Fórum dos Leitores

MARCOS VALÉRIO

O Estado de S.Paulo

16 Fevereiro 2012 | 03h09

Sonegação fiscal

"Competente" empresário de grandes mutretas, Marcos Valério foi condenado pela Justiça Federal em Minas Gerais pela prática de crimes financeiros: R$ 90 milhões de sonegação. Só para lembrar: foram ele e sua empresa que o governo do PT escolheu a dedo para distribuição do dinheiro relacionado ao partido, chamado escândalo do mensalão. Com direito a recorrer em liberdade, é mais um crime que, provavelmente, se tornará outra enorme pizza. E nós, o povo, como sempre, com aquela enorme cara de palhaço...

BENEDITO RAIMUNDO MOREIRA

br_moreira@terra.com.br

Guarulhos

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Condenação

Marcos Valério foi condenado a nove anos de prisão pela Justiça Federal. Isso saiu de um grande esquema de arrecadação de dinheiro para o PT e não vai a lugar algum por um simples detalhe: na ocasião o PT estava no governo e continua lá. Quando o PT sair do governo, o prazo para cobrar alguma coisa terá expirado, daí todo mundo já sabe o resultado. E não adianta reclamar ao STF, pois a maioria dos ministros foi indicada pelo ex-presidente e deve muitos favores a esse partido.

PAULO RODRIGUES DE MOURA

paulorodriguesmoura@hotmail.com

São Paulo

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COMISSÃO DE ÉTICA

Futuros integrantes

Foi noticiado que a presidente Dilma Rousseff pretende afastar cinco membros da Comissão de Ética Pública da Presidência da República porque esse órgão quer denunciar o ministro Fernando Pimentel. Aqui vão alguns nomes que poderão integrar a futura Comissão de Ética: José Dirceu, Delúbio Soares, Marcos Valério, José Genoino, seu irmão mais conhecido pelos dólares na cueca e Waldomiro Diniz. Certamente absolverão Fernando Pimentel!

EUGÊNIO JOSÉ ALATI

eugeniojosealati@yahoo.com.br

Campinas

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Contrariedade presidencial

A presidente sentiu-se traída por não ter sido avisada com antecedência sobre os procedimentos no caso Fernando Pimentel. Sua contrariedade foi tal que decidiu antecipar trocas na Comissão de Ética (?) . Ora, quem está contrariado, e com razões de sobra, é o povo brasileiro, que a cada dia é surpreendido com essas denúncias - na sua maioria, comprovadas - de falcatruas cometidas por ministros, politicamente indicados e sem o mínimo preparo técnico para exercer as funções nas suas pastas. São nomeados apenas e tão somente para acomodar situações embaraçosas de apoio político e da tal "governabilidade", criada por seu antecessor e criador, o apedeuta. Enquanto não forem tomadas medidas verdadeiramente saneadoras em todos os níveis deste governo, ficaremos à mercê dos políticos profissionais de plantão e seu fisiologismo nefasto. É preciso dar um basta a esse compadrio, que está sangrando os cofres públicos em detrimento do retorno em serviços decentes para o contribuinte!

CLAUDIO D. SPILLA

claudio.spilla@cspilla.org

São Caetano do Sul

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Inutilidade

Comissão de Ética Pública no Brasil e Ministério da Marinha na Bolívia não servem para nada, pois o país vizinho não tem mar e no nosso não existe ética na política.

ELAINE NAVARRO

elainenavarro.pa@hotmail.com

São Paulo

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AEROPORTOS

O jeito petista

Depois das "concessões", 49% continuam sob controle da Infraero, reduto petista. O restante foi arrematado por empresas de pouca expressão, associadas aos fundos de pensão, também reduto petista. O BNDES, outro reduto petista, garante as boladas para os mensalões. É isso aí, se depender dessa privatização, vamos continuar com sucatas de aeroportos, como as sucatas de portos, estradas federais, saúde, educação, transportes, etc., etc., até que essa "gangue" apeie de vez.

ARIOVALDO BATISTA

arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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PETROBRÁS

Quinhão

Por que a Petrobrás não vale pelo menos duas vezes mais? Porque é estatal, óbvio. Hoje a Vale tem o seu valor multiplicado várias vezes, comprado à época de estatal, mesmo não tendo o ex resistido à sanha de meter o dedo na empresa. Aliás, onde há dinheiro, lá vai o PT em busca de seu quinhão.

ANDRÉ C. FROHNKNECHT

anchar.fro@hotmail.com

São Paulo

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Caixa-preta

Toda essa polêmica sobre a queda da Petrobrás nas bolsas dá o que pensar. Acho que a empresa continua sendo uma caixa-preta. Lembram-se de quando o Iraque incendiou os campos petrolíferos do Kuwait? Os poços jorravam espontaneamente - até chovia petróleo. O mesmo se verificou no Iraque durante a Guerra do Golfo. Então, lá o petróleo tem de ter um custo bem mais baixo que o nosso, dada a facilidade de prospecção e extração. Aqui a Petrobrás lida com grandes profundidades, tanto de lâminas d'água quanto de solo, o que demanda elevado gasto em equipamentos e pesquisa. Agora, quando a administração deixa de ter caráter profissional, rendendo-se à filosofia de um partido político que deseja criar tecnologia por decreto, é de admirar que a companhia ainda apresente lucro. Que tal mostrarem uma planilha detalhando os custos, sem omissão, desde a prospecção até a entrada do produto nas refinarias ou nos portos? Lembrando que o gigantismo da empresa acarreta principalmente custos, não seriam surpresa alguns casos de prejuízo.

NESTOR R. PEREIRA FILHO

rodrigues-nestor@ig.com.br

São Paulo

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Nem dólar nem crise

Há algo de muito podre no reino da Petrobrás! Ninguém se esqueceu ainda de que durante o período Itamar Franco-Fernando Henrique Cardoso, mesmo com várias crises externas muito graves, a Petrobrás cresceu a olhos vistos. Nada justifica o desmanche que estamos vendo agora. Pagamos os preços mais altos do mundo pelos nossos combustíveis, de péssima qualidade. Na verdade, não "colocamos gasolina" nos nossos veículos, mas, sim, uma mistura que pode ser chamada de "gasoálcool", de baixa octanagem e que nos deveria custar muito menos. Os péssimos resultados da empresa só podem ser atribuídos à administração dos governos do PT, que de gestão já provaram nada entender.

M. CRISTINA ROCHA AZEVEDO

crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

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MARCOS VALÉRIO

O empresário Marcos Valério Fernandes de Souza e seus ex-sócios na agência de publicidade SMPB, envolvidos no escândalo do mensalão do PT, foram condenados pela Justiça Federal em Belo Horizonte a mais nove anos de prisão pela prática de crimes financeiros. Na verdade Marcos Valério virou sombra do PT, ou para raios do Zé Dirceu, o mentor. Foi condenado a nove anos de prisão, mas na verdade vai acabar livre, leve e solto, pois o arsenal que tem guardado pode detonar muito petista esperto ou metido a esperto. O Ministério Público deve acompanhar isso de perto, para a coisa não se diluir no nada.

Antonio Jose Justino anjogoma@yahoo.com.br

São Paulo

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SÓ BAGRINHOS

Marcos Valério, o coiote, ou mula do mensalão, é condenado a nove anos de prisão por sonegar R$ 90 milhões.  E o José Dirceu, indiciado no Supremo Tribunal Federal (STF) como chefe da quadrilha, ao lado de José Genoino, João Paulo Cunha e tantos outros, que assim como o Lula foram beneficiados com os milionários desvios de recursos públicos, por que ainda não estão presos?!

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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DEVOLUÇÃO

Qual foi a providência tomada até o presente momento pelo Poder Judiciário com referência aos roubos praticados pelos ladrões mensaleiros e o principal responsável, o ex-presidente Lula? Eu, como cidadão contribuinte, pagando a maior tributação do mundo, tenho o direito constitucional de exigir a quem cabe tomar essas providências uma explicação, pelo menos se já devolveram o dinheiro roubado. Enquanto os brasileiros não aprenderem a reclamar e exigir seus direitos, o Brasil não sairá desse vício corruptivo e continuará oferecendo maus serviços públicos aos brasileiros, que estarão morrendo nas filas hospitalares, nas estradas, com um transporte deficiente, e, pior ainda, uma educação pública que não educa nem paga condignamente seus professores. O que esperar?

Benone Augusto de Paiva benonepaiva@yahoo.com.br

São Paulo

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PIZZA TOGADA

O julgamento dos políticos envolvidos no conhecido mensalão se aproxima, salvo mais procrastinações promovidas pelo governo, de um final que pelas circunstâncias próprias do tribunal não oferece muito otimismo quanto ao seu desfecho que seria a condenação dos acusados. São em número de 40, de alta qualificação, alguns ostentando a condição de ex-ocupantes de altos cargos e defendidos pelos mais importantes criminalistas do país. No meio dessa casta togada emerge uma voz que cala os ''semi-deuses'' do Supremo, o ministro Sebastião Barbosa. Enfrentou com imponência, a prepotência e arrogância do então presidente ministro Gilmar Mendes. Denuncia o complô armado para provocar a prescrição dos crimes, contradizendo o ministro Ricardo Lewandowski e ultimamente o atual presidente do STF, ministro Cezar Peluso, que acusou Sebastião Barbosa de atrasar o envio dos autos para análise de seus colegas. Assim como os ministros defenestrados por desvio de verbas não tiveram de prestar contas por negligência do governo, os mensaleiros, diante do poder que ainda ostentam, estão otimistas quanto ao final. Quanto a nós... bem, compre um nariz de palhaço.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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MÁSCARA

Até quanto teremos que suportar essa máscara coletiva da turma do PT? São tantos absurdos que transpõem o limite do bom senso. Quando será que o povo brasileiro irá acordar e colocar essa turma no devido lugar? Praticamente todos direto para a cadeia.

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@ig.com.br

São Paulo

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O STF E O CASO DA FICHA LIMPA

Finalmente o STF começa o ano julgando caso que dá reflexo direto no bem-estar do povo (15/2, A8). Mas e o caso dos expurgos inflacionários, das poupanças – ADPF 165, será que esqueceram? A matéria tem sido “empurrada para frente” há anos pelos bancos e parece que está emperrada no Supremo desde 2009. Quando será que o STF dará essa resposta ao "pobre" povo brasileiro?

 

Aldo de Queiroz Santiago aldo-santiago@ig.com.br  

Laranjal Paulista

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FICHA LIMPA

O julgamento pelo STF da validade ainda para este ano da Lei da Ficha Limpa é emblemático. A decisão do maior tribunal do País norteará a aplicação da legislação surgida pela iniciativa da opinião pública nacional, que sinaliza não mais aceitar os desvios de conduta dos nossos políticos. Como cidadão, advogado e historiador aguardei ansioso a decisão, que deverá começar a estancar essa nossa grande vulnerabilidade ético-moral – que ao lado do crescimento econômico atual – nos levará a construção do grande país que tanto sonhamos.

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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HONRA NO PARTIDO

Escalados pra enterrar a Ficha Limpa e o mensalão, os ministros do STF Dias Toffoli e Luiz Fux certamente merecem um lugar de honra no panteão do PT.

Conrado de Paulo conrado.paulo@uol.com.br

Bragança Paulista

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O CRIME E A ADVOCACIA

O artigo 10 da Declaração Universal dos Direitos Humanos estabelece que “todo ser humano tem direito, em plena igualdade, a uma justa e pública audiência por parte de um tribunal independente e imparcial, para decidir sobre seus direitos e deveres ou do fundamento de qualquer acusação criminal contra ele.” Corroborando a declaração que rege a humanidade, aprovada pela Assembléia Geral das Nações Unidas, em 10 de dezembro de 1948, o inciso LIV, do artigo 5º da nossa Constituição federal, estabelece que “ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal.” A “Lei das Leis” do ordenamento jurídico brasileiro, estabelece, ainda, em seu artigo 133, que “o advogado é indispensável à administração da justiça, sendo inviolável por seus atos e manifestações no exercício da profissão, nos limites da lei.” Sendo assim, por mais abominável que tenha sido o crime imputado ao motoboy Lindemberg Alves Fernandes, acusado de assassinar a estudante Eloá Pimentel em 2008, em Santo André, no ABC paulista, não são justificáveis (e expressam profunda ignorância) as hostilidades do público contra a sua advogada, Ana Lúcia Assad, como se ela fosse cúmplice dele. Vale lembrar as sábias palavras do jurista uruguaio Eduardo Couture, que definiu a advocacia como “uma árdua fadiga posta a serviço da justiça.”

 

Túllio Marco Soares Carvalho  tulliocarvalho.advocacia@gmail.com

Belo Horizonte

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EM DEFESA DO INDEFENSÁVEL

 

Sei perfeitamente que as manifestações coletivas são incontroláveis. Mesmo assim não julgo justas as agressões verbais dirigidas à advogada de defesa do "monstro" Lindemberg Alves, Ana Lúcia Assad. Por quê? Porque todo réu, criminoso ou não, tem direito a defesa. E se não fosse a advogada em questão, teria que ser outro/a advogado/a.

 

Cláudio Amaral clamaral@comunic.com.br

São Paulo

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INVERSÃO DE VALORES

Se o que ocorreu ontem em Santo André no plenário do Júri, ocasião em que uma advogada desacatou escandalosamente a juíza presidente (caso Eloá Pimentel) mandando-a "voltar a estudar", tivesse ocorrido nos EUA, esta advogada sairia do Tribunal presa e algemada, como sói de resto ocorrer em qualquer democracia madura e civilizada do mundo. Aqui, entretanto, a inversão de valores é tamanha que chega a causar repulsa. A megacorporação  privada OAB, com seus inúmeros tentáculos políticos, sustenta escancaradamente seu suposto direito a privilégios descabidos, como por exemplo o próprio direito de xingar juízes e promotores impunemente, muito embora o STF já tenha suspendido a vigência desse item da Lei 8.906/94 (EOAB).

Para seus membros, não há controle externo, seu exame de ingresso não possui o rigor das carreiras judiciári as com por exemplo o pregressamento da vida dos candidatos, assim como suas lideranças nunca vêm a público dizer que darão punição exemplar a seus membros quando cometem ilícitos como o de ontem. Só se preocupam com a penetração política, inclusive a partidária, e com aparições histriônicas de alguns de seus líderes.

Ontem mesmo, em jornal televisivo de grande audiência, um jovem muito novinho, no qual não se percebiam quaisquer traços de maior solidez de formação ética ou cultural, dizendo-se representante da OAB de algum Estado para qualquer coisa e "professor" por certo em alguma dessas faculdadezinhas de Direito criadas nos anos 2000, declarou em entrevista que a advogada mais acima referida estava certa em agir "com agressividade"... é o fim da picada! Alguns dos cidadãos mais pobres e ignorantes, com seus videorreceptores ligados na hora do tal programa, ao vislumbrarem esse estado descalabroso de coisas em apenas um dos vários setores da vida civil, certamente pensarão, com alguma razão peculiar, que também podem fazer o que bem quiserem pois nunca serão punidos. Os maus exemplos vêm de cima, não olvidando que os bacharéis ainda são considerados neste país um tipo de elite, em panorama bem oitocentista. O povo brasileiro não sabe distinguir quem é autoridade sujeita a rígido concurso público dos profissionais privados não sujeitos a nenhum correicionamento digno de nota. Passa-se a imagem de que a Justiça é uma bagunça pura, e por aí vai. Como se já não bastara o seu completo sucateamento! Esses senhores corporativistas deveriam é conformar-se de vez com a ideia de que as únicas prerrogativas que realmente são garantias públicas do cidadão são as do Poder Judiciário, além de preocuparem-se com a formação ética, moral e técnica dos jovens que hoje procuram o ensino jurídico. Em setembro de 2000, quando afirmei o que ora estou aqui a reafirmar neste mesmo espaço, quase fui linchado a cutiladas pela poderosa Ordem. Era seu presidente o saudoso Dr. Rubens Aprobbato Machado. Como se vê, o estado de coisas ali denunciado não só permanece como tende a agravar-se ainda mais.

Flavio Capez flaviocapez@uol.com.br

São Paulo

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DRAMA

O julgamento do Lindenberg só não é mais dramático que seu crime!

Flávio Cesar Pigari flavio.pigari@gmail.com

Jales

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CASO ELOÁ

Que país é este, que leva quatro dias para julgar um bandido, assassino confesso de uma indefesa estudante, onde a defesa do réu tenta ainda culpar a imprensa pela condenação antecipada, bem como a polícia pelos disparos da arma que matou a vítima. Como se isso não bastasse, a defesa do réu desacatou a juíza que preside o julgamento de forma grosseira, sendo advertida pela promotora de justiça. Que país é este? Das inversões de valores?

 

Arnaldo Luiz de Oliveira Filho arluolf@hotmail.com

Itapeva

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QUEM AMA NÃO MATA

Vivemos a era da exposição. Vale tudo para ver o nome divulgado em tudo quanto é mídia, 24 horas por dia. Nunca a expressão “falem bem ou mal, mas falem de mim” foi tão verdadeira. Parecem não haver barreiras morais, princípios éticos e principalmente respeito ao próximo no comportamento geral. Fala-se o que vem à cabeça, não se preocupando com possíveis repercussões e muito menos no que pode acarretar nos ouvintes. Faz-se valer, muitas vezes de tragédias pessoais, como motivo para exposição. As pessoas parecem não mais se contentar com os 15 minutos de fama e querem mais, cada vez mais. Há quem acredite que um ser humano é capaz de cometer ou copiar crimes hediondos para se promoverem. Mata-se por qualquer motivo, por ciúmes, por despeito, por ninharias, como se a vida humana tivesse seu valor depreciado. Enquanto isso leis brandas permite m que notórios criminosos voltem a transgredir, e nossos legisladores preparam-se para o carnaval, São João, eleições, Natal, ano novo, etc. e portanto não têm tempo de trabalhar. Até quando?

Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

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JUSTIÇA

Qual a diferença entre os assassinos Lindemberg Alves e o jornalista Pimenta Neves ? Este último é réu confesso, atirou pelas costas na ex-namorada, sem chance de defesa e permanece em liberdade há vários anos.

 

Mário Issa drmarioissa@yahoo.com.br

São Paulo

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FERNANDO PIMENTEL

O Ministério Público de Minas Gerais ofereceu denúncia contra o blindadíssimo ministro Fernando Pimentel, aquele de Minas Gerais que costuma dar nó em pingo d’água e que se aproveitou do vácuo de ser ministro ou não na eleição da Dilma para faturar uns milhões. Espero que essa investigação continue e consiga pegar mais um ético petista, aumentando assim o recorde da presidenta Dilma, que nunca antes neste país demitiu tantos ministros por falcatruas e uso indevido do poder, ou seja, Gersons da era moderna

Antonio Jose G. Marques a.jose@uol.com.br

Rio de Janeiro

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É CARNAVAL!

Carnaval está aí. Daqui não saio daqui ninguém me tira. Não é, Pimentel?

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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FESTA EM BRASÍLIA

Marchinha de sucesso no carnaval de 2012: Oi zum-zum-zum. Zum-zum-zum-zum. Tá saindo mais um.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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CONSELHO PARA A PRESIDENTE

Sra. presidente Dilma, não cometa os mesmos erros de seus antecessores, deles somente aproveitar os acertos. Errar sem copiar, porque erro faz parte, de qualquer pessoa que esteja tentando acertar. Talvez seja o momento de substituir seus assessores e conselheiros diretos.

Arcangelo Sforcin Filho arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo

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A INCOMPETÊNCIA NO DNIT E EM OUTROS ÓRGÃOS

 

A presidenta demitiu dirigentes do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) em seis Estados da federação, por incompetência. Mas D. Dilma precisa ir mais adiante porque há incompetentes em muitos outros órgãos governamentais federais, clamando por providências urgentes. Relembre-se que a quase totalidade de órgãos carentes de competências diretivas foi contemplada com "cumpanheiros", com a missão especial de satisfazer os interesses da "base aliada". Governar com elementos indicados por políticos e sem o currículo necessário, na verdade, não é governo que possa desenvolver-se satisfatoriamente. É um tropeço atrás do outro. Cortar na carne é necessário, porque o Brasil exige muito mais que incompetentes aboletados no Poder, com sopros políticos!

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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DNIT

Gostaria de sugerir a nossa presidente Dilma, que convocasse oficiais da reserva do Exército para ocupar postos-chave do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), para auxiliar no combate àqueles que estão apresentando sinais de corrupção, atitudes como esta, serviria também  para minimizar feridas do  passado; o Brasil está acima de tudo e de todos.

Jorge Peixoto Frisene jpfrisene@zipmail.com.br

São Paulo

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OS BRASIGUAIOS E O PAÍS AMIGO

Se os agricultores brasileiros em risco no Paraguai pensam em contar com a ajuda do nosso governo, podem ir se preparando para o pior. O governo brasileiro apoiou um país amigo cujo exército tomou as instalações da Petrobrás. O governo brasileiro apoiou a reivindicação de outro país amigo, por coincidência o mesmo que está expulsando os brasiguaios, no sentido de aumento extra-contratual da energia de Itaipu, onde o país amigo não investiu um centavo. O governo brasileiro ajudou, com dinheiro nosso, os agricultores de outro país amigo, o do companheiro Fidel. No caso dos brasiguaios, o governo brasileiro vai é ajudar los hermanos sin tierra. Saludos!

Nelson Carvalho nscarv@gmail.com

São Paulo

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RESPEITO É BOM

A diplomacia do Brasil precisa endurecer com o Paraguai que está tratando muito mal os nossos irmãos brasileiros, afinal eles parecem não saber retribuir a gentileza de nosso povo hospitaleiro. Os paraguaios só tem uma luz no fim do túnel ainda graças à Itaipu e mesmo assim querem expulsar os agricultores brasileiros que trabalham e movimentam aquele país. O Brasil precisa cuidar melhor de seus filhos, mesmo em outros países, está na hora de tratamento igual. Chega de aguentar desaforos de líderes de fundo de quintal, principalmente da América Latina, vamos latir mais alto.

Manoel José Rodrigues  manoel.poeta@hotmail.com

Alvorada do Sul (PR)

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O PÊNDULO DA COMUNIDADE EUROPEIA

A Agência Moody's rebaixou as notas da Espanha, Itália e Portugal. Nenhuma novidade, que ficou por conta do alerta da mesma instituição acerca das dúvidas quanto à capacidade de solvência das obrigações da França, Grã-Bretanha e Áustria. Visto que em economia a relatividade dos valores é determinante de sua fixação, o contraponto é a Alemanha, implacável com as províncias do sul, dormentes, pouco empreendedoras, levianas em suas política fiscais e irresponsáveis gastadoras, segundo o discurso germânico. E apeiam a França do domínio secular sobre uma Europa outrora altiva, hoje desgastada e  andrajosa.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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PIB DA ITÁLIA CAI 0,7% NO TRIMESTRE

A queda do PIB da Itália em 0,7% no último trimestre reflete o estado de recessão vivido pela economia italiana na última década. É um claro reflexo da herança maldita deixada por Berlusconi, com resultados negros : aumento de desemprego, crise e estagnação econômica. Países com a história, cultura e tradição como Itália e Grécia estão hoje pagando um preço caro pelos erros cometidos pela sua classe política.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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GRÉCIA

É difícil a situação econômica da Grécia. O país está insolvente. O povo grego não deve se penalizado por essa crise econômica. Deve ser taxadas as grandes fortunas do país. É uma solução a terrível crise, que assola a Grécia, que pode deixar a área do euro.

 

Paulo Dias Neme profpauloneme@terra.com.br

São Paulo

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EXAGERO

Espantou-me e chamou a atenção um dos itens das exigências dos bancos e fundos monetários europeus para um empréstimo a Grécia, da ordem de 130 bilhões de euros. Primeiro este volume de empréstimo que supera em quase seis vezes o PIB grego. É dívida quase impagável, e depois uma das exigências de cortar 150 mil funcionários públicos. Isto me surpreendeu. Quantos funcionários públicos tem o governo grego? Um país com pouco mais de 11 milhões de habitantes, uma economia baseada na agricultura, o turismo, a construção civil e a construção naval, vê-se que é uma economia muito modesta, como tem tantos funcionários públicos? Para quê? Desperta-me curiosidade muito mais em razão do tamanho do país do que outra coisa. Pode ser que por ter saído de lá há 59 anos as coisas tenham mudado, mas ainda assim acho um exagero.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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KNOW-HOW

Pressionada, Grécia mergulha em crise política. Deveria enviar representantes ao Brasil para aprenderem as técnicas aqui utilizadas para sobreviver dando a volta e passando por cima de tudo e de todos. Afinal, temos um know-how aprimorado e invejável.

 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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‘OS VÂNDALOS’

Grécia em chamas e o mundo pegando fogo. Alemanha e França estão se sentindo os donos da "cocada preta". O Fundo Monetário Internacional (FMI) vai recuperando aos poucos o controle da agiotagem mundial. Os especuladores dançam alegremente na passarela da miséria. E arranjaram um novo nome para os seres humanos que estão sendo despojados de tudo, principalmente da sua dignidade: "vândalos". O povo está sendo massacrado e roubado por todos os lados, passam fome, perdem emprego, chefes de família assistem à miséria bater a sua porta, levam cacetadas da policia, são criminosamente afastados de qualquer decisão, e ainda são rotulados de "vândalos". Gostaria de ver se os que chamam as pessoas que passam dos limites em sua revolta, de "vândalos", não fariam o mesmo se estivessem no lugar deles, vendo as suas vidas desabarem, suas famílias afundarem no mundo da miséria. Os especuladores ou banqueiros,tudo é a mesma coisa, não querem ter um centavo de prejuízo no lucro criminoso das suas especulações. O povo tem que pagar tudo. E se esboçarem qualquer reação que passe dos limites calmos e pacíficos daqueles que se amedrontam e não sofrem muito, eles são taxados de "vândalos". Sendo assim, a maioria silenciosa que a tudo assiste, e que está sempre resmungando que não tem nada a ver com isso, enquanto a desgraça não bater a sua porta, vai aceitando a vida como ela é, assistindo tranquilamente a falsa novela do seu dia a dia, e exclamando em alto e bom som para si mesmo: "Não tenho nada com isso, não é comigo, não sou "vândalo".

Wilson Gordon Parker wgparker@oi.com.br

Nova Friburgo (RJ)

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IMPORTADO, SÓ PARA O ‘GUVERNO’

O governo brasileiro subiu, faz pouco tempo, o imposto para carros importados em mais de 30 pontos porcentuais. A desculpa foi proteger a indústria aqui instalada. Recentemente, pediu "revisão" ou mesmo cancelamento do acordo com o México para barrar importações de carros deste país também. Porém, quando se trata de montar sua frota pessoal, Dilma não parece nem um pouco preocupada com a "invasão" dos importados, e escolheu uma frota de dez Ford Edges, que custam, blindados, até R$ 190 mil cada um. É o famoso "faça o que eu falo, não o que eu faço".

O "guverno" acha que o brasileiro é obrigado a viver na Idade Média automotiva para sustentar as fabricantes aqui instaladas, andando de popular pelado e pagando a conta do luxo da "cumpanheira".

Renato Rea Goldschmidt reagold@gmail.com

São Paulo

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JUROS NEUTROS

Leio que Alexandre Tombini busca taxa Selic neutra e que, com isso, o governo vai economizar de pagar R$ 20 bilhões em juros aos bancos. Senhores correntistas, preparem-se, a taxa de juros neutra que os bancos passarão a nos cobrar vai subir para uns 250% ao ano!

Luiz Henrique Penchiari lpenchiari@gmail.com

Vinhedo

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CNC AGUARDA A APROVAÇÃO DA MP 545

Como é de conhecimento geral, a edição da Medida Provisória n.º 545, de 29 de setembro de 2011, que, dentre outros assuntos, veio alterar a incidência da Contribuição para o PIS/Pasep e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) na cadeia produtiva do café, foi resultado de um amplo e extenso trabalho realizado que contou com a colaboração de todo o segmento, inclusive com participação direta do Conselho Nacional do Café (CNC), representado por suas Cooperativas, onde tiveram a oportunidade de discutir a questão tributária na cadeia café junto aos Ministérios da Fazenda (MF) e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), contando com o imprescindível apoio dos Senhores Ministros das Pastas. É importante destacar a participação do Secretário Executivo do Mapa, Dr. José Carlos Vaz e da equipe da Secretaria de Produção e Agroenergia, bem como da equipe do Ministério da Fazenda e da Receita Federal do Brasil, coordenada pelo Secretário Executivo, Dr. Nelson Barbosa, e dos Senhores Dyogo Henrique de Oliveira, Gilson Bittencourt e Sandro Serpa, que tiveram a sensibilidade em relação ao problema da tributação do PIS/Pasep e da Cofins e ajudaram a elaborar a proposta de um novo modelo tributário e de sistemática de cobrança das referidas contribuições, que foi oficialmente apresentada pelos representantes da cadeia café e pelo CNC, em 04 de agosto de 2010, com o importante apoio dos Deputados membros da então Frente Parlamentar do Caf& eacute;, atual Frente Parlamentar Mista em Defesa da Cafeicultura, na época presidida pelo Deputado Carlos Melles e, hoje, pelo Deputado Diego Andrade. A mudança no modelo tributário não é uma novidade para as cadeias produtivas, e a instituição desse novo modelo teve início com a cadeia das carnes bovinas, conforme previsão na Lei n.º 12.058, de 13/10/2009, resultado de um trabalho de longos cinco anos; posteriormente veio a cadeia de carnes de aves e suínos, como previsto na Lei n.º 12.350, de 20/12/2010; e o café, que, graças ao trabalho conjunto e ao empenho de todos os que efetivamente participaram, foi o primeiro modelo implementado para o setor agrícola (grãos), depois de iniciadas as tratativas, ainda em 2009. A proposta que resultou na edição da MP 545, de 2011, fruto do entendimento de toda a cadeia do agronegócio café, representada pelo CNC, CECAFÈ, ABIC, ABICS e a Comissão do Café da CNA, e assimilada pelo Governo Federal, foi elaborada com o propósito de reduzir, ou até mesmo eliminar, as distorções trazidas com o antigo modelo não cumulativo, no qual os produtores transferiam crédito presumido em valor mais reduzido (35% da contribuição de 9,25%) e tinham a utilização do crédito presumido limitado às operações de mercado interno, gerando desinteresse nas compras junto aos produtores pessoas físicas. O modelo anterior trazia dúvidas quando as Cooperativas que não realizavam o processo industrial destacavam integralmente o crédito e, para o Setor Comercial, observava-se a exclusão das pequenas empresas (maquinistas), com papel importante junto aos Produtores, além de estimular o surgimento de firmas laranjas, com reflexos nas receitas do Funrural, e incentivar o aparecimento de novas empresas na atividade exportadora de café, motivadas pelo direito ao crédito tributário com liquidez garantida nas operações com o mercado interno, gerando desigualdade nas condições concorrenciais em prejuízo também do preço externo de venda do café brasileiro, sem contar, ainda, o favorecimento à concentração industrial pela absorção da Indústria pequena. Foram essas as motivações que levaram o governo a entender o problema da Cadeia do Agronegócio Café e o assunto já estaria sendo trabalhado para inclusão pelo Relator da matéria, durante a discussão da MP 517, de 2010, no primeiro semestre de 2011, atual Lei n.º 12.431, de 2011. O tema não foi incorporado à época porque o texto ainda não estava ajustado em toda a Cadeia. Ficou acordado, então, que o mesmo seria tratado em MP a ser editada pelo Poder Executivo, surgindo, assim, a MP 545, de 2011, a ser apreciada pelo Congresso até o próximo dia 08 de março de 2012. A mudança favoreceu os produtores, pois, anteriormente, as empresas torrefadoras preferiam comprar café de maquinistas, o que lhes dava direito à apuração de crédito cheio, no percentual de 9,25%, gerando distorções concorrenciais dentro da Cadeia. Empresas que eram apenas exportadoras de café verde ficavam prejudicadas em relação a empresas que exportavam café verde e tinham outra atividade industrial dentro do País. Essas primeiras não conseguiam efetuar a compensação destes créditos, ao passo que as empresas exportadoras, que tinham também o processo de industrialização no mercado interno, compensavam esses créditos em suas vendas à rede atacadista e varejista, repassando o benefício para seus clientes no mercado externo. O sistema anterior também estava atraindo para o mercado empresas estranhas ao Setor, que compravam café para revendê-lo, com o intuito de se apropriar destes créditos em suas atividades distintas da economia cafeeira. O CNC e toda cadeia do agronegócio café estão imbuídos do propósito de ter a Medida Provisória votada na Câmara dos Deputados e no Senado Federal até a data limite, e espera que o relator da matéria, deputado Junior Coimbra, apresente o relatório ainda nesta semana, mantendo a proposta original enviada pelo Poder Executivo, que representa o acordo de toda a cadeia e o anseio dos produtores de café e de mais de 8 milhões de cidadãos que compõem esse segmento, tão importante para a economia do País, e que tem uma responsabilidade social incalculável, por ser um grande empregador de mão de obra.

 

Silas Brasileiro, presidente executivo do CNC dep.silasbrasileiro@terra.com.br

São Paulo

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UMA LUZ SE ACENDE

A depender  do empenho da corregedora nacional da Justiça, Eliana Calmon muitos brasileiros que estão há anos na fila à espera do pagamento de seus precatórios poderão receber o que lhes é de direito. A corregedora acendeu a luz da esperança em milhares de cidadãos. Muitas pessoas morreram sem receber seus precatórios, outras continuam passando necessidades  por falta de vontade de muitos governadores e muita corrupção no setor. Causa estranheza saber que, apesar da ajuda oferecida pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aos Estados, São Paulo, cuja dívida passa dos R$20 bilhões não aceitou a ajuda. Depois de toda reviravolta no TJ-SP dá para saber o porquê de tanta resistência em pagar os precatórios devidos aos cidadãos que fazem jus ao beneficio e não estão pedindo favor a ninguém. Caberá ao governador Alckmin cumprir a lei que afeta os menos afortunados e mandar pagar os precatórios. Governador os credores de precatórios também votam.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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OS FAMIGERADOS PRECATÓRIOS

Mais uma vez os poderes executivos investem contra os precatórios, sempre procurando um jeitinho de escamotear os credores de uma maneira ou outra. Agora a moda da vez serão os leilões dos precatórios entre os credores. Tenho o meu próprio caso como exemplo. Em 1989 a ex-prefeita Luiza Erundina reduziu os vencimentos dos servidores efetivos e estáveis, salvaguardando companheiras e companheiros que ocupavam cargos em comissão. Entrei com processo na Justiça em 1993, depois de esgotar a esfera administrativa. Ganhei em todas as instâncias, mas não levei. Em 1994 o ex-prefeito Paulo Maluf escamoteou nossos reajustes em 64,2%e foi o único que recebi. Mas apesar de ter me aposentado por invalidez, com direito a isenção de IR, o mesmo me foi descontado pala Prefeitura de São Paulo. Entrei com recurso junto à Justiça e o juiz determinou a devolução da importância recolhida indevidamente e no DOC de 27/045010 o Departamento Judicial da PMSP autorizou a devolução da quantia indevidamente retida, mas até agora não recebi nada. Em 1995 o ex-prefeito Maluf repetiu a dose de escamotear nossos vencimentos e desse não tenho a mínima ideia quando vou receber. Já em 2009 o Congresso, pressionado por governadores e prefeitos, “inventaram” a PEC 62, jogando para as calendas gregas os pagamentos dos precatórios e que serve de base para os famigerados leilões. O ex-governador José Serra e o prefeito Kassab foram à Brasília defender o monstrengo jurídico. Como é explicado na reportagem de hoje no Estadão, os credores vão se gladiar nos leilões e muitos acabarão negociando seus precatórios a troco de merreca, quando comparados com os totais a que teriam direito. Eu só posso ficar revoltado, pois muitos dos meus colegas faleceram alguns endividados, esperando os precatórios e agora, já correndo o ris co de me juntar à sina deles na espera inútil, depois de 17 anos na fila, ainda vão querer me enfiar goela abaixo um leilão? Ora vão plantar batatas. Aliás, fica fácil para um administrador como o atual prefeito, desapropriar propriedades particulares, pois sabe de antemão que não será ele que irá pagar a divida. É uma prática que o CNJ deveria observar agora que verificará o problema dos precatórios.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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‘MENINOS DO CONTESTADO’

Periodicamente O Estado publica fascículos abordando temas de muita importância. Eu já acompanho há algum tempo. Ainda não terminei de ler Meninos do Contestado (12/2/2012). Prefiro digerir aos poucos. É muito bom. Gostei bastante do final, quando mostra com números que, cem anos após, as oportunidades sociais são parecidas. Lembremos que se trata da Região Sul onde de uma maneira geral a cidadania é bem melhor. Outro assunto é o Fórum dos Leitores. Lendo-se o que aqueles leitores dizem o Brasil está "perdido" e eles sabem quem são os culpados. Enquanto isso, os números dos Institutos de Pesquisa destacam o contrário. Pelo que vejo, estamos à beira do abismo, pelo menos há uns 500 anos. Assim mesmo vale a pena investir aqui.

Renato Rangel renurangel@gmail.com

São Paulo

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GUERRA DO CONTESTADO

Os artigos expostos acerca da Guerra do Contestado não refletem com precisão histórica o que foi o conflito. Após a revolução federalista de Gumercindo Saraiva, chefe maragato, e da revolta da esquadra, que se abrigou na atual Florianópolis, setores inconformados com a decisão do tribunal supremo a respeito da área litigada entre Paraná e Santa Catarina, procuraram tumultuar o processo, alarmando a republica com suposto interesse em restabelecimento da monarquia. Tudo para mobilizar o governo central. O estopim da revolta ocorreu com a incursão de um grupo de pobres coitados liderados pelo beato José Maria para além dos limites das terras em litígio entre Paraná e Santa Catarina. Acreditando ser uma invasão planejada pelo vizinho,  um destacamento paranaense chefiado pelo Coronel João Gualberto, foi expulsar os pretensos invasores. Ao contatar os caboclos (em torno de 120), foi emitida a lápis, uma solicitação de rendição. José Maria do alto de seus delírios de chefe dos “pares de França” fez saber que não aceitava papel escrito a lápis. Ocorreu a investida militar e o beato foi alvejado, desencadeando reação a facões dos seus adeptos, causando a morte do Coronel, cujo corpo foi transladado a Curitiba, onde a imprensa seguindo os preceitos de William Randolph Hearst, transformou uma situação delicada em guerra.

Carlos Jorge Fernandes carlosjorge1968@yahoo.com.br

São Paulo

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PESQUISA HISTÓRICA

Parabéns pelo excelente caderno sobre a Guerra do Contestado, ainda desconhecida por boa parte da população brasileira. Reportagem completa e bem ilustrada com fotos e imagens muito interessantes. Belo trabalho de pesquisa. Mais um exemplo da competência e qualidade do Estadão. Parabéns!

João Luís Vieira Teixeira jlvt@onda.com.br

Curitiba

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INDIGNAÇÃO

Relativo a reportagem, veiculada na terça-feira, na página A18, do caderno Vida (Escola proíbe mães de cuidar de filhos com deficiência), só um sentimento de indignação é capaz de traduzir a decepção com a falta de "vergonha na cara" da diretora da Escola, como também da Secretaria Estadual de Educação, onde cada um quis desviar a sua responsabilidade. Se este assunto não tivesse sido levantando pela imprensa, esse absurdo continuaria, agora, acredito piamente que alguma providência deve ser tomada e com a brevidade que o assunto merece. Para quem não conhece, a escola M.M.D.C. é escola orgulho do bairro da Moóca, bairro tradicional da Capital paulista, e que recebeu o título por diversas vezes de "escola modelo", não só na região, como no estado e no país, pela qualidade de ensino e de seu corpo docente. O que me chateia, é o fato de todos, desde a Diretora (que alegou a "ordem veio de cima"), como também porque não, da omissão da Secretaria da Educação e do governo do Estado, bem como de todos os envolvidos, que tal qual o avestruz, enfiaram a cabeça no buraco, para não se comprometer. Quem não tem competência, não se estabelece, e se a escola não tem condições de tratar essa garotada com respeito, não deveriam ter aceitado suas matrículas. Com a palavra e providências, o sr. secretário Herman Jacobus.

Antonio Carlos de Oliveira tocarlos.oliveira@uol.com.br  

São Paulo

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‘DESASTRE NA EDUCAÇÃO’ (9/2, A3)

Os que poderiam melhorar a conjuntura da educação no país, mas não mexem uma palha, ou um neurônio perdido, para isso, no mínimo, também têm déficits de educação. As mazelas são muitas, salário baixo do professor, do diretor e dos funcionários da escola, local sem segurança, merenda ruim, nível baixo de ensino, progressão continuada, menos oferta do que demanda, mas quero falar um pouco só de uma delas: sob o pretexto de que o aluno repetente aumenta o custo de seu aprendizado proporcionalmente a cada ano que repete, criou-se a progressão continuada, para essa economia. O § 2º, do artigo 32, da Lei nº 9.394/96, que trata da educação no país, diz que "Os estabelecimentos que utilizam progressão regular por série podem adotar no ensino fundamental o regime de progressão continuada, sem prejuízo da avaliação do processo de ensino-aprendizagem, observadas as normas do respectivo sistema de ensino". (grifo deste autor). Ou seja, os responsáveis pela educação em cada estado podem, e não "devem" aplicar a progressão continuada.  E desde que sem prejuízo da avaliação do processo de ensino-aprendizagem. Na Deliberação CEE nº 09/97, do Conselho Estadual de Educação - SP, o conteúdo aponta para um plano perfeito em favor da progressão continuada, mas, na prática, a forma e o conteúdo do ensino têm contribuído, isso sim, para a composição de um batalhão de jovens candidatos a analfabetos funcionais; em prejuízo ao desenvolvimento do país e ao pleno exercício da cidadania em nossa sociedade. O que custa mais?  A economia em progredir de série quem não está apto ou a absorção da incompetência de tanta gente em nossa sociedade? Quem adotou esse caminho não enxergou o depois, mesmo com toda sua obviedade; tanto que, na ocasião dessa escolha, não faltaram opiniões e manifestações que apontaram a funesta consequência, já no curto prazo, porém ainda mais contraproducente no longo prazo. Como não se consegue evitar, em parte dos alunos, a necessidade de repetência, não se pode relevar o fato de que repetir é salutar para o aprimoramento do indivíduo frente à aquisição de sólidos conhecimentos e habilidades. É preciso repetir, repetir, repetir esse tipo de mensagem até que os detentores do poder parem com a progressão continuada e retornem para avançar com a progressão por mérito e por real capacidade.

 

J. R. Jerônimo contato@jrjeronimo.com.br  

Guarulhos

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QUEM DIRIGE A EDUCAÇÃO EM SÃO PAULO?

 

Nossas escolas iniciaram o ano letivo de uma maneira conturbada: férias repartidas, Lei do Piso (Federal 11.738/08) não respeitada por São Paulo, resolução para atribuição de aulas publicada em cima da hora, não permitindo ao candidato uma reflexão sobre o que escolher. E o mais importante: o não cumprimento da Lei do Piso provocou a insegurança na constituição da jornada, que está "sub-judice", percorrendo os gabinetes do nosso judiciário em razão dos mandados de segurança e liminares para o seu cumprimento, embora já iniciadas as aulas. Todos os anos as entidades recorrem ao Tribunal para que se cumpra o que se tem de direito: Artigo 22, estágio probatório, jornada, devolução de parte do salário dos profissionais categorias "L" e "O", etc. Até quando o Tribunal de Justiça vai desempenhar o papel da Secretaria da Educação? Com a participação das entidades do magistério, a Secretaria da Educação poderia organizar a rede estadual de ensino planejando as datas e elaborando um calendário inteligente. A atribuição de aulas/classes seria feita no ano findo, respeitando as férias em janeiro, programando em julho um recesso para avaliação e, consequentemente, corrigindo e aperfeiçoando o plano inicial. É fundamental que o governo considere o agente da educação um profissional competente cujo trabalho tem início, meio e fim. Esperamos que a Educação de São Paulo não fique à mercê das decisões judiciais e que a Secretaria, ouça a categoria e suas entidades e retome a liderança do processo educacional. Capacidade ela tem. Basta vontade política.

José Maria Cancelliero, presidente do Centro do Professorado Paulista (CPP) monica@cpp.org.br

São Paulo

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TECNOLOGIA SEM PEDAGOGIA

Como foi bem colocado pelo artigo (A3, 13/2), "ninguém põe em dúvida a importância da tecnologia como instrumento de educação". Agora, quanto à urgência dos gargalos (melhoria das disciplinas, reformas das escolas, currículos, formação dos professores), não há mais tempo de resolvê-los sem considerar que a tecnologia será a plataforma para conduzir a mudança. Não dá para fazer um para após usar o outro. Juntos, já. Esta é a única chance que o nosso país tem de recuperar o tempo perdido na sua formação mais básica. A nova educação tem bases digitais, desde já!

João Pedro Rotta jp@trinn.com.br

São Paulo

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O DITO PELO NÃO DITO

Eleonora Menicucci, hoje ministra das Mulheres, deveria ter mais cuidado ao falar sobre o aborto, tema tão caro às mulheres. Fala sobre abortar com uma naturalidade incrível, como se não estivesse tratando de assunto tão sério como uma vidinha que ali está sendo interrompida. Ao expor suas particularidades, colocando sua filha  e sua opção sexual  ao conhecimento de todos – o que, sem querer ser deselegante, só interessa a elas -,  e dizendo já ter feito dois abortos, mostra quão fiel é a suas ideias e o quão consciente está de suas convicções, coisa reconhecida por Dilma quando enalteceu sua personalidade. Eis aí o ponto fundamental: por Eleonora ser tão leal ao que sente, pensa e pratica, como pode Dilma dizer que ela seguirá as orientações do governo, que tomou a postura de não voltar ao assunto aborto? A ministra representará as mulheres, seus anseios, seus problemas, tomará a frente de políticas públicas, assim, como separar-se de seus ideais? Oras, a verdade é que Dilma nunca apartou de seus planos a volta do assunto aborto. Quis ganhar os votos dos cristãos e evangélicos e ensaiou uma inverdade na hora da eleição. Quando escolheu Menicucci para a pasta das mulheres deixou isso bem claro.

Myrian Macedo myrian.macedo@uol.com.br

São Paulo

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MINISTRAS, SENADORAS, ETC.

As feministas devem estar de orelha em pé, mas não dá mais para sustentar qualquer ideia de que "a mulher no poder isso e aquilo"... Mulher ou homem, a diferença mesmo está no caráter de cada um, por isso essa história de feminismo já caducou. Da minha parte, dispenso totalmente todas as prerrogativas legais (aceito aquelas que denotam boa educação e cortesia) dadas às mulheres (delegacias especiais, cotas, etc.) apenas por imposição de gênero – quero receber tratamento igualitário e ser respeitada como ser humano que sou. Eu mereço!

 

Doca Ramos Mello ddramosmello@uol.com.br

São Sebastião

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TEMA REABERTO

Quer queira, quer não, ao escolher Eleonora Menicucci como ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, a presidente Dilma sinaliza de alguma forma sua posição em relação à legalização do aborto como forma de combater um gravíssimo problema de Saúde Pública. O tema volta à pauta uma vez que foi publicada uma entrevista da atual ministra dizendo que já teria praticado o aborto e feito um curso de aborto por sucção na Colômbia. Verdade ou não, o fato é que políticas de proteção à mulher serão levadas a cabo. Mas de que tipo de proteção estaríamos falando com relação a este problema tão grave de Saúde Pública em que milhares de mulheres morrem por causa de abortos clandestinos? Não se poderia começar pensando, por exemplo, no desenvolvimento e desencadeamento de uma forte campanha educativa de prevenção à gravidez indesejada? Pensar de início no aborto legalizado como solução, grosso modo, seria o mesmo que imaginar que se evitaria a Aids com a castração de pessoas contaminadas com o vírus do HIV.  É bom que se alerte que este grave problema de Saúde Pública tem de ser olhado com extrema cautela e senso de responsabilidade sem viés ideológico ou religioso, mas com um olhar filosófico e ético. Ao jogar questão de tal complexidade somente nas mãos do Congresso lava-se irresponsavelmente as mãos, levando-se em conta que a posição da presidente da República e sua ministra tem um enorme peso num parlamento de ampla base aliada, cuja reputação não daria à sociedade a segurança necessária de que este tema tão sério e delicado possa ser tratado levando-se em conta toda a complexidade que esta grave questão envolve numa sociedade como a nossa.

 

Eliana França Leme efleme@terra.com.br

São Paulo

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VERGONHA

Estou extremamente mal impressionado quanto mais me informo a respeito de Eleonora Menicucci, nova ministra da Secretaria de Política para as Mulheres. Sugiro à sociedade que pesquise suas declarações passadas e vejam, o mais novo absurdo administrativo que este governo comete, com a sua nomeação.            O Brasil não merece isso, muito triste, muito revoltante, vergonhoso e lamentável.        

 

Paulo Vaz paulo_vaz@coreconsp.org.br

São Paulo

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