Fórum dos Leitores

COMISSÃO DA VERDADE

O Estado de S.Paulo

21 Novembro 2011 | 03h05

Silêncio

Por que essa comissão só vai apurar o período de 1946 a 1988? Foi apenas nesse período que ocorreram violações dos direitos humanos no País? Fica parecendo revanchismo... E quanto aos integrantes, que garantia se tem de sua isenção e imparcialidade? A presidente Dilma Rousseff disse no ato da assinatura da criação da comissão que não se pode deixar que a verdade no Brasil se corrompa com o silêncio. Se for por aí, tem de estender a apuração até os dias atuais, pois o que o governo mais faz é silêncio, principalmente de 2003 para cá.

PANAYOTIS POULIS

ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

No meu Brasil brasileiro, depois de tantas mentiras, dona Dilma sanciona a Comissão da Verdade.

HUMBERTO DE L. FREIRE FILHO

hlffilho@gmail.com

São Paulo

CORRUPÇÃO

Parece, mas não é

O dono do PDT e de muitos segredos falou apenas uma verdade até agora: só sai com bala de grosso calibre, o que a presidente Dilma não tem. Acabou-se o encanto, o que parecia uma administração que mudaria tudo isso que está aí é apenas a continuidade do governo Lula. Uma pena...

LUIZ RESS ERDEI

gzero@zipmail.com.br

Osasco

Osso de herança

É, presidenta... Não é fácil receber heranças ruins, ainda mais um osso duro de roer que ainda por cima ocupa uma cadeira de ministro. Haja paciência, não é?

ADEMAR MONTEIRO DE MORAES

ammoraes57@hotmail.com

São Paulo

Teste de autoridade

Dilma devia testar sua autoridade presidencial, afinal, foi eleita pelo povo, e não pelos políticos. Ao mesmo tempo, testar o apoio político dos partidos da base governista. O caso Carlos Lupi e o final de seu primeiro ano de governo seriam o momento ideal. Ao não tomar providências quanto ao ministro falastrão e inconsequente, ela permite o surgimento de dúvidas sobre sua atitude condescendente. Será receio por algo que não sabemos? Afinal, o ministro já desafiou sua autoridade: só sai do governo "abatido à bala". A continuar assim, o prejuízo vai se tornando cada vez maior.

ALVARO SALVI

alvarosalvi@hotmail.com

Santo André

CONSTRUÇÃO CIVIL

Entulho de obras

A remoção das caçambas no período noturno, que tira o sono dos paulistanos, é um problema complexo, embora possa ser atenuado com outras soluções de acondicionamento e movimentação de material. Mas as caçambas são mera consequência, a causa está nos métodos da construção civil, que geram entulho desnecessário. Constrói-se para depois quebrar e recortar na fase de instalações elétricas, hidrossanitárias, de acabamento, etc. O custo financeiro e ambiental é enorme: barulho, poeira intensa, excesso de entulho, prazos mais longos. Um cenário que só mudará quando a montagem artesanal ceder lugar a soluções pré-fabricadas, compatíveis com a evolução tecnológica. A engenharia de São Paulo deveria dar o exemplo!

CELSO LUIZ PEREIRA MENDES

socelta@uol.com.br

São Paulo

PRECATÓRIOS

Propaganda enganosa?

O governo do Estado divulgou alguns meses atrás em seu portal (http://www.saopaulo.sp.gov.br/spnoticias/lenoticia.php?id=215384&c=6) esta informação: "O Governo de São Paulo vai liquidar até o final deste ano todos os precatórios estimados em até R$ 700 mil. A medida representa a quitação de 78% do estoque de precatórios e a consequente redução da fila de credores". Acontece que os pagamentos são feitos pelo Tribunal de Justiça e até o presente tal não ocorreu, como se pode verificar no portal do tribunal (http://www.tj.sp.gov.br/Depre/Pagamentos/Estaduais/Default.aspx). Enquanto isso, inúmeros credores de precatórios alimentares morrem ou aguaram na fila à espera, são assediados por atravessadores e, acreditando na promessa do governo, permanecem esperançosos em que um dia receberão seus salários reclamados e não pagos. A pergunta que se faz é a seguinte: trata-se de uma propaganda enganosa do governo ou o Tribunal de Justiça está retendo os pagamentos, não se sabe por que motivo?

CARLOS VIEIRA

vieira3013@terra.com.br

São Paulo

REVALIDAÇÃO DE DIPLOMA

Formados em Cuba

Com relação ao editorial Médicos formados em Cuba (16/11, A3), o Ministério da Saúde esclarece: 1) O Exame Nacional de Revalidação de Diplomas (Revalida) teve, em 2011, um total de 65 profissionais aprovados. Entre os 677 inscritos de todas as nacionalidades, 140 eram formados em Cuba. Desses, apenas 3 médicos passaram no exame. 2) O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, não assinou acordo prevendo a contratação no SUS de médicos formados em Cuba. Tampouco o ministério recebeu solicitação para investir recursos para ajuda de custo no sentido de que médicos graduados em Cuba estagiem no SUS. 3) As universidades brasileiras têm autonomia para firmar parcerias com universidades estrangeiras, sem intermédio do governo. O Ministério da Saúde considera positivo esse tipo de iniciativa e apoia institucionalmente acordos entre universidades brasileiras e estrangeiras com o intuito de afinar as grades curriculares e garantir que mais médicos formados no exterior tenham preparo para atuar no SUS.

MARIA DE FÁTIMA GOMES DE LIMA, Assessoria de Comunicação Social do Ministério da Saúde

barbara.semerene@saude.gov.br

Brasília

N. da R. - Os números do Revalida de 2011 apresentados pela Assessoria de Comunicação Social do Ministério da Saúde, mostrando que dos 140 médicos formados em Cuba apenas 3 conseguiram ser aprovados no exame, só confirmam o que dissemos no editorial. O editorial discutiu a qualidade dos médicos formados não só em Cuba, mas, igualmente, em outros países - entre eles, Bolívia e Argentina. Quanto à autonomia das universidades brasileiras para firmar parcerias com universidades estrangeiras, sem intermediação do governo, isso não foi objeto do editorial. Nossa preocupação foi com relação ao enfoque mais ideológico do que técnico com que tem sido tratado o reconhecimento de diplomas obtidos no exterior - especialmente em Cuba.

 

É PARA COMEMORAR?!

Essa melhora de classificação de risco do Brasil, apontada pela Standard & Poor's, não deixa de ser uma boa notícia! Mas, como essas agências têm feito lambanças por ai, ou seja, em 2008, na crise americana ficou patente que em relação aos bancos dos Estados Unidos que estavam praticamente quebrados não previram nada, eu fico com a pulga atrás da orelha com esta nota. Porque um governo como o nosso, que tem feito gastos excessivos e improdutivos preocupantes, e agora neste ano de 2011, mantém investimentos quase paralisados devido denuncias de corrupção em vários ministérios, e somente por esta razão tem apresentado volume robusto de recursos em caixa, como se fosse eficiência fiscal. O próprio superávit primário de 3,1% do Produto Interno Bruto (PIB), está aquém das necessidades da nossa monstruosa divida interna e externa. Isso sem falar que até aqui, nestes quase nove anos de gestão petista nenhuma reforma constitucional que pudesse evocar melhora no desempenho futuro da nossa economia foi feita. Realmente acho estranho essa decisão da agência de classificação...

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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O SIGNIFICADO DE UMA CLASSIFICAÇÃO DE RISCO

A elevação da classificação do Brasil pela Agência Standard & Poor's tem de ser vista em seu real significado. É fator indicativo de que somos uma economia mais segura para investimentos, menos propícia aos riscos, considerada a atual política fiscal. Uma família pobre - e isso é quase que uma regra - é extremamente pontual em seus compromissos, ainda que sob sérios sacrifícios. Essa credibilidade é importantíssima, mas algumas mudanças tópicas em nossa agenda de prioridades poderiam importar em classificação ainda mais interessante, sem contar que não devemos nos importar apenas com nossos interlocutores internacionais, mas dar vazão às necessidades mais prementes do povo brasileiro. Por exemplo, aplicar os R$ 50.000.000.000,00 do BNDES (aportados pela Fazenda Federal) para resolver definitivamente o problema do saneamento básico no país tem prioridade ao empréstimo desse valor para as empresas vencedoras da licitação de um trem-bala que, com muita probabilidade, em breve será um esqueleto de luxo. Já o saneamento básico é essencial à saúde e contribui decisivamente à redução da demanda por assistência médica. Lembram-se que Lula queria a licitação do trem ainda em seu governo? Esperamos que as procrastinações do governo Dilma Rousseff tenha uma significação transcendente aos meros adiamentos.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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BRA$IL

Standard & Poor's eleva em um grau a nota de crédito soberano do País: bravo, BBBrasil!

J.S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

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ALIMENTOS X COMBUSTÍVEIS

O Brasil é o único país do mundo que procura produzir combustíveis para alimentar motores, e não produzir alimentos para alimentar um povo faminto. Desde quando surgiu o Proálcool que venho criticando este programa que desloca as melhoras áreas agricultáveis da produção de alimentos para a produção de cana. A maior bactéria existente é a fagocitose que é encontrada na cana de açúcar. Onde se planta cana, esta bactéria impede que se plante qualquer outra coisa. Não há conclusão científica, porem crê-se que devido à plantação de cana da época do império, o nordeste brasileiro apresenta grandes áreas desérticas. O Brasil é o país que possui a maior área agricultável do mundo, e como nossa população vem consumindo menos alimentos, era de se esperar que viéssemos a aumentar nossas exportações. No entanto, nossa produção de alimentos vem caindo em grande escala. Com isto passamos a importar alimentos que antes éramos exportadores. Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento (Indústria e Comércio Exterior) a importação de feijão cresceu somente nos primeiros nove meses deste ano 56,64% em relação ao ano passado. Deste total, 31% foram importados da China, e no ano de 2010 as importações foram 24%, superiores a de 2.009. A importação este ano alcançou 17.880.394 quilos. A banana que dá em qualquer lugar teve desde 2.008 importações em escala crescente. Somente nos primeiros nove meses deste ano, tivemos uma alta nas importações de 383%, sendo que a Tailândia é responsável por mais de 50%. Isto é o cúmulo, estamos importando banana. O Brasil que sempre foi um exportador de carne tem sido nos últimos anos um importador e somente este ano, nossas importações aumentaram 21,74%, totalizando 18.451.207 quilos. Até nossa laranja deixou de ser exportada para ser importada. Este ano, importamos 8.052.024 quilos de laranja com um acréscimo de 143,48%. Pasmem, estamos importando café. Importamos este ano 530.637 quilos, cerca de 60% superior ao ano de 2010. Isso tudo, apenas nos nove primeiros meses de 2011. O Brasil importa hoje arroz da Índia e da Tailândia. Estamos importando ameixa, pêra, maçã, kiwi, uva, massas, biscoitos, leite, queijos, enfim, todos os produtos alimentícios, porque o agricultor não tem incentivo para produzi-los. Os incentivos estão direcionados à produção de etanol que alimenta motores em detrimento de alimentos que alimentaria nosso povo. Caminhamos na contramão porque nossos governantes atendem apenas aos usineiros que possuem uma bancada ruralista em nosso congresso de mais de 220 parlamentares. Apenas como termo de comparação, se fizer um passeio no trem-bala pelo Japão verá que você está num túnel ou sobre água, quase não há terras agricultáveis, embora importemos do Japão, arroz. Com cerca de oito mil quilômetros de costa, o Brasil importa também do Japão camarões e peixes. Isto parece piada. Mas não é. Isto é coisa do famoso país do futuro que com esses políticos nunca chegará a ser país do presente. Esses mesmos políticos que alardeiam o etanol, esquecendo que durante a segunda grande guerra, quase toda a Europa consumia o etanol da beterraba e nem por isso, substituíram esse combustível pela gasolina. Se fizer também um passeio pelo interior de São Paulo, local de ótimas terras para a agricultura verá apenas canaviais. Alguém precisa dar um basta nesta política de maracutaias, antes que nossa situação se iguale a da Grécia ou pior ainda como Somália ou Myanmar. Se nosso povo tivesse escolas, saberia que essa política de combustíveis ao invés de alimentos é um engodo.

Antonio Antunes antonioantunes@uol.com.br

Rio de Janeiro

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NAU DOS INSENSATOS

Mais uma vez um vazamento de petróleo ocorreu na Bacia de Campos, e o silêncio do governo brasileiro é que nos incomoda, pois quem primeiro deu a notícia foi o geólogo da ONG Sky Truth, que monitora acidentes com o auxilio dos satélites da Nasa. Quando a imprensa divulgou, dizem que o erro ocorreu por falhas técnicas, e ninguém se manifestou no governo, a não ser uma pequena nota da Agência Nacional do Petróleo (ANP). Esse é só o início do pré-sal, que os governantes brigam pelos royalties, mas poucos sabem que daqui os exploradores levam o bônus e deixam para a sociedade o ônus das tragédias e da poluição que mata e contamina nossa biodiversidade e nossos mares. Assim navega a nau dos insensatos.

Jose Pedro Naisser jpnaisser@hotmail.com

Curitiba

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VAZAMENTO

O vazamento de óleo no mar costeiro fluminense em nossa Amazônia Azul, o mar que nos pertence, dá razão aos especialistas que afirmam a necessidade de se ter um comando único centralizado, para o gerenciamento das imensas potencialidades da região.Tal comando liderado por uma autoridade governamental e um conselho gestor, composto por lideranças públicas e privadas, é a melhor forma de se dar soluções eficientes e rápidas, a grande complexidade que a gestão dessa parte de nosso território requer.

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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RIO +20

Rio+20 deverá admitir fracasso histórico. Na verdade, fracasso é o de comunicar ao grande público que o aquecimento global causado por emissões de CO² é uma farsa comparável à do Bug do milênio de 1999/2000. Recentemente o CERN, um dos mais prestigiosos centros de pesquisa científica do mundo mostrou que o Sol é que é a causa de mudanças globais no clima. Centenas de cientistas se juntam às conclusões deste instituto e denunciam o caráter econômico-político deste escândalo que já é conhecido como Climagate. Pelo contrário, o clima global parece estar se estabilizando e no entanto o IPCC falsifica dados para justificar o aquecimento global e assim poder contar com fartas verbas para dar continuidade a esta farsa. Deste modo, não se deve estranhar que órgãos de imprensa não pratiquem isenção ao sonegar mais espaço para os céticos e não ficar simplesmente repetindo a ladainha de catastrofistas como Al Gore & Cia.

Marco Aurélio mark9dk@yahoo.com.br

São Paulo

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SOBRE ROYALTIES E 'PÓYALTIES'

Sergio Cabral Filho, líder e porta-bandeira da horda infame de terceirizadores da riqueza nacional - neste caso, o petróleo, cujos royalties são bônus de todos os brasileiros, portanto - sequer ruboriza ao defender que o megabandoleiro Nem seja trancafiado em outra Unidade Federativa, sob o falacioso argumento de que deva ser enjaulado em presídio federal além fronteiras fluminenses para facilitar o desmantelamento deste grupo de poder do narcotráfico - como se, na era da mobilidade, isso fizesse alguma diferença... A verdade é que, quando se trata de arcar com os ônus decorrentes da cumplicidade do Governo Estadual - criminoso e desorganizado - com o Narco-Estado - criminoso e organizado -, tudo bem e, por que não?, dividi-los com os co-irmãos da República Federativa... Sergio Cabral Filho está no comando do Estado do Rio de Janeiro desde 1º de janeiro 2007, há tempo suficiente para construir ou reformar uma única e singela penitenciária, realmente de máxima segurança, para encarcerar os bandidos forjados, também e principalmente, pela conivência histórica do governo que hoje chefia. Ao assumi-lo, aceitou irrevogavelmente os bônus e ônus do mandato.

Saulo Vieira Tortelli saulo_tortelli@msn.com

São Paulo

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O BRASIL QUE TRABALHA

Aprendi a ganhar a vida com ética e trabalho honesto e transparente. Inocentemente pensei que todos ganhavam a vida dessa maneira, mas não neste país. Pertenço ao Brasil que trabalha e que sustenta o Brasil malandro, que conhece os trâmites burocráticos para se valer dos cofres públicos e deles se beneficiar eternamente , como se isso fosse normal. Parece normal mesmo. Nada se devolve e a ninguém se pune. O aprendizado desses trâmites começa cedo, seja na vereança das pequenas cidades, onde o inocente vereador já se depara com o sistema podre, ao qual quase sempre acaba se submetendo, na maioria dos nossos municípios, seja dentro das UNEs da vida, que formam os estudantes profissionais ligados a partidos políticos e sindicatos, e esses, na sua maioria, acabam se beneficiando da bandalheira do Estado brasileiro, atingindo em pouco tempo até mesmo a Câmara federal, como temos visto, para que lá se juntarem finalmente aos seus pares igualmente desprezíveis em sua maioria, seja na parafernália dos sindicatos e sindicalistas profissionais misturados a toda essa gosma política atual de representação e, agora, as tão nada sérias ONGs, com seus vícios e seus trâmites conhecidos pelos frequentadores desses porões obscuros. Não existe sistema que funcione quando a formação moral e o senso de civismo e coletividade de cada individuo seja frágil. As células estão podres. Países sérios e bem-sucedidos têm nesse preceito o maior trunfo de uma sociedade. O brasileiro se tornou individualista, mal formado moral e eticamente, recebendo ainda uma carga negativa que desce por gravidade e se origina dos homens que deveriam empunhar uma herança de bons exemplos para nossos jovens em formação. Nosso sistema representativo ruiu... está podre, inundando continuamente nosso país de cidadãos que ainda conseguirão fazer um mal maior a toda nossa sociedade. A mudança tem que vir do povo brasileiro, e com urgência, porque aqueles que de tudo se aproveitam jamais irão querer dar um tiro no próprio pé!

Armando Favoretto Junior afjsrf@superig.com.br

Sao Jose do Rio Pardo

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IMPORTAÇÃO DE MÃO DE OBRA

O Brasil está recebendo imigrantes estrangeiros com alto nível de especialização da Europa, e outros países.Parece que a tendência será facilitar os vistos para esta gente. Durante a pré-industrialização de Getúlio também importamos mão de obra mais qualificada para dar um empurrão na industrialização, no início o ABC recebeu, italianos e espanhóis sobretudo. Agora com as mesmas falhas de sempre o Brasil não investiu em educação, e os estrangeiros de olhos azuis que o ex-presidente Lula tanto criticou parece que vão voltar com tudo.

Francisco da Costa Oliveira fco.paco@uol.com.br

São Paulo

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CORRUPÇÃO

O pior da corrupção é que o assunto tranca a pauta para todo o resto. O que devia ser fato corriqueiro, administrativo e policial, é o tema quase exclusivo das cartas dos leitores da grande imprensa. A verdadeira questão política do Brasil contemporâneo, que continua sendo, como o Censo mais uma vez revelou, a desigualdade, não causa a comoção de uma só cartinha. Chega de desconversa. Para acabar com a corrupção basta dar fim ao flagelo neoliberal do "estado mínimo", com suas ONGs e terceirização de serviços públicos e, sobretudo, fechar a janela para o aparelhamento da máquina representada pelos 25.000 cargos de livre nomeação. Uma redução drástica da desigualdade - que é hoje o que o mundo nos cobra, como no século 19 nos exigiu o fim da escravidão - também não é difícil, basta aprender a pagar ao trabalho (problema mais cultural do que técnico) aquilo que na atualidade lhe é devido, ou seja, umas quatro vezes o salário mínimo vigente. Ou fazemos isso, nessa década, ou vamos acabar no meio do mapa da África.

Rogério Antonio Lagoeiro de Magalhães lagorog@uol.com.br

Teresópolis (RJ)

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CARA DE PAU

O Fórum dos Leitores é um excelente encarte para expressar o desabafo de leitores que entendem de política. Existem problemas de ordem moral agravantes para a sociedade brasileira que não estão encaixadas em nenhuma coluna. Por exemplo, na semana passada, tive o ensejo de presenciar uma passeata de pessoas no quarteirão do Tribunal de Trabalho na Barra Funda. Era um protesto sobre reposição de salário. O que chamou minha atenção foi a presença de pessoas de idade vestindo camisas da reivindicação para a classe, desfilando com o maior orgulho. São aposentados que se dispõe a vir a público por não ter o que fazer e com isso angariar alguns reais a mais na aposentadoria ou aliciados pelos sindicatos para fazer coro no slogan dos baderneiros "se ficar pior, para nós é melhor". A greve é um instrumento de revolta contra as instituições que não regulam devidamente as relações de trabalho. A partir do momento que o próprio órgão disciplinador das relações de trabalho entra em greve, a sociedade brasileira deve entender que a moral desta Nação está decadente. Existem outros exemplos do Judiciário para pessoas que recebem mais de 40 salários mínimos por mês e que periodicamente entram em greve para receber vantagens adicionais. Por acaso esses indivíduos desfrutam de necessidades básicas acima de 40 cidadãos? É muita cara de pau, de caráter imoral esse tipo de comportamento.

Geraldo Felippe Negrão gfnegrao@ig.com.br

São Paulo

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PLEBISCITO

Dói no coração de quem ama este maltratado e querido Brasil! Esse plebiscito que estão querendo realizar para divisão do Estado do Pará em três estados, serão acrescidos Carajás e Tapajós. Isso não passa de um golpe de interessados políticos que querem ter mais dois cofres públicos abertos e a sua inteira disposição para prática de muitas farras com o dinheiro público, um enorme suporte que acolha muitos cabides de empregos para todos que são alérgicos ao trabalho. Nem o atual estado do Pará sobrevive com apenas seus próprios recursos, depende de ajudas vindo das regiões produtivas. E com a criação de mais dois estados, de onde sairão os recursos para manter esses espertinhos políticos e sua prole que serão encabidados?

Benone Augusto de Paiva benonepaiva@yahoo.com.br

São Paulo

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O BRASIL REPARTIDO

O Brasil vai sendo repartido em novos estados, para melhor partilha entre partidos e mais políticos. Cresce a impunidade e com esta crescem os escândalos envolvendo o dinheiro público desviado para diversos fins não lícitos. O cidadão já não acredita mais nas leis, em sua eficiência e muito menos na eficácia dos tribunais; especialmente os superiores, onde o ingresso se dá por caminhos políticos, com o resultado se refletindo muitas vezes em sentenças nem sempre justas. Esperava-se que os ministros de estado pegos com a mão na massa acabassem caindo, mas isto nunca acontece, porque eles são políticos e escorregam suavemente, ao abrigo das leis ou da incúria, para destinos diversos propiciados pela imoralidade política estruturada no país.

O Brasil vai sendo irremediavelmente repartido entre asseclas, parentes, partidários, apaniguados e assemelhados.

Carlos Delphim Nogueira da Gama Neto carlosgama@croniquetas.com.br

Santos

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DESIGUALDADES

O Nordeste tem três vezes mais analfabetos do que o resto do País. Está aí a prova porque votam nesse governo corrupto há quase uma década e porque também resistem por lá os últimos coronéis do atraso. Espero que o Pará diga não a divisão do estado em três, porque com mais 6 senadores, oito deputados os estados mais alfabetizados continuarão pagando a conta. Escola neles!

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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COMPARAÇÕES

Os dados que mostraram que os ricos têm renda 39 vezes superior que a dos mais pobres devem ter levado em consideração que "ricos que trabalham" e ganham seu dinheiro honestamente. Interessante seria fazer uma pesquisa que mostrasse quantas vezes mais ganham esses "políticos corruptos", "ladrões" e "desonestos" que "infestaram" o governo ganham a mais que a população que os elegeu, porém nos "roubando", "desviando" e "achacando" envolvidos em "corrupções". Pois trabalhando posso garantir que não é!

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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AS REVELAÇÕES DO CENSO 2010

Já é um truísmo dizer-se que o Brasil é um país de contrastes. Essa presença de contrários, em pontas extremadas, surge escancarada no Censo Demográfico de 2010, interpretado com o habitual senso de razão pelo Editorial de O Estado. Resta apenas acentuar, pela banda de nossos invernos rigorosos e sem aquecimento, a renda mensal de R$ 360,00 ou diária de R$ 12,00 para aproximadamente a metade dos brasileiros. Linha de pobreza, a agredir com o insólito de um televisor posto no canto da sala rústica e insalubre. É indispensável, também, não deixar de criticar o sucateamento do SUS, iterativamente demonstrado em nossos telejornais por pessoas às portas da sucumbência prostradas em corredores de hospitais, sem médicos e os equipamentos mais elementares.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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FECUNDIDADE

O casal brasileiro está tendo menos filhos. A taxa de natalidade é de 1,86 filho por mulher. Quando menor o número de filho mais ele poderá ser educado, alimentado, etc. Torna-se benéfico para o Brasil. Haverá menos pobreza, menos doença,etc.

Paulo Dias Neme profpauloneme@terra.com.br

São Paulo

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FICÇÃO X REALIDADE

Este governo alardeia tantas realizações, com bolsa isto, bolsa aquilo, mas a realidade é completamente diferente. Basta folhear qualquer jornal serio no país, que veremos o caos instalado nas redes publicas de ensino, na área de saúde, com demora no atendimento de pacientes, consultas marcadas para mais de 100 dias, falta de medicamentos, médicos que não aparecem para trabalhar, 40% dos funcionários afastados em licenças medicas suspeitas e agora para piorar vemos a noticia, divulgada pelo IBGE, que morrem 96 crianças por, dia até 1 ano, simplesmente por falta de unidades básicas de saúde que funcionem, por desvios milionários de nossos impostos. Quando teremos alguém que realmente consiga governar este país e que possa atender as necessidades de 200 milhões de brasileiros que são roubados diariamente por políticos inescrupulosos, que legislam em causa própria e que triam a esperança de vida e desenvolvimento de toda a nação!

Luiz Claudio Zabatiero zabasim@ig.com.br

São Paulo

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JOGANDO PARA A PLATEIA

Com vistas grossas dos donos dos jornalões paulistas, a Folha de S.Paulo e o Estadão, a Assembleia Legislativa aprovou lei com o objetivo específico de estabelecer a privatização de parte do Hospital das Clínicas (HC) e do Instituto de Câncer Octávio Frias de Oliveira. Convênios médicos terão preferência para inscrever seus associados nas agendas desses hospitais públicos. Uma das maiores vergonhas contra os pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) de que se tem notícia. Geraldo Alckmin, sem mostrar claramente a cara, está atrás da cortina e deverá obviamente sacramentar o golpe. Cartas de pacientes do SUS tentando mostrar o absurdo dessa apropriação, nenhuma delas, foi publicada pelos jornalões.

Antonio do Vale adevale@uol.com.br

São Paulo

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DUAS PORTAS

Esse projeto que aprova o "porta dupla" no nosso Hospital das Clínicas é essencial para a própria saúde do SUS e também é justo, para quem paga convênio, que haja a segunda porta pois é daí, que sairá a ajuda para quem usa a primeira.

Elaine Navarro elainenavarro.pa@hotmail.com

São Paulo

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HOSPITAL DAS CLÍNICAS

Recente decisão judicial proíbe o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, bem como outros hospitais públicos do Estado de São Paulo, de reservarem leitos para atendimento a pacientes de planos de saúde privados. O motivo é óbvio, qual seja, evitar a criação de duas classes de pacientes, os públicos e os particulares nesses hospitais. O governador Geraldo Alckmin, entretanto, não desistiu de abrir o HC aos atendimentos particulares (apesar do péssimo exemplo do Incor para os pacientes do SUS) e ao invés de prover os recursos orçamentários normais ao funcionamento satisfatório do hospital, quer aprovar projeto de lei complementar para alterar sua natureza jurídica para autarquia de regime especial e desta forma dar uma by-pass na legislação atual. Não conseguiria, de qualquer forma, driblar a própria Constituição e os questionamentos jurídicos certamente encontrariam o eco adequado. Não obstante, uma coisa chama muito a atenção da população, notoriamente dos pacientes do SUS de São Paulo: o governador Alckmin praticamente não veio ainda a público defender a sua posição de privatizar o Hospital das Clínicas. Seria bom que o fizesse e tentasse convencer a todos nós que estamos dispostos a ouvi-lo o quanto antes.

Ademir Valezi valezi@uol.com.br

São Paulo

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HC PRIVATIZADO

O Hospital das Clínicas é patrimônio não só dos paulistas, mas também de todos os brasileiros, até porque muitos patrícios nossos de outros estados tratam de suas enfermidades aqui no HC. O que faltou dizer no judicioso editorial do Estadão, é que as fundações de apoio tidas e havidas como solução para os crônicos problemas deste complexo hospitalar, revelaram-se parte do problema e não da solução, são verdadeiras caixas pretas, vedadas à intromissão fiscalizatória do poder público que é o principal financiador destas organizações, e, imunes a todo e qualquer controle social, um dos pilares do SUS. A transformação do HC de autarquia em autarquia especial é negativa sob qualquer ponto de vista, principalmente do usuário, que se verá diante de duas alternativas ou paga, ou fica na fila. É o último prego que faltava no caixão da privatização definitiva do HC. Hospital das Clínicas não para quem precisa, mas, para quem pode pagar e lá se vai para o beleléu outro princípio do Sistema Único de Saúde a universalidade. Lamentável.

Denis Veiga Junior denisveiga@uol.com.br

São Paulo

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CAOS EM MOGI DAS CRUZES

Precisamos fazer o senhor ministro da Saúde visitar o Hospital das Clínicas Luzia de Pinho Melo, em Mogi das Cruzes (SP), para fazer uma avaliação do atendimento. Atualmente, o atendimento do Hospital está um caos. A demora no atendimento das pessoas está provocando muito sofrimento. Falta leito, falta pessoal, faltam condições gerais de atendimento, uma verdadeira calamidade. O Ministério da Saúde, governo do Estado de São Paulo e Prefeitura Municipal de Mogi das Cruzes precisam urgentemente, tomarem as providencias necessárias, vindo assim, aliviar a dor e o sofrimento das pessoas.

Monsueto Araujo de Castro monsuetodecastro@uol.com.br

Mogi das Cruzes

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AMANHÃ NUNCA MAIS

A já festejada produção do cinema nacional que jocosamente retrata as peripécias vividas por um tímido médico anestesista que não sabia dizer não a qualquer pedido que lhe fosse feito é, em boa parte, encenada no centro cirúrgico de um hospital. No afã de salientar a dramaticidade e a ironia sarcástica dessa "comédia mordaz" segundo a crítica, o autor do texto se serve de um linguajar chulo, verdadeiro palavreado de sarjeta, nos diálogos entre médicos em pleno ambiente de trabalho. Com longa militância médica em hospitais de São Paulo e de outros Estados do Brasil, eu e inúmeros colegas jamais presenciamos ou tivemos notícia de tão insólito comportamento. A observação que fazemos é destituída de qualquer escrúpulo de ordem moral, pois aceitamos e entendemos a rudeza das palavras em situações específicas. Vemos, infelizmente, que se perdeu a noção de responsabilidade social, que a desmoralização de valores atingiu todos os escalões da vida nacional e está definitivamente institucionalizada entre nós.

Arnaldo Amado Ferreira Filho amado1930@gmail.com

São Paulo

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PROBLEMA RESOLVIDO

Aplicar os recursos da Desvinculação de Receitas da União (DRU) na saúde não solucionaria grande parte dos problemas na área?

Maria do Carmo Zaffalon Leme Cardoso mdokrmo@hotmail.com

Bauru

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CEGONHA NA MIRA

O programa Rede Cegonha - uma das principais promessas de campanha da "presidenta" Dilma Rousseff para saúde - teve licitação considerada suspeita pela Justiça Federal. Durma com um barulho desse, se conseguir, é claro.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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CHORO

A presidente Dilma Rousseff se emocionou ao lançar, em 17/11, o Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência. Mais um plano para o rol imenso das benesses pontuais e político-propagandistas dos governos petistas. Seria possível parar com a roubalheira e investir em educação e infraestrutura? Pronto, o Brasil teria recursos suficientes, para que todos os necessitados, fossem assistidos igualmente sem teatro e falsa choradeira.

Alberto Bastos Cardoso de Carvalho albcc@ig.com.br

São Paulo

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BAIXOS SALÁRIOS

Lamentável o que está acontecendo em alguns hospitais que são referências no tratamento de câncer no estado de São Paulo. Devido aos baixos salários, faltam médicos para o atendimento ao público. Infelizmente, no nosso Estado, baixo salário para o servidor é algo crônico, não só na saúde como também na segurança e educação. Agora que não me venha o governo do peessedebista Alckmin dizer que está abrindo concurso para 700 médicos, já que o salário oferecido, de cerca de 1.200 reais,e com os adicionais, é uma vergonha. Profissionais bem formados ou vão para a iniciativa privada ou vão para outros Estados, que remuneram melhor.Somos o mais rico estado da Federação, mas estamos longe de ser aquele que melhor remunera seu funcionalismo. A responsabilidade fiscal deveria era atingir as muitas benesses dos nossos legisladores que,ao contrário, propiciaria a melhora da qualidade de atendimento do cidadão.

José Eduardo Zambon Elias zambonelias@estadao.com.br

Marília

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REAJUSTES

A Assembleia Legislativa aprovou reajustes para servidores da saúde em percentuais que variam de 15,94% à 18,37%. Além disso já está previsto um novo reajuste de 7%, mais gratificação executiva para julho 2012. Agora só falta sabermos o que o governo fará com o índice a ser determinado para os "aposentados". Que com certeza será nova "canalhice"!

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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MANUAL DE DESCULPAS

O governo petista instrui seus ministros como desqualificar problemas diante da opinião pública. Funciona assim: Primeiro uma desculpa e depois uma promessa. Na área trabalhista, por exemplo, os afastamentos por acidentes e problemas de saúde têm esbarrado em prazos escandalosos para a realização de perícias médicas que viabilizam os pagamentos pelo INSS. Confrontados com a mídia, a desculpa está sempre na ponta da língua: "Prazos de até quatro meses, para a realização de perícias, porque o governo criou mais empregos" e a promessa também: "Estamos providenciando a admissão de mais 500 médicos para agilizá-las".

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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DEBATE PESSIMISTA

No ano de 1.800 quando a população mundial alcançou 1 bilhão de habitantes a preocupação dos analistas da época era com relação às futuras gerações pela possível falta de alimentos, fornecimento de energia elétrica, água, problemas de infraestrutura, etc. Essas dúvidas se seguiram em 1930, ano em que a população do universo chegou a 2 bilhões, o mesmo em 1960, atingindo 3 bilhões, e em 1999 quando alcançamos os 6 bilhões de habitantes. E neste terceiro trimestre de 2011, quando se anuncia ao mundo que atingimos a marca de 7 bilhões de habitantes, e destes 1 bilhão de famintos, no qual se deve mais a governantes déspotas e corruptos que em países pobres não permitem até a ajuda humanitária, do que pela falta de produção mundial de alimentos. E também porque mal investem em educação, e produção de riquezas. Após, ao recém anuncio histórico de 7 bilhões de habitantes, as mesmas preocupações persistem com relação ao futuro fornecimento de alimentos, água potável, energia em todos os níveis, acrescentando também problemas com a mobilidade urbana nas grandes cidades, etc. Mas, poucos se atentam que as novas tecnologias em todas as áreas têm avançado, e deve avançar muito mais, o que vem permitindo recorde de produtividade, como por exemplo, na agropecuária, que da década de 70 até 2010 cresceu 150%, e a população neste mesmo período apenas avançou 95%. Por outro lado as famílias que eram compostas em média de quatro filhos por mulher, hoje esse número está em 2,5 filhos, e no Brasil, 1,86. E deve cair mais! Quanto à produção de alimentos, é bom lembrar que países ainda com grandes áreas territoriais e férteis como os da África, produzem pouco e mal. A energia solar uma técnica consolidada, mas, ainda pouco difundida é uma realidade. Fornecimento de água potável talvez o item que requer mais atenção, sabemos que existe muito desperdício na sua distribuição, com exceção em países desenvolvidos. E tecnologia é que não falta para detectar essas perdas. O problema é que os governantes que não as priorizam. Além, da tecnologia de dessalinização da água do mar, pioneiramente utilizada em Israel, e agora também se introduzindo na China. No Brasil temos exemplos importantes com relação ao consumo de energia elétrica, que ocorreu depois do evento do apagão de 2001, em que aparelhos domésticos mais eficientes foram produzidos, assim como lâmpadas, promovendo economia substancial. Outras fontes também vem sendo utilizadas, assim como carros bem mais econômicos. Outro avanço que creio que vai se consolidar em algumas décadas é com relação ao melhor nível de educação da população nos países não desenvolvidos e emergentes. Essa melhora poderá significar maior conscientização ao não desperdício desde alimentos, água potável, energia, etc.. No Brasil aos poucos percebemos que o nosso lixo não é mais tão rico!

O meu otimismo não dispensaria jamais o debate que é necessário e salutar sobre como enfrentar nas próximas décadas o crescimento demográfico. Mas, olhando para trás, fica evidente que o ser humano se supera, produz mais e melhor. E um aspecto dos mais importantes, e que não ocorre em países não desenvolvidos, é o combate a corrupção, e a exigência da sociedade para que se faça mais investimentos em áreas prioritárias de desenvolvimento! Como na educação, ciência e tecnologia, visando eficiência e produtividade em segmentos de primeira necessidade! Também em logística para escoar a produção e redução de custos! O saneamento básico, é outro item ausente nestas regiões, o que poderia reduzir drasticamente os recursos para saúde! Todas essas possíveis soluções elevariam o crescimento econômico e a distribuição de renda às classes hoje desfavorecidas nestes países. Portanto o mundo do ano de 1.800 para cá não piorou, ao contrário os avanços são extraordinários, e a pobreza diminuiu! E podemos progredir muito mais se deixarmos de gastar nossas energias com idéias pessimistas. Mesmo porque, a expectativa de vida aumentou! Sinal que a catástrofe anunciada não se consumou...

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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ROBÔ CIRÚRGICO

Já está funcionando no Hospital Albert Einstein um robô capaz de fazer procedimentos cirúrgicos completos com movimentos ultradelicados. O paciente entra e sai num piscar de olhos. Seria interessante instalar um desses lá no Palácio do Planalto para a presidenta Dilma, com movimentos ultradelicados, operar seus ministros. Numa cirurgia convencional fica-se na UTI por três dias mais dez internado e só em 60 dias retorna as atividades normais. Muito demorado. Na cirurgia robótica, a presidenta manda o ministro por três dias para UTI e, em no máximo dez dias o paciente já está na rua. Bem menos traumático para todos. Não é uma boa?

José Marques seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

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QUANDO VAI PARA O SUS?

Brilhante a operação feita no Einstein, no coração, com robô. Cabe uma simples e elementar pergunta: quando isso será feito no SUS que o Lula tanto elogiou? Ainda temos de fazer um acordo entre o Sírio-Libanês e o SUS para o povão otário que só paga impostos possa ter atendimento igual aos nossos políticos.

Asdrubal Gobenate asdrubal.gobenati@bol.com.br

Rio de Janeiro

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SENADO, A CASA DA MÃE JOANA

O Senado federal está abrindo concurso público para admissão de 246 funcionários, com salários variando de - pasmem! - R$ 14.000,00 a R$ 26.000,00! Como pode uma coisa dessas? Vi no Portal da Transparência do Senado que hoje eles tem 6.253 funcionários, entre efetivos e comissionados, para atender as demandas de 81 senadores! Essa contratação, com esses salários de marajá, é um descalabro, uma falta de respeito com o povo brasileiro, que trabalha duro para pagar seus impostos e sustentar suas famílias. Alguém precisa fazer alguma coisa para não permitir que esse absurdo aconteça.

Sergio Lopes blackfeet@uol.com.br

São Paulo

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2012 COMEÇA RUIM PARA A POPULAÇÃO DO ABCD

A população do grande ABCD sofrerá duros golpes neste final de 2011 e inicio de 2012, a começar pela privatização da Estatal ETCD - que começou em novembro o deste ano - que acarretará em Diadema, em 19/11 na demissão de dezenas de trabalhadores.

Outro duro golpe será no bolso desta mesma tão sofrida população, pois o secretário dos Transportes Metropolitanos anunciou o fim a gratuidade na integração nos terminais de Diadema e Piraporinha, onde a população terá de arcar com mais R$ 2,00 (dois reais) para ida e volta (no caso de realizar a integração nos referidos terminais),e mostra insensibilidade por parte do Governo do Estado ao afirmar que a Pasta não se interessa em renovar o referido acordo com a Prefeitura de Diadema, sem dar mais explicações. E para finalizar com chave de ouro, o Consórcio Intermunicipal do ABCD se colocou favorável "à flexibilização" (abertura) do corredor de trólebus nos horários de pico, onde os automóveis poderão utilizar o corredor do ônibus durante os engarrafamentos, colocando fim a exclusividade do corredor de ônibus da região.

Gledson Perrone gledsonperrone@uol.com.br

São Paulo

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CATADOR DE RECICLÁVEIS

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara aprovou projeto de lei do Senado que regulamenta a profissão de catador de materiais recicláveis e de reciclador de papel. O importante nesse projeto é que ele tenha embutido nos seus itens e parágrafos que direitos sociais e que proteção eles terão quanto à segurança do trabalho e amparo previdenciário, tendo em vista as peculiaridades de seu trabalho. Essa regulamentação não deve servir de engodo eleitoral, mas proteger de forma efetiva esse exército de trabalhadores que colocam o Brasil como o maior reciclador do mundo.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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PISO SALARIAL NA EDUCAÇÃO

É inaceitável que ao menos 17 Estados brasileiros descumpram a lei do piso nacional para professor. Mais grave ainda é a situação em Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Bahia e Pará, que nem sequer pagam o mínimo salarial da categoria. Tal ilegalidade e desrespeito ao magistério deveria levar ao impeachment dos governadores desses Estados, que deveriam responder civil e criminalmente por tamanho abuso. Em qualquer país sério e civilizado, a educação é tratada como prioridade número 1 e os professores são valorizados e respeitados. Já no subdesenvolvido e atrasado Brasil, a educação e os professores são tratados como algo dispensável e supérfluo, em total inversão de valores.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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RETROCESSO EM CIÊNCIA E TECNOLOGIA

Reclamo com frequência que os temas da educação e da ciência e tecnologia não recebem tratamento muito aprofundado nos periódicos brasileiros. Por isso, como leitor do Estadão, gostaria muito que alguns aspectos da nossa recente política de Ciência e Tecnologia fossem esquadrinhados. Durante os últimos três meses, estive em reuniões do Comitê Assessor de Engenharia Química (CA-EQ, que tenho o prazer de coordenar no momento) do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, ligado ao MCTI - Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação) por duas vezes. Como falado em cartas anteriores, o CNPq e a CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, ligada ao ME - Ministério da Educação) são instituições quase desconhecidas do grande público brasileiro, embora responsáveis por grandes transformações da nossa sociedade. (Talvez um dia desses a Editoria de Ciências do "Estadão" pudesse contar um pouco dessa bela história.) Em linhas gerais, as duas instituições tratam do financiamento ao desenvolvimento científico e tecnológico no país, coordenando o mais avançado sistema de financiamento de bolsistas de graduação e pós-graduação do mundo. Como resultado principal, a produção científica brasileira cresce a taxas superiores a 50% ao ano, estando o Brasil na 13ª posição dentre os maiores produtores de artigos científicos no conjunto das nações. Embora essa posição possa ser ainda considerada tímida, se continuar crescendo a essas taxas, projeções indicam que o Brasil estará entre o cinco países mais produtivos do mundo em não mais do que uma década. (Deixamos o tema das patentes e da inovação para uma outra oportunidade.) O Brasil possui hoje diversificado parque científico e tecnológico instalado nas grandes universidades brasileiras e nos grandes centros de pesquisa espalhados pelo país. Apesar disso, nossas universidades não se encontram ranqueadas entre as melhores do mundo. É preciso aqui que se faça um comentário pertinente - nossas universidades são gigantescas e heterogêneas. Por isso, embora a Universidade Federal do Rio de Janeiro não esteja incluída nas listas das melhores universidades do mundo pelos seus índices médios, centros de excelência como a COPPE, o Instituto de Biofísica, o Museu Nacional, dentre outros centros da UFRJ, pouco ou nada deixam a desejar em relação a seus congêneres no mundo. Quadro similar pode ser observado em várias outras universidades brasileiras. Portanto, os rankings são enganosos, no sentido que sugerem a inexistência de excelência científica e acadêmica no Brasil, o que é falso. O principal desafio do setor é o de promover a excelência dos cursos e programas fracos, ao mesmo tempo em que se mantém e aprimora a excelência dos cursos e programas mais avançados. E tanto o CNPq quanto a CAPES têm procurado promover essa movimentação no Brasil, como comprovam os números da produção científica nacional. Apesar disso, e é com grande tristeza que atesto esse fato, o governo brasileiro parece estar no presente momento à deriva em relação à área científica e tecnológica brasileira. Talvez porque as áreas da ciência, tecnologia e educação venham sendo capitaneadas por políticos sem qualquer expressão histórica nessas áreas ou talvez porque a estratégia do estado brasileiro tenha mudado, mas o fato é que iremos para o terceiro ano consecutivo de congelamento orçamentário das grandes agências de fomento (e, portanto, de redução real das verbas destinadas ao setor). Como conseqüência, programas importantes de financiamento à pesquisa no Brasil, como o do Edital Universal (em que qualquer pesquisador brasileiro pode propor temas de investigação ao CNPq, com taxas de aprovação nas diferentes áreas flutuando de 10 a 20%), está com os cronogramas de pagamento dos projetos aprovados em 2010 atrasados e com cronograma de pagamento dos projetos aprovados em 2011 ainda indefinido. Diga-se de passagem, o CNPq chegou a cogitar a suspensão do Edital Universal em 2011, por falta de recursos. Além disso, o programa de bolsas de produtividade em pesquisa do CNPq, que apóia pesquisadores brasileiros em diferentes faixas, está com valores congelados há cerca de 10 anos (assim como as bolsas de mestrado e doutorado, destinadas a estudantes de pós-graduação que constituirão certamente o grupo de cientistas mais importantes do país daqui a 20 anos). Para piorar, o conjunto das bolsas oferecidas a pesquisadores e bolsistas no país não avança no mesmo ritmo do conjunto da comunidade, tornando o sistema cada vez mais competitivo e consequentemente menos inclinado a apoiar novos pesquisadores ainda em fase de amadurecimento profissional. Nesse triste cenário que se apresenta no primeiro ano do governo Dilma, vê-se com grande estardalhaço o lançamento de programas bilionários destinados ao apoio da produção científica no exterior - o Programa Ciência sem Fronteiras. Esse programa promete distribuir cem mil bolsas de estudo (cinco UFRJs) para estudantes brasileiros desenvolverem seus estudos fora do país, majoritariamente em cerca de 40 universidades americanas e 20 europeias. A relevante pergunta que deve ser proposta a agentes governamentais é por que falta dinheiro para os programas de apoio à pesquisa no país e por que sobram recursos para apoio a programas de formação no exterior, num desequilíbrio tão acachapante que surpreende que o tema venha sendo completamente ignorado pela grande imprensa brasileira. Tenho feito essa pergunta sistematicamente a colegas do CNPq e desconfio que eles também não saibam responder essas perguntas. Em apresentações oficiais, insiste-se na comparação com a China e a Índia, que mantêm mais de cem mil estudantes no exterior, enquanto o Brasil mantém cerca de oito mil. Ora, essa comparação é esdrúxula e descabida. Em primeiro lugar, a China e a Índia têm populações maiores uma ordem de grandeza que a do Brasil, de maneira que deve soar normal que esses países também tenham programas de formação que resultem em números maiores uma ordem de grandeza em relação ao Brasil. Em segundo lugar, deve-se perguntar se o Brasil está no mesmo patamar científico da China e da Índia antes de estabelecer a comparação, pois não consta que o Japão, Alemanha, Inglaterra, França, Austrália, dentre outros países em estágio mais avançado de desenvolvimento científico e tecnológico, mantenham cem mil estudantes em universidades americanas com recursos do contribuinte. Portanto, as comparações fornecidas oficialmente pelo MCTI são destituídas de valor intrínseco e não deveriam ser engolidas pela comunidade brasileira como radiografias pertinentes do status científico brasileiro. Em apresentações oficiais, uma outra resposta fácil é a que estabelece a necessidade de reciclar (ou oxigenar, para ficar mais impressionante) o sistema científico brasileiro. Nesse caso, parece lícito perguntar se não seria mais interessante financiar a importação de cérebros para o Brasil, ao invés de mandar nossos cérebros fazerem pesquisa no exterior. No entanto, menos de 1% das bolsas disponibilizadas pelo Programa Ciência sem Fronteiras se destina a pesquisadores estrangeiros interessados em desenvolver trabalhos no Brasil, sendo que parte dessas bolsas sequer exige a fixação do pesquisador estrangeiro nas universidades brasileiras (ou seja, faz-se consultoria, não pesquisa in loco). Portanto, a oxigenação proposta pelo governo brasileiro admite que é necessário que o brasileiro vá ao exterior, aprenda, retorne e fique sem financiamento, como mostrado nos parágrafos anteriores. Na melhor das hipóteses, soa estranho... É importante que se observe que não se faz pesquisa de qualidade sem bons alunos de pós-graduação. São os alunos que constituem o esteio da produção científica em todo o mundo. Portanto, os alunos enviados ao exterior desenvolverão artigos, idéias e patentes que pertencerão a outros países, majoritariamente os Estados Unidos, financiados pelas mãos do estado e do contribuinte brasileiro. Deve ficar claro que toda a produção resultante do trabalho de Miguel Nicolelis na Duke University pertence a Miguel Nicolelis, a Duke University e aos Estados Unidos, a despeito do trabalho ser capitaneado por brasileiro radicado no exterior. Tão importante quanto, os artigos escritos por brasileiros estudantes e professores radicados no exterior serão contados como produção estrangeira, não nacional. Por todas essas razões, não surpreende que brasileiros radicados nos Estados Unidos, Canadá e Europa enviem solicitações de bolsa às agências de fomento nacionais e teçam loas ao Programa Ciência sem Fronteiras, na imprensa brasileira inclusive, já que esses pesquisadores e seus centros são obviamente beneficiados por esses programas de fomento. Por isso, não surpreende tampouco que Barack Obama tenha incentivado tanto Dilma Rousseff a enviar brasileiros para os Estados Unidos (e alguns colegas do MCTI falam sobre isso com orgulho). Se eu fosse americano, faria o mesmo ... mas eu sou brasileiro. Para terminar, o MCTI prepara uma grande cena de engodo nacional, quando pretende certamente jogar as verbas do Programa Ciência sem Fronteiras no colo do orçamento do setor de Ciência e Tecnologia (como já incorporado ao discurso de colegas do MCTI e CNPq). Senhor Ministro Aloizio Mercadante, por favor, não cometa essa covardia. Envie esse pacote orçamentário para o Ministério das Relações Exteriores e solicite o agradecimento dos governos do norte. É uma pena que o Estadão ainda não tenha encontrado espaço para esse debate em suas páginas. O Brasil precisa discutir esse tema com urgência. A Capes, o CNPq e os centros nacionais de pesquisa precisam do apoio urgente da comunidade científica brasileira, para que estanquemos o retrocesso que se anuncia.

Jose Carlos Pinto pinto@peq.coppe.ufrj.br

Rio de Janeiro

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O LABORATÓRIO DOS SONHOS DO GOOGLE

Acompanho bem de perto o desenvolvimento da informática desde 1980, e, portanto, também o desenvolvimento dos motores de busca, tais como, Google, Altavista, Hotbot, Webcrawler, Lycos, Yahoo!, ASK, Bing, etc., daí ter lido com interesse o artigo acima publicado no caderno de Economia do Estado de 16/11. A empresa Google tem evoluído em ritmo explosivo, e, hoje esta presente em dezenas de atividades diferentes, das quais a publicidade acho ser a mais lucrativa, tendo sido a atividade de busca relegada a um segundo plano, servindo apenas como veículo de publicidade; vai daí que dentro em breve, não se conseguirá achar mais nada na internet, já hoje, sendo muito difícil. O próprio mecanismo do Google que antes oferecia uma alternativa avançada, hoje já não oferece mais; a centena de milhares de resultados que encontra, numa pesquisa banal, é estonteante; se o resultado desejado não se encontrar entre os 20 primeiros, não pode ser encontrado nos demais. Face a tudo isso, acho que a empresa Google deveria canalizar uma parte dos imensos recursos de que dispõe, para aperfeiçoamento do motor de busca. De saída recomendaria a disponibilização, outra vez, da alternativa avançada à permitir: 1º especificação do país onde a busca deve ser realizada; 2º a especificação do tipo de site a ser encontrado, de saída, escolhendo-se entre sites comerciais (venda) e não comerciais (noticiosos, informativos, acadêmicos, institucionais, etc.). Vê-se dai a importância da classificação de sites com vistas a busca, uma tarefa que o Google poderia assumir, fazendo assim um "favor" a sociedade.

Fabio Gabriel Giannoni u235@globo.com

São Paulo

 

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