Fórum dos Leitores

CORRUPÇÃO

O Estado de S.Paulo

10 Novembro 2011 | 03h08

'Cabra macho'

Quem assistiu, ou as leu ontem no Estadão, às declarações do ministro do Trabalho - aliás, incompatíveis com o cargo que exerce -, o qual chegou a dizer que duvidava que fosse exonerado a qualquer tempo ("para me tirar só abatendo à bala"), somente pode concluir que a autoridade dele é maior que a de sua superior hierárquica, nada menos que a presidente Dilma Rousseff, que ele está acima de tudo e de todos, ou é um grande fanfarrão. Em ambas as hipóteses a presidente da República tem a obrigação de exonerá-lo. Para complicar mais o episódio a maioria da bancada do PDT vem a público e declara que se o ministro for exonerado abandonará a base do governo. Ora, parece-me que aí temos outro exagero, pois interessa muito mais ao partido permanecer na base do governo do que ao governo aguentar tanto desaforo para não perder o apoio do PDT. A exemplo dos demais ministros que tiveram de pedir demissão, o ministro em questão tem de se defender das denúncias de desvio de verbas públicas, por intermédio de ONGs, e o faz por meio de bravatas que denigrem a imagem da maior autoridade do País. Fica a impressão de que a presidente é uma espécie de rainha da Inglaterra, cuja autoridade não conta na hora de tomar decisões que realmente interessam ao País. Independentemente das denúncias que pesam contra a sua pasta, o ministro fanfarrão deveria ser demitido tão somente pelas absurdas declarações. Um chefe de Estado que é desafiado publicamente por um subalterno seu deveria exonerá-lo de pronto. Ou renunciar ao cargo.

GILBERTO PACINI

benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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Faroeste

"Só saio daqui à bala, e precisa ser bala forte". Bravatas como essa refletem o contexto e definem bem o nível pessoal e político a que estamos sujeitos pelos atuais governantes e legisladores. É um verdadeiro e lamentável faroeste federal, com a xerife refém.

LUIZ A. BERNARDI

luizbernardi@uol.com.br

São Paulo

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O que mais...?

O ministro pesadão deu o tom do faroeste que tomou conta do governo quando aproveitou para atirar a bala de seu acintoso pronunciamento para a presidente. "Duvido", disse ele quanto a ser demitido, "ela me conhece há 30 anos"... Ou seja, para bom entendedor meia ameaça velada basta. É, da cara de pau, da vergonha rala, definitivamente o auge. Pobre Brasil, pobres de nós, que pagamos os salários e as mordomias dessa cambada! O que mais falta acontecer por aqui?

DOCA RAMOS MELLO

ddramosmello@uol.com.br

São Sebastião

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Temor

Lupi disse que só sai à bala. Estará tão enraizado assim, e sabe tanto sobre todos, para atemorizar e afastar uma possível demissão?

ALBERTO NUNES

albertonunes77@hotmail.com

Itapevi

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Certeza da impunidade

Demorou, mas chegou a vez do ministro do Trabalho, Carlos Lupi (PDT), que afirmou que só sai "à bala". E agora, dona Dilma? Não perca tempo, demita-o logo, para evitar o aumento das denúncias, como ocorreu com os outros cinco ministros. A ameaça do PDT de retirar o apoio ao governo é apenas jogo de cena. Eles preferem permanecer na "roubalheira" instalada em Brasília, na certeza da impunidade. Este é apenas o sexto ministro, quem será o próximo?

MARIA TERESA AMARAL

mteresa0409@estadao.com.br

São Paulo

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USP

Vandalismo

Os vândalos que invadiram a Reitoria da USP são potenciais destruidores da democracia e têm de estar sujeitos aos rigores da lei, e não ser beneficiados com qualquer anistia. A fraqueza das autoridades causa indignação e o surgimento de impulsos antidemocráticos na própria sociedade que sustenta os privilégios desses bandidos travestidos de estudantes.

JORGE MANUEL DE OLIVEIRA

jmoliv11@hotmail.com

Guarulhos

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Reivindicações

Chegam a ser patéticas as reivindicações dos estudantes rebelados. Só faltou pedirem presentes ao Papai Noel.

OSNYR BANDEIRA FILHO

osnyrbf@hotmail.com

Tietê

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Estudante ou 'maloqueiro'?

Olhando as fotos da turma que invadiu a Reitoria da USP e a depredou, parece mais um bando de "maloqueiros" do que estudantes, e deveriam todos ser expulsos para irem bagunçar em outra freguesia. Tolerância zero com essa cambada! E é para admirar a reação dos pais, reclamando que seus filhos foram maltratados pela polícia, quando deveriam mais é reconhecer que falharam em sua educação para serem cidadãos, e não estudantes profissionais e maconheiros, que ocupam o lugar de muitos que ali não conseguem entrar.

LAÉRCIO ZANNINI

arsene@uol.com.br

Garça

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'Bichos grilos'

Irretocável o artigo A revolução dos 'bichos grilos' mimados da USP, de José Nêumanne (9/11, A2). É preciso acabar com essa demagogia barata que permeia a sociedade brasileira, sempre tolhida pelo patrulhamento ideológico das minorias organizadas que impõem a ditadura do politicamente correto.

RICARDO SALLES

salles@endireitabrasil.com.br

São Paulo

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Massa de manobra

Magno Carvalho, o presidente do Sintusp, grande apoiador e financiador dos "revolucionários" da FFLCH da USP, hospeda em sua casa o terrorista italiano Cesare Battisti. É com esse tipo de elemento que a polícia de São Paulo está lidando. Os "estudantes" são só massa de manobra de gente muito mais graúda.

M. CRISTINA ROCHA AZEVEDO

crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

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Discriminação

Por que essa discriminação com os estudantes? Por acaso sem-terra é preso quando detona sede do Incra, a Câmara dos Deputados, fazendas, etc.?

CLAUDIO DE OLIVEIRA VILLELA

cov.urutau@gmail.com

Jataí (GO)

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EXPLICAÇÕES

Quem diria, até que enfim chegou a vez de Carlos Lupi, ministro do Trabalho, explicar a corrupção no seu Ministério. O ministro deve ter muita bala na agulha para afirmar que duvida de que a presidente o demita. Verdade, Dilma não demite ninguém. O que ela faz é se desgastar perante a opinião pública fazendo o discurso de mãezona dos picaretas. Lupi disse que só sairá do cargo abatido a bala. Basta dar um pulinho no Rio de Janeiro.  A que ponto chegam os homens sedentos de poder. Grudam no osso e não o largam por nada. Não fosse, mais uma vez, o trabalho da imprensa, nada viria à tona. Faz muito bem o deputado Marco Maia (PT-RS) em não aceitar aberturas de CPIs na Câmara dos Deputados. Sem alardes, caras e bocas, as grandes revistas e jornais sérios desse país dão conta do recado plenamente.

Izabel Avallone  izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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DESGASTE DO GOVERNO

Realmente, o senhor Carlos Lupi deve ter muitas balas na manga para estar a ameaçar a presidente dizendo, ironicamente, que a conhece há 30 anos, que só sai a bala e ainda dá o recado de que é osso duro de roer. Desacata o Executivo publicamente e ainda ameaça, se for alijado do Ministério, com a saída de seu partido da base de apoio do governo. Será que esse desgaste a que está exposto o governo vale a presunção de inocência que também foi oferecida aos outros cinco que acabaram sem alternativa e escafederam-se? Pelo andar da carruagem e pela ladainha recorrente, o desfecho será o mesmo. Já estamos habituados com essa urdidura hedionda no governo herdado de Lula.

Leila E. Leitão

São Paulo

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PROPAGANDA INÚTIL

O Palácio do Planalto anda desesperado, porque até aqui o governo Dilma, assim como foi o do Lula, somente tem ocupado páginas policiais da nossa imprensa! Boas notícias, que é bom, nada! Em 2011, cinco ministros saíram pelas portas dos fundos, ou seja, por corrupção, e mais um, o Carlos Lupi, já próximo da guilhotina presidencial... E para tentar abafar essa mega indignação que o petismo vem impondo à sociedade, a presidente ocupou por 10 minutos (em 8/11) o horário nobre de rádio e TV, que vão custar milhões de reais ao bolso do contribuinte, para fazer um pronunciamento de ações pífias na saúde, o que é uma afronta, porque até 2014, se funcionar, é bom deixar claro, vai beneficiar uma mínima parcela da população. Ou seja, o Executivo federal continua embromando pela falta de capacidade de governar. E lança projetos que dificilmente se concluem... E se realmente a Dilma estivesse empenhada para tirar a saúde do caos em que se encontra, principalmente no Norte e no Nordeste, além do Rio de Janeiro, deveria programar pesados investimentos na construção de hospitais, centros de saúde, equipamentos de ponta, incentivo salarial para contratação de bons médicos e atendentes, e um até oferecer um policiamento ostensivo nesses centros médicos porque os funcionários estão cansados de apanhar de pacientes ou de seus familiares pela demora no atendimento...  E recursos não faltam! É só reduzir uns R$ 20 bilhões, dos famigerados R$ 116 bilhões (praticamente a fundo perdido), de benefícios fiscais para setores amigos do Planalto, que ainda sobra dinheiro!  Por isso, e mais uma vez preferiram a demagogia e populismo, obra prima do PT, do que atender o clamor da população que é humilhada nos corredores dos centros de saúde e hospitais públicos. A presidente, antes de utilizar a mídia, deveria se esmerar na nobre arte de privilegiar as reais necessidades da Nação...

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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RUA JÁ

Se todos os partidos que tiveram ou não ministros envolvidos em "corrupções", ameaçados de ser demitidos, concretizarem a ameaça de deixar a base governista, como afirma o PDT agora, será um grande benefício a população se ver livre dessa "corja".

 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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BASE ALIADA

Vejo o PDT ameaçar de deixar o governo, se Carlos Lupi, o “osso duro de roer” cair; ou seja, com a corrupção ameaçada de estancar no Ministério do Trabalho o partido “aliado”, ameaça abandonar o governo - vamos ver se a presidente aceita essa ameaça contra o dinheiro público, contra o Brasil. Fora Lupi, fora Paulinho da farsa sindical (PDT), limpeza geral é bom e o trabalhador gosta.

Celso de Carvalho Mello celsosaopauloadv@uol.com.br

São Paulo

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CHEGOU A HORA DO ‘SINISTRO’ DO TRABALHO

 

O Lupi, “sinistro” do Trabalho, enrolado até o pescoço pelas denúncias em seu ministério, se defende e diz que pediu à Polícia Federal para investigar, porque ele diz ser inocente, duro na queda e que é preciso acabar com essa onda de "denuncismo". De qualquer forma, tem de ser demitido, porque se não participou da roubalheira é um péssimo gerente e não pode trabalhar no serviço público. Se fosse em empresa privada, sua incapacidade o levaria a tomar  um pé no traseiro há muito tempo.

 

Laércio Zanini arsene@uol.com.br

Garça

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HUMILHAÇÃO

Lupi diz que só sai do cargo 'abatido a bala'! Isso, sim, é gostar do cargo. O senhor ministro não tem profissão? Precisa se sujeitar a toda essa humilhação? Será o salário que é muito bom? E a tal presidente, não tem autoridade para mandar mais um embora? Realmente, parece que somente o senhor Lula, mesmo por gestos, manda alguma coisa lá em Brasília, senhora presidente. Quem manda aí em sua empresa?

Mauricio Villela mauricio@dialdata.com.br

São Paulo

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DESESPERO OU AFRONTA

"Para me tirar, só abatido a bala". Essa frase seria normal dita por bandido encurralado, mas pasmem: saiu da boca de um ministro brasileiro entalado até o gogó em denúncias de desvio de dinheiro público. Desespero ou afronta à Justiça? Sai daí, Carlos Lupi. Sai!

Beatriz Campos  beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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TROGLODITA E FALASTRÃO

O ministro Lupi demonstrou ignorar os mais elementares postulados do regime democrático. Desesperado, em face das críticas de deputados de seu próprio partido, esperneia a ponto de dizer que só sai "a bala" de seu Ministério. Tal como os posseiros se referem à eventual desocupação de áreas que ocupam sem legitimidade. Os ministros são postos em seus cargos pelo voto no presidente que devem auxiliar e são demissíveis ad nutum. Não parece que ao povo e, destacadamente, aos trabalhadores que se relacionam mais diretamente com o Ministério do Trabalho, interesse um ministro troglodita e falastrão.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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PESADÃO

Alvo de denúncias de corrupção, o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, afirmou hoje que tem o apoio "total" da presidente Dilma Rousseff e de seu partido, o PDT, para continuar no cargo. Durante conversa com jornalistas, Lupi, que é presidente licenciado do PDT, avisou que para tirá-lo do cargo, "só abatido a bala e tem que ser bala forte, porque eu sou pesadão" (Estado, 8/11). Creio não ser esse o problema. Gente mais pesada já caiu. Escorregando na própria sujeira! E a blindagem está cada vez mais fraca e abalada. O povo está acompanhando. Creio ser melhor seguir o conselho do Roberto Jefferson “sai logo, cumpanheiro”, senão pode sobrar pros “otros cumpanheros”. Será que o G-20 não lê jornais do Brasil? Ou, quanto mais avacalhado este país, melhor para os estrangeiros?

José Jorge Ribeiro da Silva jjribeiros@yahoo.com.br  Campinas

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PESADOS DEMAIS

Pesados, Sr. Lupi, demasiadamente pesados, são os custos que a malversação do dinheiro público impele ao povo brasileiro, que hoje reage indignado, sim, diante de tanta falcatrua, bravata, demagogia e hipocrisia.

Saulo Vieira Tortelli saulo_tortelli@msn.com

São Paulo

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ATÉ QUE A MORTE OS SEPARE

Depois da declaração do ministro Lupi ("só saio se for abatido a bala"), fica reforçada ainda mais minha opinião no Fórum do Leitor de 8/11. Enquanto os ministros forem nomeados por conta de alianças vergonhosas e interesseiras, o dinheiro sujo é a motivação maior para que permaneçam no cargo, "até que a morte os separe".

 

Maria Eloiza Rocha Saez m.eloiza@gmail.com

Curitiba

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ABATIDO PELA BOLA

Futuro ex-ministro Carlos Lupi, você não será abatido por bala, mas por “bola” que a sua turma do PDT andou levando.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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CARLOS LUPI

Creio que mais este deva ser defenestrado.  As acusações são muito graves e ele não deverá permanecer no Ministério. Basta ler o que está no Estadão de terça-feira (8/11) para que se possa avaliar o que esta figura andou aprontando, até em Camaçari.   Mais um, a lista parece não ter fim, por isso gostei muito do que FHC escreveu no Estadão (Corrupção e poder, 6/11, A2).  Lula prosseguiu, mas deturpou completamente os caminhos traçados que herdou desse grande presidente.

 

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

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O MUNDO GIRA E A FILA ANDA

A fila dos ministros em marcha cadenciada em direção ao patíbulo da moralidade continua em movimento. Sua potente ratoeira transportada pela nossa impávida imprensa está na iminência de apanhar mais uma rotunda ratazana dessa formidável pilhagem jamais vista numa nação do planeta, só comparada às hordas de Kublai Khan e Gengis Khan. Não existe ordem alfabética para. Por isso é que depois do Esporte chegou a vez do ministério do Trabalho, de Carlos Lupi, do PDT. A grande farra com o dinheiro público se concentra sempre nessas malfadadas ONGs, ferramenta usada pela PeTralha para reforçar seu caixa dois. Os políticos, a maioria que apoia o governo, têm medo, pânico dessa arma de algemar ratos, e, por isso, o desejo irreprimido de amordaçar, de calar a única arma de que o povo dispõe para expor as vísceras de um governo que governa pelo partido e contra o País. “A irresponsabilidade é a marca dos Estados de força” (Jânio Quadros).

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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E AGNELO, VAI OU NÃO VAI?

O esquema de desvio de dinheiro público através de ONGs e empresas de fachada foi muito bem montado por Agnelo Queiroz quando era responsável pela Pasta do Esporte. Agnelo ficou descontrolado depois do vazamento das informações que o incriminam, como represália tirou do comando da Polícia Civil a delegada Mailine Alvarenga, e exonerou da cúpula policial 43 delegados-chefes e 7 diretores, algo nunca antes visto neste país. As denúncias, Agnelo classifica como sendo informações contaminadas por "forças políticas do passado". Ora, hoje Agnelo Queiroz é do PT, mas enquanto esteve no Ministério do Esporte, era filiado ao PCdoB... portanto  sua alegação é muito estranha. Aliás, nunca ninguém assume a culpa de qualquer acusação que lhe é imputada, a primeira coisa que fazem sempre é alegar inocência. Só quero ver como ele vai explicar o seu envolvimento com o comerciante Miguel Santos Souza, especialista em criar empresas-fantasmas e ONGs fajutas para desviar dinheiro público Este tal atuou em 5 ministérios, na Câmara, no Exército e até no STF, segundo reportagem de revista semanal. Miguel e outros integrantes da quadrilha detalharam como funcionava e ainda funciona o esquema. Espero que a oposição exija uma vasta investigação, pois pelo visto está tudo contaminado! Espero que, pelo fato de Agnelo Queiroz ser do PT, ele não acabe tendo um tratamento privilegiado.

 

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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TAL QUAL PILATOS

 

Agnelo Queiroz e Orlando Silva foram instalados em 2003 por Lula no Ministério do Esporte como parte do arranjo pela pilhagem estabelecida para sua eleição ocorrida no ano anterior. Desde lá, a divisão do saque ao erário público já era partidarizada; espertos, não seguiram a gananciosa saga de Collor que queria tudo para si e deu no que deu. Orlando gozou do aval pelos bons serviços prestados e com o beneplácito da presidente Rousseff continuou a frente do ministério. Ela ainda deu patente sinal de apoio a ele. Manifestou-se publicamente diante de fatos escabrosos que vem sendo revelados há anos sobre desvios de verbas naquela pasta e declarou: in dubio pro reo (na dúvida, pelo réu). Dispensou-se de analisar que tudo que por lá ocorreu já vem de longa data, e que inúmeros inquéritos transitam na Polícia Federal, cada vez mais encruados na figura de Agnelo Queiroz. Tais processos estão  fortemente assentidos em provas cabais de desvios de centenas de milhões de reais a ONGs fantasmas ligadas a membros do “partidão” e até de familiares de altos funcionários do próprio ministério – todos ocupando cargos de confiança da republiqueta de comparsas aqui instalada. Usando a verborragia do “honoris”: - uma “grande maracutaia”. Já para Copa, essa facção que dirige o país tratou de fazer aprovar a RDC (reserva de comissionamento), para legalmente tenta blindar a bandidagem que fatalmente será revelada futuramente. Rousseff apenas decidiu pelo afastamento do apaniguado Orlando, apesar de Lula, o efetivo mandante do Planalto ter ordenado resistência, quando o STF abriu inquérito para investigá-lo, o que arrastaria consigo Agnelo de Queiroz para a mesma fossa. Este, agora petista, um membro do partido da ética, não pode ser exposto pelas maracutaias; porém a imprensa não deixa de noticiar os malfeitos do partidão. Agora somos tomados da já esperada faina dos aniquiladores das contas públicas que por enquanto os atrasos para a Copa da Maracutaia nos custará mais R$ 720 milhões. Quantas vidas poderiam ser salvas pelo SUS? Porém é preciso esconder a sujeira sob o tapete! Faxina moral e ética nem pensar. A rigor não sobraria um. Tal qual Pilatos, Rousseff, lavou as mãos e in dubio pro reo, que havia dado esperanças a Orlando, já lero-lero que pensava ser “indestrutível”, e foi para o brejo. Esta é política brasileira desprovida de qualquer classe; ou melhor, é de terceira classe. Alienados, até editorais em jornais como Estadão (7/11, Moral e política) em que o autor assevera: “causar espanto que muitos formadores de opinião ainda sustentem que nada mudou do governo anterior para o atual, sendo este último mera prolongação do anterior. Basta comparar o que foi feito em relação a essa questão nos dois governos: num caso, foram cinco ministros em dez meses; no outro, nenhum em oito anos – e o ex-presidente Lula ainda afagava infratores e os instigava a resistir. Os fatos são eloquentes”. Em que país esse cidadão esteve nos últimos nove anos? Por mais que do contraditório saia o debate, não se alude que a falta de inteligência, além da falta de senso ao realismo possa convergir à mínima tese de que se dê espaço em editorial a um oráculo de mentalidade ágil tal qual a de um manequim. O PC do B (picaretas comedores de bola) pela divisão da pilhagem ficou com o Ministério dos Esportes, e agora com Copa do Mundo e Olímpiada é que não vai abrir mão do tempo farto da colheita. Dirigem aquele antro ad libitum (a vontade, a seu bel-prazer). Com a saída de Orlando – “o indestrutível”, assume o comando um membro da mesma facção, Aldo Rebelo, e continuam os capangas, todos originários da UNE (união de notáveis estelionatários) em cargos privilegiados dirigindo ONGs (organizações norteadas por golpistas). Tudo como dantes no quartel de Abrantes. Porém, a sociedade consciente tem a si a expressão – conscia mens famae mendacia risit (a boa consciência ri-se das mentiras, isto é, o que dizem os mentirosos); e sabe que a fortiori (com razão) que oratio vultus animi est (o discurso é o rosto da alma) tanto válido ao ex-ministro quanto ao da presidente Rousseff, e àquele que não sabia de nada do mensalão. Em suma, pessoas de primeira classe cercam-se de pessoas de primeira classe; porém pessoas de segunda classe estão sempre cercadas por sujeitos de terceira; ou seja, a escória. Espera-se que a imprensa internacional deixe de basbaquice e interprete os fatos que ocorrem no Brasil à altura e ao discernimento do que em verdade aqui ocorre. Nesta ocasião se assiste a maior afronta à moralidade pública jamais vista na história republicana. Nada ou ninguém instalado no Poder legado por Lula se salva pelos padrões éticos ou morais mínimos a que deva ser conduzida a coisa pública. A política deixada pelo debochado rotulado de honoris causa, não passa de pura pilhagem do Estado, e em desfaçatez diária é o escárnio à institucionalidade dos Poderes Republicanos com evidente cooptação dos membros destes.

Oswaldo Colombo Filho colomboconsult@gmail.com

São Paulo

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ROYALTIES – O POVO VAI ATRÁS

O governo do Estado do Rio de Janeiro, juntamente com as prefeituras, convocou a população para um ato em defesa dos royalties hoje. Decretaram até ponto facultativo. Boa ocasião para o povo comparecer e protestar contra eles pelo mau uso da verba dos royalties, protestar contra a educação pública, que não existe, protestar contra a saúde, que só se consegue se se recorrer à Justiça, enfim, protestar porque eles não estão fazendo nada. Estão enganando o povo com mentiras e, como o povo não entende do assunto, diz amém. O povo tem de questionar como é que pode uma perda de R$ 1,7 bilhão anual causar o estrago que estão propalando, diante de um orçamento estadual de R$ 56,5 bilhões. A perda fica em torno de 3%. Mal comparando, é como se alguém perdesse R$ 3,00 em R$ 100,00. Não consigo entender. Mas o povo vai atrás.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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PRECIPITADO

O governador Sérgio Cabral está se precipitando em promover manifestação popular pelo direito constitucional de o Rio de Janeiro receber os royalties do petróleo (Lei 8.001 de março de 90, a última sancionada pelo presidente José Sarney). Nada foi mudado até agora. Tanto assim que Lula vetou, em 2010, a iniciativa ilegítima conjunta do deputado Ibsen Pinheiro e do senador Pedro Simon. O projeto Vital Rego, em 2011, só foi aprovado pelo Senado e aguarda decisão da Câmara. O texto é o mesmo. Se a Câmara aprovar, a presidente Dilma Rousseff vetará. Claro. Pois, se assim não for, estará desautorizando a decisão do antecessor e seu grande eleitor. O problema, portanto, situa-se na esfera dos vetos. No momento de sua apreciação, aí sim, é que Sérgio Cabral deve levar a questão para as ruas, além de preparar recurso ao Supremo.

 

Francisco Pedro do Coutto pedrocoutto7@yahoo.com.br

Rio de Janeiro

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FRACASSO RETUMBANTE

A tal greve geral de estudantes aprovada por meia dúzia de gatos pingados – em relação ao total de alunos matriculados na Universidade de São Paulo (USP) – foi um fracasso retumbante. Ontem, a maior parte das unidades da Cidade Universitária tinha aulas sendo ministradas normalmente. Alunos e professores, em geral, não seguiram a patuscada proposta por cerca de 1% dos alunos da instituição – uma minoria ridícula que só quer saber de viver em meio à fumaça de baseados degenerantes de neurônios de extrema esquerda. Mais uma prova cabal de que a pauta que pede a livre circulação de bandidos e drogas no campus da USP não encontra respaldo na maioria que lá se encontra pra estudar e dar início a uma sólida formação profissional. A "reivindicação", comum à dos organizadores das marchas da maconha, está destruindo a credibilidade que a USP lutou tanto para amealhar ao longo de décadas. Quando é que o reitor dará uma resposta definitiva à sociedade, que não tolera práticas totalitárias contra o patrimônio público? Quando é que esses marginais serão sumariamente expulsos da universidade?

 

Henrique Brigatte hbrigatte@yahoo.com.br

Pindamonhangaba

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PANACAS

USP em greve? Bom que os estudantes foram mais inteligentes e não tomaram as dores desses panacas que invadiram a reitoria. É a escalada do absurdo! Que os maconheiros fumem sua maconha em casa e sustentem traficantes fora da USP, local de estudo e evolução mental.

 

Ricardo Guerrini ricguerrini@hotmail.com

São Paulo

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ESCOLHAM

Greve? A esquizofrenia naquele lugar não tem mais fim? Será algum vírus na caixa d’água? Até quando a maioria de alunos reais quer ali estão para estudar (mais de 80 mil!) continuarão sendo imperializados por uma minoria e se deixarão submeter assim, sem reação? Que os bons e verdadeiros estudantes da USP se manifestem contra esta baderna, ou ainda acabarão perdendo o semestre por conta de quem, mumificado, com a mente travada na ideologia, ainda vive nos anos 60, não quer estudar, gosta mais de bandido do que da PM e só quer ficar fumando maconha no câmpus! Afinal, o que é a USP? Uma (cara) universidade gratuita (mas paga por nós, contribuintes), para o ensino, pesquisa e o saber mantida pela sociedade, ou uma boca de fumo com PHD para riquinhos mimados metidos a hippies-velhos brincando de  'revolucionários'? Escolham, maconha ou estudo?!

 

Paulo Boccato pofboccato@yahoo.com.br

São Carlos

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ESTUDANTES

Somos obrigados a ler e ouvir comentários sobre a baderna dos estudantes da USP com o que os chilenos e ingleses tem feito para reduzir custos no ensino, estudante da USP é pago pelo contribuinte paulista, não paga para estudar. Também não se aplicam as analogias com os indignados da Espanha  e dos EUA, pois lá eles estão combatendo a corrupção e o alto custo dos políticos. Enquanto aqui nossos estudantes só queriam, vejam só defender 3 colegas que fumavam maconha, e combater a "ditadura". Bom eu achava que o atual governo havia sido eleito por eleições livres e democráticas, não por um golpe.

 

Francisco da Costa Oliveira fco.paco@uol.com.br

São Paulo

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MINISTRO EM SÃO PAULO

O Sr. ministro Fernando Haddad (PT), quando for candidato a prefeito da cidade de São Paulo, não deve esquecer de pedir apoio ao PSOL, ao PCdoB, etc., e a todo os estudantes baderneiros e o pessoal da cracolândia, pois serão os únicos que votarão nele! Já a população trabalhadora e séria...

Nelson Piffer Jr. pifferjr86@gmail.com

São Paulo

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LEMBRANÇA

A invasão da Reitoria da USP e a retirada dos estudantes pela Polícia Militar me faz lembrar fatos semelhantes ocorridos no final dos anos 60 e começo dos anos 70. Para os leitores que não viveram naquela época, é bom lembrar que muitos dos baderneiros do passado recheiam partidos políticos atuais. Seria bom fazermos uma releitura dessa história recente do nosso país.

Caiuby Luciano Gomes caiubylgomes@yahoo.com.br      

Botucatu

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‘DÉMODÉ’

O enfrentamento entre universitários e policiais é démodé, coisa dos anos 60/70 do século passado, nos tempos sombrios da ditadura militar. Quem desfruta do ensino gratuito de uma das bem conceituadas universidades latino-americanas, sob a proteção da Polícia Militar, não pode servir (ingenuamente ou não) de massa de manobra de movimentos políticos esquerdistas para badernar o câmpus sob pretextos esdrúxulos. Correm o risco de serem chamados de univers(o)tários. Uspianos, não cuspam na USP!

 

J. S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

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FALÊNCIA MORAL

Cadeia, expulsão e pagamento dos prejuízos materiais é o que merecem os srs. alunos da USP. Chega de passar a mão na cabeça desses baderneiros. A USP não é deles. E sem punição será a falência moral do governo de São Paulo.

Antonio Acorsi toninho@belflex.com.br

Jundiaí

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SUGESTÃO

 

Já que os viciados da USP não querem polícia por perto, que se faça a sua vontade: sai a PM e se transfere a cracolândia para lá também. O pessoal da cracolândia será o curso de pós-graduação.

 

Decio Fischetti etcmkt@terra.com.br

São Paulo

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PAIS EQUIVOCADOS

Concordo plenamente com a carta do leitor Sr. Everardo Miquelin (9/11),  que, na minha opinião, acertou no âmago do movimento de protesto dos estudantes da USP. As críticas dos pais desses estudantes mimados após a operação policial de reintegração de posse da reitoria ocupada revela igualmente a visão equivocada dessas famílias do que venha ser a democracia com responsabilidade. O pior de tudo que esses "estudantes" da USP provavelmente serão os educadores dos nossos filhos e netos no futuro.

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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FALSOS ESTUDANTES

Um plebiscito mostraria que o atual problema da USP é um ínfimo grupo de falsos estudantes, viciados em drogas, baderneiros e candidatos a terroristas.

 

Luigi Vercesi luver44@terra.com.br

Botucatu

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DIREITOS x DEVERES

 

Criou-se em nosso país nas últimas décadas uma cultura de "direitos". Sim, houve resgates de direitos do cidadão que nem sempre vinham sendo respeitados. Porém, não houve evolução, e sim involução, na questão dos "deveres". Toda sociedade é formada pelo binômio direitos e deveres, os quais não são antagônicos. Ocorre que boa parte dos cidadãos brasileiros reivindicam seus direitos, mas não querem exercer seus deveres.

O que está ocorrendo na USP é um exemplo claro disso. Ser estudante na USP é um grande privilégio quando consideramos o cenário educacional do Brasil. Assim, um direito que é negado ou dificultado para milhões de brasileiros, está sendo exercido por alguns milhares de estudantes. Não satisfeitos com isso, vêm reivindicar uma série de pretensos direitos, dentre eles alguns que representam, no mínimo, uma contravenção ou desrespeito à ordem pública. Deveriam sim exercer seus deveres. Dentre eles, o de respeitar os muitos milhões de contribuintes que pagam seus estudos através dos impostos. O dever maior que têm é o de retribuir aos cidadãos que os mantém nessa instituição, estudando com afinco para se tornarem profissionais qualificados, retribuindo à sociedade a confiança que a mesma depositou neles.

Poderão, futuramente, exercer seus direitos (ou pretensos direitos) ora reivindicados, na privacidade de seus lares ou em comunidades outras, que não sejam sustentadas pelos recursos públicos. O movimento estudantil é importantíssimo, mas que lute pelas causas sociais do país e não para o privilégio de uma minoria, que já é privilegiada.

 

Edison Roberto Morais ermorais@uol.com.br

São Paulo

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POBRES E RICOS

Os baderneiros da USP deveriam ser excluídos daquela instituição, porque é o povo pobre de São Paulo que paga através de impostos o dinheirão que é gasto e muito mal gasto com estes pseudointelectuais que só sabem que dia é hoje se olharam para o calendário. Vamos mandar para casa estes alunos que não aprenderam nada, inclusive a viver em sociedade, e vamos rever a gratuidade de ensino superior para filho de rico, porque o filho de pobre não tem tempo de ficar invadindo universidade, eles trabalham. A sorte deles é que neste país tudo termina em piadas, se eles vivessem num país sério, teriam de pagar os atos de vandalismo e pegariam mais 5 anos de cadeia. Se isso acontece numa das melhores Universidades do País, imaginem o que acontecerá numa final de Copa do Mundo neste paisão de quinto mundo? Prá frente, Brasil!

 

Manoel José Rodrigues manoel.poeta@hotmail.com

Alvorada do Sul (PR)

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CAUSAS

Ao contrário dos baderneiros sem causa da USP, os invasores sem-teto dos prédios do centro (SP), não escondem os rostos. Pelo menos, estes têm uma motivação – o que também não justifica. Mas não são filhinhos de papai. Espero que os "estudantes" encapuzados, além de pagar uma fiança irrisória, sejam obrigados a pôr a mão na massa, limpando a porcaria que deixaram para trás, com pichações horrendas nas paredes. Nem pra desenhar, eles servem. Esses caras não são de nada. Cadê a resistência? Bastou a polícia chegar, pra saírem de mansinho. De uma coisa eles podem ter certeza: não vai faltar história nem registro fotográfico, quando tiver passado a fase de rebeldia e os ilustres uspianos estiverem bem estabelecidos, na sua vidinha pequeno burguesa, com penca de filhos e netos.

 

Renata Rodrigues huppertt@ibest.com.br

São Paulo

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DESOBEDIÊNCIA E DESMORALIZAÇÃO

Temos Leis para quase tudo, mas cumpri-las que é o grande problema, principalmente porque o Judiciário não pune os infratores. No passado os crimes do "colarinho branco" eventualmente eram punidos, apenas os crimes cometidos pelos chamados "pés de chinelo" eram punidos. Nos dias de hoje "ninguém" é punido, seja o crime que for, basta pagar a fiança arbitrada pelo Juiz vai responder em liberdade e em razão da morosidade do julgamento, o processo prescreve e tudo fica encerrado sem qualquer punição. Sabe-se que os magistrados ganham muito bem mas será que produzem pouco? São inúmeros os processos em andamento e aguardando julgamento, que chegam a prescrição sem qualquer decisão, mesmo assim vão se acumulando até a exaustão, e fica por isso mesmo. A impunidade é tamanha que o próprio Conselho Nacional de Justiça (CNJ) chegou a afirmar que no judiciário já há "bandidos de toga" e que os seus representantes não se sentiriam confortáveis em recorrer à justiça? O que é por demais lamentável. Os péssimos exemplos que cotidianamente nos são mostrados pela mídia, de parlamentares, ministros, secretários e um cem número de chefes com cargos de confiança, envolvidos em todo tipo de fraudes, roubos e desvios do dinheiro público, apropriações, superfaturamento de obras, corrupções sem que ninguém seja condenado a nada e o pior nem obrigados a devolver ao erário os valores apropriados e roubados. É de pleno conhecimento que decisões judiciais devam ser cumpridas, independentemente de concordarmos ou não com as mesmas, no entanto nos últimos anos percebe-se que nem as decisões judiciais estão sendo obedecidas, são poucos os que as cumprem, os cidadãos perderam o respeito ao Judiciário. Nem os jovens, com ou sem estudo ou até universitários não aceitam as decisões judiciais, exemplo os invasores da Reitoria da USP, além da baderna e dos danos causados, exigiam a liberação da maconha e a proibição da segurança da Polícia Militar no campus dessa universidade, onde querem chegar? A desobediência generalizada está se transformando numa total desmoralização das nossas instituições. Ninguém respeita ninguém, será que precisaremos utilizar o modelo de Cingapura... Para voltarmos a ter honra, moral e obediência às nossas leis e Constituição? Se não houver uma mudança radical na conduta das nossas autoridades constituídas, que futuro iremos oferecer aos nossos filhos e netos? Quem conseguirá salvar o Brasil?

 

Luiz Dias lfd.silva@uol.com.br

São Paulo

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PREJUÍZOS

Tendo sido os vândalos baderneiros – e eventuais estudantes – finalmente e tardiamente removidos da USP, fica a pergunta: Esses mesmos baderneiros serão obrigados criminalmente a pagar pelos prejuízos e depredações que causaram no câmpus? Duvido! Afinal, estamos no Brasil, terra onde a lei e a ordem são coisas raras e a conta sempre sobra para nós, contribuintes otários, muitos dos quais, os filhos jamais terão condições de estudarem na USP.    

Paulo Ribeiro de Carvalho Jr. paulorcc@uol.com.br

São Paulo

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FORÇA

Por que será que a PM nunca emprega sua força característica quando se trata de alunos da USP que se envolvem em situações de vandalismo...?! Quanto a diversas situações e circunstâncias em todos os setores da sociedade, exceto este, no que diz respeito ao uso de tal força, o Estado sempre faz valer essa força, principalmente em desocupações de favelas, etc. Nos programas policiais não vejo ninguém se manifestar, pelo contrario todos se calam. Não sei nem quero saber o que eles pleiteiam, só sei que para estes é sempre diferenciado o tratamento no sentido do uso da força do Estado... Acho que estes futuros médicos e advogados etc., deveriam dar o exemplo, sinal de que cultura não tem nada que ver com caráter e respeito ao próximo. Isso, sim, é inversão de valores.  Dr. Geraldo Alckmin, estou preocupado pelo fato de ficar quase óbvio o medo que incluindo este veículo de comunicação e todos vocês da sociedade e o Estado de direito têm dos "meninos da USP"... Por quê?

Ivaldo Santana de Oliveira ival-dinho@hotmail.com

São Paulo

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ESTUDANTE OU REVOLUCIONÁRIO, DEPENDE

 

USP, na hora de invadir são revolucionários (não sei do que), quando chega a polícia são estudantes. Todo mundo quer polícia na rua, eles não. Alguma coisa está errada.

 

Marcelo de Moura mdemoura@globo.com

São Paulo

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RECEPÇÃO

Se os alunos da USP não querem a PM em seu condomínio pago com dinheiro público, podem transferir as viaturas e soldados da PM para meu bairro, pois eles serão bem recebidos.

André Luis  Coutinho arcouti@uol.com.br

Campinas

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DIÁLOGO

A atividade democrática do diálogo é algo que somente traz benefícios para a sociedade. Aliás, o engrandecimento e a maturidade de uma discussão refletem o grau de desenvolvimento intelectual e cognoscível que possuímos. Com relação à invasão da reitoria da USP, não observo muitos pontos favoráveis aos invasores. Contudo, a maioria das críticas que se formulam ao movimento está, em grande parte, mais calcadas em preconceitos do que em qualquer outros ideais. Em realidade, o movimento fracassou a partir da derrota na votação que envolveu os estudantes da FFLCH, com isso a rebelião perdeu o próprio sustentáculo democrático. Os líderes neste ponto acreditaram erroneamente que a falta de suporte refletia a ignorância da maioria, ou seja, acreditaram saber mais que qualquer outro estudante da USP. Esse comportamento, vale lembrar, legitimou a inquisição na Idade Média, na qual alguns teólogos acreditaram que a visão que eles possuíam de Deus era superior à dos outros fiéis, justificando a repressão sanguinária contra aqueles que não observavam a revelação com o mesmo viés. No entanto, se criticarmos o movimento tendo em vista concepções como “juventude alienada”, “estudantes que não trabalham”, “filhinhos de papai” ou “ideologias fracassadas”, a discussão não tem em nada a enriquecer. Pelo contrário, tais argumentos serviriam para criticar o movimento mesmo que ele estivesse com a razão. Neste sentido, esquecemos importantes questões levantadas pelos estudantes com o movimento, tal qual o papel da polícia, não só no campus da USP, mas também na sociedade e a batida questão da legalização da maconha. A crítica não se fundamenta no levante estudantil em si, mas como a sociedade ainda está despreparada para a discussão democrática. Como ainda é difícil para os brasileiros lidar com o contraditório e com a discussão sem cair no senso comum ou no autoritarismo. Em realidade, parece não haver meio termo, ou se defende a rebelião, ou se defende o status quo.

André Pires Iglesias iglpiresandre@gmail.com

São Paulo

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IMAGEM NEGATIVA PARA O FUTURO

Ontem conversei com um cidadão de bem, com boa formação que desenvolve suas responsabilidades dentro da normalidade. Na conversa ele levantou este assunto da USP. Mas de uma outra maneira, de uma maneira que mostra um exemplo negativo para o futuro para nossa sociedade. Assim: estou preocupado com o futuro de nosso país, não acredito que o jovem venha corresponder no futuro conforme as necessidades exigirem, esta mostragem dos estudantes da USP me deixa muito triste e sem perspectiva de futuro, tanta coisa séria e grave acontecendo em nosso país, eles estão alheios, mas encontram motivação para protestar sem causa desta maneira. Claro que na hora eu disse que se tratava apenas de uma minoria. Mas se for isso que eles estão transmitindo para a sociedade, precisam repensar. Detalhe, o cidadão tinha no máximo 40 anos.

 

Nelson Pereira Bizerra nepebizerra@hotmail.com

São Paulo

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FALTA DE AUTORIDADE

Este triste episódio envolvendo estudantes da USP (chamados por alguns de “delinqüentes mimados"), que iniciaram uma rebelião sem causa após a detenção de usuários de maconha, demonstra a decadência moral e a inversão de valores sólidos decorrente da falta de autoridade e disciplina educacional em nosso país.  Não somente pela falta da autoridade e disciplina governamental em que ministros do executivo diante da corrupção alegam que nada sabem ou que nada tem a ver com o problema; mas, no caso em questão, da falta de autoridade e disciplina dos responsáveis pela educação dos jovens, inserindo os pais, professores e demais educadores, os quais,  diante de qualquer contestação juvenil se acovardam no dever de impor limites se tornando lenientes e convenientes a tudo o que é ilegal ou imoral. Eis ai um dos motivos dos desmandos constantemente noticiados neste leniente país: "a falta de autoridade e de disciplina", seja ela familiar, estudantil, judicial ou governamental. É bom lembrar que as "autoridades" responsáveis pela ordem deverão ser rigorosas na aplicação da lei sem se dobrar a ilusórios apelos emocionais em regra utilizados como subterfúgios por políticos criminosos ou  delinquentes estudantis. 

Edenilson Meira merojudas@hotmail.com

Itapetininga

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MAL AGRADECIDOS

Já passou da hora de a Justiça (?) tomar  uma atitude mais que firme com estes estudantes e funcionários marginais que destroem o que é de todos e que tiveram o desplante de queimar a bandeira de São Paulo. Além de bandidos, são mal agradecidos com quem lhes paga os estudos. Chega!

Anna Maria Barretto fmbar@terra.com.br

São Paulo

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NA MOCHILA

Na minha época de estudante na USP, levávamos para a Universidade livros e cadernos. Esses baderneiros da Faculdade de Filosofia levaram caixas de cerveja, coquetéis Molotov, caixas de rojões. Realmente eles têm muito a reivindicar. Fora com todos eles. Esses inconsequentes estudam de graça numa das melhores Universidades do mundo e o que eles querem, na realidade, é liberdade para fumar maconha. Devem ser indiciados e responsabilizados pelos danos que eventualmente causaram na instituição.

Antonio F. Guimarães afergui@terra.com.br

São Paulo

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UNIVERSIDADE DROGADA

As universidades já não são centros de alunos de excelência depois dos tortuosos programas de inclusão. A sociedade sustenta as universidades públicas que não demonstram nenhum interesse em devolver um bom fruto do trabalho que se espera. A titulação de mestrado e doutorado não é suficiente para cobrir a deficiência da formação dos professores. Prova disso é a colocação da USP, a melhor do Brasil, em 169.º no World University Rankings, perdendo-se de vista as demais. Os Diretórios estudantis são locais destinados ao uso aberto de drogas, como mostram a USP e a Universidade de Brasília (UNB). Lugar de baderneiros não é na universidade custeada com o erário. É necessário que as universidades voltem a contratar professores estrangeiros, com melhor nível de educação e cultural, para reconstruir um novo e melhor padrão de ensino para justificar o dinheiro público investido, sem retorno para a sociedade.

Carlos José Marciéri carlosmarcieri@uol.com.br

Brasília

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RESPEITO ÀS INSTITUIÇÕES

Surpreendeu-me a manchete do Estado sobre a desocupação da USP (8/11). Gente que consome e maconha, leva estoques de cerveja para dentro do "acampamento", invade bem público e promove arruaças a título de protesto contra algo que foi votado e aceito pela maioria (PM controlando circulação dentro do  câmpus), se nega a deixar o local mesmo após ordem judicial, reage contra a desocupação e agride jornalistas que se propõe a

simplesmente mostrar a verdade, não são estudantes. Essa minoria não passa de bando de baderneiros. A USP deveria agir no sentido de expulsar os protagonistas desta baderna da USP. Se não implantarmos punições no Brasil, o respeito às instituições deixará de ser cumprido cada vez mais. Excelente se a USP desse um exemplo de dignidade fazendo o que tem de ser feito.

Abel Cabral abelcabral@uol.com.br

Campinas

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A CONTA

Além de pagar por seus estudos e pelos danos causados ao patrimônio público em suas manifestações mimadas, o contribuinte terá de pagar 300 policiais e 2 helicópteros para tirar os filinhos de papai da reitoria da USP? Quando essa mamata vai acabar? Já passou da hora de o Ministério Público exigir ressarcimento dos danos e dos prejuízos bem como a expulsão desses "estudantes". Ser conivente com esses abusos é prevaricação!

Francisco de Godoy Bueno francisco@csmg.adv.br

São Paulo

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JOSÉ NÊUMANNE

Estou de pleno acordo com o artigo escrito por José Neumann no Estadão de 9\11 (A revolução dos ‘bichos grilos’ mimados da USP, A2). Se a maconha é proibida em lugares públicos e como é assim que começa o uso de drogas, por que na USP deverá ser liberada ou consentida?

Kate Salles Milani katemilani@hotmail.com

São Paulo

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INJUSTIÇA

José Nêumanne, ao comparar os baderneiros da USP aos “bichos grilos” que cultuam, até hoje, os hippies de antigamente, comete uma injustiça com a saudosa geração da paz e do amor.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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FARC-USP

A propósito de tudo que esta acontecendo e noticiado por esse Jornal na USP ,uma reflexão torna-se evidente de que quem armou o confronto lá no câmpus da USP, foi o narcotráfico junto com os pterodátilos e jurássicos da extrema esquerda. A USP é tão lucrativa para os “negócios”, quanto o Morro do Alemão, pois a USP é uma cidade de 100 mil habitantes onde se consome drogas à vontade. O próprio flagrante de consumo de maconha deve ter sido planejado para provocar tumulto e confrontos à moda antiga. Por isso querem a PM fora, Território livre outra vez e que a falecida esquerda faça  renascer o “Movimento”.Que os estudantes de verdade não permitam esse casamento entre narcotráfico com a extrema esquerda propiciando o surgimento de um embrião Farc/USP.

José Ávila da Rocha peseguranca@yahoo.com.br

São Paulo

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CARTA AOS MEUS NETOS

 

Não se trata de uma correspondência particular, desejo que seja lida por muitos e que cada um dos leitores possa transformar-se em um multiplicador destes meus lamentos. Acredito no poder da palavra escrita ou falada, lembrem-se de Jesus, que não dispunha de nenhum meio moderno de comunicação e deixou-nos um legado de amor que dura mais de 2.000 anos. Era minha intenção voltar a escrever sobre o absurdo das 40 mil mortes, consequentes aos mais de 150 mil acidentes de tráfego, que ceifam a vida de pessoas queridas, tirando a felicidade de milhares de famílias todos os anos! De repente algo que era apenas um exercício teórico, tornou-se real, provocando-me o desejo de descrever minha angústia na forma de uma carta. Logo cedo, no dia 3, eu e a Maria Cecília vimos, na primeira página dos matutinos, a notícia de um pavoroso desastre. O sentimento foi de profunda tristeza, insegurança e ansiedade, pela perda da felicidade das famílias e de toda a consternada comunidade. Eram seis jovens bonitos, uma delas musa do Palmeiras, cheios de vida e encanto.  Um morreu na hora, os outros ficaram gravemente feridos correndo riscos incalculáveis. Isto aconteceu de madrugada, em um cruzamento da Bady Bassitt, a 100 metros da nossa casa! A história é sempre a mesma, eram 5h da madrugada: um dos carros havia saído de um posto de gasolina e o outro vinha de uma festa! Nada de bom existe nas madrugadas! Estão certos os promotores de algumas cidades, que proíbem menores na rua, após as 10h. Trata de medida ditatorial, mas a regra deveria ser estendida para todos os jovens ainda imaturos. Contaram-me que nos veículos havia bebidas alcoólicas. Não tenho prova disto, mas sei que os principais ingredientes que movimentam as festas e as confraternizações durante a noite são cerveja, vodca, cachaça, uísque... na forma pura, ou em misturas ainda mais explosivas, quando não acrescidas das drogas ilícitas, cada vez mais difundidas. Com muita pena das famílias, foi impossível não relembrar os acidentes dos meus netos, que só não tiveram maiores consequências porque graças as nossas preces foram salvos pelos anjos da guarda, que estavam atentos e prontos para carregá-los no colo naqueles momentos dramáticos. Queridos, ficar doentes não depende de vocês, mas expor-se a riscos desnecessários é um crime contra si e contra aqueles que vos amam! Continuarão orando por vocês. Resolvi não rever o texto. Foi escrito com o coração em chamas, é a pura expressão da insegurança e da tristeza, que mais este episódio despertou-nos... Nos sete anos da Guerra do Iraque, morreram 4.400 soldados americanos: cerca de 600 por ano, um absurdo! Nos acidentes de trânsito morrem anualmente no País 40 mil seres humanos, a grande maioria jovens! É mais seguro ser soldado na guerra do que “jovem moderno” no Brasil.  

Domingo Braile antunesmanoel@yahoo.com.br

São José do Rio Preto

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