Fórum dos Leitores

ADEUS, 2011

O Estado de S.Paulo

31 Dezembro 2011 | 03h03

Vida nova!

2011 está chegando ao fim. Vamos, então, torcer para que o "ano novo, vida nova" aconteça para todos nós. Vamos torcer para que a presidente Dilma Rousseff acerte na escolha de seus ministros na prometida reforma ministerial e que o critério honestidade seja o mais relevante. Vamos torcer para que o Judiciário saia da berlinda e de lá não emanem decisões polêmicas e contrárias à vontade dos cidadãos. Vamos torcer para que o Congresso Nacional passe a ser a voz do povo, e não a do interesse particular de cada um dos seus membros. Em suma, que 2012 seja um bom ano para os brasileiros, bem diferente de 2011, que foi manchado por corrupção em larga escala, corporativismos, fisiologismos e tantas outras mazelas nacionais.

RONALDO GOMES FERRAZ

ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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Governo Dilma

Com o término deste primeiro ano da presidente Dilma, o que se constata é que de todos os programas prometidos na sua posse ou ficaram no papel, ou foram obras mal feitas ou que vêm com atraso. E ainda se observa falta de planejamento em todas as áreas. Foi um primeiro ano medíocre, cheio de irregularidades, escândalos e corrupção. Esta administração conseguiu sucatear a educação, a saúde, o sistema de transportes, as rodovias, os aeroportos, a segurança. E não conseguiu exonerar ministros corruptos, segurando-os até a última consequência para depois, cinicamente, mandá-los embora. No Congresso, teve uma maioria conivente e subserviente, totalmente inoperante quanto aos interesses do povo, que legislou sempre a favor do (des)governo e em benefício próprio. Enquanto a presidente estiver sob o jugo do seu guru e depender desses fisiológicos partidos políticos aliados, o brasileiro nada pode esperar de bom para o futuro.

JOSÉ WILSON DE LIMA COSTA

jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

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Um ano para esquecer

Este ano que está "nos finalmentes" é para ficar na História ou para ser esquecido? Na minha humilde opinião, devem ser esquecidos os sete ministros que perderam o cargo, seis por má conduta - os dois ainda na marca do pênalti, com certeza, não serão esquecidos pela opinião pública. Foi também o ano em que a mais alta Corte caminhou em viés da justiça e contra a ficha limpa, e nosso políticos, sem exceções, mostraram que só lhes importam as compensações financeiras - e o povo que se dane. Portanto, vamos esquecer 2011 e tentar melhorar em 2012, se for possível.

JOSÉ MENDES

josemendesca@ig.com.br

Votorantim

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Palafita com persianas

Dos eventos que enodoaram o Congresso, fica difícil dizer qual deve ser escolhido como o mais aviltante e que afetou as instituições, à mercê de modernos bucaneiros que a cada dia assaltam o erário, numa sanha incontrolável e impune, em que o Estado de Direito é mera figura de retórica. A oposição foi impiedosamente massacrada, não só no plenário, como nas Mesas Diretoras da Câmara e do Senado, com manobras acintosas, não admitindo obediência ao regimento interno das Casas. De todas as cenas protagonizadas pelos políticos no ano que termina, uma remete à memória do grande estadista francês Charles de Gaulle, a quem se atribui a frase "o Brasil não é um país sério": a vergonhosa posse do "desertor" Jader Barbalho, reempossado por obra e graça do ministro Cezar Peluso, do STF. Finalmente, quanto a sermos a sexta economia do mundo, diante da nossa posição no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), ela pode ser comparada a uma palafita com persianas...

JAIR GOMES COELHO

jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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Tempos modernos

Os intensos e ciclópicos acontecimentos do ano, em todos os setores da vida humana, deixam-nos quase sem fôlego neste período de festas. Haja resistência física e mental para ultrapassar esses ritos de passagem que estamos vivendo. Que 2012 nos permita enfrentar e vencer os desafios que nos esperam e construir aqui, nestes tristes trópicos, a grande nação com que tanto sonhamos.

JOSÉ DE ANCHIETA DE ALMEIDA

josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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Balanço

O grande destaque de 2011 foi a imprensa, ao denunciar a corrupção no governo federal e, assim, fortalecer nosso grande tesouro, a democracia. Torço para que prevaleça em 2012 o espírito republicano de que os bens públicos pertencem ao povo e que a Justiça saia dessa morosidade para punir os políticos desonestos e restituir aos cofres da Nação o dinheiro roubado. Estarei pedindo demais? Um feliz 2012 para todos!

EDGARD GOBBI

edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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BOAS-FESTAS

O Estado agradece e retribui os votos de boas-festas e feliz e próspero ano-novo de Adherbal Ramon González, Adriana Aulisio, Adriana e Hugo Studart, Antônio Dias Neme, Carla de Lima, Carlos Botelho, Companhia do Ser, Consulado Geral da Bélgica em São Paulo - Peter Claes, Véronique Marounek, Bart Struyf, Marie-Hélène Devisscher, Dulce Vivas, Sueli Monteiro, Manoel Rodrigues, José Carlos Andrade, Décio José Balles e família, Diário do Litoral, Fernanda Vannucci, Fernando Leça, Giorgio Nicolini, Hildo Daniel, Holograma Comunicación, João Antonio Pagliosa, João Ricardo Silveira Jaluks, Jürgen Detlev Vageler, Katia Helena Victor, Kim Alencar, Maria Alzira Mattos, Marcelo Sousa, Movimento Salvador Pela Paz, Naila Petrechem Manzini, Nardão Sacomani, Ney de Araripe Sucupira - diretor de Relações Públicas da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra, Organização Caro Ltda., Pedro Atílio Cesarino e Mario Sergio Cesarino - Publicidade Archote Ltda., Pedro Pinciroli Júnior, Prefeitura de Poços de Caldas, Primata Camisetas, PSOL Petrolina, Promoview Marketing Promocional, Ralph Anzolin Lichote, Refrimur, Retiro Rosa de Nazaré, Ricardo Fujii, Ricardo Marin, Rodney Vergili -Digital Assessoria Comunicação Integrada, Ronaldo Parisi, Sergio Pinheiro - Dot Insight, Sergio S. de Oliveira, Silvia & Sonia Balady - Balady Comunicação, SPMJ Comunicações, Sérgio Poroger & Maria José Arrojo, Sidney Cantilena, Sônia e José Lascane, Telefônica/Vivo, Tech Talk, Tojal Renault Advogados Associados, TSántali, Unilever - Externa, Comunicação, Victor Germano Pereira, Washington Luiz P. Vizeu e José Luiz Pereira Vizeu - Vizeu Leiloeiro Oficial, Secretaria de Educação de Osasco e Zeidan For Man.

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SÃO PAULO

Entre Natal e ano-novo, a melhor cidade do mundo...

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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SÃO SILVESTRE MUTILADA

Mais um ano e mais um crime contra a corrida brasileira que era a mais charmosa e mais famosa internacionalmente, que é a Corrida de São Silvestre. Idealizada e implantada pelo jornalista Cásper Líbero, tinha como seu ponto alto o fato de começar na última hora do ano e terminar à meia-noite, sempre em frente à sede da Gazeta. Decorridos alguns anos, foi se tornando afamada e passou a ter caráter internacional. Entretanto, exatamente pela sua audiência e popularidade, a Rede Globo, infelizmente, adquiriu os direitos da corrida, e aí começou a sua derrocada. A primeira avacalhação foi passar a corrida para o período da tarde e acintosamente para não retirar a audiência da sua programação nacional de "fim de ano". Quem teve a curiosidade de prestar atenção no número e na aclamação de populares que assistem atualmente à corrida nas ruas percorridas pelos atletas constatou uma sensível diminuição de interesse. Mesmo nas residências, com as famílias preparando as comemorações da passagem do ano, mal se recordam da sua transmissão. E este ano deram mais uma avacalhada com a mudança do percurso, agora no Parque Ibirapuera, defronte ao Obelisco aos heróis da Revolução de 1932. Evidentemente, mais uma piada de um responsável pelo percurso que não acredito que seja paulista, pois, caso contrário, não ofenderia este povo e a nossa inteligência, alegando que será uma homenagem àqueles soldados. Defronte ao Obelisco faz-se um desfile militar e as homenagens afins e em 9 de Julho. Ora, é mais uma vez evidente que foi feita para não atrapalhar os preparativos do espetáculo de fim de ano que eles mesmos inventaram na Paulista, provavelmente em homenagem a todos os enfermos internados nos inúmeros hospitais daquela região.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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BALANÇO ANUAL DA PREFEITURA

Meus pêsames, sr. prefeito. 1) Pela coronelização das subprefeituras (é coronel subprefeito, coronel chefe de gabinete) em detrimento de funcionários competentíssimos existentes na Prefeitura. Profissionais de carreira e nisso tudo, quanto a Prefeitura economizaria, utilizando esses profissionais, que conhecem São Paulo de fio a pavio, pois já trabalham nas subprefeituras? 2) Pelo escândalo da Controlar. Como fica para o munícipe, para todo o Brasil e para o mundo, tomar conhecimento de que o prefeito de uma das maiores cidades do mundo está com os bens indisponíveis por suspeita de irregularidades em licitação? 3) Pelo aumento estratosférico concedido aos cargos de confiança. Coisa nunca vista igual. Em nenhum lugar do mundo funcionário nenhum recebeu um aumento tão expressivo (nem nas multinacionais). Farra com dinheiro público. Fazendo cortesia com chapéu alheio, pois o dinheiro é para ser investido na população (hospitais, escolas, creches, etc.). 4) Por impor numa economia de mercado e de combatividade a exclusividade do crédito consignado dos servidores municipais para o Banco do Brasil, prejudicando os servidores municipais. O funcionário municipal não tem a liberdade de escolher o banco de sua preferência para fazer seu empréstimo e que lhe ofereça uma taxa melhor. Fica amarrado ao Banco do Brasil. 5) As enchentes estão aí atormentando a vida da população. Um prefeito que parece estar mais preocupado em fortalecer seu PSD do que em administrar a cidade. 6) O mais grave: falta de sensibilidade ao deixar de fora os idosos no abono concedido aos servidores da educação. A melhor mensagem de ano-novo é aquela que sai em silêncio de nossos corações e aquece com ternura os corações daqueles que nos acompanham em nossa caminhada pela vida. Desejamos aos nossos amigos um novo ano cheio de paz, amor, saúde e amizade.

Antônio Dias Neme antonio.neme@superig.com.br

São Paulo

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ACREDITE SE QUISER

Em outras ocasiões mencionamos que Gilberto Kassab funciona igual a uma máquina caça-níqueis, programada só para tomar dinheiro dos idiotas que nela apostam. Nesse caso nós somos os idiotas que jogamos todas as nossas fichas nele para ser prefeito da cidade de São Paulo, acreditando que ele pudesse reverter algo em benefício da população. Porém ele se apoderou de todas e nos deixou a ver navios. Tanto é que entra no seu último ano de gestão com 73% das metas prometidas ainda por fazer. Acredite se quiser.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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KASSAB

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD), chega a seu último ano de mandato sem concluir a maioria das principais promessas feitas durante a eleição. A novidade seria o oposto? Político no Brasil é tudo igual e mentirosos, só pensam neles e mais ainda quando querem montar um partido próprio, claro, oferecendo mundos e fundos a quem quer se juntar a eles. O Kassab está se mostrando superior ao PT no quesito levar vantagem. E São Paulo? Ah, isso deixa para depois.

Antonio Jose G. Marques a.jose@uol.com.br

Rio de Janeiro

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INOCENTE ÚTIL

Pelo andar da carruagem, Kassab está se tornando mais um inocente útil do PT. São Paulo não merece isso.

José Wilson de Lima Costa jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

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BEBÊ DE ROSEMARY EM AÇÃO

Há alguns meses nasceu o “Bebê de Rosemary” que o Kassab gestou: o PSD. Agora o “coisa ruim” já começou os seus malfeitos.

Mara Fonseca Chiarelli mara.chiarelli@ig.com.br

Mogi Guaçu

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CIDADE ESQUECIDA

Prefeito Kassab, agora que o senhor já conseguiu ter seu próprio parasita partido, por que vai se associar ao PT em São Paulo? Quem te viu e quem te vê NunKassab...! Agora, por favor, dê um mínimo de atenção à cidade que lhe deu essa possibilidade e o senhor a esqueceu totalmente. O chafariz na entrada do túnel da 9 de Julho está abandonado e imundo; o centro da cidade, infestado de indigentes sem o mínimo amparo da Prefeitura, fazendo suas necessidades na rua e obrigando os comerciantes a limparem calçadas com creolina pelo fétido cheiro deixado. Isso é, no mínimo, obrigação sua, prefeito, ou de seus comandados que dormem no cargo. Inferninhos travestidos de casas de massagem emporcalhando os nossos orelhões e deixando os usuários destes a ver navios. A hora é agora: ano novo, atitudes novas. E, por favor, MEXA-SE!

Anibal Vilari anibalvilari@bol.com.br

São Paulo

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RÉVEILLON

Em 2012, com os políticos, eleições são garantia de – pelo menos! – um próspero corrupto novo.

A. Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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365 DIAS...

... Se passaram, muita conversa, muitas promessas, muito bate-boca, mas se olharmos para trás numa análise desapaixonada observaremos que nada de novo e bom aconteceu neste Brasil no ano que se encerra. Muitos se iludiram com ações de supostas faxinas. Quem, afinal nomeou e empossou todos esses políticos corruptos? Há muito tempo Dilma faz parte dessa governança e em relevantes posições. Não sabia e/ou não conhecia quem estava aclamando? Não é ela a mandatária máxima do País, autoritária inclusive? Portanto, a tal faxina só visou a limpar o que ela mesmo sujou. De resto apenas observamos continuísmo, e foi tudo e só. Fazer limpeza da sua própria administração não é obra evolucional de progresso para o País e o povo brasileiro. Em termos gerais, nada para melhor evoluiu neste governo. Mais 365 dias perdidos na História pátria.

Paulo Busko paulobusko@terra.com.br

São Paulo

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DILMA X LULA

O antigo presidente Lula adorava fazer comparações dele com Fernando Henrique Cardoso. Agora chegou a hora de compará-lo com Dilma, que em um ano já mandou mais ministros corruptos embora do que ele e que nesse mesmo período usou menos do recurso de medidas provisórias para trabalhar do que ele. Além disso, condenou ditaduras como a iraniana, coisa que ele nunca teve coragem de fazer.

Roberto Saraiva Romera robertosaraivabr@gmail.com

São Bernardo do Campo

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PREVISÕES

Uma das previsões para 2012 que pode ser rotulada de infalível é a volta do sapo cururu, atualmente em estado de estivação. Essa espécime pode permanecer por longos períodos, até anos, enterrado na lama, mesmo seca. Com o início das chuvas previstas para 2012, justamente um ano de eleições, o sapo cururu vai cantar novamente no brejo, cheio de lama.

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

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FUTURO

O fim de ano demonstra o quanto os seres especiais do País possuem de vantagens sobre o cidadão comum. Sem foro privilegiado, sem férias dobradas, sem segurança particular, sem reajustes sobre a inflação e sem verba para auxílio-moradia, a população produtiva na base da raça olha com espanto o quanto está distante da maravilha que é o milagre brasileiro, que arrecada todos os investimentos estrangeiros, encanta os países mundo afora pela verve eufórica do sucesso do petismo, e ainda não acredita no quanto terá de pagar nos próximos quatro ou cinco meses para honrar as tarifas, os impostos e as taxas adicionais que lhes são impostas oficialmente como prêmio aos bancos, às repartições e aos cofres partidários, que são, afinal, o cliente da hora. Enquanto a presidente caminha de chinelos nas praias baianas, os mortais que conseguiram uma folga no rodízio da vida pensam em como pagar as inacreditáveis cobranças que o governo lhes faz, a começar em janeiro. A pseudodemocracia que se vende a rodo pela propaganda enganosa, é claro, aposta na fidelidade moral do brasileirinho creu, cobra-lhe, incomoda-o, aposta na sua reticência e conta no caixa com a arrecadação triliardária que lhe paga a benesse. Não há mal que sempre dure, de forma que a limitação está chegando ao ápice, nem festival grátis, nem show na praça, nem mesmo concerto ao ar livre serão paz para sossegar esta fome de independência e justiça que já é motivo de insônia e sonho dos brasileiros, a corrupção diária televisada e impressa na mídia já alcançou índices extraordinários, conseguida até por uns gatos pingados nas ruas, é flanco aberto ao crescimento e canalização de toda a ansiedade reprimida, de toda a insatisfação contida e de toda a repugnância de quem trabalha honesta e duramente. As eleições deste novo ano – o da previsão! – promete modelação das ações populares, não há mais armas a entregar para polícia ou bandidos, não há mais lugar para dar uma palmadinha num filho revel, não há onde fumar um cigarrinho, não há lugar para dizer o que se pensa politicamente incorretamente, não há espaço para ser sem cota, sem religião, sem culpa pela repulsa ao mal. O mundo ficou chato, cheio de poréns e a criatividade virou motivo de policiamento. Maus profissionais se superam, infelizes relacionamentos se multiplicam, e a culpa é da geração que libertou o mundo de suas quatro paredes retóricas. O preção cobrado pela modernidade é caro demais, a ignorância imperativa, somada ao neorradicalismo amoral e pseudorreligioso, é motivo de programa de TV, a fúria da massa é distorcida pela nascença, já veio ao mundo sob ótica equivocada, aceita, promovida e financiada pelos meios globais da mídia interessada no lucro massivo. A razão, a intelectualidade, o saber caíram no buraco do acaso tolerável, os astros da hora não precisam saber falar ou escrever, podem andar armados e se travestir, tanto faz, a nova realidade virtual-real da claque que se diz moderna é a face escondida que pairou anos atrás sob a ótica da mediocridade ou da doença. Que ventos virão no futuro próximo, a serem soprados pelos lunáticos corruptos da ideia que campeiam no assaque moral e financeiro da hora? Quem serão os rebentos formados em escolas com livros refeitos pela ideologia burra e mal-intencionada? Quem serão os astros da nova safra, de palco pago, de conversa vazia e patrocinados pela idiotice oficializada? 2012 é amanhã, mas o futuro é mais. As consequências desta revolução amoral e corrupta na linha da educação e da criatividade é permanente por décadas, o custo é inviável, são gerações assoladas no limbo da galhofa da patota majoritária que nem sabe comer o feijão. Nunca o Brasil esteve tão baixo, tão sem esperança e tão destinado ao mero limbo, pago, financiado e propagandeado com todos os esforços de um governo mal-intencionado. Isto é inédito na História.

Ronaldo Parisi rparisi@uol.com.br

São Paulo

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2012

Que em 2012, e nos demais anos vindouros, os corruptos, os corruptores, os fraudadores de licitação, os politiqueiros nefastos, os safados travestidos de homens públicos, os ministros apodrecidos, os traficantes de influência, os deputados despudorados, os senadores safardanas, os bandidos de toga, ou seja, que a “banda podre” da Nação brasileira tome vergonha na cara, abdique de perpetrar suas maldades e de surrupiar dinheiro público (e devolva o que foi surrupiado), para que os bons e honestos brasileiros tenham uma vida digna e feliz. E que em 2012, e nos demais anos vindouros, todos os canalhas que integram essa mesma “banda podre”, caso optem por não tomar vergonha na cara, sucumbam sob o peso do remorso e atormentados pelos "fantasmas" dos brasileiros – adultos e crianças – que morreram (em estradas, hospitais, postos de saúde, etc.) em decorrência da maldade por eles praticada. Enfim, sem meias palavras, que 2012 seja a ventura dos bons e o pesadelo dos maus.

Túllio Marco Soares Carvalho tulliocarvalho.advocacia@gmail.com

Belo Horizonte

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JULGAMENTO DO MENSALÃO

Estamos chegando a 2012, será um ano muito importante na democracia brasileira, pois deverá cravar para onde vamos. Se nosso povo lutador seguir conquistando, passo a passo, nossa democracia plena, livrando-se de parte dos corruptos, seguindo na direção de acabar com a impunidade e o julgamento dos mensaleiros, será este marco. Mas se vamos penar e ver a democracia seguir para o lado das repúblicas das bananas, prevalecendo o corporativismo ideológico que ocupou as instituições de todos os Poderes e em todos os escalões, garantindo a impunidade, o caminho mais indicado nesta situação será a diminuição de nossas liberdades, começando pela liberdade de imprensa, pois passando os mensaleiros passará qualquer coisa.

Nelson Pereira Bizerra nepebizerra@hotmail.com

São Paulo

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SOBRE A VIDA

Eu estou cansado de ser moralista. Eu estou cansado de querer que todos sejam honestos. Eu estou cansado de ver gente desrespeitosa. Eu estou cansado de tudo! Eu acho que o mundo está precisando de ser reciclado. Tomara que os maias tenham razão.

Gilberto Lima Junqueira glima@keynet.com.br

Ribeirão Preto

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SACOLAS PLÁSTICAS

Em 2012 o mundo não vai acabar! A única coisa que vai ter fim são as sacolas plásticas de mercado. Muitas cidades da Região Metropolitana de Campinas e do Estado de São Paulo já proíbem seu uso! As sacolas plásticas são úteis para embalar nossas compras. E de muita utilidade para o lixo residencial, onde são usadas para o lixo do banheiro, da cozinha e do quintal. Com a proibição das sacolas plásticas teremos de comprar sacos de lixo, que são de plástico mais resistente! Ou vamos voltar à época das latas de lixo? Se a questão é o meio ambiente, por que não fizeram uma lei para os mercados oferecerem sacolas biodegradáveis gratuita aos clientes? Por quê? Eu, como cliente, independentemente da quantidade de produtos que comprar, terei de carregar minhas compras na mão ou pagar pelas sacolas plásticas, um absurdo! Em breve os mercados vão cobrar pelo uso do estacionamento. Tá tudo errado! Temos de protestar ou procurar nossos direitos na Justiça!

Alex Tanner alextanner.sss@hotmail.com

Sumaré

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TRANSIÇÃO

A partir de amanhã, trocam-se os calendários na parede. Mas, infelizmente, o ano de 2012 já chegará sob fortes olhares críticos, pessimistas e desconfiados da grande maioria. Crises, calotes, dívidas, queda nas bolsas são somente algumas das duras palavras mais lidas e ouvidas em 2011e que, com certeza, vão recepcionar o seu sucessor. O ano será novo, mas os problemas são os mesmos ou até poderão ser piores, dirão alguns entendidos. Não é surpresa que assusta, incomoda e preocupa a cabeça de todos esta incerteza coletiva e global. Estes instáveis e vulneráveis momentos políticos e econômicos mundiais estão se arrastando e se consumindo há tempos. Nada do que se planeje ou se projete para 2012, na realidade, é certo, seguro e convincente. Pelo contrário. Todos nós, cidadãos do planeta Terra, estamos cada vez mais temerosos e com muitas dúvidas. Mas fico pensando: será que isso não seria uma espécie de transição? Ninguém me tira da cabeça que esta difícil e dolorosa situação por que passa o mundo neste momento deverá ser o começo de uma nova era. Tenho cada vez mais a convicção de que os tempos serão outros, sim, a partir de 2012. O novo ano será uma espécie de divisor de águas em relação ao futuro da prática política, econômica e social mundial. 2012 será o embrião de uma mudança radical dos padrões e ordens atuais. Isso talvez explique o porquê de tanta indefinição e insegurança neste momento. O choque deverá ser forte. Acredito que as antigas profecias do fim do mundo que cercam e causam tanto pânico em relação ao próximo ano estejam intimamente ligadas a esta turbulência que vivenciamos. Seria mesmo o final de um tempo. Mas, com certeza, para que recomece outro. Melhor ou pior? Quem viver verá.

Filipe Luiz Ribeiro Sousa filipelrsousa@yahoo.com.br

São Carlos

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FELIZ ANO-NOVO

Enfim, chegamos ao fim de 2011. Apesar das inúmeras e incríveis conquistas profissionais e pessoais que tive, que poderia estar comemorando, preferi uma profunda reflexão, pois este ano teve um final que eu não esperava ou gostaria, pois meu pai perdeu a batalha para o diabetes às vésperas no Natal. Nada mais incerto que o futuro de um menino filho de camelô e catadora de lixo, criado na Favela do Jardim Gramacho em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro. Mas meu pai me proporcionou o maior patrimônio que uma criança pode ter, que foi nada mais, nada menos que educação. Lembro-me como se fosse hoje do meu pai comprando todos os jornais da banca do bairro, no final do ano de 1981, que tinha a relação dos aprovados no exame da Escola Preparatória de Cadetes do Ar, em que só pude ter êxito por conta do camarada que acordava às 4 horas da manhã todos os dias para trabalhar e conseguir pagar o bom e velho Cursinho Soeiro de Cascadura. Este ano, por algum motivo que não sei explicar, chamei meu pai para morar comigo em São Paulo. Fiquei com uma vontade imensa de conviver mais com ele, ficar mais perto, cuidar mais dele e acompanhar mais o seu dia a dia. Ele não quis, mas passou o mês de setembro inteiro aqui em casa para comemorar meu aniversário e tivemos uma rara oportunidade de conversar todos os dias à noite – nunca antes tínhamos conseguido tempo. Como foi bom ficar longos minutos conversando diariamente com o meu velho... Aliás, jovem, como eu o chamava... Quando descobri que meu pai tinha diabetes, construí um projeto que a partir de 2008 passou a levar através de um cinema itinerante, Visões da Vida, orientação a todas as pessoas das periferias sobre essa enfermidade silenciosa que assola mais de 12 milhões de pessoas no Brasil. Hoje esse projeto já atingiu mais de 100 mil pessoas e certamente é o maior legado que eu poderia deixar em homenagem à memoria do meu querido pai. Por isso a mensagem que deixo para vocês, meus queridos amigos, é que celebrem e pratiquem profundamente o amor. O amor vence desafios e supera obstáculos. O amor te faz seguir em frente. O amor constrói. O amor conforta o coração e purifica nossa alma. Desejo que vocês, neste 1.º de janeiro de 2012, possam estar com seu pai, seu filho, sua mãe, sua esposa, seu marido, seus amigos e todos aqueles que valem a pena ter ao seu lado, comemorando e celebrando o que mais importa: a vida e o amor. Desejo a todos, com muito carinho, um novo ano com muita saúde, muita paz, muitas realizações, muitos conquistas e muito, muito amor. Um abraço forte!

Jorge Martins Muzy muzycorp@muzycorp.com

São Paulo

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NOSSOS VOTOS

Que os maus fluidos, mágoas e ressentimentos que ocorreram em 2011 fiquem para trás. Que o ano de 2012 chegue puro! Em 2012 você e sua família terão muito sucesso! Que Deus os abençoe. É o que desejam Sérgio

Aparecido de Paula, família e colaboradores www.kanna.com.br

Santa Cruz do Rio Pardo

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IGNÁCIO DE LOYOLA BANDÃO

Gostaria apenas de relatar minha emoção ao ler a coluna desta sexta-feira 30/12, escrita por Ignácio de Ignácio de Loyola Brandão – “Ofereci Palavras, João Carlos me deu música”. Novamente unindo seu trabalho, que admiro, com o trabalho do maestro João Carlos Martins, que também admiro muito, me arrepiei ao ler as palavras com que descreve tanto seu pedido de desculpas – que li ao ser publicado – quanto a música do maestro, oferecida gentilmente. Duas personalidades que admiro, num encontro marcante, que me emocionou como se eu mesma estivesse lá. Fez-me lembrar a primeira vez que ouvi falar do escritor, por um amigo de colégio que leu um de seus livros e ficou tão encantado que queria conhecê-lo. Pois bem, com o auxílio da lista telefônica ligamos para sua casa, pedimos uma “entrevista” para um trabalho de colégio e ele, gentilmente, nos recebeu em seu trabalho, na revista Vogue. Fizemos perguntas, ouvimos histórias, incentivos e, ao final, descobrimos que, tomados pela emoção, não havíamos apertado o botão correto do gravador. Nada havia sido gravado na fita! Porém nunca saiu de nossa memória, e é em momentos como o da leitura dessa coluna que me lembro como foi bom ter entrado nesta aventura maluca de conhecer um escritor para ajudar um amigo a realizar seu sonho. Obrigada pelo trabalho.

Gentilmente, Winnie Philipp Tavares winniephilipp@gmail.com

Santa Rita do Passa

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VALE A PENA

São privilegiadas as pessoas que após tantas vivências podem contar suas histórias. Histórias que servem de exemplos para nós que estamos começando a trilhar a nossa trajetória. Como quando leio um texto como o do ilustre Ignácio Loyola Brandão, recebendo música do ilustre maestro João Carlos Martins, sinto que tudo vale a pena, como diz Fernando Pessoa, desde que a alma não seja pequena. Parabéns aos dois ilustríssimos, vocês têm muito pela frente para nos ensinar.

Clara Prado pradoclara@hotmail.com

São Paulo

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‘SOU MÉDICO, MEU TRABALHO TEM VALOR’

Eu também sou médico e subscrevo integralmente o artigo do presidente da AMB, Florentino Cardoso (30/12, A2).

Affonso Renato Meira, professor emérito Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, presidente Academia de Medicina de São Paulo armeira@usp.br

São Paulo

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ESTRADAS PAULISTAS

Permita-me, Estadão: ponto cego é quando não de vê. Onde o celular não tem sinal é “ponto surdo-mudo”.

Edmundo Lucio Giordano edmundo.lucio@terra.com.br

São Paulo

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