecimentos políticos na Líbia: ratos rebeldes, engordados e fortalecidos pelo queijo recebido da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), que certamente será pago com uma infindável quantidade de petróleo, o ouro-negro, desentocaram o cruel rato-rei e seu séquito, e os mataram friamente. Nessa guerra pelo domínio do país africano – que no passado foi uma província romana, até ser conquistada pelos vândalos em 455 d.C –, pelo que se viu em aterradores vídeos que correram o mundo, os combatentes de ambos os lados são tão somente pestilentos ratos. Enfim, na Líbia vindoura continuarão imperando os ratos.

Túllio Marco Soares Carvalho  tulliocarvalho.advocacia@gmail.com

Belo Horizonte

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SHARIA

Não só a Líbia, como todos os países da “Primavera Árabe” correm o risco de caírem nas mãos dos fundamentalistas islâmicos. No Egito o exército, que ainda comanda o país, deve tomar muito cuidado, pois a Fraternidade Muçulmana é muito forte. E esses radicais normalmente vencem os liberais, pois estão dispostos a matar milhares de pessoas para conseguir seus objetivos. Não tenhamos muitas ilusões.

Mauro Wjuniski maurow@lynxar.com

São Paulo

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CONSTITUIÇÃO INSPIRADA NA SHARIA

Será que na Líbia trocaram seis por meia dúzia?

 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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FUTURO DA LÍBIA

Recado do Irã a Líbia: "eu sou você amanhã".

Flávio José Rodrigues de Aguiar rsd100936@terra.com.br

Resende (RJ)

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MUDANÇAS

Com a morte do tirano ditador Muammar Kadafi, chega ao fim de um período de mais de quatro décadas e muita violência na Líbia, de amparo à terroristas que praticaram terrores pelo mundo a seu mando, e sucumbiu também sob forte violência dos seus próprios compatriotas que não aguentavam mais tanta tirania e levando junto mais três filhos. Agora, dizem  que o Conselho Nacional de Transição (CNT) sob o comando do coronel  Omran el Oweib, deverão realizar eleições dentro do prazo de oito meses e consolidar democraticamente a Líbia. Não creio que a paz num país onde seu povo guarda um ódio acumulado por tanto tempo, venha assim com tanta naturalidade... Não se pode iludir com as promessas deste momento e queira Deus que a situação política da Líbia não continue como antes e possivelmente até pior.

Benone Augusto de Paiva benonepaiva@yahoo.com.br

São Paulo

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DITADORES

No mundo não há mais espaço para ditadores. Foi-se o fim de uma época. Aqueles que ainda se mantêm no Poder que se cuidem, inclusive o de Cuba. A consolidação da plena democracia (demo+cracia),cujo surgimento foi na Grécia, há milênio, por incrível que pareça, ainda resiste em muitos países (Impérios de Ditadores).

João Rochael jrochael@ibest.com.br

São Paulo

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ARBÍTRIO

Muito pertinente o filósofo Jean Paul Sartre ao declarar a nossa eterna condenação à liberdade. A selvageria em torno da morte do ditador líbio Muamar Kadafi ocorre em claro detrimento da opção pela justiça, pelo Direito e, mais, pela dignidade humana. Estariam o povo líbio, e todos aqueles que aplaudem as barbáricas cenas reproduzidas na semana em que se passou, condenados à liberdade? Ou condenados pela liberdade?

Tomaz Fiszbaum  tomaz.fiszbaum@gvmail.br

São Paulo

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ONU OU ÔNUS

A ONU está preocupada em saber se Kadafi foi executado. Ora, a ONU também se preocupou em apurar todas as execuções perpetradas pelo ex-ditador? E o massacre de Sabra e Chatila, e as atrocidades cometidas por outros ditadores africanos? Que tal acabarmos com esta hipocrisia? O poderoso Estados Unidos invadiu o Iraque, julgou e executou Saddam Hussein. Pergunta, a ONU esteve de acordo com este julgamento sumário?

Renato Camargo natuscamargo@yahoo.com.br

São Paulo

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MERECEU

Depois de ler os comentários dos senhores Ivan Lima e Milton dos Santos é que se vê porque o Brasil é essa droga, onde tudo acontece e nada se faz. Um homem como Kadafi fez o que fez e vêm esses nobres e humanos brasileiros reclamar da morte desse monstro, que matou milhares de pessoas sem que esse mesmos humanos brasileiros escrevessem uma simples linha em defesa desses seres humanos. Deixem de ser hipócritas, ele teve o que merecia.

Roberto Bottini robertobottini@uol.com.br

Mogi das Cruzes

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ELEIÇÃO NA ARGENTINA

Os Kirchner são a continuação nefasta do peronismo que imaginou transformar a Argentina no "nazismo sul americano". Buenos Ayres com avenidas de primeiro mundo, prédios e construções de uma era de primeiro mundo como acontecia há um século, idade de seu metrô, é hoje uma desolação de cidade 'abandonada', calçadas quebradas e sujas de coco de cachorros, etc. etc. Como o PT, o "casal 20" teve a sorte de pegar o mundo em pleno céu de brigadeiro, foi arrastado pela onda de progresso principalmente nas nações subdesenvolvidas como o leste europeu, etc. Agora a Argentina caminha a passos largos para ser uma "Venezuela ou talvez uma Bolívia de cocaleiros" sob a batuta demagógica do casal. Como no Brasil, se o povo não acordar, ainda que sem educação mas apenas com a informação, como já acontece no Oriente Médio, ao invés de Coreia do Sul, Japão ou China, vamos voltar a ser Zaire ou Haiti, graças ao "santo comunismo" já escorraçado do mundo civilizado.

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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FIM DO MUNDO?

Ao ler os jornais de 24/10, vi aquele pastor norte-americano que errou a data do fim do mundo, que seria em maio. Agora ele afirma que o mundo "começou a acabar" dia 21/10. Ele é pinelzinho. No noticiário, vejo que os árabes expulsaram as ditaduras que os oprime há décadas, e escolhem partidos que vão exigir as leis islâmicas ao pé da letra. Tenho a sensação de que saem de uma ditadura para um inferno. Vejo que apareceu um "ET" na Amazônia, que a megapopulista Cristina Kirchner ganhou no primeiro turno as eleições na Argentina, vejo a população enlouquecida com a lei seca, como se os problemas de trânsito fossem acabar com as pessoas seguindo as regras da lei seca, etc. Perdoem-me o "politicamente incorreto", mais o buraco é infinitamente mais em baixo. É, sim, uma população de predomínio de gente mal educada, escroque, e induzida a se achar melhor que os outros, sair de carro, ou a pé, é um festival de "donos do mundo", e não são apenas os ricos, os pobres também. Precisamos de políticas públicas de tratamento psiquiátrico no Brasil, as pessoas estão profundamente perturbadas, somos uns 100.000.000 de "Hugo Chávez" nas ruas. Na Venezuela, um Hugo Chávez já é destruição, imaginem aqui, que somos milhões de egocêntricos? A cura virá ou com uma política de psiquiatria popular e obrigatória a quem dirige, ou apenas uma catástrofe natural irá deixar o povo mais humano. Não adianta retirar apenas os bêbados, temos que retirar os "imperadores" e sem noção de física do trânsito.

Roberto Moreira da Silva rrobertoms@uol.com.br

São Paulo

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TRAGÉDIA DENTRO DA TRAGÉDIA

Fatos incontestes. O atendimento a vítimas de terremotos é emergencial. Cada segundo perdido pode significar sérias ameaças à vida e integridade destes seres humanos. A solidariedade é natural do ser humano e a tragédia une as pessoas. Por que, então, o premiê turco recusa ajuda externa? Por que recusa o trabalho de quem tanto contribuiu no terremoto no Haiti?

Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

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A ‘INDÚSTRIA DA MULTA’ NÃO EXISTE

Cada dia mais difícil andar pelas ruas de São Paulo para o raro paulistano que se disponha a abrir mão do "direito divino" de possuir um automóvel. As calçadas, ou são quebradas ou são atravessadas por obstáculos, rampas, aclives e degraus, graças a nula presença de fiscalização por parte da Prefeitura que, por sua vez, deixa o serviço para algum cidadão indignado, que acaba fazendo o papel de "fiscal / delator". Nada contra dedurar, não fosse o fato de que mesmo as denúncias demoram para receber uma resposta prática, na forma de atuação. Também deve-se lembrar que falta (e falta mesmo!) efetivo na CET, ou seja, o número de amarelinhos é insuficiente, insignificante mesmo. Assim, basta olhar pros motoristas para pegá-los despreocupadamente falando ao celular, estacionando massivamente sobre as calçadas, passando no vermelho, rodando em velocidade acima do limite, etc., sempre com aquela confiança de que não serão flagrados pelas autoridades. Dito isso, dá pena de ver pessoas supostamente "denunciando" uma suposta existência de uma suposta "Indústria da Multa" (sic!) em São Paulo. Pobres pedestres.

 

Humberto Capellari humbertoamadeu@yahoo.com.br

São Paulo

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BOA NOTÍCIA

Finalmente uma noticia animadora! A Comissão de Anistia revê indenizações! Já não era sem tempo! É necessário que sejam revistas todas.

 

Cleo Aidar Cleoaidar@hotmail.com

São Paulo

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AS PATAS DA ESQUERDA

Um blog de quinta categoria, além de tecer ofensas à minha pessoa, chama os "15 ou 20 leitores do Estadão" (risos) de canalhas e fascistas, bem como a direção do prestigioso jornal. Covardemente anônimos, acham, dentro da lavagem cerebral que o petismo lhes ministra, que um cidadão apartidário não pode comentar sobre política, muito menos se manifestar contra o seu partido(mais risos). Ora, ponham-se no seu lugar,ratos! Escrevo gratuitamente, não mamo nas tetas do governo, não sou conivente com a desgraçada corrupção que infesta o aparelhamento da máquina pública, não defendo nenhum partido, nenhum político. Critico aquilo que estiver errado, em qualquer esfera. Com nome, endereço, fone e RG. Não me escondo atrás de uma foice e martelo e não ajo em turma, só com a minha consciência limpa.

Flavio Marcus Juliano pegapulhas@terra.com.br

São Paulo

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GREVE NO SUS

Não há dúvidas de que os médicos do Sistema Único de Saúde (SUS) devam ser bem remunerados e valorizados. Saúde e educação públicas deveriam ser as prioridades de qualquer país sério e civilizado. Porém, não se admite a paralisação dos médicos do SUS e a não prestação de um serviço essencial á população, sobretudo aos mais pobres. O povo paga impostos e não pode ficar sem atendimento médico. É um direito fundamental que não pode ser deixado de lado, sob nenhuma hipótese.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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CONTRA A PRIVATIZAÇÃO

Funcionários da Infraero pretendiam entrar em greve contra a privatização dos aeroportos. Isso é medo de terem de trabalhar? Certamente esse movimento parte daqueles que com certeza não cumprem com suas obrigações e estão empregados graças a algum padrinho.

Cesare Morosini cesare@listasinternet.com.br

Guarulhos

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SUA BAGAGEM COM AS HORAS CONTADAS

Segundo a Infraero, a partir de março de 2012, o passageiro terá de receber sua bagagem ao desembarcar no Aeroporto Internacional de São Paulo em até 18 minutos. Seria cômica se não fosse trágica a situação dos passageiros que dependem da chegada de suas malas na esteira em Cumbica, sem contar as imensas filas para fazer check-in e os voos cancelados . A Infraero deveria aprender com os funcionários do aeroporto de Miami. Assim que chegam as malas, cerca de 5 funcionários se posicionam nas esteiras, retiram as malas e as deixam enfileiradas. Os passageiros chegam, conferem suas malas e vão embora sem causar tumulto. No Brasil, o passageiro tem de rezar para as malas aparecerem, depois de ficarem horas plantados  aguardando por elas. Ainda é cedo para acreditar em alguma solução no que diz respeito aos aeroportos do Brasil. A copa de 2014 será o grande teste e a vitrine para o mundo a respeito da eficiência dos brasileiros no quesito aviação aeroportuária. Temos dinheiro e tempo suficiente para implantar um sistema eficiente de gestão e logística, falta vontade política e vergonha na cara de nossos governantes.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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TODO BRASILEIRO PODE TER O SEU CARRINHO

Os jornais publicaram notícia de que as montadoras esperam aumentar ainda mais as vendas, no Brasil, levando-nos à marca de algo como um automóvel por 1,5 habitante. Seria cômico, se não fosse trágico! A "democratização" do carro, promovida pelo governo Lula nos seus últimos dois anos, sem planejamento e sem visão de futuro, levou às ruas milhões de veículos novos, em pouquíssimo tempo. Sem haver tempo de acompanhar este crescimento de veículos com o adequado crescimento e ampliação de vias públicas, as cidades foram tomadas por imensos congestionamentos. Não há mais hora, nem dia, nem lugar: onde quer que se vá, as ruas estão literalmente entupidas de carros. Como consequência, mais atropelamentos, mais mortos no trânsito, mais estresse, mais horas trancafiados no ônibus e no carro. Antes de "todo brasileiro poder ter seu carrinho" (apod Lula), todo brasileiro deveria ter alternativas de transporte público bom, rápido e farto. Do jeito que vamos, "todo brasileiro que comprou seu carrinho", irá a lugar nenhum com ele.

 

Maria Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

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PREÇOS DOS VEÍCULOS ‘NACIONAIS’

O brasileiro é antes de tudo um desinformado, não importando o lugar que ocupe na pirâmide social. Insiste em fazer comparações entre os preços dos veículos fabricados aqui e alhures. Desconhece que os impostos incidentes ultrapassam os 40%; que as leis trabalhistas fascistas são anacrônicas e permitem ações trabalhistas estapafúrdias, acobertadas por juízes inidôneos ou ideologicamente comprometidos, fechando empresas e empregos; que o trabalhador brasileiro é pouco produtivo; que o País tem feriados demais; que temos uma verdadeira indústria de atestados médicos; que os empregados são orientados pelos sindicatos para odiar o patrão; que instalações que beneficiam os empregados são constantemente destruídas; que a falta de assiduidade ao trabalho é corriqueira; que os encargos sociais sobre a folha de pagamentos obrigam ao empregador admitir um funcionário e pagar dois; que os furtos são constantes; que várias "autoridades competentes" fazem parte da folha de pagamentos das montadoras. Enfim, é o chamado Custo Brasil que os brasileiros desconhecem e gritam quando o governo, suspeitamente, aumenta o IPI dos veículos importados em 30%. Por que não protege os pequenos empreendedores que morrem na praia por esses mesmos motivos?

 

Sergio Villaça svillaca@terra.com.br

Recife

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PETROBRÁS X CIDE

A Petrobrás pede a redução da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide). Será que não está na hora de a empresa passar por uma reestruturação geral para reduzir suas despesas, principalmente com a folha de salários e de valores altos de pensões para ex-funcionários?

Nelson Trevilatto nelsontrevilatto@hotmail.com

São Paulo

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MARIGHELA

Sobre Marighela, um filme para celebrar a figura de um revolucionário, crítica de Luiz Zanin Oricchio (24/10/2011), algumas observações. O jogo Corinthians x Santos da queda do tabu ocorreu em 6/3/68, mais de um ano e meio antes da morte de Marighela (4/11/69). O jogo de 4/11/69 foi outro, com o Corinthians vencendo por 4x1. Segundo o jornalista Flavio Aguiar, a morte de Marighela foi anunciada no intervalo e o anúncio foi aplaudido pela multidão. Quer dizer, o povo estava contra Marighela. Sobre seus escritos, sua grande obra (ou melhor a mais conhecida) é o “Manual do Guerrilheiro Urbano”, um contraponto à “Guerra de Guerrilhas”, de Che Guevara, que influenciou grupos como Fração do Exército Vermelho (Baader-Meinhof) e Brigadas Vermelhas, conhecidos por suas ações tresloucadas. Muitos morreram no Brasil tentando seguir seus ensinamentos, inclusive um amigo da ALN que deixou um exemplar sob nossa guarda, o grupo com quem tinha contato. A sobrinha tem todo o direito de endeusar seu tio (que não acreditava em deuses) e o crítico de achar que ele foi “figura exemplar na luta contra a ditadura”. Sabemos que Marighela e os grupos que aderiram à luta armada almejavam instalar a “ditadura do proletariado”. Sabemos a história dessas “democracias populares”. A verdade é que nós que acreditamos na luta armada perdemos a guerra. Quem ganhou a “luta contra a ditadura” foram Ulisses, Tancredo, Montoro e todos outros que levaram a “luta política” à frente e foram ironizados por nós, “revolucionários”. No entanto, no Brasil, a história não é contada pelos vencedores, mas por aqueles que se apropriaram dela.

Milton Akira Kiyotani miltonak@gmail.com

São Paulo

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A SOCIEDADE E O CÓDIGO FLORESTAL

Esta semana em Brasília o senado deverá votar o novo código florestal brasileiro. Muita gente não sabe, mas a atual legislação ambiental de nosso país já é uma das mais avançadas do mundo e se o novo código for aprovado ela seguramente se tornará a mais avançada do planeta e também uma das mais restritivas. Como acontece em outros setores, não só no caso do rural, existe um numero excessivo de leis, as quais estão aí para serem aplicadas, mas na maioria das vezes não são, ou quando são, não alcançam no devido tempo o objetivo de punição e correção para as quais foram criadas, em função dos fiscais corruptos, excesso de recursos e da burocracia (vide recentes reportagens da revista Veja edições 2230 e 2236). O Brasil deixou de ser um país de população rural desde há muito tempo. Hoje a maioria da população brasileira mora nas cidades e o estado precisa fornecer uma infraestrutura mínima para que as pessoas possam habitar dignamente estas cidades. Estamos falando de habitação, energia elétrica, água encanada, esgoto tratado, pavimentação de ruas, assistência médica, segurança, transporte e escolas. Esta infraestrutura para manter o cidadão morando nas cidades, custa para o Estado, ou seja, para nós, pagadores de impostos, cinco vezes mais do que custaria um bom programa de política agrícola que incentivasse as pessoas a continuar morando e trabalhando no campo com condições de obter uma renda agrícola digna pelo seu esforço, evitando assim o inchaço das grandes cidades. Isto foi muito estudado e executado com sucesso nos países do leste asiático particularmente Malásia, Indonésia e Tailândia, grandes produtores e exportadores de óleo de palma (dendê) e borracha natural, que tive a oportunidade de visitar a negócios. Nós, moradores das cidades, especialmente das grandes metrópoles, muitas vezes nos esquecemos que vivemos numa sociedade consumista e somos geradores de montanhas de lixo, que irão necessitar de aterros sanitários para estocá-los enquanto se decompõe, contaminando o lençol freático e lançando gases responsáveis pelo aquecimento global provocando o "efeito estufa". Alguns cidadãos também se esquecem que o esgoto gerado por nós nas grandes cidades já poluíram e acabaram com a vida de muitos rios e por tabela, com o trabalho de muita gente que necessitava do rio limpo e com vida para tirar o seu sustento.

nós, como cidadãos cosmopolitas, gostamos e achamos normal, nos movimentarmos no dia a dia usando possantes carrões equipados com "muitos cavalos", uma vez que a facilidade do credito e o aumento da renda propiciou um aumento considerável da frota de veículos, enquanto que o produtor rural enfrenta uma burocracia danada para conseguir comprar um trator equipado com "poucos cavalos", para usar no seu trabalho. O ar das grandes cidades se tornou irrespirável devido a emissão de gases pelos escapamentos dos nossos carrões contribuindo de forma significativa para o "efeito estufa", além de provocar males respiratórios para a saúde das pessoas, o que vem a encarecer o custo de vida com tratamentos médicos de todos que lá residem.

A indústria automobilística brasileira sempre gozou de vantagens e privilégios estatais como matriz de transporte, em detrimento de outras matrizes mais "limpas" ambientalmente e economicamente falando, haja vista a situação de nosso setor ferroviário. O advento do etanol como uma nova fonte de energia possibilitando a utilização em massa dos veículos "flex" foi uma conquista importante, assim como o viabilização do "biodiesel" para uso nos veículos de transporte. Mas isto é muito pouco para um país e para uma indústria que sempre privilegiou o transporte rodoviário, o avanço deveria ter sido muito maior, principalmente na direção do carro popular elétrico, vide entrevista do Neil Young na revista Veja edição no. 2240 de 26/10/11. É relevante também lembrarmos que a utilização de grandes áreas para a produção de cana de açúcar, de onde vem o etanol para usarmos em nossos carrões, está substituindo áreas que seriam utilizadas (e foram no passado) para a produção de alimentos para o nosso consumo e o excedente para exportação, trazendo divisas para o caixa de nosso país. O produtor rural brasileiro é o grande responsável por levar o desenvolvimento e o progresso às fronteiras mais longínquas de nosso país, muitas vezes incentivado pelos próprios governos.
Os atuais governantes não podem penalizar quem encarou os desafios, assumiu os riscos e realizou um trabalho realmente importante para o país.
Produtor rural algum pensa em prejudicar o meio ambiente, ele quer mais é preservar sua terra e os seus recursos naturais pois depende deles para tirar o seu sustento.

Somos responsáveis pela maior geração de empregos do país, somos competitivos e produzimos alimentos em quantidade e qualidade e que chegam cada vez mais baratos à mesa de todos os brasileiros, somos responsáveis por 45% do PIB deste país, e grandes geradores de divisas. Somos muito mais preservasionistas que estes estrangeiros que ficam dando "pitados" na elaboração do código florestal, sendo que em seus países de origem não restou árvore nativa alguma, há muito tempo que foi tudo abaixo. Não podemos concordar com a recomposição de reservas de qualquer espécie, podemos sim concordar com o desmatamento zero a partir de um determinado ano, por exemplo, o ano 2000. Não nos esqueçamos que até a alguns anos atrás tínhamos um programa chamado de Provarzeas, o qual incentivava a ocupação das várzeas para a produção de grãos como o arroz. Quando falamos em recomposição de reserva florestal, precisamos considerar os custos envolvidos neste negócio, que são três, como, por exemplo, o custo para a implantação (sementes, mudas, cercas, mão de obra), o custo para a manutenção e preservação e o custo da perda de área antes usada para a produção, ou seja, o ônus é pesado para o produtor.

A maioria das propriedades rurais brasileira é formada por pequenas e médias propriedades cujos proprietários andam geralmente descapitalizados, pois estão constantemente "brigando com o mercado", em função da falta de uma política agrícola séria como as que existem em outros países, por exemplo, nos Estados Unidos, onde os produtores sabem com antecedência o que irão produzir e a que preço irão vender a sua produção, ou são "pagos pelo governo" para não produzir, dependendo da situação dos estoques. Do ponto de vista ambiental, quando se pensa em preservar o eco sistema como um todo mais equilibrado, faz muito mais sentido concentrarmos as reservas em grandes áreas previamente estudadas e estabelecidas, tornando-se mais fácil a sua manutenção e preservação do que quando temos várias pequenas reservas espalhadas nas infinitas propriedades rurais brasileiras. Muita gente não sabe, mas o Brasil já conta com vários Parques Florestais Nacionais imensos, cuja responsabilidade pela sua manutenção e preservação é do governo federal. Eu tive a oportunidade de visitar o Parque Nacional da Serra da Bocaina, na divisa entre os Estados de São Paulo e do Rio de Janeiro, aquilo é uma maravilha a 1.800 metros de altitude,  mas está relativamente abandonado, assim como os Parques do Vale do Ribeira, no sul do Estado de São Paulo, com suas belíssimas cavernas e cachoeiras, que também carece de mais investimentos a fim de tornar o eco turismo um negócio realmente viável, trazendo divisas para país. Tive a oportunidade de visitar alguns parques florestais da Costa Rica, na América Central, cujo modelo de preservação e exploração do eco turismo é um "case" de sucesso, sendo elogiado por todo mundo, tornando-se um país turisticamente importante pelo número de turistas que recebe anualmente, embora seja um país pequeno e modesto em outros aspectos. Visitei ainda os Parques Nacionais do Canadá com excelentes estradas cruzando as Montanhas Rochosas indo até Jasper ao Norte, onde é possível avistar ursos e alces pelo caminho e se hospedar em excelentes hotéis e pousadas. E nos Estados Unidos, os Parques Nacionais e as Reservas Indígenas que podem ser cruzados de ponta a ponta, com excelente infra-estrutura para receber turistas do mundo todo. O Brasil também conta com várias Reservas Indígenas imensas perfazendo milhares de hectares de terras, as quais estão totalmente "protegidas" pela lei, e ocupadas por meia dúzia de índios. Ao invés de obrigar os proprietários rurais a recompor o que falta para completar a sua área de reserva, o governo deveria comprar grandes áreas estrategicamente localizadas em diferentes regiões do país e estabelecer ali as nossas reservas transformando estas áreas em Parques Nacionais, cuidando de sua preservação e explorando o eco turismo, como se faz em países civilizados, que não aceitam a interferência de "ecoloucos". Para arrecadar os recursos necessários para a aquisição destas áreas o governo poderia utilizar uma parte dos impostos pagos por nós, cidadãos cosmopolitas, por exemplo, do IPVA e do IPTU, e desta maneira daríamos a nossa efetiva contribuição para resolvermos a questão da preservação ambiental de uma forma socialmente mais equânime. Entendo sim que podemos perfeitamente conciliar produção agrícola com preservação através da busca de novas tecnologias aumentando a produtividade. É isto que temos feito como produtores rurais ao longo destes anos de ausência de uma política agrícola séria. Entendemos também que já não é mais necessário desmatar. Temos o suficiente para produzir os alimentos que necessitamos com a ajuda da tecnologia que sempre possibilitará novos avanços em termos de produtividade. Mas o que não podemos aceitar é a recomposição de reservas em áreas já consolidadas desde há muitos e muitos anos, principalmente porque os responsáveis pelos eventuais excessos em termos de desmate, provavelmente não são mais os atuais proprietários das áreas. Aqueles que desmataram, em muitas das ocasiões, o fizeram por planos e incentivos governamentais.

José Maria Garbelotto, pecuarista marcebeloti@ig.com.br

São Paulo

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O FUTURO DA FLORESTA AMAZÔNICA

Como um mito a questão surge de tempos em tempos. Desde o século XVII vem ocorrendo pesquisa cientifica na floresta por europeus e norte-americanos. Durante o Império houve incursões pelo rio Amazonas por parte do comandante americano Matthew Maury, que já defendia a internacionalização do rio, pois o mesmo devia ser incorporado ao status do direito marítimo, devido sua imensidão. “A tese mais recente é que a Amazônia é ‘patrimônio da humanidade’, devendo ser administrada por uma autoridade internacional”. Subentende-se pela ONU. Uma organização controlada desde o fim da II Guerra por EUA, Rússia, Inglaterra, França e China. Potências atômicas, sendo que as duas primeiras detêm 90% do arsenal mundial. O brasilianista Andrew Saunders (2004) levanta a hipótese de uma crise mundial levar à declaração de que o território amazônico passe a um “regime de soberania especial sob argumento de interesse da humanidade”. O ministro da Defesa Nelson Jobim em visita aos pelotões da selva em outubro de 2007 disse que “esta terra tem dono” e que não ia admitir intromissão na maneira de como o Brasil a preserva. Outro problema são as concessões de pedaços da floresta para estrangeiros. “... Licitar áreas públicas na Amazônia” é “um risco desnecessário que o país irá correr”, disse o general Luiz Gonzaga Lessa, em agosto de 2004. O exército defende que a ocupação deve vir sob um rígido controle e severa punição aos infratores. “A repressão tem que ser violenta para as empresas que saírem da lei”. O governo, por outro lado, aumentou a presença de pelotões de selva em 2004. Considerado pelos militares um posto de prestígio, as forças da região foram ampliadas e munidas de infra-estrutura, para se estabelecer no Alto Rio Negro, região a noroeste do Estado do Amazonas. O objetivo dos militares é ocupar a região e aumentar o alcance do projeto Calha Norte, isto é, a ação do exército nas fronteiras amazônicas. “O batalhão de selva é tudo para o infante”, comenta o capitão Marco Antônio, formado na Academia Militar de Agulhas Negras, no Rio de Janeiro. Na região, à época, se encontravam 22 mil militares distribuídos em pelotões ao longo das fronteiras; em 2007, o efetivo era de 25 mil homens em armas. Isso soa perfeitamente sensato uma vez os militares brasileiros estão cônscios da presença de norte-americanos realizando treinamentos militares, inclusive de selva, ou missões “humanitárias”, nos países vizinhos, como revelam relatórios do CIE (Centro de Inteligência do Exército). O mapeamento indica que pelo menos 6.300 militares norte-americanos “estavam baseados ou realizaram operações no continente entre 2001 e 2002”. Houve construção de pistas de pouso no Paraguai, Bolívia e instalação de radares no Peru. Também chama a atenção a expressiva presença de 5.000 militares na Bolívia em 2002, país que contava com a maior embaixada dos EUA no continente, com 900 funcionários. O presidente esquerdista Evo Morales, eleito em 2006, promete mudar esta situação com a reforma constitucional, mas encontra férrea oposição, até mesmo de caráter separatista, por parte dos departamentos (estados) de Santa Cruz, Pando, Beni, Tarija, Cochabamba e Chuquisaca, que por coincidência representam 80% do PIB da Bolívia. O país que mais recebe ajuda dos EUA no continente é a Colômbia. O país recebe mais “assistência militar e policial dos EUA em treinamento, equipamento e armamento do que toda a América Latina e Caribe juntos”, diz o coronel José Abreu em estudo apresentado em novembro de 2002 na Eceme (Escola de Comando e Estado Maior do Exército). E prossegue salientando a presença de soldados norte-americanos na Argentina e Paraguai, porém, em números mais modestos, 400 e 465, respectivamente. Nessas épocas de paz os soldados brasileiros estacionados na selva amazônica recebem duro treinamento de sobrevivência. Depois que os EUA invadiram o Iraque em 2003 as tropas brasileiras realizaram treinamento no Vietnã, para aprender mais com a guerrilha que derrotou os norte-americanos. Tudo indica que nosso exército se prepara para uma guerra de resistência contra um inimigo superior ou de igual valor no meio da selva. O chefe do Comando Militar da Amazônia, general Cláudio Barbosa Figueiredo, diz que “parte dos 25 mil homens que integram sua força na selva é treinada na doutrina da resistência”. “O Brasil precisa ter um exército à altura da importância político-estratégica que ele tem”, afirma o comandante do exército Enzo Peri. Ele reconhece que o Brasil talvez seja forçado a pegar em armas para defender a Amazônia. Segundo o comandante, o Brasil precisa voltar a produzir o próprio armamento, participar do desenvolvimento, e assim, deter o conhecimento da tecnologia. “Nenhum país pode depender da importação” de material bélico.

Sobre a possibilidade de sermos forçados a pegar em armas o general prussiano Carl Von Clausewitz, em sua obra “Da Guerra”, diz o seguinte: “A guerra efetivamente é travada mais pelo defensor do que pelo conquistador, pois somente a invasão provoca resistência e apenas há guerra enquanto houver resistência”... “É justamente o fraco ou aquele lado que precisa defender-se, quem devia estar permanentemente armado para não ser tomado de surpresa”. E em relação aos fins humanitários para os quais a floresta pode vir a servir, Clausewitz, ao comentar sobre generais pegos por “sentimentos humanitários”, nos lembra que a guerra é um “morticínio cruento”, mas nem por isso podemos tornar nossa espada cega acometidos por tais “sentimentos”, tentando evitar “derramamento de sangue”, porque haverá aquele com espada afiada que nos decepará o braço.      

Luiz Fabiano Alves Rosa www.politicaemilitarismo.blogspot.com

Curitiba

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