Fórum dos Leitores

CORRUPÇÃO

O Estado de S.Paulo

08 Abril 2012 | 03h05

Efeito dominó

Todos os dias rola uma pedra, quero dizer, um envolvido no escândalo Demóstenes Torres-Carlinhos Cachoeira. São chefes de gabinete, deputados, governadores, e por aí afora. Mesmo assim, o senador vai ao STF tentar invalidar as incontestáveis provas contra ele. É o fim do mundo!

JOSÉ MARQUES

seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

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Deboche

O caso do senador Demóstenes Torres deixa bem nítido e claro o deboche dos políticos com os brasileiros. Já não chega o grande número de denunciados, há no meio deles outros que posam de acima de qualquer suspeita e estão totalmente envolvidos com o crime. São motivados por duas coisas: a esperança de não serem descobertos e a impunidade. A primeira pode, eventualmente, não se confirmar, mas a segunda é certeza absoluta. Vemos os casos do mensalão, que o STF se esforça para que prescrevam, e dos ministros destituídos por corrupção, isso só para citar esses grãos numa praia imensa. Alguém pagou? Claro, quem pagou foram os palhaços travestidos de cidadãos. Agora já não sabemos em quem confiar. Existem, é claro, os que não se prostituem, mas esses pecam pelo silêncio, o que não os faz menos culpados. Será que ninguém dentre os "bons", vamos dizer assim, sabe o que acontece nos bastidores? Enfim, são todos eles os verdadeiros sem-teto: os seus ganhos, os seus salários não obedecem a nenhum teto. Temos uma arma que é questionada por muitos. Ela não precisa ser usada sempre, mas deve, quando o for, ter toda a força possível: é a anulação do voto em número surpreendentemente grande. Aí eles vão perceber que ninguém aguenta mais. Que as suas mentiras não estão sendo engolidas por um rebanho de cordeiros.

VANDERLEY JORDÃO

vanjord@ig.com.br

São João da Boa Vista

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Espelho meu

O senador Demóstenes, ao se olhar no espelho, deve estar indagando: "Espelho, espelho meu, existe idiota maior do que eu?". Afinal, ele sabe que muitos são os políticos que se elegem e prestaram serviços a bicheiros, traficantes, contrabandistas e sabe-se lá mais o quê. Sem contar os que se elegem com dinheiro público roubado. Ou não?

SÉRGIO BARBOSA

sergiobarbosa@megasinal.com.br

Batatais

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Ideli e a ONG das tilápias

Cerca de R$ 770 mil foram liberados por Ideli Salvatti, quando titular do Ministério da Pesca, para a criação de peixes no Distrito Federal, porém, como é curial, da organização não governamental (ONG) agraciada não vieram as tilápias e no sítio destinado aos viveiros os agricultores de subsistência continuaram a se entregar à mandioca, um carboidrato da pesada, parceiro da teimosia de vida dos brasileiros em cinco séculos de bravura. Bastam a raiz, a terra e a colheita sob uma chuva tênue e generosa. Vida primitiva, mas, ao menos, respeitosa do dinheiro público, que escoa pelo ralo, enquanto os nossos pescadores do mar continuam em seus barquinhos artesanais no declínio das tardes e sob o lirismo de Dorival Caymmi: morrer nas águas é doce, onírico, viver é que não é preciso se for à custa de maracutaias que fornecem as proteínas da corrupção, que já nos cansa ad nauseam.

AMADEU R. GARRIDO DE PAULA

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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Façanha

O Ministério da Pesca conseguiu realizar, em Brasília, a rendosa façanha de plantar peixe e pescar mandioca.

LEILA E. LEITÃO

São Paulo

Tubarões

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Na verdade, o Ministério da Pesca deu R$ 770 mil para os "tubarões" da ONG Pró-Natureza criarem os seus próprios "peixinhos", para o futuro...

ANGELO TONELLI

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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Ainda as lanchas

Tudo resolvido quanto ao assunto doação para a campanha do PT de Santa Catarina. Apareceu o responsável pela solicitação de meros R$ 150 mil. Dessa forma, mais um companheiro comete um "pequeno erro" - quem não erra? - e tudo fica por isso mesmo. E a ministra se salva, já que declarou: "Não tenho nada a ver com isso"...

ARTHUR BIAGIONI JUNIOR

biagioni.jr@uol.com.br

Campinas

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Perguntar não ofende

Pelas práticas petistas noticiadas pela imprensa, será que, num negócio de mais de R$ 30 milhões, ficou somente em R$ 150 mil a doação da empresa fabricante das lanchas ao diretório do PT em Santa Catarina?

MARIO GHELLERE FILHO

marinhoghellere@gmail.com

Mococa

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Eu só queria entender

Se perguntar não ofende, alguém poderia explicar-me qual a finalidade do Ministério de Relações Institucionais e quais são as funções e responsabilidades da sra. ministra Ideli Salvatti?

BEATRIX N. BEHN

beatrixbehn@yahoo.com

Curitba

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Serventia

Comprovadamente, assistimos para que e a quem servem o Ministério da Pesca e seus altos funcionários especializados (em pescar para o PT, é claro): passar a rede, ou melhor, pescar donativos de "empresários sensibilizados com a necessidade de retribuição" para campanhas dos correligionários petistas.

FERNANDO PASTORE JUNIOR

fernandopastorejr@gmail.com

São Paulo

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Inutilidade

Esse Ministério da Pesca está mais para odor de peixe estragado. Não é melhor extingui-lo?

LUCIANO HARARY

lharary@hotmail.com

São Paulo

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'Corruptaria petista'

Já se escreveu sobre uma eventual "privataria tucana". Porém nada se escreveu ainda a respeito de um contexto muito mais atual, cotidiano e verdadeiro: a "corruptaria petista"!

EUGÊNIO JOSÉ ALATI

eugeniojosealati@yahoo.com.br

Campinas

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RISCO NÃO CALCULADO

 

Seria louvável, se não fosse perigosa, esta decisão do governo de exigir do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, numa canetada só, a drástica redução dos juros para o consumidor. Os efeitos perniciosos dessa experiência vão ficar patentes nos próximos balanços, porque certamente a lucratividade desses bancos será bem menor. Ruim para os acionistas e pior ainda para a imagem do BB e da Caixa. Como se afirma no popular, que não existe almoço grátis, as taxas nos empréstimos que doravante serão aplicadas não serão suficientes para cobrir as despesas desses bancos. O que revela que mais uma vez o PT, e agora com a Dilma, é de apelar para o populismo inconsequente, na tentativa de colocar uma neblina na frente dos olhos da sociedade, no intuito de esconder a realidade de mercado de que o Produto Interno Bruto (PIB) de 2012 não será nada melhor do que os pífios 2,7% de 2011... O petismo, que entre outras nefastas ações já conseguiu arranhar até a imagem de uma outrora eficiente Petrobrás, agora pode colocar em risco esses citados bancos públicos...

 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

 

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BANQUEIROS DE SORTE

 

Baixou o juro no Banco do Brasil e na Caixa, ficarão mais fortes os bancos privados. Assim é o mercado. Assim é o Brasil. Um país para banqueiros, certamente capacitados e competentes, mas também sortudos.

José Piacsk Neto bubapiacsek@yahoo.com.br

Avanhandava

 

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JURO E IMPOSTO

 

A presidente Dilma disse que não há justificativa técnica para o elevado spread bancário no Brasil. Estou de acordo, não há a menos do alto grau de cartelização do sistema bancário brasileiro. Mas, cara presidente, não há também justificativa técnica para a elevada carga tributária vigorante no Brasil, a não ser: 1) no Executivo: para preencher 22 mil cargos comissionados, 32 ou 33 ministérios que ninguém sabe para que existem e os nomes de cujos ocupantes duvido que a Sra. saiba, para gastos com cartão corporativo mantidos em sigilo, para manter a Agência Brasil de notícias de baixíssimo nível de audiência e, colocando um ponto final nesta enumeração que poderia prolongar-se ad infinitum, para comprar 34 lanchas para o Ministério da Pesca (?) que não sabe nem pode navegá-las; 2) no Legislativo: para sustentar mais de 80 senadores custando cada um cerca de R$ 80 milhões por ano, o absurdo de 513 deputados federais com um gasto mensal cada um, contando tudo, em torno de R$ 80 milhões por mês, para remunerar a peso de ouro os funcionários privilegiados destas duas casas do Congresso, ganhando vários acima do teto constitucional que existe e funciona só no papel; 3) no Judiciário: para ficar patrocinando um crescimento canceroso da Justiça do Trabalho com a multiplicação de varas pelas cidades do Brasil afora sem nenhuma razão de ser, sem falar do desatino da Constituição de 1988 de criar um Tribunal Regional do Trabalho em cada Unidade da Federação, para agravar este desatino estendendo a medida para os Tribunais Regionais Federais conforme projeto em discussão no Congresso, para ficar presenteando o escritório de arquitetura de Oscar Niemeyer com projetos de edifícios luxuosos em Brasília como é o caso recente da nova sede do Tribunal Superior Eleitoral em que, graças à grave falha acústica (não é novidade, a Universidade de Brasília do mesmo e famoso arquiteto, sofre de problema idêntico), os ministros não conseguem entender o que os outros falam. Esta enumeração em dose reduzidíssima (a dose completa provoca o déficit crônico das contas públicas no País) é uma pequena amostra do destino da escorchante carga tributária brasileira. Presidente Dilma: está forçando a redução dos juros? Ótimo, não fique só na Selic, force os bancos a reduzir os juros às pessoas físicas e às empresas como o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal estão fazendo, mil vivas à sua ação, mas seja coerente e faça um trabalho completo: reduza a carga tributária brasileira, mas não esta redução seletiva, pinçada aqui e acolá pelos burocratas, que só serve para valorizar o seu poder e criar distorções e injustiças dentro sistema econômico, uma redução geral, horizontal, que derrube IPI, Cofins (que Palocci, em 2003, sob pretexto de atender os empresários que pediam o fim da sua cobrança em cascata, introduziu o sistema de valor agregado mas com alíquotas tão majoradas que sua arrecadação aumentou), CSLL e os tributos e encargos que gravam a energia elétrica a ponto de igualarem o custo da geração. Juros e impostos elevados são duas pragas do Brasil. Vale lembrar uma das poucas coisas certas que o Presidente Reagan dizia: a receita cria a própria despesa. Isso é verdade na nossa vida pessoal e na dos países.

 

Paulo Afonso de Sampaio Amaral drpaulo@uol.com.br

São Paulo

 

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EMPRÉSTIMO

 

Guido Mantega, ministro da Fazenda, declarou que terá condições de emprestar R$ 150 bilhões em 2012. A sociedade brasileira gostaria de saber a quem ele emprestará essa dinheirama, pois eu tenho uma pequena empresa e necessito adquiri máquinas e equipamentos para produzir mais e com melhor qualidade, e não consigo esse empréstimo, embora tenha tentado várias vezes. Será porque eu não me chamo Eike Batista?

 

Edward Brunieri patricia@epimaster.com.br

São Paulo

 

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TSUNAMI REVERSO

 

Conforme dados do Banco Central o fluxo cambial do primeiro trimestre de 2012 apresentou um saldo de US$ 18,7 bilhões, 47,4% inferior ao mesmo período de 2011, que foi de US$ 35,5 bilhões. O tsunami “reverso” deve então melhorar substancialmente a economia dos países em desenvolvimento, podendo nossa presidente estar mais sossegada. Menos preocupação com câmbio, também, para a combalida indústria.

 

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

 

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AJUDA ÀS INDÚSTRIAS

 

Já era hora de o governo federal implementar um pacote de auxílio às indústrias. Entretanto, é necessário um compromisso do empresariado para uma diminuição dos preços e da lucratividade. É inconcebível que o governo e a população paguem a conta da ganância desenfreada dos empresários.

 

Daniel Marques danielmarquesvgp@gmail.com

Virginópolis (MG)

 

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COLCHA DE RETALHOS

 

Diante do amplo leque de medidas que o brasileiro já batizou de ''pacote'', vale lembrar uma irônica sacada do ''papa'' da economia, Roberto Campos: ''Pena que as medidas boas não são novas e as novas não são boas''. Uma das coisas novas bem velhas, como a recriação dos 19 Conselhos de Competitividade, descendente das Câmaras Setoriais da década de 90. O que de fato interessa a indústria é a redução da carga tributária, desonerações fiscais e taxas de juros baixos. Pelo visto, a solução definitiva dos problemas de competitividade não parece ser solução do chamado Plano Brasil Maior. A equipe econômica do governo Dilma navega em águas turbulentas, parece que seu timoneiro não se encontra, está sem bússola. Para ter ideia da falta de norte, no meio dessa ''colcha de retalhos'' surgiu o ''Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncolólgica'', que terá R$ 306 milhões para combate ao câncer. Para os empresários a redução de custos será insignificante. Pior ainda, a desoneração tem data marcada para acabar, no final de 2014, não por coincidência, ano de eleição presidencial. Dilma quer evitar a demissão de pessoal, inevitável diante de uma provável retração de vendas. Na quarta-feira a Força Sindical e empresários da Fiesp reuniram 80 mil pessoas em protesto contra a política econômica do governo.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

 

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APENAS ATRÁS DO CANADÁ E DOS EUA

 

Por que tanta dificuldade para obter ganho de produtividade nos setores industriais brasileiros que utilizam energia elétrica? Será que o preço do quilowatt gerado pela nossa matriz energética, sustentada pelo nosso magnífico potencial hidrelétrico, está fora de base?

 

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

 

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IGUALDADE E DIFERENCIAÇÃO

 

“A verdadeira igualdade consiste em premiar desigualmente os desiguais” (Rui Barbosa). Palmas pra ele, só que ao invés de “desiguais” devia ter dito “diferentes”. O conceito da igualdade é central no desenvolvimento da humanidade moderna e, ao contrário do que muitos pensam, não é coisa de comunista nem foi inventado pela Revolução Francesa. Vem de Cristo, com o escândalo da sua proposição da igualdade de todos perante Deus. Já a diferenciação é uma virtude capitalista cuja busca positiva responde pelo progresso histórico do enriquecimento humano. O desafio é juntar os dois conceitos. Somos todos iguais, porém tornados diferentes pelo capital humano que acumulamos, na forma de nossas habilidades, inatas ou adquiridas, com as quais participamos da produção social. Como tal, nos cabem parcelas diferentes do produto, na medida da contribuição de cada um. A diferenciação só vira desigualdade quando se faz à custa da apropriação, como rendimentos do capital (das empresas como do capital humano dos trabalhadores qualificados) de parte do que seria funcionalmente devido ao trabalho-simples (salário mínimo). Os economistas concordam que o salário (mínimo) só pode crescer com a produtividade, só que, no caso brasileiro, isso não aconteceu: com todos os aumentos recentes, o salário mínimo chegou ao ano de 2011 empatado ao seu valor real inicial de 1940 (dados do Ipea), embora todo o período tenha sido fortemente marcado pela industrialização e conseqüente elevação da produtividade do trabalho. Então é isso, antes de só crescer com o aumento da produtividade, é preciso, primeiro, igualá-lo à produtividade vigente. É aí que a porca torce o rabo, porque mesmo que a produtividade do trabalho no Brasil seja muito baixa (segundo recente estudo do “Conference Board”, pela média, que nada diz, é a metade da do argentino e 1/5 da do americano – aí IBGE, é sua hora de inovar internacionalmente, calculando não a produtividade do trabalho pela média, mas pela “moda”, no sentido do valor que corresponde a uma quantidade de trabalhadores maior do que qualquer outra, ou seja, a “produtividade-padrão” do trabalho) certamente será bem maior do que o salário vigente, ou então já teríamos pelo menos superado o valor real de 1940... Não será por isso que nunca chegamos ao pleno desenvolvimento?

Rogério Antonio Lagoeiro de Magalhães lagorog@uol.com.br

Teresópolis (RJ)

 

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SÓ NO SÉCULO 22

 

Alguém já percebeu que o Brasil não tem meios para crescer? Pensem bem: não bastassem os inúmeros problemas estruturais, o câmbio, os impostos abusivos, a corrupção generalizada, há falta mão de obra qualificada. Porém, é quase impossível treinar e ensinar pessoas que, na sua maioria, não entende o que lê e não foi ensinada a raciocinar e fazer análises. Como qualificar gente que não tem raciocínio lógico desenvolvido? Tampouco se pode mandar as pessoas irem aprender no exterior, porque poucos brasileiros têm o domínio de língua inglesa ou espanhola. Não se ensina isso nas escolas brasileiras. Aliás, não se ensina nem o português! A cartilha do “nóis pega os pexe” está aí para provar. Mesmo que queiramos virar a mesa e passarmos a realmente ensinar nossas crianças e jovens agora, os professores formados no Brasil nos últimos trinta anos não têm conhecimento ou qualificação necessários para isso. Ele também pouco sabem. Para completar o cenário catastrófico, lemos cada vez menos. Nossa formação cultural é quase nula. Diante deste trágico cenário, não se vislumbra um Brasil desenvolvido tão cedo. Talvez, com algum esforço, e se começarmos já, no século 22.

M. Cristina R. Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

 

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A SUÉCIA É AQUI

 

Sábias palavras do economista Renato Fragelli, da Fundação Getúlio Vargas, ao repórter Fernando Dantas no Estado de quarta-feira, que valem a pena serem ressaltadas. “Por que a indústria precisa de proteção?” “Os problemas estruturais do País continuam intocados... o governo prefere empurrar com a barriga, com jeitinho, medidas tangenciais, improviso, casuísmos. Não tem projeto de longo prazo. Aliás, tem, o projeto é distribuir bastante a renda, antecipar o consumo ao máximo... mas isso tem impactos econômicos. “Quais são eles?”. “A impressão que eu tenho é que, há a crítica de que a nossa indústria inova pouco, mas ela é muito onerada por decisões do eleitor brasileiro. A poupança é baixa, e isso leva a um câmbio valorizado e a juro real elevado. Isso é uma opção nacional pelo consumo, feita em 1988, e é sancionada a cada nova eleição pelo eleitor que quer se aposentar cedo, quer saúde universal, quer muitos benefícios, e isso tem a implicação macroeconômica de reduzir a poupança. E também a infraestrutura é ruim porque o governo tem pouco dinheiro para investir, já que o eleitor quer muitos benefícios. “Isso poderia ser alterado?”. “Sim, mas exigiria medidas estratégicas e, desde o mensalão, a única medida estratégica do governo do PT foi a criação do fundo de Previdência dos servidores, mas, mesmo assim, só para os novos funcionários daqui a 30 anos...

 

Fernando Pierry fernando.pierry@uol.com.br

São Paulo

 

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POPULARIDADE E AÇÃO

 

Oxalá possa a popularidade da presidente Dilma ser traduzida em gestos concretos de revigoramento completo de nossa economia, cuja indústria dá sinais de estagnação, o comércio, de um salto de inadimplência, e os serviços mostram-se inflacionados. O governo tem buscado minorar a crise e os aspectos da recessão, lançando mão de todas as armas, leves e pesadas, mas como demorou para reagir e acreditou na salvo conduto de sua posição privilegiada demorará para se redimir dos efeitos adversos que contaminam vários setores. Neste momento ímpar da economia globalizada e peculiar da nossa não é tempo de ajudar o Fundo Monetário Internacional (FMI) ou os países ricos, mas, sim, investir pesado na melhoria da infraestrutura do Brasil, inclusive mediante o aporte de reservas no Banco Central. Devemos gerar tsunamis internos para que as crises externas não façam uma vítima indefesa.

 

Carlos Henrique Abrao abraoc@uol.com.br

São Paulo

 

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DESONERAÇÃO DA FOLHA DE PAGAMENTO

 

Se entendi bem, a desoneração da folha de pagamento é uma iniciativa que transforma a fonte geradora dos encargos sociais devidos pelo empregador, e atualmente calculado sobre a remuneração do empregado – como deve ser, tendo em vista os fins a que se destinam –, em uma alíquota a ser aplicada sobre a renda bruta (venda de bens ou serviços) de certos ramos industriais e prestadores de serviço contemplados na medida em que a institui. Desconheço se essa iniciativa é produto da criatividade genuinamente tupiniquim ou se ela já vem sendo adotada por outros países. Todavia, sua origem é irrelevante, pois o importante é seus efeitos, e não a sua origem. Como comentado a seguir, ela eventualmente poderá se transformar em fator impeditivo de medidas para aumento de produtividade pelas empresas por ela supostamente beneficiadas. Um entre os diversos fatores que torna mais competitivo determinado produto ou serviço está diretamente relacionado com a produtividade. Para simplificar o entendimento do alegado, vamos supor que a produtividade pode ser relacionada com o número de funcionários para fabricar e/ou montar um bem ou para prestar um serviço. Utilizando um exemplo absurdo, mas que, pelo exagero, demonstra exatamente um dos meios para aumentar a produtividade, suponha que uma indústria que emprega 10 operários substitua suas instalações industriais por maquinário mais moderno que exige menos intervenção humana, de forma que o mesmo nível de produção possa a continuar sendo atingido com apenas 5 empregados. Seu encargo relacionado com as contribuições sociais continua no mesmo nível, já que calculado sobre a renda bruta; ou seja, a desoneração, percebida como um benefício pelos empresários mais interessados no curto prazo se revelará um fator negativo na busca de maior produtividade futura. Se o governo estiver realmente preocupado em proporcionar melhores condições competitivas, a medida deveria proporcionar o benefício da empresa deixar de usufruí-la assim que, no seu entender, ela deixa de ser um fator positivo.

Paulo A. Santi pasanti@terra.com.br

São Paulo

 

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DILMA E OS AMBIENTALISTAS CRÍTICOS

Tem razão a presidenta Dilma Rousseff, quando rebate críticas dos contrários à implementação de hidrelétricas na Amazônia. O absolutismo com que os ambientalistas querem conduzir a orquestra do progresso não pode ser aceito, porque desejam tudo para o ambiente e nada para as atividades progressistas. Se ambas as correntes de pensamento podem conviver juntas, não pode haver radicalismos de ambas as partes. Entretanto, a presidenta deveria usar o mesmo raciocínio das hidrelétricas na Amazônia na análise do Código Florestal, diploma em tramitação pela Câmara dos Deputados, em que os ambientalistas desejam comprimir absurdamente a atividade rural e do agronegócio, impedindo a utilização de milhões de hectares de terras produtivas e já usadas, há anos, em prol de nosso PIB. Não pode a presidenta esquecer-se de que o mundo deseja do Brasil um absurdo sacrifício, porque todos os países desenvolvidos e outros em desenvolvimento já desmataram tudo o que puderam. Desejam que o Brasil passe a ser a Reserva Legal do Planeta, o que não é justo nem cabível. Aos ambientalistas o mesmo respeito que merecem os produtores rurais e empresários de setores pertinentes.

 

José Carlos de C. Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

 

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AMBIENTALISTAS E A FANTASIA

 

Dilma defende usinas e critica ‘fantasia’ de ambientalistas (5/4/2012, A18). Em dezembro de 2009, a então ministra-chefe da Casa Civil declarou na COP 15 em Copenhague, que “o meio ambiente é, sem dúvida nenhuma, uma ameaça ao desenvolvimento sustentável, uma ameaça para o nosso planeta e para nossos países”. Parece não ter sido um ato falho. Sem um entendimento básico da importância estratégica do meio ambiente, em pouco tempo será impossível para os políticos explicar às pessoas os invitáveis problemas para comer e ter acesso a água e energia. Parabéns a Aron Belinky, por ter expressado que “fantasia é fazer de contar que não há limites ambientais”, e ao Estado, por ter publicado.

 

Carlos Eduardo Lessa Brandão celb@iname.com

São Paulo

 

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DILMA TEM RAZÃO

 

Pela primeira vez na minha vida apoio algo que diz um petista. Dilma Rousseff chamou os ambientalistas de fazedores de fantasia. Estou de acordo. Trabalhei na construção de três usinas hidrelétricas no Rio Pardo (Limoeiro, Euclides da Cunha e Graminha), três usinas hidrelétricas no Rio Tete (Barra Bonita, Bariri e Ibitinga), acompanhei de perto a construção das usinas de Salto Grande e Urubuponga. Participei, a pedido do governador Israel Pinheiro, da implantação da piscicultura de São Felix para povoar o Rio São Francisco a montante de Três Marias. Eu acredito que isso me dá alguma autoridade para falar do impacto das hidrelétricas no meio ambiente. Elas destroem em parte o meio ambiente. Desmatam, removem terras alteram os cursos d’água, influenciam na população dos rios. Mas tudo isso é corrigido desde que se apliquem honestamente meios de recuperar – o que é difícil no PT. As matas, a natureza é generosa e recupera-se, incluindo alguns espécimes inexistentes nas mata ciliares. Em Barra Bonita plantamos 600 mil pés de pitangas para alimentar os peixes; em todas a usinas foram implantadas pisciculturas para povoar os lagos. No Limoeiro, recuperamos espécies quase extintas como o trairão, a piaba, a tabarana e varias outras espécies que não mais habitavam o Rio Pardo. A nossa técnica, orientada pelos biólogos do Instituto Osvaldo Cruz, consistia em recuperar a cadeia alimentar destes peixes. Introduzimos um peixinho importado do México – não me lembro o nome – que se alimenta das larvas das moscas e insetos aquáticos. Com isso reduzimos e muito o pernilongo e todo tipo de inseto que se reproduz na água. O lambari tem nestes peixinhos o seu prato predileto. A piaba se alimenta do lambari, o dourado se alimenta com a piaba. Estava formada a cadeia alimentar dos principais peixes do rio. O trairão, a tabarana se alimentavam destes peixes e do cascudo prolífico nos rios brasileiros. A reprodução era feita da pesca com tarrafas das espécies na época da piracema. Os peixes eram levados para um laboratório, onde em tanques. Provocava-se a desova das fêmeas e por meio de compressão no ventre do macho ele expelia os espermatozóide que fecundariam as ovas deixadas pela fêmeas. O rendimento é de 90% de peixinhos enquanto que na natureza não se chega a 25%. Portanto, Dilma tem razão. Esses ambientalista não entendem nada de natureza.

 

Ronald Cunha ronald.cunha@netsite.com.br

São Paulo

 

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FANTASIAS

 

A nossa presidenta que na sua juventude queria implantar a utopia do comunismo na base da força, hoje taxa a preservação do meio ambiente de fantasia...

 

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

 

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SUPERFICIALIDADE E CONHECIMENTO

 

Finalmente a presidente Dilma mostrou aos ambientalistas que assuntos técnicos exigem conhecimento de causa . O superficial que os guia é pior que o desconhecimento, e visa tão só à inflar o ego de seus criadores, a compensar soluções amplas inalcançáveis dos mitos para que a imaginação os animem.

 

Mario Cobucci Junior maritocobucci@uol.com.br

São Paulo

 

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VISÃO MÍOPE

 

Dilma Rousseff continua com a mesma visão míope que seus antecessores, quando o assunto é energia. A ordem é de atender de imediato à demanda que se apresenta de momento, a qualquer custo, sem considerar o que virá depois de seu governo. O que faremos depois que construirmos a última hidroelétrica na última cachoeira na fronteira com a Venezuela? Teremos que voltar atrás e levar a sério as “fantasias” de 2012, mas com todos os estragos nos ecossistemas da Amazônia já pesando nas nossas costas, sem possibilidade de voltar atrás naquilo que se revelar um desastre ambiental. Enquanto isso, o mundo lá fora está trabalhando, avançando na tecnologia das energias verdadeiramente sustentáveis, mas o Brasil permanece travado na escolinha do petróleo e das hidroelétricas dos grandes impactos ambientais.

 

Antonio Padilha a_padilha_99@yahoo.com.br

São Paulo

 

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A MARCHA DA INSENSATEZ

 

Como se não bastasse um troco da Natureza pelo desmatamento das florestas na Região Sul, que teve uma quebra de 8,8 milhões de toneladas se soja e milho, prejuízos de R$ 6,6 bilhões aos agricultores em 2011, pela enorme estiagem que assolou os Estados de RS, SC, PR, pela falta dos recursos hídricos e a degradação do meio ambiente, inclusive com a retirada das matas ciliares que ajudam na formação das nascentes e dos rios, o homem não reconhece a força da natureza, mas paga pela dor nas enormes tragédias causadas pelas mudanças climáticas. Não bastasse tudo isso, agora o governo federal tenta regulamentar o plantio de milho transgênico ao redor do Parque Nacional do Iguaçu, cuja zona de amortecimento era de 10 km distante das Unidades de Conservação, agora querem a liberação para somente 800 metros, o que ira prejudicar a biodiversidade no parque, inclusive outras lavouras pela polinização cruzada. Mais uma vez, o homem desafia a natureza, e nossos governantes nada fazem para evitar a degradação da nossa biodiversidade, que é um dos poucos refúgios que restaram para nossos animais e pássaros silvestres da região do Parque Nacional do Iguaçu. O castigo pode voltar novamente. Com tristeza.

 

Jose Pedro Naisser @globalecologist

Curitiba

 

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OS EXPURGOS NAS CADERNETAS DE POUPANÇAS

 

Finalmente o Supremo Tribunal Federal (STF), no próximo dia 12, em sessão extraordinária decidirá sobre os processos envolvendo os planos econômicos Bresser, Verão, Collor 1 e Collor 2. As ações foram movidas pelos possuidores de contas de poupanças entre os anos de 1987 e 1991, época em que ocorreram os mencionados planos econômicos e pelos quais as instituições financeiras, em comum acordo optaram por fazer correção dos saldos por critério que não se coaduna com o entendimento da imensa maioria, para não afirmar a quase totalidade das milhares de ações já pronunciadas pelos Tribunais em todo o País. Em 2010, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou que os índices de correção das cadernetas prejudicadas pelos planos seriam de 26,06%, no caso do Plano Bresser; de 42,72%, no caso do Plano Verão; de 44,80% para o Collor 1 e de 21,87% no caso do plano Collor 2; evidentemente acrescidos de juros e correção até a data de pagamento aos vilipendiados. A decisão do STJ vinha a dar padrão às decisões de todos os demais Tribunais no país, onde os Bancos defendiam-se sempre alegando caducidade dos direitos dos poupadores como quinquenário e sentenciado pela Justiça como vintenário; além de outros artifícios como a “dificuldade” no fornecimento de extratos aos correntistas. O Banco Central, manifesto apoiador dos Bancos, alega que as perdas podem chegar a R$ 105 bilhões. Perdas o são para as famílias de poupadores que foram pilhadas e não para os piratas que pilharam, vale frisar. Estes poupadores acreditaram no Governo da Nova República de Sarney, com o slogan publicitário:- “Poupe que o Governo garante”, e deu no que deu. Mui provavelmente o valor que o BC divulga está inchadíssimo para impressionar, e talvez fosse o efetivo se quitassem as correções a todos poupadores, mas não será assim e tão apenas para aqueles que acionaram as instituições financeiras. Nem mesmo o número preciso de processos tramitando o Judiciário possui quanto mais os valores que eles resultarão, e resultando no que resultar, a sociedade espera que a Justiça prevaleça até para crédito da Nação em nossas Instituições.

 

Oswaldo Colombo Filho colomboconsult@gmail.com

São Paulo

 

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18 MESES

 

Faz 18 meses que o STF, na figura de seu ministro Dias Tóffoli/lullopetista, segura todos os processos referentes aos roubos perpetrados por Sarney e Collor com seus "milagrosos" planos econômicos que nos tungaram as correções devidas nas contas-poupança das épocas em questão. É mais uma vergonha deste Judiciário já tão questionado no Brasil de hoje por suas atitudes dúbias e questionáveis em todos os sentidos, raríssimas exceções feitas. Até quando irá perdurar tal arrogância deste ministro do STF e de seus pares para nos devolverem o que nos foi roubado por estes "nobres" senadores e ex-presidentes?

 

Boris Becker borisbecker@uol.com.br

São Paulo

 

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MAIS UM GOLPE?

 

Mais um possível grande golpe se aproxima contra os poupadores e advogados, que sofrerão imensos prejuízos, talvez até maior do que o grande acordo do FGTS. Em 20 (vinte) anos o Poder Judiciário consolidou entendimento favorável aos poupadores. Na Justiça a posição é unânime, principalmente no Superior Tribunal de Justiça e no Supremo Tribunal Federal. Trata-se da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental, a ADPF nº 165 que no mês de março de 2009, a Confederação Nacional do Sistema Financeiro propôs ao Supremo Tribunal Federal, objetivando suspender todas as decisões e processos que postulam perdas de rendimentos em cadernetas de poupança relativas aos planos econômicos Bresser, Verão, Collor I e Collor II, defendendo, principalmente, sua constitucionalidade. Tentou obter uma liminar no STF o que foi negada pelo seu ministro-relator, Ricardo Lewandowski. Não se questiona a constitucionalidade ou o merecimento dos planos econômicos. As decisões judiciais conduzem-se pelo principio do direito adquirido e do ato jurídico perfeito, certificando as conseqüências retroativas promovidas pelas Instituições Financeiras que foram prejudiciais aos poupadores. É a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental, a ADPF nº 165 que traz o risco à segurança jurídica e coloca em perigo a autoridade do Poder Judiciário bem como a confiança da população na poupança. A insistência do governo, do Banco Central e o Terrorismo Econômico, surpreenderam todos os poupadores e advogados, com a referida decisão prolatada pelo Preclaro Ministro José Antonio Dias Toffoli, atual ministro do STF no dia 26 de agosto de 2.010, acolhendo parecer da Procuradoria-Geral da República, a suspender todas as ações sobre os planos econômicos de poupanças até que o Tribunal julgue o direito dos poupadores às correções. É lamentável e desumano saber que poucos poupadores, agora já velhinhos, poderão receber (e se receber) o que é de direito e a maioria não. É indispensável citar que as opiniões ora alegadas não tem a intenção de ofensa a pessoa do Preclaro Ministro, mas sim direito do peticionário. Todavia, é fato público que o Preclaro Ministro José Antonio Dias Toffoli era membro da Advocacia Geral da União e mostrou publicamente sua convicção pessoal sobre o mérito das ações com a seguinte manifestação, publicada no jornal Valor Econômico em setembro de 2009, assim entende: “que, mesmo reconhecendo não haver decisão de governo sobre o assunto, entende que as ações dos consumidores deveriam ser julgadas improcedentes”. Merece uma exceção de impedimento! O preclaro ministro Dias Tofolli nos dois recursos extraordinários 591.797 e 626.307 em que é o relator. Até quando vamos aguardar o julgamento do STF? Os poupadores mais velhos estão morrendo e todas as ações da poupança encontram-se sobrestadas, salvo as que transitaram em julgado. É lamentável essa decisão, pois ministros do STF (Cezar Peluso, Carlos Britto, Cármen Lúcia, Joaquim Barbosa, Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes e Marco Aurélio) já se manifestaram em diversas decisões, reconhecendo o direito dos poupadores. Nossos tribunais não podem e não devem ficar à mercê desses “donos do dinheiro” que querem impingir suas mentirosas alegações, desrespeitando a parte contrária (poupadores/consumidores) e objetivando induzir em erro o Poder Judiciário. Alterar as decisões é a legalização da injustiça, colocando em risco a democracia. Nota-se a indiferença, o desprezo, a apatia, o desrespeito e a desconsideração do governo, das instituições financeiras e do próprio Poder Judiciário que é o maior culpado muitas vezes por tudo de ruim que acontece neste País (pela demora na entrega da prestação jurisdicional).

 

Elias Calil Neto calilneto82@terra.com.br

São Paulo

 

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ELEIÇÕES 2012

 

Preparem-se, paulistanos! José Dirceu que, segundo a Procuradoria geral da república, é chefe de sofisticada organização criminosa, ex-ministro e ex-deputado cassado por corrupção, ex-chefe de Waldomiro Diniz, está de volta. Vai coordenar, com as bênçãos de Lula, a campanha de Fernando Haddad para a Prefeitura de São Paulo. E ainda tem gente por aí enojada com um Demóstenes Torres?! Demóstenes é fichinha!

M. Cristina R. Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

 

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RESSURREIÇÃO

 

Tenho notado, que a maioria das cartas enviadas ao espaço Fórum dos Leitores critica e com razão aos malfeitos do governo central, deputados, senadores e magistrados, ou seja, os Três Poderes da República estão sempre em pauta. Seja pelo desvio do dinheiro público, por legislarem em favor próprio ou pela desigualdade em julgamentos, onde somente os pobres são tratados com o rigor da Lei. Todos os delitos, desde que o infrator seja do mesmo partido (PT) ou de coligações, são considerados, mesmo que “cabeludos”, irrelevantes pelas autoridades. As desculpas irritantes são sempre as mesmas: eu não sabia, eu não era o responsável, eu nego tudo, mesmo tendo sido pego em fragrante, a verba não era para campanha, assinei sem ler o conteúdo do documento e assim por diante. Só que esta irresponsabilidade, essa desfaçatez já fizeram escoar pelo ralo, bilhões de reais que eram destinados setores carentes e fundamentais para o desenvolvimento de um país – educação, saúde e transporte. Alguns são demitidos pela presidente Dilma, por insistência da mídia e para atender ao clamor público e ficar “bem no pedaço” (77%) de aprovação). Mas os bilhões envolvidos jamais voltam aos cofres da União. Até quando vamos ter que aturar essa espurcícia? Talvez, quando nossos políticos se conscientizarem de que foram eleitos para nos representar condignamente e deixarem de lado, vaidades e ganâncias, qualidades deploráveis para um homem público. Nunca é tarde para o recomeço de uma vida.

 

Sérgio Dafré Sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

 

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CARTILHA PARA CARGOS POLÍTICOS

 

Ainda dá tempo para as autoridades responsáveis pelas próximas eleições elaborarem uma cartilha explicativa com normas de procedimentos, planilhas e gráficos para os candidatos a cargos eletivos majoritários e proporcionais se informarem das suas futuras obrigações, e cobrar dos mesmos prestações de contas mensais e balanços anuais. Sabemos que a administração pública é regida por leis específicas, mas muito pouco ou quase nada, os eleitos pelo voto obrigatório, aproveitam para o seu cotidiano funcional. É preciso atentar que os candidatos não prestam exames de capacitação. Qualquer analfabeto que saiba apenas assinar o nome e ler um letreiro de linha de ônibus poderá ser aceito como candidato. Nesse contexto, seria uma boa ajuda aos candidatos uma orientação formal, através dessa Cartilha, para que estes, mesmo com pouca formação escolar, pudessem ir seguindo essa “bíblia” de conhecimentos básicos para bem exercer as suas futuras funções de administrador público.

José Batista Pinheiro batistapinheiro30@yahoo.com.br

Fortaleza

 

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FICHA LIMPA – O POLÍTICO E O ELEITOR

 

Com certeza a Lei da Ficha Limpa tende a se tornar uma das grandes conquistas do povo brasileiro nos últimos tempos, principalmente quando se percebe que a justiça não consegue alcançar determinados cidadãos, protegidos em sua inviolável e inescrupulosa redoma de poder e dinheiro, onde geralmente está a maioria da famigerada classe política brasileira. Em duas décadas, presenciamos incontáveis escândalos políticos. Mensalões, dinheiro na mala, na cueca, investigações diversas, cassação de mandatos, renuncias, etc... No entanto, seria alentador se no fim das contas as pessoas envolvidas fossem banidas de vez da vida pública. Seria recompensador se estas pessoas devolvessem o dinheiro roubado do povo! Mas seria fundamental para a auto-estima do cidadão brasileiro ver as leis sendo levadas a serio e estas pessoas tendo como destino, a cadeia. Nada disso aconteceu! Quando no máximo, são incomodados por uma ou outra acusação e dias depois debocham de nossa credulidade em justiça e saem pela porta da frente de delegacias ou outros órgãos de investigação acenando liminares e habeas corpus, conseguidas com incrível facilidade e rapidez. Existem exemplos clássicos desta triste realidade no Brasil. Para citar os mais conhecidos temos o ex-presidente Fernando Collor, hoje senador da República; Paulo Maluf, deputado federal; Jader Barbalho, senador da República, etc... A lista é extensa! Espalha-se pelo país, em todas as esferas de governo. É preciso reconhecer que não dá pra falar de políticos corruptos que voltam ao poder depois de tantas denuncias, sem fazer antes uma inegável “Mea Culpa” por parte do eleitor. Embora o eleitor não possa adivinhar as reais intenções dos candidatos, o mesmo não se pode dizer quando as figuras já são conhecidas de outros carnavais e voltam ao cenário eleitoral como se nada tivesse acontecido, acreditando na memória curta do brasileiro. Não é por acaso que muitos políticos envolvidos em escândalos de corrupção conseguem eleger-se novamente. Todos eles são reconduzidos pelo voto popular e democrático que o brasileiro tanto lutou para ter direito e não o exerce de forma correta. Hoje em dia o voto virou moeda de troca, bandeira de protesto imbecil, elegendo verdadeiros “palhaços”, esportistas desbocados, entre outros tantos, sem nenhum compromisso com suas reais obrigações para com o povo. Não podemos ter a ilusão de que a Lei da Ficha Limpa vai acabar com os maus elementos da nossa política. A Lei apenas irá impedir manobras e atalhos estratégicos que permitam o retorno destes em curto período de tempo, afastando-os temporariamente! Cabe ressaltar que quem se acostuma a fazer da vida pública uma fonte inesgotável de maracutaias, mais cedo ou mais tarde quer voltar em pele de cordeiro e “cheio de boas intenções”. Partindo desse ponto de vista, precisamos que os eleitores também se tornem “Fichas Limpas”, na forma de pensar e analisar seu voto, uma vez que ele é senhor de suas decisões e precisa ter mais responsabilidade no ato de suas escolhas sob pena de tornar nula qualquer efeito que esta Lei possa trazer a curto e longo prazo.

 

Autenir Rodrigues de Lima autenir1@yahoo.com.br

Jateí (MS)

 

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LULA INCORRIGÍVEL

 

Mesmo depois de uma grave doença e se restabelecendo o ex-presidente não faz uma autocrítica e sai atirando nos adversários sem qualquer motivo e se gabando de ser moderno talvez por não discriminar ladrões e corruptos como seus correligionários Dirceu, Palocci, Ideli, Gilbertinho, João Paulo Cunha, Genoino e muitos outros. Nem mesmo passando por perto da morte ele não regenera seu espírito agressivo e oportunista e agora vai se dedicar a campanha do petista que não conseguiu em cinco anos coordenar um exame de estudantes e ele acha que poderá governar São Paulo. Acha que paulistanos são pessoas sem opinião prontas a vender seu voto por um bolsa qualquer coisa e nem mesmo cinco derrotas seguidas de seus candidatos mostraram a ele o contrário. E ainda achará tempo para usar sua garganta recém salva e dizer que o mensalão não existiu que foi tudo uma fabula como a de que o PT é o partido da moralidade. Deveria isto sim explicar é como Palocci foi nomeado ministro novamente e que sete ministros de seu moderno time já saíram por corrupção, ou será que isso é ser moderno?

 

Márcio M. Carvalho mmcoak@hotmail.com

Bauru

 

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PREOCUPAÇÕES

 

Lula se preocupa com "um político de ontem, com ideias de anteontem", porque não tem nada melhor para se preocupar. Ele tem o controle de tudo e todos ao seu redor.

 

Alice Arruda Câmara de Paula alicearruda@gmail.com

São Paulo

 

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HOSPITAL OU COMITÊ POLÍTICO

 

Desde que Lula está em tratamento no hospital Sírio -Libanês, é um tal de visitas e reuniões com gente do PT, e visitas de famosos, quando Lula, nesses momentos aproveita e faz seu marketing pessoal ,usando essas visitas que posam com ele para as lentes do fotógrafo oficial do Instituo Lula, que manda imediatamente para as redações dos jornais, assim no dia seguinte aparece estampada a foto dele com a tal visita em quase todos os jornais, sem precisar pagar sua propaganda política, e a imprensa subjugada se presta à esse serviçinho, em troca de verbas publicitárias do governo federal. em suas páginas. O hospital Sírio-Libanês, como qualquer outro, deve ter um regimento interno, mas talvez o seu amigo Roberto Kalil mandou rasgá-lo, para que seu cliente e amiguinho possa fazer o que bem entende em suas instalações, recebendo quem ele quiser, como se ali fosse sua casa. Será que os outros pacientes que estão internados ou fazem o mesmo tratamento de Lula tem as mesmas regalias? Em 5/4/2012, quem posou para fotos, foi Ronaldo Nazário, ex-jogador de futebol, que em passado recente, trocou farpas com Lula, que o chamou de gordo, e Ronaldo acusou-o de gostar de tomar umas biritas, assim muito esperto Lula não sai do noticiário. Uma perguntinha: que horas Lula faz seus exercícios de fono no hospital?

 

Agnes Eckermann agneseck@yahoo.com.br

Porto Feliz

 

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LULA E OS CANDIDATOS

 

Lula disse que Serra é um político com ideias de ontem, mas causa-lhe muito pavor nos dias de hoje! Que peça o destino lhe pregou, senhor ex-presidente!

 

Mauricio Villela mauricio@dialdata.com.br

São Paulo

 

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AJUDA

 

Lula, falando muito, está mesmo parecendo um boneco de ventríloquo. Portanto, quem seria o ventríloquo, ou ventríloquos? Acredito não ser difícil saber. Ele tem muitos amigos desempregados que com certeza o ajudarão.

Marcos Antonio Scucuglia sasocram@ig.com.br

Santo André

 

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DEFEITOS DO PASSADO

 

"Serra é um político de ontem". Ele – Lula – é um político de hoje com os defeitos daqueles de anteontem.

Aparecido Longo de Souza cid_longo@hotmail.com

Itatiba

 

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BRASILEIRO PRECISA RIR

 

Ainda bem que o Lula recuperou-se. Já pensou o Brasil sem o Lula e o "Tiririca"?

Eraldo Bartolomeu Cidreira Rebouças real742@yahoo.com.br

Poços de Caldas (MG)

 

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CABO ELEITORAL

 

Lula está eufórico por ter recuperado a voz e poder falar à vontade, mas ele não deve esquecer que "abrobrinha" é para comer, e não para falar.

Vidal dos Santos vidal.santos@yahoo.com.br

São Paulo

 

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CHALITA E SEU MANICÔMIO

 

Gabriel Chalita não tem projeto para o controle do crack e muito menos para tratar dependentes. Por isso não lhe resta mais que ficar diante da mídia expressando seu "medo" de que tais centros de recuperação criados pela Prefeitura virem "manicômios". Chalita não tinha medo algum e nenhuma preocupação quando a Cracolândia era território de traficantes e viciados, sobrevivendo em meio a um pandemônio e no grau máximo de miserabilidade humana... e agora demonstra medo injustificado de que recém criados centros de recuperação em prol dos dependentes virem manicômio? Nem esperou para ver os primeiros resultados e já aposta contra? Coisa de quem tem uma sensibilidade de paquiderme e um programa de combate às drogas e de auxílio aos doentes baseado em seus livros de autoajuda.

 

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

 

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PROVOCAÇÃO EXTREMA

 

Apesar de antigas, as relações do Brasil e os Estados Unidos tem sofrido alguns abalos por divergências comerciais, ideológicas por inspiração de inimigos declarados dos americanos e até uma certa birra, mas daí a nomear Marta como embaixadora em Washington, é uma afronta muito grande. Será que haverá "retaliação"?

 

Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

 

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