Fórum dos Leitores

CELSO DANIEL

O Estado de S.Paulo

14 Novembro 2011 | 03h04

Criminoso recapturado

Um dos envolvidos no sequestro e morte do prefeito de Santo André, Celso Daniel, Elcid de Oliveira Brito, conhecido por John no mundo do crime, foi recapturado pela polícia. Certamente tem seus dias de vida contados, como os outros implicados nesse crime, pois todos os que sabiam da verdade foram executados sumariamente, até de dentro da prisão - um deles foi retirado estrategicamente de helicóptero e executado. Os autores intelectuais desse crime hediondo não querem que nenhum desses bandidos fale à Justiça, pois poderá pôr tudo água abaixo. Assim, ficaremos à espera do desenrolar dos tempos para nos cientificarmos do que acontecerá com mais esse réu.

BENONE AUGUSTO DE PAIVA

benonepaiva@yahoo.com.br

São Paulo

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FICHA LIMPA

Decisão adiada no STF

O ministro Joaquim Barbosa, ao pedir vista do processo, além de adiar a votação para o final do ano, frustrou os 2 milhões de pessoas que assinaram a ação popular, desconsiderou a aprovação unânime pelo Senado, que entendeu os anseios populares, e mostrou que acabar com a corrupção e a impunidade só interessa mesmo ao povo. E o povo, bem... O povo só serve para pagar a conta. É nisso que dá o Executivo ser o responsável pela indicação e nomeação dos ministros do STF.

JOSÉ CARLOS COSTA

policaio@gmail.com

São Paulo

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Marco da democracia

A notícia de que o ministro Luiz Fux, do STF, admite rever o seu voto, a fim de que não haja brechas para impunidade, deu novo alento aos brasileiros, que aguardam ansiosamente a análise da Lei da Ficha Limpa, que será um marco na nossa democracia.

MÁRCIO ROSÁRIO

daril_old@hotmail.com

Leme

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A hora é agora!

O Supremo precisa, deve, tem a obrigação de votar logo e fazer valer a Lei da Ficha Limpa, para moralizar um pouco a vergonha do uso e abuso do poder econômico para se eleger - e nada acontece... Essa lei é imprescindível para melhorarmos a imagem dos políticos e colocar no poder quem tem procedimento claro e limpo como água. Chega de aproveitadores, de distribuidores de verbas públicas a ONGs para dilapidar o erário. Precisamos de gente honesta e patriota, apesar de sabermos que isso é bem difícil na vida pública brasileira.

ANIBAL VILARI

anibalvilari@bol.com.br

São Paulo

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Ingenuidade

Quando o projeto da Ficha Limpa tomou a imprensa, a impressão que se tinha era de que, depois de aprovado, qualquer político com problemas na Justiça não poderia ser eleito e muito menos tomar posse. Pois é, muitos estão lá no Congresso e alguns até reivindicam salários atrasados. A faxina da presidente Dilma também deixou a imprensa eufórica, até parece que nos iríamos livrar dos políticos corruptos e de toda a corrupção do País. Sem dúvida, o brasileiro continua ingênuo, até a oposição acreditou!

FRANCISCO DA COSTA OLIVEIRA

fco.paco@uol.com.br

São Paulo

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Bandidos na política

Eu só queria entender o porquê de tanta polêmica, uma vez que para a decisão final só existem duas opções: se bandidos podem ou não ser políticos. Num país sério esse assunto jamais chegaria à Corte Suprema, porque lugar de bandido é na cadeia. Infelizmente, parece que hoje, no Brasil, a bandidagem já domina os três Poderes. Será essa a explicação para tanta resistência?

HUMBERTO DE L. FREIRE FILHO

hlffilho@gmail.com

São Paulo

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JUSTIÇA...

Fábrica de atum

A juíza Patrícia Cruz - da 9.ª Vara Criminal da capital - é de uma insensibilidade... Um ano e meio de prisão por quatro latas de atum? Quando esse cidadão sair da cadeia, após ano e meio de "escola", certamente vai roubar a fábrica de atum. Não é assim que a nossa Justiça será respeitada!

GUSTAVO GUIMARÃES DA VEIGA

gjgveiga@hotmail.com

São Paulo

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CORRUPÇÃO

Mamata

Com a corrupção disseminada, agora sabemos o motivo de tantos impostos. Ainda terão coragem de criar mais um para a saúde? Só se for saúde dos partidos.

MÁRIO ISSA

drmarioissa@yahoo.com.br

São Paulo

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'Umbigos unidos'

Bem escrito e espirituoso, o artigo Prefeitos na Serra e ministros no Cerrado (11/11, A2), de Fernando Gabeira, nos passa uma referência: nossa indignação deve manifestar-se onde está o nosso umbigo, isto é, na cidade onde moramos. É na Câmara Municipal que estão os representantes que elegemos e de quem nos podemos aproximar, protestar e exigir. Ao narrar a presença e o comportamento da população na sessão que criou a CPI em Nova Friburgo, Gabeira dá a receita para agirmos: "Eram conhecidos, chamavam-se pelo nome, quando vaiavam alguém sabiam por que vaiavam e o político sabia por que estava sendo vaiado". É isso! Devemo-nos unir aos familiares, vizinhos, amigos e a todos os participantes diários de nosso convívio e protestar quando necessário, na Câmara ou na porta da casa do vereador. Afirmo, por experiência própria, que dá resultado. Em minha cidade, para conseguirmos debater o Plano Diretor recorremos ao Ministério Público, e conseguimos. Recentemente obtivemos a realização de audiência pública para tratar do tema, por meio de interpelação extrajudicial à sra. prefeita, com ajuda da imprensa. E agora, para conseguirmos o texto da lei antes do envio à Câmara, já estamos lutando. É assim que conseguimos eliminar o arbítrio: lutando por nossos direitos de cidadãos! Como último exemplo do efeito "umbigos unidos", os vereadores decidiram, sem nenhuma consulta à população, aumentar o número de cadeiras na Câmara de 20 para 27. Para minha felicidade cidadã, vi a cidade sublevar-se com abaixo-assinado contra a iniciativa e a coleta de assinaturas para um projeto de lei de iniciativa popular. É um sinal de novos tempos e os políticos que se cuidem, ou efetivamente nos representem com lealdade e naquilo que de fato desejamos. Felizmente, o voto ainda é só nosso!

HONYLDO R. PEREIRA PINTO

honyldo@gmail.com

Ribeirão Preto

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A DIVISÃO DO PARÁ

Tenho assistido pela TV à propaganda sobre o referendo a respeito da divisão do Pará em três Estados. Acredito que seja propaganda em nível nacional, pois moro no Estado de São Paulo. Dá-se ênfase à obrigatoriedade do voto apenas dos eleitores do Pará. Pergunto: Por que propaganda de tal amplitude, se somente aos eleitores do Pará interessa? Quanto vai custar ao contribuinte a criação de dois Estados, tendo em vista os novos palácios, mais dois governadores e seu séquito, mais duas Assembleias Legislativas, seis senadores e mais não sei quantos deputados federais? Se eu vou pagar um pedaço dessa conta, gostaria de também dar o meu votinho nesse referendo. Por fim, a quem interessa essa ampliação de políticos, provavelmente para aumentar a base de sustentação do governo federal? Acorda, Brasil!

 

Darci Vilas Boas Correa do Prado darci.ops@terra.com.br

Guarujá

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PROPAGANDA

Pouca coisa poderemos nós, brasileiros, que arcaremos com o aumento das despesas pela criação de mais dois Estados brasileiros, diante das propagandas enganosas que serão descortinadas aos incautos paraenses. Quem embolsará os milhões destinados à propaganda do plebiscito no Estado do Pará e mostrará os benefícios desse disparate será ninguém mais, ninguém menos do que Duda Mendonça. Aquele que conseguiu transformar "o cara" de metalúrgico em figura lendária, mística e salvadora da Pátria. Então o que não fará, ao mostrar que o Pará precisará se dividir em três?

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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PLEBISCITO

Espero que o povo paraense vote não no plebiscito de 11/12, afinal, dividir o Estado em três Estados apenas para criar mais cargos políticos e aumentar a corrupção não tem cabimento. Temos centenas de exemplos com municípios que foram criados e não conseguem sequer seu sustento, mas criaram cargos para prefeitos, vereadores e outros tantos cargos públicos pagos com dinheiro do povo e sem nenhum beneficio ao povo. Portanto, digam não, não podemos mais aceitar novos esquemas de corrupção e mais drenagem do dinheiro publico. O Pará tem outras necessidades mais urgentes que são investimentos em educação, segurança e principalmente em saúde. A democracia tem de ser usada em beneficio do povo, e não de um pequeno grupo de políticos inescrupulosos que fazem de tudo para tirar o dinheiro do nosso povo!

Luiz Claudio Zabatiero zabasim@ig.com.br

São Paulo

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PREBISCITO OU OPORTUNISMO?

Todo plebiscito decidido pelo povo é carta marcada dos partidos para se beneficiarem – uma conseqüência do voto do analfabeto. O que entende a maioria da população, principalmente do Pará, para saber as consequências e vantagens dos políticos, no desmembramento do Estado? Ou não serão os políticos que irão orientar o povo? É imbróglio, é safadeza, é oportunismo dos partidos com olho no aumento de executivos e legislativos locais e aumento de bancada no Legislativo federal. Este não é um país sério – é uma lata de lixo fedorenta, onde se acumulam entulhos hipócritas e interesseiros.

João Roberto Gullino jrgullino@oi.com.br

Petrópolis (RJ)

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FICHA LIMPA

Ministro do STF admite rever voto sobre Ficha Limpa (Estado, 11/11). Segundo está noticiado, o ministro Luiz Fux votou pelo abrandamento da aplicação da lei da Ficha Limpa. Ou seja, o ministro manifestou seu voto no sentido de “abrir brecha” na lei (evitar a cassação e a inelegibilidade) para torná-la inaplicável aos políticos que renunciarem visando extinguir o processo de cassação do seu mandato. Tal “posição”, data suma venia, não condiz com a manifestação pública que ensejou o advento dessa lei e seu peculiar objetivo. Daí, pois, os protestos, com ênfase à contundente manifestação de Ophir Cavalcante, DD. Presidente da OAB, segundo o qual tal voto não significa outra coisa senão a de que tudo ficaria como dantes... Ou seja: nada muda segundo a proposta do ministro Luiz Fux. Ora, a lei... Ingenuidade ministerial, ou não, o fato é que diante das “repercussões negativas” (a repercussão não podia ser outra senão negativa), o ministro Luiz Fux “admitiu a possibilidade de rever sua posição”. Assim, pressionado pela repercussão negativa, afirmou essa possibilidade dizendo que pode mudar (rever o seu voto) porque “Você sempre reflete sobre a repercussão da decisão”. Ora, tais palavras não caem bem na boca de um integrante da mais importante Corte de Justiça deste país. Não é atitude que se espera de um ministro do Supremo Tribunal Federal. Em outras palavras, fez ele ver aos cidadãos brasileiros que um “voto” jurídico e também técnico estaria sujeito aos humores das manifestações públicas, de antes de ser proferido o voto e, também, como ocorreu no caso, depois de proferido o voto mediante sua revisão. Ora, numa questão como a sub judice, que vem sendo objeto de manifestações de toda ordem, não é admissível, dado o tempo decorrido desde que vigente a lei da ficha limpa, que o ministro Luiz Fux não tivesse ponderado, refletido, sobre o assunto e tomado uma posição a respeito da matéria objeto da discussão para assumi-la no momento de proferir seu voto. Considerado que uma decisão judicial, de qualquer instância, quando proferida, tem por objetivo garantir a segurança jurídica, admitir sua revisão por força da “repercussão” pública é passar para si próprio atestado de incapacidade jurisdicional. Afinal, o momento da “reflexão jurídica e fática” antecede a prolação do voto e jamais pode decorrer de sua “repercussão”. Portanto, no mérito errou o ministro Luiz Fux por entender que a movimentação pública que culminou com o advento da lei da Ficha Limpa não teria tido significado algum (resta aguardar o que dirão seus pares); e errou também, de forma absoluta, ao admitir o que é inadmissível, admitir a revisão do voto que já tinha proferido em razão da pública e notória “repercussão negativa” do mesmo. Esta atitude, repita-se, não cai bem para quem se diz ter notório saber jurídico, o que induz prévia e abrangente reflexão sobre a matéria em julgamento. Enfim, o que entende o ministro Luiz Fux por segurança jurídica?

Pedro Luís de Campos Vergueiro pedrover@matrix.com.br

São Paulo

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QUE $ORTE!

O Supremo Tribunal Federal (STF), como Sempre Tem Favor que nos surpreende, não pode e não vai negar a po$$e do senador Jader Barbalho (PMDB/PA), que $orte, hein? A lei da Ficha Limpa não pode ser aplicada em apenas um caso, então vai com a ficha "$uja" mesmo, é a impunidade institucionalizada, não é mesmo? Que azar o no$$o?

 

Luiz Dias lfd.silva@uol.com.br

São Paulo

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AQUECENDO PARA A COPA DO MUNDO

O presidente da CBF e o secretário geral da Fifa estiveram numa comissão da Câmara dos Deputados. Uns foram amistosos com os dois, outros, nem tanto, como o deputado Romário, que alfinetou os dois. Depois da sessão foram convidados do presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), para uma feijoada na casa deste. É, feijoada com dinheiro público. O povo paga a festa e não participa.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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ROMÁRIO X PELÉ

O Romário, certas horas, extrapola, mas em relação ao Pelé defender o Ricardo Teixeira, estou com ele e não abro. Defender um cara que transformou a CBF em balcão de negócios é no mínimo ignorância, e também se apegar à Copa é uma outra coisa que não pega bem nem deve ser usada. O Pelé foi, dentro de campo, o atleta do século, mas fora dele nem é atleta da semana. Perdeu a chance de ficar com a boca calada

Antonio Jose G. Marques a.jose@uol.com.br

Rio de Janeiro

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O ÁLCOOL NA COPA

A questão do consumo de bebidas alcoólicas nos estádios extrapola a preocupação com a violência entre torcedores. O consumo excessivo de álcool é responsável por várias doenças, inclusive o câncer, e o alcoolismo configura-se em grave problema de saúde pública no Brasil. A  legislação brasileira que proíbe a venda de bebidas alcoólicas nas arenas esportivas faz parte de uma política pública que visa não só a  reduzir como a  não incentivar o consumo de álcool. Mudar a lei por pressões da Fifa, que não quer prejudicar os milionários acordos de patrocínios de empresas globais para a Copa do Mundo é, além de um retrocesso, um perigoso precedente que coloca o capitalismo acima da preocupação com a saúde de toda a Nação.

 

Marcos Moraes, presidente da Fundação do Câncer e da Academia Nacional de Medicina moraes@cancer.org.br

Rio de Janeiro

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SELEÇÃO BRASILEIRA

O sr. Ricardo Teixeira acabou de enterrar (literalmente) a Seleção Brasileira na ânsia de faturar mais alguns milhões por mais um amistoso desnecessário contra um adversário inexpressivo e violento num gramado de várzea. Expõe nossos jogadores a essa humilhação e nem sabemos qual será o destino dessa bolada arrecadada contra Gabão, Egito, etc. Está na hora de dar um basta a esse cartola que só pensa em seus projetos pessoais em detrimento do futebol brasileiro. Até quando teremos de suportar tudo isso?

Delpino Veríssimo da Costa dcverissimo@gmail.com

São Paulo

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NOVILÍNGUA PORTUGUESA

Da ministra (fraquinha) Ideli Salvatti (PT-SC): "A Desvinculação de Receitas da União (DRU) é um importante instrumento para o governo gerenciar as ‘demendas’ (sic) do Orçamento da União”. Demendas =  demandas + emendas!

Claudio Juchem cjuchem@gmail.com

São Paulo

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BOLSA MORUBIXABA

Mais um deboche ao povo brasileiro está sendo executado com o meu, o seu, o nosso dinheirinho que com essa monumental carga de impostos abarrota os cofres de uma equipe que nem Al Capone seria capaz de montar. Segundo notícia da imprensa, indígenas do Paraguai, da Colômbia e do Peru recebem o benefício do Bolsa Família.Essa habilitação é fornecida pela própria Funai, com certidão chamada Registro Administrativo de Nascimento Indígena (Rani). Com esse documento consegue-se a certidão de nascimento em cartório o que facilita todos os demais documentos, principalmente o título de eleitor. A Funai não considera um ilícito e o seu coordenador de proteção social lapidou um pérola fecal ''o fato de um indígena nascer em país vizinho não é relevante...''.O Ministério do Desenvolvimento Social de Combate a Fome alega que se ''o cidadão está documentado e prova que é brasileiro ele está apto a receber o benefício, e o melhor para o governo, pode até votar. Esse é o mais novo projeto do governo: o aparelhamento além fronteiras. O que diz o Ministério Público? Tem-se que o Bolsa-Família favorece a prática do ócio, o que entre os indígenas não será novidade.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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DIFERENÇA BRUTAL

A diferença é de estarrecer. Enquanto os estudantes europeus fazem protestos pleiteando a redução das mensalidades escolares em razão da crise financeira, os universiotários da Universidade de São Paulo (USP) – que não pagam mensalidade alguma – protestam contra a Polícia Militar (PM), talvez achando que há excesso de segurança no campus.

Clodomir de Jesus Redondo clodoredondo@bol.com.br

Araçoiaba da Serra

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QUESTÃO DE ESTILO

Enquanto no Chile os estudantes e universitários fizeram greve e um grande movimento para reivindicar verbas públicas para a educação e melhorias na qualidade do ensino público, os estudantes (?) e universitários da USP fizeram muito barulho  e ameaçam uma greve geral pela liberdade do consumo de maconha na Universidade. Enquanto na Europa ministros e políticos "suspeitos" de corrupção se demitem e se desculpam com seus eleitores, no Brasil eles se dizem indestrutíveis e que "só saem abatidos à bala, e de grosso calibre".  Coisas do Brasil.

Marco Antonio R. Nunes nunesmarcelao1@ig.com.br

Pindamonhangaba

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REBELDES SEM CAUSA

Uau! Os 'estudantes' da Universidade de São Paulo (USP) envolvidos na ocupação de prédios foram parar na delegacia? Ô tadinhos! Mas pelas notícias, pais e advogados logo foram chegando para protegê-los. Ah! já não se fazem mais revolucionários como antigamente. Mas pelo quê, afinal, estariam 'lutando' mesmo essa rapaziada? Seria por desejarem longe a 'malvada' da polícia que não os deixa sossegados lá no campus, lugar tão aprazível para curtirem uns baseados? Meninos vazios, fúteis, que não valorizam minimamente o privilégio de estudar numa universidade onde pobre quase não tem vez. Danoninho demais na infância deve ter-lhes subido à cabeça, com certeza. Um conselho aos pais e mães que devem estar orgulhosos das peripécias dos mimados filhotes rebeldes sem causa: exportem-nos para os países nórdicos. Lá, não há PMs nos campi nem criminalidade para ameaçar a todos. Entretanto, quando quiserem lutar por um país mais justo, contra tanta corrupção, por mais Educação, Saúde no padrão Sírio Libanês de atendimento, então encontrarão aqui um motivo real e sobretudo, apoio, para tanta rebeldia e revolta.

 

Eliana França Leme efleme@terra.com.br

São Paulo

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‘CANNABIS SATIVA’

A discussão acerca dos malefícios da maconha – especialmente o prejuízo do raciocínio cognitivo – não pode ficar centrada nos indivíduos que a consomem. Após esse imbróglio que está ocorrendo na Universidade de São Paulo (USP), que se originou da detenção de alguns alunos que consumiam a droga e que culminou num movimento grevista que está prejudicando milhares de discentes e docentes, já não resta dúvida de que a maconha traz malefícios para a coletividade, pois um baseado acesso há algumas semanas está afetando a capacidade de ensino e de aprendizado de todos aqueles que fazem parte de um dos maiores pólos do conhecimento científico do Brasil. Alguns poucos fumaram o cigarro da cannabis sativa, mas milhares estão sentindo até hoje os efeitos da sua fumaça. Vale perguntar: a descriminalização do uso da maconha poderia dissipar essa sufocante fumaça?

 

Túllio Marco Soares Carvalho tulliocarvalho.advocacia@gmail.com

Belo Horizonte

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POLÍCIA NA USP

Esses moleques que invadiram a Reitoria da USP deveriam ser presos por depredação de prédio público e não liberados após pagamento de fiança como ocorreu. É um acinte ver esses tipos imundos e mal-cheirosos, esculhambando os policiais de dentro dos ônibus na porta da delegacia e poucas horas depois, saírem livres. É só o que me faltava a TV Globo colocar em cheque a ação da tropa de Choque da PM e ainda questionar se ali haviam mesmo sido encontrados coquetéis molotov. Ouvir esse tipo de asneira e também o ex-presidente Fernando Henrique dizer que a ação foi violenta e desnecessária, faz parecer que o mundo vai mesmo acabar em 2012. A reitoria foi muito inocente em acreditar que esses fanáticos fossem sair pacificamente. O governador Alckmin está de parabéns por suas declarações, mas ainda acho que a PM deveria ter sido mais severa e vigorosa em sua ação. Os outros estudantes que nada tem a ver com essa balbúrdia e simplesmente querem assistir às aulas, são prejudicados por esses tipos cabeludos e barbudos, que não entram embaixo de um chuveiro faz tempo e só sabem viver de maconha, cerveja e dinheiro do fundo partidário desses abortos ideológicos tipo PCO, PSTU, PSOL, etc... Esses moleques sem educação, são tipos que nasceram na década de 90 e nem têm idéia do que foi a época do regime militar. Mesmo assim, ficam propalando frases de efeito esquerdistas tiradas da caderneta do Khmer Vermelho. O reitor Grandino e o governador Alckmin não devem baixar a guarda nenhum milímetro, muito menos dialogar com esses vagabundos. A ocupação da USP pela PM é um dever do Estado e uma demonstração de respeito pela memória do jovem Felipe Paiva, que desgraçadamente morreu pelas mãos dos mesmos traficantes que vendem drogas para esses maconheiros travestidos de estudantes.

David Batista do Nascimento davidbatistadonascimento@hotmail.com

Itapetininga

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VIOLÊNCIA E PROFESSORES

A violência cometida contra os professores pelos menores, notificada por este jornal, fez-me lembrar o episódio ocorrido há mais de 50 anos nos Estados Unidos: uma artista célebre (Lana Turner) tinha uma filha de 14 anos que matou o amante da mãe. Ela foi detida e cumpriu por vários anos a pena a que foi condenada de acordo com a lei vigente na época, nos Estados Unidos. Aquele foi um fato esporádico e talvez compreensível.

O que é inadmissível agora entre nós, são fatos já não tão isolados, por menores cujas idades variam de 12 a 16 anos. Não é hora de se buscar uma dupla medida? Corretiva para os menores e protetora à abnegada classe de professores? Está mais do que na hora de nossos representantes legais agirem. O que esperam?

Viviana G. Toni flictis@usp.br

São Paulo

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AS IMPROVÁVEIS BOAS NOTÍCIAS

Que bom seria encontrar num jornal notícias como: estudantes pegos estudando no campus da universidade; político dorme na fila de espera de atendimento no SUS; Dilma passa a agir por conta própria, dispensando a ajuda da mídia; José Dirceu fixa residência em Havana; político reconhece o malfeito, pede desculpas e estende as mãos para as algemas; descoberta obra pública sem propinas; políticos envergonhados passam a trabalhar mais. Entre outras mais que seriam igualmente gloriosas.

Geraldo de Paula e Silva geraldodepaula@ibest.com.br

Rio de Janeiro

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O PASSADO E O PRESENTE

O cerne do déficit do Orçamento da Seguridade Social (Saúde, Assistência Social e Previdência) quase sempre é tratado por uma visão míope, fomentada por interesses corporativistas e especialmente clientelistas em fadar a falta de recursos e assim dar causa aos problemas nas áreas sociais, em especial Saúde, Previdência e até Educação, Saneamento; e disto renovam-se os discursos para a recriação da CPMF. Em notável contrassenso, o mesmo governo quer impor a renovação por mais quatro anos da DRU (Desvinculação de Receitas da União), criada em caráter provisório pelo governo FHC em 1994, graças a uma brecha constitucional, que autoriza o Executivo a dispor livremente de 20% de toda arrecadação de contribuições e tributos federais. Em se tratando das contribuições destinadas ao Orçamento da Seguridade Social não passa de uma legislação secundária, maquiavelista a ordem constitucional, que esvairá em mais de R$ 70 bilhões/ano o OSS. Disto demonstra-se que não há o menor senso e preocupação do Executivo com efetivo estado de bem estar da nação; pois o montante anualmente surrupiado permitiria dobrar o investimento em Educação no país. Ao Congresso caberá a decisão, e aqui espera-se a mínima dignidade a que não assistamos outro ver o escárnio de submissão do Legislativo ao Executivo, num suposto ato de troca de “favores”, comprovando o que se tornou o Congresso nacional – um autêntico balcão de negócios. Não há impostação por soluções, pois o destino é o desatino pela fragilização do que é público ao estado de bem estar social para encaminhamento às entidades de seguros privadas. Isto vem desde FHC, afinal seu mentor-neoliberal no transcurso de seus dois mandatos foi José Cechin, atual presidente da Associação de Entidades e Seguros de Planos de Saúde Privados; dai e nas mesmas bases organizacionais falamos também das entidades de previdência privada. Lula não só manteve o que criticava como expandiu. O sistema de saúde definido na Constituição brasileira é universal e gratuito. A saúde é direito de todos e uma obrigação do Estado. Em complemento vale-se o mercado do sistema privado, como alternativa. Hoje eles atendem a pouco mais de 52 milhões de brasileiros, quando Lula ascendeu ao Poder eram pouco mais de 30 milhões. Lula diz que decorre do aumento de renda, ou seria por fuga do SUS? - Evidente convergência para o melhor, o que comprova a falência do SUS; pois ninguém gasta recursos em saúde se não necessita. Os servidores dos Ministérios, inclusive da Saúde, não se tratam no SUS; portanto, não haveríamos de esperar que um ex-presidente assim o fizesse. Tão apenas o Senado, reembolsou ou pagou aos seus vínculos na área médica e odontológica, cerca de R$ 265 mil por dia no primeiro semestre deste ano (fonte site do Senado). Vale mencionar que o Senado, além disto, possui um Hospital muitíssimo bem equipado em Brasília para atendimento permanente de seus funcionários e dependentes. Não é por outra forma que tão apenas em remuneração o nosso Congresso é o mais caro do mundo. Tal qual Maria Antonieta, o governo oferece o SUS como se fossem brioches enquanto o povo clama por pão.

Qualquer país que mantém um sistema público de saúde, elogiado publicamente e eloquentemente pelo presidente, administrado diretamente pelo governo e suas ONGs, passa por ridículo e infame quando exposto ao mundo no momento em que as mais altas autoridades notabilizem-se por usar os mais caros hospitais particulares a custa dos contribuintes; tal qual os servidores públicos federais também se revelam, a custa do erário, em especial sendo o legislativo detentor de planos de saúde médica e odontológica similares a de altos cargos de executivos de multinacionais ou de cidadãos da classe mais elevada do país à custa da população que possui um péssimo sistema público de saúde.  A arenga fiscalista é cega à situação socioeconômica da nação, persiste alegar numa situação de bancarrota e de inépcia da previdência pública, tendo como nexo causal à questão do aumento da expectativa de vida e da redução da taxa de natalidade; a elevação real do salário mínimo; aposentadorias precoces; renúncias de receitas previdenciárias (porém claramente são caracterizadas por elementos fiscais), sonegação e evasão fiscal e custos administrativos elevados (isto é problema do gestor – o governo que se revela incompetente ao declarar isto, e não do segurado), que deflagrariam uma inevitável crise financeira no sistema previdenciário. Deu-se assim um tom de discurso falacioso ao déficit previdenciário como sendo a mãe de todos os males ao desequilíbrio fiscal. Tão grande e concatenada foi essa ação propalando a falência da Seguridade desde o governo FHC, até mesmo pela mídia, que isto passou a ser aceito sem contestação até no meio acadêmico, e assim a apresentação de contas públicas sem preceitos da ordem orçamentária e de contabilidade nacional, passaram por tratamento vulgar em desrespeito a ordem constitucional. Até a vulgar forma que alguns se referiam “é uma questão de contabilidade”:- onde, de fato, se debitavam o direito de alguns e creditavam o de outros ao bel prazer de alguns libertinos. Um cabível alerta a esta situação social exasperante tão bem refletida na inépcia do IDH ajustado, veem de igual inépcia das nossas proeminentes “figuras da república” que desde o retorno à democracia dominam o cenário diretivo e influenciador nos Poderes Republicanos. Certamente, esse passado nos condena e não se constituiu na sagrada ordem democrática e liberal que almejávamos: “ao povo e pelo povo” – pois deste não emanaria a quebra de princípios morais com os quais vivemos hoje abertamente. O banal entendimento, desde meados dos anos 80, do que seja a prosperidade social desta nação emanam de “figuras da república” atuantes até hoje no alto cenário político nacional. Gerenciam a manutenção do lusco-fusco de uma nação serva a interesses abjetos, senão vejamos: (1º) José Ribamar Ferreira de Araújo Costa (Sarney) - comanda a política clientelista nacional; trata-se da porção suprapartidária mais forte e legalmente decisória no cenário da politicalha brasileira. (2º) Collor - sob as vestes de combater marajás, desarticulou boa parte do poder fiscalizatório do Estado, e defendendo a tese de salvar a moeda, cometeu o maior assalto às popanças de milhões de famílias; fomos vitimas do maior estelionato em massa já praticado na historia, e que o STF (ministro Toffoli) obstrui julgar. (3º) FHC com sua administração via medidas provisórias, promovendo a destruição, ou melhor, terceirização  da seguridade social, habilmente colocada no discurso do bojo da privatização daquilo que a sociedade poderia compreender não ser auspicioso ao Estado; dando aumento contínuo à carga tributária, sufocando a iniciativa privada, mantendo a burocracia e a mediocridade do papel do Estado, além de todo arranjo para seu segundo mandato. (4º) Lula nada fez, apenas piorou o que já era ruim e institucionalizou a corrupção demostrando a ignorância de quem chega ao Poder e a vontade de manipular as massas, e delas retirar o aplauso por conquistas pessoais, dando bolsas que compram a consciência, e tal qual tantos e quantos déspotas se unem, como os supracitados, para manterem-se no Poder, em impressionante e inegável afinidade de classe. O passado é lição para refletir, não para repetir (Mario de Andrade).

Oswaldo Colombo Filho colomboconsult@gmail.com

São Paulo

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IGUALDADES

Enquanto a população brasileira fica na fila para receber um "precário" e "péssimo" atendimento médico, quando o recebem. Após ficarem horas e horas e às vezes dias, que faz com que acabam morrendo esperando na porta. E depois vão mendigar um remédio, nos postos autorizados por não terem possibilidade de comprar. Para os quais ocorre com frequência que tenham que retornar por inúmeras vezes para conseguir pois é comum não terem o medicamento solicitado para fornecer. Nossos políticos em geral, não fazem a menor idéia, muito menos a questão de saber o que ocorre. Pois eles, em caso de necessidade pegam um "avião" ou um "helicóptero" e vão diretamente para serem atendidos num dos melhores hospitais da América Latina o "Sírio Libanês", à nossa custa, claro!

 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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SONHOS DE UMA NOITE DE PRIMAVERA

Dona Dilma, dona Dilma, pare de sonhar! “Melhor em Casa” e “SOS Emergência” não vão funcionar.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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FALTA TUDO

No caso do Hospital da Paraíba, as cirurgias estão suspensas desde a tarde da quarta-feira, 26/10. Os médicos argumentam que faltam materiais como bisturi, fio, dreno, aspirador, entre outros. Os funcionários calculam que, a cada dia, deixam de ser feitas em torno de 12 cirurgias de 14 especialidades diferentes. Estão mantidas apenas as cirurgias de urgência e os partos das gestantes de alto risco. Isso saiu nos jornais. Dilma, aproveite o tratamento do antigo chefe e dê um jeitinho nisso, ajude um pouco seu povinho!

Mauricio Villela mauricio@dialdata.com.br

São Paulo

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FALÁCIAS

Presidente Dilma, o seu pronunciamento da semana passada mostra que realmente nunca existiu política séria voltada para a saúde e nunca haverá. Um país de 180 milhões de habitantes e somente 11 unidades de pronto socorro terão atenção especial, contando com a iniciativa privada? Placebo, presidente, placebo...

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

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AINDA RESTA ESPERANÇA

De uns tempos para cá, as pessoas estão ficando desesperançadas achando que tudo está errado e o mal venceu o bem. Dá-se impressão que tudo está perdido. Quando os pobres adoecem é uma loucura para achar internamento em hospitais, por causa de baixa remuneração  os médicos  somem e para a cura os remédios são caros demais. Ao passo que aqueles que têm dinheiro vão para os grandes hospitais do país, e às vezes, desacreditam dos resultados dos exames laboratoriais feitos no Brasil e os encaminham via exterior. Há um emaranhado de coisas atestando a desigualdade de uma sociedade fria. Temos em várias cidades do solo brasileiro, renomados médicos que exercem com dignidade a medicina. Quantos casos de médicos que se transformam em médicos de corpo e de alma. Para eles a medicina é coisa sublime e tratam seus pacientes nos princípios eticamente respeitosos. Lendo o livro Médico de corpo e de alma, abordando a vida de São Lucas,  a gente fica emocionada pelos milagres que ele praticava principalmente para os pobres, salvando pessoas que estavam à beira da morte. Foi médico correto, sem desigualdade. Temos em Londrina  médicos que se doam e fazem a diferença no trato com seus pacientes.  Perdoem-me em mostrar esta particularidade. Passei por um problema de saúde (câncer de próstata), fui operado pelo urologista Dr. Celso Fernandes Jr. que trata aos seus pacientes com amor e respeito. Graças a Deus e a habilidade deste médico, estou completamente curado. Como o Dr Celso há muitos que sonham com projetos que possam melhorar a vida de todas as pessoas dentro da igualdade social. Com profissionais beneméritos as esperança podem ressurgir e um novo mundo, com certeza, há de vir.         

Osvaldo Cardoso Ribeiro osvaldoribeiro@pop.com.br

Londrina

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EXCESSO DE SÓDIO

Não é uma contradição? Enquanto a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) se mete impedindo o uso de remédios para emagrecer, porque causaria efeitos colaterais ao organismo de quem os consome, sendo que esses remédios só podem ser consumidos por prescrição médica, ao mesmo tempo o  governo faz vista grossa ao excesso de sódio utilizado pela indústria alimentícia brasileira que provocam muitos efeitos colaterais em" toda" a sociedade. São produtos comprados livremente em todos os supermercados do país. Remédio para emagrecer uma parcela ínfima da sociedade o consome, já alimentos com alto teor de sódio é de livre consumo que um dia poderá incidir em sérios riscos a saúde como desenvolver obesidade, pressão alta e diabetes, todos os males provocados pelo excesso de sódio na alimentação. Está na hora da Associação Médica Brasileira ensinar o bê a bá para nossas autoridades, já que falta competência ao governo para cuidar da saúde pública como um todo.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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LEITE NA VEIA DO BEBÊ

Enquanto casos como esse só ocasionarem apenas demissão e cestas básicas e não derem cadeia, infelizmente outras crianças morrerão! Meus sentimentos ao casal, pais do inocente...

 

Homero de Paula Lima Júnior homerodepaula@uol.com.br

São Paulo

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SANEAMENTO

Quero parabenizá-los pela publicação do editorial Incentivo ao Saneamento (11/11, A3) sobre o desafio de universalizar os serviços de saneamento básico em todo o País. Como responsável pela área de recursos hídricos da Frente Parlamentar Ambientalista e autor de proposta para que investimentos nos serviços públicos de saneamento básico sejam utilizados como créditos perante a Cofins e o PIS/Pasep, acredito ser fundamental desonerarmos os investimentos em saneamento. Afinal, trata-se de um setor que se caracteriza pela necessidade de um elevado investimento em obras e constantes melhoramentos, sendo que os resultados destes investimentos, na forma de receitas e lucros, são de longa maturação.

Arnaldo Jardim, deputado federal (PPS-SP) dep.arnaldojardim@camara.gov.br

Brasília

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O GOVERNO DA POLUIÇÃO

No mês de setembro houve o anúncio em Pernambuco da construção da maior termelétrica a óleo combustível do mundo, no município do Cabo de Santo Agostinho. Com uma potência instalada de 1.452 MW e um sistema de armazenamento para suprir à termelétrica, com capacidade para armazenar 200.000 toneladas de óleo combustível, foi prometido assim, produzir energia suficiente para atender as necessidades da cidade do Recife, caso necessário.  A cada dia de funcionamento esta usina emitirá 24.000 toneladas de CO2 para o meio ambiente e quantidades expressivas de outros gases altamente prejudiciais à saúde humana. Além de ser perigosa, esta fonte energética é cara e aumentará a tarifa para todos os consumidores. O anúncio de mais uma termelétrica não é fato isolado, pois está se construindo deliberadamente em Pernambuco um pólo de produção de energia elétrica com termelétricas sujas, funcionando a base de combustíveis fósseis, concentradas em Suape (Termope com 520 MW a gás natural, Suape II de 380 MW e Suape III de 1.452 MWh, ambas com óleo combustível). Sem contar com a termelétrica a ser construída pela Petrobrás que servirá a Refinaria Abreu e Lima. A instalação da Refinaria da Petrobrás para produzir 200.000 barris/dia de óleo diesel e a construção de estaleiros, também são atividades típicas de empreendimentos que poluem em todas as suas formas, porém a mão de obra necessária não é na sua grande maioria, oriunda da comunidade e de seu entorno. Experiências passadas em outras partes do Brasil e do mundo mostraram como é perigosa para a saúde das pessoas a concentração de indústrias que utilizam combustíveis fósseis. Além de gases que contribuem para o efeito estufa produz óxidos à base de enxofre e de nitrogênio, que são lançados a atmosfera e assim se transformam em ácido sulfúrico e nitrosos, que se precipitam como chuva ácida. Elementos químicos pesados, cancerígenos são produzidos nestas termelétricas, que mesmo com sistemas de filtros ainda causam enormes danos e riscos aos habitantes próximos da usina. Existem caminhos diferentes para o tão desejado e pretendido progresso, com a criação de empregos e geração de renda, beneficiando mais e mais famílias. Em Pernambuco, patrocinado pelo governo estadual acontece uma deliberada atração de instalações industriais de alto risco, que podem provocar acidentes graves, assim como agressões severas ao meio ambiente e produzir emissões poluentes extremamente venenosas para a saúde pública. O que se espera de qualquer governo municipal, estadual e federal é a preservação do meio ambiente e da saúde daqueles moradores próximos a estes empreendimentos de alto risco. Todavia, o que se verifica é uma irresponsabilidade com o futuro. O modelo de desenvolvimento adotado em Pernambuco tem conceitos e paradigmas do século passado, ultrapassados em relação à realidade e as exigências do século 21. O desenvolvimento tem que ser parceiro da preservação ambiental e trazer conseqüências positivas na geração de empregos e renda, saúde, habitação, saneamento, educação, lazer, cultura. Não basta somente o discurso do desenvolvimento sustentável, é preciso agir como tal. A poluição causa danos reais e mensuráveis à saúde humana. As autoridades precisam levar esses danos em conta. Não podem esquecer que existem empregos que causam mortes e devem ser evitados. Existem estudos atuais que possibilitam estimar monetariamente os danos ambientais infligidos por diversos setores da economia. Recente estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Yale e do Middlebury College mostram que há diversos setores que infligem danos ambientais maiores que a soma dos salários que pagam e dos lucros que realizam. Portanto, não criam valor econômico e sim, destroem. Também neste estudo verificou-se que indústrias do setor de energia são as que mais destroem valor. Poluir mais como propõe o governo de Pernambuco, não vai resolver as questões de emprego, só torna a população mais pobre e doente.

Heitor Scalambrini Costa, professor da Universidade Federal de Pernambuco heitorscalambrini@gmail.com

Recife

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CICLOFAIXA EM MOEMA

Estou indignada com a tal ciclovia em algumas ruas de Moema como a Avenida Rouxinol e a Avenida Pavão. Parece que jogaram sangue de porco no chão e ficaram essas manchas vermelhas e brancas em um chão todo furado, esburacado e desnivelado, parecendo coisa de filme de terror. Eu queria que o prefeito Kassab fizesse um cálculo de quanto do valor gasto com essa coisa mal feita, saiu do dinheiro do meu imposto e me restituísse, porque eu nunca pagaria por uma papagaiada dessa. Nunca autorizaria. Vamos "cair na real". São Paulo é uma cidade urbana. Não é uma cidadezinha de interior, com pouco fluxo de carro, que o cidadão pega sua bicicletinha e sai dando voltinhas. A av. Rouxinol é muito estreita, também a Pavão e as outras em Moema então não tem o mínimo cabimento inutilizar uma pista para bicicletas... Heloooo! Vá passear no parque. Vamos parar com essa história de privilégios especiais, senão quero privilégio especial para mim, que sou pedestre também. Se quer andar de bicicleta em São Paulo, primeiro... tire carta. Segundo, tem q ter chapa na bicicleta para ser multada quando os ciclistas vão pela contramão ou pelas calçadas. E enfrente o trânsito, respeitando as leis como todo cidadão faz. Que mau uso do meu dinheiro público. Com essas latas de tintas gastas quantas escolas públicas poderiam ter sido pintadas? Ah... e o povo da CET? Passeando o dia todo pelo bairro, tentando cavar multa... Será q eles não tem trabalho de verdade para fazer não? Se quiserem consultoria, cobro barato e arranjo o que cada funcionário desse fazer... que seja útil e melhor utilização do meu dinheiro.

Isabel Solimeo isabelsolimeo@hotmail.com

São Paulo

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CIDADÃOS MAL-EDUCADOS

 

Estava na cara que aquela ciclovia recém-inaugurada no bairro de Moema  não daria muito certo. A grande maioria dos motoristas e motociclistas que circula feito louca por essa cidade nunca ouviu falar em cidadania, não tem o menor respeito pelos pedestres ou ciclistas. São pessoas mal-educadas. Logo acham que aquele pedaço de asfalto pintado de vermelho  é um tapete estendido a eles.

 

José Marques seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

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MOTOFAIXAS

A Prefeitura de São Paulo faz o que é mais barato para ela, não o que é bom para a população. Moro perto da Av. Sumaré, sou usuária da motofaixa da avenida, e lamento que não existam mais na cidade inteira. Não é porque existem motociclistas mal-educados que "agem como se fossem veículos de emergência, sempre com a preferência", nas palavras do engenheiro de trânsito Horácio Figueira, que se deve desrespeitar uma população bem educada que quer andar com segurança e respeito aos outros cidadãos. Há que se diferenciar motoqueiro de motociclista: o policiamento faz seu papel para coibir os que não têm habilitação, estão com motos em péssimo estado de conservação e praticam direção ofensiva? Os acidentes próximos à Sumaré caíram muito, pois era comum pedestres serem atropelados por motoqueiros que aparecem do nada entre os carros. Se a maior parte dos acidentes com motoqueiros acontece aparentemente por irresponsabilidade dos próprios, a cidade não deve regredir, mas impor policiamento ostensivo e apreensão desses veículos.

Lucília Simões lulu.simoes@hotmail.com

São Paulo

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REDUÇÃO DE VELOCIDADE

É incrível que o secretário municipal de Transportes coloque nas motovias a culpa do aumento dos acidentes com motos. Será que ele não sabe que o numero de motos aumentou? A única solução para esse problema é colocar uma redução forte na velocidade máxima para as motos que queiram circular entre os carros, e fiscalizar isso muito bem.

Edgard Calia ecalia@terra.com.br

São Paulo

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INÚTEIS

Como sempre, demorou um pouco para os "técnicos" da Prefeitura de São Paulo constatarem que as motofaixas foram e são inúteis. Não há demérito em copias soluções de outras cidades. Ao contrário das ciclovias, existentes em grandes cidades, acho que nossa cidade foi pioneira em implantar as motofaixas e, talvez não exista em lugar algum do  mundo, tal a bobagem. Não adianta implantar estas faixas, assim como centenas de radares, se os motoristas, pedestres e principalmente "motoboys" não são educados o suficiente. E quem irá pagar pelos custos da implantação disto? Sem falar no trânsito, que ficou pior do que já era, na região da Vila Mariana, com os inúmeros retornos que tiveram que ser feitos.

Ricardo Rayes rirayes@uol.com.br

São Paulo

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OUSADIA E MEDO NO TRÂNSITO

É um absurdo o comportamento dos motoqueiros nas ruas e avenidas da cidade de São Paulo, nas estradas de São Paulo e do Brasil, com a facilidade de se locomoverem no trânsito. Com isso os acidentes, os atropelamentos e as mortes só aumentam. Na região oeste do Estado da Bahia, em Bom Jesus da Lapa, Paratinga e Ibotirama, os jovens e a população estão assustados com os acidentes e com as mortes com as motos. É lamentável.

Eeduardo Araújo Barreto eduardo.barreto2009@hotmail.com

Osasco

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MARGINAL TIETÊ

Com relação à restrição de circulação de caminhões na Marginal Tietê, o próximo passo será a restrição a motocicleta e logo em seguida a restrição a veículos de passeio, somente assim não teremos problemas de trânsito na Marginal.

Roberto Saraiva Romera robertosaraivabr@gmail.com

São Bernardo do Campo

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VEXAME

É um vexame para o governo do Estado de São Paulo que o rio Tietê esteja hoje mais poluído do que 18 anos atrás. Fora gastos mais de R$ 1,6 bilhão na despoluição do Tietê e o resultado foi pífio e inócuo. Esgotos clandestinos, má fiscalização e erros de execução por parte do Estado são responsáveis por mais esse grande fracasso do governo do PSDB, há quase 20 anos administrando o Estado mais rico e populoso do Brasil. O governador Alckmin (PSDB) e a Sabesp devem explicações e desculpas á sociedade. O povo paulista paga caro para ver o Tietê minimamente limpo e despoluído e recebe em troca um rio com padrão medieval, um verdadeiro esgoto a céu aberto.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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AMPLIAÇÃO DO PORTO DE SÃO SEBASTIÃO

Parece que não há dúvida: a ampliação do Porto de São Sebastião, trará sérias consequências ambientais e urbanas. Por isso, é preciso pensar muito bem no assunto e analisar todas as implicações, para evitar, por exemplo, o que está acontecendo na Capital de São Paulo, onde a desordem tomou conta da cidade, por conta da verticalização das moradias. Aliás, não é preciso subir a serra.  Ao longo da Rodovia Rio Santos, principalmente no trecho que vai de Barra do Una, passando por Juquehy, Cambury e Boiçucanga, em São Sebastião, várias e importantes favelas estão se formando, ocupando áreas de preservação ambiental, sem que nada nem ninguém consiga deter tal atividade.

E, por falar em São Sebastião, mais uma informação: preocupa-me a situação de um terreno localizado no final da Rua Gerôncio Bento Pereira, em Juquehy, praticamente no morro ali existente que, todos sabemos, é área de preservação ambiental permanente. O problema é que constatamos, ao longo do tempo, que o local está se tornando depósito de lixo e entulho. Todos os dias, em horários diversos, caminhões basculantes depositam e descartam ali esse material. Outro dia, um caminhão foi parado e disse que era terceirizado a serviço da Prefeitura Municipal. Pois bem. O fato é que a situação é extremamente grave, reclamando sérias e urgentes providências da Administração Pública. Do contrário, em pouco tempo, teremos mais um lixão instalado em plena reserva ambiental de mata atlântica. Mas não é só. O depósito e o descarte de lixo e entulho já está provocando desorganização no meio ambiente e na fauna. Isso porque diversas espécies de animais (ratos, gambás, cobras, etc) estão deixando o local e  invadindo as casas da região. E, uma vez instalado, dificilmente será retirado. Com a palavra, o poder público.

Francisco Antonio Bianco Neto franciscoabianco@uol.com.br

São Paulo

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