Fórum dos Leitores

DILMA E OBAMA

O Estado de S.Paulo

11 Abril 2012 | 03h06

Cisco no olho dos outros

Em viagem aos EUA, Dilma Rousseff cobra mais responsabilidade de Barack Obama em relação à crise econômica mundial, como já fez também na Alemanha recentemente, quando reclamou com a chanceler Angela Merkel das políticas monetárias expansionistas dos países ricos, que levam a um verdadeiro tsunami monetário aqui, no Brasil. Essa responsabilização transferida a terceiros pela valorização do real, na verdade, é reflexo dos juros exorbitantes que o país campeão dos impostos paga, atraindo capital estrangeiro. O mercado financeiro mundial tem vida própria. Se os governos americano ou alemão emprestam dinheiro a juros baixos ao povo, e esse povo pode ganhar juros altos em outro país, não há como proibi-los, a menos que o Brasil torne essa especulação menos atraente diminuindo os juros e, consequentemente, o tsunami financeiro. Até as pedras sabem disso. E Dilma, não?

PETER CAZALE

pcazale@uol.com.br

São Paulo

Lição de casa

É, nossa presidente foi aos EUA para cobrar do presidente americano maior responsabilidade na gestão da crise financeira mundial, pois, na visão dela, do jeito que vai estaria valorizando a moeda brasileira e prejudicando as nossas exportações. Não seria o caso de o presidente americano cobrar que ela seja mais responsável na gestão financeira no Brasil, reduzindo gastos correntes do Estado e investindo mais em infraestrutura, em vez de controlar a inflação quase que exclusivamente com juros altos, que atraem o tsunami monetário para o nosso país? Antes de cobrar temos de fazer a lição de casa.

CARLOS AVILA

c.avila@modusoperantis.com.br

São Paulo

É preciso mudar de conversa

Tirando o tema importante do reconhecimento dos EUA e do Brasil de que bourbon e cachaça são produtos distintos, sobraram agendas diferentes. A presidente Dilma tinha agenda de cunho ideológico sobre expansionismo, proteção da China quanto ao câmbio e, claro, Cuba. Para o presidente Obama, a agenda versava sobre economia e cooperação. Modestamente, não mencionou que a melhora da economia do seu país ajudaria a economia mundial a se recuperar. Quando é que o nosso país deixará essa política externa e tomará um caminho propositivo, como sugere Rubens Barbosa em artigo de ontem no Estadão (Desafios num mundo em transformação, A2)? A comunidade internacional deve estar cansada da nossa política externa ambígua - ou, talvez, da falta dela.

FABIO FIGUEIREDO

fafig3@terra.com.br

São Paulo

MÉDICOS

Formados no exterior

A Associação Brasileira de Mulheres Médicas (ABMM) congratula-se com o Estado pelo corajoso editorial A importação de médicos (9/4, A3), opondo-se à absurda ideia do governo de escancarar as portas do Brasil ao ingresso de milhares de médicos mal preparados formados no exterior. Não se resolverá o problema da falta de médicos nas localidades remotas despejando lá profissionais não capacitados, mas sim criando oportunidades e planos de carreira de Estado para os médicos brasileiros nessas regiões. O Brasil forma médicos, entre os melhores do mundo, treinados em residências médicas, estágios e cursos em excelentes centros de ensino, além de congressos por todo o País.

MARILENE MELO, presidente da ABMM Nacional

marilenermelo@uol.com.br

São Paulo

Investimento nos rincões

O governo federal sabe que o motivo principal de os médicos não se estabelecerem em alguns rincões do Brasil é a falta de laboratórios, de infraestrutura para encaminhar os doentes que atendem? Não está na hora de planejar investimentos públicos nessa área? Deve haver muitos filhos de partidários e apaniguados do governo que fizeram faculdade em Cuba e querem voltar para cá... Por que facilitar um exame e subsidiar dois anos de residência, favorecendo tanto assim os que já foram privilegiados estudando fora? Será que se presume que esses médicos que estudaram fora vão ser insensíveis o suficiente para aguentarem não ter para onde encaminhar a maioria de casos que requerem especialidades e exames mais elaborados e, dessa forma, permanecerem por bastante tempo nesses rincões?

REGINA M. FERRARI

ferrari@tavola.com.br

Santana de Parnaíba

Estrutura básica

O governo quase sempre procura resolver graves problemas nacionais com soluções simplistas e demagógicas. A presidente "anunciou que o governo alterará as regras de homologação de diplomas de médicos formados no exterior, com o objetivo de aumentar a oferta de profissionais no mercado e reduzir a disparidade da qualidade dos serviços de saúde entre os Estados" (9/4, A3). Pronunciamento que, além de autoritário, mostra miopia, porque não se melhora a qualidade de nenhum serviço, muito menos de saúde, admitindo profissionais incompetentes. Além do que o tal "mercado" envolve a saúde de seres humanos, que merecem respeito e proteção. Sobre a necessidade de importantes e sistemáticos investimentos na estrutura básica da assistência à saúde em todo o território nacional e a criação de carreira que permita aos médicos, principalmente os mais jovens, dignas condições de vida e de trabalho, nem uma palavra! O editorial A importação de médicos mostra a fria realidade do problema. Nenhum profissional - de qualquer ramo de atividade - consegue fixar-se em locais onde não haja estrutura básica que possibilite o seu trabalho. O resto é ignorância ou pura hipocrisia.

ARNALDO AMADO FERREIRA FILHO

amado1930@gmail.com

São Paulo

MINISTÉRIO DA CULTURA

Salário da ministra

Em relação à matéria Com jetons das estatais, salário de 13 ministros extrapola o teto de R$ 26,7 mil (8/4, A4), a Assessoria de Comunicação do Ministério da Cultura (MinC) informa que a ministra Ana de Hollanda participa do Conselho Nacional de Políticas Culturais, sem remuneração (Decreto 5.520/2005). Faz parte também, por força de lei, do Conselho da Empresa Brasileira de Comunicação (EBC). O valor atribuído à ministra, em todo o ano de 2011, é de R$ 27.318,65, e não de R$ 29.105,16, como publicado.

CHRISTINA ABELHA, assessora de Comunicação do MinC

Brasília

 

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

BINGO!

O esquema de jogos ilegais comandado por Carlinhos Cachoeira continua a pleno vapor na internet, mesmo com a prisão dele, além da exploração do jogo em Goiás e no Distrito Federal. Esse tipo de ilegalidade é exclusividade desse contraventor ou há outros contraventores em outros Estados, quem sabe assessorados por figurões políticos que (ainda) desconhecemos?

Flavio Marcus Juliano opegapulhas@terra.com.br

São Paulo

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DE DEMÓSTENES E QUETAIS

Demóstenes Torres, por mérito próprio, está mais sujo do que pau de galinheiro, mas precisamos lembrar que o criadouro legal e oficial destes garnisés corruptos que voejam por aí sujando tudo foi o mensalão do PT. Mensalão que para Lula nunca existiu, para outros existiu, mas "vamos empurrar com a barriga", pois quem sabe assim o crime prescreve, e, para outros ainda, a corrupção é nossa desde que o Brasil foi descoberto, portanto, este povinho de Pindorama não vale o que come, é uma m... e, portanto, vamos parar de incomodar os mensaleiros. O que ouvi dizer é que Demóstenes é pinto neste galinheiro, e que se Cachoeira desaguar tudo o que sabe inunda Brasília inteira, incluindo-se aí o Distrito Federal e seu deselustríssimo governador petista. Será que interessa realmente aos políticos abrir uma CPI?

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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HERANÇA

Cachoeira de corrupção, o legado Lula para o Brasil.

Vagner Ricciardi vbricci@estadao.com.br

São Paulo

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CARA LIMPA

Pelo andar da carruagem, daqui a pouco a sociedade vai acreditar que o mensalão não foi nada em vista de um Demóstenes corrupto com cara de santo que enganou todo mundo. Nada disso! Uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa. São duas situações lamentáveis e criminosas, mas diferentes quanto à forma. É preciso que se entenda que nenhum crime de corrupção pode ser tolerado, pois é do povo que se rouba. Se queremos um Brasil de cara limpa não podemos admitir que se tente camuflar “malfeitos” com armadilhas sutis que buscam obnubilar nossa visão dos fatos. O mensalão existiu, foi um episódio gravíssimo, precisa ir a julgamento e, sobretudo, que seja sinalizado para a sociedade que o crime não compensa. Uma sociedade ética e honesta, de cara limpa, depende mais do que tudo, que não haja impunidade, pois é esta percepção que nos leva a perder a crença nos valores morais e éticos que devem norteá-la.

 

Eliana França Leme efleme@terra.com.br

São Paulo

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HIPOCRISIA NA POLÍTICA

Os dois artigos publicados pelo Estadão no domingo (8/4, A2) tratam do mesmo tema: a hipocrisia na política. Demóstenes Torres foi o PT até esse partido virar poder, de onde não pretende sair nunca mais. Quem trabalhou no Ministério Público, na década de 90, deve ter se deparado com N representações do PT denunciando irregularidades do poder, em todos os níveis. Lula, como deputado, disse que havia 300 picaretas na Câmara dos Deputados. Viraram poder. Mas foram flagrados no “mensalão” – pois resolveram tirar utilidade dos tais “picaretas” que, ao que tudo indica, formavam a tal base aliada. Flagrados, entregaram alguns poucos anéis: José Dirceu e José Genoíno, por exemplo. Sobre mortos que ressuscitam, não vamos lembrar só de Collor. Depois do “mensalão”, o povo reelegeu Lula e depois elegeu Dilma, um poste como dito por muitos da imprensa. Só que com o apoio de programas sociais, exclusivamente assistencialista, e com o apoio da imprensa, Lula está sendo beatificado, e em breve será canonizado vivo. A presidente da República, que herdou a maior parte do ministério de seu criador, e com o toma lá, dá cá, consegue 77% de aprovação sem ter feito nada. Não fez faxina: os ministros pegos em estranhas transações caíram por si, de podres. Gestora? Nada acontece na gestão que indique mudanças de paradigmas. As grandes obras não saem do papel. As obras para a Copa para 2014 são bons exemplos. E o dinheiro escapa pelos Ministérios... Pois é, desmancha-se no ar...

Ana Lúcia Amaral anamaral@uol.com.br

São Paulo

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TELHADO DE VIDRO

Dificilmente se conseguirá quórum no âmbito do Senado e da Câmera dos Deputados para abrir uma CPI que investigue o caso Demóstenes Torres/Cachoeira, mesmo porque existe uma lei que diz que “ninguém é obrigado a produzir prova contra si mesmo”. Demóstenes pode dormir sossegado.

José Marques seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

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GRITO

Certamente depois de ficar sabendo que Roberto Gurgel, procurador-geral da República, enviou um ofício ao presidente do Senado, José Sarney, do PMDB-AP, informando que o Supremo Tribunal federal (STF) negou aos membros do Conselho de Ética e da Corregedoria do Senado acesso aos autos do inquérito que investiga o envolvimento do ainda senador Demóstenes Torres e de mais um punhado de senadores e deputados com o magnata do jogo Carlinhos Cachoeira; depois de saber que o ministro Ricardo Lewandowski (STF) indeferiu o pedido dos senadores Pedro Taques (PDT-MT) e Randolfe Rodrigues (PSOL- AP) alegando que o processo corre sob segredo da Justiça, os cidadãos brasileiros vão encher os pulmões de ar e começar a gritar: Acorda, Brasil! Já enchi os meus e comecei a gritar.

 

Leônidas Marques leo_vr@terra.com.br

Volta Redonda (RJ)

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VIRANDO FUMAÇA

As chances de se criar uma CPI para apurar as denúncias que pairam sobre Demóstenes Torres é de 90%. Caso essa CPI se confirme, pressuponho que as chances de ela sucumbir é de 100%...

 

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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BREJO

Espero que o Congresso aproveite esta "Cachoeira" para levar todos os corruptos ao brejo.

 

Vidal dos Santos vidal.santos@yahoo.com.br

São Paulo

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MUITO SIMPLES

Brasil, ética não existe para enfeitar. É uma necessidade. Se não adotar outros o farão e você será mais colono ainda. Tem de se conscientizar de que, se fizer errado, não vai dar para competir. O objetivo é competência.

Reinaldo Machado rhppffm@gmail.com

Campinas

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NEYMAR BATE BOLA NA CÂMARA

Ainda bem que nossos congressistas não são zagueiros. Se o fossem certamente seriam considerados os maiores ladrões de bolas no mundo.

 

Sérgio Roberto da Costa sergiorobertocosta@ig.com.br

São Paulo

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CRIME SOB PROTEÇÃO

Infelizmente em boa parte dos crimes praticados no País vamos encontrar agentes das nossas instituições metidos nos ilícitos. Caso recente o da rede de contravenção de Carlinhos Cachoeira que contava com ajuda de 30 policiais militares e 2 delegados de polícia. Em São Paulo, um policial também militar foi preso porque dava cobertura para marginais invadirem prédios residenciais no Morumbi.  Traficantes logram êxito no transporte e vendas de drogas porque sempre têm ao seu lado um policial corrupto. Assim também aparecem em profusão servidores públicos do alto escalão dos Três Poderes, em especial de políticos, metidos nesses crimes contra o erário, a serviço de muitos mafiosos como Carlinhos Cachoeira, ou daqueles, por exemplo, do mensalão do PT...  Esse é o Brasil transformado do Lula... Que blefe!

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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O ‘AGENTE’ CACHOEIRA

Carlinhos Cachoeira, diante de todos os fatos que nos traz a imprensa, deve ser um agente infiltrado nas instituições envolvidas (partidos políticos, lobistas, polícia federal) exatamente para trazer a limpo, toda a corrupção que as autoridades desconfiavam existir, mas não tinham como saber. Creio essa será a explicação que encontrarão os advogados dos "inocentes" envolvidos, não? É de se supor que tal aconteça. A piada já deve estar pronta.

José Jorge Ribeiro da Silva jjribeiros@yahoo.com.br

Campinas

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SEARA FÉRTIL

 

O escandaloso esquema de corrupção organizado pelo  contraventor Carlinhos Cachoeira denunciado pela mídia mais uma vez nos impacta, pois  além de políticos, dois delegados da Polícia Federal e 30 policiais militares colaboravam para que o indecoroso esquema fluísse sem empecilhos de qualquer natureza. Somente agora, depois de um longo período de vergonhosa trama de ações contra a lei, o esquema poderá ser desbaratado, o que mais uma vez confirma que o Brasil é mesmo uma seara fértil para todo tipo de contravenções e desvios ilegais.

 

Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br

São Paulo

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DE BRAÇO DADO COM A CORRUPÇÃO

O editorial De braço dado com Cachoeira (6/4, A3) exemplifica, com o caso do senador Demóstenes, o que já se institucionalizou no País: a "associação inescrupulosa entre o que é público e o que é privado". Exemplo oficial dessa associação são as empresas de capital misto, chamadas indevidamente no Brasil de "estatais" onde o dinheiro público se mistura indecorosamente com o privado gerando uma excrescência estrutural onde nem os interesses da população são atendidos e muito menos os do acionista particular. Desse arranjo de capitais – único no mundo – resulta uma administração que se subordina aos interesses dos governos, partidos políticos, sindicatos e nunca aos do Estado e jamais daquelas pessoas que confiaram suas economias na compra de ações dessas empresas.

Nilson Otavio de Oliveira noo@uol.com.br

Sao Paulo

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DILÚVIO

Demóstenes ao Cachoeira: “Aprés moi, le deluge”.

Geert J. Prange prange@sul.com.br

Paranaguá (PR)

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AOS DEMÓSTENES DESTE NOSSO PAÍS

Vocês são tantos, bem mais do que deveriam, bem mais do que caberiam, estão nas esquinas, nas festas, nas frestas, no pó, no lodo, vocês se multiplicam feito verme fértil e ávido por novas crias, por mais sangue, por mais carne. / Com seu jeito macio e fala de quem-não-quer-nada, vão comendo pelas beiradas até o nosso coração ficar oco, vão passando rasteira na lei até que ela fique inútil, nua e esclerosada. / Vocês estão detonando este chão privilegiado, tão abençoado, estão dizimando cada rincão de fé que ainda resistira aos ventos adversos, estão nos fazendo sentir moleques como nunca pensamos em ser um dia. / É pena termos que compartilhar com vocês o mesmo ar, o mesmo chão, a mesma bandeira, é triste sabermos que depositamos no seu suor os sonhos que deixamos de passar aos nossos filhos, e o pior de tudo é que vocês estão gargalhando até não poder mais, diante dessa nojeira sem par, diante desse circo funesto que deveria ser o nosso altar maior, a governança da nossa pátria. / Que um dia vocês despertem dessa alegoria fétida e voltem para o que deveria ser o seu cabresto, o seu guia, a sua fronha diuturna, que sejam capazes de dizer não para estes gritos de sereia que são o atalho soturno para o inferno sem volta, e que consigam, por certo, deixar de nos fazer passar, de novo, por essa vergonha sem tamanho, só por termos colocado vocês neste bizarro picadeiro em que estão teimando transformar o nosso querido Brasil.

 

Oscar Silbiger www.vidaescrita.com.br

Campinas

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JOGO DO BICHO

Na fortaleza de Cachoeira, Demóstenes é bicho-papão.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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DEFESA DE R$ 15 MILHÕES

 

Consta que a defesa de Cachoeira vai ser feita por uma celebridade criminal, ex-integrante do governo Lula, pelo valor de R$ 15/milhões. Isso estaria dentro das normas éticas que regem a profissão de defensor? Quem estaria bancando? O próprio ou terceiros? A Receita, a polícia Federal e os cidadãos não teriam o direito de saber a origem de tal numerário? Ou estaria garantido ao “paciente” o direito de a tal sigilo? Ou estaria garantido ao estado (na Constituição do Estado Democrático de Direito), saber tal origem, em contrapartida aos inúmeros direitos garantidos a “suposto” meliante, tais como: todo réu tem o mais amplo direito a defesa na forma da lei; e, todo réu é considerado inocente até prova em contrário; ou ainda, o ônus da prova cabe a quem alega e por aí a fora vai? Se ainda não consta, “deveriam inseria através de uma PEC qualquer” (“não é assim que fazem quando querem inserir algo mais na Constituição?”), essa exigência, a se evitar a conclusão de que as leis são feitas para conspirar sempre a favor da criminalidade e contra a sociedade. Enfim, deixar brechas para se usar dois pesos e duas medidas na aplicação da lei, de acordo com a posição social, política ou econômica do “paciente” (“paciente”, essa é boa, muito boa mesmo, além de elegante é politicamente correto).  

 

Sebastião Pereira jardins@oadministrador.com.br

São Paulo

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CRIME E DEFESA

Interessante a convivência nefasta em que vivem os advogados, em nome do célebre principio jurídico que todos têm direito a defesa e todos são inocentes até que se prove o contrário. O Sr. Dr. professor Marcio Thomas Bastos, que já foi ministro, presidente da OAB, lutou contra o AI5, advogado no caso Chico Mendes e participou da degola de Collor, é o mesmo que hoje representa o "empresário" Carlos Cachoeira. Mas tudo bem... Ele também representa o "Dr. Estupro" Abdelmassih. Enquanto isso, o caseiro no caso do jet sky, que provavelmente atendeu ordens, até por não conhecer  as implicações legais do seu ato, procura na justiça gratuita não tornar-se o principal culpado do acidente. E a vida continua. Tudo dentro da lei.

Arlindo Carneiro Neto arcane@ig.com.br

São Paulo

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LIBERDADE

 

Conforme publicado ontem (10/4) pelo Estadão, o advogado Márcio Thomaz Bastos pediu ao Supremo Tribunal de Justiça a libertação do contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Será que tudo o que falam do Cachoeira é cascata?

 

Cláudio Moschella arquiteto@claudiomoschella.net

São Paulo

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RECEITA

Peço desculpas antecipadas pela pergunta que pode parecer ingênua: Esse bicheiro Cachoeira declara Imposto de Renda?

 

James F. Sunderland Cook sunderland2008@gmail.com

São Paulo

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MALHA FINA (ERRO DE LÓGICA)

Um contribuinte, de 83 anos de idade, entregou sua Declaração de Ajuste 2012 dias atrás, resolveu, dia 9/4/2012, consultar seu extrato de processamento na Receita Federal para verificar possíveis pendências. Lá foi constatada a necessidade de comprovação documental das despesas médicas declaradas como pagas a pessoa física, o contribuinte já está em procedimento de malha. Preocupado e com posse de todos os recibos, o contribuinte ligou para os médicos e estes informaram que ainda não entregaram suas declarações  de ajuste, o que só ocorrerá após o dia 20/4/2012. Do exposto, pergunto: Os médicos estão mentindo (todos eles?)? A Receita não se precipitou em cruzar os dados? Os médicos têm até o fim de abril de 2012 para entregarem suas declarações. Se não entregaram, a Receita cruzou dados com quem? Se entregaram, a Receita não devia informar as discrepâncias entre os pagamentos efetuados pelo contribuinte e os declarados pelos médicos? Seja como for, a Receita Federal só penaliza o idoso,  ele é quem tem de agendar para levar comprovantes à Receita Federal, quer seja através de procuração ou de táxi para evitar maiores despesas, muitas vezes doente e com muito sofrimento ele tem de atender a essa exigência. Não seria mais lógico a Receita Federal pedir esses comprovantes com cópia autenticada e enviadas pelo correio? Pelo menos para os mais idosos. Não dá para acreditar que existe o Estatuto dos Idosos.

Rubens Stock rsstock@uol.com.br

São Paulo

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DISCRIMINAÇÃO NO AUXÍLIO MORADIA

A hoje classe privilegiada dos servidores públicos, inclusive parlamentares, que recebem auxílio moradia não pagam imposto de renda sobre esses  recebimentos. Assim de forma indireta estão abatendo os alugueis pagos. É injusto porque os contribuintes em geral não podem abater dos seus rendimentos os alugueis pagos.

Hélio Mazzolli mazzolli@terra.com.br

Criciúma (SC)

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DOMANDO ESSE LEÃO VORAZ

Distraídos com as ridículas “atualizações” anuais, da Tabela de Descontos do Imposto de Renda, os contribuintes brasileiros se esquecem de reivindicar uma ampliação dos valores de abatimentos e mais direitos a deduções.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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JOÃOZINHO COMPLEXADO

Sem dúvida 9 de abril de 2012, foi um dia desagradável para Barack Obama. Aguentar Dilma Rousseff, por quase duas horas, querendo dar pito no anfitrião, e, deflagrando o famoso complexo de vira-lata, trauma do atraso, que quase todos os presidentes do Brasil levam para a Casa Branca, com exceção de Fernando Henrique Cardoso, que foi recebido em visita de Estado, com toda pompa e importância, coisa que não aconteceu nem com Lula nem com Dilma.

José Francisco Peres França josefranciscof@uol.com.br

Espírito Santo do Pinhal

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O CUSTO BRASIL, MR. OBAMA

A presidenta Dilma aproveitou o encontro com o presidente Obama para reclamar contra a política de “expansão monetária” dos países desenvolvidos que, segundo ela, “põe em risco” o crescimento das economias emergentes. Na primeira visita à Casa Branca, Dilma Rousseff disse a Barack Obama que a “desvalorização das moedas dos países desenvolvidos” provoca um desequilíbrio cambial. A primeira vista é bem capaz do presidente Obama ficar com pena das economias emergentes e do Brasil. Contudo, se Obama ouvisse falar do “Custo Brasil” ficaria espantado e exclamaria “Ohhhh!” Vamos comparar a economia americana com a brasileira: para comprar um iPad no Brasil é preciso desembolsar R$ 1,6 mil e nos EUA dá para comprar o aparelho por R$ 800. Se o brasileiro pudesse trazer um Corolla dos EUA desembolsaria R$ 29 mil enquanto aqui custa R$ 60,00 mil (a japonesa Toyota fabrica o veículo nos dois países). As diferenças não se restringem só aos EUA: o valor gasto para se comprar um Fiat Uno no Brasil, mais ou menos R$ 23 mil, é o mesmo preço de um Smart na Europa. Aquele pequeninho que aqui custa quase R$ 60 mil. Ou um Golf, que por lá vale cerca de 12 mil euros, ou até mesmo um Jetta, ou um Honda Civic. Mas por que o Brasil custa tão caro? Passamos pela carga tributária (IPI, ICMS, ISS, Cide, IOF, Cofins,etc.). No Brasil, quase metade do valor de um carro (40%) vai para o governo em forma de tributos. Nos EUA e na China é 20%, e na vizinha Argentina, 24%. O mesmo ocorre com outros produtos. Enquanto no resto do mundo é regra ter um único imposto para o consumo, aqui são pelo menos seis. A confusão gera cobrança de impostos em cascata. O Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que é um imposto estadual, por exemplo, incide sobre o Cofins, o PIS e o IPI, que é um imposto federal. Ou seja: pagamos imposto sobre imposto e tudo fica mais caro. O peso do ISS sobre o preço final dos automóveis chega a 5%. Já o PIS corresponde a quase 2% e o Cofins é de 7,6%. 'Só o IPI pode chegar até 40% do valor de um veículo dependo da potência dele', explica o analista tributário Marcos Camargo. Outro fator que afeta o custo dos produtos brasileiros é a ineficiência nacional em diversas áreas, como infraestrutura e administração (a velha e boa burocracia). Esse atraso é chamado de “Custo Brasil", pelos especialistas e pode sobrecarregar em até 36% o preço do produto brasileiro em relação aos fabricados na Alemanha e nos Estados Unidos. Se não bastasse tudo isso, convivemos com um dos juros mais altos do mundo. A diferença de juros cobrada entre um financiamento no Brasil e nos demais países intensifica a disparidade de valores. A média cobrada no Brasil é de 25% ao ano, enquanto nos países ricos ela não passa de 10%. Somado a valorização do real em relação ao dólar, esse custo ajuda a explicar porque um país que está cada vez mais rico como o Brasil, exporta cada vez mais produtos primários e semimanufaturados e importa mais produtos de maior valor agregado e de tecnologia avançada. Temos outros fatores que fazem do Brasil um lugar hostil  para se produzir: falta de investimento em educação, corrupção, estado inchado e custo da energia elétrica  proibitivo – a conta de luz brasileira é mais cara que nos Estados Unidos, na França, Suíça, Reino Unido, Japão e Itália o quilowatt-hora (kWh) custa US$ 0,254, praticamente o dobro do preço nos EUA (US$ 0,133), o maior consumidor per capita desse serviço no mundo. Depois de ouvir toda esta explanação o presidente Obama “daria os ombros para a presidenta Dilma!”

Marcelo do Vale Nunes mvn@portoweb.com.br

Porto Alegre

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CASA EM ORDEM

A presidente Dilma continua falando demais, para não dizer outra palavra. Será que o Brasil tem condição de cobrar uma atitude dos EUA? Presidente, coloque em ordem a sua casa para falar da casa dos outros... Será que não aprendeu com a experiência amarga quando recebeu uma resposta contundente da Angela Merkel, primeira-ministra da Alemanha?

Toshio Icizuca toshioicizuca@terra.com.br

Piracicaba

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DILMA ROUSSEFF

Quando vemos Dilma Rousseff nos Estados Unidos, cobrando do presidente Barack Obama, mais responsabilidade no enfrentamento da crise econômica mundial e lembramos que os líderes políticos do governo e da oposição brasileiros, nunca se manifestaram sobre o assunto e estão muito mais preocupados em se unir em torno de uma CPI que se dispõe a apurar o envolvimento de parlamentares com o bicheiro Carlinhos Cachoeira, mas que na verdade servirá para atropelar a investigação da Polícia Federal e safar a maioria dos políticos envolvidos com o contraventor, ficamos com a certeza de que temos uma presidenta que continua com o seu espírito de Robin Hood da década de setenta, mas que cada vez mais está se tornando uma ilha cercada de lama por todos os lados...

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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DUTRA E DILMA

A mídia brasileira canta em prosa e verso as visitas dos presidentes do Brasil a países estrangeiros. Assim foi no tempo do presidente Dutra, general reformado, eleito pelo voto para suceder Getúlio Vargas na década de 1940.  A visita aos EUA era esperada, dentro dos padrões diplomáticos, pela recente participação dos brasileiros na 2ª guerra Mundial ao lado dos americanos. O velho militar calejado pela sua experiência de comandante de tropas já sabia que aquela visita era uma perda de tempo. Avesso a protocolos pouco sabia do idioma inglês e no papo com Truman não reivindicou nenhuma vantagem política ou econômica.  Surgiu até um anedotário em que o presidente Truman ao recebê-lo falou: “hai du iu du dutra” e, ele, na sua fala mansa de mato-grossense não se fez de rogado: “hai tu iu tu truman”. A nossa presidente Dilma arranhando seu inglês falou cara a cara com o sempre simpático presidente Obama, onde reclamou dos juros altos e outras dificuldades que os americanos impõem aos seus concorrentes. Num rasgo de grande bondade e condescendência para com o seu vizinho país prometeu para a nossa Presidenta que os EUA vão abrir mais dois Consulados no Brasil. E assim sempre terminam as onerosas viagens turísticas dos nossos atuais  presidentes.

José Batista Pinheiro batistapinheiro30@yahoo.com.br

Fortaleza

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ALAMBIQUES

Enquanto Dilma Rousseff foi fazer um lobby da nossa cachaça nos Estados Unidos na sua visita a Barack Obama, nosso etanol está sem nenhuma competitividade no País, em total estado falimentar. Por que, então, não transformar às usinas que o produzem em “alambiques” para produção de cachaça?

 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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CACHAÇA NACIONAL

Já que a "cachaça" entrou na conversação de assuntos escolhidos para troca de figurinhas entre as duas nações, talvez ficasse faltando, para resolver os grandes problemas bilaterais, o futebol e o carnaval. Há momentos em que pensamos que o Brasil não pode mesmo ser levado a sério.

Leila E. Leitão

São Paulo

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BRASIL-EUA

Cachaça pra cá,uísque Boubon pra lá,o que importa é a adoção de uma nova postura do governo brasileiro em relação aos Estados Unidos,deixando para trás o desgastado ranço antiimperialista petista-lulista.Num mundo globalizado,as relações devem ser pautadas pelos interesses comerciais entre as nações e não mais pelo ideário político,démodé e ultrapassado.O governo Dilma Rousseff caminha no passo certo,"como Joãozinho". O que é bom deve ser para os EUA e para o Brasil, oh yeah!

      

J. S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

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ALCKMIN E O MINISTÉRIO PÚBLICO

O governador Alckmin decreta o “flagelo” do Ministério Público na quinta-feira Santa. Desrespeitando a vontade da maioria dos procuradores e promotores, o governador, em que pese sua prerrogativa, em total desrespeito o processo democrático e a vontade da maioria, nomeia o segundo colocado na eleição para procurador-geral de Justiça, Márcio Fernando Elias Rosa, perdedor da situação, em detrimento do vitorioso Felipe Locke Cavalcanti, jovem e competente representante da oposição. Essa interferência é uma temeridade para a independência do MP paulista, não trazendo nenhum alento a população.

Flávio Calazans de Freitas flavio@calazansdefreitas.adv.br

São Paulo

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DECEPÇÃO

Sempre tive admiração pelo governador Geraldo Alckmin, o achava um profundo defensor da democracia que é o voto, mas sinto-me profundamente decepcionado em não acolher a manifestação da maioria na escolha do novo procurador-geral da Justiça de São Paulo, cujo vencedor foi o Dr. Felipe Locke Cavalcante, brilhante em todos os sentidos, fruto de uma família que conheço e dotado de uma moral intocável. É lamentável a infelicidade do nosso governador, que mancha o sentido da palavra "democracia", que tanto ele exalta. Atitude decepcionante do nosso governador.

Clóvis Roberto Capalbo livraria.academica@bol.com.br

Jaboticabal

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SUBORDINAÇÃO LEGAL

Queira ou não os promotores de justiça, o Ministério Público (MP) continua vinculado ao Poder Executivo. Em algumas passagens, como a nomeação do procurador-geral, fica clara sua subordinação ao chefe do  Executivo. No caso presente, onde o governador do Estado fez uso do seu poder discricionário – fundado na oportunidade e conveniência – para nomear o segundo colocado na lista tríplice que lhe foi oferecida, restou cristalina essa subordinação. Portanto, a eleição do chefe do MP pela classe não passa de mero exercício da independência funcional que a Constituição lhes garante – como assistimos, ainda com alguma exceção!

Noel Gonçalves Cerqueira noelcerqueira@gmail.com

Jacarezinho (PR)

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ENFRAQUECENDO AS INSTITUIÇÕES

Lamentável a decisão autoritária e antidemocrática do governador paulista, Geraldo Alckmin (PSDB), que desrespeitou a escolha feita pela carreira na eleição do novo procurador-geral de Justiça e nomeou candidato derrotado nas urnas. Assim como já havia feito na escolha do reitor da USP, Alckmin repetiu a mesma conduta ditatorial na eleição do Ministério Público. É preciso acabar com a lista tríplice e com os poderes imperiais do governador. Democracia é coisa séria e Alckmin já mostrou que não tem grande apreço por ela. Decisões como esta enfraquecem as instituições, ferindo sua autonomia e independência.  

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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CONFIANÇA

Considero importante o trabalho realizado pelo Ministério Público de São Paulo na defesa da sociedade. Por isso, confio na escolha feita pelo governador Geraldo Alckmin de nomear o procurador Márcio Elias Rosa para o cargo de procurador-geral de Justiça. Agora, vamos torcer para que Márcio Rosa desenvolva um bom trabalho e fortaleça o MP paulista.

Mariana Mattos mariana@aplacom.com.br

São Paulo

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ANTIDEMOCRACIA

Uma antidemocracia do governo Alckmin é uma vergonha para uma sociedade que acredita não ter mais ditadura, deixar o governador escolher um juiz ou um reitor, já não basta ter sido o mais votado pela sua comunidade. Estão abrindo um precedente para o continuo das corrupções, em São Paulo estamos reeditando o coronelismo de um Brasil retrógrado. O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), escolheu o procurador de Justiça Márcio Elias Rosa, por indicação do ex-governador José Serra, segundo mais votado, para chefiar o Ministério Público do Estado, de acordo com a mídia. E imagine o papel importante deste cargo! É esta instituição que vai julgar as contas do próprio governo do Estado de São Paulo, que o colocou no cargo? Onde está o legislativo para mudar esta lei?

Anderson Aparecido dandersonaparecido@yahoo.com

Hortolândia

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PREVALECEU O LOBBY

O procurador Felipe Locke Cavalcanti venceu a eleição para chefiar o Ministério Público. O procurador teve uma votação expressiva, além de ter um currículo respeitável. Mas que tipo de democracia o governador Alckmin pratica quando desqualifica a votação da categoria e nomeia o segundo colocado? A democracia de Alckmin vale em algum momento (prévias do PSDB) e para outros não? Apesar de o governador ter a prerrogativa de nomear o procurador, por que submeter  ao voto uma eleição que não é respeitada? Por que o governador não muda a forma de nomear e não passa a ouvir o que acham seus secretários, como fez agora? Ignorar o voto dos promotores é um  desrespeito ao estado de direito e uma atitude antidemocrática. Prevaleceu o lobby, lamentável!  

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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A CRISE NA POLÍCIA DO DF

Apesar da insana operação tartaruga da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) que fez cair mais um comandante geral do governo do PT (no anterior foram seis), existe uma verdade sufocada que é a inércia do governador Agnelo (Agnulo) em resolver definitivamente o problema. Pouco adianta a intervenção vermelha do governo federal com dois secretários de confiança da Presidência da República, enquanto não houver corajosa iniciativa de falar o que está por trás desta fuga. Se fosse o defenestrado Arruda, ele já teria recebido os insatisfeitos, dito a dolorosa verdade e solucionado a crise da segurança pública no DF. Todos sabem que reajustes salariais só poderão ser concedidos a partir de 2013, mas os PMs e CBMs querem ouvir dele e não de algum interlocutor nomeado e sem nenhum poder ou representatividade. Criar uma comissão já é conhecido como a falta de coragem moral de encarar o problema honestamente. É preciso um aceno ostensivo do governo local e principalmente do federal sobre a questão. Com isso os ânimos seriam acalmados e as classes trabalhadoras voltariam à normalidade na capital. Para que fazer a população sofrer tanto?

João Coelho Vítola jvitola@globo.com

Brasília

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SEM PREPARO

As autoridades que comandam a cidade de Brasília (todas) não sabem como explicar a greve da Polícia Militar do Distrito Federal. Quando arguidos, gaguejam e são pouco convincentes, demonstrando total despreparo para os cargos que ocupam.

 

José Piacsek Neto bubapiacsek@yahoo.com.br

Avanhandava

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MULTIPLICAÇÃO DE LANCHAS

Neste governo tudo é possível. O Ministério da Pesca, como de pesca não entende nada, resolveu entender de lanchas, comprou 28 delas, para  patrulhar a costa brasileira, mas esqueceu que isso  não é de sua competência, é da Marinha. Das 28 lanchas compradas por R$ 31 milhões,  23 estão fora de operação, tem uma que está ancorada há 21 meses em uma marina de luxo de Salvador, já chegou a R$ 15 mil só de estadia, está apodrecendo, pois não tem lona protetora. Tem outra que foi mandada para Belém, está há 11 meses parada, pois  sofreu acidente e o motor está avariado. As lanchas ganharam notoriedade após o empresário que as produziu revelar que doou R$ 150 mil ao PT de Santa Catarina nas eleições de 2010, a pedido do ministério, dinheiro este que ajudou a bancar a campanha ao governo de Santa Catarina, da hoje ministra Ideli Salvatti das Relações Institucionais. Na Semana Santa no ministério houve o milagre da multiplicação de lanchas. A ministra diz que não tem nada com isso e  a  presidente Dilma parece que concorda. Tudo isso é fruto de outro milagre, a multiplicação de ministérios, a maior parte não serve para coisa alguma,  somente são fontes de propinas, licitações dirigidas  e escândalos que sangram o erário. O empresário operou um milagre, transformou 150 mil em 31 mi, multiplicou mais de 200 vezes. A marinha entende de costa, o PT parece  entender de marina.

João Henrique Rieder rieder@uol.com.br

São Paulo

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QUE NOVIDADE!

Alguém tem dúvidas de que a compra das lanchas-patrulha para o Ministério da Pesca, na gestão da ministra Ideli Salvatti, não dará em nada? Assim como afirmou do senhor Alberto Frega, ex-assessor da Pesca, temos também a certeza de que acabará em pizza, pois essa desfaçatez recorrente já nos assola há muito tempo. E quanto à dúvida do Tribunal de Contas da União (TCU) de quem pagará o prejuízo, já sabemos de antemão. Mais uma vez sobrará para nós, pobres contribuintes, que arcamos com pesados impostos, infelizmente, para manter políticos inescrupulosos no poder.

 

Sérgio Dafré sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

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NADA ALÉM DA VERDADE

O funcionário do Ministério da Pesca sr. Alberto Frega diz que as denúncias contra a pasta “não vão dar em nada”. Mas quem foi que disse que ia dar em alguma coisa?

Ricardo Marin s1estudio@ig.com.br

Osasco

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PROPAGANDA ENGANOSA

Pela TV a Caixa Econômica Federal (CEF) diz que o crédito consignado para aposentados do INSS tem agora taxa mensal a partir de 0,8% ao mês.  A realidade, como se observa pela tabela que a Caixa distribuiu à imprensa mostra apenas a redução de 2,14% para l,80%. Muito diferente da propaganda enganosa. Além do mais, é a mesma taxa que vários bancos já estavam utilizando. Pura conversa fiada.

Antonio do Vale adevale@uol.com.br

São Paulo

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BRIGA DE FOICE NO ESCURO

A boa notícia é que o Banco do Brasil e a Caixa terão juros muito mais baixos. A má? As boas condições só existirão para clientes que migrarem de outros bancos e ainda estarão sujeitas a negociação, caso a caso. Os clientes antigos da Caixa e Banco do Brasil (BB) não terão direito ao benefício. Faz sentido? Não faz. Afinal, os bancos conhecem o fator de risco destes clientes, o que deveria privilegiá-los nas operações de crédito, e não prejudicá-los. Portanto, não se trata de nenhuma baixa de juros moralizante, mas de simples briga de foice no escuro pelos clientes dos bancos privados. Resta saber se a intenção do governo é asfixiá-los e, de forma oblíqua, estatizar o sistema, via BB e Caixa,  ou se os dois bancos do governo estão em má situação, precisando captar novos clientes rapidamente. Com juros baixos ou sem eles, os pacotes de tarifas e serviços, nunca baratos, sempre existirão, dando aos BB e à Caixa faturamento extra garantido. Por fim, sempre existe a possibilidade de esta ser, como tudo nos governos do PT, mera jogada publicitária, conversa fiada, que não acontecerá de fato.

 

M. Cristina R. Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

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TIGRES DE PAPEL

O episódio da redução da Selic mostrou a Dilma que os tigres do mercado financeiro são de papel. Rugiram a volta da inflação, o desatino da política econômica, e o Apocalipse Now, e acabaram batendo palmas para a presidenta, que perdeu o medo e avança agora sobre o filé mingnon dos bancos, o criminoso spread, e o escorchante juro cobrado do consumidor. Evidente que reformas são urgentes, o governo tem sua parcela de culpa, etc., mas com ou sem elas, o spread é criminoso do mesmo jeito. Com 77% de aprovação, juros e inflação em queda, baixo desemprego e uma oposição servil, incompetente, vaidosa e desunida, Dilma já ganhou, nem precisa eleição, vai se reeleita por aclamação.  

 

Luiz Henrique Penchiari luiz_penchiari@hotmail.com

Vinhedo

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A INQUISIÇÃO KASSABISTA E O PSDB

PSDB-SP avalia chapa puro sangue nas eleições por que se deu conta, finalmente, que a política de extrema-direita do prefeito Gilberto Kassab lhe é negativa? Por exemplo, nessa Semana Santa, Kassab galgou mais um degrau de sua Santa Inquisição contra a população paulistana em prol dos agentes imobiliários: o Conselho Gestor da ZEIS aprovou o projeto Nova Luz somente com os votos dos representantes da prefeitura - já que a sociedade civil não aceitou a proposta imposta pela prefeitura para as 11 quadras de moradias populares; tal aprovação é necessária para licitar a Santa Ifigênia e garantir ao mercado imobiliário abocanhar terrenos artificialmente baratos em mais de 40 quadras do centro.  A falta de seriedade dos estudos em prol dos agentes imobiliários é confessada pelo próprio consorcio autor do projeto Nova Luz: a autora do Estudo de Viabilidade Econômica alega em seu próprio estudo não ser responsável pelo mesmo estudo; além disso, a líder do consórcio e autora do Estudo de Impacto Ambiental repete à exaustão, em audiência pública de setembro, que não é responsável pelo seu projeto...! Eis aí uma ótima oportunidade para o PSDB se demarcar de Kassab e se regenerar de sua colaboração – comprometendo-se simplesmente a, se ganhar, terminar com a infame política de Kassab e de Police Neto de doação da cidade à especulação imobiliária.

Suely Mandelbaum, urbanista suely.m@terra.com.br

São Paulo

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CHUVAS E NEURAS

Em que pese o fato lamentável das cinco mortes, só muita neura social explica como um desastre corriqueiro como esse das últimas chuvas em Teresópolis (que encontra paralelos no mundo todo), em lugar de análises ponderadas dê logo lugar às catilinárias dos “grilos-falantes” de sempre, contra a classe política ineficiente e corrupta e, em última análise, contra a própria democracia, que permite a esse povo ignorante elegê-los. Pelo menos na ditadura só generais chegavam lá. Agora, depois de um torneiro mecânico, temos uma ex-subversiva no comando da nação. Só podia dar nisso: onde já se viu uma cidade inteira encher só porque choveu em quatro horas o esperado para dois meses?! O fato é que, apesar de todas as chuvas, e de boas doses de ineficiência e corrupção, logo, logo Teresópolis vai ressurgir mais bonita e robusta, porque a renda da agricultura continua alta, e isso, aqui como no Vale do Pó (Itália), frequentemente tomado pelas águas, ou nos milharais do Arkansas (RUA), volta e meia devastados pelos tornados, é o que importa.

 

Rogério Antonio Lagoeiro de Magalhães lagorog@uol.com.br

Teresópolis (RJ)

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EM TEMPO DE ELEIÇÃO

Mais uma tragédia, do tipo anunciada, na Região Serrana do Rio. Temporal alagou a cidade de Teresópolis, provocou queda de três barreiras, fechou a estrada que liga a cidade ao Rio, mais de 500 desabrigados, etc., enfim, a desgraça de sempre. E vamos ouvir as abobrinhas de sempre. O governador do Estado vai dizer que estão trabalhando, que há um projeto assim, assado, o prefeito vai dizer que está esperando a liberação dos recursos, etc., etc. Tudo blá blá blá. Eleições municipais estão aí. Vamos ver o que farão os eleitores destas cidades atingidas por descaso das autoridades. Eu aposto que nada. Quanto ao governador, como tem mandato até 2014, até lá o povo esquece e acaba elegendo ele para outro cargo, pois para governador não pode. É a ladainha de sempre. Se nós não mudarmos, não muda nada. Se o eleitor não der um passo adiante nesta mudança, vai ficar como está.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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O FACEBOOK E A NOSSA REFORMA

A Facebook comprou por US$ 1 bilhão a Instalgram, site de compartilhamento de fotos, fundada pelo brasileiro Mike Krueger e o seu sócio americano Kevin Systron. Os dois jovens amigos saíram do nada e fundaram a pequena empresa com 2 anos de existência, e hoje têm 13 funcionários, incluindo eles. Acho quase impossível isso acontecer no Brasil, pois somente os 13 funcionários não seriam suficientes para enfrentar o burocracia tributária, que hoje tem 85 tipos de impostos, taxas e contribuições. Alguém tem dúvida da necessidade urgente da reforma tributária?

Márcio Rosário daril_old@hotmail.com

Leme

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TEATRO

A cultura no Brasil não tem progresso porque está concentrada em uma única atividade artística: o teatro. Diariamente, vemos políticos de todos os lados serem denunciados por corrupção pela imprensa. Quando pertencem à base aliada do governo, a oposição quer fazer CPI, como se fossem detentores de uma moral inquestionável, e a situação faz de tudo para impedir. Quando são dos oposicionistas, apenas invertem-se os papeis. Trocam-se os personagens, mas os atores são os mesmos. O pior é que continuamos a assistir às peças, mesmo sabendo o fim: em ambos os casos não acontece nada, nada mesmo. Nem o mordomo é considerado culpado. Apenas nós que deixamos nosso dinheiro na bilheteria é que perdemos. E olha que o preço do ingresso não tem sido barato.

Vanderley Jordão vanjord@ig.com.br

São João da Boa Vista

 

 

 

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