Fórum dos Leitores

USP

O Estado de S.Paulo

09 Novembro 2011 | 03h05

Algo errado...

Estudantes ou revolucionários? Depende. Na hora de invadir são revolucionários (não sei do quê), quando chega a polícia são estudantes. Todo mundo quer polícia na rua, mas eles, não. Alguma coisa está errada!

MARCELO DE MOURA

mdemoura@globo.com

São Paulo

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Invasores

Os invasores do prédio da Reitoria da USP não são estudantes. Estudante não é isso. Nem faz isso. Quando alguém não concorda com alguma coisa e quer protestar, deve fazê-lo de maneira pacífica e civilizada. Destruir, quebrar, pichar, sujar e armar bombas caseiras é coisa de baderneiros. Tanto faziam coisa errada que escondiam o rosto. E os pais, por que não tomaram providências logo no início? Afinal, eles não têm controle sobre os filhos? E os invasores, no futuro eles ainda vão se vangloriar dos atos praticados?

ALVARO SALVI

alvarosalvi@hotmail.com

Santo André

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Brincando de democracia

Os estudantes recusaram-se a desocupar a Reitoria da USP, apesar de todos os avisos (via oficial de Justiça) e dos prazos estendidos. Foram presos e "podem responder por desobediência à ordem judicial, dano ao patrimônio público e crime ambiental" (por causa das pichações nas paredes), segundo o delegado do 91.º DP, Leonardo Simonato. Agora eles protestam contra a repressão e se dizem "torturados" (por não poderem usar o banheiro por três horas). Esses moleques querem comparar-se aos estudantes que lutavam (legitimamente) contra a ditadura militar nos anos 60 e 70, clamam pela liberdade de cometer crimes e querem se apropriar de espaço público sem serem incomodados. Devem responder pelos seus atos mais do que infantis. Querem brincar de democracia e não sabem como.

SÉRGIO KOCINAS

sergio.koc@hotmail.com

São Paulo

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A conta

Que tal nossas autoridades mandarem a conta da depredação causada por esses arruaceiros aos pais deles? E se não estão contentes em frequentar a melhor universidade do País, que é gratuita, por que não mudam de escola? Para finalizar, por que não vão fumar maconha na casa deles? Será que seus pais aprovariam?

LUIZ ROBERTO SAVOLDELLI

savoldelli@uol.com.br

São Bernardo do Campo

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Chapa branca

Não trabalhei durante 50 anos, pagando impostos religiosamente, para pagar o estudo de estudantes e vê-los danificando patrimônio público. A USP não é somente deles, é de toda a população paulista, que paga. A Justiça deve dar o corretivo necessário a esses estudantes, caso contrário, aquilo virará a casa da mãe Joana. Creio ser essa a opinião da maioria da população. Eles querem total liberdade para quê? Para favorecer traficantes? Estarão eles a serviço de algum partido político, para criar um clima negativo contra o governo de São Paulo? Movimento contra a corrupção não fazem. São chapa-branca?

EVERARDO MIQUELIN

aline.pm@ig.com.br

São Paulo

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Baderneiros

No meu tempo, anos 50, 60, já era assim mesmo. Tanto na UNE quanto na UEE, os bandidos que formavam uma minoria de pseudoestudantes contrariavam, na marra, a vontade da maioria, até com violência contra colegas. Muitos daquele tempo são ativos militantes do PT e do PC do B, além de políticos e administradores corruptos. O povo precisa tomar a iniciativa para mudar esse estado de coisas. Mesmo aos 77 anos, também vou participar, só preciso de comando.

JOSÉ LUIZ TEDESCO

tedescoporto@hotmail.com

Presidente Epitácio

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Discurso de candidato

O ministro da Educação, já falando como candidato, criticou a ação na USP. O que ele quer? Acha que o bando de alunos desocupados, estudantes profissionais, merecia ser tratado a pão de ló? Antes de tudo, o ministro deve explicar a incompetência repetida no Enem todos os anos.

DEBORAH MARQUES ZOPPI

dmzoppi@uol.com.br

São Paulo

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Tratamento VIP?

Então, o competentíssimo ministro da Educação não gostou do tratamento dado aos invasores da USP? Quer dizer que, se ele for eleito prefeito da capital, os marginais terão tratamento VIP? Pobre São Paulo.

CARLOS MONTAGNOLI

carlosmontagnoli@gmail.com

Jundiaí

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Constrangimento

Lamentável a situação que nós, a maioria dos estudantes da FFLCH, tivemos de passar ontem ao tentarmos exercer nosso direito de estudar, pois havia um grupo de alunos do Centro Acadêmico de Estudos Linguísticos e Literários na Faculdade de Letras que impediu a entrada nas salas. O curioso é que não havia ninguém para impedi-los de tal delito, revoltante, por sinal. Assim perderam a razão, já que criticam os que, segundo eles, inibem seus direitos e, ao mesmo tempo, também roubam nosso direito de ser contra tal manifestação. É essa a democracia exercida por uma minoria que impõe pela violência sua opinião. A única coisa que nos resta é lamentar, pela incompetência de ambas as partes envolvidas: alunos que, pela ignorância, querem impor suas ideias, sem respeitar a decisão da maioria na assembleia da véspera, e policiais que só sabem fazer show diante da mídia. Se a PM fosse mesmo profissional, nosso país seria exemplo de segurança. Sim, é preciso a atuação da PM, mas isso não basta. Se a Reitoria estivesse interessada de fato em melhorar a segurança no câmpus Butantã, apresentaria um plano de desenvolvimento desse setor a longo prazo. As soluções são conhecidas por todos, como mais iluminação, aumento do número dos ônibus circulares, colocar a PM em locais estratégicos, que, todos sabem, são visados pelos marginais. São apenas alguns pontos que devem ser melhorados. Devem-se evitar as medidas arbitrárias desses alunos, que quando coagidos impedem a entrada na faculdade dos que querem apenas exercer seu papel de estudantes. É o desabafo de mais uma dos muitos alunos prejudicados pelos equívocos uspianos. O pior é que a diretoria divulgou que as aulas não foram canceladas!

DEBORAH A. GARBEZ GOMES

deborahgarbez@hotmail.com

Santo André

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USP SEM POLICIAMENTO

São muito tristes e profundamente lamentáveis os acontecimentos que envolvem os estudantes da Universidade de São Paulo (USP).

Como pode alguém imaginar que os universitários, pretensamente força moral da sociedade, de repente se transformarem em exemplos deprimentes, ocupadores e depredadores de bens públicos, reles bandidos mascarados? Se não fossem as imagens televisivas e as fotos de jornais, ninguém acreditaria. O governador deveria, imediatamente, satisfazer os estudantes, ordenando a saída dos policiais do câmpus, deixando-os à mercê de assaltantes, ladrões, sequestradores e maconheiros. Esses policiais deveriam ser alocados em bairros de maior necessidade.

Jorge M. Onoda jorge@onoda.com.br

São Paulo

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SEM CONFRONTO

Parabéns às autoridades policiais paulistas que conseguiram fazer com que os estudantes que estavam aquartelados na Reitoria da USP fossem retirados do local sem que houvesse confronto. Não que eles não quisessem isso, pois coquetéis Molotov e gasolina estavam guardados por lá, mas é que estavam todos dormindo, talvez se recuperando da festa no dia anterior, já que a quantidade de garrafas de bebidas vazias era enorme. Esses estudantes, revoltados não se sabe bem com o que, já que na sua maioria estavam vestidos com roupas de grife e alguns até tinham carros de boa qualidade, deveriam agora serem condenados a pagar pelos prejuízos causados e também a ajudarem na recuperação dos prédios depredados com trabalhos de pintura e alvenaria. Assim uma dose de trabalho quem sabe seria eficiente para fazê-los pensar que não se depreda edifício público. Note-se que eles não estão revoltados com a corrupção que corre solta no governo e nem com as péssimas condições em que se encontra a educação em todo o País. Mas nenhum parabéns ao comentário do ministro da Educação e candidato à Prefeitura de São Paulo, pois ao dar seu palpite na situação parece que queria agradar os baderneiros numa fala em que parece pensar que polícia só serve para reprimir pobre. Haddad quis dar razão aos baderneiros se solidarizando com práticas antidemocráticas como a repressão à imprensa, a destruição de patrimônio público, o uso de coquetéis Molotov e de capuzes e máscaras para se esconderem.

 

Maria Tereza Murray terezamurray@hotmail.com

São Paulo

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DESFECHO

O desfecho da desocupação da Reitoria da USP soa, no mínimo, ridículo, pois até os pais do Menudos, filhinhos de papai, dizem que não têm dinheiro para pagar a fiança dos estudantes presos, inicialmente fixada em dois salários mínimos e reduzida para um salário. Se os irresponsáveis não têm dinheiro, que pensem antes de fazer tamanha arruaça, enorme quebradeira. Lembrem esses moleques que o patrimônio da USP foi construído com o suor do nosso trabalho, que pagamos muitos e altíssimos impostos, e recebemos em troca vandalismo, falta de atendimento à saúde, de educação, de segurança, etc. Ou seja, falta de tudo.

Maria de Mello nina.7mello@uol.com.br

São Paulo

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BANDIDOS COMUNS

É mais do que óbvio que estes invasores da reitoria são bandidos comuns, porque são contra a presença da polícia no câmpus universitário, andam encapuzados porque são covardes e infratores, além de quererem fumar maconha, como foi o caso dos colegas que já foram autuados. Eles não podem fazer da USP uma ilha de ilegalidade! Serão esses os cidadãos com nível universitário que estamos educando? Esses baderneiros têm mesmo de ir para a cadeia! 

Clemente Pavia cpavia@signode.com.br

São Paulo

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PARA OS QUE QUEREM ESTUDAR

A USP deveria expulsar esses bandidos que não querem estudar, porque lugar dessa gente é na cadeia. Apenas tomam o lugar daqueles que realmente desejam estudar.

 

Alberto Nunes albertonunes77@hotmail.com

Itapevi

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SEM PROPÓSITO

Francamente, não dá para entender, os alunos da Universidade encontram-se descontente por que a PM está prestando segurança nas dependências da Universidade, ora que babacas! Fico pensando que tipo de profissionais estes alunos vão se tornar... Alguns, com cara de bandido e sem propósito, o que estão pedindo? Caiam na real, quantos gostariam de estar no seu lugar?

Maria José da Fonseca fonsecamj@ig.com.br

São Paulo

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QUEM É QUEM NA USP

As imagens dos encapuzados levantam uma dúvida: quem estuda e quem defende o território das bocas de fumo?

Helena Rodarte Costa Valente helenacv@uol.com.br

Rio de Janeiro

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PELEGOS NA USP

Com relação à invasão da USP, espero que o povo perceba que este bando de vagabundos baderneiros não pode nem deve ser respeitado como estudante. Está mais do que evidente que são paus mandados do partido político que alimenta a UNE em troca de apoio político. Querem desestabilizar o governo paulista por causa das próximas eleições. Só não vê quem não quer. Estudante sério e responsável não compartilha com esta palhaçada.

 

Maria Eloiza Rocha Saez m.eloiza@gmail.com

Curitiba

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CADEIA

 

Lamentavelmente, os sindicatos dominam o País, herança maldita do lulismo. A universidade foi feita para estudar, pesquisar, realizar trabalhos científicos e formar pessoas que se destacam nas áreas onde atuam. Não é lugar de baderneiros nem de maconheiros, como é o caso destes que destruíram o patrimônio construído com os impostos dos cidadãos civilizados. Lugar destes arruaceiros mascarados é na cadeia.

 

Károly J. Gombert gombert@terra.com.br

Vinhedo

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ALUNOS DA USP

Morrer assassinado pode. Deixar de fumar um baseado não pode. São esses alunos, com rostos cobertos, parecendo traficantes, que serão os futuros profissionais deste país? Nem coragem de mostrar o rosto têm. Alguns deles poderão ser professores. Que exemplos darão para seus alunos?  Infelizmente, poucos estão fazendo notícia para o País e da pior forma possível.

Tânia Pinotti tkita@uol.com.br

São Paulo

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OUTROS TEMPOS

Lembro-me de que, quando jovens, nós estudantes saíamos às ruas para protestar contra a ditadura, a guerra do Vietnã, a censura, o AI 5, as prisões arbitrárias, a tortura e muito mais, mesmo arriscando a pele naqueles tempos sombrios. Hoje, estudantes da USP, que estudam de graça na maior Universidade do País, lutam por uma causa fantástica, que poderá mudar o mundo: o direito de fumar maconha! Meu Deus, as ideologias viraram fumaça, literalmente!

José Milton Galindo galindo52@hotmail.com

Eldorado

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QUE FUTURO?

Fico me perguntando qual será o futuro desses desajustados, fantasiados de estudantes, quando, ao se formarem, entrarem na vida adulta e assumirem um emprego. Que tipo de executivo, médico, engenheiro, advogado poderá ser alguém que depreda uma reitoria, usa capuzes como se fosse terrorista e demonstra tanto primarismo e ignorância em seu comportamento de troglodita.

Godofredo Soares caetano.godofredo@terra.com.br

São Paulo

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SAUDADES

Para quem fez política estudantil nas décadas de 1960 e 1970, uma época em que a militância era voluntária e, principalmente, ideológica, é decepcionante ver a que ponto de degradação chegou a militância estudantil nestes tempos petralhas, quando as "lideranças" de centros acadêmicos e entidades, no mais das vezes, não passam de "estudantes profissionais", que passam anos a fio nas universidades, bancados por legendas políticas, única e exclusivamente para fazer o papel de "capataz", mantendo a "manada" sob controle, para ser utilizada, quando os propósitos forem do interesses dos "novos coronéis". Vejamos o que está acontecendo atualmente na USP, em São Paulo, onde um "grupelho de anarquistas, travestidos de estudantes, resolveu invadir o prédio da Reitoria, em protesto pelo fato da polícia ter entrado no câmpus universitário para prender traficantes de maconha. Pois bem, essa estudantada de meia tigela, que não tem a decência de ir às ruas para protestar contra a corrupção política e administrativa, ou mesmo contra o sucateamento dos órgãos públicos responsáveis pela distribuição de saúde, segurança e educação, acham motivação para realizar badernas, inclusive com o uso de violência, como protesto contra a "ousadia" da Polícia Militar em entrar no Campus da USP para conter a venda e consumo de maconha. Será que esses idiotas acham que o câmpus da USP é um território livre para consumo de drogas? Tenho saudade do tempo em que os estudantes brasileiros ainda preservavam o direito de pensar por conta própria...

 

Júlio Ferreira julioferreira.net@gmail.com

Recife

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TITIO ESTUDANTE

Um dos “invasores” da reitoria da USP é quase um senhorzinho. Tem 29 anos, chama-se Rafael Alves e está na Universidade há longos oito anos. Jubilou-se em 2010, e entrou novamente na USP pelo vestibular de 2011. É um “estudante profissional”, de que tanto se fala. Provavelmente, vai ficar na USP até os 36 anos, pelo menos. É certo que, depois dessa, e apesar de não ser a primeira vez que se mete em confusões assim, nem sequer seja expulso da FFLCH, dando vaga a quem realmente quer estudar. Não há, na USP, ninguém que tenha colhões para desgrudar estas criaturas das nossas tetas.

 

M. Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

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PM NO CÂMPUS

Sr Marcelo Rubens Paiva (Volta, gigante, 5/11), fui estudante, nos anos 80, contestador cultural, tenho 48 anos, sofri com a ditadura militar de direita, fiz todas as bobagens que qualquer adolescente faz na fase de aprendizagem, comecei a trabalhar aos 24 anos, uma idade bastante avançada para a maioria da população brasileira. Como não era um estudante nota 10, não consegui passar em Engenharia na USP, bombei e cursei uma faculdade particular paga pelos meus pais com sacrifício. Consegui me formar com sacrifício e estudando bastante, o que me orgulhei, ao conseguir ser engenheiro e depois entrar em uma empresa, exercer a engenharia, evolui na organização e subi sendo executivo, com tal ascensão consegui adquirir mais bens, carros, motos tudo que eu gostava e hoje, além de conseguir ter constituído uma família, me sinto muito feliz, lógico com todos os percalços normais de qualquer homem que vive em sociedade, ainda mais em uma sociedade como a nossa em que pagamos um excesso de impostos e péssimos serviços públicos oferecidos e muito desvio de dinheiro para ONGs quando deveriam ir para a saúde e segurança pública. Pois bem, faço esta pequena regressão pois hoje algo que me preocupa é evitar justamente que meu filho use drogas e possa ser perigosamente puxado para um mundo sem volta, em que certamente ele possa a se tronar um escravo, seja de um traficante, seja de atos abomináveis como muito presenciamos. Surpreendeu-me seu texto, em sua coluna no Estadao de sábado, pregando a ausência do poder público de polícia no "câmpus da USP", você talvez esteja a salvo, ou pela idade ou pela maturidade de ideias de gente como os "encapuzados" colegiados e treinados por Farc, leninistas, MSTistas e mais o que esta organização ali instalada, significando a absoluta minoria possa estar pregando. Pregar o tráfico e o assassinato, me desculpe, Sr Marcelo, o senhor está com a cabeça nos anos 60, da maconha e do LSD, estamos em 2011, mais coerentes, com nosso bom e suficiente vinho tinto, queremos o senhor longe, inclusive das colunas do Estadão.

 

Marcos Vinicius mvinic@uol.com.br

São Paulo

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DROGAS

O Sr. Paiva, em seu artigo, aponta que o porte e uso de maconha não é crime, e que a PM deveria perseguir bandidos. Na minha opinião, se a legislação vigente prevê punição, (Admoestação, educação, serviços comunitários), é porque é contravenção, e, como tal, cabe à polícia ação adequada. E lembremos que esta droga abre caminho a outras mais pesadas, e, não raro, ao crime. A deturpação filosófica da vida é evidente.

 

André C. Frohnknecht anchar.fro@hotmail.com

São Paulo

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O RECRUDESCIMENTO DO AUTORITARISMO

O amanhecer de 8 de novembro nos noticiários de rádio e TV trouxe a imensa demonstração de prepotência do Estado Paulista.

Uma tropa de choque, em uma verdadeira “operação de guerra”, invadiu a Cidade Universitária para “pôr a casa em ordem”. Ordem da prepotência do autoritarismo, do faz de conta. Helicópteros, veículos terrestres de choque, centenas de soldados armados até os dentes. Artefatos tecnológicos de combate para combater jovens que portavam paus e pedras. Onde estão os problemas? É a maconha? É a polícia? É a Reitoria da USP? São as famílias? São os jovens agressivos e rebeldes?  Como se a maconha, a polícia, a reitoria da USP, as famílias, os jovens rebeldes não fossem resultados das relações sociais que nos tem sido impostas. Nenhum desses componentes está dissociado dos outros. São articulados. Engrenagens que fazem parte da mesma máquina, do mesmo sistema. Mudar o comando da polícia, mudar o reitor da USP não vai resolver as situações de conflitos que o sistema deixa como inevitáveis. A escolha do método de enfrentamento dessas crises tem sido o autoritarismo, a agressão, a violência. Já não aprendemos o bastante com o passado autoritário que caracteriza a história do Brasil desde a chegada de Pedro Alvares Cabral? Primeiro os indígenas atrapalhavam, depois trouxeram os escravos e cresceu o medo dos negros que se amotinavam, se rebelavam e atrapalhavam. Depois os movimentos sindicais e de campesinos atrapalhavam, agora os maconheiros, os usuários de crack, os rebeldes são os grandes problemas. Enfim, os problemas, os que atrapalham são sempre aqueles setores que não são incluídos no modelo de “purificação social” escolhido pelo poder. Cristianizar as famílias é uma forte tendência destes momentos. “As famílias estão se desestruturando em verdadeiras crises éticas”... Como se as famílias fossem algo localizado fora das relações sociais e econômicas. Como se os jovens fossem algo desvinculado da maneira como se vive. Como se as crises éticas não tivessem suas fontes nas estruturas e nas relações de poder. As universidades brasileiras, especialmente nos grandes centros, recebem milhares de jovens, muitos vindos do interior, com pouca vivência das metrópoles. Chegam e são consumidos pelo sistema imposto nos lugares. Milhares são vindos do estrangeiro, desvinculados das condições culturais locais e em grande parte entram em processos de depressão e sofrimento mental. As questões das drogas nas universidades não são assuntos de hoje, de agora. Isso tem história. Quais foram as medidas sérias, de governos, da instituição universitária para atuar nessas questões? Quais são de fato os projetos que objetivam acolher esses milhares de jovens e oferecer a eles uma perspectiva de vida integrada e solidária? Estabelecer vínculos e raízes culturais? Ao contrário, crescem os estímulos para a vida individualista. Aliás, como tem sido a opção de construção do mundo moderno. E, afinal, quem faz essas escolhas e as impõe a todos? Como reagem as autoridades governamentais, das universidades para essas realidades e para propor uma forma de viver compatível com as aspirações humanas? Mas, afinal, quais são mesmo as aspirações humanas? Um estudo publicado em vídeo sob o título A Criança é a alma do negócio (disponível no You Tube e no site www.claudiodimauro.com.br) mostra por estudos acadêmicos como as empresas, os meios de comunicação, a mídia são formadores de mentalidades e desta forma de viver que está imposta. Os comentários dos apresentadores do jornal desta manhã, da rede Globo, o Chico Pinheiro (que sempre admirei por sua relação com a arte, especialmente com a música) e sua acompanhante fizeram comentários de um “reacionarismo” impressionante. Seus comentários conduziam para a avaliação de que jovens e maconha são os culpados, as tropas são heroicas, os governos agiram, a reitoria defende o patrimônio público, as famílias estão desestruturadas, os jovens podem lutar - mas nada de radicalismos. Como se a mídia não tivesse nada com isso. Triste, muito triste. No mesmo jornal eles apresentavam o aparato de “insegurança” movido contra os estudantes desarmados, mas diziam que o bairro Morumbi em São Paulo não suporta mais a violência e seus moradores estão mudando dos lugares. Mas, lá não estavam os mesmos aparatos do choque – ainda bem, pois o assunto não é apenas policial. É escolha, é opção que está sendo oferecida à população de São Paulo. Quando será que os poderes constituídos e não constituídos (aqui incluo o poder empresarial, aquele que quer nos ensinar que a felicidade e a alegria se alcançam com o consumo, a mídia que rasteja diante das empresas para nos ensinar a consumir e obedecer) compreenderão que estão construindo um mundo que se dirige para o conflito irreversível? Quando pararão de jogar as responsabilidades nos indivíduos, produzindo sofrimento mental e dor para aqueles que acabam se julgando efetivamente culpados? Nossa parte no problema é continuar alertando, nos rebelando, nos indignando, exigindo providências articuladas, estruturais capazes de contaminar todos os setores sociais e também as pessoas para um projeto humano de vida, que seja capaz de conviver com as diferenças, sem pretender a purificação. A purificação vista pela ORDEM, sempre estará condicionada aos conceitos impostos pelos poderes autoritários que os conceberam. Além do mais, a pureza não é atributo humano e nem mesmo a ordem. Nossos respeitos aos jovens que tiveram a coragem de fazer o enfrentamento na Reitoria da USP. Dão-nos a oportunidade de propor uma nova análise sobre a universidade brasileira, sobre as “forças de segurança”, sobre as estruturas autoritárias dos governos, pela busca de uma educação emancipatória.

Cláudio Antonio Di Mauro, ex-aluno da USP, ex-prefeito de Rio Claro (SP) e docente na Universidade Federal de Uberlândia (MG) claudiodimauro@ig.ufu.br

Uberlândia (MG)

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SANSÕES E DALILAS

A Comissão de Ética Pública da Presidência da Republica – que nome pomposo! –, apesar de não ter poder algum para aplicar sanções (para que serve, então?) aos funcionários públicos pegos com a boca na botija ou a mão na cumbuca, aplica, simbolicamente, uma mancha no currículo, uma censura ética, aos ministros que caíram por suspeita de envolvimento em práticas corruptas no governo. O currículo fica manchado, mas como os pedidos de investigação são sempre arquivados, a folha corrida fica sempre limpinha, embora "dali lá" sejam vários metros de extensão.

Flavio Marcus Juliano opegapulhas@terra.com.br

São Paulo

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TRANSGRESSÃO NO MINISTÉRIO DO TRABALHO

Sr. ministro do Trabalho, li que o senhor mostrou documento que pede apuração. Qual a data do documento? Sabe por que pergunto? Porque todo transgressor quando percebe que poderá ser pilhado começa a praticar atos para , caso necessário, fazer de conta que é sério. No mais tem um papel ao qual dou a mesma importância ao papel do seu documento. Fica, em forma de rolo, na parede do meu WC. Desculpe-me ministro, mas não os suporto mais! Meu nível de indignação esfacelou-se. Não pelo fato de ter praticado qualquer transgressão. Mas pelo fato de dizer que se trata de gente séria.

Orivaldo Tenorio de Vasconcelos professortenorio@uol.com.br

Monte Alto

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AS PROPINAS, O GOVERNO E O PT

Agora é o ministro do Trabalho que está enrolado. A imprensa tem prestado um grande serviço à Nação ao veicular as irregularidades cometidas por membros do governo, parlamentares e seus interlocutores nos negócios públicos. O Ministério Público tem investigado e processado os envolvidos. A presidenta, ao contrário do seu antecessor, que nunca sabia das coisas, tem promovido a faxina e colocado os errantes para fora do governo. O Congresso precisa abandonar o corporativismo que recentemente salvou os mensaleiros e sanguessugas e a Justiça ser mais rápida no julgamento desses casos para que, mesmo aqueles salvos pelos colegas, os autores acabem respondendo aos tribunais. As ONGs, criadas como instrumentos para desburocratizar, foram, maliciosamente, transformadas em válvulas para o achaque às verbas públicas. Todas precisam ser auditadas e analisadas para que as sérias sejam prestigiadas e sirvam de modelo ao funcionamento das demais. As faltosas devem ser fechadas sumariamente e seus responsáveis receberem as devidas punições cíveis e penais. Os partidos políticos que tenham recebido verbas indevidas também devem ser investigados e prestar contas à Justiça Eleitoral. É preciso louvar a imprensa e a democracia, que permitem ao povo tomar conhecimento das mazelas. Pior seria se, mesmo existindo, esses agravos não viessem a público. Nesse quadro, no entanto, está faltando um componente: o vigoroso Partido dos Trabalhadores dos tempos de oposição que, com toda determinação, saía às ruas exigindo moralidade e bons costumes. Onde estão aqueles patrióticos militantes?

 

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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A VEZ DO PDT

Mais uma suspeita de fraude. Agora no Ministério do Trabalho, e quem está na berlinda é o PDT, e como este ministério está infestado de sindicalistas pelegos e parasitas, as chances de que as suspeitas sejam verdadeiras são grandes. Vem cá. Alguém pode me dizer ou apontar onde não tem suspeita de fraude no governo? O pior é que nos contribuímos para isso, com o nosso voto. Dizia o falecido Ulysses Guimarães que a prática de algo leva a perfeição, assim como esperava com o voto, mas, pelo visto, no Brasil leva a imperfeição.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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PIADA PRONTA

Os humoristas no Brasil têm que ter muita imaginação mesmo. No ministério da vez das suspeitas, a “OG” (Organização Governamental) investigada tem o sugestivo nome de “EPA” e um dos supostamente envolvidos tem o sobrenome “PANELLA”.

 

Marcos José de Freitas e Silva marcosjfreitas@uol.com.br

Ribeirão Preto

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ONG, OLHA A NOSSA GRANA...

Mais um golpe contra o erário, via ONGs está sendo desmascarado, agora no Ministério do Trabalho, comandado por Carlos Lupi (PDT) que de política rasteira entende tudo. Assim segue a reformar ministerial, um ministério por vez, via a atuação vigilante, necessária e correta da imprensa brasileira. Se a presidente Dilma tivesse algum compromisso com a ética e preservação da moralidade pública deveria desencadear uma faxina geral.  Se assim o fizesse, teria com certeza um maior aprovação por parte da população, muito superior à obtida pelo mentor do atual esquema de saque ao erário e loteamento do poder. Se não o faz, é porque não quer ou porque está sendo beneficiada diretamente pelo atual status quo.

 

Claudio Juchem cjuchem@gmail.com

São Paulo

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CORRUPÇÃO

Contudo não ser nenhum grande admirador dos muitos nhenhenhéns do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, sou obrigado a concordar com suas ponderações no Corrupção e poder (Espaço Aberto, 6/11, A2). Aldo Rebelo forçou a barra ao considerar  as ONGs o bode expiatório da corrupção toda que graça na administração federal.  De fato, o PT considera que tudo que for contra o partido e o governo não é ético. Só o governo pode tudo, e está sempre certo.   Há apenas dois lados, o lado dos condôminos do poder, e o resto,  que está fora da partilha do saque. A aceitação tácita do Lula para com todos os desmandos ajuda a transformar o desvio em norma aceita pela sociedade. O obstáculo a uma real faxina não é a falta de apoio popular, mas sim a resistência do sistema político viciado e doentio. Com o PT no poder, não há sequer um vislumbre de salvação à vista! 

Conrado de Paulo conrado.paulo@uol.com.br

Bragança Paulista

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FAXINA

 

Quem sou eu para discordar do economista Roberto Macedo, de quem sou admirador há anos. Mas discordo parcialmente do seu artigo Faxinas de diarista ocasional, publicado no dia 3/11 (A2). A Dilma pode mesmo estar sendo uma faxineira ocasional, mas todos esses escândalos que vieram a público pela rápida sequência, só podem ter o dedo dela. Isto porque como ministra da Casa Civil sabia de todas essas atitudes espúrias adotadas pelos companheiros do Lula.  Para não se indispor com o Lula e seus fiéis escudeiros, ela se valeu de algum meio para fazer chegar essa roubalheira até a imprensa que se incumbiu de alardear as falcatruas culminando com o início da faxina que esperamos tenha continuidade.

Mario Pereira Leôncio pereirale@yahoo.com.br

São Paulo

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GILBERTO CARVALHO CANSOU

Cada uma... agora o ministro Gilberto Carvalho confessa estar cansado de crises... como se a culpa não fosse dele também! Afinal, o esquema sórdido de desvio de verbas que já demonstrou estar disseminado em todos os ministérios foi obra do governo... Lula da Silva. Tanto é verdade que foi Lula quem acabou com a burocracia para o repasse de verbas para ONGs através de mudanças no decreto 6.170. Foi Lula quem incentivou a criação de ONGs fajutas, quando facilitou a liberação de recursos através de saques bancários. As entidades passaram a fazer a inscrição meramente pela internet, bastando identificar data, fornecedor (CPF ou CNPJ) e motivo do pagamento. Com isso, qualquer pessoa pôde ter acesso ao destino dos convênios e contratos. “O importante é ter uma visibilidade total do sistema”, disse o ministro do Planejamento Paulo Bernardo na época. “A ideia é desburocratizar o sistema de repasses.” Se houver o pedido de convênio com mais de um ministério, será preciso entregar os documentos a apenas um, pois as informações estarão cadastradas no sistema. Pois foi assim que o desfalque do tesouro começou... e nem consigo imaginar a quantidade de dinheiro que foi sugada pelos vampiros da pátria... E Gilberto Carvalho já se cansou de administrar crises? Pelo número de ministérios-ralos que foram abertos durante o governo de Lula da Silva... é bom ele se preparar, porque o que está acontecendo é em efeito dominó...

 

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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SAÍDA

Diante dos queixumes do secretário-geral da Presidência da República, senhor Gilberto Carvalho, que declara estar "ficando cansado" de administrar crises envolvendo colegas do primeiro escalão, só vemos uma saída: ou vá se queixar dessa herança maldita ao Lula responsável por escalar os companheiros ou permita que a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, faça o trabalho que lhe cabe, afinal nós lhe pagamos para esse mister.

Leila E. Leitão

São Paulo

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ESCULHAMBAÇÃO

“Por esta causa a lei se afrouxa, e a justiça nunca se manifesta; porque o ímpio cerca o justo, e a justiça se manifesta distorcida.” (Habacuque 1:4). Os tribunais, aos quais cabe fazer cumprir a leis, as tornam frouxa e permissivas, cumprindo-as a favoráveis aos criminosos, com favorecimentos indevidos, mediante fianças e propinas afins. Quando um juiz comete um crime, em vez de ser punido, perder o emprego etc..., fazem é beneficiá-lo dando-lhe férias com todas mordias e privilégios aos da ativa, sem se quer tomar-lhes os bens apropriados indevidamente. Os que são eleitos para legislar, senadores e deputados, a quem cabe estabelecer leis e mostrar-se honrados, são canalhas, ladrões e corruptos, contrários a modelos e exemplos de vida, são os piores patifes. As pessoas das piores estepes são os que se elegem, bandidos perigosos. O executivo por vez corrompe os demais poderes e faz toda sorte de negociatas desde que estas resultem em votar ou aprovar aquilo  que este quer,  não importando-se em benefício da nação ou de interesses pessoais. É a total esculhambação, a verdadeira falta de ética e de vergonha.

 

Raimundo Félix da Silva rfelixdasilva@yahoo.com.br

Niterói (RJ)

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INSTITUIÇÕES EM APUROS

Se já não bastasse a degradação moral que vem passando o Executivo federal e o Congresso, há algum tempo também o Judiciário tem ocupado o noticiário com denúncias indesejáveis sobre seus membros. O que é lamentável! E no editorial do Estadão de 7/11/11, com o título O lazer dos juízes e a imagem da Justiça, fica evidente que a magistratura se sente acima do bem e do mal, quando aceita benesses de entidades e grandes corporações empresárias, para realizarem churrascos e outros eventos, como se estas empresas não sejam aquelas que mais entopem com ações a nossa lenta justiça. Ou seja, é o tipo de relacionamento estranho... Oras; que se saiba, estes magistrados têm os soldos dos mais altos do País! E por esta razão podem e devem constituir uma “vaquinha corporativa” para arrecadar fundos para suas comemorações, etc. Uma dica! Deviam copiar os trabalhadores do setor privado, que mesmo ganhando menos, pagam do próprio bolso seus eventos!   Ou, estes da magistratura acham que estão livres para os seus privilégios abomináveis, mesmo que isso afete a imagem da nossa justiça...

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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JUÍZES

O editorial O lazer do juízes e a imagem da Justiça nos mostra a contaminação do Judiciário pelos maus costumes que se vê no Legislativo e Executivo. Mas aqui a situação é mais grave já que, na teoria, trata-se justamente de cidadãos e cidadãs que deveriam dar o mais nobre exemplo de isenção para a sociedade. A Justiça dos homens é imperfeita, mas da divina ninguém escapa... 

José Eduardo Zambon Elias zambonelias@estadao.com.br

Marília

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PAÍS BIZARRO

No Brasil não só os políticos cometem bizarrices, os juízes também. Agora só faltam os militares para nos tornarmos de vez um país degenerado.

 

João Carlos Braga Junior cuquineto@gmail.com

São Paulo

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NOVA MINISTRA DO STF

Nada contra a escolha, pela presidente Dilma, da ministra do TST Rosa Maria Weber Candiota da Rosa, por seus méritos. Esperamos que se revele exímia constitucionalista e independente, como o fez o ministro Marco Aurélio, originário do mesmo tronco judiciário.  Tudo contra o respectivo sistema de escolha autocrático dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Não é verdadeiro o argumento de que a maioria das causas em tramitação no STF é trabalhista. Com raríssimas exceções, de violação direta do texto constitucional, não há ações trabalhistas no acervo da Suprema Corte, que barra o aporte dessas demandas ao Tribunal por meio de Súmula de sua jurisprudência. Mulher, rio-grandense do sul, apoiada por Tarso Genro e pelo ex-marido da presidente. E há quem diga que as mulheres não se solidarizam; que os gaúchos não são bairristas; e que os "ex" são cartas fora do baralho...

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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JULGAMENTO DA FICHA LIMPA

A Lei da Ficha Limpa, projeto de iniciativa popular, depois de conseguir o apoio de mais de 2 milhões de brasileiros não conseguiu seu intento que era barrar os párias da política, pois segundo alegação do STF a norma deveria esperar um ano para produzir efeitos. Muito bem, nas eleições de 2012, certamente não haverá nenhum impedimento para que a Lei seja aplicada, bastando para isso que nenhum ministro peça vistas do processo,  o que beneficiaria sem dúvida, os gatunos de plantão.  O relator, ministro Luiz Fux disse que vai analisar todas as questões sobre o caso e que as eleições do próximo ano ocorrerão com regras claras sobre o assunto. "Eu vou julgar todas as questões, não vai ficar nenhuma dúvida. Não vai ficar pedra sobre pedra. As eleições vão se realizar com pleno esclarecimento da população sobre o que se pode ou não fazer, quem pode se candidatar e quem não pode".  A conferir.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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                                                                                                             FICHA LIMPA x IDH

Qual a relação que existe entre  as questões  vigência da lei da Ficha Limpa e o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH)? No curto prazo, é possível que nada. No entanto, se o Supremo Tribunal Federal validar a lei da Ficha Limpa para as eleições a partir de 2012, é possível que o afastamento de criminosos da vida pública proporcione, às futuras gerações, mais saúde, educação e segurança o que, certamente, aumentará o IDH brasileiro. Certamente, esse é um momento histórico para toda sociedade e  para os  magistrados da mais alta corte que, além  do notável saber jurídico e a reputação ilibada, devem ter sensibilidade para perceber que a lei da ficha limpa é uma das leis mais democráticas do país, sendo introduzida e aprovada por um esforço da sociedade civil brasileira sem precedentes. Ela se tornou um símbolo de esperança por um governo livre da corrupção.

Gabriel Fernandes gabbrieel@uol.com.br

Recife

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PARENTELA

Será que nos 152 políticos ficha-suja com identidade oculta têm parentes no STF?

 

José Inacio de Queiroz zezinhoqueiroz@yahoo.com.br

Andradina

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STF BLINDA POLÍTICOS

O título devia ser Supremo 'brinda' políticos. Ao manter sob sigilo a identidade de 152 investigados, sem querer, por ser somente anexar as iniciais dos envolvidos, tal fato talvez vire um programa de TV, já que seria interessante descobrir o nome real  dos investigados, através de consulta popular. Quem sabe o Datena não aproveita, se for do seu agrado?

 

Carmine Mario Buonfiglio krminegoodson@gmail.com

Santos

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MISTÉRIO

Num país onde o Supremo Tribunal Federal (STF) blinda políticos corruptos, mantendo-os sob sigilo de identidade, qual será a verdadeira e sorrateira intenção, ocultar criminosos? Será que, pelos mesmos manterem vínculos e interesses particulares com os ministros?

 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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BRASILEIROS, PREPAREM-SE

Vem ai mais uma porção “goela abaixo” do Supremo Tribunal Federal (STF). A proposta de anistia para os mensaleiros começa a ser cogitada e como soe acontecer com assuntos desta laia, onde há fumaça com certeza já está pegando fogo. Os membros do Supremo cuja maioria tem o rabo preso ou foi indicada pelo PT, preparam-se para encerrar definitivamente o assunto.

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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NÃO ME ENGANEM, QUE EU NÃO GOSTO

Contra fatos não há argumentos. Objetivo do STF não é proteger investigações e, sim, proteger investigados.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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PROJETO INDECOROSO

O projeto de anistia a mensaleiros é o mais vergonhoso que tramitou no Congresso Nacional até hoje. É tão excomungado, tão maldito, que me nego em saber qual o seu autor, para também pedir a deus sua excomunhão da vida política do nosso país. O crime praticado pelos chamados mensaleiros  (occasio facit latronem, a ocasião faz o ladrão) é pior que o crime praticado pelo ladrão comum na vida particular. Este, além de correr o risco de se preso e condenado por força da lei penal, ainda corre o perigo de ser morto em ação, ao passo que, o mensaleiro rouba o dinheiro público por meio de propinas mensais para compra de votos, sem qualquer penalidade, mesmo pego em flagrante, como é público e notório. Agora, este malfadado projeto encontra-se na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara federal (a mais importante) para ser julgado. Esta comissão, por incrível que pareça, é presidida por um deputado do PT que está sendo processado no STF e que descaradamente alega que não sabia da inclusão na pauta do recesso em tela, que teria vindo no meio de outros. Mas não negou qualquer suspeição para presidir o seu julgamento, com é de lei. A comissão não deve, patrioticamente falando, perder esta oportunidade para lavar a alma da Câmara, rejeitando como inconstitucional e imoral aludido projeto de lei, dignificando esta casa tão ferida por falsos e corrompidos legisladores.

Antonio Brandileone abrandileone@uol.com.br

Assis

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SIGILOS

O Legislativo surpreendeu, derrubando o sigilo eterno de documentos. O Judiciário poderia seguir o exemplo, derrubando o sigilo de seus investigados.

Lazar Krym lkrym@terra.com.br

São Paulo

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DINHEIRO DE SOBRA

Até quando vai continuar a bagunça neste país? Falta dinheiro pra saúde, educação e segurança. Mas sobra na roubalheira (chamam de desvio de dinheiro público). Precisamos diminuir: o número de vereadores, de deputados estaduais e federais e acabar com o senado, acabar com assessores de vereadores e deputados. Ficha limpa é para ontem, não ficar enrolando o povo. Chega, precisamos dar um basta. Porque só pobre vai pra cadeia.

Osni Bodenmuller insoprof@gmail.com

Brusque (SC)

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‘NON DUCOR DUCO’

Os pré-candidatos do Partido dos Trabalhadores (PT) à Prefeitura de São Paulo, Marta e Eduardo Suplicy, obedecendo caninamente ao''criador'' e a ''criatura'', renunciaram a disputa na prévia do partido e prometem apoiar o ministro da Educação, Fernando Haddad, na eleição. Non Ducor Duco serve de lema para paulistas e paulistanos e por certo darão resposta nas urnas a essa grosseira pretensão de fazer da maior cidade da América Latina um quintal ou balcão de conchavos políticos. O paulistano não aceita mais uma ''criatura'' com as credenciais de gestor que o candidato apresenta. São Paulo não é feudo de Lula e Dilma. Os paulistanos vão responder nas urnas, como fizeram em 1932 contra a prepotência de Getúlio Vargas. O espírito cívico de Miráglia, Dráusio, Matias e Camargo estarão em cada boca de urna para impedir essa tragédia, capaz de fazer os jesuítas José de Anchieta e Manoel da Nóbrega ficarem de bruços no túmulo. Vídeo meliora proboque, deteriora sequor (vejo o bem, aprovo-o e faço o mal) – Ovídio.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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EDUARDO E MARTA

No programa do Fantástico da Globo tem um quadro chamado Bola Cheia e Bola Murcha, e gostaria de informar ao ex-casal, que eles retirando suas candidaturas à Prefeitura se mostraram os maiores “bolas murchas”  do PT e marionetes do Lula. Que submissão.

L. A. B. Moraes labmoraes@uol.com.br

Santos

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HOLOFOTES

 

Eduardo Suplicy desiste de candidatar-se à Prefeitura.  Que novidade! Conseguiu mais um dia de holofotes e basta. Seu ego já está satisfeito.

 

Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br

São Paulo

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SOLIDARIEDADE

Gostaria de parabenizar à senadora Marta Suplicy que, mesmo sabendo que seria a candidata do PT com mais chances de se eleger de novo prefeita da cidade, abriu mão por solidariedade ao Lula que no momento luta contra um câncer e tomara que se recupere o mais breve possível. Temos que reconhecer esse lado humano da nossa senadora também. Enquanto alguns petistas de ocasião aparentam estar ajudando ao partido, a Marta uma petista da cepa dá esse lindo exemplo de humanismo e verdadeira amizade ao Lula.  Isto é, uma realidade inconteste Essa atitude dela tem que ser reconhecida sempre, bem como à presidente Dilma que teve ativa participação nesse gesto da senadora em consideração ao estado de saúde do ex-presidente.

Luiz Alberto Duarte  carfrandua@yahoo.com.br

São Paulo

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TROCAS INÚTEIS

Sai Marta Suplicy, a (relaxa e goza) e entra o ministro Fernando Haddad, aqueles dos livros errados e provas do Enem anuladas pela justiça. Esta é a vontade de Lula para ser o candidato do PT nas próximas eleições municipais de São Paulo. A Erundina deixou uma lembrança terrível da sua administração municipal, a Marta ainda não saiu da memória dos paulistanos suas taxas e viagens à Paris. Agora, o ex-presidente quer atacar de Fernando Haddad, mas este já está muito bem marcado na maioria dos paulistanos a emissão de vários milhões de livros didáticos ensinando um português errado aos jovens estudantes e para completar, as provas do Enem estão sendo anuladas pela Justiça. Ainda nos resta saber quem arcará com as despesas milionárias da impressão dos livros inúteis e de tantas provas anuladas.

Benone Augusto de Paiva benonepaiva@yahoo.com.br

São Paulo

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