Fórum dos Leitores

O 15 DE NOVEMBRO

O Estado de S.Paulo

15 Novembro 2011 | 03h06

Comemorar o quê?

Instituíram este feriado para comemorar a Proclamação da República. Mas comemorar o quê? Isso que está aí não merece comemoração, mesmo porque essa proclamação nada mais foi do que um golpe militar, executado por dois marechais que eram incumbidos de assessorar o monarca, que foi o melhor dirigente que o Brasil conheceu. Esse golpe, aliado ao poder de certos políticos regionais, como ocorre ainda hoje, tirou o poder decisório do Executivo. Ainda temos resquícios desse tipo de poder pessoal de políticos, um deles presidente do Senado. Além do mais, o 15 de Novembro permitiu que houvesse o golpe de 1930, a instabilidade que se sucedeu, o regime militar de exceção, a atual "democratura lulopetista"... Vejam que maravilha. Comemorar o quê?

CARLOS E. BARROS RODRIGUES

ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

Genética da República

Deodoro era monarquista, virou a casaca e proclamou a República. Talvez seja genética a explicação para esse troca-troca de partido, esse descompromisso para com as legendas que caracteriza as vida política na nossa República. Afinal, quem puxa aos seus não degenera.

RICARDO DAUNT DE C. SALLES

vcsalles@uol.com.br

Espírito Santo do Pinhal

CRISE FINANCEIRA

Esperar o quê?

O governo português anunciou a proposta de eliminar quatro dos 14 feriados nacionais para aumentar a produtividade e combater a recessão, a pior dos últimos 30 anos, que atinge o país. E o governo brasileiro quando vai começar a tomar providências que possam evitar uma futura crise? Temos de ver o exemplo dos europeus, que não agiram antes da crise e agora sofrem desemprego, redução de salários, etc. E fazer o que recomenda Pedro Malan em seu artigo de domingo (A2): "É nos momentos de bonança que se deve procurar diagnosticar e encaminhar soluções para problemas de longo prazo, por mais 'irrealista' que isso pareça do ponto de vista político".

SERGIO LOPES

blackfeet@uol.com.br

São Paulo

ORÇAMENTO DA UNIÃO

Cheque em branco

Com a Desvinculação de Receitas da União (DRU) aprovada a galope, a presidente Dilma conquistou o privilégio de ter um cheque em branco nas mãos para usá-lo como bem entender. Pelo visto, ela segue direitinho as lições do mestre. Com essa prerrogativa já começou "comprando" deputados e senadores para votarem seus projetos, tudo com dinheiro da União. Assim, fará com folga o próximo presidente da República, porque dinheiro não haverá de faltar para as propagandas milionárias, a exemplo de seu antecessor, que usou e abusou dos 20% do Orçamento para elegê-la. Se continuar nessa esteira, o petismo será o eterno posseiro do Brasil. Que Deus nos acuda!

VICENTE MUNIZ BARRETO

dabmunizbarreto@hotmail.com

Cruzeiro

CORRUPÇÃO

Protestos moralistas

José Dirceu afirma que são protestos moralistas as críticas contra a corrupção no governo e as compara às que levaram à eleição de Jânio e Collor, cujos mandatos terminaram em renúncia e impeachment (14/11, A6) - aliás, de triste memória para o povo brasileiro. É um cínico argumento que pretende desqualificar as graves denúncias de corrupção que assolam o governo petista, como se a moral - valor universal - não tivesse sido a bandeira que o PT alardeava quando era oposição. As bandalheiras que o esquerdismo populista patrocina, com a desfaçatez de sempre, têm mais um defensor no solerte ex-ministro, réu do mensalão, aguardando um julgamento que, misteriosamente, se arrasta no STF.

ARNALDO A. FERREIRA FILHO

amado1930@gmail.com

São Paulo

A moral de Dirceu

Então, quer dizer que bacana é ser imoral? É ser conivente com a corrupção, que tira dos pobres, os quais o sr. José Dirceu tanto defende? Bacana é ser parte da elite imoral, e não da elite moralista? Eu só quero entender.

SANDRA ZOLKO

sandrazolko@hotmail.com

São Paulo

Inocente ou indecente?

José Dirceu chegou à total indecência no 2.º Congresso da Juventude do PT, ao criticar os movimentos contra a corrupção. E na sua tentativa de desqualificar os que exigem moralização e respeito na administração da coisa pública, acusa-os de ser "a elite". No campo pejorativo em que esse senhor coloca "a elite", quem é mais "elite" do que eles, que vivem de dinheiro público sem nada produzir, a não ser difamações, esquemas de roubos e mentiras? Quem é mais "elite" do que eles, que se sentem acima da lei e protegem corruptos sem que nada lhes aconteça? A busca por distorcer a realidade é uma constante dentro desse grupo político, que sempre se coloca no papel de herói ou vítima. José Dirceu não é inocente, é indecente!

SUELI MARIA FONSECA RICHERS

sueli.richers@uol.com.br

São Paulo

Contragolpe

Em oposição à "luta moralista" criticada pelo ex-deputado José Dirceu, a Juventude do PT daria um golpe fulminante "nas elites" brasileiras - sem atingir os pobres - se lutasse pela instituição da pena de morte para quem rouba dinheiro público. A obra então se completaria com o fim dos absurdos privilégios da elite dominante: imunidade parlamentar e os foros especiais e prisionais para autoridades.

NILSON OTÁVIO DE OLIVEIRA

noo@uol.com.br

São Paulo

CERCO AO TRÁFICO

Rocinha

Numa megaoperação de guerra, a Secretaria da Segurança Pública do Rio de Janeiro invadiu e dominou a maior favela do País, a Rocinha. O maior traficante do Rio, o popular Nem, e diversos membros da sua quadrilha foram presos. O movimento com o tráfico de drogas girava em torno de R$ 10 milhões por mês, acho impressionante como o crime atuou ali por tanto tempo sem a intervenção do Estado. Enfim, antes tarde do que nunca! Agora resta saber se os quadrilheiros não vão continuar a comandar o crime atrás das grades...

ALEX TANNER

alextanner.sss@hotmail.com

Sumaré

 

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15 DE NOVEMBRO

 

Proclamada a República do rabo preso.

Dionysio Vecchiatti dio.vecchiatti@terra.com.br

Valinhos 

 

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LUTA MORALISTA?

José Dirceu criticou a atual campanha contra a corrupção como "luta moralista, um pretexto das elites e da mídia para atacar o governo".  Sim, sr. Dirceu, seja governo do PT, do PSDB ou do DEM, o brasileiro quer que administrem bem os seus impostos para melhorar a educação, a saúde, a segurança, os transportes e infraestruturas em geral;  e que combatam os desvios para enriquecimento de políticos e partidos.  O contrário do que tem acontecido nos últimos nove anos.  Isso não é "moralismo", é um direito legal e constitucional, um princípio básico de ética e uma questão de escrúpulos de representantes perante seus sofridos representados.  A luta contra corrupção é sempre válida e necessária e o PT, que antes de ser governo prometeu "mudar tudo isso que está aí", deveria dar o exemplo, e não aderir com a desculpa de que "sempre foi assim".  Infelizmente, essa é a realidade contra qual lutamos!

 

 Silvano Corrêa scorrea@uol.com.br

São Paulo

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ELITES 

A notícia de que o sr. José Dirceu continua a se defender das Acusações das quais é réu no processo do mensalão usando o bordão de que é atacado pelas elites é, no mínimo, um absurdo.

Usando a desculpa de que o PT e ele são atacados pelas elites, ele e também Lula usam de demagogia e mistificação. Se alguém ainda acredita que eles não foram apoiados pelas elites econômicas deste país, é porque está muito alheio a tudo o que acontece. Foram os grandes capitalistas, bancos e grandes empresas quem mais ganhou e ganha no governo petista. Até porque ele é o grande consultor de muitas dessas empresas.

E o pobre Dirceu, coitado, que só viaja de jatinho próprio, toma os melhores vinhos e frequenta os mais caros restaurantes do país e do exterior, ainda se diz agredido pelas elites. Ora, pelo menos respeite a inteligência das pessoas, sr. Dirceu, essa desculpa não cola mais!

  

Maria Tereza Murray terezamurray@hotmail.com

São Paulo

 

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CINISMO

 

Dói na alma dos brasileiros decentes ver o cinismo do sorriso do sr. José Dirceu exibindo a camiseta de "Inocente" que lhe foi presenteada pelos membros de sua "quadrilha". Esse senhor tinha 

mais é que estar na cadeia há muito tempo, no entanto, fica tripudiando sobre nós brasileiros comuns, rindo na nossa cara. Até quando?

 

Renato Pires repires@terra.com.br

Ribeirão Preto

 

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PÉSSIMA PIADA

 

Só pode ser piada, de um tremendo cara de pau, José Dirceu elogiar o combate à corrupção feito por Dilma, no Congresso Nacional da Juventude do PT, de 13/11, em Brasília. Como se ninguém soubesse que ele foi o mentor intelectual do mensalão. E continua rindo à toa com seu tremendo tráfico de influência, que segue exercendo até hoje!

 

Conrado de Paulo conrado.paulo@uol.com.br

Bragança Paulista

 

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'PROTESTOS MORALISTAS'

 

Ai, ai! Dizer o que de Zé Dirceu chamar os movimentos anticorrupção de "luta moralista"? A imprensa nem deveria gastar tempo com ele, mas já que perguntaram ao chefão do mensalão sobre esse movimento social podemos comparar sua resposta se perguntassem a Beira-Mar o que ele acharia de uma passeata contra o consumo de drogas. Mas cá entre nós, ultrapassado é esse discursinho do PT chamando esse movimento democrático anticorrupção de "golpe das elites"! Vale perguntar a que elite eles se referem: a que carrega o País nas costas pagando altíssimos impostos, ou a camarilha defendida por Dirceu que se locupleta dele?

 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

 

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DIRCEU E A JUVENTUDE

 

Com seu jeito ímpar de distorcer os fatos e doutrinar espertalhões, o sr. José Dirceu, ao investir contra a indignação das pessoas, que ele chama de moralismo, está querendo ensinar o seguinte para a juventude petista: 1) assaltar o erário também é um jeito de fazer a revolução socialista, solapando por dentro as instituições e a democracia; 2) o enriquecimento ilícito de milhares de companheiros é mero acidente de percurso; 3) a sociedade brasileira não reage ou demora muito para reagir. Esta é uma lição para os mais novos, a lição para os mais velhos foi um pouco mais dolorosa. Ah, ele já vinha ensinando outras coisas também: 4) aliar-se com banqueiros e empresários é muito mais fácil do que assaltá-los e 5) você pode mudar de cara, sem ter de fazer plástica.

 

José Benedito Napoleone Silveira nenosilveira@aim.com

Campinas

 

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CULPA E PUNIÇÃO

O Espaço Aberto de ontem,com o artigo 'Os culpados devem ser punidos', de Sandra Cavalcanti,brinda os leitores do Estadão como um presente de Natal.Textos com um português limpo,sem parafernálias linguísticas,fácil para qualquer brasileiro alfabetizado ler,entender e se colocar como elemento ciente da situação que vive nosso país hoje em dia. Como comparação, podemos considerar o Brasil, como um doente necessitado de uma neoplastia geral, em todos os seguimentos do seu corpo. Tenho o texto da articulista como a quimioterapia e a radioterapia, medicamentos necessários para, pelo menos, diminuir sintomas e aprazar situações fatais. Mas a família brasileira aguarda, com fé e esperança que Deus olhe por seus filhos e  não desampare este país maravilhoso, mas doente dos pés à cabeça, à espera de um "milagre" que se chama Justiça.

Aloisio Arruda De Lucca  aloisiodelucca@yahoo.com.br

Limeira

 

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Excepcional o artigo de Sandra Cavalcanti! Especialmente o último parágrafo.   

Hildegard Arnulphy arnulphy@escolaaed.com.br

São Paulo

 

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'YES, WE CARE'

Tenho acompanhado a discussão em torno da declaração do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso de que o lema do PSDB, na campanha vindoura, deveria ser "Yes, we care", parafraseando a declaração do presidente Barack Obama quando da campanha dele, "Yes, we can". Até agora, sempre vi a tradução de "Yes, we care", na mídia, em português para "Sim, nós cuidamos". Se me permitem uma observação, creio que a tradução mais correta seria: "Sim, nós nos importamos".  "Care" significa "cuidar" no sentido de tomar conta de alguém ou de alguma coisa, como um médico que cuida do paciente.  Mas "care" também significa "importar-se", como na música "I should care", ou "I don't care what they say" ("não me importa o que eles dizem").  Ou "nem me importo" traduz "I just don't care" (ou "I couldn't care less").  Acredito, ainda, que o presidente Fernando Henrique quis dizer com a frase "Yes, we care" que os membros do PSDB "se importam", e não que eles "cuidam".  Aí me parece que a tradução mais adequada de "Yes, we care" seria "Sim, nós nos importamos".

William Baynard Meissner wbmbill@uol.com.br

São Paulo

 

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MAS... O CONTRÁRIO SE DEU

 

Ainda temos recebido e-mails acusando parte da população brasileira, principalmente a  paulistana - que "eles" chamam de preconceituosa e que não aceita que um torneiro mecânico tenha chegado à Presidência da República. Balela pura! Muitos excederam, é verdade, demonstrando arrogância e insensibilidade diante de uma fragilidade humana. Porém o que adveio com a ciência da doença de Lula é que ninguém admite mais a ideia de o ex-presidente falar uma coisa e praticar outra. Afinal, ele e o PT vieram para mudar "tudo o que estava aí" e  o que fizeram foi engrossar o caldo da corrupção, desenhando um Brasil mais  imoral e vulgar como nunca!  Nada mais espontâneo que, após ouvir de Lula que iria sugerir a Obama a implantação de um SUS nos Estados Unidos, se aconselhasse que ele próprio (Lula) se tratasse através deste sistema, "quase atingindo a perfeição". Mentir e até debochar de  assunto tão sensível ao povo, como a saúde brasileira em frangalhos - e essa é a realidade  que Lula não confronta, não é bobo - suscita cobranças e maus sentimentos. E estes estão aparecendo diante de uma retórica que sempre pretendeu iludir, além de instigar preconceitos. Cada palavra do ex-presidente deve ser pesada antes de pronunciada, pois mexe e sempre mexeu com a opinião pública e suas emoções, dada a mistificação em torno de sua pessoa. Muitos não votamos nele, mas se Lula se tivesse cercado de representantes públicos éticos, moralizando nossas instituições, tirando o poder daqueles que atrasam nosso país, mudando tudo o que estava aí, somente assim estaria praticando o teor de  seus inflamados discursos.  Como torneiro mecânico ou como graduado em Harvard - isso nunca importou -,  hoje encheríamos a boca para dizer: Ele foi nosso presidente! Mas...

Myrian Macedo myrian.macedo@uol.com.br

São Paulo

 

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BERLUSCONI

Após 17 anos, o emblemático e sedutor magnata Silvio Berlusconi deixa o cargo de primeiro-ministro da Itália.Poderoso e ao mesmo tempo debochado, Berlusconi caracterizou-se tanto pela sua postura radical e extremista ante seus inimigos políticos e defensores do comunismo quanto pela sucessão de polêmicas em sua vida pessoal, exacerbada pelos inúmeros escândalos de teor sexual que o acompanharam durante toda a sua vida pública.O autoritarismo exagerado e a postura centralizadora de Berlusconi ao longo dos anos, associados aos números elevados de desemprego e à crescente desigualdade social, jogaram a Itália numa depressão financeira sem volta. Mesmo sob forte contestação popular nos últimos tempos, o multimilionário segurava-se no poder graças às suas alianças políticas e ao seu intransponível poder social. Mas a junção da arrastada e péssima situação social e econômica da Itália com a crise financeira européia foi decisiva para o fim de sua aventura política. Neste momento, comemora-se no país da bota a sua renúncia. Parece que, pelo menos para os italianos,a crise também tem os seus lados positivos.

Felipe Luiz Ribeiro Sousa filipelrsousa@yahoo.com.br

São Carlos

 

 

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VELHA ÓPERA

Finalmente a Itália conseguiu substituir a figura da ópera de Leoncavallo por uma realmente digna de respeito. Berlusconi, de há muito, não passava confiança a ninguém,  apenas aos humoristas, que se deliciavam com suas parlapatices. Agora, tendo assinado o acordo de austeridade  e com a substituição do primeiro-ministro, a Itália vai voltar a merecer a confiança do mundo e de todos os italianos.   Cumprimentos. Era o que todos esperavam.

 

Carlos Eduardo Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

 

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OH, DOR...

O ex-primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi, ao renunciar, disse: "Isto foi algo que me doeu muito". Mas muito mais doído do que isso foi o sofrimento do povo italiano tendo o sr. Berlusconi à frente da condução administrativa da Itália. Foi mau. Tanto é  que ele só renunciou após aprovação na Câmara de um pacote de reformas econômicas que já havia recebido sinal verde do Senado. Afinal, a culpa não é somente dele, e sim, de todos os que o mantiveram pelos longos 17 anos. É muito para um só governo fazer, o que não é bom para nenhum país. Povo inteligente reveza constantemente seus governos, não lhes dando muitas oportunidades para fazer falcatruas.

Beneone Augusto de Paiva benonepaiva@yahoo.com.br

São Paulo

 

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A ERA DO POLÊMICO CAVALIERI

Nas circunstâncias atuais da União Europeia, ouso achar que os italianos ainda terão saudades dos escândalos de Berlusconi.

Sergio S. de Oliveira marisanatali@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

 

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FIM DE UMA ERA

 

Depois de 17 anos, chega ao fim a era Berlusconi. Como filho de italianos, digo: já foi tarde!

 Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

 

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CUBA

 A matéria publicada ontem no "Estado" sobre a fome em Cuba, de autoria do jornalista Rodrigo Cavalheiro, enviado especial a Guantánamo, nos deixou penalizados. Como se informou, os cubanos sobrevivem num regime de escassez semelhante a um campo de concentração, por força do bloqueio americano. Assim fica difícil  entender o brilhante desempenho da seleção cubana no Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, onde ficaram em segundo lugar, acima do Brasil no quadro de medalhas. Como conseguem? Só os atletas se alimentam bem?

Arsonval Mazzucco Muniz arsonval.muniz@superig.com.br

São Paulo

 

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A ILHA DE RAÚL

 

Quando será que a Primavera Cubana vai acontecer? Fidel, Raúl e sua trupe, há mais de 50 anos no poder, não vão querer largar o osso por livre e espontânea vontade. Pobre povo cubano, que não tem livre acesso à internet e a redes sociais. Se tivesse, esses "dinossauros" todos já teriam sido enviados para o museu.  

 

Nivaldo Silva ouvidoriaativa@gmail.com

São Paulo 

 

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CRISE GREGA

A  crise na Grécia esta literalmente pondo fogo no Pantheon? E com o sobrenome do novo líder grego, Papademos, a coisa não deve ter uma solução rápida e fácil. Dizemos aqui que depois da casa arrombada é que se coloca a tranca. Com esse sobrenome, não imaginamos o que pode acontecer...

 

Asdrubal Gobenati  asdrubal.gobenati@bol.com.br

Rio de Janeiro

 

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LEI SECA

 

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado propôs mudanças na Lei Seca que embaralham ainda mais o que já é complicado. A solução é o bafômetro. Ma há o tal direito de não produzir provas "contra si mesmo", que gera a maior confusão. Sugiro transformar a morte nos casos de acidente em crime hediondo, concedendo abrandamento quando o cidadão permita o uso do bafômetro independente do resultado. Assim a prova passa a ser "a favor de si mesmo", e ponto!

 

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

 

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CRIMINOSOS COMUNS

 

Parabéns à CCJ pela aprovação das novas regras da Lei Seca. Após aprovação, os bêbados do volante não terão mais como recusar fazer o teste do bafômetro para não produzir provas contra eles. Terão de pagar um teste para provar que não estavam bêbados, como todo criminoso que tem de apresentar provas de que não cometeu o crime.

 

Antonio Favano a.favano.nico@uol.com.br

São Paulo

 

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PROPAGANDA

 

Acho muito estranha essa Lei Seca. Vejamos, nunca se ouviu falar que um motorista atropelou ou matou alguém porque estava fumando enquanto dirigia. E mesmo assim foi banido da mídia todo tipo de propaganda sobre o cigarro. Quanto à bebida alcoólica, alem do individuo se matar ao dirigir ele atropela e mata também quem não bebeu. E a propaganda de bebidas alcoólicas corre solta em todos os meios de comunicação. Não é chegada a hora de proibir também? Ou aí tem?

 

Orélio Andreazzi orelio@andreazzi.com.br

Suzano

 

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BAFÔMETRO

 

O teste do bafômetro deveria ser um exame obrigatório para todos os motoristas, sobretudo para aqueles envolvidos em acidentes de trânsito. Não é decente essa liberdade do infrator se recusar a fazer o teste. Todos têm de fazer. Se houver recusa na realização, automaticamente deveria ficar caracterizado no registro policial de ocorrência que o infrator estava alcoolizado. É preciso acabar com essa prerrogativa que só beneficia ricos e filhinhos de papai.

 

Habib Saguiah Neto saguiah@mtznet.com.br 

Marataízes (ES)

 

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POSITIVO

 

A aprovação pelo Senado federal que torna a Lei Seca mais rigorosa e que seguirá para o plenário da Câmara dos Deputados é sem dúvida um fato positivo para a sociedade brasileira. No novo projeto os tipos de embriaguez do motorista poderá ser comprovado por prova testemunhal, imagens, vídeos ou outras provas admitidas em direito. Essa nova lei em vias de ser aprovada já vigora em muitos países e só precisaremos que a justiça brasileira se livre da morosidade atual para que os objetivos sejam totalmente alcançados.  Valeu, Senado!

 

Márcio Rosário daril_old@hotmail.com

Leme

 

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VIOLÊNCIA NO TRÂNSITO

 

Os constantes acidentes de trânsito com vítimas fatais fazem-me lembrar recente decisão do Supremo Tribunal Federal, o STF, que entendeu configurar simples homicídio culposo aquele perpetrado por alguém ao volante sob o efeito de álcool. Não tenho capacidade jurídica para contestar a decisão do STF, mas gostaria que os senhores ministros descessem à Terra para ver como andam as coisas por aqui. Quase diariamente alguém morre  vítima de motorista alcoolizado, ou que corre demais ou que desrespeita o semáforo ou, pior ainda, motorista que acumula essas três condições ao mesmo tempo. Os jornais e revistas têm retratado com fidelidade o que anda ocorrendo nas ruas e estradas brasileiras. Lamentavelmente, alheios a tudo os senhores ministros decidiram que para configurar  crime doloso o agente deveria embriagar-se já com a intenção de matar. Se bem entendi, o motorista deveria dizer diante de testemunhas algo como "Hoje eu quero atropelar alguém e, para isso, vou me embriagar..."  Desculpem, senhores ministros, mas isso vai além da minha compreensão, já que quem dirige um veículo em estado de embriaguez assume o risco de causar dano a alguém, a  alguma coisa e, ainda, a si próprio, risco esse tratado no Código Penal como dolo eventual.  Isso é o que têm afirmado as autoridades policiais.  Aliás, qualquer pessoa que  acesse a Wikipédia  terá de pronto  a definição de dolo eventual: "ocorre quando o agente, mesmo sem querer efetivamente o resultado, assume o risco de  produzi-lo."  Por acaso não é exatamente isso que acontece? Não dá mais para ler e ouvir  diariamente notícias de acidentes com vítimas fatais, sabendo que o criminoso sairá impune ou, no máximo será condenado a distribuir algumas cestas de alimentos como expiação do crime.  A balança da Justiça continua pendendo em favor do criminoso!

 

Augusto M. Dias Netto diasnetto@terra.com.br

São Paulo

 

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PELA VIDA

 

Lei seca torna doloso dirigir embriagado! Parabéns, senhores ministros de nossa Corte Máxima, foi suprema a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF): "condutor dirigindo embriagado comete crime doloso". Simples e profunda, pode mudar a cultura nacional em prol do respeito. Um ato de consciência cívica. Lúcida e empática a ilação do ministro Ricardo Lewandowski, condutor bêbado pratica crime análogo a portar arma. O veículo é mais perigoso que uma simples arma, no mínimo equivale a uma metralhadora, atinge muitos simultaneamente. A confirmação do STF balançou os Juristas vitoriosos em benefício dos infratores, da mesma forma ministros, sim, com "m" minúsculo, aqueles que têm julgado em prol dos dolosos, como os que votaram contra essa decisão É preciso veicular os nomes e os votos, separar os cívicos dos contra a sociedade. Entretanto precisamos de atitudes complementares, como uma definição inquestionável de o que é embriagado, bêbado. Pertenço ao grupo de profissionais que se soma à posição da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet), que ensinou em 1994, nos debates no Instituto de Engenharia, quando tratamos das proposições a minuta do projeto de lei do novo Código, uma definição conclusiva de medir alcoolemia: "zero álcool!", pois como portar qualquer arma é crime! Definição vital é combinar com os "Advogados" ajudarem salvar vidas, que se comprometam a respeitar o STF; sequer aceitem causa que fira a nobre decisão, salvo dar conforto à(s) família(s) vitimadas do crime doloso de dirigir bêbado. Muitos, em especial da imprensa, ainda não entenderam que aplicar penalidades é obrigação dos agentes da lei, defendem, sem deixar claro, a indústria da impunidade. Dos nobres legisladores espera - se, que aprendam que a sociedade, em esmagadora maioria, deseja o fim dessa guerra. Que não é preciso ter vítimas na família para mudarem de posição. Temos que somar todas as forças conscientes deste país em prol da vida!

 

Luiz Célio luizcelio@bottura.eng.br 

São Paulo

 

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DECISÃO LÓGICA

 

A decisão da Justiça, de classificar a direção de veículos sob efeito alcoólico de crime, é lógica. Como consequência, por inócua no ponto de vista prisional (a não ser que se ocupe lugares de criminosos comuns, pelos motoristas faltosos), já que temos dezenas de milhares de mandados de prisão não cumpridos, por falta de vagas, a justiça deveria exigir a construção de tantos presídios quantos necessários.

 

André C. Frohnknecht anchar.fro@hotmail.com 

São Paulo 

 

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UMA LUZ

 

Estão de parabéns os juízes do STF que entenderam que dirigir alcoolizado é crime e a Advocacia-Geral da União por decidirem cobrar dos infratores causadores de acidentes com vítimas as indenizações e pensões por eles provocadas. A ação regressiva que irá restituir os valores pagos ao INSS, além de reduzir o déficit da Previdência Social, também produzirá efeito na redução dos acidentes no trânsito. Com certeza é uma luz que se vislumbra para a melhor convivência nas ruas e estradas deste país.

 

Odiléa Mignon cardosomignon@gmail.com 

Rio de Janeiro

 

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ÁLCOOL ZERO

 

Mais uma vez nosso Senado prova ser um Senado teor zero de competência. Mais uma medida inoportuna e que provará ser ineficaz. Que tal enfrentar o problema pelo lado da impunidade que reina soberana no País? Quantos dos recentes criminosos, que roubaram tantas vidas, estão presos? Quantos já tiveram que pagar pesadas indenizações às famílias enlutadas? Em tempo, porque o senado não vota "teor zero" para a corrupção, a começar pelo próprio?

 

Nelson Penteado de Castro pentecas@uol.com.br 

São Paulo

 

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HABILITAÇÃO

 

Depois De a pessoa tirar carta de motorista pela primeira vez, ela deveria passar por um período de experiência. Caso nada aconteça de grave, receberia  a carta definitiva, que seria renovada de acordo com exames médicos.. A razão de minha preocupação é que em 2010 morreram 40 mil pessoas no trânsito brasileiro.

 Paulo Dias Neme profpauloneme@terra.com.br

São Paulo

 

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INDIGNAÇÃO

 

Foi com profunda tristeza que li no jornal O Estado de S. Paulo que 90% dos municípios de todo o território nacional estão infectados com o consumo de crack. Há exatos 40 anos , quando eu trabalhava em uma Empresa que ficava no Bairro de Campos Eliseos (SP)  todos os dias a caminho do trabalho na região da "cracolândia" que na época já era conhecida por esse nome  por ser local de consumo da drogas, centenas de pessoas já eram vista consumindo essa droga. Pois bem, passaram se quase meio século e tudo continua igual, ou melhor dizendo muito pior. Passaram nesse período vários governadores, prefeitos e centenas de vereadores e tudo continua como outrora  e sempre. O pior é que o trololó político continua o mesmo. Agora o governador Geraldo Alckmin e o prefeito Gilberto Kassab estão animados em construir "casas" para que esses infelizes viciados sejam recuperados. Pressuponho que o momento é muito mais para ação  que   discursos de campanha visando voo mais altos nas próximas eleições. Conversas vão e ficam os fatos, e os fatos são uma verdadeira calamidade...

  

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com 

Jandaia do Sul (PR)

 

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AS NOVAS SERPENTES DOS CANAVIAIS

 

Creio não ser do conhecimento geral que os trabalhadores de nossos canaviais estão rendendo-se ao "crack', por seu custo baixo, um veneno misturado de pasta de coca, querosene e cal virgem, segundo revelou o editorial do Estado. Isso porque à dependência deplorável basta uma ou duas experiências. Não há volta. E o que fazem nossas autoridades, para que essa substância letal não chegue ao universo desses trabalhadores? A morfina, por exemplo, circula pelo país como circula o crack? Há que ir incisamente à origem, à causa, matar a cobra no ninho. Tarefa que o Estado não cumpre. Fica na retórica, como o fez na campanha eleitoral. Pelo andar da carruagem, a mexicanização do Brasil é questão de tempo. 

 

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br 

São Paulo

 

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CRACK, O TAMANHO DO PROBLEMA

 

O  Brasil está no caminho certo para o enfrentamento do tráfico e consumo das drogas, mas que a falta de uma pesquisa nacional em relação ao crack deixa o País às escuras para enfrentar o problema. Não sabemos o tamanho do problema do crack. Precisamos ter uma cultura de pesquisa. Elas precisam ser feitas e ter uma periodicidade. O Brasil não sabe o tamanho do problema. Muitos estudiosos falam que é alarmante. Outros dizem que o problema com o crack, em relação às outras drogas, nem é tão grande assim. Fica impossível trabalhar uma política pública sem saber o que atacar. O Brasil tem boas práticas que devem ser espalhadas pelo País. O Brasil está num bom caminho no combate às drogas. Temos que lembrar que o País é muito grande e isso deixa tudo mais complexo. A região Norte é totalmente diferente da região Sul. Mas alguns trabalhos têm que ser destacados, como o Pronasci e as UPPs, no Rio e Janeiro. O programa articula políticas de segurança com ações sociais, priorizando a prevenção. No Rio de Janeiro, as UPPs são Unidades de Polícia Pacificadora que foram instaladas em comunidades com alto índice de violência que combinam policiamento comunitário com investimentos sociais. Segundo uma pesquisa da ONU, divulgada no ano passado, o mercado da América do Sul corresponde a 15% do mercado mundial da cocaína (que é a base do crack). De acordo com os dados, de 2000 a 2007, quadruplicou o número de apreensões de cocaína nos países da América do Sul. Isso significa que tem mais droga em circulação. O Brasil precisa liderar os países vizinhos da América do Sul em uma ação conjunta de combate às drogas. É importante que o Brasil coopere com os países vizinhos. Precisa trabalhar com a Bolívia que é o principal exportador de cocaína e a pasta-base para o País. O Brasil precisa também estar muito atento ao Paraguai, que é muito pobre e está muito vulnerável. A maioria da maconha que entra no País vem do Paraguai. O Brasil tem na sua mão a chave para achar essas soluções, que poderá solucionar esse problema na região. Os profissionais da área de saúde e os funcionários de clínicas estão atônitos. O crack é diferentes de todas as outras drogas que conheceram. O crack ainda é uma coisa nebulosa. Nós já sabemos os efeitos que ele causa, já sabemos a dureza para quem utiliza o crack. Mas cientificamente tem poucos estudos sobre a questão do crack. Não vamos deixar uma geração de jovens brasileiros perder um futuro cada vez mais promissor.

 

Antônio Dias Neme antonio.neme@superig.com.br 

São Paulo

 

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O BRASIL E O IDH

 

Na França, Dilma Rousseff defende uma CPMF e uma Bolsa Família globais. Tem o apoio de Sarkozy, o presidente francês que vende submarinos e quer empurrar caças mais caros e menos eficientes para o  Brasil. A presidente deveria estar preocupada é com o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), que coloca o nosso país na metade debaixo do levantamento, um humilhante 84o. lugar. O IDH espelha a grande mentira que foi Lula e contrasta o tão propalado sucesso dos programas sociais petistas. A saúde pública, da qual Lula foge depois de dizer que estava quase perfeita e que tinha vontade de ficar doente para ser tratado numa UPA, a educação em petição de miséria e a renda concentrada nos banqueiros, especuladores, sonegadores e corruptos, não autoriza o Brasil a pedir ao mundo que adote a sua receita contra a pobreza. Na verdade, é um discurso arrogante feito lá fora com o objetivo de repercutir aqui dentro, uma estratégia muito usada por Lula. Tempos atrás, Lula disse que iria sugerir que Obama criasse uma maravilha como o SUS. Dilma segue no mesmo caminho ao sugerir uma CPMF e uma Bolsa Família globais. Isso sem falar que Lula, diante do péssimo índice de desenvolvimento humano do Brasil, sugere o quê, "iradíssimo"? Que o índice seja mudado. Quer aparelhar o Pnud como foi feito com o Ipea, o Inep, o IBGE. A mentira continua sendo o câncer do Brasil. Está cada vez mais claro que o Brasil é a fila do SUS, não é a gente diferenciada do Sírio-Libanês. (Fonte: Coturno Noturno)

 

Rubens Paulo Stamato Júnior rubensstamatojr@terra.com.br 

Bebedouro

 

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A HIERARQUIA DO DINHEIRO NO BRASIL

 

Tomados isoladamente, números sobre países não querem dizer muita coisa. No conjunto, talvez indiquem algumas pistas da realidade. Entre as glórias cantadas e a realidade, existe uma distância enorme!  Nosso IDH está muito abaixo do que seria desejável e não combina, absolutamente, com o cantado crescimento do país e da renda. O Brasil cresceu, sim, embora pouco, em relação aos outros emergentes. A dívida interna mais que duplicou em nove anos, o que é um problema, pois pagamos muito caro por isso. É dinheiro que deixa de ser investido na melhoria da vida do brasileiro. Por fim, ao que parece, um punhado de gente enriqueceu muito, em pouquíssimo tempo, o que leva a crer que a falada concentração de renda aumentou como nunca antes, passando às mãos de uma dúzia de emergentes super empresários e dos bancos. Muito do que é arrecadado vai parar nas mãos da multidão de miseráveis, assistidos pelo Bolsa Família e outros programas. Assim, o dinheiro vai, de um lado, para as mãos dos muito ricos cada vez mais ricos, e dos miseráveis, cujo número parece só crescer. Uns não fazem número,  que justifiquem melhoria na qualidade de vida de uma população; outros, cuja renda é o suficiente para não morrer de fome, continuam vivendo mal. No meio dos dois grupos, estão os que produzem riqueza e pagam impostos altíssimos para sustentá-los. Acima de todos, um Estado gastador e corrupto, que devolve muito pouco do que recebe a quem paga a conta

 

M.Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com 

Florianópolis

 

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ENDIVIDAMENTO

 

A dívida dos brasileiros, que cresceu muito nos últimos cinco anos, devia preocupar, e muito, o Banco Central. Por maior que seja o aumento de renda dos trabalhadores, financiamentos "mais longos" e juros "um pouco menores" não vão evitar a formação de uma perigosa "bolha" no futuro. O pagamento mensal de empréstimos considerado "estável", próximo de 20% do salário, não quer dizer nada se não houver espaço para poupança.

 

Sergio S, de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br 

Monte Santo de Minas (MG)

 

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DISPARATE

 

Remuneração da poupança deve voltar a debate. Não se surpreendam se o tema for a de "reduzir" a rentabilidade "vergonhosa". Atualmente em 0,6% ao mês, percentual este que não cobre a inflação anual. Ou seja, a população que tem poupança está perdendo literalmente. Podemos citar como exemplo os bancos, que operam com nosso dinheiro poupado, conseguindo captar em menos de um mês o que eles nos pagam pelo ano inteiro.

 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br 

São Paulo

 

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GUERRA FISCAL

 

O consumidor brasileiro ao adquirir um produto, procura por melhor preço na internet, ai, depois de ter adquirido, vem o governo, contrariando a constituição cobra uma diferença de impostos, deixando muitas vezes o produto mais caro, isto é realmente uma vergonha, os políticos precisam deixar de chantagear o povo de ser menos explorativos, isto é precisam ter vergonha na cara.

 

Antonio Carniato Filho antoniocarniato@gmail.com

Santa Rita do Passa Quatro

 

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LUCRO DO ITAÚ

 

Após ler matéria sobre os R$ 3 bilhões de lucro recorde do banco Itaú, ficamos nos perguntando: com todo este lucro, eles não deveriam aumentar o salário dos bancários que ficaram em greve tantos dias? Como o Itaú, todos os outros bancos estão sempre buscando um lucro recorde e para este número ser sempre maior, a exploração (ou extorsão!) também tem que ser. Exploração dos clientes e dos funcionários, que tem seu lucro sempre menor... É cômico ver numa semana as notícias da greve e na outra seguinte do lucro monstruoso! Vergonha de quem não tem vergonha!

 

Gianna Toni e Viviana Maillet Toni gianna.toni@googlemail.com 

São Paulo

 

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OS ROYALTIES DO PETRÓLEO

 

Já passou da hora de o Congresso Nacional corrigir a injustiça histórica contra os demais estados da Nação, aprovando a redistribuição dos royalties do petróleo, afinal, o petróleo é ou não é do Brasil?! Por décadas, e até hoje, não foi, pelo contrário, beneficia poucas pessoas, a grande maioria da elite de burocratas fluminenses, em poucas cidades, de apenas dois estados, portanto, o slogan cunhado ainda na era Vargas, "o petróleo é nosso!" não condiz com a realidade, além de que, os municípios e estados considerados "produtores" não terem feito bom uso dos recursos abundantes que já receberam durante tanto tempo, visto o tamanho da desigualdade social proeminentes nessas localidades.

Não adianta a Rede Globo encampar o privilégio do Rio de Janeiro, nem o governador fluminense chorar lágrimas de crocodilo na TV e fazer chantagem barata com a presidente Dilma, afinal existem outros 25 estados da nação que são prejudicados por um mimo que beneficia alguns em detrimento de outros. Vale destacar que Lei não é contrato, como disse um consultor carioca ao Jornal Nacional, e pode ser alterada sim, pela instância que tem esta prerrogativa, o Congresso Nacional, sem nenhum prejuízo à imagem nacional perante investidores estrangeiros que, diga-se de passagem, não estão preocupados com a divisão dos royalties, mas sim com as oportunidades de negócios do "pré-sal". Ademais, já deveríamos ter superado a nossa síndrome de colonizados, e deixar de preocupar-se com o que pensam os gringos sobre um tema eminentemente nacional. Quando foi que estadunidenses ou europeus tomaram alguma decisão baseada no que os estrangeiros achariam dela? Nunca, nem agora diante de uma tremenda crise nesses países. Que a presidente Dilma seja mais sensata do foi seu antecessor e sancione a medida de redistribuição dos royalties, pois do contrário, caberá ao Congresso Nacional, soberanamente, derrubar o veto presidencial, o que seria humilhante para Dona Dilma. Se a questão acabar no STF, que vença a Federação.

 

Sandro Ferreira sandroferreira94@hotmail.com 

Ponta Grossa (PR)

 

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A CRISE DOS CORREIOS

 

De tempos para cá, o sucateamento dos Correios é visível. Acumulam-se correspondências, atrasam-se encomendas e a clientela não tem mais certeza de que suas remessas chegarão ao destino. Os que enviam impressos verificam que seu material não chega a todos os destinatários e não têm a quem reclamar. Mas o pior foi revelado pela operação policial desta semana: com a ajuda de funcionários, quadrilhas desviam e  roubam documentos e cartões de crédito postados pelas instituições financeira a seus clientes. Embora a polícia tenha identificado o crime e prendido os autores, a repercussão do fato causa enorme prejuízo à imagem e à confiabilidade dos Correios. Lamentavelmente, desde o desmonte iniciado no governo Collor, os serviços têm piorado. Mais recentemente, a organização tornou-se vitima de diretores errantes, indicados pelo loteamento político do governo, que se envolveram em falcatruas e, como sempre, deixaram sua nódoa. O Correio é uma instituição estatal e um direito da sociedade. Seu funcionamento regular é do interesse geral. A difícil realidade hoje vivida pelo setor sugere a necessidade de um grande movimento para o seu resgate. É preciso verificar se o atual modelo de gestão é adequado ou não e, com urgência, fechar todas as válvulas que possam tumultuar o tráfego regular do material postado e, principalmente, garantir a sua segurança. O usuário precisa voltar a ter a confiança de que sua correspondência ou encomenda chegará ao destinatário dentro do prazo estabelecido e de que, no caminho, jamais sofrerá violação ou desvio.

 

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

 

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EXAME ANUAL DO CREMESP

 

Anualmente o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), promove uma prova de avaliação dos alunos do sexto ano de medicina e pasmem, 46% foram reprovados. Isso no Estado de São Paulo, hein? A maioria dos reprovados estão se formando em escolas particulares e causou surpresa aos diretores do Cremesp o baixo nível dos avaliados, porque por ser opcional, se avalia que participam apenas os alunos que se julgam melhor preparados o que poderia aumentar mais ainda o numero dos reprovados. Não estaria na hora do Cremesp idealizar uma prova de avaliação estendida a todos os alunos que estão se formando em medicina, a exemplo do que acontece no exame da OAB? Porque na OAB são avaliados advogados que cuidam da saúde de empresas e famílias, mas na medicina são médicos, responsáveis pela saúde e vida de seres humanos. Mais um motivo para que haja uma avaliação séria e abrangente para capacitar ou não nossos futuros médicos, porque adivinha quem serão suas cobaias? Os pobrezinhos que precisam usar o SUS, por não terem outra opção na vida! Fora que essa prova deveria ser estendida a todo o Brasil!

 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

 

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FERIADO DE 15 DE NOVEMBRO

 

As pessoas comemoram o feriado de 15 de novembro por farra, por ignorância, afinal se soubessem que fomos retirados de um sistema que hoje poderia ser parlamentarismo monárquico, com gente brilhante e compromisso com o Brasil, que jamais poderiam sonhar em roubar em corrupção, impostos sem função, e qualquer um pode ser responsável por coisas importantes na coisa publica, hoje tomada por máfias chamadas partidos, que racham entre si o erário, e dizem de boca cheia " Dia da Proclamação da República", "bela roba", para não dizer outra coisa, a sorte deste covil que retirou a monarquia, é que hoje em dia, o povo acostumado, nem sabe o que o Brasil perdeu, não estudam o passado, não viram a importância que teve a monarquia em seu breve tempo aqui, pena que naquele plebiscito sem vergonha que tivemos nos anos 90, o povo não teve como saber o que já estaríamos melhor se houvesse ganho a mudança, quem sabe um dia nos libertamos desta mentira que é a " maravilhosa república", quem sabe sabe.

 

Roberto Moreira da Silva rrobertoms@uol.com.br 

São Paulo

 

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POLÍTICOS HONESTOS

 

A falta de ética e de moral no contexto político, a ilegalidade a corrupção representam uma grave falta de respeito não somente ao cidadão comum, mas também aos políticos honestos que com dedicação conseguiram dotar o país de um invejável conjunto de leis que, devidamente aplicadas permitiriam ao Brasil de alcançar a posição que merece na classificação da qualidade de vida. O Brasil possui modernas leis em campo social, na área trabalhista, na proteção ao ambiente, além de um acervo de normas técnicas  e regulamentos que cobrem com eficiências todas as áreas da atividade humana. A aplicação destas leis depende, entretanto dos poderes discricionários de um certo número de  políticos e administradores  que não possuem os credos morais necessários a gestão da coisa publica e que em lugar de aplicar a lei, adotam comportamentos ilegais, de qualquer modo ilícitos, não éticos, procurando vantagens pessoais. Fala-se muito da corrupção, mas em termos gerais, excluindo poucas exceções existe muito poça atenção na analise das políticas publicas e da colusão entre o publico e o privado no contexto do marketing político. Estes maus comportamentos, bastantes comuns, deixam de ser tomados em consideração no julgamento da atuação política e a influencia da corrupção raramente é considerada um elemento de juízo a respeito do sucesso ou insucesso de ações do governo. Intuitivamente cientes que a corrupção pode alterar inteiros programas do governo acabamos considerando que a mesma é uma constante residual de um mau costume impossível de erradicar. É necessário que os políticos honestos apliquem o rigor da lei aos  desonestos. Se a impunidade continuar continuaremos a pagar para que os corruptos fiquem cada vez mais ricos e o país atrasado.

 

Franco Magrini framagr@ig.com.br

São Paulo

 

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MUITA PILANTRAGEM

 

As esquerdas, lideradas pelo PT, estão conduzindo o Brasil a um processo contínuo de degeneração moral e institucional. O governo Lula, um dos mais corruptos da história desse País - é só ver a quantidade de ministros do ex-presidente que tiveram de ser demitidos por Dilma em razão dos escândalos de desvio de dinheiro público divulgados pela imprensa - é considerado, por petistas e afins, um dos melhores (se não o melhor) da história da humanidade. Policiais que passam a atuar dentro do campus da maior universidade da América Latina, garantindo maior segurança a milhares de pessoas que lá circulam diariamente, são encarados como repressores simplesmente porque cumpriram a lei ao deterem "companheiros" consumindo drogas nas dependências da instituição. Leis de licitações são declaradas inválidas para assegurar a aceleração de obras destinadas a eventos esportivos, abrindo brechas ainda maiores para novos roubos... onde tudo isso vai dar? Por quanto tempo mais o Brasil terá de aguentar tanta pilantragem?  

 

Henrique Brigatte hbrigatte@yahoo.com.br 

Pindamonhangaba                                                                                                     

 

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IMPORTANTE PARA O BRASIL

 

Estamos cansados de tanto ouvir sobre os absurdos em relação a impunidade no Brasil. Perpetua-se a corrupção, e não é só políticos e governantes, é também empresários. Um povo com essa cultura, é sim um absurdo. É a cultura do vale a pena, por conta da impunidade. Roubam o erário público por que vale a pena. Mesmo descobertos podem até perder o cargo, mas ficam com a grana. É a vez de dar um basta para tudo isso. É necessário iniciar uma corrente de todas as forças da sociedade para moralizar o País. Como: 1) Comprovada a corrupção, todos os bens da família dos envolvidos devem ser bloqueados e destinados ao ressarcimento do erário lesado. Mas de verdade, por que leis existem, mas não são cumpridas. 2) Acabar com foros privilegiados - O lugar de corrupto e de ladrão é na cadeia. Não importa o cargo, seja juiz, deputado, prefeito, ministro de Estado ou banqueiro. 3) E as drogas ? Enquanto estivermos protegendo o consumidor, haverá drogados e traficantes. Portanto, devemos dar o mesmo tratamento, tanto para traficantes como para drogados (consumidores de drogas). Todos devem ir para a cadeia e com Pena pesada. Somente acabando com o consumo é que se acaba com o traficante. Não entendo outra forma. Todos sabem que droga é proibido, portanto o consumidor é contraventor tanto quanto o traficante. Sou contra a criar qualquer entidade para tratamento de drogado, com dinheiro público. A exceção pode ser para menores de 12 anos, por aliciamento.       

 

Onir José Dias onirjose@hotmail.com 

São Leopoldo (RS)

 

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CORRUPÇÃO E LIMPEZA

 

Por que as corrupções do atual governo só aparecem uma por mês? O ideal é que aparecessem várias de uma só vez, para assim desbancar esse governo corrupto e seus chefes e ex-chefes de uma só vez. A limpeza seria muito maior e o custo seria menor.

 

Wagner Monteiro wagnermon@ig.com.br 

São Paulo 

 

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CORRUPÇÃO NA JUSTIÇA

 

Devassas apontam corrupção na justiça, principalmente no nordeste. Assim, nada mais resta para se acreditar neste país. Enquanto não houver uma devassa e uma moralização na justiça em sua totalidade, inclusive no Código Penal, nada que se fizer para consertar o País terá resultado prático. Por isso bandidos, traficantes, gangs, facções e corruptos estão dominando o País - o que será dos próximos cinco ou dez anos? E o ministro Joaquim Barbosa ainda pede vistas ao processo dos ficha-limpa - será que não virá aí uma quinta coluna para perturbar-lhe "as vistas" ao processo, que justificam não poder ser retroativo - mas aposentadorias dos idosos pôde ser retroativa - e onde estava a justiça?

 

João Roberto Gullino jrgullino@oi.com.br 

Petrópolis (RJ)

 

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IDENTIFICAÇÃO POLÍTICO-PARTIDÁRIA

 

A mídia brasileira, que tem demonstrado sintonia com o povo brasileiro, poderia colaborar com nós, eleitores, na escolha de candidatos honestos e competentes para futuras eleições, colocando sempre ao lado do nome do político citado em reportagens não só seu cargo eletivo como o partido a que pertence. Essa prática deveria se estender aos cargos de primeiro escalão das esferas do Executivo nomeados pelo presidente, governadores e prefeitos.  

 

Eduardo José Daros daros@transporte.org.br

São Paulo

 

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