Fórum dos Leitores

BEZERRA COELHO

O Estado de S.Paulo

13 Janeiro 2012 | 03h08

Fala no Congresso

Das declarações do ministro ao Congresso depreendemos, entre outros fatos, que 1) a partir de agora será criada uma comissão interministerial para dinamizar as ações contra as enchentes. 2) O Sudeste representa a bacia das águas do Brasil. 3) A presidente Dilma Rousseff participou intensamente dos projetos de prevenção das catástrofes. 4) Ele tem 30 anos de carreira pública. Cabem, então, as seguintes questões: 1) Criar uma comissão para resolver o assunto demonstra que o feito até agora não funcionou. Incompetência. 2) Se o Sudeste representa a bacia das águas do Brasil, por que recebeu tão pouca ajuda? Alegar que não houve solicitações adequadas não pode ser desculpa. Incompetência não justifica incompetência. A perspectiva de morte não pode ser desculpada por burocracia. Indiferença. 3) A presidente Dilma já está nos meandros do poder há muito tempo. Por que não se juntou a gente competente para traçar medidas importantes? Primarismo. 4) Por que será que em 30 anos de carreira o ministro aprendeu tão pouco? Deveria ser doutor, mas não passa de um aprendiz de feiticeiro. Inconsistência.

GERALDO SIFFERT JUNIOR

geraldo.siffert@ig.com.br

Rio de Janeiro

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Injustiça...

Não entendo as injustas críticas ao ministro Bezerra. De todas as notícias publicadas, não vi nenhuma sobre enchentes em Pernambuco! Valeu a pena enviar as verbas, seu trabalho foi magnífico. (Lembra a história do cidadão flagrado dando tiros para o alto. Indagado do motivo, respondeu: "Estou espantando elefantes". O outro questionou: "Mas não existem elefantes aqui!". Ele completa: "Então está dando resultado...")

RUBENS SOUSA PINTO FILHO

rubanfilho@hotmail.com

São Paulo

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No telhado

Esse Coelho é muito espertinho e ligeiro, gosta de repartir as "cenouras" com seus parentes. Agora subiu no telhado. Logo ele cai.

EMERSON LUIZ CURY

emersoncury@gmail.com

Itu

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ELIANA CALMON

Autoridade exemplar

Enquanto a ministra Eliana Calmon se engrandece perante a opinião pública brasileira mais esclarecida, a presidente Dilma se apequena ante alguns de seus subordinados. Enquanto a dra. Eliana enfrenta com galhardia autoridades togadas que se julgam donas do poder, criticando desmandos no Judiciário, a nossa presidente parece não querer enxergar as estripulias cometidas por alguns ministros safados e corruptos. Ninguém consegue entender por que o sr. Fernando Bezerra ainda continua ministro, apesar de todas as falcatruas amplamente noticiadas pela imprensa. Se dona Dilma tivesse feito prevalecer a sua autoridade, esse indivíduo há muito tempo já estaria no olho da rua.

ADOLFO ZATZ

dolfizatz@gmail.com

São Paulo

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Togas sujas

Tão vergonhoso quanto a campanha de desmerecimento da ministra Eliana Calmon - esta, sim, a nossa verdadeira dama de ferro - é o silêncio de setores da sociedade organizada e do que resta de honesto no País, principalmente em sua terra natal, a Bahia. A banalização da ética chegou ao ponto de só se verem manifestações de apoio de autoridades a ministros suspeitos e/ou demitidos.

LAFAYETTE PONDÉ FILHO

lpf41@hotmail.com

Salvador

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CNJ

Eliana é Mulher de verdade!

ROBERTO TWIASCHOR

rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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EDUCAÇÃO

Capital humano

Frágil (pseudo)política industrial do governo, elevada carga tributária, péssima infraestrutura e fracasso do PT em planejar e executar obras e em construir parcerias com o setor privado. O sr. José Serra (A nova vanguarda do atraso, 12/1, A2) articulou categoricamente ao listar os pilares do atraso da nossa indústria de transformação. Mas não se esqueceu da educação? Certamente, pautados ou não pelo lulopetismo, não deixaremos de ser a "vanguarda do atraso", nem o 84.º IDH do mundo, sem atenção e investimentos vigorosos, principalmente a largo prazo, em nosso sistema de formação de capital humano.

GABRIEL CAMPOS PÉRGOLA

gabrielpergola@gmail.com

São Paulo

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BANCO CENTRAL

Transparência

Em benefício dos leitores desse importante jornal, consideramos fundamental esclarecer informações incorretas de matérias publicadas em 8/1. Não procede a afirmativa de que o Banco Central (BC) estaria violando regras de transparência do governo ao não incluir seus desembolsos no Siafi. O BC não pode aderir a esse sistema por ter métodos contábeis distintos do restante da administração pública, seguindo o modelo internacional orçamentário de competência (contabilidade específica para bancos centrais), e não de caixa (usado pelo Siafi). Ainda assim, tem seu balanço publicado semestral e anualmente e conferido por auditorias independentes. Diferentemente do que diz a reportagem, o BC envia para a CGU desde 2006 os dados agregados relativos a passagens e diárias, conforme disposição regulamentar. Desde julho o BC também passou a enviar espontaneamente tais dados desagregados. Quanto aos relatórios de auditorias internas, o BC esclarece que é impedido de fornecê-los na íntegra, pois podem revelar dados protegidos por sigilo bancário e descumpriria a Lei Complementar 105/2001. A própria CGU põe à disposição do público tais relatórios no seu site, mas suprime informações sigilosas, seguindo a lei. Ressaltamos ainda que todos os contratos mencionados nas matérias foram firmados na forma da lei e previamente analisados pela Procuradoria-Geral. Outros esclarecimentos estão disponíveis em www.bcb.gov.br.

GUSTAVO PAUL, Assessoria de Imprensa do Banco Central do Brasil

gustavo.paul@bcb.gov.br

Brasília

N. da R. - Não há incorreções nas matérias publicadas na edição de domingo. O Tribunal de Contas da União (TCU) questiona o fato de o Banco Central não incluir gastos orçamentários no Siafi. Quanto ao envio de dados agregados sobre passagens e diárias, a matéria deixa claro que os dados constam no sistema, mas só foram incluídos a partir de novembro de 2011, segundo informação da Controladoria-Geral da União (CGU) ao Estado.

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CATÁSTROFE NO RIO DE JANEIRO

Novamente a coisa se repete.   As cidades serranas do Estado do Rio estão novamente em perigo e seus habitantes estão apreensivos.   Faz um ano que ocorreu o maior desastre natural do País, em algumas dessas cidades. Pelas fotos que vimos na TV, nada foi feito para restaurar o que foi destruído. Faz um ano, e as poucas verbas destinadas à reconstrução foram desviadas. Como sempre, as promessas aos habitantes dessa região foram muitas, tanto do governo federal quanto do governo estadual. Tudo foi esquecido por essas "autoridades", que visitaram a região naquela época. Em compensação, o ministro responsável só utilizou 30% da verba destinada a socorrer as vítimas desse tipo de catástrofe, e 90% desse dinheiro o ministro enviou ao Recife, provavelmente pensando em seu futuro eleitoral, como já havia ocorrido no ano anterior, e nem tomou conhecimento do Estado do Rio de Janeiro. Para mim, foi uma atitude criminosa, mas com a impunidade que existe no Brasil nada acontece com esses irresponsáveis. O governador Sérgio Cabral, ao que parece, também foi omisso. Assim, os habitantes dessa região precisam cobrar, com veemência, esse socorro. E que esses criminosos sejam processados e punidos pela omissão.

 

Carlos E. Barros Rodrigues cebr2403@gmail.com

São Paulo

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SOB MEDIDA

 

As chuvas que castigam os Estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo, causando enchentes, deslizamentos de morros e mortes de inocentes, são um prato cheio para políticos em ano de eleição. A liberação de verbas em regime de urgência é facilmente desviada para a campanha e o povo, como sempre, desesperado por ter perdido tudo, vota no primeiro que lhe oferece ajuda. São os políticos ratos de enchente. Sempre sobrevivem.

 

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

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FRITURA

Ontem soubemos pelos jornais da mais nova falcatrua envolvendo o ainda ministro Fernando Bezerra: o desaparecimento em suas mãos de R$ 4 milhões destinados ao custeio de hospital que não existia em Petrolina, quando ele era o prefeito da cidade. Essa nova denúncia soma-se ao uso patrimonialista da quase totalidade dos recursos para prevenção de desastres naturais em seu Ministério, do uso de boa parte desses recursos para favorecimento político a seu filho, da nomeação de seu irmão para a presidência da Codevasf, e da compra de um mesmo terreno de um aliado seu, duas vezes, com dinheiro da Prefeitura de Petrolina. Com tantos problemas, em uma situação normal, Bezerra já estaria fora do governo, pois Dilma não pagaria o preço de tal desgaste só para satisfazer um padrinho poderoso. Só vejo, então, uma explicação para a manutenção da fritura de Bezerra em fogo brando: é para que esqueçamos e tiremos do noticiário as consultorias fictícias e as palestras fantasmas do ministro Fernando Pimentel. Por esse, Dilma está disposta a tudo.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro 

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PASSIVIDADE

Não há mais como definir o comportamento sujo, inidôneo corrupto do governo e dos nossos políticos. Quando ocorre um jornalismo investigativo, como têm feito o Estadão, nos ministérios, Senado, Câmaras, Estados e municípios, acham-se roubos, desvios, nepotismo, superfaturamentos, enriquecimento ilícito, etc. O que mais nos chama a atenção e nos deixa atônitos é o comportamento passivo, omisso e tolerante da presidente Dilma Rousseff, que, sem dúvida orientada pelo seu guru Lula, deixa correr solto o abuso, a imponência e a petulância do ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, que considera que tudo o que fez foi legal. E dessa forma Dilma o mantém no cargo depois de tudo o que se falou a respeito de ele estar envolvido. Será que ela acha que tudo foi "pressuposto", "imaginado" ou "inventado"? Portanto ela o considera "inocente", "leal", "honesto" e "dedicado"?

 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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ERRO

Foi um erro de qualificação do articulista estrangeiro chamar a presidente de Dama de Ferro. O certo é Dama Modelável...

Rosalvo Lopes da Silva rosalvo.lopes@terra.com.br

São Paulo

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SE

Se fossemos um país sério, se tivéssemos presidentes responsáveis, se nosso Congresso não fosse composto de muitos políticos desonestos, desinteressados com a coisa pública e irresponsáveis pelo povo que representam e se houvesse justiça no Brasil, o ministro Bezerra deveria sair do Congresso preso, por desvio de dinheiro público para proveito próprio e por co-responsabilidade em muitas das mortes por soterramento ocorridas. Lula, Dilma e Geddel deveriam ser criminosamente processados por conivência.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

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NO CONGRESSO

Chega a ser revoltante. De dar nojo esta política. O ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, vai prestar depoimento no Senado e a base aliada já preparou a blindagem. Flagrantemente o ministro favoreceu seu Estado, Pernambuco, parentes, etc., e será blindado. Intocável. E assim escoa o dinheiro público neste país e o público só assiste. Satisfaz-se com pão, a exemplo do que fazia o imperador romano no Circo onde se travavam as lutas. Joguem-lhes pão que eles sossegam. E sossegavam.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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VERGONHA

O Brasil está o caos com as enchentes, e cadê os políticos do Brasil? Que vergonha.

Cícero Sonsim c-sonsim@bol.com.br

Nova Londrina (PR)

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NÃO COLA MAIS

Não é possível mais uma vez os líderes do PT, agora capitaneado por Humberto Costa (PE), alegam que estão atacando o ministro Fernando Bezerra por ele ser nordestino. Está beirando a falta de criatividade esta argumentação, pelo amor de Deus vamos ter a mínima criatividade para as desculpas  esfarrapadas na defesa do ministro, pois esta não cola mais.

Roberto Saraiva Romera robertosaraivabr@gmail.com

São Bernardo do Campo

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‘A NOVA VANGUARDA DO ATRASO’

Caro José Serra, por que você não utilizou, à exaustão, estes elementos durante a campanha presidencial? Medo de enfrentar Lula? Assim a oposição morre no Brasil, e estamos fadados (melhor seria dizer indigitados) a engolir esta escória política que cada vez mais se pendura nos governos do Brasil. Pobre oposição,

da qual faço parte, mas cada vez mais me envergonho, pela tibiez de ação. Por que você não assume já a candidatura a prefeito para combater um incompetente Fernando Haddad? Ou você pensa que cada um dos atuais pretendentes a candidato tem alguma chance de vencer? Erros atrás de erros acabarão com o nosso Brasil, e a culpa é da omissão. Não chega o silêncio do PSDB durante o mensalão, no primeiro governo do Lula, na esperança de que ganharia a eleição seguinte, derrotando o Lula? Deu no que deu e agora você vem dizer o que deveria ter dito lá atrás. E não se esqueça que a tua indecisão acabou levando Alckmin à candidatura, e tomamos aquele banho. Desça, você e a cúpula do PSDB, do pedestal, sinta "o cheiro de povo", indigne-se com o status quo e assuma postura de oposição. Mas não com artigos como este teu (12/1, A2), que serve para intelectuais, mas não atinge o povo. Use os mesmos fatos, mas fale para o povo. Por exemplo, deste teu artigo, a reduções de produção seguramente implicaram em postos de trabalho. Por que não ir aos sindicatos das classes perdedoras de postos de trabalho e mostrar o que está acontecendo? Aí você fala para o povo. Por que o silêncio teu e de toda a oposição diante dos 90% de verba de um ministério encaminhado a somente um Estado? Brade, grite, com argumentos, nem precisa dos apitos que a atual dominante da política usava quando era oposição.

Abel Cabral abelcabral@uol.com.br

Campinas

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POUPANÇAS

Resolvi finalmente escrever diretamente no site do Supremo Tribunal Federal (STF) questionado o porquê da demora na análise e das vistas pedidas por Tóffli nos processos referentes aos planos econômicos das eras Sarney e Collor. Como já era de esperar a resposta fora evasiva do tipo: "Quando for a hora o assunto entrará na pauta de discussões da mesa do STF". Ou seja, nunca! Isso mostra a total displicência com que o assunto está sendo tratado pelos ministros do STF, dando tempo ao tempo para que caia no esquecimento da população e a grande maioria dos requisitantes destes montantes já esteja devidamente morta para não mais poder reclamar por seu dinheiro e tanto Sarney, Collor, Lulla, Dilma, Tóffli, Peluso, etc. rirem de nossas caras por terem conseguido seus intentos! Enquanto isso, Cesare Battisti fica por aí andando lépido e solto como qualquer um de nós mesmo sendo um assassino contumaz. Para ele o STF agiu com uma celeridade nunca antes vista neste país, os mensaleiros estão prestes a escapar de suas condenações, etc. Tudo é uma questão de prioridades. O mais importante é libertar e dar cidadania a um assassino, que beneficiar uma população toda que fora lesada por políticos desqualificados ainda no poder.

Boris Becker borisbecker@uol.com.br

São Paulo

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CRISE NO JUDICIÁRIO

Sou leitor assíduo deste magnífico jornal, e a cada dia que passa fico mais estarrecido com as notícias de corrupção de nossos governantes, que infelizmente poucos políticos se salvam. Sou advogado formado há mais de 30 anos e julgava que entre os Três Poderes da União o único que se salvava era o Judiciário. Ledo engano. Este, como os demais, é farinha do mesmo saco. Ultimamente os escândalos divulgados deste Poder, com seus ministros recebendo quantias vultosas e desproporcionais com os demais segmentos da sociedade e se achando no direito de extorquir o erário, com decisões manifestamente corporativas, pretendendo até mesmo calar o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que é o órgão fiscalizador de suas atuações e que tem relatado as irregularidades existentes neste Poder. Essa é a minha opinião, e acredito que a de milhares de cidadãos brasileiros que a cada dia que passa mais e mais se decepcionam.

Armando Galleni Filho agallenifilho@gmail.com

São Paulo

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SUPREMO

O Egrégio Supremo Tribunal Federal (STF), a maior Corte de Justiça do nosso país. È é o órgão de cúpula do Poder Judiciário, e a ele compete, precipuamente, a guarda da Constituição, conforme definido no art. 102 da Constituição Federal. O Supremo Tribunal Federal é composto por onze Ministros, brasileiros natos (art. 12, § 3º, IV, da CF/88), escolhidos dentre cidadãos com mais de 35 e menos de 65 anos de idade, de notável saber jurídico e reputação ilibada (art. 101 da CF/88), e nomeados pelo Presidente da República, após aprovação da escolha pela maioria absoluta do Senado Federal. (...) Porém, diante de tantas barbaridades que vem sendo praticadas nos últimos meses por essa Colenda Corte, (Casa da Suplicação), dentre elas pasmem, liberação da marcha em defesa das drogas; julgou, pasmem, constitucional o caça-níqueis Exame de Ordem infestado de pegadinhas (parque das enganações) feito para reprovação em massa e manter reserva pútrida de mercado, o qual vem gerando fome, desemprego (num país de desempregados), terror e doenças psicossociais (bullying social) numa afronta à Declaração Universal dos Direitos Humanos; art. XXIII -1 – Toda pessoa tem o direito ao trabalho, à livre escolha de emprego, (...) e à proteção contra o desemprego. Afinal a função primordial dos Direitos Humanos é proteger os indivíduos das arbitrariedades, do autoritarismo, da prepotência e dos abusos de poder. (...), protelação da condenação dos envolvidos no escândalo do mensalão objetivando a prescrição das penas; atrofiamento e ofensiva para reduzir o CNJ a pó, para que nada seja apurado contra os membros do STF; concessão de asilo com honras e glórias a um assassino italiano, retorno de Jarbas Barbalho ao Congresso Nacional, verdadeiro escárnio, sepultando de vez a lei da ficha limpa, enfim viraram as costas para o povo brasileiro, quero prestar minha solidariedade a nobre conterrânea ministra Eliana Calmon pela lucidez, notável saber jurídico e coragem ao dar o ponta-pé inicial visando a moralização do judiciário. “O juiz deve colocar a sua atuação a serviço da cidadania, pretendendo construir uma sociedade que dignifique a pessoa, estimule a solidariedade, diminua as diferenças regionais, que colabore na erradicação da miséria, da pobreza e do analfabetismo” Urbano Ruiz. Estou convencido que a melhor forma de investidura de Ministros junto ao STJ, TST, STF, nos demais tribunais Superiores, deveria ser via o consagrado Princípio Constitucional do Concurso Público o qual se configura um dos pilares mais importantes de um Estado Democrático de Direito. Em regra, conforme está insculpido no art. 37-II CF o ingresso no Serviço Público dar-se-á, mediante a realização do concurso, onde se busca é garantir a igualdade de condições de todos os candidatos.

Ora, se para ser advogado os mercenários da OAB de olho gordo no lucro fácil insistem afrontar a Constituição e os Direitos Humanos, abocanhando tosquiando com altas taxas de inscrições R$ 200, enquanto que taxas do Enem são apenas R$ 35, faturando por ano, R$ 72,6 milhões sem prestar contas ao Tribunal de Contas da União (TCU), ao impor o seu caça-níqueis, cruel, nefasto, fraudulento, famigerado Exame de Ordem, imaginem senhores para ser um magistrado? Pelo fim das listas dos apadrinhados; pelo fim do Quinto Constitucional. Concurso público para todos.

Vasco Vasconcelos vasco.vasconcelos@brturbo.com.br

Brasília

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ASSUMINDO SEUS ATOS

Esse affair CNJ x STF e outras entidades ligadas a magistrados, com declarações inverossímeis e até de certa forma estapafúrdias às pessoas leigas, está começando a causar mal estar e se assim continuar rapidamente causará sensação de insegurança à toda a sociedade. Seria de bom alvitre que deixassem a corregedora Eliana Calmon continuar seu trabalho e se falhas aconteceram, que cada um as assuma, e se acabe de vez com essa "lavação de roupa suja" que à todos incomoda.

 

José Piacsek Neto bubapiacsek@yahoo.com.br

Avanhandava

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ESPERANÇA NO CNJ

Ao assistir a entrevista do ministro Marcos Aurélio de Mello no programa Roda Viva da TV Cultura esta semana, pude constatar que a nação não tem mais duvida do corporativismo do judiciário. Ao dizer que temos um poder maior que a todos submete, a constituição (mais do que a justiça). Pernicioso seria o STF, onde alguns juízes se julgam super-homens. Décadas sem modificação, ou revisão, pois ele sabendo que a constituição federal tinha falhas nunca procurou corrigi-las. Mesmo sabendo que as corregedorias nunca cumpriram seus deveres mesmo assim, ele pede para esperar ela agir, que a lei da magistratura é “bem-vinda” não a justiça justa. Palavras que ouvimos do referido senhor: que não precisa pressa para evitar o conluio entre advogados e juízes, admitiu que existem associações de juízes inaceitáveis sem ética. Disse que é contra os privilégios, que soa mal, mas não soube explicar porque  alguns juízes quando punidos ,  perderam o cargo e se aposentam apenas. Mas é contra a prisão dos corruptos do esquema, não seria coerente se não parasse a investigação, o meio justifica o fim, aqui se pode dizer que não seria a ordem dos fatores não altera o produto?No tempo dele quando era corregedor ele nunca condenou ninguém, não era obrigação dele, ele sempre foi contra a criação do CNJ, por ver ele interferir na independência do judiciário nos estados. É ministro, para falar com tanta incoerência seria bom ter obedecido a sugestão de sua família e não ter vindo ao programa. Pobre nação brasileira, que depende de pessoas com esta visão de ética e honradez, para  ter justiça!

Reginaldo de Paula reg.paula@hotmail.com

Campinas

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EXPLICAÇÕES

O O Estado de S. Paulo, ao contrário de outros jornais, permitiu que o ministro do Supremo Marco Aurélio, apresentasse sua versão a respeito da liminar que concedeu no caso do CNJ. Sem pretender polemicas, atente-se que a liminar está corretíssima, não merecendo o ministro as críticas que lhe foram formuladas. Até um leigo vendo os seus argumentos expostos no Estado em 8/1/2012 (J5) compreende perfeitamente as razões de sua decisão. As alegações de que ele pretende retirar poderes do CNJ são despiciendas. Ele quer o cumprimento da Constituição a que todos devem se submeter. Parabéns, senhor ministro. Não esmoreça. Não se aposente. O Brasil precisa de juristas como o senhor.

Nelson Henri Nelson.henri@uol.com.br

Assis

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VOTO DE POBREZA

Quando o ministro Marco Aurelio Mello declarou que ao assumir a toga fez um voto de pobreza, estaria ele falado a verdade ou estaria tirando um sarrinho do povo brasileiro, dos repórteres? Se falou a verdade, certamente abriu mão das vergonhosas verbas, dos carrões, das belíssimas gratuitas moradias, das férias de 60 dias mais recessos intercalados, mais tratamentos (no SUS?) com  médicos altamente especializados,  nos melhores hospitais do mundo (para ele, familiares e agregados), mais regalias ocultas , mais benesses oferecidas pelo turbilhão de puxa-sacos, etc.etc.

Sei não, mas acho que ele estava mesmo debochando da gente.

Walter Duarte duartecont@globo.com

São Caetano do Sul

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MARCO AURÉLIO E O COAF

Não estranhei o fato de o nosso ilustre ministro Marco Aurelio ver "inconstitucionalidade" na atuação do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Só nós, simples mortais, é que temos que prestar contas neste país! Ministro, os mandados de segurança que o STF recebeu contra atos do CNJ são previsíveis! Os magistrados não se conformam em ser minimamente investigados. O Coaf age com muita discrição e sempre em situações atípicas.

 

Cleo Aidar CleoAidar@hotmail.com

São Paulo

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ILEGAIS

Graças ao CNJ ficamos sabendo que um ex-presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ/SP) recebeu R$500 mil antecipados, de forma indevida. Isso, sem falar nos 17 desembargadores do TJ/SP que receberam ilegalmente R$ 1 milhão, de uma só vez. Até quando esse tipo de coisa continuará a acontecer no Judiciário paulista? Onde está a transparência? E o interesse público, onde fica? Os juízes continuarão com seus privilégios inaceitáveis, como o de 60 dias de férias anuais? Juízes de direito são cidadãos como todos os demais e devem estar sujeitos aos mesmos direitos e deveres, sem privilégios, mordomias ou favorecimentos de qualquer natureza. O Judiciário deveria se pautar pelos princípios da igualdade, isonomia, transparência, ética, celeridade e, acima de tudo, pelo interesse público.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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OS MAIS IGUAIS

O Tribunal de Justiça de São Paulo, adiantou ao desembargador Celso Luiz Limongi, R$150 mil, em 2010, porque um temporal alagou sua cobertura, no bairro do Campo Belo. Enquanto isso na região Serrana do Estado do Rio e recentemente em Minas Gerais, milhares de moradores, perderam tudo o que tinham, ficaram desabrigados e não podem contar com esse substancial amparo que é disponível para uma casta de privilegiados que tripudiam a dignidade dos ''sem tudo'' e que são aquinhoados com benesse de todo tipo. No Brasil, cultiva-se a antiga casta hindu,dos Brâmanes, a dos juízes, e a dos Párias, o povo desprotegido.

 

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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DECISÕES E DECISÕES

Com as denúncias feitas pela imprensa do Judiciário, agora sabemos por que os ricos conseguem rápido liminares, não são presos, seus crimes prescrevem, etc., enquanto o pobre vai preso e fica lá esperando a boa vontade para ser julgado. É assustador saber que a vida de parte da população depende de decisões do naipe dessas pessoas que vestem a toga.

 

Marcos Oliveira mate3266@gmail.com

São Paulo

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CRACOLÂNDIA

Quero manifestar o meu desagrado com a campanha sistemática de certo jornalismo, que se insurge contra a  operação da Polícia Militar, em relação à ocupação do espaço da famosa Cracolândia. O que nos parece,agora, é que esse reduto não existe mais, mas o que deixou de ser um problema continua incomodando certas pessoas ou grupos e a inconformidade permanece nas diatribes que lemos pacientemente, dia após dia. Está certo, é papel da imprensa, mas o que não se pode negar e está parecendo é que a abordagem está descambando para o plano ideológico, e já não se cogita se o que foi feito se deu no plano funcional, em que o mínimo que se poderia esperar é que  cada personagem, em seu papel, desempenhasse as suas obrigações, em todos os níveis de decisão. Como é que se vai condenar uma operação apenas por que não resolveu definitivamente o problema. Penso que é uma etapa e que vão ser agregados à questão outras questões, evidenciadas através dos meios de informação. O que já sabemos, de antemão, é que a política de redução de danos está superada, dada a dimensão que o vício assumiu no mundo inteiro. E, mais do que importante, não se pode desmerecer uma corporação como a Polícia Militar do Estado, que pelos indicativos que são do conhecimento público só merece aplausos. E que, quer queiram, quer não é a democracia fardada.

Orlando Sacco osacco@uol.com.br

Botucatu

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E A VIDA CONTINUA

Foi com profunda tristeza que assisti  pela televisão, dezenas de homens,mulheres e crianças perambulando pelas ruas centrais de São Paulo apos serem "desalojados" dos prédios antigos da cracolândia. Há mais de 40 anos quando trabalhava em uma Empresa naquela região,o cenário não era diferente, viciados já acendiam seus "charutos" isso a qualquer hora do dia ou da noite. Passaram se as décadas, passaram-se os mandatos dos prefeitos Jânio da Silva Quadros, Paulo Maluf, Luiza Erundina, Celso Pitta, José Serra, Geraldo Alckmin, Marta Suplicy e está terminando o mandato do atual prefeito Gilberto Kassab e pouco ou nada foram feito para melhorar a vida daqueles infelizes. Na  próxima eleição para prefeito da cidade que irá ocorrer no próximo ano, pressuponho que a cracolândia e seus infelizes habitantes serão o principal tema de campanha.

 

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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ANO DE ELEIÇÃO

Moro em Santa Cecília e não se trata do inegável inconveniente de ter que conviver com “nóias” rondando minha casa rasgando sacos de lixo a procura de restos de comida e latinhas de alumínio para serem trocadas por dinheiro para comprar mais crack, espalhando lixo nas calçadas, proliferando baratas e ratos. Mas sim da barbaridade de um “coordenador” de Política sobre Drogas do governo promover “dor e sofrimento” com a presunção de que os dependentes irão, primeiro, procurar a rede de saúde, ao invés de, antes, ficarem mais fissurados e irem procurar crack em outras regiões da cidade. Espalhar os viciados somente dificultará ainda mais uma esperada ação do Governo, que nem mesmo com o problema concentrado em um único lugar é capaz de prover a assistência médica e social devidas. Aliás, se os usuários forem todos procurar a tal rede de saúde, haverá vagas para todos ou encontrarão a vice-prefeita na porta explicando que um novo albergue será aberto somente em março? E mais, por que acabar com o tráfico só na cracolândia existente na região da Luz, e não nas cracolândias existentes na Rua Helvétia, na Rua Gen. Júlio Marcondes Salgado (nos arredores do prédio do MEC) e em tantas outras regiões? Será que a polícia é capaz de acabar com o tráfico em todas as cracolândias? Se sim, por que não o fez até agora? Não é, nunca foi e nunca será. É só ano de eleição.

Renato Marques Martins renatomartins@attglobal.net

São Paulo

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CRACK

Pelos noticiários ficamos sabendo que São Paulo convive com o contágio do crack. Os viciados se aglomeram pelas regiões centrais, sendo a mais conhecida a famosa “cracolândia”. Ali, os doentes se internam em suas viagens psicóticas e o Estado os pune, os desbaratam, e dali, como um câncer urbano, o contágio se espalha por outros bairros, inclusive para os de classe média. Como se não bastasse, os viciados alugam locais, apartamentos ou casas, administrado por traficantes, para o consumo sossegado da droga. Mais uma vez o Estado combate os efeitos, e não as causas do problema. Essa ação deve se combinar com ostensiva presença da polícia nas favelas em busca de locais onde se fabrica a droga, e fechar os canais fronteiriços que abastecem o Brasil. E preparar centros psiquiátricos para os surtos de abstinências generalizados.

Luiz Fabiano Alves Rosa www.politicaemilitarismo.blogspot.com

São Paulo

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COITADINHOS OU MARGINAIS?

O próprio editorial do Estadão (Malogro na Cracolândia, 10/1, A3) chama os viciados em crack da Cracolândia de “marginais” e afirma que eles colocam a segurança dos cidadãos em risco. Portanto, são caso de polícia, mesmo. Se são um risco para os motoristas e transeuntes, o lugar deles é na detenção.  Errada é a lei que obriga a polícia a tratá-los como “coitadinhos”. Sejamos coerentes: ou bem os usuários de crack são “coitadinhos”, ou bem são “marginais que colocam a segurança em risco”. Escolham.

 

M. Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@gmail.com

Florianópolis

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OS CRÍTICOS

Enquanto os doentes pela droga e pelo abandono familiar, social e estatal amontoavam-se na Cracolândia juntamente com os traficantes que livremente comercializavam o crack, recentemente juntaram-se a eles elementos paus-mandados, militantes organizados que chegaram com tendas, fogões e tranqueiras para acampar junto aos miseráveis e assim fazer avolumar o caos da região pois aumentaram o  territórios da Cracolândia em vários quarteirões , e através de indivíduos truculentos postados nas esquinas impediam o trânsito de cidadãos que normalmente se utilizavam daquelas vias...Pois enquanto isso acontecia , nenhum condoído psicólogo, assistente social, jornalista ou político apareceu para sugerir uma solução, abrir vagas para internação, tentar contato com as famílias destes miseráveis que alcançaram o último degrau de degradação humana... ninguém quis meter a mão neste vespeiro. Mas agora que foi tomada uma iniciativa pelo governo do Estado e da cidade de São Paulo... a máquina eleitoral de um partido que se propõe a fazer eleger um candidato que conseguiu o grande feito de desacreditar o Enem como instrumento de avaliação do aprendizado dos alunos brasileiros...esta máquina (que está funcionando através de pessoas que aparentemente nada tem à ver com a campanha política) , está atacando de todas as formas - através da mídia - o desempenho do governo do Estado e da cidade  nas ações que tem como escopo acabar não só com a Cracolândia,  como também prender  traficantes e principalmente conseguir internação para todo  drogado que se dispuser a ser tratado. No meu entender, o ideal seria que todos os doentes fossem internados compulsoriamente, e o governo só não está os internando contra suas vontades porque esta máquina eleitoral e de propaganda partidária está pronta a atacar alegando que este método é impositivo e próprio de regime autoritário...utilizado por higienistas sociais bláblablá... Por isso, somente pouco mais 30 pessoas aceitaram tratamento, até agora. Para estes militantes críticos de tudo que não seja proposto pelo seu partido eu faço lembrar que no dia 5/10/2011 o  ministro da Saúde do governo de Dilma Rousseff, Alexandre Padilha, afirmou, durante uma reunião do Conselho Nacional de Saúde, em Brasília, que o consumo do crack no Brasil não é uma epidemia. Esta foi toda a contribuição que o Ministério da Saúde deu para solucionar o problema dos doentes drogados deste país. Portanto, que moral tem esta militância de criticar a iniciativa dos paulistas? (fonte Folha de S.Paulo, matéria de Carolina Sarres).

 

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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NO RIO, HEROÍSMO. AQUI, FRACASSO?

Estranha informação dada por este jornal de que o governo federal tinha planos de intervenção na Cracolândia a partir do mês de abril. Então, faço minhas as dúvidas do jornalista Reinaldo Azevedo: "O governo federal não poderia ter cronograma nenhum porque isso, forçosamente, deveria ter sido discutido com o governo de São Paulo, o que não aconteceu. Pergunta óbvia: o Estadão teve acesso a um cronograma que o próprio Palácio dos Bandeirantes ignorava? Dilma Rousseff, por acaso, havia decretado intervenção em São Paulo ao arrepio do Congresso?". Assim, como assinante deste prestigioso jornal, gostaria de uma explicação a respeito dessa questão que, a meu ver, foi tratada de forma bastante parcial, superficial e simplista. Da mesma forma seria justo que se publicasse em detalhes os projetos do governo Federal em relação as tais  iniciativas de intervenção. Projetar ações de caráter muito complexo depois que acontecem, é fácil. Difícil mesmo é ter coragem de dar início a elas. Além do mais, parece haver dois pesos e duas medidas na avaliação extremamente crítica desta intervenção, uma vez  que, aquela executada no Rio de Janeiro, no morro do Alemão e muito elogiada, mostrou para o Brasil inteiro centenas de jovens em fuga, traficantes ou não, tendo sido pelo menos um deles ali alvejado sem dó nem piedade pela polícia. Mas sendo o governador Cabral da base aliada, tudo adquire ares de heroísmo. Já aos governantes paulistas, da oposição, só críticas antes mesmo de se poderem constatar se as ações realizadas resultarão bem ou não. Então, se havia outros tipos de abordagens, tão melhores, porque não foram postas em prática antes pelo governo federal?

 

Eliana França Leme efleme@terra.com.br

São Paulo

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PLANO PARA ABRIL

Está aí uma informação "original", abril de que ano? Poderia ser 1900 ou 2900, que para o tipo de governo que temos, é exatamente a mesma coisa. Ouve-se falar da coisa há mais de 20 anos, e agora vemos os "neguinhos" do governo dando informações de primeira mão!

 

Ariovaldo Batista arioba006@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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A OUSADIA DOS MILITARES

É inconcebível que o segundo escalão atropele os titulares do poder político e engendre uma ação inconsequente na cracolândia, manu militari, relegando os pobres humanos feitos zumbis pela uso da droga a um mundo sem eira nem beira, ao passo em que o projeto era desencadear a ação num momento em que seu acolhimento já se encontraria preparado. No momento em que um governador permite a quebra da hierarquia por militares, é dizer, a fratura do princípio da legalidade da administração, vamos muito mal, principalmente face à pusilanimidade de Alckmin quanto a não promover uma única demissão. A gendarmaria pisoteou sobre os viciados e sobre um governo sem energia.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

 

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SEM LIMITE PARA O ESPANTO

Não vou enumerar, por falta de espaço e paciência, a inimaginável lista de ideias e atitudes incompreensíveis e incompetentes que o poder público consegue produzir. Sem falar da imoralidade no trato com os recursos tirados de nós, cidadãos comuns, e cujo destino segue os caminhos mais tortuosos para chegar aonde bem o sabemos. Mais um exemplo - recente: aqui na cidade de São Paulo, o trato com o problema da cracolândia revela que a falta de bom senso e de vergonha chegou a limites impensáveis. Não bastava o lixo espalhado, não bastava o trânsito, não bastavam as ameaças das enchentes e outros tantos problemas que conhecemos, vemos o espetáculo degradante de pobres indivíduos vagando como zumbis de um canto para outro e atrás deles policiais atarantados sem saber o que fazer - porque sabem que o que estão fazendo não tem sentido, não levará a lugar nenhum. E, como se não bastasse, no meio disso tudo, uma parte da população desorientada tem que conviver com uma situação anacrônica, surreal. Será que um governante não se envergonha de tantas e tantas decisões equivocadas? Será que a ambição política tem este dom mágico de tornar essas pessoas em uma imagem refratária e cínica delas mesmas, a ponto de não perceberem mais o que qualquer um, com um mínimo de razoabilidade poderia perceber?

 

Maria Luiza Feitosa de Souza souzamlu@uol.com.br

São Paulo

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HAITIANOS NO BRASIL

A atual onda de entrada ilegal  de haitianos  ao Brasil pelo Acre, se insere dentro da crise global da economia, no caso em tela, agravada pela tragédia do terremoto naquele país.Sabendo-se que o desemprego é o subproduto mais cruel de dita crise do liberalismo  econômico, essas levas de emigrantes ilegais voltam – como  no início do século passado – a procurar o Brasil com refúgio salvador. Resta ao nosso governo dentro dos princípios humanitários que sempre tivemos, controlar tais entradas para que não venham prejudicar a nossa já sofrida população, agravando os problemas sociais que ainda estamos longe de solucionar.

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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CRISE NA EUROPA

Descrédito dos investidores, crise financeira, decadência do bloco e, agora, para completar, o sucesso da música Ai se eu te pego nas rádios. Definitivamente, a Europa não é mais a mesma!

 

Filipe Luiz Ribeiro Sousa filipelrsousa@yahoo.com.br

São Carlos

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QUAL É A FUNÇÃO DA ANVISA?

Afinal de contas, qual é a função da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)? Ela foi criada em 1999, e como todas as agências reguladoras que existem no Brasil o seu compromisso maior seria de proteger a população, exercendo o controle sanitário da produção e comercialização dos produtos utilizados pelos brasileiros. Não sou médico, nem sanitarista. Quando escuto nos telejornais, ou leio na imprensa escrita, que dois fabricantes internacionais de prótese mamária utilizaram silicone industrial ao invés do silicone humano, percebo que alguma coisa está muito errada em toda esta história. A começar pela vigilância sanitária nos países de origem. E agora vem a pergunta que não quer calar? A Anvisa fiscalizou, isto é, examinou o produto quando chegou no Brasil? Afinal de contas estamos falando de algo que vai ser usado em seres humanos e não uma peça de automóvel que se tiver com defeito poderá ser anunciado um "recall". E os médicos não possuem meios, nem capacidade, para examinar o produto que vai ser colocado em seus pacientes? Como sempre acontece aqui no Brasil, a Anvisa só "acordou" para esta tragédia quando as próteses criminosas começaram a explodir no seio das brasileiras. Diante disto tudo é urgente que a presidente Dilma determine uma investigação rigorosa para apurar o comportamento de todos os envolvidos neste triste e lamentável acontecimento.

Wilson Gordon Parker wgparker@oi.com.br

Nova Friburgo (RJ)

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PRÓTESES DE SILICONE DEFEITUOSAS

 

Um dos melhores espelhos do Brasil atual é a forma um tanto exagerada com que a vaidade pessoal é tratada. A coisa passou de uma simples boa forma e bronzeado do passado para a venda de uma obsessão salvadora; do bem estar físico e psíquico para um estado preocupante de comportamento coletivo. O Brasil é segundo país do mundo em cirurgias plásticas, o que definitivamente não é um bom sinal. Marca clara de uma insegurança coletiva, de cobranças excessivas, de padrões de comportamento coletivos focados em ideais um tanto desfocados, duvidosos; que apontam para uma perda de identidade. A Presidente Dilma Rousseff determinou que todas as mulheres que receberam implantes com próteses de silicone com problema e que, depois de exames constatarem problemas, sejam operadas de graça pelo SUS. É uma decisão política, populista, de mulher para mulher, ou para evitar futuros processos, já que mais uma vez o órgão federal competente, Anvisa, não exerceu propriamente o controle devido? Discordo que mulheres que tenham implantado silicone por “motivos estéticos” tenham o direito a cirurgia de graça já que a imensa maioria fez a operação fora do sistema SUS, provavelmente pagando pela vaidade de seu próprio bolso para clínicas particulares. Parece que pouco importa que, por exemplo, pacientes com diabete e problemas nos pés relacionados à doença tenham que esperar meses para sofrer uma pequena e simples cirurgia, o que em vários casos leva a amputação do pé ou mesmo a perna. A precariedade ou falta de atendimento é constante por falta de verba, tempo, condição de trabalho do sistema público de saúde. Por que privilegiar quem assumiu riscos em nome da própria vaidade pagando do próprio bolso? Afinal, qual é o foco da saúde pública?

 

Arturo Alcorta arturoalcorta@uol.com.br

São Paulo

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QUE ME DESCULPEM AS TURBINADAS

Que me desculpem as turbinadas, mas o SUS pagar substituição de prótese mamária para mulheres que colocaram silicone com fim puramente estético, não tem cabimento. Substituir próteses defeituosas em mulheres que tiveram suas mamas retiradas por câncer, mais do que justo. Mas o Brasil é campeão mundial em plásticas e colocação de próteses com fins estritamente estéticos, portanto essas mulheres ao recorrer a esse tipo de cirurgia sabiam do risco presumido. Fora que foram alertadas por seus médicos para substituição das próteses pelo menos a cada dez anos.  Até parece que o governo quer esconder a negligência da Anvisa com relação às denuncias recebidas sobre próteses francesas e cujas medidas cabíveis não foram tomadas à época.  O SUS com suas minguadas verbas que deverá cobrir a ineficiência e irresponsabilidade da Anvisa?

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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MACUNAÍMAS

No setor público, tudo que dá trabalho é evitado ou demorado. Precisa exemplificar? Saúde, educação, segurança, estradas, portos ferrovias, onde não? De repente, a mídia acordou o pessoal da Anvisa, omissa ante as denuncias de usuárias de prótese da PIP. Onde estão os técnicos competentes, Sra. “gerentona”?

André C. Frohnknecht anchar.fro@hotmail.com

São Paulo

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TRANSGÊNICOS

Sobre o artigo Decisões para o amianto e para os transgênicos, de Washington Novaes (6/1/2012) em O Estado de S. Paulo, gostaríamos de prestar alguns esclarecimentos importantes. Princípio da precaução – Diferentemente do que sugere o texto, não há desrespeito ao princípio da precaução na avaliação dos organismos geneticamente modificados (OGMs) no Brasil. Pelo contrário, é exatamente com base nele que a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) realiza o seu trabalho. A Lei de Biossegurança assim estabelece e, desta forma, atuam os seus 27 membros, doutores de reconhecida competência técnica e notório saber científico, sem que tenha havido registro de qualquer prejuízo para a saúde humana ou animal ou impacto negativo no meio ambiente. Monitoramento – A CTNBio estabeleceu, no ano passado, novas normas de monitoramento pós-comercial para OGMs. A normativa permite a definição de prazos para o acompanhamento dos produtos e, inclusive, possibilita o pedido de isenção por parte das empresas (públicas ou privadas). O que ocorre é que tal avaliação – para determinar as condições do monitoramento ou para deferimento do pedido de isenção – será feita, caso a caso, considerando os critérios técnicos a serem definidos pelo colegiado. Portanto, não se trata de “desmanche das regras de biossegurança do País”, como citado no texto. Trata-se, sim, de um processo segundo o qual a CTNBio, soberana nas avaliações de biossegurança no País, passará a decidir sobre a forma de monitorar. Transgênicos no mundo – Não é verdade que o Brasil caminha na contramão do mundo. Basta avaliar os dados de adoção dos transgênicos em outros países que, como o Brasil, são grandes produtores agrícolas, a exemplo de Estados Unidos, Argentina, Canadá, China e Índia. Em 2010, foram plantados 148 milhões de hectares de transgênicos no mundo, e os dados de 2011 deverão revelar um significativo aumento dessa produção. As restrições políticas e comerciais existentes na Europa para o cultivo de transgênicos estão relacionadas a diversas questões, entre elas, a área disponível para agricultura e o nicho de mercado dos produtos orgânicos. No que diz respeito à biossegurança dos OGMs, a própria Comissão Europeia divulgou em 2011 os resultados dos últimos 10 anos de estudos financiados pela instituição para investigar a biotecnologia. A principal conclusão do estudo é a de que “não há nenhuma evidência científica associando os OGMs a maiores riscos para o meio ambiente ou para o consumidor se comparados aos apresentados por plantas convencionais”.

Permanecemos à disposição para outros esclarecimentos.

Adriana Brondani, Ph.D. em Ciências Biológicas e diretora-executiva do Conselho de Informações sobre Biotecnologia debora.marques@perspectivabrasil.com.br

São Paulo

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