Fórum dos Leitores

GOVERNO DILMA

O Estado de S.Paulo

18 Janeiro 2012 | 03h04

Reforma ministerial

Reforminha ministerial "mixaria" essa que está sendo desenhada no horizonte. Aloizio Mercadante sai da Ciência e Tecnologia, assunto que ele pouco conhecia, para entrar na Educação, assunto que ele conhece menos ainda. Perde-se, assim, uma oportunidade de se pôr à frente do importante Ministério da Educação alguém que seja do ramo. Marta Suplicy - pasmem! - está cotada para a Ciência e Tecnologia. Não seria, então, o caso de acabar logo com esse ministério? Outras mudanças serão apenas trocas de nomes dentro dos partidos que "possuem" os ministérios. Mário Negromonte cai de maduro, mas os envolvidos em grandes escândalos - Fernando Pimentel e Fernando Bezerra, cuja saída é tão desejada pela população - deverão continuar. Para fazer essa reforma era melhor não fazer nada.

RONALDO GOMES FERRAZ

ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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Mudanças?

Ao final será uma troca de seis por meia dúzia. podem apostar!

ROBERT HALLER

robelisa1@terra.com.br

São Paulo

Nada muda

A tão esperada reforma ministerial do governo Dilma (não confundir com reforma definida por Dilma) ainda não foi anunciada porque a prioridade é equalizar a distribuição das verbas entre os partidos da coalizão - deveria ser chamada de "Frente Lula Terceiro Tempo". A escolha de quem entra ou quem sai não leva em conta capacidade, conhecimentos da área em que vai atuar ou mesmo vocação. Ministros e titulares de secretarias são como caixas de banco que pagam os cheques e ordens de pagamento sem discutir o porquê e para quem vai o dinheiro. O que muda com a reforma ministerial? Absolutamente nada. Podem sair algumas figuras carimbadas, com muito "destaque" na mídia, e entrar seja lá quem for, pois tudo continua como antes, piorando para nós, os pagadores de impostos, e melhorando para quem usa e abusa.

LUIZ RESS ERDEI

gzero@zipmail.com.br

Osasco

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Diretriz

Seria a única diretriz da reforma não perder o apoio da bancada aliada no Congresso Nacional?

LUIGI VERCESI

luver44@terra.com.br

Botucatu

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Brasil maiúsculo

Que a nossa estimada presidente reflita, vis-à-vis a crucial semana de (esperamos) reforma ministerial, não apenas sobre movimentos táticos eleitoreiros e tampouco o feijão-com-arroz imediatista que marcou o início de seu governo. Que o técnico supere as vaidades e o pensamento foque num Brasil maiúsculo, construído com estratégias, e não "puxadinhos".

GABRIEL CAMPOS PÉRGOLA

gabrielpergola@gmail.com

São Paulo

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Governabilidade

A Esplanada dos Ministérios, em Brasília, tem cerca de 15 edifícios originalmente destinados a abrigar as pastas. No governo JK eram 13 ministros. Para bem administrar o País, Dilma deveria fundir os atuais 38 em apenas 13. Mais que isso é ingovernável...

GILBERTO DIB

gilberto@dib.com.br

São Paulo

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A imperatriz

O PT e aliados reduziram o Brasil a um império! Transformaram o Congresso numa assembleia que docilmente endossa suas decisões. Tanto isso é real que o ministro Fernando Bezerra conseguiu ratificar a alegação de que a destinação de quase 90% das verbas contra catástrofes a Pernambuco foi o melhor para o País... Neste contexto não republicano, membros do Judiciário pagam suas dívidas particulares com dinheiro público, os impostos estão cada vez maiores e o cidadão vem sendo afastado das decisões. Na verdade, o Brasil está deixando de ser uma nação e Dilma está se tornando uma imperatriz!

EUGÊNIO JOSÉ ALATI

eugeniojosealati@yahoo.com.br

Campinas

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USP

'Reflexões' de Lafer

O artigo Reflexões sobre a USP (15/1, A2), do professor Celso Lafer, constrói-se sobre uma falácia: os indicadores de excelência da universidade se deveriam a seu "regime de governança" (sic). O fato é que somos nós, professores pesquisadores, que fazemos em grande parte esses indicadores com o que conquistamos por nossa dedicação, nosso rigor e criatividade; a outra parte tem que ver com o talento dos alunos e o trabalho dos funcionários. Se um artigo nosso é admitido numa revista prestigiosa, se um projeto é aprovado por entidades de fomento à pesquisa, compreendemos que a universidade o acrescente a seu mérito. Mas por que seria mérito do regime da USP? Acaso alguém que avalia essas propostas que apresentamos leva em conta quem ou como "governa" a universidade onde trabalhamos? Acaso nos sentimos "sob a égide" (cito o autor) desse regime quando direcionamos nossas reflexões, quando analisamos nossos resultados, quando orientamos, quando elaboramos atividades de cooperação nacional ou internacional? Fazemos isso tudo com muito afinco e paixão, e no processo não intervêm os que detêm o poder político na universidade. O que têm eles que ver com nossa paixão pela descoberta e pelo conhecimento? Por que teriam de capitalizar politicamente (para louvor de seu "regime de governança") nossas conquistas acadêmicas? O que aconteceria com os indicadores da USP se somente se contabilizasse aquilo que corresponde aos que apoiam esse regime? Até onde cairiam as cifras, sobretudo nas áreas de ciências humanas? É uma pergunta que se deveria fazer o autor do artigo, já que está defendendo um regimento de 1972, que permite até mesmo a expulsão de professores por motivos políticos.

ADRIÁN PABLO FANJUL, professor da FFLCH, representante de professores doutores no Conselho Universitário da USP

adrianpf@usp.br

Sao Paulo

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VIADUTO POMPEIA

Perguntar não ofende

Por que os governantes evitam a manutenção preventiva? Será para contratação de emergência de obras sem concorrência? No caso de incêndio, é só mapear as áreas de risco e aplicar a técnica contra fogo chamada fireproofing, muito usada em plataformas de petróleo e outras estruturas sob risco.

JOSÉ G. SANTINHO

msantinho@uol.com.br

Campinas

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REPÚDIO AO ACHINCALHE DA MAGISTRATURA

Magistrado há quase 27 anos, dedico-me de corpo e alma a minha atividade profissional, inclusive em dias e horários que as pessoas normalmente desfrutam lazer e descanso. Meu padrão de vida não é superior ao de profissionais de semelhante preparo e relativo sucesso, até porque a remuneração paga a um juiz não tem a expressão que se apregoa, considerados, de um lado, a relevância do cargo, os sacrifícios e privações que as respectivas funções impõem, de outro, o desconto de impostos e contribuições previdenciárias, das quais, ainda que quisessem, os destinatários dessas verbas remuneratórias não conseguiriam se esquivar. Boa parte de minhas férias também é empregada em proveito do trabalho, da praticamente impossível tentativa de colocar o serviço em dia, a exemplo do que venho fazendo neste mês de janeiro. Dentre os inúmeros magistrados com quem travei contato durante todos esses anos, conto nos dedos de uma das mãos aqueles de cuja lisura de conduta tive dúvidas. Pelo contrário, sempre considerei a esmagadora maioria desses indivíduos séria e abnegada. Por tudo isso, causa-me profunda indignação a campanha de desmoralização da magistratura que aí está e que parte de leviana generalização de fatos isolados e excepcionais, a exigir investigação e providências pontuais. Afora a indispensável retidão moral e o preparo técnico, as maiores virtudes de um juiz são a disposição para ouvir os contendores, a isenção de ânimos, o equilíbrio, a ponderação, a discrição, a firmeza, o destemor e, acima de tudo, o respeito à Lei – seja o magistrado investido de funções jurisdicionais, seja administrativas. Essa a postura que, como cidadão e magistrado, espero dos agentes incumbidos da fiscalização do Judiciário, quaisquer que sejam eles, sob pena de levar a injusto descrédito instituição que, no geral, é digna de fé e que representa o último reduto da cidadania. Dos órgãos de imprensa, também preciosos instrumentos da cidadania e igualmente não imunes a falhas na grave atividade de coletar, transmitir e comentar informações, espero prudência no trato da questão, de sorte a evitar o achincalhe da magistratura. Aguardo da imprensa, ainda, o engajamento na luta pelo adequado aparelhamento do Poder Judiciário, cujas deficiências estruturais, a que os juízes não deram causa, representam o maior e justo motivo da insatisfação dos jurisdicionados de bem. Nunca é demais lembrar que, historicamente, os regimes de arbítrio, de força, se instalam, no mais das vezes, mediante ou em virtude do enfraquecimento do Poder Judiciário, seguindo-se o cerceio das liberdades em geral, a começar pela liberdade de imprensa.

Ricardo Pessoa de Mello Belli, desembargador do TJSP rpmellobelli@gmail.com

São Paulo

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CNJ

Se o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) não pode investigar os magistrados como pretende o ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), quem é que pode exercer esse papel fundamental, em defesa dos interesses dos cidadãos brasileiros? Como diria o macaco Sócrates, do saudoso humorístico Planeta dos Homens: “Não precisa explicar, eu só queria entender!”.

 

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro 

    

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MANDA A CONSTITUIÇÃO

Ninguém põe em dúvida a eficiência e pertinência dos trabalhos do CNJ. Nenhum cidadão de bem contestará as ações de qualquer natureza – não só do CNJ – que tenham por finalidade a moralização e transparência da Administração Pública nos Três Poderes da República. Mas com relação ao Poder Judiciário, há que considerar o fato de que é o único Poder de natureza técnica, no qual os integrantes ingressam ou por concurso público ou por méritos profissionais e pessoais, nos termos da lei, ao contrário dos Poderes Legislativo e Executivo, que se submetem ao sufrágio popular. Por isso mesmo, o Poder Judiciário constitui um Poder politicamente diferenciado, o que não o isenta de prestar contas ao povo, do qual emana, segundo a Constituição. Mas não pode ele ser emasculado por interesses outros que, a pretexto de "controle externo", querem mesmo acovardá-lo e obter o "controle da sentença", o que, convenhamos – como diria o nobre O Estado – é d’escrachar!

Benedito Dantas Chiaradia bdantas@uol.com.br

São Paulo

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CNJ COMPRA SALA-COFRE SEM LICITAÇÃO

Quem fiscaliza aqueles encarregados de fiscalizar?

Guilherme Asta Lopes guilherme@asta.adv.br

Barueri

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HORA DA VAQUINHA

Ao pé da letra, a lamúria do presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Ivan Sartori, a respeito dos R$ 3 bilhões de créditos atrasados a servidores do Judiciário, não faz sentido.  Dado o crescimento dos valores pendentes, Sartori, declarou: “daqui a pouco não se paga ninguém” (Estadão, 17/1). Será que este desembargador também fica preocupado com aqueles milhares de brasileiros que por terem perdidos seus imóveis em desapropriações, e por outras pendências, tem a receber há décadas do Estado, bilhões em precatórios?! Aliás, o Judiciário do Ivan Sartori, é também culpado de levar esta agonia a estes cidadãos, porque até os dias de hoje não julgaram de forma adequada o pagamento destas dividas! Se continuar este choro de barriga cheia, só falta a classe da magistratura pedir a presidente Dilma, uma CPMF corporativa...

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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BRAVO

Desde 2008 quando no governo Lula começaram a estourar vários escândalos sobre uso fraudulento de cartões corporativos por seus ministros, após denuncia da imprensa, a recomendação nos bastidores do planalto para não deixar rastros era realizar saques em dinheiro vivo. Anos após todas essas maracutaias leio perplexo na página A4 sobre grande movimentação atípica feita em dinheiro vivo dessa vez por  magistrados e servidores denunciada pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras  (Coaf). Pergunto-me: que idéia fazem de si mesmos esses senhores que tentam desqualificar o único órgão de combate ao crime de lavagem de dinheiro e desvios de toda ordem. Quem ganha com uma falta controle que defendem? Al Capone , Fernandinho beira mar,  ou o Marcola do PCC? Vida longa e toda força a corregedora Eliana Calmon.

Peter Cazale pcazale@uol.com.br

São Paulo

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‘AINDA O CONTROLE DA MÍDIA’

Com base na minha experiência como residente em Salvador durante oito anos, gostaria de fazer alguns comentários a propósito do editorial publicado na edição de sexta-feira do O Estado de S. Paulo (Ainda o controle da mídia, A3) relativo à criação de um órgão qualquer na Bahia destinado a controlar a imprensa. De fato, o sonho de qualquer petista é controlar a Media, que só lhe é útil como instrumento da própria perpetuação no poder. Mas esse também é o sonho de todos os demais bandidos disfarçados de político que controlam organizações criminosas camufladas de partidos políticos e de sindicatos. E, pelo que se vê, não será surpresa se o Judiciário não se manifestar brevemente sobre os "excessos" da imprensa. No caso da Bahia, entretanto (como em todo o norte e em grande parte dos demais estados nordestinos), o que existe jamais poderia ser chamado de imprensa livre. Tratam-se unicamente de instrumentos de media utilizados para difamar e insultar o adversário, isto é, o bando que está no poder, ou o bando desalojado momentaneamente do poder.

Jairo Ribeiro jairo.ribeiro10@uol.com.br

São Paulo

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É PROIBIDO PROIBIR        

                        

Óh gente, bichinho, cadê nossos artistas baianos Caetano, Bethânia, Gil, Gal, Simone, Pepeu, que viveram o controle da mídia nos anos 60, 70 e os mais novos que devem saber deste período Brown, Daniela, Ivete e muitos mais... que ainda não se manifestaram contra a iniciativa do governador da Bahia Jacques Wagner (PT), de criar um Conselho de Comunicação Social, um eufemismo para disfarçar o "controle social da mídia" que defendem. É assim que começam e os nossos baianos não podem permitir este disparate em relação à liberdade de expressão e manifestação do pensamento, que é cláusula pétrea pela Constituição de 1988, enfim uma Imprensa livre. Deem o exemplo, enquadrem este governador!

 

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo                              

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CELSO DANIEL

Dez anos após a morte de Celso Daniel, antigo parceiro de Lulla e até hoje os criminosos ou mandantes não foram julgados e presos. Com relação ao julgamento normal, porque é assim que o ministério público no Brasil funciona, ainda mais quando existe gente influente no pedaço. O mais incrível de tudo isso é o tremendo silêncio da cúpula petista sobre esse crime nesses dez anos. Culpa ou medo? Aos familiares de Celso Daniel restou apenas o exílio. Esse é o patético país comandado pelo PT!

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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LISTA

Mais uma vez estou recebendo e-mails com gravações e fatos comprometedores sobre quem faria parte do esquema que “liquidou” com Celso Daniel. Independentemente disso, fiz uma análise das pessoas que tiveram seus nomes ventilados durante a “investigação”: Luiz Eduardo Greenhalgh: era vice-prefeito de São Paulo quando foi sumariamente afastado de suas atividades pela então prefeita Luiza Erundina (eleita pelo PT),  por suposto envolvimento em suborno no caso Lubeca. Isto nunca foi provado, mas ele aceitou o fato com singular timidez, já que é uma pessoa extremamente arrogante. José Dirceu: todos conhecemos, e sabemos do que é capaz. Ele sonhou ser o mentor do Lula. Mas se esqueceu que o “patrão” tem vontade própria. Hoje presta consultorias milionárias para as mesmas instituições e pessoas que sempre combateu. Quanta coerência! Gilberto Carvalho: na verdade, ele gostaria de ser Golbery do Couto e Silva – mas não tem esta competência. Golbery era extremamente culto e inteligente. Independentemente de suas convicções políticas. Sombra: como diz o próprio apelido, não passa de um sombra. Um executor. Se comandou a execução do prefeito Daniel ninguém sabe. Enfim, estamos entrando novamente neste assunto. Será que, desta vez, teremos algo mais concreto por parte da Justiça?

Geraldo Roberto Banaskiwitz geraldo.banas@gmail.com

São Bento do Sapucaí

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FALASTRÃO JOSÉ DIRCEU

Só o Brasil mesmo pra permitir que o Henrich Himmler do PT, conhecido como Zé Dirceu, produza artigos pra criticar o governo do Estado e Prefeitura de São Paulo pela ação empreendida para combater o tráfico, encaminhar viciados para tratamento e retomar uma área que é pública das mãos da marginalidade. Quem conhece São Paulo, sabe que até hoje a cidade enfrenta as consequências das estúpidas políticas petistas de liberar áreas e serviços públicos para ação de pretensos desamparados, já que o PT não consegue fazer nada que gere desenvolvimento e empregos. É só lembrar que essas "políticas" resultaram na irresponsabilidade dos ônibus clandestinos para transporte público (que causaram mortes, inclusive) e na invasão do comércio informal, baseado no contrabando. Só um país sui generis, como o Brasil, pra permitir que um nominado chefe de quadrilha pelo Procurador Geral da República, e apontado como receptador do dinheiro desviado da Prefeitura de Santo André, quando do assassinato do Prefeito Celso Daniel, venha criticar a ação de um governo que conseguiu a maior redução nos níveis de violência, à despeito desses anos de desgoverno do PT, quando as drogas e as armas entraram livremente pelas nossas fronteiras. Tem objetivo nitidamente político, mas não deixa de ser um acinte o chefe da SS petista abusar da inteligência alheia e dizer que o Governo Federal preparava um plano para combater o crack. Estão aí há tanto tempo e por que só agora, às vésperas da eleição na capital paulista? Por que não se ocuparam, pelo menos, em evitar que o equivalente a população de uma cidade do tamanho de Ribeirão Preto desaparecesse vítima de homicídio no Brasil durante o desgoverno petista? À propósito estudo da ONG mexicana Conselho Cidadão coloca o Brasil no topo da violência mundial, com 14 cidades entre as 50 mais violentas do mundo.

José Benedito Napoleone Silveira nenosilveira@aim.com

Campinas

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O MINISTRO DE PETROLINA

Com referência à reportagem intitulada O ministro de Petrolina - a cidade do clã Bezerra Coelho (15/1, A8), cumpre-me parabenizar este que é, quiçá, o maior órgão da imprensa brasileira. Os seus repórteres  pautam a sua faina cotidiana na busca incansável da notícia e da verdade, por princípios que jamais extrapolam os limites da coragem  cívica e  da honestidade histórica. Como brasileiro, sinto-me excelentemente representado nesta cruzada moralizadora que o Estadão empreende, com o objetivo de tornar mais palatáveis os costumes políticos e administrativos do País. A existência de empreitadas desta magnitude persuade-nos de que os filhos dos nossos filhos terão a sonhada oportunidade de integrar a nação com que sonham as pessoas do bem.  Nos últimos dias o Estadão tem mirado a figura do ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho e lhe tem, como é notório e desejável, vasculhado a vida pública, bem como de toda sua árvore genealógica. Petrolina, sua cidade natal, tem ganhado o merecido relevo nas suas reportagens perspicazes. Trata-se de uma cidade bela, pujante, próspera, que tem dado sua inestimável contribuição, com a produção frutícola, para alimentar o Brasil e o mundo; já que suas frutas deliciosas são consumidas em todo território nacional e os  excedentes, exportados para todo o planeta. Felizmente, o ministro permanece impoluto; incólume está a sua figura pública. E eu sei por quê. É que seus ancestrais, a família Souza Coelho, a que o jornal chama de “uma das oligarquias políticas mais longevas do Nordeste” lhe deram berço. O “Coronel Quelê” fez fortuna comprando couro de boi, pele de bode, caroço de algodão e outros produtos da região, repassando-os para as grandes empresas da capital, donde importava produtos destinados ao  consumo local. Isso que fazem todos os comerciantes dinâmicos de qualquer parte do mundo. Ele era prócer do Partido Social Democrático (PSD) e disputava, democraticamente, eleições livres com lideranças da União Democrática Nacional (UDN), partidos políticos de então. Em Petrolina, à época, disputavam-se eleições em campanhas renhidas, travadas em praça pública, no calor persuasivo dos comícios onde se cotejavam, perante as massas, as realizações e as promessas dos candidatos. A memória de Petrolina, nos últimos 60 anos, não registra nenhuma ação deletéria emanada dessa família quando detinha o poder político; registra, entretanto, a sua transformação de cidade pequena do sertão pernambucano, em uma das maiores cidades do interior nordestino. Se há uma comparação feliz que eu possa fazer, permitam-me, é comparar a família Souza Coelho com a família Mesquita. Ambas portam, com altivez, a impávida bandeira que herdaram das suas raízes: a da honra, da dignidade e da honestidade. Ambas pugnaram pela preservação dos valores mais caros da sociedade: as liberdades públicas, a democracia. E é no exercício da atividade pública, cada um nos respectivos âmbitos  de atuação, que vamos encontrar o O Estado de S. Paulo, censurado pela ditadura, publicando receitas de bolo, em protesto eficaz contra a tirania do AI 5, e o senador Nilo de Souza Coelho, presidente do Congresso Nacional, proferindo uma frase que foi um dos mais poderosos petardos que se desferiram contra o regime militar: “Eu não sou o presidente do Congresso do PDS; sou o presidente do Congresso Nacional”. Foram resistências como essas que abriram caminho para Tancredo Neves, Diretas Já e Constituição de 1988.

Osmar Araújo osmararaujo@zipmail.com.br

São Paulo

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O NAVIO NAUFRAGADO E A ESTATAL DEFICITÁRIA

Ambas são imponentes, ambas custam fortunas, ambas carregam milhares de turistas nas costas e ambas foram dirigidas por incompetentes...

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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COSTA CONCORDIA

No meio do caminho do navio Costa Concordia havia um rochedo submerso. Em seu comando, Francesco Schettino, um covarde fujão cuja barbeiragem pôs em risco a vida de milhares de pessoas. A fama da companhia italiana Costa Crociere, cujo slogan é Grande come il mare, corre perigo de naufrágio. SOS!

J. S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

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PERDIDOS

Se todos os comandantes forem desviar a rota para cumprimentar amigos, estamos perdidos!

 

Alberto Nunes albertonunes77@hotmail.com

Itapevi

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TURISMO MARÍTIMO

O recente naufrágio de um moderníssimo transatlântico na costa italiana, provavelmente por erro humano do comando da embarcação, é emblemático. Sabendo-se que o turismo marítimo em nossa Amazônia Azul, o mar que nos pertence, cresce a cada ano de forma consistente, urge que nossas autoridades – seguindo estudos já existentes de especialistas –, unifiquem o controle fiscalizatório do setor. Sem isso poderemos ter tragédias semelhantes, evitáveis com medidas preventivas conhecidas por tais expertises.

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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QUESTÕES

A população vem acompanhando estarrecida o acidente com este imponente navio, custando a acreditar no ocorrido, com a nave tombada, uma imagem surrealista. Na realidade, com os recursos da moderna tecnologia, era algo que nunca deveria ter ocorrido, já que equipado com tudo o que há de mais atual em instrumentação, como radares, sonares, etc., o banco de areia ou rochedo, seja qual for, poderia ter sido detectado a distância e não ter causado a colisão. Esse desastre levanta muitas questões e ensinamentos: 1) é geralmente assumido que um navio quando naufraga ocorre na vertical, afundando lentamente com tempo suficiente para os passageiros e tripulantes, com a orientação recebida por ocasião do embarque, serem encaminhados aos seus postos previamente determinados e com assistência de monitores, ocupando os escaleres que lhes foram previstos. 2) Aparentemente nada disso ocorreu nesta tragédia, com um "salve-se quem puder" inclusive com o próprio comandante. Como o navio tombou lateralmente, supõe-se que os escalares na parte inundada não puderam ser baixados, o mesmo ocorrendo com os do lado oposto. Todos os navios de cruzeiros são equipados com escaleres e outros recursos de flutuação mais do que suficientes para acomodar todos os passageiros e tripulantes, não ocorrendo o que se visualizou nos meios de comunicação, com o pânico havido e até passageiros atirando-se ao mar gelado. 3) Causa também estranheza o fato de que os navios dispõem de portas estanques corta-fogo, que são acionadas automaticamente e que teriam isolado a área afetada,  evitando a inundação havida e o tombamento do navio. 4) Com a vivência que temos em inúmeros cruzeiros desde muitos  notamos um afrouxamento das medidas preventivas de pânico e tumulto, pois além da reunião em pontos preestabelecidos, havia uma preleção sobre as atitudes a serem adotadas na ocorrência de sinistro e orientação sobre como vestir os coletes salva-vidas. Em face da quantidade de passageiros e tripulantes nos mega-navios da atualidade, este último procedimento vem sendo abandonado, o que se constitui em grave risco, pois nem todos são abeis em fazê-lo em caso de necessidade, como acaba de acontecer. São questões que certamente as autoridades internacionais em segurança marinha terão que rever para aprimoramento de medidas de segurança a serem adotadas pela quantidade de navios de cruzeiros que singram todos os mares.

 

Huberto de Marchi Gherini huberto.gherini@uol.com.br

Valinhos

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DESASTRE

Fiz nos últimos anos diversos cruzeiros nos Estados Unidos, na Antártica e na Europa e é fácil perceber o motivo de tanta demora na utilização dos botes e resoluções de salvamento. São tripulantes de todas as partes do mundo, falando línguas diversas, alguns com um inglês péssimo, junta-se a isso a falta de treinamento e o afobamento dos passageiros e tem-se uma junção de só tem que dar errado. Neste caso para piorar o comandante se manda e os botes, pela falta de treinamento e uso, não conseguem ser baixados? Só tinha que dar problema. Por sorte estava bem perto da costa, senão o estrago seria muitíssimo enorme. As empresas que fazem os cruzeiros precisam exigir das proprietárias dos mega-navios um treinamento intensivo e uma coordenação clara das ações. Sem isso, novas e péssimas surpresas poderão surgir.

Antonio Jose G. Marques a.jose@uol.com.br

Rio de Janeiro

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NAUFRÁGIO

Desde 1º de julho de 1994, caí no Real, Cruzeiros nunca mais.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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CUSTO DE VIDA

Dados do Fundo Monetário Internacional (FMI) revelam que o custo de vida do Brasil superou o dos EUA, em 2011. Embora os EUA tenham a maior economia do planeta e uma renda per capita bem superior, temos um custo de vida mais alto e mais caro. O Brasil se tornou num dos países mais caros do mundo para se viver. Ganhamos menos, mas pagamos bem mais do que os norte-americanos pagam pelos mesmos bens e serviços. É inaceitável que o Brasil ostente a maior taxa de juros do mundo há mais de uma década, de forma ininterrupta. Quem viaja para os EUA e Europa logo vê que é mais barato jantar num bom restaurante e pagar a conta em euros ou dólares do que as absurdas contas em reais dos restaurantes daqui. O mesmo vale para os preços dos imóveis, carros, bens e serviços em geral. Onde iremos parar? 

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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QUANTO CUSTA?

O brasileiro que luta 12 meses por ano para sobreviver com salário apertado e medo de demissão certamente deveria ter o direito de saber quanto custa a "máquina" que mal e mal toca essa nossa República.  Alguns questões são:   No Executivo, quanto dinheiro sai pelo cartões corporativos (e para que), especialmente o que está sendo sacado em espécie. No Legislativo, o que está sendo desviado através de parentes, ONGs de fachada e obras mal projetadas e executadas nos municípios de suas bases políticas.  No Judiciário, o que vem a ser esses "créditos" devidos a magistrados através dos quais eles mesmos se liberam boladas de R$ 400 mil a R$ 1.5 milhão.  Devido aos bilhões que têm sido desviado para esses supostos seus "representantes", o povo é forçado a se contentar com estradas esburacadas, hospitais públicos precários, escolas públicas sem a mínima condição de ensino, polícias mal aparelhadas que não conseguem enfrentar os bandidos, e péssima qualidade de vida. Gostaria de saber se a classe política tem noção, escrúpulos e consciência do quanto está sendo sacrificado o trabalhador brasileiro para sustentar sua vida de nababo.  Ou será que é querer demais?

 

Silvano Corrêa scorrea@uol.com.br

São Paulo

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CRISE SÓ NA EUROPA?

A Europa está chegando cada vez mais e em velocidade no centro do "furacão da crise financeira". Cadê os pronunciamentos da presidente Dilma Rousseff e do ministro Guido Mantega? Estamos estranhando.

 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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TÍTULOS EUROPEUS

O jornal trouxe em sua capa de ontem,mais um capítulo da trágica situação econômica da Europa.Enquanto as notas das dívidas de quase todos os países caem vertiginosamente em pouquíssimo espaço de tempo,os líderes europeus insistem em conversas e diálogos pouco satisfatórios e efetivos  para o momento.A situação pede que haja ações de tratamento de choque,doa a quem doer.Somente resgatar ou prorrogar títulos,precatórios ou parcelar e perdoar dívidas ativas de países como a Grécia,não surtiram efeito até o momento. A Europa precisa se unir como nunca e cortar gastos públicos supérfluos,encorajar o mercado interno de suas nações e principalmente resgatar o autoestima de seus cidadãos. O diálogo é sempre importante em ocasiões como esta, mas se até hoje o que foi combinado e estabelecido não foi respeitado, leia-se PIIGS, é hora do radicalismo, antes que seja tarde. E já esta ficando.

Filipe Luiz Ribeiro Sousa filipelrsousa@yahoo.com.br

São Carlos

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IMPOSTO SINDICAL

O artigo O malfadado Imposto sindical (Sérgio Amad Costa, 14/1, B2) relata com detalhes como o dinheiro de um dia de trabalho por ano do trabalhador com carteira assinada, é repassado compulsoriamente para sindicatos, federações e confederações para gastarem do jeito que quiserem sem se preocupar em prestar conta ao poder público (TCU) – veto do ex-presidente Lula. O editorial do Estadão A farra do Imposto Sindical (6/11, A3) descreve com detalhes esse "jeitinho brasileiro" de como legalizar uma média de 4 sindicatos de fachada por semana. Atualmente existem 9.859 entidades sindicais no Brasil e há quem diga que as torcidas  uniformizadas de times de futebol, já estão se movimentando para conseguir essa "boquinha" também. Nos países mais industrializados os sindicatos e associações de trabalhadores têm vida própria, competem entre si e o trabalhador é quem decide se afiliar ou não à essas entidades.

Edgard  Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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É CÔMODO CRITICAR

Falar em defesa do imposto (contribuição) sindical é uma heresia ousada no limite de fogueira medieval. A mídia e os críticos nada dizem sobre os faraônicos conselhos de fiscalização profissional, cuja opulência fazem dos sindicatos simples casebres. Não se trata de ser ou não filiado o trabalhador. A norma coletiva, conquistada pelos sindicatos, favorece a todos, sindicalizados ou não. Por outro lado, a cada sindicato que nasce, outro se extingue, a teor do princípio da unicidade sindical (art. 8º da CF). Ainda, os sindicatos exercem, em prol de todos, funções estatais, como as homologações dos contratos de trabalho. Repetir lugares comuns, sem raciocinar à luz da legislação e de uma perspectiva sistemática, é fácil, professor Sérgio Amad Costa.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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VALDIR RAUPP É A PONTA DO ICEBERG

O senador Valdir Raupp e sua mulher e deputada, ambos do PMDB, fazem tour desde 2005 pelo mundo... e sempre sem enfiar a mão no bolso. Eles preferem apresentar a conta ao Legislativo, que é sustentado com dinheiro do povo. Alegam que foram em missão oficial ao exterior, e a gente é obrigada a pagar sem chiar? Estou farta deste regime de engorda da corrupção, da desfaçatez, do despudor e da impunidade! O ano de 2011 foi emblemático para a História do Brasil, pois foi quando se escancarou a podridão que corrompe a nossa política e, também, admitamos, a sociedade como um todo. Pois se existem políticos desonestos, é porque são eleitos por pessoas que admitem e apoiam seu padrão de comportamento.  Alguma coisa tem que acontecer para se colocar um ponto final nisso tudo! Este ano tem eleições, portanto eu quero lembrar a todos que, se nosso voto é validado na urna, não a transformemos numa lata de lixo!

 

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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RATOS NO SENADO

...Nada mais metafórico...

 

Carlos Jose Benatti  cjbenatti@globo.com

São Paulo

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LIMPEZA GERAL

Somente após uma funcionária do Senado ser mordida por um rato e atendida no pronto-socorro dessa Casa, e em observação médica, a direção dessa Casa está procurando uma empresa especializada em dedetização contra insetos de um modo geral, principalmente descupinização e desratização de todas as dependências. O Senado precisará tomar muito cuidado com a desratização, esse serviço elimina todos os ratos, pequenos e grandes. Isto é muito bom para eu acreditar que seja verdade! Vamos ficar aguardando que esse essencial serviço seja estendido à Câmara, Planalto, Palácio da Justiça e ministérios. Até que enfim, parece que teremos uma limpeza geral.

Benone Augusto de Paiva benonepaiva@yahoo.com.br

São Paulo

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REVOLTANTE

Lamentavelmente, nosso Brasil, 5ª economia do mundo, 3ª maior produtora de automóveis, uma das maiores produtoras agrícolas e pecuárias, competidora nas vendas de aviões, capaz de liberar verbas para construções imediatas e cronogramas definidos de estádios de futebol e não ter capacidade de resolver os dramáticos acidentes naturais, viabilização de uma educação escolar digna, a construção dos meios logísticos (estradas, ferrovias, portos, aeroportos); nas grandes cidades a urbanização, meios de transporte, em fim a obrigação de fazerem por aquilo que o povo está pagando a duras penas, porque se não pagar, está ferrado pelo poder comandado pelos ratos. Que ratinhos bonitinhos nas épocas das eleições, nas entrevistas, até do ministro do STF que usa da demagogia com palavras que não dizem nada. Coitados de nós, ou melhor, nós precisamos exigir nossos direitos, nas próximas eleições exigir a ficha 100% limpa de cada candidato sem piedade. Nosso Brasil poderia estar talvez no 5º lugar do mundo do bem estar do povo, só eliminar esta vergonha da corrupção, e usarmos os meios tecnológicos para controle das administrações públicas como é feito nos grandes empreendimentos empresariais globais. É revoltante assistir ou ler notícias sobre a desgraça dos palhaços sendo atacados por estes roedores a quem demos a procuração pelo voto.

Bernardo Kaufmann bk@bkltda.com.br

São Paulo

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PELA ORDEM

De quais ratos estamos falando? Dos pequenos e vorazes roedores ou, salvo raras exceções, dos não menos vorazes "engravatados" do nosso tragicômico Senado? Pela ordem, Sr. presidente...

Paulo Vicente de Oliveira leoscavassa@yahoo.com.br

Águas de São Pedro

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SENADO INFESTADO

Se acabarem com os ratos do Senado ele ficará vazio.

João Menon joaomenon42@gmail.com

São Paulo

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PENA

Pena que a desratização naquela Casa não surta efeito contra os "verdadeiros ratos" que habitam o local.

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@ig.com.br

São Paulo

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EM CASA

Com o ambiente tão familiar no Senado, os ratos estão se sentindo em casa. Pena que não vão esperar a volta ao recesso para a dedetização, pois, com uma só paulada mataria mais coelhos.

Márcia Callado marciacallado@bol.com.br

São Paulo

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NEPOTISMO

A notícia, página A9 edição de 14/1, configura que o nepotismo esta caminhando para extrapolação. Os ratos devem sentir-se em casa própria.

Geraldo Felippe Negrão gfnegrao@ig.com.br

São Paulo

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EM POLVOROSA

Certamente o Senado deve estar em polvorosa... Como dedetizar a Casa, sem atingir todos os ratos, ratazanas e camundongos que perambulam por lá? Há de se dosar muito bem esse procedimento, para evitar-se a necessidade de novas eleições...

Alvim Candido da Fonseca alvimcandido@hotmail.com

São Paulo

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ROEDORES

Em Brasília até no Senado os ratos fazem a festa.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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MORDIDA

Como os nobres senadores não gostam de concorrência, foi feita uma desratização na Casa. Só eles podem morder!

Milton Bulach mbulach@gmail.com

Campinas

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FRACO

Os ratos estão à solta no Senado. Desculpem, mas já faz um bom tempo. Todos os dias ficamos sabendo que fomos mordidos por ratos, ratões, ratazanas e ninguém faz nada. Agora, como uma servidora foi mordida, vamos desratizar. Não fiquei sabendo da morte de nenhum "rato", o veneno era fraco.

 

Celia Henriques Guercio Rodrigues celitar@hotmail.com

Avaré

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CONSCIENTIZAÇÃO

Para acabar com os ratos no Congresso, não basta dedetizar, tem é que conscientizar!

Ariel Krok arielkrok@gmail.com

São Paulo

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ALVO

O alvo da desratização no Senado será apenas os quadrúpedes?

Odilon Otávio dos Santos os.snts@ig.com.br

Marília

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PRAGA INVENCÍVEL

Apesar, segundo o leitor Claudio Junchen de o Senado admitir a existência de ratos na Casa que só eles não sabiam (15/1, A3), uma aleivosia mordaz ainda preocupa seriamente os interessados – quem mordeu o pé da funcionária e se a desratização urgente programada poderá causar contratempos nas próximas votações...

Arnaldo Amado Ferreira Filho amado1930@gmail.com

São Paulo

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SÓ NO SENADO

Só existem ratos no Senado? Na Câmara já foram liquidados? Lá na Câmara não "mordem" ninguém?

 

José Piacsek Neto bubapiacsek@yahoo.com.br

Avanhandava

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SALVAÇÃO

Agora estamos próximos da salvação, pois ratos e escorpiões encontraram um habitat ideal e vão dividir com os "nobres" senadores um espaço mais que merecido na Casa. Similia similibus curantur!

Airton Moreira Sanches moreira.sanches@uol.com.br

São Paulo

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LEI GERAL DA COPA

O secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, chegou ao Brasil falando alto e dando um brado retumbante ao avisar em alto e bom som que as autoridades brasileiras já deveriam ter tomado todas as decisões com relação a Copa de 2014, pois os nove meses de estudo já tinham se esgotado. Intimou o Congresso Nacional a aprovar imediatamente o projeto da Lei Geral da Copa, que concede poderes especiais à Fifa dentro do território nacional. Portanto, durante todo o ano da Copa do Mundo, a Fifa vai fazer e desfazer aqui no Brasil. Diante desta nova realidade seria bom mudar o apelido desta terra onde todos parecem dormir em berço esplendido de "Casa da Mãe Joana" para "Casa da Fifa". Os novos governantes vão poder mudar até o nome dos estádios de futebol. Isenção de impostos sobre todos os produtos das empresas que sustentam o bando que controla a Fifa. A farra vai ser inesquecível. O assalto aos cofres públicos não vai ser feito apenas por corruptos nacionais, mas por quadrilhas milionárias do primeiro mundo. Não será exigido visto de entrada no Brasil para qualquer membro da Fifa, nem para os torcedores estrangeiros que tenham comprado ingressos para os jogos. Qualquer vigarista ou terrorista poderá entrar no Brasil, desde que apresente um bilhete de entrada para algum jogo da Copa. Meu Deus, que loucura! O ano de 2014 deverá entrar para a história como sendo o ano em que o Brasil foi governado pela Fifa. Diante deste quadro surrealista, acho que a presidência do Brasil em 2014 deveria ser doada ao Ricardo Teixeira, ou seja, ao seu representante Ronaldo Fenômeno.

Wilson Gordon Parker wgparker@oi.com.br

Nova Friburgo (RJ)

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RESPONSABILIDADE NA COPA

O secretário-geral da Fifa veio exigir uma lei que imponha a responsabilidade do governo por desastres durante a copa de 2014. Alguém precisa avisar esse gringo que as coisas aqui na terrinha funcionam um pouco diferente. Uma coisa é responsabilizar o governo, outra, bem diferente, é receber o dinheiro da indenização. Por aqui, vencido o processo contra o estado, o vencedor ganha o direito de entrar numa fila, a fila dos precatórios. Essa fila, no Estado de São Paulo supera os 12 anos de espera. Você literalmente morre esperando seu pagamento. Em algumas unidades da Federação, ela é eterna, como na Prefeitura de São Paulo. E agora, o Estado de São Paulo o governo Decretou (n.º 57.658/2011) que vai pagar por leilão (!), ou seja, quem estiver mais necessitado/desesperado e der o maior desconto na indenização a receber, pode tentar furar a fila. A crueldade está toda regulamentada na Emenda Constitucional 62 cujo julgamento de inconstitucionalidade repousa tranquilo nas mãos do STF. Será que o gringo vai entender? Será que ele vai acreditar? A situação jurídica é digna das mais cruéis ditaduras da África.

 

Reynaldo Sangiovanni Collesi r.collesi@gmail.com

São Paulo

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BARTOLOMEU CAMPOS QUEIRÓS

Foi com tristeza que li a notícia no Caderno2 do Estadão sobre o falecimento do escritor Bartolomeu Campos Queirós. "Por parte de pai" é um dos meus livros favoritos pela sutileza e profundidade com que o autor trata o amor mútuo entre avô e neto. Mas sei que a perda não é só minha: a literatura brasileira, que já anda em cordas bambas, é que sofre a maior perda com o seu desaparecimento. E, por isso, quero tornar público o prejuízo.

Bartolomeu, você sempre foi dez com louvor e nunca sete com distinção, acredite!

Anna Osta annaosta@uol.com.br

São Paulo

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ELETROPAULO – NADA MUDOU

Quando a cidade de São Paulo foi atingida pela incompetência da Eletropaulo e muitos bairros ficaram até 18 horas sem energia, o governador Alckmin veio na público e ameaçou a empresa com multas altíssimas se não acabasse com os problemas que afligiam os paulistanos. Passados alguns meses a coisa continua do mesmo jeito. Em 15/1 parte da zona oeste da cidade ficou sem energia por três momentos: da 0.00 até as 3.06, impedindo os aficionados de assistir o UFC, das 5.55 às 6.00 hs e das 12.00 ás 13.30 horas. Pelo jeito o governador se rendeu ao seu consultor financeiro que lhe mostrou que 24.3% da conta de luz vai para o Estado, por conta de um abusivo ICMS e que o governo federal não esquenta a cabeça, pois recebe 8.57% de impostos, inclusive um que já deveria ter sido extinto faz tempo. Esta conta por baixo dá um total de mais de 3 bilhões/mês e deixa os governantes felizes e o pessoal da Eletropaulo faz o que faz com os consumidores. O meu medo é que diante de tanto acobertamento e incompetência o povo comece a descontar sua raiva nos funcionários da Eletropaulo que desfilam em seus caminhões pelas ruas de São Paulo. É gente paciência do povo tem limite.

Maurício Lima mapeli@uol.com.br

São Paulo

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LUTAS NÃO ESPORTIVAS

Assim como é ilegal promover lutas entre animais (brigas de cães, rinhas de galo), deveria se proibida a organização de lutas da UFC, no estilo MMA (mixed martial arts). Os ligantes, sem nenhuma proteção, sujeitam-se a receber golpes que se confundem com golpes mortais empregados em tradicionais lutas marciais tais como  caratê, taekwondo, jiu-jítsu, capoeira, kung fu. As três primeiras, quando transformadas em esporte, tiveram seus golpes rigorosamente limitados, e no caso do caratê e taekwondo também requerem traje de proteção especial. Kung fu e capoeira prestam-se somente a exibições. Socos também são permitidos e, ao contrário do boxe, não se usa as luvas desse esporte e tampouco existe contagem de proteção. Há quem considere a prática de MMA como atividade esportiva e até mesmo já se propôs sua inclusão nos jogos olímpicos. É surpreendente que a imprensa esportiva séria esteja dando cobertura a essas verdadeiras carnificinas. Cabe às autoridades tornar ilegal a promoção dessa modalidade de luta que nada tem a ver com esporte.

Flávio José Rodrigues de Aguiar flavio.daguiar@gmail.com

Resende (RJ)

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‘BBB’

Governo, Ministério Público, Polícia, jornalistas, promotores, advogados, toda a mídia nacional, escrita, falada e televisiva.  Era todo o que a Rede Globo queria.  Não me espantaria se a suposta vítima de um suposto estupro e o suposto estuprador estivesse ganhando “algum por fora” para armar o circo.  O reality show na verdade não passa de uma casa de prostituição onde o apetite sexual de cada um dos participantes deve ser sim mostrado, pois sem sexo a audiência da TV brasileira sucumbe.  Participar do reality é aceitar tudo, sem restrições, é sair do armário, é mostrar vulgaridade, é enojar uma sociedade que ainda teima em sintonizar e apreciar a lascívia e mostrar aos jovens e até crianças que enfim, sexo é tudo, pois algumas mulheres de hoje em lugar de um coração tem uma genitália masculina ereta pulsando em seu peito.

 

Jatiacy Francisco da Silva www.lettersofjatiacy.wordpress.com

Guarulhos

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FORA DE CONTROLE

Nos últimos sete anos, desde a 5ª edição do BBB, o reality show tem perdido audiência nacional. A Globo tentou, nesta últimas sete edições, alavancar de todo e qualquer custo a audiência, mas nada foi suficiente para melhorar a performance do programa de Boninho. Até aqui está o fato. Agora o BBB vira até caso de polícia, ao insinuarem que um participante supostamente estuprou outra participante (esta que bebeu umas e outras e fez sexo, digamos, sem vontade). Será que isso tudo estava no roteiro (talvez para alavancar a audiência, ou, no mínimo, os comentários em volta do BBB) ou, de fato, o problema fugiu às regras da Globo e também ao controle do Boninho?

Hans Misfeldt  hans.misfeldt@gmail.com

São Paulo

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‘BBB’ E OS EVANGÉLICOS

A Rede Globo de Televisão está tentando conquistar uma fatia do cada vez mais numeroso público evangélico, principalmente em decorrência das vultosas cifras movimentadas pelo mercado da intitulada música gospel. Prova disso foi a recente exibição do “Festival Promessas”, evento musical ocorrido no Aterro do Flamengo, no Rio de Janeiro, e também a participação de artistas evangélicos no programa Caldeirão do Huck. Entretanto, a Globo tem de respeitar a inteligência e o caráter dos evangélicos – se realmente quer conquistá-los –, extirpando da sua grade os programas nocivos à sociedade brasileira e contrários aos valores cristãos, como o nefasto e diabólico Big Brother Brasil, que nessa semana foi palco de um suposto estupro antecedido de bebedeira.

Se os executivos da Globo não procederem dessa forma, serão “semelhantes aos sepulcros caiados, que por fora realmente parecem formosos, mas interiormente estão cheios de ossos mortos e de toda a imundícia.” (Mateus 23. 27).

 

Túllio Marco Soares Carvalho tulliocarvalho.advocacia@gmail.com

Belo Horizonte

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MEDIOCRIDADE

Ao ler a matéria Globo elimina do BBB suspeito de estupro, só me cabe afirmar  que é  muito importante lutarmos  para a melhoria do ensino e educação em nosso País, para que todos os brasileiros tenham o direito de discernir entre o certo e o errado.  Sem educação, é impossível o povo perceber o quanto é manipulado pela mídia, que dita "normas e regras de mal viver".  Sem educação, não se  sabe o que é ética! Um povo inculto é um prato cheio para a manipulação de todas correntes interessadas em subserviência e mediocridade.

Alvarez Aguiar alvarez.atib@hotmail.com

São Paulo

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IMITAÇÃO

O BBB não faz mais que imitar o serralho em que se tornou nosso mundo político, com a única diferença de que se preocupa com dar Ibope.

Conrado de Paulo conrado.paulo@uol.com.br

Bragança Paulista

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IMORAL

Desde quando a palavra imoral caiu em desuso, a imoralidade tomou conta dos costumes, da política, da medicina, da justiça, da família e até da igreja. O BBB da Globo é a prova mais recente disso...

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br       

São Paulo

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BAIXO NÍVEL

Não vejo por puro nojo, asco e repulsa este lixo televisivo (um baixo nível só) chamado BBB e procuro manter distância de quem segue tamanha porcaria que apenas enriquece a tipos como o sr. Bial, um tal de 'Boninho', a Rede Globo e sabe-se lá mais quem. O mesmo vale para outros 'realities', todos de mau gosto mas iguais em seus circos de horrores humanos... Pergunto-me até que ponto quem em aceitando se rebaixar diante de câmeras, se expondo de todas as formas perante todo um país, abrindo mão de sua privacidade por dinheiro, espalhando amoralidade e decadência, não é uma autovítima da própria falta de respeito para consigo além da falta de amor e orgulho próprio? A Rede Globo, uma exploradora contumaz da dignidade humana, nunca desceu tão baixo em sua história.

 

Paulo Boccato pofboccato@yahoo.com.br

São Carlos

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ELEIÇÃO CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM (SP)

Olá boa tarde, meu nome é Penélope do Nascimento Lopes, sou Enfermeira, formada há 17 anos e pela primeira vez participei de um pleito eleitoral no Coren-SP, podendo escolher entre três chapas, sendo uma da situação e duas de oposição. Isso foi um fato inédito para os mais de 400 mil profissionais de enfermagem, pois há 22 anos não havia eleição nesse órgão de classe, pois durante anos seus gestores era escolhidos através de chapa única. A eleição ocorreu em 11/9/2011, votei na única urna existe no município de Santos e permaneci durante três horas na fila para exercer meu direito ao voto, onde presenciei militantes da chapa de situação falando que os eleitores que não residiam em Santos não eram obrigados a votar e que também poderiam ir embora, pois não seria cobrado multa, ou seja, faziam tudo para cercear o direto ao voto, pois os profissionais de enfermagem clamavam por mudanças e tendenciavam a votar em uma das chapas de oposição. Em 16/09/2011 saiu o resultado da eleição e como vencedora a chapa 3, denominada Oposição com Participação, essa chapa obteve a vitória nas três categorias da profissão de enfermagem, Enfermeiro, Técnico e Auxiliar de Enfermagem, com margem de mais de 25 mil votos em cima da chapa 1 (situação). Com tudo definido para a chapa vencedora assumir a gestão do Coren-SP em 2/1/2012, no último dia antes do recesso do fórum veio a notícia que ninguém iria esperar, foi concedida uma Liminar para a chapa 1, tornando todos os atos nulos até aquela data, ou seja, cancelando a homologação pelo Coren-SP e Cofen da chapa 3 como vencedora, pois integrantes da chapa 1 entraram na justiça antes do término da apuração dos votos, sabendo que estavam perdendo a eleição, pediram a anulação da eleição e alegaram tumulto praticado por integrantes da chapa 3. O estranho é que no local que votei havia no mínimo 10 integrantes da chapa 1, com camisetas, panfletos, banners e faixas e dois integrantes da chapa 3 com panfletos, ao pesquisar vídeos no You Tube também vi apenas integrantes da chapa 1 e faixas da chapa 1, como eles conseguiram provar esse tumulto da chapa 3? Agora o que mais me deixou revoltada, assim como a grande maioria dos profissionais de enfermagem, foi o fato do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) manter no poder o gestor que perdeu a eleição do Coren-SP, o concorrente direto da chapa de oposição, Sr. Claudio Alves Porto, ele era o presidente do órgão e candidato da chapa 1, isso deveria ser considerado como absurdo, pois deveria permanecer no poder alguém que não estivesse ligado diretamente com o processo eleitoral, no caso o vice-presidente ou então o primeiro secretário. É incrível como as pessoas fazem de tudo que estiver ao alcance para não sair do poder, usam de artifícios e artimanhas e a justiça acredita em farsas encenadas.

Penélope do Nascimento Lopes penelopes7774@gmail.com

Santos

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