Fórum dos Leitores

GOVERNO DILMA

O Estado de S.Paulo

19 Janeiro 2012 | 03h08

Gastos

Em apenas dez meses a presidente gastou R$ 13,7 bilhões sem licitação alguma - bem do jeito que o PT gosta. Entretanto, em saúde o gasto do (des)governo foi menor que o das famílias, segundo divulgado pelo IBGE. Estranho, não? A Previdência Social (INSS) fechou 2011 com o melhor resultado em nove anos. Concluindo, o que foi bom para o (des)governo foi ruim para as famílias e os aposentados. E chamam isso de governo para o povo? É ruim, hein?

MARIA TERESA AMARAL

mteresa0409@estadao.com.br

São Paulo

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Decepcionante

Quando é que a sra. Dilma Rousseff vai exercer de fato o cargo para o qual foi eleita? Até agora ela decepciona por seu comportamento, sujeito aos caprichos de seu antecessor e chefe, além de atuar mais como secretária-geral dos partidos aliados. Deixa-se questionar, não reage ante certos desrespeitos, mantém-se cercada de políticos corruptos e permite gastos excessivos sem licitações, conforme a manchete do Estadão de ontem. Não foi para isso que o povo a elegeu. Em sua juventude ela era mais ousada.

ALVARO SALVI

alvarosalvi @hotmail.com

Santo André

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Tudo pelo avesso

É verdade que a presidente Dilma faz suas promessas de governo sem aquele ar triunfal e soberbo do antecessor. Mas também é verdade que suas promessas até aqui não se sustentam, como na gestão anterior. A presidente, assoberbada, ou perturbada, por tantos problemas de corrupção em vários dos seus ministérios, deu declaração à imprensa de que todos iriam ficar surpresos com sua prometida reforma ministerial, com direito até a redução de pastas, já agora, em janeiro. Mas, pelo andar da carruagem, nem ela própria demonstra saber quem vai trocar, se é que haverá alguma mudança substancial e de qualidade. Outro destaque na imprensa atesta que as compras sem licitação no primeiro ano de governo Dilma superam até as do antecessor em 2010, atingindo R$ 13,7 bilhões. Para que, então, trocar de governo?! Se com o antecessor o PAC e muitos outros projetos não andavam, com Dilma continua tudo na mesma. Se o combate à corrupção era a grande promessa petista na gestão anterior, e deu no que deu, com mensalão e muito mais, na era Dilma, só nesse quesito, já caíram seis ministros. E, como no governo anterior, a presidente corta investimentos, sob a alegação de austeridade - ou seria inabilidade para tocá-los? Nos últimos nove anos o Planalto foi atacado por uma esquizofrenia administrativa, como nunca antes visto neste país...

PAULO PANOSSIAN

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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Os oligarcas

O "ministério" do ilustre oligarca Bezerra Coelho, em vez de Integração, deveria denominar-se da Entregação, tornando-se mais condizente com a realidade.

NELSON CARVALHO

nscarv@gmail.com

São Paulo

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Esse é Haddad

É bom que os eleitores paulistanos prestem bastante atenção às notícias acerca das patacoadas na correção da redação de centenas de estudantes que fizeram a prova do Enem de 2011. À frente do MEC, responsável pelo exame, está um dos candidatos à Prefeitura da maior cidade do Brasil. Aliás, não é a primeira vez que a pasta de Fernando Haddad protagoniza um vexame desse porte. Foi assim também com os casos de vazamento de provas e questões do Enem em outros anos, da aprovação de livros didáticos que faziam a apologia de erros grosseiros de português e continham contas aritméticas banais com resultados equivocados. Haddad já demonstrou também ser um pesquisador acadêmico medíocre: em seu trabalho de conclusão de curso de pós-graduação em Economia, cantou as glórias do sistema soviético e alguns meses depois a então maior potência comunista deixaria de existir, em ruínas...

HENRIQUE BRIGATTE

hbrigatte@yahoo.com.br

Pindamonhangaba

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CRACOLÂNDIA

A tragédia do crack

Calcula-se que em torno de 1.700 dependentes frequentem a cracolândia e 400 habitem o local. E vem o ministro da Saúde, com toda a pompa, a São Paulo anunciar a fantástica verba de R$ 6,4 milhões para custear programas de tratamento durante 2012. Numa simples conta de dividir, temos R$ 533.333/mês. Nova divisão pelo número de dependentes e temos R$ 314/mês, o que importa na mixaria de dez real/dia. E ainda querem que acreditemos nas boas intenções do governo federal?

LUIZ NUSBAUM, médico

lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

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CRISE NO JUDICIÁRIO

O CNJ e o lobby de juízes

O lobby de associações de magistrados e a pressão dos tribunais puseram abaixo iniciativa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) de editar resolução para pôr fim à farra de desembolsos milionários para a toga. Em 2011, "pelo menos duas ou três vezes", sem êxito, o então conselheiro Ives Gandra da Silva Martins Filho levou a plenário uma proposta para disciplinar a liberação de pagamentos de verbas acumuladas. Mas o lobby de juízes impediu o CNJ de acabar com a farra das verbas milionárias. Gostem ou não, alguns magistrados e políticos estão mostrando toda a sua habilidade no momento de enfrentar uma pessoa honesta, determinada a cumprir as nossas leis, como está demonstrando ser a valente e exemplar ministra Eliana Calmon, detestada pelos corruptos e admirada pelos que trilham o caminho da honra e da justiça.

BENONE AUGUSTO DE PAIVA

benonepaiva@yahoo.com.br

São Paulo

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Esperança

Em todos os países do mundo, uma das questões mais preocupantes da sociedade tem sido quem policia a polícia. No Brasil, é quem aplica a justiça aos Tribunais de Justiça. Felizmente, agora a sra. corregedora nacional de Justiça, Eliana Calmon, traz enorme esperança a todas as pessoas honestas deste país. Portanto, força, ministra Eliana, não pare!

PAULO SÉRGIO P. GONÇALVES

ppecchio@terra.com.br

São Paulo

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Duelo de titãs

Graças à imprensa livre, pode-se acompanhar o duelo de titãs do Judiciário. Que o bom senso prevaleça na tomada de decisões.

JOSÉ MILLEI

elymillei@hotmail.com

São Paulo

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ALAGAMENTO ANUNCIADO

No período de 1994 a 1997, trabalhei em São Bernardo do Campo. O ônibus da empresa trafegava pela via Anchieta. Nos meses de chuva, ou seja, janeiro a março, ficava sempre na dúvida, se embarcava no meu ônibus ou tomava um até o metrô, na esperança de chegar mais "facilmente" em casa. Pois bem, mais de 17 anos se passaram, sem contar os anteriores e o glorioso ribeirão dos Couros, na divisa de São Bernardo com São Paulo, continua, para nossa "surpresa", transbordando e conturbando a vida de milhares de pessoas. Este é uma pequena mostra do descaso das "autoridades" com o tema prevenção de enchentes. Não sou engenheiro, mas é óbvio que num local aonde a pista da referida rodovia atinge um dos seus níveis mais baixos e onde "coincidentemente" passa o tal ribeirão, que vai haver problemas em caso de chuvas fortes. Só não enxerga tal situação, aqueles que deveriam utilizar nossos IPTUs, IPVAs e outros is que solapam nossos orçamentos, para corrigir esta crônica do alagamento anunciado. Quantos anos mais o ribeirão dos Couros vai transbordar? Com a palavra, os prefeitos da região!

 

Renato Camargo natuscamargo@yahoo.com.br

São Paulo

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NOVA ENCHENTE

Eu sei que isso não é novidade na Grande São Paulo. Mas essa repetição constante só ocorre porque a maioria do povo desta região metropolitana é acomodada e não cobra do governo do Estado um projeto feito por engenheiro especializado e descompromissado com cargos no Estado. Ocupando cargos públicos, temos bons engenheiros competentes para tal serviço, mas, terá ele a liberdade para apresentar um projeto que realmente elimina este sofrimento dos paulistanos? Eu não acredito, porque já vi projetos de engenheiros dessa área se compromissando eliminar as inundações. Ora! Se Tókio foi muito mais difícil que São Paulo, mesmo estando no nível do mar, resolveram! E porque São Paulo não faz um trabalho idêntico? Ontem, o ABC ficou submerso, trens e ônibus ilhados com a necessidade de socorro prestado pelos heroicos bombeiros. Enquanto a população não fizer uma cobrança enérgica ao governo de São Paulo e dos municípios envolvidos, só lhes resta fazer um bom curso de natação. Mas, lembrem-se: os bombeiros não têm tempo para ministrar essas aulas.

Benone Augusto de Paiva benonepaiva@yahoo.com.br

São Paulo

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SÃO BERNARDO DEBAIXO D’ÁGUA

Nasci e cresci na região central de São Bernardo, estudei por muitos anos em escola às margens do Ribeirão dos Couros, onde perdi muitas bolas de futebol, mas nunca vi uma inundação sequer. Porém, em 1970 o rio foi canalizado para a construção da Av. Faria Lima e começaram as enchentes. Para quem viveu naquela época custa a crer que um modesto ribeirão (nós muitas vezes o atravessávamos a pé em alguns lugares) possa causar tamanha enchente.

Luiz Henrique Penchiari lpenchiari@gmail.com

Vinhedo

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DESASTRES E INDIFERENÇA CÍCLICOS

Todos os anos desastres naturais, casos de corrupção e falta de ética voltam a se repetir com pontualidade. Com a mesma pontualidade as mesmas pessoas com muita veemência lamentam e deploram os mesmos acontecimentos. Passada a emoção do momento, apagados os refletores da mídia  a sociedade  povoada de transeuntes distraídos e descuidados volta ao seu letargo feito de indiferença e de uma moralidade precária e provisória. Somos severos censores de problemas circunscritos e imediatos, muitos conhecem os remédios para reparar os erros, mas as boas ideias, fruto da lógica e da razão são logo esquecidas. Acabamos sendo indulgentes com nossos próprios pecados e indiferentes as suas conseqüências. Antonio Gramsci escreveu: a indulgência é o peso morto da história e também a pior forma de indiferença. Precisamos acordar do sono da razão e conseguir transformar nossa emoções provisórias em ações concretas para melhorar nossa sociedade, devolver a dignidade a política, salvar vidas.

Franco Magrini framagr@ig.com.br

Cachoeira Paulista

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CORRUPÇÃO OU CHUVAS?

Em minha experiência advocatícia, tive oportunidade de atuar em caso de encosta que colocava em risco centenas de residências e moradores. Desses morros inclinados que vemos diariamente nos noticiários dantescos. Assessorados por um excelente arquiteto, a solução foi simples: a elevação foi posta no nível de noventa graus, gramada e abertas as camadas intermediárias de contenção, assim como presenciamos em algumas estradas bem construídas. A água é contida e os desmoronamentos fatais evitados. Todavia, dos 160 milhões destinados à cidade de Nova Friburgo, há um ano devastada tragicamente, de trezentas encostas somente oito foram reparadas. O desvio de verbas foi imenso, como anota o Ministério Público Federal. Como suportar a vida neste País?

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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PASSANDO A LIMPO

Os desperdícios econômicos e as perdas sociais com as últimas chuvas poderiam ter sido evitados? É claro que sim, mas infelizmente em nosso país ficamos mais na fase dos discursos proferidos por incapazes. Sim, porque a eles compete, mas nada de medidas eficazes e efetivas têm sido tomadas para evitar esses desperdícios que remontam a bilhões de reais todos os anos, sem contar a quantidade de perdas de vidas que se vão, sem que a sociedade realmente se sinta ultrajada, pois está adoecida, achando que tudo isto está dentro de uma “normalidade”, segundo afirmava de Durkheim. Os planos governamentais até então propostos, dividem-se em cinco fases; primeira: euforia geral – segunda: constatação da triste realidade – terceira: desânimo geral – quarta: busca dos culpados – quinta: condenação dos inocentes. Sic transit gloria mundi. Certíssimos estavam dois roqueiros, quando em suas letras questionaram: - Que país é este? Mostra a tua cara! Ordo ab Chao! Falam os governantes que a água do planeta está acabando. Que digam isto aos flagelados que têm tido as suas casas recobertas pela água em todas as estações chuvosas. Pedem para combater águas paradas em sua residência, mas deixam alagar vários estados da União, com riscos não somente de dengue, mas de tétano, difteria, cólera, leptospirose, hepatite, dentre outras transmissíveis via hídrica. Basta chover um pouquinho, e em diversas casas do país o esgoto retorna, como em um chafariz, em efeito spray. Pedem para preservar o meio ambiente, cobram caro pelo IPTU e IPVA, mas deixam ruas, bairros e cidades em meio a uma infinidade de escombros, levados pelas águas em turbilhão. Recebem verbas e não as destinam para o fim a que se destinam. Lembrem-se da Serra Fluminense depois das chuvas e na atualidade. O lixo, ao contrário do que solicitam que seria para reciclar, é produzido em abundância, com as inundações. Móveis e alimentos são perdidos, em profusão. Alimentos in natura têm de ser descartados de forma discrepante, como o leite jogado em ribeirões pelos fazendeiros, pois com a falta de estradas e rodovias, não há como efetuar o seu recolhimento. Plantações inteiras se perdem, causando o colapso econômico familiar. Em função disto, escasseiam os alimentos e encarecem, devido à falta de transporte. O frete irá subir, mas nas bombas de combustíveis, o consumidor também continua sendo lesado de formas distintas, tanto pelos empresários quanto pelo governo. A gasolina tem quase que somente o nome e o cheiro, pois água e outros aditivos e contaminantes, nela são encontrados em abundância. Compramos um produto e levamos outro, batizado, que quase nada tem a ver com o solicitado, mas o preço é escorchante. País do desperdício e ao mesmo tempo da fartura! Um paradoxo, pois somos pobres em termos de saúde, saneamento ambiental e educação, segurança pública, dentre diversas outras. Mas temos fartura em corrupção, em safadeza, em precariedade da formação do caráter e ética de políticos e de profissionais de qualidade. Ainda ontem, tivemos mais um colapso na construção civil, em plena megalópole da América do Sul, com 12 lesionados.  Em Belo Horizonte, a negligência de órgãos diversos, deixa prédio ruir sem a preocupação com o quanto afetaria demais obras, colocando vidas e patrimônio em risco iminente. Será que teremos de implantar a disciplina remoção de escombros nas escolas de engenharia, ou trazer de volta para a sociedade o extinto código de Hamurabi, para evitar o constante colapso de obras e suas consequências funestas? Falta seriedade na fiscalização prévia da qualidade dos projetos a serem implantados. Falta formação de qualidade para alunos enquanto lustram os bancos escolares. Quem, em sã consciência entregaria o próprio coração para ser operado por um aluno que entrou na faculdade ganhando uma vaga por cotas? Educação é coisa séria, senhores governantes! Faltam docentes preparados em diversas áreas do Ensino. Vi, enquanto cursava Direito Constitucional, (em um dos maiores grupos particulares de ensino do país), um professorzinho mequetrefe que estava efetuando um doutorado, dar aulas para uma turma que possuía inclusive dois portadores de deficiência visual, escrevendo por quase um quarto de hora, de costas para os alunos no quadro, e quando alguém dizia que não havia entendido algo do que ali estava escrito, depois de ele também não entender o que copiara, tirava o papel amarfanhado do próprio bolso e efetuava alguma correção de seus erros de gramática, e dizia com a maior cara de pau: - “Agora dá para entender”... Resolvi, por isto, abandonar o curso de Direito por falta da qualidade no Ensino, e fiquei apenas com o meu mestrado em Engenharia Civil. O que necessitamos realmente é de uma simples coisa, e pode ser resumida em uma única frase dita por Boris Casoy: Precisamos passar o Brasil a limpo!

Santelmo Xavier Filho santelmoxf@yahoo.com.br

Belo Horizonte

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TRAGÉDIAS

O Brasil, um dos campões mundiais da burocracia, que sempre é justificada pelas autoridades alegando a "lisura" nas licitações, que sempre condena os cidadãos a conviverem com os resultados de tragédias por longos períodos como é o fracasso na recuperação da Serra Fluminense, e até mesmo para resolver um prosaico problema num viaduto em São Paulo. No Japão após um terremoto de mais de 7 graus e um tsunami, em pouco mais de duas semanas rodovias e aeroportos destruídos já funcionavam. Nossa burocracia se justifica mesmo?

Francisco Xavier Fernandez fcoxav@gmail.com

São Paulo

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INUNDAÇÕES NAS SERRAS CARIOCAS

Se com quase 40 ministros a presidente Dilma vê uma única ponte construída (e nenhuma casa) entre as 170 projetadas para Friburgo, Teresópolis e Petrópolis, depois da tragédia do ano passado que matou mais de mil contribuintes (é assim que somos conhecidos em Brasília), dá para calcular que com 120 ministérios poderia ter construído três pontes. Mas ainda faltaria um número infinito de ministros para construir uma única casa.

Jairo Ribeiro jairo.ribeiro10@uol.com.br

São Paulo

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SEM LICITAÇÃO

Dilma gasta R$ 13,7 bilhões sem licitação em seu primeiro ano. Está difícil este governo ter qualquer moral quando cobra ferozmente impostos dos cidadãos e das empresas! Além de não fazer o mínimo em infra-estrutura, saúde, educação, gasta sem prestar conta à população! Dinheiro não falta, o que sobra no Brasil é falta de vergonha! Quem achava que não dava pra piorar...

Sonia Maria de Faleiros Costa Alcalay apple@uol.com.br

São Paulo

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COMA FACA E O QUEIJO

Neste ano, marcado por eleições municipais, em que o governo pretende estender seus tentáculos de poder sobre redutos políticos até então inexpugnáveis, exemplo da capital de São Paulo, pode-se prever que a invasão aos cofres públicos se dará das formas mais escancaradas. Com os vetos aplicados por Dilma na Emenda 29, os Estados terão de investir mais R$3 bilhões em Saúde, aliviando a carga do governo. Em 2011, a presidente aumentou a verba contra a corrupção em apenas 1,2%, enquanto os gastos do governo, sem licitação atingiram R$13,7 bilhões. Para financiar as eleições a farra já está instalada, havendo dinheiro à vontade para a ''conquista'' de votos.O que causa espécie é a ausência dos órgãos de controle interno, conselhos disto e daquilo, tribunais de contas cheios de pompa e circunstância, mas o que se vê na verdade é a donatária está com a faca e o queijo na mão e faz o que bem entende de sua capitania.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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ZORRA TOTAL

"Desde o início do segundo mandato de Lula, a dispensa e inexigibilidade de licitação vêm crescendo mais do que outras modalidades de gastos. No primeiro ano do governo Dilma, os gastos feitos sem procedimento licitatório foram 94% maiores do que em 2007. Ao mesmo tempo, o governo de Dilma reduziu o uso de outras modalidades previstas na Lei de Licitações que permitiram maior competição: a tomada de preços e a concorrência, por exemplo." Informa-nos o Estadão de ontem. Segundo o programa cômico que acontece aos sábados, na famigerada TV Globo, encontramos a "Dilmaquinista", nome da personagem que pilota um metrô (ou trem), com piadas que sugerem a desgovernança atuante em Brasília. Mas diante do informe acima, talvez até a identificação do tal programa televisivo tenha a ver com a situação reinante: Zorra Total!

José Jorge Ribeiro da Silva jjribeiros@yahoo.com.br

Campinas

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EXEMPLOS

Dilma gasta bilhões sem licitação, caminho da corrupção, e olha com ar de miragem. Faz-nos acreditar que é mandada e subordinada de Lula, que muito faria se simplesmente cuidasse de sua doença, ao contrário de fazer valer seu modus operandi de assaltar o povo pelas mãos de sua subalterna. Revoguem a lei 8.666 e rasguem a Constituição, pois para quem não cumpre, para nada presta. O exemplo tem e deve vir de cima. Enquanto isso, Alckmin e Sartori, governador do Estado e presidente do Tribunal de Justiça, estão preocupados com o débito de R$ 3 bilhões a servidores e magistrados. A solução é simples: precatório para todos e coloquem no final da fila, pois devem provar do próprio veneno e que o Sr. governador pegue os R$ 3 bilhões e amortize uma parte do débito de tantos que há anos mendigam pelo seu direito.

Gladston Farah farinha.g@hotmail.com

São Paulo

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TERCEIRO MANDATO

A noticia que a "presidenta" Dilma Rousseff reuniu-se por três horas  com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva me causou estranheza. Pressuponho que essa reunião  tenha sido para pedir a opinião dele,como se no  seu ministério, não houvesse  pessoas de gabarito para opinar,até porque, o ex-presidente Lula  já fez bobagem demais para ser consultado.

 

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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LULA ANO IX – SEM NOVIDADES NO FRONT. 

A plenipotência dos valores dos governos brasileiros jamais teve em suas entranhas tamanha caracterização como o lulopetismo obteve na construção de sua base parlamentar e nas nomeações aos cargos públicos. Não há qualquer senso de meritocracia na distribuição das incumbências nos Ministérios que se tornaram feudos das facções políticas aliadas. Foram loteados cargos, Ministérios, Autarquias e Estatais, num despropósito absurdo que a sucessora de Lula mantém em total sintonia aos oito anos precedentes. Tudo como dantes, nada mudou, e quem rege o Estado é o clientelismo e o fisiologismo incrustrados em todos os Poderes da República. Lula quebrou todos os paradigmas da ética no gerenciamento da coisa pública, criou a comercialização da moral, como se isso fosse algo banal e normal. Esfacelam-se num lamaçal de denúncias concisas, convincentes e constatáveis as práticas de desmandos, corrupção, concussão em todos os Poderes Republicanos e onde sequer o Judiciário é digno de mínimo respeito pela opinião pública consciente. Aliás, proporcionalmente dentre os demais Poderes, é o que mais decepciona a opinião pública, em especial pela precaríssima atuação do STF desde o caso Battisti, Ficha Limpa e os expurgos das poupanças. Somos um país de poliquetas do “dia a dia”; sem horizonte algum; dos “pacotinhinhos” que se atrevem a chamar de política ou programas econômicos. Somos o país donatário das “bolsas alienação” e que a malogro da moral chamam de distribuição de riqueza, ou redução da pobreza, evidentemente sem sustentabilidade alguma e sem recato mínimo de quem assim declara publicamente, do Big Brother para emburrecer os já idiotizados eleitores. Temos o BNDES, que despeja bilhões de reais do Tesouro Nacional nos caixas de empresas dos amigos do “rei”, com juros de pai para filho, e a isto dão o nome de política desenvolvimentista. Temos um governo que há nove anos promete reformas, fala delas tal qual discursava na campanha em 2002 e através do mesmo porta voz – um dos chefes do mensalão - José Dirceu, mas nem sequer cogitou tocá-las. O Ministro da Fazenda, perdido como um cego em tiroteio, ora retém o crédito ora libera, aumenta ou reduz impostos e sempre ao segmento errado. O PAC emperrou. No início do ano passado Rousseff e Mantega decidiram cortar R$ 50 bilhões do orçamento. Este foi o primeiro ato de austeridade da “gerentona”. Passados doze meses o que se constata é que se houve de fato algum ajuste foi na “cota de investimento do governo”; afinal para que investir? Tal desembolso ficou em R$41,9 bilhões, pouco inferior ao também ridículo valor aplicado em 2010 - R$ 44,7 bilhões (tendo que investiremos para Copa algo como R$ 100 bilhões, e para a Olimpíada, nas primeiras previsões, R$ 28 bilhões). Mesmo assim R$ 25,3 bilhões foram para “restos a pagar” deixados pelo antecessor, e do valor orçado para 2011 – R$ 67,7 bilhões, Rousseff e Mantega gastaram R$ 16,6 bilhões; portanto daqui saiu o corte dos R$ 50 bilhões. O que esperavam? Obras de contenção para chuvas? Não precisamos de nada disso. Porém o Executivo gastou R$ 1,15 bilhão em média por mês em 2011 sem licitação alguma; mais um recorde a comemorar – “nunca antes na história desta republiqueta”. Os gastos com pessoal no âmbito Federal corresponderam a R$ 196,6 bilhões (ativos e inativos), um acréscimo de R$ 13,2 bilhões sobre o ano anterior; ou seja, quase o dobro que governo lulopetista emprega anualmente em saneamento básico em todo país. Não é por outro motivo que na última década o país continuou com metade de seus municípios sem coleta e  tratamento de esgotos. Todos demais gastos do governo federal chegaram R$ 664,6 bilhões; ou ainda mais R$ 84,5 bilhões que no ano anterior. Resultado, mais impostos e menos investimentos. Esse é o país do amanhã e que surfará na marolinha da prosperidade do demagogo mor. Um país sem projeto social e econômico e, portanto sem futuro. Tão fácil analisar se Mantega está com a razão quando afirma que em vinte anos teremos padrão de vida de primeiro mundo, - sugiro ao leitor que olhe para trás e veja se vinte anos atrás esses mesmos países estavam como nós estamos hoje em termos de qualquer indicador socioeconômico! Mantega é um claro exemplo daquele que fala sem pensar. O reflexo no cenário econômico se dá pela baixa produtividade e não estritamente pelo aumento das remunerações tal qual no aumento do salário mínimo como muitos apregoam; afinal o salário médio na iniciativa privada é apenas 2,3 vezes o salário mínimo – “nunca antes na história desse país”, (expressão esta tomada do aculturado pregador da imbecilidade), obteve-se tão baixa relação. Comprova-se assim, que o enriquecimento e distribuição de renda, pelo neoliberalismo perpetrado por FHC e assumido pelo lulopetismo-fisiológico é: quem tinha algo agora possui menos, pois passou para quem tinha pouco; e quem tinha muito agora possui muito mais; não fosse isso, o nosso índice de concentração de renda (Gini) não seria próprio dos países africanos - de quinto mundo onde os 10% mais ricos detém quase 47% da riqueza do país; muito próximo do que estávamos há décadas. A principal reforma que urge - é a da moral. Os atuais gestores públicos, de forma geral, em conluio com o corporativismo pendurado nas tetas do clientelismo, fazem de qualquer Instituição um balcão de negócios. Acabar com isso é o desafio da parcela inteligível da nação representada por cidadãos, empresários e entidades íntegras e conscientes de que devem execrar do contexto da vida pública nacional, essa putrefata negociata de aproveitadores das brechas das leis e que corroem o espírito da decência e da própria democracia no Brasil.

Oswaldo Colombo Filho colomboconsult@gmail.com

São Paulo

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REFORMAS

A novelesca ministerial desta capa de sofá ainda pode esticar anos, em escamotear a sujeira impregnada nos moveis do palácio do governo. Nem faxineira, nem gerentona, a peça continua uma fiel cumpridora de ordens, um pau-mandado pela liderança, uma servidora idealista convicta e limitada a sua tarefa irracional. Se não roubar, manter o cofre sob guarda.  Apenas, que a exemplo do arrecadado no cofre do Ademar, o soldo deve agora ser muito maior . Haja muita grana para compensar tanta ideologia. A corrupção tomou conta, virou vida própria, determinou quem e quando e quanto. O país hoje é uma feira de arrecadação, uma espécie de balcão de negócios, uma antessala da bolsa de valores , um feirão de carros usados e novos, aço, commodities, ágio, lucros e percentagens. O capo da hora rega os vasinhos que lhe agradam e dão retorno, maior, melhor . Políticos, hoje, são apenas moedas de troca num mercado fácil , moedas em linguagem economicamente bilionária, com o seu e o meu dinheiro pagando .

Nunca dantes na historia deste – ou de qualquer – país, tamanha safadeza jamais foi vista sob as barbas da Lei, com a benção das autoridades, o beneplácito da Justiça e a covardia de um povo entretido no romance gay da telinha que lucra tanto quanto. PaÍs emergente, uma pinoia, submergente e decaído, sim, pronto a ir pro inferno, com certeza. Aqueles quarenta e quatro milhões de descontentes devem ter-se multiplicado, não arrisco o quanto, mas aposto . Com a queda da remuneração da Bolsa-Família é bem provável que os índices de aprovação da megera domada caiam pelas tabelas, requeiram novas infusões alucinadas, novos desvios de verbas, liberações  adicionais, emendas parlamentares  ONGs, e etc. e tal. Mesmo assim, a sociedade , cada dia mais conectada e acordada, tende a pedir sua quota maior, justa,  e,  aí,   a porca torce o rabo.

Ronaldo Parisi rparisi@uol.com.br

São Paulo

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ORGULHO DO BRASIL?

Brasil "Um País de Todos". Se isso fosse verdade daria pra sentir orgulho desta pátria amada. Porem  temos motivos de sobra para que nos sintamos envergonhados e não orgulhosos. A todo o momento estouram escândalos na política, no judiciário e fica tudo por isso mesmo. Realmente o país atingiu patamar econômico elogiável, mas e daí? Continuamos a assistir brasileiros sendo desalojados de suas casas por enchentes, inclusive com mortes de idosos e crianças. Ministros indecentes continuam utilizando verbas com finalidades eleitoreiras e orçamentos duvidosos. Congressistas fazendo do cargo um canal para desfrutar de mordomias com dinheiro público, e quando flagrados ficam indignados. Prefeitos e agregados roubando verbas de merenda escolar e postos de saúde,  e não vejo punições verdadeiras. O nosso país já deveria estar no primeiro mundo há muito tempo, pois temos riquezas que bem distribuídas teriam proporcionado educação, saúde, saneamento, transporte, enfim um país de causar inveja  e aí sim "orgulho de ser brasileiro" seria legítimo. Primeiro mundo aqui? Só parte da imprensa descomprometida com o poder.

 

Ademar Monteiro de Moraes ammoraes57@hotmail.com

São Paulo

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CORRUPÇÃO OU TRÁFICO

Qual "crime" é pior, corrupção ou tráfico? Ambos são ruins, destroem grande quantidade de seres humanos; mas os corruPTos são privilegiados, nem são presos e recebem o total apoio dos seus pares. Quando os corruPTos são ministros de governo, até são perdoados e permanecem nos seus cargos, exemplos: Mário Negromonte (PP/BA), Fernando Pimentel (PT/MG) e Fernando Bezerra (PSB/PE), com o total apoio dos seus partidos e da presidente, nada a haver com os "fernandos", tanto é que o Luiz Fernando Costa, mais conhecido por Fernandinho Beiramar, está "guardado" e bem "guardado" em presídio de segurança máxima e mesmo assim também continua comandando a sua "turma". Ambos os "crimes" são extremamente maléficos à sociedade, por que os corruPTos não são punidos e não devolvem os valores apropriados do erário?

 

Luiz Dias lfd.silva@uol.com.br

São Paulo

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‘SEM FUTURO’

O artigo Sem futuro (Suely Caldas, 15/1 , B2 ) não deixa dúvidas de como é difícil para o governo federal, fazer as grandes reformas que se fazem necessárias como a previdenciária, sindical, trabalhista, tributária e política no País. A presidente Dilma Rousseff em seu primeiro ano de governo e com uma base majoritária na Câmara e Senado Federal, não deu nenhum indício

em direção às reformas estruturais que o país necessita, talvez devido aos problemas surgidos com a equipe ministerial. Considerando o sistema político-partidário atual, bem como a grande quantidade de ministérios (39), eu torço para estar errado, mas a sociedade brasileira terá de conviver com a corrupção e todo tipo de ilegalidade quase que semanalmente.

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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GASTOS COM SAÚDE

Dados do IBGE revelam que as famílias gastam mais dinheiro do que o governo com saúde, no Brasil. Apesar dos extorsivos impostos que pagamos – sobretudo a classe média – ainda temos que botar a mão no bolso e gastar altas somas com planos de saúde privados e consultas médicas particulares. Se a saúde pública fosse boa e funcionasse no país - como ocorre na maioria dos países desenvolvidos - todos seriam usuários do SUS e da rede pública de saúde. A população brasileira sofre com a privatização da saúde e o domínio da indústria das empresas privadas de planos de saúde, um negócio bilionário, numa total inversão de valores, com a mercantilização da medicina. O correto seria que a área da saúde fosse basicamente pública, gratuita e de qualidade, para todos.  

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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DEVIAM TER FICADO QUIETOS

O presidente da Câmara de Belo Horizonte, Léo Burguês (PSDB), tem justificado o gasto de parte da verba indenizatória – destinada a cobrir custos com o mandato – com notas fiscais emitidas pela minimercearia e bufê de sua madrasta. Desde agosto de 2009 – quando a Casa começou a divulgar os gastos dos parlamentares –, o tucano declarou ter comprado quase R$ 62 mil em lanches e refeições da empresa Trevo Salgados Congelados Ltda. A Trevo funciona no mesmo endereço da minimercearia Casa da Serra e do bufê Berenice Guimarães e é o nome de registro das lojas. Berenice, proprietária dos dois estabelecimentos em casas vizinhas na rua do Ouro, no bairro da Serra, é mulher do pai do vereador. Do total do valor pago em mais de dois anos pelo gabinete de Léo Burguês para a empresa de sua madrasta, R$ 45 mil foram computados na rubrica “lanche”, o que dá uma média mensal de gastos de R$ 1.500. O valor seria suficiente para 3.000 coxinhas por mês. Na Casa da Serra, o cento desse salgado custa R$ 50, enquanto a média do preço no mercado é R$ 30. Se tivessem ficado quietos, mas foram fazer propaganda e propalar condições de lisura que todos sabem políticos não têm, agora estão sendo levantados os podres da atual legislatura municipal. E haja podre!

 

Nei Silveira de Almeida neizao1@yahoo.com.br

Belo Horizonte

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CADÊ O PT?

A Câmara dos Deputados usou R$ 135,4 milhões para reembolsar os políticos por despesas de mandato de fevereiro a dezembro de 2011. O levantamento feito  tem base em informações da cota de atividade parlamentar fornecidas desde o início da atual legislatura. Esse valor equivale a pouco mais de 193 mil benefícios básicos do programa Bolsa Família, fixados em R$ 70.Vamos falar o quê? E ninguém faz passeata? Cadê o PT de antigamente? Morreu, é claro.

Asdrubal Gobenati asdrubal.gobenati@bol.com.br

Rio de Janeiro

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FARRA

Em 2011 deputados gastões embolsaram R$ 135,4 milhões.

 

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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COMANDANTES

É inacreditável que com a tecnologia hoje existente, um navio do porte do Costa Concórdia possa naufragar da maneira que naufragou na última sexta feira, na costa da Itália. A única explicação plausível é que o comandante estivesse num adiantado estado de embriaguês. O seu rápido sumiço do local do naufrágio vem quase que confirmar essa terrível hipótese. Nós brasileiros conhecemos um dos poucos comandantes que apesar de permanecer durante todo o seu mandato num estado semelhante ao do comandante italiano na última sexta feira, não causou, até o momento, nenhum grande naufrágio.

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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SCHETTINO

Ante tantas provas já colhidas, o comandante do Costa Concórdia,  Schettino, certamente será condenado a cumprir pena.  Será que o nosso governo petista tentará acolhê-lo para fazer companhia a Battisti? 

 

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

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DÚVIDA

Schettino ou schrettino?

Roberto Cesar de Castro Rios roberto458@gmail.com

São Paulo

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EMPRESAS ITALIANAS DE NAVEGAÇÃO

As empresas italianas de navegação têm atitudes despóticas, para com os passageiros, muitas vezes estrangeiros. Em 2009 fiz uma viagem com a Grimaldi, grande empresa de navegação, talvez maior que a Costa, e o ocorrido ilustra bem a falta de consideração, respeito e mesmo humanidade. Comprei uma viagem, ida e volta a partir de Palermo para Tunis. A ida estava prevista para uma segunda de noite e a volta para a quinta feira subsequente. Partimos na segunda sem problemas, a viagem era de 10 horas e de manhã chegamos em Tunis. Na volta é que apareceram os problemas. Após um certo atraso no porto de Tunis, apareceu um suposto funcionário dizendo que não haveria navio naquela noite, quinta, quem quisesse aguardasse para sábado. Sem oferecer nada em termos de estadia em Tunis até sábado. Como insistíssemos, consentiu que embarcássemos no navio da Grimaldi que estava lá, mas esclarecendo que este navio tivera um problema e iria para Salerno, onde estava a base de manutenção da companhia. Fomos. De Tunis a Salerno foram mais de 36 horas de viagem ininterruptas. Salerno está a 750 km ao norte de Palermo. Chegamos em Salerno de madrugada e a companhia simplesmente nos deu um Tchau! Chegando fiz queixa na policia do porto de Salerno, os policiais nos deram razão, mas não podiam obrigar a companhia a indenizar ou pagar hotel e etc.. Datas da viagem: 18 de maio (ida) e 21 de maio (volta) de 2009. Havia comprado a viagem no escritório da empresa em Palermo; preço 300 e tantos euros para um casal. Tinha bilhetes de ida e volta nominados (com os nomes das cidades).

Francisco Manoel Galotti e Sandra Peduti rfrankgs@yahoo.com.br

São Paulo

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‘UM BOM MOMENTO PARA TOMAR JUÍZO’

O artigo Um bom momento para tomar juízo, do jornalista Washington Novaes  (13/1, A2), é uma prova da inocência ou desconhecimento da realidade do meio rural brasileiro. Isto se chama misturar "alhos com bugalhos". Não podemos crer que um Jornalista com os atributos do Sr. Washington use de má fé. Desde os tempos bíblicos da arca de Noé , a humanidade convive com enchentes , secas e devastações naturais. Cabe aos humanos saber se proteger. Não se pode misturar as coisas. É lógico que o desmatamento está contribuindo para produzir catástrofes. Mas o maior culpado é o próprio homem que ocupa as zonas de perigo . Não tem cabimento querer incluir a aprovação do novo Código Florestal com enchentes e calamidades que se repetem e vão se repetir todos os anos. Será que os agricultores são culpados por isto  também? Cada Estado ou Prefeitura deve retirar a população das áreas de risco e manter legislação adequada, de modo a não permitir construções nestes locais. Todos os  deslizamentos de terra causadores de mortes acontecem na zona urbana. Na zona rural só causam prejuízos materiais. Infelizmente todo o projeto do Código Florestal está focado para o ponto errado. Baseou-se nas premissas do Código de 1965 e nas mais de 16 mil normas e portarias existentes. Tudo baixado por decreto e sem debate.    O  Brasil tem 62% de seu território coberto por florestas. Este deveria ser o foco do novo Código Florestal.  Esta é a área a ser preservada. É onde todos os esforços e medidas deveriam se concentrar. Querer aprovar em lei o que  já existe em decreto, não vai fazer com que se cumpra. Há muito tempo é obrigatório o reflorestamento e a existência da mata ciliar. Mas nada se fez cumprir.  Estamos falando de mais de 4 milhões de pequenos produtores. Estes não tem meios materiais e econômicos para reflorestar  encostas de morros e beiras de córregos as próprias custas. Vai continuar tudo como está. Se forçarem, teremos abandono de pequenas propriedades. Será uma reforma agrária ao contrario. Ou então, os governos de plantão manterão um curral eleitoral adestrado com favores, concedendo pequenos financiamentos, alongamentos de prazos para cumprir o reflorestamento, etc., etc. Só temos uma saída: manter o projeto da Câmara tal como foi aprovado ( inclusive a emenda 164 ) e posteriormente discutir e aprovar com urgência os meios para garantir e manter a sustentabilidade dos 62% do território com floresta que ainda temos. Esta sim. podemos mostrar para o mundo com muito orgulho.

 

Euclides Sordi euclidessordi@hotmail.com

Maringá (PR)

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LEI SÁDICA

A reintegração de  posse que ameaça desalojar as famílias do Pinheirinho, em São José dos Campos, jogando-as nas ruas tem, o governo, maior culpabilidade que os invasores. Há 8 anos permitiram que esse pessoal invadisse a área. Governar significa dar direção plausível às coisas, mas isto não acontece. Não é bem governar jogar as pessoas nas ruas aumentando o conflito social. Governar neste caso seria construir antes cingapuras para esse pessoal, depois transferi-los para esses cingapuras. Qual é a dificuldade? A lei é sádica em desalojá-los e mandá-los morar sob pontes... e mais sádicos ainda são os que concordam em aplicar tal lei.

 

Alberto Nunes albertonunes77@hotmail.com

Itapevi

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MULHERES

Coube à juíza D. Marcia fazer justiça em São José dos Campos, ou seja, mandou desocupar a área do Pinheirinho. Com isso, 1500 pessoas não passaram na frente de 25 mil inscritos na fila habitacional (que correspondem a 100 mil pessoas, cálculo de 4 pessoas por inscrito) da Prefeitura. A presidenta Dilma demitindo ministros e funcionários comissionados ou não, que tenham sido acusados de corrupção ou que paire duvidas junto a suas condutas públicas. Esperamos que os juízes de alta toga dêem apoio  a juíza que viu transações atípicas em um valor muito grande, o que pode configurar alguma malandragem. Parabéns às mulheres brasileiras que tomaram a peito a luta contra os desmandos neste país, coisa que os homens não têm tido força para fazer.

Ciro Bondesan dos Santos cirobond@hotmail.com

São Paulo

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O CRACK E A ‘LEI’ DO PRÍNCIPE

A ação da polícia de São Paulo, na Cracolândia (chegar a esse ponto de deixar um bairro ser batizado assim, é vergonhoso) é mais do que necessária e veio com bastante atraso. Diferentemente de muitos críticos, acredito que as autoridades tinham que fazer  “qualquer coisa” e não “alguma coisa”. O que não pode é deixar a cidade exposta a um “câncer” que vem se alastrando e dizimando famílias inteiras. Quem já conviveu com dependentes dessa droga, perdeu amigos e viu pessoas abandonarem filhos e empregos, sabe do que estou falando. A hora não é de criticar e sim de ajudar. Se a ação não foi correta, vamos ajustá-la, tentar melhorar, propor alternativas, o que não pode é deixar que o emocional sobreponha o racional. O que tem que ser feito, deve ser feito, é preciso eliminar todos os canais de vendas, prendendo os produtores, traficantes e intermediários (tolerância zero para eles) e criar um Fundo de Saúde específico (com instalações e profissionais qualificados) para o tratamento dos usuários do crack. Não adianta ficar nessa conversa de “direito de ir e vir”, de “usar o que se quer, onde bem entender”. Ruas e avenidas são lugares públicos e o Estado tem que zelar pelo patrimônio que é de todos e principalmente pela segurança. Quem quiser se drogar ou se matar que o faça nas suas casas. O que os promotores, advogados e o Ministério Público deveriam fazer, era processar o Estado por ter deixado às coisas chegarem ao ponto que chegaram, por ter demorado de intervir nessa pouca vergonha, uma mistura de descaso público, com “politicagem” barata. As cenas exibidas pela imprensa atentam contra a dignidade de todos os cidadãos de bem. Na luta contra o crack tem que ser aplicada a “lei”  do príncipe criada pelo filósofo (muitas vezes mal interpretado) Nicolau Maquiavel: “os fins justificam os meios” e ponto final.  

Ismael Bernardo ismael@maiscriativa.com.br

Salvador

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DROGALÂNDIA

 

Refiro-me à efetiva participação do Estadão neste debate sobre esta praga que assola o País - as drogas, e em especial o crack. Nenhum assunto (ainda bem) mobilizou tanto a mídia, nenhum assunto gerou tanta centimetragem de notícias como esse da Cracolândia. O mestre Gaudêncio Torquato, domingo no Espaço Aberto, o usa para falar dos Domínios da Drogalândia (A2); o jornalista Artur Rodrigues de vocês, se instala num hotel lá e fica uma semana cobrindo ao vivo, lá dentro dela. Minha mulher, Dra. Conceição Cinti, vendo isso, inicia um blog para discutir esse assunto, no educação restaurativa.blogspot.com . Agora é "um por todos, todos por um", pois a não acontecer isso o Brasil naufragará nesta desgraça do crack. E não será dando tiros de borracha, nem jogando bombas naqueles infelizes que vamos vencer esta luta! Grato em nome desses desvalidos, destes trapos humanos, à família Mesquita por entrar nesta luta que não é minha, não é dela, mas e de todos nós!

 

Sidney Cinti sidneycinti@yahoo.com.br

São Paulo

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GOVERNO OU ESTADO

O artigo do jornalista, Gaudêncio Torquato é claro, consistente, além de profundo na esteira da: origem, causa e mostra os efeitos, esclarecendo os fatos. Diante de um problema dessa natureza e magnitude, é imperdoável para não dizer triste e frustrante pensar que o governo ainda tente agir como governo e não como Estado, um Estado forte, consciente e preparado para massacrar com leis, atitudes e determinação um cancro como esse que destrói famílias inteiras, futuro de jovens, o presente de adultos e tudo dentro de uma sociedade. Enquanto Governo, fala e se posiciona a nível eleitoreiro. Enquanto Estado vê o assunto crescer e se expandir por todo o país sem fazer nada, absolutamente nada digno de uma sociedade que vive o seu melhor momento dos últimos 50 anos. O problema das drogas no Brasil, é pior que o problema das drogas no mundo. Por uma e exclusiva razão: ele tem o apoio de uma parte podre da nossa sociedade e nela, embutido o medo e o descaso de políticos que temem a perda de votos em medidas sérias e de tolerância zero. Semana passada, vimos pela TV, jornais e rádios a entrevista do respeitado governador do Estado de São Paulo, Dr. Geraldo Alckmin, execrando a figura do policial militar de SP de ter agido com "certa" agressividade com um aluno que se recusava a atender uma voz da autoridade, naquele local(USP) e, diante de mais um dos, tumultos gerados por alunos que estudam gratuitamente, a custa de toda a sociedade e ainda por cima, defendem as drogas e causam tantos problemas com suas supostas atitudes de liberdade, mais para libertinos desorientados do que para lideres em formação que saibam fazer a diferença diante de momentos de posicionamento político. Não que ele, governador devesse concordar com o que o policial, fez e como agiu, não. Mas deveria e não o fez, também dizer e deixar claro a sociedade, aos seus eleitores que o aluno também errou e muito. Que pelo fato de ter faltado com a compostura esperada de cidadania ao contrario, o aluno desacatou o militar diante de um momento em que em qualquer pais do mundo, ele, o aluno sairia algemado, depois, claro se defenderia. Não  estou estimulando e tão pouco  dizendo que isso era ou deveria acontecer, na atitude do militar com o aluno, mas como agiu o governador, fez nascer ali, transformou o aluno em vítima de uma policia fraca e incompetente, quando é exatamente o contrário. Foi triste ver o nosso respeitado governador, se posicionar do lado mais forte, o de quem provocou o problema, ali, o governador criou e estimulou o que é mais grave na sociedade, lideres que do nada passam a defender estruturas que o próprio governo tenta combater e eliminar. Dois minutos depois da fala do governador o aluno, que desacatou a autoridade, passou a ser vítima e diante das câmeras de TV disse que exigia além da exoneração do soldado da PM a de um funcionário da universidade. Como vamos combater um problema tão sério e tão grave com atitudes tão leves, generosas e para não exagerar: medrosas, focadas em não perder votos? Parabéns ao Jornalista pela sua, sempre, qualificada postura intelectual e clara sobre os temas que mais afligem a nossa sociedade.

 

Agostinho Turbian agostinhoturbian@me.com

São Paulo

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VOLUNTÁRIA

 

Por gentileza alguém do jornal ou algum leitor poderia me informar como faço para trabalhar no centro de atendimento no Complexo da Rua Prates, construído para abrigar e oferecer assistência médica e social a dependentes químicos, principalmente os que frequentam ou frequentavam a cracolândia na região central da capital paulista. Sou psicóloga e gostaria de fazer parte da equipe para poder atender os dependentes químicos em recuperação. Quero ajudar muita gente, eu acredito na recuperação de um dependente, mas para isso ele deve ser tratado como um doente, ele não tem culpa da sua doença, necessita de um tratamento especializado e deve ser respeitado, e para os traficantes cadeia!

 

Adriana Moraes adri.psi@ig.com.br

São Paulo

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KASSABIANOS

Este ano o Kassab vai continuar dando suas pirotecnias, para impressionar os munícipes e eleitores desta capital paulista. Começamos o ano com a desocupação da Cracolândia, (coisa que poderia ser feito sem alardes, com discrição e profissionalismo, mas tem que chamar a atenção como em tudo que faz para impressionar que está trabalhando. O dinheiro que está congelado será evaporado para o que esta cidade já deveria ser, um canteiro de obras, (tem ainda o dinheiro que deveria ser destinado em obras na região do M' Boi Mirim desviado para outra região) portanto temos um prefeito que mostra um abandono a sua cidade, os problemas aumentaram e ainda quer deixar um kassabinho na Prefeitura para ano que vem. Até o inicio oficial das campanhas eleitorais vamos ver muitos malabarismo desse excelentíssimo ser que é muito esperto e está montando um batalhão nas subs a troco de quê? É pena morar numa cidade em que eleitores não lutam pelos seus direitos e temos uma justiça debilitada, pois se não teríamos uma vice assumindo o seu papel, pois trata o eleitor com descaso. Merecemos tudo isso, Kassab, quem manda não sabermos voltar? Quem manda elegermos quem não tem comprometimento? Quem manda sermos péssimos eleitores? O resultado é este, um péssimo administrador!

Roberto Otaviano robertoctaviano@hotmail.com

São Paulo

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DEGRADAÇÃO URBANÍSTICA PLANEJADA

É muito suspeito o tal do adiantamento da operação policial contra os dependentes do crack, já que a data é a mesma em que a prefeitura espera licitar a concessão urbanística da Nova Luz para os agentes imobiliários lucrar com terrenos por valores irrisórios. Se haverá qualquer atendimento em março aos dependentes na amplitude necessária, veremos na data. De fato, tal ação médica, assistencial e policial deveria ter sido feita desde que começou o problema de drogas no centro há uns 20 anos - e de forma continuada. Da mesma forma que existe a obsolescência planejada da vida útil de algumas linhas de produtos, nasce em São Paulo a nefasta Degradação Urbanística Planejada praticada pelos políticos em prol da especulação imobiliária e em detrimento aos direitos à propriedade e ao trabalho. A dispersão dos dependentes de crack para a porta das casas e dos negócios nos bairros próximos significa a próxima etapa da degradação urbanística planejada que se desenvolve em São Paulo, através da omissão das administrações? Logo teremos novas concessões urbanísticas justificadas em sanar novas cracolândias – a exemplo do projeto Nova Luz? Logo teremos novas concessões urbanísticas para desapropriar outros bairros para os agentes imobiliários continuar a maximizar seus lucros? O paulistano de outros bairros que equivocadamente festeja o projeto Nova Luz também terá, logo, logo, sua casa e seu trabalho desapropriados; e, aí, entenderá, talvez tarde demais, a necessidade de barrar as ações de Kassab e de Police Neto já. Paulistano, temos que clamar em uníssono os malfeitos deste executivo e deste Legislativo paulistanos que só agem em favor do mercado imobiliário, em detrimento dos direitos de toda a população da cidade.

Suely Mandelbaum, urbanista suely.m@terra.com.br

São Paulo

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$ENNA ENTRA NA WILLIAMS

O destino costuma nos pregar peças, acontecimentos inesperados, muitas vezes traiçoeiros, que acabam em tragédia. Se eu fosse o Bruno, por precaução, procuraria outra escuderia da Fórmula 1.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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LARGADA NA FÓRMULA 1

Nem começou a temporada 2012 de Formula 1 e o Rubinho já foi ultrapassado.

Claudio Juchem cjuchem@gmail.com

São Paulo

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O ‘BBB’, OS COSTUMES E A SOCIEDADE

 

Depois de mais de uma década de discutível repercussão, o Big Brother Brasil virou caso de polícia. A guerra pela audiência e pelos milhões recebidos dos patrocinadores, levaram o programa a ousar. Comportamentos polêmicos passaram a fazer parte do dia-a-dia da casa sem que, pelo menos aparentemente, seus controladores se preocupassem em não escandalizar o telespectador. Pelo contrário, parecem fazer parte do objetivo do programa. As luxuosas festas que a “casa” coloca no ar têm sido uma grande contradição à campanha antialcoolismo que o governo e a sociedade tentam empreender. O quadro de costumes inserido na relação entre os participantes massifica para toda a comunidade comportamentos restritos a grupos e particularmente mantidos em discrição pelos próprios praticantes. Qual a contribuição que um programa como este traz à cultura e ao avanço da sociedade? Não somos favoráveis à censura, mas o bom senso é indispensável. A Rede Globo, em nota, assume a responsabilidade, e nem poderia ser diferente. Mas, mesmo assim, os órgãos controladores têm o dever de se manter atentos e diligentes quanto à questão cultural e formativa do meio de comunicação. O Ministério Público, a Polícia e o Judiciário também não podem abrir mão de suas prerrogativas de evitar o crime e fazer cumprir as leis. Assim deve funcionar a sociedade organizada, mesmo que isso venha em prejuízo do lucro das grandes corporações...

 

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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‘BBB 12’

A Rede Globo vem perseguindo há muito tempo, mas, agora, finalmente, conseguiu atingir o nível de uma verdadeira instituição pública brasileira, como o Congresso sob Sarney durante o governo petista.

José Benedito Napoleone Silveira nenosilveira@aim.com

Campinas                                                                                                    

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DESGOSTO

O saudoso Dr. Roberto Marinho, neste momento deve estar se revirando no túmulo com a baixaria do programa Big Brother. Já tinha uma idéia do que faziam lá, agora estou enojado com o que leio na imprensa. Perco até a vontade e a confiança de assistir a outros programas da Globo. Pois do jeito que vai, só falta acrescentar um quadro de cenas de sexo no Mais Você, no  Domingão do Faustão, no Vídeo Show, etc. Lembro-me do respeito, admiração e credibilidade que eu tinha pelo grande repórter internacional Pedro Bial. Como ele pode agora prestar-se a comandar um programa de tão baixo nível como esse?!

Dorival Menezes Leal dorileal@uol.com.br

São Paulo

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DESRESPEITO

O que se tem visto nos últimos dias na imprensa falada e televisiva é inusitado. Refiro-me ao escândalo patrocinado pela TV Globo em seu programa BBB. Crianças, adolescentes, adultos e velhos são obrigados a assistir cenas de sexo explícito, a ouvir declarações chulas de toda ordem, palavreado falando de estupro, sexo forçado, bebedeiras, descomposturas, falta de educação, desrespeito, desfaçatez pela intimidade do lar das pessoas. E nada acontece. Nenhuma autoridade maior se insurge contra isso. O que é feito da moral e dos bons costumes, da proteção da família, dos exemplos edificantes, da civilidade, enfim? Somos obrigados a conviver com essas coisas? Ninguém pode coibir isso?com.br

Paulo Magalhães magalha1960@bol.com.br

São Paulo

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EDUCAÇÃO

Segundo a ONU, em matéria de educação o Brasil está abaixo da Bolívia. O BBB é apenas mais uma contribuição da Globo para que essa situação se perpetue. Seus desinformados e altamente influenciáveis telespectadores são levados a acreditar que é válida a opção de vagabundear, fazer conchavos, puxar tapetes e conversar abobrinhas. O pior é que as outras emissoras de TV embarcam também nessa bobageira em busca de "sobras" de audiência. O resultado é uma ignorância generalizada que chega a doer até fisicamente.

 

Nestor Rodrigues Pereira Filho rodrigues-nestor@ig.com.br

São Paulo

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‘BBB’ E ESTUPRO NACIONAL

Um dos participantes da enésima edição do BBB foi expulso porque teria estuprado uma donzela sob um edredom (ah, se os edredons falassem!). A donzela que teve a honra ferida disse que não houve estupro, que a relação - apesar de ela dizer que não se lembrava de nada, pois foi dormir bêbeda - foi consensual. O caso motivou a abertura de um inquérito policial, a indignação de muita gente e um recorde de audiência da Globo. Não entendo por que a indignação, a expulsão do participante, o inquérito policial, mas sim o recorde de audiência: o BBB é em sua essência um estupro televiso consentido por milhões de brasileiros, que o assistem entorpecidos e depois não se lembram de nada! Pobre Brasil!

José Antonio Pedriali jpedriali@hotmail.com

Londrina (PR)

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VIOLÊNCIA DIÁRIA

Pela décima segunda vez o fastígio da ignorância, o cume da excrescência e da boçalidade do País foi retomado. O supra-sumo da vulgarização da mulher ganha seus contornos mais significativos. É o Big Brother Brasil, programa que expõe o quanto imbecis ainda somos, já que o reality show, atopetado de idiotices e banalidades, ajuda veementemente a retardar cada vez mais o processo, já vagaroso, de desenvolvimento mental da sociedade brasileira. Assistimos a um espetáculo de fofocas, intrigas forjadas, frivolidades e comentários da vida de pessoas desocupadas que, 24 horas por dia, exibem seus corpos moldados em academias. Corpos magníficos, irreprocháveis, inversamente proporcionais às suas capacidades de raciocínio. Há, a cada versão, sempre uma nova gíria infestando o ambiente. Pérolas da idiotice declarada. Eles, os participantes de vocabulário limitado, são os “heróis” de Pedro Bial. Seria interessante indagar o senhor Pedro Bial sobre qual seria o seu conceito de “herói”. Por que uma corja de playboys idiotas, trancafiados em uma mansão e vivendo de luxúria, ostentação e desperdício são considerados heróis? E o brasileiro que sobrevive com um salário mínimo, que trabalha extenuantes 44 horas semanais, que enfrenta o trânsito, as enchentes e a violência? Eles não são heróis? Lamentavelmente essa praga importada, vulgarmente conhecida por BBB, dissemina-se como um câncer em constante e eterna metástase, rechaçando a tese daqueles que ainda acreditam que podemos ter uma população educada, politizada, conscienciosa de seus direitos, deveres e da realidade cruel da péssima distribuição de renda que trava o desenvolvimento do País e é responsável direta pela violência diária a que assistimos.

 

Anselmo Fernando Grecco fer.grecco@yahoo.com.br

Votorantim

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A DESTRUIÇÃO DA MORAL

Toda essa repercussão que gerou essa baixaria chamada BBB, que a rede Globo teima em manter no ar, com patrocínio de empresas brasileiras, que merecem de nossa parte um grande boicote, pois  pensam só em seus lucros,  ajudando na degradação da moral e dos costumes de parte da juventude brasileira ,sem valores, deformada que estão pela bebida,  pelas drogas, pelo ganho do dinheiro fácil, nessa droga que chamam de BBB. Ouvi o delegado do caso, ser entrevistado, e ele, como é o lado mais fraco do caso, não conseguirá  indiciar ninguém da rede Globo, pois declarou que  o problema é com os participantes, e não com a pessoa jurídica, que é o canal de TV. Fica o questionamento , um canal de TV é uma concessão federal, o que estão fazendo então o Ministério das Comunicações, e principalmente o ministro da Justiça, que não se manifestaram até agora? Por que não suspendem a emissora, que teima em destruir aos valores da família brasileira? Que  mostra em suas novelas, ultrapassadas, o pior do ser humano e suas imoralidades. Onde estão as autoridades que não enquadram a emissora, pois ela não é dona do Brasil? Não estou pedindo censura e sim que se respeitem a família brasileira, ou o que dela ainda resta.

Agnes Eckermann agneseck@yahoo.com.br

Porto Feliz

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‘BIG BROTHER’

Deixo aqui, aos leitores, algumas questões para reflexão: 1)   Ultrapassagem dos limites da decência e do bom senso. 2) Jornalismo baixo, rasteiro, sem ética. 3)  Elaboração e condução de programa para preconizar a degradação dos costumes, o incentivo à bebida e a realização de sexo. 4) Maus exemplos, considerados como atitudes normais, corriqueiras, saudáveis. 5) Um dos passos para o desmantelamento da família. 6) Lançamento, pela Globo de boas mini séries no horário seguinte ao do BBB, fazendo com que muitos telespectadores deixem a TV ligada. 7) Cadê a ministra que proibiu a propaganda protagonizada por Giselle Bündchen? 8) Sugestão de campanha para boicote à Globo pelos seus “malfeitos”. 9) Boninho e Bial, que vergonha! Não seria o caso de suspensão da emissora como punição?

Cléa Maria Granadeiro Corrêa cleacorrea@uol.com.br São Paulo

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