Fórum dos Leitores

TRANSPARÊNCIA

O Estado de S.Paulo

20 Novembro 2011 | 03h05

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse, há pouco tempo, que "o maior problema do governo Dilma é a corrupção". Se esta for vencida, então poderemos sonhar com um país melhor para todos. Importante salientar, neste contexto, que há estimativas impressionantes sobre a quantidade de dinheiro público que acaba na corrupção, no bolso de políticos que já são ricos, mas - cegos por sua ganância egoísta - acabam querendo sempre mais dinheiro e das formas mais sujas e inaceitáveis possíveis - roubando de uma nação que ainda vê muitos de seus filhos morrerem de fome e frio! Por isso, é importante entender que a transparência na política é algo fundamental. Sem clareza nos gastos públicos, sem maior participação popular diretamente na administração dos recursos, dificilmente a corrupção, que é o maior problema nacional, terá fim. Interessante salientar que diversos corruptos estão caindo do poder, ano após ano, pelo fato de que estão se tornando públicas suas falcatruas. Esse é o conceito máximo: "tornar público". É preciso dar publicidade aos atos do governo, a maior publicidade possível! Seja nas decisões, na administração do erário e, até, nas uniões absurdas que são feitas entre partidos que, ideologicamente, são adversários (ou deveriam ser, pelo bem da democracia). A mídia cumpre um grande papel nisso. Mas bem sabemos que boa parte dos meios de comunicação não faz um trabalho com esmero democrático, infelizmente. Por isso, não adianta o povo se isentar. É responsabilidade de todos a fiscalização dos governos instituídos! E é direito de cada cidadão exigir toda e qualquer informação da administração pública. Precisamos usar mais nossos direitos, pois os políticos e o Judiciário não tardam em nos cobrar, constantemente, que cumpramos nossos deveres - ainda que, por vezes, a execução de tais deveres custe quase a metade da renda de pessoas semi-miseráveis, como é o caso dos altíssimos impostos nacionais. Por isso se faz necessário ter a compreensão dos modos como a corrupção se dá: ela acontece nas alianças fraudulentas entre partidos, na compra por votos no Legislativo, no favorecimento de empresários "amigos" em licitações, nas verbas destinadas a empresas fictícias, na supervalorização de obras públicas, na constituição e manutenção de ONGs falsas, etc. Esses são alguns meios de corrupção, então é este o caminho que a fiscalização deve percorrer. E percorrer até eliminar da política esses falsos líderes que não merecem nada mais que pão, água e cadeia. Não importa se cedo ou tarde, os corruptos devem pagar por seus crimes como todo rigor! Para tanto, é preciso focar na política local, como passo inicial desta fiscalização. Nosso governo municipal deve prestar muitas contas à população. O povo - quer de conscientes ou alienados - tem direito de saber onde está indo seu dinheiro. A transparência é uma obrigação dos que estão no poder. As escolas deveriam receber, trimestralmente, e em linguagem acessível, todos os gastos da prefeitura e câmara municipais. Pois os alunos devem, desde cedo, compreender onde vão parar seus impostos, e devem aprender que, se bem usados, eles podem trazer inúmeros benefícios sociais, inclusive para os locais mais necessitados da cidade, região e país. Enfim, o "governo às claras" é uma conquista necessária para o Brasil atual. É um passo importantíssimo, que precisamos dar enquanto sociedade. Porém, não tenha dúvidas, tal conquista não se dará sem lutas constantes, pois é pela mobilização social que se alcança o respeito desses pseudopoderosos da política. Digo "pseudo", pois o poder real está no povo! E, por isso, todas as vezes, ao longo da história, que o povo despertou-se e cobrou seus líderes, grandes mudanças sociais foram concretizadas. Muitas delas essenciais para uma qualidade de vida melhor para todos - e não apenas para uma classe dominante.

Wellington Martins

am.wellington@hotmail.com

Bauru

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DESABAFO DE FHC

Demorou, mas finalmente o nosso querido FHC se pronunciou a respeito da corrupção sem limites que tomou conta do governo Lula/Dilma.

Renzo Orlando

renzoorlando@netpartners.com.br

São Paulo

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VERDADE SEJA DITA

Segundo FHC, o grande desafio de Dilma é desmontar o sistema de corrupção e fisiologismo criado no segundo mandato de Lula. Segundo ele, ainda, a grande interrogação está na real capacidade da presidente em executar esse desmonte. Em minha opinião, a grande interrogação está também na vontade ou intenção de Dilma.  Ela quer realmente isso?  Fica claro não querer provocar tal desmonte haja vista todo o processo por que os ministros envolvidos em tramóias passam: da denúncia da mídia investigativa às negações, vivenciando o sangramento moral aumentado com mais provas e mais denúncias, e, por fim, quando não dá mesmo, pois as evidências são tão escandalosas que  sua autoridade já claudica, só aí é que Dilma toma atitude. Se a mídia e a sociedade "deixassem para lá" - ela sempre dá um "tempinho" para as coisas se acomodarem -, manteria todos seus ministros herdados de Lula. É fato. Basta fazer um retrospecto. Portanto, ela quer mesmo é manter a concessão de "certos pedaços do Estado" nas mãos dos imorais ministros, ultimamente pegos com a boca na botija. Afinal, o atual governo não é a continuação do anterior?  Assim, se a corrupção já é marca registrada do governo Lula, será também de seu governo, porque a iniciativa de moralizar nunca é da presidente, como nunca foi do ex-presidente.

Myrian Macedo

myrian.macedo@uol.com.br

São Paulo

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SLOGAN ANTICORRUPÇÃO

Diariamente leio a sessão Fórum dos Leitores e na semana passada topei com a notícia de que o ex-presidente FHC quer fulanizar o slogan "yes, we care" (sim, nós nos importamos). Acho que, em vez de fulanizar, será mais proveitoso e de maior penetração na população se o slogan for vertido para a linguagem atualmente defendida pelo Ministério da Educação (MEC), por ser a popular e de melhor entendimento pelo povo, da seguinte maneira: "Uai, nóis quer". Além de homófona, expressa igualmente o desejo do ex-presidente.

Ugo Renato Meira

ugorm@superig.com.br

Arujá

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'YES, I CARE'

Também acho macaquice o lema proposto pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, como bandeira para a campanha do PSDB. Com isso, o partido  vai afastar-se ainda mais do povo, que mal conhece a língua portuguesa e muito menos a língua inglesa. Sim, eu me preocupo.

Cláudio Moschella

arquiteto@claudiomoschella.net

São Paulo

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TORRE DE BABEL

No meio de tantos termos inúteis misturados, indevidamente, à rica língua portuguesa - do enter, delete, erase, mouse, initialize ao 50% off, fast-food, feed-back, turn-over, check-in - temos um diligente ministério empenhado em destruir o correto linguajar com o "nóis pesca o peixe". E mais uma "bobagem", FHC, dizendo que a oposição tem de falar mais claro com a nova classe média, propõe a criativa frase, bem brasileira (slogan, para ele): "Yes, we care". Como se "Sim, nós nos importamos com você" fosse depreciativo ou ininteligível. Chutando, Sr. Fernando, parece chique, Sr. Henrique, mas é espantoso, Sr. Cardoso!

Flavio Marcus Juliano

opegapulhas@terra.com.br

São Paulo

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ARRANCADA DA OPOSIÇÃO

Excelente a manifestação de Aécio Neves na semana passada, em Porto Alegre. Falou como verdadeiro oposicionista, com propriedade, relatando muito bem o fato de que o PT, desde a primeira vitória de Lula, não inovou em nada na administração pública, limitando-se a manter o que foi feito nos governos de FHC. E Aécio falou com serenidade, sem ataques pessoais e sem as costumeiras ironias de outros da oposição, iniciando bem sua caminhada para ser o candidato da oposição em 2014 e vença as eleições, abrindo caminho para que o Brasil evolua na reforma e modernização da administração pública.

Sergio Lopes

blackfeet@uol.com.br

São Paulo

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OBJETIVO MAIOR: IMPUNIDADE

Temos visto muitos movimentos contra a corrupção. São organizados por cidadãos bem intencionados através da internet, pela imprensa, em passeatas e manifestações. Entretanto, a corrupção é tão ampla no país, em inúmeros setores públicos principalmente, que se torna difícil combater. Todos os poderes governamentais, principalmente, estão extremamente contaminados. Quando se olha para o Congresso Nacional a maioria enxerga uma quantidade imensa de corruptos e nenhum honesto. Aparentemente a maior parte dos seus membros é corrupta ou conivente. Uma minoria pode não estar envolvida diretamente na corrupção, mas, nada faz à respeito. Atitudes para descorromper o Parlamento existem em quantidade, nas gavetas, em discursos, em intenções "fingidas". Político que quer "parecer" honesto toma essas iniciativas mas não as leva adiante. Se o poder parlamentar é da maioria como em todo o mundo, no Brasil ele está evidentemente dominado pela corrupção. O que nos trouxe essa situação amoral e caótica é a imensa impunidade que impera no país, criada pela inexistência de justiça.  Porque ela está viciada, corrupta, trabalha (propositadamente) à "passo de cágado". Como todo o mundo sabe, no Brasil só pobre vai para a cadeia. Os que roubam duas latas de óleo. Não os que quebram bancos, os políticos importantes, os empreiteiros corruptores, os vendedores de vantagens em órgãos públicos, os falsificadores de licitações. Assim, é inútil combater a corrupção no Brasil se não se reformar a justiça corrupta, conforme sua própria auditoria reconheceu. É bom começarmos logo antes que os "novos ventos", derrubadores de sistemas e governos que andam rondando o mundo, cheguem por aqui.

Fabio Figueiredo

fafig3@terra.com.br

São Paulo

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A MARCHA CONTRA A CORRUPÇÃO

A Marcha Contra a Corrupção no último feriado não reuniu multidões. Apenas pouco mais de 200 pessoas na Avenida Paulista, que, meses atrás, recebeu 4 milhões para a Parada Gay. Em Brasília foram apenas 30, 150 em Curitiba, 500 em Belo Horizonte e números modestos em dezenas de outras localidades. Espera-se que o movimento esteja apenas no começo e que o mau tempo tenha sido o responsável pelo baixo comparecimento. O monstro da corrupção é o inibidor do novo Brasil. É preciso que as forças organizadas que lutaram - e conseguiram - a democracia, também se interessem em acabar com a corrupção. Se o próprio governo e entidades como a UNE, CUT, PT, OAB e tantas outras que tantos serviços já prestaram à sociedade se mobilizarem sinceramente, um dia a corrupção acabará. Nesse grupo poderão também se incluir os caras-pintadas, os movimentos religiosos, étnicos e até as minorias.

Dirceu Cardoso Gonçalves

aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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PASSOU DA HORA

Embora fosse um domingo chuvoso, na marcha contra a corrupção realizada na cidade de São Paulo só meia dúzia de "gatos pingados" apareceram para protestar. Já na comemoração dos 100 anos da Igreja Assembleia de Deus uniram-se mais de 200 mil pessoas nos Estádio do Pacaembu e em Barueri. Embora fossem causas distintas, a meu ver, já passou da hora de um movimento maior contra a corrupção, até porque a pátria amada já não suporta mais tanta corrupção.

Virgílio Melhado Passoni

mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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SURPRESA NO RECIFE

Gratíssima surpresa eu tive ao ver nos jornais fotos da passeata em Recife, que desta vez reuniu cerca de 500 pessoas. É pouco, mas para o Nordeste é muito, sim, além de ser um bom sinal de que as pessoas estão despertando mesmo na região considerada o maior reduto governista entre os eleitores. É verdade o dito: "pode-se enganar muitos por algum tempo, mas não a todos por todo o tempo.". Se a forte chuva impediu as manifestações no sul/sudeste, a reação dos que não toleram mais calados a corrupção brilhou no Nordeste do País! Parabéns!

Mara Montezuma Assaf

montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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TEMPOS VIRTUAIS

A pequena presença de público nas passeatas contra a corrupção, que foram realizadas em diversas cidades brasileiras, não deve ser vista como uma falta de interesse das pessoas em protestar contra essa terrível praga que assola o nosso país e que, ultimamente, atingiu níveis alarmantes e inaceitáveis. Tampouco deve ser debitada ao mau tempo, dificuldades de acesso aos locais das passeatas ou horários impróprios. O principal motivo dessa ausência de público, em minha opinião, é a mudança comportamental acontecida a partir dos últimos anos, que faz com que as pessoas saiam menos de casa, relacionando-se umas com as outras através das redes sociais e satisfazendo-se completamente com essa exibição e esse contato virtual. Para protestar é só mandar um e-mail, postar alguma coisa no Facebook, ou tweetar, diferentemente de outrora, quando havia a necessidade de irem para as ruas, se não ninguém tomava conhecimento. Milhares de pessoas que confirmaram suas presenças nas passeatas, e não compareceram, provavelmente fizeram isso por considerar que essa confirmação já era um ato de protesto mais do que suficiente. Vivemos outros tempos, onde grandes passeatas, fora aquelas patrocinadas pelo poder público ou por entidades, só passarão a acontecer no mundo virtual, mas, provavelmente, com a mesma força e poder de persuasão das antigas passeatas presenciais. As passeatas virtuais começam a ganhar corpo. A prova disso são as passeatas virtuais contra a corrupção existentes na internet, que crescem a cada dia. Elas é que vão merecer a atenção do governo.

Ronaldo Gomes Ferraz

ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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HAVERÁ ESPERANÇA?

Cansados de sentir na pele o maldito rito da corrupção que nunca parece ter fim apelamos à memória da nossa "presidenta" em relação ao seu discurso tão promissor no dia de sua posse: "estamos construindo um governo onde capacidade profissional, liderança e disposição de servir ao país serão os critérios fundamentais"... serei rígida na defesa do interesse público... não haverá compromisso com o erro, o desvio e o malfeito... A corrupção será combatida permanentemente", entre outras promessas, acreditou- se tratar de uma nova postura, mas, não é bem o que estamos a presenciar, infelizmente. Em nome da pecha da governabilidade, e da malfadada maioria já mandamos pros ralos da corrupção, e o povo se privou nesses últimos tempos, da absurda quantia de R$85 bilhões (Revista Veja) uma ignomínia diante de tantas demandas da sociedade. Embora alguns ministros tenham sido defenestrados de seu governo graças a denuncias da Imprensa livre, vemos um ministro falastrão sendo conservado a panos mornos no Ministério do Trabalho debaixo de uma chuva de denuncias de "malfeitos" inaceitáveis. Será que ainda há esperanças, diante do quadro que se vivencia, em nosso País entre os homens públicos onde se rouba se mente e até se mata em nome da certeza da impunidade? Será?

Leila E. Leitão

São Paulo

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CORRUPÇÃO, QUE COISA FEIA

Corrupção? Ora, a corrupção. Nada que uma revoluçãozinha não a reduza drasticamente. É assim: o povo brasileiro, com toda a sua indignação, tradicionalmente pacífica, contra os corruptos, assina em massa uma lista para enfiar goela adentro do Congresso ou a quem de direito, um projeto de iniciativa popular, com as seguintes exigências, para dizer o menos: redução do número de vereadores, deputados estaduais, federais, senadores; remuneração dos gordos salários públicos a 40 salários mínimos; aplicação da Lei da Improbidade, há muito aprovada, que repulsivamente não alcança os políticos; quem passa mão no dinheiro público é investigado pela polícia e metido na cadeia como qualquer cidadão; redução dos recursos nas várias instâncias; processos rápidos e conclusivos; farra dos políticos com auxílio-empregada, auxílio-sogra, auxílio disso e daquilo, nunca mais; redução dos cargos de comissão e dos quadros do pessoal em todo o País. Não é uma revolução? Não é o povo que manda? E então?

Apollo Natali

apollo.natali2@gmail.com

São Paulo

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A PIEGUICE DOS NAUSEABUNDOS

Frequentemente deparamo-nos com notícias dando conta de escândalos envolvendo homens públicos por corrupção, improbidade administrativa, lavagem de dinheiro e outras falcatruas quando no exercício de suas funções. Eu não desejaria tocar no assunto. Repugna-me fazê-lo. Principalmente quando se trata de pessoas que ocuparam cargos públicos e quando em pleno fastígio no exercício de suas funções nada mais fizeram que uma série continuada de peculato e malversações. Essas pessoas, cuja vida pública longa e feliz, ao invés de serem severamente punidas pelos seus crimes, simplesmente foram afastadas de suas funções para gozar em meio à sociedade uma vida longa, nababesca e feliz com o dinheiro surrupiado ao Estado. Mas, o que não se pode admitir é que o interesse pessoal ou político de certas pessoas ou grupos de pessoas as levem a degradação de tentar conferir a esses defraudadores dos cofres públicos a coroa do martírio, quando em verdade, trata-se do afastamento de corruptos do campo onde reiterava a corrupção. A própria sanção é injusta quando se considera o excesso de rigor que se aplica contra aqueles que cometem delitos de pequena gravidade e a magnanimidade com que se tratam os grandes corruptos da história do país. Nesse contexto, há que se destacar e com louvor, a incansável e eficiente atuação da Polícia Federal que investiga e prende e o Ministério Público que denuncia a Justiça esses delinqüentes, em que pese às brechas das leis em vigor e a morosidade da Justiça contribuam para a impunidade. Há vacina e antídoto contra essa moléstia contagiosa, repugnante e mal cheirosa manipulada no laboratório da corrupção. A vacina chama-se: vergonha. O antídoto: cadeia.

Mario Pallazini

mpallazini@hotmail.com

São Paulo

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QUE PAÍS É ESTE?

Durante uma viagem adentrei a um restaurante e vi uma cena que me comoveu e a moça que trabalha no caixa deste restaurante,um garotinha de seus 8 anos de idade,vinda do nordeste brasileiro,acompanhada de uma senhora,ganhou um pacote de salgadinho da mesma,e perguntou o que era aquilo e para que servia!.Quando a senhora lhe disse que era para comer,a menina ficou meio intrigada e receosa,após a senhora abrir a embalagem e dar um salgadinho para a menina,ela colocou na boa e após  sentir o sabor ficou radiante e saiu dando pulinhos de alegria,pois jamais tinha sentido o sabor daquela iguaria.Que país é este que me pleno século 21, uma criança ainda não saboreou um simples salgadinho? Será que a mesma já viu uma TV,uma propaganda de alguma coisa,ou será apenas mais um numero nas estatísticas governamentais de pobreza.Não seria melhor dar a esta criança algo em que ela pudesse estar em consonância  com o mundo atual.O que será da nossa juventude nordestina, nortista e centro-oeste, que vivem em ricões desassistidos deste país pelas autoridades competentes.Depois daquela cena comentei com a caixa, que país é este em que ainda temos pessoas alienadas de tudo que a cercam no dia a dia.Pobre povo que ainda acredita em um país melhor ,com tanto dinheiro da corrupção saindo pelo ladrão,ou melhor saindo com o ladrão,ou seja o corrupto de plantão.

Walter Francisco Barros

walterfbarros@yahoo.com.br

Araçatuba

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TEMPO PRESIDENCIAL

A presidente soltou esta pérola: "o passado passou." Assim também o presente está passando, e o futuro irá passar...  Só o que parece não passar é a corrupção, com desvios de nossos suados impostos e falta de escrúpulos dos que estão no poder. O tempora o mores!  Pobre sina deste nosso Brasil e seu povo trabalhador e honesto!

Silvano Corrêa

scorrea@uol.com.br

São Paulo

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O SOMBREIRO DO PT

Uma das características mais fortes do Partido dos Trabalhadores é o protecionismo dos ''cumpanheiros''. Os mais evidentes indícios de corrupção são ignorados e o denunciado passa a sofrer  onda de denuncismo pela imprensa, mas acaba se demitindo por excesso de honestidade. O colossal sombreiro do PT procura proteger também aqueles que o eleitor defenestrou nas urnas. A ex-governadora do Pará, Ana Júlia Carepa, não conseguindo a reeleição, deverá ser premiada com um cargo em alguma diretoria da Brasilcap, com salário de R$ 30 mil por mês, mais carro com motorista e bônus de cinco salários mínimos. Essa é a parte do Brasil rico, país sem miséria apregoado pela presidente Dilma Rousseff.

Jair Gomes Coelho

jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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CORRUPTOMANIA

Já que são recorrentes no governo da presidente Dilma Rousseff os escândalos envolvendo malversação de dinheiro público, perpetrados por seus ministros, principalmente os oriundos do governo do ex-presidente Lula, que, pelo menos, sejam auferidos alguns lucros oficiais com tais escândalos (para contrabalançar os prejuízos aos cofres da nação), através de uma loteria administrada pela Caixa Econômica Federal - que poderia ser denominada de "corruptomania" -, na qual os apostadores, para ganhar o prêmio máximo, num volante onde constaria todo o atual quadro ministerial, tentariam adivinhar o nome do ministro corrupto prestes a cair em desgraça e a deixar o governo, no mês da aposta. Eis, inclusive, uma sugestão de bordão publicitário para a loteria oficial da corrupção: "Jogue na corruptomania! Se o ministro escolhido por você, perder, você, ganhará!"

Túllio Marco Soares Carvalho

tulliocarvalho.advocacia@gmail.com

Belo Horizonte

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'PERFIS DE CORRUPTOS'

Em editorial num jornal de grande circulação em 15/11, Frei Betto, que foi assessor especial de Lula da Silva entre 2003 e 2010 e coordenou programas de mobilização social, publicou artigo intitulado Perfis de corruptos. Uma grata surpresa à cidadania e à moralidade, em contraponto ao que têm se manifestado sobre esse tema outros membros do governo anterior. Disseca desde a mãe deste mal que é a impunidade, e que de todas as formas assola os poderes da República, e vai ao longo do texto, de forma clara e segura classificando os múltiplos tipos de corruptos, já institucionais, e que pela lógica que aflige o seu caráter vislumbram-se em não estar cometendo nenhum ilícito ou ato imoral quando recebem comissões em nome do partido, ou nomeando parentes, ou auto regulando salários altíssimos ou ainda recebendo "comissões" sob qualquer título quando favorecem o clientelismo. Ali, tão apenas faltou exemplificar Dirceu, que declarou que o discurso e manifestações da sociedade contra a corrupção é "moralista", pois a ele deve agradar a imoralidade. Faltou ainda qualificar um grupo na seara política - aqueles pegos com a boca na botija que dizem "eu não sabia de nada"; ou sou inocente até mesmo com provas em contrário. Outros, já no âmbito da paternidade e maternidade desde maldito mal que nos assola, tropeçam em suas togas, atrapalhando-se ou escondendo processos em prejuízo da justiça como o mensalão, e no favorecimento do clientelismo como os expurgos dos planos econômicos nas poupanças em detrimento ao direito de milhões de pessoas. Isto é um Estado justo? Não, é um estado sem valores morais, e esta é primeira reforma que precisaria ser feita, pois se a mínima semente do joio que ai restar, e que vêm desde meados dos anos 80 conspurcando pela politicalha nacional, jamais esta nação atingirá estágio de prosperidade. Continuaremos a ouvir:- faltam UPPS, falta saúde, saneamento, escolas, creches, faltam recursos, e tudo isso porque antes de qualquer coisa nos falta moral para mudar o que ai está gerindo o destino de milhões de seres.

Oswaldo Colombo Filho

colomboconsult@gmail.com

São Paulo

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NOSSA CRISE

Os comentários na Europa é de que a crise que hoje a envolve poderá causar a quebra de diversos países e envolver diversas instituições financeiras. O que se comenta no Brasil é que há a possibilidade de sermos atingidos também. Porém o que mais preocupa, e o que nós deverá prejudicar muito, é o altíssimo nível de "corrupção", "roubos", "desvios" e etc. praticados por essa corja de políticos que detém o poder. Valores roubados que ninguém sabe até hoje quanto atingiram, e muito menos quanto atingirão. Pois a sujeira nesse país continua "livre, leve e solta", sem que ninguém teme em ser punido.

Angelo Tonelli

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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MINISTÉRIOS

Esta semana foram empossados 16 novos ministros na Itália, e ver que, no Brasil, no início do governo Dilma Rousseff eram 37, e ainda existe a proposta de criação de mais um ministério para a Pequena Empresa, fico imaginando qual será a próxima pasta a ser criada, quem sabe o Ministério de Combate à Corrupção?

Roberto Saraiva Romera

robertosaraivabr@gmail.com

São Bernardo do Campo

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O QUE SE ESPERA DE UM MINISTRO DA REPÚBLICA?

O indivíduo é flagrado cometendo um delito grave, é filmado ou fotografado ou gravado em áudio e até mesmo com testemunha ocular. Mesmo assim, ele nega e a lei diz que não é obrigado a criar prova contra si. É óbvio que estamos falando aqui de uma pessoa sem o menor escrúpulo. Nós não podemos aceitar uma atitude dessa natureza em se tratando, como por exemplo, de um ministro da República.

José Marques

seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

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UMA VERGONHA

Na semana passada, em entrevista à TV Bandeirantes, o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, deixou claro que os convênios firmados com as ONGs são difíceis de fiscalizar, assim sendo, fica também claro, o motivo que levou os parlamentares a engavetar a CPI das ONGs, e o principal foi que o relator era do PC do B.... que agora ficamos sabendo, firmou convênio com ONGs "fantasmas". Isso é uma vergonha e cabe prisão para todos os envolvidos... ou o Brasil não é um país sério! A presidente Dilma tem que se posicionar e mostrar toda sua indignação, representando a indignação de milhões de brasileiros como é sua obrigação!

José Carlos Costa

policaio@gmail.com

São Paulo

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'OS DONOS DO BRASIL'

Meu pai, há 30 anos, escreveu um livro: Os Donos do Brasil. Fazia uma análise da economia do país e mostrava quem eram os "comandantes" da indústria/serviços/bancos. Para isto, formou uma equipe de dez pessoas que pesquisou e levantou informações sobre a economia brasileira. Custou muito tempo e dinheiro. Hoje, seria muito mais fácil, e barato: basta fazermos a relação dos apaniguados com o governo. Nada mais!

Geraldo Roberto Banaskiwitz

geraldo.banas@gmail.com

São Bento do Sapucaí

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IMPOSTO SINDICAL

Se os escândalos das ONGs arquitetados pelo Ministério do Esporte e Ministério do Trabalho abalaram o povo brasileiro, o que pensar do imposto sindical que é um dia de trabalho descontado anualmente do trabalhador com registro em carteira e que vai para os cofres dos sindicatos que não prestam contas a ninguém?

Edgard Gobbi

edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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20 DE NOVEMBRO

Em 20 de novembro é comemorado o dia da consciência negra. Neste dia ou durante a semana muitas palestras ou eventos sobre os afros descendentes são debatidos. As dificuldades e preconceitos encontrados no dia a dia. Eu acho que a cota para afros em universidades é um erro. Pois os cérebros de todos os seres são equivalentes. A descriminação real se encontra nas oportunidades no emprego, onde os afros são abolidos pela cor da pele. Nas lojas dos centros das cidades, nas lojas de shoppings, bancos, nos cargos de nomeação política, etc. os afros quase não têm presença! Por quê? As Cotas deveriam existir em bancos, lojas dos comércios, nos legislativos municipais, estaduais e federal, acessórias de políticos, nas novelas, filmes, telejornais, etc. "Se" querem reparar erros ou praticar justiça, o problema dos afros, estão nos empregos de visibilidade! O resto é fábula!

Alex Tanner

alextanner.sss@hotmail.com

Sumaré

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ÁLCOOL ZERO

Esta questão da discussão sobre a tolerância zero com motoristas alcoolizados está bastante equilibrada, com pequena vantagem para os que apoiam a medida, na qual me incluo. Não me cabe discutir se um copo de chopp ou de vinho faz diferença ou se a partir de um determinado nível de teor de álcool no organismo, considera-se alcoolizado. Ou se está se igualando quem bebeu um copo de chopp com um bêbado. São parâmetros inventados pela indústria de bebidas. A Ambev ou os fabricantes de vinho ou de destilados querem é vender. Álcool é álcool. Não há níveis de segurança de ingestão. É que nem cigarro. Fumou, absorveu sua cota de nicotina, alcatrão, etc., que fazem mal em qualquer nível de ingestão. Na década de 80, e acredito que ainda seja assim, um amigo meu voltou de Londres e contou que foi convidado para uma festa e ele era o único de carro, os demais estavam a pé. Aí ele quis saber por que. A resposta foi óbvia: é uma festa, vai se beber e ninguém vai dirigir alcoolizado, chama-se um táxi e está resolvido. Civilizado, não? Mas, aqui é Brasil. Vejam as estatísticas de acidentes de trânsito e principalmente nos feriados prolongados. Alie-se a isso o péssimo preparo dos motoristas pelas escolas e a venda de habilitações, onde compra-se a habilitação e aprende-se no trânsito, pondo em risco a vida dos outros e a dele. Se não se importa com a dele, tudo bem. Jogue-se no abismo, mas respeite a dos outros. Na situação atual do Brasil nesta questão de álcool x direção não há como tomar medidas paliativas. Tem que ser tolerância zero. Eu ainda acho que deveriam cassar a habilitação em definitivo, do que só suspender.

Panayotis Poulis

ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro  

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QUEM FICA PRESO?

As autoridades de nosso Brasil tem dois pesos e duas medidas, porque fazem de tudo contra o cigarro, porém nada fazem contra as cervejas redondas que as vítimas de acidente de trânsito tem que engolir via motoristas bêbados. Nos jogos de futebol, em pleno domingo, lá estão as latinhas entrando em campo. Será que ninguém percebe que as crianças gostam de futebol? Que a cerveja é o primeiro passo para os futuros "pingaiadas" do volante? Que poder absurdo tem a indústria de bebida? O cigarro faz mal para o usuário, mas até hoje não vi o motivo de uma tragédia ser um motorista embriagado após fumar um maço de cigarro. Como o Brasil é o país dos hipócritas porque se aqui matar uma capivara é um crime inafiançável, todavia se matar meia dúzia de coitados que tiveram o azar de nascer neste país da impunidade logo paga-se mil reais e vamos para a próxima rodada. Quando uma pessoa alcoolizada for pega dirigindo e a fiança for o carro que ela dirige então estaremos mudando de fato. Até hoje são milhares de pessoas presas por causa da mistura álcool e direção, milhares de pessoas presas nos cemitérios.

Manoel José Rodrigues

criticasdomanoel.blogspot.com

Alvorada do Sul (PR)

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VAI DAR O QUE FALAR

Leis penais de emergência costumam, mesmo, trazer mais problemas do que soluções. O projeto draconiano que impõe a política do álcool zero para motoristas infratores que pune até quem não causa acidente de trânsito está em rota de colisão com a Lei Geral da Copa que pretende permitir a venda de bebidas alcoólicas nos estádios de futebol, o que é proibido por leis estaduais. Se "pegar" parte dos torcedores deverão ficar detidos nos próprios estacionamentos dos estádios. Vai dar o que falar.

Sergio S. de Oliveira

ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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EXAGERADA

Embora seja a primeira a criticar o excesso de álcool entre os jovens, causador de tantos acidentes fatais, acho a Lei do Álcool Zero drástica, hipócrita e destinada ao fracasso e aumento da corrupção. Devemos, isso sim, ampliar a fiscalização sobre a lei já existente, que tolera 0,6 gr de álcool/l de sangue, de tendência mundial, além da obrigatoriedade do teste do bafômetro.

Mônica Abate Guglielmi

nicabate@yahoo.com.br

São Paulo

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ÁLCOOL, ISONOMIA DA LEI

Srs. congressistas, apreciador confesso, moderado, e habituado de longa data que sou de uma relaxante "cachacinha", não poderia deixar de dar meu palpite. Dado o rigor da lei em trâmite, para com o usuário do álcool e a frouxidão com que são tratados os ditos "usuários de drogas", creio ser mais racional relaxar com um "baseado". Ou será que estes são menos prejudiciais à sociedade.

Benedito Antonio Turssi

turssi@ecoxim.com.br

Ibaté

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VAI LONGE...

A discussão da Lei Seca parece que ainda vai longe e deve demorar mais que o previsto para entrar em vigor. Esse assunto ainda deve render muito!

Maria de Mello

nina.7mello@uol.com.br

São Paulo

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ANALFABETISMO - CORTINA DE FUMAÇA

Analfabetismo cai, mas ainda chega a 28% em cidades do Nordeste. Li atentamente essa matéria veiculada no Estadão de 16/11. Infelizmente, a realidade é mais triste do que parece. Primeiro, porque o conceito de "alfabetizado" no Brasil é totalmente distorcido e a razão disso é puramente política. Segundo, porque, com índices de "analfabetismo" baixos, o governo consegue "sair bem na foto" tanto internamente quanto perante a comunidade internacional, criando uma "cortina de fumaça" que, por trás, revela-se uma triste realidade. E falo isso com triste conhecimento de causa. Sou do interior da Paraíba e, por questões de ordem profissional, há três anos migrei para o Estado do Maranhão, onde estou até hoje. Trouxemos uma jovem de 22 anos (à época) conosco, para ser a nossa "secretária". Como regra geral, quem pra mim trabalha tem de estudar também, mesmo que já tenha "concluído os estudos", como costuma chamar o povo de nossa região para quem conclui o ensino médio. Mas não era o caso da "nossa Rose" (como a chamamos carinhosamente). Detentora de um certificado (e consequente histórico escolar) que a qualificava para ingressar em 2010 no segundo ano do ensino fundamental (no meu tempo, seria a nossa sexta série), a Rose iria trabalhar durante o dia e estudar à noite, para que pudesse ter um futuro melhor. Para a nossa surpresa (e tristeza) a Rose não sabia ler e nem escrever, o que viemos a descobrir depois de matriculá-la. Tentamos uma sala de aula do quarto ano da alfabetização, mas nada, pois a Diretora da escola disse que ela não acompanharia a turma. Decidimos então matricular a "nossa Rose" no programa de Educação de Jovens e Adultos (EJA), no entanto, este só foi implantado este ano aqui na cidade, que possui pouco mais de 80 mil habitantes. Restando pouco menos de 2 meses para o encerramento do ano letivo, a "nossa Rose" continua sem saber ler e escrever adequadamente. E pior, foi a primeira colocada de sua escola, para concorrer às Olimpíadas Municipais de Matemática. Como? Bem, ao ser indagada por nós sobre isso, ela respondeu o seguinte: "Eu disse à professora que não sabia de nada e ela me mandou chutar; me disse para chutar todas as questões com a letra 'c' e foi isso que eu fiz". Bem, não precisa dizer mais nada, precisa? Da nossa parte, coube apenas lamentar e estamos contratando uma professora particular para alfabetizar a "nossa Rose" que, tenho certeza, consta nos relatórios estatísticos como alfabetizada!

Bruno Fonseca

bruno.ma.br@hotmail.com

Santa Inês (MA)

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MASOQUISMO?

O Estado  do Maranhão é dos mais miseráveis do Brasil e está entre os dois últimos em termos de desenvolvimento e padrão social, entretanto enfrentando tanta pobreza, ainda recentemente o Estado assumiu o ônus de administrar a Fundação Sarney, que é um absorvedouro de dinheiro público sem nenhum tipo de retorno para a população extremamente miserável. O porcentual de pessoas que vive abaixo da pobreza só fez aumentar nos últimos 30 anos, entretanto, em todo estes 30 anos o Estado só vem sendo governado por membros da família Sarney, cujos eleitores   votam nesses políticos  da pior categoria administrativa, sem falar em outros qualificativos de extrema ofensa moral.  Qual o segredo? Será opção pelo masoquismo?

Marco Antonio Martignoni

mmartignoni@ig.com.br

São Paulo

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AINDA NÃO SABEM LER

Estive no interior do Ceará, onde visitei um grupo escolar com quatro salas de aula e cerca de 80 a 100 alunos. Com tantos políticos prometendo um piso salarial mínimo para os professores, pensei que tudo estava bem, mas na verdade, a maioria dos professores é de bolsistas que recebem bem menos que o piso salarial. Existem alunos que na quinta série do antigo primário ainda não sabem ler. A verdade é que os senhores prefeitos estão admitindo bolsistas e estagiários no lugar de professores qualificados e experientes. A qualidade da educação diminui, e o piso salarial está sendo razão para os professores formados serem afastados de suas funções. Denúncia como esta tem o objetivo de questionar os cidadãos sobre a qualidade que está sendo oferecida e sobre a educação que queremos para os nossos filhos. Ou fiscalizamos os nossos municípios, ou teremos em alguns anos situações irreparáveis na educação.

Paulo Roberto Girão

paulinhogirao@gmail.com

Fortaleza

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CENSO 2010, DESIGUALDADE SOCIAL

Com relação à matéria publicada na edição de 17/11/2011 (Censo 2010. Renda e Desigualdade Social), consideramos um absurdo que, no Brasil, ainda exista uma grande desigualdade na distribuição de renda. É revoltante o fato de que impostos e recursos são mal utilizados e desviados na corrupção, sendo que o governo poderia investir em políticas públicas, como saúde, educação, moradia e saneamento. Até quando vamos perder R$ 69 bilhões por ano para a corrupção? Até quando a desigualdade entre ricos e pobres ainda vai existir? Dinheiro e recursos não faltam no Brasil, mas faltam competência, honestidade e atitude aos nossos governantes, que não cumprem suas promessas eleitorais. Mais do que nunca, é preciso pensar muito bem antes de votar, porque afinal o preço de tanta corrupção e injustiça quem paga somos nós, brasileiros honestos e trabalhadores.

Alunos da 4ª série D da E.E. Roberto Hipólito da Costa lourdes.letras@estadao.com.br

Guarulhos

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EXEMPLO

Ontem tive a oportunidade de assistir a uma entrevista de Viviane Senna com o sereno e ponderado Reginaldo Leme. A certa altura, perguntada por Reginaldo, Viviane deu o seguinte depoimento "De cada 10 alunos que começam a 1a. série no Instituto Ayrton Senna, apenas 5 chegam ao final do ensino básico. Porém, deste 5, apenas 2 entendem a língua portuguesa no nível adequado, 1 tem conhecimento técnico adequado de matemática e os outros 2 não". Triste realidade de um país aonde ONGs nem um pouco sérias, exemplos não nos faltam, recebem recursos federais sem fiscalização, sem cobrança por resultados, para que uns poucos se locupletem. Felizmente algumas pessoas sérias e honestas, realmente interessadas no futuro desta Nação, se dedicam a um trabalho extremamente digno e da maior consideração e respeito. Sinceramente, assistir a esta entrevista dá vontade de chorar, de tristeza e de raiva, pelas outras ONGs. Se houvesse interesse, imagino que o Ministério Público poderia e deveria encerrar todas ONGs que foram montadas apenas para negociatas e trocas de favores, por contribuintes de campanha eleitoral, que buscam "retorno" para os seus "investimentos" e que tem apenas uma fachada. Meus sinceros parabéns a Viviane Senna e ao instituto que leva o nome do seu irmão, Ayrton Senna, exemplo de profissional vencedor e bem sucedido, tragicamente levado do nosso convívio, que deixou um legado maravilhoso.

Renato Camargo

natuscamargo@yahoo.com.br

São Paulo

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REAJUSTE NAS ESCOLAS

É vergonhoso que, pelo décimo ano consecutivo, as escolas particulares de São Paulo aumentem os preços das mensalidades dos alunos acima da inflação. Os pais, para não prejudicar seus filhos, são coagidos a pagar e ficam reféns das escolas, cada vez mais mercantilistas e visando o lucro. Esse evidente abuso econômico praticado pelas escolas particulares deveria ser proibido e punido pelo Procon e pela Secretaria de Educação. Nada justifica o aumento acima da inflação. As escolas deveriam buscar seu aprimoramento pedagógico e de conteúdo e não ficar extorquindo os pais da já exaurida classe média com aumentos abusivos.

Renato Khair

renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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SEM SAÍDA

Realmente um absurdo o reajuste das escolas privadas. Em um país onde a educação não é prioridade do governo os pais sofrem com os abusos das mensalidades escolares, não temos um político sequer que defenda a melhoria no ensino publico e acabe com este abuso por parte das escolas particulares. Não sei o que fazer com 3 filhas em idade escolar e sem conseguir rematriculá-las na rede privada. A rede pública não oferece segurança, não tem qualidade e pior não tem vagas. Com isto ficamos reféns de um sistema absurdo onde as escolas cobram de R$ 900,00 ate R$ 2.500,00 por mês de cada aluno. Em um país de salário mínimo de R$ 545,00 é impossível dar a educação que nossas crianças precisam para mudar este país! Com isto continuaremos a ter no poder pessoas despreparadas e que enganam facilmente a população que não tem acesso a informação e direito a educação!

Luiz Claudio Zabatiero

zabasim@ig.com.br

São Paulo

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CONTER E COAGIR O IRÃ

A ideia da globalização pressupõe a imposição da democracia ocidental, e com isso a conquista da soberania mundial pela plutocracia. As operações bélicas no Iraque e na Líbia são exemplos. Porém, a manutenção da paz mundial somente se viabiliza com o equilíbrio do poder. A posse de armas atômicas provoca este equilíbrio. Vide os USA e a Rússia. A supremacia bélica de um País, inclusive atômica, não propicia a paz, - a ver o exemplo de Israel que vive a fustigar seus vizinhos e, baseado em seu poder militar, solapa qualquer negociação que pudesse levar à paz, à igualdade e ao equilíbrio de forças na região. A conquista do poder atômico é historicamente inevitável, e será conquistado pelas nações mais conscientes da realidade, a despeito das ações bélicas desenvolvidas pelos exclusivistas da atualidade.

Ottfried Kelbert

okelbert@terra.com.br

Capão Bonito

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DESASTRE OU CATÁSTROFE?

Atacar o Irã por estar prestes a ter a bomba atômica é desastre.  Não atacar e esperar até que o Irã tenha a bomba é catástrofe. Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come. Não é escolha de Sofia. A escolha é de Israel.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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CRISE E IMPASSES

As pedras de dominó já estão alinhadas, falta a primeira cair de vez. As quatro nações que detêm mais de 60% do PIB da "zona do euro", mais a Inglaterra, estão com dívidas públicas entre 80 e 120% dos respectivos PIBs, e em franco declínio. O problema de uma dívida não é ela em si, mas é feita para ganhos futuros. A Grécia, a Irlanda, a Espanha, Portugal e a Itália já estão balançando, a próxima será a Bélgica com dívida próxima de 100%, e atrás já estão enfileiradas as três maiores potências da Europa, fora a Rússia. Intrigante é a condição da Espanha, não deve muito e dança na corda bamba. Isso é coisa de socialismo arcaico e tribal que de fato já passou da hora de se recolher à lata de lixo, que é seu lugar. O próprio presidente socialista da França já reconheceu isso! Os banqueiros estão apreensivos não com a crise em si, que foram eles mesmos que armaram, mas com quem vai pagar o débito, e pouco importa se metade do planeta morra de fome por isso! Os banqueiros são o câncer do capitalismo e não produzem sequer um alfinete! Veja quem sustenta a corrupção descarada no Brasil! De sobra, os EUA sozinhos têm PIB equivalente a UE e dívida relativa maior, tem o maior lastro de ouro do planeta, o maior parque industrial, o maior acervo de ciência e tecnologia, o maior e quase único exército armado, o maior sistema financeiro, as maiores fortunas, estão plantados estrategicamente no mundo inteiro etc. etc. Se estourar a crise de vez, será como as duas últimas grandes guerras, sairão muito mais ricos do que entraram e é claro que irão "cinicamente" ajudar os falidos reconstruírem seus escombros, ganhando mais dinheiro ainda. Em terra de cegos, quem tem um olho é rei! E achamos que os "gringos" estão preocupados com essa lambança imoral! A preocupação é exclusivamente eleitoreira nos próprios EUA. O Brasil como sempre é penduricalho de alguém. Hoje é da China, ontem foi dos EUA e antes da Inglaterra, a questão é quem está pagando mais a corrupção! Quem sustenta o boom chinês são as nações enfileiradas como pedras de dominó, e quem sustenta a "pujança" brasileira é a China. Somos como pulgas no rabo de um cachorro escaldado, e nossas "otoridades" acham que estão voando em céu de brigadeiros. São como carroceiros dirigindo um fusca numa corrida de "Fórmula 1", inflando o peito que corrida é nossa! Já temos até o "pré-sal" que ainda é papel, e onde deveria jorrar petróleo, jorrou apenas água! Maluf foi mais bem sucedido do que a Petrobrás até agora, e parece continuar sendo o politiqueiro mais esperto no Brasil! Agora não precisa mais lavagem de dinheiro no exterior, a corrupção sai "lavada e limpa" aqui mesmo, por isso é sócio do "pudê"! Essa é cara "moderna" da ditadura socialista do "pudê"!

Ariovaldo Batista

arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

 

                                                             

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