Fórum dos Leitores

GOVERNO DILMA

O Estado de S.Paulo

23 Março 2012 | 03h07

Quem manda, afinal?

A vida está bastante difícil para a presidente. Perdeu o controle do Congresso Nacional e, portanto, da governabilidade, já que não consegue aprovar seus indicados para cargos públicos nem projetos do seu interesse, e ainda sofre seguidas derrotas em assuntos importantes. Tudo indica que são Sarney, Calheiros e Jucá que se encontram no comando de nosso Parlamento. E os motivos de tudo são as exigências de partidos de se manter a enorme imoralidade que impera naquelas Casas. As duas principais exigências deles envolvem dinheiro público, naturalmente, que os partidos desejam desviar para seus bolsos e dos seus dirigentes. Esses valores, pelos quais grande parte dos congressistas trabalha e para o que partidos são constituídos, provêm das famigeradas emendas parlamentares – tão sem controle quanto as concorrências públicas ultimamente tornadas públicas – e de cargos em ministérios e repartições, conforme demonstrado em cerca de 20 rumorosos casos de corrupção ocorridos somente durante este governo. Ou seja, dona Dilma deixa-os continuar roubando ou não governa. Parece que é assim que funciona o nosso país atualmente.

FABIO FIGUEIREDO

fafig3@terra.com.br

São Paulo

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Nau sem rumo

A nave governamental está à deriva no oceano do Congresso Nacional, sem bússola, depois que a presidente Dilma Rousseff substituiu os seus dois timoneiros na Câmara dos Deputados, o líder Cândido Vaccarezza (PT-SP), e no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR). São derrotas sobre derrotas, quer nas comissões, quer nos plenários. As marolinhas luláticas (perdoem o neologismo) tornaram-se ondas incontroláveis!

ANTONIO BRANDILEONE

abrandileone@uol.com.br

Assis

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Assumir responsabilidade

Perguntar não ofende: nestes 15 meses no poder, Dilma já começou a governar? Até agora só presenciamos esta administração negociar cargos nos 37 ministérios, a falta de ética de indivíduos à frente dos três Poderes constitucionais, a impunidade e a corrupção generalizada. Está na hora de o governo assumir responsabilidade, com perspectivas de reformas política, trabalhista, previdenciária e tributária, a fim de assegurar ao povo o bem-estar social.

JOSÉ WILSON DE LIMA COSTA

jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

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EMBRAPA

País do futuro...

A vaca não se cansa de ir para o brejo neste país. Agora é a vez da Embrapa. Pena! Preferem gastar milhões numa Copa do Mundo de futebol, de que não precisamos (pelo andar da carruagem, é a próxima a ir para lá), a investir no que realmente daria suporte à agricultura. Do jeito que as coisas andam, o Brasil será sempre o país do futuro... bem longínquo.

TÂNIA PINOTTI

tkita@uol.com.br

Pompeia

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Ideologia preponderante

Infelizmente, a Embrapa padece dos mesmos males da universidade pública. Os entraves burocráticos impedem uma inserção mais profunda na inovação, pois, como bem defendido no editorial Os problemas da Embrapa (22/3, A3), questões ideológicas preponderam. A empresa, bem como a universidade não deixariam de ser públicas e livres para a conduta de suas vocações se fizessem parcerias com quem tem o dinheiro. O cérebro custeado com recursos públicos não se pode dar o direito de definhar. Curiosamente, quando apertos ocorrem e os direitos e vantagens nos centros de pesquisa públicos são ameaçados, é para o setor privado que o profissional corre, antecipando a aposentadoria, por exemplo.

.ADILSON ROBERTO GONÇALVES

priadi@uol.com.br

Lorena

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DIREITOS HUMANOS

Revanchismo sem fim

Em novo capítulo da série “a vingança dos companheiros”, a ministra Maria do Rosário, articuladora da Comissão da Verdade (sic]), quer agora checar a situação dos presídios militares para se inteirar das condições a que os presos são submetidos. Não conheço esses dados em minúcias, mas intuo que as carceragens militares devam ser, no mínimo, 300% melhores que as civis, até porque não há superlotação, o que de per si já é meio caminho andado. Melhor faria a sra. ministra dos “direitos humanos” se fizesse visitas regulares – de surpresa, preferencialmente – a qualquer uma das carceragens civis, inclusive perto de onde mora. As denúncias de superlotação e péssimas condições sanitárias são lugar-comum em todo o País. Recentemente, reportagem de TV exibiu uma carceragem onde não havia teto: os detentos – acredite quem quiser – ficavam ao sabor das intempéries! É de todos sabido, ainda, que alguns desses presos, por serem mais fortes e/ou temidos, submetem, no cotidiano, os mais fracos a todo tipo de brutalidade. O quadro das prisões no Brasil é aterrador e o governo federal deveria estar preocupado em melhorar as condições sub-humanas do encarceramento. Ao revés, a ministra dos “direitos humanos” prossegue em suas investidas contra os militares, com olhos de lince para supostos direitos de quem morreu ao pegar em armas para implantar o comunismo no Brasil e ouvidos de mercador para os desvalidos submetidos a todo tipo de maus-tratos País afora.

SILVIO NATAL

silvionatal49@yahoo.com.br

São Paulo

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Pasta desvirtuada

A nossa “eficiente” ministra Maria do Rosário quer checar a situação em meia dúzia de presídios militares. Checar a situação degradante de milhares de presos em delegacias não precisa. Checar o atendimento humilhante em centenas de prontos-socorros e hospitais do SUS, nem falar. É triste ver a Secretaria dos Direitos Humanos ser tão desvirtuada.

ACHILLE APREA

newplay1@terra.com.br

Vitória

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DIA MUNDIAL DA ÁGUA

Invasão silenciosa

Enquanto a população, capitaneada pela mídia, celebra o Dia da Água no planeta, exaltando o seu valor e a possível escassez no futuro, é importante divulgar aos brasileiros que as cabeceiras dos rios da Amazônia já se encontram nas mãos de ONGs estrangeiras. Aliás, os nacionais são proibidos de chegar até lá, até mesmo os militares, cujo dever, conforme reza a Constituição do País, é defender a soberania nacional.

M. CECÍLIA NACLÉRIO HOMEM

mcecilianh@gmail.com

São Paulo

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BASE ALIADA

Deu no Estadão: base “aliada” impõe derrotas ao governo. A presidente Dilma não entendeu uma coisa: a sua base “aliada” é patriótica, ideológica, ética e altamente preocupada com a população brasileira! Traduzindo: ou libera os cargos e a grana, ou não aprova mais nada. Vai nos dizer que não sabia disso? O Lula também nunca sabia de nada...

José Milton Galindo galindo52@hotmail.com

Eldorado

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CRISE

A crise na base é um fato, mas o que importa é a base da crise. Dilma é uma invenção do Lula no auge da sua arrogância. Nota zero em política, a presidenta não se sustenta. A história da Presidência no Brasil já teve um suicida, uma renúncia e um impeachment. O que falta?

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

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IDELI SALVATTI E AS RELAÇÕES INSTITUCIONAIS

A tragédia foi para lá de anunciada: a nomeação da ex-senadora Ideli Salvatti para o Ministério das Relações Institucionais seria um desastre. Bingo! O governo está perdido, a base aliada, amotinada, e a chata no meio, criando inimigos. E agora, presidente Dilma? Viu que governar com o braço de ferro à guerrilheira não daria certo? Em política existe o diálogo, não a artilharia! Quem acompanhou os anos de atuação da ministra Ideli no Senado sabe onde pega. A truculência e a antipatia são antídotos quando se fala em unir bases. Pena que nessa pendenga quem sofre é a nossa democracia! Mambembe, mas ainda democracia.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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QUEM É O VILÃO?

           

Não sabemos quem são piores, se os políticos brasileiros ou se o eleitorado brasileiro. O senador Ivo Cassol dá o seu veto aos 14º e 15º salários, diz que os políticos brasileiros ganham mal, mas nas próximas eleições acaba sendo reeleito. Quem é o vilão, afinal?

 

Nei Silveira de Almeida neizao1@yahoo.com.br

Belo Horizonte

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SALÁRIO BAIXO?

Caro senador (ou seria encenador?) Ivo Cassol, o senhor não tem razão de reclamar do baixo salário. Aliás, ganha muito bem, considerando o excesso de trabalho até agora não executado por Vossa Senhoria e seus pares no Congresso.

Clodomir de Jesus Redondo clodoredondo@bol.com.br

Araçoiaba da Serra

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INDECENTE

Por que a carga tributária é tão elevada no Brasil, principalmente quando se analisa o retorno que o setor público proporciona aos brasileiros em termos de educação, assistência à saúde, segurança, etc.? Todos sabemos que os motivos são vários, mas quase nunca se menciona o repasse de verbas federais para Estados deficitários que não conseguem andar com as próprias pernas. Rondônia é apenas um deles. E vejam o que diz o senador Ivo Cassol (PP-RO), ao impedir a votação do projeto que acaba com o 14º e o 15º salários de deputados e senadores: “político ganha pouco”. Talvez alguns considerem politicamente incorreto, mas é uma vergonha um político inexpressivo desses ter o direito de adotar essas atitudes indecentes sem ter de responder juridicamente pelos seus atos irresponsáveis. Senador por um Estado que sobrevive da contribuição de brasileiros de outros Estados, recebendo salário pago por outros Estados, com nome permanentemente em destaque na imprensa sob diversas acusações, o senador deveria criar um pouco de vergonha na cara, antes de prejudicar tanto o País.

Antonio do Vale adevale@uol.com.br

São Paulo

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CARA DE PAU

A ser suspensa a votação no Senado sobre o projeto que acaba com o 14º e o 15º salários dos nossos parlamentares. O "cara-de-pau" senador Ivo Cassol (PP-RO) afirmou que o político ganha pouco, porque precisa dar passagens e remédios ao eleitor. Agora pergunto ao nobre senador: É esse o verdadeiro papel e atribuição do parlamentar brasileiro?

 

Antonio Rochael Jr. antoniorochael@gmail.com

Iguape

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MANOBRA TORPE

Esse senador lá de Roraima Ivo Cassol (PP-RO), quando da votação contra o recebimento do 14º e 15º salários para as excelências, numa manobra torpe, pediu vista do projeto que está na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. A excelência de Roraima, que diz não ser vilão, reclamou que ganha pouco, declarando: "O político no Brasil é muito mal remunerado! Tem que atender ao eleitor com pagamento de passagens, remédio, é convidado para patrono e tem que pagar as festas de formatura porque os jovens não têm dinheiro".  Senador, se acha que ganha pouco, uma sugestão: abra uma igreja e vá ser pastor, essa é uma das formas mais fáceis de ganhar muito dinheiro, e sem pagamento de impostos. Poupe-nos, assim o Brasil e Roraima se livrarão de mais um  parasita no Senado.

Agnes Eckermann agneseck@yahoo.com.br

Porto Feliz

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ATIVIDADE PÚBLICA E PRIVADA

Congressistas vivem dizendo que são mal remunerados, apesar de 14º, 15º salários, auxílios paletó, cueca, férias e recessos às baldas, três dias de "trabalho" por semana, cargos para familiares, etc. e ganham, por dia, mais que quem recebe salário mínimo por mês. Mas se acham que são tão mal pagos, por que esse empenho para se eleger? Não se candidatem para um emprego público mixuruca que paga mal e exige presença de oito horas diárias, cinco dias por semana, quando podem ganhar muito mais na privada.

Mário A. Dente dente28@gmail.com

São Paulo

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A VEZ DO CONGRESSO

Depois que o povo levantou-se e exigiu a Lei da Ficha Limpa, que a opinião pública obrigou o judiciário a aplicá-la em 2012,  que a mesma opinião pública exigiu do Supremo Tribunal Federal (STF) não obstar o funcionamento do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), iniciou-se uma nova fase de limpeza no Judiciário e na política. Falta, agora, começarmos a exigir moralidade do Congresso Nacional. Além de uma administração honesta, baixem o custo de cada parlamentar dos R$ 10,2 milhões anuais atuais (comparado com R$ 3,9 milhões da Itália e R$ 1,3 milhão da Argentina), façam as CPI sobre corrupção, evitadas pelos partidos da situação para proteger corruptos. Que o Senado execute o projeto de reorganização esquecido na gaveta do presidente Sarney. Que a lei reconheça que a “reputação ilibada” exigida em diversos cargos deve ignorar a “presunção de inocência”, eis que ela não elimina a suspeição de culpa que muitas vezes ocorre. Para moralizar o Congresso é necessário separá-lo do executivo. Como uma das funções do parlamento é controlar o executivo, não é moral e aceitável que deputados e senadores aceitem cargos de ministro a quem deveriam controlar.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

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CONTAS SUJAS

A respeito do editorial  Veto aos 'contas sujas' (A3, 18/3), somente uma ilação, a bem da verdade, é digna, correta, legítima e leal (porque legal, no conjunto composto por essa camarilha que rodeia e apóia Lula/Dilma – ela sempre em segundo plano – nada é!).  Eis a minha ilação: os que se prestam a ser instrumentos de apoio e de salvação de trânsfugas da legalidade, da moral e do moral e, principalmente, da defesa dos políticos que eles mesmos convencionaram alcunhar de "contas sujas", bem mais – mas muito bem mais – corruptos que os próprios "contas sujas" são. Afinal não permitiremos que alguém, qualquer que seja ele, que tenha "contas sujas" passe a integrar o rol dos "fichas limpas"! Os que se prestam a apoiar tais elementos são indignos até mesmo de levarem ao colo um filho, um neto ou os nenês de suas governantas! São vendilhões da pátria! Anotem isso, senhores Rui Falcão (PT/SP), Valdir Raupp (PMDB/RO) e José Agripino Maia (DEM/RN) – este nunca me enganou. Convenhamos, entretanto, que, sendo presidente do PT, não era outra a atitude que se esperava de Falcão!  Isso para aquela gente é normal. Quanto aos outros dois, reparem – mas reparem bem – quais são suas regiões de origem... Desses, tudo pode se esperar! E não se diga que provoco uma nova Guerra de Secessão. Os fatos ocorridos dentro das lides políticas nos últimos dez anos estão aí, disponíveis, para corroborar minha assertiva. Também, pudera: a turba precisa urgentemente de bois de piranha. Eles não têm quadros íntegros, portadores de lisura irretocável e sem opacidade que possam alcunhar de  contas e fichas limpas, de gente de bem, de pés limpos ou o que mais seja para designar pessoas que tenham vergonha na cara  para poder concorrer, como candidatos, aos cargos de prefeitos, vereadores, governadores, senadores, deputados ou até mesmo o de presidente da República, com o consentimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Querem apostar que, desesperado, já no próximo pleito para a prefeitura de São Paulo – de coração desejo que o Criador lhe devolva plenamente a voz –, Lula, por infringir os cânones da Lei Eleitoral, vai sofrer penalidade e tornar-se inelegível? Ocorrido o fato, basta-nos mostrar ao STE, como já mostramos ao STF recentemente e em duas ocasiões, que estamos bem vivos e sabemos o que queremos. Aguardem... Afinal, vox populi, vox dei. Oremos...

 

João Guilherme Ortolan guiortolan@gmail.com

Bauru

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VETO AOS ‘CONTAS-SUJAS’

 

A reunião dos partidos governistas e de oposição, para postergar a aplicação da Resolução do TSE que veda a candidatura de políticos que tiveram suas contas rejeitadas pela justiça eleitoral, causa perplexidade. Não há forças políticas situacionistas e oposicionistas, quando o tema é continuar a ofertar à nação, nem que seja por mais algum tempo, candidatos descompromissados com a correção de suas condutas. Isso explica, basicamente, porque é tão difícil evoluir neste capítulo triste da vida republicana brasileira, que é o da melhoria da qualidade dos nossos administradores e legisladores. Os partidos políticos brasileiros são os primeiros responsáveis pela lamentável fauna de políticos que, não obstante o histórico de condutas absolutamente incompatíveis com qualquer função pública, apresenta-se como opção a qual devemos confiar os cargos públicos mais relevantes do Estado brasileiro. Como é possível, ainda, tentar prorrogar mais um pouco aquilo que já produziu resultados tão ruins?

 

Diogo Roberto Ringenberg diogoringenberg@gmail.com

Florianópolis

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O PT, contando com o apoio de 18 partidos entre aliados e oposição, apresentou uma petição ao TSE  em defesa de candidatos que tenham as "contas sujas"."Não iríamos tomar nenhuma medida para afetar a Lei da Ficha Limpa", disse o presidente do PT, deputado estadual Rui Falcão (SP). "A Lei da Ficha Limpa é uma coisa e essa resolução é outra", reforçou o presidente em exercício do PMDB, senador Valdir Raupp (RO)."Não se trata de defender ficha suja, não é isso", completou o presidente do DEM, senador José Agripino Maia (RN). Tanta união em torno de uma causa podre tem sentido, já que se todo político que tiver problema com as contas de campanha  tiver seu acesso barrado à disputa eleitoral... será decretado fim das eleições por absoluta falta de candidatos. Pois eu acho que essa é a real intenção da Lei da Ficha Limpa... impedir que esta desclassificada classe política continue no poder... e abrir vaga para gente nova, conduzida através deste filtro ético-comportamental a representar o povo nos âmbitos municipal, estadual e federal!  Que fique bem claro que contas sujas só tem quem não tem a ficha limpa!

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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QUE DUREZA!

O artigo Estados e municípios sob extorsão (22/3, A2) do ex-governador e  pré-candidato à Prefeitura da capital paulista José Serra expõe brilhantemente a injustiça a que estão submetidos Estados e municípios, vítimas de um sistema gravoso de indexação de suas dívidas. Suas linhas demonstram o preparo e a visão de estadista do articulista. Como todos sabemos que o PT é  “ruim de fazer conta”, exceção feita à matéria eleitoral quando consegue somar até estupidez a seu favor, pus-me a indagar: será que o virtual adversário de Serra à prefeitura de São Paulo, o petista, Fernando Haddad – ou qualquer outra figurinha carimbada de seu partido – entendeu algo do que ali está escrito?

 

Silvio Natal silvionatal49@yahoo.com.br

São Paulo

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AMBIÇÃO E HUMANIDADE

Já passou da hora do Sr. José Serra vir a público e declarar, até para matar o assunto que o desabona, que errou ao afirmar que não deixaria o cargo de prefeito, se desculpar e garantir que jamais o repetiria. As ambições políticas não podem deixar de incluir a humanidade.

 

André C. Frohnknecht anchar.fro@hotmail.com

São Paulo

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JOSÉ SERRA E O PAPEL

A questão de José Serra ter assinado um papel em que se comprometia a permanecer como prefeito de São Paulo e depois ter mudado de opinião, me parece que só interessa ao PT e à parte da “mídia amestrada”, afinal, até a maioria do eleitorado paulistano já provou ter apoiado Serra nessa decisão quando o elegeu governador e depois deu maioria para o candidato à presidência da República em 2010. Serra provou que é um homem de partido, ao contrário de Aécio Neves, que coloca seus planos pessoais à frente dos partidários. Fica uma pergunta de um paranaense que gosta muito de São Paulo: Nesta eleição, vocês não deveriam estar debatendo os inúmeros problemas urbanos da maior metrópole do Hemisfério Sul, ao invés de discutirem uma questão menor como esta?

                                                                              

Sandro Ferreira sandroferreira94@hotmail.com

Ponta Grossa (PR)

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COMPROMISSOS

Se Fernando Haddad diz que cumpre os compromissos feitos, é provável que ele tenha se comprometido, ao assumir o Ministério da Educação, de fazer aqueles Exames Nacionais do Ensino Médio (Enem) com provas furtadas, falhas nas impressões dos testes, custos de aplicação indo para a estratosfera, gabaritos errados sendo divulgados, questões vazadas, deve, também ter se comprometido a editar o pior livro didático para educação de jovens e adultos já escrito (aquele do nós pega o peixe), e a afrontar as famílias brasileiras com a estimulação à prática homossexual com a introdução daquele kit-gay nas escolas, pois essas foram as suas únicas realizações dignas de registro, como ministro.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro 

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PICUINHA MEDÍOCRE

Chega a ser um elogio a principal crítica de Haddad: "Serra fez pouco caso do compromisso assumido em 2004". Parece que o afilhado não conhece o perfil de seu padrinho, aquele que prefere ser uma metamorfose ambulante. Durante décadas, o senhor Silva vociferou contra os bancos, os ricos, os patrões, a Constituinte, o Proer, a lei de Responsabilidade Fiscal, o Real, a Bolsa-Escola e, principalmente, contra a falta de ética na política. Muito antigamente, em seu dicionário, picareta era picareta, maracutaia era maracutaia, corrupto era corrupto e quem roubava dinheiro público tinha nome e sobrenome: Ladrão Safado. Bem, o fim da história todos nós conhecemos.

Helena Rodarte Costa Valente helenacv@uol.com.br

Rio de Janeiro

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CARTÓRIO E PAPÉIZINHOS

Segundo dizem, houve tempo em que eram suficientes um aperto de mão e um fio de barba para selar um contrato. O candidato Serra foi além do fio de barba, já que assinou um “papelzinho” reiterando suas declarações de que não resignaria à prefeitura, se eleito, para concorrer a outro cargo. Como todo político, ele bem sabe e sabia que, ao conceder entrevista à mídia escrita e eletrônica, realmente estava falando em público e ao público, sendo essa provavelmente a razão por que se sentiu obrigado a substanciar por escrito em um “papelzinho” entregue por um repórter aquilo que havia declarado verbalmente. Senhor candidato Serra, assuma o fato e as consequências de não ter honrado o compromisso assumido, de forma verbal e por escrito em “papelzinho” devidamente assinado, de que se eleito serviria até o fim o mandato que lhe seria outorgado. Sabemos que os políticos, para atingir seus fins, habitualmente mentem descaradamente, razão porque não levamos — ou não deveríamos levar —  a  sério suas mirabolantes promessas. Mesmo assim, embora logrados quanto ao cumprimento da palavra empenhada, é difícil aceitar o fato de V. S. pretender esclarecer um pretenso mal-entendido alegando ter assinado um simples “papelzinho”, e não um compromisso registrado em cartório, subliminarmente explicitando haver diferença entre um e outro em termos de compromisso formalmente assumido. Há um ditado que, em termos menos incisivos, diz que quanto mais se mexe em uma matéria mal cheirosa, mais ela fede; prezado senhor candidato, cale a boca, pois, se insistir nesse aspecto de sua infeliz mas conseqüente declaração, sua honestidade e credibilidade vão pro brejo.

 

Paulo Adolpho Santi pasanti@terra.com.br

São Paulo

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PRÉ-CANDIDATO SERRA

O problema não é uma assinatura num papel sem valor e sim uma assinatura sem valor num papel...

José Maurício de Toledo Murgel jmmurgel@gmail.com

Jaú

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NÃO ERRAR MAIS

Li, no dia 21/3 (A6), na coluna da Dora Kramer: Papel. “Ou José Serra abraça de fato a tese de que, se eleito, não renunciará à Prefeitura e para de desqualificar a promessa anterior de não renunciar, ou alimentará no eleitor a desconfiança". E tem mais, José Serra(PSDB) nas pesquisas eleitorais, está com 40% de rejeição e, para ir ao segundo turno, o candidato à Prefeitura não pode errar mais.

Olympio F.A. Cintra Netto ofacnt@yahoo.com.br

São Paulo

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OS BRASILEIROS

Independentemente de nossa escolha política ou preferência pessoal temos que admitir, Rubinho na Indy e Serra na Prefeitura... esses, sim, são brasileiros e não desistem nunca.

Wagner Amstalden wamstalden@gmail.com

Campinas

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O DITO PELO NÃO DITO

O presidente do Tribunal de Justiça (TJ) de São Paulo, Ivan Sartori, reclamou que a imprensa tem feito uma campanha para "enxovalhar" o Judiciário... Após reunião com a corregedora nacional de justiça Eliana Calmon, que havia feito menção que juízes têm altos salários, Ivan desafiou Eliana para comparar os holerites, e dona Eliana decidiu deixar o dito pelo não dito, e ficou tudo certo.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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IRRITADO

No início de março de 2012, o presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) Ivan Sartori, já se mostrava irritado com a imprensa, afirmando que ela estava denegrindo a imagem do Judiciário e, mais recentemente, novamente irritado, agora com a corregedora Eliana Calmon, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), admitindo que ele também estava sendo colocado como suspeito e tudo mais. Não sei o porquê de tanta irritação de Ivan Sartori, presidente do TJ-SP, se a investigação do CNJ abrange diversos tribunais do País, e os maiores descalabros estão no TJ-SP. Portanto, fica valendo o tradicional "quem não deve não teme".

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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‘VENEZUELANDO’

Agora, o cerceamento à liberdade de imprensa é também defendido e apoiado pelo Judiciário? Estamos nos “venezuelando”?

 

Ulysses Fernandes Nunes Junior twitter: @Ulyssesfn

São Paulo

 

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ILIBADOS

A insatisfação dos desembargadores e juízes que se veem prejudicados pelo juízo geral é compreensível, mas muito extemporânea. Tivessem eles, os bons, feito as corregedorias funcionarem com lisura e agilidade, nada do que está acontecendo estaria acontecendo e eles não se veriam em palpos de aranha. Nunca é tarde para corrigir: ao invés de atestados pessoais de boa conduta, devem eles propugnar, e mais do que isso, impor, que as corregedoria funcionem, que os maus sejam devidamente penalizados (não é correto dar-se aposentadoria para um Lalau, por exemplo) e os bons serão vistos como é justo e bom que uma nação os veja: ilibados.

Abel Cabral abelcabral@uol.com.br

Campinas

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DEZ ANOS DE PT NO PODER

O sindicalismo republicanizado a partir de 2002, transformando o toma lá dá cá em uma moeda oficializada de barganha, chega agora ao Judiciário com a venda de sentenças no Tocantins, conforme editorial Bandidos de toga (A/3), crime esse que vem sendo insistentemente denunciado pela corajosa ministra Eliana Calmon. Essa advertência feita pela brava corregedora é um claro aviso de que, se nossa autoridade máxima continuar mais preocupada em instalar a comissão da verdade, do que estancar os atuais níveis de corrupção que agora infectam um dos pilares da nossa democracia “Judiciário”, em breve o Brasil seguira o mesmo caminho trilhado pelo déspota Hugo Chávez que conseguiu levar a rica Venezuela a beira do abismo.

Amâncio Lobo Amancio lobo@uol.com.br                                               

São Paulo

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ATENTADO EM TOULOUSE

Claro que é um crime hediondo a morte das crianças judias em Toulouse na França por um extremista assassino que ninguém em sã consciência pode aprovar, mas também o é a das crianças palestinas pelos constantes bombardeios de Israel na Faixa de Gaza e na Palestina. A comissária de relações exteriores da União Europeia, Catherine Ashton, muito própria e oportunamente fez a comparação e as autoridades israelenses prontamente repeliram a equiparação, como se houvesse diferença entre as mortes provocadas por um atirador fanático e as causadas por bombas ou foguetes de altíssimo poder destrutivo lançadas por aviões israelenses. Nos seus efeitos é óbvio que não há diferença alguma, morte é morte, qualquer que seja a causa. A diferença para Israel estaria na motivação, ele tem o direito de defender-se, os foguetes e bombas são uma resposta aos foguetes lançados de Gaza contra o território israelense. A caracterização da legítima defesa, porém, exige que a resposta do agredido seja proporcional ao ataque sofrido, o que absolutamente não ocorre: contra os “busca-pés” improvisados pelo Hamas de alcance curto e sem mecanismos de direcionamento Israel responde com ataques maciços de sua aviação dotada de armas de destruição em massa como bombas de fragmentação que usou também contra o Hezbollah na guerra de 2007 ou 2008. A prova disso está na contabilidade final do último conflito na Faixa de Gaza no início de 2009: 13 israelenses mortos (alguns até por acidente) contra 1.500 palestinos. Noto uma diferença também na cobertura pela imprensa: o ataque do extremista na França no dia 19 de março continua notícia na mídia até hoje, ao passo que a morte de civis palestinos por um ataque israelenses é notícia apenas por um dia. Se não se consegue por fim à tragédia do conflito no Oriente Médio, o mínimo que um sentimento elementar de justiça requer é acabar com este tratamento de dois pesos e duas medidas: choremos tanto as crianças judias quanto as palestinas vítimas inocentes desta guerra cruel e sanguinária.

Paulo Afonso de Sampaio Amaral drpaulo@uol.com.br

São Paulo

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TERROR NA FRANÇA

Há quem dirá que foram apenas três crianças e um adulto e que perto do que ocorre na faixa de Gaza (sic) foi até pouco. Para muitos, foi só o recomeço do trabalho, pois a meta é eliminar todos os judeus do mundo, como apregoam os financiadores Hamas e Ahmadinejad. Para muitos países é revoltante e digno de reprovação, e para outros um fato de menor ou nenhuma importância. Muitos dirão que os judeus e palestinos precisam sentar-se à mesa de negociação e eu pergunto. Negociar com estes fanáticos radicais, para quem a vida não tem o mínimo valor e se orgulham de ser “combatentes de Deus”?

Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

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TRISTEZA

Homem monstro mata quatro pessoas na escola judaica Ozar Hatorah em Toulose (Sul da França). Entre os mortos há três crianças! Até quando teremos que conviver com essa barbárie, que só traz tristeza.

 

Paulo Dias Neme profpauloneme@terra.com.br

São Paulo

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A MÍDIA E O MASSACRE DE TOULOUSE

É interessante como a mídia esquerdista anseia por motivos para atacar a direita em qualquer parte do mundo. Quando surgi a suspeita de que a ideologia de direita (ou extrema-direita) causou alguma morte ou massacre, a mídia comporta-se com regozijo, esquece das vítimas, é como se estivesse feliz pelo sangue supostamente derramado pela extrema-direita. Recentemente, no massacre de criança judias em Toulouse, contestei mesmo sem maiores informações a versão da mídia de que era um ato da "extrema-direita xenófoba". Os argumentos usados para defender tal tese eram frágeis demais para merecer manchetes, esqueceram das vítimas e focaram-se na "ideologia que ameaça a Europa". Para justificar tal tese de xenofobia de extrema-direita, usaram a justificativa que o atirador também havia executado dois soldados franceses de origem árabe-africana e deixado um terceiro em coma. Uma tese facilmente derrubada, pois da óptica de um terrorista islâmico, ao servirem o exército francês, esses homens seriam traidores que aliaram-se aos inimigos do Islã. Mas, nada como dar tempo ao tempo, deixar os fatos se desenrolarem, coisa que a mídia já não sabe fazer, para que os fatos fiquem claros. E a polícia chegou ao atirador, um nigeriano chamado Mohhammed Merah, que afirma ser membro da Al-Qaeda, e diz que cometeu os atentados para "vingar crianças palestinas" e os "crimes" da França no Afeganistão. E o atentado de direita? A esquerda francesa praticamente comemorou o "atentado de extrema-direita", pois isso mudaria completamente os cenários das eleições e enfraqueceria a retórica anti-islâmica de Marine Le Pen. Percebe-se que para a esquerda não importa as vítimas e sim a derrota de seus opositores. Mas esse triste fato deixa para a mídia uma pergunta: no caso de um atentado de extrema-direita a culpa é dessa ideologia, mas e quando o terrorista diz ser membro da Al-Qaeda e diz vingar-se pelos palestinos e pelo Afeganistão, qual ideologia é culpada? Como a resposta é politicamente incorreta, restará o silêncio!

Jefferson Nóbrega jeffersonnobrega@gmail.com

Ceilândia (DF)

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PARE

Tirando o aspecto humano e trágico do ocorrido com o estudante brasileiro na Austrália, é bom que todos saibam: quando um policial ordenar que o cidadão pare, ele deve parar. Simples assim. Não deve tentar fugir, correr,  romper uma barreira policial, não deve entrar em pânico.  Em qualquer lugar do mundo, uma pessoa que desobedece a esta ordem estará sujeita a graves consequências. O jovem brasileiro correu e correu muito, até ser imobilizado. Errou. Erraram os policiais também, e as únicas atenuantes para eles são o fato de eles estarem tensos com a situação – um suposto ladrão em fuga – e de considerarem o Teaser arma não letal. Obviamente, no calor da refrega, não houve como combinar quem dispararia a arma e vários o fizeram ao mesmo tempo. Porém, não podemos fugir à realidade: tudo começou com a desobediência a ordem de parar!

 

M. Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

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RECIPROCIDADE

Tendo em vista alguns acontecimentos que têm ocorrido com frequência com brasileiros no exterior, temos as seguintes perguntas: o direito de reciprocidade permite que o Brasil dê "chá de banco" por três dias seguidos, nos aeroportos brasileiros, às autoridades espanholas, como fizeram com a idosa brasileira na Espanha? O direito de reciprocidade permite que autoridades australianas sejam consideradas suspeitas de furto de pacote de biscoito no Brasil, podendo ser atingidas armas não letais, como fizeram com o menino brasileiro morto pela polícia australiana? São perguntas que não saem da nossa cabeça. Não seria o caso de a sexta potência econômica do mundo fazer uma reformulação da política do Itamaraty no sentido de uma política externa independente (não subserviente, não colonizada)? Ao contrário de ficarem apenas "amoladas" com esses fatos, como declarou uma autoridade brasileira para uma emissora de rádio.

João Batista Aragão Neto joaoaragaoneto@gmail.com

São Bernardo do Campo

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BRASILEIROS NO EXTERIOR

Tenho 87 anos. Sou engenheiro civil, turma de 1948 da Politécnica, há 63 anos! No passado, participei de diversas excursões de brasileiros ao exterior. Na última, envergonhado, abandonei o grupo e voltei para o Brasil. Prefiro viajar sozinho a mal acompanhado! Explico. Os brasileiros, no exterior, revelam  todo o seu complexo de vira-latas. Por falta de educação, desconhecem o ditado inglês Do in Rome as the romans do. São do país campeão do showbol, como eu chamo o ex-futebol, o popular esporte. São do país do maior carnaval do mundo! São do país das chanchadas! Assim, nas suas algazarras, em público, pensam que estão no Brasil ! Em vez de, respeitosamente, se submeterem à revista dos policiais, saem correndo! De bagunceiros passam a ser confundidos com criminosos. Quem não deve, não teme! O resultado é trágico! Não estou imbuído de preconceitos! Escrevo estas linhas, do alto de minha velhice,  baseado em experiência própria. Tudo poderia ser evitado, enfatizando-se uma palavra surrada: "educação"!

Braz Juliano bjuliano@uol.com.br

São Paulo

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MEMORIAL DA DEMOCRACIA?

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara de São Paulo aprovou na quarta-feira parecer favorável ao projeto de lei que cede, por 99 anos, dois terrenos com 4,4 mil metros quadrados na região central da cidade para o instituto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O texto foi aprovado com voto de seis dos nove integrantes da CCJ da Câmara. Agora, gostaria que o "presidente" do Instituto Sr. Paulo Okamoto viesse a público agradecer ao povo paulistano tanta "generosidade" e, explicar se, no "memorial da democracia" que lá será construído, mostrará também a verdadeira face dessa democracia do PT, como por exemplo: 1) Constará nesse "memorial da democracia" explicações sobre a negativa dos petistas em participar da sessão homologatória da Constituição de 1988? 2) Esse magnífico Memorial da Democracia trará os documentos sobre o dossiê de indignidades elaborado na Casa Civil contra FHC e contra, pasmem!, Ruth Cardoso, quando a titular da pasta era ninguém menos do que Dilma Rousseff, e sua lugar-tenente, ninguém menos do que Erenice Guerra? 3) Haverá no Memorial da Democracia o filme do depoimento de Duda Mendonça na CPI do Mensalão, quando confessou ter recebido numa empresa no exterior o pagamento da campanha eleitoral de Lula em 2002? O museu de Lula terá a coragem de evidenciar que ali estava o motivo para o impeachment do presidente? Com a palavra, o sr. Paulo Okamoto.

 

José Carlos Costa policaio@gmail.com

São Paulo

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CIDADES MAL AMADAS

Muito boa a opinião de Romeu Chap Chap sob o título Cidades malcuidadas, cidades mal amadas. Cabe bem a São Paulo, entre outras. Se exigirmos e ajudarmos ao poder público a zelar pela cidade, ela será mais acolhedora e humana, mais amada. Estrutura e história para isso São Paulo tem. Como é uma megalópole, repleta de forasteiros,  ela talvez nunca mais  volte a ser aprazível,  mas pode muito bem por ser muito  boa e querida. Merece ser amada ou no mínimo respeitada.

 

Severino J. da Silva silva.pretti@gmail.com

Rio de Janeiro

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O CÓDIGO FLORESTAL

Oportuno o artigo de Rodrigo Lara Mesquita Código Floresta: Utopia ou Loucura (17/3, A2). Realmente, algo anda errado quanto ao código florestal. Análises superficiais e desfocadas da realidade tem ditado normas e procedimentos nos últimos anos. Muito calor e pouca luz, eis o cenário. Acreditamos que é mais do que tempo de revermos o pacto federativo, consolidando algumas máximas preconizadas por Rubens Recupero quando Ministro do Meio Ambiente e da Amazônia Legal: Aquilo que estiver no âmbito do território municipal, deve ser de competência do mesmo, no âmbito estadual, do Estado. E, no âmbito federal, competências maiores: entre interesses interestaduais e internacionais. E que a Bacia Hidrográfica, com os respectivos comitês de bacias, planos diretores e agencias de água, respondam em última instância pela preservação ambiental, a partir dos recursos hídricos: disponibilidade e qualidade da água, nos termos da Lei 9.433/1997. Metragens e outros parâmetros lineares, obviamente, devem guardar consonância com os biomas pertinentes. Descentralizar competências, eis a palavra de ordem, portanto.

Onévio Antonio Zabot, ex-secretário da Agricultura e Meio de Ambiente de Joinville oazabot@gmail.com

Joinville (SC)

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IDIOSSINCRASIAS

Há oito séculos o herói Robin Hood sabia que as florestas libertam. Há mais de um século o herói Zumbi sabia que as florestas libertam. Todos nós conhecemos suas belas histórias de libertação. Será que só os nossos legisladores as ignoram, como ignoram tanta coisa a respeito do povo? Ou será que querem manter-nos presos a suas outras tantas idiossincrasias?

 

Gerard Bannwart ggjb87@gmail.com

Avaré

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NAS COSTAS DOS OUTROS

Esta decisão da Dilma em tentar transferir a responsabilidade da autorização de venda bebidas destiladas nos estádios durante os jogos da Copa, para os governadores é muita malandragem. Ou melhor, falta de coragem, e dignidade pública de assumir o que prometeram em 2007 para a Fifa. A não ser que o Lula, que gosta de uma branquinha, não hora de assinar o documento não estava na melhor de suas condições etílicas... Mas o que sabemos mesmo é que o PT sempre foge da raia... Lembram do mensalão?!

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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BAGUNÇA GERAL

 

Com a votação e aprovação da Lei Geral da Copa, ou Lei da Ressaca, o Brasil vai voltar a ser um Brasil colônia, como era até 1822, e o nosso príncipe regente será o presidente da Fifa, Joseph Blatter. A rainha Dilma está impossibilitada de governar, pois não se entende com o Congresso!  Talvez fôsse essa a versão atual do samba do crioulo doido de Sergio Porto, mas é quase a realidade do Brasil de hoje. A Argentina vai fazer a festa no Maraca e os pedidos de CPI para explicar tudo o que deu errado definirão a eleição para presidente em 2014.

 

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

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A COPA E O SEXO DOS ANJOS

É incrível como se perde tempo no Brasil. Agora só se fala em vendas de bebidas alcoólicas nos estádios durante os jogos da Copa do Mundo. É proibido ou não? O problema é que o País se comprometeu em "organizar" o evento por aqui, sem tomar conhecimento dos contra indicativos. Aliás pelas carências que temos e que não são poucas, nem deveríamos sediar esse efêmero torneio, que nos deixará uma significativa e enorme conta a pagar. As nossas custas é claro.

 

Ademar Monteiro de Moraes ammoraes57@hotmail.com

São Paulo

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O COPO E A COPA

Um dos objetivos da realização da Copa do Mundo no Brasil em 2014, é o de estimular a volta dos torcedores aos estádios levando com segurança, os seus familiares e amigos a fim de esbravejarem a vontade e aplaudirem quando necessário, pois ajuda a "desopilar o fígado" e unir a família. Mas, os organizadores externos  insistem  na liberação do copo, ou seja da bebida alcoólica dentro dos estádios. Se o governo federal ou estadual ceder, fatalmente o objetivo acima deixará de existir e os cidadãos de bem continuarão afastados dos estádios.

 

José Millei j.millei@hotmail.com

São Paulo

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COMPROMISSO, PATROCÍNIOS E AMEAÇA À ORDEM PÚBLICA

Após 64 anos da frustrante tarde de 16 de julho de 1950, episódio conhecido no mundo do futebol como ‘maracanazo’, onde a seleção uruguaia, de virada, nos derrotou num Maracanã repleto, com um gol do ponta Ghiggia, aos 34 minutos do segundo tempo – o goleiro Barbosa foi crucificado até o último minuto de sua vida- causando um silêncio ensurdecedor em cerca de 200 mil torcedores (fui poupado de testemunha da tragédia por ter nascido em 1948), tendo presenciado, no entanto, pela televisão, a desgraça do Estádio Sarriá, na Copa da Espanha em 1982, na tarde em que ( 05 de julho) tudo deu certo para o italiano Paolo Rossi, o Brasil sediará, em 2014, a 20ª Copa do Mundo de Futebol e um ano antes a Copa das Confederações. De 1950 e 1982 para cá as coisas mudaram muito no mundo do futebol. Uma Copa do Mundo, assistida ao vivo hoje por bilhões de espectadores no planeta, gera importantes divisas para todos os segmentos envolvidos, além do legado deixado, inclusive no setor turístico – vejam o exemplo da áfrica do Sul – para o país sede que precisa, portanto, preparar-se adequadamente em obras de infraestrutura de transportes, telecomunicações, aeroportos, rodovias em bom estado, rede hoteleira suficiente e de bom nível, medidas preventivas e repressivas de segurança pública, inclusive de defesa antiterrorismo, além da oportunidade do reaparelhamento das forças de segurança estaduais, da Polícia Federal e das próprias Forças Armadas, sem falar na geração de milhares de empregos pré-evento, para que se possa assim cumprir a contento o estabelecido no caderno de obrigações firmado com a entidade máxima do futebol, a Fifa. Enfim, o mundo estará de olho voltado, entre12 de junho e 13 de julho de 2014, para o Brasil. "Teremos pois a chance – disse a presidente Dilma Rousseff – de realizar a melhor Copa do Mundo e a melhor Olimpíada porque a realidade do país está mudando". Temos capacidade de sobra para isso, ninguém duvida. Ocorre, no entanto, que o Brasil, numa complexa sinuca de bico, entre um país soberano, o protocolo firmado com a Fifa, a competência concorrente para legislar entre a União e os Estados-Membros e a ameaça à ordem pública, terá que decidir, o quanto antes, sobre a permissão ou não da venda de bebidas alcoólicas nos estádios onde serão realizados jogos da Copa. O acordo firmado pelo Brasil com a Fifa prevê a venda nos estádios, porém ela é proibida hoje em sete dos estados da federação onde os jogos serão realizados. Para se ter uma ideia da importância da medida de proibição, adotada de tempos para cá no Rio de Janeiro, sobre a venda de bebida alcoólica no interior de estádios de futebol, inclusive em suas cercanias, horas antes da realização das partidas, basta observar a queda substancial nos registros de ocorrência e flagrantes delito na circunscrição da área de jurisdição da 18ª Delegacia Policial e na própria sede do Juizado de Instrução montado no Estádio do Maracanã, relativamente a conflitos entre torcedores no interior do estádio e em suas proximidades e ocorrências que envolvem rixas e lesões corporais, além da redução dos números das infrações de competência da Secretaria Municipal da Ordem Pública. É só analisar e comparar o antes e depois, tomando por base os números registrados e um determinado período de observação, para deixar comprovado, mis uma vez, que o uso excessivo de álcool é inegavelmente fonte geradora de incentivo à violência e causa permanente de tragédias, dentro e fora do mundo do futebol. Vejam a violência familiar, os trágicos acidentes de trânsito, os homicídios e lesões corporais causados pelo uso imoderado de bebida alcoólica, cuja propaganda midiática bombardeia, a todo instante, e influencia os mais jovens apresentando-o como uma ‘fonte irresistível de prazer’. Os males do uso desregrado do álcool são, pois, evidentes para a sociedade. Registre-se que nesse contexto nevrálgico de jogo de interesses, quanto a proibição ou não da venda de bebida alcoólica em jogos da futura Copa, que envolvem obviamente bilhões de reais, dólares e euros, tem-se notícia que a Budweiser, patrocinadora da Fifa, perderá pouco, em vendas, se proibirem cerveja nos estádios. Neles, comenta o jornalista Ancelmo Gois em sua coluna de 22 de março (O Globo), telões exibem jogos, com muita música, suor e.... cerveja. A nota informa ainda que estima-se que na Copa de 2006, na Alemanha, cerca de 18 milhões de pessoas tenham passados pelos Fan Fest em 12 cidades daquele país. Quantos festivais da cerveja poderíamos promover, pois,durante a Copa, num país muito mais populoso como no caso o Brasil? Aí está mais um argumento, além da questão da necessária preservação da ordem pública, para que parlamentares e autoridades, contrários ao dispositivo do caderno de compromisso da Fifa que libera a autorização de venda de bebidas alcoólicas nos estádios, possam se valer. Por mais que as torcidas de jogos de Copa do Mundo sejam diferentes de violentas torcidas organizadas domésticas, até mesmo no poder aquisitivo e diferenças culturais, o uso de bebida alcoólica em campos de futebol é uma evidente ameaça à ordem pública e à paz social. O álcool não difere, ao penetrar na corrente sanguínea e no cérebro humano, poder aquisitivo, nível cultural ou educacional, ele transforma sim, e muitas das vezes, pacatos seres humanos em homicidas em potencial, quanto mais quando contagiados pelo anonimato da turba agressiva e a paixão futebolística onde a emoção acaba sobrepujando a razão, dando causa permanente a grandes tragédias na história do mundo apaixonante da bola. Tudo deve ser feito, portanto, pela paz social e pelo divertimento seguro em estádios de futebol e a bebida alcoólica é uma grave ameaça a tal pressuposto. Não há dúvida. No, entanto, também não resta dúvida, que no país do samba, do pagode, do churrasco e do futebol os lucros das empresas de bebidas alcoólicas é retorno garantido. O carnaval fora de época, a cada jogo de nossa seleção, ocorrerá como sempre. Espera-se que desta vez ,sobretudo, com nossa vitória no último confronto da final a ser realizado no lendário Estádio do Maracanã. Evitar, porém, o uso do álcool em estádios de futebol e em suas cercanias, permanentemente, ainda que o pacto tenha sido assinado e assumido, provando à entidade máxima do futebol mundial que há formas sugestivas de obter lucros com a venda de bebidas alcoólicas fora dos estádios, será tarefa difícil e hercúlea – não impossível – para os que se posicionam contra a discutível permissividade da Fifa. Que se posicionem também as organizações não governamentais de combate ao uso de drogas em todo o país e no mundo. Está em jogo uma intrigada questão que envolve segurança publica, soberania nacional, patrocínio do evento, compromisso com a Fifa e acima de tudo bom senso.

Milton Corrêa da Costa milton.correa@globomail.com

Rio de Janeiro

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AZIZ AB’SABER

Dentre as inúmeras contribuições de Aziz Ab'saber, merece destaque a criação no Condephaat do departamento de áreas naturais, por ocasião de sua presidência no órgão. De seus estudos resultaram o tombamento da Serra do Mar como patrimônio ambiental paulista, alargando o conceito que o conselho tinha sobre patrimônio, numa época em que não havia secretaria estadual de meio ambiente, ministério público e outros órgãos de defesa ambiental. Rapidamente os estados do Paraná e Espírito Santo seguiram São Paulo, resultando numa enorme faixa de preservação desse bioma tão ameaçado.

 

Ayrton Camargo e Silva, ex-presidente do Conselho de Entidades Preservacionistas do Estado de São Paulo acamargoesilva@gmail.com

São Paulo

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PROFESSOR JÚLIO CÉSAR VOLTARELLI

Sempre que me refiro a algo sobre o trabalho que exerci na ONG Movitae (de incentivo às pesquisas com células-tronco) o faço na terceira pessoa do plural, e não poderia ser diferente, o projeto representava pacientes e seus familiares, e boa parte da comunidade científica. Mas hoje não vou me furtar de explicitar o sentido que tem, para mim, esta perda. O professor Julio Voltarelli foi o primeiro cientista que não acompanhou diretamente a fundação da ONG e que acreditou no trabalho. Eu lembro quando ele comprou a primeira camiseta, simbolizando sua adesão, sua escolha em participar de tudo isso. Lembro que era "fácil" ligar para ele, escrever, não tinha arrogância, tinha vontade. Era prazeroso ouvi-lo, ele falava sobre sua vida, não só sobre medicina, falava igual "a gente", tinha história, e a dividia. O professor teve inúmeros cargos de elevada representação acadêmica; para mim era o Julio, conselheiro da Movitae, cujo respeito e imensa admiração iam além da sua titulação. A possibilidade de acesso a ele, a aproximação permitida, incentivada, foi fundamental para o bom resultado do trabalho da Movitae. Eu sabia que ele era bom, bom na profissão que escolheu, que curou, que dava vontade de ficar conversando, que mostrou a diversos lugares do mundo – assim como muitos pesquisadores – que temos (agora, sim, falo em nome de todos!) privilegiado capital humano na ciência brasileira. Eu sabia que ele era assim, humano, humanista ouso dizer, eu só não sabia que ele morreria algum dia. Obrigada, professor, e meu imenso carinho à sua família.

Andréa Albuquerque andreabalb@gmail.com

São Paulo

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