Fórum dos Leitores

ADMINISTRAÇÃO KASSAB

O Estado de S.Paulo

28 Novembro 2011 | 03h06

Inspeção veicular

O Ministério Público não conseguiu o afastamento de Kassab por fraude na inspeção veicular. Bom se fosse verdade, pois esta segunda gestão só serviu para ele formar um novo partido e aumentar a arrecadação da Prefeitura, assaltando o bolso dos munícipes. Melhor ainda se acabassem com essa farsa da inspeção veicular e com o rodízio, que de nada adianta. Esses programas só servem para arrecadar dinheiro que depois será usado em benefício dos candidatos do PSD. As enchentes e o trânsito estão aí para provar que nada foi feito. A gestão Kassab só impôs penalidades aos contribuintes. Se a Justiça fosse justa, já teria resolvido essa pendenga afastando esse demagogo.

IZABEL AVALLONE

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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Cobrança dupla

Ninguém acredita que Kassab seria afastado da Prefeitura por causa da inspeção veicular. Mas todo mundo estranha ter de pagar o licenciamento de veículos e também a inspeção veicular. É cobrança dupla, com a qual Kassab convive muito bem, como de costume sem se importar com o bolso do cidadão.

ADEMIR VALEZI

valezi@uol.com.br

São Paulo

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Modelos de conduta

Para fazer manutenção dos viadutos da nossa cidade não há verba, mas para dar aumento aos vereadores sobra. Afinal, são trabalhadores exemplares!

MAURO RIBEIRO GAMERO

mrgamero@ajato.com.br

São Paulo

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CÂMARA MUNICIPAL

Aumento salarial

Não nos devemos indignar com as benesses que os vereadores de São Paulo se deram na calada da noite. Afinal, eles são indispensáveis para a nossa cidade. Já imaginaram o desastre que seria se reduzissem em 50% as cadeiras na Câmara? A cidade ficaria ingovernável, não é? E, afinal, esse custozinho virá no IPTU de 2012, que os contribuintes insistem em pagar em dia. É uma indecência!

ADEMAR MONTEIRO DE MORAES

ammoraes57@hotmail.com

São Paulo

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CLT nos vereadores

Já que os nossos vereadores fazem tanta questão de comparar o seu regime de trabalho com a CLT - vide o 13.º salário que se autoconcederam (25/11, C1) -, por que os nossos representantes também não aprovam o Contrato de Experiência (artigo 451 da CLT)? Assim poderíamos destituí-los do cargo caso sua atuação traísse as nossas expectativas!

RODOLFO JESUS FUCIJI

fucijirepresentacao@ig.com.br

São Paulo

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Lisura

A matéria Promotor diz que 13.º de vereador é ilegal (Metrópole/2, 25/11, C3A) afirma que o promotor dr. Luiz Ambra Neto me acusou de ter "mentido" quando informei que o Ministério Público Estadual (MPE) tinha conhecimento prévio dos índices de reajuste para os vereadores aprovado pela Câmara Municipal em 23/11. "Em nenhum momento vimos o projeto ou os reajustes...", teria dito o promotor ao Estado. Ofício datado de 14/10 e protocolado no MPE em 18/10 prova que o promotor Ambra Neto recebeu com 40 dias de antecedência a íntegra do projeto que seria aprovado pela Câmara em 23/11, dela constando os índices de reajuste e a proposta do 13.º salário. A única alteração no projeto aprovado foi uma redução no índice do aumento, de 23,12% para 22,67%, derivada de recálculo da inflação no período visado. No ofício, atestando a lisura da Câmara, informei ao promotor Ambra Neto sobre o projeto, no âmbito de um espírito de cooperação que desde maio me levou sete vezes à sede do MPE para reuniões com o procurador-geral, dr. Fernando Grella, e com o promotor Ambra Neto, em busca de uma convergência na questão do subsídio dos vereadores. Costumeiramente, o MPE envia recomendações escritas à Câmara; neste caso, silenciou. O promotor Ambra Neto teve, todo o tempo, cabal conhecimento do projeto, em sua íntegra, e dos índices cogitados.

JOSÉ POLICE NETO, presidente da Câmara Municipal

carlos.marchi@camara.sp.gov.br

São Paulo

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URBANISMO

Mistério no MP

O nosso diligente Ministério Público (MP) ultimamente se tem esmerado na defesa do patrimônio físico, moral e intangível: promove ações para paralisar as obras do Metrô, não se importando com os prejuízos que causaria à população usuária o atraso em sua conclusão; defende a população de rua contra os cidadãos de uma vizinhança já estabelecida onde não havia esse problema, chamando-os de nazistas; investiga a concessão de canais de televisão à Igreja Católica, embora outras denominações religiosas tenham várias concessões ou horários pagos na TV. Entrementes, causa-me espécie a razão de não ser levantada a reintegração de posse de uma área originalmente pertencente ao Parque do Ibirapuera desde a sua concepção para as festividades do IV Centenário da cidade e ocupada por uma agremiação estudantil para a prática desportiva, mesmo tendo esta o direito de utilizar as instalações magníficas do Centro de Práticas Esportivas da USP (Cepeusp). Por um acaso essa agremiação é o Centro Acadêmico XI de Agosto, que até assinou um contrato de locação para a construção de um prédio com frente para a Avenida Pedro Álvares Cabral. Se a propriedade foi passada à agremiação, que se proponha a instituição do direito de preempção ou a sua desapropriação; caso tenha sido cedida, que se casse por uso indevido. Essa área seria de maior utilidade para a população se fosse integrada ao antigo edifício do Detran - que sofreu adaptação para ser um museu de arte, formando com as dependências do Instituto Biológico uma grande reserva-parque para usufruto da população, aumentando a área de atuação do Parque do Ibirapuera. Infelizmente, nossos procuradores não se opõem à introdução de uma área comercial destoando de todo o entorno - que, com exceção do Hospital Dante Pazzanese e do Palácio 9 de Julho, é voltado para parques, exposições e artes. Mas nossos futuros doutores em Direito, além de gozarem o privilégio de ter sua cancha esportiva apartada da rude plebe, poderão ainda amealhar uns caraminguás extras para suas festividades. Isso me faz pensar se a Faculdade de Direito do Largo de São Francisco ensina justiça ou técnica legal. Em 2012 vence a concessão da área do Círculo Militar, que poderá ser incorporada ao parque. Vamos ver qual será a atitude dos nossos procuradores.

CORINTO LUIS RIBEIRO, arquiteto

corinto@corinto.arq.br

São Paulo

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CRISE

O mundo todo mergulhando numa grave crise de proporções ainda desconhecidas, e aqui no Brasil a presidente Dilma diz que não é hora de parar de consumir e produzir, e que boas oportunidades surgirão para os brasileiros com a crise. Ao mesmo tempo, a FGV divulga que a confiança do consumidor sobe pela 2ª vez consecutiva. Realmente, o Brasil parece não fazer parte deste mundo onde estão os demais países.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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TÍTULOS SOBERANOS

Até os da Alemanha rejeitados? Não é um desastre,é uma tragédia.Será o começo do fim do euro?

 

José Piacsek Neto bubapiacsek@yahoo.com.br

Avanhandava

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CRI$E DO EURO

Euro,oo uma vez ...

 

J. S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

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EUROPA DIVIDIDA

Acabem com o euro antes que ele acabe com a Europa. Cada país tem seus costumes, suas políticas, sua história, sua  língua e tinham sua moeda. E agora? Ainda dá tempo, se não teimarem, é lógico.

Aldo Matachana Thomé aldo@projex.com.br

São Paulo

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SEM CHANCE!

 

Os Estados Unidos e a Europa mergulhados numa crise econômica aparentemente sem uma solução a curto prazo e por incrível que possa parecer a esperança são os países que integram o Brics: Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul... Sinceramente, não existe a menor esperança de salvação.

 

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

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DÍVIDA PÚBLICA

Vamos gastar quanto em juros da dívida pública uns R$ 200 bilhões neste ano? Não sabem economizar, reduzir investimentos hoje, para dispor de  mais amanhã? Todos devem fugir dos juros altos, menos as "otoridades", pois o dinheiro não é deles e, sem gastar, vão-se os sonhos eleitorais (entre outras "benesses"). Não há patriotismo no homem público?

 

André C. Frohnknecht anchar.fro@hotmail.com

São Paulo

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NOSSA DÍVIDA INTERNA

Gostaria que a presidente Dilma desse uma posição sobre qual o seu plano estratégico para reduzir essa dívida que, no momento, está próximo dos R$ 2 trilhões e crescendo sem parar. Será que está esperando que a crise aporte por aqui?

 

José Carlos Costa policaio@gmail.com

São Paulo

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DESINDUSTRIALIZAÇÃO

É verdade que em 1980 a indústria manufatureira brasileira era igual à soma da indústria manufatureira da China e da Índia e da Coréia do Sul e da Malásia e da Tailândia e que atualmente (2011) a indústria manufatureira brasileira equivale a... 10% da indústria manufatureira desses cinco mencionados países?!. Afinal, há ou não há "desindustrialização" no Brasil?!

 

Ney José Pereira neyjosepereira@yahoo.com.br

São Paulo

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FRANCA DECOMPOSIÇÃO

 

Na última campanha eleitoral, os petistas trombetearam  um Brasil potência construído por Lula, o presidente que não se pejava em se comparar a  ‘Getúlio’ e a ‘JK’ como grande artífice de um novo e glorioso tempo, sempre pronto a proclamar, em seus palanques diuturnos, aqui e alhures,  que o Brasil, finalmente, se encontrava, mercê da excelência de sua prodigiosa gestão, numa posição impar na História, a ponto de se igualar aos grandes e a se credenciar a uma vaga permanente no Conselho de Segurança da ONU. Com esse discurso, e deixando claro que doravante seria “daqui para melhor”,  elegeu,  até com certa folga, sua ungida Dilma Rousseff, que fora sua ministra das Minas e Energia e também da Casa Civil,  ao cargo máximo do País.  Passados 10 meses da assunção da nova ‘gerente da Casa’, a nova presidenta (como impõe ser chamada), não parece dizer a que veio. Em sua gestão, persiste a inexistência de um plano nacional de desenvolvimento;  a participação industrial na formação do PIB  a anos  decresce por perda de capacidade competitiva com os importados, em particular os oriundos da Ásia;  os juros continuam siderais e o famigerado “custo Brasil” – que retira competitividade de nossa produção –   segue sem ser atacado.   Cinco ministros de Dilma, herdados de Lula,  já caíram por indícios claros de desvios de recursos públicos;  vê-se tolerância com a estabilização dos índices inflacionários acima da banda superior do regime de metas. Com 90% do comércio exterior sendo feito pelo mar, o País segue sem uma marinha mercante, situação que não é melhor no que tange ao transporte sobre trilhos,  enquanto, no ‘front’ rodoviário, vemos o DNIT envolvido com esquemas fraudulentos e as estradas de rodagem seguindo, regra geral,  em mau ou péssimo estado de conservação,   já se antevendo, em função desses  renitentes déficits,  cenário de estrangulamento no setor logístico, em particular nos aeroportos,  isso mesmo sem considerar os eventos “Copa do Mundo” e “Olimpíada”.  No que tange às obras ligadas a esses eventos, várias seguem sob suspeita de irregularidades e superfaturamento, e estádios particulares vão  sendo feitos com dinheiro público,  malgrado repetidas promessas em sentido contrário.  O setor energético persiste em passo de cágado e o “pré-sal” continua uma quimera a sair do papel num horizonte indefinido, aliás, como se percebe, sem um plano de contingência para lidar com vazamentos,  lembrando que o País prossegue despreparado  militarmente para defender suas plataformas de produção offshore no mar territorial. Também, a esse respeito, editorial do Estado de 24/11 sob o  título “Defesa sucateada” dá a dimensão do abandono em que estão nossas Forças Armadas – garantes de nossa soberania. Ainda nesse quesito, sob o título “Uma nação indefesa”, neste 25/11 saiu novo editorial do Estado, desta feita denunciando a falta de compromisso do  governo com o “Plano Estratégico de Fronteiras”, cujo orçamento teve  corte de R$1,5 bilhão neste ano, desguarnecendo os 16,8 mil quilômetros de fronteiras secas, por onde se sabe que entram drogas, armas, contrabando, etc.. As ações do governo não correspondem às promessas de campanha  da então candidata cognominada “mãe do PAC”. Tampouco avançamos no IDH, classificados que estamos abaixo de vários vizinhos sul-americanos de muito menor expressão econômica. No que tange à saúde, segue o SUS servindo de sinônimo ao descalabro, fato que, certamente, motivou Lula  –grande defensor das supostas excelências do sistema em sua gestão –  a procurar tratamento de enfermidade que recentemente lhe acometeu em hospital da rede privada.  Quanto ao ensino público  este segue em sua recorrente precariedade e o País não arreda pé das últimas colocações no Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA), o que não impede o MEC de promover doutrinação político-partidária às crianças, fazendo uma leitura ideológica de nossa História,  promovendo a deturpação do idioma pelo uso de uma tal “sociolingüística” que confere selo de qualidade a textos contendo erros crassos de português e patrocinando a elaboração de “kits” para a garotada com a exaltação de comportamentos homossexuais. Aliás, o que mais tem se visto nas escolas não é o aumento da qualidade do ensino, mas do tráfico de entorpecentes dentro e fora das unidades, notadamente do “crack” e do “oxi” – já problemas gravíssimos de saúde pública –  e, a esse propósito, chama a atenção que o supostamente ajuizado Supremo Tribunal Federal – STF (que tem boa parte de seus integrantes nomeados por Lula)  tenha dado seu aval à realização de “passeatas” pró-legalização das drogas, isso enquanto estuda se a “Lei da Ficha Limpa” é mesmo “constitucional”...  Com um quadro ignominioso  como esse, era de se esperar que o Congresso Nacional, a Oposição, a UNE, os Sindicatos, etc. estivessem, de há muito, se manifestando contrariamente a “tudo isso que está aí”, mas... ledo engano! A Oposição parece inexistente, digladiando-se entre si,  enquanto as Centrais Sindicais, a UNE e outras entidades, outrora combativas e atentas ao menor sinal de desvio, hoje quedam-se silentes, aninhadas  nos domínios da “chapa-branca”, recebendo fartos recursos da União e fazendo vistas grossas, quando não condenando os que teimam em levantar o véu que encobre os crimes (= “malfeitos”, na novilíngua petista) que já se praticam à luz do dia sem qualquer medo, porque, provavelmente, intuem que “está tudo dominado”. O Estado brasileiro está em franca decomposição.

 

Silvio Natal silvionatal49@yahoo.com.br

São Paulo

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APROPRIAÇÕES DO FGTS

O que o governo federal está fazendo para os assalariados com a conta no FGTS – Fundo de Garantia por Tempo de Serviço – não é coisa de gente séria. O FGTS é um dos maiores fundos de poupança compulsória do Brasil, com ativos de R$ 260 bilhões no Balanço de 2010. Foi instituído pela Lei 5.107/1966 e sofreu alterações posteriores. Todo dia 10, as contas de FGTS são corrigidas monetariamente com base nos parâmetros fixados para atualização dos saldos dos depósitos de poupança e capitalizarão juros de três por cento ao ano. Só que a correção monetária dos depósitos de poupança foi alterada para utilizar a Taxa de Referência, criada pela Lei 8.177/91, de 01.03.1991. Com o passar dos anos o governo foi alterando os critérios de cálculos da TR de maneira que os índices atuais são completamente fora de uma realidade. Talvez sem condições políticas para alterar os juros de 6% ao ano da poupança, resolveram trucidar a correção monetária. O saldo do FGTS perde valor a cada ano, fazendo com que o empregado tenha o máximo interesse de sacar o seu saldo. Talvez ai resida a razão pela qual exista o elevadíssimo número de resgates (17,5 milhões em 2010), mesmo com a exagerada multa de 50% (40% para o empregado e 10% para o Fundo). O tema precisa entrar na agenda dos políticos e respectivos partidos para as reformas necessárias. 

Hélio Mazzolli mazzolli@terra.com.br

Criciúma (SC)

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PORTABILIDADE DO CRÉDITO

Venho por meio desta falar sobre o engodo anunciado pelo governo referente à “Portabilidade de Crédito”, amplamente anunciado pelo governo nos meios de comunicação do País. 1) Fui à Caixa Econômica Federal em setembro de 2011, para fazer a portabilidade de crédito. Na agência o gerente informou que a portabilidade só poderia ser feita mediante 11 parcelas pagas. Conforme portaria interna do dia 12 de setembro de 2011. 2) Depois de ter pago as 11 parcelas com a outra instituição bancária, conforme estipulado pela Caixa para a contratação da “Portabilidade”, retornei a Caixa. 3) Quando retornei a Caixa, fui informada pelo gerente que uma nova normativa interna do dia 22 de setembro de 2011, estipula que o prazo para portabilidade seja não mais conforme contrato entre a Caixa e a Justiça Federal e sim pelo prazo remanescente do contrato anterior. 4) Como funcionária pública não posso extrapolar a margem fornecida pelo departamento pessoal do Órgão no qual trabalho. O que me causou espanto, pois para um banco quanto maior o prazo mais será a oportunidade de cobrar mais juros. As restrições da Caixa também não batem com a Resolução n. 3.401, com data de 06 de setembro de 2006 do Conselho Monetário Nacional. Causou-me estranheza o fato de o governo lançar uma modalidade de crédito no país e não regulamentar o mesmo. E que nem o banco federal do país esteja interessado em fazê-lo. Vou entrar na Justiça e solicitar que o Banco Central informe quais os valores feitos com portabilidade no país. Quero saber se esse é mais um engodo oferecido ao brasileiro mas que na realidade não existe. Os bancos criam tantos impedimentos para que nunca o cliente consiga usufruir do serviço ofertado. E para completar, hoje, dia 24 de novembro de 2011 a Caixa Econômica aumentou o percentual de juros a ser cobrado para empréstimos em consignação em folha de pagamento para o Judiciário Federal. Além do meu salário líquido ser de R$ 3.500,00 porque o restante serve para pagar imposto. E não ter aumento a mais de quatro anos. Não consigo sequer fazer um empréstimo para pagar minhas dívidas. Simplesmente um absurdo! Mas sei que não falta dinheiro para esses e outros meterem a mão. 

Sílvia Maria Souza Costa silvia.souza1969@yahoo.com.br

São Paulo

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IMPORTAÇÃO DE MÃO DE OBRA

Trabalhei por duas décadas numa multi que primava por trazer para seus altos cargos, europeus com três "w" e dois "y" no sobrenome, como se isso lhes atestasse competência, antes dos resultados desastrosos obtidos. Um deles chegou a comentar com seus pares – ouvido por um subordinado – que "o brasileiro nasceu para servir e obedecer". Lendo as notícias sobre importação de mão de obra com "alta especialização" nota-se que a moda continua. Interessante  a legalização de milhares de bolivianos, em pleno mercado desaquecido, certamente preenchendo esse quesito.

Flavio Marcus Juliano opegapulhas@terra.com.br

São Paulo

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BRASILEIROS NA EUROPA

Na semana passada, mandei-lhes um e-mail falando-lhes sobre a emigração e muito provável condução de brasileiros (as) para a prostituição em países como Espanha e Portugal e a imigração para aqui de portugueses e espanhóis que chegam para uma viagem de turismo permanente e o descaso de nossas autoridades.  No dia 22/11, li na pág. A16 notícias sobre isso, intitulada Entidades de imigrantes temem possíveis expulsões de Brasileiros.  Como eu disse no e-mail, somos  quase nada para os europeus, mas eles... enfim, se viessem só para fazer turismo e falar bem de nosso país e de nossa gente lá fora... tudo bem, porque somos, apesar das notícias de corrupção e outras coisas, somos gente pacífica e de bem, aliás, para continuarmos a manter a nossa tranquilidade que tal reestruturar nossas Forças Armadas  e reequipá-las com gente e material de qualidade? já não somos a sétima economia do mundo?  E, para finalizar, há turistas que só veem para aqui para o turismo sexual! Será que vocês publicariam tudo isso na íntegra? Quero só ver.

Josemar Eloy da Silva josemar.eloy@hotmail.com

São Paulo

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TREM-BALA

O projeto bilionário para um trem bala unindo São Paulo e Rio de Janeiro significará um gasto monstruoso , sendo que estas cidades já são unidas por malha viária , ferroviária, e aérea. Por que o país inteiro tem que arcar com o custo de uma obra que só vai beneficiar pontualmente uma região, se com o dinheiro a ser gasto se poderia implantar uma malha ferroviária por todo o país, usando energia limpa e mais barata  para o transporte de mercadorias ? O que é que realmente faz com que o Trem Bala tenha prioridade para este governo?

 

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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LOUCURA

Loucura é pensar  ainda em trem-bala e gastar R$ 30 bilhões  no projeto para atender somente a duas metrópoles e mais um centro urbano, em dois estados, num universo de 5.565 municípios, entre eles capitais e  outros pólos importantes deste país gigante, ainda em desenvolvimento, onde existem  prioridades urgentes. Como tais citamos: hospitais com melhor atendimento à saúde, ampliação da rede ferroviária  neste imenso território, conservação de  rodovias e dedicação total à educação e segurança. Esse dinheiro daria para construção de mais de 1 milhão de casas populares,  com maior repercussão social, propiciando a geração de milhões de empregos, suprindo a carência existente no setor. Por que nossos administradores ainda mantêm  a idéia desse trem, contrapondo-se à  realidade  social brasileira? Parem com isso, homens!

João Rochael jrochael@ibest.com.br

São Paulo

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ENGENHEIROS E REPRESENTATIVIDADE

A Engenharia no Brasil tem sua história gravada por fatos, atos e decisões que representam registros altamente meritórios. Como um país-colônia,  o desenvolvimento se fez tardio e à reboque das demandas de interesse do capital internacional, de modo que nossa experiência em engenharia se dá reativamente, a partir da aprendizagem compartilhada  junto aos interesses da matriz internacional. Além da Engenharia Militar, sempre presente desde as fases colonial e imperial até nossos dias, tivemos na presença de engenheiros ingleses que aqui estiveram, nos fins do séc. 19 até meados do séc. 20, e se fixaram,  a serviço das companhias mineradoras, elétricas e ferroviárias preponderantemente, o modelo de atuação em engenharia. Billings, Mailasky, Henri Borden são nomes representativos dessa época. De origem colonialista, sua postura era, via de regra, autocrática, e,  receptiva a toda sorte de honrarias e mordomias.Casa senhorial, servidores taifeiros, motorista, vagão especial para locomoção ferroviária, com cabines, salões e cozinha próprios e a pronta disposição de serem alvo das homenagens das pessoas ao seu redor, mantidos os devidos distanciamentos. Comumente eram chamados de doutor, titulo que aceitavam em bons termos esse tratamento senhorial. O inicio de nossas escolas de engenharia por sua vez, contou com professores vindos de países colonialistas, geralmente de regimes autocráticos ou monárquicos, onde o prestígio da aristocracia era um ponto forte. Nossos primeiros engenheiros, igualmente tiveram sua formação na Europa, em tais ambientes. Assim, estabelece-se um comportamento de ares aristocratas e centralizadores em torno da figura do “sr.dr.engenheiro”. Muitas obras de destaque representam essa época como o Viaduto de Santa Ifigênia, a Estação da Luz, ou o Teatro do Amazonas, além da presença do traço nas obras da Estação de Mayrink, da Sorocabana ou da Estação Julio Prestes. A implantação das ferrovias , cabe dizer, foi feita sem rigor estratégico nacional, visto que recebemos todo o equipamento motor, rodante ou de carga e controle, das desativadas vias férreas européias, que foram, estas sim, integradas em bitola única. Fomos instalando trechos ferroviários em atendimento às demandas do café ou da produção agrícola, a partir de decisões locais dos senhores do café. Na área militar recebemos a nossa cota de participação com equipamentos bélicos remanescentes da II Guerra.  Esta prática de aceitação de descartes obsoletos prevalece até hoje, como no caso do  porta- aviões São Paulo, e depois, do Minas Gerais e das inúmeras tentativas de nos impingirem outros tantos, como as quarenta e nove locomotivas francesas,depositadas em suas caixas em Araraquara, o Projeto do Café de reequipamento das universidades paulistas com material da Alemanha Oriental, o famoso trem húngaro, o projeto Brasil-Israel, também para as universidades,  e agora talvez, o Trem-Bala.Estão visíveis os resultados do Programa Federal-Promef, cujo primeiro resultado obtido, com anos de atraso, resultou no navio petroleiro João Candido,inaugurado no Governo Lula, que jamais chegou ao mar, ou do navio Celso Furtado, lançado ao mar em junho do ano passado, que jamais recebeu carregamento. Cabe reforçar o desastroso caso da Chevron, na Bacia de Campos, com uma plataforma reconhecidamente obsoleta e inadequada a operar em grande profundidade ou a construção da Companhia Siderúrgica Atlântico, com seus mais de 600 engenheiros chineses operando no Rio de Janeiro. Na década de 50, com a introdução no Brasil na fase taylorista-fordista de produção de bens de consumo, de bens duráveis e de bens de capital repetiu-se a receita e recebemos toda sorte de projetos obsoletos oriundos de  seus países de origem, tanto de produtos finais como dos equipamentos e processos, tendo os empresários locais a incumbência de buscar, sob total patrocínio do governo federal, seus novos parceiros. Isso significou que entramos com pelo menos, 60 anos de atraso na 2ª.Onda-Industrial, definida por Toffler, e pagamos por isso, os altos preços de aquisição de equipamentos sucateados, como sendo novos, e de projetos sucateados, como inovadores, dado nosso atraso. E pior, produzindo mal e oferecendo produtos já defasados só nos restava os mercados secundários: o interno, com uma enorme demanda reprimida e pouco exigente e os da África e da America do Sul.Pior ainda, o fato de os empresários terem se alinhado com o capital internacional, seus sócios, em detrimento dos trabalhadores, ainda em organização sindical. Historicamente,  as demandas tecnológicas se instalaram antes da estruturação universitária que além de não ter concebido, planejado ou empreendido esta nova fase industrial, só agiu reativamente na formação de profissionais especializados em atuação industrial e empresarial, criando, a posteriori,  a partir dos anos sessenta os primeiros cursos de engenharia de produção, de administração de negócios e de engenharia operacional, esta, uma solução tão acertada para as demandas da época, que logo foi extinta, dando lugar aos cursos superiores de tecnologia, nos anos setenta, ainda tão mal compreendidos. Profissionais para operar plantas prontas e fabricar produtos já consolidados e não, profissionais para conceber soluções através de novos projetos, ou inovar. A cultura da manutenção preventiva, da conservação do patrimônio físico ou das obras subterrâneas como as de saneamento(água e esgoto tratados) não são privilegiadas, via de regra. Vide bondinho de Santa Teresa ou Ponte Hercílio Luz. A questão de moradias é crítica, com um avanço na sua disponibilização a partir desta década, porém com oferta de moradias de baixa qualidade e sem sua integração com aspectos mínimos de qualidade de vida: paisagismo,lazer,esportes,recreação, ou seja, a casa minimalista e seca, potencializando focos de stress social, quando não, de construção irregular e aleatória, de alto risco.  A pesquisa, no Brasil, só foi induzida a partir da sistematização dos curso de pós-graduação, na década de setenta (iniciada com a reforma de 1969). Pesquisa essa mais voltada para compilação antecipada e de resultados difusos do que alinhada com desenvolvimento sócio-econômico através de  concepção de soluções inovadoras, geradoras de divisas e de independência ao país. Vivemos uma situação complexa por termos grande parte da população ainda, na fase pré-primeira onda, de analfabetos e de analfabetos funcionais, na 1ª.Onda-Agrícola e Mineral,extrativista, na 2ª.Onda-Industrial, sob um processo de esgotamento,  que se desloca rapidamente para a Ásia, desindustrializando-nos e esgotando todo esforço aplicado nas décadas anteriores, e  simultaneamente, na introdução de um largo contingente, na 3ª Onda- do Conhecimento e da Informação. Isso tudo, sem que tivéssemos extraído de nossas  potencialidades todo o bom resultado, no limite da otimização, que se poderia auferir e que representa um elevado desperdício social. Assim sendo, nesse ambiente confuso e complexo, sem uma discussão que encaminhe a um alinhamento estratégico, têm-se a presença do engenheiro buscando oferecer soluções sócio-econômicas otimizadas e superando as dificuldades que se apresentam por força de agentes e condições externas e de conseqüências internas não controladas, que se sobrepõem à sua racionalidade profissional. Uma análise de causa e efeito, revelam de pronto, o quanto de improvisação ou de alienação frente às esferas de decisão,  prevalece nas decisões nacionais ainda hoje... Fica assim a Engenharia brasileira,  em débito com a importância de sua representatividade social, por não participar diretamente do processo decisório e de não atuar,em seu nível de competência, nas escolhas e definições tecnológicas de interesse nacional.

Alfredo Colenci Junior colencijr@yahoo.com.br

São Carlos

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ÓLEO NA BACIA DE CAMPOS

Depois de 14 dias de vazamento,  o presidente do Ibama, Curt Trennepohl, afirmou que o vazamento no campo da Chevron cessou, que óleo residual que se encontra infiltrado nas rochas, poderá nos próximos três ou quatro dias ainda aflorar à superfície". É um homem de certezas, tem bola de cristal. Já o  Secretário Estadual do Meio Ambiente do Rio de Janeiro Carlos Minc, também após  2 semanas, conseguiu ser pior, pois  ainda vai  notificar a Chevron, responsável pelo derramamento de óleo na Bacia de Campos, para que a petrolífera banque uma auditoria independente,  em todas as suas instalações, em terra e no mar. O assunto nos remete  às seguintes  dúvidas: 1-Por que Minc só sobrevoou a área do vazamento do campo de petróleo, com direito a aparecer duas vezes no Jornal Nacional, quando melhor seria estar lá embaixo, sujando seus lindos coletinhos, observando as reais dimensões desse desastre ecológico?  2-Por que só após o derramamento de petróleo é que sugeriu  um estudo sobre a segurança da plataforma , isso não deveria ser obrigação ? 3- Por que não sugeriu  o mesmo da Petrobras, por ser sócia da Chevron no poço acidentado? Como medida preventiva, sugerimos às nossas “autoridades”  que contratem parlamentares, pois alguns são exímios especialistas em vazamentos de qualquer natureza, não só em terra e  mar, como ainda em jatinhos no ar. Ficamos com outra dúvida, para que serve o Ibama?

João Henrique Rieder rieder@uol.com.br

São Paulo

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PAQUERANDO O PRÉ-SAL

Afinal de contas, o que estava a Chevron fazendo na porta do pré-sal? Quais eram as intenções desta paquera? Porque não avisaram que iriam até lá? Pretendiam arrombar a porta? Estas são algumas perguntas que não querem calar na cabeça de muita gente. Todas as pessoas que sabem ler as entrelinhas do noticiário aguardam ansiosamente uma resposta. A sociedade agradece.

Wilson Gordon Parker wgparker@oi.com.br

Nova Friburgo (RJ)

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PREVENÇÃO DE ACIDENTES

Quando houve o acidente na plataforma do golfo do México, cogitou-se no Brasil de prepararmos um esquema para estarmos preparados para enfrentar algo do tipo, acaso acontecesse. Isso já faz mais de um ano.   Hoje vemos que nada se fez e nenhuma providencia foi tomada.   O acidente aconteceu, e a empresa Chevron, que também deveria ter um esquema para isso,  nos enganou afirmando que tinha,  os integrantes da ANP acreditaram, e hoje sabemos que nada existe.  Sabemos que essas agências, a Petrobrás  e nossos governantes, só se preocupam com eles mesmos e os grandes empregos que obtiveram, e mais nada.   Abandonaram o biodiesel, as produção de etanol (hoje importamos até isso), e se fixaram na idéia do pré-sal, que está ainda no fundo do mar e tão cedo nada produzirá.   Na realidade o pré-sal, chamado então de bilhete premiado,  por enquanto foi o conto do bilhete premiado para se ganhar eleição.  O Brasil está

novamente ficando para trás na história do mundo.    O pior é que já estão contando com o ovo na galinha, disputando os chamados royalties  do pré-sal que ainda nem sabemos se será prospectado.   Que país é este que o lulopetismo criou.  O país das ilusões e da mentira.

 

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

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CHEVRON BANIDA

Essa empresa já nos fez de idiotas mostrando ao mundo que nosso Brasil vale pouco. Ainda bem que existem pessoas e instituições sérias entre os brasileiros.

Maria de Mello nina.7mello@uol.com.br

São Paulo

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OS MAIS IGUAIS

O artigo 5º da Constituição diz que ''homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações''. Menos para os detentores do poder que dão a essa igualdade a roupagem que bem entenderem. É o que está acontecendo com o Programa de Apoio a Tradução e Publicação de Autores Brasileiros, de responsabilidade da Fundação Biblioteca Nacional. Das obras escolhidas que receberiam o subsídio governamental para serem vertidos para outros idiomas, está o livro Leite Derramado, de autoria do compositor Chico Buarque de Holanda, irmão da ministra da Cultura Ana de Holanda. Diante dessa ''coincidência'', o Conselho de Ética da Presidência da República ''congelou'' a bolsa de US$4 mil que seria dada a editora francesa Gallimard. Só uma polêmica suscitada abortou a verba. Quem cala consente.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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ESSE É O PAÍS QUE ANDA DE RÉ!

Todos nós seres mortais somos passíveis de erros. Porém, convenhamos que em algumas questões os cuidados e a atenção devam ser redobrados. Em algumas profissões um ato errado pode custar a vida de dezenas de pessoas além de milhões em prejuízo. Na área médica não é diferente. Há pouco tempo um engano custou a vida de um recém-nascido. A auxiliar de enfermagem misturou leite na veia da criança de apenas 12 dias, que em decorrência do tal descuido logo depois veio a falecer. Segundo informações, a profissional se confundiu e misturou o alimento na sonda utilizada para medicamentos, mesmo assim nada justifica tal erro por uma profissional. Logo depois veio a noticia de que um recém-nascido em Manaus, teve o rosto cortado pelo bisturi durante a cesariana, não é uma fatalidade, e sim irresponsabilidade do médico. O bebê levou nove pontos e precisou ficar na UTI por algum tempo. Esses dois casos não são exceções, se juntam a outros noticiados pela mídia, como o da garota que recebeu vaselina ao invés de soro, ou o da criança que teve o dedo amputado ao ter seu curativo retirado, e que para surpresa geral da nação, ficam apenas na fase de investigações, imagina o que acontece por esse brasilzão que ninguém fica sabendo, muitos morrem sem ter um diagnóstico do que o levou a morte. Os profissionais que erraram servem apenas de bode expiatório, pois em poucos dias são demitidos, para mascarar problemas outros muito mais sérios existente em clinicas e hospitais de todo o país. Qualificação, é uma palavra e esquecida, principalmente se estamos falando da saúde pública, que paga pouco mais de R$ 500,00 para auxiliares, e em muitas localidades nem isso. Vamos mais além, os futuros médicos não ficam muito atrás.  A  participação dos estudantes de medicina no exame do conselho regional de medicina do estado de São Paulo - que avalia o conhecimento dos formados - caiu 70%. Na prova deste ano apenas 16% dos alunos compareceram e 46% foram reprovados. Esse é o futuro que nos espera nas áreas da medicina como é o caso de tantas outras. Ou seja: hoje passar pelo médico pode causar sérios danos á saúde. Ir ao hospital, então, só em último caso. Não é a toa que as igrejas evangélicas vivem superlotadas de pessoas enfermas em busca de um milagre divino. Só temos que lamentar.

Turíbio Liberatto Gasparetto turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul

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PROPAGANDA

Tenho ouvido no rádio, propaganda do governo enaltecendo o SUS como um bom serviço público dirigido à população. Todos sabemos que a realidade é bem diferente, a rede está sucateada e as pessoas entregues à própria sorte. Contra essa propaganda é que a Ministra Iriny deveria se insurgir, por ser enganosa, mentirosa e não criar aquele alarde todo com a lingerie da Hope, que teve a participação de Gisele Bündchen. O governo deveria ter um pouco mais de bom senso, de vergonha e não colocar no ar essa propaganda. Afinal, acham que somos alienados?

Alvaro Salvi alvarosalvi@hotmail.com

Santo André

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AIDS

Uma notícia que me deixou contente é que infecção pelo vírus da Aids caiu 21% no mundo. Em 2010 o número de infectados pelo vírus chegou a 34 milhões! O uso de preservativo e ter cautela com transfusão de sangue impede a transmissão da Aids.

Paulo Dias Neme profpauloneme@terra.com.br

São Paulo

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PREVENÇÃO CONTRA O HIV

Ministro Padilha, sua preocupação com a disseminação do HIV em jovens está atrasado oito anos. Gastaram tanto para endeusar "o cara" que se esqueceram de que o aumento da incidência dessa doença custará os olhos da cara ao governo em saúde pública. Nesses oito anos de completo abandono quantos jovens saíram da infância e alcançaram a maturidade sexual sem que nenhuma campanha de peso fosse feita para educar e alertar sobre essa triste doença? Agora declara em tom ufânico que investirá 17 milhões para prevenção ao HIV? Isso é uma gota no oceano para um país de dimensões continentais como o nosso. Foram gastos muito mais que isso nas campanhas que fizeram do desgoverno Lula o "nunca antes nesse país"! É brincadeira!

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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INOCENTE

Fabiano Ferreira Russi, um motorista inocente então com 25 anos de idade, ficou 4 longos preso em São Paulo, condenado por um roubo que não cometeu. A vítima, uma enfermeira, o reconheceu por engano. Até quando esses gravíssimos erros judiciários continuarão a ocorrer ? É mil vezes preferível que um culpado seja absolvido pela Justiça do que condenar injustamente um inocente, como Fabiano. Onde ficam a presunção de inocência e o 'in dubio pro reo'? Quem irá reparar os sofrimentos e o enorme dano causado á vida deste rapaz e de sua família ? O pior de tudo é que não se trata de um caso isolado e que, no Brasil, inúmeros inocentes são condenados e presos injustamente, em clamorosa injustiça.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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GARUPA DA MOTO

A Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) aprovou projeto do deputado Jooji Hato (PMDB) que proíbe a garupa em motocicletas nos dias úteis da semana. Absurdo, pois é um meio de locomoção que permite, por lei, ser utilizado por duas pessoas ao mesmo tempo. Contudo não podem deixar de avisar à bandidagem que se utiliza da garupa para praticar "assaltos", "roubos", etc. que, a partir de agora, só poderão ser praticados aos sábados, domingos e feriados.

 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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MOTO, GARUPA E ASSALTANTES

 

O projeto, de autoria do deputado Joogi Hato (PMDB), que proíbe o garupa nas motos, aprovado no início da semana pela Assembléia Legislativa, se não for ilegal é, pelo menos, inconveniente. Só porque o veículo de duas rodas é utilizado por criminosos, os parlamentares buscam impedir que seus usuários lícitos dele desfrutem para ao trabalho e também levar mulher e filhos ao emprego, à escola, ao médico, etc. Em vez disso, deveriam lutar por melhores condições de Segurança Pública e garantir o direito de ir e vir para todo cidadão. A proposição demonstra a enorme distância existente entre os senhores deputados paulistas e o povo, além da pouca percepção dos parlamentares para as questões de Segurança. Se proíbem o passageiro da moto por causa dos bandidos, logo estarão fazendo o mesmo com o automóvel, pois eles também são usados por assaltantes. Poderá surgir até o deputado que queira proibir o pedestre, já que alguns ladrões roubam a pé. A medida pode ser comparado à velha estória do marido traído que vendeu o sofá. Em vez de estabelecer a restrição às motos – e o raciocínio também deve valer para o uso do celular dentro do banco – os nobres deputados e o próprio governo deveriam providenciar meios mais eficazes  para a repressão ao crime. O melhor que o governador tem a fazer dessa infeliz iniciativa legislativa é vetar o artigo que proíbe o “garupa” e colocar em vigor só a parte que exige a identificação no capacete e no colete. Mas, mesmo assim, tem de criar uma rígida estrutura para a fiscalização, considerando suspeito todo motoqueiro sem identificação e, além da multa, levando-o ao distrito para identificação e investigação. É assim que se faz, com sucesso, na Colômbia...

 

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

                                                                                                    

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PROIBIÇÃO DE GARUPAS EM MOTOS

A crer que o nobre deputado Jooji Hato seja pessoa inteligente, e que inclusive por dever do ofício conhece as leis e atribuições da Assembleia Legislativa de São Paulo, e lembrando que o nobre deputado, quando vereador da capital, já apresentou o mesmo projeto em 2000 e 2001 (PL 388/00 e PL 107/01), e que em todas as ocasiões tal projeto foi vetado por se tratar de matéria regida por leis superiores, resta examinar as intenções de ter apresentado novamente um projeto destinado ao veto. As motocicletas são notórias pela agilidade e praticidade, qualidades que tem sua importância ampliada nas grandes cidades e cujo usufruto a proposta do nobre deputado nega exatamente ao cidadão de bem, pagador de impostos e que tem endereço fixo. Afinal não escapa à compreensão de ninguém, tampouco do nobre deputado, que os assaltantes, que pela própria definição pouco se importam com as leis já existentes, continuarão alegremente cometendo suas ações criminosas. O texto da lei tão-somente prevê aos infratores a aplicação de multa, em nada perturbando os assaltantes com suas motos roubadas. Também os condutores de motos de documentação irregular, que ignoram e acumulam atrasos de impostos, taxas e multas de trânsito, pouco se importarão com mais uma multa. Assim, tal lei, se aprovada, somente obrigaria que parte da população honesta optasse entre andar de automóvel, arcando com os custos do desperdício de tempo e combustível e contribuindo para piorar o lendário trânsito das grandes cidades, ou pior, se submeter a um serviço de transporte público indecente. Mas como o texto proposto para a lei, além de extrapolar a competência do Estado, em nada atende essas questões centrais, fica claro que trata-se apenas de uma manobra para "mostrar serviço" aos seus eleitores e admiradores, explorando um assunto em que a sensibilidade popular é vulnerável (a criminalidade), através da proposta estéril de medidas sensacionalistas, ainda que tão prejudiciais quanto inúteis. Cabe ao eleitorado encerrar nas urnas a já muito alongada carreira política deste senhor que demonstra não desempenhar serviço público satisfatório como legislador.

Vicente Medici vicente.medici@gmail.com

São Paulo

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TAPAR O SOL COM PENEIRA

Venho externar minha posição quanto o teor do projeto de lei em questão, uma vez que o mesmo fere os direitos civis dos cidadãos brasileiros. Não vejo onde tal proibição reduzirá o índice de acidentes com motociclistas, uma vez que o fato gerador dos acidentes não é o estar ou não com um carona, bem como não podemos generalizar que todo motociclista com carona seja um bandido em potencial. Seguramente boa parte da população que se utiliza da motocicleta como meio de transporte, o faz levando filho a escola, esposa ao trabalho, muitas vezes porque o Estado não está cumprindo seu papel de proporcionar transporte público em quantidade e de qualidade para os cidadãos que religiosamente pagam seus impostos. Não se pode limitar  aos  finais de semana e feriados  a autorização de transporte do carona,uma vez que  estará  cerceando os direito constitucional de livre transito e uso da propriedade..Não ha como determinar ao cidadão que ele não poderá, por exemplo, viajar durante a semana com uma companhia. Outrossim, a utilização de placa no colete não tem sentido, uma vez que as motocicletas já tem placas e será mais uma medida que  ficará junto aos estojos de pronto socorro,que seguramente deu lucros enormes a alguns. A redução de acidentes deve ser feita através de medidas educativas, legislação clara e eficiente. Da mesma forma a redução de assaltos e roubos praticados por bandidos motorizados deve ter efeito com melhor aparelhamento dos agentes policiais, maiores e rigorosas "blitz", coibindo o marginal e para este, o tratamento que merecem:detenção efetiva,até o cumprimento da pena,passando também por medidas sócio educativas, e projetos de  inseri-los ao mercado de trabalho. Também resta lembrar que os R$10 milhões anuais na saúde não "sobrarão" nos cofres públicos de um dia para outro, pois os acidentes de transito sempre existiram e existirão,principalmente em cidades como São Paulo, onde os investimentos em infra-estrutura são inversamente proporcionais ao crescimento da população.Bem como os acidentes envolvendo motocicletas ocorrem com um único ocupante,o motociclista,ou será que a mídia esconde os "garupas/caronas" na hora da divulgação jornalística! Em suma, o que o deputado pretende com este projeto de lei é prejudicar a população, principalmente seus eleitores, em detrimento de falhas ou ineficiências do Estado em assuntos que a ele são pertinentes e inerentes. Da forma que vemos este projeto, mais uma vez querem "tapar o sol com peneira".

Carlos Alberto de Oliveira Neto carlosaon@ig.com.br

São Paulo

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LEI SECA

Essa verdadeira tempestade em copo d’água que fazem a respeito da Lei Seca só vai acabar quando for institucionalizado o uso do bafômetro:  sem choro, nem vela.

Conrado de Paulo conrado.paulo@uol.com.br

Bragança Paulista

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IMAGINE

A queda da passarela de pedestres da ponte dos Remédios serviu para demonstrar que a Prefeitura de São Paulo não faz qualquer tipo de manutenção nas pontes, viadutos e pontilhões da cidade. Ficou claro que a conservação só é feita depois que a obra de arte desmorona. A moda atual é das pontes estaiadas. Imagine se a manutenção da Prefeitura paulistana, continuar com esse padrão de qualidade...

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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EPIDEMIA DE MORTES

Estatísticas americanas usam o critério de acidentes por ''milhas percorridas" (VMT, vehicle miles traveled). Isso garante veracidade ao comparar veículos com frotas de números muito diferentes. O resultado é o esperado, mas choca pelo tamanho da diferença. Motos - 35 mortes por cem milhões de milhas percorridas. Carros - 1,7 mortes por cem milhões de milhas percorridas. Ou seja, o risco de morrer de moto é 20 vezes maior do que morrer de carro. Será que aqui no Brasil a estatística é diferente?

 

Antonio Cândido Botelho Gomes antoniocandidogomes@gmail.com

Ribeirão Preto

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MORTES NO TRÂNSITO

Meu e-mail vai lotar de mensagens me acusando de preconceito. A mídia não pode comentar porque não é politicamente correto. Porém o assunto é muito sério, pois muitos jovens estão morrendo todos os dias. A verdade é que a classe emergente não estava preparada para dirigir, muitos motoristas novatos, devido ao crédito muito fácil, outra herança maldita do sr. Lula, compraram motos e carros e agora estão aprendendo e causando muitos acidente ate pegarem a experiência necessária. Daqui a alguns anos os acidentes diminuem normalmente. Aposto que as famílias das vítimas concordam com minha opinião.

Carlos Norberto Vetorazzi cnorbertovetorazzi@yahoo.com.br

São José do Rio Preto

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IPVA

É muita cara de pau, anunciar que haverá redução do IPVA, são os veículos que estão valendo menos, (o calculo é pelo valor venal). O IPVA em São Paulo é calculado na base de 4% do valor venal, o mais caro do País. Noticia honesta seria: "Extinto o IPVA."  Porque esse imposto não se justifica, é mais um castigo do que imposto, que não retorna nenhum centavo em benefício para quem os paga, esse dinheiro entra nos caixas municipais e estadual como um todo, beneficiando até quem não possui veículos automotores, que também já incidem sobre eles cargas de IPI, ICMS e tudo o mais, e ainda tem (mais) o IPVA, um imposto exclusivíssimo, que nenhum outro produto possui. Mais cara de pau ainda é a multa desse injustificável IPVA, para quem não pagar no dia certo de vencimento: 0,33% por dia de atraso, além de juros de mora, (com base na Selic). 

Arcangelo Sforcin Filho normandiedesp@uol.com.br

São Paulo

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PAULISTANO SOFRE

Se há alguém que sofre e não tem sossego é o cidadão paulistano. São Paulo  é um antro de bandidos por toda a parte. O cidadão enfrenta um trânsito caótico diariamente, precisa andar de vidros fechados para evitar os assaltos e quase nunca há polícia por perto.  O Aeroporto de Guarulhos ganha em todos os itens, quando o assunto é roubo. Como se não bastassem os roubos aos passageiros, de suas bagagens, dos assaltos a que são vítimas quando saem do aeroporto, do preço abusivo das passagens, dos voos cancelados, da farsa das milhagens etc.  agora os bandidos inovaram roubando estepes dos carros que ficam no estacionamento. Para variar os bandidos sempre surpreendem  a polícia. Felizmente, as câmeras gravaram e os meliantes foram presos. Até chegarmos à Copa de 2014 quantos delitos ainda vamos assistir?

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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MILAGRE?

Há um tempo atrás uma reportagem de nosso jornal (Estadão, claro) deu a entender que as estradas que cobram pedágio "barato", não prestam bons serviços. Depois de viajar pela Fernão Dias, ida e volta nos seus 600 quilômetros sou obrigado a reconhecer que, apesar de cobrar apenas R$ 1,30  em suas oito praças de pedágio, o serviço que a Concessionária presta é excelente.  Não encontrei um único buraco. Asfalto excelente. Boa sinalização. Vi equipes de manutenção em todo o trajeto: reformando o piso, fazendo aterros, pintando indicações etc., etc., ou seja Manutenção funcionando! E... o  mais impressionante... Meu carro furou um pneu. Estacionei no acostamento, levantei o capô, para mostrar a necessidade de socorro... e maravilha das maravilhas, dentro de mais ou menos 15 minutos, uma Van da concessionária parou e prestou socorro trocando o pn eu com rapidez e segurança. Depois, quando quiz dar uma gratificação pela presteza do serviço, recusaram firmemente dizendo que estavam fazendo "o meu trabalho"! Milagre? Não. Apenas gestão adequada do dinheiro público.

 

Agostinho de Souza Bitelli asbitelli@hotmail.com

Santo André

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