Fórum dos Leitores

POLÍTICA ECONÔMICA

O Estado de S.Paulo

21 Março 2012 | 03h06

Desindustrialização

Ante fatos não há argumentos. Os números divulgados nos últimos dias pela mídia estão aí e mostram claramente a real situação do crescimento econômico e a desindustrialização de nossa nação. Não adianta o governo querer tapar o sol com a peneira e continuar dizendo que está tudo uma maravilha, temos um futuro brilhante, blá-blá-blá. Tem de tirar o corpo mole da cadeira e trabalhar forte, de forma eficiente e com o devido caráter de urgência, tal qual faz a iniciativa privada, aqui e lá fora. Ou correremos o risco de ver mais uma (ou talvez duas) décadas perdidas por causa da contínua politicagem e da ineficácia do governo.

ARTUR LOVRO

artlovro@hotmail.com

São Paulo

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Perdas industriais

Um em cada cinco produtos industriais vendidos no Brasil vem do exterior. Esse fato vem mostrar e comprovar que as nossas indústrias estão patinando, de fato. Sem dúvida, os vilões de tal situação são a alta carga tributária e as altas taxas de juros, consideradas as mais elevadas do mundo. O número acima citado sobre os importados representa 20% da capacidade produtiva nacional. Além do que esses produtos chegam ao País bem mais baratos do que os aqui fabricados!

ANGELO TONELLI

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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Remendos na economia

No governo Ernesto Geisel, após este ter dado pouca importância à crise do petróleo da década de 1970, começamos a viver com "pacotinhos econômicos", começaram as indexações na economia e se iniciou a disparada da inflação. Isso prosseguiu nos governos José Sarney e Fernando Collor, com uma série infindável de pacotes que nunca resolviam o problema, ao contrário, agravavam. Até que o então presidente Fernando Henrique Cardoso convocou uma equipe competente que fez o Plano Real, de que o atual governo se beneficiou, apesar de ter sido contra. Do jeito que as coisas andam - após o ex-presidente Lula ter dado pouca importância à crise de 2008, os pacotinhos para conter a valorização do real e a inflação -, parece que um novo ciclo se vai desenvolvendo e com as obras de emergência da Copa e da Olimpíada poderemos vir a ter um novo ciclo de inflação alta, de péssima memória recente.

FRANCISCO DA COSTA OLIVEIRA

fco.paco@uol.com.br

São Paulo

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CÓDIGO FLORESTAL

Danos da radicalização

O artigo Código Florestal, utopia ou loucura? (17/3 , A2), de Rodrigo Lara Mesquita, esclarece aos incautos os danos pela radicalização em defesa da natureza. Tais opiniões fanatizadas foram formadas por ONGs estrangeiras ramificadas no Brasil, financiadas por países e/ou empresas que veem no País o concorrente a ser inibido. Isso já foi denunciado pelo articulista Denis Rosenfield neste jornal em edições anteriores, divulgando o nome das organizações que desequilibraram o que seria o texto adequado ao Código Florestal; radicalizado e mal concebido, é a arma para brecar este gigante em riquezas naturais e produção agrícola. A perversidade abrange restrições inadequadas ao desenvolvimento urbano: nossas cidades ocupam menos de 1% do território nacional e abrigam mais de 80% da população.

SERGIO MAUAD, conselheiro do Secovi-SP

contato@sergiomauad.com.br

São Paulo

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Falácias

Brilhante o artigo de Rodrigo Lara Mesquita sobre a loucura do Código Florestal. Oxalá tivéssemos políticos com essa visão. O problema é: quando o Brasil, bem como nossos políticos, deixará de se levar por falácias e começará resolver assuntos técnicos com conhecimento de causa? A Austrália é um exemplo acabado de preservação ambiental no campo, com respeito a quem produz alimentos, matérias-primas e energia. Em assuntos técnicos o conhecimento superficial é muito pior que nenhum conhecimento. Quem gostaria de ter seu coração operado por artistas, jornalistas, políticos e ativistas que tivessem aprendido cirurgia pela internet?

CIRO A. ROSOLEM, professor titular de Agricultura da Faculdade de Ciências Agronômicas da Unesp

rosolem@fca.unesp.br

Botucatu

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Despropósito

Parabéns ao jornalista Rodrigo Lara Mesquita pelo bom senso e conhecimento demonstrados e por sua lucidez e brilhante compreensão desse tema tão sensível, que é motivo de demagógicas discussões e escusos interesses para enfraquecer ainda mais as condições socioeconômicas desta "pobre" Nação. Este governo, depois de promover tão descaradamente a "desindustrialização" do País, agora, sem conhecimento (?) da real situação da agropecuária nacional, vai também patrocinar a "desagriculturação"? E nós, sofridos brasileiros, vamos viver e depender da importação de víveres da América do Norte e da Europa? Se não fosse tão séria a questão, daria vontade de gargalhar diante de tamanhos despropósito e irresponsabilidade.

SAULO ANTONIO MELO SIQUEIRA

saulomelosiqueira@uol.com.br

Cássia (MG)

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RECICLAGEM

Atraso

O editorial Atraso na reciclagem(16/3, A3) é um alerta para equívocos que podem ocorrer na alegada defesa da sustentabilidade. Estamos literalmente jogando no lixo material que pode ser reaproveitado, reduzindo impactos ambientais, e deixando de utilizar esse que pode ser, sim, um mecanismo de inclusão social. É óbvio que a causa principal não é a baixa eficiência das cooperativas de catadores. Faltam políticas e recursos para capacitar trabalhadores, estimular e apoiar a formação de cooperativas, ou seja, falta dar ao catador de material reciclável o real valor que ele merece. A lata de alumínio criou, sem nenhum apoio governamental, um sistema que acabou estimulando a coleta e a reciclagem de outros materiais. Para isso o catador foi e continua sendo personagem fundamental. E agora, às vésperas da implantação do Plano Nacional de Resíduos Sólidos, não pode ser abandonado. Não apenas na triagem, mas também na coleta urbana, como já ocorre em Londrina, Diadema, Natal e um pequeno número de outras cidades que decidiram investir na redução da miséria e em condições mais dignas de trabalho para essa categoria, da qual o País dependerá cada vez mais.

RENAULT CASTRO, diretor executivo da Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alta Reciclabilidade (Abralatas)

tourinho@cdn.com.br

Brasília

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LICITAÇÕES COMBINADAS

As compras emergenciais realizadas no serviço público são fonte inesgotável para a corrupção. Os responsáveis pelo controle e pela distribuição dos materiais, medicamentos e serviços deixam chegar ao extremo da necessidade para então pedir “urgência” na aquisição ou restabelecimento dos serviços. Essa prática é antiga e do conhecimento de todos, e por isso mesmo esse pessoal costuma ser escolhido a “dedo”. No dia em que se acabar com essa relação de interesses entre essa gente, vai, também, pôr fim nessa disputa desavergonhada dos políticos pelos cargos públicos. Havendo maior controle e vigilância nesses recursos destinados às “emergências”, o contribuinte será o verdadeiro ganhador.

Odiléa Mignon cardosomignon@gmail.com

Rio de Janeiro

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PEIXE PEQUENO

Não sei se a declaração do secretário de Saúde do Estado do Rio, sobre a matéria de suborno, no Fantástico, é para rir ou chorar. Disse que aquilo era vergonhoso. Uma das empresas, a Toesa, em outra reportagem, há um ano, apresentou um contrato de mais de R$ 4 milhões para manutenção da frota do Sistema Único de Saúde (SUS). Daria para renovar toda a frota e ainda sobraria dinheiro. O cunhado do secretário Sérgio Cortes, que chefiava o departamento que cuidava desses contratos, foi exonerado, mas, até agora, o processo de apuração não foi concluído. A empresa continuava prestando serviço. Foi preciso outra reportagem, esta mais forte, para que o governo do Estado do Rio anulasse os contratos, se não, continuariam. Pessoal, acorde! Essas transações não são decididas por um simples chefe de seção ou de licitação não. Isso é peixe pequeno. Isso é decidido em gabinetes de diretores, secretários, governador, ministro. O peixe pequeno é o que se chama de testa de ferro ou laranja. Dá a cara para proteger os peixes graúdos. Vão me dizer que os secretários, governadores, ministros, presidentes de estatais, prefeitos, não sabem que isso acontece? Quando estoura a bomba aparece alguém, como o secretário Sérgio Cortes, para dizer abobrinha. E o povo acredita.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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BAGRES

Meia dúzia de bagrinhos cai na rede e logo aparece em tela cheia a cara cínica e santa de políticos da cria "só sei que nada sei". Risos! E vemos quem dentre elas? A do Marco Maia, o maior arquivador de pedidos de CPI enquanto na presidência da Câmara dos Deputados! Mais risos! Sugiro instituírem no Brasil o "Dia do Político", fazendo-o coincidir com o "Dia de Todos os Santos" do calendário católico romano.

 

Conrado Amstalden c.amstalden@hotmail.com.br

Vinhedo

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AS IMAGENS DO ESCÂNDALO

O Brasil ficou escandalizado com as imagens das cobranças de propinas num programa de televisão no domingo (Fantástico). Quanta hipocrisia de todos fazendo cara de indignados com mais um caso de corrupção que acontece a todo instante e ninguém é punido, não devolvem nada, nenhum empresário ou político fica preso. Estão dizendo que as leis ficarão mais pesadas – mais uma piada para os idiotas chamados "brasileiros". A lei só prende pobre como aquela coitada que foi flagrada roubando o enxoval de bebê e deu a luz ao seu filho amarrada em uma cama de hospital no Estado mais rico do Brasil. Até hoje eu só vi a Justiça Divina atuar contra os poderosos. Brasil: O remorso de roubar os pobres causa câncer.

 

Manoel José Rodrigues manoel.poeta@hotmail.com

Alvorada do Sul (PR)

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A ÉTICA DO MERCADO SUJO

Finalmente o Fantástico da Rede Globo apresentou uma reportagem com começo, meio e fim, e que deixou os telespectadores atônitos com a exposição cínica dos envolvidos no esquema de corrupção na saúde no Rio de Janeiro. Agora, a Controladoria-Geral da União (CGU) terá que forçosamente intensificar os controles e a fiscalização nas grandes empreiteiras, pois, como declarou um dos corruptores, a “propina” faz parte da ética do mercado (sujo). Então, é prática comum em todos os negócios que envolvem dinheiro público. Que esse episódio seja só o primeiro de muitos que devem ser revelados.

 

José Carlos Costa policaio@gmail.com

São Paulo

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NÃO TEM PREÇO

Com empresas abutres como a Locanty, Bela Vista, Toesa e Rufolo atuando livremente na corrupção de autoridades e no câmbio negro das consciências, é de fato impossível que existam recursos públicos para que o Ministério da Saúde, o Governo do Rio de Janeiro e a prefeitura do Rio possam oferecer um atendimento digno à população. E surge aí o aspecto mais revoltante: pois é essa mesma população que, direta ou indiretamente, paga em dobro os roubos e rombos de um sistema do qual dependa a vida humana. Se o governo Sérgio Cabral pagou a esse grupo R$ 283 milhões de 2008 a 2012, e a administração Eduardo Paes, R$ 62 milhões, e mais negócios na UFRJ, a quanto alcançará o superfaturamento no total de contas? E quantas pessoas morreram em conseqüência disso tudo? Isso é mais importante do que o valor financeiro, porque a vida não tem preço.

 

Francisco Pedro do Coutto pedrocoutto7@yahoo.com.br

Rio de Janeiro

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CANCRO

O programa Fantástico apenas mostrou o que todo mundo sabe, a corrupção tomou conta deste país, como um cancro. Dona Dilma, mexa-se! Não temos malfeitos, temos roubalheira desenfreada.

Alberto Bastos Cardoso de Carvalho albcc@ig.com.br

São Paulo

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CISTERNAS DE PLÁSTICO

Cisternas de plástico entregues às famílias do semiárido nordestino simplesmente reproduzem mais um capítulo do descaso desumano que governos de décadas manifestaram em relação ao nordeste brasileiro. Algumas, submetidas a forte calor, obviamente previsível, já começaram a deformar. O povo local não recebeu sequer lições de como entrar e limpar esses reservatórios. Técnicos contradizem o governo, que projeta um prazo de vinte anos para sua utilização, e dizem que brevemente tais cisternas de polietileno não passarão de um amontoado de plástico poluindo a região e deprimindo ainda mais a paisagem da região das secas. Têm um custo dobrado em relação às cisternas de placas de cimento, que poderiam, além disso, absorver a mão de obra local, e cuja resistência é comprovadamente de no mínimo trinta anos. A população protesta, os técnicos criticam, somente o governo defende suas cisternas, alocadas inicialmente na região de Petrolina (PE), fronteiriça com Juazeiro (BA), dominada pelo coronel Fernando Bezerra, ministro da Integração Nacional, e respectiva família. Paulatinamente o eleitorado cativo de Lula e Dilma do Nordeste miserável deverão perceber que não há milagre de líderes messiânicos que os tire da tragédia continuada, que a solução de um problema secular só virá de um governo sério e que empregue a melhor e mais barata tecnologia, com respeito à dignidade das pessoas humanas que habitam essa sempre maltratada região de nosso país. Enquanto isso não ocorre, Deus e o Diabo se revezarão na terra do sol.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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ENGANAÇÃO OU INCOMPETÊNCIA?

Pouco a pouco as promessas megalomaníacas de campanha vão se esvaindo. Não há um dia sequer, uma vez que nada, absolutamente nada tem sido feito, em que as mentiras repetidas até a exaustão escancaram-se no rosto do povo. Onde estão as 1.722 creches, que já deveriam estar funcionando, das 6 mil prometidas? Onde estão as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 1)? Onde estão os investimentos em infraestrutura? Onde está o discurso raivoso e até autoritário tão bem propagandeado pelo marqueteiro João Santana? Onde está a saúde quase perfeita? Onde estão os 2 milhões de casas?

Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

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ALIADOS EM REBELIÃO

A fragilidade política do governo está na coalizão das forças aliadas, porque, como se vê, no caso do PR, o partido no Senado representa sete senadores, mas que podem mudar o humor da presidente Dilma, tendo em vista a disposição do ex-ministro Alfredo Nascimento (AM). Os senadores do PR querem mostrar a mudança de forças no Senado e já procuraram o senador Flexa Ribeiro (PA) para assinarem a CPI que pretende esclarecer as denúncias de enriquecimento do ex-presidente da estatal (BB) Luiz Felipe Denucci. Na Câmara dos Deputados a cizânia está instalada. Deputados da base ruralista, querem aprovar uma Proposta de Emenda Constitucional que transfere do presidente da República para o Congresso a decisão sobre a demarcação das terras indígenas, de áreas de preservação ambiental e regiões de quilombolas. Outros projetos que o governo tinha como ''favas contadas'' já não são mais. A oposição (PSDB e DEM) deve tirar dividendos políticos desses tropeços da equipe do governo e, quem sabe, sair da inércia que a tem caracterizado. Jamais, em tempo algum, um governo foi tão corrupto e incompetente desde a proclamação da República.

 

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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FOGO AMIGO

O ex-presidente Lula dizia que a oposição deveria passar por uma terapia.  Precisa dizer mais sobre o atual fogo amigo?

 

Eduardo Henry Moreira henrymoreira@terra.com.br

Guarujá

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MESMO QUE O CONGRESSO IMPLODA

O bom nessa crise envolvendo o governo e sua base aliada é que a população está percebendo o seguinte: mesmo o Congresso implodindo, em nada afetará o bom desenvolvimento do País. Felizmente, como temos acompanhado na última década, o Brasil navega e se mantém a tona por si só, independentemente daqueles que se dizem seus dirigentes. Ou seja, essa gente não faz a menor falta ao País.

José Marques seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

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REPÚBLICA AUTOCRÁTICA DE TERCEIRO MUNDO

A corrupção no governo federal já começa na nomeação de ministros. Sendo que o Legislativo é o poder da República destinado a legislar e “controlar” o Executivo, a corrupção se inicia ao se nomearem senadores e deputados para cargos de ministro. O presidente da República não só coopta o parlamentar, como o partido e o Congresso. A partir daí, os atos do Executivo passam a ser suspeitos. A divisão de Poderes desaparece. Em seguida, a nomeação de ministros para a Justiça realizada pelo presidente torna o artigo 2º da Constituição inócuo. Ao contrário do que diz a Carta Magna, os Três Poderes da República não são “independentes”, embora passem a ser muito mais “harmoniosos”. Nessa situação, e ainda com 7,5% de oposição no Congresso, têm razão jornalistas estrangeiros em nos classificarem como uma República autocrática de Terceiro Mundo. Péssimo conceito que certamente nos impede de participar do Conselho de Segurança da ONU, por exemplo. Motivo suficiente para o País ser tratado com certo desdém, até por outros chefes de Estado.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

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FAXINA NO CONGRESSO

Faxina é coisa de mulher? Sim, é! E a presidenta Dilma está corretíssima na limpeza ideológica dos "descontentes" que, com sua conduta, sujam ainda mais a imagem e a credibilidade do Congresso Nacional. E o cerne do problema está mesmo nessa influência deletéria dos “interesses” antissociais, criados e alimentados em torno do poder público por aqueles que têm seus pedidos “negados” e que se monstram com uma convicção política tão firme quanto folhas ao vento no outono do Brasil, ou seja, os vira-casacas do poder. Aliás, já passou da hora de dar um basta na grita teatral desses “inconformados” e assíduos frequentadores do noticiário de escândalos políticos que foram eleitos democraticamente para legislar o País, e não para usar do cargo público para lustrar suas vaidades e caprichos perdulários. O Brasil e os brasileiros agradecem essa “faxina política”!

Aurélio da Silva Braga branco.braga033@gmail.com

Bauru

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O CHORO DE DILMA

Há alguns dias foi noticiado que a presidente Dilma chorou por ocasião da dispensa do ministro Luis Sérgio (PT). Ao que tudo indica, depois de uma visita feita ao seu mentor político, o Lula, essa deve ter sido a instrução que recebeu para representar, pois era hora de mandá-lo embora, uma vez que ele já tinha demonstrado incompetência e falta de outras coisas mais. Entretanto, depois disso, Dona Dilma descobriu que não poderia continuar derramando lágrimas a cada dispensa, uma vez que muitos outros ministros e ajudantes de segundo escalão também eram incompetentes e lhes faltava honestidade conforme a imprensa tem acusado. Resultado: agora não tem mais choro e nem velas, depois que um balanço feito em sua equipe ter acusado que ela não teria lagrimas suficiente para fazer a representação teatral, na despedida de cada um deles, conforme seu mentor político havia lhe recomendado. Esse é o governo que temos.

Raul S. Moreira raulmoreira@mpc.com.br

Campinas

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ROMÁRIO

Romário realmente é o “cara”. Eu já achei que era muita pretensão dele fazer essa declaração, nas depois de vê-lo passar pelo Vasco, Flamengo e Fluminense sendo ídolo das torcidas tão antagônicas desses clubes, vê-lo eleito deputado com milhares de votos, ver que qualquer coisa que ele diz vira notícia, não tenho com discordar dela. Só acho que ele, com a força que tem, poderia estar fazendo muito mais pelo povo brasileiro do que apenas essa sua luta em prol dos portadores de deficiências. Por que não dizer de cada um dos maus políticos, que ela já identificou no Congresso, o mesmo que ele falou do Ricardo Teixeira? Por que não denunciar a sujeira que existe por lá, e iniciar uma luta em favor da moral e da honestidade? Ele não depende de ninguém, nem de nenhum partido político. Eu faria, se tivesse voz para isso. Só que, infelizmente, eu não sou o “cara”.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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‘O MAIOR ROUBO DA HISTÓRIA’

Pelas suas últimas declarações à imprensa, não está na hora da Comissão de Ética da Câmara convocar o deputado Romário para uma sabatina em plenário? Ou será que todos concordam que a Copa do Mundo de 2014 será o maior roubo da história?

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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COPA E CERVEJAS

 

Em 2007, quando o Brasil aceitou ser o país para sediar a Copa do Mundo de 2014, cervejas nos estádios estavam no pacote. A imprensa divulgou isso! Esse "causo" que agora está sendo criado é bobagem pura, e a imprensa não explica direito. Juca Kfouri fala isto claramente: ou o Brasil aceita a cerveja nos estádios ou a Fifa leva a Copa para outro país, é simples! E os políticos petistas deixam essa conversa fiada esticar, como ignorantes ou pessoas de má-fé? A verificar.

Jose Nilvo Genova akatah@terra.com.br

Curitiba

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CULPA DO ‘CARA’

 

Isso que dá ter sido comandado por quem nunca "sabe" de nada. O governo brasileiro (Lula), ao assinar em 2007 com a Fifa o compromisso de sediar a Copa de 2014, "não sabia" que seria permitida venda de bebidas alcoólicas nos estádios? Vem agora o PT querer ser "politicamente" correto contra as bebidas nos estádios e não assumir a Lei Geral da Copa. Quer que a Fifa negocie! Vai cobrar do cara e dos demais que estiveram na escolha...

 

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo

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FREI BETTO E A COPA DO MUNDO

As cobranças meio fora de ordem de Frei Betto, amigo quase irmão do Lula e dos petralhas, em seu artigo A Copa do Mundo (2014) não será nossa!, se volta contra a Fifa esquecendo que a mesma impõe as mesmas regras em todos os países onde realiza as Copas, cabendo, portanto aos que aceitam o ônus das imposições. Lula não só as aceitou como se sentiu muito honrado por ter sido o protagonista de mais essa pantomima populista. Portanto, cobre se seu grande amigo o papel de "fiador dos negócios particulares da Fifa" que caberão ao Estado brasileiro. E quem pagará essa conta seremos todos nós, brasileiros, que continuaremos sendo espoliados em impostos que em nada nos servem. “Tarde piaste”...

Leila E. Leitão

São Paulo

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BRASIL NA LANTERNA

Belíssima notícia aos brasileiros: o Brasil foi o país que menos cresceu na América do Sul em 2011. Ocorre que dentro do governo, sob a batuta do PT, o discurso para a população é bem outro. É de um Brasil insuperável. Mas que país é este, que tem um discurso demagógico e ficou na lanterna dos outros países vizinhos, perdendo inclusive para a Venezuela, Bolívia e Equador, cujos governos são muito parecidos com o brasileiro? E por que o Brasil cresceu apenas 2,7%? Segundo alguns analistas, houve exageros nas medidas tomadas para conter a inflação, o baixo nível de investimento na economia, o mau desempenho na indústria brasileira, a valorização do real favorecendo produtos importados. O Brasil ficou mal na foto. Com o fraco desempenho na economia, os investidores já perceberam que só discurso não garante a sustentabilidade do crescimento brasileiro. O País gasta mais do que investe, eis a explicação para um crescimento pífio. Simples assim.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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VOLTA PARA O PASSADO

O governo brasileiro, após constatar que a indústria brasileira terminou o ano de 2011 com um avanço “fantástico” de 0,3% na produção, resolveu socorrer o setor com desoneração da folha de pagamentos e isenção de Imposto sobre Operação Financeira (IOF) para exportadores... Esse “quebra-galho” que o governo acenou é válido, porém o que a sociedade brasileira aguarda mesmo são as grandes e esperadas reformas estruturais, como as reformas previdenciária, trabalhista, sindical, tributária e política. Será que a presidente Dilma Rousseff está mais preocupada com o passado (Lei da Anistia, Comissão da Verdade, etc.)?

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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SÓCIOS

Está demonstrado o absurdo que ocorre no Brasil, onde o custo da produção industrial é maior do que nos Estados Unidos. Não podia ser diferente, pois, além de vivermos num país totalmente corrupto, temos as maiores taxas de juros e os maiores impostos e tributos do mundo, além do que ganhamos infinitamente menos do que eles. Ou seja, esse quadro desestimula qualquer pessoa que seja a se estabelecer com um negócio próprio, tanto na indústria quanto no comércio, pois tem como sócios vitalícios o "governo" e os "bancos", que se beneficiam somente dos lucros, sem oferecer absolutamente nada em troca.

 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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AS VARIÁVEIS ECONÔMICAS

Achei interessante e oportuna a proposta do professor Yoshiaki Nakano (diretor da Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas) do Banco Central (BC) deixar de usar a taxa Selic nas operações de mercado aberto (“overnight” e compromissadas) onde se transacionam as sobras de caixa. Publicada no jornal Valor Econômico. A taxa Selic seria utilizada somente para premiar títulos de longo prazo emitidos pelo Tesouro Nacional ou do próprio BC. E tal procedimento não seria uma novidade no mundo. O BC brasileiro é o único no mundo a pagar taxas de juros de longo prazo para as operações diárias e de curto prazo. Com a mudança o BC se tornará mais independente do setor financeiro, impondo-lhe as diretrizes econômicas, deixando de permanecer dependente como hoje ocorre. Essa mudança representa a remoção do entulho criado no período de hiperinflação. Para que os juros sejam reduzidos como está acenando o governo Dilma, será necessário levar a sério a política fiscal. Essa seriedade seria representada por um orçamento a ser realmente executado. Hoje é uma peça de ficção com dois pontos fatais: Um é essa história ou vício de vincular uma determinada despesa em porcentagem com a arrecadação que tem levado a União a aumentar a dívida pública para pagamento de despesas obrigatórias determinadas pela constituição. O outro é a aprovação da famosa manipulação legal conhecida como a Desvinculação de Receitas da União (DRU justamente para corrigir a bobagem das vinculações e das “despesas obrigatórias”. Com as correções feitas a outra variável – o câmbio – voltaria ao seu leito normal. A taxa atual deveria ser em torno de R$ 2,40 por dólar. Nós perderíamos a ilusão de sermos ricos (sexta economia do mundo), mas em compensação a indústria voltaria a ter competitividade internacional. E o país poderia voltar a crescer com segurança, criando mais de 2,5 milhões de novos postos de trabalho por ano. O receio da falta de entrada de dólares seria facilmente afastado com a abertura para investimentos internacionais nas concessões da infra-estrutura: ferrovias, rodovias, portos e aeroportos. A alteração da legislação eleitoral, a obrigação de preenchimento dos cargos comissionados com servidores do próprio órgão e a atualização da legislação trabalhista e privatização da representação sindical seriam consequências inteligentes.

Hélio Mazzolli mazzolli@terra.com.br

Criciúma (SC)

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ESTOQUE DE RESERVAS

 

Mais uma reserva de petróleo foi “descoberta” na Bacia de Campos e o governo continua achando que somos otários, tolos para acreditar. A Petrobrás tem um estoque de reservas não anunciadas, para serem usadas em ocasiões especiais. Resta saber o que a atual reserva tenta encobrir: a maracutaia das licitações denunciada na TV, a votação da lei da ressaca da Fifa ou o vazamento da Chevron. Seja lá qual for o escândalo da vez, a falta de vergonha já dura nove anos e não tem prazo para terminar. Obs: quem foi o benfeitor que pagou a conta do PT em Minas Gerais?  Eis o xis da questão...

 

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

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CHEVRON X PATRIOTADA

Perguntar não ofende: quando dos vários acidentes da Petrobrás, nos últimos anos, envolvendo vazamentos, seu presidente e diretores também foram impedidos de sair do País, ou isso está sendo imposto aos diretores da Chevron por ser esta de origem norte-americana ?

Paulo Ribeiro de Carvalho Jr. paulorcc@uol.com.br

São Paulo

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A PETROBRÁS E O PRÉ-SAL

 

A Petrobrás sem dúvida desenvolveu, com o projeto pré-sal, uma conquista extraordinária, mas no meu entendimento, seguindo estratégias inadequadas, como vou procurar mostrar. Formado em engenharia pelo ITA, em 1955, e, após dois anos de estágio numa indústria mecânica alemã, comecei a trabalhar numa tradicional indústria pesada paulista. Especialmente nas décadas de 1950 e 1960 vivenciei, com frequência e irritação, técnicos das várias esferas do governo tentando evitar a compra de equipamentos pesados brasileiros, mesmo amparados em tecnologia estrangeira, em favor de equipamentos importados, fornecidos por fabricantes tradicionais. Isso para evitar serem taxados de irresponsáveis, no caso de ocorrência de algum problema que, na realidade, poderia também ocorrer com os equipamentos estrangeiros. Meio século depois, com a indústria pesada brasileira consolidada, a Petrobrás, direcionada pelo governo brasileiro, partiu para o extremo oposto, ao contratar em estaleiros em implantação, em cidades com pouca tradição industrial, isto é, com pouca mão de obra qualificada, dezenas de navios de alto porte e especialização! Qualquer executivo ou engenheiro com alguma experiência em indústria mecânica sabe que, sob tais circunstâncias, a formação de uma equipe técnica adequada pode durar anos! O resultado, estamos vendo: má qualidade, atrasos e altos custos. Além disso, deve-se lembrar que, recentemente, tradicionais e supostamente competentes produtores de petróleo, a BP nos Estados Unidos e a Chevron no Brasil provocaram sérios vazamento de petróleo em poços de média/grande profundidade. Isso revela o grau de risco embutido neste tipo de exploração. Então, com certeza, os riscos envolvidos com os poços super profundos devem ser considerados muito maiores. Entendo, portanto, inaceitável o risco que a Petrobrás está assumindo, partindo, ainda com pouca experiência nessa área, para uma exploração maciça de poços da área do pré-sal, mobilizando centenas de bilhões de dólares, que poderiam se tornar insustentáveis ao País, numa surpresa séria, imprevista.

Christian Moth Nielsen cnielsen@uol.com.br

São Paulo

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MINÉRIO NÃO É VIL METAL

                                                                                                             

Afinal, apenas o petróleo é nosso?! A briga atual pelos royalties do pré-sal mostra-nos quanto de nossas riquezas – nossas, brasileiros – é desviado para os cofres do governo, supostamente “públicos”, ou dividido com “exploradores – no pior sentido da palavra – sem que os cidadãos sequer vejam a cor do vil metal! Mas eu disse metal?! E o minério, não é metal?! Não é hora estratégica e patriótica de cobrar royalties das mineradoras semelhantes aos cobrados da Petrobrás?! A verdade é que o monopólio estatal, que durante muito tempo travou a Petrobrás, foi quebrado com o aparecimento de uma legislação específica, criada em 1998, permitindo o estabelecimento destes democráticos royalties de 10% nos lucros da produção, e levando riqueza, trabalho, progresso e bem-estar social a milhões de pessoas, nas áreas dos municípios proprietários dos campos petrolíferos, de Campos dos Goytacazes a Santos. Só quem sabe, e já foi lá, e vê cidades ricas e felizes, como Macaé, é capaz de constatar como aquela região se modificou graças à aplicação produtiva do dinheiro dos royalties e das participações, na indústria, no comércio, na construção civil, na agropecuária, enfim, gerando trabalho e lucro em todas as prestações de serviços, modificando, para muito melhor, a distribuição de rendas a um povo antes melancólico, sem oportunidades e quase na miséria. E comparem esse progresso social dos municípios petrolíferos com a pobreza dos municípios de cujas montanhas as mineradoras retiram, cada vez mais, a riqueza de seus solos. E ninguém reclama, a não ser os patrióticos ventos, que continuam uivando do alto dos morros! Comparem: em 2005, segundo o DNPM, os royalties e participações distribuídos para os municípios onde há mineradoras, em todo o Brasil, pouco passaram de R$ 400 milhões, dos quais pouco mais de R$ 200 milhões para Minas Gerais. Enquanto os royalties e participações do petróleo, no mesmo período, levaram aos cofres dos municípios da área petrolífera sabem quanto?! “Apenas” R$ 6.1 bilhões! E toma progresso social e crescimento nisso! É preciso, o quanto antes, a exemplo do petróleo – com a ANP –, da energia elétrica – com a Aneel –, das telecomunicações – com a Anatel –, da aviação civil – com a Anac –  e da saúde – com a ANS – que também criemos, o quanto antes, sabem o quê? A Agência Nacional dos Minérios (ANM), para podermos gritar, como fazemos com o petróleo: Chega de calvário! O minério também é nosso!

Sagrado Lamir David david@powerline.com.br

Juiz de Fora (MG)

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CRUCIFIXO E LAICISMO

 

Sábias e oportunas as ponderações de Carlos Alberto Di Franco, em seu artigo Crucifixo, chatice e intolerância (19/3, A2). O laicismo (diferentemente da laicidade), na sua cruzada para “limpar” o espaço público de qualquer referência religiosa, sucumbe à tentação jacobina de apagar o passado e recriar o mundo a partir de um imaginário ponto zero, bem como das supostas certezas da ideologia que o sustenta. Tal radicalismo se esquece de que o tempo tem uma espessura, na qual se abrigam valores, experiências e significados. No caso brasileiro, o cristianismo, com seus acertos e erros (mais acertos do que erros) é parte fundamental da história do país e do ethos do povo. Ademais, é de se lembrar que, no Brasil, o Estado-juiz não leva em conta a confissão religiosa do jurisdicionado quando do julgamento da causa. Se a religião não consta, sequer, da qualificação das partes, por que o crucifixo na parede estaria a representar qualquer discriminação negativa do cidadão que tenha outro credo, ou que rejeite todos os credos? O Estado não é apenas engenharia jurídico-racional, mas também ancestralidade e sentimento. Ao perdermos todas as nossas referências, corremos o risco de não mais reconhecermos o nosso próprio rosto.

Roberto de Almeida Gallego r.gallego@uol.com.br

São Paulo

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CRUCIFIXOS

Laicismo e laicidade são palavras-conceito derivadas da expressão grega "laos", que designava o povo  (lato-sensu), tão abrangente ou universal quanto possível, sem exceção. Desta forma, símbolos religiosos, quaisquer que sejam, devem ser exibidos no contexto de seus ambientes de veneração e fé, pela simples razão de que é nesses lugares que se praticam os rituais a eles relacionados. Em locais públicos, tais como delegacias, escolas, tribunais e que tais, devem ser expostos apenas e tão somente ícones que digam respeito à simbologia e esfera de poder, como brasões e bandeiras. A presença de crucifixos nas repartições públicas brasileiras, e até mesmo no gabinete da Presidência da República, fere não somente outras manifestações religiosas que não o cristianismo – e mesmo as sem religião alguma –, mas, principalmente, a Constituição, que prega que o Estado é laico, isto é, sem religião oficial. O tema é de delicada interpretação e a discussão vai longe. Em nome da tolerância e da convivência sadia e respeitosa entre as várias manifestações de fé da população brasileira, amém.

 

J. S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

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COMUNISMO CORRUPTO AO QUADRADO

Tudo certo, porém, parcialmente. Faltou o doutor em comunicação comunicar que atrás de tudo mesmo, corre solta ideologia comunista, falida por natureza, mas emergente e forte no Brasil, como ainda mera republicazinha das bananas, e agora os comunas estão desavergonhadamente associados com o coronelismo do poder ou do pudê, como queiram. O que se discute agora é quem come quem. É o comunismo corrupto ao quadrado!

 

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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‘O IRÃ E AS ARMAS NUCLEARES’

Em seu artigo de segunda-feira, O Irã e as armas nucleares, o Sr José Goldemberg não faz qualquer referência ao arsenal atômico de Israel, construído às escondidas, e à sua tentativa de, também às escondidas, suprir com armas nucleares a África do Sul em 1975, no tempo do “apartheid”. A julgar pela linguagem e pelas atitudes de Israel e Irã, é difícil compreender por que uma bomba atômica na mão de Benjamin Netanyahu, Avigdor Lieberman e Ehud Barak seja menos perigosa para o mundo do que na mão de Ali Khamenei e Mahmoud Ahmadinejad. Se o Sr. José Goldemberg tiver uma explicação para esse fato, deveria mencioná-la no seu artigo.

Nildo Maximo Benedetti nildo.maximo@hotmail.com

Votorantim

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VERDADE

Li com atenção o artigo O Irã e as armas nucleares, publicado no Estadão de 19/3/2012, pelo professor emérito e ministro doutor José Goldemberg. Faço considerações correlatas. Inicialmente, pode-se inferir que o ilustre professor emérito comparou aspectos do regime militar brasileiro do período de 1970 com aspectos do regime iraniano da atualidade. Subliminarmente, permite inferir semelhanças entre o regime militar brasileiro e o regime nazista. Não foram sugeridas semelhanças entre o regime militar brasileiro com o regime comuno-stalinista – simpatia, constrangimento ou outra razão? Quão certo o professor emérito pode estar? Afinal, trata-se de um físico notável e com estatura internacional. Comparável a quem? Às doutoras Marie Curie e Lisa Meitner? Aos doutores Andrei Sakharov, Qian Xuesen, Niels Bohr, Wolfgang Pauli, Edward Teller, Enrico Fermi e Albert Einstein? Em realidade, em sua análise, o professor emérito ignorou uma série de fatos históricos com inequívoco interesse para o tema. Poderia aduzir que ele preferiu deixar de considerar verdades atinentes a uma série de argumentos essenciais que poderiam ser levados aos leitores do Estadão. Ele ignorou que egípcios, persas, gregos, romanos, soviéticos, americanos e chineses construíram países e sociedades relevantes com o domínio dos artefatos bélicos prevalentes em suas respectivas épocas. Ele desconsiderou que, na atualidade, os países prevalentes dominam a tecnologia nuclear e produzem artefatos bélicos com essa tecnologia – é o caso dos Estados Unidos, China, Reino Unido, França e Rússia, para citar apenas aqueles que dominaram a fissão e a fusão nucleares. E também que países importantes que não os produzem – Alemanha e Japão – possuem o completo domínio científico-tecnológico, bem como recursos para fazê-los. Ele não levou em conta que o Brasil e, em especial, os militares brasileiros contribuíram diretamente para varrer da face da Terra o nazismo – na década de 1940, mais de 25 mil homens foram enviados ao campo de batalha europeu e cerca de 300 não voltaram com vida. Ele deixou de considerar que os brasileiros e, em especial, seus militares impediram o comunismo de se implantar no País e causar milhões de mortes, como ocorrera onde se impuseram – com um custo, no período de 1964 a 1985, de mais de 200 vidas de brasileiros (conforme dados, nem sempre coincidentes, de fontes abertas disponíveis). A esse respeito, convém enfatizar que a grande vantagem do comunismo sobre o nazismo – possivelmente, o que muito agrada aos adeptos do primeiro sistema – é que os comunistas causaram, na Humanidade, pelo menos o dobro de mortes causadas pelos nazistas.

Em síntese, os brasileiros e seus militares contribuíram para varrer do ambiente terrestre, a perversidade nazicomunista, embora resquícios prossigam em uns poucos países e em algumas perturbadas mentes patrícias. Ao mencionar a opção nuclear versus opção hidrelétrica, ele desconsiderou que a Hidrelétrica de Itaipu foi concebida, projetada e construída pelo regime militar. A rigor, na análise de uma questão internacional relevante, o professor emérito deixou de levar em conta que, a despeito de erros, o processo conduzido pelos militares, em seu término, permitiu-nos encontrar o caminho da liberdade e da perspectiva de uma sociedade harmônica, fraterna e justa. Todos podem falar e escrever o que pensam graças a isso. Enfatizo: os brasileiros podem falar e escrever o que querem porque aqueles que queriam implantar em nossas plagas o comunismo foram derrotados. Para confirmar esta assertiva basta ler o filósofo comunista Gustavo Gorender. Bem, uma questão primacial é que ignorar a verdade é feio, muito feio! Quando a omissão vem de pessoas notáveis, deixa de ser feio e passa a ser horrível! Ademais, na omissão e nas inverdades, encontramos explicações para nossas mazelas – a corrupção atávica e histórica, a ausência de prioridade política e estratégica para educação e a despreocupação com o trânsito. Como ilustração, nesse ínterim – transcorridos 60 minutos, do momento em que iniciei a leitura do artigo do professor emérito até a redação desta mensagem –, no trânsito brasileiro, quantificando-se pela média, mais de 4 pessoas morreram. Nas últimas 24 horas morreram cerca de 100 pessoas. Nas próximas 24 horas morrerão algo equivalente a 100 pessoas. No período de um ano, esse número de mortes no trânsito ultrapassará 40 mil seres humanos! Quarenta mil seres humanos! Essa quantidade de mortes é equivalente a cerca de 100 participações do Brasil em uma guerra com a dimensão da Segunda Guerra Mundial, para derrotar o flagelo do nazismo; e é equivalente a mais de 100 conflitos como o que travaram militares e civis brasileiros contra aqueles que queriam implantar o comunismo no Brasil, para livrar o País dessa ideologia com resultados hediondos. As explicações para nossas mazelas resultam também do fato de que muitos de nossos melhores talentos estão alheios, omissos ou descompromissados com as questões ora levantadas – corrupção, educação e trânsito, entre outras – e, não raro, apegam-se a questões menores, apequenando-se e desmerecendo-se a inclusão entre aqueles que causam a transformação redentora do cenário em que vivem. Desabafo e provoco, esperando que, com isso, intelectuais e estadistas possam fazer o que deles se espera – quem sabe liderar a luta por um conjunto de ações em favor de objetivos maiores do que as dimensões anãs de cada indivíduo, maiores do que os ressentimentos daqueles que foram contrariados. Enfim, maiores do que temos visto historicamente ocorrer com as lideranças que tivemos e temos, não raro, corruptas ou lenientes com a corrupção; não raro, em busca do enriquecimento pessoal e dos seus; não raro, tirando passaporte de outro país para seus herdeiros; não raro, bloqueando a ação da Justiça nos casos em que são surpreendidos na prática ilegal; e, não raro, contribuindo para que mantenhamos a condição atual, em que, sendo um dos últimos emergentes, na classificação de evolução e progresso, espalha-se aos quatros ventos que estamos em situação privilegiada.

Afinal, nós, brasileiros, somos tão bons ou maus como quaisquer outros povos da Terra. O que tem nos faltado é liderança, com estatura de estadista, que possa mobilizar energias, sinergias e direcionamento para a busca de grandeza para um país e povo grandes. Pode-se debater, sim, quão prescindível é a arma atômica. E o conhecimento e a capacitação nucleares? Por imprescindível, precisamos de argumentação fundamentada na verdade! Por imprescindível, precisamos, no mínimo, de um sistema educacional satisfatório; de um processo judicial que funcione adequadamente e permita, com rapidez, colocar atrás das grades todos os facínoras do bem público; e de processos que reduzam drasticamente o número de mortes no trânsito. Sem temor de ser recorrente, assevero que temos o direito e o dever de buscar harmonia, fraternidade e justiça; fundamentadas em educação, em conhecimento e em capacitação científico-tecnológica; e em sintonia com a verdade.

Aléssio Ribeiro Souto souto49@yahoo.com

Brasília

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DIPLOMACIA SUJA

Em que mundo vivem nossas autoridades diplomáticas? Enquanto o ditador Bashar Assad promove um massacre contra seu povo usando armas de guerra, o chanceler Antônio Patriota defende a ideia de manter a oposição síria desarmada , imaginando que sem armas e na base da diplomacia os opositores de Assad atingirão seu objetivo, depondo o autocrata e sua fúria assassina. Não bastam China e Rússia como cúmplices desse banho de sangue? Será que o Brasil também fará vergonhosamente parte da lista de amigos do ditador, indo contra o direito de legítima defesa dos massacrados opositores sírios?

Amancio Lobo Amanciolobo@uol.com.br

São Paulo

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ANISTIA E DESAPARECIDOS

Na época da repressão, aqueles que se arrependiam de estar fazendo parte da luta armada jamais podiam deixá-la, não lhes era permitido. Caso contrário seriam justiçados por seus próprios companheiros. Dr. Fleury, chefe do DOPS, quando percebia este arrependimento enquanto no cárcere, se oferecia a ajudá-los a sair da luta lhes fornecendo nova identidade, desde que fossem embora, desaparecessem da área. E assim o fez com muitos deles, que hoje estão vivendo em algum lugar, com novas famílias, filhos etc... Desta forma ele resolvia o problema dos dois lados, com menos um do lado de lá. Uma pergunta que não quer calar: Caso Zé Dirceu não tivesse tanto apego ao poder, vivendo no Paraná sob outra identidade e que nem sua esposa sabia de seu passado, e não tivesse retornado ao círculo político, ele também seria considerado morto e com uma certidão de óbito válida? Quantos desses desaparecidos morreram mesmo e quantos estão levando sua vida longe daqui na maior tranquilidade, enquanto culpam os militares por tê-los assassinado? Muitas questões sem resposta e, na minha opinião, como no Brasil a Lei da Anistia foi para ambos os lados, confirmado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), não dá pra entender por que ainda nós, que não fomos ao menos perguntados se apoiávamos a luta armada, sendo que foi uma iniciativa individual de cada um que se envolveu, precisamos assistir a este verdadeiro assalto aos cofres públicos. Em indenizações lá se foram mais de R$ 4 bilhões, enquanto doentes morrem em filas de hospitais sem atendimento digno, enquanto dizem que não há dinheiro para aumentar os salários das Forças Armadas e Polícia Militar, enfim, falta dinheiro pra tudo, menos para estas tais indenizações, que somos nós quem pagamos. Vítimas somos nós, o povo brasileiro que trabalha, que paga seus impostos e quer viver um Brasil fortalecido em todos os sentidos. Lei é lei e lei é para ser cumprida!

Ana Prudente ana_prudente@uol.com.br

São Paulo

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PAÍS SÉRIO

Um país que faz uma lei madura como a Lei da Anistia, comparável à lei sul-africana pós-apartheid, e 30 anos depois permite que seja burlada, jamais será um país de Primeiro Mundo.  Por onde passa boi, passa boiada. Hoje é a Lei de Anistia que é rasgada; amanhã quem sabe? A segurança jurídica é condição sine qua non para que um país seja levado à sério.

 

M. Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

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OS INIMIGOS DA ANISTIA

“O que está em jogo nesse processo (...) é a disputa da memória e da verdade histórica e política do período. De um lado, os que lutaram contra o golpe militar, pela democracia e pela liberdade em nosso país (...)”. Extraído do site inverta.org. Não há qualquer novidade nisso. Nem na "disputa da memória e da verdade", nem na deslavada e tão repetida mentira que lhe segue. A pacificação nacional, a normalidade democrática e a anistia, quando necessária para isso, sempre tiveram inimigos. No geral, os mesmos, que se reproduzem e se repetem como ondas chegando na praia das instituições nacionais. Durante os governos militares, a pacificação foi retardada por aqueles que pegaram em armas para derrubar um regime autoritário e implantar um outro, totalitário, infinitamente pior. Impossível negar: sob orientação e financiados por potências estrangeiras, ansiavam por implantar no Brasil uma ditadura do proletariado segundo os modelos que, entre outros, tiranizavam os povos da URSS, China e Cuba. Em diversos depoimentos, os próprios militantes da luta armada reconhecem que ela serviu para prolongar o regime militar.  Assista, a propósito, o filme Hércules 56, onde conhecidos participantes daqueles episódios afirmam-no de viva voz e corpo presente. Não há que negar, tampouco: se entre os que pegaram em armas existiu alguém com afeições democráticas, essa afeição era tão clandestina, tão dissimulada que não chegou a ser conhecida. Jamais deu nome a qualquer de suas organizações ou fez parte de seus documentos ou manifestos. Bem ao contrário. A democracia, para eles, era papo da burguesia. A própria anistia de 1979 precisou – por incrível que pareça – superar obstáculos interpostos por dois flancos. Pelo flanco da direita agiam militares da chamada linha-dura e políticos civis que anteviram a perda do poder sob o qual vicejavam. Pelo flanco da esquerda atacavam-na políticos de muito mau caráter, receosos da concorrência dos exilados e anistiados que retornariam às refregas eleitorais. Lula chegou a expressar sua contrariedade com a possível volta dos que estavam no exterior em recado enviado ao general Golbery, através de Claudio Lembo, então presidente da Arena:  “Doutor Claudio, fala para o general que eu não entro nessa porque eu quero que esses caras se danem. Os caras estão lá tomando vinho e vêm para cá mandar em nós?”. Essa reunião e a resposta de Lula foram testemunhadas pelo jornalista José Nêumanne que relatou o episódio no livro O que sei de Lula. Como tudo no Brasil, a anistia virou uma negociata. Milionárias indenizações e farta distribuição de robustas pensões vitalícias se derramam ainda hoje sobre árvores genealógicas inteiras. Em alguns casos fazendo justiça; noutros servindo à sanha de picaretas. E de novo Lula aparece na lista. Virou pensionista por ter sido destituído da presidência do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo. Pediu e levou. Ligeirinho. Um negócio da China. Mas o fato é que apesar dos pesares, dos opositores e dos abusadores, a anistia restaurou a normalidade institucional e estamos no rumo para cumprir o mais longo período de estabilidade política da nossa história republicana. Mas isso não satisfaz os revanchistas. Em plena conformidade com a tradição dos totalitarismos, é preciso escrever a história com os substantivos e os adjetivos que lhes convém. É preciso transformar bandidos e traidores em mártires. É preciso pendurar no peito de guerrilheiros comunistas, assaltantes, quadrilheiros, sequestradores, cultores da violência, que sempre desprezaram a democracia e seus valores, a medalha de honra da causa que ridicularizavam. E é preciso acabar com essa tranquilidade porque, como ensinou o camarada Che Guevara de suas surradas camisetas, "o ódio é instrumento de luta".  Escolha o leitor com quem quer ficar. Se com o ódio cultivado de Guevara ou com as palavras que Mandela transformou em vida vivida na África do Sul: "Ninguém nasce odiando (...). Para odiar as pessoas precisam aprender. E se podem aprender a odiar, podem aprender a amar".

Percival Puggina www.puggina.org

São Paulo

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MENTIRAS

 

O Governo do Estado de São Paulo disse que vai retomar a expansão das linhas de trens. É mentira, disse isso por causa das eleições.  O Eike Batista disse que o filho dele não estava em alta velocidade. Mentira. Se a Mercedes do Thor tivesse asas não mataria o ciclista, teria decolado antes do impacto.  A Lei Geral da Copa vai ser votada e haverá vetos.  Mentira, ela já foi votada e aprovada no governo anterior, agora vão só fazer de conta que aprovam e depois vão encher a cara para comemorar. O Waldemiro Santiago tem dois aviõezinhos, o Edir Macedo também. Mentira, o Edir Macedo adquiriu um Global Express, avaliado no mercado aeronáutico por US$ 50 milhões e já integrou à frota da Alliance Jet, empresa do grupo Universal e que já possuía um Falcon 2000 e um Citation X, juntos avaliados em US$ 40 milhões.

 

Jatiacy Francisco da Silva jatiacy@estadao.com.br

Guarulhos

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MAIS UM INTOCÁVEL

Thor, o poderoso Thor, filho de um deus... (literalmente) com a carteira de motorista cheia de pontos... lá vem o poderoso e intocável, Thor!

Flávio Cesar Pigari flavio.pigari@gmail.com

Jales

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TAXA PARA CICLOVIA

Bruno Covas, secretário do Meio Ambiente do governador Geraldo Alckmin (PSDB), mostra publicamente sua falta de competência para administrar as causas públicas do Estado e de interesse dos paulistanos. O Brasil já sofre a maior tributação do mundo exclusivamente pela incompetência e desonestidade dos políticos brasileiros. Bruno Covas ainda quer criar mais uma taxa de R$ 15,00 a R$ 25,00 por ano, inclusa no IPVA de todos os proprietários de veículos a gasolina (4,2 milhões). Se Alckmin der o aval, ele precisa enviar o projeto à Assembleia Legislativa. Será que Bruno Covas está querendo reviver a Martaxa? Mais importante que essa sua ideia será explicar por que o brasileiro paga a maior taxa tributária do mundo e tem também um dos piores serviços públicos do planeta! Não acredito que uma proposta tão atrasada como essa possa ser aprovada!

Benone Augusto de Paiva benonepaiva@yahoo.com.br

São Paulo

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INCORRIGÍVEL

O secretário de Meio Ambiente de São Paulo, Bruno Covas, é incorrigível, derrapa mais uma vez. Imagine que ele revelou ter a intenção de enviar à Assembleia Legislativa do Estado um projeto que estipularia uma taxa de ciclovia de R$ 15,00 a R$ 25,00 por ano, incluído no IPVA de todos os proprietários de veículos a gasolina. Sabe o que acho? Deveria ser proibido aos tucanos e aliados  proferir a palavra taxa e até mesmo  pensar na criação de projetos que implicassem novas taxações até o final deste ano. Será que Bruno precisa de um assessor para lembrá-lo de não ser inconveniente, ainda mais em ano eleitoral? Deem uma cápsula de Simancol urgente ao Bruno Covas! A menos que  ele esteja mesmo querendo fornecer bucha de canhão para os petistas... e/ou fogo amigo contra os tucanos. Será?

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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IDEIA DE ANTA

Se verdade, é uma ideia de anta essa do Bruno Covas pensar num projeto criando mais uma taxa  a penalizar o cidadão, um valor incluído no IPVA de todos. Só mesmo uma besta ou lulista infiltrado no PSDB para sair com uma ideia desta em pleno ano de eleições. Usando o nome do avô e só isso, até agora não ele não diz a que veio e melhor será  o comando tucano mandar o rapaz se enfiar num buraco e sair só passadas as eleições.

 

Laércio Zannini arsene@uol.com.br

São Paulo     

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DISCUSSÕES URBANAS

Soluções para nossa cidade são sempre bem-vindas. No capítulo “decisões urbanas” parece-me que as desvantagens superam as vantagens. Examinando sua matéria isso ficou evidente e mais – a solução prevista para a Av. Jorge João Saad é preocupante. É do seu conhecimento que essa avenida está construída sobre o leito de um riacho, onde estão localizados os canteiros centrais. Ora, se sobre essa plataforma serão construídas estruturas capazes de sustentar 70 toneladas de vigas; quem garante a sustentação sólida de que o monotrilho tem suporte para essa obra? Estou em dúvidas porque vi construir essa cobertura de riacho, há muitos anos e não estou seguro de que a estrutura operacional do projeto seja suficientemente capaz de suportar tamanha carga. Gostaria de saber mais sobre os cálculos desse projeto.

Raul Pinto rpnt62@hotmail.com  

São Paulo

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FÓRMULA 1

A temporada da F1 de 2012 já começou. E na primeira corrida, no GP da Austrália, o vencedor foi o sempre simpático, Jenson Button da McLaren. E, o brasileiro Felipe Massa dentro de uma poderosa Ferrari, já acostumado, andou atrás do seu “companheiro” de equipe, e também da maioria dos concorrentes! Como sempre, só o pneu do seu carro tem problemas de aquecimento! O pneu ruim hein! Com certeza este será o ultimo ano de Massa na Ferrari e conseqüentemente na F1. Ou não? Nós, brasileiros, estamos órfãos a muito tempo de um piloto competente ou proporcional!

 

Alex Tanner alextanner.sss@hotmail.com

Sumaré

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