Fórum dos Leitores

DIA DA BANDEIRA

O Estado de S.Paulo

19 Novembro 2011 | 03h08

Após a Proclamação da República, em 15 de novembro de 1889, comemoramos em 19 de novembro o Dia da Bandeira, por meio do decreto lei número 4, em homenagem a este símbolo máximo da Pátria. Assim, a bandeira é um dos símbolos da República Federativa do Brasil estabelecida no artigo 13, parágrafo 19, da Constituição brasileira. A Bandeira Nacional é símbolo inalterável, de acordo com o artigo 1º, I, da Lei nº 5.700, de 1º de dezembro de 1971, acrescida das modificações introduzidas pela Lei nº 8.421 de 11 de maio de 1992. As primeiras bandeiras foram vistas nas antigas civilizações, onde os povos as utilizavam para representar seus exércitos, os responsáveis pela defesa do país. Serviam para evitar que os exércitos fossem confundidos com outras armadas. Isso fez com que se evitassem a morte de centenas de soldados, pois os exércitos aliados conseguiam identificar os grupos de soldados que não eram seus inimigos. Embora haja divergências, a maioria dos livros define como dez o número de bandeiras históricas no País. A primeira, a Ordem de Cristo (1332 a 1651), esteve presente no descobrimento do Brasil, e exerceu grande influência nos primeiros séculos de vida brasileira.  A primeira bandeira do Brasil como nação soberana e independente foi criada em 18 de setembro de 1822, como não era oficial, perdeu lugar para o novo modelo. Na atual, ela mantém os desenhos e as cores da bandeira do império: uma faixa branca simbolizando a paz contendo os dizeres "Ordem e Progresso" o verde simboliza nossas matas, o azul nosso céu, o amarelo nossas riquezas, as estrelas são os 27 Estados brasileiros (cuja disposição corresponde ao céu, na cidade do Rio de Janeiro, às 20h30 do dia 15 de novembro de 1889, data da proclamação da Republica). No dia 19 de novembro há diversos eventos e comemorações cívicas em escolas, órgãos governamentais, instituições militares para homenagearmos o símbolo que representa nossa pátria. Existem algumas regras para a bandeira nacional, entre elas: quando uma bandeira brasileira fica velha, suja ou rasgada, deve ser imediatamente substituída por uma nova; quando várias bandeiras são hasteadas em nosso país, a brasileira deve ser a primeira a chegar ao topo do mastro e a última a descer; o hasteamento é normalmente feito às 8 horas e o arreamento às 18 horas, por causa da claridade do dia; somente no dia 19 de novembro, dia da Bandeira, há um horário determinado para o hasteamento, às 12 horas, com solenidades especiais; caso a bandeira fique hasteada no período noturno, ela deve ser iluminada; a Bandeira Nacional deve ser hasteada diariamente no Palácio da Presidência da Republica e na residência do presidente da Republica. A Bandeira Nacional estará permanentemente ao topo de um mastro especial plantado na Praça dos Três Poderes de Brasília, no Distrito Federal, como símbolo perene da Pátria e sob a guarda do povo brasileiro. Quando em funeral, a Bandeira fica a meio-mastro - conduzida em marcha indica-se o luto por um laço de crepe atado junto à lança. A bandeira velha deve ser recolhida a uma unidade militar, que providenciará a queima da mesma no dia 19 de novembro. O hino à Bandeira do Brasil foi apresentado pela primeira vez no dia 15 de Agosto de 1906, com letra de Olavo Bilac: Salve lindo pendão da esperança! / Salve símbolo augusto da paz! / Tua nobre presença à lembrança / A grandeza da Pátria nos traz. / Recebe o afeto que se encerra / Em nosso peito juvenil,

Quando símbolo da terra, / Da amada terra do Brasil! [...]

Antonio Carlos Soares

police_soares@ig.com.br

Campinas

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PRÊMIOS

Parabéns à direção do jornal O Estado de S. Paulo e, em particular, aos jornalistas David Friedlander, Leandro Modé, Fausto Macedo e Sonia Racy pelo Prêmio de Informação Econômica, com a excelente matéria sobre as fraudes do Panamericano - que ao que tudo indica ainda vão ter desdobramentos. Parabéns também aos ganhadores nas categorias Fotografia e Criação Gráfica.

Mario Ernesto Humberg

marioernesto.humberg@cl-a.com

São Paulo

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MOVIMENTO ESTUDANTIL

O artigo Entre a Cruz e o Capacete, de autoria do professor Eugênio Bucci e publicado no Espaço Aberto de quinta-feira, apresenta uma (acertada) crítica à representatividade no Movimento Estudantil uspiano. De fato, existe a tradição histórica de uma minoria de alunos (a mais barulhenta, é claro) falar e agir em nome dos demais. Falando em representatividade, é necessário que alguns dados sobre a Universidade de São Paulo (USP) sejam esclarecidos. Segundo dados oficiais do Anuário USP 2011, a Universidade é composta por 5.865 docentes, 88.962 alunos regularmente matriculados (57.300 dos quais na graduação) e 17.187 servidores técnico-administrativos. O Estatuto da USP, contudo, reserva aos alunos, representantes de 80% do corpo universitário, apenas 10% das cadeiras dos Colegiados Centrais. A USP necessita de uma urgente reforma estatutária que altere este déficit democrático na tomada de decisões. A quem compete tal alteração? Ao Conselho Universitário, cuja maioria dos membros teria seu poder diluído com tal mudança. Novamente, uma minoria decidindo os rumos da USP em nome de todos. Não a minoria barulhenta a que se refere o professor Bucci, mas a quieta - e mui poderosa - constituída por seus próprios pares. Os alunos precisam de voz, e se o meio legítimo para tanto for enfrentar a (convenientemente construída) máquina burocrática dos Colegiados Centrais, o que se verá é uma proliferação dos ditos "encapuzados" pelos campi da USP (estejam eles corretos ou não). Nós, alunos, somos o 80%. E queremos participar da construção de uma Universidade verdadeiramente democrática.

Fernando Amorim Soares de Mello

fernando.amorim.mello@usp.br

Ribeirão Preto

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USP - 'ENTRE O CAPUZ E O CAPACETE'

Tive o privilégio de assistir à aula a que se refere o professor Eugênio Bucci em seu artigo publicado pelo O Estado de S. Paulo. Estava passando pelo jardim da Escola de Comunicação e Arte (ECA) à procura de papelaria e parei para ouvir. Belíssima aula. O ilustre professor e articulista chega à conclusão de que os lamentáveis fatos  decorrem da falta de representatividade dos colegiados dos alunos e das entidades de classe dos funcionários e dos professores. Tal situação em nada difere daquela em que o Brasil está atolado. O processo eletivo não cria vínculos entre os eleitos e seus eleitores. Com isso, os eleitos agem só em benefício próprio, com ausência total de ética. Por sua vez, os Poderes Executivo e Judiciário, aparelhados que estão, trabalham em benefício das minorias que comandam os partidos políticos. É preciso fazer ampla reforma institucional e, para isso as pessoas deverão agir, participando de movimentos populares que cobrarão do governo as mudanças necessárias. A USP é igual ao Brasil! E a universidade é local apropriado para fomentar movimentos democráticos!

Paulo Henrique Sampaio Cesar

phscesar@yahoo.com.br

São Paulo

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NOTA DISSONANTE

Tenho lido as mais diversas notícias, matérias de opinião, blogs, emails de alunos e colegas, manifestos, panfletos distribuídos na Universidade. Todos se colocam em defesa da liberdade e da democracia: os que exigem que a PM saia do campus recordam a ditadura, falam em nome da liberdade de pensamento, pedem a democratização da universidade; os que desejam que a Polícia Militar (PM) fique também defendem a democracia, falam em nome da segurança pública e do Estado Democrático de Direito. Saúdo o desejo de liberdade! Mas creio que a questão seja outra. O flagrante dos estudantes com maconha, o qual deu origem aos conflitos e debates subsequentes, é um episódio manipulado por dois grandes grupos: o dos responsáveis pelo tráfico de drogas, e o dos que podem obter algum ganho político com a confusão. Em outras palavras: os debates sinceros sobre liberdade, justiça e democracia, sempre bem-vindos, estão sendo usados para encobrir interesses mesquinhos. As notas dissonantes dessa canção aparentemente revolucionária são a redução do ambiente acadêmico a palco de lutas políticas, o maniqueísmo dos discursos públicos, a consequente demonização dos que possuem opinião contrária a tais grupos e, como último acorde, o incentivo à agressão verbal e à violência como formas necessárias de "luta". É por escutar essa nota dissonante que, até agora, nada me convenceu a chamar de "protesto" o que foi uma invasão do espaço público, nem de "manifestação estudantil" o que me parece organizado demais para ser espontâneo, nem de "luta" o que me parece manipulação política, nem de "liberdade de expressão" o que é violência. Nada me convence a mudar os termos da questão porque, em cada um episódios dos últimos dias, os conflitos poderiam ter sido evitados. Nenhum dos acontecimentos que se seguiram ao confronto entre estudantes e PM na noite de 27 de outubro possui uma relação causal com aquele episódio agressivo e infeliz, que só posso lamentar. Mas os conflitos subsequentes não foram e não estão sendo evitados porque são orquestrados por lobos em pele de cordeiro: há grupos interessados no embate, os quais incitam à violência utilizando-se de discursos libertários. Ao endurecer sem perder a ternura, tais grupos conquistam a boa vontade de pessoas que, com desejo sincero, colocam-se em defesa da liberdade e da democracia. Não é necessário haver consenso na busca de soluções para problemas - a segurança e o tráfico de drogas - que tocam o cotidiano de mais de oitenta mil pessoas. É esperado que haja propostas de solução diametralmente opostas, é esperado que se discuta muito até que se encontre o melhor caminho, é esperado que temas importantes não sejam discutidos por  pessoas gélidas, mas por pessoas que se envolvam emocionalmente e nem sempre consigam evitar exageros, ironias, frases infelizes, comentários impensados. O que não se espera nem se deseja é que a divergência de opiniões torne-se intolerância, que a intolerância se torne agressão verbal, que a agressão verbal se torne agressão física, que esta se torne justificativa de outras ações erradas e alimente o que se costuma chamar de "espiral de violência". Não preciso esconder minha opinião: que a PM continue na USP até quando for necessário para combater o tráfico e para manter a segurança no campus; que seus integrantes sejam devidamente processados e julgados caso cometam abuso de força. Que os estudantes estudem em paz; que sejam devidamente processados e julgados caso firam a lei. O mesmo vale para qualquer cidadão. Que soluções melhores para a segurança do campus sejam encontradas, se as houver. Que sejam feitas discussões públicas sobre democracia, autonomia universitária ou o que se desejar. Separe-se o joio do trigo. E que também questionemos por que o fascínio pela vida e pelo conhecimento, que deveria ser transmitido e alimentado no âmbito acadêmico, é tão facilmente substituído pela atração por substâncias que destroem a vida e o conhecimento. Em tempo: não represento ninguém e ninguém me representa. Assumo a responsabilidade por este texto, e duvido que algum colega ou estudante de opinião contrária a minha se aborreça seriamente, como duvido que algum integrante da PM se importe com as minhas ideias. Mas talvez em breve eu receba "etiquetas" pouco simpáticas e graves censuras de ideólogos radicais. Seja como for: sou livre e desejo que todos sejam. É a música que desejaria ouvir, sem tantas notas agressivamente fora do tom.

Juliana P. Perez, professora de Literatura Alemã do Departamento de Letras Modernas da FFLCH-USP

perez.usp@gmail.com

São Paulo

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APOIO À GREVE

É lamentável a maneira como a imprensa e a opinião pública têm se posicionado contrária a mobilização dos estudantes da USP, com uma análise simplista de que os manifestantes querem fumar maconha na cidade universitária. Os protestos pela renúncia de quem já foi intitulado persona non grata pela Congregação da Faculdade de Direito do Largo São Francisco não tem relação direta com o uso de drogas no campus, mas com a incapacidade da reitoria de admitir a participação dos estudantes nas decisões administrativas. Considerando a forma democrática que as decisões são tomadas durante as Assembleias dos Estudantes e o apoio dos professores e funcionários ao movimento, é de se estranhar as duras críticas quanto à falta de legitimidade dos manifestantes. Se todas as propostas são votadas pelo plenário dos alunos e, mesmo assim, dizem que não representam a maioria dos estudantes da USP, onde estaria essa maioria que se diz não representada? Se há críticas e diferentes propostas a serem feitas, por que não levá-las para discussão e votação no campus e contribuir para a legitimação das decisões da comunidade acadêmica? Diante da absoluta inércia dos jovens e estudantes frente aos problemas sociais e do desinteresse pela política nacional, é preocupante que a mobilização estudantil não conte com o apoio da sociedade civil e imprensa. A desmoralização do engajamento político dos jovens incentiva a alienação social e pouco contribui para o amadurecimento da democracia brasileira.

Karla Tayumi Ishiy, aluna do mestrado da Faculdade de Direito da USP

karla.tayumi@gmail.com

São Paulo

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ARGUMENTOS CARCOMIDOS

Antes de mais nada, cumprimento o Estadão pelo trabalho que o jornal vem fazendo. No geral, a edição de domingo (13/11) estava primorosa, com muito conteúdo. Infelizmente, porém, achei de uma pobreza ímpar o tom das respostas do professor Michael Löwy à entrevista no caderno Aliás. Do alto de sua "torre de marfim", ele desfia os mesmos e carcomidos argumentos de esquerda e desconsidera o amplo apoio da população às ações da PM (conforme pesquisa do Datafolha); tudo muito "libertário e transformador", mas sem conteúdo algum. Certamente, o mundo não anda muito bem e há muito pelo que se protestar, mas não se pode mais exigir mudanças, em pleno século 21, da forma bárbara como os estudantes da USP fizeram e insistem em fazer. Aliás (perdão pelo trocadilho involuntário), se a "causa" era tão urgente, por que só apareceu agora?! Não quero parecer preconceituoso, mas a primeira motivação que vi e continuo vendo (sem entrar no mérito da questão) é o direito amplo, geral e irrestrito de fumar maconha dentro do campus o que, hoje, não é tolerado pela lei. Tomando emprestadas as palavras de um "velho reacionário": jovens, envelheçam! (Nélson Rodrigues). Na minha curta carreira como professor universitário, o que tenho visto é uma juventude sem rumo. Talvez se esses jovens estudassem mais e conhecessem mais as ideias em que pretensamente acreditam (para além dos chavões e frases feitas "consagrados"), seus esforços produziriam, de fato, alguma transformação. Chega de "ser contra tudo isso que está aí"! Cadê as propostas? (Não coincidentemente, eles estão reproduzindo o clima de nossos dois últimos mandatos presidenciais, em que a boçalidade imperou.)

Sandro Megale Pizzo

smpizzo@hotmail.com

São Carlos

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REVOLUCIONÁRIOS

Revolucionários da USP e da Unicamp, se assim podemos chamar burgueses viciados em drogas, que transformam uma faculdade publica em átrio de futuros traficantes, e ainda, só de pensar que esses tipos de pessoas vão ser os professores dos meus filhos e netos, fico sem dormir... Para onde estamos caminhando?

Ednamerico Minhoto

stengetelhado@yahoo.com.br

Campinas

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CABECINHAS MANIPULADAS

Se estes estudantes da USP tivessem um mínimo senso de ridículo, colocariam sua viola no saco e sairiam discretamente pela porta dos fundos. Querem fazer barulho, mostrando-se rebeldes às regras do bom convívio com a sociedade. Cabecinhas fracas, manipuladas por malucos "manjados" de extrema esquerda, que os convenceram que conseguirão fazer uma tal "revolução" que nem eles próprios sabem qual é. Na hora que perderem os holofotes, toda essa pose cairá por terra.

Ana Prudente

ana_prudente@uol.com.br

São Paulo

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DIFERENÇAS HISTÓRICAS

Quanto à USP permito-me um distanciamento para analisar o panorama na perspectiva de décadas, uma perspectiva histórica que nos possibilite estabelecer as diferenças ideológicas e históricas que diferenciam um autêntico movimento estudantil democrático de uma farsa ideológica anacrônica regada a milhões de verbas públicas. Estudei na USP na época em que a União Nacional dos Estudantes (UNE) não recebia verba do governo. Fui impedido de realizar uma prova devido ao bloqueio da USP pela "cavalaria" e cavalgaduras do coronel Erasmo Dias, lembro que fiquei muito indignado. Meu objetivo era estudar na Universidade; solidário com o povo e quem desejava a democracia, sempre me opus ao totalitarismo. Naquela época, os estudantes não andavam mascarados nem pichavam ou vandalizavam as instalações públicas, visto que estas pertencem ao povo. Hoje, vemos mascarados pichando e destruindo o patrimônio público - quem assistiu a cobertura ao vivo dos eventos ou viu as filmagens no YouTube sabe quem agrediu e ofendeu os verdadeiros trabalhadores nessa história, os servidores públicos que são os policiais. Os mauricinhos flagrados consumindo maconha e portando droga no campus não se conformaram quando perderam uma votação (pela desocupação da FFLCH) convocada por eles mesmos (portanto só compareceram os estudantes que têm alguma simpatia por eles). Perder até em uma assembleia manipulada é o que nenhum tirano gosta. O pai elitista de um deles teve o descaramento de insinuar o "desaparecimento" do filhinho através de seus contatos de alto nível na grande mídia, e só depois verificou que seu "rebento rebelde" já se encontrava na residência da mãe, a "ex" do alarmista profissional. Sabedores do respeito que a força policial do governo do Estado de São Paulo tem pelo cidadão, esses vândalos adoraram sair na mídia chapa-branca posando de vítimas mesmo após ofenderem e agredirem os servidores. É ofensivo compará-los com os verdadeiros estudantes que defenderam a democracia desarmados e sem máscaras nos anos 70. Covardes são os que se armaram naquela época matando servidores, funcionários e civis, causando o fechamento do regime e tornando-o mais truculento, ou aqueles que hoje querem privar os estudantes da segurança contra assaltantes, traficantes e assassinos. A segurança é um dos maiores direitos do povo. Mesmo sem entrar no mérito das atitudes criminosas dos agitadores profissionais, adivinhem se essa facção está do lado da grande maioria dos estudantes que querem estudar, como Felipe Ramos de Paiva, que foi assassinado na Faculdade de Economia e Administração (FEA) em maio deste ano.

Roland Correa

hrconsult@ig.com.br

São Paulo

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BASE DA PM

Uma pergunta que não quer calar: a base da Polícia Militar na USP vai ficar ao lado do monumento em homenagem aos mortos e cassados pela ditadura militar de 1964?

Mauro Alves da Silva

gremio_sudeste@yahoo.com

São Paulo

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OPORTUNIDADE PERDIDA

À parte das questões políticas, ideológicas (existem ainda?) e de falta de limites, a questão da maconha na USP poderia ser usada para uma verdadeira e ampla discussão sobre o efeito das drogas, sua criminalização seletiva (cocaína é proibido e álcool é permitido) e suas implicações sociais. Como bem mostrou Aloísio de Toledo César (Estudantes - da ditadura aos baseados, 12/11, A2), os estudantes da USP já demonstraram ter capacidade de trazer à nação discussões profundas e essa poderia ser uma resposta à altura dos que assistem, abismados, os desdobramentos de invasões, repressões e muitas mentiras de lado a lado.

Adilson Roberto Gonçalves, professor da Escola de Engenharia de Lorena, USP

priadi@uol.com.br

Lorena

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À MARGEM DA LEI

Sou aluna da Faculdade de Medicina da USP. Li muito sobre a questão da polícia no campus (a princípio era a favor) e acredito que existem pessoas realmente crentes que a polícia lá possa ser uma repressão a liberdade de expressão, realmente isso acontece, não discordo. Mas com certeza existem pessoas nessa luta simplesmente para poder fazer o que está à margem da lei. Depois de muito refletir cheguei à conclusão de que uma guarda do campus bem equipada e iluminação seria o ideal, entretanto isso requer mais tempo que simplesmente liberar uma estrutura já montada com equipamentos de segurança de agir no campus. E isso deveria ser uma negociação e um passo de transição entre os sistemas. A USP não pode andar a margem da lei, e segundo a lei, tráfico ou uso de drogas ilícitas é um crime em curso, e por isso, não se precisa de mandato judicial pra se intervir ou entrar em uma propriedade privada. Logo acredito que a guarda do campus, deve, inclusive, ser treinada para quando encontrar tal situação chamar a polícia e render os militantes. Quanto à escolha do reitor, também acho um absurdo não ser os alunos e professores que o escolhem. Melhor do que o presidente ou o governador, nós, uspianos, sabemos o que falta para USP, vivemos nela. Invadir a reitoria não é a solução, destruir o campus muito menos.

Chamar os uspianos de filhinhos de papai ou deixar de nos respeitar pela condição social em que a maioria USP se encaixa é ridículo. Isso não é culpa nossa, nós estamos fazendo justo a uma conquista que foi de muito esforço para passar no vestibular, uma competição justa. Não como está sendo a vergonha do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e que o governo federal, atrapalhando a autonomia das universidades federais as obrigam usá-lo como regra. Em vez de nos encaixar como filhinhos de papais, ou olhar a roupa que usamos, a mídia deveria correr atrás dos déficits da estrutura de ensino público e denunciar isso. Eu, que estudei em escola pública, me senti ofendida pelos meus amigos, cujos pais realmente são privilegiados economicamente.

Aline de Oliveira Twardowsky

alinetward@gmail.com

São Paulo

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QUE BRIGUEM POR ÉTICA

Os estudantes da USP deveriam fazer manifestações a favor de um modelo eleitoral decente, que permitisse a escolha de políticos vocacionados, honestos e não isso que temos ai. Especialmente os de filosofia que deveriam ter discernimento mínimo. Isso mostra a distancia que vive o mundo acadêmico da realidade do País. Se querem motivos para rebeldia ou egocentrismo, entrem em um ônibus lotado, circulem no transito de São Paulo ou conheçam por dentro uma das mais de 1.800 favelas daquela cidade. Seus "pitis" terão motivações mais nobres e condizentes com o momento que o Brasil vive.

José Aparecido Ribeiro

jaribeirobh@gmail.com

Belo Horizonte

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PARARAM O CENTRO

Meia dúzia de gatos-pingados, maconheiros, vândalos, bandidos travestidos de estudantes da USP, paralisaram há alguns dias o centro de São Paulo. Como se não bastasse a depredação que fizeram na Universidade - pela qual não pagam -, levaram o seu protesto para as ruas, prejudicando a população. O que nós temos com isso, se esses vagabundos querem fumar maconha? Esses descerebrados, cujos neurônios já foram danificados pelas drogas que consomem (financiando o narcotráfico e a violência) estão abusando de nossa democracia. Como podem tão poucos prejudicar tantos? Estão em greve? Nunca vi isso!

Milton Soares de Souza

miltsoares@uol.com.br

São Paulo

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MANIFESTANTES DA USP

É estarrecedor como são capazes de distorcer a realidade, chamando a depredação e ações autoritárias de luta por seus direitos. Concordo com Alckmin que os estudantes precisam ter aula de democracia, e é urgente. Acho que isso deve começar desde o início da educação infantil, assim como se ensina às crianças hoje em dia, desde o início, a importância de cuidar do meio ambiente. Sugiro que essas aulas comecem já, em todos os níveis educacionais, pois além de interesses políticos, o posicionamento destes estudantes revela profunda ignorância.

Patricia Leirner Argelazi

patricialeirner@uol.com.br

São Paulo

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ESPERANÇA

Preciso acreditar que ainda há esperança. Que essa turba que ocupou a reitoria da USP por vários dias não seja representativa da juventude estudantil do nosso país.  Que apenas uma minoria desqualificada tenha assim agido, por absoluta ignorância e falta de ideais e objetivos.  Que apenas uns poucos, a exemplo de presidiários rebelados ou traficantes, tenham ocultado suas faces com máscaras e vestimentas. Que saudade da juventude que saía às ruas em defesa de nobres causas, ainda que pudessem ser polêmicas. Os estudantes se mostravam por inteiro, orgulhosos de sua luta. Agora, expulsos os invasores, o estado de greve geral foi implantado. Com que propósitos?  Livrar os presos? Condenar a ação policial e afastar a PM do campus? Mudar a direção da USP?  Ou voltar no tempo, para condenar o capitalismo e gritar "fora o FMI", ou "abaixo a ditadura"? Tantas causas relevantes em busca de defensores em nosso país e o que se vê é essa pobre juventude sem horizontes, que busca em distorcida realidade a razão de sua rebeldia.

Geraldo de Menezes Gomes

gdmgomes@gmail.com

São Paulo

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LADEIRA A BAIXO

Enquanto as escolas públicas vão de mal a pior em avaliação e desempenho, enquanto o Ministério da Educação não consegue realizar há mais de três anos, um exame nacional de ensino médio decente, enquanto os alunos da Universidade de São Paulo (USP) discutem se vão à Universidade estudar ou fumar baseado, surge a notícia de que as escolas particulares do país, aproveitando evidentemente a curva "ladeira a baixo" do ensino público nacional, vão aumentar suas mensalidades bem acima da inflação, chegando até a 20% de aumento em relação ao preço pago em 2011. Fica bastante claro, porque o governo do PT, que tem na camada ignorante da população quase 100% do seu eleitorado, prefere incentivar a construção de monumentais estádios de futebol e de caríssimas e totalmente dispensáveis linhas de trens bala, do que promover o desenvolvimento de um plano educacional sério para tirar a grande maioria da população da ignorância crônica em que se encontra. Os petistas sabem que dando educação e conhecimento ao povo vão, consequentemente, perder os seus eleitores.

Victor Germano Pereira

victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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DROGAS

Muito se tem falado sobre a descriminalização da maconha, seja no Brasil como em diferentes partes do mundo. O ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso argumenta, e com razão, que considerar crime a venda e o consumo da droga, ao invés de inibir, incentiva o tráfico. Bill Clinton, Paulo Coelho e Dráuzio Varella recomendam o tratamento médico em lugar da ação policial, porque usuário não é bandido. Estudando a história da maconha, é fácil ver que na proibição de seu uso médico nada há de científico, e sim de ideológico. Até o início do século 20 a maconha (folha de cannabis) era considerada um excelente medicamento. De qualquer forma, é indiscutível que a maconha tem efeitos tóxicos. Mas o álcool e o cigarro, drogas que causam piores danos à saúde, são fabricados, vendidos e consumidos livremente. Mas algumas restrições são impostas, como dirigir após beber, vender bebidas alcoólicas a menores, fumar em lugares públicos e fechados, por exemplo. Com a maconha descriminalizada, outras restrições poderiam ser impostas pelo governo. Se for liberada a produção, venda e consumo, acabará a praga dos traficantes e dos crimes devido ao tráfico.

Cláudio Moschella

arquiteto@claudiomoschella.net

São Paulo

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CRISE NO MINISTÉRIO DO TRABALHO

Carlos Lupi não mentiu, omitiu. Qual a diferença num país em que um ministro  demonstra total arrogância e quando chamado a dar explicações vem com a conversa de que não foi bem interpretado? Parem de nos chamar de idiotas. Há vídeos  confirmando a fala desse ministro falastrão. Parabéns ao senador Cristovam Buarque, pois tem  credibilidade no que afirma e meus pêsames aqueles que defendem um cidadão por tudo o que fez de ruim e também por tudo de bom que deixou de fazer  no seu ministério dando margem a tantas denúncias. A imprensa mostrou com riqueza de detalhes as pegadas deixadas por Lupi, isso é linchamento? O Brasil precisa ser passado a limpo, mas não com essa corja de malandros que se instalou no poder.

Izabel Avallone

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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MINISTRO DO TRABALHO E O TRABALHADOR

Caso um trabalhador, colaborador, funcionário, operário, autônomo, mentisse ou omitisse informações aos seus superiores, seria demitido rapidamente, com risco até de demissão por justa causa. Caso um trabalhador, colaborador, funcionário, operário, autônomo, dissesse ao seu superior que não se lembra de que errar é humano. O mesmo seria encaminhado rapidamente ao ambulatório da empresa, ou reavaliado em suas atribuições pelos psicólogos. Na pior das hipóteses ao serviço médico, e teria licença médica devido a estafa profissional. Mas no caso, é ironicamente, o ministro do trabalho (minúsculo mesmo), que a superiora imediata, não quer demiti-lo! Até um microempresário faria, se fosse seu subordinado!

Maurício Avellar de Azevedo Marques

mzlmauricio@yahoo.com.br

São Paulo

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PROFILAXIA

Dilma que não se dê ao trabalho:- "Cadeiol" é o mais indicado para crises amnésio-corrupto-ministeriais.

A. Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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LUPI, O CARA

Lupi autorizou ONGs fantasmas no Amapá, e isso não é a ponta do iceberg, mas o próprio. O dono do avião confirma que conhece muito bem o ministro e que realmente o mesmo usou o avião em viagens no Maranhão, ou seja, o famoso xeque mate. A presidenta não precisa de mais nada para dispensar os préstimos do Lupi e do seu partido parasita. E como alerta ao PT, nunca antes nesta República um governo teve tantos ministros envolvidos em falcatruas nem uma herança foi tão maldita.

Jani Baruki

janibaruki@bol.com.br

Belo Horizonte

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'DUCHEFF'

A jornalista Cristiana Lobo disse na quarta-feira, com todas as letras, na Globo News, no Jornal das Dez, que Dilma, quando recebeu Lupi para novas explicações, após ouvi-lo  ligou para Lula e, pelo viva-voz, Lula perguntou: "O que está acontecendo companheiro?". E Lupi deu várias desculpas esfarrapadas ao chefão. Diante disso, este lhe disse: "Resista, não peça demissão". Diante desse fato, e com a ida novamente de Lupi ao Congresso, falando impropérios aos presentes, disse que o cargo é da presidente, mas por ora ele continuará ministro. Nem precisamos dizer que a presidente Dilma de fato merece o apelido Ducheff, ela, que quando jovem era tão destemida como sempre apregoou, agora se curva  e diz "sim senhor" para o doentinho e poderoso ainda chefão Lula.

Agnes Eckermann

agneseck@yahoo.com.br

Porto Feliz

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OSTRACISMO DO FALASTRÃO

Mentira é uma linda canção do Fernando Lobo! Mas, as mentiras do ainda Ministro do Trabalho, Carlos Lupi não se sustentam. Cada dia a mais que fica no cargo este membro do PDT, jorram mais denuncias veiculadas na nossa imprensa! Todas contundentes! Como essa agora, com exclusividade no Estadão, em que o responsável da ONG Pró-Cerrado, Adair Meira, confirma que viajou num jatinho particular com o encrencado ministro, este em compromisso oficial em terras maranhenses no ano de 2009. Apesar de dias atrás o Lupi, categoricamente desmentir essa informação em audiência na Câmara. E como mentira tem perna curta, e de político mais ainda, o Aldair, que tem recebido verbas para a sua ONG em vários contratos do Ministério do Trabalho, para não deixar dúvidas de sua declaração entregou uma foto com o Carlos Lupi descendo do citado avião... Isso posto; o Lupi, que não é o Nem, tampouco Marcola ou Fernandinho Beira Mar, não vai precisar ser defenestrado de seu cargo a bala... Como ele mesmo afirmava que nem a bala sairia do ministério! Lembram! Pois é, será que a presidente Dilma, agora com todas essas evidências constrangedoras, ainda assim vai ficar refém das ameaças do PDT, e manter o falastrão incompetente, no alto posto da nossa República?!...

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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MENTIRAS

Lupi mentiu. Mas no lulopetismo, mentir não é pecado. Lula mentiu, inúmeras vezes. Dilma mentiu, os seis ministros que caíram mentiram... Não, no lulopetismo mentir não é pecado. É técnica, é instinto, instinto do predador, do lobo em pele de cordeiro. Lobo? Lupi mentiu...

Gilberto Dib

gilberto@dib.com.br

São Paulo

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EU ENTENDO A PRESIDENTE

Tenho, talvez, a única possível explicação para a longa fritada e o elevado estado de crocância de Carlos Lupi! A sagaz e pragmática estratégia é a seguinte: até chegarmos a 2012, o ano da dita 'reforma ministerial', 2011 ainda deve passar por mais sete sextas-feiras... Pelo que temos visto, quando não existe ou acontece nenhum outro fato relevante, quando fica sem assunto, a revista 'Veja' queima um ministro novo. Portanto, minha tese é a de que eles estão mesmo conscientemente esticando o estado de fritura - ou se preferirem outro prato, 'cozinhando-o-galo'. Peninha que nosso governo não se movimente por si mesmo.''

Murilo Luciano Filho

muarilou@uol.com.br

São Paulo

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INSIGNIFICÂNCIA

Lendo as cartas no Fórum e as notas no jornal sobre declarações inúteis e sem propósito de um ex-ministro , fico me perguntando qual a importância delas? Uma pessoa que não é eleita pelo povo, que não tem nenhum cargo oficial no governo, para quem não foi pedida opinião sobre o que acha da Marcha contra a Corrupção, que vive com pseudonome, que é réu do mensalão - "que nunca existiu"! - para quem tudo é golpe das elites moralistas, mas vive nababescamente "pela causa", defendendo a imoralidade de seu partido e de aliados, que relevância tem? Sua foto - nem a natureza nem o cirurgião plástico foram bonzinhos com ele -  exibindo uma camiseta onde deveria se ler "Indecente", é de uma insignificância cúbica. Só minhas cachorrinhas não reclamaram.

Flavio Marcus Juliano

opegapulhas@terra.com.br

São Paulo

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ELEIÇÃO 2012 - ESCOLHA DOS CANDIDATOS

O que acontece em relação às eleições municipais, com o partido comandado em São Paulo pelo nauseabundo Serra e pelo "carismático" Alckmin, que sequer consegue proporcionar segurança nas imediações do Palácio do Governo? É surreal a preocupação do PSDB com a candidatura do ministro Fernando Haddad, chegando ao cúmulo do Serra e do José Aníbal defenderem publicamente a candidatura da Marta, como se fossem membros do PT. O PSDB, vacilante como sempre, deveria tratar do seu próprio candidato, tomando o cuidado de não escolher alguém sem palavra como o Serra, que entre outras "proezas" declarou em Cartório que não largaria a Prefeitura e que, quando candidato a Presidência, demagogicamente fez propaganda ao lado da foto do Lula.

Wilson Haddad

wilson.haddad@uol.com.br

São Paulo

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EM SP, NEM MARTA 'ENEM' HADDAD

O PT, por imposição de Lula, deu um "cala-boca" em seus (suas) militantes que postulavam candidatar-se à Prefeitura de SP em 2012, e impôs o nome de seu enfant-gâté: Fernando Haddad, ministro da Educação. Este, sabendo-se ungido, começou a portar-se como candidato, dentro da melhor tradição petista, batendo forte no governo, na Prefeitura e na PM de SP, a respeito do recente episódio na USP, sobre estudantes que desejavam fumar maconha livremente: "Não se pode tratar a USP como se fosse a cracolândia. Nem a cracolândia como se fosse a USP", perorou, no último dia 8/11, qual Conselheiro Acácio, dentro (et pour cause?) do centenário Hospital (ex-Asilo de Alienados) do Juqueri. Menos mal - fizesse-o na Casa Verde de Itaguaí, teria sido internado imediatamente por Simão Bacamarte, o Alienista de Machado. Ora, Sr. ministro. O evento na USP tem as digitais de seu DCE, controlado por trotskistas do PSOL e ambicionado, para a próxima eleição, por outros trotskistas do PCO, da Liga pela Quarta Internacional e de outros estudantes profissionais, órfãos do comunismo, que mantêm insepulto esse cadáver fétido, desde a queda do Muro de Berlim, em 9/11/1989 - já lá se vão vinte e dois anos.  Enquanto isso, frequentam por doze anos faculdades de apenas quatro que não concluem, comem e dormem (alguns fumam...), até os vinte e nove anos, nas dependências da USP, custeados pelos cidadãos paulistas, sob as bênçãos do Estatuto da Juventude, invenção da também comunista Manuela D' Ávila, e que, como a jabuticaba, só existe no Brasil. Compreendem-se tais laços: o Sr Ministro, como se lê em seu currículo Lattes, é um conhecido ideólogo marxista, vocacionado para teorizar permanentemente, como todo intelectual de esquerda. Gestão e empreendedorismo não parecem ser suas praias, se não vejamos: os escândalos sucessivos do Enem, o horripilante "kit gay", a estapafúrdia "novilíngua", difundida em livros didáticos que endossam erros de gramática, a inquisitorial imputação de racismo a Monteiro Lobato (paulista!)... Que mais? Ah, sim - o caos do ensino brasileiro, em todos os níveis. Ou não? Mas por que, então, Lula deseja tanto esse jovem senhor na Prefeitura de São Paulo? Só resta uma explicação - porque ele é paulistano, nascido num 25 de janeiro - data de fundação da cidade, e é só. Que seus co-munícipes, pois, avaliem o que lhes sobrevirá se entregarem ao PT o Edifício Matarazzo.

Gil Cordeiro Dias Ferreira

gil.ferreira@globo.com

Rio de Janeiro

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CONSCIÊNCIA COMPRADA?

Só mesmo a certeza de que lograram "comprar" a consciência dos paulistanos, através do uso abusivo desses programas de distribuição de esmolas oficiais, do tipo bolsa família, pode justificar que os dirigentes do PT, em obediência cega aos "comandos" do ex-presidente Lula, estejam impondo tão descaradamente o nome do ministro da Educação, Fernando Haddad, como candidato da legenda na disputa pela Prefeitura de São Paulo, em 2012. Nem mesmo o fato de que essa imposição significa a necessidade de "atropelar" outros quadros históricos da legenda, a exemplo do senador Eduardo Suplicy, da senadora Marta Suplicy e dos deputados federais Carlos Zarattini e Jilmar Tatto, obrigados a "enfiar o rabo entre as pernas", tem constrangido os "donos do PT", na sua ânsia de garantir a indicação cartorial do nome de Fernandinho, "o pupilo de Lula". É vergonhoso, principalmente para uma legenda que fez sua trajetória privilegiando as discussões plenárias de todos os seus projetos, ver o PT subjugado pelo "caciquismo" de Lula, que, tal como faziam os antigos coronéis nordestinos, usa e abusa do direito de tratar a legenda como se fosse uma propriedade particular, e seus filiados e militantes como se fossem meros "tarefeiros". O pior é que todo esse furdunço está sendo em defesa de um candidato que sequer deu conta de gerir decentemente o Ministério da Educação, pois deixará a instituição "mais suja do que pau de galinheiro", inclusive com a credibilidade arranhada, após os escândalos indexados aos exames do Enem.

Júlio Ferreira

julioferreira.net@gmail.com

Recife

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SLOGANS

Haddad, Enem de graça! Chega de malddad! Nem Marta, nem Haddad.

Lengard Müller

lengard@lengard.com.br

São Paulo

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CAVALINHO NA CHUVA

Provavelmente por excesso de confiança, o ex-presidente Lula desprezou as prévias do partido para lançar Haddad como candidato à Prefeitura de São Paulo. Mesmo não entendendo de política, arrisco-me a dizer que, com esse candidato, Lula pode tirar seu cavalinho da chuva.

Virgílio Melhado Passoni

mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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A PRIMEIRA RUSGA

Mal foi anunciado oficialmente como candidato a prefeito de São Paulo pelo "PT", aliás, atitude totalmente esperada e previsível, por ter o dedo do "cara" nisso, Fernando Haddad não perdeu tempo e já se indispôs com Gilberto Kassab. Embora esse também só tenha prejudicado o cidadão paulistano. Mas não é muito precoce, imaginem ele se prefeito for?

Angelo Tonelli

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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A JOIA DA COROA

A candidatura do ministro Fernando Haddad (Educação) à Prefeitura da cidade de São Paulo carece de credenciais como administrador. As condições em que se encontra o ensino que coloca o Brasil em posição humilhante; todas as performances dos exames realizados pelo Enem, não o credenciam para dirigir São Paulo, a 'joia da coroa'. O desespero pela conquista da cidade fez com que duas cabeças coroadas do Partido dos Trabalhadores (PT) renunciassem a prévia interna. Em outra jogada política, pretende tirar da disputa, pelo PMDB, o deputado federal Gabriel Chalita, acenando-lhe com o cargo de vice. Já conseguiu a desistência dos deputados federais Jilmar Tatto e Carlos Zarattini (PMDB). Esse empenho em eliminar concorrentes é a convicção de que só consegue vencer a eleição se chegar até ela como candidato único. Para isso conta com o 'criador' e a 'criatura' para aplainar o terreno. Precisa ter em conta que esse terreno é paulistano onde o 'orifício é meridional'. 'Só há um problema nacional: a educação do povo' (Miguel Couto).

Jair Gomes Coelho

jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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PROGRAMA CLUBE ESCOLA

Passados mais de dois anos, o Clube Escola se solidificou e hoje é uma realidade que beneficia 230 mil pessoas. As atividades do programa já chegaram a mais de 100 locais, em todas as regiões de São Paulo, democratizando o acesso da população ao esporte, sempre levando em conta a qualidade da programação oferecida. Infelizmente, o Secretário de Esporte do Município Sr. Bebeto Haddad resolveu extinguir o Programa Clube Escola conforme publicação do DOM do dia 11/11/2011, comunicado nº 006/SEME-G/2011, não sei o porque desta postura, particularmente, avalio que ele  está com a síndrome do ocorrido  no Ministério de Esporte em Brasília, onde denúncias de falcatruas do governo do Ex Presidente Lula e do atual governo Dilma estão derrubando Ministros. Se o Sr. Secretário tem desconfiança da ONG que executa o trabalho, deveria consultar o Tribunal de Contas do Município para analisar se há algumas suspeita de falcatrua destas ONGs, pois, numa canetada o nobre Secretário, que é novo na Pasta, deixou mais de 230 mil crianças e jovens sem as atividades que tanto os ocupava, tirando-os da rua. Então queremos que o Brasil se faça representar com muitas medalhas nos Pan e Olimpíadas, que em 2016 o Brasil vai sediar, mas que além de resultados em olimpíadas e jogos pan-americanos, sobretudo, este programa busca disseminar os conceitos de cidadania aos alunos, a fim de cumprir o Estatuto da Criança e do Adolescente, através da pratica esportiva.

Severino Neves Batista Filho

bat.filho@hotmail.com

São Paulo

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ROCINHA

 

Apesar de não ser nenhum grande mérito, a Favela da Rocinha tem uma economia relativamente pujante. O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da favela é de 0,73, maior do que o do Maranhão (0,68), embora qualquer comparação com o Sarneyzaquistão seja quase uma covardia. Parece que a última vontade do atual presidente do Senado vai ser consumada: criar um estado que imortalize a marca registrada 'Sarney'.  

Iracema Palombello

cepalombello@yahoo.com.br

Bragança Paulista

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OCUPAÇÃO E OPINIÃO PÚBLICA

O apoio unânime da opinião pública como se vê nas seções de cartas de leitores da mídia a ocupação pela policia na Rocinha  aqui no Rio, tida até então como quase inexpugnável, é emblemática.Creio agora que a pressão será no sentido de levar reformas estruturais de ordem socioeconômicas a tais comunidades, sendo certo que esse movimento se estenderá a todo o país, podendo fazer uma pacífica revolução na gestão pública  entre nós, que tanto necessitamos

José de Anchieta Nobre de Almeida

josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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RETOMADA DA ROCINHA E A DEPURAÇÃO DA POLÍCIA

A vocação para policial implica numa índole ou personalidade algumas vezes predisposta à violência e se não tiver apoio em princípios éticos descamba quase que inevitavelmente para a corrupção. No exercício da advocacia presenciei muito estas situações.Assim é importante que a triagem e treinamento destes elementos leve em conta esta característica e dê a orientação correta.

Sergio Sued Jose Giudice

sergiudice@gmail.com

São Paulo

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DESIGUALDADE

A ocupação da comunidade da Rocinha e do Vidigal, entre outras, mostra a monstruosa desigualdade existente no Brasil. Sobrevoando a cidade do Rio de Janeiro e as cidades à sua volta, nota-se claramente que as comunidades de baixa renda com péssimas condições de vida correspondem a aproximadamente 70% da concentração da população sem acesso a coleta de esgoto, transporte urbano com quantidade e qualidade, onde há falta de unidades médicas de pronto atendimento e, o que era o principal, a presença do Estado omisso durante décadas. Só agora, com a realização da Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos, estão agindo nas comunidades e maquiando a real situação prendendo e espantando traficantes de uma comunidade para outra, até que, sem saída, vão tomar as ruas agindo livremente - é só uma questão de tempo. Toda a festa, a comemoração do governador Sérgio Cabral do sucesso na Rocinha é apenas cortina de fumaça, jogando para a torcida. Sergio Cabral luta como uma fera pelos royalties do petróleo para aplicar o dinheiro na Barra da Tijuca? No Leblon? Copacabana? Durante décadas não foi gasto um centavo nas comunidades carentes que o colocaram no poder e reelegeram Lula em 2006 e em 2010 na pele da presidente Dilma. Agora é a hora de o povo humilde do Rio de Janeiro e do Brasil cobrar dos governantes as promessas nunca cumpridas com uma simples ameaça: o voto! Político consegue viver sem comida, sem água e até sem oxigênio, mas sem mandato ele não é nada, é apenas um alvo desprotegido na mira do Ministério Público e da Receita Federal.

Luiz Ress Erdei

gzero@zipmail.com.br

Osasco

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USUÁRIOS E TRAFICANTES

A mídia e o público comemoram a prisão do maior traficante do Rio de Janeiro, na Rocinha.  Perda de tempo: enquanto houver demanda (usuários), haverá quem venda, pois é negócio muito lucrativo e não paga impostos - só paga  a policiais corruptos. Enquanto os usuários não forem penalizados com cadeia - casa e comida lá pagas pelos familiares -, o tráfico vai continuar  e novos Nems vão surgir.

Mário A. Dente

dente28@gmail.com

São Paulo

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MONSTRO DA VILA OLÍMPIA

Não escrevi antes porque estava morrendo de revolta e indignação. O que estava um monstro deste, já com passagens por estupro, roubo e furto, fazendo solto na rua? Já que os PMs que o prenderam não nos fizeram o grande favor de fuzilá-lo imediatamente, então espero que algum magistrado não vá soltá-lo logo alegando progressão de pena, boa conduta, dia dos pais, Páscoa, Natal etc. etc., passando a mão na cabeça dele. Será que ninguém mais vai se manifestar? Ou não leram o artigo? Na página C3 de 12/11/2011. O absurdo é que se algum PM mata um monstro deste, depois ele vai ter que fazer cursos e se explicar.

Ivani Giorgetti Peres

ivanigiorgetti@gmail.com

São Paulo

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CHUVAS - A VOLTA DAS INUNDAÇÕES

As inundações já começaram no Sudeste, e tudo indica que os paulistanos e moradores da Grande São Paulo continuarão sofrendo as mesmas consequências rotineiras de sempre pelo excesso de águas acumuladas nas bacias hidrográficas dos dois principais rios da cidade, Tietê e Pinheiros - o mesmo ocorrendo com vários outros córregos da área metropolitana. Porém, os gastos milionários feitos por todos os governos, inclusive este último, Alckmin, que inclusive já governou mais vezes, está visível a todos que ainda não conseguiu uma solução eficaz contra as inundações. As enchentes comprovam o que digo. Solução existe. Inclusive, engenheiro especializado nesta área já encaminhou projeto de obra com garantia de solução ao governo, e nada de tomar uma medida séria que venha acabar com tanto sofrimento dos paulistanos.

Benone Augusto de Paiva

benonepaiva@yahoo.com.br

São Paulo

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EMERGÊNCIA

Pelos transtornos causados pelas chuvas dessa semana, é hora de contratar em regime emergencial, sem licitação, empresas para limpeza de bocas de lobos, limpeza dos piscinões e, principalmente, desassoreamento da calha do Tietê.

Angelo Antonio Maglio

angelo@rancholarimoveis.com.br

Cotia

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'TRABALHO DE SÍSIFO'

Como velho assinante de nosso querido Estado, cumpro meu triste papel de eremita pregando no deserto, para informar às vítimas das próximas inundações que a temporada de seus sofrimentos já começou! Sugiro que as vítimas releiam minha carta intitulada Trabalho de Sísifo, publicada em 8/3/2011 (A2), neste prestigioso jornal. Como de costume, os políticos profissionais do governo estadual e da prefeitura irão repetir seus desgastados bordões: " Choveu num dia o que deveria ter chovido num mês."! " São Pedro brigou com São Paulo "! " Não fossem as obras executadas pelo governo estadual , o número de vítimas teria sido maior, declara o governador."! "Apesar da falta de apoio do governo estadual, a prefeitura cumpriu a sua parte, diminuindo o sofrimento das vítimas, declara o prefeito."! Porém, desta vez, os eleitores têm condições de reagir! Aproximam-se as eleições municipais! Não votem nos candidatos do atual governador  ou do atual prefeito!  Eles estão comprometidos com a indústria das inundações! Renovem!

Braz Juliano

bjuliano@uol.com.br

São Paulo

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ITAQUERÃO

Em  entrevista, o presidente do Conselho Deliberativo do Sport Club Corinthians Paulista (SCCP)  alega que não sabe nada a respeito do contrato de construção do estádio, nem preço, nem prazo, nem quem vai pagar, mas, eu sei(nós), pois nessa história tem dedo podre e eu tenho todos os meus.

Jose Roberto Palma

palmapai@ig.com.br

São Paulo

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