Fórum dos Leitores

IMPOSTOS

O Estado de S.Paulo

27 Fevereiro 2012 | 03h05

Arrecadação recorde

O governo federal bateu o recorde de arrecadação de impostos com os R$ 102 bilhões obtidos em janeiro. É o suado dinheiro do povo brasileiro apropriado/confiscado pelo Estado. Fica a pergunta: aonde vai parar todo esse dinheiro arrecadado e o que recebemos em contrapartida?

RENATO KHAIR

renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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Eficiência

Se o governo federal tivesse mais eficiência na aplicação dos impostos que arrecada, certamente o Brasil seria uma maravilha, um país muito melhor para todos.

EDGARD GOBBI

edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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Mais e melhor

Tenho certeza que se a carga tributária fosse menor, desestimulando a sonegação, o governo arrecadaria muito mais e melhor.

SERGIO S. DE OLIVEIRA

ssoliveira@netsite.com.br

Monte santo de Minas (MG)

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Um dígito

O governo federal anunciou há dias que a taxa de juros será de um dígito em breve. E os impostos, quando chegarão a um dígito?

PAULO DE SOUZA CAVALCANTI

paulo_souza_cavalcanti@ig.com.br

Ribeirão Preto

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PRÉ-CAMPANHA

De olho nas candidaturas

Estamos próximos da definição das candidaturas a prefeito e vereador em todo o Brasil. E é justamente neste momento que o eleitor deve atentar para as fatídicas e emblemáticas alianças partidárias. Em busca de maior tempo no horário eleitoral de rádio e TV e também da formação de legenda forte na intenção de angariar mais votos, as negociatas entre líderes partidários costumam infringir, desdenhar e abdicar de ideologias e estatutos, de décadas. Chega a ser cômico, mas está se tornando comum inimigos políticos declarados pouco tempo atrás subirem no mesmo palanque, lado a lado, como se fossem antigos companheiros de sigla. Eleitor, fique de olho nos lobos com pele de ovelha! Mais tarde, quando nomearem secretários e assessores municipais sem a mínima condição profissional e ética para ocupar determinada pasta, não adianta reclamar. Vide o que houve com os ministérios no governo de Dilma Rousseff.

THIAGO LUIZ TEIXEIRA SOUSA

fabricioharket@yahoo.com.br

São Carlos

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Corriola política

Fica difícil saber se estamos vivendo numa democracia plena. Os nomes até agora cogitados para cargos eletivos, tanto proporcionais como majoritários, estão sendo postos na mesa de negócios e são apenas os de uma meia dúzia de figuras conhecidas pelo trânsito nos gabinetes de governadores e prefeitos e suas respectivas Casas Legislativas. Pratica-se a política de corriolas. Ao povo só é dado votar nesse ou naquele candidato indicado pelos chefetes políticos. E, assim, a roda da fortuna eleitoral bafeja somente os privilegiados amigos de sempre, e não os mais bem preparados para assumir cargos tão importantes na conduta da coisa pública. Se fosse dada aos eleitores a chance de escolherem quem deveriam ser os candidatos, e não apenas terem de votar nos que lhes são enfiados goela abaixo, tudo seria diferente, para melhor. Qualquer cidadão conhece e confia em, pelo menos, 20 brasileiros gabaritados para cumprirem um mandato eletivo com absoluta competência. Mas quem somos nós para cometer tamanha heresia?!

JOSÉ BATISTA PINHEIRO

batistapinheiro30@yahoo.com.br

Fortaleza

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Judiciário e eleições

Alguns de nossos eméritos juízes parecem viver num mundo ideal. Ao se pronunciarem contra a Lei da Ficha Limpa, alegam que os maus políticos deveriam ser expulsos pelo voto popular. Certamente eles nunca ouviram falar do nosso magnífico sistema conhecido como coeficiente eleitoral, pelo qual o cidadão vota em quem vê e elege quem não vê. Tampouco devem conhecer a propaganda política, em que o candidato tem dez segundos para se apresentar. Sem falar na proibição de os candidatos participarem de programas de entrevistas em rádio e TV, o que permitiria ao eleitor conhecê-los melhor. Parecem também ignorar o voto de cabresto, do tipo a favela é punida se o candidato das milícias não for eleito. O mesmo se aplica nos rincões afastados. Aparentemente, nada sabem do analfabetismo político em que o povo é perpetuamente mantido por baixos interesses de grupelhos que infestam as altas esferas. É interessante o poder público achar que o cidadão é incompetente para administrar a sua vida privada, sendo conduzido até na forma de educar seus filhos, mas não se acha no direito de impedir que crápulas e bandidos com amplas folhas corridas possam fazer leis que afetam toda a sociedade. Talvez se os juízes saíssem às vezes de sua terra da fantasia pudessem fazer grandes descobertas neste Brasil de realidades apavorantes.

LIZETE GALVES MATURANA

lizete.galves@terra.com.br

Jundiaí

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Perfil aprovado

Fernando Haddad, candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, é casado e tem uma filha, portanto, deverá contar com o apoio da senadora Marta Suplicy...

VICTOR GERMANO PEREIRA

victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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PSD

Partido indefinido

A sigla da agremiação está perfeita: PSD, Partido Sem Definição. Não é de esquerda, nem de centro, nem de direta. Mais adequado seria PK, Partido do Kassab.

JOSÉ CARLOS DE CASTRO RIOS

jc.rios@globo.com

São Paulo

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FERROVIAS

Salve, governador!

Há muitos anos percorríamos o Estado de São Paulo utilizando a excelente rede ferroviária de que dispúnhamos então - trens confortáveis, limpos, com dormitórios, restaurantes, salas especiais, sanitários, a fim de que pudéssemos viajar com segurança e conforto. Inexplicável e imperdoavelmente, essas linhas, que passaram para a gestão federal, foram abandonadas. Agora, uma boa notícia para os paulistas: o governador Geraldo Alckmin e sua equipe vão restaurar esse tão importante meio de transporte. Obrigada, governador!

NISE SILVA

novorumo.helo@uol.com.br

São José dos Campos

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A MÁ NOTÍCIA DO CARNAVAL

Nem bem conseguimos tempo suficiente para festejar a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre os nauseabundos ''fichas sujas'', eis que surge, em pleno carnaval, uma notícia funesta que deixa a desejar o nosso Congresso Nacional, sempre voltado a interesses pessoais. A partir de 2013, valerá a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 58, de 2009, que estabeleceu uma nova relação entre o número de habitantes e a quantidade de vereadores de cada município. O Congresso, na verdade, procurando ganhos eleitorais, colocou nas mãos do Legislativo municipal um tremendo abacaxi. Quando se propõe que as Câmaras Municipais encolham os seus efetivos pela ociosidade que apresentam, essa decisão do Congresso vai levar muitas prefeituras do interior do País a uma falência maior do que já se encontram. É município em excesso. É excesso de vereadores. É dinheiro gasto sem a menor perspectiva de retorno em serviços para a população. Muitos se queixam de que não há dinheiro para bancar o salário da Polícia Militar. Talvez a solução esteja na redução dos vereadores nos municípios que sobrevivem dos repasses estaduais e federais. É preciso repensar as Câmaras Municipais, verdadeiros lustres de cristal em palafitas.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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CÁLCULOS MIRABOLANTES

2.153 municípios poderão aumentar, a partir de 2013, em mais 7 mil, o número de vereadores de suas Câmaras, consequência, da aprovação, em 2009, pelo Congresso Nacional, da PEC 58. A emenda, cujo objetivo explícito era multiplicar os tentáculos de influências e de favorecimentos políticos dos parlamentares, encontrou, durante a tramitação, forte reação da opinião pública, por onerar desnecessariamente o já sobrecarregado contribuinte, sendo, à época, justificada por cálculos mirabolantes realizados por deputados e senadores interessados, tentando demonstrar que a sua vigência não aumentaria as despesas municipais, no que não foram bem-sucedidos, pelos sofismas que continham. Mesmo assim, foi aprovada e a verdade é que, contrariando o que ocorre em muitos países democráticos nos quais o cargo de vereador não é nem remunerado, a nossa classe política perdeu uma boa oportunidade de demonstrar espírito público e respeito a quem paga impostos nesse carro alegórico político que é o nosso país.

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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A PICADA DAS COBRAS

Aí, cidadão! Está com o bolso preparado? Não? Pois prepare-o para sustentar mais parasitas. O Congresso acaba de aprovar o aumento do n.º de vereadores em algumas cidades, a partir de 2013. As eleições municipais deste ano serão aquela farra, com o nosso dinheiro. Câmaras farão obras para acomodarem este aumento de vereadores, fora os salários, mordomias, cota para isso, cota para aquilo, etc. Adivinha quem vai pagar? Acertou. Para fazerem o quê? Acertou de novo: nada. Este aumento tem como base a PEC dos Vereadores de 2009, aprovada pelo Congresso, e se alguém se lembra disseram que não traria aumento. 2.153 municípios tiveram permissão para aumentar o n.º de vereadores. É isso aí, cidadão. É nisso que votamos. Votamos em cobras para nos morderem e não aprendemos. Nunca.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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CARÊNCIAS PRETERIDAS

Não raras vezes a mídia mostrou o sofrimento de mães a procura de uma vaga nas creches da Prefeitura de São Paulo, para a matrícula de seus filhos. A carência de vagas é de tal monta que obriga as obstinadas mães percorrer longos percursos para conseguir uma simples vaga. No entanto, o nosso digníssimo prefeito doa a quantidade de R$ 23 milhões para as escolas de samba da capital, preterindo mais uma vez a aplicação de recursos em setores essenciais. Nada mais a dizer de um prefeito que prioriza suas atenções para o jogo político em detrimento da necessária solução dos problemas que assolam a metrópole paulistana.

Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br

São Paulo

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SANTA CASA CONTRA A CRISE

A reportagem sobre a Santa Casa de Tietê (Santa Casa de Tietê rifa carro contra a crise, 24/2, A18) mostra a situação de penúria dessa entidade, que é comum entre as que ainda insistem em manter-se abertas. Enquanto isso o dinheiro público jorra pelas folhas de pagamento oficiais, para manter mordomias, que em nada beneficiam a população. Será que um dia as coisas mudarão? Para melhor é claro.

Ademar Monteiro de Moraes ammoraes57@hotmail.com

São Paulo

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A SAÚDE TEM JEITO

O artigo do superintendente da Santa Casa de São Paulo (21/2, A2) só vem confirmar o que acredito seja a chave para um bom atendimento, não só na saúde, mas em tudo que o Estado tem dever de suprir e não o faz pela falta de agilidade nas decisões e na burocrática e dispendiosa manutenção do "tamanho do Estado". Aliar recursos à boa gestão,quer da iniciativa privada ou não, é o caminho óbvio, porém não aceito pela maioria dos nossos políticos que com isso perdem as chamadas "boquinhas" utilizadas para acomodar seus cabos eleitorais e protegidos. Se não houver recuo do governo federal, certamente será um programa vitorioso e quem sabe servirá de exemplo para tantos outros que deverão surgir.

Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

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DO PAPEL À PRÁTICA

A Campanha da Fraternidade 2012 toca na ferida da saúde pública no Brasil. As Santas Casas de Misericórdia talvez sejam o início do tratamento da saúde como instituição pública. No início a aproximação com os religiosos distorceu a noção de saúde como uma esmola. A saúde em tempos de SUS generalizou-se e universalizou-se. Mas a realidade é que nem todos são atingidos e são precárias as condições de atendimento. Vamos tirar o SUS do papel e colocar na prática. É um desafio para um Brasil que teima tratar seu povo sem os direitos que este povo tem. A Campanha da Fraternidade de 2012 é um pontapé inicial para um jogo onde o povo comemorará uma época de virtudes e vitórias na saúde deste povo brasileiro.

Paulo Roberto Girão Lessa paulinhogirao@uol.com.br

Fortaleza

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SOB CONTROLE

O ministro da Saúde, Alexandre Rocha do Santos Padilha, em reunião na Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), afirmou que o corte de R$ 5,473 bilhões no orçamento da saúde para 2012 não afetará nenhum programa do Ministério da Saúde. Em outras palavras: alguns bilhões a mais ou a menos não farão diferença alguma, pois tudo está sob controle. Será que o ministro acreditou naquele discurso do ex-presidente Lula em Olinda – Pernambuco (4/11/2009) , de que o SUS era uma maravilha e até recomendava ao presidente norte-americano Barack Obama, para implantar esse sistema nos Estados Unidos? Que barbaridade, tchê!

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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FRATERNIDADE E SAÚDE

A saúde é um direito do cidadão e um dever do Estado. Entretanto, a Sociedade Brasileira, não está satisfeita com o atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS). Apesar de o Brasil ser a sexta economia do mundo, o valor per capita gasto pelo governo em saúde está muito distante de muitos países. Os motivos são dois: a má gestão da coisa pública e o pequeno orçamento de R$ 99 bilhões. A sucessão de escândalos de corrupção sem julgamento e punição, como o dos mensaleiros de 2005, pois onde não se rouba sobra dinheiro para investimento. Para aumentar o orçamento, depois de impedir os desvios de verbas pela corrupção e pelo Estado Paralelo, um novo imposto deve ser criado sobre os Planos de Saúde para atender a um Sistema Universal de Saúde. Quem tem dinheiro para pagar um Plano Privado tem o dever de colaborar com a saúde de todos os Brasileiros.

Francisco Anéas francisco.aneas@uol.com.br

São Paulo

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EDUCAÇÃO E SAÚDE

Cada vez que a tevê vai a algum hospital reportar as condições de atendimento e entrevista os pacientes presentes, é quase certeza que de cada dez entrevistados sete votaram no Lula e depois na sua criatura. Não sabe-se o porquê da oposição não usar tais matérias quando de seu horário na tevê, perguntando aos eleitores do Lula se lembram de ter visto ele nos oito anos como presidente inaugurar algum hospital. É quase bobagem perguntar isso, porque a maioria das pessoas dependentes da assistência do governo não sabem disso e só revoltam-se quando jogados em macas de corredores imundos de hospitais em ruínas, sem pessoal e equipamento médico necessários a um atendimento decente, sofrem horrores nesses locais. Também não sabem que o governo da presidente criatura cortou do Orçamento federal, R$ 5,5 bilhões nas despesas de saúde e educação.

Laércio Zannini arsene@uol.com.br

São Paulo

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PARA ELES OU PARA NÓS?

É inacreditável a atitude da presidente Dilma de enviar quase R$ 1 bilhão à ditadura cubana. Sabemos dos problemas crônicos na saúde, infraestrutura, educação, entre outros, no Brasil. Por que investir em um país que nunca pagou suas dívidas, não tem liberdade de imprensa, de expressão, despreza os direitos humanos e somente os membros do partido comunista podem desfrutar de educação, saúde e demais direitos com qualidade? É uma pena, pois os eleitores do PT não têm acesso a informação de qualidade e estarão sempre dispostos a darem seu voto em troco de algum tipo de bolsa-auxílio, enquanto a oposição que elegemos cala-se em troca de privilégios e cargos no governo federal. Nosso país, tão belo e rico não merece entrar para a história como o país onde a dignidade das pessoas seja substituída por migalhas e interesses pessoais, a administração pública seja pautada pela burocracia e ideais políticos utópicos.

Daniel Marques danielmarquesvgp@gmail.com

Virginópolis (MG)

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MINISTÉRIO DILMA – PARTE 2

Começa oficialmente hoje, segunda-feira, o segundo ano de mandato de Dilma e também o difícil recomeço dos ministros que escaparam da degola de 2011. Pelo menos uma meia dúzia já está se aquecendo e reunindo documentos para justificar o injustificável: enriquecimentos ilícitos, desvio de verbas, relação com ONGs suspeitas, etc. Prá frente, Brasil! Salve a Seleção!

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

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JOGANDO A TOALHA

Definitivamente Dilma reconhece que este modelo de administrar obras em que o PT loteia cargos para qualquer um nos ministérios e segundo escalão, não dá certo mesmo! Porque os lotados nestes postos com nenhuma qualificação profissional, até aqui têm indignado a Nação, com a produção crescente da corrupção... Os péssimos exemplos de obras emperradas e com superfaturamentos estão ai, como o PAC, PPPs, etc. E talvez pelo gosto de ter quebrado a virgindade petista de privatizar, como ocorreu recentemente com os aeroportos de Cumbica, Viracopos e Brasília, a presidente em boa hora pretende fazer concessão de estradas com intuito somente de realizar manutenção. Ou seja, um tapa buraco, e sem cobrança de pedágios. Que nem a isso nestes últimos nove anos o governo federal tem se prestado! Espero que para estes futuros contratos o governo não contrate empresas formadas a última hora beneficiando petistas e aliados, como vem ocorrendo com as milhares de ONGs fantasmas...

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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TREM SÃO PAULO-VIRACOPOS

O editorial econômico do Estadão publicou em 22 de fevereiro, à página B2, editorial muito lúcido sobre este tema tão desgastado e, ao mesmo tempo, atual. Cita a famigerada "construção da ferrovia que deve ligar São Paulo e Campinas que passaria pelo Aeroporto de Viracopos". Diz ainda "no projeto original, a ideia era que se fizesse o controle de embarque (sic) e de bagagens durante o trajeto. Não se falou mais disso, certamente porque a viagem seria muito curta. Mas a necessidade de uma ligação rápida São Paulo-Viracopos é absolutamente necessária para que esse aeroporto seja aceito pelo público". Como o Brasil era o país do futuro e hoje é do presente, vale a pena lembrar certos detalhes de planejamento e gestão que tanta falta fazem hoje no que concerne ao poder público. Em minha dissertação de mestrado, Os Conflitos da Expansão Urbana no Entorno do Complexo Aeroportuário de Viracopos (Campinas, 2006. 125f. Dissertação Mestrado – Curso de Pós Graduação em Urbanismo, Pontifícia Universidade Católica de Campinas), fiz um estudo mais aprofundado, redescobrindo várias soluções que não se viabilizaram. À época, não faltou visão estratégica, mas com o tempo, prevaleceram decisões políticas, infelizmente. Primeiro, a construção da segunda pista de Viracopos cuja área foi invadida e "regularizada" pela Prefeitura de Campinas, com o passar dos anos, mostrando o descaso para com o bem público. Como se pode notar pelo Artigo 1º do Decreto Expropriatório nº 14.031 - 27/09/1979, decreta: Artigo 1.º — Ficam declarados de utilidade pública, a fim de serem desapropriados pela Fazenda do Estado, por via amigável ou judicial os imóveis a seguir caracterizados e respectivas benfeitorias, com área total aproximada de 20,0 km², situados nos Municípios de Campinas e Indaiatuba, necessários à ampliação do Aeroporto de Viracopos. (Governo do Estado de São Paulo). Deve-se lembrar que a construção de um aeroporto de médio ou grande porte, no Brasil, envolve os três poderes: Federal (Infraero), Estadual (expropriações) e municipal (localização do equipamento e possíveis conflitos urbanos). Nos idos de 1978 foi inaugurada da Rodovia dos Bandeirantes (SP-348) que já previa a saturação da sua co-irmã, Rodovia Anhanguera (SP-330), inaugurada em seu primeiro trecho São Paulo-Campinas, em

1º de maio de 1921, sendo expandida paulatinamente. Novamente recorrendo ao Editorial do Estadão, há uma citação que um dos custos maiores envolvidos é o da desapropriação de terras para a construção do leito ferroviário. Pelos estudos que fiz à época (2006), quando da construção da Rodovia dos Bandeirantes, foi deixada (e pode ser observada até hoje) uma faixa entre pistas, para a construção de um trem suspenso, que chegou até a ter estudos de financiamentos do exterior para sua construção, que tinha esta finalidade: ligar Viracopos à Praça da Sé, na capital! Esta área nobre, entre pistas, atualmente já está "loteada" com postos de gasolina, shoppings e outros que tais. Resumindo, grande parte do custo atual para realizar esta obra de ligação inter-municipal ficou no papel e mais uma vez o público tornou-se privado infelizmente... há tempos!

Ricioti Covesi Filho ricioti@uol.com.br

Americana

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O TREM QUE IMPLODIRÁ O BALA

Um trem moderno ou pós-moderno, econômico – nada de bala – a anexar em pouco tempo São Paulo e Viracopos será uma prestação à racionalidade, como destacou o editorial econômico do Estado, e para além de sua utilidade direta; indiretamente, implodirá o trem-bala, antes de seu nascimento, e com ele um dos mais temerários, edificado ao calor de 50 graus, dos mais caros projetos de Lula. Excelente estratégia do governo paulista.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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RUMO À GRÉCIA

Acredito que o Brasil está caminhando para se igualar à Grécia em um futuro próximo, ou a outros países socialistas fracassados da zona do euro, onde muita gente ganha sem trabalhar à custa de quem trabalha. Isso acontecerá, se o governo brasileiro continuar a aumentar o salário mínimo com irresponsabilidade, como está fazendo, e será até pior, pois a política de roubar os aposentados, ao contrario da Grécia, aqui já está em prática há alguns anos. O primeiro indício já está claro, pois em janeiro caiu em 22% a criação de empregos formais. Isso é uma prova de que o governo está agindo com irresponsabilidade nos aumentos exagerados do salário mínimo, incompatível com a realidade do Brasil.

Jose Mendes josemendesca@ig.com.br

Votorantim

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ACABOU A FESTA

O sistema de governo da Grécia e de Portugal é o mesmo que os petistas sempre propagaram. A Espanha já pulou de banda, Portugal está quase falido, desesperado. A Grécia, coitado dos gregos que acreditaram nessa política socialista! O resultado é que mantendo muitos gregos na boa vida, empregados e sem trabalhar, tipo sindicalistas, dá no que deu. Buuum! Acabou o dinheiro que a Comunidade Européia arrumou para entrar nessa comunidade... Agora querem mais e conseguiram 170 bilhões de euros. Porém, não poderão mais manter empregados ganhando sem trabalhar. Acabou a festa, não o dinheiro dos outros, agora terão de produzir para se manter.

Benone Augusto de Paiva benonepaiva@yahoo.com.br

São Paulo

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MAR DE LAMA

Essa é a profecia dos pajés da vez, os economistas. Há alguns séculos, os pajés diriam que a Grécia precisaria acreditar mais em Deus, hoje, a pajelança é acreditar mais na economia, dogmatizada pelos clérigos da economia e política. o Deus hoje é o dinheiro, muito mais milagroso do que qualquer outro deus inventado pelo homem, inclusive, dos próprios gregos. A Grécia não está sendo humilhada mais do que já foi ao longo dos séculos, onde de luz do mundo se tornou mera história mitológica de sábios e reis. Os sábios gregos de fato deram a luz para governos, mas não deram luz alguma de moral e ética para a respectiva sociedade. Aceitaram a sociedade escravagista que era a Grécia, como mero destino do homem. O escravo não nasce do próprio escravo, mas da elite que o governa. Tanto na época dos sábios, como hoje, a Grécia continua governada por caciques imorais e anti-éticos, como eram os ancestrais do tribalismo humano. Onde foi parar a dívida que tornou a Grécia inadimplente hoje? Foi revertida ao próprio povo grego, que ainda sobrevive do turismo de seus antepassados? Ao invés de "socorrer" esses imbecis, por que não os identificar e cadeia neles? Porque a lama respinga pelo mundo inteiro? É isso aí, estamos num mundo de lama global, onde não adianta culpar um porco, porque az apenas parte de uma manada de porcos, divinizada pelos novos pajés da economia e política. O mundo inteiro está imerso nesse mar de lama, que surge mais nitidamente na Europa do euro, uma pajelança econômica da era capitalista de senhores feudais medievais, que ainda dominam o mundo. Ao tremendo sistema capitalista de produção, que tem mudado o mundo, falta o consequente sistema de administração e governos, que na melhor das hipóteses, é o mesmo feudal da Idade Média, junto com as demais nações ainda na era tribal, as comunistas inclusive.

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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CRISE EUROPEIA

Um banco não é uma empresa comum. Ele recebe autorização do governo para captar dinheiro junto ao público e, portanto, aval e credibilidade pública. Os bancos possuem, além da fiscalização tributária comum, uma fiscalização operacional feita pelo governo. Logo, qualquer crise bancária é resultado da falha e/ou ineficiência do governo no seu controle sobre o sistema financeiro e não apenas dos banqueiros aos quais ele próprio conferiu poderes especiais. Assim sendo, não faz sentido desvincular os governos europeus de sua responsabilidade na condução monetária e fiscal que os conduziu à presente crise, que é do capitalismo financeiro e não do capitalismo em geral.

Roberto Castro roberto458@gmail.com

São Paulo

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MODERAÇÃO

Desde que a crise mundial teve início e a banca tem sido acusada pelos estragos, muitos tem pedido que o Estado seja o motor das economias. Os gregos, que na Europa são os que mais padecem, parece que a crise não veio propriamente da banca, e sim de um Estado inchado e extremamente protetor e gastador. É o país com mais aposentados e com idades bem abaixo da média europeia, a proteção estatal e os exageros do mesmo agravaram a crise, enquanto na liberal Inglaterra há reais possibilidades de resolver a crise, assim como nos EUA. Talvez a receita seja nem tanto estatal nem tanto iniciativa privada, e essa dosagem deve ser bem administrada, caso contrário pode haver exageros, ou de um lado ou do outro.

Francisco Xavier Fernandez fcoxav@gmail.com

São Paulo

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‘FINANCIAL TIMES’

Gostaríamos de saber onde o jornalista do Financial Times, Gregory Chin, da Universidade de York, no Canadá quis chegar, quando num de seus artigos propôs que o Banco Mundial seja presidido por Lula. Que o Brasil governado por Lula encarou a crise global, foi bem governado e emergiu mais rapidamente que as economia mais avançadas. Que seus bancos multinacionais continuaram crescendo. E, para triturar a inteligência daqueles cidadãos brasileiros que conhecem o Lula desde a década de 60, afirmou – com Lula o Banco Mundial seria liderado por alguém que lutou corajosamente por justiça, democracia e igualdade. Certamente Gregory Chin é um pau-mandado do governo americano, jamais veio ao Brasil, desconhece totalmente a vida do Sr. Luiz Inácio Lula da Silva e o governo de guerrilheiros/sindicalistas que ele, Lula, comandou ou para nos mostrar o dedo médio como fez um seu par que por aqui passou. Se o artigo do Financial Times não é uma matéria paga por brasileiros, é mais um jornalista americano gozando com nossa caras. Sabem o que penso? Se juntarem a esse jornalista idiota mais os comandantes do MST, dos sindicalistas, das ONGs, da UNE, a Gaviões da Fiel e mais os teleguiados políticos do ex-presidente, vai dar para sair uma canonização em pouco tempo.

Leônidas Marques leo_vr@terra.com.br

Volta Redonda (RJ)

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IMPOSTO DE RENDA

Vêm aí as instruções e programas para o preenchimento e apresentação das declarações do Imposto de Renda de 2011. Não há como não reconhecer a evolução positiva do programa de preenchimento das declarações. Fica cada vez mais fácil preencher, para quem tem computador e sabe operar. O problema é que grande parte dos contribuintes não tem acesso a computadores, ou reside em locais onde nem energia elétrica existe. A solução é contratar -e pagar- contadores, muitas vezes em outro município, para fazer a digitalização e enviar. O governo tem todo o direito de exigir a entrega das declarações, mas jamais poderia nos obrigar a digitá-las. No passado, preenchíamos os formulários a mão, do Oiapoque ao Chuí, e o governo as digitalizava. Agora, fazemos (ou pagamos para fazer) a digitalização para ele. Os contadores agradecem. Evidentemente, o racional – palavra incômoda na Ilha da Fantasia – seria a opção, ou seja, digita quem quer e pode, e preenche a mão quem assim o desejar. A obrigação real é a entrega da declaração, mas não a sua digitalização, como nos é imposto. Entretanto, o subdesenvolvimento...

Nelson Carvalho nscarv@gmail.com

São Paulo

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ISENÇÃO BURRA

A isenção do imposto de renda sobre a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) vai ganhar força nas mobilizações sindicais deste ano, já que grandes empresas têm pago PLR cada vez mais robustas e a tributação reduz boa parte do valor recebido pelo trabalhador. Em 2011, um funcionário de chão de fábrica da Renault no Paraná recebeu R$ 12 mil em PLR. O montante pago em imposto de renda foi de cerca de R$ 2,5 mil e correspondeu a 117% do salário médio dos 3.800 funcionários daquela planta. No início de fevereiro, o deputado federal Paulinho da Força (PDT-SP) protocolou no Senado uma emenda constitucional sobre a desoneração do imposto de renda referente à PLR, negociada anualmente nos acordos coletivos. A isenção pleiteada pode ser "um tiro no pé". A Receita Federal para isentar o rendimento poderá impedir que ele seja dedutível do lucro das empresas. A parcela será então tributada como lucro da pessoa jurídica (34%) e será então distribuída sem impostos como ocorre com os dividendos. As empresas resistirão ao PLR.

Hélio Mazzolli mazzolli@terra.com.br

Criciúma (SC)

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A INFLAÇÃO ARGENTINA

Muito boa essa decisão da revista semanal inglesa The Economist de parar de publicar dados da inflação da Argentina. Todo mundo sabe que os dados econômicos divulgados pelo governo argentino estão longe de serem verdadeiros, e tem por finalidade enganar eleitores e investidores e mostrar uma falsa realidade naquele país. Um veículo sério como o The Economist não pode referendar informações produzidas apenas, como dizemos no Brasil, para inglês ver.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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IMPORTAÇÃO BRASIL-ARGENTINA

Nas brilhantes matérias publicadas tanto no estadão.com quanto no jornal impresso, ficou claro que as barreiras as importações feitas pelos argentinos em relação ao mercado brasileiro representam uma "faca de dois gumes", e que se o Brasil começar a causar entraves as importações de forma irresponsável, o mesmo poderá acontecer conosco. Deve-se primar pelo desenvolvimento e fortalecimento da indústria nacional, e não buscar apenas medidas de curto prazo ineficientes, as quais muitas vezes prejudicam o consumidor e geram o a falta de produtos no mercado interno.

Ricardo Izar, deputado federal (PSD-SP) ricardoizar@uol.com.br

São Paulo

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PÃO DE AÇÚCAR

Analisando o balanço do grupo Pão de Açúcar qualquer um pode verificar que o varejo dá um resultado de 2,9%, o atacarejo dá prejuízo, a venda da Eletro dá 0,4%, o comércio eletrônico dá 0,8%. A pergunta que fica é por que o Pão de Açúcar continua com operações de atacarejo, eletro e comércio eletrônico, a menos que o balanço não reflita a realidade. Mais uma, com aproximadamente 150 mil empregados, o grupo deveria ter 7,5 mil pessoas com natureza especial e só tem 2.860. O absurdo não é o Pão de Açúcar ter 2.860, o absurdo é exigir 5% do total de funcionários em PNE. Mais uma lei absurda que os nossos eminentes congressistas aprovaram e as autoridades mais ou menos fiscalizam.

Ronaldo José Neves de Carvalho rone@roneadm.com.br

São Paulo

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BATE-BOCA SOBRE O PINHEIRINHO

Que pena... o senador Aloysio Nunes Ferreira perdeu uma grande chance de levar um confronto de ideias com Eduardo Suplicy até as últimas consequências. Numa audiência pública ambos acabaram batendo boca a respeito da desocupação do Jardim Pinheirinho. O tucano acusava os senadores Suplicy e Paulo Paim de politizarem o assunto para ser usado pelo PT na campanha municipal, até o momento em que o senador petista ficou nervoso, teve um piti e Aloysio arregou! Inaceitável! Se ele tinha convicção do que afirmava, que não arredasse o pé, como acabou fazendo. Será que Aloysio se assustou com os gritos de Suplicy? Que coisa... e eu que cheguei a pensar que agora os tucanos nunca mais facilitariam para os petistas, mas parece que basta bater o pé. Senador Aloysio Nunes Ferreira, nós o elegemos para fazer oposição aos governistas no Senado, não para fazer média, ok?

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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MENOR QUE UM RETRATO 3X4

O senador Eduardo Suplicy (PT/SP) só entra em discussão que trata de fatos e acontecimentos em que pode denegrir a imagem de políticos ou partidos que lhe fazem oposição como é o atual caso Pinheirinho em São José dos Campos/SP. Porém discutir em bom nível algo de positivo para o Estado que representa (SP) ou para o Brasil como um todo – afinal é senador e, como tal, sua visão deve ser de nível nacional –, nada. Mas nada mesmo. Muita viagem, muita conversa e muito sonho para ele mesmo sonhar. Apenas isso. O resumo disso, é tipo "me engana que eu gosto" e votem em mim, que de oito em oito anos, vou ficando por aqui. Esse é seu retrato. Bem pequeno, menor que o 3x4, como antigamente.

José Piacsek Neto bubapiacsek@yahoo.com.br

Avanhandava

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UMA ‘LUZ’ AO SENADO

Aprovado pelo Senado o projeto que propõe que os veículos deverão trafegar com os faróis acesos durante o dia. Tal qual a questão das sacolinhas plásticas nos supermercados, trata-se de mais uma medida asinina de quem não tem o que fazer. Num país onde sequer a ultrapassagem de motos é proibida entre veículos em trânsito, ou movimento, surge um notório parvo e propõe uma estupidez desse quilate, e um grupo de seus custosos e inúteis pares aprovam. Até parece que não teriam o que fazer se quisessem ou tivessem competência e estatura moral para isso. Mal sabem, pelo analfabetismo crônico do senso do dia a dia que afeta os cidadãos brasileiros, que um simples toque de um retrovisor de um automóvel com o manete de uma moto, tem sido a causa de dezenas de milhares de mortes e aleijamentos neste país todos os anos. Sequer a legislação obriga luzes de sinalização acesas em dias chuvosos (lanternas); mas fomos diretos ao "máximo": promulgamos faróis acessos 24 horas por dia, e tudo estará resolvido na ciência apedeuta do Senado! Provavelmente queiram suspender a iluminação pública; eu não me admiraria; aliás, dessas "Excelências" não há com que se admirar em que surjam novas excrescências. Faróis acessos, em alguns países são convencionados em uso contínuo, mesmo em período diurno, para oferecer o que se denomina "short vision" – busca-se ampliar o espectro visual de objetos, onde e quando, a visibilidade é baixa em função de fenômenos atmosféricos ou mais precisamente e característicos a mais elevadas e baixas a latitudes; também não significa que sejam em todos os dias e meses do ano. São em estações e sob condições que reduzem a visibilidade. Contudo, em países ou regiões tropicais, creio que nunca um imbecil conseguiu conquistar tamanha aquiescência. O principal atributo da falta de infraestrutura adequada em nossas estradas ou vias, e que mata centenas de milhares de pessoas todos os anos, é a pura falta de competência política e desta a mais primorosa corrupção. O Ministério das Cidades que regula o tráfego e o Ministério dos Transportes são exemplos recentes e notáveis do loteamento com que a bandidagem tomou o erário público. Não temos estradas, sequer iluminadas, até mesmo as vias em perímetro urbano o são adequadamente. O piso é de péssima qualidade, sem caimentos adequados para escoamento de água, resistência e aderência planejada através do uso de concreto e camadas asfálticas específicas; esburacados e remendos terríveis. As motos, que no Brasil de uma forma geral não passam de bicicletas motorizadas, tem menor rigor em termos de legislação que o quinto mundo - até moto táxis nós temos! Aliás, em sentido mais amplo em relação a motos não temos legislação alguma, e um bando de inúteis, bem pagos em Brasília aprovam que veículos (automóveis) devam trafegar com faróis acessos durante o dia; neste país com a maior taxa média por quilometro quadrado de luminosidade solar do planeta, tal qual a Austrália. Espero que a bom senso e por vergonha da exposição da ignorância que o Senado brasileiro passe ao resto do mundo, alguém sepulte essa ideia, antes que outra excelência resolva propor a revogação de Lei da Gravidade de Newton pensando estar propondo planejamento familiar.

Oswaldo Colombo Filho colomboconsult@gmail.com

São Paulo

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INSPEÇÃO VEICULAR

A inspeção de veículos fabricados nos últimos 10/12 anos é um engodo. Eles não poluem. Veículos mais velhos, aqueles que poluem, escapam à fiscalização; na duvida, nem pagam os impostos devidos. Os Marronzinhos são proibidos de controlar documentos, e assim, a bagunça está instalada.

João U. Steinberg justeinberg@terra.com.br

São Paulo

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MINISTÉRIO DA CULTURA

Um dos maiores valores que herdamos da democracia grega foi o principio da isonomia, segundo o qual as normas de gestão públicas são conhecidas e partilhadas por todos e não podem ser mudadas pela vontade de um governante, dessa maneira, os direitos coletivos estariam preservados do obscuratismo e da tirania. Apesar dos grandes avanços na organização social trazidos por esse principio, o mesmo vêm sendo totalmente desdenhado pela ministra Ana Holanda. O Ministério da Cultura (Minc) tem dividas com diversos projetos culturais aprovados desde 2010, dentre os agraciados estão duzentos mestres e grupos culturais do prêmio Mestra Dona Izabel 2009, e cento e vinte duas instituições do prêmio Areté 2010. Os grupos, instituições culturais e mestres tiveram os resultados da aprovação de seus projetos publicados no Diário Oficial, e foram comunicados oficialmente do compromisso do Minc de sanar as dividas, o que levou a se criar grande expectativa junto as comunidades, quanto ao desenvolvimento dos projetos premiados. Agora o Minc, através da Secretaria da Cidadania Cultural, informa que não irá pagar nenhum destes prêmios. E, se utilizando do discurso tecnocrático para legitimar suas atitudes arbitrárias, de extremo desrespeito para com aqueles que ajudam a construir a riqueza da cultura brasileira, o Minc diz em resumo: "erramos, cometemos irregularidades, por isso, o prêmio não valeu" (e é absurdo que só agora, depois de várias outras desculpas pelo atraso, depois de assinarem o compromisso de pagar, e depois de passados dois anos, os erros tenham aparecido). Ou seja as cento e vinte duas instituições culturais do prêmio Areté e os duzentos mestres e grupos do premio Mestra Dona Izabel passaram na prova, mas os agentes da senhora Ana Holanda não, mas estes não foram punidos por incompetência, em vez disso, foram punidos aqueles que cumpriram com sua parte e dedicam sua vida a fortalecer a cultura o nosso país. A estes resta a decepção, a desmotivação e a desmoralização em suas comunidades. É absurdo que o governo Dilma não assuma a responsabilidade nem por seus comunicados e publicações oficiais! Se o que se publica no Diário Oficial não vale, se os compromissos oficiais assinados não valem, o que podemos esperar? Obscuratismo e tirania parecem ser a marca da gestão Ana Holanda e Dilma Rousseff. Brinquedim, brinquetu, brincamos nós!

Antonio Jader Pereira dos Santos brinquedim@yahoo.com.br

São Paulo

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EXAME DE ORDEM

Tiro o meu chapéu pela feliz iniciativa do governo do Distrito Federal (GDF), ao instituir o Programa de Qualificação Profissional e Social (Qualificopa) instituindo 11 cursos gratuitos, onde serão oferecidas duas mil vagas. Cada curso tem duração de 200 horas. Os participantes receberão vale-transporte, alimentação, material didático completo, seguro de vida e uniforme. As aulas são gratuitas. Tudo isso visando a qualificação de milhares de profissionais de várias profissões, objetivando suas inserções no mercado de trabalho. Isso significa dignidade, cidadania emprego e renda não só durante os eventos da próxima Copa do Mundo de 2014 que será realizada em nosso país, como também para vida inteira desse profissionais. Que esse importante evento sirva de exemplo para os mercenários da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), com o seu caça-níqueis Exame de Ordem infestado de pegadinhas (parque das enganações) feito para reprovação em massa; quanto maior reprovação maior o faturamento da OAB. Abocanha por ano, pasmem, R$ 72,6 milhões, sem transparência, sem prestar contas ao Tribunal de Contas da União (TCU), tosquiados e extorquidos dos bolsos e dos sacrifícios desses jovens, desempregados aflitos, jogados ao banimento, dizimando sonhos, punidos sem o devido processo legal (Due Processo of Law) corroborando para o aumento da fome, caldo da miséria, da elevação dos índices de desempregados, (num país de desempregados), causando incomensuráveis prejuízos ao país, verdadeiro massacre e/ou mecanismo de exclusão social (bullying social), e que até agora nenhum jornal nacional ou revista tem coragem e/ou interesse em revelar as verdades, os malefícios desse pernicioso Exame, pelo contrário, censuram todas as minhas matérias contrárias a tal excrescência com exceção do Estadão, Blog Acorda, Pará, Jornal Grande Bahia (...). O fim desse excremento significa respeito à Carta Magna Brasileira, respeito aos Direitos Humanos, mais emprego, mais renda mais cidadania e dignidade enfim maior respeito aos Direitos Humanos.

Vasco Vasconcelos vasco.vasconcelos@brturbo.com.br

Brasília

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RICARDO TEIXEIRA

Lamentável a permanência do presidente da CBF, Ricardo Teixeira, acusado de corrupção e da prática de inúmeras fraudes e delitos á frente da entidade que dirige há mais de duas décadas. Quem ama o futebol e não se coaduna com toda a corrupção, a lama e a falta de ética que imperam na CBF, e jamais defenderia o atual presidente da CBF. Atolado em denúncias de corrupção e enriquecimento ilícito, o desmoralizado Ricardo Teixeira deveria ser posto para fora da entidade pela porta dos fundos e encaminhado diretamente a uma Delegacia de Polícia. Porém, como estamos no Brasil, país da impunidade, não será surpresa alguma se tudo terminar em pizza e ele ficar no cargo até a Copa de 2014.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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SOBREPREÇO NO ESTÁDIO MANÉ GARRINCHA

No final, sobrepreço das obras da Copa será maior que o custo real.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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