Fórum dos Leitores

POLÍTICA ECONÔMICA

O Estado de S.Paulo

05 Abril 2012 | 03h09

Porteira quebrada

Louváveis as medidas anunciadas pelo governo federal visando à defesa comercial, com atuação "rigorosa" da Receita Federal nos portos e aeroportos. Mas, e o que já passou pela porteira quebrada, como fica? Não será apreendido? O mercado brasileiro está inundado de cobertores, jogos de cama, tapetes e vários outros produtos têxteis chineses, internados via Paraguai e Uruguai, o que representa claro ilícito.

FLAVIO MARCUS JULIANO

opegapulhas@terra.com.br

São Paulo

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Pacote vazio

O (des)governo anunciou com tanta ênfase outro pacote, dispondo de R$ 60,4 bilhões para aumentar a produção, mas deixou claro que há mais iniciativas por vir - acreditem... Ou seja, que as medidas já adotadas não são tão importantes quanto as que ainda vai tomar - quando? O BNDES existe para quem necessita de recursos financeiros, observado um projeto elaborado para esse fim, e que deveria ser exclusivo para empresas nacionais, jamais para países amigos (Cuba, por exemplo). Nenhuma novidade concreta esse pacote tem, é realmente um pacote vazio, como é vazia a disposição do atual (des)governo de reduzir o custo Brasil, que só fica na retórica eleitoreira. Isso é que é estímulo à indústria, hein?

LUIZ DIAS

lfd.silva@bol.com.br

São Paulo

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Medidas pontuais

Bobagens essas medidas do governo para incentivar o crescimento industrial. Aliás, já dizia há mais de dez anos um Prêmio Nobel americano, Gary Stanley Becker: "The best industrial policy is none at all" (a melhor política industrial é nenhuma política). O que precisa ser feito é reduzir os impostos de todos os bens e serviços, diminuir os juros dos empréstimos e investir na educação e na infraestrutura. Nada de medidas pontuais, dona Dilma!

SERGIO LOPES

sergio.lopes940@gmail.com

São Paulo

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Até santo desconfia

Será que algum empresário acredita na eficácia dessas medidas do governo? Desonerar a folha em 20% e tributar o faturamento em 1% pode ser um tiro no pé das empresas - e sair muito mais caro. Não esqueçam que essas pessoas do governo são especialistas em porcentagem, além do que, se a intenção fosse mesmo boa, o justo seria que o fizessem para todos os setores, até em respeito à Constituição no que diz respeito à isonomia. Acho que se o objetivo fosse melhorar alguma coisa o que deveria ser atacado com vigor seria o lucro exorbitante dos bancos, totalmente incompatível com a realidade, e também impostos irracionais e idiotas como PIS-Cofins, CSLL e ICMS na conta de energia elétrica, de 35%, pagos irregularmente pelo consumidor, e não pelo fornecedor.

JOSÉ MENDES

josemendesca@ig.com.br

Votorantim

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Solução simplista

O que será que leva um economista do quilate de Bresser-Pereira (4/4, B6) a defender um câmbio a R$ 2,40 e esquecer os reais problemas ou nem sequer tocar neles? Não seria melhor R$ 4? Os nossos problemas são o custo Brasil, a sufocante burocracia, a falta de infraestrutura e a baixa qualidade da nossa educação. É possível a nossa indústria ser competitiva pagando três vezes mais pela energia elétrica, só para citar um exemplo? A defesa do real desvalorizado só colabora para tapar o sol com a peneira. Infelizmente, o caminho para o Primeiro Mundo é muito mais difícil e enquanto damos "uma de avestruz", ele fica cada vez mais longo.

GUSTAVO GUIMARÃES DA VEIGA

gjgveiga@hotmail.com

São Paulo

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GOVERNO DILMA

CNI/Ibope

Esta avaliação de 77% do governo Dilma pode ter efeitos desastrosos, pois a presidente poderá pensar que está governando bem.

IVAN BERTAZZO

bertazzo@nusa.com.br

São Paulo

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Aprovação

Dilma Rousseff, 77%. PT e base aliada, traço.

VICTOR GERMANO PEREIRA

victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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MÉRITO JUDICIÁRIO

Honraria banalizada

Fernando Haddad foi agraciado pelo Superior Tribunal Militar com a Comenda da Ordem do Mérito Judiciário Militar. Conforme fui informado, essa honraria só é concedida a pessoas que prestaram algum serviço relevante ao País. Como perguntar não ofende, tomo a liberdade de indagar: qual foi o serviço relevante que esse candidato a prefeito de São Paulo teria feito ao Brasil?

ADOLFO ZATZ

dolfizatz@gmail.com

São Paulo

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CORRUPÇÃO

Demóstenes

É surpreendente toda essa movimentação em Brasília contra o senador Demóstenes Torres, em especial no Legislativo federal. Afinal, as últimas revelações sobre as suas atividades são a mais irrefutável prova do que ele realmente é: um autêntico membro do Congresso Nacional.

LAZAR KRYM

lkrym@terra.com.br

São Paulo

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SACOLINHAS PLÁSTICAS

Aluguel?!

Era só esta que faltava! Além de não cumprirem a lei do consumidor, agora os supermercados querem alugar as sacolas retornáveis? Quem paga a conta? Claro que é sempre o consumidor. Promotores de plantão, cumpram o seu papel de defensores públicos e nos defendam.

MARCO ANTONIO FERNANDES

maf.radar@terra.com.br

General Salgado

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Reação do consumidor

É impressionante como os donos de supermercados querem fazer o consumidor de bobo. Se é para proibir as sacolinhas plásticas, então devem ser proibidas também as embalagens de frutas, legumes, cerveja e refrigerante e tantas outras feitas de plástico. Façamos o seguinte: passemos as compras pelo caixa e se não tiver sacolinhas para embalá-las deixemos a mercadoria, sem pagar, e vamos para outro supermercado fazer o mesmo. Aposto que se todo consumidor fizer isso os donos de supermercados vão pensar melhor.

ORÉLIO ANDREAZZI

orelio@andreazzi.com.br

Suzano

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PACOTE EM FAVOR DA INDÚSTRIA

O governo federal anunciou novos incentivos ao setor industrial, para dar maior competitividade à indústria brasileira diante da crescente importação. É sabido que indústria automobilística é um carro-chefe da área industrial, porém não faz muito sentido afirmar que está havendo um "canibalismo" no setor, se a próprias montadoras aqui instaladas, como a Fiat, Volks, GM, etc., fazem grandes importações de carros das suas filiais em outros países. Todo incentivo, como redução de impostos e facilidade de financiamento, é válido, porém as empresas brasileiras gastam em média 2.600 horas por ano para dar conta de suas obrigações com o Fisco, segundo o Banco Mundial. Já passou da hora de diminuir os 85 tipos de impostos, taxas e contribuições e pensar seriamente na reforma tributária.

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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EMBRULHANDO PACOTES LIMITADOS

Sem reformas de amplo espectro na estrutura tributária e na legislação trabalhista, o País continuará exportando impostos.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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MAIS APOIO À INDÚSTRIA

 

Na realidade, o governo federal, durante um longo período, deixou que operasse livremente o processo de sucateamento da indústria nacional. Atualmente, edita medidas de estímulo e espera pronta recuperação, o que se torna quase impossível, porque a desoneração da folha de pagamento e mais algumas outras medidas, tais como empréstimos a juros mais baixos e alguma redução tributária, não bastam, porque continua o problema cambial e a carga tributária precisa ser completamente repensada, com uma reforma tributária a contento. O custo Brasil é enorme. Chegou a hora. Medidas paliativas e de alcance relativo não vão impulsionar e nem modernizar o parque fabril deste país. O País espera que cesse a desindustrialização e que medidas completas, inclusive reforma tributária, sejam tomadas em caráter de urgência. A indústria precisa aperfeiçoar a sua colaboração no PIB e o País não pode ficar só na dependência do agronegócio, especialmente agora que pretendem um Código Florestal capenga e prejudicial para a zona rural.

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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TROCA-TROCA

 

Governo x indústria ­– é sério ou acordo para caixa de campanha?

 

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

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MAIS UM PACOTE LIMITADO

Há um equívoco generalizado de interpretação. Nem Lula nem o PT jamais tiveram projeto de Nação, mas projeto de uma pessoa e de um partido, foi assim que a URSS faliu, nunca houve projeto de Nação no comunismo, mas apenas de partido e de pessoas.

 

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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PIZZA À VISTA

A bagunça, o tumulto e o desmando são tantos na nossa "Justiça", que ninguém mais sabe a quem cabem determinadas atribuições. É o caso do ministro Guido Mantega (Fazenda), que reclamou ao Superior Tribunal Federal e conseguiu que uma investigação por suspeita de improbidade administrativa contra ele fosse suspensa. Tanto que o Ministério Público Federal anunciou que investigaria o suposto esquema de corrupção e a omissão de Guido Mantega no caso. Porém o Superior Tribunal Federal alegou que a decisão não é de procuradores de primeira instância e, sim, do procurador-geral, Roberto Gurgel. "Pizza à vista, né"?

 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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QUEM NÃO DEVE NÃO TEME

A pergunta que se faz necessária ao ministro Guido Mantega é esta: Quem nada deve, tem algo a temer?

 

Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br

São Paulo

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AINDA O MENSALÃO

Na página A2 do Estadão de segunda-feira (2/4), o professor Carlos Alberto Di Franco apresenta com a serenidade e a competência peculiares, sua argumentação baseada em amplos conhecimentos de ética e nos convida ao exercício da cidadania, enviando ao Supremo Tribunal Federal (STF) veementes protestos, a exemplo do que ocorreu recentemente, com a aprovação do ‘Ficha Limpa”, pelo mesmo tribunal. Essa vitória que demonstrou que, a despeito de tais e tantas atitudes que o atual desgoverno procura induzir uma conduta subserviente e acostumada às benesses do “toma lá dá cá”, e  também  que ainda há bons motivos para acreditar na força da democracia. Cumprimentando o professor Di Franco, endossamos a sua solicitação de envio ao STF as mensagens para o julgamento e votação do “mensalão”, com a consequente redução da impunibilidade que tanto tem estimulado a brotação de “malfeitos” por todo o nosso país!

Newton Castagnolli ncastagnolli@gmail.com

Jaboticabal

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‘O STF E O MENSALÃO’

Correto o artigo de Carlos Alberto Di Franco, nesse jornal, sobre o mensalão, cujo julgamento já se faz tarde, pelo STF. É a oportunidade única de que dispõe o Brasil para elevar seu Poder Judiciário no nível de seus pares no mundo civilizado. Não que o julgamento deva condenar sem provas, mas julgar de acordo com elas e fazer justiça, absolvendo ou condenando os réus. Sem politização. O que não se pode admitir é a falta desse julgamento em tempo hábil para que não ocorram mais prescrições. Isso colocaria o País entre os bárbaros.

Antonio do Vale adevale@uol.com.br

São Paulo

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MENSALEIROS E A ELEIÇÃO

O Supremo cogita adiar o julgamento do mensalão,   que ocorreu ainda no primeiro mandato do Lula e é empurrado com a barriga se aproximando da prescrição, para o segundo semestre,  atendendo as argumentações dos petistas de que, se o fizer agora, poderá influenciar o resultado das eleições municipais,  já que alguns  envolvidos no episódio são candidatos a prefeitos, caso do senhor João Paulo Cunha em Osasco. Triste,  lamentável  e vergonhoso caso venha a se confirmar tal postura daqueles que são (ou deveriam ser) o exemplo de lisura e imparcialidade.

Gattaz Ganem gattaz@globo.com

Carapicuíba

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A TOLERÂNCIA CONTINUA

Os dias do império petista se dividem entre gerenciar as bases desgovernistas, entre segurar até onde pode outro ministro (a) corrupto (a) , desviar a atenção da espada que ameaça o  mensalão no STF, acudir o segundo e terceiro escalões, igualmente corruptos, e ,  ainda sonhar em ganhar São Paulo . Com  a presidenta viajanda, e o mentor discursando de dentro do hospital, o resto da patota se contenta em receber tudo que acham que lhes é de direito, antes do flagrante e manter os ministros do STF  sob a toga petista. A sociedade brasileira já se acostumou a ler as denuncias, acompanhar as apurações mas não sabe ainda o que é justiça , ou punição, parece que todo o ardor político do petismo resume-se em acobertar e proteger a imensa massa de aliados pelo crime, impune, é claro. E, os crimes, do palácios do planalto até as  ruas continuam, este é o país que eles querem manter no lucro. Até parece que o brasileiro faz questão de um trem bala, de uma transposição, de um supersônico ou de lanchas milionárias. Bilhões e bilhões depois de assacados pela quadrilha, você, vai votar em quem?

Ronaldo Parisi rparisi@uol.com.br

São Paulo

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ÉTICA

De novo, o PT se oferece para presidir o Conselho de Ética do Senado, ora já ficou provado que se elegeram com o discurso da "ética e moralidade", o que perderam rapidamente, para vergonha de todos os cidadãos  brasileiros. O PMDB tem a maior bancada no Senado e tem o direito de indicar o presidente do conselho. É sabido que um em cada três integrantes dos conselhos de ética da Câmara e do Senado está sob investigação do Supremo Tribunal Federal (STF) – que ética, hein? Enquanto isso, o deputado federal ACM Neto, líder do DEM, deseja uma investigação, pede a abertura e instalação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do "Cachoeira", ao presidente da Câmara, Marco Maia (PT/RS) – embora na realidade o autor do pedido foi o deputado federal Protógenes Queiroz (PCdoB/RJ) – na qual serão obrigatoriamente investigados o senador Demóstenes Torres (ex-DEM/GO) e os deputados federais Carlos Alberto Lereia (PSDB/GO), Rubens Otoni (PT/GO), Sandes Júnior (PP/GO) e Stepan Nercessian (PPS/GO), além de outros tantos envolvidos. É por demais lamentável como os nossos parlamentares são ávidos por dinheiro, se servem do País ao invés de servir o País – ganham muito e trabalham pouco. São eleitos com segundas intenções, se locupletam com uma "cachoeira" de dinheiro do erário que deveriam ser destinados em benefício do povo, mas só visam aos seus intere$$e$, são po$$e$$ivo$... Que ética, que nada!

 

Luiz Dias lfd.silva@bol.com.br

São Paulo

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ÍCONE

Nesse Congresso, talvez só as gravatas lembrem algum decoro.

 

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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ÉTICA E SENADO

De muita gente passou despercebida a renúncia do presidente húngaro, Pal Schimitt, no último 2 de abril, motivada pelo plágio em sua tese de doutorado, defendida faz mais de 20 anos. Ainda que não seja exemplo de desenvolvimento econômico, sem dúvida esse pequeno país encravado no centro da Europa nos mostra que não há lugar para o “mais ou menos”. Ou é ou não é. Assim, se plagiou na apresentação de tese, ainda que nos anos 90, não tem moral ilibada, e não pode ocupar cargo público, muito menos a presidência. Isso na Hungria. Por aqui é diferente. Com o exemplo, lembro-me que um pretenso candidato à Prefeitura paulistana fez o mesmo em sua tese de mestrado. Num país sério, essa situação sepultaria sua carreira política e ele voltaria a ser escritor. Aqui, nem sequer cogitou retirar a candidatura ou seu partido lhe cobrou explicações, e tampouco a oposição bradou que lhe falta idoneidade. Aliás, até a criação da lei da “Ficha Limpa”, e da fixação dos seus efeitos pelo STF a praxe era o político envolvido em falcatruas renunciar ao mandato para retornar na legislatura seguinte pelo voto popular. Pelo menos nesse ponto agora será diferente, em que pese a tentativa de quase todos os partidos em obter, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que se afrouxe o rigor da nova lei eleitoral. Mas nesse espírito de mudança, de amadurecimento da República, qual o papel do Senado? É inegável a divisão social do Brasil atual: de um lado os políticos, que em regra somente pensam em si (que ampliam as vagas nas câmaras de vereadores etc.), e do outro o povo (que em geral trabalha para viver, embora alguns vivam para trabalhar). Destarte, não se justifica a mantença do Senado. São 81 senadores, 3.516 funcionários terceirizados e 2,5 mil de carreira. Será que as elevadas discussões mantidas naquela Casa justificam sua existência? Creio que não. O motivo mais recente é a derrocada do senador Demóstenes, que, longe de ser o último, é apenas mais um dos tantos maus políticos pagos com nossos impostos.  E interessante: lá tem assento Ivo Cassol, que vociferou da tribuna dia desses contra o fim do 14º e do 15º salários dos parlamentares, justificando que “O político no Brasil é muito mal remunerado! Tem que atender ao eleitor com pagamento de passagens, remédio, é convidado para patrono e tem que pagar as festas de formatura porque os jovens não têm dinheiro”, e Pedro Simon, com 50 anos de vida pública, que na edição de 04 de abril de Veja, confessou “O ministério é fraco, um dos piores que já vi. Antes, colocavam-se nos ministérios os melhores nomes do Parlamento. Hoje, o ministério consegue ser pior que a média do Parlamento, que beira à mediocridade.” O Senado é prescindível, a ética não.

Vladimir Polízio Júnior vladimirpolizio@gmail.com

São Paulo

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TUDO DOMINADO

Eis a prova de que nosso país está contaminado por uma camarilha que está se enraizando no poder. Das  muitas  escutas feitas pela Polícia Federal (PF), em que foram flagrados ilícitos de toda espécie e de todos os partidos, por que só os da oposição tiveram destaque especial como esse do senador  Demóstenes Torres do DEM? E o caso do crime ainda mal explicado de Celso Daniel, Toninho do PT e mais sete pessoas eliminadas, todas ligadas ao caso? Por que a eficiente PF, depois de tantos anos, ainda não esclareceu esses crimes, além de tantos outros malfeitos como o dos aloprados, o de Marcos Valério com ligações no Palácio do Planalto, o enriquecimento milagroso de Antonio Palocci, os telefonemas de Pimentel, de Erenice e de Ideli e tantos outros envolvendo integrantes do PT que por falta de espaço não citarei?

Amâncio Lobo Amancio lobo@uol.com.br                                               

São  Paulo

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O ESTRANHO CASO DO DR. DEMÓSTENES  E MR. HIDE

Robert Louis Stevenson ficaria deslumbrado caso se confirme que o caso de dupla personalidade retratado em sua obra encarnou na pessoa do senador Demóstenes Torres, num formato adaptado à nossa triste realidade. Como é impossível, diante das evidências acachapantes, conservar o “bom” Demóstenes e eliminar da política o “mau” Demóstenes, só resta a alternativa de banir “ambos”, aplicando o rigor da lei, como reza a praxe republicana. Restam apenas perguntas percucientes: Mas só ele? Seu destino será ingressar naquela fila empacada à espera da prescrição?  E o medo de  que uma análise mais rigorosa nos leve à conclusão de termos, contando esses casos de diversas personalidades, algo como 700 deputados, uns 100 senadores e uns 60 ministros?

Alexandru Solomon alex101243@gmail.com

São Paulo

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SEM PARTIDO

A pergunta que não quer calar: Teria o senador Demóstenes Torres conversado antes com os irmãos gêmeos PT/PMDB para, então, pedir sua saída do DEM? Ou ele vai embora para nunca mais voltar?

 

Leônidas Marques leo_vr@terra.com.br

Volta Redonda (RJ)

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AINDA SENADOR

Demóstenes Torres continua senador. Mas como isso se dará? Atacará a corrupção como antes? Subirá na tribuna alheio ao flagrante em que foi pego?  Ou ficará somente para continuar facilitando a vida dos contraventores amigos seus?

Myrian Macedo myrian.macedo@uol.com.br

São Paulo

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PROTEÇÃO

Demóstene Torres, por desvios de ética, está sendo execrado pela opinião pública e pelo seus pares porque pertence ao DEM. Já Ideli Salvatti apesar de praticar irregularidades piores do que a do senador Demóstenes, que são desvios de dinheiro público,  por ser do PT e ministra deste (des)governo tem quem a defenda.

José Wilson de Lima Costa  jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

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ERRO DE FILIAÇÃO

O maior erro do Demóstenes foi não ser filiado ao PT. Caso fosse, com certeza, nada disso teria acontecido. Alguém dúvida?

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@ig.com.br

São Paulo

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GOLPE

Foi sem dúvida um grande golpe que recebemos do senador Demóstenes. O povo se sentiu traído,  humilhado e perdendo as poucas esperanças que tínhamos ainda em um pequeno grupo de políticos no Brasil. As consequências serão para ele apenas a perda do mandato, porque, mesmo com o beneplácito dos colegas, não terá mais condições nenhuma de exercê-lo.  Deverá voltar para sua profissão, mas também com ressalvas, já que quando seu nome aparecer logo em seguida se pensará em falcatruas.  Quanto à pena como  cadeia etc.,  nada vai acontecer, porque seus advogados irão provar que as tais escutas telefônicas foram irregulares e, então, segundo a Justiça brasileira, ele será absolvido de tudo.  Em país sério, como no Japão, um ministro flagrado em corrupção de alguns centavos renunciou e suicidou-se. Que podemos esperar? Em quem vamos confiar? Difícil a situação criada por  essa classe no Brasil. Até um senador de 80 anos e 60 de carreira se envergonha de fazer parte dela, como declarou Pedro Simon.

 

Plínio Zabeu pzabeu@uol.com.br

Americana        

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SEM RUMO

Por reiterados desvios Demóstenes perdeu o rumo.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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NEM DEMÓSTENES ESCAPOU

Uma atividade da qual qualquer pessoa espera todo tipo de malfeitorias é a política, especialmente de parlamentares. Como em todos os segmentos sociais, há exceções e os alguns representantes garantem a certeza dessa exceção. Na atualidade, Demóstenes seria o último a apagar as luzes da ética nacional. Lamentavelmente, seria... Depois de tantos anos de confiança solidificada junto à sociedade e até entre os seus pares, numa semana, dia após dia, aparecem gravações da Polícia Federal que mostram a bipolaridade de caráter do senador. Sempre a conta gota surgem conversas gravadas do senador com o contraventor Carlinhos Cachoeira apontando uma relação íntima que inclui até o repasse das matérias a serem votadas pelo Senado, com a finalidade clara de direcionar a lei de forma a favorecer as atividades ilegais do bicheiro. Seguindo o ritual comum a casos de corrupção, o advogado de Demóstenes centraliza sua defesa numa possível ilegalidade das gravações, sob a alegação de que foram autorizadas por instância inferior, quando deveria ter sido pelo Supremo Tribunal Federal – STF, por se tratar de senador da República. Ainda que se trate de filigrana jurídica, que poderá inocentar o senador de qualquer consequência punitiva, a questão central foi ele usar sua atividade de representante do Estado para favorecer alguém que deveria ser punido exatamente pelo próprio Estado. E, acredite, ele está sendo punido com prisão. Esse detalhe de que as gravações precisem ser autorizadas pela Justiça jamais deveria se sobrepor ao conteúdo criminoso de qualquer gravação que aparecesse, com exigência apenas da autenticidade comprovada, ainda que seja de autoria desconhecida.  Não resta dúvida que exigências como esta visam tão somente livrar de punição as pessoas renomadas ou ricas, já que pobre não necessita de gravação; elas são estapeadas publicamente nas ruas em todo o país. Esse detalhe menor livrará o senador Demóstenes apenas no Judiciário, pela cultura arraigada de não punir as pessoas do andar de cima, com sobra de argumentos e fundamentos legais. Não será absolvido na seara política, não pelas nobreza e retidão dos parceiros, mas por ter feito muitos inimigos devido à ênfase na cobrança de ética por parte dos seus colegas. Era tão sublime sua postura, que era o primeiro a exigir a demissão de ministros envolvidos em corrupção. Além dessa postura similar à de um padre que abusa de coroinhas, o mais preocupante é que, antes de senador, Demóstenes Torres se trata de um promotor licenciado, cargo para o qual deveria voltar se deixar o Senado. O Ministério Público de Goiás, além de evitar seu retorno, deveria investigar todos os seus pareceres anteriores, especialmente aqueles proferidos em ações de interesse do seu pupilo. Não se pode conceber a idoneidade de quem trai seus próprios colegas, apenas por mudar de atividade. Depois de Fernando Gabeira ser pego na farra das milhas oficiais para parentes e amigos, Demóstenes Torres foi a decepção maior. Aproveito apenas para alertar ao deputado federal Antonio Reguffe a não me decepcionar, pois foi o único político que defendi num texto, com o título “um político de verdade”. Assim como nas emendas à Constituição, emendarei o referido texto para manter o entendimento, com a ressalva do até aprova em contrário. Definitivamente, a renúncia seria o mínimo gesto condizente com a dignidade que o senador demonstrava possuir com a sua postura e a própria fisionomia. Episódios como este só fortalecem os facínoras inveterados. Que pena, Demóstenes! 

 

Pedro Cardoso da Costa pcarcosta@gmail.com

São Paulo

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SENADO, DE NOVO

Por um milionésimo de segundo confesso que acreditei na bravura indomável do senador Demóstenes Torres.  Sempre corajoso, irreprovável e convincente em seus discursos na tribuna do Senado. Mas logo, "cachoeira" acordei. O cara, o “senador” feito Aquiles (héroi da mitologia grega) ficou mudo e calado com denúncias propaladas de conluio com o crime organizado, vomitadas pela imprensa escrita e falada. Ora, o senado volta a tona novamente. Aliás, de novo, caquético, ultrapassado e feio. O sistema bicameral está falido. Não é uma exigência democrática. Deve ser arrancado pela raiz, para alívio dos nossos bolsos. Faz lembrar do magistral Dostoiévski (Notas do Subsolo):  "...e então, senhores, que tal dar um pontapé (não na bunda do Brasil como sugeriu o bobo da corte, mas prestativo secretário geral da Fifa, Jerôme Valcke) em todo esse bom senso e mandar esses logaritmos para o diabo – com esse senador e alguns deputados envolvidos na velhacagem – para que possamos viver segundo a nossa vontade idiota?". Como diria o saudoso Milton (Millor) que partiu, insubstituível, vai fazer falta: "Os amigos do Senador dizem que ele é um homem que se fez sozinho. Ninguém quer assumir a responsabilidade."

Antonio Sérgio Neves de Azevedo antonio_ser@yahoo.com.br

Curitiba

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PUNIÇÃO

Nada de varrer a sujeira para debaixo do tapete. O Congresso Brasileiro, se ainda tiver algum pingo de vergonha, tem de abrir imediatamente o processo de cassação do senador Demóstenes Torres e do deputado federal Stepan Nercessian. Se não o fizer, mostrará que a convivência de parlamentares com criminosos não se resume aos dois casos específicos.

Deborah Farah deborah.farah@gmail.com

Rio de Janeiro

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CONTAGEM

Um, dois, três, Demóstenes, chegou a tua vez!

 

Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo

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Não admiro os ideais  do partido Democratas mas via na figura do senador Demóstenes Torres, uma das reservas morais do Congresso. Sempre vigilante, o mesmo não poupava críticas aos seus pares e combatia avidamente os desvios de conduta no exercício do cargo público. Portanto, é com muita decepção que vejo a cortina de fumaça que era criada pelo (ex?) senador para forjar a imagem de um verdadeiro paladino da sociedade e, nas sombras, traficava influência política.  Mesmo assim, é possível que o inoperante Conselho de Ética do Senado perdoe os “deslizes” do referido senador. Finalmente, o  deputado federal Romário é quem tem razão quando afirmou, recentemente, na revista Veja: “Todo mundo acha que no alto clero do Congresso está a nata da nata. Pois o que mais tem no andar de cima é gente no ócio, quando não está metida em pilantragem”.

Gabriel Fernandes gabbrieel@uol.com.br

Recife

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DESAMPARADOS

E agora, o que faremos? No PSDB não se pode confiar. É o partido de oposição mas não se opõe, não desce do muro e não se pronuncia. O DEM, após a defenestração de José Roberto Arruda e Leonardo Prudente se mostrava imune a trapaças,até que sua figura de proa houve por bem participar de alguns negócios á margem da Cachoeira. Ao que parece só nos resta o inabalável PT.

Olímpio Areias Bicalho olimpio@lpnet.com.br

Botucatu

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CHUTE NO TRASEIRO

A Fifa manda avisar (3/4, E4) que o secretário-geral Jérome Valcke virá ao País na próxima semana conferir o andamento das obras para a Copa do Mundo de 2014. Desta vez,"o chute no traseiro" será in loco. França e Brasil, no futebol, nunca acaba bem...

 

J. S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

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O DESRESPEITO DA FIFA

Se Jérome Valcke for recebido por alguma autoridade brasileira na próxima semana, será a demonstração da decadência moral do nosso país. Ele agrediu uma nação inteira, com palavras de baixo nível e não deveria nem mais ter a autorização para pisar no nosso solo, quanto mais ser recebido por qualquer autoridade que nos represente!

Roberto de Padua Salles paduasalles@estadao.com.br

São Paulo

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SOBRE O ÁLCOOL NA COPA

 

Hoje  a droga mais poderosa do mundo é o álcool. É a que mais mata a que mais vicia a que mais desagrega a família e é a que mais poder tem para comprar políticos, governos, países. Hoje, especificamente no Brasil, o álcool comprou a nossa nação por meio dos políticos e governantes covardes e corruptos que mudaram as leis do País e dos estados somente para permitir a Fifa a ganhar mais dinheiro. Quando vamos começar a lutar contra as empresas produtoras de bebidas alcoólicas? Já estamos lutado e estamos vencendo as indústrias do fumo porque não a do álcool? Vamos começar proibindo propaganda, como proibimos as do fumo, depois proibindo beber em locais públicos onde até crianças usam esta droga, o álcool,  que é a porta de entrada para drogas mais pesadas. Acorda Brasil quem quiser se dopar com o álcool que o faça em sua casa não publicamente disseminando entre os jovens “Maria vai com a outra” esse nefasto vício.

 

Elio Barreto Agulha elioagulha@ig.com.br

São Paulo

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512 OUTONOS DE SUBSERVIÊNCIA

Episódio recente procedente de Brasília, envolvendo nossos laboriosos congressistas, com uma multinacional do futebol, uma cervejaria e o ministro do Esporte, nos faz lembrar a lenda do macaco e o gato. Ato único. De Brasília é lançada batata quente, que cai sobre chapa não menos quente, quando entra em cena o símio empunhando a mão do gato e a remove, sem se queimar (No caso, a inversão de poderes: federal para determinadas Províncias, lavando as mãos, o Poder Central). Moral que te quero moral: futebol com etanol se paga. Eta nóis!

Roberto de Faria robertodefaria@gmail.com

São Paulo

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COPA 2014

Será que Mano Menezes, treinador da nossa seleção, assisti aos jogos do Barcelona?

Olympio F. A. Cintra Netto ofacnt@yahoo.com.br

São Paulo

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SACOLAS PLÁSTICAS

Os moradores de Guarulhos estão de parabéns, pois têm um Procon que os protegem. Já em São Paulo, a Associação Paulista de Supermercados (Apas) conseguiu dobrar o Procon, o Ministério Público (MP), o governo estadual e o municipal impondo o banimento das sacolas plásticas. Em São Paulo, um acordo vale mais que uma lei, não temos um Procon e, sim, um Contracon.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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O FIM DAS SACOLINHAS

Proibir a distribuição gratuita das sacolas plásticas é um retrocesso e quem vai pagar a conta são os consumidores e o meio ambiente. A sacola plástica é reutilizada para jogar o lixo doméstico e para muitos outros fins. É um produto prático resistente e que não contamina os alimentos e pode ser 100% reciclado após ser utilizado. O problema da poluição causado pelas sacolas plásticas está na forma em que ela é descartada no meio ambiente. As sacolas plásticas e todos os outros produtos de plástico ou que contém plástico em sua composição (são mais de 300 tipos) demoram centenas de anos para decompor-se, porém se o plástico for recolhido e reciclado ele se transforma em novas sacolas, novas garrafas, novos produtos com economia de energia elétrica, de água e de petróleo, sua matéria prima. A saída para a poluição causada pelo plástico (sacolinhas) é o consumo consciente e a reciclagem, através da coleta seletiva domiciliar e com a separação em nossas casas do lixo seco do lixo úmido, lei 12.305/10 “Política Nacional de Resíduos Sólidos”. Criar o hábito de separar o lixo em casa é a melhor forma de salvar o planeta e utilizar-se das sacolas plásticas para isso é a simples e prático, pois já estamos acostumados a reutilizá-las para jogar o lixo, então porque proibir? O melhor seria educar as pessoas a utilizar as sacolas plásticas para separar o lixo e com isso a própria sacola plástica seria reciclada deixando de ir para o aterro e o argumento dos 300 anos não vale mais. Sem as sacolas plásticas para embalar o lixo de nossas residências vamos ter que comprar sacos plásticos de lixo e continuar a jogar tudo nos aterros e lixões, e pior pagando um pouco mais para isso. E as pessoas de baixa renda que hoje utilizam as sacolas que recebem de graça para jogar o lixo, como vão fazer? Vão acabar jogando o lixo direto na rua ou nos contêineres causando ainda mais problemas. Os supermercados estão dando pulos de alegria com a economia de milhões de reais e com os lucros que vão conseguir vendendo sacos plásticos de lixo. Pense nisso e exija a sacola gratuita, faça a separação do lixo em sua casa e cobre a prefeitura da sua cidade para fazer a coleta seletiva domiciliar em sua rua e com isso reciclar a sacolinha e todos os plásticos que sufocam o planeta. E para terminar lanço um desafio: Em um minuto faça uma lista com 10 produtos vendidos no supermercado que não tem algum tipo de plástico em sua composição ou embalagem, lembre-se que para comprar frutas, verduras, carnes etc. você coloca num saco plástico.

Luiz Fernando S. Soares luiz.fernando@phelfe.com.br

São Paulo

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SOLUÇÃO DEFINITIVA

Engraçado quem critica a restrição imposta a sacolas plásticas (infelizmente, apenas nos supermercados por enquanto) dizendo não representar uma "solução definitiva" para o problema – como um leitor ontem (Luiz Bittencourt). Eu apoio, pois não penso que uma única ação ou decisão, ainda que positiva como esta, possa ser uma "solução definitiva" para problemas tão sérios como os que temos, seja na área ambiental, social, política ou econômica. Que falta de argumento, que incentivo à inanição...!

 

Fátima L. B. Wanderley lbueno73@hotmail.com

São Paulo

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PROCON TORNOU-SE  PROAPAS

 

O Procon que pensávamos existir para  nos defender,  deveria mudar a sigla para Proapas porque só isso justifica concordar nessa sacanagem feita junto com o governo estadual e Apas, a associação dos supermercados. Esse acordo  só enriquecerá  mais ainda os  mercadistas,  que a partir de ontem aumentou seus lucros  nos obrigando comprar embalagens para levarmos os produtos que comprarmos. É indiscutível a necessidade de buscar solução para as sacolinhas não recicláveis, mas, porque então só o consumidor pagar por isso? Como ficam os demais milhares de produtos feitos do mesmo material? Por que não obrigar o vendedor dar embalagens recicláveis ao consumidor? Por que nos tratam assim? Porque somos  um bando de cordeiros que a tudo se sujeita sem reclamar. Podemos mudar essa condição? Sim, começando por  lembrar o Alckmin e demais políticos de nosso Estado, que amanhã haverá eleições e podemos nos vingar dessa patifaria não votando neles.

 

Laércio Zanini arsene@uol.com.br

Garça      

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BÔNUS AO PROFESSORADO

A Secretaria da Educação pagou uma parcela do magistério, na última sexta-feira (30/3), o famoso e esperado "bônus". Invenção de burocratas da educação paulista, todo ano traz insatisfação e discórdia no seio dos profissionais da área. Se a intenção primeira da Secretaria da Educação foi a de motivar os professores da rede, mais uma vez não obteve o resultado desejado. Nessa ação absurda, excluiu todos os professores aposentados, como se a história de trabalho, suor e lágrimas com as quais esses profissionais brindaram a educação paulista nada valesse. E, pior, no afã de responsabilizar os mestres pelo fracasso educacional dos últimos anos, criam-se índices, metas, de maneira que, algumas escolas acabam nada recebendo. Assim tendo menos profissionais para receber, alguns poderiam ganha um bônus mais vultoso. Essa situação criada pelo governo é um verdadeiro maná para a sua equipe de propaganda. Os marqueteiros noticiam para a imprensa e, consequentemente, para a população, o maior valor pago por meio do bônus, mesmo que o número de professores que recebam essa quantia seja muito pequeno. Enganam-se os mentores da educação, deduzindo que com bônus ou com provas mérito vai se conquistar uma melhoria na qualidade do ensino. Pensar assim é menosprezar a responsabilidade do professor que na sala de aula, preocupa-se sim com seus alunos e não com essa ou outra recompensa financeira. Ela está em segundo plano. E os nossos jovens serão atraídos para o magistério, com um plano de carreira decente, com condições dignas de trabalho e não com presentinhos de final ou começo de ano. Quanto aos colegas do magistério, não se enganem. Mesmo que tenham recebido um bônus maior neste ano de 2012, de uma maneira, ou de outra, na ativa ou como aposentado, um dia certamente receberão um bônus zerado. Essa política inócua só tem trazido dissabores e discórdia no seio do magistério. O que precisamos é ao invés de utopia, seriedade salarial.

Silvio dos Santos Martins, professor assessoriajp@cpp.org.br

São Paulo

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BÔNUS E NEGLIGÊNCIA

A Secretaria da Educação tem como hábito premiar com um “bônus” as escolas que atingem metas burocraticamente satisfatórias nos resultados do Saresp, reafirmando a política dos números, porém fica a pergunta: Como podemos atingir tais metas, trabalhando com tantas crianças e adolescentes sem assistência? Muitos frequentam a escola por razões bem distantes do aprendizado: consomem drogas e praticam violência, certos da impunidade. Agora estudar, comprometer-se e responsabilizar-se com seu desenvolvimento é tarefa de uma parcela menor dos estudantes. Quanto aos professores e funcionários, as estatísticas do Departamento de Perícias Médicas do Estado de São Paulo revelam o grau de adoecimento dos profissionais negligenciados por esta omissão do governo.

Rodney Alfredo, professor rodneyalfredo@gmail.com

São Paulo

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INVESTIMENTO EM EDUCAÇÃO

O Brasil não investe em educação e remunera mal os seus professores, e, fatalmente, tem um povo fraco e escravo que levará o País à sua ruína! Em contrapartida, temos os parlamentares  mais caros do mundo. A média dos custos de deputado e senador é de R$ 10,2 milhões/ano. Considerando que no total somam 594 parlamentares o custo total anual é de R$ 6,059 bilhões. Considerando que os 59.764 vereadores tenham um custo anual de R$ 6,0 bilhões, totalizando um custo de R$ 12,059 bilhões/ano e, considerando que, a corrupção custa aprox. R$ 60,0 bilhões/ano, teremos um gasto total de R$ 72,059 bilhões/ano, correspondente a 19,60% do PIB.  A Educação por sua vez amarga um investimento de 5% do PIB. A solução está em nossas mãos, como cidadãos responsáveis devemos exigir do governo um corte drástico em suas despesas e, a elevação do investimento da Educação para no mínimo 10% do PIB. Outra solução é pensarmos bem em quem vamos votar nas próximas eleições e fazer uma renovação no quadro político atual. Devemos nos unir e lutar por esse objetivo e, aí, sim, seremos um povo forte e uma Nação vencedora!

 

José Carlos Costa policaio@gmail.com

São Paulo

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A LEI DA BALA

Quando o Estado é ausente, impera a Lei da Bala! Veja que o professor que atirou e matou trabalhadores rurais (Estadão de 3/4/2011) já tinha registrado Boletim de Ocorrência, e nada fora feito. Não defendo as vias de fato, tampouco tal atitude, mas o que fazer quando não existe lei, ou quando ela não é cumprida? Certos da impunidade, quem deve se preocupar em cumprir leis? Por isso, trabalhadores rurais pouco se importaram com reclamações, boletim de ocorrência e as discussões com o renomado professor! Agora, os que vivos restaram jamais se esquecerão que podem até não cumprir as leis brasileiras, mas a Lei da Bala seus amigos levou para o caixão!

 

Ricardo Gasparino de Sousa ricardo.gasparino@gmail.com

São Paulo

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TERRAS RARAS

Há mais de 40 anos tenho sido leitor assíduo do Estadão, e como tal acompanho o zelo com que o jornal prima por tudo quanto publica. Os enganos e imprecisões dos textos são corrigidos prontamente em atenção  aos leitores. Em  20/3/12 enviei um e-mail ao Fórum dos Leitores sobre erros conceituais em dois textos publicados em  15/3/12  e 19/3/12 sobre terras raras. Trata-se da correção de erros  que não são raros em livros, revistas e jornais. A classificação das Terras Raras inclui os seguintes elementos químicos, conforme constam da tabela periódica: lantânio, cério, praseodímio. neodímio, promécio, samário, európio, gadolínio, térbio, disprósio, hólmio, érbio, túlio, itérbio, lutécio, escândio, ítrio. As Terras Raras não são minerais nem minérios. São elementos químicos contidos em minerais que podem ser minérios dos elementos terras raras.

Evaristo Ribeiro Filho evaldib@uol.com.br

Barueri

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COMODATO NAS MALVINAS

Uma boa solução para o arquipélago: a Argentina vira o comodante que guarda a propriedade do arquipélago e a Inglaterra se torna comodatária adquirindo a posse que já tem. Continua tudo como está, agrada-se gregos e troianos e daqui a xis anos, senta-se novamente na mesa para prorrogar ou não o comodato.

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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AGRADEÇAM AO REINO UNIDO

As Ilhas Falkland sob o domínio do Reino Unido –cujo poder encontrava-se sob discussão diplomática – foi invadida há 30 anos por ordem de um general Argentino, enquanto  bêbado segundo a imprensa local, iniciando-se uma guerra cujo resultado foi a morte de  quase 600 Argentinos, 300 Ingleses, 3 Kelpers (nativos), milhares de soldados feridos, centenas sem empregos por estarem psicologicamente inutilizados e suicidas de ambos os lados. Entretanto,  o resultado final foi feliz para a Argentina. A batalha durou 70 dias, somente, evitando mais mortos, feridos, gastos militares e problemas econômicos e trazendo, finalmente, como o maior benefício ao país, a democracia de volta. Tais benefícios aparentemente não foram suficientes para Cristina Kirchner, alias, beneficiária direta. Para ela, vale-se desse evento para tentar reaver popularidade perdida. Estranha atitude  para um país que tomou as províncias de Missiones e Formosa do Paraguai há 180 anos e não as quer devolver. Significativo,  também,  o fato dos Kelpers terem recusado proposta Britânica de divisão do comando das ilhas com a Argentina. Na realidade eles não querem pertencer ao país portenho nem mesmo, ter independência do Reino Unido. Neste caso, a ONU não poderá fazer nada para intermediar a questão, trata-se de “autodeterminação de um povo”. Fica evidente, portanto, a ridícula atitude da Presidente Argentina e igualmente, o papel  de refém do governo brasileiro apoiando nosso vizinho nessa questão. Enquanto dormimos, o Uruguai já voltou a fornecer para as ilhas Falklands.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

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COINCIDÊNCIAS

Há na vida coincidências interessantes  entre divergências de nomes e  fatos a eles relacionados. A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, referindo-se às comemorações  para homenagear os 649 soldados argentinos  mortos durante a Guerra das Malvinas, em 1982, contra  os britânicos, e pretendendo reaver as ilhas "pelas vias pacíficas" com a intervenção da ONU por meio de diálogo entre os países (Argentina e Inglaterra),  a fim de discutir sobre a soberania do arquipélago, evitando uma nova guerra. Ela disse  textualmente: "A guerra não deve ser celebrada"..."Por isso nos transformamos em porta-bandeiras da paz". Em outras palavras, as Ilhas Malvinas não devem se transformar em "Ilhas Malvadas. A outra coincidência é que a aludida cidade de Ushuaia, que tem "pelo menos no papel" jurisdição sobre as Malvinas,  nada mais é do que a capital da chamada Província da Terra do Fogo! Não é simbolismo, é seu nome verdadeiro.

Antonio Brandileone abrandileone@uol.com.br

Assis

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