Fórum dos Leitores

PODER JUDICIÁRIO

O Estado de S.Paulo

13 Dezembro 2011 | 03h08

Um quadro a ser mudado

O magnífico editorial A nova ministra do Supremo (11/12, A3) traduz diversas das preocupações dos operadores do Direito. A origem da espécie de problema atual é o desvalor dos ocupantes do poder em face das instituições. O Supremo Tribunal Federal (STF) e os tribunais superiores, por exemplo, são tratados como extensão das capitanias ideológicas. Ao se esmerarem na ignomínia, superam até os requisitos mínimos da reputação ilibada e do notável saber jurídico. Nesse rolo compressor do pensamento único, o Congresso Nacional é visto como abscesso a ser removido quando o Executivo quer. Vê no Senado uma Casa de convescotes e em sua Comissão de Constituição e Justiça a área de lazer da companheirada. Assim, ao surgir vaga de ministro em Corte, iscam um aliado e já comemoram a posse antes de ser adjetivado na apreciação dos parlamentares. Culpa única e exclusiva dos senadores que descumprem sua tarefa. É um quadro a ser mudado. A sabatina tem de ser um filtro, não uma tábua de frios da qual se servem os comensais do poder. É uma oportunidade, ainda que ínfima, de obter uma ideia do nível de quem estamos tirando da churrascada direto para a vitaliciedade. Às vezes, durante a entrevista, o candidato mostra-se abaixo do nível; em outras, surpreende para o bem. Na legislatura passada, conforme bem frisou o editorial, o hoje ministro Dias Toffoli chegou precedido de notoriedade negativa, dados as suas relações e um "currículo exíguo", nas palavras do jornal. Mas a surpresa foi tamanha que se transformou em votos favoráveis, por mérito do questionado. O conhecimento jurídico, aliado à experiência e contemporaneidade com os temas, delineou o apoio de quem não está ali para o compadrio nem para o escárnio, mas em busca de garantir a defesa da sociedade. A Presidência da República não pode fazer do STF e dos tribunais superiores um experimento do politicamente correto. Um erro na escolha do inquilino do Planalto dura um mandato, um equívoco na sabatina de um ministro do STF dura uma geração.

DEMÓSTENES TORRES, senador

Brasília

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Papel do Senado

O editorial A nova ministra do Supremo tocou num tema que já vem preocupando a sociedade nos últimos tempos, ou seja, a nomeação de ministros não completamente preparados para a tarefa. O que mais preocupa é o fato de o Senado, que deveria selecionar bem os indicados pela Presidência, ter abdicado do dever constitucional de cumprir esse papel com o devido cuidado.

JOSÉ ELIAS LAIER

joseeliaslaier@gmail.com

São Carlos

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Notório saber

Parece-me que a nova ministra do STF não se saiu tão bem na sabatina no Senado. Em minha opinião, não é um grande problema, pois o que nosso país precisa urgentemente não é de "espertinhos" com notório saber jurídico, mas de pessoas com "notório caráter". Estou na torcida pela nova ministra.

SÉRGIO ROBERTO DA COSTA

sergiorobertocosta@ig.com.br

São Paulo

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Circo

Pelos critérios atuais, também o nome do ilustre deputado Francisco Everardo Oliveira Silva teria sido aprovado para ministro do Supremo, tivesse a nossa presidente assim proposto. Para quem não se lembra, trata-se do deputado campeão de votos na ultima eleição, o palhaço Tiririca. Até que tal aprovação teria total coerência com a sabatina do Senado, no fim das contas, um verdadeiro circo.

LAZAR KRYM

lkrym@terra.com.br

São Paulo

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COPA 2014

O poder da Fifa

Muito esclarecedor o editorial Tudo o que a Fifa mandar (11/12, A3). No Bairro do Morumbi mandam os assaltantes, no câmpus da USP mandam os maconheiros, nos morros do Rio de Janeiro mandam os traficantes, na Amazônia mandam as madeireiras e no estádios de futebol agora quem manda é a Fifa. E o governo manda onde? Só nos gabinetes escuros de Brasília, nos quais se decidem concorrências, licitações e verbas para ONGs?

LUCIANO AMARAL

lucianoamaral@lucianoamaral.com.br

São Paulo

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CORRUPÇÃO

'Estou tranquilíssimo'

A afirmação é do ministro consultor, amigo presidencial e companheiro de armas. Em seu lugar eu também estaria mais que tranquila. Com seus ganhos, conhecimentos, amizades e influência, nem seria mais componente do Ministério, nem teria outras aspirações na vida pública. Como simples mortal, teria medo apenas de enfrentar a Justiça, mas no seu caso e de outros considerados cidadãos diferenciados isso jamais ocorrerá. Justiça verdadeira no Brasil só para pobres ou desprovidos de conhecimentos.

IRACEMA M. OLIVEIRA

mandarino-oliveira@uol.com.br

Praia Grande

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Fora de foco

Diariamente assistimos a escândalos que ocorrem com pagamentos de somas vultosas por serviços de assessoria/consultoria prestados por parlamentares e ex-parlamentares a empresas privadas de grande porte. Seria de perguntar: se os eminentes parlamentares têm assim tanta capacidade administrativa para prestar consultoria a empresas privadas, muitas delas com gestão tecnológica de ponta, por que não dão conta de sanar os problemas brasileiros, já que foram eleitos e/ou convocados para servir à Nação?

MANOEL BRAGA

manoelbraga@mecpar.com

Matão

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Manobras

No Brasil a corrupção sobe pelo elevador, enquanto a punição sobe pela escada, parando em cada andar, aguardando manobras de defesa dos envolvidos.

ARY MARINO FILHO

arymarino@gmail.com

Garça

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IMPRENSA

Di Franco

Mais uma vez venho à coluna Fórum dos Leitores para elogiar a atitude do doutor em Comunicação, professor de Ética e diretor do Master em Jornalismo Carlos Alberto Di Franco. Seu artigo Iluminar a história (12/12/A2) engrandece a sua história de jornalista modelar.

CÉSAR TÁCITO LOPES COSTA, jornalista aposentado

São Paulo

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DIVISÃO DO PARÁ

 

O plebiscito realizado no Pará para dividir o Estado e fundar os novos Estados do Tapajós e Carajás não obteve o apoio popular. Com 66% dos votos contra, o Estado do Pará não será dividido! Vai continuar sendo um Estado enorme em terras, porém pequeno em infraestrutura. Na gíria popular, “terra de ninguém”. Eu sou a favor da divisão, pois fica mais fácil para administrar. Exemplo: a cidade de Hortolândia pertencia a Sumaré ate 1992, quando conseguiu a emancipação. Com a separação, Hortolândia ficou infinitivamente melhor, creio que já superou Sumaré em quase tudo, pois ate deputado à cidade elegeu e reelegeu. Temos de ser racionais em muitas coisas, o “nosso” Brasil também poderia ser dividido em várias partes! Em nome de uma vida mais justa e menos corrupta, certas separações só faz bem!

 

Alex Tanner alextanner.sss@hotmail.com

Sumaré

 

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PESOS MORTOS

Cumprimento o Pará e o povo paraense pela sábia decisão de impedir a divisão do Estado em três e, assim, vetar a artificial e desastrosa criação dos Estados de Tapajós e Carajás. Felizmente, o bom senso e a sensatez prevaleceram. O 'não' no plebiscito foi uma vitória do Pará e do Brasil. Se o 'sim' tivesse vencido, teriam sido criados mais dois novos Estados altamente deficitários, com novos deputados, senadores, juízes, etc., que seriam dois pesos mortos para a União. O pacto federativo precisa ser revisto. Não se admite que novos plebiscitos desse tipo – movidos pelos interesses econômicos de certos grupos – sejam realizados no Brasil, em sério risco para o futuro do país. Parabéns, Pará!

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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O PROBLEMA É OUTRO

Só os ingênuos paraenses que votaram pela divisão do Estado pensam que isso traria desenvolvimento às suas regiões. A divisão só aumentaria as despesas do País, criaria mais vagabundos políticos para encher cargos de governo e a situação continuaria igual, porque o problema não é tanto a falta de dinheiro a ser aplicado e sim de vergonha na cara, honestidade, caráter, enfim, falta mesmo são políticos honestos trabalhando e sobram ratos roendo o erário. Um problema não só daquela região, mas de todo o País. 

Laércio Zannini arsene@uol.com.br

São Paulo

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REFORMA

Com certeza o povo mais politizado do Pará, ao dizer não à divisão do seu Estado, avisou para a classe política brasileira que o eleitor cansou de ser enganado e espera contar com a disposição da população dos demais Estados para dar um basta em todas essas enganações que os politiqueiros tentam, a todo custo, nos impor. Há muito o povo paraense sabe que a maioria dos senhores, que hoje estão no Parlamento, aprovou a tal “Lei Kandir” que, em 1996, isentou de tributos os produtos destinados à exportação. Felizmente, o paraense descobriu em tempo que esse era só mais um golpe para o empreguismo da cumpanheirada e para a gastança sem regra.  O plebiscito que o povo brasileiro realmente está esperando é o do sim ou não para: 1) fim das coligações partidárias; 2) fidelidades partidárias; 3) desempenho para os partidos políticos; 4) fim do voto obrigatório; 5) redução de 81 senadores para 54; 6) redução de 513 deputados para 254; 7) redução do numero de partidos de 24 para 2; 8) fim de contribuições de campanha por pessoa física; 9) voto para vice-senador.

 

Leônidas Marques leo_vr@terra.com.br

Volta redonda (RJ)

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SÁBIA E DEMOCRATICAMENTE

Para o bem de todos e felicidade geral da nação brasileira, os paraenses escolheram o melhor, não fatiarão o Pará. Meus cumprimentos, agiram democraticamente e com sabedoria.

Carlos E. Barros Rodrigues carlosedleiloes@terra.com.br

São Paulo

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UNIDOS

O bom sendo de meus conterrâneos paraenses, quando a estapafúrdia  tese da divisão do Estado do Pará, prevaleceu. Quando a esmagadora maioria de nós brasileiros lutamos por uma reforma política, que diminua a gigantesca máquina burocrática da gestão pública, dando-lhe mais eficiência – tal projeto rejeitado –, soava como um verdadeiro despautério. Urge agora que unidos a mídia, nós opinião pública brasileira, reforcemos a pressão no sentido de mudanças urgentes na política brasileira, no sentido da diminuição dos excessivos   números de parlamentares,  bem como, um maior controle em suas atuações na gestão pública nacional.

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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SEM DIVISÃO

Não seria preciso nem avaliar a divisão do Estado do Pará posta em votação. Ao saber que seriam criados mais dois governos, com inúmeros deputados e senadores, além dos tantos de agora, conscientes da incapacidade administrativa, da conduta corrupta e das safadezas generalizadas que promovem , qualquer paraense de bom senso só poderia votar não e receber o apoio de todo o brasileiro decente . A divisão da riqueza de um Estado rico porém pobre, só poderia ser outro golpe da corja política que navega senhora sob as togas avermelhadas que envergonham o País.

Ronaldo Parisi rparisi@uol.com.br

São Paulo

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PLEBISCITO ‘TORTO’

Ainda não sei o resultado do plebiscito sobre o desmembramento de municípios no Pará para formar dois novos estados, mas  prevejo que o "não" seja vitorioso. Isto porque a consulta, na minha opinião, está errada por abranger também a região onde se encontra Belém e os municípios que continuarão constituindo o estado do Pará. Ora, a pergunta para o desmembramento deveria ser feita única e exclusivamente aos eleitores dos municípios que seriam emancipados do Pará. Ou seja, o plebiscito foi 'torto'. Dessa maneira, nunca haverá desmembramento para constituição de novas unidades da federação.

Roldão Simas Filho rsimas@aos2.com.br

Brasília

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O POVO MANDA

A voz do povo é a voz de Deus.

Cícero Sonsim c-sonsim@bol.com.br

Nova Londrina (PR)

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O POVO NÃO É BESTA

Os paraenses deram uma brilhante demonstração de bom senso ao rejeitar a divisão do Pará, que apenas multiplicaria organogramas podres de administração pública, sorvendo mais tributos para deixar as gangues políticas bem contentinhas. Logo estarão propondo dividir o Maranhão em dois – Sarneyjós e Sarneyjás –

para que melhor se distribua a pobreza pelo local e, como o povo não é abestado, começa a abrir os olhos para tanta sem-vergonhice. Parabéns, Pará! Só R$19 milhões de prejuízo...

Flavio Marcus Juliano opegapulhas@terra.com.br

São Paulo

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PARAENSES DE PARABÉNS

Mais uma vez o povo soube dizer não a um desejo inexplicável de políticos cada vez mais sedentos pelo poder, numa época de crise, de economizar em todos os setores, até dentro de nossas casas, aparecem estes espertalhões desejando fracionar um estado com o intuito apenas e tão somente de loteamento de cargos, o povo paraense, sábios, disseram não, pelo que mando-lhes um abraço fraterno, fiquemos de olho nestes usurpadores do poder e desviadores de verbas públicas, empregadores de parentes, coisas assim, que venha uma reforma política total e com liberdade imutável a nossa sempre briosa imprensa, mas com total participação dom povo, se dependermos da vontade destes políticos atuais, afundaremos e nada nos levantará novamente, fiquemos de olho nos próximos projetos apresentados, vão tentar novamente, é só aguardar. Precisamos aprender a economizar e aprender a fiscalizar nossos políticos e fazer eles devolverem o produto de seus ganhos de maneira fraudulenta, temos muitos cargos políticos, excessos de ministérios e assessores de senadores, deputados e até vereadores em todo este Brasil, que em nada se comparam aos países menos sérios do mundo; desta vez os paraenses disseram não a um aumento ridículo de mais dois estados, o que diminuiria ainda mais a fatia de verbas distribuídas àquele estado querido deste país, terra do açaí e das peregrinações santas conhecidas mundialmente.

Julio Jose de Melo julinho1952@hotmail.com

Sete Lagoas (MG)

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A FARSA DO PARÁ

É lamentável ver o governo gastar dinheiro do contribuinte sem nenhum critério, como neste plebiscito. A redivisão do Estado do Pará foi uma farsa.

Odomires Mendes de Paula odomires@abrampe.com.br

Uberlândia (MG)

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EM DEFESA DO PARÁ

Que grande lição de cidadania os paraenses deram ao povo brasileiro, e, principalmente àqueles grupelhos de políticos sem escrúpulos que visam apenas a tirar proveitos próprios em situação de poder. Os paraenses que votaram "não" foram responsáveis com o seu voto e honraram na defesa dos interesses patrimoniais do seu Estado. Talvez, muitos dos eleitores nem tenham percebidos as segundas intenções daqueles que queriam o desmembramento do território paraense. Mas, de qualquer maneira valeu seu voto na defesa dos interesses do estado, da honra e combate culminante aos políticos aproveitadores dos bens públicos em momentos cruciais que lhe aparece pela frente. Provavelmente, agora os paraenses estejam pensando: o Pará se livrou de uma grande perda patrimonial e ainda ajudou impedir mais duas grandes despesas para a União em, se aprovado o plebiscito criando os estados de Carajás e Tapajós, seriam mais dois grande sacos sem fundos para os contribuintes brasileiros pagarem em beneficio de apenas meia dúzia de políticos aproveitadores.

Benone Augusto de Paiva benonepaiva@yahoo.com.br

São Paulo

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CONTRA A MANIPULAÇÃO

Aos meus queridos compatriotas paraenses, toda a minha alegria de terem derrotado de forma democrática mais um golpe daqueles que na calada da noite conspiram sempre contra o povo usando-o como mero instrumento para atingirem os seus fins: fatiarem o Brasil em proveito de si próprios, para tornar mais equânime o produto de seu corrupto, execrável e manipulador objetivo de poder! Aquele abraço!

Gloria de Moraes Fernandes glorinhafernandes@uol.com.br

São Paulo

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MOMENTO DE REFLEXÃO

 

Vitória de Pirro do governador do Pará, sr. Simão Jatene, e sua trupe de artistas. E ainda comemoram.  O momento é de reflexão pois os números de votos obtidos pelo sim em Tapajós e Carajás revelam insatisfação grandiosa com a desigual subordinação estadual. Os verdadeiros derrotados são os vitoriosos de hoje que não conseguiram enxergar o que isso significa para o futuro do Pará. O Pará já estava dividido e agora mais ainda, com mais força e união dessas regiões. As consequências só o tempo dimensionará. E inegável que haveria aproveitamento político se o sim fosse o vencedor, porém seria o mal menor e não seria motivo para frustrar uma aspiração de quase 200 anos da população do Tapajós.

 

Carlos Edson Ferreira Vieira calevieira@uol.com.br

São Paulo

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MATURIDADE

Quem diria... creio que depois do resultado deste plebiscito sobre a divisão do Pará, que se seguiu ao que tentou impor a farsa do desarmamento, os políticos vão pensar duas vezes antes de proporem que decisões importantes sejam feitas pelo povo... Apesar das bolsas isso e aquilo, ainda existe massa crítica neste país. Parabéns, povo do Pará, pela demonstração de maturidade.

 

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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PORTEIRA FECHADA

Se deixar, vamos assistir à criação de mais uns 30 Estados no Brasil e não será para ajudar o contribuinte, mas, sim, para criar mais cargos. Mais governadores, senadores, deputados estaduais e federais... como são caras de pau. Ainda bem que o povo decidiu por não aceitar, e essa decisão é irrevogável. A vontade do povo do Pará é soberana. Parem de gracinhas e vamos trabalhar! Que tal votar para que o criminoso que matou um pai de família dar 75% do que o governo paga para o presidiário e sua família? A família do criminoso recebe ajuda o criminoso sustento, e a família da vítima não recebe nada! Outra ideia seria colocar um prazo máximo de seis meses para leilão do carros nos pátios, não podendo passar de seis meses. O dinheiro desses leilões seria para as vítimas de acidentes de trânsito. 

Eduardo Zago jeduardozago@superig.com.br

Mauá

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VOTO DE PROTESTO

O povo paraense fez o que devia fazer. Disse não à divisão do Estado e deixou seu protesto pela má administração. Espero que o governo federal olhe bem para esta questão de divisão de Estados, para não se tornar um rotina e uma farra igual a criação de municípios, e decrete regras rígidas para estas situações e que a consulta seja a nível nacional, pois todo o brasileiro acaba pagando a conta. Poderiam aproveitar também e acabarem com a  farra da criação de municípios, revertendo, inclusive criações de municípios que não tem a mínima condição de se auto sustentarem. Ficam mamando nas tetas do governo, esperando o repasse do FPM, e alguns repasses estaduais, e o povo sustentando toda uma máquina administrativa cara e inoperante. Dos mais de 5 mil municípios hoje existentes, se fizerem uma análise criteriosa e fria, não sobram mais de mil.

Panayotis Poulis  ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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POR COERÊNCIA

Após a derrota do plebiscito no Pará, ao qual cumprimento a população lá residente, que viu nesta divisão do Estado apenas os interesses dos políticos que queriam e querem apenas aumentar seus feudos, e disse não. Espero que estes mesmos políticos que iriam gastar tanto dinheiro para constituir estes dois novos Estados, por coerência e "espírito público" usem esta mesma dinheirama para ajudar os locais que diziam precisar de tudo, e por isto necessitavam da divisão. Talvez assim, esses "políticos" do Pará possam se redimir um pouco perante seus eleitores!

 

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo

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RIFA

Melhor que o "não", será os paraenses fazerem uma rifa e, na próxima eleição, rifar os senadores e deputados separatistas.

 

A. Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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A PUBLICIDADE FRACASSOU

O choro dos perdedores, agora, é do Duda Mendonça, o cupincha do PT e do Lula. Aquele que adora ver galo se pegar e acha tudo muito natural e legal. Quem mandou contratar um cara que está com o passado mais sujo que roupa antiga? Não adianta chorar, deveriam ter chamado gente que gosta do serviço e não só da grana. Agora, Inês é morta e o Pará vai ficar do jeito que é, sem novos políticos nem cabides.

Antonio Jose G. Marques a.jose@uol.com.br

Rio de Janeiro

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COP-17

A 17ª Conferência do Clima da ONU (COP-17), em Durban (12/12, A18), teve aprovado acordo global de metas obrigatórias para a redução de emissão de gases-estufa CO2 a partir de 2020 pelos 200 países representados. É o prenúncio de um futuro promissor para a melhora da qualidade de vida e do ar que respiramos. Ao contrário de Yuri Gagarin, os astronautas do amanhã deverão dizer: a Terra é verde.

 

J. S. Decol  decoljs@globo.com

São Paulo

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CLIMA

Todos falam em mudança climática porque o clima já mudou, vem mudando há anos com e sem a interferência humana. As geleiras já se expandiram e se contraíram diversas vezes e ciclos independem da quantidade de carbono na atmosfera. Estão criando um comércio de carbono como uma nova commodity a ser negociada em bolsa. Um monte de dinheiro gasto para ver o clima mudar independentemente de qualquer movimento humano. Dizer que não estamos detonando o planeta é impossível, mas achar que podemos mudar o curso desse processo de aquecimento é se achar poderoso demais. As geleiras vão se retrair e um dia vão voltar a se expandir, com ou sem nós por aqui.

Joao Junqueira Netto jonjunq@gmail.com

São Paulo

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SUSTENTABILIDADE

Desenvolvimento sustentável foi originalmente definido como "o desenvolvimento que satisfaz as necessidades presentes, sem comprometer a capacidade das gerações futuras de suprir suas próprias necessidades" e tornado oficial pelo Relatório Brundtland. A 17ª Conferência do Clima, ao empurrar para pós-2020 o estabelecimento de metas concretas, parece ter oficializado um novo conceito para o desenvolvimento sustentável. Com essas sucessivas transferências de prazo para  a formalização  de um compromisso global, a definição mais apropriada que o momento a ele permite seria  "o desenvolvimento que satisfaz as necessidades presentes,  comprometendo e  capacitando as gerações futuras para a definição  e execução das medidas necessárias à sua própria sustentabilidade".

José Carlos Nunes Siqueira jcnsiqueira@hotmail.com

São Paulo

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SALVAÇÃO

Em Durban na África do Sul, tentam salvar o Meio Ambiente, na União Européia tentam salvar o euro e em Brasília cada um tenta salvar o seu...

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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O PALOCCI DA DILMA

Fernando Pimentel (PT), hoje ministro do Desenvolvimento e Comércio Exterior, amigo de longa data da presidente, como consultor e esperteza divide as honras com Antonio Palocci. Agora como ex-prefeito de Belo Horizonte, contratou a Camargo Corrêa, para construção de apartamentos bem populares por um preço tão exorbitante, que poderia se construir até com área útil maior em bairros dos mais valorizados do Brasil, como Higienópolis, ou Jardim Europa, em São Paulo. Ou seja, um apartamento simples sem acabamento, com 36 metros quadrados saiu para os cofres da prefeitura belorizontina por R$ 200 mil cada! Por depoimentos dos próprios moradores, esse imóvel não vale mais do que R$ 40 mil! É ou não é um verdadeiro escárnio! E este Pimentel, recebeu para sua campanha eleitoral de 2010, R$ 2 milhões só desta construtora! Será que ficou só nisso?! É com gente desta estatura moral que há nove anos o PT do Lula, governa o País...

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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‘CONSULTORIAS’

Atuando há 47 anos no setor de consultoria, fico embasbacado com os estonteantes resultados financeiros da empresa do ministro Fernando Pimentel. Como ele faz parte de um admirável governo que tem como metas principais a erradicação da pobreza e a melhor distribuição de renda, sugiro ao Sr. ministro que promova seminários e conferências para transmitir às empresas consultoras em geral o seu precioso know-how de como  conseguir esses resultados estratosféricos. Sugiro também que convide palestrantes notáveis como, por exemplo, o Sr. Antonio Palocci. Ah! Não vou cobrar nada por esta consultoria que acabo de dar.

Nelson Penteado de Castro pentecas@uol.com.br

São Paulo

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AMIGO URSO

"Sou amigo da maioria dos empresários de BH. Se isso for crime, sou criminoso". Pimentel, com o verbo mentir mal camuflado no próprio nome, sabe que não há problema em se ter amigos. E esquece de um dos ditados mais populares deste país – “dize-me com quem andas e te direi quem és”, embora este fosse mais indicado aos seus amigos, que agora se vêem como desculpa para suas mal disfarçadas manobras. E ao se fazer amigo, esquece também que os brasileiros já sabem desde sempre, que por causa das amizades acima da competência e da ética, Ministros são demitidos e outros são “culpados” de toda a malandragem sem que a liderança máxima do país saiba de alguma coisa. Portanto, empresários honestos de BH, não se deixem envolver por palavras espertamente comprometedoras. Assumam um posicionamento transparente diante da opinião pública para que todos possamos manter a boa imagem do inegável serviço prestado pelo povo mineiro à democracia brasileira, em tantas oportunidades.

José Jorge Ribeiro da Silva jjribeiros@yahoo.com.br

Campinas

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RESISTA!

A presidente Dilma deveria dizer à Nação o que ela quis expressar quando disse a Fernando Pimentel: Resista! Ora, se nada de errado existe, que o ministro tenha a decência de se licenciar, para que a investigação seja realizada. Nada encontrado, que retorne as funções. Mas resistir o que? Eis a questão.

 

Ademar Monteiro de Moraes ammoraes57@hotmail.com

São Paulo

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ACIMA DE QUALQUER SUSPEITA

O presidente do PT, Rui Falcão, afirmou que Fernando Pimentel é um homem acima de qualquer suspeita, considerada sua história de vida. Não existe essa figura. Concretamente, se há vários procedimentos judiciários e em andamento no Ministério Público acerca de atos de improbidade na prefeitura de Belo Horizonte, Fernando Pimentel está situado no outro lado da margem do rio, é dizer, está abaixo de todas as suspeitas. Cabe a todo suspeito, obviamente, invocar o princípio de que o cidadão jamais investigado nunca cogita: o benefício da dúvida ou a presunção de inocência.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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‘TRANQUILÍSSIMO’

O ministro Pimentel, bola da vez no noticiário político, se diz tranquilíssimo quanto às denúncias contra sua pessoa. Eu também estaria tranqüilo, se fosse apadrinhado do presidente da empresa onde trabalho e tivesse sido flagrado cometendo uma tremenda barbeiragem. Privilégio de poucos!

José Marques seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

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A HISTÓRIA SE REPETE

Mais uma vez a história se repete a imprensa denuncia o suposto envolvimento de algum ministro de Dilma em algum "mal feito", o ministro vai ao Congresso para tentar "esclarecer" alguma coisa. A presidente afirma que o ministro tem a sua "confiança" e que não vai demiti-lo, até que aparece "um fato novo" e o ministro pede para sair, foi assim com Palocci, Wagner Rossi, Orlando Silva e Carlos Lupi agora acontece com Fernando Pimentel...

Roberto Saraiva Romera robertosaraivabr@gmail.com

São Bernardo do Campo

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OS ERRANTES E A REFORMA MINISTERIAL

 

Fernando Pimentel é o sétimo ministro a cair na boca do povo e na mira da oposição e dos órgãos controladores, em menos de um ano de governo. Seria muito bom que, como decorrência dos dissabores vividos nesse período, a presidenta realizasse um pente fino em sua equipe e aproveitasse a mini-reforma ministerial já anunciada para o início do ano, para fazer uma efetiva faxina nos corredores do governo. Dependendo do resultado, em vez de uma mini, poderá executar uma maxi-reforma e, de quebra, evitar futuras crises. É desconcertante o valor astronômico que determinadas corporações pagam por “palestras”, “consultorias” e serviços prestados por ex-integrantes do governo e afins. Com muito menos do que os valores ultimamente conhecidos, poderiam contratar verdadeiros gênios do meio universitário e das ciências. Mas o mercado só se interessa pelo político. Por que será? Desde a proclamação, a nossa republica não tem regras claras de comportamento e relacionamento entre público e particular. Durante muito tempo, as coisas eram determinadas por códigos de honra mas, em muitos casos, a honra se esgotou. Hoje temos democracia e tecnologia. Precisamos estabelecer regras e, com isso, evitar os sobressaltos e, principalmente, os salteadores do erário. Temos, por exemplo, de resolver a difícil equação do financiamento das campanhas eleitorais, a relação das empresas com o governo, a função das ONGs e o código de ética dos políticos. Sem isso, mesmo com todo o nosso potencial, jamais teremos um bom lugar no concerto das nações.

 

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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MINISTROS QUE NOS ENVERGONHAM

O brasileiro, nos últimos nove anos, tem sido castigado por várias frases. A mais consagrada, “recursos não contabilizados”, passou a ser a panacéia para vários crimes como desvios de dinheiro, superfaturamento, tráfico de influência, etc. “Estou firme como uma rocha” (Rossi), “sou indestrutível” (Orlando Silva), “morro mas não jogo a toalha” e “só saio abatido a tiros” (Lupi), “idade de mentir já passou e “se tiver qualquer Bíblia para fazer juramento, eu farei” (Negromonte). Diferentes entre si têm caracterizado a pré-demissão de ministros. Então peço aos próximos a serem denunciados, pois existem sem sombra de dúvidas muitos ainda, que nos poupem destas baboseiras e assumam de imediato o malfeito.

Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br

São Paulo                                                                                                     

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UM ANO DE GOVERNO

Estamos chegando ao fim do primeiro mandato da primeira mulher a comandar o governo no Brasil e, estarrecidos, observamos que mesmo gozando de uma ampla maioria em sua base de apoio Dilma não conseguiu desempacar o seu tão primoroso filho, o PAC. No pior dos mundos a maioria das propaladas grandes obras que Lula apresentou, eleitoreiramente, estão inconclusas desperdiçando muito dinheiro publico; talvez por falta de um claro programa de governo, ou mesmo por total ausência de projetos executivos adequados com a assessoria de “Ministros” com amplo saber técnico. Porém com a herança da bandalheira herdada ou assentida de seu antecessor que mostrou o total desprezo pela qualidade da gestão publica não poderia ter melhores resultados; passou quase 12 meses sob enorme nuvem de “malfeitos” que lhe tomaram todo o tempo.  Esperamos que a malfazeja experiência a ajude a se desfazer dos comandos erráticos dos petistas de plantão. Propaganda propositiva ilusória não convence o mais simplório dos brasileiros.

Leila E. Leitão

São Paulo

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CAMARADAS & COMPANHEIROS

Seis ministros da companheira camarada Estela, digo presidente Dilma Rousseff, caíram por corrupção ativa e passiva. Agora, às vésperas do Natal, dois ministros se encontram na fila de espera da guilhotina... Neste contexto, acredito ser pertinente interrogar: até quando o crime vai compensar no Brasil?! Até quando a impunidade e a prevaricação irão prevalecer?!

Gilberto Araújo gilberto.araujo2077@yahoo.com.br

Belo Horizonte

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‘O MAIS CRUEL DOS MESES’

O brilhante antropólogo Demetrio Magnoli explica de forma magistral em seu artigo O mais cruel dos meses (8/12, A2) a trajetória da corrupção que perdeu em 2011 seu maior apoiador, e a dificuldade da atual presidente em lidar com uma herança onde desvio de dinheiro publico, loteamento do Estado e a benevolência com todo tipo de bandalheira eram regras para a governabilidade. Como lembrou o colunista se Dilma quiser fazer uma faxina de verdade, terá que romper com os princípios do lulpetismo. Isso não seria uma tarefa tão difícil, não fosse Dilma uma petista. A dúvida que fica é: entrará para a história dos grandes presidentes, alguém que aceitou governar o País como se fosse um ventríloquo, ou haverá um histórico rompimento entre criador e criatura em nome da decência na política do Brasil?

Peter Cazale pcazale@uol.com.br

São Paulo

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PRESÍDIO PARA CORRUPTOS

O procurador da República em Mato Grosso do Sul Ramiro Rockenbach ajuizou Ação Civil Pública na Justiça Federal pedindo que a União construa um presídio exclusivamente para "corruptos". Não há a menor necessidade de gastar dinheiro para essa finalidade. O presídio já existe e se chama "Brasília", bastando finalizá-lo, construindo uma muralha ao redor, similar à da China, para evitar a fuga dos bandidos de alta periculosidade.

 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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CORRUPTÃO

Aproveitando a deixa da ideia do procurador da República que quer que a União construa um presídio federal para corruptos, e considerando a dimensão do presídio que será necessário para abrigar tanta gente, por que não mudar a finalidade do Itaquerão, um estádio particular que está sendo construído com desvio de finalidade de uso de dinheiro público, e se constrói em seu lugar o Corruptão?

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro 

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CORRUPÇÃO SÓ ACABA SE NÃO COMEÇA

É preciso aprender a dizer não! O “não” é o freio que está faltando ser usado em nossa sociedade. Pelo rechaço da corrupção, antes mesmo de seu nascimento, é que se vence a corrupção. Ou seja, é preciso abortar. A corrupção é um feto malévolo que leva a sociedade a óbito. O “não” é uma faculdade que todo cidadão dispõe, quer os que estão no poder, quer os de fora dele. Rejeitar a corrupção é podá-la pela raiz, pois se “não há pessoas corrompíveis, os corruptores perdem seu poder”, isto é o que afirma a magistrada bauruense Rossana Curioni. A juíza de direito diz que a corrupção na política gera uma “situação de cascata: se ela é aceitável no alto escalão, então, em meio ao povo, tal ‘código de ética paralelo’ também se torna aceitável”. É a cultura que está corrompida. Por isso, antes de qualquer coisa, corrupção é uma questão de caráter! Daí, não importa se a legislação prevê punição de 20 meses ou 20 anos para o corrupto, pois a honestidade não é fruto do medo da punição, e sim dos valores defendidos por um sujeito. É possível e útil aumentar a rigorosidade das penas, mas duas questões devem ser levadas em consideração. Primeira: ainda que os corruptos sejam descobertos e denunciados, eles são submetidos à morosidade dos trâmites processuais. Vale lembrar que o Brasil dispõe, em média, de apenas um juiz para cada vinte e oito mil brasileiros. A Alemanha – para se ter uma ideia – tem um juiz para cerca de três mil e quinhentos alemães. Adivinhe em qual país a justiça é mais ágil? Segunda: a corrupção não é mero problema de lei, mas uma consequência da crise moral que vivemos. Atualmente, temos uma sociedade como que “desanimada da virtude”. Convivemos num mundo que parece ter desenvolvido uma “vergonha da honestidade”. Aprimorar tal sistema judiciário e administrar a crise moral que vivemos são fatores que urgem. Diante de tal problemática social, tanto a juíza Rossana Curioni quanto o docente de filosofia, Fausi dos Santos, citam duas instituições como fundamentais nesse resgate de valores: a família e a escola. “Os pais devem parar de terceirizar a educação dos filhos!”, declara a magistrada. Fausi completa: “O equívoco está na formação do sujeito”. Por isso, a família deve assumir seu papel, pois ele é primordial. Assim, família e escola devem dar as mãos e abraçar a formação integral do cidadão, desde sua infância. O professor Fausi usa-se do imperativo categórico do filósofo Kant para afirmar que “os princípios valorativos são sempre internos, pertencem ao foro íntimo de uma pessoa”. Por isso, conscientizar é, deveras, mais importante que amedrontar com leis ainda mais duras. Quando se deseja uma sociedade menos corrupta, deve-se olhar não só para os que estão no poder – isso seria um equívoco -, deve-se atentar para o povo, para a juventude, para as diversas instituições sociais. Por vivermos numa democracia, os valores éticos devem perpassar antes a cultura para, depois, poderem ser vistos nas atitudes morais dos líderes políticos. Neste sentido, Curioni parafraseia Rui Barbosa ao afirmar que “o povo brasileiro não é uma nação de corruptos, como muitos querem!”. Ainda que haja teóricos da antropologia defendendo a corrupção como algo natural e, alguns, chegando ao extremo de afirmar que “corrupção é coisa da alma”, é preciso entender que a vida social é sempre uma luta do homem contra si próprio. Isto é, a concupiscência pode ser inconsciente e inerente ao homem, mas a luta contra ela é uma atitude racional, deliberada e, visivelmente, necessária para a manutenção da sociedade que queremos. Por isso, “biologismos” não justificam as ações imorais e maléficas da corrupção, ao contrário, apenas denunciam a egocentria animalesca que, sempre mais, precisa ser vencida pelas pessoas de bem. Frente a essa sociedade em crise, a magistrada levanta duas realidades com as quais convivemos: a falta de vontade política em combater a corrupção e o sentimento de impunidade que ronda nosso país – e alguns outros países mundo afora também. Importa salientar que o que a mídia divulga da corrupção são sempre os fatos ‘mal sucedidos’, as tentativas que não tiveram o êxito esperado. Ou seja, o que está submerso na sujeira do poder público pode, infelizmente, ser ainda maior do que podemos pensar. Um exemplo relacionado a isso – que deve ser analisado pelos cidadãos éticos – é o fato do financiamento de campanhas ainda ser aberto ao ‘investimento’ de empresas privadas. Ora, qual empresário investe seu dinheiro em algo sem esperar lucros dessa ação? Esse é um questionamento da juíza Rossana. E isso dá margem para debatermos a justificação dos financiamentos públicos de campanha. O que poderia, se aplicado e bem fiscalizado, romper as relações de submissão que muitos políticos têm diante de empresas privadas que os financiam até chegar ao poder e, depois, cobram retornos financeiros lucrativos, naturalmente. Na mesma linha de raciocínio, a magistrada ressaltou o fato novo e danoso do envolvimento do crime organizado nas campanhas políticas. O que, já em essência, denota uma deturpação da realidade lícita e democrática garantidas por lei. “Não quero mais pistoleiros e assassinos, quero deputados e senadores!”, isso é o que pensa atualmente algumas grandes facções criminosas. E é assim que se cria a máfia do colarinho branco, segundo Curioni. Diante dessa realidade complexa, o docente de filosofia afirma que é na simplicidade e defesa de valores bem definidos que poderemos vencer as investidas corruptas em nossa sociedade. Precisamos, com urgência, usar o poder que temos nas mãos. Há os órgãos constituídos que devem, por função, lutar ao nosso lado. Desde a polícia e ministério público até o poder judiciário, todos estão a serviço da lei. E ainda, a sociedade organizada em ONGs, associações e partidos, devem cumprir seu papel cidadão, denunciar e levantar provas contra os corruptos da política.  O poder legislativo também possui essa função de fiscalizar. Por isso, conforme o povo se torna mais consciente, a tendência é que eleja pessoas mais qualificadas para compor essa instituição pública. E, ainda, além desses instrumentos todos, o cidadão deve usufruir de seu poder particular para defender os valores básicos. Ou seja, o professor Fausi dos Santos explica que em nossa casa, com nossa família, em nosso trabalho, no grupo de amigos etc., todas as instâncias sociais são locais propícios para exercermos nossa cidadania e ajudarmos na formação de outros bons cidadãos. Atualmente, com o avanço das tecnologias da informação, a internet se mostra como um espaço democrático, aberto à defesa de bons valores, os valores necessários que precisamos para pôr fim à corrupção que vemos. Se queremos ter uma sociedade melhor hoje, precisamos viver o aforismo que diz: “um olho no futuro e dois no presente!”. É assim que revolucionamos o nosso ‘agora’. Para fazermos uma revolução possível, precisamos estar unidos no combate a essa doença social que é a corrupção. A cura necessária passa pelas mãos de cada um, por isso, quanto mais pessoas tivermos engajados nessa causa, menos tempo nossa sociedade sofrerá com esse mau.

Wellington Martins am.wellington@hotmail.com

Bauru

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O PIOR DOS BRICS

Os anais da história do Brasil de tantos exemplos cívicos, e até de grandes heróis, já tem registrado a montagem do mais corrupto gabinete brasileiro, desde que Cabral desembarcou ''nessas terras tão dadivosas'', conforme o relato do escrivão Caminha. A responsabilidade é da presidente Dilma, sob a tutela de Lula, numa submissão que denigre o mais alto cargo da nação. A imprensa, naquele segmento não comprometido com o Planalto, despejou 6 ministros em 6 meses, numa média que permanece ativa, pois mais dois estão a caminho do cadafalso: Mário Negromonte e Fernando Pimentel, ministros envolvidos em ''malfeitos'', o primeiro da pasta do Turismo e o segundo do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Para o atual governo, não importa que Lula esteja no terceiro mandato,não importa que Dilma esteja no palco político como uma marionete do ''criador''. Não importa que no grupo do Brics (Brasil,Rússia, Índia, China e África do Sul) o Brasil teve o pior resultado econômico em 2011, podendo ser repetido em 2012. Nada do desenvolvimento do país preocupa. A Educação, a Saúde. a Segurança, o Transporte, o combate às drogas, a vigilância de nossas fronteiras, nada disso supera o projeto de aparelhamento do estado, transformando as ''diretas já'' num sonho de democracia que não é a que estamos vivendo. ''Portanto, um príncipe deve gastar pouco para não ser obrigado a roubar seus súditos'' (Maquiavel, O Príncipe).

 

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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POVO EXEMPLAR

Infelizmente, a corrupção é uma praga que grassa em quase todos os países. O caso mais recente aconteceu na Rússia, o primeiro país onde foi implantado o comunismo, que durou quase um século. Depois que o regime foi banido, veio à tona a farsa que ele representou, comandada por ditadores cruéis e sanguinários. Livre, porém, do comunismo, o país vem sendo governado por dirigentes pouco confiáveis. Recentemente, surgiram suspeitas de fraude nas eleições para a Duma, o parlamento russo, envolvendo o presidente Dmitri Medvedev e o primeiro-ministro Vladmir Putin. Acontece que lá, o povo é politizado, e saiu às ruas em massa, para protestar. Diferentemente do Brasil, onde a maioria da população de desinformada, e a onde a nossa presidente tem por hábito, prestigiar e blindar ministros corruptos.

 

Adolfo Zatz dolfizatz@gmail.com

São Paulo

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‘OS RUSSOS ROSNARAM’

 

“Os russos rosnaram” (Estado, 7/12), e vão rosnar muito mais. Vladimir Putin, primeiro-ministro russo que pretende volta à Presidência – sem nunca ter saído de fato – será o próximo (ditador) a sofrer das mesmas revoltas que se espalharam pelos países árabes. Não há mais lugar para os tiranos em qualquer parte do mundo. E as manifestações contrárias à falsa democracia de Putin mostram que não será fácil para ele vencer as eleições em 2012. As classes dominantes continuam com seus jogos preestabelecidos de uma falsa felicidade popular. Até caírem suas "máscaras".

 

Mirna Machado mirna.machado@hotmail.com

Guarulhos

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CONDENAÇÃO POR CORRUPÇÃO

Foi condenado a 14 anos de prisão Rod Blagojevich, ex-governador do estado americano de Illinois, nos EUA, por corrupção. Ele foi também flagrado tentando leiloar vaga de senador por seu estado o que pesou muito na sua condenação. Bobo! Se ele tivesse se refugiado no Brasil como "perseguido político", receberia asilo rapidinho já que os petistas odeiam "os americanus" .Com uma escola dessas Rod por aqui seria condecorado, tendo inclusive grandes chances de fazer parte ativa do atual governo. Com sua ficha corrida teria todas as chances do mundo e ainda seria aclamado pelo povo! Isso é Brasssill!

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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SÓ ACIMA DO EQUADOR

Governador corrupto é condenado a 14 anos de prisão. Calma, não fique muito animado. O fato não ocorreu no Brasil; ocorreu nos Estados Unidos. Os corruptos da república sindicalista do Brasil nunca serão julgados muito menos presos; seus processos, quando instaurados, morrem nos arquivos da nossa não menos corrupta Justiça. Quando flagrados com a mão na massa apenas deixam o cargo e entram na clandestinidade, para gastar e aplicar o dinheiro roubado com mais privacidade. Esperam a poeira baixar e voltam ao governo para roubar mais. O governador corrupto preso e condenado a 14 anos de cadeia, chama-se Rod Blagojevich. Governava o Estado de Illinois, para azar dele em um país onde a justiça realmente funciona, principalmente quando a ratazana rói o queijo do rei. Enquanto isso, abaixo da linha do Equador, o genérico nacional, José Roberto Arruda, continua sem punição e rindo da nossa cara. Isso para não falar dos similares Antonio Palocci, Alfredo Nascimento, Wagner Rossi, Pedro Novais, Orlando Silva e Carlos Lupi. Todos a essa altura oficialmente fora do governo, porém, ensinando aos corruptos da iniciativa privada, como roubar o erário, "consultoria" na novilíngua. É verdade que o bando saiu de foco mas a quadrilha continua unida.

 

Humberto de Luna Freire Filho hlffilho@gmail.com

São Paulo

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O CUSTO DO BELICISMO AMERICANO 

A notícia da pág. A20 do Estadão de sexta-feira (9/12) mostrou o custo do belicismo desenfreado dos EUA, não em termos econômicos que sabemos todos orçar pelos bilhões de US$, um desatino total, mas humanitários, o desprezo pelo custo em vidas humanas, tanto no que se refere aos inimigos contra os quais dirigem sua devastadora força militar – ao redor de 3 MM de vietnamitas mortos, mais de 100 M iraquianos e ainda por contar os afegãos e paquistaneses porque a operação ainda está in fieri, para falar só do presente -, quanto aos próprios americanos, que é o que a notícia mencionada a início nos revela: restos de 274 soldados americanos mortos em combate jogados num lixão! Depois da revelação deste fato grotesco e chocante, somos obrigados a concluir que para estes senhores da guerra americanos a vida humana é um artigo de varejo, bucha de canhão, não vale nada, à semelhança do que Hitler e de Stalin pensavam e agiam, ordenando, o primeiro, resistências e o segundo, ofensivas, a qualquer preço, sem se importarem, o mínimo que fosse, pelo custo em termos de vidas humanas. Será que nós, humanos, não poderemos jamais alçar-nos acima de comportamentos tão deploráveis como estes?

Paulo Afonso de Sampaio Amaral drpaulo@uol.com.br

São Paulo

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HISTÓRIA E ECONOMIA

Que a moeda euro é (foi) uma moeda com forte poder tal como foi o marco alemão antes da criação do euro e por consequência dominada pela economia alemã, disso não existem muitas dúvidas.Voltando no tempo, Inglaterra e Alemanha nunca foram lá dois povos amigos, pois entre esses dois países houveram guerras e muitos conflitos. Misturando um história com economia é mais ou menos fácil concluir que jamais os ingleses se submeteriam à hegemonia alemã.Jamais irão dar satisfações a quem quer que seja se devem ou não a ter um déficit maior ou menor e dar satisfações a outrem, e principalmente aos alemães. Jamais...

 

José Piacsek Neto bubapiacsek@yahoo.com.br

Avanhadava

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