Fórum dos Leitores

CRISE NO JUDICIÁRIO

O Estado de S.Paulo

24 Janeiro 2012 | 03h13

Desembargadores x Coaf

A quem interessa o sigilo "absoluto" de dados financeiros? Aos cidadãos, funcionários e juízes honestos é certo que não, pois quem não deve não teme. Além do mais, é bom lembrar que é de interesse do próprio fisco e do governo, pelo princípio da pessoalidade e progressividade dos tributos, analisar as movimentações financeiras atípicas a fim de cobrar impostos e verificar eventuais crimes de lavagem de dinheiro - fiscalização esta imposta aos cidadãos comuns desde os tempos do Império e que numa democracia, em que a lei é igual para todos, não se deve deixar de exigir da casta dominante ou de integrantes de organizações criminosas voltadas para o desvio do erário.

DENI MEIRA

merojudas@hotmail.com

Itapetininga

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Todos iguais perante a lei?

Causa repulsa a forma como, infelizmente, se processa a crise do Judiciário quanto às questões levantadas pelo CNJ. Aqueles que deveriam ser o exemplo em relação às leis e à demonstração de honestidade e transparência agora se voltam contra ato regular do CNJ e as obrigações legais de verificação das movimentações bancárias. Até então tais operações eram aceitas, como, por exemplo, no caso do caseiro Francenildo e outros levantados pelo Ministério Público, em que a questão, levada a julgamento por nossos tribunais, era tida como legal e correta. Porém, quando se trata das contas dos membros do Judiciário, isso passa a ser ilegal?! Ora, se a Constituição, no seu artigo 5.º, diz que todos são iguais perante a lei, por que há os desiguais? Se os advogados precisam demonstrar a origem de seus honorários, por que os desembargadores não devem explicar as movimentações anormais em suas contas? Por outro lado, só agora é que os ilustres magistrados viram ilegalidade na lei, ou seja, após todo esse tempo? Realmente, a máxima de que "pimenta nos olhos dos outros é colírio" vem bem a calhar.

CLAUDIO MAZETTO

cmazetto@ig.com.br

Salto

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Alvos do CNJ

Em resposta ao jus sperneandi dos srs. juízes e desembargadores, a dra. Eliana Calmon deveria responder simplesmente: "Quem não deve não treme". Em tempo: a dona Dilma perdeu o bonde da História ao não indicar a referida corregedora nacional de Justiça para o STF. Que pena!

GEERT J. PRANGE

prange@sul.com.br

Paranaguá (PR)

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Caixa de Pandora

Ao tentar abrir a caixa-preta do Judiciário, a corajosa e digna ministra Eliana Calmon abriu também a caixa de Pandora. Resta a esperança de que ela seja bem-sucedida, para o bem do próprio Judiciário e dos julgadores dignos - felizmente, a grande maioria dos juízes que compõem esse Poder!

DÉCIO CELIDONIO

decioml@uol.com.br

Atibaia

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MPSP

Cracolândia

O Ministério Público esclarece ao leitor sr. Pedro Mori (22/1) que implantou em 2009 o Programa de Atuação Integrada da Cracolândia, envolvendo as várias Promotorias de Justiça que atuam nas áreas relacionadas ao problema, como Infância e Juventude, Saúde Pública, Inclusão Social, Habitação e Urbanismo e Criminal. Desde então o MP vem dialogando com o poder público, oferecendo sugestões e buscando soluções coordenadas. A investigação instaurada é necessária para apurar todas as questões decorrentes da operação deflagrada pelo poder público em 3/1 - sem comunicação prévia ou debate com o MP -, incluindo eventuais abusos praticados contra dependentes químicos. Por fim, o MP atua na defesa dos direitos constitucionais do cidadão independentemente da filiação partidária dos ocupantes de cargos públicos.

JOSÉ FRANCISCO PACÓLA, Assessoria de Comunicação Social

josepacola@mp.sp.gov.br

São Paulo

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COMPRAS SEM LICITAÇÃO

Contestação

Ao contrário do que afirma a matéria Compras sem licitação crescem sob Dilma e atingem quase R$ 14 bilhões (18/1) não houve aumento de 8% nas compras sem licitação no governo federal, mas redução de 10%, na comparação entre 2011 e 2010. Em 2010 as compras governamentais que não utilizaram licitação totalizaram R$ 24,7 bilhões e em 2011, R$ 22,3 bilhões. O governo segue rigorosamente a política de compras determinada pela Lei n.º 8.666/1993. E a administração pública incentiva, sim, a utilização do pregão eletrônico, que confere mais isonomia e transparência. A modalidade pregão teve crescimento de 11% em 2011 quando comparada a 2010, o que desautoriza a afirmação de que o governo dá prioridade a gastos públicos sem licitação. Mesmo utilizando o período considerado pela matéria (janeiro a outubro), não é verdade que tenha havido um recorde de compras (48%) sem licitação nos primeiros dez meses de 2011. De 2001 a 2011, os anos de 2001, 2002, 2003 e 2008 apresentaram índices superiores de compras sem licitação e índice igual em 2009. Ao afirmar um suposto recorde sem licitação, a reportagem ignora a evolução da série histórica das compras governamentais. É equivocado analisar apenas os dados sobre compras sem licitação de forma isolada. Entre janeiro e outubro houve crescimento do volume total de compras do governo e, por consequência, aumento tanto do valor das compras por meio de licitação quanto por dispensa e inexigibilidade. Por fim, na tentativa de demonstrar um recorde inexistente, a reportagem trabalha apenas dados parciais (janeiro a outubro), e não dados anuais consolidados (janeiro a dezembro). O método empregado na matéria produz conclusões precipitadas baseadas em dados parciais.

GIOCONDA BRETAS, Assessoria de Comunicação Social do Ministério do Planejamento

jorge.vianna@planejamento.gov.br

Brasília

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N. da R. - A reportagem seguiu orientação da própria assessoria do ministério e consultou os dados do Informativo Comprasnet, que apontam um aumento de 8% nos recursos contratados por dispensa e inexigibilidade de licitação no período de janeiro a outubro de 2010 e 2011. Os dados apresentados na carta ainda não estavam disponíveis até o dia 19 de janeiro. Segundo os dados do informativo, organizado pela Secretaria de Logística e Tecnologia de Informação do Ministério do Planejamento, houve aumento de 4% no uso do pregão de janeiro a outubro do ano passado em relação ao ano anterior. A reportagem usou como referência o segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, porque o governo passou a adotar as mesmas regras que usa hoje, após a regulamentação do pregão eletrônico em 2005.

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A HISTÓRIA SE REPETE

A história se repete e o padrão de recorrência não muda. A força policial utilizada na reintegração de posse da área do Pinheirinho, se utilizada para combater o crime organizado que corre a solta pelo Brasil, certamente traria um pouco mais de segurança para o povo. Mas, na realidade 1.500 famílias – 6 mil pessoas; homens, mulheres, crianças, ou seja, seres humanos – muitos delas residentes havia mais de 8 anos (isso mesmo, 8 anos), foram retiradas de suas casas/barrados “gentil e pacificamente” por um contingente de 2 mil homens, com apoio de helicópteros e blindados. O comando da Polícia Militar (PM) disse que a operação foi um sucesso, e que o fator surpresa foi crucial. Quanta competência para um trabalho tão desprezível! Para concluir, o que é ainda mais inadmissível e a demora e a lentidão da justiça, que com o apoio irresponsável da Prefeitura de São Jose dos Campos, através de suas obras de infraestrutura (água, luz, asfalto, etc.), deu condições e permitiu o crescimento daquela comunidade em uma área particular.  E agora? Serão construídas, em 30 dias, 1.500 casas para abrigar aquelas famílias?

João Batista Piovan jb@reunidaspiovan.com.br

Osasco

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PINHEIRINHO

Os relatos de moradores do bairro onde fica o Pinheirinho, área invadida em São José dos Campos, são assustadores. O que se lê é que queimaram ônibus, carros, treinaram guerrilheiros, montaram um exército, obrigaram um oficial de Justiça a ler a ordem judicial de desocupação sob escolta armada e usando colete contra balas, invadiram a prefeitura, o Forum teve que reforçar sua segurança, obrigaram a mudança de itinerário de ônibus da Zona Sul, uma juíza tem que andar escoltada por policiais fortemente armados por ordem judicial. Lá dentro da área invadida, fala-se na presença de 400 homens do MST. Isto tudo, sem falar no tráfico de drogas, que campeia por lá. E ainda há quem defenda a invasão?!

 

M. Cristina R. Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

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SACOLAS PLÁSTICAS

A partir de amanhã (25/1), com o fim da distribuição "gratuita" das sacolinhas nos supermercados – sacolinhas que também são utilizadas para o acondicionamento de lixo –, é fato que a população de ratos aumentará significativamente na cidade de São Paulo, entretanto, como os nossos governantes já estão acostumados com essa convivência, pelo menos para eles não fará diferença alguma.

Jorge Thomas Schwarzenberg jorge.thomas1@hotmail.com

São Paulo

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SEM ENTENDER

Sacolinhas biodegradaveis pagas não poluem. Sacolinhas biodegradáveis que os supermercados davam de graça poluem. Eu só queria entender...

 

José Gilberto Silvestrini jsilvestrini@hotmail.com

Pirassununga

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NOVA DESPESA

Vem aí mais um "lobby" de marketing comercial travestido de marketing ambiental, começando por São Paulo para se estender por todo o País. Que absurdo. As grandes redes de supermercados estão conseguindo uma maneira de vender o único "produto" que têm por obrigação de entregar sem qualquer custo, para embalar o que o seu cliente compra. Note o contrassenso, o custo de uma sacolinha plástica reciclável gira em torno de R$ 0,03 e querem nos vender por R$ 0,19, mais um grande "roubo" à economia popular com a conivência dos órgãos públicos. Não há nenhuma lei que obrigue a dispensa do seu uso, mesmo porque as sacolinhas plásticas são recicláveis e reaproveitáveis, se existir algum impacto ambiental não chega a 0,02%. Que embalagem os supermercados irão oferecer "grátis" aos seus clientes para acondicionar as suas compras? Estamos sentindo no ar mais uma "maracutaia" com interesses escusos, é ou não é? Será que o povo brasileiro vai ter de arcar com mais essa despesa?

 

Maria Teresa Amaral mteresa0409@estadao.com.br

São Paulo

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ALTERNATIVA

As sacolas plásticas que serão proibidas utilizar nas compras em supermercados, sem que tenham sugerido oferecer algo em substituição aos consumidores, além de criarem um problema aos que forem fazer compras, ainda mais em grandes quantidades que é a maioria que as faz, o mesmo deverá levar dez ou mais sacolas para embalar suas compras. Caso contrário, não há como levá-las. Parece que essa atitude resolverá em definitivo os problemas do meio ambiente na cidade de São Paulo, como se esse fosse o único item utilizado em plástico. Para tanto, deveriam também proibir sacos de lixo, nas feiras livres, copos plásticos, iogurtes, margarinas, queijos, garrafas pet, talheres, canetas, achocolatados infantis e mais uma infinidade de itens que não caberiam divulgar. Ao invés dessa determinação, por que a Prefeitura, que é responsável pela cidade, não investe em usinas incineradoras de lixo adequadas onde hoje existe uma alta e avançada tecnologia

para instalações de filtros antipoluentes e reduz tudo a cinzas que com certeza poderão ser utilizadas para qualquer outra finalidade? Ou seja, além de evitar cercar a cidade com os lixões a céu aberto, é bem provável que possam reduzir custo e tempo de transporte.

 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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EUREKA!

 

Quando forem ao supermercado as pessoas poderiam levar os sacolinhas de plástico que têm em casa e com elas embalar as novas compras. Isso poderia repetir-se por mais de 200 anos, que é o tempo estimado para as sacolinhas se dissolverem.

 

Cláudio Moschella arquiteto@claudiomoschella.net

São Paulo

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ALÉM DAS SACOLAS PLÁSTICAS

Independentemente de a motivação dos supermercados ser econômica ou ambiental, congratulo-me com a decisão de eliminar o uso das sacolas plásticas de suas lojas. Isso não acabará com os prejuízos ao meio, sobretudo à fauna marinha, mas, com certeza, contribuirá para diminuir parte desses danos. Porém, lendo hoje o caderno Metrópole, constatei, com preocupação, que o isopor demora muito mais do que o plástico para se decompor – exatamente o dobro de tempo. Sugiro aos supermercados que aderiram à campanha contra as sacolinhas, que também eliminem o uso das bandejinhas de isopor, seja nos cortes de carnes, aves e peixes, como também nas embalagens de frutas, verduras, frios, queijos e toda uma infinidade de produtos manuseados. O planeta agradecerá um pouco mais.

Walkyria Teresa Grasseschi wgrasseschi@terra.com.br

São Paulo

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JUDICIÁRIO TRANSPARENTE

A notícia sobre desembargadores tentarem reduzir os poderes do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), órgão do Ministério da Fazenda, é no mínimo suspeita: se não existe nada a esconder, por que tanta celeuma?

Aparecida Dileide Gaziolla rubishara@uol.com.br

São Bernardo do Campo

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MAU HUMOR

Se do mau humor geral dos magistrados e da Associação Nacional de Desembargadores (Andes) surgirem alterações na Lei 9.613/98 e na Lei Complementar 105/01, como pretendem, limitando os poderes do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) de levantar com rapidez pela via direta “oficio”, movimentação financeira incompatível com seus contracheques, aí, sim, o Brasil merecerá a fama que tem de país da impunidade, dessa vez oficializada pelos doutores da mais alta corte da Nação.

Amâncio Lobo Amancio lobo@uol.com.br                                                

São Paulo

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A IMAGEM DO PODER JUDICIÁRIO

 

As questões levantadas a partir das investigações do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) do Ministério da Fazenda, somadas à reação das entidades representativas dos magistrados e funcionários judiciais, conduzem o Judiciário para uma situação desconfortável e a população – que o tem como último reduto para defesa de seus interesses – a um estado de perplexidade. Todos os tribunais citados como autores de pagamentos indevidos a seus membros e servidores têm o dever de apurar rigorosamente o ocorrido e buscar a solução mais adequada e legalmente aceita. E a classe tem de estar submissa a essas decisões, pois é assim que se processa o império da lei, que jamais poderá ser ignorado no meio. Quem recebeu indevidamente, se é que na verdade existem esses pagamentos, tem de prestar contas, sem qualquer artifício ou subterfúgio. Também é imprópria e indevida qualquer ação que tenha por objetivo tolher o trabalho dos órgãos fiscalizadores, que existem em função de lei e têm uma missão a cumprir para a sociedade. O Poder Judiciário brasileiro é composto por homens e mulheres comprometidos com a sociedade, íntegros, competentes e trabalhadores, que enfrentam todas as dificuldades estruturais para fazer a boa distribuição da Justiça. Essa classe, de que toda a sociedade brasileira é dependente, não pode, em nenhum momento, ter sua confiabilidade maculada. Oxalá se encontre o equilíbrio e, mais que isso, a verdadeira Justiça, imparcial e impessoal, e os problemas sejam todos resolvidos, para o bem geral da Nação...

 

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo                                                                                                    

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PÂNICO NA JUSTIÇA

Agora é a vez dos desembargadores através de sua associação, a Andes, a atitude de buscarem refúgios legais para limitarem sobre eles os poderes do Coaf. Temem a perseguição de fortunas ilícitas no seu meio. Impressionante o temor desses juízes e porque se arrogam o direito de serem excluídos de um controle que atinge a todos os cidadãos?  Com isso eles deram à sociedade a nítida impressão de que há motivos justificáveis para a ação da Coaf sobre esse grupo do judiciário. Diante da premissa de que todos os cidadãos têm direitos iguais, confirmam ainda a sensação de que juízes se julgam ser “mais iguais” do que os outros.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

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‘A VOLTA DO CIPÓ DE AROEIRA’

"O que eu pretendo impugnar é a obrigatoriedade dos estabelecimentos bancários fornecerem ao Banco Central e ao Coaf dados relativos às movimentações financeiras sem que haja um motivo justificável, ou seja, um processo judicial em andamento ou um inquérito policial" (sic, o imbatível e já aposentado magistrado Luiz Eduardo Rabello, hoje presidente da Andes). Assim, porque ele e seus "cumpanheiro" são especiais e diferentes dos demais brasileiros normais, fica no ar a pergunta que não quer calar: tal impugnação teria validade somente para alguns poucos que labutam no STF, nos Tribunais de Justiça e na Justiça de primeira instância por seletividade peticionada pela Andes em sua peça incoativa, ou será estendida a "nosotros", reles brasileiros comuns, digamos?  A pergunta tem cabimento por que neste país pós-Lula, já vimos até Ministro da Fazenda mandar sigilo bancário às favas!  A idéia da separação de poderes "para evitar a concentração absoluta de poder nas mão do soberano, comum no Estado absoluto que precede, na França, as revoluções burguesas, fundamenta-se com as teorias de John Locke e de Montesquieu" (Jus Navigandi - Internet). Por estas bandas, como tudo é diferente, o Poder Judiciário é que demonstra mais tendências para pretender ter em suas garras a hegemonia do poder.  E isso é decorrência das indicações, adrede selecionadas de cerca de 80% das principais vagas abertas em todas as instâncias, terem sido preenchidas por meio do aparelhamento do Estado, que vem sendo praticada pelos governos do PT, a partir de 2.002. Sintomático, entretanto, o faz de conta do Ministro Marco Aurélio de Mello (STF), do já aposentado presidente da Andes (Rabello) e de tantos outros que tentam nos iludir ignorando que o CNJ foi criado em 2005 com atribuições e ferramentas legais que o capacitam a "controlar a atuação administrativa e financeira de todo o Poder Judiciário"(sic Estado). Isso se deu durante a reforma do Judiciário e foi votada, sob forma de Lei, pelo Congresso Nacional.  Assim sendo, todos os poderes, inclusive o Judiciário, têm a obrigação constitucional de respeitá-lo. Em outras palavras, "é a volta do cipó de aroeira no lombo de quem mandou dar" (Geraldo Vandré)! Lula iniciou! Dilma completou!  Agora que suportem...

 

João Guilherme Ortolan guiortolan@gmail.com

Bauru

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E O POVO?

Não devemos aceitar a opinião radical do sr. Rabello. E o povo que paga, como fica?

Antonio Carniato Filho antoniocarniato@gmail.com

Santa Rita do Passa Quatro

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BALAIO

O escândalo das movimentações atípicas é um balaio de gatos, maçonaria, doleiros e juízes. Agora, os desembargadores paulistas querem mudar a função do Coaf, que para eles só serve para quebrar sigilo bancário de bandidos que não usam togas. O CNJ é o tsunami que tem tudo para acabar com a imundície do Poder Judiciário.

José Francisco Peres França josefranciscof@uol.com.br

Espírito Santo do Pinhal

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A FEDERAÇÃO OLIGÁRQUICA

O professor e filósofo Roberto Romano, da Unicamp, em artigo publicado no Estadão de 22/1, foi direto á verdadeira situação atual em nosso pobre país. Na frase onde aponta que “Como o Brasil só com boa vontade merece o nome de plena democracia (o nome certo do nosso regime é federação oligárquica), até hoje venceram o privilégio e a impunidade. Descobertos os seus erros, os donos dos palácios desejam aplicar viseiras novas no Ministério Público (MP) e na mídia.” Ao mencionar a fábula de Giges, de Platão, que narra a história de um pastor que descobre um anel que, se girado no dedo, o torna invisível. Ele usa tal privilégio para matar o govern ante, ganhando a rainha e o trono, que ilustra a razão de Estado: “Platão narra a fábula de Giges: pastor humilde, o herói descobre um anel que, se girado no dedo, o torna invisível. Ele usa tal privilégio para matar o governante, ganhando a rainha e o trono. O mito de Giges ilustra a razão de Estado: “o poderoso busca o sigilo para seus atos, mas tenta ver o que se passa nas casas das pessoas "comuns" Eu me lembrei da retenção ad eternum do processo que o filho do senador Sarney moveu contra o Estadão e que estranhamente foi encaminhado ao Estado do Maranhão e lá permanece em berço esplêndido, depois que o autor desistiu da ação, mas o jornal não aceitou. Muitas vezes, pelo menos para os leigos, processos passam a correr em segredo de Justiça, de forma no mínimo estranha. Curiosamente, na mesma página do jornal, encontramos o artigo do professor Gaudêncio Torquato, da USP, sob o título As nossas coisas atípicas, que já em seu primeiro parágrafo escancara os absurdos que vêm ocorrendo neste pobre país “O caso é tão hilário quanto impactante: uma professora se inscreve no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), entrega a prova em branco e, pasmem, recebe até 4 pontos acima da nota mínima.” E mais adiante “As contas do Judiciário apontam uma movimentação "atípica" de R$ 885,7 milhões entre 2000 e 2010. A forma "atípica" apurada pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) sinaliza coisas como falta de controle e desvio de padrão. E mais: o governo federal gastou em compras sem licitação R$ 13,7 bilhões, quase 48% do total gasto em 2011” Ora que tipo de exame é este do Enem, que além de todas as mazelas apontadas todos os anos, soma-se mais essa, de prova em branco aprovar o candidato? E é esse o ministro da Educação que o ex-presidente Lula quer impingir, porque quer, como prefeito de São Paulo, o maior município do País? Parece mais uma manobra para ir açambarcando sob seu domínio, os principais mandatários de Estados e municípios sob o seu comando, além da presidência da República. E, pelo menos para mim.  O governo federal gastar quase 48 % do total gasto em 2011 sem licitação é sem dúvida uma excrescência, praticamente mandando para as calendas gregas a Lei das Licitações. E a desculpa de que é devido a famigerada Copa, não se sustenta, pois entre a escolha do país pela Fifa e o início das providências governamentais, passou-se um longo período de inércia. Finalmente não cai bem para a democracia ministros do STF se insurgirem contra a fiscalização do CNJ. E o Estadão de ontem, 23/1, logo em sua manchete já nos encheu de dissabores quando anuncia: “Desembargadores agora agem para enfraquecer órgão do governo” e no início da matéria: “Alvos do CNJ, eles ficaram irritados com a abertura das contas e movimentações bancárias” E pensar que quando fico irritado sempre levei bronca, primeiro da minha mãe, depois da minha esposa e hoje até de meus filhos.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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ÍNDICE

A diminuição dos poderes do Coaf deve ter como índice o "fator honestidade": quanto mais desonesto o desembargador, menos vale seu parecer e sentença.

 

A. Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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RATICIDA

Os bueiros acolhem, além de baratas, ratazanas obesas. O raticida denominado "Co-Af", de fabricação nacional, já está fazendo estragos no ninho das ditas. Esperamos que sejam todas elas defenestradas, para o bem e a justiça do povo brasileiro.

 

Antonio Carlos Delfim acdelfim@hotmail.com

Presidente Prudente

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O CONTROLE DA MAGISTRATURA

 

À segunda página do Estadão de sábado (21/1), os artigos Controle da magistratura e A quem interessa? estão bem colocados (lado a lado) o que permite o destaque imediato do professor Ives Gandra da Silva Martins, que aborda, com objetividade e profissionalismo o embate STF x CNJ referente à posição da eminente desembargadora Eliane Calmon na defesa de apuração de fatos apresentados pelo Coaf. A ética se destaca em todos parágrafos abordados por Ives Gandra Martins. Uma nova controversa se fará, ao considerar o destaque "o primeiro aspecto a considerar é que a Emenda Constitucional número 45/04 não criou um controle externo da magistratura, como a grande maioria dos advogados desejava. Criou, isso sim, um controle "interno qualificado"... demonstrando a constituição dos 15 conselheiros, 9 são magistrados, 4 representam instituições fundamentais à judicatura (2 advogados e 2 membros do parquet) e apenas 2 elementos são externos (1 representante do Senado e outro da Câmara dos Deputados). Acreditamos que esta observação do Dr. Ives Gandra Martins, seja objeto de correção. Bem, todos os tópicos que aborda, o faz de uma forma ética e elegante em referência à todos os componentes do Judiciário, concluindo que a Sra. desembargadora está conduzindo seu trabalho com correção. As colunas escritas do artigo A quem interessa? é sem substância, seu subscritor, entre inúmeros parágrafos, preocupado com seus colegas, sucumbe às próprias afirmativas quando cita que "o egoísmo desta era", justifica o ditado popular (?)  "quem parte e reparte e não fica com a melhor parte ou é tolo ou não tem arte". Sem comentários. Outro disparate observado é que um convidado pelo Estadão a escrever sobre o assunto afirma que "a mídia tem feito essa ressalva, é certo, mas de forma discreta. Reserva o tom espetacular para as manchetes e chamadas, como se estivesse a noticiar uma conduta que iguala o Judiciário aos demais Poderes, quando descobertos os "malfeitos" da atual República. Pobres os argumentos do desembargador Nalini.

 

Moysés Friedheim m.friedheim@uol.com.br

São Paulo

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PINGOS NOS IS

Parabéns ao professor Ives Gandra da Silva Martins e ao desembargador José Renato Nalini por suas irretocáveis lições e colocações,  obras de professores verdadeiros juízes.

Nevino Antonio Rocco nevino_a_rocco@yahoo.com

São Bernardo do Campo

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O JUDICIÁRIO EM DEBATE

É primoroso o artigo do ilustre Ives Gandra da Silva Martins. Com exceção à sua afirmação de que o nosso Poder Judiciário é, de todos os poderes, o em que menos distorções ocorrem, de resto o seu artigo é irretocável. Tal exceção se dá em virtude do nosso Poder Judiciário ser totalmente blindado e hermético, quase nada se sabendo dos seus porões e gabinetes. Como fazer tal afirmação se as poucas "distorções" que vencem a blindagem são julgadas pelos seus próprios autores?. Mesmo diante de sentenças esdrúxulas e partidárias ou direcionadas, os desembargadores encaram os fatos como mera divergência de interpretação legal, como nitidamente deixa transparecer o desembargador José Renato Nalini , vizinho de artigo, quanto ao posicionamento dos tribunais. Falando do artigo vizinho, da lavra do desembargador José Renato Nalini do TJ/SP, é uma verdadeira aula de complacência e eufemismos. Lembra-me uma mãe de um rapaz de uns 17 anos que, tempos atrás, foi apreendido no Rio de Janeiro pela polícia, por estar atirando com uma espingarda de chumbinho contra trabalhadores de uma construção ao lado do prédio onde vivia, lesionando os trabalhadores e transeuntes. A mãe estava indignada com os trabalhadores e com a polícia pois o filho estava só brincando. Dizia ela que aqueles trabalhadores iletrados não tinham o direito de chamar a polícia por tão pouco e que a polícia deveria estar prendendo bandidos e não importunando seu filho. Tanto aquela senhora como o desembargador têm um enfoque seletivo dos acontecimentos. Como o desembargador gosta de citar provérbios e ditos populares, me permita, senhor desembargador, citar apenas um: "quem rouba um grão rouba um caminhão". Diz o senhor desembargador que o juiz (que também é um administrador público pois executa atos administrativos)  que em sua função pública age com egoísmo e se autossatisfaz de um montante coletivo, é apenas um egoísta, "característica desta era" em suas palavras. Caro desembargador, um administrador público tem que ser probo, íntegro de caráter, reto, honrado. É o que se exige, principalmente de um juiz, e quando este não tem tais adjetivos estamos diante de um crime de improbidade administrativa ou outros a analisar. Estou ensinando o padre nosso a vigário? Claro que não, o senhor sabe muito bem disso, apenas esta fazendo um jogo dialético. Quanto ao seu esforço para que o povo entenda o que aconteceu, informo ao senhor que o povo entende muito bem o que aconteceu e acontece, nem precisaria mencionar tais provérbios querendo diminuir a gravidade dos fatos. Para o cidadão honesto, que é a grande maioria, juiz que julga pendências de amigo ou sua própria, sobre vantagens pessoais pleiteadas e as coloca com prioridade e precedência contra as dos demais cidadãos, esquecendo-se da impessoalidade como um princípio da administração pública, esse juiz esta cometendo desfalque de confiança, esta fazendo maracutaia, falcatrua, embolso e corrupção. Não é legítimo  se autoprivilegiar em detrimento de outros, só porque se tem poder para isso. Isso é arbitrariedade e não discricionariedade. Esses recursos destinados para pagar tais vantagens, senhor desembargador, são recursos públicos oriundos do povo. O dinheiro não é do Judiciário, do Legislativo e do Executivo e cada Poder faz o que bem entende. O dinheiro que paga as contas e a folha de pagamento do Judiciário e dos demais Poderes não nasceu em árvore, são oriundos dos contribuintes.  E quando o recurso público que é utilizado pelo Judiciário é desviado, senhor desembargador, deixa sim o desprovido sem saneamento, saúde, educação e moradia. Quando o senhor desembargador fala que o nosso Poder Judiciário é indiscutivelmente o menos corrupto dentre os Poderes da República, de certo o senhor quer dizer que o Judiciário sabe bem esconder seus mal feitos. Somente para terminar, a mídia reserva o tom espetacular porque noticia condutas do Judiciário que, contrariamente à sua afirmação, é igual aos demais Poderes da República. Não estamos diante de um absolutismo, respeita-se as decisões soberanas mas não se impõe o cala a boca.

João Walter Thompson jwthompson@estadao.com.br

São Paulo

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QUEM PARTE E REPARTE

O desembargador Nalini, em seu artigo A quem interessa publicado no Estadão de 21/1 (página A2) sobre a antecipação de valores a juízes, cita o ditado "Quem parte e reparte e não fica com a melhor parte ou é tolo ou não tem arte". Isso porque juízes receberam suas verbas antecipadamente esquecendo que a lei e as normas determinam que deve haver uma ordem cronológica, e que valores menores devem ser pagos primeiramente, bem como a idosos. É sabido que o Estado de São Paulo não paga precatórios antigos, mesmo que sejam pequenos e devidos a idosos. A antecipação para alguns é prova da falta de Justiça e de descaso às normas.

 

Roberto Banhara Dias Cardoso rbdc@terra.com.br

São Paulo

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‘A QUEM INTERESSA?’

A quem interessa pergunto eu ao nobríssimo desembargador Jose Renato Nalini. A meu ver, Sua Excia. considera uma virtude o Judiciário ter corrupção, mas é das menores, ou seja, faço igual aos outros, mas faço menos? Lamentável, isso deveria ser zero pelo que ganham e usufruem. Por essas por outras tiradas é que o nosso país está com tantas falcatruas pendentes e corporativismos infinitos, que, além de não acabarem, ainda a cada dia descobrem benesses e rombos na lei para levar vantagem – agora é o auxílio-alimentação, por exemplo. Na verdade, os coitados dos Juízes ganham muito pouco para terem direito a tíquete refeição. Onde estamos, que vergonha na cara não existe e desculpas sempre há em profusão?

Antonio Jose G. Marques  a.jose@uol.com.br

Rio de Janeiro

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JUDICIÁRIO EM CRISE

O Poder Judiciário é, mutatis mutandis, como a mulher de Cesar: Além de honesta, parecer que é honesta! Incabível, por conseguinte, qualquer juízo que postergue o princípio da honestidade, desculpando-se pelo relativismo, ou seja, “o menos corrupto dentre os Poderes da República”!

Renato Ribeiro renato@rama.adv.br

São Paulo

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CORRUPÇÃO E PODER

"O Judiciário pode não ser ainda o ideal, mas é o menos corrupto dos Poderes da República". E quais são os mais corruptos?

 

Odomires Mendes de Paula odomires@abrampe.com.br

Uberlândia (MG)

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ELIANA CALMON

A Sra. Eliana Calmon como todos nós tem virtudes e defeitos, porem, tenho lido e observado que ela é uma obstinada pela seriedade e não se conforma com os desmandos do judiciário, que aliás não são poucos. O que se estranha na realidade é não ouvir ninguém influente, seja na imprensa, na política, no empresariado ou no meio artístico e intelectual ser solidário com ela. Será que o Brasil está todo dominado pelo que tem de pior? É preocupante.

 

Ademar Monteiro de Moraes ammoraes57@hotmail.com

São Paulo

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AUXÍLIO-ALIMENTAÇÃO

Na matéria Pressão dos juízes ressuscita auxílio para alimentação (21/1, A4), o governo federal irá gastar R$ 82 milhões com auxílio-alimentação para juízes federais e do Trabalho. Trata-se de um direito adquirido também para todos os servidores públicos federais, advogados públicos e membros do Ministério Público. Será que não foi esquecido o auxílio-higiene pessoal?

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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COITADINHOS

Fiquei com dó de nossos juízes ao saber que os mesmos tem direito à uma ajuda alimentação no valor de R$ 710,00. Com o “pequeno” salário que eles tem, será que se deram conta que seu auxílio alimentação é maior que o salário mínimo que acaba de ser atualizado para este ano, considerando-se ainda que tal salário é o teto recebido por mais de 85% da população brasileira. Estes juízes já tem um dos maiores salários pagos no país, tem férias de 2 meses, benesses que não acabam mais e ainda querem mais... Senhora presidenta, que tal acabar com essa mordomia e pegar esta grana e direcionar para a saúde, para a educação, para o transporte, enfim, não faltam opções mais dignas para tal?

 

Luiz Roberto Savoldelli savoldelli@uol.com.br

São Bernardo do Campo

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PRESSÃO

Pressão dos juízes federais e do trabalho irá ressuscitar o 'auxílio-alimentação' para os mesmos, gerando uma despesa extra de R$82 milhões aos cofres públicos. Chega a ser indecente que os magistrados federais recebam mais um privilégio, entre os tantos que já desfrutam, de forma indevida e imerecida. Os cidadãos comuns 'ralam' para pagar seus impostos e chegar ao fim do mês, enquanto juízes parecem viver em um mundo á parte, numa redoma, uma espécie de bolha que os protege e separa do mundo real onde vivem os demais mortais. Ao invés de mais 'auxílios', mordomias e privilégios sem fim, os juízes deveriam trabalhar mais, poder ser demitidos como os demais funcionários públicos e ter 30 dias de férias, como qualquer mortal. A sociedade não aceita mais os privilégios e 'mamatas' para juízes no Brasil.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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CONSOLO

As recentes informações sobre fatos estranhos que vem ocorrendo na seara do Judiciário, alguns causam estupor. A defesa que é feita por férias de 60 dias, e sem contar com os recessos, alega que o desempenho da função de magistrado leva muitos à necessidade de apoio psicológico, e coisas do tipo. E surgem histórias fantásticas de recebimentos de centenas de milhares de reais, por férias não gozadas. As centenas de milhares devem se referir a férias de década ou mais. É surreal. As regalias e os privilégios, alcunhados de prerrogativas, tem origem, segundo alegam em disposições constitucionais. Auxílio moradia, auxílio alimentação e outros auxílios, aposentadoria como punição,põe esses cidadãos em um patamar de intocabilidade. Vem então um magistrado e diz: "O judiciário pode não ser o ideal, mas é o menos corrupto dos Poderes da República. Belo consolo...

Mario Helvio Miotto mhmiotto@ig.com.br

Piracicaba

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MAL-COMPARANDO

Apenas uma pergunta: Se os juízes federais necessitam de R$ 710 só para alimentação, além de tudo que já recebem como ordenado etc., como eu e a minha família vamos sobreviver pagando luz, água, impostos etc. com R$ 640, agora aprovado pela presidenta, que está fim de acabar com a miséria? Ela poderia me explicar como fazer?

Johannes E. T. Wanders  jo-781@hotmail.com

Jaboticabal

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VERBAS

Se a União gasta R$ 82 milhões na alimentação de juízes, a verba para papel higiênico deve ser também aumentada...

Glalco Ítalo Pieri colyacpieri@uol.com.br

Avaré

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‘O BRADO RETUMBANTE’

A minissérie da Rede Globo O Brado Retumbante está sensacional! Quem não está vendo, está deixando de ver o brado que nós gostaríamos de dar. É um retrato sem retoques da atual situação política do Brasil, com o poder sendo repartido entre os partidos da base de sustentação do governo e a conseqüente disseminação da corrupção, com o enriquecimento dos envolvidos nessa grande ação entre amigos, deixando o interesse do povo relegado a um plano inferior. Aguardo ansioso para ver qual será o final que teremos. 

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro 

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FICÇÃO E REALIDADE

A minissérie O Brado Retumbante está dando de mil a zero no BBB. E que lição nossos parlamentares estão tomando. O escritor Euclydes Marinho, com a colaboração de Nelson Motta, Guilherme Fiuza e Denise Bandeira, está dando um show de ética ao desnudar a corrupção e colocar o dedo na ferida. Pena que a série seja exibida tão tarde, quando a maioria do povo iludido com os governos que tem, não possa ver a realidade transformada em obra de ficção.  Com diálogos irônicos e frases feitas é impossível não associar os personagens da trama com os da vida real. Fotografia, linguagem moderna impecáveis.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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POLITICALHA

A minissérie ora apresentada pela Globo O Brado Retumbante retrata com muito realismo a vergonhosa politicalha em nosso Brasil. Um (a) presidente (a) refém dos políticos da base aliada que lhe são impostos ministros incompetentes e corruptos, contudo, ele (a) não tem na verdade liberdade de escolher ministros capazes, qualificados, para ocupar as respectivas pastas, tudo em nome da “governabilidade” ele (a) tem que ceder interesses escusos. O presidente (a) tem que engolir sapos calado (a). Trinta e tantos ministérios são criados tão somente para abrigar os indicados pelos partidos que apóiam o governo, criando assim um estrutura para abrigar cabos eleitorais e parentes de congressistas. Ainda não sabemos como vai terminar “O brado retumbante” se o presidente (a) vai renunciar o mandato, capitulado (a), enojado (a) do poder que lhe foi confiado (a), ou se vai corajosamente, custe o que custar, por ordem na casa com todo o apoio do povo brasileiro. Com toda certeza Dilma e seus ministros e os políticos devem estar acompanhando o desenrolar do “O brado do retumbante”. Espumando de raiva, muitos políticos da base aliada devem estar pensando em processar a Globo o pedir urgência na criação de uma agência para regulamentar os meios de comunicação.

José Carlos de Castro Rios jc.rios@globo.com

São Paulo

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PENSAMENTOS E REFLEXÕES

A impunidade e a corrupção afrontam a Nação.

Do mensalão o chefe da quadrilha segue na mesma trilha.

Do mensalão todos os meliantes continuam bem atuantes.

No Brasil, hoje em dia, a corrupção é endemia.

No mensalão, todos os seus componentes mostraram-se eficientes.

Há uma atração mútua entre os corruptos.

O corrupto sempre tenta alguma ação fraudulenta.

Cidadãos impolutos não se relacionam com corruptos.

O produto da corrupção no mensalão foi repartido entre partidos.

Os corruptos são ousados e abusados.

O corrupto é desprovido de consideração e respeito a si mesmo.

Chafik Tannure

São Paulo

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REFORMA MINISTERIAL

Completado o primeiro ano de governo, do parto da montanha nasceu um rato. O que era reforma agora é chamado de "ajuste" com quatro, no máximo cinco mudanças pontuais de nomes e nenhuma alteração no conceito da formação do condomínio. Comentou Dora Kramer em sua coluna em 21/1/2012, sobre a reforma ministerial prevista para acontecer após um ano de mandato da “presidenta”. Mudando o contexto, mas sobre os mesmos fatos, bom seria que, do parto, nascesse apenas um rato. Infelizmente, as ratazanas do planalto não são atingidas pelas equipes que fizeram trabalhos de desratização da Câmara e Senado. Ainda não se desenvolveram iscas eficientes para esse tipo de praga histórica neste país. E quem se arvorar de gato, pode estar também mancomunado com cachorradas. Até quando?!

José Jorge Ribeiro da Silva jjribeiros@yahoo.com.br

Campinas

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PESQUISA DATAFOLHA

Dilma, com 59% de aprovação, se abaixar os impostos para que não comprem no exterior, o índice pode chegar a 90% de aprovação! Gostaria muito de ter certeza que pesquisas são sérias.

Dependendo muito de onde são feitas, a maneira que se 'coletam' essas informações e posteriormente, como e com que finalidade essas informações são passadas e assimiladas pelo povo que lê, vê, ouve e engole essas pesquisas. Seria com a naturalidade que se demite um empregado ruim e mandá-lo embora, porém demitir meia dúzia de Ministros não é fácil! Foi uma faxina grande, que ainda não terminou, na minha opinião. Não creio nada vezes nada em pesquisas, mas parabenizo se essa for verdadeira! Parabéns a presidente, que por hora vive em lua de mel com o nosso povo. E por enquanto, até que se prove o contrário, dizem que somos a sexta economia no mundo com a nossa moeda, o real está como a quarta mais cara do planeta. O mundo está em crise com 'ondas' de  mais de vinte metros engolindo a Europa, e abalando os EUA e faz com que o Obama libere o visto mais rápido para os brasileiros comprarem lá produtos chineses e até os nossos mais baratos agora somos bem vindos com a carteira cheia de dinheiro e cartões de crédito. Presidente, precisamos de mais incentivos fiscais e menos impostos para que o nosso povo compre aqui! Gaste aqui comprando nossos produtos! Estão comprando nos EUA os nossos produtos deixando muitos milhões na casa do 'tio Sam'. Poderíamos melhorar tirando impostos e ai sim a sua popularidade deve chegar a 90% de aprovação.

Eduardo Zago jeduardozago@hotmail.com

São Paulo

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DESCARTES DE MALAS

Acredito que um dos principais motivo para o índice de popularidade da "presidenta"  Dilma Rousseff chegar a 59% de aprovação seja consequência de ela ter se livrado de  meia dúzia de "malas" que herdou do ex-presidente Lula.

 

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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ÍNDICES

O Datafolha fez uma pesquisa em que a nossa presidenta tem o maior índice de aprovação: 59%. Pergunto: onde foi feita essa pesquisa, no interior de qual Estado? Isso é mais um absurdo e uma pesquisa comprada, pois neste governo tivemos, sim, o maior índice de ministros colocados para fora por corrupção. Até hoje, passado mais de um ano de sua posse, nada foi feito.

Clovis Jose Ribeiro Leal cj.leal@uol.com.br

São Paulo

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GOVERNO DILMA

Gostaria de entender: de acordo com 2.575  pessoas entrevistadas, o índice de aprovação do governo Dilma chegou a 59%. Essa pesquisa realmente reflete a realidade de um país de mais 150 milhões de pessoas?  Alguém que mora na Amazônia foi entrevistada? Alguém de Nova Friburgo foi entrevistada? Os invasores do "Pinheirinho" foram entrevistados?

Marcelo Stoppa Gomide stoppagomide@gmail.com

Uberlândia (MG)

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CUIDADO

Alguns jornais estampam na primeira página de domingo, 22, uma pesquisa feita pelo Datafolha e que merece uma análise  pelo menos mais cuidadosa quanto aos resultados. É como se numa região qualquer um desastre natural fizesse estragos capazes de abalar as estruturas daquela sociedade. Logo após o desastre, um ou outro jornal publica reportagem que minimiza o desastre e leva aos leitores uma idéia errada do que de fato ocorreu. A pesquisa Datafolha, realizada com 2.575 entrevistados, apresenta a presidente Dilma com 59% de atuação considerada ótima e boa, 33% regular e apenas 6% ruim ou péssima. Um resultado desses não pode acontecer depois de um ano de mandato em que o governo esteve nas páginas dos jornais emoldurado por escândalos nos ministérios, demissão de ministros e a maior crise de confiança jamais vista no Judiciário. O resultado é possível, sim. Basta que a pesquisa ''coincidentemente'' entreviste militantes ou adeptos do PT ou aliados. Pesquisa com odores de promoção.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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DIREITOS DOS ANIMAIS

Quero cumprimentar os manifestantes de domingo que foram à Avenida Paulista contra os maus tratos aos animais, todo o tipo de participação popular é válido e justo, acredito que mais manifestações como esta deveriam ser mais frequentes, principalmente no tocante à corrupção, aos privilégios e mamatas que imperam no Brasil.

Roberto Saraiva Romera robertosaraivabr@gmail.com

São Bernardo do Campo

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MANIFESTAÇÃO

Estive na manifestação na Avenida Paulista, contra maus tratos aos animais, e adorei contribuir um pouquinho por essa grande causa.

Sônia Aparecida Pirrongelli pirronn@hotmail.com

São Paulo

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CRUELDADE  CONTRA ANIMAIS

Uma nação que não respeita e não pune quem maltrata animais não nutre respeito para si própria.  O ser humano que  não gosta de animais – sejam eles quais forem – não gosta de "gente".

Aloisio Arruda De Lucca aloisiodelucca@yahoo.com.br

Limeira

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PROTESTO

Achei interessantes todas as manifestações sobre  maus tratos aos animais, entretanto não podemos nos esquecer de que os maus tratos às pessoas vêm sendo tratados com benevolência, haja visto que se posterga os julgamentos dos criminosos e quando eles  são condenados cumprem um mínimo de pena e recebem indultos, saem livres leves e soltos para continuar a vida de bandido. Desta forma, propomos que juntamente com as penas para quem maltrata animais sejam revistas, mas que as penas para os  subumanos que cometem crimes contra pessoas, mormente contra crianças, mulheres e idosos, sejam devidamente qualificadas e cumpridas rapidamente.

 

Pérsio de Araujo Figueiredo figueiredopa@hotmail.com

Santos

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DIREITOS NÃO SÓ DOS ANIMAIS

As pessoas se mobilizaram neste domingo e foram à Avenida Paulista protestar contra maus tratos aos animais, mas com isso, causaram maus tratos à população da cidade, que enfrentou congestionamentos. É preciso pensar que pessoas podem estar precisando se locomover por inúmeras razões, além do mais, os direitos de uns terminam onde começam os de outros. Existem maneiras de protestar sem prejudicar outras pessoas.

Carlito Sampaio carlitosg@estadao.com.br

São Paulo

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IMBECILIDADE

Na contramão dos louváveis movimentos de conscientização, por todo o Brasil, protestando contra os maus tratos aos animais,a SPFW divulga que a tendência para o inverno será o uso de peles! Como uma criança reagiria ao ver sua mamãezinha idiota usando um casaco de pele? Por que não criam roupas feitas com pele de toureiro ou de estilista, e mantenham os pés numa nova realidade social e de bons costumes? Evoluam, estrelinhas!

Flavio Marcus Juliano opegapulhas@terra.com.br

São Paulo

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CHUVA CAUSA PREJUÍZO EM SÃO PAULO

Em geral as chuvas causam muitos prejuízos não só em São Paulo, mas por este Brasil afora. Os motivos são dos mais diversos que podemos imaginar, desde falta de planejamento do Município ao sonho da casa própria, sonho de todos os cidadãos, lembrando que de acordo com a Constituição todos tem direito a propriedade (casa). Porém tem situação que parecem que o contribuinte pede para ter prejuízo, um bom exemplo é: muitas pessoas nem tem casa própria, mais tem um carro, não paga prestação da casa própria mais paga de um carro, naturalmente não se preocupa com o estacionamento, pois paga o seguro e com isso entende que não precisa pagar estacionando, e também sai de manhã para o trabalho e não ler o jornal o O Estado de S. Paulo para ao menos ler o tempo e ver se vai chover. E por último faz da rua seu estacionamento e ainda prefere colocar o carro de baixo de alguma árvore por causa da sombra para não danificar a pintura do carro. No final do dia quando vai pegar o carro ver que a árvore da sombra da manhã caiu e destruiu seu carro, e vai culpar a Prefeitura, vale a pena ser observador em determinadas situações.   

Paulo Rodrigues de Moura paulorodriguesmoura@hotmail.com

São Paulo

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USP – LAFER E AS REFLEXÕES

Celso Lafer registrou no domingo 15/1 sua inconformidade com os surtos de violência no câmpus da capital, lembrando a todos os alunos, professores e funcionários uspianos o lema e a ideologia de criação da USP, Scientia Vinces, criado em 1934 e que significa, segundo o próprio site da instituição “vencerás pela ciência” e, conforme Lafer, traduz a ideia a realizar do projeto dessa universidade. Ou seja, Scientia Vinces traduz a ideologia que toda a comunidade uspiana de alunos, professores e funcionários aceitaram quando decidiram fazer parte dessa instituição idealizada para fazer ciência em humanas, exatas e biológicas. Não está no brasão da USP ideologia tal vinces, partidarismo vinces, pois o pensamento autoritário dogmático de esquerda ou de direita nega a diversidade, a pluralidade, a democracia, o republicanismo, a tolerância, o respeito e a opinião contrária, ou simplesmente o direito de abster-se, de não ter opinião. Qualquer forma de protesto violento, seja físico, destruindo e bagunçando, pichando paredes e ceifando a liberdade de alunos terem aula, seja verbal com palavras de estímulo ao ódio, ao conflito e ao preconceito entre as pessoas inevitavelmente causa injustiça, reprovação e mais violência. Como aluno da FFLCH acredito que deixar de estudar ou propor problemas e conflitos ao invés de soluções harmônicas não é inteligente, não é produtivo e nem produz justos e melhores resultados.

Douglas Ribeiro teacher.douglas@yahoo.com

São Paulo

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A GOVERNANÇA DA USP

A manifestação crítica do professor Adrián Pablo Fanjul à relevância conferida pelo professor Celso Lafer ao aspecto governança nas atividades da USP, em priorização do notável empenho e da dedicação dos corpos docentes e discente, amputa a relevância da ordem corporativa e revela um sentido anárquico (no sentido filosófico). O Estatuto - não Regimento - de 1972, só não foi mais reflexivo do autoritarismo da época graças a um acervo de emendas apresentado pelos representantes dos alunos no Conselho Universitário, uma resistência à ditadura rara em sua perspicácia. Pergunta-se ao Prof. Adrián: Por que essa norma fundamental não foi modificada em 40 anos?

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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RITA LEE

O roque brazuca reverencia a mutante 'santa' Rita Lee que se aposenta dos palcos "when I'm 64". Uma pena!

 

J. S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

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‘CORREIOS’

Em resposta à carta do leitor Sr. Lucio Ferreti de Castro, publicada na edição de segunda-feira (23/1) no Fórum de Leitores do Estadão sob o título Correios, a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) não será privatizada. Aliás, essa medida nem está em cogitação. O governo da presidenta Dilma está empenhado em transformar os Correios em uma empresa de classe mundial, mais forte e moderna, ajustada ao nível de desenvolvimento do País. Os Correios contrataram 9 mil novos empregados do último concurso realizado em 2011 e adquiriram 6 mil veículos, entre motocicletas, furgões e caminhões, incrementando as áreas de pessoal e de operações. Os Correios, ao contrário do que afirma o prezado leitor, está sendo modernizado e fortalecido para atender com ainda mais qualidade a população brasileira.

Thelma Yeda Roder Kai da Silva, Departamento de Relacionamento Institucional dos Correios imprensa@correios.com.br

Brasília

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