Fórum dos Leitores

COPA DO MUNDO

O Estado de S.Paulo

06 Março 2012 | 03h06

O Brasil e a Fifa

O ex-presidente Lula disse mais de uma vez que ninguém mais daria ordens ao nosso país. Porém omitiu que a exceção seria a Fifa. Agora, até chutar o nosso traseiro estão querendo. Quanta demagogia! E o nosso Congresso aceitará aprovar o que a Fifa quer? Seremos vassalos? Se aceitarem, será a completa desmoralização, mais do que já está. Obs.: Os lucros serão da Fifa, mas os prejuízos serão nossos.

EVERARDO MIQUELIN

everardo.miquelin@ig.com.br

São Paulo

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Cobrança devida

A Fifa percebeu que no Brasil nada é levado a sério e se manifestou. O governo rechaçou, mas todos sabemos que o PT nada faz de efetivo para a realização da Copa. Não temos ideia do que ainda pode acontecer. Que Deus nos ajude, pois, pelo andar da carruagem, tudo podemos esperar.

LAERT PINTO BARBOSA

laert_barbosa@ig.com.br

São Paulo

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Chute no traseiro

Por que a indignação com as declarações do secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, de que o Brasil precisa de um "chute no traseiro" para fazer as coisas andarem? Por acaso ele disse alguma mentira? Ora, estamos cansados de ler na imprensa, quase que semanalmente, atrasos generalizados nas obras da Copa. Os atrasos vão desde a construção dos próprios estádios às obras de infraestrutura básica, como aeroportos, estradas e ferrovias. Daí, quando alguém de fora diz objetivamente o que merecemos ouvir, nossos políticos exaltam seu complexo de vira-latas, com dedo em riste e peito estufado. Cínico e patético!

PAULO RIBEIRO DE CARVALHO JR.

paulorcc@uol.com.br

São Paulo

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E bem dado

Quantos não gostariam de dar um "chute no traseiro" desse governo incompetente, que não consegue realizar nada, não faz uma obra e está deixando o sistema de saúde e educação e toda a infraestrutura brasileira serem destruídos por sua inércia e seu imobilismo? Se o secretário-geral da Fifa não dissesse isso, quem diria?

ORDÉLIO AZEVEDO SETTE

osette@azevedosette.com.br

Belo Horizonte

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Quem fala a verdade...

Ministro Aldo Rebelo, não se irrite, não, pois quem fala a verdade não merece castigo. Jérôme Valcke apenas constata, por meio de "nostradâmica" visão, o que vai acontecer nos 30 dias do evento no País: caos - na falta de hotéis, de transporte, de segurança, de aeroportos, de gente treinada e preparada, entre vários outros quesitos. Não são críticas, apenas constatações de gente séria. Fique tranquilo, ministro, ninguém tirará da gente o título de "Copa do Imundo", quem viver verá.

GATTAZ GANEM

gattaz@globo.com

Carapicuíba

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GOVERNO DILMA

Incompetência e crise

Só mesmo num governo incompetente e desorganizado se dão fatos e declarações estapafúrdias em tão pouco tempo, fazendo o povo cada vez mais desacreditar desta administração. O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, diz "que o MEC não tem culpa de o Brasil ser tão grande", para justificar os problemas sem solução da pasta que ocupa. Do ministro da Pesca, recém-nomeado: "Não sei colocar uma minhoca no anzol" - demonstrando ser inapto para o cargo. Fora essas declarações absurdas, o (des)governo ainda vem enfrentando crise no Banco do Brasil, pela disputa de grupos do PT e da Previ, além de "insubordinação" dos oficiais da reserva, que não reconhecem a autoridade do ministro da Defesa, Celso Amorim, e do manifesto com críticas às ministras Maria do Rosário (Direitos Humanos) e Eleonora Menicucci (Mulheres). Para completar, o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, propõe um "chute no traseiro" do Brasil, por até agora não cuidar da infraestrutura nos estádios...

JOSÉ WILSON DE LIMA COSTA

jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

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Reprise

A partir do momento em que os militares (das três Armas) começam a dizer que não reconhecem a autoridade de um ministro de Estado, e ainda mais em se tratando do titular da Defesa, esse é um claro sinal que existem diferenças. Todavia tais diferenças necessitam urgentemente ser lapidadas para que as arestas desapareçam. Um péssimo sinal esse descontentamento e, pior ainda, ser na caserna. De quando em quando é passado o trailer desse filme, mas acredito firmemente que ninguém queira a sua reestreia.

JOSÉ PIACSEK NETO

bubapiacsek@yahoo.com.br

Avanhandava

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ECONOMIA

Independência do BC

Se um simples assessor do governo Dilma Rousseff, Marco Aurélio Garcia, antecipa na Feira de Hannover que o Banco Central (BC) vai anunciar nova queda da taxa Selic (5/3, B3), antes mesmo da reunião do Copom, fica demonstrado que o BC não tem independência coisa nenhuma!

CONRADO DE PAULO

conrado.paulo@uol.com.br

Bragança Paulista

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Quem é o boquirroto?

A CVM vai deixar barata a "indiscrição" do sr. Marco Aurélio Garcia, que revelou o resultado da próxima reunião do Copom, a exemplo do que fazia com as declarações do sr. Haroldo Lima quando presidente da ANP? Existe ainda algum órgão da administração com coluna vertebral em bom estado?

ALEXANDRU SOLOMON

alex101243@gmail.com

São Paulo

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PRECATÓRIOS

Cenário surreal

A respeito das verbas de pagamento de precatórios retidas no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo - de resto, ínfimas, considerando o montante do passivo da Municipalidade -, nem Kafka teria imaginado cenário mais surreal. Ao tribunal foi atribuída uma tarefa de pagadoria que não é da sua alçada, mas provavelmente, quando tiver condições de direcionar os depósitos aos respectivos e legítimos credores ("precatoristas", no novo jargão), seguramente os procuradores da Prefeitura vão impugnar as liberações, a exemplo do que faz a Fazenda do Estado, sob a alegação de erros de cálculos, indexações, etc., e o dinheiro continuará preso. Não é kafkiano?

ROSANGELA DELPHINO

touligada@hotmail.com

São Paulo

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POLÊMICA COM A FIFA

Estão criando muita polêmica em torno das declarações: primeiro a opinião do secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, ao dizer que o "Brasil merece um pontapé no traseiro"; depois a do nosso ministro do Esporte, Aldo Rebelo, que "desclassificou" o dirigente da Fifa como interlocutor; e, finalmente, o relincho do desclassificado assessor especial de dona Dilma para assuntos internacionais, Marco Aurélio Garcia, chamando o citado dirigente de "vagabundo". Todos devem lembrar dessa figura asquerosa que começou a aparecer na imprensa fazendo pouco caso e faltando com respeito aos quase 200 cadáveres resultantes do acidente com o avião da TAM. Na época ele já era moleque de recados do Palácio do Planalto e fazia a ponte aérea Brasília-Caracas além de alguns voos extras para Havana, onde lambia as botas de Fidel Castro. O triste de tudo isso é que 50% da imprensa nacional vive de futebol, invadindo as ondas de rádio com intermináveis comentários estéreis e endeusando pernas de pau para depois vendê-los ao exterior a troco de comissões. Essa grande fatia de imprensa dita esportiva, mas que se resume a futebol, está extremamente preocupada com a possibilidade de o Brasil perder o patrocínio da Copa de 2014. Ora, não sou jogador de futebol, não sou diretor de futebol, não sou presidente de nenhum antro de corrupção tipo CBF e, como profissional da área da saúde, acho que a melhor coisa para o Brasil seria a Copa 2014 na Inglaterra. O País não precisa de estádios de futebol, muitos construídos com dinheiro público. O País precisa desse dinheiro para a construção de hospitais, ambulatórios e a compra de materiais. Não vou falar dos salários dos profissionais, já estamos acostumados a fazer caridade, até nos sentimos bem e mais patriotas do que todos que compõem essa mega quadrilha que nos governa.

 

Humberto de Luna Freire Filho, médico hlffilho@gmail.com

São Paulo

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BAIXARIA

Ao usar gestos como para de abaixo nível, o secretário especial, como não poderia de ser, se nivelou ao secretário da Copa. Não esquecemos que o mesmo foi de uma grosseria tremenda por ocasião do gesto de pouco-caso com as pessoas no lamentável acidente da TAM.

Moisés Goldstein mgoldstein@bol.com.br

São Paulo

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BATE-BOCA

Como pode um evento esportivo como a Copa do Mundo de Futebol dar um bate-boca entre ministros do governo federal com uma entidade particular chamada Fédération Internationale de Football Association (Fifa)? Ou será que a Fifa é um novo país, ainda desconhecido?

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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FALTA DE DIPLOMACIA

Essa história do Jérôme Valcke, da Fifa, dizendo que o Brasil (entendam governo brasileiro) precisa de um chute no traseiro porque o cronograma exigido pela entidade para Copa de 2014 não anda, me faz lembrar a decisão do Lula, que fora citado pelo The New York Times de que gostava muito de tomar uma branquinha (e não era uma mentira), e por esta razão quis expulsar o correspondente do jornal no País. Ou seja, a face ditatorial do governo petista novamente entra em ação! O ministro Aldo Rebelo diz que não fala mais com o Jerome, e o secretario para assuntos internacionais de Dilma, Março Aurélio Garcia, o famoso top, top, chama o Valcke de vagabundo... Aliás, o Garcia mostra bem que nível de diplomata que é... O fato é que quem esta há muito tenta dar um chute no “traseiro deste governo petista” é a própria população brasileira, devido ao atraso e aos escândalos de superfaturamento nas obras da Copa! Jérôme Valck somente interpreta melhor toda esta esculhambação...

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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PIADA

Valcke, da Fifa, foi chamado de "vagabundo"? Por Marco Aurélio Garcia? Isso é piada? Então vamos rir.

 

Ademar Monteiro de Moraes ammoraes57@hotmail.com

São Paulo

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VAGABUNDO?

Nós deveríamos chamar esse senhor (Marco Aurélio Garcia) de quais nomes, depois dos gestos obscenos quando do acidente com o avião da TAM, onde morreram 200 pessoas? Ele não tem moral nem dignidade para se pronunciar sobre qualquer assunto. Talvez só sirva mesmo para assessorar o pessoal do PT.

Vitor de Jesus vitordejesus@uol.com.br

São Paulo

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FIFA E BRASIL

Pode até ser inadmissível a crítica feita pelo secretário-geral da Fifa ao Brasil, mas há que ser levar em conta que eventos de mega proporções, como uma Copa do Mundo, têm as suas regras e os seus prazos previamente definidos, e que são aceitos pelos países que pretendem sediá-los, e que o atual estado de confusão e indefinição reinante no nosso país, com o relógio correndo, acabaram justificando essa postura pouco educada do secretário. Verdadeiramente inadmissível, em minha opinião, foi a participação do assessor da Presidência, Marco Aurélio Garcia, que respondeu a crítica da Fifa no baixo nível do top top, que ele conhece muito bem.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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BAIXO NÍVEL

Jérome Valcke, secretário-geral da Fifa, quando disse que o Brasil deveria tomar um "chute na traseiro" em razão do atraso nas obras para sediar a Copa do Mundo 2014, embora pudesse até ter razão, não justifica a atitude, portanto o condenamos e classificamos de imprópria, inoportuna e inadequada por tal e infeliz declaração. Agora nós nivelarmos por baixo mediante o comportamento e pronunciamento descortês, indelicado e de baixaria total do secretário especial para Assuntos Internacionais, o já conhecido grosseiro Marco Aurélio Garcia, chamando-o em represália de ser "vagabundo" e "boquirroto". Fez com que o mal estar que causou ao Brasil se nivelasse e tornasse um "bate-boca" como numa "pelada" onde o confronto é realizado entre jogadores com e sem camisas, nos campos de "várzea".

 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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CHUTES

Desvios nas obras da Copa são verdadeiros chutes no traseiro dos brasileiros.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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BOQUIRROTICE

O ministro Marco Aurélio Garcia, agora se pronunciando sobre o affair Copa 2014, tacha o secretário da Fifa de vagabundo e boquirroto. Não se pode negar seu conhecimento dessa matéria, em que é hors concour. Mas, criticando medidas elementares de gestão que a Fifa recomenda e cobra, o ministro afirma: "Vocês sabem como é o ritmo do Brasil...".  Diz mais: "O que pode exigir é que se cumpram as coisas no prazo devido." Parece que o "prazo devido" é o dia da abertura dos jogos.  Ele poderia ter citado, em apoio à sua tese, os resultados do PAC, que, como se sabe, estão longe de sua conclusão, pois "os prazos devidos" ainda não chegaram.

Mario Helvio Miotto mhmiotto@ig.com.br

Piracicaba

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MARCO AURÉLIO GARCIA

Até quando o povo brasileiro terá de aguentar o baixo linguajar e os indecorosos gestos, desse sujeito que é uma nuvem escura que paira sobre o País. Que figura mais nefasta que herdamos do Lula! Vem dele todos os desacertos de nossa política internacional, como os afagos nas ditaduras cubana, iraniana e, agora, a abstenção diante dos massacres de civis, crianças e jornalistas da Síria. Como ele é portador da aura mais repugnante desse governo, ele busca como aliados os seus congêneres. Fora esse crápula!

Gladys Castanho glad-is@ig.com.br

São Paulo

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LÍNGUA DE TRAPO

O que pode levar o ministro Marco Aurélio Garcia, em viagem ao exterior, declarar que nesta semana o Comitê de Política Monetária (Copom) vai anunciar uma nova queda nos juros? Pelo que entendo, toda e qualquer alteração nas taxas de juro, obviamente, na política monetária é precedida de várias reuniões dos diretores do Banco Central e leva em conta, com certeza, diversos fatores de macroeconomia. Além da língua de trapo ele tem bola de cristal?

 

Marcos Antonio Scucuglia sasocram@ig.com.br

Santo André

 

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‘POR QUE NO TE CALLAS?’

Marco Aurélio top top Garcia, secretário especial de Assuntos Internacionais e amigo de todos os ditadores comunistas,  falando sobre economia  na Alemanha?

Amâncio Lobo Amancio lobo@uol.com.br                                            

São Paulo

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IRÃ, OS MÍSSEIS ESTÃO À PORTA

Todos os ingredientes estão presentes para a eclosão de um novo conflito bélico de graves consequências para a tranquilidade do mundo: a vitória do aiatolá Ali Khamenei nas falsas eleições parlamentares do Irã, é dizer, do extremismo religioso que prega o confronto com Israel e o Ocidente; a recíproca posição hostil e intolerante de Israel; a posição confortável de Obama nas eleições americanas, cuja campanha, entretanto, é financiada pela comunidade judaica. Por esta última razão, Obama teve de recorrer à ambiguidade de Roosevelt, ao lembrar a fala mansa e um grande porrete nas mãos, em sua locução ao "American Israel Public Affairs Committee", provedor do ouro eleitoral e dominado por Benjamin Nethaniahu. Modestamente, só lhe restou pedir paciência a Israel.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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ATAQUE AO IRÃ

Tudo bem, derrota o Irã e faz o que lá? O mesmo que se fez no Iraque ou no Vietnã? É claro que os EUA apenas querem fincar pé militar no Oriente Médio, por que não deixam Israel resolver seu problema por lá? A solução será mais completa, mais barata e, afinal, os porta-aviões com todo aparato continuará atracado na área, que é de fato o que interessa ao americano. Imagine os problemas no Oriente Médio, se não houvesse petróleo, apenas religiosos numa rinha de galos!

 

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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A VITÓRIA DE PUTIN

A vitória de Vladimir Putin nas eleições da Rússia é uma derrota da democracia e do povo russo. Eleições fraudulentas, abuso de poder, intimidação da imprensa e de adversários, desrespeito aos direitos humanos, repressão, corrupção, massacre na Tchetchênia, etc,, são as marcas de 10 anos de governo Putin. A Rússia de Putin tem uma democracia de fachada e o povo russo é refém de gângsters, mafiosos e corruptos que controlam o país com mãos de ferro.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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COINCIDÊNCIA

Coincidência é o termo utilizado para se referir a eventos com alguma semelhança, mas sem relação de causa e consequência. Por exemplo, a presidenta Dilma chorou... O presidente (eleito) da Rússia também chorou. Mera coincidência?

Geraldo Eloi Medina Galego geraldo.galego@hotmail.com

São Paulo

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A ILHA

Dona Dilma chorou dia desses por despedir um “cumpanheiro”.  Seria esse o motivo, ou seria porque está claro e patente que ela não manda nada, haja vista que, no mínimo, uma vez por mês, recorre ao chefe, ora em São Bernardo ora no hospital, para se aconselhar (ou receber ordens?) por longas horas.  Mais um fato que não dá margem a dúvidas é a "quebra de protocolo" do secretário especial para assuntos internacionais da Presidência da República, Marco Aurélio "top-top" Garcia, sobre a futura queda de juros, antecipando-se ao Banco Central, numa incontida "boquirrotez".  Que orgulho se pode ter de uma "presidenta" ilha: cercada de todos os lados pelos fiéis sabujos de seu criador?

Aparecida Dileide Gaziolla rubishara@uol.com.br

São Bernardo do Campo

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DILMA E O MINISTÉRIO DA PESCA

O povo ainda não conseguiu engolir o choro da presidente Dilma Rousseff no momento de anunciar a saída de Luiz Sergio do Ministério da Pesca. Suas palavras, dizendo que o trabalho dele foi fantástico durante todo o tempo que ocupou aquele órgão, soaram como uma adulação astuciosa.  Chorar depois de demitir por telefone o  ministro  que estava em gozo de  ferias foi estranho. Estranho demais. Se as lagrimas não foram crocodilos, certamente foram de medo. Medo de quê ou de quem,  é o que o povo pergunta. Se bem que, nós do povão, já deveríamos estar acostumados com esses tipos de trocas e choros durante os governos do PT e de seus teleguiados. Um fato idêntico aconteceu durante no primeiro governo Lula. Cristovam Buarque, quando estava a serviço em Portugal foi também demitido do Ministério da Educação via telefone, pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A única diferença é que, naquela oportunidade, Cristovam teve Mario Soares para chamar Lulas às falas.Agora tudo ficou no deixa como está pra ver como é que fica. É o Brasil rumo ao fundo do poço. De uma coisa essa turma do PT e seus aliados podem estar certos: o povo brasileiro não é tão idiota como pensam os senhores. Não acreditamos na força espiritual de Marcelo Crivella para multiplicar os peixes e não vamos dar força eleitoral para o bispo multiplicar os votos.

 

Leônidas Marques leo_vr@terra.com.br

Volta Redonda (RJ)

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PESCADOR

Ministro Crivella, seus seguidores devem estar extremamente desapontados por sua ridícula nomeação. Renuncie, se realmente for um pescador de almas, como Ele! Pregue o bem, sem ver a quem, sem cobrar vintém...

Klaus Reider vemakla@hotmail.com

Guarujá

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‘DEIXA O TUBO’

O Brasil tem lamentável tradição de indicar pessoas não preparadas para ocupar cargos importantes como ministérios. Quem não se lembra que Delfim Netto já foi ministro da Agricultura? Jô Soares na época tinha um quadro em seu programa humorístico na TV no qual satirizava o despreparo de Delfim Netto para exercer a função. Um país que tem o litoral das dimensões do Brasil e uma rede fluvial como a nossa precisa, sim, ter um Ministério da Pesca. Agora, indicar para esta função uma pessoa que admite não ter condições para ocupar o cargo e que foi escolhida apenas como "troca de favores" é demais... Faz lembrar o bordão de outra criação humorística do já citado Jô Soares: "deixa o tubo...".

Carlos Ribeiro Caldas Filho profcaldas@uol.com.br

São Paulo

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PESCARIA

Quem pôs a minhoca no anzol foi a Dilma...

 

J. S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

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SEM IMPORTÂNCIA

A prova irrefutável de que o Ministério da Pesca não tem a menor serventia é que, durante o mandato de seu titular, ora defenestrado, ele não foi convocado uma vez sequer para audiência com a presidente, que chegou a chorar na sua despedida... Seria de remorso?

Adair Peres de Carvalho adairperes@ig.com.br

São Paulo

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GOVERNO SEM RUMO

Enquanto a presidente Dilma Rousseff continuar nomeando gente sem conhecimento do assunto a ser cuidado, além de não terem competência para gerir seus ministérios, ou ainda, manter outros igualmente incapazes e até corruptos, herdados da gestão anterior de seu padrinho, seu governo poderá tornar-se desacreditado e, posteriormente, ser lembrado apenas como um período medíocre. Tem feito isso para satisfazer uma base aliada que só quer tirar proveito político e, diante de qualquer contrariedade,

faz ameaças. Se a base aliada tivesse gente capaz, correta, inteligente e comprometida com o país e seu povo, não  estaria fazendo esse jogo sujo. Presidente, quem dorme demais acorda tarde.

Alvaro Salvi alvarosalvi@hotmail.com  

Santo André

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ESCOLINHA DA PROFESSORA  RAIMUNDA

É a vida imitando a arte com a Escolinha do Prof. Raimundo e Chico Anysio deveria cobrar royalty ao governo pela imitação. Crivella assume o Ministério da Pesca sem entender nada do assunto (do que será que ele entende além de dízimos?) ; Garibaldi Alves assumiu o da Previdência sem conhecer nada do assunto; a ultima ministra a assumir no STF declarou só entender de legislação trabalhistas. Portanto, acho que Dona Dilma deveria fazer um “vestibulinho” com seus ministros para ver do que é que cada um  entende – pois Mercadante é outro que, por suas declarações de ontem, deu a entender que nada sabe a respeito de educação, da mesma maneira que ele não entendia nada do ministério anterior, de tecnologia. É por isto que nada funciona neste  governo pois os ministros só entende de “caixa 2 – um pra vocês e dois pra mim.

João Roberto Gullino jrgullino@oi.com.br

Petrópolis (RJ)

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PISCICULTURA

Novamente ficamos indignados com nomeações de ministros que não são do setor, não vivem as dificuldades, desconhecem a atividade. No caso específico da pesca, anteriormente foi nomeada Ideli Salvatti e, agora, o senador Crivella. Seria oportuno que o novo ministro tome conhecimento do CEPTA/Ibama de Pirassununga, órgão renomado na pesquisa da piscicultura.

Paulo Vaz de Lima avacanoeiro@hotmail.com

Limeira

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PIADAS DA INTERNET...

Marido para a esposa: Fernandinho Beira-Mar foi transferido para Brasília! Esposa para o marido: Para qual Ministério? Dependendo do partido, será que ele seria demitido logo?

Odair Picciolli odairpicciolli@moradadoscolibris.com.br

Extrema (MG)

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LIBERDADE DE PENSAR DIFERENTE

Há alguma coisa, além do autoritarismo rombudo típico do PT, que explique a violência levada a cabo por Dilma Rousseff e Celso Amorim contra os militares da reserva, que publicaram, há alguns dias, manifesto contendo críticas às ministras Eleonora Menicucci e Maria do Rosário? Não, nada, além disso, justifica a tentativa de censura. Onde os petistas vêem tendência sediciosa dos clubes militares, as pessoas normais e dotadas de conhecimentos rudimentares de interpretação textual vêem a simples expressão de pontos de vista dos reservistas, amparados, inclusive, por lei federal que lhes garante o direito de externar suas opiniões sobre temas políticos e ideológicos, desde que sem incitação à ordem legal – condição obedecida pelos militares, como se verifica facilmente no texto. Ah, mas o governo petista não seria genuinamente petista se não houvesse o confronto, afinal, o manifesto deixa evidenciada a contrariedade com as declarações, antilegalistas, diga-se, de repúdio à Lei da Anistia e de torcida por viés revanchista na tal Comissão da Verdade emitidas pelas ministras. Uma sugestão aos esquerdistas Dilma e Amorim: lembrem-se que, certa feita, a esquerdista Rosa Luxemburgo afirmou que "liberdade é sempre a liberdade daquele que pensa diferente"...

Henrique Brigatte hbrigatte@yahoo.com.br

Pindamonhangaba

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LÁGRIMAS DE CROCODILO                                         

 

O Estadão, em sua página A10 (4/3), tratou da revolta dos militares como um problema muito grave e de insubordinação por parte de oficiais da reserva, em razão de declarações indevidas, proferidas pelas   ministras Maria do Rosário e Eleonora  Menicucci, sobre a Lei da Anistia.  A esquerda gosta de tumulto e de cutucar onça com vara curta.  Não foi à toa que os militares saíram da caserna para reprimir a luta armada, que ao contrário de  falácias costumeiras, o objetivo era implantar o regime comunista  no  Brasil e se deram mal. Graças  a Anistia, os antes subversivos se tornaram heróis e querem fazer dos verdadeiros heróis, vilões da democracia. É lamentável a última  forma do primeiro manifesto, "Alerta à Nação – eles aqui não passarão" porque  outros deverão surgir,  por exemplo: eles que venham quentes, porque há muita água  fervendo. Sobre a insatisfação da base aliada da presidente Dilma, ela seguiu direitinho o conselho do chefão: chorou na posse de Crivella, como ele antes recorria às lágrimas de crocodilo para comover a galera e ganhar popularidade.

Vicente Muniz Barreto dabmunizbarreto@hotmail.com

Cruzeiro

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O SONHO DO LULOPETISMO

E fácil entender porque o PT  defende ditaduras como a de Cuba , Venezuela, Irã, etc.  O grande sonho do lulopetismo nunca esteve tão perto de se realizar , que foi ter chegado ao poder para nele se perpetuar. A primeira etapa do processo foi vencida, faltando agora a segunda e mais difícil, a permanência do ParTido no poder ad aeternum, ignorando a opinião publica e a Constituição Federal. Essa ultima parte da estratégia para viabilizar o grande sonho vermelho, tem exigido esforços por parte de nossa diplomacia desde 2002 no intuito de receber ajuda internacional de países com experiência em ditaduras nos quais o Brasil investiu pesado como Cuba  e Venezuela entre outros, desde a ascensão de Lula ao poder,   além  da desmoralização das forças armadas, essa o ultimo bastião a ser vencido antes da tomada definitiva do poder. Toda essa revanche em curso orquestrada por duas ministras de Dilma atualmente contra os militares ignorando a lei da anistia,  e a  reverencia desde Lula até a atual presidente  Dilma por  figuras como  Fidel , Chávez e outros ícones do atraso,  é um claro sintoma  de que se nós brasileiros não ficarmos atentos a temas como liberdade e democracia,  poderemos conhecer o significado da frase preferida de Fidel e Chávez : pátria socialismo ou morte. No momento e com todos esses indícios  a vista, é oportuno lembrar a celebre de  Thomas Jefferson: O preço da liberdade é a eterna vigilância.

Peter Cazale pcazale@uol.com.br

São Paulo

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ELEIÇÕES 2012 – SÃO PAULO

As primeiras pesquisas sobre intenção de voto na cidade de São Paulo sugerem uma vitória de José Serra ainda no primeiro turno. Mas a ''Batalha de São Paulo'' terá o seu combate decisivo nas desconfiáveis urnas eletrônicas em outubro próximo. Por enquanto, as estratégias se restringem às isoladas pesquisas de intenção de voto que, pelo que se tem lido há uma sintomática vontade no paulistano de, mais uma vez  barrar os petralhas, acordando-os do sonho de dominar a capital. Acordarão ao lado de Fred Kruger. Os partidos de oposição ao governo sabem que todo tipo de manobra espúria será engendrada sem escrúpulos. Uma delas começa a ser observada e que é a forma como as perguntas são formuladas induzindo a uma resposta desejada pelos pesquisadores. Atualmente se preocupam em perguntar sobre a possibilidade de José Serra, na metade do mandato, novamente renunciar à Prefeitura para em 2014 se candidatar à Presidência. Como seu adversário mais próximo é a ''criatura'' do Lula, Fernando Haddad, o entrevistador não pergunta ao eleitor se ele sabe que o candidato do PT, era ministro da Educação, quando dos repetidos fracassos do Enem, ou da distribuição dos escandalosos ''kits gay'', nas escolas públicas. A profecia de Daniel está em caminho. É o Mene, Mene Tekel.

 

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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SERRA LIDERA PESQUISAS

 

Hoje não é novidade alguma o Serra liderar as pesquisas em São Paulo,  mas o Fernando Haddad faz lembrar a Dilma que tinha um porcentual também quase nulo e bastou o Burla mandar seu eleitorado  ignorante votar nela e pronto, elegeu o poste apelidado hoje como presidente criatura, que não dá um passo sem autorização do morubixaba de São Bernardo. O mesmo pode acontecer  com ele apoiando o Haddad, agora com apenas (3%), mas é praticamente certo que somará com o grupo formado por Russomano (19%), Netinho(10%) Paulinho (8%) e Chalita(7%)  cuja  soma de porcentuais será de 47%. Esse apoio virá  com o PT ofertando cargos no governo federal e municipal se eleito o Haddad.  Talvez a Soninha (7%) fique com o Serra, totalizando o tucano apenas 37% e a soma dos dois irá a 84%, portanto sobram apenas 16% a ser conquistados. Para conseguir esse porcentual restante, o PSDB terá de trabalhar muito e o Serra, com  um  cacife eleitoral que nenhum tucano tem, em vez de "boi de piranha" melhor seria apoiar o Andrea Matarazzo, que parece nada ter contra na justiça, passa uma imagem de honesto e é conhecedor das mazelas do município, porque nada a esperar do trio de candidatos  tucano restante. Esse trio será traíra fazendo corpo mole  na campanha eleitoral como fez o Aécio nas eleições presidenciais anteriores, força de hábito de político mineiro. Como se vê, as perspectivas  são nada boas e melhor será o  paulistano mais consciente e  informado, trabalhar para ajudar a alterar esse quadro nefasto a nossa capital.

 

Laércio Zanini arsene@uol.com.br

Garça

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SÃO PAULO EM PERIGO

A coluna Notas & Informações de sábado (3/3) no Estadão fez um retrato vergonhoso e fiel do estágio no qual se encontra a atual política sucessória da Prefeitura de São Paulo. Estão nesse balaio a presidenta Dilma, o ex-presidente Lula e muitas outras figurinhas carimbadas desse meio. É constrangedor, assustador e, pior de tudo, verdadeiro.

José Marques seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

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OS ERROS DO PASSADO

Os eleitores da cidade de São Paulo estão de brincadeira, são despolitizados ou falta instrução. É um absurdo terem votado em Tiririca, Maluf, Pitta, Kassab, Netinho, entre outros e agora cogitarem repetirem os mesmos erros do passado. A maior e mais rica cidade do País tem provado que possui os eleitores que fazem as piores escolhas.

Daniel Marques danielmarquesvgp@gmail.com

Virginópolis (MG)

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EDUARDO CAMPOS VISITA SP

Eduardo Campos, governador de Pernambuco pelo PSD, vem a São Paulo  atender aquele apelo choroso de Dilma aos seus coligados para que colaborem com o governo, e, sendo assim, ele vem aqui para criar fato novo que possa ser publicado pela mídia sem que caracterize que o PT está fazendo propaganda do Fernando Haddad, aquele que não decola nem sendo apadrinhado do Lula. Sabem por quê?  Porque a Justiça decretou  a perda integral do tempo de propaganda partidária do PT em cadeia nacional no 1.º semestre de 2012 (24/5/12) por propaganda eleitoral antecipada de Dilma Rousseff em 2010. A decisão, por unanimidade, foi comunicada pela Corte na última quinta-feira (1/3). Assim sendo, vai ser um tal de político vir a São Paulo e, sem querer, ser recepcionados por Haddad. O que eu acho é que o PT precisa passar por um banho de rescarrego, pois vive um mau momento: Haddad vai ter que se justificar durante toda a campanha sobre o péssimo desempenho que teve à testa do Ministério da Educação: as trapalhadas do Enem, os milhares de livros que seriam distribuídos na rede pública, mas que, repletos de erros, tiveram que ser descartados (e o nosso dinheiro para o ralo), o malfadado e polêmico kit gay que resultou num Ministério da Pesca para o bispo Crivella para acalmar os evangélicos, sem falar no programa de construção de creches no qual Dilma empenhou sua palavra em campanha e cuja execução, sob responsabilidade de Haddad, simplesmente gorou. Por isso, creio que a vinda de Eduardo Campos não vai refrescar em nada a situação do candidato... melhor seria se viesse um de pai de santo, com todo o respeito!

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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GILMAR MENDES E A FICHA LIMPA

Não consigo ver como isenção de julgamento as declarações do ministro Gilmar Mendes que afirma que a "Lei Ficha Limpa fará vitimas de todos os lados”. Muito duvidoso! É obvio que para se fazer cumprir uma nova lei, mudanças profundas serão necessárias e muitos poderão se complicar para explicar. Sempre foi assim e agora mais do nunca não será exceção, porque os “ficha sujas” são espertíssimos e sabem usar de subterfúgios que até Deus duvida. Mas sugiro que o ministro veja por outro ângulo. Será que retirando do cenário os desonestos de qualquer quilate, grande ou pequeno, essa lei não dará oportunidade para que pessoas idôneas se candidatem promovendo assim um país mais limpo? Assim como muitos honestos não se candidatam porque não querem conviver com os fichas sujas, os fichas sujas saindo darão lugar aos que realmente têm condições de nos representar com dignidade. É tudo questão de saber para que lado pende o olhar do ministro. Afinal o STF está lá para o quê?

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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VÍTIMAS

O ministro Gilmar Mendes do STF, que faz beicinho como charminho para proferir besteiras a nós, que lhe pagamos altíssimos salários, deveria saber, e sabe, que as vítimas somos nós, por não termos antes a aprovação da Lei da Ficha Limpa, que em parte limpará o Brasil de maus políticos. Esse ministro deveria pleitear a Lei da Ficha Limpa também ao Judiciário, que também está contaminado por maus juristas, basta observar a conduta ilibada da corregedora Eliana Calmon tentando dar à instituição direção para um verdadeiro judiciário. Portanto, sr. ministro, a Ficha Limpa protegerá a Nação da condição de vítima e não aos maus políticos...

 

Alberto Nunes albertonunes77@hotmail.com

Itapevi

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A VONTADE DO PLANALTO

Enquanto o ministro Gilmar Mendes se preocupa com o STF se curvar ou não à opinião pública, conforme entrevista concedida neste 4/3, referindo-se à Lei da Ficha Limpa, nós – meros mortais cidadãos comuns brasileiros – nos preocupamos quanto a até que ponto o STF vai se curvar à vontade do Planalto.

Conrado de Paulo conrado.paulo@uol.com.br

Bragança Paulista

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MERECE REFLEXÃO

A iniciativa popular promovendo a coleta de assinaturas para a criação da Lei da Ficha Limpa deu, ao que parece, um dos últimos  passos para que ela tenha validade. O STF, por sete votos a favor e quatro contra, definiu que ela pode ser aplicada a partir do ano em curso. E uma manifestação do ministro Gilmar Mendes mostra uma situação que merece uma reflexão. Afirma ele "que essa tal opinião pública que quer a lei, é a mesma que elege os chamados fichas-sujas".  Não dá para contestar o ministro. E sua afirmação merece uma profunda reflexão, tanto em termos das direções partidárias ao selecionar os candidatos como também do eleitor, que tem a obrigação de avaliar as propostas dos candidatos. E nada de votar por votar. Que a decisão do STF sirva de motivação para que a cidadania seja exercida na sua  totalidade e para que efetivamente os eleitos sejam  os  representantes da sua  comunidade.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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MORTE DE CICLISTA EM SÃO PAULO

Tem razão o leitor que chamou a bióloga que caiu nas rodas de um ônibus na Avenida Paulista de cicloativista. Peço desculpas por expor uma opinião divergente dessas pessoas que, depois das mortes trágicas e voluntárias que têm ocorrido, se reúnem para protestar. Mas protestar contra o quê? Não são eles mesmos que têm buscado essas mortes? Querem exatamente o quê? Que deixem de circular os ônibus, os carros, os caminhões, para dar lugar aos ciclistas? Ah, mas nos países da Europa existem pistas somente para as bicicletas. E daí? Isso não existe aqui e também não há possibilidade de construí-las sem afetar ainda mais o caótico trânsito de veículos. Juízo é bom e continuar estimulando essas mortes não tem nenhum sentido.

Paulo Serodio pserodio@uol.com.br

São Paulo

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TRÂNSITO E CICLISTAS

Trágica a morte da ciclista. Infelizmente tudo leva a crer que essa será uma ocorrência cada vez mais frequente na cidade de São Paulo. O trânsito na capital é simplesmente selvagem, uma disputa mortal entre veículos motorizados, pedestres e bicicletas, protagonizado por pessoas comuns, pais e mães de família, estudantes, gente de bem, que se transforma em troglodita quanto tem que lidar com a frustração do trânsito na cidade. O Código Brasileiro de Trânsito (CBT) define bicicleta como um veículo, o que significa que sua condução implica em direitos, que todo ciclista conhece na ponta da língua, e em obrigações, que a maioria não conhece e não quer conhecer. Esta semana, à noite, dei de cara com um ciclista em uma via expressa da capital paulista. Sem capacete, retrovisor ou a iluminação – equipamentos obrigatórios, segundo o CBT – o sujeito pedalava tranquilamente na contramão da Avenida Santo Amaro! Isso não foi um caso isolado. Nas marginais, Avenida dos Bandeirantes, 23 de Maio e outras vias expressas isso é cada vez mais comum. Sugiro ao secretário de Transportes da cidade e ao prefeito assistirem ao espetáculo suicida que acontece toda manhã na Avenida Faria Lima, onde ciclistas com seus headphones, além de circularem entre os carros e sobre as calçadas, muitas vezes em velocidades superiores ao próprio trânsito dos veículos motorizados, não respeitam a sinalização da via, em especial a faixa de pedestres. Não vamos nos iludir. Apesar de os veículos motorizados, em especial ônibus e automóveis, oferecerem menos riscos aos seus condutores em caso de acidentes, seus condutores não serão sempre os culpados pelos acidentes.

Renato Gentile Rocha rerocha65@gmail.com

São Paulo

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BICICLETAS E GRANDES CENTROS URBANOS

Os defensores de direitos dos animais e os chamados "cicloativistas" têm em comum o acirrado radicalismo com que defendem suas ideias, como se o mundo inteiro devesse obrigatoriamente concordar com elas. Desse radicalismo promanam, não raro, atos de violência como o ocorrido ano passado em Porto Alegre, ocasião em que um servidor público e seu filho, confinados em seu carro, foram cercados por tais "ativistas", vindo a sofrer sérias ameaças à sua integridade física, após o que, aterrorizados, arrancaram desesperadamente com o veículo (um VW Golf totalmente depredado momentos após), vindo a ferir várias outras pessoas inocentes. Em São Paulo já não há qualquer espaço a mais para os veículos que pagam pesados impostos (o IPVA mais caro do mundo) e encargos como seguros trafegarem em nossas vias. Em caso com acidentes com vítimas, as vias públicas aonde ocorrem precisam ser isoladas para perícia durante horas, vindo a causar congestionamentos infernais a irradiarem-se por toda a cidade, num transtorno enorme à população que nada tem a ver com tais ocorrências. O CTB também traçou uma irrealidade total para o trânsito de bicicletas em vias públicas, em especial em enormes conurbações. Como respeitar-se, tomando-se um exemplo, a distância de "um metro e meio de distância" entre veículos - ainda mais os pesados - e as bicicletas? Como se já não bastassem, por outro lado, os transtornos já causados a todos os automobilistas aos domingos e feriados com a interdição das principais vias da cidade para lazer.

A melhor solução, enquanto não se constroem vias exclusivas para bicicletas (vias exclusivas tais que não tirem o já apertado espaço para o tráfego dos veículos pagantes de impostos), é mesmo proibir a circulação de bicicletas na Avenida Paulista, no Corredor Norte-Sul, Radial Leste, Minhocão, dentre outras vias principais da cidade. Porque vivemos em um país cuja realidade é totalmente oposta à de Dublin e Amsterdam, para citar dois exemplos mais conhecidos.

Flavio Capez flaviocapez@uol.com.br

São Paulo

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NÃO É SEGURO

A morte de mais uma ciclista, desta feita na Avenida Paulista, confirma que a bicicleta não é um meio de locomoção seguro numa cidade como São Paulo. De pouca utilidade são as comparações com cidades europeias como Amsterdã ou Paris de características e história diferentes. Mas, se continuarem insistindo no uso de bicicletas para o transporte pessoal, então elas deveriam ser completamente equipadas – com espelhos retrovisores em ambos os lados do guidão, sinalizador de mudança de direção e paralamas com dispositivo refletor de luz, além de fonte de luz – aumentando a segurança. O dito "bike" não passa de uma bicicleta depenada. Permanecerá, mesmo assim, o problema do "ponto morto" de visão de veículos altos e pesados como alguns tipos de ônibus e os caminhões.

 

Tibor Rabóczkay trabocka@hotmail.com

São Paulo

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CORREDORES EXCLUSIVOS

A Prefeitura de São Paulo insiste em criar corredores de tráfego de bicicletas para reduzir a poluição e o caos do transporte, mas ao mesmo tempo e na mesma via coloca dezenas de ônibus em total afronta à sua política pública, fazendo igual trecho e competindo com os ciclistas. O espaço reservado para as bicicletas deve ser único, exclusivo e seguro, pois já está comprovado que no Brasil não há respeito recíproco e a mentalidade é muito atrasada na disciplina entre os condutores.

Yvette Kfouri Abrao abraoc@uol.com.br

São Paulo

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EDUCAÇÃO NO TRÂNSITO

O Brasil  não tem infraestrutura para certos tipos de serviço, ou extravagância? Incentivar as pessoas a usarem bicicletas no dia a dia sem ter local certo e apropriado é suicídio. Como alguém de bom censo se mete a andar de bicicleta nas grandes avenidas, achando que os motoristas são educados o suficiente para os respeitarem, além de todo o estresse do trânsito das cidades? Só pode ser piada de muitíssimo mau gosto. Em Amsterdam, as bicicletas andam nas largas calçadas em locais apropriados, mas mesmo assim é perigoso, pois vêm dos dois lados, mas existe a cultura do respeito e a educação de todos. Até isso chegar aqui vai demorar muito. Por isso sejamos coerentes: precisamos educar a todos.

 

Antonio Jose Justino anjogoma@yahoo.com.br

Rio de Janeiro

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BICICLETAS E ACIDENTES

Antigamente, lembro-me de que as bicicletas ostentavam placas e eram licenciadas pelo serviço de trânsito tal qual qualquer outro veículo. Hoje, a pessoa compra uma "magrela" e sai pelas ruas passando semáforos fechados, andando na contramão, supondo que por estar em um veículo frágil e sem compromisso com a lei, tudo é válido. Creio que com tudo isso os acidentes são poucos, porém chocantes. Criar faixas especiais sem catalogar bicicletas e credenciar ciclistas não resolve. A bicicleta é um veículo e, por isso, seus condutores devem ser preparados pelas autoridades assim como o são motoristas e motociclistas.

Marcelo Reina marceloreina@terra.com.br

São Paulo

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CICLOFAIXAS

As ciclofaixas são mais um embuste desta nossa ineficiente administração. Numa megalópole como São Paulo, eles tiram uma faixa que era para carros, passam uma tinta vermelha, e posam de politicamente convenientes. Enquanto isso, boa parte da população se acha beneficiada por chegar todo suado e fedido no trabalho (foram de bicicleta) e outra engole calado a pecha de otários nos vários quilômetros de congestionamento. Nada de construir/implementar um meio de transporte público eficiente, ao invés disso, para frear os motoristas bêbados, que aliás continuam bebendo e pagando suas fianças, diminuem a velocidade máximas nas ruas e avenidas para todos os cidadãos pagadores de IPVA (golpe de gênio: politicamente conveniente x mais arrecadação com multas). Basta mudar um nome e a mágica se faz: de vergonhosa favela para orgulhosa comunidade; de Febem para Fundação Casa; de ladrãozinho para menor malfeitor, e por aí vai... Estamos cegos? Estamos lobotomizados? Ahhh, estamos assistindo ao BBB.

Sandra Palmeira sanpa@terra.com.br

São Paulo

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PASSADO E PRESENTE

 

Nasci em meio a Segunda Guerra Mundial e, até hoje, vivi e assisti muitas coisas.  Ascensão e queda do Muro de Berlim; a derrubada da Cortina de Ferro; a queda das ditaduras sul-americanas; o heroísmo de Nelson Mandela; o despotismo de Idi Amin Dada; e tantos outros eventos mundiais.  Fiz cursos primário, ginasial e colegial, estudei canto orfeônico e trabalhos manuais, aprendi a ler e escrever numa cartilha e a fazer contas numa tabuada.  Prestei vestibular na USP, onde havia exame oral, com três bancas examinadoras.  Ajudei minha mãe a carregar a cesta de compras.  Trabalhei numa multinacional que produz um famoso óleo de cozinha, onde, no laboratório, se fazia um teste para verificar a vida útil das garrafas plásticas.  Cresci montada numa bicicleta, que ganhei aos sete anos e só me desfiz dela aos dezoito, ao ganhar  meu primeiro carro. Naquela época, disputávamos espaço com os bondes.   Fazíamos piquenique no Vale do Anhangabaú, sentados na grama, para assistir aos desfiles de Sete de Setembro.  Saíamos dos bailes, às quatro da manhã e caminhávamos até o ponto do ônibus, usando roupas de gala e joias, bebendo o leite e comendo o pão que os padeiros deixavam junto aos portões dos casarões da Paulista. Não se falava em drogas.  Sabíamos que existiam em algum lugar distante.  Ao me aposentar, refleti sobre as perdas e ganhos de mudar para uma pacata cidade litorânea.  Aqui, o principal meio de locomoção é a bicicleta.  Existem ciclovias.  O transporte viário (ônibus) é deficitário.  O Complexo Ecológico Itatins/Jureia é controlado pelo Ibama, mas  ainda temos supermercados que fornecem sacolinhas plásticas para carregarmos nossas compras.  Os escolares participam de campanhas de preservação do meio ambiente.  Muitos nunca estiveram na Capital, têm medo da violência, do trânsito infernal.  Hoje, aqui desta cidade onde moro há vinte anos, assisto, com tristeza, o desejo de volta ao passado que acomete os jovens moradores de São Paulo.  Há  movimentos organizados para defender o direito de ensinar os filhos em casa.   Combate às sacolinhas plásticas, como se isso fosse resolver o problema ambiental.  A volta à bicicleta.   Um desejo insano, que ainda vai ceifar muitas vidas dos que querem competir com todos os veículos motorizados que rodam dia e noite pelas ruas de São Paulo, numa frágil e pequena bicicleta.  Será esse o início de uma mudança radical para voltar ao passado?  A Selva de Pedra poderá voltar a ser a Vila de São Paulo?

 

Ecilla Bezerra ecillabezerra@gmail.com

Peruíbe

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PERGUNTAS

1) Por que a cadeira estava instalada no Hopi Hari há mais de 10 anos, se não podia ser usada e oferecia risco fatal? 2) O que faz o PSDB, que aceita Serra passivamente, que só tumultua e ainda prefere Dilma a Aécio na Presidência?

 

Ulysses Fernandes Nunes Junior twitter: @Ulyssesfn

São Paulo

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