Fórum dos Leitores

CBF

O Estado de S.Paulo

13 Março 2012 | 03h06

Ricardo Teixeira

Depois de 23 anos de reinado, Ricardo Teixeira deixa a Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Lembro-me do saudoso e inigualável Sérgio Porto: "Sua ausência preenche uma lacuna".

DECIO FISCHETTI

etcmkt@terra.com.br

São Paulo

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Descanso...

Por que será que o quase eterno Ricardo Teixeira renunciou à cadeira cativa da presidência da CBF? Acho que ele quer "descansar" um pouco. O dinheiro "lícito" ganho ao longo dos anos à frente da entidade vai ser suficiente para pagar a bons advogados por qualquer suspeita de "ilícito". Esse próspero mortal é mais um que jamais vai devolver dinheiro algum ou ser preso. Cadeia é para pobres mortais. Conclusão: o mundo da bola é realmente um negócio manipulador, cuja vítima é o apaixonado torcedor.

ALEX TANNER

alextanner.sss@hotmail.com

Sumaré

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Mar de lama

Cacique desse naipe, tão arraigado ao poder, quando larga o cargo... Ou está sendo chamado a comandar o time do Senhor ou o mar de lama começa a sair-lhe pelas orelhas! Pelo passado do cacique, aposto na primeira hipótese.

ARMANDO FAVORETTO JUNIOR

afjsrf@ig.com.br

São José do Rio Pardo

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Processos

A Justiça tarda, mas não falha, dizem, mesmo estando nós no Brasil. Já havia passado da hora de Ricardo Teixeira se mandar e ser condenado por tanta falcatrua - e há anos! Não podemos apenas vê-lo se mandar e a coisa ficar por isso mesmo. Até na Suíça ele tem problemas - e, claro, a grana deve estar toda nos EUA. O Brasil precisa e deve ser passado a limpo. Mesmo com tanta falcatrua, o País merece dignidade já. Que a Justiça brasileira vá atrás dos processos levantados e, agora, sem o poder, ficará mais fácil pegar esse grande enganador.

MUSTAFA BARUKI

mustafa-baruki@bol.com.br

Belo Horizonte

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Vaga de presidente

Os interessados podem encaminhar a ficha corrida para a sede da CBF, no Rio de Janeiro.

LUIZ RESS ERDEI

gzero@zipmail.com.br

Osasco

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RESERVAS INDÍGENAS

Amazônia

Por puro interesse em conseguir uma cadeira permanente no Conselho de Segurança da ONU, Lula assinou em setembro de 2007 a Declaração Universal dos Direitos dos Povos Indígenas, que nem países com maiores contingentes indígenas (EUA, Canadá e Austrália) ousaram assinar. Com isso os índios (leia ONGs, se preferir) poderão recorrer até às Cortes internacionais quanto às terras em jogo. Os mundurucus acabam de vender os direitos sobre uma área equivalente a 16 cidades de São Paulo, por US$ 120 milhões, à Irlanda. A Funai já registrou 30 contratos de iguais proporções. É assim que, aos poucos, vamos entregando a Amazônia, fomentando propinas.

CONRADO DE PAULO

conrado.paulo@uol.com.br

Bragança Paulista

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Imputabilidade

Com a venda, por parte dos índios mundurucus, dos direitos sobre parte da Amazônia à Celestial Green, pergunto às otoridades de plantão se estes e os demais índios são imputáveis. Essa cessão de áreas contínuas às comunidades indígenas ainda vai dar um trabalho - civil e militar - enorme ao País. Penso que o barão do Rio Branco e o marechal Rondon devem estar se remoendo no túmulo. Essas otoridades são de lascar!

EDIVELTON TADEU MENDES

etm_mblm@ig.com.br

São Paulo

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Entenda o Brasil

O Brasil cede direitos do seu território aos índios, os índios cedem os direitos a empresa estrangeira, a empresa estrangeira corta os direitos do Brasil. (Qualquer intervenção no território depende de aval prévio da Celestial Green Ventures - Estado, 11/3, A22.) Não é intervenção?

WALTER MENEZES

wm-menezes@uol.com.br

São Roque

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O STF e a nossa soberania

Se os índios estão vendendo as terras que lhes foram concedidas pela Nação, estão contra a Constituição. Se estão contra a Constituição, cadê os guardiães de nossa Carta Magna, os ministros do STF, a quem compete resolver esse problema, que ataca e afronta diretamente a nossa soberania?

ALBERTO NUNES

albertonunes77@hotmail.com

Itapevi

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Assédio

Penso que todo contrato que envolva terras indígenas deve ter a anuência do Ministério Público Federal. Se há real interesse em preservação, é interessante a parceria internacional, mas seria um erro deixar esse controle às autarquias locais. Assim como nossos índios não estão preparados para resistir a ofertas do tipo caminhonetes, os órgãos locais também estão sujeitos ao maldito assédio corrompedor. Parabéns ao Estado por publicar com destaque essa notícia de interesse nacional.

FERNANDO PASQUINI LUNA

fernando@luna.com.br

Arujá

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TV CULTURA

Fundação Padre Anchieta

Registro o agradecimento da Fundação Padre Anchieta pelo editorial de ontem (A TV Cultura ameaçada, A3). Texto importante por ser assinado pelo jornal O Estado de S. Paulo na defesa dos valores de autonomia e caráter público desta fundação.

JOÃO SAYAD, presidente da Diretoria Executiva

São Paulo

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ADMINISTRAÇÃO KASSAB

Desrespeito à cultura

Nem o Teatro Municipal escapa à fúria arrecadadora do prefeito - vide o reajuste do aluguel.

ROBERTO TWIASCHOR

rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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ELEIÇÃO MUNICIPAL

Postes

O primeiro poste deu certo. Já o segundo patina em último lugar, com 3% na pesquisa. Ascensão e queda do petismo?

PAULO DE SOUZA CAVALCANTI

paulo_souza_cavalcanti@ig.com.br

Ribeirão Preto

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NADA MUDA NA CBF

A renúncia de Ricardo Teixeira da presidência da CBF foi comemorada por muitos, após 25 anos de poder. Uma esperança de administrações mais transparentes e menos envolvidas com negociatas extra campo, é o que mais se tem ouvido de seus oposicionistas. Mas, ao meu ver, este afastamento do atual presidente, pouco resolverá em relação à idoneidade e seriedade da entidade máxima do futebol brasileiro, à curto prazo. O problema da CBF, na verdade, é estrutural. Não tenho dúvidas, após este tempo todo, de que Teixeira tenha deixado um legado extremamente fiel e alinhado à seu espelho e semelhança. Ricardo Teixeira jamais abandonaria o barco em épocas de Copa no Brasil, mesmo sob uma enxurrada de acusações, se não obtivesse a garantia de que tudo ficaria à sua maneira, desde os homens de sua confiança até os métodos e esquemas de negócios. Gostaria muito de pensar que estivesse errado e adotar o discurso do politicamente correto de que o Brasil esta  mudando, os corruptíveis estão sendo cassados, etc. Mas, no fundo, no fundo, a gente sabe que, tanto na política como nos cargos de alto poder, isso não passa de utopia.

Filipe Luiz Ribeiro Sousa filipelrsousa@yahoo.com.br

São Carlos

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RENÚNCIA DE RICARDO TEIXEIRA

Alguém sentirá saudades...?

 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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SEIS POR MEIA DÚZIA

A diferença entre o ex-presidente da CBF, Ricardo Teixeira, que renunciou, e, o que substitui, José Maria Marin, é que um é carioca e outro paulistano... E outra, porque pelo menos o Marin jogou futebol nos aspirantes do São Paulo, há décadas! Mas no conteúdo são similares... Por exemplo: quando José Marin assumiu o governo de São Paulo, em 1982, sua primeira providência foi comprar para família um luxuoso apartamento de mil metros de área útil no sofisticado bairro Jardim América... E olhe que salário de governador na época mal dava para fazer um bom supermercado! Coisas de um país (para poucos) como ilha da fantasia...

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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SUCESSÃO

Teixeira não suportou a pressão vinda do Planalto e renunciou. Marin assume, mas corre em Brasília que Dilma  quer ver mesmo na presidência da CBF a Ideli Salvatti.                        

Luiz Henrique Penchiari luiz_penchiari@hotmail.com

Vinhedo

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O PRÓXIMO BENEFICIÁRIO

O presidente da CBF Ricardo Teixeira fora motivo de uma CPI do Senado federal em 2000, Álvaro Dias foi o relator, provou-se na época milhares de maracutaias, subsídios desproporcionais aos dirigentes, retiradas estratosféricas de cerca de R$ 500 mil/mês ao seu presidente e nada, absolutamente nada, aconteceu com essa entidade e seus dirigentes. Seguramente a CBF deveria ser em Brasília, até pela influência de certos dirigentes e de certos times, como o  Corinthians, seu presidente com passagem diária ali, fica estranho, duvido de sua lisura nos pedidos aos árbitros, em 2005 com um timinho foram campeões brasileiros, neste 2011 não foi tão difícil, o time era  melhorzinho mas enxergávamos algumas ajudas em determinados jogos seus e de concorrentes. Daí ser em Brasília, local neutro e de nenhuma expressão futebolística. Se desejam mudar mesmo, que façam esta troca,  a água sempre corre para o mar, dizem os entendidos, sempre os seus dirigentes são torcedores de grandes times, daí cadê uma investigação para ver o patrimônio de seu Teixeira?

Julio Jose de Melo julinho1952@hotmail.com

Sete Lagoas (MG)

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VENCEDOR

Caiu no "colo" do ex-governador de São Paulo José Maria Marin, e de uma vez só, dois importantíssimos cargos, a CBF e o Comitê da Copa de 2014. Realmente é um vencedor e com muita sorte. Portanto, merece uma medalha.

 

José Piacsek Neto bubapiacsek@yahoo.com.br

Avanhandava

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ALDO REBELO E AS OBRAS DA COPA

 

Entrevistado na manhã do dia 12/3 pela equipe do Jornal Nacional  sobre a situação do atraso das obras de construção dos estádios de futebol para a copa de 2014, e também sobe as obras de infraestrutura necessárias à realização do evento,  deu uma aula perfeita de tergiversação sobre o assunto. Em outras palavras; afirmou que não há atrasos e que tudo está sob controle. Portanto, brasileiros; não se preocupem porque tudo vai dar certo: estádios, aeroportos, hotéis, transporte interno, ficarão prontos em tempo hábil. Tudo vai dar certo, assim como as obras do PAC até agora. Falou, ministro!

 

Károly J. Gombert gombert@terra.com.br

Vinhedo

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COPA DO MUNDO DE 2014

Aldo no “País das Maravilhas” nega “muito atraso” em obras.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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O BOBO DA CORTE

 

É muito triste para um país pobre, seja qual for ele, sediar um certame como a Copa, próprio para países ricos, do Primeiro Mundo, onde todos ganham bem, vivem bem e onde as despesas necessárias não farão falta ao erário. Embora sabendo disso, o sindicalista-populista ex-presidente Luiz Inácio impôs o nome do Brasil como sede e a economia, que já não era boa, começa a sentir a falta de lastro, desde que os cofres se abrem para as obras faraônicas, do Amazonas ao Rio Grande, constituindo o maior e mais violento desperdício de dinheiro público da América Latina. O Brasil, como Bobo da Corte, suporta mais uma vez a demagogia deslavada, a ignorância, a incompetência, a negatividade de um governo que desserve e maltrata seu povo, negando-lhes o indispensável, a educação, as escolas, a saúde, os hospitais, o trabalho, o salário digno, em troca do inútil circo.

Walter Gastaldi waltergastaldi11@hotmail.com

Londrina (PR)

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O PISO NACIONAL DO PROFESSORADO

Há várias semanas esse assunto vem sendo tratado pela Imprensa, sendo que prefeitos e governos já foram a Brasília de pires na mão para dizer que não têm dinheiro para pagar tal piso. Cabe a pergunta: as Câmaras Municipais, Assembleias Legislativas e muitas Prefeituras aumentaram os salários dos vereadores, prefeitos, deputados e auxiliares da alta administração, em alguns casos quase que dobraram tais salários. Há casos em que esses parlamentares e assessores têm até 15º salários e muitos penduricalhos que chegam a dobrar esses valores. Que desculpa vão dar agora? Há estádios vazios, mas ainda assim continuam construindo mais Arenas e quando olhamos as plateias vazias, pois o preço e jogos não têm nenhum interesse, pois é muito melhor assistir pela TV, quando é mais seguro, uma vez que a segurança assim comprova! Nas escolas não há mais aulas de Educação Física, pois nem professor tem. No máximo alguém joga uma bola lá no pátio para as  crianças se divertir, e nada mais que isso. Como isso se justifica?

Maria de Mello nina.7mello@uol.com.br

São Paulo

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SÃO PAULO, UMA MÃEZONA

Lendo a matéria publicada na edição de ontem (12/3), onde se constata que o Sr. Gilberto Kassab encheu os conselhos municipais de apadrinhados políticos (até ex-governador, ex-presidente de Tribunal de Justiça, ex-presidente de Tribunal de Contas e outros tantos que possuem excelente padrões de vida) ganhando R$ 6 mil para participarem de uma reunião de 2 horas por mês, a qual nem sequer é registrada em ata, dá para entender por que não tem dinheiro para a educação,  para a saúde, para um transporte coletivo de qualidade, etc... Ah, e com tantos amigos do Serra também sendo beneficiados com essa boquinha, compreende-se por que os dois são aliados de primeiríssima hora. Êta cidade de São Paulo, uma mãezona mesmo, hein!

 

Antonio Carlos Vieira vieira@casmavi.com.br

Ipaussu

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SUGESTÃO A SERRA

Convidar o Tiririca para vice, pois com  certeza largará o osso daqui a pouco mesmo! Nesse espaço, o palhaço aprende, como aprendeu também o Kassab. Pelo menos Tiririca é bom no que faz como profissional.

 

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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CHALITA DESLUMBRADO

Gabriel Chalita, pretenso candidato à prefeitura de São Paulo, pelo PMDB, seu terceiro partido,  parece não conhecer a cidade onde vive. Foi à Nova York e ficou deslumbrado. Como secretário da Educação que foi no Estado de São Paulo, deveria ter percebido que a cidade de NY funciona muito bem sob a gestão de Giuliani ex-prefeito e o do atual Bloomberg, porque lá a tolerância é zero e o povo é educado. Dois fatores que nos distanciam dos americanos.  Ocorre que os prefeitos têm moral para exigir o cumprimento das leis porque não são venais como os políticos daqui. Em São Paulo, até agora os candidatos não falam em melhorar a cidade, pois estão preocupados com o tempo que terão nas televisões para contar mais mentiras aos eleitores. Se SP pode aproveitar muitas ideias vistas por Chalita em NY, deveria começar pela forma  de votação que promete ser outro estelionato eleitoral.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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AINDA BEM

Antonio Palocci nega participação na campanha de Fernando Haddad ou em qualquer outra. Diz isso em desmentido à notícia de que seria o abre-alas “informal” do comitê financeiro do candidato do PT à Prefeitura de São Paulo. Amém.

 

Carlos Iunes canhoba12@gmail.com

Bauru

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LULA FAZ FALTA

Sem apoio de partidos, Haddad diz que Lula faz falta. Declaração mais do que óbvia, pois sem o ventríloquo, como o boneco vai conseguir se expressar, e chamar a atenção do distinto público? Mais do que o próprio Lula, o candidato Haddad deve estar rezando para uma recuperação rápida do seu criador.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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JUÍZO

João de Deus, médium espiritual da cidade de Abadiânia, uma pequena comunidade do interior de Goiás, está cuidando da saúde da alma do Lula. A saúde da matéria não tem mais jeito. Chegou o momento do juízo final. Lá não há maracutaia nem impunidade, vai ter de responder, sim, pelos males feitos aqui na Terra. Haverá choro e ranger de dentes.

Edward Brunieri patricia@epimaster.com.br

São Paulo

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RECUPERAÇÃO

Se “quem trata do Lula é o coração de todos os brasileiros” (Nacional, 11/3, A11), conforme acredita João de Deus, seu médium goiano, coitado do Lula!

Conrado de Paulo conrado.paulo@uol.com.br

Bragança Paulista

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AFEGANISTÃO

A morte de 16 civis, incluindo mulheres e crianças,  por soldados americanos no Afeganistão, neste domingo, em nada fica a dever aos crimes da SS de Hitler. Aliás, nada justifica a presença do exército dos EUA naquele país, pois o pretexto para a intervenção era a perseguição e a execução de Bin Laden, o que já ocorreu. Nossa presidente deveria reexaminar nossas relações com  um governo, fascista e genocida,  que assim desrespeita o Direito Internacional.

 

Arsonval Mazzucco Muniz arsonval.muniz@superig.com.br

São Paulo

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ASSASSINATO DE CRIANÇAS

O sangue de crianças se esvaiu na Faixa de Gaza e no Afeganistão, neste domingo de março. Como advertiu Shakespeare pelas palavras de Júlio César, "cuidado com os idos de março". O bombardeio israelense já custou dezoito vidas. No Afeganistão, as nobres tropas americanas rasgam o Corão, urinam sobre cadáveres e um desatinado, enlouquecido pelo absurdo e  incompreensível, invade três casas na calada da noite e fuzila dezesseis civis, entre eles nove crianças. Como não esperar uma trágica e longa resistência desses povos, cujos filhos, mal começaram a habitar este planeta, perplexos, são alvos de monstros desconhecidos, que cravam em seus pequenos corações a única mensagem que podem compreender: estavam equivocados quando nasceram.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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‘RETROCESSO ADMINISTRATIVO’

Se, por um lado, é louvável a preocupação desse prestigioso jornal em defender o direito à propriedade, o editorial Retrocesso administrativo, que comenta a intenção do governo estadual de pagar as desapropriações com base no valor venal do imóvel, não é justo ao afirmar que ao proceder a quitação das desapropriações com base no valor venal, o governo do estado estaria desrespeitando o direito à propriedade, pois o valor venal pode e deve ser atualizado por iniciativa do contribuinte o qual passaria a pagar os seus tributos com base no valor que considera justo para o seu patrimônio. Pensando do lado da sociedade, é indispensável que o procedimento de desapropriação seja mais célere para permitir as obras de infraestrutura indispensáveis para o desenvolvimento do país, particularmente a expansão ferrometroviária, que anda a passo de tartaruga em São Paulo, tornando a sociedade refém do transporte individual que consome recursos ambientais e a saúde dos cidadãos.

Airton Reis Jr. areisjr@uol.com.br

Guarulhos

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NOSSO SUOR

O Sr. Geraldo  Alckmin  se nivelou por baixo a Evo  Morales e Rafael Correa, ao querer tomar quase a força o que custou aos contribuintes sangue, suor e lágrimas, tirando de nós o que por direito é nosso e não ser tomadas as propriedades a  força, pois  com má-fé mesmo sabe que o recebimento justo levará 15 anos  no mínimo. Tenho recebimentos  do ano  de 1995 e não sei quando vou receber, e já tenho 64 anos.

 

Ricardo  Tannus odracir1947@yahoo.com.br

São Paulo

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DIGNO DE DITADURAS

Agora o Governador de São Paulo quer desapropriar e não pagar o valor de mercado! Isso é democrático? Isso é justo? Sr. Alckmin, já nos basta seu colega e antecessor, Sr. Serra ser o patrono da MP do calote dos precatórios, agora o Sr. nos vem com esta atitude digna dos tempos da ditadura! O Sr. e o Sr. Serra nem de longe são os que um dia representaram Mario Covas, Franco Montoro, Sergio Motta e tantos outros que construíram o PSDB. Talvez seja por isso que o partido está sumindo!

Ricardo Gasparino de Sousa ricardo.gasparino@gmail.com

São Paulo

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‘GOVERNO? QUE GOVERNO?’

Aplausos para o professor Marco Antonio Villa, da UFSCAR que, no frigir dos ovos, em seu artigo Governo? Que governo? (Estado, A2, 12/3), deixa bem claro e evidente que, neste país, quem governa(ou manda) são ainda os falsos comunistas aproveitadores(redundância?) que se aglomeraram no PT (Partido do Totalitarismo). Há rumores de eles que querem sequestrar do Kremlin, de Moscou,  – onde  já não mais é desejado – para exposição permanente no "lobby" do Palácio do Planalto, o boneco de cera (posto que, dizem, o original foi sepultado por Gorbachev, com o passamento do comunismo...) para adoração dos que se orgulham do... boneco! Discordo, entretanto, do tratamento de "rainha", dispensado pelo professor em seu artigo à camarada Rousseff, que, na verdade, não passa de subordinada a Lula, que é vassalo de Fidel (aí vem outro boneco...), que, por sua vez, é vassalo de uma triste memória que se chama União das Repúblicas Socialistas Soviéticas. Afinal de contas, quem duvida que o PT é fruto de uma tese que não se demonstrou?  Uma proposição sem desenvolvimento de raciocínios! Só tinha de dar no que está dando!

 

João Guilherme Ortolan guiortolan@gmail.com

Bauru

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MELANCIA

No artigo Governo? Que Governo?, do professor Marco Antônio Villa, retrata com muita fidelidade o atual governo. Eu diria mais. O PT é semelhante a uma melancia: verde e amarelo por fora, vermelhinho por dentro. Só que está apodrecendo...

Ronald Martins da Cunha ronald.cunha@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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VERDADEIRO

Há muito tempo não lia algo tão atual e verdadeiro como o artigo Governo? Que Governo?, do professor Marco Antonio Villa, a quem cumprimento, por meio deste. Se alguém não o leu, não deixe de fazê-lo. Pena que a presidente não o leia.

 

Flávio  Almeida flamezen@uol.com.br

Itatiba

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A LEI DA ANISTIA RASGADA

Leio que o Ministério Público (MP) pretende processar os militares por crimes da época em que governaram o Brasil. Um dia antes, soube que a reforma do Código Penal abrigará a “flexibilização” do aborto e a eutanásia. A Lei da Anistia foi rasgada pela metade e o MP vai processar apenas um dos lados da História, e as mudanças do Código Penal atropelarão a vontade da esmagadora maioria dos brasileiros, que rejeitam o aborto e a eutanásia. Militares reformados, por sua vez, são ameaçados de processo por, digamos, “crime de opinião”, ao publicarem críticas a duas ministras em página de seu Clube. O Supremo Tribunal julga um determinado ato inconstitucional em um dia, e muda de ideia no outro, por “generosidade”, de acordo com as palavras do Ministro Fux. No Rio Grande do Sul, um juiz determinou a retirada de símbolos religiosos de escolas e repartições públicas. Há ainda o fantasma da censura prévia à imprensa, que não deixou de nos rondar. Os sinais estão dados. Um regime autoritário, onde a arbitrariedade toma lugar das leis e a Constituição nada vale, nasceu. Hoje são os militares, a nossa vontade manifesta em pesquisas, os símbolos cristãos; amanhã a imprensa, e depois...  Por precaução, é melhor que os leitores parem de enviar suas opiniões aos jornais imediatamente. Talvez ainda haja tempo de salvarmos nossas peles.

 

M. Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

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O MPF E A REVISÃO DA ANISTIA

 

A Suprema Corte deste país, o Supremo Tribunal Federal (STF), já decidiu sobre a validade e extensão da Lei da Anistia, tornando-a, pois, intocável e irretocável. Assim, parece que o Ministério Público Federal pretende inovar em matéria jurídica a ponto de encontrar base em diversos institutos jurídicos brasileiros e, também, de uso internacional, como é o caso da prescrição. Entretanto, filosoficamente falando, podemos mudar o nome do perfume da flor, mas ele continua existindo e exalando o mesmo olor. Daí que a essência da Lei da Anistia, o princípio teleológico que a domina, não permite que, via contornos ou escusas, se quebre a sua validade integral e para todos os casos ocorridos no período ditatorial, para ambas as partes conflitantes. Nem poderia ser diferente!

José Carlos de C. Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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RECIPROCIDADE

Seria altamente louvável o esforço do MP em reabrir casos de desaparecidos e ajuizar ações que levem à responsabilização criminal dos eventuais responsáveis por ações que provocaram o desaparecimento desses "políticos" se, ao mesmo tempo, julgasse criminalmente as ações desses mesmos "políticos" e suas organizações, que promoveram, nessa época, distúrbios, assassinatos, sequestros, assaltos a banco. Aí, sim, teríamos justiça com letra maiúscula. Não podemos nos esquecer dos soldados do Exército mortos nas ações de enfrentamento com a guerrilha composta, muitas vezes, pela ação desses desaparecidos.

Olímpio A. Bicalho olimpio@lpnet.com.br

Botucatu

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FERIDAS

Conforme um militar, general Santa Rosa (Estado, 11/3, A4), houve feridas, mas já estão cicatrizadas pela Lei da Anistia. É bom lembrá-lo de que cicatrizes podem ser vestígios de sofrimentos duradouros. Quem tem a alma cheia de cicatrizes merece esclarecimentos legítimos e legais.

 

Fausto Ferraz Filho faustoferrazfilho@hotmail.com

São Paulo

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ABUSANDO DA SORTE

Plenamente de acordo com o General Mainard de Santa Rosa (Ministério Público quer reabrir casos de desaparecidos, Estado, 11/3, A4). No caso brasileiro, mexer na “ferida” dos desaparecidos, é o mesmo que “cutucar onça com vara curta”, pois todo mundo sabe da anistia, que absolveu “gregos e troianos”. A política brasileira, dá inveja a qualquer democracia; o Brasil esta estável economicamente, e ao contrário dos demais países da América do Sul, as eleições sempre correram na perfeita normalidade. Mexer com as Forças Armadas nunca foi bom para nenhum país. Exemplos do que estou falando, são visíveis nas primeiras páginas de qualquer jornal. O que está acontecendo é que a maioria dos contrarrevolucionários de 1964 hoje estão no poder: José Genoino, Fernando Henrique Cardoso. A própria Presidência da República está nas mãos de uma ex-guerrilheira. Mas, por tudo isso, o Brasil não pode abusar  da sorte. Estou certo?

Adherbal Ramon González gonzalezadherbal@ig.com.br

Santa Cruz das Palmeiras

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JUSTIÇA

Será que na revisão da Lei da Anistia serão incluídos também os “guerrilheiros”, os verdadeiros "bandidos" na época da ditadura? Os militares apenas cumpriam ordens!

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@ig.com.br

São Paulo

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GRAMSCI E O MP

Só para começar a conversa: para ser justo, mas justo de fato e de direito, já que parece inevitável essa "caça às bruxas" investigando determinados tipos de "ações" durante o período militar, porque o Ministério Público não começa com atitudes praticadas pela D. Dilma Rousseff, na época? Até quando vamos ter que suportar essa hegemonia cultural gramscista descarada e chamada de democracia por um bando de descoordenados? Sim, pois se estivessem sendo realmente eficientes, não teriam caído 12 ministros em 1 ano!

Antonio Carlos de Souza Queiroz Cardoso Filho acardoso@acardoso.com

São Paulo

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COMISSÃO DA VERDADE

Sou um cidadão com 94 anos e fico indignado quando abro o jornal de manhã e leio  notícia da recusa dos militares, e com muita razão, de aceitarem a tal Comissão da Verdade, pois que seus elementos querem somente com ela levar vantagem na confusão  que  pretendem  fazer. São os maiores mentirosos que este solo do Brasil cobre.  Dou meus parabéns aos militares que fazem respeitar a Lei da Anistia, que já foi aprovada no STF. E concordo com a frase “que venham, que aqui não passarão”.

Miguel Rizzo miguel.rizzo@terra.com.br

São Paulo

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ISENÇÃO

A comissão vai ter isenção e imparcialidade para também solicitar processos e verificar a participação dos membros do atual governo petista, em crimes de sequestro e ocultação de cadáver? Se a resposta não for positiva, é melhor parar por aqui...

Victor Germano Pereira  victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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QUESTÃO DE TEMPO

Realmente, é uma questão de tempo. Em 2/10/2011, enviei o comentário abaixo. A Comissão da Verdade, segundo Maria do Rosário, não deverá apontar responsáveis para a Justiça; e, segundo José Genoíno, não deverá alterar a Lei da Anistia. Esqueceram de acrescentar um “por enquanto”.

 

Ulysses Fernandes Nunes Junior twitter: @Ulyssesfn

São Paulo

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ATENÇÃO DESVIADA

Eu percebo que existe uma tentativa  de desviar nossa atenção para a crise do governo com os militares, para que passe quase despercebida a questão da legalização do aborto. Uma comissão de juristas responsáveis por um anteprojeto do novo Código Penal já aprovou  propostas nos artigos da legislação que tratam do aborto, prevendo a possibilidade para a permissão desta prática, além daquelas já previstas em lei,  “quando a mulher for vítima de inseminação artificial com a qual não concordou; quando o feto for diagnosticado com anencefalia e outras doenças físicas ou mentais graves; e por vontade da gestante até a 12ª semana de gravidez, caso um médico ou psicólogo constatem que a mulher não apresenta condições de arcar com a maternidade”, como dependentes de drogas, por exemplo. Eu que sou mulher e mãe vivendo no século 21, fico indignada que, com tantas ferramentas que as mulheres e homens tem hoje a seu dispor para impedir uma gravidez indesejada, ainda encontre juristas que apoiem a irresponsabilidade destas cidadãs com relação à prática do sexo. Significa que eles entendem que uma mulher tem maturidade física e psíquica para a prática do sexo, mas pode não tê-la para arcar com suas naturais consequências quando o sexo é praticado de forma irresponsável. E é neste momento que os jornais fazem repercutir a crise entre governo e os militares e as ameaças que o MP faz contra eles. Parabéns! O governo usa a  manobra do diversionismo  midiático a todo vapor quando quer desviar a atenção da população para aquilo que realmente lhe interessa fazer aprovar! 

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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IDEOLOGIAS?

Esquerda ou Direita? Esquerda e Direita? Centro Esquerda ou Centro Direita? Revolucionário ou Reacionário? Revolucionariamente reacionário? Reacionariamente revolucionário? São todos esses, termos já usados há muito tempo e por muito tempo. Hoje, quase nada representam. Aqueles que poderiam elucidar o significado de tais palavras, já perderam a voz. Pensadores e filósofos, neste país, depois dos últimos dez anos parecem ter esquecido as lutas de outrora, na busca de filosofias políticas que representassem a descontinuidade de todo o mal que se abatia sobre nossa "Pátria amada"! Combater o neo-liberalismo constituiu bandeira altaneira de pensadores e ideólogos visionários, até que se percebeu que a falácia caribenha, não passava de gosto do poder pelo poder, mesmo que às custas do sofrimento de todo um povo que, como ilha, sempre esteve cercado de água por todos os lados, sem fronteiras que lhe facilitasse ao menos a fuga. E a fuga aconteceu para dentro de si mesmos. Os que ousaram contraditar a fuga, oferecendo reais escapatórias, sentiram-se, ao menos, livres do remorso que enclausura os covardes. E hoje, neste país de tantas fronteiras corrompidas e corruptoras, enclausuramo-nos em bolsas de ajuda de todo tipo, acreditando que tudo está melhor, sem nem ao menos entendermos por que um jornalista competente tem que sair para que outro, amigo do rei, ocupe seu lugar usando de nepotismo (embora as empresas de jornalismo sejam autônomas - isto é, capazes de se sustentar sem bolsa-ajuda-midiática por algum tempo) como moeda de troca, fazendo valer o que dizíamos no início. O "orgulho" de alguns – para mim apenas insensatez – não mudando de opinião, quando tudo muda ao redor, só nos permite perder o ânimo e a crença em algo que sempre nos pareceu verdadeiro: patriotismo, busca do bem comum, idoneidade, caráter, que se não eram fortes em nossos candidatos a postos governamentais, faziam parte do povo sofrido que os elegia. Mas, o povo? Ora... o povo! Nem percebem a que preço está o pão e o circo que os envolve!

José Jorge Ribeiro da Silva jjribeiros@yahoo.com.br

Campinas

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O STF E AS MEDIDAS PROVISÓRIAS

Governo e STF passariam a operar em ritmo de "samba de uma nota só" caso os juízes do Tribunal decidissem pela aplicação rigorosa da lei que diz respeito à edição de medidas provisórias (MPs). Ora, é o que se depreende do caso da ação movida pelos servidores do Ibama sobre a medida que criou o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade sem apreciação de comissão mista de parlamentares, requisito constante da legislação atual de edição de MPs. O Brasil constitui mesmo uma espécie exótica de democracia: se o STF optasse, nesse caso, por seguir o que afirma a legislação, mais de 450 MPs poderiam ter de passar pelo seu crivo por não terem sido examinadas pelas comissões mistas, o que paralisaria a suprema corte e, evidentemente, também o próprio governo. Como não seguiu, centenas e centenas desses instrumentos continuarão vigorando ilegalmente. É realmente sui generis um país cuja instância máxima do Poder Judiciário tem de mandar uma lei às favas para que o governo não seja tomado por uma interrupção operacional, além da sua já tradicional interrupção administrativa.

Henrique Brigatte hbrigatte@yahoo.com.br

Pindamonhangaba

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O PERIGOSO RECUO DO STF

 

O Supremo Tribunal Federal, na semana passada, saiu-se com a barbaridade de considerar inconstitucional uma Medida Provisória para, no dia seguinte, consciente do perigo dessa atitude, "remendar" tal votação que certamente abrirá caminho para novos recuos. Esse comportamento apenas põe em duvida a capacidade de seus componentes em ocupar cargo de tamanha importância na ultima instância jurídica do País.

 

Laércio Zanini arsene@uol.com.br

Garça

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STF RASGA A CONSTITUIÇÃO

Ora, ora, se está reconhecido que o rito de ordem da MP que criou o Instituto Chico Mendes não atendeu à regra expressa da Constituição federal, assim afirmando no primeiro momento o STF, não se justifica, num segundo momento, a Corte Maior dizer que, mesmo infringida a Carta Magna, a edição da MP fora válida, tão somente e apenas pelo fato de ocorrerem muitíssimas outras MPs com o mesmo vício. Ou seja, desrespeitam a Constituição os senhores deputados e senadores, o presidente da República e o STF, e nada acontece? Gostaria, quanto a isso, de ouvir pronunciamentos do Dr. Ives Gandra Martins e do ministro Marco Aurélio, de tendências conhecidas no mundo jurídico, da legalidade. E essa questão das MPs é muito interessante, pois pelo sistema que vigorava anteriormente caso a MP, não fosse aprovada pelo Congresso ao tempo que a Constituição estipula, a mesma Carta mandava que o Congresso (então, perdida a eficácia da Medida Provisória) regulasse a matéria. Graças porém aos entendimentos moldados, passou a ser admitida a reedição, por anos, da mesma Medida Provisória, o que configurava um outro desrespeito constitucional, salvo, entretanto – pelo STF – que deu guarida aos atos do Executivo. Assim,  agora percebemos por esse "recuo" do STF que os fins restam justificados pelos meios, ainda que haja afronta à Constituição.

 

Horácio Roque Brandão hbrand@globo.com

São Paulo

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A CEGUEIRA DO STF

O episódio que o Estado (11/3, A3) chamou corretamente de cegueira, como poderia ter chamado de loucura, ou mais propriamente de incúria, que acometeu o Supremo Tribunal Federal, e deixou perplexos os brasileiros, em que o órgão máximo da justiça no Brasil primeiro decidiu anular a lei proveniente de medida provisória que criou o Instituto Chico Mendes e no dia seguinte anulou sua própria decisão, infelizmente revela o desmazelo, para usar um termo elegante, com que os membros da Corte têm agido ultimamente. Alegam com grande empáfia que os magistrados não devem se ater ao clamor da sociedade. Mas a sociedade também não é obrigada a se ater a decisões ridículas.

Ademir Valezi valezi@uol.com.br

São Paulo

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LÓGICA

Eu pensava que o Supremo era o guardião da Constituição em qualquer circunstância, mas não é bem assim, como ficou evidente no caso Instituto Chico Mendes. O governo federal e o Congresso deitaram e rolaram em inconstitucionalidades e, como agora o perigo de insegurança jurídica ou caos social pode gerar uma grande confusão, rasga-se o livrinho. Prevalece a lógica: se quiser ser preso roube R$ 1,00, mas se quiser ficar famoso, roube R$ 1 bilhão. No caso, edite 500 MPs.

Sérgio Barbosa sergiobarbosa@megasinal.com.br

Batatais

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Ó TEMPOS! Ó COSTUMES!

O grande orador romano Marcus Tullius Cícero (106 a.C-43 a.C) marcou a sua passagem pelo senado romano pela sua requintada oratória e pelas Catilinárias, discursos contra seu oponente, senador Catilinia. Semana passada a Toga Suprema voltou às primeiras páginas dos jornais com mais uma inusitada decisão. O que decidira na véspera, hoje já não vale nada. Errar é humano, porém essa máxima não pode ser usada como uma coisa banal, por se tratar do Supremo, a corte maior da Justiça. O STF decidira que o Congresso havia contrariado a Constituição ao não criar uma comissão para analisar a lei que criou o Instituto Chico Mendes. O Supremo decidiu que o rito da comissão terá que ser cumprido nas MPs editadas a partir de ontem. O Supremo já não parece tão supremo, quando toma uma decisão por 7 votos a 2 e, no dia seguinte, recua pelo mesmo placar. Errare humanum est. Mas os togados do Supremo devem procurar ser menos humanos  nas suas decisões e porque não submeter o Congresso ao cumprimento do Art. 62  parágrafo 9o. da Constituição, que trata das MPs. Voltar atrás  numa decisão só tornou famoso o rei Salomão.

 

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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INSEGURANÇA

O STF voltou atrás. Na semana passada, o STF tinha considerado inconstitucional a criação do Instituto Chico Mendes, devido a problemas no rito com que se processou a MP que o instituiu. Um dia depois, voltou atrás, em atendimento a um recurso apresentado pela Advocacia Geral da União, cujo principal argumento foi o de que, assim procedendo, o STF estaria criando "insegurança jurídica", visto que a grande maioria das MPs aprovadas até hoje pelos governos dos petistas sofria do mesmo vício. É desanimador! A mais Alta Corte está de joelhos, o Legislativo atropelando as próprias regras e o Executivo deitando e rolando. E os ministros do STF ainda vêm me falar de “segurança jurídica”. Segurança onde, se o próprio STF não mantém suas decisões? A credibilidade do STF está abalada, não resta dúvida, mas a minha maior preocupação é com o mensalão: Será que veremos um STF de joelhos ou altivo e afirmativo como deve ser?

Rodrigo Borges de Campos Netto rodrigonetto@rudah.com.br

Brasília

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O PRÓXIMO RECUO

Que belo gesto de serenidade, lucidez e de sabedoria  do Egrégio STF a maior  Corte de Justiça do nosso país, o órgão de cúpula do Poder Judiciário, de recuar da decisão que tomara na véspera e dia 8/3/2012 e, em novo julgamento, por sete votos a dois, considerou Constitucional a MP que se transformou na Lei 11.516/2007, que criou o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). E assim agiu com fulcro no artigo 27 da Lei nº 9868 que permite ao STF a modulação temporal dos efeitos da declaração de inconstitucionalidade. Não foi a primeira nem será a última vez que aquela Egrégia Corte de Justiça se recua  para atender o clamor da sociedade haja vista a que a Casa da Suplicação tem o dever de conciliar  interesse da sociedade. Que o próximo recuo seja o banimento do nosso ordenamento jurídico do pernicioso, nefasto   caça-níqueis  Exame de Ordem, o qual vem gerando fome, desemprego (num país de desempregados) e doenças psicossociais (bullying social), haja vista que de acordo com pesquisa realizada pela Agência Senado  em junho de 2010, fim  do famigerado  Exame de Ordem,  conta com o apoio de 94,32% dos internautas  contra 5,68%. A Voz do Povo é a voz de Deus. O juiz deve colocar a sua atuação a serviço da cidadania, pretendendo construir uma sociedade que dignifique a pessoa, estimule a solidariedade, diminua as diferenças regionais, que colabore na erradicação da miséria, da pobreza e do analfabetismo” Urbano Ruiz.  Quando alguém compreende que é contrário à sua dignidade de homem obedecer a leis injustas, nenhuma tirania pode escravizá-lo” (Mahatma Gandhi). A privação do emprego é um ataque frontal aos direitos humanos. ”Assistir os desassistidos e integrar na sociedade os excluídos.” Lembro que os atentados contra os Direitos Humanos terão repercussão nacional e internacional, por serem considerados “bien commun de l’humanité” e crime de lesa humanidade

Vasco Vasconcelos vasco.vasconcelos@brturbo.com.br

Brasília

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PADRE ANCHIETA – ESTATIZAÇÃO NEFASTA

 

Uma Entidade primorosa como a TV Cultura, tão bem administrada pela Fundação Padre Anchieta por longos anos, pode ser estatizada dependendo apenas de uma decisão do Supremo Tribunal Federal. A população de São Paulo poderá perder um canal que veicula programas de elogiável nível em vários aspectos se a decisão do STF confirmar nefasta a estatização. Se esse fato desastroso ocorrer, todos nós sabemos o que significará. Cabide de empregos, má administração, programação que poderá ser usada para fins políticos, além de veiculação de programas de níveis incomparáveis aos que são expostos ao público atualmente. Melhores augúrios para que a decisão do STF seja coroada de bom senso.

 

Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br

São Paulo

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TRÂNSITO EM SÃO PAULO

Tantas cartas, tantas entrevistas e tantos palpites sobre o trânsito de São Paulo! Os que defendem a bicicleta como modo de transporte, os caminhoneiros que reclamam das restrições, os motoristas que continuamente não respeitam as mais óbvias regras de boa convivência e as autoridades municipais tem estado em conflito ultimamente. Demonstrações que prejudicam muitos feitas por poucos têm levado constrangimento aos paulistas. Basta ver o exemplo da greve dos distribuidores de combustíveis ou da manifestação dos bicicleteiros feita numa terça-feira em plena Paulista e em horário de rush. Mas uma coisa ninguém diz: se São Paulo já estava ruim ficou muito pior depois que o governo petista incentivou o consumo e tirou o IPI dos carros e motos, causando uma avalanche de veículos nas cidades. Para solucionar os grandes problemas da capital que já se tornou problema em outras capitais há que se ter coragem. Coragem para tomar decisões sérias, coragem para implementar mudanças que afetarão todos. A proibição dos caminhões nas marginais é uma, mas muitas outras terão que acontecer. Uma delas é o pedágio urbano que arrepia a todos. Em grandes cidades da Europa, foi implementado, por exemplo, em Londres. A Inglaterra é um país adiantado, democrático e onde as liberdades individuais são respeitadas. Por isso mesmo o pedágio urbano lá existe e funciona muito bem. Será que aqui, no Brasil, onde cada um acha que tem mais direito que o outro, funcionaria? Eu pagaria para ver.

 

Maria Tereza Murray terezamurray@hotmail.com

São Paulo

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SUGESTÃO

Tendo em vista a vigência da fiscalização aos caminhões que transitam pela Marginal Tietê e outras vias da capital de SP em horário restrito, segue uma sugestão: Rodízio Invertido para caminhões: Nas segundas os caminhões com placa 1 e 2 ficam liberados  da restrição ao tráfego  (das 5h às 9h e das 17h às 22h), nas terças os de placa 3 e 4 e assim por diante. Justificativa: Dar um pouco de vazão ao excessivo contingente de caminhões que circulam na capital de SP após o horário de restrição ao tráfego deles. Além disso, essa medida permitirá que as transportadoras reservem para entregas que precisam ser feitas no horário de restrição os caminhões que tem liberação para circular livremente em determinado dia da semana. É uma proposta que visa a trazer vantagem não apenas para o setor de transporte de carga, mas acima de tudo, melhorar de forma sistêmica o trânsito da cidade.

Débora Paro Guimarães Silva deborapgs@uol.com.br

São Paulo

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CAMINHÕES

Os países ditos desenvolvidos não apostaram todas as suas fichas no transporte rodoviário. Muito pelo contrário, utilizam-se há séculos, do transporte fluvial, marítimo e ferroviário, aliás muito mais baratos. Já este país continente, rico em bacias hidrográficas e detentor de mais de oito mil km de costa atlântica, depende de norte a sul dos caminhões, do petróleo e de um sistema de rodovias obsoleto, em sua maior parte. O que o prefeito Gilberto Kassab está fazendo é uma tentativa muito louvável de melhorar o trânsito sempre congestionado da cidade imensa e desarticulada entre os diferentes bairros,  o que penaliza o cidadão trabalhador e pagador de impostos. Nenhuma capital e mesmo cidade existente sobre a face da terra permite a circulação de caminhões, durante o dia. As entregas são feitas durante a noite, por furgões ou caminhões de pequeno porte. Parabéns ao prefeito pela iniciativa e pela coragem.

Maria Cecília Naclério Homem mcecilianh@gmail.com

São Paulo

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ENTREGAS LÁ E CÁ

Até entendo as manifestações contrárias aos horários ao tráfego de caminhões, mas o eu gostaria de entender mesmo é como em cidades como Paris, Londres, Barcelona, Nova York, as entregas têm horários definidos e a população não vê entregas durante o dia. Não será com restrições mais rígidas ainda que eles conseguem isso? O trânsito destas cidades não é nenhuma maravilha, mas carros não disputam com caminhões os espaços, e os preços das mercadorias são menores que aqui. Como se explica? Talvez organizando e disciplinando com mais rigor as regras de circulação, a verdade é que já não cabemos todos na vias de São Paulo.

 

Francisco da Costa Oliveira fco.paco@uol.com.br

São Paulo

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PREÇO DO PETRÓLEO

O uso do petróleo poderia ser reduzido se houvesse transporte coletivo em quantidade satisfatória e eficiente: ônibus e metrô nas cidades, e ônibus e ferrovias nas estradas, desde que haja ferrovias e estradas.  Isso reduziria o transporte individual. Fazendo um cálculo simples fica provado que o transporte coletivo é mais racional e gasta menos combustível: dividindo o litro de combustível gasto para cada pessoa  transportada por veículos pessoais, várias são transportadas pelos coletivos. E mais adiante o petróleo vai acabar se continuar o gasto irracional atual. Para mim, o peço alto dos combustíveis é benfazejo. Acho que esta carta não será publicada para não desagradar os anunciantes.

Mário A. Dente dente28@gmail.com

São Paulo

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