Fórum dos Leitores

CRISE NO JUDICIÁRIO

O Estado de S.Paulo

23 Dezembro 2011 | 03h07

Retrocesso institucional

O Supremo Tribunal Federal (STF) vem se transformando num verdadeiro festival de retrocessos institucionais. A liminar emitida pelo ministro Marco Aurélio Mello, retirando do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) os poderes de investigação sobre magistrados, leva ao forno uma enorme pizza a ser saboreada por todos os juízes suspeitos de desvios de conduta. E o ministro Ricardo Lewandowski é autor de mais uma pérola: concedeu liminar suspendendo investigação do mesmo CNJ sobre pagamentos suspeitos recebidos por uma lista de juízes, da qual o nome do ministro faz parte. Algo de muito errado vem se dando nos julgamentos dos nossos togados da Suprema Corte. Se até eles, que deveriam ser os guardiães máximos da moralidade pública e da letra constitucional, passam a adotar condutas suspeitas, o que será do nosso Estado de Direito?

HENRIQUE BRIGATTE

hbrigatte@yahoo.com.br

Pindamonhangaba

Injustiça

Com essas últimas duas decisões no STF, alguém ainda tem dúvida sobre onde está a causa primária da injustiça neste país?

EDUARDO MEES

eduardomees@terra.com.br

São Bernardo do Campo

Casa de Suplicação

Há 196 anos, em 10/5/1808, d. João transformou um tribunal do Rio em Casa da Suplicação, que mais recentemente foi sucedido pelo Supremo Tribunal Federal. Enquanto o anterior era destinado a lidar com pendências da corte que fugia para o Brasil, parece que seu sucessor está destinado às pendências de uma nova corte, tentando protegê-la. Assim, os membros dessa "corte atual" - a presidente da República, seus ministros, os congressistas e também os juízes - conseguiram, por meio de manobras políticas estranhas à moral e à ética, tornar o STF em mero "protetor das suplicações da corte".

FABIO FIGUEIREDO

fafig3@terra.com.br

São Paulo

Corporativismo

A Constituição federal estabelece, em relação ao órgão máximo do Judiciário, que 11 brasileiros natos, indicados por supostamente constituírem o que de mais proeminente exista no universo jurídico nacional, componham o Supremo Tribunal Federal. Indicados pelo chefe do Executivo, são sabatinados pelo Senado e agraciados com um cargo que lhes assegura um bom salário, dois meses de férias por ano, entre outras vantagens. O critério político de escolha de um ministro amesquinha o que deveria ser uma casa composta por juristas do maior quilate. Hoje, a força do STF está mais no alcance e nas repercussões de suas decisões do que na capacidade técnica e ética dos magistrados, infelizmente. O debate jurídico diminuiu. Não deveria ser condição imprescindível para a substituição de qualquer dos ministros a cor da pele ou o sexo, tampouco sua orientação político-partidária. Por essas e outras o STF, que em algumas decisões confere leitura de vanguarda na proteção dos direitos constitucionais, noutras se atola na defesa dos próprios amesquinhados interesses corporativistas. Como exemplo, temos a possibilidade de prescrição de alguns crimes do caso do mensalão e a diminuição dos poderes investigativos do CNJ em benefício próprio. Lamentavelmente, há ministros sem a estatura exigida para o cargo.

VLADIMIR POLÍZIO JÚNIOR

vladimirpolizio@gmail.com

São Paulo

ANVISA

Safadeza ideológica

Li no Estadão de 16/12 que "a Anvisa é alvo de ações por demora em analisar remédios e produtos de saúde". Nada de estranho, dentro do panorama pátrio de criar dificuldades para vender facilidades. Mas tem mais. A Anvisa age como um politburo, no pior viés doutrinário totalitário, ao transformar-se num instrumento para os seus burocratas exercerem o que mais lhes apraz: controlar o cidadão. E, pior, com teorias fajutas! E dá-lhe portarias proibindo isso e aquilo, normatizando, regulando, exigindo, fiscalizando, ameaçando, interditando... Um poder à margem e além dos órgãos a que estaria, em tese, subordinada. E quem fiscaliza a Anvisa? O ministro da Saúde? Não, ele não é bobo de procurar problemas com o tradicional aparelho do "Partido Comunista da Saúde" que a domina. As medidas comuno-fascistas que se tornaram o cerne da ação do órgão só existem no país fascio-lulista. Eu era usuário de um colírio, comercializado no Brasil há 50 anos, com o qual controlava uma pertinaz rinite alérgica. Mas estou impedido de adquiri-lo, pois contém um antibiótico de ação tópica em uso há mais de 60 anos, a neomicina. Sou obrigado a ir ao médico e as receitas têm validade de sete dias. Como o médico de convênio só marca consulta com espera de sete dias, no mínimo... Os burocratas da Anvisa, na desastrada portaria que trata do uso de antibióticos, incluíram o colírio na estúpida medida de receita retida. O mesmo com pomadas e cremes dermatológicos, como o Quadriderme, veterano de quatro a cinco décadas. No popular, jogaram a criança junto com a água do banho. Pedi a um conhecido que comprasse na Argentina alguns vidros, o que fez sem problema, mediante exibição da identidade. Enfim, este é o país da burocracia turbinada pela safadeza ideológica. Enquanto isso... Deixa pra lá!

ALEXANDRE DE M. MARQUES

ammarques@uol.com.br

São Paulo

BOAS-FESTAS

O Estado agradece e retribui os votos de feliz Natal e próspero ano-novo de Álamos Genética; Alfaômega Marcas e Patentes; Alvarez Aguiar; Andreas de Souza Fein; Angelo Piccardi e Família; Angelo Tonelli; Armando Amarante Filho e família; Carlos Magno Taborda; Céu Comunicação sem Limites; Eduardo José Bernini - Tempo Giusto Consultoria Empresarial; Eduardo Zago; Equipe de Relacionamento com a Mídia da PR Newswire; Equipe do Portal ZNnaLinha; Família C&M Software; Grupo Floresta; Gustavo Guimarães da Veiga; Gustavo Loyola; Humberto de Luna Freire Filho; Instituto Análise; João Carlos Carcanholo, Maria Elide Carcanholo e Aline Maria Carcanholo; Jorge Peixoto Frisene, Laudicéia Moraes Frisene e Igor Frisene; Link Comunicação Empresarial; Luiz Dias; Marcelo de Paiva Abreu; Maria Teresa Amaral; Milton Linhares; Petram; Plínio Zabeu; Proteste - Associação de Consumidores; Rachel Bratfisch; Renato Guimarães Jr.; Ricardo Bergamini; Rita de Cássia Ayres; Robert Haller; Silvana Barolo e Carlos Lungarzo; Sônia Mascaro; Veolia Water Brasil; e Viveiro Manacaá.

 

CHORES POR TI, ARGENTINA

As lamentáveis cenas da invasão do jornal Clarín na Argentina, digna das piores ditaduras, é o que os bolivarianos e seus companheiros petistas chamam de “marco regulatório das comunicações?

Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

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ABUSO DE PODER

 

A presidente argentina, Cristina Kirchner, está conseguindo ser pior do que todos os generais que passaram pelo governo daquele país. Arrogante e absolutamente insegura do que entende como governar um país resolveu calar a mídia como se a Argentina ainda vivesse no século 18 ou 19. O que ela tem feito com a imprensa do seu país é digno de repulsa no mundo todo. Só mesmo o nosso ex-presidente para cobri-la de afagos cada vez que se encontravam. E que Dilma não vá pelo mesmo caminho!

 

Rodolfo Carlos Bonventti rbonventti@superig.com.br

São Caetano do Sul

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LOUCOS

O mundo esta esquisito, a América Latina está se enchendo de "ditadorezinhos" e o Brasil ainda não está nesta lista porque o povo ainda não cortou o PT, se um dia cair a ficha da roubada literalmente que estamos e votar em outros partidos, o bicho vai pegar, acham que é exagero? Nada, basta ver a presidente da Argentina, o país mais civilizado e culto da America do Sul e latina, ela se acha no direito de virar uma fascistinha de plantão, alias, não entendo como o povo aceita ser chicotado por uma mulher louca que quer fechar jornais, ela pensa que é a Pitonisa do Egito. No caso triste da Coreia do Norte vejo uma luz no fim do túnel, com a morte do mega esquisito presidente e rei e dono do país, assumirá seu filho mais novo, que se respirou uma educação básica na Suíça, deve ter um pouquinho de senso de direito, não vai aceitar continuar escravizar um povo, como se fossem galinhas ou vacas de seu curral, os árabes, salvo os fanáticos religiosos estão saindo do inferno, os EUA aos poucos se recuperando, a Europa não pode abandonar o Euro, sob pena de encher alguns países de governantes malucos de extrema esquerda ou extrema direita, em resumo: Precisamos cuidar de nosso Brasil e de nosso continente que caminha para ditaduras de esquerda muito emburrecedoras. Enfim: Feliz Natal e que 2012 seja muito melhor.

Roberto Moreira da Silva rrobertoms@uol.com.br

Cotia

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LICENÇA PARA MATAR

Ao que parece, os crimes do ditador sírio, Bashar Assad, ainda não comoveram nem a ONU, nem as forças da OTAN e nem os isentos leitores do Estadão, rapidíssimos em outras oportunidades a criticar ditadores do oriente médio – alguns já no outro mundo. Seria porque a Síria não tem petróleo ou tem mais coisa entre o céu e a terra do que suspeita a nossa vã filosofia? Ou seria apenas porque o número de vítimas ainda não atingiu o limiar de reação do ser humano moderno?

 

Hermínio Silva Júnior hsilvajr@terra.com.br

São Paulo

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SÍRIA

O direito tem uma lógica fundamental que inspira todas as suas ramificações. Assim, o direito penal comum se entrelaça com o direito penal dos povos, internacional ou de tutela dos direitos humanos. Omissão de socorro, como é sabido, é ilícito. E o Brasil se omite em relação ao povo sírio, com mais de cinco mil mortos pelo Estado. Uma carnificina que se repete dia a dia. Não há mais como abster-se, juntamente com a ONU e os países democráticos e civilizados.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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DESMASCARANDO

O “manifestante” em destaque na capa da revista Time atual como “personagem do ano”, se desmascarado, nada mais é do que a cara dos EUA escondida atrás do pano. Quem financia com seus dólares toda essa guerra nos países árabes contrários aos seus interesses políticos, sobretudo após o 11 de Setembro, são os americanos, com apoio de Israel e OTAN. Onde desconfiam que haja terroristas, como Líbia, Iraque, Síria e Afeganistão, promovem a baderna visando à queda do regime e a implantação de um governo a seu jeitinho submisso de sempre.

Habib Saguiah Neto saguiah@mtznet.com.br

Marataízes (ES)

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O DITADOR BEM AMADO

Talvez eu esteja equivocado, mas pelo visto o ditador Kim Jong-il, da Coreia do Norte, não era aquele monstro que a imprensa ocidental pintava, posto que as pessoas do país se esvaíram em lágrimas pelas ruas do País quando de sua morte. Terá o governo contratado tamanha 'claque' só para impressionar o mundo?

José Marques seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

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DITADURAS HEREDITÁRIAS

Apesar da fome do sofrido povo coreano, com o herdeiro da ditadura estudando na Suíça à custa desse mesmo povo, o PCdoB lamenta a morte de Kim Jong-il responsável pelo "Estado e uma economia prósperos e socialistas" (21/12, A/14). Povo desinformado sempre foi a estratégia desses falsos socialistas. No dia da morte de Fidel, com certeza, vai ser outra copiosa choradeira. Entende-se, mais uma vez, porque a atual leva de  "comunistas" brasileiros, cubanos e argentinos desejam tanto o "controle" da mídia independente.

Nilson Otávio de Oliveira noo@uol.com.br

São Paulo

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PC DO B E A DITADURA

Na condição de filiado ao PCdoB, exijo que a direção partidária “me inclua fora” dessa bajulação explícita que acaba de fazer em relação ao governo da Coréia do Norte, publicando no site do partido (na última terça-feira, dia 20/11), assinada pelo presidente nacional do partido, Renato Rabelo, uma nota de "profundo pesar" ante a notícia da morte do ditador Kim Jong-il. Entre outras baboseiras referendadas pelo dirigente comunista, podem ser pinçadas algumas pérolas da “enganação pública”, a exemplo de: 1) "O camarada Kim Jong Il manteve bem altas as bandeiras da independência da República Popular Democrática da Coréia, da luta anti-imperialista, da construção de um Estado e de uma economia prósperos e socialistas, e baseados nos interesses e necessidades das massas populares";  2) “Kim Jong-il defendeu com dignidade as conquistas do socialismo em sua pátria e"promoveu as causas da reunificação coreana, da paz e da amizade e da solidariedade entre os povos"; 3) "Temos a confiança de que o povo coreano e o Partido do Trabalho da Coréia irão superar este momento de dor e seguirão unidos para continuar a defender a independência da nação coreana frente às ameaças e ataques covardes do imperialismo, e ao mesmo tempo seguir impulsionando as inovações necessárias para avançar na construção socialista e na melhoria da vida do povo coreano". Essa postura “aloprada” dos dirigentes do PCdoB explica claramente os motivos pelos quais o partido, após passar anos “enrolando” seus militantes, com a “conversa mole” de que lutava pela moralização da política brasileira, deixou-se cooptar pelos petralhas, fechando os olhos diante das  corrupções e maracutaias que continuaram existindo na “era Lulla”. Afinal, para quem tem a cara de pau de dizer que Kim Jong-il, após comandar a Coréia do Norte por 17 anos, com mão de ferro, em um regime baseado no culto à personalidade, era um governante “padrão”, dizer que o governo petralha é um exemplo de moralidade e ética na vida pública é algo absolutamente previsível. Infelizmente, o PCdoB, por mesquinhos e/ou sórdidos interesses de uma elite partidária, perdeu o “trem da história”.

Júlio Ferreira julioferreira.net@gmail.com

Recife

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CARPIDEIRAS

A nota de pesar pelo ditador norte-coreano credencia os dirigentes do PC do B como os melhores animadores de velório do mundo.

 

A. Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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TURISTAS, PREPAREM-SE

Atualmente moro nos Estados Unidos e faço um curso de MBA na Universidade da Carolina do Norte, em Charlote. No último domingo cheguei ao Brasil no aeroporto de Guarulhos, o maior do país, num voo da Delta Airlines, para passar as férias de fim de ano, com os meus pais. Depois de muita espera junto às esteiras transportadoras de bagagem, fui comunicada de que a minha bagagem e de várias outras pessoas, havia sido extraviada no aeroporto de Atlanta e seria entregue na casa de meus pais em São Paulo na  terça-feira seguinte. Na quarta feira, uma caminhonete branca, sem nenhuma identificação e com um motorista também sem nenhum uniforme, que trajava uma camiseta da Tommy Hilfiger, trouxe as duas malas extraviadas. Elas estavam lacradas, com uma numeração identificada posteriormente pelo representante da Delta Airlines quando fiz contato pelo telefone, com a empresa, para dar queixa de que vários itens tinham sido retirados de dentro das minhas malas. Curiosamente, duas amigas brasileiras de faculdade, que chegaram a São Paulo nesse mesmo aeroporto recentemente, também tiveram sua bagagem violada e furtada. Seria recomendável que a Polícia Federal investigasse essa rotina de extravio e violação de bagagens no aeroporto de Guarulhos e principalmente, como essas bagagens são violadas e depois relacradas, com a mesma numeração, antes que Copas e Olimpíadas espalhem para o mundo que somos de fato, um país de  ladrões.

Paula de Aquino Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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SOLIDARIEDADE

Solidarizo-me com os aeroviários e aeronautas em greve. É certo que prejudicam os passageiros, mas esta é a única época em que se fazem notar de verdade. As companhias anunciam aumento de vendas, de vôos, de lucros, em números de dois dígitos, e mantém as mesmas equipes, com sobrecarga de trabalho, oferecendo-lhes meros 6% de reajuste. Trata-se tão somente da reposição da inflação. Todos sabemos que os funcionários das duas maiores empresas de aviação do Brasil, que detém quase exclusividade do setor, pagam mal, tanto que os nossos melhores pilotos há muito foram embora do Brasil, contratados lá fora por valores até dez vezes maiores dos que são pagos aqui. Não bastasse os salários baixos, são frequentes os relatos de sobrecarga de trabalho, péssimas condições de aeroportos e falta de pessoal para revezamento de escalas. Ora, se as aéreas estão vendendo passagens como água, como se anuncia; se o setor cresce 20% ao ano; se os lucros de acumulam, não há porque pagar pouco e oferecer só reposição de inflação a quem possibilita tudo isso. Basta observar os semblantes exaustos das tripulações em final de expediente, nesta época de festas, para dar-lhes razão.

 

M. Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

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GREVE DOS AEROVIÁRIOS

A greve natalina dos aeroviários é a sepultura do respeito com a sociedade brasileira.

Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com

São Paulo

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‘SEGURANÇA NAS FRONTEIRAS’

Feito a oito privilegiadas mãos (quatro integrantes do Poder Executivo) e o artigo em epígrafe derrapa já em suas primeiras palavras. Área de fronteira? Qual é a largura dessa área? É uma largura fixa ou é variável? O litoral é também área de fronteira? Ou é a borda do 'mar territorial' que conta? Por que esta não foi incluída? Duvido que os autores desse artigo saibam essas informações, basilares para quem pretende falar sobre esse tema, demonstrando que ocupam o 'topo da pirâmide', sem o merecerem. Estamos mesmo muito mal, tanto de vice-presidente como de ministros. Essa coisa de ocupantes de altos cargos nada saberem dos assuntos de que tratam, no Brasil, é mais comum que pereba em moleque. Há pouco foi empossada uma ministra no STF, que antes disso, declarou para quem quisesse ouvir, que nada sabe sobre Direito Civil! Ô dona Dilma! Ponha o avental e o pano na cabeça: a faxina tem de continuar. Em tempo: penso que ao 'baixotinho' seria simplesmente defeso assinar esse escrito, sem que ele tivesse introduzido pelo menos esses dados.

Luiz Eduardo Osse luizeduardosse@hotmail.com

Itapecerica da Serra

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O SILÊNCIO DOS INOCENTES

Mais uma vez O Silencio dos Inocentes se faz presente. Em Campinas mais um prefeito é cassado. Seriam forças ocultas a mostrar que o que fizeram com um antigo prefeito será uma praga sobre a cidade até que a Justiça seja feita? Dá pena ver uma cidade como Campinas entregue a pessoas com este caráter, buscadas pela Polícia e pelos próprios políticos. Se o povo Campineiro eleger um novo prefeito que venha desta mesma laia, fará por merecer este destino cruel. Melhor a Justiça acelerar suas ações e apresentar logo os responsáveis por aquele crime ou o povo Campineiro vai ficar vendo e ouvindo o "arraste de correntes" por muito tempo.

Odair Picciolli pedraseartes@suednet.com.br

Extrema (MG)

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CORRUPÇÃO

Nossa democracia está tomando um rumo perigoso, onde as castas privilegiadas de magistrados e políticos se acham acima da lei e das instituições, excedendo no abuso do poder e contando com a benevolência e ingenuidade da população.  Que pais é este em que um partido político – o PMDB – negocia com a suprema corte do país para reintegrar um político corrupto ao senado  e, em troca, este partido barra a emenda que reforçaria a competência  do CNJ para julgar estes magistrados . Gostaria de saber  também  a quantos anos de aluguéis correspondem  os  R$ 700.000,00 de verba para auxílio moradia aos Srs. Ministros do Supremo? Acredito que seja no mínimo 20 anos, senão tem, com certeza, coisa errada nisto, e realmente tem que ser investigado, mesmo que estas verbas tenham sido destinadas a estas castas superiores tão necessitadas. Que país é este, em que nos parece que a imprensa do Estado de São Paulo tem um comprometimento com o PSDB para protegê-lo de investigação e divulgação de atos de corrupção no Estado e nas privatizações. Que país é este, em que político que governou São Paulo e comprovadamente roubou o estado, ficou alguns dias na cadeia, e neste mesmo país onde o Sr. Cacciola vem e nos rouba  R$ 1.000.000.000,00, conforme divulgado várias vezes pela imprensa, fica apenas 3 anos na cadeia, sendo que no mesmo período uma dona de casa humilde rouba um shampoo e dois pacotes de bolachas e tem a mesma penalidade do Sr. Cacciola.  É revoltante, é uma distorção na aplicação de penalidades pela justiça, evidenciando cada vez mais que nossas leis foram elaboradas e são aplicadas por pessoas que verdadeiramente não representam o povo brasileiro, que é bom, tolerante e honesto. Essa aplicação de penalidades tão distorcida também demonstra que estas leis foram feitas para punir o pobre e proteger o rico indiferente da dimensão do seu delito.     

Carlyle Antonio Cunha  carlyle.cunha@uol.com.br

São Paulo

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RAZÃO A JOSÉ SERRA

Tem razão José Serra, no seu artigo O governo que não começou (A2, 22/12), ao término do primeiro mandato do governo Dilma. Dos programas prometidos no início do governo, elencados pelo seu artigo, ou ficaram no papel, ou foram obras mal feitas, ou obras que vêm com atraso, além de falta de planejamento em todas as áreas.  Foi um primeiro ano de  governo medíocre, sem realizações, sem reformas prometidas, cheio de irregularidades, escândalos e corrupções. Na verdade, enquanto a presidente estiver sob  o jugo do seu guru e dependente dos partidos fisiológicos aliados, o brasileiro nada pode esperar de bom para o país desta administração.

José Wilson de Lima Costa jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

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INADEQUADO

Realmente o José Serra escreve bem. Mas ao invés de criticar deveria olhar para si. Depois de abandonar a Prefeitura de São Paulo - num ato de desrespeito a nós que votamos nele - , perder para presidente e ultimamente dividir o PSDB. Seria bom ele ficar no seu lugar, ouvir mais e dar espaço para os poucos lideres que o partido ainda tem. Para mim sua participação política já terminou.

 

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@ig.com.br

São Paulo

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DOR DE COTOVELO

Incrível a postura do Sr. José Serra em sua coluna escrita para o Estadão. Poderia ser extremamente interessante e benéfica para a nação, se ele comentasse, como estadista, os grandes problemas que o Brasil enfrenta e apresentasse solução para resolvê-los. Seria ótimo para todos os leitores poder compartilhar da sua experiência de ex-governador, ex-prefeito, ex-ministro e ex-candidato a presidência da República. O que vemos entretanto, é um odioso comportamento de um derrotado. Na coluna de hoje, especialmente, ele acha que o atual governo já deveria ter solucionado, nesse primeiro ano de governo, todos os problemas existentes no Brasil há séculos, como se ele, caso tivesse sido eleito, teria feito. Mas isso já era esperado desde que o jornal o anunciou como colunista. O Sr. Serra somente escreve em causa própria e faz de sua coluna um palanque nacional, na esperança de voltar ao topo da política. Que diferença da postura dele com a do Sr. Fernando Henrique Cardoso, que se mantém oposicionista mas continua ético, elegante e patriótico.

Milton Moreira milton.tristil@uol.com.br

São Paulo

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AINDA NÃO COMEÇOU

Também concordo que o governo Dilma ainda não começou. Mas, discordo que deva ser José Serra a nos alertar sobre isso. Em todas as gestões do político, ele foi enervantemente moroso ao assumir suas obrigações.

Ademir Valezi valezi@uol.com.br

São Paulo

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A SEGURANÇA DOS BRASILEIROS

Como muitos já disseram, a democracia tem muitos defeitos, mas ainda é o melhor regime. Entretanto, a democracia brasileira precisa de muitos aprimoramentos, porque está difícil o socorro de seus poderes harmônicos e independentes aos brasileiros. No Poder Executivo, temos os conhecidos escândalos e os que ainda virão à tona. O legislativo está primando pela defesa dos interesses pessoais de seus integrantes, além da morosidade e omissão na aprovação de leis necessárias ao país. Restaria a Justiça. Entretanto, vemos tantas mazelas envolvendo dezenas de magistrados que fica difícil que o cidadão deste país empreste a sua confiança no poder que julga, ainda mais porque o órgão de controle externo, o CNJ, está sendo barrado, cerceado e quase impedido de cumprir a sua missão, tão em boa hora possibilitada pela Emenda Constitucional de nº. 45. Não foi em decorrência de tal situação que, em alguns países, nasceu a Justiça de grupos e feita prontamente pelos prejudicados?

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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A BOLA DA VEZ

Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) são a bola da vez, salvaram, por ora, o Pimentel, queridinho da Estela. A sociedade não sabe se olha para lá ou para cá, alias, nem sabe mais o que olhar, espoca corrupção, desatino e falcatrua aonde quer que haja alguém do governo petista . O Brasil cai aos pedaços, a olhos vistos, a dinheiro vivo roubado, nas vergonhas impensáveis e em golpes cada vez mais bem articulados , parece a teia do homem aranha, o apedeuta de marre-de-si, a fúria do inferno, o carcará sanguinolento que arrepia o dinheiro brasileiro e ainda é acobertado pela maior quadrilha já vista. O Brasilzão de Deus, criado à imagem de seu líder idolatrado pelos puros pobres, protegido pelos bancos e milionários, favorecido pelas parcerias tão bem articuladas e toleradas pelos asseclas , também bem pagos. Você se danou,  irmão.

Ronaldo Parisi rparisi@uol.com.br

São Paulo

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CAIXA PRETA DO JUDICIÁRIO

Quando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva assumiu o governo pela 1ª vez, em 2003; ainda lembro perfeitamente até o tom irônico da sua voz afirmando que iria mandar abrir o "caixa preta"  do Poder Judiciário...E agora, após ter governado durante dois mandatos, 8 anos, como é que está nosso Poder Judiciário, melhor ou pior? Os seus novos membros foram escolhidos por ilibada competência e conduta ou por afinidade política? será que os brasileiros estão contentes com a atuação dos condutores do Poder Judiciário? Que tal fazer uma pesquisa pública  com os eleitores brasileiros juntamente às eleições municipais do próximo ano? Isto certamente poderá deixar o ex-presidente Lula mais contente. Quem sabe ele tenha saltado seu índice de aprovação de 84% para 100%. Tente. Os brasileiros estão curiosos para saber.

Benone Augusto de Paiva benonepaiva@yahoo.com.br

São Paulo

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JUDICIÁRIO E HISTÓRIA FUTURA

 

O momento é o presente que logo será passado, logo será história.

Em termos de justiça para nós brasileiros é  triste este momento.

– É mínimo o espaço entre o presente e passado.  Porém o distanciamento, oferece a melhor perspectiva para uma visão de conjunto da história de um povo; sua  cultura  suas leis. Quando no futuro próximo ou distante, alguém se detiver  em estudo sobre a história da justiça  em  nossos País, certamente,  encontrará o registro deste momento como uma  página negra  do judiciário Brasileiro.

 

Sansão José da Silva sansao@sansaojsilva.com.br

Uberlândia (MG)

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LOBOS E CORDEIROS

Esta discussão no Judiciário, envolvendo ministros do STF, juizes, associações de juizes, para mim, mostra que os juizes, desembargadores, são uma casta e se consideram acima de tudo e de todos, do bem e do mal, fazendo o que acham que devem fazer e não aceitam interpelação. Devem ser uma categoria especial de seres humanos, não? Agora mesmo o TCE-RJ está sendo acusado de contratação e pagamento de funcionários fantasmas. Alguns nunca apareceram por lá e a ausência era justificada com o argumento mais estapafúrdio possível. Logo onde, na corte que tem que fiscalizar contas dos administradores públicos. Para mim são todos lobos na pele de cordeiro.

Panayotis Poulis  ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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POR BAIXO DAS TOGAS

O que existe por debaixo das togas? Homens cobertos por togas são homens como todos os brasileiros, que tem suas posições especialmente nos Tribunais Federais, a indicação para o cargo. A indicação é geralmente política, portanto não são isentos e sempre reverenciam os padrinhos que os nomearam. O cidadão comum tem o judiciário e polícias para investigá-lo e punir quando se faz necessário. Os que vivem por debaixo das togas, não querem submeter-se a nenhum órgão investigador muito menos o CNJ, tendo como condução a Ministra Calmon. As Togas não devem servir para encobrir atos, fatos, e deslizes de qualquer Juiz. São denominados guardiões da Constituição, mas o que guardam mesmo são os segredos ocultos de todos os seus pares. Se o Presidente de um País pode e deve ser investigado, o judiciário e seus membros mais ainda, pois teriam que transparecer tudo que se refere aos mesmos. A Democracia exige estas condições ou será que não estamos totalmente neste Regime.

Eugênio Iwankiw Junior iwankiwjr@hotmail.com

Curitiba

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MEDIDAS PROVISÓRIAS E LIMINARES

Os instrumentos que nos podem ajudar no quesito democrático, ou seja, as Liminares e as Medidas Provisórias podem se transformar em armas perigosas quando têm por trás canetas em mãos de indivíduos imprudentes. É só conferir no Brasil dos últimos 10 anos.

Leila E. Leitão

São Paulo

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DESALENTO

Há alguma coisa errada aqui nesses brasis. O Supremo Tribunal Federal está quase sempre na contramão dos desejos e expectativas da sociedade brasileira. Assim foi com a Ficha Limpa, com as declarações de Eliana Calmon, com a absolvição de  Battisti, com os problemas e entraves do julgamento dos mensaleiros e tantos outros. Tudo o que esperávamos ansiosamente nos foi negado. Sentimos claramente o clima de impunidade que reina nos Três Poderes da República. Isso causa um enorme desalento, descrença e temor pelos futuros rumos de nosso país.

 

Regina Ulhoa Cintra  reginaulhoa@uol.com.br

São Paulo

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STF

Os recentes questionamentos feitos ao STF tanto pela mídia responsável, quanto por cartas de inúmeros brasileiros conscientes, motivados por decisões polêmicas de ministros daquela Corte, como no episódio do julgamento do recurso de Jader Barbalho e nas liminares que esvaziaram os poderes do Conselho Nacional de Justiça, forçaram alguns dos ministros envolvidos a mandar extensas explicações para serem publicadas pelos jornais, com a defesa suas posições. Essa é uma das qualidades do regime democrático, onde a voz do povo, e a dos órgãos que a repercutem, tem que ser ouvidas por quem está no poder, mesmo que esse poder seja um Supremo Tribunal Federal.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro  

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OS TRÊS

Sobre os três ministros do STF que estão em evidência, pode-se dizer que são bem leviandowski, e não é preciso dizer mais nada.

Jose Mendes josemendesca@ig.com.br   

Votorantim

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RETALIAÇÃO EXPLÍCITA

A corrupção e o abuso de poder estão assumindo um nível de excelência tão ofensiva à dignidade dos brasileiros  que alguma instituição, seja ela civil ou militar, se não despertarem dessa anestesia de sentido patriótico, se não se libertarem das amarras do panis et circences, este país estará sendo, em pouco tempo acalentado nos braços de um comunismo em que predomina a tese do ''primeiro os meus, depois os de Matheus''.Recentemente a imprensa noticiou o escândalo da declaração do ministro do STF, Ricardo Lewandowski, que praticamente absolveu a quadrilha do mensalão. Logo em seguida o ministro Cezar Peluso, num arrebatamento patriótico jamais visto depois da batalha de Guararapes, aplica o voto de Minerva e reconduz Jader Barbalho ao Senado da República, deixando a Lei da Ficha Limpa mais suja do que o primeiro pau do galinheiro.As luzes do STF não se apagaram. Agora, o ministro do STF Marco Aurélio Mello, com a bravura de um Leônidas grego nas Termópilas, investe contra a atuação do Conselho Nacional de Justiça e cassa as suas prerrogativas constitucionais, numa retaliação clara às declarações da ministra Eliane Calmon que afirmou; '' há muito juiz corrupto, protegido pela toga''.Quando o mar e o rochedo se entrechocam, a vítima é o marisco''..Como está não pode ficar. Parodiando o cancioneiro popular:: '' Quem não for filho de Deus, tá na unha do capeta''.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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EXORTAÇÃO

Magistrado brasileiro honesto, por gentileza enviar a seguinte mensagem para a Corregedoria Nacional de Justiça (corregedoria@cnj.jus.br): "Favor investigar-me"! O Brasil agradece!

Saulo Vieira Tortelli saulo_tortelli@msn.com

São Paulo

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É O EXERCÍCIO DA IMPUNIDADE

É estarrecedora! Tamanha enrolação dos ministros do STF para que os envolvidos no escândalo do mensalão tenha um julgamento final. Realmente o ministro Joaquim Barbosa do STF, ao pedir vista do processo do mensalão sabia muito bem o que estava fazendo, quem seria os beneficiados pelo atraso. É imprescindível admitir e apoiar o que disse o ex-presidente da França Charles de Gaulle quando afirmou uma vez que "o Brasil não é um país sério". As evidências estão aí para quem quiser ver. Dizem, por outro lado que ele não disse. Mas, a frase se eternizou e esta bem presente nos dias atuais, serve muito bem para o caso do tal mensalão ocorrido ainda no primeiro governo do presidente Luis Inácio Lula da Silva, até o momento ninguém teve qualquer punição. A quem realmente vossas excelências querem proteger agindo dessa forma? A quem eles pensam que estão enganando com tanta demora que só agora o ministro Joaquim Barbosa resolveu entregar o processo sem ainda da sua decisão? Não é por acaso que a justiça brasileira anda tão indiscreta perante a sociedade. Recentemente o ministro Ricardo Lewandowski, numa entrevista a Folha de São Paulo (14-12) revelou que "as penas do mensalão vão prescrever" e justiça: Disse ele, as penas dos réus do mensalão vão prescrever antes que o julgamento esteja concluída. Ele sabia o que estava dizendo. O escândalo nunca admitido pelo ex-presidente Lula, aconteceu em 2005, o mais provável é que o julgamento só acontecerá em 2012 ou 2013. Quer dizer, os políticos corruptos vão continuar ainda por bom tempo impunes, a justiça brasileira, por sua vez, que não tem a agilidade esperada, o que faz com que outros se sintam a vontade para praticar novos crimes. Com isso estão contribuindo para que a impunidade favoreça os políticos corruptos, ladrões do dinheiro público. É lamentável que isso esteja acontecendo com a mais alta corte do Brasil. Isso é, sem falar do imbróglio envolvendo o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) com os ministros do supremo. Pra quem Reclamar?

Turíbio Liberatto Gasparetto turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul

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JOÃO PLENÁRIO DE TOGA

Seria cômico se não fosse trágico. Aquele famoso personagem, chamado João Plenário, de um programa humorístico. está fazendo escola. Só que agora no Supremo Tribunal Federal. Para tentar explicar suas decisões estapafúrdias,  nossos nobres Ministros estão enrolando a língua, para enrolar o povo. Usam e abusam do juridiquês para falar e não explicar nada. O Poder  Judiciário tem a obrigação de ser transparente e claro em suas decisões. Estou começando a achar que o ex-presidente Lula tinha razão. É preciso abrir esta caixa preta do judiciário.

 

Sérgio Roberto da Costa sergiorobertocosta@ig.com.br

São Paulo

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CNJ INÚTIL

O ministro Marco Aurélio, com sua fala mansa, agrediu mais uma vez em nome do Supremo Tribunal Federal a população brasileira, quando ceifou as atribuições do colegiado do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), atendendo um pedido de Nelson Calandra, presidente da Associação dos Magistrados Brasileiro (AMB). Uma sugestão: não seria mais prático e fácil extingui-lo de vez, pois tornou-se inútil?

 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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INCÊNDIO NA FAVELA DO MOINHO

Trabalho próximo à favela do moinho, incendiada ontem pela manhã. Perplexo com as labaredas e fumaça negra que subiam pelo céu fiquei imaginando se alguma moradia daquela, apelidada carinhosamente de “meu barraco” por um morador,  tivesse algum ser indefeso em perigo: um bebê, uma criança, um idoso, uma pessoa deficiente ou até um cão ou gato. Percebi que não ficaria em paz até me certificar que tudo estaria bem, ainda que os prejuízos fossem apenas materiais. Atravessei o viaduto Rudge e adentrei na favela; não havia corre-corre nem desespero, a calamidade era mínima, já atuante na vida daquelas pessoas, e o melhor: todos os seres decididamente indefesos estavam bem. Ao chegar próximo do foco das chamas, vi algumas pessoas com os olhos marejados, a maioria estava apreensiva porém aliviada por não ter perdido o resto de suas vidas. Quando então fui presenteado, chegou um casal com 02 crianças. Este morador relatava que “tinha perdido seus documentos, alguns pertences e que seu barraco tinha sido todo consumido pelo fogo” mas disse a ele que o mais importante estava com ele que era sua família, mesmo sem nunca tê-lo visto dei-o um pequeno abraço e que em breve tudo estaria bem. Pude perceber que isto lhe trouxe um certo conforto. Saí de lá com uma satisfação e com a certeza viva de que Deus livrou aquela família e que todos ficarão bem. Isso me fará entrar em 2012 com mais amor à vida e a meu próximo.

Wagner Gomes Clemente wagner.clemente@tgestiona.com.br

São Paulo

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QUESTÃO DE TEMPO

O problema é que quem governa não anda de trem, de ônibus ou metrô, a não ser quando imprensa está junto. Todos os que fazem o percurso até a estação Julio Prestes haviam percebido que era uma questão de tempo a Favela do Moinho arder. As gambiarras estavam à vista de todos, o lixo se acumulando nos parapeitos do degradado moinho. As tábuas usadas para tampar as frestas eram material perfeito para uma bela fogueira. Fora do moinho os barracos de madeira e até papelão, formando uma imagem de fim de mundo. Quem apertasse os olhos como que não querendo acreditar no que via, teria como visão as chamas. Não me lembro quando, mas nunca esqueci a Vila Socó, já que foi a primeira vez que vi um policial chorando na TV, e todas as vezes que eu passava pelo moinho me lembrava do que houve lá, da tragédia anunciada, do descaso das autoridades. Nosso povo merecia um governo melhor, não isso que esta aí.

Alberto Souza Daneu adaneu@gmail.com

Osasco

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APOIO

A Associação Brasileira dos Pilotos de Helicóptero (Abraphe) se solidariza com as vítimas do incêndio que atinge a comunidade da Favela do Moinho, no Centro de São Paulo nesta quinta-feira (22/12) e manifesta publicamente seu apoio à equipe da Polícia Militar envolvida na operação com o helicóptero Águia, responsável pelo resgate das pessoas presas no prédio. Numa situação de emergência como esta, em que o tempo é fator determinante para o salvamento e a vida humana é  prioridade, as características do helicóptero da acessibilidade até a alta tecnologia empregada são fortes aliados no acesso rápido ao local. Como pilotos que somos, sabemos da responsabilidade e experiência exigidas numa situação como esta, como técnicos e conhecedores da máquina que operamos, conhecemos os limites e atributos que colocam o helicóptero como um dos meios de transporte mais eficientes e seguros do mundo e como homens que somos, sabemos o quão importante é poder contribuir para preservar a vida humana acima de tudo. A todos os envolvidos na operação da Polícia Militar com o helicóptero Águia, nosso muito obrigado por mostrar com maestria a importância desse meio de transporte como aliado da sociedade em geral.

 

Abraphe – Associação Brasileira dos Pilotos de Helicóptero abraphe@abraphe.org.br

São Paulo

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DISCREPÂNCIA

Interessante a primeira página do Estadão de ontem. Vemos uma foto impressionante de uma favela e informando que no país mais de 11,4 milhões de pessoas vivem nelas, sendo a Grande São Paulo responsável por 20% desse total. Logo abaixo, informa que São Paulo será uma das poucas cidades do mundo a abrigar 3 estádios de futebol de alto padrão (prá esses timinhos pífios se apresentarem). Esses fatos são exemplos claros da falta de prioridades e respeito. Na cidade mais rica do país milhões passam fome, mas poderão assistir jogos medíocres. O pior de tudo é que tem dinheiro público injetado nesses projetos megalomaníacos. Em fim, “pão e circo”, mais circo do que pão. É lamentável.

Luiz Francisco de Assis Salgado direg@sp.senac.br

São Paulo

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