Fórum dos Leitores

STF

O Estado de S.Paulo

19 Dezembro 2011 | 03h03

Presidente contesta

Não obstante já ter remetido cópia dos esclarecimentos prestados ao sr. João Bosco Rabello a propósito do artigo Voto de minerva polêmico, publicado na mesma edição do Estado (18/12, A16), faço-o agora, para os mesmos fins, em relação ao editorial Orçamento e decoro (A3), que veicula, com igual desembaraço, as mesmas insinuações ofensivas à minha honra pessoal e, até, à do Supremo Tribunal Federal, sem considerar, quando menos, todas as circunstâncias factuais conhecidas, cuja menção, decerto, desencorajaria o juízo - para dizer o menos - desprimoroso que aventurou. À pergunta do editorialista "quem liga para os maledicentes?", respondo que ainda há quem o faça. Na expectativa, pois, de que Vv. Sas. observem e resguardem, a tempo e hora, meus direitos constitucionalmente protegidos (artigo 5.º, incisos V e X, da Constituição da República), subscrevo-me, atenciosamente.

CEZAR PELUSO, ministro presidente do Supremo Tribunal Federal

Brasília

N. da R. - O editorial não contém ofensas ao ministro Cezar Peluso nem dúvidas quanto à sua integridade. Apenas estranha a maneira como foram tratados assuntos tão díspares, como aqueles em questão.

Sr. jornalista João Bosco Rabello, a respeito do artigo Voto de minerva polêmico, tomo a liberdade de prestar-lhe alguns esclarecimentos acerca da decisão sobre a posse do sr. Jader Barbalho, não apenas para tentar concorrer para que seus juízos quanto ao caráter das pessoas possam, até para tranquilidade de sua consciência, basear-se em todas as circunstâncias relevantes de fatos comentados, mas, sobretudo, para restabelecer a verdade destes e desfazer conjecturas gratuitas que me escuso de qualificar. Receio que sua "especulação" não tenha fundamento em nenhuma das supostas "brechas" entrevistas no seu artigo, onde encontro velada, mas nítida crítica de ter sido contraditório e pouco ético nos meus comportamentos como magistrado do STF. Se V. Sa. tivesse assistido à primeira sessão de julgamento sobre a chamada "Ficha Limpa", quando me recusei a desempatar o julgamento, ou, se tendo a ela assistido, houvesse lembrado o debate sonoro e claro a respeito (o que ainda pode fazer em consulta a link do STF no YouTube), ou se se tivesse mais bem inteirado, teria visto e ouvido que, naquela oportunidade, me recusei a fazê-lo simplesmente porque, apaixonada pela discussão, a maioria dos ministros presentes não concordou com a aplicação da regra regimental! Se a maioria decide - e este é o verbo juridicamente correto - que não pode ser aplicada certa norma, eu só poderia aplicá-la por ato de força, em verdadeiro despotismo e mediante pronúncia contestável de todos os pontos de vista, se não também ineficaz do ângulo jurídico. O respeito aos colegas e à própria instituição, que também me move a estes esclarecimentos, não me pedia outra coisa. É só ver e ouvir a gravação da sessão. No caso de Jader Barbalho, porém - e aqui também conviria ver e ouvir a gravação da sessão -, todos os ministros presentes, todos, inclusive os que tinham antes votado em sentido contrário, decidiram aplicar a regra regimental, permitindo fosse ultimado o julgamento segundo o teor do voto de qualidade do presidente, e concordaram, em alto e bom som, com a proposta de deferir o requerimento formal do interessado. Tratou-se de evidentíssima decisão do plenário, que, como o sabe toda a gente, é ato colegiado, não decisão minha ou de qualquer dos ministros individualmente considerado. Dizer ou insinuar, portanto, que eu, como presidente, teria decidido a causa, por julgar "natural usar da prerrogativa" (sic), é, quando menos, grave erro factual ou propositada distorção dos fatos, tanto menos escusável quando o jornal Folha de S.Paulo já havia publicado no sábado, no Painel do Leitor, cabal explicação a respeito. E o plenário decidiu não porque eu, como presidente, tivesse o dom de mudar, drástica e rapidamente, o convencimento dos meus pares, induzindo-os com base em fantasioso acordo com partido político em troca de aumento que não foi aprovado e nada indica que o será, mas - e a verdade é, deveras, quase sempre, muito mais simples do que a julgam ou inventam as pessoas - apenas porque todos os ministros já estavam convencidos da legitimidade e da justiça da decisão adotada, como, aliás, vários e probos jornalistas o reconheceram. Simples e verdadeiro, não é? V. Sa. não conseguirá provar, em juízo ou fora dele, ter existido tal acordo, pela curtíssima razão de que nunca existiu! Jogar tal "especulação" à responsabilidade inodora da "convicção do governo" (sic) é modo pouco sutil de disfarçar convicção própria. Para seu governo íntimo, em 44 anos de magistratura impoluta jamais firmei "acordo" para julgar (afirmação ou suposição contrária é mais do que leviandade, é aleivosia de prevaricação), nem cedi a pressão de quem quer que seja, pela boa razão de que jamais alguém ousou fazer-me, de modo direto ou indireto, pressão em julgamento, nem sequer o presidente da República que me nomeou, como ficou claríssimo no julgamento do famoso caso Battisti. Por que iriam fazê-lo parlamentares, e num caso em que já nem era preciso tentar convencer os ministros? Por fim, noticio-lhe, não obstante jornais já o hajam noticiado, que, poucas semanas antes, havia recebido, como é de meu dever institucional, parlamentares do PSDB, em caso idêntico, de interesse do sr. João Capiberibe! Por que não cogitou V. Sa. ter havido aí outro pretenso "acordo"? Todos os presidentes e ministros recebem advogados e parlamentares a respeito de causas pendentes, em prática tradicional e equânime, que, embora não me agrade, como já assentei em entrevista à revista Veja, não consigo mudar. Mas daí a supor que cedam a pressões ou cometam crime de prevaricação, vai uma distância que só dolo e má-fé conseguem transpor. Na expectativa, pois, de que, como jornalista atento ao dever de ser fiel à verdade, desfaça a tempo os equívocos propalados, subscrevo-me, atenciosamente.

CEZAR PELUSO, presidente do STF

Brasília

O colunista João Bosco Rabello responde: O artigo não ofende o presidente do STF, ministro Cezar Peluso. Limita-se a analisar versão corrente nos meios políticos, inclusive no governo, envolvendo a questão do aumento salarial do Poder Judiciário. O foco da abordagem está no chamado voto de minerva - o que desempata um julgamento e, portanto, não pode ser condicionado a um consenso do plenário. Se na votação do mérito da Lei da Ficha Limpa o ministro Peluso declinou da prerrogativa intransferível, coerente seria repetir a decisão pessoal de não usá-la em caso correlato. A frase do senador Jader Barbalho após a vitória no tribunal não deixa dúvida quanto à visão do episódio, ao menos no âmbito do PMDB. "Quando vi que o jogo não era jurídico, mas político, acionei o partido", disse o senador, no jantar em que comemorou com o partido a decisão do STF. O que se pode extrair do texto é a crítica à decisão do STF, jamais o endosso à interpretação, apenas noticiada.

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JOGOU A TOALHA

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, levou quase 12 meses para perceber que 2011 seria um ano difícil! Mesmo contra a posição dos analistas que já farejavam um rápido declínio da atividade humana, o ministro trombeteava para todos os cantos que o País iria crescer 5% neste ano! E infelizmente ficará em torno dos medíocres 2,8%.Como a vaca está indo pro brejo, Mantega finalmente reconhecendo sua visão míope sobre a economia, afirma que, “a crise deste ano é pior que a registrada em 1929”... Este é o jeito petista de governar! Ou seja, só jogam para platéia, como se ela fosse idiota!

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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BANCO CENTRAL TEM BALA NA AGULHA

Se uma bala fica muito tempo na agulha, corre o risco de na hora "H" dar chabu. Muitas vezes, munição com prazo vencido nem sai do cano. Se não conseguir resolver problemas como o da escassez do crédito e o da subida do "dollar", o ministro Guido Mantega acabará sofrendo o efeito contrário de entrar pelo cano.

 

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@hotmail.com

Los Angeles (EUA)

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DE MORTADELA E CAVIAR

Não é pegadinha, não. É apenas incrível o que está acontecendo neste Brasil de 190 milhões de habitantes, ocupando uma posição de destaque entre as nações emergentes,porém se destacando como a época da vergonha nacional, época em que a corrupção, o malfeito passou a ser a regra nos procedimentos diários.Em encontro com a francesa Christine Lagarde, diretora-geral do FMI, Dilma Rousseff acenou com a possibilidade do Brasil emprestar dinheiro, meu, seu, nosso, para ajudar países da União Européia em crise. O valor, segundo a presidente será decidido junto aos parceiros do Brics – Rússia, Índia, China e África do Sul, até fevereiro, ocasião de nova reunião do G-20. A despeito das péssimas condições da nossa infraestrutura, já durante seus oito ano de governo Lula na sua costumeira verborragia, dizia que o Brasil não devia mais nada ao FMI, e agora a sua ''criação'' tal qual uma moderna Santa Joana D. Arc irrompe na cena como a salvadora da União Européia.Se o Brasil tem essa capacidade, a de samaritano dos grandes colonizadores do passado, por que  brasileiros continuam morrendo na porta dos hospitais públicos por falta de atendimento ? Por que a educação é uma vergonha nacional ? Por que as estradas estão abandonadas ? a violência e as drogas recrudecem a cada dia ? A gerência do Brasil é sofrível, como é sofrível e até patético degustarmos uma suculenta mortadela e, na Europa regurgitarmos caviar. Non decet (não convém).

 

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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FOCO EQUIVOCADO

Parece que a equipe econômica não promoveu o ajuste fiscal (expressão que a presidente Dilma tanto abomina...) a que se propôs no início desse ano da maneira mais, digamos, inteligente. Como explicar o fato de que o corte de gastos atingiu de forma contundente as despesas de custeio e investimento, em vez de ter sido mais voltado para as despesas correntes? É por essas e outras que as projeções de crescimento para o próximo ano já estão abaixo de 3%, o que, para o momento vivido pelo País - que precisa investir a qualquer custo em energia e infra-estrutura, sob pena de travar num prazo não muito longo - é insuficiente. A taxa de investimento da economia brasileira é, seguramente, uma das menores dentre os países emergentes, o que impede um crescimento maior por um período maior. É evidente que a operação de saneamento das contas públicas não deve ser interrompida, desde que o foco seja o correto - afinal, como já é sabido há tempos, o governo continua gastando muito, e gastando mal...

 

Henrique Brigatte hbrigatte@yahoo.com.br

Pindamonhangaba

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PACOTE EUROPEU

Com que base científica os "mercados financeiros" – sediados em Wall Street – secundados pelos detentores de Prêmios Nobel Krugman etc. repudiam o pacote acordado na Europa para combater a crise financeira causada pelo excesso de dívidas?  Não pode ser a experiência dos anos 30 do século passado, pois hoje as sociedades da Europa – e dos Estados Unidos – têm um nível de vida muito mais confortável.  Além disso a população está declinante, de forma que uma redução da produção de 1 a 2% não teria efeito nenhum em termos de PIB/h.  Não por último, as expectativas de produção e ocupação na Alemanha são de crescimento em 2012, e uma desvalorização do euro só viria a facilitar as exportações.  É preciso considerar que as medidas de saneamento dos orçamentos e de redução das dívidas, ao contrário de um refinanciamento das dívidas, reduz o mercado financeiro. Não estaria aí uma explicação para muitas das afirmações precipitadas a exemplo do "risco para a democracia"?

 

Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

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REINO UNIDO

O Reino Unido,onde se dirige à mão inglesa,ao contrário de quase todo o mundo,decidiu peitar o comando teuto-francês que se autoproclamou xerife do destino econômico de 26 países da zona do euro,embrulhados numa grave crise financeira.Na eterna condição de ilhéu,a Coroa britânica mantém isolada sua valorizada libra esterlina e deixa o caos dos países gastões para ser resolvido por eles mesmos,não se submetendo ao pacto fiscal recém acordado na marra (10/12, B8) O futuro dirá do acerto ou não desta delicada e corajosa decisão.O Reino Unido contra a União Europeia parece até manchete de luta de boxe. God save UK and the £!

 

J. S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

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‘PACOTE EUROPEU É SÓ RECESSÃO’

Alberto Tamer acompanhou economistas estrangeiros na crítica ao pacote europeu, especialmente “os prêmios Nobels de economia”. Entretanto, o que diziam esses premiados economistas durante o período de farra fiscal que causou a crise? Aliás, não existe o Prêmio Nobel de Economia e sim o Prêmio do Banco Central da Suécia de Ciências Econômicas em Homenagem a Alfred Nobel - um dos ganhadores desse prêmio, Myron Scholes, co-criador da famosa fórmula para cálculo de derivativos, levou à falência duas empresas de derivativos... O fato é que após uma longa farra fiscal chega a hora de pagar a conta.

Carlos Eduardo Lessa Brandão celb@iname.com

São Paulo

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GOVERNOS TUCANO E PETISTA

“Nos dois governos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, diversos casos de corrupção sacudiram o País. O mais grave ficou conhecido como escândalo do mensalão. Dirigentes do PT foram denunciados por montar uma organização criminosa. Lula tratou de abafar investigações e proteger correligionários e aliados”. Essa é a chamada do livro de Ivo Patarra  que foi censurado pelo PT, mas que está acessível a todos aqueles que fazem uso da internet. Não se deu tanto ouvido ao que dizia o escritor sobre o desgoverno Lula, e agora o livro A Privataria Tucana, de Amaury Ribeiro Jr., que traz denúncias sobre o governo de FHC depois de tantos anos, vai render alguma coisa? Isso está com cheiro de eleição e quando o assunto é o poder os picaretas de plantão não descansam. Foi-se o tempo em que se amarrava cachorro com linguiça. Se o deputado Protógenes (PC do B) quer propor uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as privatizações dos tucanos, que o faça também para investigar o mensalão dos petralhas, aí, sim, vou acreditar que o deputado tem aquilo roxo. Fico no aguardo.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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CPI DAS PRIVATIZAÇÕES

O sr delegado e deputado Protógenes, com o apoio de Marco Maia, está colhendo assinaturas para instalação de uma CPI sobre os possíveis deslizes cometidos nas privatizações realizadas durante o governo de Fernando Henrique Cardoso... Veja que turbulência provoca as proximidades de uma eleição sobre aqueles que não tem exposição de bons serviços prestados para convencer os eleitores no alcance do seu intento eleitoral... O deputado Protógenes, também com o apoio do seu companheiro Marco Maia, pode até aproveitar a carona nessa coleta de assinatura e reativar outras CPIs como a da Petrobrás, do Mensalão, do dinheiro na cueca, do dossiê falso, dos sanguessugas, do entreguismo da Petrobrás aos bolivianos, da quebra de contrato de Itaipu e principalmente uma outra muito importante que até hoje não vi um governo com moral suficiente para instalar a CPI dos "Empreiteiros de obras públicas". Aí sim! Eu quero ver qual é o deputado ou governo com coragem para implantar uma investigação sobre esses corruptores que tem os corruptos na mão.

Benone Augusto de Paiva benonepaiva@yahoo.com.br

São Paulo

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QUE NÍVEL!

Vamos ver se entendemos bem:  Protógenes Queirós, eleito na esteira de Tiririca,  indiciado pela Polícia Federal por violação de sigilo funcional e da Lei de Interceptações, acusado de monitoramento clandestino de políticos e autoridades e uso irregular de servidores da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), coleta assinaturas para uma CPI para apurar denúncias de um senhor que está indiciado por quatro crimes: violação de sigilo fiscal, corrupção ativa, uso de documentos falsos e por dar ou oferecer dinheiro ou vantagem a testemunhas. O que estes dois senhores dizem tem mais peso do que disse a Justiça, em um processo que foi um dos mais investigados da História.  A que nível chegamos!

 

M. Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

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INVESTIGAÇÃO

Independentemente de o jornalista Amaury Ribeiro Jr. já ter sido indiciado pela Polícia Federal por envolvimento na montagem de um dossiê falso que tinha a finalidade de derrubar a candidatura tucana à presidência da República em 2010, o seu livro merece ou ser retirado do mercado, ou ter o seu conteúdo investigado a fundo. José Serra que chamou o livro de “lixo”, “coleção de calúnias” e “crime organizado”, deve a seus eleitores, entre os quais me incluo, a colocação imediata de uma ação criminal contra Amaury, por difamação, injúria, calúnia, e tudo mais que for aplicável a esse “lixo” produzido pelo jornalista. Se Serra não partir para o confronto, vou chegar à conclusão que votei na pessoa errada em 2010.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro 

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PROVAS ESQUÁLIDAS

Um jornalista num livro  faz acusações extremamente sérias contra José Serra, sua filha e outros tucanos. A rede social esquenta e requenta essas acusações, ao que parece acompanhadas de provas esquálidas. O povo não pode ficar na ignorância quanto a circunstâncias relacionadas a seus líderes. Se tudo é calúnia, as vítimas devem propor imediatamente uma queixa-crime. O acusador pode comprovar, se puder, os fatos. Ou ser exemplarmente condenado. Inadmissível é vermos nossos políticos numa zona cinzenta. Como escolher nossos representantes?

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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TUCANOS

Não sou petista e gostaria muito que, ao invés dos acusados pelo autor do livro Privataria Tucana silenciarem sobre suas participações em tantas fraudes, se pronunciassem e ainda entrassem com processos na justiça por danos morais e outros quetais. Por que não exigem que o autor prove as acusações? Como dizia minha avó, quem cala consente!

 

Ana Prudente ana_prudente@uol.com.br

São Paulo

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SABÃO

O autor do livro sobre alegados malfeitos tucanos deveria passar sabão na boca. E não só. Afinal, todo mundo sabe que a Geração, editora responsável, pertence a um petista de carteirinha...

Marly N Peres

São Paulo

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NÃO DEPENDE DE PARTIDOS

São muito graves e sérias as denúncias contra os líderes do PSDB – FHC, José Serra, Sérgio Mota, etc. – contidas no livro A Privataria Tucana, do jornalista Amaury Ribeiro Jr. Se forem verdadeiros, tais fatos constituem crimes de lesa-pátria, com privatizações feitas a toque de caixa, de forma fraudulenta e corrupta, gerando prejuízo de bilhões de reais aos cofres públicos do país. Independente da disputa PT x PSDB, o fato é que cabe á Polícia Federal investigar e apurar a fundo essas denúncias e ao Judiciário, punir com todo rigor os responsáveis. Seja o partido 'x, y ou z', o fato é que o povo brasileiro não aguenta mais tanta corrupção e impunidade. 

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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ESPAÇO ABERTO

Os "empenados" ficam se mordendo quando são obrigados a engolir que a avaliação do governo Dilma Rousseff como ótimo e bom aumentou 51% em Setembro para 56% em dezembro, em pesquisa encomendada pela CNI ao Ibope, divulgada sexta-feira dia 16/12. O democrático Forum dos Leitores também de sexta-feira, veiculou considerações de dona Beatriz Campos sobre o maior sucesso editorial do ano, representado pela edição do livro A Privataria Tucana. Tem razão a Srª. Campos quando afirma que "os petralhas trabalham, em seguida tentam colar na oposição (?) que todos são iguais na corrupção". Afirma ainda a Srª. Campos que "uma das marcas da corrupção é que o corrupto não aguenta não ostentar seu roubo e sai gastando como nunca antes neste país". Lamentavelmente a Srª. Campos omite que os corruptos dissimulados falam com conhecimento de cátedra de como roubar e continuar ostentando a auréola de probo. Sabem como esconder a mão de gato... Demoram para serem desmascarados. E quando surge esse desmascaramento, aí se insurgem com tratamentos pejorativos. Não sou tucano  ou assemelhados e  muito menos petista e assemelhados. Nos meus 70 anos bem vividos, posso afirmar sem receito de errar que tanto dona Beatriz Campos como todos os demais, corruptos ou não, um dia serão descobertos e aí não haverá prescrição que os salvem do pântano da imoralidade. Os exemplos estão ai, diariamente, nos poderes da República, até no poder que tinha por dever constitucional fazer cumprir o que a Constituição brasileira determina. Quem quiser ver que veja. Quem não quiser, que omita ou cale a boca.

 

Nicanor Amaro Da Silva Neto nicanoramaro@yahoo.com.br

Bauru

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IMPOSSÍVEL

Novamente querem nos enganar com pesquisas "encomendadas". Agora é a vez da pesquisa CNI/Ibope - Confederação Nacional da Indústria, como é possível a avaliação da Dª Dilma ser superior ao Lula e FHC. Desgoverno medíocre, inflação em alta, corrupção sem controle. É só conversa, sem realizações, continua o "estilo" PT, só promessas eleitoreiras... Ainda há quem acredite?

 

Maria Teresa Amaral mteresa0409@estadao.com.br

São Paulo

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SEM PERSONALIDADE

O que é injusto e dá medo são os grandes veículos de comunicação não se manifestarem à respeito do livro do Amaury Ribeiro Júnior, A Privataria Tucana. Jornais televisivos de absoluta e total audiência, não falam sequer uma palavra. É uma vergonha e sem vergonha são seus responsáveis. Mas quando algo vai contra seus interesses "malham porque malham" o assunto até a exaustão.Isso é que é ser sem vergonha.Aos poucos começo a ficar convencido que nem a atual situação é tão ruim e é muito, mas muito mal,a dita oposição.Elitista,convencida que é a salvadora da pátria e não é nada disso.Não é igual, é pior que a situação. Essa que é a verdade.

 

José Piacsek Neto bubapiacsek@yahoo.com.br

Avanhadava

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LIVRO APÓCRIFO

É realmente impressionante como certa imprensa dá espaço a um conjunto de infâmias coletado por um senhor indiciado pela Polícia Federal e transformado em "livro". Não se trata sequer de literatura, como afirmou o senador Aécio Neves – na verdade, é um relatório apócrifo sobre um processo – o das privatizações – transcorrido dentro dos mais rígidos parâmetros de legalidade. Se assim não fosse, por que então o PT, que seria certamente o maior beneficiário de provas constatando irregularidades durante as desestatizações, não se prontificou, em seus nove anos como partido governista, a desmascarar os supostos desvios éticos que teriam cercado as operações por meio do aprofundamento de investigações ou instalação de CPIs? Não o fez porque não há motivos! E delegou a tarefa a Amaury Ribeiro Jr., que responde por violação de sigilo fiscal, corrupção ativa, entre outros "feitos". Não nos enganemos: as tentativas de reescrever a História difamando inocentes continua em curso e esse "livro" é apenas mais um ato desse espetáculo grotesco dirigido pelo partido que se considera o dono do cenário político nacional, expondo, como sempre, sua eterna vocação autoritária.

Henrique Brigatte hbrigatte@yahoo.com.br

Pindamonhangaba

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MAIS E MENOS

 

O Partido dos Trabalhadores e também de consultores acusa o PSDB de fraudar privatizações desviando recursos para o partido e seus dirigentes. O PT sempre foi contrário a privatização, mas na era Lula já privatizou estradas, a BR 116 por exemplo, a um custo barato de pedágio temos em troca absolutamente nada, então o barato sai caro e o mínimo que é  pago é dinheiro desviado do bolso do cidadão para a conta da empresa concessionária. Hoje, o PT, juntamente com os partidos de sustentação e apoio ao governo querem se livrar de algumas pedras no sapato como os aeroportos e propõe sua privatização. Se o projeto de poder do PT seguir adiante, parece bastante lógico, a privatização de estradas, portos, aeroportos, presídios, escolas, para no futuro retomar tudo, novinho em folha, rendendo lucros fabulosos, bem organizado com o caixa transbordando. Era o sonho de Lula com a Vale, agora sonho de Dilma, quem sabe? A grande verdade é que briga de políticos é entre o mais e o menos. Mais ladrão, menos honesto, mais suspeito, menos confiável e por aí vai...

 

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

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ATÉ QUANDO?

Sabe o “causo” daquele sujeito que descobriu que era corno, mas como não podia deixar a mulher, pois dependia financeiramente dela, passa a fingir que não sabe da sua “cornice”? Pois é exatamente assim que se comportam os militantes petralhas, desde quando foram traídos por seus líderes, que antes viviam dizendo ser “reserva moral da política brasileira”, primando pelo princípio de “não roubar, nem deixar que outros roubassem”, mas que tão logo assumiram o poder, partiram para um magnífico esquema de corrupção, praticando tudo de “podre” que antes criticavam nos governantes anteriores. Pois bem, como não podem brigar com quem lhes traiu, pois não querem deixar as “mamatas” que arranjaram, os nazipetralhas partem para cultivar, a guisa de consolo, a busca de outros casos de “traição”, tentando demonstrar que os militantes tucanos também foram “cornos” em outras eras mazelas cometidas por outros governos, como se o fato de descobrirem que não são os únicos cornos os fizessem menos cornos do são. A última tentativa de aliviar a “cornice aguda” tem sido a alegria quase “orgástica” em divulgar o tal livro A Privataria Tucana, de Amaury Ribeiro Jr.,como se os fatos apontados na obra fossem uma grande novidade. É muita idiotice! As maracutaias tucanas vêm sendo denunciadas desde a época em que ocorriam, e não constituem novidade para ninguém, tendo inclusive servido de “modelo” para muitas das armações engendradas pelos petralhas. Afinal, se o povo brasileiro estivesse, em 2001, satisfeitos com o modo tucano de governar, não teria caído na “lábia” de Lulla, quando, fazendo-se passar por um “paladino da moral e da ética na vida pública”, enrolou os brasileiros com aquela “conversa mole de não ter medo de ser feliz”.

Júlio Ferreira julioferreira.net@gmail.com

Recife

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TUCANO ATENTO

Loamos o Tucano mais atentivo, corajoso e ciente de seu mister. Senador Álvaro Dias ataca com bravura todos os atos de corrupção deste governo e num total senso de responsabilidade propõe que se instale uma CPI da Corrupção principalmente para apurar as ilações escritas contra o PSDB no livro de Amaury Jr. Espera-se que desta vez o PT não se oponha a sua instalação, pois esse senhor deve ter todas as provas muito bem guardadas para justificar suas acusações.

Leila E. Leitão

São Paulo

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AEROPORTOS

O artigo Privatização envergonhada (Carlos. A. Sardenberg, 12/12, B2) dá uma ideia de como o projeto de melhoria dos aeroportos é de fato complicado. O ex- presidente Lula era contra a privatização de aeroportos  e a presidente Dilma Rousseff  decidiu contrariar o "mestre" propondo a privatização dos aeroportos de Brasília, Guarulhos e Viracopos   mas com a participação de 45% a 49% da "competente Infraero" na composição do capital da nova empresa. De início essa associação poderá dar certo mas com o passar do tempo a convivência das empresas multinacionais ou nacionais  com os hábitos estatais da Infraero surgirão divergências e a sociedade brasileira terá novamente a oportunidade para rever o"espetáculo" da transposição das águas do Rio São Francisco só que em aeroportos.

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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FALHAS TÉCNICAS

Gostaria de receber de nossas "autoridades competentes" algumas explicações, inclusive sobre as punições aos responsáveis e prazos para as respectivas soluções dos itens a seguir: 1) No aeroporto de Vitória-ES o equipamento que permite pousos e decolagens mesmo com tempo ruim está empacotado! 2) Em São Paulo há ambulâncias Zero Km paradas por falta de motoristas e de licenciamento no Detran; 3) No Rio de Janeiro os hospitais estão com os aparelhos de mamografia empacotados, em desrespeito a população e ao slogan da presidência da República que pede para as mulheres façam os exames preventivos do câncer de mama; Lembro aos pré-candidatos a prefeito que incluam esses assuntos em suas pautas de discussões e cobranças., levando a população quais serão os métodos adotados para evitar tais "falhas técnicas" e quais serão as punições adotadas contra os responsáveis.

 

José Carlos Costa policaio@gmail.com

São Paulo

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AMPLIAÇÃO DO PORTO DE SÃO SEBASTIÃO

Audiência publica feita em Ilhabela 8/12 informou as dimensões e a monstruosidade da ampliação pretendida pelo governador e Cia. Docas, que destruirá toda a ecologia e preservação conseguidas ate aqui. Querem transformar aquele paraíso com grande potencial turístico reconhecido mundialmente em uma Cubatão e a via dos tamoios que atravessa a ultima reserva de mata atlântica do estado em uma via Anchieta congestionada de carretas e favelada como costuma acontecer com portos enormes com containeres e atraindo para a região toda a sorte de aventureiros ,e mazelas de portos as quais estas cidades maravilhosas não precisam.

João Paranos dr_paranhos@hotmail.com

São Paulo

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PREJUÍZO GRANDE

A incompetência do governo brasileiro na política do açúcar e do álcool e a transformação do preço da gasolina em um assunto político à partir de 2005, estão  levando o país a um grande prejuízo. Teremos que importar etanol nos próximos 2 anos ou mais, venderemos menos açúcar, haverá mais inflação com o aumento de preço do etanol e também,  haverá danos em nossa política ambiental pelo aumento da poluição nos grandes centros. Além disso, perderemos com o desestímulo ao setor sucroalcooleiro e de tecnologia nessa área, além de paralisamos investimentos novos. Raramente uma falta de atenção a um setor e o uso político de medidas na economia, como na gasolina, provocam um prejuízo tão elevado como se vislumbra para essa área. Graças a falta de competência de  governos que confundem política eleitoral  e econômica.

 

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

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85%

Na entressafra de cana o governo deveria adotar o etanol 85% (85% de álcool e 15% de gasolina) que é a mistura utilizada na Europa e Estados Unidos para carros flex, temos gasolina abundante e não precisaremos importar etanol. Acorda, Brasil!

Angelo Antonio Maglio angelo@rancholarimoveis.com.br

Cotia

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CANA DE AÇÚCAR

Falta de planejamento, capacidade e investimento, fará com que o Brasil enterre de vez o "Programa Álcool Combustível", por total falta de competitividade em comparação com a gasolina. Após o governo ter estimulado, induzido à população comprar veículos nessa versão. Os avisos já começaram a "Conab" confirma queda de 8,4% na safra de cana. Portanto, preparem-se novos aumentos à vista e pelo jeito em curto prazo. "Vergonhoso"!

 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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COMBUSTÍVEIS

Se o Brasil não tem competência para produzir álcool a preço competitivo por que a indústria automotiva não oferece motores somente à gasolina que são mais econômicos do que os flex?

Milton Bulach mbulach@gmail.com

Campinas

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CADÊ O ETANOL?

Em pouco menos de três anos deixamos de ser um país exportador de combustíveis, etanol (álcool) e gasolina, para sermos importador desses produtos. Pior do que isso, só dois disso, o etanol e a gasolina exportados o fazemos por preço menor em relação ao que importamos, até parece piada. Como a Petrobrás e o ex-presidente "pinóquio" explicam? No etanol para consumo interno dos brasileiros, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) aumentou a quantidade de água adicionada que era de 0,4% para 1,0%, na gasolina era adicionado 25% de etanol, agora passou para 20%. A verdade é que deixamos de ter a nossa independência energética, pagamos mais caro por produtos de inferior qualidade. Algumas grandes empresas nacionais produtoras de etanol negociaram com a BP (British Petroleum) diversas usinas de etanol, e já são donos de 25% do setor. Nada mais é do que uma forma de privatização, resta apurar os lobistas políticos (consultores) intermediadores das negociações? É só investigar... Cadê o nosso etanol?

 

Luiz Dias lfd.silva@uol.com.br

São Paulo

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ENERGIA ELÉTRICA – OUTRO NÓ?

 

Adite-se aos "nós" do excelente O nó das concessões do setor elétrico (12/12, A3) o mais importante deles: muito antes da promulgação da Lei Geral das Concessões, via tarifária, os consumidores adquiriram o direito - vencidas as concessões - de terem a eletricidade produzida por tais hidrelétricas a um custo zero. Portanto, os investidores não terão o que reclamar. Além de usufruírem ao longo dos anos de uma adequada remuneração sobre o capital investido também foram indenizados considerando essa reversão de propriedade. Esse é um direito da população que nenhuma lei geral pode revogar! Além dos interesses privados, a "segurança jurídica" também tem que se estender para o elo mais desprotegido dessa corrente, o consumidor. Dada a oportunidade, vale lembrar Douglas North, prêmio Nobel de Economia de 1993, quando disse: "Instituições não são somente as regras do jogo, mas também a tradição em respeitá-las".

Nilson Otávio de Oliveira noo@uol.com.br

São Paulo

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PIROTECNIA

Dia 15 de dezembro de 2.011, antes das seis horas da manhã, uma blitz monstruosa esteve nas casas de vários banqueiros do jogo do bicho. Estiveram com mandados de prisão contra cerca de 60 pessoas. Segundo consta, não houve vazamento de informação, no entanto nenhum dos grandes banqueiros fora localizado. O mais curioso é que a ação ocorreu em vários lugares distintos, como Copacabana – Rio, Barra da Tijuca no Rio, Duque de Caxias, Teresópolis, Recife e outras localidades. Em todas elas havia equipe de televisão com helicópteros e viaturas. Provavelmente as televisões receberam informações da “Mãe Iara” da novela da Globo. Foi a mesma “Mãe Iara” que informou aos banqueiros da blitz. A “Mãe Iara” poderia aproveitar para dizer se o Brasil ganhará a próxima Copa. Neste show de pirotecnia, se como informado pela mídia, nenhuma dessas pessoas ainda não foram condenados pela justiça, por que apreenderam jóias, dinheiro e obra de arte da casa dos banqueiros?  Foi apenas para fazer parte do show? Com bons advogados, com certeza, antes do Natal, todos estarão com suas famílias e com seus bens devolvidos.

Antonio Antunes   antonioantunes@uol.com.br

Rio de Janeiro

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TRÁFICO DE DROGAS NA COPA

Apesar dos esforços das policias brasileiras, o Brasil ainda é rota do tráfico de drogas internacional. É um câncer social! Liberar a entrada de turistas no país de todas as exigências requeridas vai agravar ainda mais esta situação. Deve-se sim aumentar o rigor da inteligência e da operacionalidade policial para minimizar estas possibilidades. Se isto não o ocorrer, as péssimas consequências ficarão para a já sofrida sociedade brasileira com este mal. Nossa economia não passa por tantas turbulências que necessite de medidas tão liberais com este fim. As competições esportivas já são tradicionais e não carecem desta facilitação, pois quem deseja realmente assistir aos jogos e conhecer as nossas belezas, cumprirá toda e qualquer exigência que se faça necessária. A população brasileira agradecerá por estas maiores exigências.

João Coelho Vítola jvitola@globo.com

Brasília

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A COPA INSTRUTIVA

A Economia brasileira é uma das que mais tem crescido no mundo. Em termos econômicos, vamos deixando o Terceiro para entrar no Segundo Mundo. Nosso estacionado nível de Educação, entretanto, não acompanha a qualidade dos índices positivos de crescimento. Um país melhor é aquele que promove o desenvolvimento humano de seus cidadãos. E entre os itens que garantem o bem estar social, o mais importante, equiparado ao acesso à Saúde plena, é a Educação. Mas, no Brasil, parece que a Educação ainda é vista como um artigo secundário. Antes de tornar-se rico, o país deveria pensar em tornar-se educado. Um dos sinais mais óbvios do descaso com que a Educação é tratada em nosso país é a facilidade com que o Estado suspende as aulas em determinados períodos, amparado por suas próprias determinações legais. Quando alguma emergência ocorre, em diferentes esferas, a primeira medida a ser tomada é a suspensão das aulas. E os portões escolares são fechados sem pestanejar, para a alegria de alunos, administradores públicos ignorantes e talvez até de alguns professores menos afeitos ao trabalho. Nas eleições, por exemplo. O Brasil é o único país do mundo em que as escolas são fechadas um dia antes e um dia depois dos pleitos – de dois em dois anos, fora plebiscitos.  Como não há instalações adequadas para a promoção da maioria dos campeonatos esportivos escolares (num país que sediará Copa e Olimpíadas), durante esses eventos as escolas são transformadas em alojamentos. E as aulas? Suspensas. Quando ocorrem catástrofes naturais nas cidades, isto é, todo verão, para onde vão os desabrigados? Para os colégios, uma vez que inexistem instalações públicas para abrigar os desalojados. Catástrofes não respeitam ano letivo. Epidemias, gripes suínas? A culpa é da escola, tirem os alunos de lá! Acontece uma ocorrência de violência ou vandalismo?  Vamos interromper as aulas por uma semana até que tudo se esclareça... Greve então, nem se fala. Na escola pública tem todo ano e a reposição nunca chega a restituir metade das aulas perdidas. Agora tramita uma lei que trata da adequação do calendário escolar nacional ao da Copa do Mundo; evento particular capitaneado pelos interesses financeiros da cartolagem mundial! Não é a Copa, que emprestará o Brasil para sediar-se, que deve ajustar suas datas às nossas escolas. É a Educação nacional que tem de se ajoelhar aos ditames da FIFA. Como se não bastassem os feriados nas datas de jogos da seleção, é assim que nossa falta de infra-estrutura na engenharia de tráfego será resolvida: fechando as escolas por 40 dias.

André Carrico andre.carrico@ig.com.br

Campinas

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DINHEIRO FÁCIL

Já estou vendo em 2014, o senador Romero Jucá e o deputado federal Cândido Vacarezza, dando explicações sobre o dinheiro desviado nas obras da Copa do Mundo “que não existe nada comprovado, são ilações de cunho partidário, que o governo está tranquilo e que o Brasil ganhou muito com o evento Copa do Mundo, etc”. Aí vários políticos terão seus patrimônios aumentados por 10 ou 20 vezes e isto é normal..., no Brasil.

Celso de Carvalho Mello celsosaopauloadv@uol.com.br

São Paulo

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O FGTS E A FARRA DA COPA

Ao vetar a autorização para uso de recursos de FI-FGTS em projetos associados à Copa do Mundo e Olimpíada a presidenta Dilma deixou um claro recado aos gatunos federais: tirem as mãos do dinheiro do trabalhador.

Mauro Antônio Rocha mauroantoniorocha@gmail.com

São Paulo

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DIREITOS E DEVERES

Gostaria imensamente de terminar 2011 com aquela mensagem de Natal e Ano Novo. Mas, e há sempre um mas, vivemos no Brasil e, mesmo tentando ignorar a corrupção, as falhas na Saúde, Educação, Segurança, a falta de credibilidade desse Governo e da sua responsável, não posso ficar quieto quando a Câmara aprova mais uma lei (ainda deve ser "discutida" no Senado) que vai colocar mais um obstáculo entre pais e filhos. Temos leis que interferem em tudo nas nossas vidas, desde como acordar até de que lado da cama devemos deitar, passando por todas as variáveis possíveis. Temos uma legislação trabalhista que consegue transformar colaboradores (patrão e empregados) em inimigos irreconciliáveis e dá emprego a milhares de sindicalistas que vivem à custa do trabalho dos outros. Temos um Código de Defesa do Consumidor que não defende ninguém porque não é respeitado, como tantas leis que há por aí. E há mais um montão de gente por aí ganhando sem trabalhar. Temos um Estatuto da Criança e do Adolescente que só serve para descriminalizar os atos de "crianças" de 15, 16, 17 anos e que interfere na educação das crianças de fato. E mais gente ganhando! O brasileiro médio já não gosta muito de educar os seus filhos, deixando essa função para professores e escolas cuja função principal não passa por aí. Além disso, é muito mais fácil reclamar do professor do que educar um filho e, entre outras coisas não há discussão porque todos são contra o professor e a escola. A História nos mostra que sempre que se tenta defender demais uma pessoa ou uma classe social, através de leis específicas, costuma haver o efeito contrário. O próprio ECA é um exemplo disso: após a sua promulgação, a violência praticada por "elementos di menor" foi exacerbada. As leis e as respectivas delegacias de proteção à mulher geraram um aumento da violência contra elas jamais descrito anteriormente. As leis contra a homofobia geraram mais homofobia e até uma certa heterofobia totalmente desnecessárias.

Agora fica a pergunta: se um pai vir o filho de 2 anos colocar os dedinhos na tomada, deve deixar e depois rir do desastre anunciado ou dar-lhe um tapinha protetor para evitar o malfeito?É claro que esta pergunta muito facilmente respondida por qualquer mãe ou pai minimamente consciente mas e se esse pai for a julgamento por "maus tratos", uma figura de linguagem totalmente indefinida? Como se comportará a nossa "Justiça"? Vai depender do sobrenome da família, do saldo bancário, das amizades políticas? Tratando-se de Brasil, tudo é possível!

Ricardo Melhem Abdo ricabdo@gmail.com

São Paulo      

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