Fórum dos Leitores

ANOS DE CHUMBO

O Estado de S.Paulo

19 Março 2012 | 03h04

Ingênuos neófitos

O bom senso imperou desta vez e não há como não dar os parabéns ao juiz federal que não acatou a denúncia contra o coronel Curió. Infelizmente, faltam bom senso e discernimento a respeito de determinados assuntos já passados e, mais do que isso, ultrapassados, verdadeiramente jurássicos, que são usados por neófitos para se autopromoverem. Longe de serem pouco inteligentes, eles chegam às raias da ingenuidade.

JOSÉ PIACSEK NETO

bubapiacsek@yahoo.com.br

Avanhandava

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Direitos humanos

Lamentável e deletéria a iniciativa de procuradores de desenterrar do fundo do baú uma acusação contra o militar Curió por crimes ocorridos durante a guerrilha do Araguaia. Ignorando a Lei da Anistia e a resolução do STF que pôs ponto final na discussão, abriu a sutura de feridas dolorosas e inconvenientes para o Brasil. Ainda mais contraproducente é a posição da ministra Maria do Rosário, que já produziu pérolas que mostraram o revés ideológico que o governo petista apresenta quando o assunto são os direitos humanos, a começar pelas declarações sobre a Síria. Revés, aliás, que Lula já revelara, alinhando-se aos sanguinários Castros e comparando dissidentes cubanos a criminosos comuns. Parece que os direitos humanos não são para todos, são invocados apenas quando convém à doutrinação ideológica. Já que as entranhas do PT são ocupadas por integrantes dessas guerrilhas esquerdistas, a regra é: crime político de direita é tortura e repressão, contrastando com o de esquerda, que é resistência e heroísmo. Claro, óbvio: para os militares, prisão e para os "cumpanheros", alguns ministérios inúteis (como se mostra o dos Direitos Humanos) e vultosas indenizações. Aos amigos, tudo; aos inimigos, a lei!

DANIEL ARJONA DE A. HARA

haradaniel734@gmail.com

Cotia

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Questão de justiça

No afã de atingir os militares que combateram os terroristas que sequestraram autoridades e aeronaves, assaltaram bancos e quartéis, e assassinaram, como foi o caso do soldado Mário Kozel Filho, o Ministério Público Federal (MPF) denunciou o coronel Sebastião Curió por possível sequestro de terroristas durante a guerrilha do Araguaia. Se para a ministra revanchista o MPF está cumprindo o seu papel, seja justa e peça que denuncie seus "cumpanheirinhos" também.

VICENTE MUNIZ BARRETO

dabmunizbarreto@hotmail.com

Cruzeiro

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De volta ao passado

Quem sabe o MPF possa também reabrir o caso de Celso Daniel, prefeito de Santo André que foi sequestrado, torturado e morto com requintes de crueldade extrema. Se fosse crime comum, os marginais poderiam ter conseguido um bom dinheiro de resgate, que a cidade, certamente, não se recusaria a pagar. Preocupem-se com este crime mais recente, nebuloso até agora, ao invés de revolver atos do passado.

ALVARO SALVI

alvarosalvi@hotmail.com

Santo André

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Anistia

Eu era professor da PUC-Rio quando o general João Baptista de Oliveira Figueiredo era presidente da República e foi proposta a Lei da Anistia, que lá teve ampla acolhida. Permitam-me notar, contudo, que o movimento era liderado pelas esquerdas, visando a relevar os crimes cometidos pelos terroristas cassados, e não pelos militares, com o objetivo de promover uma ampla reconciliação e o retorno dos que se haviam refugiado no exterior por motivos políticos. Surpreende-me, portanto, a tentativa de agora se apurarem apenas as torturas praticadas pelos militares da linha dura, sem considerar os crimes cometidos pela esquerda radical, que abrangiam sequestros, assaltos, assassinatos, etc. Para haver coerência deveriam apurar as responsabilidades pelos crimes cometidos por ambos os lados, e não de forma unilateral.

PEDRO PAULO ROCHA

rocha.pp1@uol.com.br

Rio de Janeiro

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POLÍTICA

Twitter e eleição

Faz-se necessário saber que os srs. políticos não podem infringir a lei antes do prazo estipulado. Após eleitos, fiquem à vontade.

A. FERNANDO FERREIRA

rdseg@terra.com.br

São Paulo

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Naufrágio

O sr. Fernando Gabeira tem toda a razão, nossa política está naufragando (16/3, A2) e, com ela, a cidadania está sem ar. Os trabalhadores, que pagam pesados impostos, estão sôfregos e cansados da falta de retorno para seu muito sacrifício e, assim, a nau Brasilianis segue cada vez mais desgovernada, sujeita aos efeitos dos ventos e das correntes de além-mar. A pergunta que muitos fazem é: quando teremos um bom e competente capitão para assumir o comando desta embarcação?

SILVANO CORRÊA

scorrea@uol.com.br

São Paulo

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AZIZ AB'SABER

Quem sabe sabe

Fim da manhã de 23/3/1989, peguei os primeiros telegramas da United Press International e da Associated Press com notícias sobre o acidente do superpetroleiro Exxon Valdez, cujo casco rasgou em geleiras do Alasca, causando o primeiro grande acidente ecológico do Pacífico Norte. Antes da chegada das imagens de animais marinhos asfixiados aos milhares pelo petróleo me mandei para o Instituto Oceanográfico da USP, templo sagrado de um dos maiores cientistas do mundo, Aziz Ab'Saber, que morreu, aos 87 anos, em São Paulo. Como nos conhecíamos havia muito tempo, disse-lhe "bom dia, mestre" e fui entrando. Coloquei nas mãos dele as notícias e em menos de dois minutos ele me revelou o que as autoridades americanas levaram semanas para anunciar: "A tripulação estava de fogo! Pode escrever isso no Estadão que eu assumo! Vivi muito tempo nesse lugar pesquisando e sei como essa marujada se conduz a bordo". Insistiu com voz forte, indignada, antevendo a tragédia na biodiversidade: "Estavam bêbedos!".

MOACYR CASTRO, jornalista

jequitis@uol.com.br

Ribeirão Preto

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Imensa grandeza

Aprendemos muito com o professor Aziz Ab'Saber. Perde o Brasil um cientista e um cidadão de imensa grandeza.

MARCO ANTONIO FIALHO

marcofialho@hotmail.com

São Paulo

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QUANTA BESTEIRA

 

O governo Dilma está mesmo precisando de laxantes para ver se equilibra as ideias! Primeiro, porque estão correndo abestadamente atrás de uma Selic de 9%, como se isso fosse resolver os juros ao consumidor, para produção (algumas linhas acima de 100% ao ano), a falta de saneamento básico, educação de qualidade, saúde, infraestrutura, etc. etc. Depois aumentam o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para 6%, para empréstimos externos com prazos de até cinco anos, prejudicando de forma inconseqüente a vida dos nossos briosos exportadores que para honrarem seus compromissos precisam de recursos adiantados para produzir, e vão buscar lá fora porque por aqui o custo é cavalar... Por outro lado, o País que já não era tão aberto ao mercado externo, nesta era petista tudo é pretexto para barrar importações até com parceiros tradicionais. Fizeram isso irresponsavelmente com a importação de veículos asiáticos, aumentando impostos, e agora tentam encarecer até a importação de vinhos que o brasileiro está apreendendo a saborear, e que não prejudica pelo seu baixo valor o equilíbrio do superávit comercial! E por último, como pico desta disenteria petista, o vexame de tentar quebrar acordo por escrito com a Fifa, selado em 2007, com a escolha do Brasil como sede da Copa do Mundo de 2014, que previa a venda de bebida alcoólica nos estádios de futebol. Ou seja, haja papel higiênico para tantas besteiras...

 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

 

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BRASIL MAL NA FOTO

 

Excelente editorial de sexta-feira (O Brasil ficou mal na foto, A3). Contra fatos não há argumentos. A demagogia, a incompetência e a corrupção disseminada nas três esferas de poder, aliadas ao insano arcabouço legal brasileiro, tornam o atual modelo brasileiro inviável no longo prazo.

 

Ricardo Salles salles@endireitabrasil.com.br

São Paulo

 

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‘FLUCTUAT NEC MERGITUR’

 

Parece que a moda das metáforas aquáticas veio para ficar. Primeiro, nosso timoneiro enxergou a desprezível “marolinha”, depois, foi a vez do “tsunami” na visão algo alarmista de nossa timoneira, com o bravo imediato agitando a bandeira do “não permitiremos” , pois “não faremos papel de bobos”. A título de sugestão, poderíamos enriquecer esses discursos, encaixando o bordão das armas da cidade de Paris: “Fluctuat nec mergitur”, que numa tradução despretensiosa daria: ” oscila ao sabor das ondas mas não afunda”.

 

Alexandru Solomon alex101243@gmail.com

São Paulo

 

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BALANÇA, MAS NÃO CAI

 

Sai Meireles do comando absoluto do Banco Central, entra Guido Mantega acumulando as ordens na Fazenda e no Banco, aquele alevantando os juros a fim de combater a inflação, este se valendo de uma estilhaçante carabina 12 para baixá-los, em socorro especial à sofrida indústria nacional, a lembrar o edifício carioca com o apelido acima, por aparentar balançar, balançar, mas não cair. Construído na década de 50, adjacente ao meretrício do Mangue, deu nome a musical/humorístico televisivo, guindou-se a vizinho da Passarela do Samba do Niemayer, continua lá desde então, balanceando, balanceando, balanceando ou não, mas em pé, firme e forte, contrariando a aparência, quem nem nossos juros selics e tantos outros. Enquanto isso, remanesce a torcida popular pelo êxito dos esforços, ou, por outro lado, enquanto isso, “O povo, ó...”, diria, com a irreverência dos gestos, o ilustre senador de A Praça é Nossa.

 

Marden Braga mardenbraga@bol.com.br

São Paulo

 

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SOFRIMENTO

 

Semana passada o ministro Guido Mantega disse que estamos vivendo uma "fase de sofrimento". Será que ele queria mesmo se referir a uma marolinha ou tsunami? E, agora como enfrentaremos tudo isto.

Marcos Antonio Scucuglia sasocram@ig.com.br

Santo André

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PAPEL DE BOBO

 

Ao depor na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, mais uma vez o inefável Guido Mantega faz papel de bobo. Devia colocar as mãos nos bolsos ao fazer qualquer declaração, para não nos brindar com aquele gestual de quinta categoria, mãozinha pra cá, mãozinha pra lá. Sempre culpando e criticando os outros países e agora, num espasmo delirante de percepção das coisas diz que a Organização Mundial do Comércio (OMC) está desatualizada. Não consegue olhar ao redor de si mesmo! Pior: para justificar desmandos na Casa da Moeda apresenta a inacreditável justificativa de que o eventual responsável pelas lambanças noticiadas, e subordinado seu, já trabalhou para o governo FHC. A que ponto chegou o surrealismo desse ministro...

 

Nelson Penteado de Castro pentecas@uol.com.br

São Paulo

 

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QUIABO COMO MANTEGA

 

O ministro Mantega continua escapando como um quiabo quando se trata de dar explicações de como o ex-presidente da casa da moeda, Luiz Felipe Denucci, exonerado do cargo há um mês e meio, transferiu US$ 25 milhões para duas empresas no exterior, registradas em nome dele e de sua filha.

 

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

 

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EXPORTAÇÕES

 

47% de nossas exportações são representas por somente 6 produtos. A situação não é nada animadora há muito a ser feito, isto demonstra a fragilidade de nossa indústria devido ao alto custo Brasil.

 

Antonio Carniato Filho antoniocarniato@gmail.com

Santa Rita do Passa Quatro

 

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MÃO INVISÍVEL

 

Uma vez mais, o (des)governo do PT, talvez influenciado por sua ideologia capenga e anacrônica, se dispõe a penalizar o empreendedor brasileiro. Agora, com o recém e oportunisticamente criado recurso de “salvaguarda” contra vinhos importados.

Até então, conhecíamos a “mão invisível do mercado” teorizada por Adam Smith. Mas em terras brasileiras acaba de ser criado outro conceito: o da mão invisível da intervenção espúria. Mistérios de Brasília! E dos nossos ilibados parlamentares, sempre tão sen$íveis aos interesses de grupos, associações e instituições, como bem se sabe. Segundo a lógica protecionista que pensávamos abolida desde a época em que o país começou a recuperar o atraso das barreiras contra as importações, deveríamos também “salvaguardar” outros setores, como o da indústria cosmética, de produtos de beleza e perfumes; o do setor de viagens; o de produtos eletrônicos, como tablets. Assim, a população compraria mais produtos dos fabricantes nacionais (nada contra), viajaria só pelo Brasil (sobretudo porque nossos gastos no exterior têm aumentado vertiginosamente), e pagaria cerca de R$ 300 por um tablet, em vez de quase R$ 2 mil.

Vale lembrar àqueles senhores pagos com o dinheiro do contribuinte (que teriam de abdicar ao desejo de viajar a Cuba) que nossa campeã carga de impostos já serve de “salvaguarda” contra artigos importados, e que o empreendedor honesto e pagador de impostos também contribui para a composição do nosso PIB – atualmente um tanto combalido. E não será com esse tipo de medida que nossa economia deixará de ser emergente, para se tornar sólida. Um país que quer investimentos e investidores precisa de normas duradouras, que não oscilem ao sabor dos ventos vários, que não declinarei aqui, sob pena de ser acusada de presunção de injúria e difamação, ou de falta da patriotismo.

 

Marly N. Peres lexis@uol.com.br

São Paulo

 

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PIADA BRASILEIRA

 

O Banco do Brasil prometeu ajudar a indústria brasileira, desde quando banco ajudou alguém neste país?

 

Ivan Bertazzo bertazzo@nusa.com.br

São Paulo

 

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CARROÇAS

 

Porque o governo brasileiro tende a proteger nossa indústria automobilística se, sabe-se, produzimos veículos baratos, populares e de pouca tecnologia? Aparentemente o Brasil não dá importância ao desenvolvimento tecnológico o que obriga o consumidor a adquirir carros importados, se desejar maior performance, segurança e conforto de seu veículo. Os carros brasileiros são, ainda, produtos de nível dos países subdesenvolvidos. Por esse motivo, envergonhados, fomos obrigados a rever o acordo com o México, que nos assegura produtos de maior qualidade.

 

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

 

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IMPOSTOS

 

Um automóvel fabricado na Argentina e exportado para o Brasil custa o equivalente a: R$ 91.000,00 na Argentina; R$ 141.000,00 no Brasil. Por quê?

 

Geraldo Roberto Banaskiwitz geraldo.banas@gmail.com

São Bento do Sapucaí

 

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ACORDO AUTOMOTIVO

 

Por que será que o senhor Pimentel deixou o senhor Patriota “solo” no México?

 

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

 

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IMPORTAÇÕES

 

Todas as restrições e dificuldades que o Brasil provocar nas importações de produtos em geral ocasionarão os mesmos problemas nas exportações brasileiras, que terão que enfrentar os mesmos obstáculos. A melhor maneira não seria desonerar a indústria nacional desse mar de "taxas", "tributos", "impostos" e etc., que representam praticamente no custo a metade do seu valor de venda? E dessa forma tornar os produtos nacionais mais competitivos no mercado interno, estimulando a indústria, o comércio e o consumidor?

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

 

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ENERGIA ELÉTRICA CARA

 

A energia elétrica não esta cara só para a indústria (15/3, B3). O povo, aquele que deveria ser representado pelas casas do congresso, paga uma das

mais altas tarifas do mundo pela energia que consome. Esse mesmo povo que pagou as já depreciadas hidroelétricas, cujo custo hoje é só o de manutenção, não merece também uma redução de tarifa? Se isso não ocorrer ficará evidenciado mais uma vez o descaso dos nossos “representantes” com os seus eleitores.

Gustavo Guimarães da Veiga gjgveiga@hotmail.com

São Paulo

 

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ENERGIA – AUMENTO INCOMPATÍVEL

 

A imprensa anuncia aumento no preço da energia elétrica por parte da empresa Ampla, para 66 municípios do Rio de Janeiro, obviamente, com autorização do governo, na faixa de 6,28%. Governo incongruente, aumenta o aposentado em 6% (abaixo da inflação) e libera para a energia e planos de saúde acima do índice. Gostaria que os intelectuais do governo ou do PT explicassem aos aposentados qual o significado que eles dão aos seus tão “decantados” planos sociais. Já fiz tal pergunta a inúmeros políticos, inclusive ao senador Suplicy e diretamente à Dona Dilma, que não quiseram ou não souberam responder, obviamente, porque não têm explicação.

 

João Roberto Gullino jrgullino@oi.com.br

Petrópolis (RJ)

 

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QUESTÕES TRABALHISTAS

 

Não restam dúvidas de que o Estado de Direito, sobretudo o democrático é melhor opção do que ditaduras sejam elas civis, militares, ou absolutistas. Porém, mesmo havendo democracia, um sério problema persiste: a interpretação das leis, sobretudo no que tange as questões trabalhistas. Quando alguma resolução, norma, ou mesmo uma lei, tem a função de retirar direitos ou punir o trabalhador, a mesma é prontamente aplicada, interpretada na sua íntegra. Já quando tem a função social de resgatar a dignidade, ou de aferir novos direitos, sua aplicação é morosa, questionada pelas autoridades e, às vezes “não pegam”. O exemplo mais recente disso foi a greve dos professores da Rede Estadual de Minas Gerais em 2011. Na luta pelo Piso Salarial Nacional, garantido por lei, descumprida pelo governo de Minas, trabalhadores da educação foram prontamente e duramente punidos não apenas pelos cortes salariais, mas por decisões judiciais, baseadas em outras leis que, por serem instrumentos de punição dos trabalhadores, foram prontamente aplicadas, seguidas a risca. Enquanto a sociedade formada, sobretudo, por uma enorme massa de trabalhadores perder seu tempo criticando movimentos grevistas pelos transtornos e não lutar para que a legislação que a favorece seja aplicada, o problema persistirá. Continuará a existir um Estado democrático que pune com uma celeridade ímpar e é omisso em relação às benesses garantidas por lei. Lutar por direitos mais amplos, como educação de qualidade e legislação trabalhista mais justa é muito mais importante do que ter a visão estéril de que greves e paralisações só causam transtornos.

 

Marcílio Soares Marinho marciliomarinho@yahoo.com.br

Betim (MG)

 

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AS OBRAS DA COPA

 

Os prazos estão se estreitando e as obras de infraestrutura para a Copa das Confederações (2013 e a Copa do Mundo (2014) estão comprometidos diante do organograma de exigências da Fifa. A Lei Geral da Copa está emperrada, trôpega pela ação etílica. Só hoje, a presidente Dilma deu o seu aval, liberando a venda de bebidas alcoólicas nas competições organizadas pela entidade presidida por Joseph Blatter e que é também patrocinado por uma grande cervejaria. Essa permissão será estendida em nossos estádios depois das Copas, o que corresponderá a mais milhares de soldados da Polícia Militar para monitorar as ''organizadas'' ensandecidas. Essa permissão entra na contra mão da campanha da ''Lei Seca'', de resultados provados no salvamento de vidas. Nos estádios, impulsionada pelo álcool liberado,a paixão clubística se transformará em histeria animalesca. Sobre a lentidão dos trabalhos, Danny Jordan, presidente do COL da Copa da África do Sul, disse que os sul-africanos aprovaram com cinco anos de antecedência a Lei Geral da Copa. Todos esses recuos e avanços, toda essa morosidade que pode comprometer a nossa capacidade de sediar tantos eventos em tão pouco tempo. Que o ''carimbo'' de ''síndrome de cachorro vira-lata'', criado pelo saudoso Nelson Rodrigues, seja tão somente um ''carimbo''.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

 

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E A NOSSA LEI?

 

Com respeito à liberação da venda de bebidas alcoólicas nos jogos da Copa, quem assumiu compromisso em nome da Nação sem ouvir o Congresso e a sua revelia? Quem será responsável pela violência gerada por essa permissão ( sabemos a priori que existirá)? E a nossa lei fica sem valor?

 

Fábio Duarte de Araújo fabionyube@visualbyte.com.br

São Paulo

 

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PRIORIDADE SELETIVA

 

No contexto da Copa, obra não essencial é a que tem menor possibilidade de maiores desvios.

 

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

 

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SOBERANIA À VENDA

 

O Brasil sempre foi um país benevolente porém, para sediar a Copa do Mundo de Futebol em 2014 o ex-presidente Lula exagerou na "dose", e acabou vendendo a soberania do País à Fifa.

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

 

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PORRE

 

No Congresso, a tal "Lei do Goró" já faz por merecer a "saideira".

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

 

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VITÓRIA NOS BASTIDORES

 

O Brasil acaba de ganhar a Copa de 2014. Se ainda não no campo, pelo menos nos bastidores. Adeus Ricardo Teixeira. O que seria seu canto do cisne se transforma numa melancólica marcha fúnebre entoada por uma hiena.

 

Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

 

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CBF

 

Ricardo Teixeira renunciou à presidência da CBF com o único objetivo de sair de cena e ficar menos exposto quando acontecer, nos próximos dias, a abertura pela Fifa dos documentos do caso ISL. Ele deve saber muito bem o que vem por aí, e preferiu fugir para Miami. Em sua carta de renúncia, teve a cara-de-pau de declarar que se coloca à disposição para continuar colaborando com o futebol brasileiro, quando o que fez, ao longo dos 23 anos em que comandou a entidade, foi enriquecer através de inúmeras jogadas e falcatruas. Pouco vai mudar na CBF, pois José Maria Marin, que vai ficar em seu lugar, tem um perfil ético bastante semelhante ao de Teixeira. Resta para nós, torcedores desiludidos com a nossa seleção, esperarmos que, pelo menos, aconteça alguma mudança no comando da mesma, com a necessária troca do técnico, que comprovadamente não deu certo, e com a saída dos penduricalhos colocados na CBF pelo ex-presidente, como jogada de marketing, como Andrés Sanchez e Ronaldo.

 

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

 

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VERGONHA MUNDIAL

Pasmem! A Copa do Mundo no Brasil nem começou e já é uma vergonha. Já somos ridicularizados por membros dos segundo escalão da Fifa e o mundo sabe que somos irresponsáveis. As palavras chulas usadas pelo secretário Jerome Valcke não podem servir como escudo para mostrarmos falso patriotismo. A Fifa manda e desmanda no futebol mundial, disso ninguém dúvida. Não é mesmo verdade que o Brasil está fazendo o possível para realizar a pior copa da história, borrifada com denúncias de corrupção, porém, não é coerente que um cartola da entidade maior entre na nossa sala, fica acomodado no melhor sofá, tome um cafezinho especial, lhe são servidas as mais saborosas rosquinhas e o cara exige que a gente fique de quatro. Lógico que ele errou ao dizer que o país precisava de "um chute no traseiro". Mas os atrasos nas obras, não só dos estádios como também de infraestrutura, são para lá de preocupantes. O anúncio de que o mundial de 2014 seria aqui aconteceu em 2007. Porém, os responsáveis só começaram a se coçar verdadeiramente após a Copa da África. Quanto mais a obra for de emergência, mais gastos, mais corrupção e menos fiscalizações acontecem. A Copa do Mundo vai expor o quanto somos presos a brigas políticas e a interesses pessoais. Jerome Valcke, um francês metido a besta, poderia até ter razão, mas errou na forma e no conteúdo. Tivesse apenas sugerido que está Copa no Brasil cheira a trambicagem e favorecimentos, poderia até ter respaldo popular. Mas, como atingiu os brios da pátria idolatrada, só não foi linchado por não ter aparecido com sua vistosa sunga cor-de-rosa na ensolarada praia de Copacabana. A simples construção do estádio do Corinthians já é capaz de revoltar os mais desenformados. Brasileiro tem sempre a mania de repassar a culpa. De não admitir os erros. De achar que o escorregão foi do outro e não seu. Os últimos acontecimentos são apenas um reflexo de que o Brasil continua não sendo um país sério. Que Ricardo Teixeira vá para nunca mais voltar ao futebol, de preferência com uma passagem só de ida para Marte. Renunciou tarde!

Turíbio Liberatto Gasparetto turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul

 

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CHIPS PARA AUTOMÓVEIS

 

A presidente Dilma Rousseff quer que se leve a cabo até 2014 a instalação de chips de identificação nos automóveis nacionais. Será uma facilidade. Funcionários públicos desonestos venderão tudo a preço de ouro, principalmente se ficar sob a guarda do nosso “incorruptível Detran”. A bandidagem poderá monitorar moradores que estiverem fora da residência para assaltarem tranquilamente. Detetives particulares monitorando o investigado sem precisar sair de seus escritórios. Além de aparentemente ser inócuo porque os chips serão colocados em adesivo no parabrisa dos automóveis, provavelmente de fácil remoção por assaltantes. E tem mais, tal ideia vinda de um governo com claras tendências ditatoriais nossa liberdade estará comprometida como acontecia na Alemanha Oriental quando todos eram monitorados pela KGB. Se fossemos um país serio tal ferramenta até que poderia funcionar, mas estamos no Brasil, um dos países mais corruptos do mundo!

 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

 

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RODÍZIOS

 

Mesmo do jeito em que anda o trânsito veicular em São Paulo, agravado pela deficiência no transporte público, dificilmente os donos de automóveis irão abdicar do meio próprio de locomoção. Como, no curto prazo, vias urbanas não serão criadas ou alargadas, a cidade está a ponto de criar o rodízio do rodízio. Nele. além do rodízio normal, seriam criados, dentro das três horas de cada horário de pico (180 minutos), intervalos de restrição de 45 minutos para cada um dos quatro grupos em que a circulação é permitida durante todo dia. Medida esdrúxula? Não mais do que o caos em que se transformou o trânsito na cidade.

 

Roberto Castro roberto458@gmail.com

São Paulo

 

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BURACOS E MAIS BURACOS

 

Em tantos anos nesta cidade, não me recordo de tantos buracos, ondulações, deformações, tampas de ferro rebaixadas mais de dez centímetros, outras pegadinhas que nos fazem dirigir em desvios constantes , com motociclistas nos dois lados e carros idem . A cidade de São Paulo hoje é um rallie da pior espécie, ruralíssimo e perigoso. Andar em carro de passeio é aventura mortificante . Ou, se trata de conluio do prefeito com as montadoras de SUVs e Pick-ups ou é mesmo o fim da gestão decente . A ultima revisão de asfaltamento que me recordo ainda é da gestão Serra, ao menos nas ruas que andava na época , o que me satisfez. Mas, hoje, para sair e chegar em casa me deparo com sacolejos intermináveis, desvios suicidas para mim e para quem estiver ao lado, tenho de reduzir demais a marcha para não sofrer pulos literais. Pergunto, aonde teria sido gasto o irreal aumento de mais de quarenta por cento no IPTU? Esqueceram de salvar algum para a pavimentação da cidade, ou foi tudo levado ao cofre do novo partido do prefeito?

 

Ronaldo Parisi rparisi@uol.com.br

São Paulo

 

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CONCESSÕES RODOVIÁRIAS

 

Consta que a presidente Dilma pretende conceder à iniciativa privada por determinado tempo estradas federais que sejam viáveis economicamente neste sentido. Ela quer um modelo intermediário entre a venda pelo maior preço, que acaba sendo pago pelo próprio usuário, da era FHC, e a preferência pela menor taxa de pedágio por quilômetro, que marcou o governo Lula. Finalmente aflora a sensatez no critério de concessões rodoviárias. Se o contrato for realmente bem feito e bem fiscalizado, sem falcatruas, certamente será o sucesso que todos desejam nesta discussão. Neste último fim de semana fiz uma viagem de Ribeirão Preto até Anápolis/GO e percorri 700 kms praticamente em estradas duplicadas. Só que depois do Estado de São Paulo com a Anhanguera bem maquiada, peguei a sua continuação em Minas e depois em Goiás com asfalto em melhor estado, mas com deficiências graves no chamado serviços complementares, como falta de boa sinalização horizontal e vertical, roçada constante da faixa de domínio, e de uma assistência efetiva ao usuário que viaja. Se o governo federal conseguir esta façanha, que terá um custo adicional relativamente baixo para o usuário, ai quem sabe o governo de São Paulo seja obrigado a diminuir as suas altas taxas de pedágio.

 

Luiz Antônio da Silva lastucchi@yahoo.com.br

Ribeirão Preto

 

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TREM DA ALEGRIA E DA INCOPETÊNCIA

 

O Eurotúnel com extensão pouco superior 50 km é submarino e subterrâneo. 37,9 km deles estão numa profundidade média de 46 metros abaixo do solo no Canal da Mancha entre a Inglaterra e a França. Foi investido nessa obra US$ 16 bilhões de dólares pelos dois países e cumpridos oitos anos de árduo trabalho por 15 mil trabalhadores. Foi entregue ao público em 1994, e pouco mais de oito milhões de pessoas e centenas de milhares de veículos de passageiros e cargas fazem a travessia todos os anos em apenas 35 minutos. A Sociedade Americana de Engenheiros Civis, dentre muitas outras no mundo todo, de igual representatividade técnica, declarou a obra como sendo uma das sete maravilhas do mundo moderno.

No Brasil da mediocridade lulopetista, encontramos na primeira página do Estadão (16/3), a foto da pseudomandatária do país, em dita manchete que estaria fiscalizando o pseudoprograma de aceleração de crescimento. Estava ela a bordo de um “jegue ferroviário”; pois não se pode dar outra nomenclatura àquele veículo trafegando na já histórica ferrovia Norte Sul, e que quem não conhece é porque perdeu o trem da história neste país. História funesta que já passa para a ficção, pois falam em fazer um Trem Bala em terra onde sequer haja competência e moralidade instalada para assentar um dormente. Aliás, por dormentes se entende os eleitores que mantêm este estado de putrefação elegendo quem dirige a coisa pública no Brasil. Comprova-se pela inacabável; pois se acabar acaba a “boquinha” do milagreiro do clientelismo – Sarney, a ferrovia Norte Sul que também começou um ano depois do início do Eurotúnel, e sequer se têm ideia do custo total da obra até o momento, mas que certamente já passou em muito do custo da obra que liga a França a Inglaterra, e ainda não consegue ligar o “nada a lugar nenhum”. Segundo promessas de Rousseff, coincidentemente as mesmas de Lula, ela será entregue no último ano de seu governo. Existem dúzias de processos em tramitação por denúncias de corrupção nas obras inacabáveis; afinal a administração está a cargo da Valec, e esta se subordina ao Ministério dos Transportes, leia-se Waldemar da Costa Neto e demais estafetas de um corpo Ministerial que a rigor é distribuído ao fisiologismo do que “chamam de base de apoio político”, e que não passa da divisão do butim ou pilhagem que fazem do erário público.

 

Oswaldo Colombo Filho colomboconsult@gmail.com

São Paulo

 

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MENTIRA LEGALIZADA

 

'Procissão do crack' migra dos Campos Elíseos para a Nova Luz (C4, 5/3): será que agora a prefeitura tocou a boiada de nóias ao lugar adequado aos seus interesses? Para conseguir justificar a alegação de a Santa Ifigênia e a Luz estar degradada? Tocando a boiada, a prefeitura teria transformado em verdade a mentira por ela apresentada ao Tribunal – que suspendeu os direitos da população às liminares com base nessa mentira – propiciando assim caminho livre a obras irreversíveis em beneficio só da especulação imobiliária?

 

Suely Mandelbaum, urbanista suely.m@terra.com.br

São Paulo

 

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PICHAÇÕES

 

Leis contra as pichações existem. A lei Federal nº 9.605 – art.65, leis estaduais e municipais, tão somente é preciso pô-las em prática. Com grande estardalhaço o prefeito Kassab criou a “Cidade Limpa”. Apenas ele enfrentou os publicitários e as empresas que cuidavam dos outdoors, mas aquilo que realmente emporcalha a cidade de São Paulo são as pichações. Até agora Kassab não tomou nenhuma providência. Os pichadores agradecem quando a prefeitura limpa pintando os muros e paredes pichadas. A gang rival de pichadores corre para pichar novamente em cima do trabalho feito pela prefeitura. É como enxugar gelo. Boa parte dos pichadores é formada por adolescentes, como são “di menores” eles são considerados irresponsáveis pelos seus atos pela lei,são como os loucos. Quando um “di menor” é flagrado cometendo esse crime — pois a Lei Federal nº 0.605 art. 65 que considera a pichação um crime — na melhor das hipóteses ele é levado para Delegacia do Menor e Adolescente a fim de uma paciente psicóloga tentar convencê-lo que pichar é muito feio. Uma vez reeducado, o galalau adolescente é devolvido ao convívio da sociedade e continua pichando rindo da admoestação feita. Uma medida exemplar seria apanhar em flagrante delito os pichadores, maiores ou menores, e fazer na presença de guardas municipais que eles limpem toda à sujeira que fizeram as suas próprias custas. Se eles têm dinheiro para comprar tinta que é cara, também tem que ter dinheiro para o material de limpeza Um prefeito que não cumpre a lei aprovada pelo legislativo e sancionada por ele merece ser processado.

 

José Carlos de Castro Rios jJc.rios@globo.com

São Paulo

 

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UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO

 

Afinal, em qual a posição da Universidade de São Paulo (USP): está no 178º, considerando-se 400 outras analisadas, ou, em uma arrumada seleção entre outras 100 universidades do mundo, estaria entre os 61 a 70º posicionamento no ranking? O THE durante algum tempo foi um jornaleco; depois começou a aparecer como uma revista semanal, e, agora, privilegia a USP que há muito tempo, no ranking promovido por conceituadas instituições, tanto norte-americanas como européias e chinesas, esteve abaixo, no mínimo, entre aquelas que ocupariam posição entre 150 a 200º lugares. Essa guinada é no mínimo estranha, muito estranha. Finalmente, é preciso separar, quando o assunto é a USP, entre a reconhecida competência de vários de seus mestres e doutores e a política do governo do estado de São Paulo que causa, financeiramente, constrangedoras limitações a vida acadêmica.

 

Sérgio Paulo Teixeira Pombo sp.pombo@estadao.com.br

Campinas

 

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VERGONHA – FGV

 

Que constrangimento a Fundação Getúlio Vargas (FGV) clonando questões de provas? ”Quem com o ferro fere com o ferro será ferido.” Merece reprovação da sociedade. Essa mesma entidade que a reboque dos mercenários da OAB vem aplicando o caça-níqueis Exame de Ordem, dizimando sonhos de milhares de Bacharéis em Direito (Advogados), devidamente qualificados pelo Estado (MEC), aptos para o exercício da advocacia, com questões dúbias, infestadas de pegadinhas (parque das enganações),feitas para reprovação em massa; quanto maior reprovação maior o faturamento, a cachoeira de R$ 72,6 milhões por ano, sem prestar contas ao TCU, gerando fome desemprego (num país de desempregados e doenças psicossociais, (bullying social), Assegura art. 22 da Constituição, “Compete privativamente a União legislar sobre;(EC nº19/98) (...) XVI – organização do sistema nacional de emprego e condições para o exercício de profissões. Art. 29 § 1º do Código de Ética da OAB “Títulos ou qualificações profissionais são os relativos à profissão de advogado, conferidos por universidades ou instituições de ensino superior, reconhecidas. Que o próximo recuo do Egrégio STF, agora sob nova direção, seja banir do nosso ordenamento o caça-níqueis Exame de Ordem. A privação do emprego é um ataque frontal aos direitos humanos. ”Assistir os desassistidos e integrar na sociedade os excluídos.” Lembro que os atentados contra os Direitos Humanos terão repercussão nacional e internacional, por serem considerados “bien commun de l’humanité” e crime de lesa humanidade.

 

Vasco Vasconcelos vasco.vasconcelos@brturbo.com.br

Brasília

 

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