Fórum dos Leitores

ADMINISTRAÇÃO KASSAB

O Estado de S.Paulo

06 Fevereiro 2012 | 03h07

Nunca mais

Desde a reeleição de Gilberto Kassab a Prefeitura aumentou o IPTU da minha residência em mais de 140%, ante inflação no período de 30%. Mas nas imediações da minha casa, quando chove, os semáforos não funcionam, a iluminação pública é péssima, o mato cresce nos canteiros e praças e o asfalto na minha rua tem mais buracos do que o solo lunar. A Prefeitura alega não haver verbas para benfeitorias. Ora, se não há verbas, por que cargas d'água o prefeito doou um terreno de quase 5 mil m2 para o Instituto Lula? Meu consolo é que Kassab, considerado pelos paulistanos um dos piores prefeitos da História de São Paulo, nunca mais será eleito para cargos majoritários.

LEÃO MACHADO NETO

lneto@uol.com.br

São Paulo

*

Negociatas do prefeito

Mais uma vez o prefeito de São Paulo (recuso-me a citar o seu nome), que nos traiu ao se juntar com partidos comprometidos com a corrupção, agora se aproxima do PT, doando patrimônio público ao Instituto Lula, com o único objetivo de alcançar a concretização de seu projeto político. Para tanto é capaz de "vender a alma", mas sempre sem pôr a mão no bolso. Os eleitores do prefeito estão indignados com sua atitude de aproveitador, para auferir dividendos políticos no futuro, mas o paulistano saberá responder nas urnas, pois não aceita tal traição.

ROBERTO L. PINTO E SILVA

robertolpsilva@hotmail.com

São Paulo

*

Festa de arromba

Será por 99 anos (!) a doação que Kassab quer fazer de uma área pública para o instituto do Lula, dito Memorial da Democracia (?)... Um mimo entre amigos, com dinheiro do povo, sem direito a consulta aos paulistanos. A festa da "petralhada" cresce com o engajamento de novos assacadores do erário, em usufruto seu, dos amigos e dos interesses de ambos. E, novamente, sem nenhuma satisfação aos ilustres pagadores de impostos, que são obrigados a votar nessa categoria de novos criminosos - da lei, dos direitos e da vontade de seus empregadores, o povão trouxa, que continua calado.

RONALDO PARISI

rparisi@uol.com.br

São Paulo

*

Que benefícios?

Como legítimo paulistano, quero protestar veementemente contra a intenção do prefeito de doar esse terreno, situado na cracolândia, ao Instituto Lula, alegando benefícios para a nossa cidade. Será que ele poderia dizer-me um único benefício que esse instituto vai trazer? Unzinho só!

OTAVIO AKIO YOSHIGA

otavio@angelfoto.com.br

São Paulo

*

Cracolândia

A troco de quê, o prefeito Gilberto Kassab está pensando em doar ao Instituto Lula um espaço na chamada cracolândia, onde alguns prédios foram demolidos depois da dispersão dos usuários que ali se reuniam para consumir droga? Não seria muito mais sensato que nesse espaço fosse construída uma clínica para desintoxicação de dependentes químicos? Não seria o terreno mais bem empregado e muito mais útil?

AÍDA FORONI

aida.foroni@terra.com.br

Santana de Parnaíba

*

Justiça Eleitoral

A eventual cessão de valioso terreno público para o Instituto Lula tem de ser apreciada pela Justiça Eleitoral, porque os indícios são fortíssimos de "compra de votos", e com dinheiro público.

ROSALVO LOPES DA SILVA

rosalvo.lopes@terra.com.br

São Paulo

*

Paparicos

Parabéns à sra. Dora Kramer por ter abordado o assunto da doação (Paparicando, 3/2, A6). Se Kassab quiser paparicar o Lula, ou o PT, que use o que é dele, e não o que é do povo paulistano. Esperamos que os vereadores tenham um pingo de bom senso e não compactuem com essa barbaridade.

WALTER MARCON

w.marcon@bol.com.br

São Paulo

*

MAC-USP

Corrida de revezamento

Na condição de ex-presidente da Associação dos Amigos do Museu de Arte Contemporânea (MAC), sucedendo ao professor Roberto Macedo e permanecendo dirigente nos últimos dez anos, cumprimento o articulista por seu registro histórico sobre o museu (E o MAC-USP ganhou MAC, 2/2, A2). Tendo vivenciado a caminhada do MAC nesse período de transição para a nova sede, gostaria de enfatizar outros pontos, em particular resgatando o papel decisivo que teve a professora Lisbeth Rebollo Gonçalves, dirigente da entidade por dois mandatos de quatro anos, nos anos 1990 e na primeira década deste milênio, o que lhe permitiu pleno conhecimento de todo o processo e a colaboração na sua implementação. Com competência, habilidade e entusiasmo, a ex-diretora articulou para que o projeto se tornasse viável, no que contou com a firme decisão administrativa do ex-governador José Serra e da direção da USP. Destaco, igualmente, o carinho e interesse com que o tema da mudança de sede foi acompanhado pelos quadros técnicos e administrativos do museu, do início do processo até o momento atual. Como sempre acontece nessas mudanças importantes, foi uma corrida de revezamento de que atores merecedores de aplausos participaram e de cujo resultado milhões de pessoas doravante vão usufruir.

ANTONIO GONÇALVES DE OLIVEIRA

goncalves.antonio@ig.com.br

São Paulo

*

Em nome do MAC-USP, agradeço as palavras de Roberto Macedo no seu artigo. Aproveito para esclarecer alguns dados ali levantados: João Sayad e Ronaldo Bianchi também desempenharam papel importante na condução do processo para que o antigo edifício do Detran se transformasse na nova sede do museu; quanto à "minexposição no seu térreo", aquele espaço é, de todo o complexo, o único até o momento pronto para receber exposições, o restante ainda passa por fase de acabamento; quanto ao fato de a mostra inaugural supostamente não fazer jus "nem ao tamanho nem à qualidade do acervo", lembro que a exposição O Tridimensional no Acervo do MAC: uma Antologia se caracteriza como uma introdução à arte contemporânea - foco primordial do museu. A mostra, composta por obras de artistas do calibre de Henry Moore, Maria Martins, Sofu Teshigahara e Cildo Meireles, entre outros, representa com galhardia a qualidade do acervo.

TADEU CHIARELLI, diretor

tchiarelli@uol.com.br

São Paulo

*

PRIVATIZAÇÃO DOS AEROPORTOS

O leilão da privatização dos aeroportos está marcado para hoje, segunda-feira, e acreditem se quiser, existem vários interessados. Deve ter muita maracutaia para que empresários queiram ter como principais sócios a própria Infraero, trazendo na bagagem o vicio do funcionalismo público. Trabalham pouco, atendem mal e acham que sempre merecem mais. Somente em Cumbica a concessão será de apenas 20 anos, para investimento de aproximadamente R$ 3 bilhões. Ou os empresários privados estão ficando loucos, ou os maiores interessados serão os Fundos de Pensão. Aqueles, cujo governo quer colocar as mãos de qualquer jeito para resolver seu velho problema de falta de caixa para investir em infraestrutura.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

*

ESTEJAMOS ATENTOS

As anunciadas privatizações dos aeroportos brasileiros em princípio são bem-vidas e necessárias. Urge apenas que as instituições fiscalizatórias Tribunal de Contas da União (TCU) e Ministério Público Federal, bem como a mídia e a opinião pública, estejam atentos, para evitar os erros de privatizações passadas, algumas no limite de legalidade, como se vinculou na época. Afinal,  prevenir malfeitos, é melhor que corrigi-los posteriormente.

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

*

PAÍS EMERGENTE...

 

O Brasil ganha destaque internacional surpreendendo uma geração que cresceu sonhando com a qualidade de vida do chamado Primeiro Mundo. O cidadão da cidade do Rio de Janeiro vive uma realidade oposta aos ventos da mudança. Parece que nossos gestores procuram ser competentes no sentido de piorar tudo o que está funcionando bem. Senão vejamos:  Os Aeroportos sempre foram sinônimos de classe, conforto e eficiência. Hoje um caos. O Metrô coisa de primeiro mundo, hoje um calvário diário. Imprimir e pagar IPVA, muito simples e prático por anos, hoje uma brincadeira grosseira de incompetência com o contribuinte. Planos de saúde na UTI. Trânsito que fluia, engarrafado. Prédios que tinham o hábito de permanecerem em pé, desmoronando. Correios que até receberam prêmios de gestão, perderam o cep da eficiência e admiração da sociedade. A lista é enorme e cada leitor poderia contribuir com seu inferno particular. E tome congressos, simpósios, graduações, doutorados e os fatos demonstrando que estamos regredindo onde era de se esperar progresso na administração do bem público. O dinheiro dos impostos é meu, seu, nosso. Quando ninguém cobra eficiência, honestidade e transparência ou espera por comodidade ou mesmo impotência diante dos poderosos, os pilantras fazem a festa e ainda zombam do populacho sem cultura ou informação. Presidenta, governador e prefeito. Chega de viagens internacionais. Vamos arrumar a casa ?

Márcio Mourão mmvip007@gmail.com

Rio de Janeiro

*

SELIC – O MUNDO NÃO ACABOU

No segundo semestre de 2011, analistas financeiros vaticinaram a volta da inflação, o apocalipse e o fim do mundo para 2012 quando o governo anunciou que iria trazer a Selic para um dígito. Como nada disso aconteceu, já ouvi alguns destes senhores dizer que estamos no caminho certo e que o mercado já até se antecipou na redução dos juros futuros. Volátil não é o mercado, mas os analistas. Agora só falta aplicar a mesma política ao escandaloso spread bancário brasileiro.

Luiz Henrique Penchiari lpenchiari@gmail.com

Vinhedo

*

ISENÇÃO DE IMPOSTOS

O governo federal acaba de isentar 18 empresas de automóveis das taxas de impostos. Pergunta-se: e quando é que o povo brasileiro terá o mesmo benefício ou pelo menos pagar as taxas dos impostos reduzidos? Na conta de luz, o consumidor está pagando duas vezes um tributo que quem deveria arcar com o imposto era a concessionária de luz que acaba repassando para os consumidores, isso é apenas um exemplo dentro de tantos outros fatos.

Eugenio De Araujo Silva ugenio-araujo@uol.com.br

São José dos Campos

*

SETOR ELÉTRICO: CAPITALISMO SEM RISCO

A reestruturação do setor elétrico brasileiro, irá completar 17 anos. Teve inicio em 1995 com a lei no 8987 de 13 de fevereiro, que tratou do regime de concessão e permissão da prestação de serviços públicos. Um dos objetivos desta reforma, como diziam na época, era a criação de um mercado competitivo, através de investimentos privados, que resultaria no aumento da eficiência dos serviços elétricos e diminuição do preço da energia para o consumidor. Promessa enganosa, pois hoje pagamos uma das maiores tarifas de energia elétrica do mundo e os serviços prestados, são de baixa qualidade com interrupções freqüentes do fornecimento ao consumidor final. Uma das regras vigentes  desta reestruturação diz respeito às distribuidoras de energia elétrica que são obrigadas a ter 100% do mercado coberto por contratos de longo prazo. Pelos dados da Agencia Nacional de Energia Elétrica (Aneel), em 2011, concessionárias tiveram sobra de eletricidade em suas carteiras. Até o nível de 103% de sobre contratação os custos da sobra podem ser repassados para a conta de luz do consumidor. Mesmo com as regras permitindo um ajuste de contas entre as distribuidoras (quem esta subcontratada negocia com quem tem sobra de energia), as sobras continuaram. Por exemplo nas empresas do Grupo Neoenergia, a Coelba teve sobra de 3%, a Celpe de 1,8%, e a Cosern, 3,6%. Já a distribuidora do Piauí teve uma sobra de 5,% e a de Alagoas 4%. Existem casos até de sobre contratação de 40%. Numa tentativa de abrandar o problema, liberando as distribuidoras da energia excedente, foi anunciada pela Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee), uma proposta que tem a ver com o conhecido Grupo Bertin, que está enrolado com vários projetos, inclusive das termelétricas Suape II e III (a mais suja do mundo). O acordo envolveria sete usinas da empresa que estão com o cronograma atrasado, ajudando assim o grupo a ganhar tempo. Como a energia dessas unidades está contratada, o grupo Bertin teria de ir ao mercado para comprar energia e honrar seus compromissos. Esta mesma situação ocorreu no ano passado e teve repercussões negativas, e multa aplicada pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica, por uma dívida contraída junto a Companhia Hidroelétrica do São Francisco (Chesf) pela compra de energia. Neste caso a proposta da Abradee consistiria na suspensão dos contratos do grupo, aliviando assim aquelas distribuidoras que estão sobre contratadas e não precisam da eletricidade neste momento. O que fica evidente neste episodio é o erro nas projeções feitas pelas distribuidoras de energia elétrica que ficaram acima da demanda registrada em 2011, e que deve se repetir em 2012. Mesmo com a sobra de energia as contas de luz poderão ficar mais caras para o consumidor, pois podem ser repassadas para as tarifas. Tudo que vemos hoje no setor elétrico é  uma deterioração por falta de gestão, planejamento e de organização. Nos últimos 9 anos foi verificada uma degradação contínua da qualidade dos serviços, associado a preços crescentes da energia elétrica pago principalmente pelo consumidor cativo (pequeno e médio consumidor industrial e residencial e serviços públicos). O espírito da privatização e do neoliberalismo dos anos de 1990 foi mantido inteiramente, e em todos estes anos vimos ocorrer um processo de captura do regulador pelo regulado. Os contratos de concessão no Brasil têm pontos extremamente favoráveis ao empreendedor, ao concessionário, pois transfere a população todos os riscos do negocio, criando uma situação excepcional e de privilegio para as concessionárias que deveriam prestar o serviço com continuidade, qualidade e modicidade tarifária, por sua própria conta e risco.Daí a necessidade de reverter esta situação com a modificação destes contratos draconianos. Infelizmente, mesmo com o racionamento e os apagões que precederam 2001, nada foi apreendido, pois em 2 anos do governo Lula ocorreram dois apagões nacionais, e em um ano do governo Dilma mais 2 apagões também nacionais. A conseqüência desta desastrada política no setor elétrico penaliza perversamente os consumidores que estão pagando uma conta abusiva para altos lucros de poucos, em detrimentos do prejuízo de muitos.

Heitor Scalambrini Costa, professor da Universidade Federal de Pernambuco heitorscalambrini@gmail.com

Recife

*

O VAZAMENTO NA BACIA DE SANTOS

Determinados rumos políticos e administrativos são adotados pelos governos, medidas irreversíveis são postas em prática para atingi-los, convertem-se em motes eleitorais e, ainda que consubstanciem lamentáveis erronias, são mantidos, para que seus autores não suportem um elevado preço. Essa irreversibilidade do equívoco caracteriza a exploração do pré-sal brasileiro. A Petrobrás e outras empresas são completamente carentes da tecnologia necessária para retirar o óleo de águas profundas sem comprometer a pureza de nossos oceanos e provocar um terrível problema ecológico. O bom senso recomenda uma medida radical: deixar a temeridade do sal e dedicar-se o país ao aproveitamento das energias renováveis e limpas, como a eólica, das marés, solar, o aproveitamento do hidrogênio e de nossa imensa bacia hidrográfica, sem necessidade de usinas mastodônticas e altamente controvertidas sob o ponto de vista do desenvolvimento sustentável. Todavia, essa guinada radical contrariaria décadas de procedimentos do governo e da Petrobrás e o núcleo essencial do discurso eleitoral da Presidente, que se apresenta, cada vez mais, em toda sua extensão demagógica. Infelizmente, podemos aguardar outros incidentes e acidentes e projetar o malogro do pré-sal, ou um comprometimento mortal de nosso oceano.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

*

ASSALTO À NAÇÃO

Mais de R$ 12 milhões de prejuízos  aos cofres públicos com desviou de medicamentos que seriam destinados aos pacientes portadores de câncer. Será que nossas autoridades irão tomar uma medida drástica para colocar esses vândalos atrás das grades,ou será que esse crime será mais um que irão fazer CPI e acabará  dando em absolutamente nada?

 

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

*

REMÉDIOS FALSIFICADOS

Crápulas presos vendendo remédios fajutos para tratamento de câncer, reumatismo e outros males, mereciam, isto sim, ser açoitados em praça pública, já que os processos judiciais não darão em nada mesmo, como sempre!

Afanasio Jazadji www.afanasio.com.br

São Paulo

*

PRIVILÉGIOS

Meu veemente protesto pelo uso do avião da Força Aérea Brasileira (FAB) para levar a sra. Miriam Belchior de Brasília x São Paulo puramente para controlar a pressão arterial alta às nossas custas. Não é para isto que pagamos pesados imposto, principalmente o famigerado e elevado IRPF, que paguei a prestação. Que privilégio pode ter essa castra de gente, para se colocar aviões da força aérea brasileira ao seu dispor para mais esdrúxulas situações?! Nós, povo brasileiro,  morremos a míngua nas filas dos hospitais públicos onde os atendimentos são péssimos, faltam de tudo, enquanto que o sr. Luiz Inácio, o molusco, os ministros e outros cafajestes sanguessuga da nação têm tudo ao seu dispor, inclusive jato da FAB. Isso é uma aberração, um absurdo e tem que acabar! Chega de privilégios à nossa custa!

Raimundo Félix da Silva rfelixdasilva@yahoo.com.br

Niterói (RJ)

*

DEMAGOGOS

A ministra do Planejamento, Mirian Belchior, teve uma crise de hipertensão na terça-feira (1/2) em Brasília. Foi atendida no Incor do Distrito Federal e em seguida levada por um  jato da FAB para o Hospital Sírio-LIbanês, em São Paulo, onde já a esperava de mala e cuia o médico cardiologista Roberto Kalil Filho (o mesmo que trata de Dilma Rousseff) para submetê-la a exames. Tudo de acordo como manda o figurino dos petistas ora no poder. Figuras que criticavam tanto a burguesia e as entidades privadas e que hoje usufruem das benesses que os cargos lhes conferem. Gestos e atitudes que nada combinam com aqueles discursos de palanque em defesas dos desfavorecidos que só os otários acreditavam. São uns demagogos. E o SUS que o Lula diz ser uma maravilha? Ninguém da panela da estrelinha vermelha usa hospitais públicos? 

Sérgio Luiz Corrêa seluco@uol.com.br

Santos

*

SUS

Aproximadamente uns oitenta por cento das pessoas que frequenta as salas de atendimento para marcação de consultas e exames através do SUS constituem-se de mulheres, mostrando que dão muito mais valor à saúde do que os homens. E são espertas também. Já que muitas arrumam crianças emprestadas ou levam os próprios filhos apenas para conseguirem prioridade no atendimento, uma vez que idosos e crianças possuem esse direito. Apesar de alguma lentidão, o SUS vai resolvendo, já que planos de saúde tornaram-se inviáveis para a maioria da população, pelos valores absurdos que cobram, aliado a um atendimento que não justifica esse custo.

Habib Saguiah Neto saguiah@mtznet.com.br

Marataízes (ES)

*

CONSULTAS E MULTAS

A Agência Nacional de Saúde (ANS) notificou os convênios médicos que todos tem prazos para marcarem consultas para os conveniados e se não cumprirem serão multados... então eu pergunto: e quanto ao SUS? Vai ter multa também?

Carlos Roberto Gomes Fernandes  crgfernandes@uol.com.br

Ourinhos

*

PRESSÃO ARTERIAL NOS DOIS BRAÇOS

 

Parece piada a notícia: “Pressão arterial deve ser medida nos dois braços”. O pobre brasileiro com muito custo consegue medir a pressão em um braço e quase sempre por pessoas que mal sabem manejar o aparelho. Se muitos médicos têm dificuldade de entender os tais números, imagine o paciente. Apesar da recomendação de cardiologistas para que os médicos façam um exame clínico bem feito e demorado, eu gostaria de saber se algum cidadão que paga convênio  é examinado nos dois braços e se a consulta passa de 15 minutos. A medicina que hoje é praticada não passa de uma maquiagem. Paga-se uma fortuna aos convênios e na maioria das vezes o paciente sai com o diagnóstico errado, sem falar na proibição de exames. Se os médicos olhassem nos olhos de seus pacientes e receitassem abraços e sorrisos, teríamos pessoas mais sadias. Quando se  trabalha com a prevenção gasta-se  menos com o tratamento.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

*

A VINGANÇA

A tarefa de governar o Brasil é bastante pesada... atualmente ela mina o organismo de muitos que fazem parte do governo. Agora é Miriam Belchior (ex-mulher de Celso Daniel) que buscou o médico salvador das personalidades petistas, Dr.Kalil, do Hospital Sírio Libanês, o nosocômio preferido das estrelas do PT. Desconfio que Kalil poderá ser o próximo ministro da Saúde... Mas o veneninho que eu queria verter das minhas glândulas ofídicas é sobre o fato de que os grandes beneficiados pelo silêncio imposto a Celso Daniel, visto que sabia demais...) parecem estar sofrendo de uma praga jogada pelo próprio Celso, seja lá onde for que ele esteja... para se vingar da impunidade com a qual foram agraciados  os envolvidos e os criminosos que o "silenciaram" (viram como fugi daquela palavrinha fatal?)... Dizem mesmo que a vingança é um prato que se come frio... tarde o quanto tarde, ela sempre vem! Pois é...

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

*

O ANO DE 2012 PROMETE

O ano de 2012 está só começando, mas já tem muitos políticos com os nervos a flor da pele pelo medo de perder a "boquinha" ninguém pode dizer que já ganhou nada ainda faltando poucos mais de 9 meses para as eleições mesmo que hoje apareça bem a frente dos demais concorrentes em pesquisas. Em ano de eleições o melhor dos sistemas de governo, conhecidos e já experimentados, ainda é a democracia. Sobre tudo, porque nela a fonte do poder é o povo. A medida que amadurece a consciência da cidadania, o povo vai conseguindo ter os governantes a que aspira ver no poder. Cidadania implica direitos e deveres. Entre eles, o de maior responsabilidade é o voto. Entra ano sai ano e o Brasil dos poderosos segue sendo movido pelos piores e mais nefastos combustíveis que energizam a vida pública: A corrupção, a violência, o favorecimento, o corporativo, a roubalheira, a falta de ética, o desrespeito as leis e a impunidade. Agregando a tudo isso, a missão e leniência do eleitor, associada a pirotecnia promovida pelos governos, aos absurdos gastos com propaganda e aos discursos vazios e populistas, só tendem a perenizar todo esse processo que acaba levando uma grande nação a ser, literalmente falando, dominada por famílias, feudos e oligarquias, tanto de caráter privado quanto público. Um exemplo a tudo isso é a família dos Sarneys no Maranhão. A pergunta que fica: Até quando? Votar é direito e dever,, a um só tempo a serem exercidos sem nenhuma coação, mas com plena liberdade. Verdadeiro ato moral, mas do que exigência de leis. Nem pode considerar-se ato indiferente. Ou se vota bem ou se vota mal. Posso enganar-me com o candidato, o que não posso é enganar minha consciência. Inútil alguém aspirar por aquilo que não sabe alcançar. Não há quem não queira ser governado por políticos honestos, competentes e trabalhadores. De suma importância, no entanto, saber escolhe-los. Aí está o grande problema de uma democracia: Não deixar-se enganar nem corromper-se. Por outro lado, os partidos devem ajudar os eleitores a escolher bem, apresentando candidatos aceitáveis no que diz respeito ao trato com o bem comum, que é a finalidade de toda ação política. Infelizmente, na sua maioria, lançam candidatos que não defendem idéias, mas só prometem obras, mais parecidos com gerentes de empresas do que governantes do povo. Oferecem aos eleitores listar de nomes que atraem votos por serem conhecidos, os quais mal ouviram, falar de justiça social, desenvolvimento integral e direitos humanos. Aparentemente, tudo parece ser feito democraticamente dentro do lei e em convenção partidária. Mas quem disse ser democrática a nossa lei eleitoral? É correta a maneira como se distinguem os partidos em fortes e fracos? Os partidos fortes, em geral apóiam-se no poder econômico. A eles todos os privilégios é aos fracos, nem se quer o direito de um dia poderem tornar-se fortes. Partidos que tem mais voto é chamado de partido forte. A política é a mais nobre das atividade humanas. Cuidar do bem da sociedade como um todo. Não permitimos que ela seja enxovalhada por politiqueiros oportunistas que só visam o seu bolso. O verdadeiro político é um empenhado realizador de ações que beneficiem a população. 

Turíbio Liberatto Gasparetto turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul

*

POLÍTICOS

O novo ministro das Cidades, deputado Aguinaldo Ribeiro, ao ser perguntado sobre o fato do seu avô, o ex-deputado Aguinaldo Veloso Borges ser apontado como mandante do assassinato de João Pedro Teixeira, fundador da Liga Camponesa se Sapé (PB), em 1962, respondeu com um lacônico: eu nasci em 1969. Ao mesmo tempo em que ele demonstrou que não tem nada com isso, ele desnudou um dos maiores problemas do Brasil: filhos, netos e bisnetos de políticos já nascem políticos. Já nascem futuros deputados, prefeitos, governadores e ministros, tendo, ou não, capacidade e qualificação para isso. O poder não sai das mãos deles.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro 

*

SERÁ QUE A LUCY ACREDITARÁ?

Lucy foi o nome dado a um conjunto de ossos representando algo como 40% do esqueleto de uma ancestral nossa – Australopitecus afarensis – descoberto na Etiópia, no deserto Afar. O fóssil tem algo como 3,2 milhões de anos, e o fato de ter sido descoberto em 1974 não chega a alterar-lhe a idade.  Ganhou o nome em homenagem ao sucesso Lucy in the sky with Diamonds, alusão pouco sutil dos Beatles ao ácido lisérgico (LSD). Seja como for, Lucy não devia primar pela esperteza. Mesmo assim, não é de todo absurdo imaginar que ela não se deixasse iludir pela manobra do ilustre prefeito de Sampa, Dr. Gilberto Kassab que encaminhou um projeto prevendo a cessão por 99 anos de um terreno no coração da Cracolândia, onde seria ou será erigido o Instituto Lula. Para Lucy ficaria clara a intenção de, ao agradar ao nossoexpresidente, costurar uma aliança com o partido da estrela vermelha. A urgência de tal empreendimento prescinde de comentários e a importância para os estudiosos desse momento histórico é tamanha, que mal podemos esperar pela concretização da ambiciosa cortesia merecedora de aplausos entusiásticos. As objeções levantadas pelos ‘idiotas da objetividade’  haverão de sucumbir ante a premência em dotar Sampa desse pólo civilizatório. O colunista José Neumanne, no seu livro O que sei de Lula, não teve seguramente a oportunidade de revelar tudo que gerações futuras merecem para poder abeberar-se nessa fonte de filosofia pós-socrática. Não cabe a menor dúvida que o gesto do criador da lei da Cidade Limpa, inspirada numa visita ao repulsivo Times Square, há de cimentar uma aliança com o glorioso Partido de tantos Trabalhadores, desde que essa aliança seja engolido pelos ilustres membros da agremiação. Para quem duvida do pragmatismo das partes só resta esperar. Com um bom antiemético tudo desce goela abaixo. Para alguns, nosso alcaide haverá de provar a amarga poção da desilusão, seja qual for o futuro do projeto. Para os entusiastas de sua plataforma política (qual seria?), o sucesso está garantido. Será que Lucy perguntaria do alto dos seus milhões de anos, o que haverá de acontecer a partir do centésimo ano da cessão?

Alexandru Solomon  alex101243@gmail.com

São Paulo

*

KASSAB E O INSTITUTO LULA

Li, com enorme insatisfação, a notícia veiculada sobre a cessão de terreno ao Instituto Lula por parte da Administração Kassab, como forma de buscar fortalecer uma futura aliança partidária. Observa-se a utilização nefasta e imprópria do recurso público para atender a interesses pessoais e partidários. Nada poderia ser pior na consolidação da democracia brasileira, há muito transformada num balcão de negócios com o dinheiro público e os recursos suados do contribuinte. Revolta-me o abuso da máquina estatal. Revolta-me a irresponsabilidade com o dinheiro público. Revolta-me a pior gestão administrativa da cidade de São Paulo, que tão pouco fez pela cidade. Revolta-me o peso excessivo do Estado brasileiro. O prefeito Kassab não sabe o que fazer com a cracolândia. Aliás, a ausência de políticas públicas bem pensadas é um traçado constante na Cidade de São Paulo. Se precisam de sugestões, aqui vão duas: transformem a região num polo de entretenimento e eventos, além de construção de moradias para estudantes universitários. Isto sim reviverá a região. E não a doação gratuita ao Instituto Lula. Por mais que Lula tenha feito, nada justifica utilizar o dinheiro público para esse tipo de benesse. É preciso respeitar o público. Mais importante, é essencial respeitar o bolso do contribuinte. Portanto, sugiro a todos os cidadãos de bom senso que se oponham a mais um absurdo com o dinheiro público. Será que Lula vai aceitar o presente

Marcus Vinícius de Freitas freitasmv@aol.com

São Paulo

*

COM O CHAPÉU ALHEIO

Sem querer ofender, mas já o fazendo, este ex-ilustre sr. Lula, que compre e pague pelo seu "instituto". O povo de São Paulo grite, esperneie, mas não admita que o Sr. Kassab faça bonito com o que não lhe pertence.

 

Celia Henriques Guercio Rodrigues celitar@hotmail.com

Avaré

*

LULA E O PT EM SÃO PAULO

Lula e o PT nem chegaram ao comando de São Paulo e, permitidos pelo Sr. Kassab (Sr.Kassab o Sr. foi eleito pelo povo paulista para não permitir que o PT entrasse aqui), já estão dando um prejuízo aos cofres de São Paulo perto de R$ 1 bilhão (Estádio e Instituto) imaginem se assumirem os cofres. Com suas mazelas, incompetência, amadorismo e maldade (lembrem-se eles não gostam de São Paulo.) MP, cadeia para os dois, nosso dinheiro não está para isso.

 

Nelson Pereira Bizerra nepebizerra@hotmail.com

São Paulo

*

MEMORIAL DA DEMOCRACIA – BALANÇO

No memorial da democracia lullopetista, um único senão: a total ausência de fatos de memória não-contabilizados.

 

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

*

JUDAS

Gilberto Kassab, o enganador de alcaide de São Paulo, tirou a sua máscara , que usou tanto tempo, para ganhar a confiança e ser o protegido e escolhido de Serra para disputar a sua sucessão, isso depois de ter feito um estágio, trabalhando como secretário de Maluf. Semana passada mostrou quem de fato é, um Judas, ao doar para o Instituto Lula um terreno na Cracolândia para  ser construído no local o "memorial da democracia", justo para quem  deseja ardentemente fechar o regime e virar seu ditado do Brasil, como seu mui amigo Fidel.. Será que o  enganador de alcaide Kassab perguntou aos que o elegeram ,se aprovam essa doação? Vai construir o tal memorial  com o  dinheiro do contribuinte paulistano? Será que vendendo sua alma ao diabo, conseguirá o apoio dos petralhas, que há poucos dias o entrincheiraram na saída da Catedral da Sé. Pena que não o acertaram, pois merecia uma bela ovada e outras cositas mais.  Kassab, nunca mais!

Agnes Eckermann agneseck@yahoo.com.br

Porto Feliz

*

REVITALIZAÇÃO NOVA LUZ

Inexplicável essa insistência em dizer que esta região é reduto de drogados, citando ruas e o bairro Santa Ifigênia, "maior polo de venda de material eletro eletrônico, informática e telefonia da América Latina", um dos maiores PIB do Brasil ser chamado de cracolândia. Também vendemos GPS,  talvez esteja faltando isso para que as informações  sejam exatas. Nele vocês poderão verificar que são bairros diferentes, ruas diferentes e população diferente. A região da operação do dia 3 de janeiro foi feita na cracolândia, na Rua Helvetia, que fica em Campos Elíseos, em frente à Sala São Paulo, onde também estão a Secretaria de Cultura e as futuras instalações  do "Projeto Saci", terreno desapropriado onde ficava  a antiga rodoviária e onde havia um shopping de venda de roupas desocupado e demolido há 3 anos, onde mais de 200 lojas geravam emprego e renda. Este abandono por parte do poder público é a causa principal da ocupação dos narcodependentes naquela área. O projeto é formado por Avenidas Ipiranga, São João, Duque de Caxias, Cásper Líbero até o batalhão da Policia Militar. É diferente. Será possível que alguém tenha a decência de averiguar que a Rua Helvetia e arredores não estão no malfadado projeto Nova Luz?

Luíz Claudio Vieira lcv@lcv.com.br

São Paulo

*

MORALIDADE NOS EXECUTIVOS

A ação repressora na região da luz (“cracolandia”) se iniciou no começo de janeiro de 2012 com o estardalhaço e os bons resultados apontados; ficou também claro que tal ação só foi feita nos Campos Elíseos para propiciar a licitação do vizinho bairro Santa Ifigênia; só que, neste meio tempo, liminar em prol dos direitos da população suspendeu a lei e a licitação imorais. Em painel na OAB, o Estado afirmou por sua Secretária de Justiça e pelo Comandante do Centro da PM que dali não arredaria o pé. Temos que cobrar a continuidade do que foi feito, sob pena de ficar evidenciada a eventual conivência com o quadro que até então se apresentava – o que explica porque 68% dos paulistanos não acreditam em solução, conforme a pesquisa do Estadão (C4, 03/02); temos que receber provas de que as internações efetuadas são internações de longo prazo visando à cura dos dependentes de droga - e não meras estatísticas enganadoras de internações por um dia inúmeras vezes repetidas. Com a manutenção da presença de efetivos da PM, e da saúde e assistência social, por ali, aquela grave situação alcunhada “cracolândia” não deve retornar; e, os bairros atingidos como um todo e a região devem prosperar ainda mais e acabar com aquela estória de região degradada e subutilizada; todos nós, paulistanos, temos que exigir tais medidas a fim de acabar com a expansão da degradação urbanística planejada que somente interessa para a especulação imobiliária se apropriar da cidade através de imorais desapropriações dos bens da população.

Suely Mandelbaum, urbanista suely.m@terra.com.br

São Paulo

*

UM NORTE PARA OS JOVENS

Nestes últimos anos a criminalidade cresceu assustadoramente entre os adolescentes. Coincidência ou não, em 1998 o Congresso aprovou uma lei que proíbe menores de 14 a 16 anos tenham acesso ao mercado de trabalho. E o objetivo dos que propuseram esta lei era o de manter estes jovens por mais tempo estudando, tentando evitar assim a evasão escolar. Acho que o tiro saiu pela culatra.  Porque a participação de adolescentes entre 14 e 16 anos que deveriam estar no ensino médio não aumentou, mas o número de crimes praticados por cidadãos dentro desta faixa etária cresce absurdamente. Eu sou de uma geração, em que o adolescente a partir dos 14 anos já trabalhava e com carteira assinada. E naquela época, falo das décadas de 50 e 60 do século passado, estudar a noite era mais difícil, porque não existiam muitas escolas para o ensino médio (era colegial, ou científico), e as que lecionavam eram distantes, o que dificultava sair do trabalho e ir para escola. E os meios de transporte pior ainda. Hoje, a cada esquina tem um colégio público a disposição destes adolescentes. E certamente se fossem aceitos legalmente no mercado de trabalho, estes jovens provavelmente teriam até mais motivos para alçar a universidade e seguir progredindo. E desta forma não estariam à disposição dos traficantes, como consumidores de drogas ou mulas, ou para outras bandidagens! E tampouco procurados ou mortos pela polícia e até ex- comparsas. Não é somente a escola que dá um norte aos adolescentes. Trabalhar, ganhar o seu dinheirinho, satisfazendo seus sonhos também impulsiona o cidadão, melhora a sociedade, e a economia do País. E ainda prepara mais cedo uma tão carente mão de obra nos dias de hoje. A sociedade brasileira precisa urgentemente repensar esta lei. Hoje do jeito que está só ajuda a diminuir as estatísticas do desemprego, mas a ociosidade que impera nesta faixa etária é um perigo, e estimula a procura por caminhos tortuosos, o que vem angustiando a família brasileira. E um detalhe importante a ressaltar, é que se esta lei for revogada uma pressão saudável recairá sobre os governos e o Congresso, para que se criem condições favoráveis para o empresariado, visando aumentar a oferta de emprego para esses jovens. Quem sabe assim o governo atual principalmente, se sinta na obrigação de reduzir os excessivos gastos improdutivos, números de ministérios e dos milhares de indicações de camaradas para cargos de confiança, deslocando tais recursos para investimentos, porque toda nossa infraestrutura anda um caos...

Por outro lado, diferentemente da minha época, os que administram hoje grandes empresas são de executivos na faixa de 30 aos 35 anos. E estes certamente iniciaram cedo no mercado de trabalho, aproveitando a lei anterior a de 1998, e o que é mais importante, não deixaram de estudar! E o que aflige, é que o Brasil é um dos raros países do mundo, que criminaliza empresas que contratam jovens dos 14 aos 16 anos. Um absurdo em pleno século 21. O trabalho enobrece! Só na cabeça desta classe política retrograda, e de sindicalistas que mais preferem mamar nas tetas gordas do governo para manter esse retrocesso. Se quisermos reduzir a criminalidade, e tirar os jovens das ruas, um dos caminhos a percorrer é debater esta questão! Mesmo porque, hoje estes jovens não têm mais a companhia da mãe, como nas décadas passadas, porque estão trabalhando. Então, nada melhor que inseri-los a uma atividade produtiva e remunerada, do que deixar esta juventude vagando pelas ruas e a mercê até da criminalidade. Os números são inquestionáveis...

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

*

O BRASIL, O NOBEL E AS MEDALHAS OLÍMPICAS

O Brasil está no G20, é um dos mais fortes emergentes do Brics (Brasil-Rússia-India-China-África do Sul), possui uma das maiores populações e território no mundo, tem uma economia dinâmica, diversificada e articulada com o mercado global. Com tudo isso, nunca conseguimos um Prêmio Nobel e o nosso desempenho olímpico é sempre inferior ao dos países que mais receberam o Nobel. Existem razões? É claro que existem. Precisamos do programa nacional de desenvolvimento científico e tecnológico cada vez mais forte e adequado à sociedade contemporânea, integrando a pesquisa com o desenvolvimento, levando as noções empreendedoras, inovadoras e vencedoras para as instituições de pesquisa e de educação superior. Pesquisar para utilizar. Mais ação e menos locução. Interação com as empresas e as demandas da sociedade. No Brasil, somos pródigos em incorporar tecnologia, mas temos dificuldades em gerá-las. O nosso "balanço comercial" tecnológico é negativo, importamos quase toda a moderna tecnologia que utilizamos. Esse cenário precisa ser modificado com uma estratégia moderna e inovadora no sentido de um novo tempo de desenvolvimento, sustentável e duradouro. A mudança deve começar com uma maior produção do conhecimento além do ambiente público. A sociedade do conhecimento exige, também, o fortalecimento de um sistema privado para a produção científica e tecnológica. Para ser competitivo, todo o país precisa ser criativo. Quanto às medalhas olímpicas, é notória e urgente a necessidade de colocar o esporte como fator motivador da juventude, incentivando a prática nos bairros, nos clubes, nas escolas e nas universidades, com acompanhamento e monitoramento de treinadores, médicos e paramédicos. Esporte é cultura, mas hoje, também, é ciência. Essa compreensão é fundamental para a construção não só das quadras poliesportivas, mas, sobretudo, de um projeto nacional para a melhoria do nível do nosso esporte, com o rigor tecnocientífico necessário para ser competitivo, não só para disputar, mas para vencer. Enfim, para ser vencedor de Prêmio Nobel e de medalhas olímpicas o Brasil precisa ingressar de fato e direito na sociedade e economia do conhecimento. Estabelecer metas e desenvolver uma visão de futuro. Melhorar o insumo básico para o acesso a essa sociedade moderna: a educação. Valorizar os sábios e não os sabidos. Não podemos, no entanto, continuar com a visão de esperar tudo da máquina do Estado. Precisamos fazer a nossa parte, exercer o direito, mas, também, o dever de cidadão. Capacitação, cooperação, comunicação, compromisso e confiança. O tempo não pára. Participar e inovar é preciso, pois a nossa hora para avançar é agora. Não se constrói nada sozinho.

Paulo Cesar Bastos paulocbastos@bol.com.br

Salvador

*

HAJA BAFÔMETRO!

Os deputados do PT, com o apoio do ministro do Esporte, irão liberar bebida alcoólica nos estádios na Copa do Mundo. Numa época em que diariamente vemos acidentes e mortes causados por bebidas alcoólicas, nos deparamos com essa atitude que só poderia vir do PT. Pobre Brasil! Precisamos aprender a votar!

Francisco José Cardia fra.cardia@hotmail.com

São Paulo

*

BEBIDA NOS ESTÁDIOS

De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, o deputado federal Vicente Cândido, relator da Lei Geral da Copa, afirmou que o retorno das bebidas alcoólicas aos estádios de futebol está quase acertado. Além disso, a mudança valeria não só para o Mundial de 2014, mas permanentemente. Depois dessa, falar mais o quê?

José Marques seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

*

PROGRAMA DE ÍNDIO

Aldo Rebelo, PC do B, de ressaca da relatoria da reforma do Código Florestal, pirou de vez como ministro do Esporte da dona Dilma. Imaginem só, arquibancadas lotadas de índios querendo “apito” e o juiz da partida dispondo de apenas um. Não vai dar certo.

Sergio s. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

*

OBRIGADO, PREFEITO!

Na qualidade de corintiano roxo, só me resta, em agradecimento à doação do nosso estádio, lutar para que, ao invés de Itaquerão, venha a se denominar Kassabão. Na qualidade de petista roxo, só me resta agradecer a doação do terreno para que o nosso líder possa edificar o Lulódromo e a Luloteca. A felicidade não tem preço e nem por fora.

Nelson Carvalho nscarv@gmail.com

São Paulo

*

FUMO EM LOCAIS  FECHADOS

O leitor Sergio Bueno, ao criticar em 1/2 o uso do espaço por Fernando Hargreaves em Fumo em locais fechados (31/1), se deu risadas, as deu de bobo, pois o assunto tratado é sério e mostra estar havendo desrespeito à minoria que exerce um hábito legal e lícito e que gera mais de 7 bilhões de reais por ano em impostos. Deve ser lembrado que após a 2.ª Guerra Mundial a Alemanha criou severas leis de proteção às minorias para que os tristes fatos ocorridos com relação aos judeus não se repitam nunca mais. Aliás, a atual e orquestrada restrição tem todo o estilo do melhor nazismo.

Bob Sharp bobsharp@uol.com.br

São Paulo

*

CARTEIRAS SUSPENSAS

A cada 4 minutos, um paulistano tem a carteira de motorista suspensa. E nos 4 minutos seguintes alguém esta levando vantagem com isso!

Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com

São Paulo

*

SUSPENSÃO DA CNH

A tendência é suspender  motoristas a cada 1 minuto em São Paulo, a continuar pela intenção somente em multar para arrecadar e nada de educar, ou melhorar, a vida dos cidadãos paulistanos. Transporte público adequado está longe do ideal, exceção de veículos, exceção de agentes para multar, marronzinhos sempre armados com as canetas na mão. Para suspender um motorista basta 20 pontos, do jeito que está a fúria arrecadadora, 20 pontos, pode se conseguir dando  uma volta no quarteirão. Outra solução seria Denatran,  propor alterar o CNT  e subir a pontuação mínima para cem ou duzentos pontos na carteira.

Arcangelo Sforcin Filho arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo

*

ACIDENTES DE TRÂNSITO

 

Consta que de 2005 a 2010 as vítimas de invalidez permanente causada por acidentes de trânsito passaram de 31 mil para 152 mil. Que de 2000 a 2011 a frota de motos quase quintuplicou no país, saltando de 3,5 milhões para 15,5 milhões. E que a de automóveis dobrou, passando de 19,9 milhões para 39,8 milhões. Para melhorar o quadro sombrio de acidentes de trânsito urge que as autoridades competentes coloquem como requisito obrigatório para tirar carteira de habilitação um curso de direção defensiva ministrado por especialistas experientes. Como a maioria dos condutores de carro nunca dirigiu moto e vice-versa, é fundamental que cada condutor aprenda e respeite o que pensa o outro quando na condução de seu veículo, seja ele carro ou moto. E o governo economizará muito particularmente com o SUS se patrocinar o curso com dinheiro do DPVAT, inclusive com obrigatoriedade de recall dos motoristas que tenham muitas multas. É preciso dar mais educação de trânsito, com intensidade e constância!        

 

Luiz Antonio da Silva lastucchi@yahoo.com.br

Ribeirão Preto

*

MOROSIDADE E INFRAÇÃO

Estão propondo alterar a legislação de trânsito para torná-la mais rígida nos casos de motoristas dirigindo com teor alcoólico no sangue. A proposta é que não seja tolerada nem uma gota de álcool, aumentar a multa e dobrar em caso de reincidência e aumentar o prazo de suspensão da habilitação. Já é alguma coisa, embora continue achando, particularmente, que não tem que haver suspensão da habilitação em casos deste tipo de infração. Deveria ter a habilitação cassada. Mas estas propostas ainda terão que passar na Câmara dos Deputados. É assunto para daqui a 3 ou 4 meses, e até lá o clamor diminuiu, e acabam deixando como está. A morosidade, proposital ou não, é aliada do infrator.

Panayotis Poulis  ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

*

CINTO NO BANCO TRASEIRO

O motorista é que deve ter a consciência que a utilização do cinto de segurança traseiro pode salvar vidas, inclusive a sua como mostram os desenhos. Não custa nada lembrar que a princesa Diana e seu namorado só morreram no acidente de Setembro de 1997 em Paris, porque estavam sem o cinto de segurança. O único sobrevivente foi o guarda costas que estava no banco dianteiro direito usando o cinto de segurança.

 

Ronaldo José Neves de Carvalho rone@roneadm.com.br

São Paulo

*

BR-367, A VERGONHA CONTINUA

Sobre a BR-367 em Minas Gerais, Vale do Jequitinhonha, trecho entre Almenara e Salto da Divisa, graves acidentes estão acontecendo, o último, grave, ocorreu no entrocamento de acesso a Jacinto. Não há sinalização nenhuma, responsabilidade de quem? Atearam fogo na ponte de madeira entre Jacinto e Almenara, felizmente alguém apagou o fogo antes que se alastrasse. O engenheiro do Dnit de Teofilo Otoni enviou à Câmara de Jacinto oficio resposta informando que o trecho Jacinto/Araçuai foi concluido o Projeto de restauração e manutenção, o Crema 2. Verificando o site do Dnit, em data de 1/2/2012, a BR-367 não está entre as estradas colocadas na publicação. Será outra mentira tudo isso? A Câmara Municipal de Jacinto está preparando várias pautas para as próximas reuniões sobre as condições da BR 367: moções de repúdio e persona non grata no município de Jacinto-MG para diversas autoridades do estado e da união, inclusive Dilma Rousseff e Antônio Anastasia, além do Dnit e do DER de MG. A Ouvidoria do Dnit disse que o trecho entre Salto da Divisa e Jequitinhonha está sob administração do DER/MG. O chefe do Serviço de Engenharia do Dnit em Minas Gerais afirmou que o órgão está com um projeto Crema 2ª Etapa (segmento Jacinto - Araçuaí) pronto, mas que não tem previsão para contratação dos serviços. É o cúmulo do absurdo. Quem diz a verdade? Quem diz as mentiras? E os 35 anos de espera? E as empreiteiras que comem o dinheiro público? Por que a imprensa mineira não investiga o DER-MG e as empreiteiras que cuidam desta estrada? Qual o verdadeiro interesse em sua não pavimentação? E as contas não prestadas? Faltam dignidade e vergonha na cara.

Rodrigo Almeida Campos rodrigoalmeidacampos@yahoo.com.br

Jacinto (MG)

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.