Fórum dos Leitores

GOVERNO DILMA

O Estado de S.Paulo

31 Janeiro 2012 | 03h05

Burocracia destrutiva

De cada dez projetos relativos à habitação, só sete prosperam. A Brasil 2016 consumiu R$ 4,6 milhões e não nasceu. Donde se conclui que a burocracia e a incompetência estão instaladas comodamente na esfera federal, requerendo providências urgentes do alto comando nacional. Se, de um lado, temos a desonestidade e a corrupção para esvaziar os cofres públicos, de outro, temos as amarras burocráticas, junto com a incompetência realizadora, para desviar somas vultosas que poderiam ser aplicadas em saúde, educação e segurança pública. Tanto desperdício de dinheiro é motivo para entristecer qualquer brasileiro minimamente consciente do patriotismo que deve ter.

JOSÉ CARLOS DE C. CARNEIRO

carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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Câmara de Gestão

Com o objetivo de melhor esclarecer as funções desempenhadas pela Câmara de Gestão, Desempenho e Competitividade do governo federal, mencionadas na matéria 'CEO' do governo, Dilma escala Gerdau para cobrar ministros e definir metas (29/1, A4), informamos que a função do órgão é essencialmente de natureza técnica, propiciando instrumental para facilitar a eficiência no acompanhamento gerencial de projetos nos âmbitos do setor público. Conforme o decreto de sua criação, a câmara é um órgão de assessoramento da Presidência da República, sugerindo possíveis frentes de apoio, compartilhando experiências de sucesso e apoiando os órgãos e instâncias que demandam apoio na formulação de ações para melhoria de gestão. Por isso trabalha em plena sintonia com a Casa Civil e o Ministério do Planejamento. Logo, não competem à câmara ou a seus titulares - incluindo seu presidente - quaisquer funções executivas, seja na definição de metas, distribuição de tarefas ou coordenação ministerial quanto aos resultados a serem alcançados.

JORGE GERDAU JOHANNPETER, presidente da Câmara de Gestão, Desempenho e Competitividade

lucila.cestariolo@gerdau.com.br

Porto Alegre

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Estilo Mário Covas?

O estilo mal-humorado da presidente Dilma Rousseff, mostrado pelo Estadão de domingo em Broncas em público, rotina do Planalto (A8), significa - guardadas as devidas proporções - que ela está buscando seguir o comportamento do saudoso governador paulista Mário Covas? Conhecido como Espanhol, Covas era mestre em tirar seus secretários de Estado da cama à primeira hora, fossem 6 ou 7 da manhã, para cobrá-los com base em notícias que lia nos jornais do dia. Elogios? Nunca! Para ele, bom comportamento era obrigação. Bons tempos.

CLÁUDIO AMARAL

clamaral@comunic.com.br

São Paulo

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O suposto rigor

Excelentes as ponderações do historiador Marco Antonio Villa desmistificando a fama de durona e exigente de Dilma. A verdade é exatamente o contrário. Durante seu primeiro ano no Planalto fomos bombardeados com denúncias de corrupção no alto escalão do governo. A então rigorosa mandatária protelou ao máximo a demissão dos envolvidos, herdando de seu antecessor a conivência com a bandalheira, tão característica do lulopetismo. Indo mais adiante, essa mesma conivência se amplia à incompetência: basta ver os insultantes erros do Enem, premiados com elogios ao responsável, Fernando Haddad. Que boa gestora não pune prontamente os "aloprados" e despeja elogios aos incompetentes, em vez de execrá-los?

DANIEL ARJONA DE A. HARA

haradaniel734@gmail.com

Cotia

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ELEIÇÃO MUNICIPAL

O poder do PT

O editorial Agora a capital, depois o Estado (29/1, A3) é, no mínimo, assustador e indiscutivelmente verdadeiro. Fala sobre a possível conquista da Prefeitura de São Paulo, em outubro, pelo Partido dos Trabalhadores. Eu iria mais longe: caso isso venha a ocorrer, começaria aqui a ser realizado um antigo sonho petista, meio que interrompido pelo escândalo do mensalão, qual seja, o de se eternizar no poder. O próximo lance será o governo do Estado. A Presidência já está quase certa. Como disse o editorial, caso ainda exista alguma oposição, é chegada a hora de se mexer.

JOSÉ MARQUES

seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

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Aqui, nunca mais!

O recado do editorial do Estadão de domingo à oposição é claro. Diante da ameaça de ver a capital paulista e, em seguida, o nosso Estado cair sob o tacão do PT, é bom que a dividida oposição se una em torno de uma missão maior do que as diferenças pessoais e partidárias e se foque numa reação ordenada. Porque São Paulo nas mãos dos petistas é a garantia que eles buscam para acabar de vez com a democrática alternância de poder no Brasil. Se assim for - e que Deus não o permita -, será PT para sempre e o Brasil, uma mera Cubabrás... E se nos parecer que mesmo diante desse perigo a oposição desfalece, sejamos nós, cidadãos, a verdadeira oposição. Vamo-nos unir, paulistas e paulistanos, para dar a nossa resposta ao PT/Lula nas urnas. Aqui, em São Paulo, PT nunca mais!

MARA MONTEZUMA ASSAF

montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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Tática maligna

Depois de ver assessores graduados do PT envolvidos na reintegração de posse do Pinheirinho, em São José dos Campos, de vê-los atacando o prefeito paulistano na saída da catedral e atacando também um dos pré-candidatos do PSDB à Prefeitura, chego a uma conclusão clara: a turma do PT, ao perceber que o poste escolhido por Lula para ser candidato a prefeito de São Paulo está firmemente concretado e dificilmente chegará a algum lugar, quer, para salvar o "chefe", agitar a praça para encontrarem um motivo que "livre a cara" do "todo-poderoso". Ainda vamos ver muita agitação dessa... gente por aqui.

MAURÍCIO LIMA

mapeli@uol.com.br

São Paulo

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Conjunto vazio

Com 82% da população paulistana aprovando a ação policial na cracolândia - segundo pesquisa Datafolha -, é melhor o guru do candidato petista à Prefeitura de São Paulo pensar em alguma coisa para preencher o conjunto vazio que representa o seu protegido. São Paulo é muita areia para um calhambeque tão ruim.

FLAVIO MARCUS JULIANO

opegapulhas@terra.com.br

São Paulo

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‘O ESTADO DE S. PAULO’

Conforme o Instituto Verificador de Circulação ( IVC ), o jornal O Estado de S. Paulo (25/1, B16) teve o maior crescimento entre os grandes jornais brasileiros, alcançando mais de 254 mil exemplares diários. Quando comparamos com o total da população, de 191 milhões de brasileiros, chegamos à triste conclusão de que a nossa gente não gosta mesmo de ler jornais, e muito menos livros, que são considerados caros. Como ler é educar-se, certamente esse é o melhor caminho para o País diminuir os 40 milhões de analfabetos funcionais e, assim, melhorar o índice de desenvolvimento humano.

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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CRESCIMENTO E RECONHECIMENTO

Estadão, líder de circulação no Estado de São Paulo em 2011, segundo o Instituto Verificador de Circulação, não é redundância, é competência, talento e mais de um século de história. Não à toa, é chamado carinhosa e respeitosamente no aumentativo: o Estadão nosso de cada dia.

 

J. S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

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A PEDESTRE DEFESA DA MAGISTRATURA

Diante de fatos não contestados ou enfrentados de modo pífio, como no caso do Tribunal de Justiça (TJ) do Rio de Janeiro, não é possível aceitar a tese do enfraquecimento do Poder Judiciário como resultado exitoso de uma perspicaz estratégia para enfraquecer o julgamento do mensalão, como concluíram os magistrados reunidos para analisar a mais devastadora crise que estremeceu este Poder. Será que os acusados do mensalão, que perpetraram os respectivos crimes, teriam inteligência suficiente para arquitetar uma estratégia tão devastadora? A corregedora Eliana Calmon não passaria de um instrumento? E o recebimento de R$ 0,5 milhão no momento da aposentadoria não explicado pelo presidente do tribunal? Juízes podem saber julgar, mas o ato de defesa é especialidade dos advogados.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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O TEMPO ESTÁ SE ESGOTANDO

O mensalão volta à primeira página, de onde nunca deveria ter saído. Foi o mais grave ataque à democracia que o País já sofreu, só superado pelo da oposição na época, que preferiu poupar Lula de um processo de impeachment com a desculpa de evitar uma comoção social. Seu efeitos perniciosos começam a aparecer com a crise no Judiciário, o poder que por definição e simbolismo deveria ser o mais equilibrado, justo e confiável. Ainda está em tempo, mas ele está se esgotando.

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

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DESVIRTUANDO

Reunidos em Teresina, desembargadores dão demonstração de cinismo e completo desprezo pela opinião publica. Diz o presidente da Associação dos Magistrados, o infeliz Henrique N. Calandra, que “o Supremo está emparedado por pessoas que querem abalar os alicerces do Judiciário”. “Réus (do mensalão) podem estar atrás disso... não estou falando do José Dirceu, meu colega de faculdade...”. Marcos Faver, presidente do Colégio dos TJs, pergunta: “A quem interessa abalar as estruturas de um poder constituído...?”. Ivan Sartori, do TJ-SP, fala num momento de falsa ingenuidade em “movimento contra o Supremo”. É inacreditável que pessoas que se arrogam inteligentes e cultas façam pronunciamentos tão cínicos quanto inconsequentes. O elevadíssimo grau de corrupção na justiça brasileira, atingindo todos os níveis já é do conhecimento de toda a população. Pior, a confirmação dessa situação e dos “esforços” internos na magistratura para encobri-la veio do seio da instituição, o órgão que deve controlá-la, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) confirmou suspeitas sobre mais de 3 mil contas “atípicas” de magistrados. Querem os desembargadores desfigurar essa grave crise, atribuindo-a a mensaleiros, como se nada ocorresse nesse “sórdido” poder da República?

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

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BRASIL AVACALHADO

Depois de inaugurada oficialmente a temporada da compra de apoio político de parlamentares no governo Lula, o “mensalão”, e de todas as evidências fartamente documentadas dessa mega fraude nos mais altos escalões da República, com os 38 participantes e seu chefe devidamente catalogados pelo procurador-geral da República, na época Antonio de Souza, é de estranhar que todos desse time ainda estejam em liberdade. Ninguém, nem Polícia Federal nem Judiciário, ousou fazer valer a lei diante desse bando de transgressores. Pergunto-me, seriam eles protegidos pelo chefe dos chefes? Não há outra explicação. Percebe-se a transformação silenciosa pela qual nosso país está passando. É difícil acreditar que a saúde do Judiciário esteja boa, quando essa corte se abstém de sua elementar função: fazer justiça. Prova disso foi a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de manter no Brasil, sob as bênçãos de Lula, Cesare Battisti, um criminoso que deveria estar cumprindo pena em seu país pelos crimes que cometeu. É o PT no poder tentando transformar o Brasil num país melhor, mais democrático, como a Venezuela.

Peter Cazale pcazale@uol.com.br

São Paulo

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É SÓ O COMEÇO

A imagem do Judiciário sempre foi de virtude e, recentemente, essa boa reputação foi maculada em razão de denúncias gratuitas e muitas vezes infundadas. Entretanto, a quem interessam tais ataques? A quem interessa ver um Judiciário sem poder de questionamento, fraco e submisso? Para os servidores do Judiciário, isso não passa de uma cortina de fumaça que visa a encobrir o verdadeiro objetivo, que é inviabilizar o pleito por aumento salarial para os servidores do Judiciário. Estão querendo desacreditar uma das instituições mais séria deste país. Desconfio de que é algo orquestrado pelo Palácio do Planalto, pois bastou o Supremo colocar na pauta deste ano processos polêmicos como o do mensalão do PT, sem falar em outros que podem trazer prejuízos eleitorais em época de ano eleitoral, que começaram a surgir ataques vindos de membros da própria justiça, como é o caso da corregedora do CNJ. São o aumento salarial, mensalão do PT e outras coisas mais que irritam essas pessoas que governam este país. Isso é só o começo, pois a chapa vai esquentar com o inicio dos trabalhos do Judiciário, quando o STF deve decidir as atribuições do CNJ e, em breve, colocar em pauta aqueles processos do mensalão.

 

Edilson Ricardo rs311068@gmail.com

Brasília

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MENSALÃO

Desde os tempos da cassação de José Dirceu, só o ministro Lewandowski dava mostras de querer acabar com o mensalão. Alegava que faltavam provas, apesar da evidência de um montão delas, e do parecer do ministro Joaquim Barbosa. A mesma desculpa ele usou em relação a José Genoíno. Ele estava entusiasmadíssimo a defender os mensaleiros, desde que tomou posse no STF, nomeado por Lula. A esposa de Lula, Marisa Letícia, deu uma mãozinha, por escutar os elogios que a mãe de Lewandowski, sua vizinha de São Bernardo, fazia ao filho querido, influenciando Lula na escolha. Mas o que pesou de fato na  escolha dele foi a opinião que tinha do mensalão. Ele sabia que Lula queria alguém que ajudasse a livrar os mensaleiro da cadeia. Ao mesmo tempo em que declarava que tinha autos demais para ler, o relator Joaquim Barbosa informava  que:  “Os autos do processo, há mais de quatro anos, estão digitalizados e disponíveis eletronicamente na base de dados do Supremo Tribunal Federal”. Lewandowski, portanto, resolveu começar do zero porque quis. Com isso, desaba seu argumento de que o tempo é exíguo, antes que prescreva o mensalão, que é o que parece que ele mais quer.

Conrado de Paulo conrado.paulo@uol.com.br

Bragança Paulista

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‘A REVOLTA DA TOGA’

Parabéns ao jornalista Fausto Macedo, pelo seu texto na edição de 28/1/2012, na cobertura do encontro de Teresina dos presidentes dos TJs dos Estados. O relato do repórter revela que a toga está direcionando suas baterias no sentido de pespegar o papel de "vitima" ao STF, alegando a existência de "uma trama bem urdida para desestabilizar o Judiciário". O texto chega a ser irônico ao registrar as homenagens prestadas aos magistrados presentes com a festiva outorga de colares do mérito judiciário recebidos pelos "orgulhosos e faceiros" contemplados. Nós, advogados e a sociedade brasileira, por certo, estamos assistindo, contristados, ao desgaste do poder judiciário pelo fato de o CNJ estar apontando irregularidades que ocorrem nos desvãos dos tribunais, devidamente protegidas pelo corporativismo da classe. Enquanto isso a lerdeza da justiça, de modo geral, segue trazendo prejuízos às partes demandantes, e impunidade a tantos criminosos, até mesmo os apontados como culpados  no caso do mensalão. O alegado "aprimoramento das atividades do Judiciário", apregoado objetivo do encontro de Teresina, vem sendo aguardado por todos. Nem precisava tamanho alarde para atingir esse objetivo. Há muita coisa estranha no meio disso tudo. E, por certo, nunca virão à tona tantos apontados malfeitos, para conhecimento geral.

AntonioTito Costa antoniotitocosta@uol.com.br

São Paulo

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O STF E A OPINIÃO PÚBLICA

Excelente o artigo O STF no tribunal da opinião pública (29/1, A2), do Dr. Conrado Hübner Mendes. Esperamos que nossos ministros o tenham lido.

Cleo Aidar cleoaidar@hotmail.com

São Paulo

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A JUSTIÇA FALHA

Uma investigação do CNJ descobriu que em torno de R$ 6,4 milhões em bens doados pelo órgão a tribunais estaduais desapareceram. A coisa está ficando preocupante e intrigante. É muito dinheiro easy rider (sem destino). Não são crianças que estão brincando com cofrinhos, são pseudoautoridades e representantes oficiais do povo. Isso precisa rapidamente ter um esclarecimento, pois a cada dia surgem novas e pesadas denúncias. Aonde vamos parar com tanto desvio? Não vamos nem precisar mexer com o velho Chico, a coisa literalmente saiu do rumo e da competência.

Antonio Jose G. Marques a.jose@uol.com.br

Rio de Janeiro

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NEM SÃO TOMÉ ACREDITARIA

A presidente Dilma Rousseff, quando em campanha, em 2010, prometeu  construir 6.427 creches até 2014. A cada ano seriam construídas 1,5 mil creches  Mas, como sabemos que promessa não é mais dívida, e nada do que político fala em campanha é verdade ou ele realiza, verificamos que mais uma vez  o governo blefou, e feio. Sob a supervisão do Ministério da Educação (MEC), que deveria mandar construir as creches, o então ministro Fernando Haddad, que saiu semana passada do cargo, não conseguiu entregar nenhuma unidade. Assim estamos vendo a eficiência da gerentona que não gerencia nem o quintal do Planalto, quanto mais seus incompetentes  ministros e ministérios. Assumiu no lugar de Haddad outro ministro, Aloisio Mercadante, que declarou: "Vamos cumprir a meta de criar mais de 6 mil creches". Vocês acreditam? Nem São Tomé acreditaria. São blefes atrás de blefes, e factoides que não acabam. Pura incompetência. Nem com dinheiro os petralhas conseguem construir um muro. Mandaram para cá o "homi" que destroçou o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem),  que distribuiu livros com erros de português, querendo que os que já falam e escrevem mal piorem ainda mais, e não conseguiu entregar uma creche sequer. Esse é o  "cara" que  quer disputar a Prefeitura de São Paulo.

Agnes Eckermann agneseck@yahoo.com.br

Porto Feliz

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PARA O PT TUDO É FESTA

Gostaria de saber o porquê do governo não ter feito quase nada até agora para cumprir a sua promessa de entrega das mais de 6 mil creches, feita na ocasião da campanha eleitoral de 2010. O plano nacional de combate ao crack, ao que parece, também não anda. Por que será? Qual seria o motivo da lentidão na execução das obras de infraestrutura urbana planejadas em virtude da Copa do Mundo e da Olimpíada, que o País sediará nos próximos anos? Fico curioso, ainda, com os motivos da visita da presidente a Cuba, onde manterá encontro privado com o ex-ditador Fidel Castro, que conduziu seu país com cerceamento de liberdades civis e outras atrocidades por várias décadas. Dessa agenda na ilha caribenha resultará algo que trará benefícios concretos à economia brasileira? Desconfio que não. E as obras da Usina de Belo Monte? Caminham mais rápido do que os passos de uma tartaruga. Pelo andar da carruagem, tudo estará pronto até, quem sabe, 2051! Este é o governo Dilma: sem planejamento, sem execução, sem articulação. Para o PT, porém, tudo é festa: a presidente tem 128% de aprovação e a oposição é inexistente. O Brasil, segundo os petistas, vai bem. Então tá!

 

Henrique Brigatte hbrigatte@yahoo.com.br

Pindamonhangaba

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DILMA, A ‘GERENTONA’

 

Vez em sempre aparece membros do governo falando da presidente criatura com elogios à sua capacidade como administradora e dizem ser uma "gerentona" que cobra duro dos subordinados. A propaganda já mostrava a Dilma ministra nessa condição, que segundo a propaganda petista  foi o que levou o presidente Burla escolher a mesma para acompanhar a ferro e fogo o andamento das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) ao ponto de apelidar ela como a  "Mãe do PAC" e depois como sucessora sua. Uma mentira repetida muitas vezes acaba parecendo verdade, e a Dilma "gerentona" é uma constatação disso, porque quando ainda acompanhava o PAC ocorreram  desvios de verbas que passam dos bilhões de reais em obras do programa, além de atrasos na maior partes dessas. Então pergunta-se: Se era tão eficiente, por que não percebeu os desvios gigantesco de verbas? Por que deixou que tantas obras se atrasassem, quando sabe-se que mais à frente é fator de encarecimento e desvios de verbas? 

 

Laércio Zannini arsene@uol.com.br

São Paulo 

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ORLANDO, O AMIGO FIEL

Orlando Silva, em sua cerimônia de despedida apoteótica do Ministério do Esporte, jurou inocência olhando para os olhos de sua filhinha ali presente. Uma prova de que estes políticos sem ética não preservam sequer as suas crianças... Ontem saiu publicada em jornal mais uma prova de que de inocente ele nada tem, tendo sua pasta pago sem licitação quase R$ 5 milhões em 2011 para a Fundação Instituto de Administração (FIA) prestar um serviço de consultoria inédito: fazer nascer uma estatal (Empresa Brasileira de Legado Esportivo) que foi extinta antes mesmo de sair do papel. Apesar da decisão de "abortar " o feto da estatal, a Fundação continuou a receber os repasses das parcelas acordadas. Ah, aos amigos tudo, mas tudo mesmo! Só espero que tamanha irresponsabilidade com o uso do dinheiro público, que é a marca registrada deste governo pseudoesquerdista-populista, não nos leve ao mesmo beco sem saída em que se encontra a Espanha hoje em dia, graças aos devaneios de grandeza e à esbórnia nos gastos públicos que marcaram a gestão do socialista Zapatero. Antes que o galo cante três vezes, é melhor este governo pisar no freio e começar a tratar nosso dinheiro com o respeito que ele merece, pois todo ele é fruto de nossos suados impostos!

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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CORRUPÇÃO

Corrupção reina onde tem coisas secretas, como nos atos secretos do Senado, nos cartões corporativos dos membros do governo federal, nos contratos com as ONGs, nas contas dos juízes, nos contratos do Departamento Nacional de InfraEstrutura de Transportes (Dnit) e do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs) e nos salários secretos dos funcionários públicos. Somente a transparência ameniza a corrupção.

Renzo Orlando renzoorlando@uol.com.br

São Paulo

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JOGO SUJO

A campanha eleitoral já começou. Os vermelhos petistas e aliados sentindo que Andrea Matarazzo é o mais cotado a assumir a candidatura à prefeitura de São  Paulo, compareceram à cerimônia de inauguração do MAC afim de desestabilizar o ato. O alerta foi dado, onde houver atos dos tucanos as petralhada vai mandar seus manifestantes, num sinal de que o jogo sujo já começou. E a oposição vai deixar barato?

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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ANDREA MATARAZZO

Gostaria de entender qual a relação entre nosso secretário da Cultura do Estado e a desocupação do Pinheirinho em São José dos Campos para o pobre secretário ter levado uma cuspida de um dos manifestantes, grupinho comandado por algum espertalhão que se aproveita de tolos para obter alguma visibilidade e criar confusão.  Já que estão tão enfurecidos com a desocupação, não demonstrando a mínima consideração pelos credores da massa falida, por que não foram protestar contra o prefeito de São Jose dos Campos ou então contra o governador Alckmin quando este foi fazer uma visita ao lulla no Sírio-Libanês?  Acho que o secretário, pré-candidato muito bem cotado, Andrea Matarazzo que sabe a diferença entre Itaim Paulista e Itaim Bibi representa uma ameaça tremenda para o candidato biônico desses agitadores, bando de vítimas profissionais que provavelmente vai atazanar tudo quanto é cerimônia do PSDB até as eleições municipais. 

Candida L. Alves de Almeida almeida.candida@gmail.com

São Paulo

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DIÁLOGO, SIM; VIOLÊNCIA, NÃO

Ao secretário Andrea Matarazzo minha total solidariedade, respeito e admiração pela coragem demonstrada ao enfrentar este grupelho de agitadores profissionais, covardes, que se utilizam dos mecanismos democráticos como a expressão livre do pensamento e a aglomeração para tentar impor sua cobiça totalitária não respeitando os cidadãos brasileiros presentes num evento cultural. Parabéns por defender com argumentos, às vezes exaltados é verdade, pela provocação não espontânea, destes mercenários pagos até com dinheiro público.

Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

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DIÁLOGO OU FORÇA

Em 1964 por causa de um punhado de extremistas de esquerdas exacerbados, tivemos 20 anos de militarismo neste país. Diálogo não é o seu fraco, eis que não dominam a nossa língua, assim creem que a força é a solução. Só que não têm força e quando acuados reagem com palavras fabricadas: nazistas, fascistas e outros denominativos. Já é mais que hora de por as coisas no lugar e acabar com esses movimentos claramente políticos que agem em por conta de alguns partidos de esquerda.

João Menon joaomenon42@gmail.com

São Paulo

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MEDO

O inconformismo e, por que não, frustração dos petralhas, por não terem conseguido os governos municipal e estadual de São Paulo nas últimas eleições estão deixando-os malucos; não foi à toa que um dos prováveis candidatos à Prefeitura de São Paulo, atual Secretário da Cultura do Estado, Andrea Matarazzo, foi a vítima de meia dúzia de militantes a título de “protesto” contra a atuação da polícia na reintegração de posse do Pinheirinho (São José dos Campos), por ordem judicial.  Quando “protesto” se torna agressão, fica até ridículo e fora de contexto.  Esse é apenas o começo das baixarias a que vamos vivenciar e nisso eles são experts. Pergunta-se:  tudo isso é medo que a nova criatura – sem “bagagem positiva” – seja esmagada pela concorrência?

Aparecida Dileide Gaziolla rubishara@uol.com.br

São Bernardo do Campo

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BADERNA ORQUESTRADA

Agressões a Gilberto Kassab e Andrea Matarazzo podem ser comparadas à movimentação histérica do Sindicato dos Professores em 2010. Essa será a ética da campanha de Fernando Haddad?

Helena Rodarte Costa Valente helenacv@uol.com.br

Rio de Janeiro

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NÃO ESQUECER

Seria  muito bom se o cidadão paulistano começasse a acordar desde já  para enfrentar a provável sujeira política que está vindo por aí. O ex-presidente Luiz Inácio lula da Silva e toda sua corriola vão tentar  empurrar goela abaixo  do eleitor o nome  do ex-ministro da Educação Fernando Haddad como candidato a prefeito da mais importante cidade desse Brasil. O paulistano não podem jamais se esquecer dos transtornos causados por esse senhor durante o tempo em que ficou no comando do Ministério da Educação (MEC), principalmente com o  Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e com as aprovações dos livros didáticos, muitos deles questionados e recolhidos. As falhas persistiram mesmo depois das denuncias. Disso o  paulistano não pode jamais esquecer.

 

Leônidas Marques leo_vr@terra.com.br

Volta Redonda (RJ)

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GATO AFRODESCENDENTE

O fisiologismo, o assistencialismo e o compadrio, como um conjunto, não podem ser os únicos responsáveis pela hegemonia dos políticos do Partido dos Trabalhadores (PT). As atitudes dos políticos da oposição contribuem e muito para isso. não só pela inércia nas ações como também quando resolvem abrir a boca para falar. Recentemente o senador Aécio Neves (PSDB-MG), que, segundo Fernando Henrique Cardoso é o único candidato da oposição em condições de enfrentar a dupla Lula/Dilma. O senador elogiou o ex-presidente, como também as atuações de Dilma no governo, dando uma de zagueiro atrapalhado que faz gol contra. Eis que, contrariando as regras estabelecidas no reino das superstições, surge o senador José Agripino Maia (DEM-RN), líder do Democrata no Congresso, que apresentará um Projeto de Lei para acabar com o preconceito social que existe contra os gatos de cor preta. Dizer que gato preto dá azar prevê multa. ''Dizem que gato preto dá azar, mas isso é mentira, pois tenho sete bichanos de cor preta e sempre me reelejo nas eleições'', afirma o senador. Aprovado no Congresso e sancionado pela presidente Dilma, a oposição estará passando um atestado da má qualidade da nossa oposição e do desperdício de dinheiro gasto com esses políticos. O que virá depois do gato preto, quer dizer, afrodescendente?

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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PROCURA-SE UMA OPOSIÇÃO

Procura-se uma oposição (editorial Oposição Perdida, Estadão, 28/1, A3) baseada nos mais puros princípios democráticos. Que seja forte, dinâmica, inteligente, astuta, competente, coesa, honesta e principalmente imbuída de amor a Pátria. Que saiba definir seu rumo sem dissidências internas. Que tenha pelo Brasil o amor que tem faltado ao atual governo, que só visa interesses próprios de poder. Que saiba estratégias de defesa e ataque, prioridade fundamental a uma oposição democrática competente. Os interessados, favor procurar os 40 milhões de eleitores que deram a “velha oposição” seu voto de confiança.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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‘OPOSIÇÃO SEM RUMO’

Certamente grande parte dos leitores e eleitores, como eu, concordam com a opinião do historiador Marco Antonio Villa sobre a falta de rumo da oposição, no artigo de  28/1/2012 (página A2). É desalentador ver políticos importantes permanecerem omissos e sem atitude no campo da oposição, como por exemplo, o ex-governador Aécio Neves, mesmo com tantos indícios e provas de má gestão administrativa nesses últimos 9 anos de governo petista. Lembro que há bem pouco tempo atrás, estes que hoje governam o país, por muito menos aterrorizavam o governo com CPIs, mobilizavam a população e sindicatos com protestos  e paralisavam o Congresso Nacional. E conseguiram o poder. Parece que o PSDB não exerce sua função oposicionista por algum pacto secreto  com o governo ou por alguma razão obscura a nós simples cidadãos. Será que o PSDB tem algo muito grave a esconder? PSDB, esqueceram que foi no governo do PSDB que as condições básicas necessárias de governança do atual governo foram criadas? PSDB, esqueceram a vergonha do mensalão? PSDB, esqueceram do Brasil? O pior de tudo é que não vejo surgir novos políticos que possam exercer com dignidade e de forma salutar o papel da oposição numa democracia. Só nos resta se indignar.

Fernando Henrique Moura taicoca@hotmail.com

Aracaju

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ALTERNATIVAS POLÍTICAS

Até concordo com a opinião e os fatos narrados pelo prof. Marco Antonio Villa, em artigo de sábado no Estado, em que constata a obviedade de que a oposição política está sem rumo no Brasil. Ocorre que ele centra seus comentários sobre Fernando Henrique Cardoso (talvez o político responsável pela perplexidade atual em face de sua luta pela própria reeleição quando presidente da república, com a aprovação da emenda constitucional, o que abriu a possibilidade para que o PT dela soubesse se aproveitar muito bem). Mas FHC está fora da política e sua influência é cada vez menor, de maneiras que a oposição hoje dele não pode depender. A verdade é que não há oposição porque não há líderes que consigam minimamente empolgar nem sequer a parcela esclarecida da população, e, obviamente apresentar alternativas de política para o País.

Ademir Valezi valezi@uol.com.br

São Paulo

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MARCO ANTONIO VILLA

De forma resumida e serena, fez um resumo do previsível futuro do Brasil.

Gilberto Magnani gilmagnani@hotmail.com

Santos

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DECEPCIONADO

Excelente análise do prof. Marco Antônio Villa sobre o PSDB que perdeu seu rumo faz tempo. Faltou acrescentar que FHC não conseguiu sequer encaminhar sua sucessão pelo excesso de vaidade. E o Serra, nos seus artigos, só destila ressentimentos. É um partido que só tem "cardeais". Falo na qualidade de quem votou, por muitos anos, nos seus candidatos. Estou profundamente decepcionado como muitos outros.

Renato Bernhoeft renato@hoft.com

São Paulo

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TRISTEZA NO RIO DE JANEIRO

As coisas no Rio de Janeiro estão piorando. O povo está com os nervos a flor da pele. Na rua você não pisa em tampa de bueiro porque ele pode explodir, quando está dentro dos restaurantes fica nervoso porque entre uma garfada e outra a cozinha pode ir pelos ares, não passa embaixo de marquises, porque elas podem cair, e agora estamos todos com medo de entrar nos prédios porque eles podem desabar. Os cariocas estão traumatizados e apavorados com a queda inexplicável dos três prédios no centro do Rio. As autoridades estão enrolando o assunto, fugindo da verdade, na esperança de que daqui uns dias o assunto caia no esquecimento. Morrer no Brasil está se tornando uma coisa banal, isto é, quando o morto não é da nossa família. O governador continua sumido. O prefeito parece um espantalho no meio de uma plantação de milho ressecado. Mas as coisas vão de mal a pior no Rio: no fim de semana, durante a apresentação do musical Xanadu, a atriz Danielle Winits e o ator Thiago Fragoso, que faziam um voo em cima da plateia, amarrados num cabo de aço, caíram de uma altura de 4 metros em cima do público. Três pessoas da plateia foram atingidas e uma teve uma vértebra fraturada. Fragoso quebrou cinco costelas porque Danielle, que sofreu um corte na boca, estava pesando na garupa dele. Na manhã desta segunda-feira um bueiro explodiu no Cais do Porto, matando um operário e ferindo dois. A prefeitura e todos os outros órgãos envolvidos estão tirando o corpo fora. Todos estão gritando: este bueiro não é meu. O grupo de mentirosos oficiais que atua na enrolação das explicações sobre o desabamento dos três prédios deve deslocar alguém para mentir sobre a explosão do bueiro. O espetáculo teatral Xanadu deve continuar, mas seria bom que colocassem um cabo de aço que possa resistir ao peso dos dois atores voadores. Isso tudo é muito triste.

Wilson Gordon Parker wgparker@oi.com.br

Nova Friburgo (RJ)

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RESPONSÁVEIS

A primeira responsabilidade a ser apurada é sem dúvida a do síndico do prédio. Cabe a ele fiscalizar a conduta dos moradores, inclusive suas obras, parte essencial para a segurança do patrimônio que administra, podendo interrompê-la denunciando ao juizado especial. Verificar sempre se as obras são simples reformas, como troca de pisos ou pintura e se não implicam modificações, derrubando paredes e acrescendo sobrepeso no imóvel. Alguns condôminos julgam-se donos absolutos das unidade autônomas, esquecem que dividem o chão, parede e teto com seus vizinhos. Depois vem a responsabilidade dos donos das obras, pois costumam contratar sem observar as necessidades muitas vezes do técnico na execução dos serviços. Aí entra também a responsabilidade dos governos, que não aprovam leis rigorosas que possam interferir nessas obras efetuadas no interior dos prédios. Será um trabalho custoso e longo para todos.

Odiléa Mignon cardosomignon@gmail.com

São Paulo

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OMISSÃO DO PODER PÚBLICO

Voltando ao assunto dos desabamentos do Rio de Janeiro, quero dizer que considero o poder público o principal responsável por ter permitido que tragédias como essas ocorram em nossa cidade.

Irresponsáveis que não respeitam as normas estabelecidas, que apelam para o sinistro jeitinho brasileiro, sempre existirão. Mas eles ficariam muito mais preocupados com esse desrespeito, e seriam em número muito menor, se houvesse a fiscalização efetiva e constante dos órgãos estaduais e municipais, que têm a obrigação de fazê-la. É o mesmo caso da tão elogiada Lei Seca. O número de motoristas que bebem antes de dirigir caiu drasticamente com o advento da Lei. Por que, então, não usar o mesmo rigor em tudo o mais que requer a fiscalização do poder público?

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro 

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HORA DE AVALIAR CABRAL

Infelizmente essa triste tragédia acontecida no Rio de Janeiro, o desmoronamento de três prédios em pleno centro, serve para o povo carioca e até o brasileiro avaliar as palavras do governador Sergio Cabral, por ocasião de quando os bombeiros reivindicavam reajuste salarial. Naquela oportunidade, o governador Sergio Cabral chamou os bombeiros de vândalos! Cariocas e demais brasileiros, vocês estão vendo o que significam os bombeiros para a sociedade, avaliem conscientemente sem distorção dos atos praticados por ambos e deem suas respostas nas urnas; esse, sim, é um grande ato democrático.

Benone Augusto de Paiva benonepaiva@yahoo.com.br

São Paulo

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SUMIDO

Vá a bordo, Cabral!

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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DESABAMENTO

Mais provável que falta de fiscalização é o jeitinho brasileiro da corrupção ativa e passiva envolvendo fiscais de obras.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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VÉSPERA DE CARNAVAL

Tomei a liberdade de compor um sambinha para o carnaval 2012, usando a melodia do Samba do Avião, de Tom Jobim, e alterando a letra: Este samba é só porque / Rio pobre de você / A cidade vai sambar / Seus prédios todos balançar.

Luiz Henrique Penchiari lpenchiari@gmail.com

Vinhedo

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CIDADE PERIGOSA

As pessoas estão passando perto dos morros e estes podem deslizar. Passam por bueiros e eles podem arremessá-los para o ar. Passam perto das comunidades e podem ser atingidos por balas perdidas. Entrar em prédios, nem pensar! Eles podem desmoronar. Mas o povo alegre canta: Cidade é perigosa / Cheia de riscos mil / Cidade é perigosa / Só Cabral ainda, não viu...

Alberto Bastos Cardoso de Carvalho albcc@ig.com.br

São Paulo

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NOVOS TEMPOS

Nos anos 60, a letra da musiquinha jocosa a respeito da Cidade Maravilhosa era: Rio de Janeiro, cidade que me seduz / De dia falta água / De noite falta luz. Hoje bem que poderia ser: Rio de Janeiro, cidade que não me atrai, / De dia explode bueiro, / De noite prédio cai.

Paulo Sérgio Pecchio Gonçalves ppecchio@terra.com.br

São Paulo

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DESALMADOS

Nova e tristemente o Rio de Janeiro é notícia. Não bastassem os prédios caídos, agora é novamente outro bueiro a explodir com uma morte e outros feridos. Esses governantes não têm é vergonha na cara e não resolvem coisa nenhuma. São eternos enganadores, essa que é a verdade. esses políticos não têm é alma, não têm pena do povo.

 

José Piacsek Neto bubapiacsek@yahoo.com.br

Avanhandava

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ASSALTOS E SEQUESTROS COM MOTO

 

A intensificação da Operação Cavalo de Aço, anunciada pela Polícia Militar como prevenção aos crimes cometidos com motocicletas, é uma medida pertinente e inadiável. A partir da constatação que o veículo, por conta de sua versatilidade, é cada vez mais empregado no crime, a polícia, encarregada da ação preventiva e ostensiva,  volta sua atenção aos seus usuários. Quem o utiliza como condução ou ferramenta de trabalho pode sofrer o desconforto da abordagem mas, sem dúvida, esse incômodo que resultará em segurança é menor do que conviver com os criminosos que, além dos distúrbios que causam, ainda pode levar-lhes o veículo.

           

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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OBRA FECHA TRECHO DA REBOUÇAS

Por que a CET esperou a volta às aulas para interditar "pelo menos durante 20 dias" cerca de 500 metros da Avenida Rebouças? Burrice, boicote à população paulista, ou falta de controle mesmo? De um paulistano cada vez mais cansado.

Ronaldo José Neves de Carvalho rone@roneadm.com.br

São Paulo                                                                                                   

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RITA LEE E A POLÍCIA

Rita Lee não é somente uma grande cantora, compositora, atriz e instrumentista! Esta extrovertida e inteligente intérprete da MPB é muito bem politizada. E não leva desaforo para casa.  E justamente na sua despedida dos palcos, em Aracaju (SE), se rebelou contra atitude dos policiais que durante sua apresentação estavam revistando gente da plateia à procura de drogas. Oras, se as autoridades locais estivessem mesmo preocupadas com possíveis delitos, deveriam fazer essa revista antes ou depois do espetáculo. Da forma como agiram, incomodaram a plateia e, principalmente, a cantora. Então o delito maior foi do policiamento, que literalmente atrapalhou o espetáculo. De tal forma que foi interrompida a apresentação, porque Rita Lee, ao tecer em público duras críticas às autoridades locais, foi levada à delegacia de polícia. Na realidade, o maior delito foi o da ação da polícia, que se mostrou completamente despreparada. E à Rita Lee, só nos resta reverenciá-la, porque deu um recado duro em nome do povão, não somente ao que ocorreu em Aracaju, mas para o bom entendedor, também pelo que as autoridades públicas deste país diariamente vêm emporcalhando a Nação.  Em tempo: será que a Dilma, que chamou de barbárie a ação da polícia de São Paulo na reintegração de posse de uma área no Pinheirinho, vai se pronunciar com a mesma veemência contra as autoridades de Sergipe, governada pelo PT?!

 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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TRÁGICA DESPEDIDA

A cantora e roqueira Rita Lee se despede dos palcos de maneira deprimente, senão trágica. Ao fazer apologia ao uso da maconha, tentou, ainda, colocar o público que ali se encontrava contra a Polícia Militar, que fazia a segurança no show, e isso poderia ter levado a um tumulto ainda maior, com consequências trágicas. Como se isso não bastasse, denegriu a imagem da Polícia Militar de Aracaju, que agia dentro dos parâmetros legais, aliás, a PM foi de uma sensatez  imensa ao não interromper a apresentação  da roqueira, mesmo com os seus insultos e desafios.

 

Arnaldo Luiz de Oliveira Filho arluolf@hotmail.com

Itapeva

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ARTISTAS E DROGAS

Fico imaginando se dona Rita Lee e seus defensores, Lobão e Preta Gil, não percebem que eles têm algo que ver com, por exemplo, esse traficante recém-preso que abateu policiais. Será que esses famosos não se imaginam coniventes com caracolândias, por exemplo? Que maneira mais ridícula de encerrar apresentações, tendo uma carreira tão brilhante...

Cecilia Centurion www.ceciliacenturion.com.br

São Paulo

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A MANCHETE DVERIA SER OUTRA

A notícia deveria ser: A polícia no estrito dever  do que deve ser cumprido efetua investigação sobre consumo de entorpecente em show da  cantora Rita Lee. Esta, em absoluto desrespeito às leis e autoridades constituídas, sugere que os policiais aproveitem o espetáculo e mandem o delegado que determinou tal diligência para a pqp, sem se esquecer de chamar tais policiais de filhos da p. e, ainda, com total escárnio, pedir um baseado para consumir ali mesmo, diante da plateia.  Para completar tal descalabro, Rita Lee foi solidarizada pela ex-senadora Heloísa Helena, a quem sempre admirei, que acompanhou-a à delegacia facilitando assim o desembrulho de tal imbróglio. Se fosse num país onde as leis são cumpridas, hoje ela estaria tomando o café da manhã de pijaminha listrado.

 

 

José Horácio de Almeida Cancherini horaciocafe@terra.com.br

São Paulo

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MUDANÇA DE RAMO

Rita, você está errada. Chefia um bando que faz música e alegria. Mude de ramo, assalte condomínios, cargas, sequestre, e tudo bem. Ou, ainda, vire política. Com sua popularidade será facilmente eleita, terá foro especial, imunidade e leniência para tudo e até ganhará um bom dinheiro prestando consultoria. Obrigado pelo seu talento.

 

Ilmar Mello de Carvalho ilmarcarvalho@gmail.com

São Paulo

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O INDESCULPÁVEL AUÊ DE UMA GRANDE ARTISTA

 

Custei a acreditar no que ouvi no rádio do carro de um amigo, na noite deste domingo, 29 de janeiro, no trajeto do bairro do Jardim Botânico para minha residência na Tijuca, no Rio. Era um desabafo, apimentado por ofensas com palavras de baixo calão, proferido pela famosa cantora Rita Lee, durante o show de despedida dos palcos que realizava em Aracaju, na Barra dos Coqueiros, no último sábado. Inconformada, segundo ela pela truculência de policiais que faziam segurança no local contra seus fãs, Rita Lee extrapolou em suas palavras publicamente. A cantora foi detida por ter chamado os policiais que faziam a segurança no local de “cachorros” e “filhos da puta”. O vídeo mostra Rita Lee acusando os policiais de truculência contra os fãs e afirmando não ter medo por “ser do tempo da ditadura”. “Esse show é meu, não é de vocês. Esse show é minha despedida do palco e vocês continuam tendo de guardar as pessoas e não tendo de agredir, seu cachorros”, disse a cantora, conforme publicado na mídia. O delegado Leogins Correa, da Delegacia Plantonista de Aracaju, afirmou que, em seu depoimento, Rita Lee alegou ter agido pelo calor da emoção e por ter considerado truculenta e desnecessária a ação dos policiais com seus fãs. Segundo o delegado, ela citou como testemunhas a ex-senadora e vereadora de Maceió, Heloísa Helena (PSOL-AL), e a deputada estadual do Rio de Janeiro, Janira Rocha, que estariam presentes no show. Com todo respeito ao enorme talento e à brilhante carreira da referida cantora e compositora que elevou aos píncaros da glória o estilo diferenciado do rock brasileiro, não lhe cabia tal atitude tão agressiva. Se tivesse considerado, naquele instante, que a ação policial era desproporcional e desacabida- o inquérito policial irá apurar todo o fato e a origem da intervenção- Rita Lee não tinha, por outro lado, o direito de cometer grave injúria (pública) contra os policiais que ali se encontravam. Como líder de várias gerações, a começar, em pleno regime ditatorial, pela irreverência dos inesquecíveis “Os Mutantes”, Rita Lee não precisava, em sua despedida dos palcos, ter agido com tanta emoção e impulsividade. Poderia ter feito o uso moderado das palavras para repelir o que considerava injusto. Rita Lee, sem se dar conta, com suas ásperas e deseducadas palavras, movida não pela razão mas pela emoção incontida, feriu o Código Penal Brasileiro, onde todos, em princípio, devem ser iguais perante a ele. Poderia, inclusive, ter dado origem a um conflito de proporções inimagináveis, onde suas tórridas palavras poderiam ter se transformado como forma de incentivo ao grande público para voltarem-se contra os próprios policiais. Vale acrescentar que onde tem show musical, com a presença de grande público, há a presença de álcool e muito comumente hoje também de energéticos, não consumidos necessariamente no espaço delimitado para o show, mas momentos antes que ele se inicie, no espaço extramuros, em bares, quiosques ou até mesmo nos lares antes da saída para o divertimento. Rita Lee, com seus mais de 40 anos de carreira de sucesso na música brasileira, de canções memoráveis, haverá agora, pós-acidente, de proceder a mea culpa. Terá que se desculpar do auê, dizer que “não queria magoar”, como tão bem retrata na letra da música de sua autoria Desculpe o Auê. A reação desproporcional e impensada, de desequilíbrio momentâneo, movida pela forte emoção, são comportamentos injustificáveis contra um ato contra o qual não concordamos, quanto mais publicamente, onde a caracterização da injúria grave ficou comprovada com todas as letras. Ninguém está acima da lei. Nem os grandes músicos, autoridades e celebridades. A regra, no estado democrático de direito, é que a lei é igual para todos. Pelo menos deveria ser. A vida é uma constante reciclagem nobre Rita Lee, mesmo após os 60 anos de longa estrada.

Milton Corrêa da Costa milton.correa@globomail.com

São Paulo

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