Fórum dos Leitores

POLÍTICA BRASILEIRA

O Estado de S.Paulo

05 Março 2012 | 03h05

De mal a pior

O noticiário destes últimos dias mostrando os rumos da política nos deixam estarrecidos. Senão, vejamos. A presidente Dilma Rousseff, para tentar conter a rebeldia da base aliada, foi se aconselhar com o ex-presidente Lula - o que acho um retrocesso. Um bispo evangélico assume o Ministério da Pesca e já demonstrou ser completamente neófito no assunto. E há rumores de que o PR pretende lançar o deputado Tiririca candidato à Prefeitura de São Paulo. Dá para acreditar a que ponto de desordem chegamos?

FRANCISCO ZARDETTO

fzardetto@uol.com.br

São Paulo

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Tiririca x Crivella

Qual a diferença entre o Tiririca ("não sei o que faz um deputado") e o novo titular do (des)importante Ministério da Pesca ("nem sei colocar uma minhoca no anzol")? A diferença é que o Tiririca foi um inocente útil e Marcelo Crivella foi nomeado pela presidenta da República. Mas ambos declararam publicamente não saber quais as atribuições de sua investidura.

YUSSEI HIGA

yhiga@uol.com.br

Sorocaba

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Arrastão

O sr. ministro não precisa se preocupar com o anzol - mesmo porque já estamos todos fisgados. Essa "pescaria" que o sr. Lula inventou é feita com rede de arrastão, pescam-se milhões de "peixes" em cada passada.

MÁRIO ALDO BARNABÉ

mariobarnabe@hotmail.com

Indaiatuba

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Novo Brasil

Pão, circo e, com certeza, muitos peixes. Este é o novo Brasil, com a nomeação de Crivella. Tudo em abundância e nada de malfeitos.

MARCOS ANTONIO SCUCCUGLIA

sasocram@ig.com.br

Santo André

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Barganha de feira

Para trabalhar no governo é indispensável prestar concurso público de títulos e provas. Já para ser ministro... Duvido que o sr. Crivella saiba o preço da sardinha ou da pescada. Trata-se de um exímio pescador de almas e de verbas. Um dia saberemos o custo desse modelo de retalhar o governo em nome dessa tal governabilidade. O povo vota para eleger um presidente imaginando que ele assumirá todo o poder e o mandatário, com dezenas de milhões de votos, precisa de barganhas de feira.

CLODER RIVAS MARTOS

clodermartos@ig.com.br

São Paulo

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Quem quer bacalhau?

A grotesca distribuição de ministérios no governo lulopetista me faz lembrar cada vez mais o "velho guerreiro" Chacrinha, que em seu programa de auditório atirava bacalhau à plateia. Um exemplo perfeito é o Ministério da Pesca, atirado à bancada evangélica, mediante a nomeação do despreparado bispo Crivella, em troca de apoio ao candidato do governo à Prefeitura paulistana. O bordão "vocês querem bacalhau?" bem poderia ser adaptado para "vocês querem ministério?" O descaso e o deboche com nossas instituições são a grande herança que Lula nos deixou - com todas as consequências nefastas que disso podemos esperar. Sem falar no barril de pólvora que resulta da mistura de política com religião.

MARIA CECILIA LUCARELLI

lucarellicecilia@hotmail.com

São Paulo

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As lágrimas da presidente

Na posse do novo ministro da Pesca, o que não sabe pôr minhoca em anzol, Dilma derramou lágrimas pela saída do anterior, que ela dispensou sem aviso prévio. Fica a dúvida: teria a sra. presidente chorado porque o ex-ministro Luiz Sérgio era tão imperceptível que nem ela o recebeu nenhuma vez? Ou será que, num momento rápido de percepção da realidade, derramou lágrimas porque se deu conta de que esse ministério é de uma inutilidade a toda prova? Ou teria sido de raiva por ter nomeado um ministro que confessou aos quatro ventos não entender nada do assunto? Afinal, os anteriores também não entendiam, mas nunca admitiram isso oficialmente. Ou seria porque seus aliados continuam cobrando uma vaguinha aqui, outra acolá, e ela tem de atender todos? Enfim, qualquer que seja o motivo das lágrimas presidenciais, de uma coisa tenho certeza: não foi pelo povo, que paga e sustenta tudo isso.

MARIA TEREZA MURRAY

terezamurray@hotmail.com

São Paulo

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Pagando para ver

Por ordem do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o PT ficará sem programa político em rede nacional no primeiro semestre, por ter usado em 2010 o tempo da propaganda partidária para promover a candidatura de Dilma à Presidência. Ora, vão realmente impedir o Lula de veicular o que quiser durante todo um semestre? Alguma vez se respeitou uma decisão do TSE? Na terra do vale-tudo, em que a Constituição é desrespeitada um dia sim, outro também, onde o Judiciário marcha de costas para a sociedade, onde se passa por cima das leis e uns são mais iguais que outros, tal decisão acaba soando como piada. Se o PT ficar seis meses sem propaganda eleitoral, juro: ajoelho-me no milho para parar de ser tão mal-intencionada. E não resmungarei!

MYRIAN MACEDO

myrian.macedo@uol.com.br

São Paulo

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As mentiras do governo

Notamos que sempre que o governo diz que não vai haver aumentos ou não vai fazer alguma coisa, logo tais fatos ocorrem. É o caso, por exemplo, do aumento dos combustíveis e outros que virão. Então, usando a mesma linha de raciocínio, podemos ter a certeza de que tudo o que diz que vai fazer certamente não será cumprido. Assim, podemos ficar descansados, pois o governo (PT) diz que vai ganhar as eleições...

CLAUDIO MAZETTO

cmazetto@ig.com.br

Salto

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CORREIOS

Esclarecimento

A propósito do artigo Heraldo, a cor e a alma (1.º/3, A2), os Correios informam que investiram R$ 120 mil na publicação de anúncios publicitários no site do jornalista Paulo Henrique Amorim entre outubro de 2011 e fevereiro de 2012. Os recursos integram o plano de mídia da campanha Sedex, total de R$ 18 milhões, que abrange diversos veículos de comunicação, selecionados por sua abrangência, visibilidade e representatividade, e 30 sites em todo o País.

FELIPE DE ANGELIS

imprensa@correios.com.br

Brasília

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ELEIÇÃO MUNICIPAL

A próxima eleição para a Prefeitura de São Paulo promete: o candidato que contratar o melhor marqueteiro provavelmente vencerá as eleições, mesmo  que esse candidato seja o Francisco  Everardo da Silva, vulgo Tiririca, que, segundo ele próprio, se sair candidato poderá  derrotar José Serra e Fernando Haddad... Em Brasília já tem gente chamando Tiririca de prefeito. Eu não duvido que isso possa acontecer, até porque, na década de 70, um bode foi bem votado e quase ganha para prefeito da cidade. Embora eu não conheça nada de política, pressuponho que esses fenômenos só ocorrem porque a sociedade anda de saco cheio.

 

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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MORALISMO FÁCIL

Nem ainda foi dada oficialmente a partida para a campanha eleitoral para a prefeitura paulistana e já vemos uma infinidade de entrevistas, palpites e informações jogadas na imprensa com o intuito de confundir o eleitor e disseminar desconfianças de todos os lados. O anúncio da candidatura de José Serra confundiu a maioria dos pré candidatos e principalmente o PT, que quer a todo custo se apoderar de São Paulo, a principal cidade do país que teima em não se fascinar com o petismo, hoje em sua fase mais auspiciosa. Os petistas já deram muitas entrevistas, todas jogando informações que tentam ajudar a candidatura de Haddad e minar a de Serra. Nessa linha outros pré candidatos também falam. A entrevista de Gabriel Chalita, agora do PMDB, chamou a atenção para muita coisa. Chalita atacou José Serra que eleito prefeito de São Paulo em 2006 renunciou para se candidatar a governador do estado. Parece que o pré candidato se esqueceu de sua própria trajetória. Em 2008 fazia parte do PSDB e foi eleito vereador em São Paulo e logo depois não deu a mínima para os seus eleitores que o elegeram para um propósito (ser vereador do PSDB) e mudou de partido ingressando no PSB, partido da base aliada do PT, e se candidatou a deputado federal. Logo depois de eleito deu um adeus ao partido socialista e lá se foi ele para o PMDB, igualmente aliado do governo. Agora, se eleito prefeito, terá que renunciar à Câmara. Não estará ele outra vez desrespeitando seus eleitores? Portanto o sr. Chalita não tem a menor autoridade para criticar José Serra. Ser "moralista" assim é fácil, não?

 

Maria Tereza Murray terezamurray@hotmail.com

São Paulo

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TEMAS PROIBIDOS

Em entrevista ao portal Terra, reproduzida por vários jornais, o candidato do PT, Fernando Haddad, disse que a oposição quer trazer para a campanha assuntos como o aborto e o “kit gay”, dando a entender que tais assuntos não seriam pertinentes no debate. Os demais candidatos, notadamente José Serra, do PSDB, sequer tocaram no assunto.  Nem mesmo em 2010, quando surgiram pela primeira vez, Serra abusou de tais temas. Quem os trouxe a baila foi a sociedade! O PT fez escolhas e deve arcar com as consequências. De fato, o Ministério da Educação fez o kit gay, e Dilma Rousseff, que é do partido do candidato Haddad, nomeou Eleonora Menicucci, defensora feroz da prática do aborto, como ministra de seu governo. Fernando Haddad não pode simplesmente querer que estes assuntos não sejam tratados na campanha ou pela sociedade. São Paulo tem escolas e hospitais municipais. É claro que os temas são pertinentes, nem que seja no sentido de mostrar ao eleitor quem é e como pensa o homem que há por trás da figura do candidato. Ademais, este tema não  é – pelo menos por ora – objeto de questionamento dos demais candidatos, mas sim dos eleitores, a quem ele deve  prestar esclarecimentos.

 

M. Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

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OBSESSÕES

As obsessões de Lula: PT governando São Paulo e o Corinthians campeão da Libertadores. Serra nele e Palmeiras neles!

José Eduardo Victor je.victor@estadao.com.br

Jaú

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GRANDEZA POLÍTICA

O senador Aécio Neves elogiou José Serra por seu "gesto de grandeza política" ao declarar-se candidato à Prefeitura de São Paulo. Todavia, um gesto de grandeza não soube o senador praticar quando negou-se inúmeras vezes a compor a chapa como vice de Serra,(que poderia ser vencedora), quando das eleições para a presidência da República em 2010.Ora, os gestos de grandeza política são apanágio da alma dos verdadeiros estadistas.Se o senador não possui esse atributo ( e demonstrou claramente naquela época que não o possui), como poderia pretender aspirar à Presidência em 2014? Aí, então, pediria a José Serra que fosse vice em sua chapa?  É bem capaz...

                                                                                                

Edméa Ramos da Silva  paulameia@terra.com.br

São Paulo

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PREFEITO-TAMPÃO

Acho interessante como os defensores da candidatura de José Serra para a Prefeitura de São Paulo, abrindo mão de todo e qualquer compromisso com a ética e a decência, apelam quase que exclusivamente para o argumento de que este seria o único candidato capaz de evitar que a capital mais rica e importante do país caia nas mãos dos nazipetralhas. Com minhas recentes críticas a “jogada eleitoreira” que o PSDB, e aliados, estão “armando” em São Paulo, com o nítido intuito de enrolar os eleitores paulistanos, pois todos eles sabem que Serra, se eleito, vai ser apenas um “prefeito-tampão”, pois deixará o cargo para ser candidato a presidente em 2014, tenho tido minha caixa de mensagens abarrotadas de e-mails que invariavelmente apelam para o velho e cretino argumento de que os tucanos estariam fazendo agora “apenas” o que os petralhas já fazem, como se assumissem definitivamente a postura de que a única forma de combater os cretinos seja tornando-se mais cretinos do que eles.

Aliás, a posição adotada pelos tucanos em relação ao caso, só serve para confirmar a teoria de que “todos os políticos são farinha do mesmo saco”, pautando seu comportamento pela ética e decência, quando estão “apeados” do poder, mas permitindo que seus limites de tolerância sejam rapidamente alargados, tão logo assumem algum “carguinho”. Enquanto a atividade política continuar sendo encarada como um vale-tudo, nivelando-se os candidatos por baixo, teremos esse tipo de situação vergonhosa atualmente vivida pela cidade de São Paulo, que para evitar que venha a ser dominada pelos “sujos”, tenha, como única opção, a de abrir às portas aos “mal lavados”.

 

Júlio Ferreira julioferreira.net@gmail.com

Recife

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JUSTIÇA EM DOBRO

A comissão de Orçamento do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) constatou que desembargadores da corte receberam, nos últimos dez anos, verbas salariais atrasadas calculadas segundo o índice de juros de 1%, o dobro do que a legislação determina. A taxa deveria ser de 0,5% ao mês, de acordo com a comissão, que propôs a alteração do índice à Comissão Salarial e ao Órgão Especial, composto por 25 desembargadores. Na realidade, o Tribunal Regional de São Paulo, na pessoa do seu presidente, o desembargador Ivan Sartori, reconhece ter pago juros em dobro para os juízes. Interessante! Esta atitude é exatamente o inverso do que acontece com os aposentados pela Previdência, estão recebendo o dobro, mas ao contrário, menos de 50% dos seus benefícios constitucionalmente adquiridos. Que justiça é essa que temos no Brasil, onde se respeita os excessivos direitos apenas do que tem poderes? E o cidadão comum não consegue nem ver cumprida uma sentença judicial final decretada por unanimidade pelos senhores desembargadores do Tribunal?

Benone Augusto de Paiva benonepaiva@yahoo.com.br

São Paulo

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PERDA DE CONFIANÇA

É inaceitável que o TJ-SP tenha pago juros em dobro aos desembargadores paulistas, nos últimos 10 anos. É o dinheiro público mal gasto e usado de forma ilegal e imoral, em benefício pessoal de alguns poucos, que são justamente os que deveriam defender os cofres públicos e a moralidade. Como poderemos confiar em julgadores que agem dessa forma, em benefício próprio e contra a lei? Esses desembargadores estão dando um péssimo exemplo para a sociedade e desmoralizam o Judiciário com tais condutas, em detrimento das leis, da ética e da moralidade pública. Se não fosse a corajosa ação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e da imprensa, nada seria conhecido e esses abusos e ilegalidades continuariam acontecendo impunemente. O mínimo que se espera é que os desembargadores devolvam o dinheiro aos cofres públicos, com juros e correção monetária.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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PROVEITO

O ministro Lewandovski, do Supremo Tribunal Federal (STF), tem condições de continuar a esconder o sol com peneira, no caso dos pagamentos indevidos aos desembargadores do TJ-SP em que ele próprio locupletou-se.

Ademir Valezi valezi@uol.com.br

São Paulo

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NOSSOS JUÍZES

Mui digna senhora, doutora Eliana Calmon, li em algum lugar, já ha algum tempo, a seguinte frase: "Não sonha nossa vã filosofia os milhões e milhares de reais que trafegam pelos porões dos foros de São Paulo". Hoje, corajosamente, a senhora escancara esses porões. Continue, estamos todos com a senhora.

 

Celia Henriques Guercio Rodrigues celitar@hotmail.com

Avaré

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A CORREGEDORA DO CNJ

Olha a ministra Eliana Calmon aí de novo, geeeente! Esta baiana porreta está disposta a não deixar pedra sobre pedra. Reafirmou que é preciso expor as mazelas do Judiciário e punir juízes “vagabundos” para proteger os magistrados honestos, uma maioria. Só discordo dela quanto ao número, “meia dúzia de vagabundos”. Com certeza o número é superior (bastante!) haja vista a ausência de Justiça no País. Algum colarinho branco preso? Ora, sobre estes colarinhos recai parcela enorme dos infortúnios dos brasileiros, desde aquele dinheirinho que não chega aos hospitais até a subtração de valores éticos e morais de nossa sociedade. Se fosse somente meia dúzia de safados, há muito uma enormidade de colarinhos brancos estaria usando camisetas em celas espalhadas pelo Brasil. Nesta sua empreitada, ministra, estamos com a senhora e não abrimos! Abaixo a cambada de vagabundos de toga em prol dos magistrados honestos e de toda população brasileira!

Myrian Macedo myrian.macedo@uol.com.br

São Paulo

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PUNIÇÃO DE MAGISTRADOS

Talvez não seja tão difícil a doutora Eliana Calmon encontrar os tais juízes vagabundos. Tenho uma suspeita. No ano que vem (2013) o processo nº 2.371/73, que tramita na 2ª Vara do Trabalho, e no qual minha esposa é parte contra a Fazenda Pública e a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, estará completando 40 anos indo da 2ª Vara para o TRT e voltando do TRT para a 2ª Vara, sem que a novela chegue ao fim. Acho que há fortíssimos indícios. Não valeria a pena investigar?

Euclides Rossignoli euros@ig.com.br

Itatinga

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NO CAMINHO CERTO

A corregedora Eliana Calmon está na linha de investigação correta, é lógico que o "Poder Judiciário" sempre agiu como um poder supremo, ditando regras e fazendo o que bem entender, sem haver controle interno e principalmente externo. Há muita sujeira por debaixo dos panos. Siga em frente, corregedora, acredito que ainda há de existir Justiça num poder que não faz a "justiça"!

Simone Santos sbetanho@gmail.com

São Paulo

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AMPARO AO CNJ

A ministra e corregedora Nacional de Justiça Eliana Calmon disse durante evento na Justiça Federal em São Paulo que "uma meia dúzia de juízes vagabundos muitas vezes tentam nos intimidar e nós ficamos reféns deles". Segundo ela, isso está acontecendo "porque não se acredita no sistema", e o corporativismo escrachado e forte não deixa que a verdade apareça e puna aqueles que são culpados, por isso o CNJ precisa e deve ser amparado e ajudado, para moralizar uma classe importantíssima num país democrático.

Mustafa Baruki mustafa-baruki@bol.com.br

Belo Horizonte

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GILMAR MENDES

O ministro Gilmar Mendes, ontem, em seu comentário ao caderno da Folha sobre o Judiciário, teria o direito de afirmar que a primeira instância do Judiciário não funciona, só mesmo não olhando para o próprio umbigo. Como se todos nós não estivéssemos assistindo a lambança que o Supremo Tribunal Federal está fazendo com o mensalão.  Sem contar o desrespeito a cláusula pétrea do direito adquirido, que ele ajudou a enterrar, quando o STF aprovou a CPSS, taxando aposentados.

Conrado de Paulo conrado.paulo@uol.com.br

Bragança Paulista

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REFORMA DO CÓDIGO PENAL

Gostaria que o jornal O Estado de S. Paulo publicasse esta carta. Tentei encaminhá-la ao Poder Legislativo, que está promovendo uma reforma do Código Penal, mas fui informado que tenho de fazer um abaixo-assinado com – se não estou enganado – mais de mil assinaturas, para só então encaminhá-la. Como os nossos nobres representantes já devem estar cansados e carecas de saber o que é preciso mudar para resolver o problema, limito-me a tentar publicar no Estadão. 1) Pelo fim da pena máxima de 30 anos. Se a condenação foi a 98 anos e 10 meses, o enterro deverá sair de alguma sala especial do próprio presídio. 2) Crimes hediondos devem ser punidos com prisão perpétua. 3) Pelo fim das licenças no Natal, Dia das Mães, Dia dos Pais, Páscoa, etc. Estamos cansados de saber que os criminosos não só aproveitam o intervalo para cometerem novos crimes, como grande número deles não retornam a suas unidades prisionais. Pais, mães e demais parentes podem visitá-los nas prisões; eles não devem gozar de tal benefício. 4) Pela revista minuciosa a quantos entrem em contato com os prisioneiros, inclusive advogados. Quantos deles, pressionados ou mesmo ameaçados, não acabam levando drogas, celulares e até armas para dentro dos presídios? 5) Maior rigor na concessão de progressão de pena. Vemos a todo momento nos noticiários, criminosos, cujas penas somadas atingem dezenas de anos, estarem em gozo de liberdade condicional. Isso significa que cometeram mais de um crime, o que os coloca na condição de muito perigosos. Tais elementos não devem sob nenhuma hipótese, ser colocados em liberdade condicional. 6) Pela diminuição da maioridade penal. Se é possível até mesmo escolher o Presidente da República a partir dos 16 anos, não tem o menor sentido tratá-los como inimputáveis, e ainda por cima, ao completarem 18 anos, serem soltos com a ficha criminal limpinha. Apelo aos leitores do Estadão fazerem coro a esta petição.

Adilson Lucca Sabia adilsonsabia@gmail.com

São Paulo

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INDIGNAÇÃO

Mostrando-se indignada com os países em crise, a "presidenta" Dilma Rousseff desabafou: "Nos preocupamos com esse tsunami monetário". Ora, fale com o Mr. Marolinha, que ficará" invocado" e chamará através dos telefones de conferência o Obama, a Merkel, o Sarkozy e o Cameron para dar um pito neles. Não precisa nem usar o arsenal de medidas do Mantega, pois, afinal, em matéria de crises mundiais, o seu ex é o "cara".

Alberto Bastos Cardoso de Carvalho albcc@ig.com.br

São Paulo

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ENREDO: CANIBALIZANDO OS EMERGENTES

No quesito contundência verbal, dona Cristina Kirchner dá de dez a zero na dona Dilma Rousseff.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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CRISE EUROPEIA

Enquanto o ministro de Finanças da Alemanha, Wolfgang Schaueble, joga Sudoku durante importante reunião de aprovação do pacote de socorro à Grécia, um parlamentar grego transferia um milhão de euros para fora de seu país, para proteger a poupança particular. São sinais claríssimos de uma sociedade dominada pelo sentimento egoísta, onde está cada vez mais difícil alguém conseguir agir moralmente correto, tamanha é a decadência de valores éticos que domina a nossa humanidade.

Paulo Seiji Isewaki isewaki@superig.com.br

Sao Bernardo do Campo

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OS MISTÉRIOS DA ECONOMIA

 

No decorrer da vida tentei sempre ver coisas e acontecimentos na luz da verdade e da lógica sem preconceitos e sem hipocrisias. Entre as tantas coisas mal explicadas e utilizadas a favor de vantagens pessoais estão também economia e finanças. Mesmo não sendo um economista parece-me entender que o mundo capitalista se divide em industrial e financeiro, entretanto acho que a verdadeira distinção deveria ser entre o capitalismo protecionista e aquele competitivo. O capitalismo protecionista inevitavelmente trabalha para manter suas posições de rendimento criando condições para o seu próprio posterior declínio, pois somente aceitando a concorrência é possível gerar novas riquezas. O capitalismo financeiro tem como objetivo maximizar e acumular o conjunto de capital e de poder condicionando  todos os aspectos da vida através do mercantilismo através do controle e manipulação das consciências  em vez  de produzir bens e serviços. O capitalismo industrial tem como motor a manufatura tayloristicamente organizada que utiliza o dinheiro para produzir bens e serviços e gerar lucros enquanto o capitalismo financeiro tende a eliminar a passagem intermediaria fazendo circular o dinheiro nos mercados financeiros com o escopo principal de ganhar na base da especulação limitando ao mesmo tempo as possibilidades de crescimento das potencialidades intelectuais. È necessário lembrar também que as finanças se expandem a uma velocidade muito superior a aquela da economia real gerando assim as bolhas financeiras e as crises que bem conhecemos. Concluindo acho que alem da procura do equilíbrio entre capitalismo financeiro e industrial é necessário conseguir forças políticas capazes de gerir eticamente estas  alternativas  em modo que os interesses gerais prevaleçam sobre os particulares.

 

Franco Magrini framagr@ig.com.br

Cachoeira Paulista

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GOVERNO COMEMORA SUPERÁVIT

Quero ver superávit enxugando a máquina, não aumentando a arrecadação de impostos. Aí é o povo que vai comemorar. Chega de cabide de empregos. Acorda, Brasil!

Angelo Antonio Maglio angelo@rancholarimoveis.com.br

Cotia

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INDÚSTRIA NACIONAL

A leitura atenta do caderno de Economia deste jornal na edição de 25/2/2012 traz valiosas lições sobre a habitual miopia e anacronismo das entidades representativas do setor industrial nacional. Podemos ler no OESP que 27 entidades empresariais e sindicais organizarão manifestações a partir de 15 de março contra "a desindustrialização do Brasil". Alguns dados "alarmantes" segundo Paulo Skaf nosso líder empresarial socialista ( cujo partido por sinal é parte integrante do governo) : Saldo Negativo Recorde da Balança Comercial do Setor Manufatureiro em US93 bilhões e perda de participação da industria no PIB de 27% em 1985 (quando o Brasil estava bem melhor economicamente não e mesmo?) para 16% em 2011. Números que por si não dizem absolutamente nada. Estas entidades divulgarão um manifesto intitulado Grito de Alerta em Defesa da Produção e do Emprego, isso em um momento  em que estamos próximos ao pleno emprego... Quem inveja a pujança da indústria chinesa e alega que o setor de serviços ou os setores primários geram empregos de baixa qualidade deveria passar uma semana trabalhando nas fabricas da Foxconn na China para vivenciar a qualidade de vida proporcionada por este modelo. O Brasil quer produzir bens de baixa tecnologia para competir com a China, porém com custo de vida e sistema tributário alemão, a conta não fechará nunca. Nossos míopes  líderes industriais preferem movimentam-se para ganhar uma linha de crédito subsidiado  aqui, uma barreira tarifaria acolá, uma mega aquisição com dinheiro publico mais adiante, um trampolim político, etc. Na mesma edição podemos observar a ótima entrevista do economista Kenneth Rogoff sobre a crise grega, onde ele lembra que o grande erro das economias do Sul da Europa foi a combinação de base industrial voltada para bens de baixa tecnologia  e elevados custos de MDO motivados pela adesão ao Euro. A Alemanha porém,  com sua base industrial voltada para produtos de alta tecnologia,  beneficiou-se do crescimento destes mercados emergentes e, ao invés de competir com eles como querem nossos sagazes líderes, exporta tais  produtos em larga escala. Devemos lembrar que não faz muito tempo (40 / 50 anos) a pauta industrial alemã também era dominada por produtos como aço, carvão, commodities químicas e maquinário pesado. Estes itens hoje são dominados pelos chineses, no entanto os alemães fizeram esta transição  muito bem e souberam evoluir sua base produtiva. A pauta industrial  de um pais deve estar em constante ajuste e á procura permanente de novas oportunidades, não devemos nos apegar ao ideário dos anos 60 onde qualquer indústria era considerada "desenvolvida" não importa quão poluente ou ineficiente. Devemos sim ter indústrias fortes e competitivas mas não qualquer indústria, em qualquer setor e a qualquer custo para a sociedade.

Alfredo A. Schnabel Fuentes alfredoasfuentes@gmail.com

São Paulo

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CORTES DE JUROS

Tenho que admitir que em matéria de economia sou um ignorante de quatro patas. Tombini (presidente do Banco Central) disse na segunda-feira no Senado que o baixo crescimento (atual) do Brasil, permitirá reduzir a taxa de juros. Disse ainda que agora trabalha com “um mix de política econômica compatível com maior crescimento da economia e convergência da inflação para a meta”  Se analisarmos o crescimento do Brasil dos últimos anos, a nossa taxa de juros deveria ser negativa. Não é? Está na hora de parar com essa enganação barata e adotar políticas econômicas sérias, principalmente com relação ao câmbio, que dia a dia favorece as importações, sucateando as indústrias brasileiras.

João Batista Piovan jb@reunidaspiovan.com.br

Osasco

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O EFEITO DO CÂMBIO

O investimento em infraestrutura; as modificações necessárias na legislação trabalhista e sindical (trabalhadores e patronal); alteração na legislação do processo eleitoral para iniciar o efetivo combate à corrupção são ações que darão competitividade para a economia brasileira. Mas será impossível sobreviver sem que sejam desenvolvidas políticas e ações fundamentais para ajustar a paridade cambial. Como dizia o ex-ministro Mário Simonsen (governo Geisel), a inflação machuca, mas o câmbio mata. Desnecessário ser um especialista em economia para identificar a dramática situação cambial brasileira. A política atual de proibir, tributar, financiar os amigos, etc. desenvolve ações que são paliativas e de pouca duração. Com a consequência de que o problema aumenta a cada dia que passa e que dissemina resultados difusos.

Hélio Mazzolli mazzolli@terra.com.br

Criciúma (SC)

               

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PREJUÍZO À NAÇÃO

O caderno de Economia do Estadão de 26/2 publicou a bizarra história sobre o título de Órgãos do governo batem cabeça e pagam R$ 3,5 bilhões a mais por porto onde é relatada a teimosia da Advocacia Geral da União (AGU) que provocou um prejuízo de R$ 3,5 bilhões aos cofres públicos, só para postergar para as calendas gregas uma dívida do governo federal pela desapropriação de um porto para a construção de um terminal de grãos em Belém do Pará. O problema começou em 1988 e três anos depois foi fechado um acordo com o proprietário pela metade do preço estipulado pela Justiça. Mais três anos e os advogados da AGU resolveram questionar o cálculo do valor acertado e a pendenga judicial se arrastou por 20 anos e nesse intervalo causou o prejuízo aos cofres públicos na quantia do título desta carta. A reportagem também publicou uma cronologia, de 1991 até 2011, quando o STF multou a União em 1% do valor da ação (leia-se AGU) por “litigância de má-fé”. segundo o ministro Ayres Brito e determinou o envio da ação a Belém para encerrar o pagamento devido à Sotave que atinge hoje R$ 4,5 bilhões. Embora a reportagem se refira em seu título a órgãos do governo, na verdade a teimosia foi exclusivamente da AGU, pois na leitura da matéria fica explicitamente esclarecido que os demais órgãos federais envolvidos no assunto durante todos esses anos pediram para a AGU parar com a teimosia. Quem conhece mais de parto a administração pública sabe que existe um dogma entre os advogados que atuam na área que o órgão público deve recorrer até à exaustão, adiando a causa, qualquer que seja ao seu limite jurídico. Não param para pensar que muitas vezes essa atitude é antieconômica e prejudicial aos cofres públicos. E tem mais, a AGU é um entidade jurídica que não tem por si só a decisão do andamento dos processos. Quem causou tal prejuízo à Nação foram os advogados que comandaram o processo durante todos esses anos, os doutores fulano, sicrano e beltrano. Também é sabido que os advogados no serviço público têm direito a uma verba honorária, advinda dos processos ganhos pelos órgãos na Justiça, verba que é exclusiva para os advogados e que aumentam significativamente seu vencimentos. Então, pela lógica em casos como esse do porto de Belém, deveriam ressarcir o tesouro pelo prejuízo que causaram com uma teimosia irracional, a ponto da União ter sido multada pelo STF. É fácil bancar o irracional quando não se toma uma atitude antieconômica sem correr nenhum  prejuízo pessoal.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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GUERRA FISCAL NOS PORTOS

Quando as principais lideranças empresariais e de trabalhadores  brasileiros unidas,  lançam um manifesto contra a guerra fiscal dos Estados nos portos brasileiros que causam profundos prejuízos a toda a nação, é hora de séria reflexão.Urge, assim, que conforme estudos já existentes por especialistas, sejam aplicados, entre  eles  emerge o gerenciamento centralizado na Amazônia Azul, o mar que nos pertence. Só assim todas essas divergências serão mais facilmente equacionadas, pois afinal, em época de crise sistêmica da economia globalizada, proteger nosso parque industrial e empregos, é tarefa prioritária na agenda nacional.

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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QUEM PAGA A CONTA?

Só poderemos ter uma boa ou quase ótima política ambiental quando acordarmos para uma realidade fiscal do brasil. Os estados vivem do ICMS,  quem não deixa desmatar para plantio ou pecuária, morre de fome. Mas se o governo federal instituir uma lei ,não um aumento de imposto, ou um acordo junto ao Confas onde um pequeno porcentual do ICMS recolhido no Brasil fosse destinado a qualquer estado brasileiro que mantivesse ou aumentasse a sua área ambiental, muitos estados iriam cuidar das suas reservas como se fosse um pré-sal e ninguém iria derrubar uma árvore ou poluir um rio, com isso teriam os estados distantes condições de sobrevivência e dignidade de vida para seus habitantes. Os estados que porventura venham a discordar, poderão lançar campanha de aumento e proteção das suas áreas ambientais. Nenhum Estado brasileiro vive sem arrecadação de ICMS, e ICMS quem da para os estados é a agricultura, a pecuária e a indústria devastando florestas e poluindo os rios e reservas naturais do país. Pague e bem aos estados que protegem seus mananciais rios e florestas que o resto anda sozinho, pois nenhum governador irá querer perder sua fonte de renda com pequenos custos de manutenção e a humanidade agradece.

 

Antonio Favano Neto a.favano.nico@uol.com.br

São Paulo

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LUCRO DO BNDES

Decerto o lucro de R$ 9 bilhões impressiona. Embora seja complicado fazer uma avaliação correta, seria importante considerar que boa parte desse lucro se deveu ao aumento do volume de operações causado pelos empréstimos do Tesouro no valor de R$ 225 bilhões. Ocorre que esses recursos foram levantados a taxas vizinhas da Selic e foram aplicados a taxas próximas à  TJLP. Mesmo sem conhecer o cronograma das entradas e dos  desembolsos, é válido assumir que não houve milagre. Imaginando um diferencial de 4% entre as duas taxas, nota-se que o resultado para o contubérnio BNDES + Tesouro é próximo de zero. Para complicar um pouco mais, para turbinar os ativos do banco, houve transferência de ações da Petrobrás resultantes da compra pela Petrobrás dos 5 bilhões de barris com dinheiro proveniente da “maior capitalização da história”.

Alexandru Solomon alex101243@gmail.com

São Paulo

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EXPURGOS DA POUPANÇA

Com lucros absurdos dos Bancos Bradesco, Itaú e, por último, do HSBC, sendo constantemente divulgados pelos jornais é que vem a indagação. Não será agora a hora de o Supremo exigir a pagamento dos planos Verão e Collor? Será que com tantos lucros o sistema bancário vai quebrar? Acho que estão protegendo quem não merece, em detrimento do povo que foi roubado por governos de grandes incompetentes e pouco honesto.

 

Jose Mendes josemendesca@ig.com.br

Votorantim

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DE VINHOS E DE SAPATOS

É um absurdo as Vinícolas Nacionais proporem à presidente Dilma que coloque barreiras na importação dos vinhos estrangeiros para incentivar o consumo dos vinhos nacionais. Ora, apesar de nossos vinhos estarem a ganhar qualidade , ainda não nos ombreamos nem com os chilenos... Se Dilma se sensibilizar com a proposta nos vinicultores,  vai nos condenar à mais absoluta falta de opção.  Será que já estamos na fase de cubanização de nossa economia? Por outro lado, seria bom que Dilma desse uma atenção especial ao setor de calçados...nossa indústria parece ter se transferido para a China , abrindo milhares empregos para os chineses. Nem tanto ao mar, nem tanto à terra...

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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SACOLINHAS PLÁSTICAS

Sou consumidora consciente dos meus direitos e deveres e estou indignada com a lei autoritária imposta aos clientes dos supermercados. A retirada  das sacolas plásticas é um desrespeito ao cliente. Jamais acreditei que o Procon  apoiaria tal medida enfiada goela abaixo do consumidor sem exigir uma contra partida. Se os donos de mercados querem retirar as sacolas plásticas que são pagas por nós  por que não fornecer as retornáveis sem cobrar, já que os preços das sacolas sempre estiveram  embutidos nos preços das mercadorias? O Procon  agindo do lado dos empresários, governo e prefeitura abdica do seu papel de protetor do consumidor. Daqui para frente deveria chamar-se Contracon. Eu respeito o planeta, mas não aceito que as sacolas sejam tiradas do mercado usando o truque da pseudo-sustentabilidade. E os demais plásticos? E as garrafas pet? Fica difícil mexer com cachorro grande, por isso penalizam o consumidor? O brasileiro é passivo e age feito gado indo para o corte, abaixa a cabeça e diz amém. Se as pessoas fossem bem informadas veriam que estão sendo lesadas e que estão lhe tirando um direito, que é levar para casa seus produtos  embrulhados. O brasileiro deveria aprender a boicotar esses mercados. Comprar  em  feiras,  padarias e pequenos mercados e dar de ombros  ao monopólio que está se tornando o ramo de supermercados. Apenas nas mãos de um dono. Isso é prejudicial, o consumidor fica sem opção.   Recentemente os supermercados divulgaram que tiveram o pior desempenho dos últimos seis anos no início de 2012. Por isso já tomaram a iniciativa de dizer que quem consumir 5 produtos no dia 15 de março, Dia do Consumidor, ganhará uma sacola retornável. Ganhará não pagará e ainda estará fazendo papel e idiota apoiando a campanha “aumente nossos lucros”. 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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SUFOCO

Parabéns pelos comentários emitidos por leitores do Estado e publicados na seção Fórum dos Leitores. E os supermercados que estão aguardando  passarem  os dois meses do “acordo” continuam anunciando o ‘vamos tirar o mundo do sufoco’. Realmente que sufoco? A propaganda inicial, do primeiro embrião da retirada das sacolinhas grátis e sua substituição por peças pagas com valor de ‘custo’ da ordem de 30 vezes maior do custo da sacola grátis, dizia , que vamos tirar o planeta do sufoco, mostrando tartarugas se asfixiando com sacolinhas ingeridas. E assim por diante.  E o mais exagerado é que o jornalismo ético, dizia que a população da cidade onde ocorreu o lançamento da campanha , aprovou plenamente. Todos , ou quase, resolveram fornecer sacolas retornáveis ao mercado comprador, publico este que não teve nenhuma participação na proibição das sacolinhas Algumas  sacolas foram importadas da RPC , até com silcagem de propaganda da loja. E já que as pesquisas de fungos e bactérias que degradam os plásticos em geral estão bastante adiantadas, que tal utilizar os conhecimentos desenvolvidos  e fornecer sacolinhas  reutilizáveis, em material degradável, ou reciclável/degradável   sem custo ao usuário? Lixo tem de ser embalado em sacolas (ou sacos pretos). E a sacola de supermercado nem sempre é descartada com simplesmente com lixo. Por que não promover uma edição de lei de uso necessário de saco preto para o lixo?

Jorge Conrado Szankowski jorgeconr@hotmail.com

Jundiaí

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MAL EXPLICADO

Nesta questão das sacolas plásticas, que não está bem explicada, é por que esta campanha contra elas. Vamos as verdades. Quantos produtos tem embalagem de plástico? Vários, e, no entanto, a sacola paga o pato. Fazem campanha contra as embalagens plásticas de refrigerantes, cervejas, etc.? Não. E por quê? Porque o que está por trás disso é o interesse dos donos de supermercados em vender as sacolas, e contam com o apoio do governo. O que hoje é custo passaria a ser receita. Será que não atentaram para isto, ainda? No Brasil os supermercados estão nas mãos de americanos (Wal Mart), europeus (Carrefour) e brasileiros (Pão de Açúcar). É, praticamente, um monopólio. Ditam as regras, e a mídia faz coro com isso. Por quê? Vocês acham que eles vão perder um dos seus principais clientes, que colocam anúncios nos jornais, TVs, revistas, etc.? Vocês acham que a TV Globo vai ficar satisfeita em não ver mais a Ana Maria Braga fazendo comercial do Carrefour? Vai sobrar para nós, como sempre, consumidores. O resto, esta conversa de ecologia, é para boi dormir.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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SANÇÃO À DITADURA

Gilberto Kassab declarou que irá fazer uma obra irreversível em uma área em litígio (C4, 26/2) sobre a qual não há qualquer sentença publicada nas diversas e diferentes ações judiciais; foram julgadas somente liminares quanto a alguns aspectos da legislação; cada ação analisa aspectos diferenciados que devem ter seu mérito julgado pelo poder Judiciário – antes de viabilizar qualquer projeto urbanístico. O Tribunal se preocupa que a prefeitura já gastou R$ 15 milhões e não se preocupa que a prefeitura gastará R$ 300 a 600 milhões para a especulação imobiliária lucrar. O Tribunal equipara simulacro de audiências publicas, onde a prefeitura responde a questões sobre o projeto Nova Luz como um papagaio sobre o que já está escrito no mesmo projeto Nova Luz, com a “participação popular” agora sancionada; ainda mais, substitui a falta de participação popular prévia na lei especifica 14.918 de aplicação da concessão urbanística no bairro Santa Ifigênia, nascida no mesmo dia e na mesma hora da lei 14.917 geral, ao simulacro de participação posterior na lei ilegalmente promulgada, ou seja, aceita a ilegalidade de que mãe e filha nasçam juntas – assim restringindo drasticamente os limites da real participação em farsa de “participação popular” posterior. A sanção do Tribunal aos malfeitos do executivo e do legislativo nada mais é que a promulgação da ditadura paulistana onde todos não mais terão direitos à moradia, ao trabalho e à propriedade na cidade; àqueles que acreditam que isso só acontece aos outros, saibam que tal fato se concretizará na cidade inteira através do plano SP2040 que está pipocando por aí.

Suely Mandelbaum suely.m@terra.com.br

São Paulo

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PROPAGANDA ENGANOSA

Recebi semana passada propaganda impressa, em 4 páginas a cores, da Prefeitura de São Paulo, Boletim Especial Aqui São Paulo, e me surpreendi com o que li! Parece que Kassab, o prefeito ausente, nem se deu o trabalho de ler o teor do lixo que seus assessores enviam para os eleitores da Capital. Ali  afirmam que São Paulo tem mais de “2 mil km de asfalto novo” desde 2005. Essa notícia só demonstra o mal uso dos recursos públicos, pois o "asfalto novo", de péssima qualidade, hoje não passa de milhões de buracos espalhados por todas as regiões, da periferia aos Jardins, deixando a cidade em tal estado de abandono só comparável aos tempos de Marta Suplicy.

Paulo Ruas pstreets@terra.com.br

São Paulo

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ÔNIBUS – PERIGO NO TRÂNSITO DE SP

Diante das barbaridades cometidas por muitos motoristas de ônibus, as quais testemunho diariamente, entre elas o excesso de velocidade, cruzar no sinal vermelho, arrancar com o ônibus antes que o sinal verde apareça, fechar e se aproximar perigosamente de veículos menores, ameaçando-os, fechar cruzamentos, etc., somente por obra de Deus acidentes fatais como o ocorrido na semana passada na Av. Vereador José Diniz não ocorrem com mais frequência. Diante desse quadro podemos concluir que a fiscalização é ineficiente ou mesmo inexistente, ou o "jeitinho" brasileiro impede a autuação desses motoristas e das empresas.

 

José Luiz de Sanctis jldesanctis@uol.com.br

São Paulo

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MUDANÇA JÁ NA LEI DE TRÂNSITO

 

Hoje os homicidas do trânsito, quando são julgados, são julgados de acordo com o Código de Trânsito. O que estes políticos de Brasília que cada um custa mais do que uma Escola com 500 alunos custa para os contribuintes, então fazendo que não percebi a necessidade de mudança. Crime de trânsito também é violência e mata como mata uma arma de fogo, então crime de transito deve ser enquadrado no Código Penal, e não nas leis de trânsito. Mudança já!

  

Paulo Rodrigues de Moura paulorodriguesmoura@hotmail.com

São Paulo

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A IGNORÂNCIA ATRAVANCA O PROGRESSO

É um absurdo atitude e comportamento dos motoqueiros nas ruas, avenidas da cidade de São Paulo, nas estradas de São Paulo e do Brasil, com a facilidade de se locomover no trânsito. Com isso  os acidentes, os atropelamentos e as mortes. Na região oeste do Estado da Bahia, em Bom Jesus da Lapa, Paratinga e Ibotirama, os  jovens e a população estão assustados com os acidentes e com as mortes com as motos. Com apenas 3 dias de carnaval, 122 mortes nas rodovias brasileiras, e parece que estão contando vantagem, com a queda nos índices de acidente e mortes durante o carnaval nas estradas federais do País. O número de acidentes caiu 22.4 em relação ao carnaval de 2011. O de feridos 25.6. O número de mortes 18.5, é lamentável.

Eduardo Araújo Barreto  eduardo.barreto2009@hotmail.com

Osasco

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MÁ GESTÃO NA AUTOPISTA LITORAL SUL

Ignoro os termos do contrato de concessão, à OHL, da Autopista Litoral Sul, mas imagino que as irregularidades constatadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU), em qualquer lugar sério, seriam mais que suficientes para perda do direito de explorar a rodovia. Mais ainda, deveriam ressarcir à sociedade e responder criminal e civilmente por eventuais acidentes, provocados pela má gestão e execução das obras. E, aparentemente, responsáveis da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) são cúmplices. Nojento!

André C. Frohnknecht anchar.fro@hotmail.com

São Paulo

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FUTEBOL BRASILEIRO

A característica do futebol brasileiro sempre foi o de explorar a habilidade técnica e individualidade dos jogadores. Para tal, buscando exemplo, nas grandes equipes de um passado recente, ou seja, do Santos do Pelé, Botafogo de Didi e Garrincha, Flamengo do Zico, Palmeiras da academia, ou São Paulo de Raí, Miller, e até do atual time da Vila Belmiro, com Neymar, Ganso, etc., o futebol praticado por essas equipes sempre privilegiou o toque rápido e envolvente, sem a mínima preocupação de ter 60% ou 70% de posse de bola como o Barcelona. Mesmo porque, a bela equipe espanhola na qual reverenciamos, foi planejada desde as categorias de base, mesclado com alguns atletas experientes não formados no clube, em que se construiu um sistema de jogo baseado nas características e capacidade técnica do elenco. Esse resultado vitorioso, não foi alcançado do dia para noite. Foram anos perseguindo esta estratégia técnica. Ou seja, como se uma lavagem cerebral, os atletas assim foram condicionados e muito bem se adaptaram. Messi uma exceção! Semente de uma extraordinária escola argentina, é o grande diferencial desta equipe. Porque, com a sua genialidade, imprime jogadas individuais que destrói qualquer sistema de marcação. Mas, é bom ressaltar, que o Messi, apesar de ser um segundo atacante, tem a liberdade de iniciar a maioria das jogadas sempre próximo ao meio do campo, porque sem esse espaço perderia muito o seu potencial.  E o que seria então da equipe espanhola se não tivesse o Messi?! Certamente um time comum! E é neste quesito que volto ao futebol brasileiro! Já imaginaram se os grandes dos nossos talentos, como, Pelé, Zico, Sócrates, Tostão, hoje o Neymar, etc., que como atacantes não recebessem o passe com rapidez será que fariam o mesmo sucesso?! Duvido! Porque o nosso futebol é dinâmico, exige espaço e celeridade nos passes, e não pode ficar a mercê de 20, 25 ou 30 toques de bola para chegar à área e consumar o gol. Nesse sentido, todos estariam bem marcados e sem espaço para impor jogadas individuais, aliado a alta técnica, impar no jogador tupiniquim. Porém, se fizermos um estudo aprofundado, vamos chegar à conclusão de que a maioria dos gols que historicamente ocorrem no futebol brasileiro, acontece em média com seis a oito toques de bola. E quando uma das nossas equipes coloca em pratica toda esta objetividade, como ocorria no passado com as equipes citadas acima, e em 2011 com o Santos do Muricy, não tem pra ninguém! Vejam o Corinthians do Tite, que taticamente é uma das mais disciplinadas do País, mas, que pela lentidão e excesso de toque de bola, apesar de ter excelentes atacantes e meias, o placar de 2 X 0 tem sido uma goleada para o Timão. Ou seja, se essa mesma equipe for mais objetiva respeitando a característica, velocidade e habilidade dos jogadores, não tenho dúvidas, que a média de gols será maior! Portanto, se quiserem ver um futebol mais vistoso e com mais gols, além das de bola parada, um Neymar, Lucas, e tantos outros jogadores talentosos que temos precisam receber a bola longe de seus marcadores, e com espaço livre poder surpreender o adversário. E isso somente vai ocorrer, se os zagueiros, volantes e laterais não ficarem embromando tocando a bola de lado! E é o que tem ocorrido no nosso futebol, em que até o meia armador somente recebe o passe no sufoco... Por fim, esta história de querer barcelonizar, desprezando a ginga que ainda existe no jogador brasileiro, culpa dos técnicos sem inspiração, e da imprensa também, poderá matar definitivamente o nosso outrora bom futebol! Aliás, é o que estamos vendo infelizmente na nossa seleção do nada ousado Mano Menezes, que está mais para coadjuvante do que protagonista...

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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ÁLCOOL NOS ESTÁDIOS

O Brasil resolveu razoavelmente a violência nos estádios de futebol. Por quais interesses tão superiores deveríamos ceder as modificações "exigidas" pela Fifa? Estão alguns parlamentares interessados em aprovar? Por quê? Estranhos motivos!

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

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