Fórum dos Leitores

CORRUPÇÃO

O Estado de S.Paulo

17 Novembro 2011 | 03h06

Força estranha

Não estou entendendo: o que é que dona Dilma está esperando para demitir esse ministro do Trabalho (em causa própria)? Quantas mentiras mais ella espera ouvir desse indivíduo? Seria mais uma ridícula declaração de amor? Que força estranha é essa?

APARECIDA DILEIDE GAZIOLLA

rubishara@uol.com.br

São Bernardo do Campo

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Estoque de verniz

Quanto verniz o ministro bola da vez passou na cara de pau? Diz "eu te amo", pede desculpas e mais uma vez se ouve o "não fui eu". Será que há estoque para os que ainda virão? Coitada da dona Dilma. A herança que recebeu do ex é para lá de maldita. Já se passou quase um ano e o que se viu até agora foi só lixo para ser varrido. Assim não dá!

TÂNIA PINOTTI

tkita@uol.com.br

Pompeia

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Cara de pau

É compreensível o nervosismo dos ministros envolvidos em atos ilícitos quando uma ou várias irregularidades são alvejadas e publicadas nos meios de comunicação. O que eu não entendo é como eles conseguem ir a público derramando bravatas, encenando uma obra de arte cênica, num enorme esforço para desmentir o que é evidente e comprobatório. Eles, os principais protagonistas desses escândalos, não demonstram um mínimo de respeito por nós, eleitores. O mais incompreensível é que tudo acaba em pizza quando são expurgados de seus ambiciosos cargos, e sem o devido ressarcimento à sociedade.

RAFAEL L. R. TRAVAGLIONI

riga@terra.com.br

São Paulo

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Cascos duros

Depois de fotos e do vídeo da chegada do ministro e seus mentirosos assessores no avião com o ongueiro, o que mais a governanta vai esperar para demiti-lo, agora que ele foi apanhado mentindo descaradamente para os deputados, para os brasileiros e para ela? O que Lula vai aconselhar sua pupila a fazer, usar os cascos duros?

MARIA TEREZA MURRAY

terezamurray@hotmail.com

São Paulo

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Mentir, mentir, mentir...

A sra. presidente da República ainda não se conscientizou de que os seus ministros a representam. Então, quando o ministro Carlos Lupi mentiu ao Congresso, não foi ele que mentiu, foi a sra. presidente! Logo, qualquer brasileiro poderá, então, presumir que a sra. presidente é mentirosa - o que, aliás, se trata de uma prática comum e recorrente no PT.

EUGÊNIO JOSÉ ALATI

eugeniojosealati@yahoo.com.br

Campinas

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Jus sperniandi

O patético ocaso do ministro Carlos Lupi faz lembrar o que dizia o marquês de Maricá: "O anão, quanto mais alto sobe, mais pequeno se apresenta".

DÉCIO CELIDONIO

decioml@uol.com.br

Atibaia

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Denuncismo?

Ora, ainda não perceberam que a Esplanada dos Ministérios e outras estão sendo atingidas por abalos provocados pelos indignados e inconformados com os dutos que canalizam recursos públicos para os PPPs. (partidos, partidários e parentes).

ALBERTO RAAD

raadalberto@yahoo.com.br

Colina

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Sir Isaac Newton perplexo

A desejável queda do ministro Carlos Lupi será mais uma ilustração da lei da gravidade (dos malfeitos). Se não cair, é porque Newton estava errado!

ALEXANDRU SOLOMON

alex101243@gmail.com

São Paulo

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A queda esperada

Na realidade, o que está ocorrendo no Ministério do Trabalho é um insulto ao trabalho e ao operoso trabalhador brasileiro. Parece que a imprensa vai ter de mostrar mais malfeitos para convencer o ministro de que a sua presença é de todo indesejada. Não seria melhor poupar à presidenta o trabalho de fazê-lo sair? Quanto ao achaque do PDT, não ocorrerá, porque a Nação é testemunha da ameaça. E como em Direito os fatos notórios desnecessitam ser provados, então, será só agir via Justiça. Não seria, também, uma boa oportunidade para os grevistas da USP pintarem a cara contra a corrupção? E assim, com a colaboração indispensável da imprensa, a faxina vai-se completando, em benefício do País.

JOSÉ CARLOS DE C. CARNEIRO

carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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EDUCAÇÃO

Caso de polícia

Enquanto no Chile os estudantes protestam por melhor educação, aqui temos pessoas elogiando a arbitrariedade policial na USP e dizendo que os alunos deveriam estudar ou, então, ser expulsos; e, de outro lado, gente apoiando a ociosidade estudantil, como se houvesse mesmo uma campanha real pela descriminação das drogas e dando controle a agitadores de quinta categoria, inúteis, sem nada a fazer e a dizer. O debate educacional no Brasil não passa de um mero caso de polícia.

CARLOS IUNES

carlosiunes@bol.com.br

Bauru

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MÉDICOS

Formados em Cuba

Se o que os estudantes aprenderam em Cuba foi medicina preventiva, por que não enviá-los para o Norte e o Nordeste, onde esse tipo de trabalho se faz necessário? Será que eles topariam? Acho que não, pois, como todos sabem, esses estudantes fazem parte de uma elite privilegiada, isto é, pertencem aos quadros do PT e de entidades ou movimentos reivindicatórios ao governo. No fundo, acho que eles estão certos, pois, com este governo, o que importa é ser inepto e corrupto. Então, para que estudar?

CARLOS MONTAGNOLI

carlosmontagnoli@uol.com.br

Jundiaí

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Atendimento exclusivo

Proponho a construção de um hospital multifuncional em Brasília, cujo corpo médico, composto exclusivamente por profissionais formados em Cuba, atenderia, com exclusividade, todos os membros dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.

SERGIO S. DE OLIVEIRA

ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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MENTIRA

Ficou patente que o ministro Carlos Lupi mentiu ao dizer que não conhecia determinada pessoa, que não teria usado nenhuma aeronave por conta daquela pessoa, entre outras bestagens.  Ontem ele foi novamente se explicar para a presidente Dilma Rousseff, em razão das fotos e do vídeo publicados na imprensa que desmentiam a sua versão. Creio que Dilma deveria seguir os conselhos de FHC e se livrar da herança maldita de Lula, ou seja, a corrupção desbragada que legou à sua candidata. Ela deve esquecer a base aliada e outras falcatruas legadas por seu antecessor, desligar-se dele e fazer um governo ao seu feitio, com sua cara. Deve fazer realmente uma bela mudança no seu ministério.

Carlos E. Barros Rodrigues carlosedleiloes@terra.com.br

São Paulo

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PANE

Sem dar trabalho, a mentira-voadora fez aterrissagem de emergência.

 

A. Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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LOBO

Para se defender, Carlos Lupi rosna e pula, mas não consegue falar a verdade, mesmo quando ela é colocada em público de forma escancarada! Sua postura é a de um lobo acuado, que mostra os dentes para parecer feroz... Acredito que, se ele fosse italiano, seu nome seria lupo (lobo).

 

José Carlos Costa policaio@gmail.com

São Paulo

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OVNI

Para Lupi a mentira tem asas curtas.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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NO GRITO

Quando Carlos Lupi esbraveja na "telinha", as crianças devem ser retiradas da sala. Ou ele acha que vai ganhar no grito?

Celia Henriques Guercio Rodrigues celitar@hotmail.com

Avaré

 

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BONS ATORES

Se eu fosse o Congresso Nacional, não chamava mais nenhum ministro ou alto funcionário do governo para justificar escândalos, a exemplo do que tem acontecido com os ministros afastados ou em processo de. Além da perda de tempo, estarão livrando a população brasileira de ver aquelas figuras dantescas negando tudo com a maior cara de pau. Que saiam já do governo e se candidatem às novelas brasileiras, porque bons atores sem dúvida eles o são! Fazem até os menos avisados, chorar!

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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LUPI E A GRANDE BARAFUNDA

“Aquilo é uma bagunça... Se o ministro tivesse um mínimo de instrução e qualificação...” (declaração atribuída ao Sr. Adair Meira, dono da ONG Pró-Cerrado, referindo-se ao Ministério e ao ministro do Trabalho – e que pode ser extensiva também a alguns outros ministros desses 38 absurdos ministérios, nesses 9 anos – sim, nove anos – de governo Lula). Não há planejamento nem fiscalização e tudo é feito em cima do joelho, visando sempre a obter dividendos políticos. Votorantim, sócia do Banco do Brasil; Caixa Econômica, sócia do Sílvio Santos; refinaria da Petrobrás, sócia de Chaves; Friboi, no BNDES; e por ai vai. Uma pândega! O ex-ministro Jobim observou bem. "Estou cercado de idiotas".  Até que pegou leve.

Jasmelino Duarte jotaduarte10@hotmail.com

Rio de Janeiro

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PELEGAGEM

O Ministério do Trabalho de Carlos Lupi virou “mercado de lobby” por ex-funcionários permitidos pelo ministro. São ex-funcionários da pasta, alguns ligados ao próprio Lupi, que agem como intermediários, com livres acessos aos gabinetes para acelerar processos, furar a fila e garantir parte do bolo de R$ 2 bilhões arrecadados com o imposto sindical. Esse mesmo imposto que o TCU não pode fiscalizar. Assim, fica fácil para a pelegagem fazer a festa à custa dos trabalhadores e não ter de prestar contas a ninguém. De 2007 até hoje, período do império Lupiano, segundo sindicalistas ouvidos pelo Estado, 1.120 entidades sindicais conseguiram registros facilitados e de agora em diante, algumas dezenas de milhares de pelegos passarão a levar a vida sem trabalhar, inteiramente à custa dos trabalhadores, entrando no rateio do bolão pago pelos que ainda trabalham neste país. Até onde chegará essa proliferação sindical e até quando isso será suportado pelos trabalhadores?

Benone Augusto de Paiva benonepaiva@yahoo.com.br

São Paulo

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TRISTE REALIDADE

A bandalheira que se espalha por todas as esferas do poder federal – os ministérios da Casa Civil, Transportes, Agricultura, Turismo, Esporte e Trabalho, lugares de onde deveriam sair iniciativas governamentais que levassem à melhoria do bem-estar da população (sobretudo a mais carente), viraram apenas focos de corrupção e aparelhamento político-partidário – mostra o quanto os gestores oficiais brasileiros ainda precisam aprender para que efetivamente ajudem a conduzir o País ao desenvolvimento. Mostra também o quanto a sociedade brasileira precisa amadurecer e adquirir um grau de consciência cívica que leve, a despeito das falhas do sistema de representação, os políticos a se sentirem fiscalizados pelos eleitores que são, em última instância, seus "patrões". A institucionalização da malversação de dinheiro público mantém o Brasil preso a uma realidade anacrônica e perversa da qual parece destinado a não conseguir escapar, impressão reforçada a cada novo escândalo apurado pela imprensa. É triste, mas ainda falta muito chão para que consigamos servir de modelo para alguma coisa – apesar do discurso "Brasil Potência" sempre tão alardeado pelo PT.

 

Henrique Brigatte hbrigatte@yahoo.com.br

Pindamonhangaba

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NA DISCOTECA DO CHACRINHA

Tudo beira a informalidade neste governo continuísta petista. Esta se dá tanto no trato entre as autoridades (“Dilma eu te amo”) quanto no trato com o dinheiro público. Parecem uma grande família onde um pega a roupa do outro sem pedir licença, come, bebe e dorme sem ser convidado, e tudo as custas do contribuinte!

Trabalho, que é bom, nem o ministro da própria pasta sabe bem fazer – aliás, ele sabe é dar trabalho! E nossa República, que esta semana fez aniversário, mais se parece com aquela estudantil! Como o ministro, em seu pronunciamento no Congresso, se divertiu! Parecia estar em programa de auditório, só que este se difere, em termos, daquele do Chacrinha, de antigamente, pois agora quem levou o abacaxi fomos nós! Oh, Terezinha! Oh, Terezinha! Está no ar, a discoteca da Dilminha!

 

Mara Fonseca Chiarelli mara.chiarelli@ig.com.br  

Mogi Guaçu

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RALO DO DINHEIRO PÚBLICO

Os nossos dignos, ilibados, probos governantes desenvolveram uma das melhores facilitações do desvio do dinheiro público, que são as ONGs. Evidente que uma pequena parte cumpre a sua finalidade. Sabe-se que há mais de 5 mil ONGs em todo o País, o que equivale a mais de 100 ONGs por ministério, ONGs que servem de "presente" aos apaniguados, afilhados e militantes políticos, os quais fazem das mesmas um verdadeiro "ralo" do dinheiro público, para benefício próprio, bonito hein? A fiscalização das ONGs "amigas" não existe e quando a mídia descobre alguma maracutaia e divulga, sobre os desvios, fraudes e outros tipos de falcatruas, daí ninguém segura mais, o rombo está feito. Essa é maior e mais importante obra da sigla Programa de Aceleração da Corrupção (PAC)... Que beleza! Onde vão chegar?

 

Maria Teresa Amaral mteresa0409@estadao.com.br

São Paulo

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DEMOCRACIA E CORRUPÇÃO

O artigo Felizes, Desiguais e Pouco Democratas (6/11, A2) destaca a queda de 54% para 45% no apoio dos brasileiros à democracia numa pesquisa realizada pelo instituto de pesquisa Latinobarómetro, do Chile. Embora houvesse uma melhora na qualidade de vida de uma parcela da população no ciclo Lula, a queda na pesquisa se deve a impunidade, lentidão no Judiciário e a corrupção desenfreada na esfera governista. A luz vermelha já está acesa e não podemos perder de vista que o pilar mestre de toda a sociedade é a justiça.

 

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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HISTÓRICO

A presidente Dilma Rousseff está às portas da História. Na alteração do ministério, prevista para janeiro próximo, abre-se a possibilidade da drástica redução do número de ministros, o que permitiria melhor governabilidade! Que Deus a ilumine e indique o caminho para um Brasil feliz.

José Erlichman joserlichman@terra.com.br

São Paulo

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DEBOCHE

Finalmente, após dez anos aparelhando os Três Poderes, o lullo-petismo encontra no companheiro Carlos Lupi um slogan perfeito para seu modus operandi: “não basta ser: tem que parecer desonesto!”

Marco Aurélio Cattani cattani@uol.com.br

São Paulo

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SAPÃO INDIGESTO

Como sabemos, a presidente Dilma Rousseff assumiu inúmeros compromissos com os partidos políticos, não só para aumentar os minutos no horário político de propaganda do TER, como a chamada governabilidade após a sua posse. Capitaneada pelo ex-presidente Lula, a sua candidatura e os seus compromissos com os partidos implicou em aceitar diversos ministros indicados pelos partidos e apoiados por Lula. E o pior, criou-se um feudo em cada ministério sob o comando de cada partido participe da citada aliança. E assim, a cada ministro defenestrado pelo mal feito, seu substituto foi escolhido pelo partido “dono” do feudo, como se não tivesse nenhuma culpa no episódio. Mas agora, superando a todos os seus ex-colegas, o ministro do Trabalho decididamente extrapolou, com frases desrespeitosas e procurando demonstrar uma intimidade com a presidente que dificilmente tem. E o seu partido, o PDT, fez coro ao mal feito “ameaçando” abandonar a base do governo se o seu correligionário fosse defenestrado. Por tudo isso e o que vem a tona a cada dia que passa, não é possível que a presidente continue a engolir esse sapão indigesto, aí, sim, colocando em risco a sua confiança que lhe deposita a opinião pública e, por extensão, a sua governança, que afinal depende muito mais da opinião do povo do que das espúrias adesões de partidos interessados muito mais em aproveitar a popularidade advinda da sua expressiva votação e atitudes que até agora a colocam como uma governante melhor do que seu antecessor. E não há porquê procurar seu substituto entre os seus partidários, já que o PDT a ameaçou de se retirar do governo, como se isso fosse realmente importante para a presidente.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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HERANÇA MALDITA

Fernando Henrique Cardoso disse ver rede de corruptos como herança deixada por Lula. Quando na verdade o que se vê no Brasil é o domínio total dos políticos herdados só roubando e querendo impor seu regime de atuação corrupto e ilegal. Como na época da "Lei Seca", nos Estados Unidos. A Polícia Federal, embora altamente capaz e eficiente, deveria, para combater essa bandidagem, estudar a possibilidade de achar um "Eliot Ness".

 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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REESTRUTURAÇÃO

 

A presidente Dilma tem problemas graves com os ministros que herdou de Lula, a banda podre de seu Ministério. Demitir os ministros que estão envolvidos em maracutaias só serve para mudar a mosca, pois o ministério continua sob a guarda do mesmo partido. A solução, presidente Dilma, é a redução do número de ministérios e secretarias, uma compactação para melhor controle pela Casa Civil. O ideal seria no máximo quinze ministérios, o que já é muito e, já que o Brasil inteiro sabe que os ministérios são presenteados aos partidos para que se reforce o caixa dois e financie gastos pessoais, por que não estabelecer um valor fixo por cada ministério? Um exemplo: o Ministério dos Transportes tem verba de R$ 100 bilhões no ano, 2% são destinados ao partido que o comanda, o que daria um total de R$ 2 bilhões. Seria maravilhoso a população ter a certeza de que vai ser roubada em apenas 2% da verba. Hoje o que é desviado é uma incógnita. Presidente Dilma, proponha esta remuneração em cadeia de radio e TV e envie para a Câmara dos Deputados para votação aberta. Quem não se lembra do flautista de Hamelin? E o Lago Paranoá não fica muito distante. Ouse, presidente Dilma, mude tudo isso que está aí emporcalhando a Nação. Se os políticos resolverem desafiá-la, existem 180 milhões de brasileiros ansiosos para participar da construção de um novo Brasil e todos, independentemente da opção partidária, estarão ao seu lado. Presidente, existe um ditado que diz que um país que precisa de um herói não merece ser salvo. Não precisamos de uma heroína, mas de uma brasileira que traga de volta o orgulho de participarmos da reconstrução de um país.

 

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

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MALFEITOS AUTORIZADOS

 

Analisando friamente, a herança deixada por Lula é muito mais grave do que se pensa. Muito mais. O seu jeito de governador instalou-se é será difícil de ser restauradas a ética, a moralidade e a honestidade. As mais de três dúzias de ministérios e todas as empresas estatais estão aparelhadas para trazê-lo de volta ao Palácio do Planalto, mas isso, sob sua proteção incondicional e incompetência da oposição omissa, tem um elevado custo: todos que compõem a base de sustentação (empresas governamentais, partidos políticos, ministros e seus subalternos), subtende-se claramente, estão autorizados a praticar “malfeitos”, por mais abusivos que sejam. Daí a proliferação de irregularidades, imediatamente defendidas pelo ex-presidente, sob a garantia da impunidade, objetivando o apoio para o seu retorno em 2014.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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O SADISMO LULISTA

Lula quedou-se inerte e silente diante da reação popular legitima que lhe cobrou coerência e o mínimo de decência com a (falta de) opção pelo tratamento no Sistema Único de Saúde (SUS). Foi correta e justamente elogiado pela transparência ao tornar pública a enfermidade, mas parece ensaiar um "reality show" em que, por exemplo, já eliminou a seu bel prazer pré-candidatos do PT à Prefeitura de São Paulo e impôs Fernando Haddad. Sua mais nova investida: costurar a chapa lulopetista a sucessão Piratininga com Gabriel Chalita. O sadismo de Lula, que se revela outra vez com esta nova obsessão-compulsão em provocar o sofrimento do povo paulistano – tudo bem que tirar Marta da jogada seria um favor, não viesse de Lula... – não é propriamente uma novidade diante de sua trajetória. Surpreende, no entanto, seu neomasoquismo, pois deveria estar casto e continente em nome da cura... Ao não se comportar assim, Lula autoriza até mesmo a suspeita de que seu drama pessoal não passa de mais um engodo político-eleitoreiro que protagoniza... Será que um dia realmente conheceremos a verdade?

Saulo Vieira Tortelli saulo_tortelli@msn.com

São Paulo

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MOVIMENTOS ANTICORRUPÇÃO

Reproduzo a frase triste de Juan Arias, correspondente no Brasil do jornal espanhol El País de 7/8/2011: “Que país é este que junta milhões numa marcha gay, outros milhões numa marcha evangélica, muitas centenas numa marcha a favor da maconha, mas que não se mobiliza contra a corrupção?” Afinal, que país é este? Ora, é o Brasil, onde as teses caras ao governo recebem uma ajuda da militância para mobilizar as massas em sua defesa. Marcha Gay, Marcha da maconha... e por aí vai. Mas contra a corrupção só contamos com nossa disposição e idealismo, e é melhor que seja assim... nenhum político ou partido lucrando votos à nossa custa! Mas nas urnas a resposta será mais visível, espero! 

 

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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CRISE NA EUROPA

A crise financeira se alastra pela Europa derrubando a economia dos países como peças de dominó: Grécia, Itália, Irlanda, Espanha, Portugal... Euro uma vez uma moeda...

 

J.S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

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GAÚCHO NA GRÉCIA

Jornal espanhol diz que o Panathinaikos da Grécia pagará R$ 72 milhões, fora a multa contratual pela saída antes do término do contrato, para ter Ronaldinho Gaúcho em 2012. Se um time de futebol de lá tem tanto dinheiro para esbanjar com um jogador em fim de carreira, deveria doar esse montante ao seu país, que está de pires na mão pedindo ajuda ao resto do mundo. E o nosso governo ainda cogita participar de um grupo de países que vai colocar dinheiro nas mãos dos gregos.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro 

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O SÍMBOLO BERLUSCONI

Depois de ser sacudida, no decurso de décadas, por políticas antissociais, greves que pareciam intermináveis e pelo comando criminoso da máfia, a Itália, reconduzida ao caminho do direito democrático pela operação "mãos limpas" e a uma nova política econômica, que permitiu melhores condições de vida aos trabalhadores e o fim dos movimentos políticos radicais, rendeu-se ao canto do cisne irresponsável de Berlusconi e do capitalismo da leviandade, da gastança, desperdícios e culto dos valores da felicidade mundana e efêmera. Agora, seus melhores quadros acadêmicos têm a responsabilidade de superar a problemática de uma dívida de 120% do PIB (semelhante à da Grécia), mediante uma política austera, burocrática e controlada por Bruxelas, em médio prazo. Se o desafio não for superado, prolongar-se-á a agonia da União Europeia, que não tem recursos para socorrer uma economia das dimensões italianas. Seja como for, parece voltar ao predomínio da razão e da ética.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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DESOCUPADOS

A economia americana, por mais que esteja enfrentando problemas, continua sendo a maior. Quem quiser trabalhar em terras de Tio Sam haverá, ainda, de encontrar oportunidade. Pode não conseguir o emprego dos sonhos; pode não realizar, por ora, o ideal profissional; pode ser que trabalhar seja ir, temporariamente, para a informalidade e ter de vender hot-dog... O que não dá é para dizer que numa economia de US$ 15 trilhões não vá encontrar ocupação “alguma”. Fez bem a polícia em desalojar os desocupados que ocupavam Wall Street – a galerinha que quer emprego “do bom” (não trabalho)  num momento de crise. Não é com protestos vazios e sem apontar soluções que os americanos vão melhorar seu padrão de vida e nível de consumo – que, diga-se, já é o maior do mundo.

Silvio Natal  silvionatal49@yahoo.com.br

São Paulo 

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SELVAGERIA

Países importantes estão no meio de uma perigosa crise financeira, com amplas possibilidades de se espalhar pelo planeta.

Muitas reuniões de chefes de estado, muitas explicações, ajudas que nada resolvem e por aí vai. Pouco ou nada é falado do verdadeiro monstro, o diabólico capitalismo financeiro. Países e empresas estão cada vez mais reféns de especuladores inescrupulosos. Não se elimina o capitalismo financeiro, mas ele precisa ser vigiado e controlado. É bonito falar em derivativos, hedge, valorização e desvalorização, desde que se tenha em mente que o papel está em mãos selvagens, que matam empregos, matam empresas, matam sonhos e matam até investimentos científicos.

Sérgio Barbosa sergiobarbosa@megasinal.com.br

Batatais

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DAS PAMONHAS, DOS SORVETES E DOS IMÓVEIS

Quem tem hoje 30 anos ou mais deve se lembrar daquela pamonha "puro creme do milho", do sorvete de seis bolas por R$ 1 e, mais recentemente, das incontáveis vans e barracas de salsichas espalhadas por todos os cantos da cidade. Hoje, a bola da vez é o "mercado imobiliário". Depois da derrocada financeira de 2.008 nos Estados Unidos da América (quebradeira provocada pelo cartel banqueiro/petrolífero do desastrado presidente George W. Bush, e atribuída enganosamente ao mercado de imóveis daquele país), aqui na terrinha, entendeu-se como de costume fazer o "imitol-brasilis". Assim, daquele ano para cá, os imóveis em lançamento ou na planta e novos sofreram alta de 150% (segundo estimativas e evolução de dados estatísticos publicados nos mais variados informativos), desse modo inviabilizando o mercado de usados ou "terceiros", posto que esses acompanharam ou tiveram atualização de seus valores em função do "mercado" (ou será que só o novo é que vale?) e provocando ainda aumento abusivo no que se refere a locação residencial/comercial. Aí cabem então algumas perguntas: Qual a razão para essa evolução de preços? Inflação? Não. Aumentos salariais referentes ao mercado de imóveis? Não. Aumento exacerbado dos insumos para construção? Não. Agiotagem, especulação, esperteza e ganância descomedida de alguns poucos? (...)". Para melhor entender, o Estado publicou no caderno Economia e negócios, em 13/11/11, matéria pertinente ao assunto, e nela consta deságio de ate 36% para varias unidades (casas e/ou apartamentos) à venda. O interessante nesse artigo é perceber que o imóvel é tratado como um bem de consumo, como se fora a pamonha, o sorvete, a salsicha ou outros produtos mercantis, como o automóvel ou algum eletroeletrônico. A coisa imobiliária é tão séria que para quem desconhece a propriedade imobiliária é garantida até no caso de pós-guerra, vulgarmente tratado de "bonus-de-guerra". Exemplificando melhor, o fim da comercialização da pamonha, do sorvete, das salsichas tem duas variáveis: a primeira, a fome saciada. A segunda, uma diarreia. Do refrigerante que acompanha tais refeições, o fim é o inevitável arroto. Quanto aos eletroeletrônicos e outros, há outro tipo de competência. Diferente desses produtos,o imóvel é um bem de raiz, ou seja, realiza-se a negociação em qualquer empresa, cidade da nação, até no exterior, mas registra-se de fato e direito no Cartório de Imóveis da circunscrição pertinente ao local da propriedade. Há jurisdição competente ao que concerne a patrimônio, ou seja, Vara da Família e Sucessão Concordatas e Falências, etc. O imóvel deixa legado, herdeiro(s), serve de aval para outras transações comerciais, etc. Portanto, o imóvel é muito mais que "um bem de consumo". Dessa forma,os valores para um bem imobiliário não podem ser simplesmente "chutados ou especulados". Custo imobiliário é algo muito serio e a transação imobiliária é seriíssima. A aquisição, via de regra, se dá no decorrer de anos (10, 15, 20, até 30 anos), razão suficiente para que não seja tratado de forma tão vulgar e irresponsável como vem acontecendo em nosso país, por "agiotas, especuladores", rotulados de "investidores", e para quem, nossa gente, família, trabalho, etc. nada vale. A partir desse ponto, deve-se perguntar: "o que tem de tão especial um apartamento com pouco mais de 30 m2 para custar ainda na planta R$ 450 mil/470 mil/500 mil? Além da composição do produto, ou seja, sua distribuição quanto a salas, dormitórios cozinha, banheiros, área de serviço, vagas de garagem e área de lazer, etc., há questões que envolvem também as condições de pagamento e prazos para efetuar a transação, e ai vem outro impasse ou duvida. O "profissional" que o está atendendo tem qualificação para exercer essa profissão? Lembram-se do que citei no início? O mercado imobiliário é "a bola da vez". De alguns anos para cá, vieram para o mercado de imóveis profissionais de diversas áreas, por exemplo: ex-metalúrgico, ex-enfermeira, ex-recepcionista, ex-siderúrgico, ex-secretária, enfim, vieram todos que restaram dos milhões de empregos com carteira assinada (o que faz duvidar da veracidade e eficácia desse e outros programas sociais do mirabolante marxismo-tupiniquim), além de profissionais liberais como advogados, médicos, etc. O que ninguém contava era com a crise que assolou a America do Norte e a Europa, especificamente os países da "zona do euro", que gradativamente vem atingindo todos os continentes do planeta. Ante o exposto, convém lembrar ao caro leitor deste texto que na legislação brasileira consta o princípio da isonomia (igualdade de todos perante a lei), razão suficiente para que o eventual adquirente de imóvel que agora é ofertado com 36% de desconto reivindique o abatimento correspondente (e passe a boa notícia adiante). Finalizando, você que tem em mente a realização do "sonho da casa própria" não o transforme em "pesadelo da propriedade imprópria".

 

Carlos Nelson Horrocks carloshorrocks@yahoo.com.br

São Paulo

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DRU

Em leitura, ao jornal O Estado de S. Paulo (14/11) e consulta que sempre faço às opiniões de leitores nesta data, deparei-me com dois pontos de vistas contraditórios aos aspectos técnicos e fundamentais em que concerne à aplicação da Desvinculação das Receitas da União (DRU). O primeiro, no artigo de Raul Velloso (B2) em que trata fidedignamente como e porque foi instituído tal mecanismo que busca dar satisfação a preceitos fiscalistas e desconsidera a ordem constitucional e, portanto uma decisão soberana ao ser ver neste sentido. Demostra ainda o conceituado professor, que ora estamos refém dessa situação aos olhos e confiança do mercado. No estadão.com, em artigo O passado e presente, o também economista, conhecido nos meios internacionais, e por lá ter atuado na direção de inúmeros estudos no âmbito desenvolvimentista em grandes organizações multilaterais, além da OCDE e ONU, trás a expressa visão e contrária ao professor Velloso em que  a DRU é um mecanismo avesso e vilipendiador à ordem constitucional e que sacrifica o estado de bem estar da nação, sendo ilógico à ordem da contabilidade nacional e ao mínimo senso de orçamento público. Enfim, no Brasil tudo é válido para “fechar contas” e fazer festa ao superávit primário, como defende Raul Velloso a despeito de quem pague a conta ou quem perca seus direitos. No fim de semana o Estadão também publicou um artigo excelente de Paul Krugman, Lendas do Fracasso, onde adverte que muitos utilizam a parca desculpa de que estados de bem estar social não deram certo e que aprofundaram crises. Coloca o prêmio Nobel de 2008 que isso não passa de bravata e mais uma declaração da insistência de quem em crises há sempre de dispor de argumentos para colocar aos seus como ideia para prover a razão, e lá se vão para o ralo os direitos constituídos sobre a previdência e saúde pública, evidentemente em países onde o Fundo Monetário Internacional (FMI) tem poder mandante e a população é menos ativa em termos de cidadania. Em suma como querer acabar com a nova miséria que recai sobre os brasileiros que é a precarização da remuneração aos idosos e a miserabilização da saúde pública onde um cidadão acometido por câncer pode demorar até 100 dias para começar a receber tratamento se do Orçamento da Seguridade serão subtraídos (no mínimo) quase R$ 300 bilhões nos próximos quatro anos, sob a rota e rasgada desculpa de que precisamos obter superávit primário de um governo que não corta custos, com um judiciário que requer mais de 50% de aumento salarial, e é altamente improdutivo, ministérios corruptos e inoperantes, um legislativo subserviente ao executivo apesar de ser o mais caro do mundo. Apenas ao mínimo senso democrático sugiro que o artigo “Passado e presente”, do economista Oswaldo Colombo, deve merecer igual para não dizer maior, destaque que o artigo do também economista Raul Velloso, pois vem em respeito a ordem constitucional e às necessidades de 197 milhões de brasileiros.

Antonio Oliveira aoaboliveira@gmail.com

Rio de Janeiro                   

 

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OTIMISMO E PESSIMISMO NA ECONOMIA BRASILEIRA

É muito interessante observar as diversas visões que se tem sobre um mesmo assunto. Na atualidade, em que o mundo vive atribulações econômicas, a economia está no foco das discussões, e para aqueles que a acompanham com mínimo de conhecimento do assunto, e que sabem, pelo menos, que a economia não é uma ciência exata, podem ficar divididos e um tanto quanto perdidos no meio dessas discussões. Um exemplo dessas discussões foi a recente decisão do Banco Central (BC) de conduzir uma política reducionista da taxa de juros no mercado. Essa política se tornou alvo de contenda, tendo opositores e defensores de peso. Do lado dos opositores temos nada mais, nada menos, nomes como: Affonso Celso Pastore, que refletiu sua posição em artigo no Estadão, 24/04/11, caderno Economia, pág. B5, sob o título: Um passo adiante, outro atrás, seguido em 1/05/11, no mesmo caderno citado, pág. B11, por não menos que José Roberto Mendonça de Barros, com o artigo: A inflação no topo da meta. Já do lado dos defensores temos Amir Khair, com artigo publicado no mesmo dia que Affonso Celso Pastore, no mesmo Estadão, mesmo caderno, pág. B8, com o título: Enfrentar a inflação e câmbio. Podemos tentar entender a contenda como de alto nível, pois apesar da economia não ser uma ciência exata, a mesma conta com várias teorias e modelos matemáticos, que foram utilizados de forma muito apropriada pelos economistas, brindando os leitores que com excelente argumentação. Posto os argumentos na contenda, cabe então ao leitor se definir de que lado ficará. Para isso precisaria retirar da sua mente aquela perspectiva de manipulação do BC, pois o Copom, que decide a taxa Selic é composto por 5 integrantes, incluindo o presidente do BC, e a primeira redução da Selic em 0,5% que espantou todo o mercado, foi decidida no placar de 3 a 2, a favor dessa redução, o que indicou a existência de pensamentos dispares acerca da situação econômica, a exemplo dos argumentos oferecidos pelo economistas mencionados acima. E como já foi comentado por ex-diretores do BC, a exemplo do Alexandre Schwajerz, não existiu, pelo menos, para ele pressões governamentais no tempo em que era diretor do BC. Outro fator a ser desconstruído em nossa avaliação é a nossa propensão ao otimismo e a projetar o Brasil no futuro, como tão bem analisou o nosso ex-embaixador Marcos Azambuja, sobre o comportamento de nós, brasileiros. Mas olhar o lado negativo das coisas, com certa dose de pessimismo, pensando no momento presente não faz mal a ninguém, e muito pelo contrário, nos mantém com os “pés no chão” para tentar atingir, realisticamente, o que sonhamos. Feitas as ponderações necessárias nos lancemos então na contenda, afinal somos os maiores interessados nela. Devemos começar a analisar as premissas que fundamentam a discussão: controle da inflação; gastos públicos; “crise” européia e americana, e seus efeitos sobre o “tripé” de nossa bem sucedida política econômica, egressa desde os tempos de FCH (Fernando Henrique Cardoso): Câmbio flutuante; meta de inflação; e superávit fiscal. Não é o caso de voltarmos a discutir os argumentos dos economistas aqui citados, mas mesmo leigo que somos no assunto caber inferir sobre as premissas mencionadas, e fazer algumas perguntas: A inflação está sob controle?; O governo está gastando menos?; A “crise” européia e americana não tem solução? Dificilmente alguém vai responder algo diferente de não para as duas primeiras perguntas, e um sim para a terceira. Enquanto isso o Ministério da Fazenda em “parceria” com o BC mexem e remexem no “tripé”, e não se sabe até quando o mesmo ficará de pé. O Cenário da contenda fica ainda mais denso e nebuloso quanto entra em ação a nossa presidente da república, em seu papel constitucional de juiz, e a sua obsessiva busca pelo crescimento dentro do momento incerto que vivemos, o qual deveria ser marcado pela cautela e pela estabilização. Devemos lembrar que dentro dos cânones econômicos, estabilização e crescimento não convivem juntos, e Keynes, John Maynard Keynes, foi mal interpretado quando sugeriu algum tipo de convivência, como bem afirmou Celso Ming, em reportagem no Estadão, 13/11/11, caderno de Economia, pág. B2, no artigo: Apertar ou despertar? Para concluir a nossa “participação” na contenda, não devemos nos furtar de torcer por um dos lados, afinal somos brasileiros e gostamos de torcer, e a minha opinião dentro do meu realismo, me coloca ao lado de Affonso Celso Pastore e José Roberto Mendonça de Barros, pois acredito que o “tripé” de nossa política econômica tem certa margem de manobra, mas estamos exagerando um pouco nessas manobras, e corremos o risco de “derrapar”. Enfatizo essa minha opção de lado na contenda com a percepção de Solange Sur, no programa Conta Corrente, de 08/08/11, exibido na Globo News, que demonstrou visão crítica e racional ao afirmar que fizemos uso dos instrumentos de 2008, para enfrentar o início da crise financeira mundial, mais do que necessário, e ainda temos muitos problemas crônicos em nossa economia, a exemplo do custo Brasil, ao qual poderíamos acrescentar a nossa posição no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), recém divulgado, e que nos coloca em situação incômoda frente ao mundo), os quais precisariam ser resolvidos, dentro de algo que está faltando no país, que é um projeto de governo, voltado a estabilização e posterior crescimento, para enfim sermos considerados um país desenvolvido.

José Nestor Cavalcante Cerqueira nestor.fwb@terra.com.br

São Paulo

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PETRÓLEO VAZANDO

É muito estranho esse vazamento de petróleo na bacia de Campos, no Rio de Janeiro. Justamente na semana que o Rio teve manifestações a favor dos royalties, com medo de perder a maior fonte de renda de todos estes anos. Mas só para lembrar apesar de todos estes trilhões ao longo dos anos, não houve melhoria nenhuma na saúde, ao contrario tem aparecido mais mortes banais, por não atendimento e erros médicos, educação o maior índice de desistência do Brasil estão nas favelas. Segurança a gente esta vendo na mídia o tanto de armamentos que os traficantes possuíam, que estão aparecendo na favela da Rocinha, a nação esperava que eles fossem detidos lá mesmo, mas a responsabilidade vai ficar a cargo de todos os estados. Daquele que fugiram, já estão aparecendo alguns, em Campinas esta semana apareceu um, a mídia vai nos informar quando eles forem aparecendo.

Anderson Aparecido dandersonaparecido@yahoo.com

Hortolândia

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PERSISTÊNCIA DA GUERRA FISCAL

O governo federal tem vários argumentos para acabar com a guerra fiscal. Podemos citar a nova divisão dos royalties do petróleo, o índice para corrigir a dívida dos Estados, o ICMS do e-commerce, além de que todos os incentivos concedidos são ilegais. O Distrito Federal "ainda não burlou" a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) porque teve convalidados todos os incentivos em decisão do Confaz. A persistência em burlar decisões do Supremo deveria dar cadeia.

 

Ronaldo José Neves de Carvalho rone@roneadm.com.br

São Paulo

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AS CHUVAS VOLTARAM TRAZENDO DESTRUIÇÃO

As chuvas chegaram e com elas voltaram os velhos problemas para a população que moram em locais de cheia e deslizamento. O temporal que caiu em São Paulo no feriado da Proclamação da República deixou a cidade em estado de atenção e muitas famílias ilhadas em suas casas. Foram quase 30 horas de chuva em quase todo o estado trazendo muita destruição, como acontece todos os anos as chuvas só estão começando, mas os velhos problemas já começaram. Quando o primeiro barraco deslizar, e levar junto com ele moradias improvisadas, ninguém poderá dizer que não sabia. É um exemplo muito claro da tal "tragédia anunciada". É verdade que a prefeitura da capital comandada pelo prefeito Gilberto Kassab, já retirou mais de mil famílias de áreas perigosas. Mas ainda é muito pouco e o trabalho está incompleto. A zona leste de SP, é um desses pontos onde as ações da prefeitura deixam a desejar. Até o início  de novembro cerca de 50 famílias ainda não tinham saído de áreas de risco, reclamam que o dinheiro oferecido pelas autoridades, cerca de R$ 300,00 ao mês, é pouco para conseguir alugar outra casa. Surgiram denúncias que algumas famílias também invadiram barracos que já haviam sido desocupados pelo poder municipal. Onde está a fiscalização que não vê isso, parte da culpa, é dos próprios moradores, que parecem não avaliar os riscos envolvidos em ficar. Querem ver para crer, ai já é tarde. Se o dinheiro não dá, é melhor buscar um abrigo municipal, do que correr o risco de ser soterrado, por pior que sejam as condições, a perder toda família numa tragédia que já é mais que anunciada, se persistir a quantidade de chuva previstas até o final do verão. A prefeitura também precisa se preparar para enfrentar esses casos que todo ano nessa época se repetem, antes de tudo, tem de encontrar um meio eficiente de barras essas invasões, com ações educativas, mas também repressivas, se possível usando a força. O que as autoridades não podem é vacilar, qualquer deslize nessas áreas podem ser fatais. Ai não adianta ficar lamentando o leite derramado...

Turíbio Liberatto turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul

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JÁ DÁ PARA CONFIAR

Os serviços de meteorologia avisaram. Quem viajou nos feriados e tomou muita chuva, mereceu...

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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FAVELA DA ROCINHA

É importante entender que não existe almoço grátis em economia, do mesmo modo que há benefícios da ocupação do Estado dos morros cariocas, deve ficar claro que para tudo há um preço. Com isso não se deve ter mais os horríveis gatos de eletricidade, assim como desvios de água e começar a regulamentação dos imóveis com o devido pagamento de impostos.

Roberto Saraiva Romera robertosaraivabr@gmail.com

São Bernardo do Campo

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OPERAÇÃO TUPINIQUIM

Ocupação da Rocinha, no Rio de Janeiro, pela polícia, com data e hora marcada? Fruto da inteligência policial brasileira, surpreendendo a todos! Mas certamente foi pacífica. E os cidadãos do morro, não foram mortos por fogo "amigo". Os traficantes e meliantes se mudaram, deixando apenas as "jacuzzis" para trás, salvo alguns mal quistos pela comunidade, antes da polícia chegar; deve ser o respeito aos direitos humanos...com certeza! O "FBI" e a "Scotland Yard" certamente acompanharam as operações para aprender a mais nova tática "made in Brazil"! Israel, diante de tantos confrontos urbanos, poderia comprar essa ideia!  Bolívia e Venezuela já devem conhecer essa tática, e não vieram observar!

José Jorge Ribeiro da Silva jjribeiros@yahoo.com.br

Campinas

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INVASÃO PARA INGLÊS VER

As autoridades do Rio de Janeiro deveria ter um pouco mais de condescendência com a bandidagem dos morros  e avisá-los da invasão com pelo menos 6 meses de antecedência. Dessa forma eles teriam todo o tempo do mundo para sair e apagar todos os seus vestígios. E também é muita falta de consideração com a população de lá que  ficarão sem os recursos que só os 'manos' podem oferecer até o dissipar da cortina de fumaça. Pano rápido!

José Marques seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

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ROCINHA PACIFICADA

Viva a Polícia Federal! Viva a Polícia Militar! Viva a Polícia Civil! Viva o Bope! Viva o governador do Estado do Rio de Janeiro! Viva o secretário de Segurança Pública! Viva o prefeito da cidade do Rio de Janeiro! Viva o ministro da Justiça! Viva as Forças Armadas! Viva os informantes e os delatores! Viva o Flamengo! Viva os Acadêmicos da Rocinha! Viva a Rede Globo! Só faltou os traficantes estarem usando crachás.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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ROCINHA, CAI UM MITO DE DÉCADAS

A emblemática ocupação em 2 horas da Rocinha, no Rio, derruba um mito de décadas entre nós: a inexpugnabilidade dos grandes favelas dominadas por narcotraficantes ali instalados. Prova a ação, de quando há decisão política, o poder do Estado nada pode impedir que se restabeleça o império da Lei em qualquer parte do território nacional. Urge, agora, que se operacionalizem outras ocupações em áreas ainda conflagradas e que ocorram ações complementares sobejamente conhecidas no processo de pacificação dessas comunidades, para termos de volta a tão sonhada paz na Cidade Maravilhosa.

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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ESTARDALHAÇO

Porque será que as autoridades do Rio de Janeiro fizeram tanto estardalhaço com relação à invasão da Favela da Rocinha para fazer "um pente fino"? Tinha dia e hora marcados! Seria medo dos traficantes e bandidos, ou acordo com eles, para que possam "dar no pé" antes da chegada das "autoridades"?! Operações bem planejadas e bem-sucedidas sempre são sigilosas, sem estardalhaço, sem mídia de qualquer natureza, e o resultado só é divulgado depois de encerrada! Mas é o Rio de Janeiro...

Gilberto da Silva Gouveia gibagouveia@yahoo.com.br

Guarulhos

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NÃO SE ILUDAM!

O PDT precisa se explicar, se é que tem argumentos lógicos, por que proibiam, nos dois governos Leonel Brizola, a subida de policiais nos morros. Todos sabem que havia esta determinação. Era proibido a policia subir o morro. Óbvio, que com isso, os traficantes, marginais, bandidos enfim, tomaram conta das comunidades impondo aos moradores suas condições. Criaram um poder paralelo. Viram as armas apreendidas na Rocinha? Armas de guerra. Este quadro deve ser debitado ao PDT. Por outro lado, há que se questionar também por que estas ocupações não ocorreram antes? O PDT não é governo há 18 anos, o que reforça a declaração que isto só está sendo feito por exigências da Fifa para a Copa de 2014 e pelo COI para a Olimpíada de 2016. Mas e depois? Não temos Copa e Olimpíada todos os dias. Certo? Não se iludam. Só está sendo feito por causa desses eventos esportivos.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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TRANQUILIDADE

A grandiosa operação policial montada na Favela da Rocinha fez um grande bem à população do Rio de Janeiro. É difícil viver tranquilo com uma taxa de homicídios de 30 habitantes por 100 mil pessoas. Tem de acabar com essa violência  absurda, pois o povo está desarmado.

 

Paulo Dias Neme profpauloneme@terra.com.br

São Paulo

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DROGAS, MERCADO PROMISSOR

A venda de drogas é um negócio muito rentável e difícil de coibir pois, em muitos casos, autoridades estão envolvidas no esquema. O fechamento do mercado de drogas da Rocinha ou, pelo menos, as dificuldades que serão criadas nos remetem à necessidade que terão os traficantes em buscar novos clientes. Daí a importância em se considerar a possibilidade real de  justificar a invasão da Universidade de São Paulo (USP) como uma manobra para a expulsão da PM do campus, em benefício do tráfico de drogas. Seria o ideal. Não são estranhos os comentários nesse sentido tendo em vista que a Rocinha tem 70 mil habitantes e a USP, 110 mil alunos. Estes com maior poder aquisitivo e em sua maioria, na idade em que mais se consomem os produtos. Faz sentido.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

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MIGRANTES

Bem vindos a São Paulo, traficantes avisados com antecedência pela polícia sobre a ocupação da Rocinha. Parabéns pelo sucesso da prisão do famoso e único traficante da favela.

 

Fabio Morganti tao2@terra.com.br

São Paulo

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DIÁLOGO DE VALENTE

Na Rocinha, do bandido Nem para o policial: "R$ 1 milhão para me soltar". Do policial para o bandido: "Nem pensar".

Décio José Balles telasballes@bol.com.br

São José dos Campos

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A GLAMOURIZAÇÃO DOS ‘MITOS DO TRÁFICO’

No mundo da preocupante guerra urbana que vivenciamos, qualquer de um de nós – não há nenhuma dúvida – pode ser a próxima vítima fatal de um tiro de fuzil na próxima esquina. E é preciso também, de quando em vez, analisarmos, ainda que não profissionais de imprensa, o trabalho do binômio mídia e violência. A vida humana, para perigosos e frios marginais da lei, nada vale. Matar, traficar, assaltar, estuprar, viraram crimes rotineiros. Já nos acostumamos inclusive a consumir, no dia a dia, como clientes assíduos, a violência estampada a todo instante nas redes sociais, no jornalismo televisivo ou nos jornais impressos. A violência tornou-se, também, uma fonte rentável de mídia, na luta pela audiência, sem falar na importante fonte geradora de lucros na paranóia da segurança privada ante o temor ao crime, aí incluída a parafernália eletrônica, cada vez mais sofisticada, da tecnologia de segurança. Registre-se que as editorias de Polícia foram as que mais cresceram nos últimos anos em jornais impressos e televisivos. Profissionais do mais alto gabarito se aprofundaram no jornalismo investigativo, sendo inclusive hoje importantes fontes de referência para a polícia, através de furos jornalísticos, na elucidação de vários crimes. Há também apresentadores de televisão – alguns são por demais sensacionalistas – especializados em programas que retratam especificamente a violência e a atividade policial. A mais nova profissão gerada pela violência é a figura – necessária pelo conhecimento técnico e sofisticação do crime – do comentarista de segurança, especialmente em redes de televisão. Algumas vezes, como pretenso estudioso do tema e articulista, também sou chamado para dar algum pitaco sobre o tema violência e segurança, num canal de televisão ou num jornal impresso e até mesmo em redes sociais. Acho que de violência todos nós hoje entendemos um pouco. No entanto, uma entrevista com o traficante Nem, antes de ser preso, efetuada na semana passada no Rio e anteriormente à ocupação da Favela da Rocinha, onde era o chefe do tráfico e de tudo que tinha direito, publicada na ‘Revista Época’, de autoria da ilustre e competente jornalista Ruth de Aquino, causou-me espécie. Ressalte-se a coragem da nobre profissional de imprensa em dirigir-se ao encontro do entrevistado, no interior do habitat do bandido, ficando cara a cara com o traficante mais procurado do Rio. Poucos teriam a coragem da citada jornalista – vide o triste episódio da morte do jornalista Tim Lopes, imposta impiedosamente pelo ‘tribunal do tráfico’ num forno de ‘microondas’. Há que se reconhecer, primeiramente, a elogiável coragem de Ruth de Aquino. Mas até que ponto tal tipo de reportagem, na obtenção do furo jornalístico, levado pelo amor à profissão, produz o efeito colateral, indesejável, da glamourização de um perigoso criminoso tornando-o ainda mais um verdadeiro‘mito do tráfico’? Quem não se lembra do caso do bandido/herói, do final dos anos 60, o boa pinta dos olhos verdes, Lúcio Flávio, que gerou o filme O Passageiro da Agonia? E do filme Bandido da Luz Vermelha, de Rogério Sganzerla, que retrata a vida de um bandido legendário e enigmático? Quem se lembra de que o bandido Uê, o inimigo quase invisível da polícia do Rio nos anos 90, mereceu um caderno especial na edição de um jornal do Rio quando de sua prisão? Assim é que, para quem leu a entrevista de Nem à Ruth de Aquino, ficou a impressão de que o bandido/traficante não é tão mau assim como se pensa. Talvez alguns passem a entendê-lo, daqui pra frente, como um ‘herói do bem’, uma grande vítima da sociedade injusta e excludente. Alguns que tinham por ele aversão talvez nem tenham mais. Estaríamos diante de uma nova versão da Síndrome de Estocolmo? Tal tipo de matéria jornalística pode influenciar negativamente jovens adolescentes em processo de formação social? Poderão considerar que o frio e sanguinário Nem é um novo tipo de herói, um assistencialista de pobres que apenas lhes cobra ‘pedágios’ para viver melhor ( casa com piscina) que os comandados? Até que ponto tal reportagem – com a palavra o Observatório da Imprensa de Alberto Dines – fere princípios da ética jornalística? Há mais conclusões positivas ou negativas a serem extraídas da entrevista em questão? Ou a liberdade de imprensa nesse ponto fala mais alto? Em Mídia e Violência, (2007), Silva Ramos e Anabela Paiva retratam aspectos convergentes da questão com a seguinte afirmação: A imprensa não deixou de publicar entrevistas com criminosos. O autor do crime de grande repercussão – pela sua crueldade, audácia ou por atingir personalidades ou pessoas indefesas, como crianças e idosos – continua a ser procurado por jornalistas, interessados em “ouvir o outro lado”, obter informações que possam esclarecer o crime ou compreender as motivações do ato criminoso. Tentar compreender os valores e os objetivos de um criminoso é uma meta válida para a imprensa. Pelo sim e pelo não, ainda que o Estado tenha a maior culpa pelo vácuo e abandono, durante longos anos, de morros e favelas do Rio, propiciando a criação da figura dos ‘donos dos morros’ não resta dúvida que é preciso refletir e discutir, ainda que se trate de matéria muita subjetiva, o papel da mídia e a linha tênue da glamourização do banditismo. Está aberta a difícil e complexa discussão.

Milton Corrêa da Costa milton.correa@globomail.com

Rio de Janeiro

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