Fórum dos Leitores

CORRUPÇÃO

O Estado de S.Paulo

12 Abril 2012 | 03h08

Mais uma CPI

O Congresso aprovou CPI mista para investigar as ligações políticas do contraventor goiano Carlinhos Cachoeira. Se for para valer, vai ser uma enxurrada de parlamentares comprometidos. Será que sobra algum? Daí é só transformar a comissão parlamentar de inquérito em comissão parlamentar da inocência - de cachoeira em biquinha -, para não comprometer ainda mais a falta de ética dos nossos mui dignos, nobres, ilustres e probos parlamentares. E nem se fala mais nisso.

LUIZ DIAS

lfd.silva@bol.com.br

São Paulo

Alvíssaras!

Nossos ilibados políticos vão nos brindar com mais uma utilíssima CPI. Na cascata de envolvidos estarão Waldomiro Diniz e seus comparsas? Sabemos todos que não. Até porque o PT e seu messiânico líder que nunca sabe o que não lhe convém são como a hidra, que quando tem a cabeça cortada lhe nascem duas. Frágeis, é verdade, sem nada da nobreza da ave fênix, mas duas. Sempre úteis. Por falar nisso, perguntar não ofende: e o Pimentel, hein?

MARLY N. PERES

lexis@uol.com.br

São Paulo

Máscaras

A CPI mista do Cachoeira de certo vai acabar em Cataratas do Niagara, por tanta gente grossa envolvida e tão alto numerário. Oxalá muitas outras máscaras caiam. E duplas personalidades, também.

IRACEMA M. OLIVEIRA

mandarino-oliveira@uol.com.br

Praia Grande

'O bicheiro e seus amigos'

As águas turvas da CPI do Cachoeira não vão inundar as terras férteis dos políticos. Com absoluta certeza, essa CPI vai, sim, é rolar cachoeira abaixo, desaparecendo sorrateiramente da visão míope do povo brasileiro.

VANDERLEI ZANETTI

vanzanetti@uol.com.br

São Paulo

URBANISMO

Conpresp

O Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp) poderá perder sua razão de existir à vista da informação sobre sua intenção de liberar a construção de espigões de até 54 metros de altura (20 andares) na área envoltória do Parque do Ibirapuera, fundamentada em argumentação falacioso-burocrática, não escondendo a ameaça evidente à saúde do organismo urbano. Acresce que a saturação do espaço metropolitano agrava problemas como poluição e paralisia no trânsito. Nesse quadro, o cidadão deveria lembrar-se do desprezo dos governantes pelo bem público, estimulados, é preciso reconhecer, pela apatia da população.

BENEDITO LIMA DE TOLEDO, professor titular da FAU-USP, membro do Icomos

bltoledo@uol.com.br

São Paulo

Espigões

Ao Conpresp cabe agilizar os processos de tombamento na perspectiva de preservar o modelo urbanístico, cultural e histórico, integrando todo o patrimônio. Liberar a área da Vila Nova Conceição para a construção de espigões representa um retrocesso - e contraria a infraestrutura - destoante da realidade. Será um enorme desserviço à comunidade, porquanto o trânsito piorará e os serviços públicos, mais ainda. Enfim, onde entra o dinheiro acaba o sossego. Que o paulistano consiga dormir com esse barulho.

YVETTE KFOURI ABRÃO

abraoc@uol.com.br

São Paulo

Império da mediocridade

São Paulo é uma calamidade pública (10/4). Com esse título Arnaldo Jabor externou de forma magnífica o verdadeiro caos do trânsito em São Paulo, ao qual o poder público não dá, de fato, a mínima atenção. As poucas ações, quando efetivadas, são paliativas, em nada resolvendo ou minimizando o problema instalado. Os prejuízos daí decorrentes são incomensuráveis! De nada servem as experiências bem-sucedidas do exterior, pois o império da mediocridade dominante impede que sequer venhamos a copiá-las ou adaptá-las à nossa realidade. Parabéns a Jabor por tão lúcido e oportuno texto!

JORGE DE AZEVEDO PIRES

jorpires@uol.com.br

Ribeirão Preto

DESMATAMENTO

Rio-Santos

Vemos o desmatamento aumentar ao longo de toda a Rodovia Rio-Santos. Fala-se na construção de dois novos condomínios na Prainha do Engenho, que com seus 300 metros não comporta mais adensamento. Ali um grupo imobiliário quer construir mais de 80 casas. Procuradores de São Sebastião, ajudem-nos a evitar mais esse desmatamento em área de preservação de mangue.

MARCELO HEILBERG

marcelo.heilberg@hotmail.com

São Paulo

Bertioga

Nós da Associação dos Engenheiros e Arquitetos e Agrônomos de Bertioga, autores que fomos do Plano Diretor de Desenvolvimento Sustentado de Bertioga, acreditamos que só atingiremos a sustentabilidade quando pudermos construir uma cidade onde o meio ambiente e a ocupação humana tenham a mesma importância. Cidades foram feitas para que os seres humanos possam morar com dignidade. Dentro desse processo, é inexorável que determinadas áreas sejam ocupadas. Felizmente, hoje já dispomos de tecnologia suficiente para minimizar os seus impactos negativos. Assim, ficamos surpresos com o teor da reportagem publicada no domingo 1.º de abril intitulada Construção ameaça praia selvagem em Bertioga. Em seguida ficamos chocados com o editorial publicado em 7 de abril intitulado Ameaças à mata do litoral. Os textos mostram ao público leitor algo bem distante da realidade dos fatos. O empreendimento Buriqui Costa Nativa está localizado na Praia da Enseada, no centro de Bertioga, dentro de sua zona urbana e, de longe, a mais antropizada do município. O empreendimento está sendo analisado pelos órgãos estaduais e municipais competentes, tem EIA-Rima (estudo que analisa impactos ambientais e sociais do empreendimento na cidade e propõe soluções para resolvê-los), que foi submetido a audiência pública na cidade, tendo sido amplamente discutido e aprovado pela comunidade presente. População essa que será diretamente atingida pela obra.

MARCELO GODINHO LOURENÇO, presidente

mgleng@uol.com.br

Bertioga

 

 Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

A CPI DE CACHOEIRA

Os senadores e deputados estão numa saia justa. Se ficarem parados, serão omissos, se forem adiante, correm o risco de expor mais gente envolvida na corrupção. Mais uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que tem tudo para acabar em pizza. O PT já está com o discurso preparado. Cachoeira era quem chantageava o deputado do  Rubens Otoni (PT-GO), que, tendo recebido R$ 100 mil reais do bicheiro, disse que os valores recebidos foram usados na campanha do prefeito de Anápolis. O deputado Jilmar Tatto, de São Paulo, disse tratar-se de caixa 2 que já prescreveu. Como se vê, os petistas já ensaiam o veredicto do mensalão, o crime prescreveu, nós embolsamos o dinheiro e o povo otário acreditou. Se nem assim o povo acordar, sou obrigada a concordar com o ditado que meu avô dizia: “enquanto tiver capim, os burros não acabam”.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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VERTEDOURO

A CPI do Cachoeira é o PAC da Transposição do Demóstenes.

 

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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ENFIM, UM SOPRO DE AR PURO

Por mais pessimistas que sejamos em relação à correção de nossas vulnerabilidades, no caso da corrupção endêmica que nos domina, um sopro de ar puro parece começa a correr no Congresso Nacional, com a criação de uma CPI para apurar o caso envolvendo o notório Cachoeira e o senador Demóstenes. Urge agora que nós, opinião pública, unida com a mídia, pressionemos para que a Justiça seja aplicada e assim iniciarmos um saneador processo de limpeza ética e moral em nossas instituições públicas e privadas.Só assim construiremos uma nação livre e independente que tanto sonhamos e necessitamos.

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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ATÉ TU, PROTÓGENES?

Protógenes Queiroz (PCdoB-SP) se elegeu malhando a oposição como se fosse a pessoa mais integra do mundo e agora foi pego em escuta telefônica com o braço direito de Carlinhos Cachoeira, grande contraventor. Isso mostra que no Brasil todos quando falta dinheiro para campanha fazem pacto até com o diabo, ou se jogam de cabeça em qualquer “cachoeira”!

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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CONGRESSO DO CACHOEIRA

Aos poucos vamos percebendo que boa parte o nosso Parlamento, está a serviço do contraventor Carlinhos Cachoeira, porque entre outros já denunciados, e destes o mais surpreendente o Demóstenes Torres, agora, também aparece no noticiário flagrado em gravações da PF, o deputado federal do PCdoB, Protógenes Queiroz, como muito íntimo de Dadá, cidadão braço direito de Cachoeira. Protógenes, é o mesmo que como membro na época da PF, tentou na famosa Operação Satiagraha prender o banqueiro Daniel Dantas, e que nestas gravações divulgadas demonstra estar envolvido com esta máfia instalada dentro das nossas instituições sob a chefia do contraventor goiano. E como tentativa de dar uma resposta a Nação, instala-se uma CPI mista para apurar mais esta vergonha nacional. Os principais partidos estão atolados nestas denuncias. Inclusive o PT, que tenta apoiar esse evento como se nada tivesse com o caso. Se com dignidade for dirigida esta CPI, ou seja, divulgando tudo que a PF apurou, e não somente o até aqui relatado no noticiário de nossa imprensa, o PT poderá arder na fogueira não somente com o julgamento do mensalão, mas da sua cumplicidade nestes últimos 10 anos com o que há pior dentro das nossas instituições...

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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MORAL DUVIDOSA

A que absurdo chegamos: o Gilberto Carvalho defendendo o petista Olavo Noleto de ligação com o Carlinhos Cachoeira. Ninguém me convence que ele, Gilberto Carvalho, não esteja envolvido com o assassinato do Celso Daniel, como muitos outros do PT.

Laert Pinto Barboa laert_barbosa@ig.com.br

São Paulo

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JOGO DO BICHO

Como está difícil manter preso o rei do Jogo do Bicho, Carlinhos Cachoeira, proponho que se aplique o princípio da tolerância zero, ou seja, a prisão em massa  de todos os que jogam no bicho, pois, como determina a lei, incidem na mesma pena todos os que contribuem com o crime.

 

Arsonval Mazzucco Muniz arsonval.muniz@superig.com.br

São Paulo

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CACHOEIRA E OUTRAS VERTENTES

O sonho vão, as necessidades ou o desespero sustentam a contravenção, a gana e a pança do bicheiro; sem abandonar os que cuidam das leis.

 

Carlos Delphim Nogueira da Gama Neto carlosgama@conjeituras.com.br

Santos

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RIMAS ATUALIZADAS

Corrupção por todos os lados / Da pra perder as estribeiras / Antes era o Boi Barrica / Agora é Carlinhos  Cachoeira.

Bastião da moralidade / Demóstenes Torres era um exemplo / Pelos grampos telefônicos / Sua seriedade foi ao vento.

Muitas coisas são erradas / Gente sem casa e sem pão / Enquanto muitos políticos / Praticam a corrupção.

Pobre Brasil pobre povo / Vive sempre em contenda / O povo não suporta mais / Pagar imposto de renda.

Tantas promessas de campanha / Tudo ficou no relento / Aposentados de INSS / Só terão 6% de aumento.

Se passou a era Getúlio, / Jânio Quadros e João Goulart / Collor e Fernando Henrique / E o povão sempre é o Marte.

Antes de Dilma Rousseff / Luís Inácio era a esperança / Porém em meu ponto de vista / Lulinha só fez muitas lambanças. /

 

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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QUANTO VALE UM MINISTRO?

Sob o título de Ministério da Cultura, ontem, aqui, neste Fórum, a senhora Christina Abelha, assessora de Comunicação do Minc nos revela que o valor correto da remuneração mensal (2011) da ministra Ana de Holanda foi de R$ 27.318,65, e não R$ 29.105,16 como havia sido divulgado pelo jornal o Estado de S.Paulo dias antes (8/4, A4). Não fez referência ao número de parcelas anuais a que faz jus a senhora ministra. A mim o que interessa em verdade é quanto vale efetivamente o trabalho da senhora ministra, posto que a remuneração média do trabalhador brasileiro é de R$ 1.650,78 (IBGE) e o benefício  médio de um aposentado da previdência trabalhista da iniciativa privada (RGPS urbano), depois de pelo menos 35 anos de contribuição, é de R$ 998,14 (02/2012-boletim da Previdência). Vale dizer que a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, é responsável pela a política externa dos EUA e ainda a quarta pessoa na linha de comando da Nação mais poderosa do planeta. Responsável pelas operações do Departamento de Defesa, Segurança, Cia, FBI etc. Seu salário base é de US$ 186.600/ano; ou ainda R$ 28.200,00/mês (12 parcelas); podendo chegar no máximo a US$ 191.300/ano ou R$ 29.000 (12 parcelas). Que triste realidade a Sra. Abelha do MinC nos reporta, arguindo corrigir alguma distorção que o jornal O Estado de S.Paulo teria cometido contra um ministério permeado pela mais grotesca mediocridade. Audi, vide, tace, si vis vivere in pace (Ouve, vê e cala, se quiseres viver em paz), já que nem sequer tens condições de argumentar.

Oswaldo Colombo Filho colomboconsult@gmail.com

São Paulo

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QUAIS AS DIFERENÇAS?

Com respeito ao fato de que os salários de 13 ministros de Dilma Rousseff extrapolem o limite legal de R$ 26.7 mil, há um porém: pessoalmente não sou contra que ministros ganhem bem, mas legalmente! Senão, sigam o raciocínio! 1ª premissa: não cumprir as leis é papel de marginal! 2ª premissa: Carlos Cachoeira não cumpriu as leis! Conclusão: Carlos Cachoeira é um marginal! Outra vez! 1ª premissa: não cumprir as leis é papel de marginal! 2ª premissa: os ministros não cumpriram as leis! Conclusão: os ministros são marginais! Quais as diferenças?

Eugênio José Alati eugeniojosealati@yahoo.com.br

Campinas

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É O FUTURO CHEGANDO

Salários, jetons, auxílio moradia e por aí afora... Se os pobres, ou melhor, os paupérrimos aposentados brasileiros não criarem um sistema de mobilização nacional contra tudo isso que aí está,para uma justa melhoria em suas qualidades de vida através de melhores remunerações, junto aos seus familiares, amigos, vizinhos, igrejas e nem sei mais quem, estarão, ou melhor, ficarão mais paupérrimos ainda. Ficarão indistintamente abaixo da linha de pobreza. Isso sim  uma vergonha. A  mobilização terá que começar a mudar a partir das próximas eleições na escolha dos prefeitos e mais ainda, na escolha dos vereadores, e após isso  2014 será o grande momento. Renovação total no Congresso Nacional (deputados e senadores) sendo trocados em quase que sua totalidade. É o único meio possível de mudança. Essa sim será a grande revolução nacional brasileira a renovação (troca) dos políticos do, e no,  Brasil. Só assim poderemos comemorar finalmente a chegada do futuro.

 

José Piacsek Neto bubapiacsek@yahoo.com.br

Avanhandava

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SOLUÇÃO

Pensei muito e conclui que a solução para o nosso País é colocar um dirigentes futebolistas nas funções executivas (presidente, governadores, prefeitos), árbitros de futebol no judiciário, técnicos de futebol no Senado Federal, jogadores de futebol nas funções legislativas. Pode parecer estranho, mas certeza tenho que a população vai cobrar, exigir, espernear, fazer quebradeiras, exigir com veemência uma administração inequívoca, uma participação efetiva dos legisladores, uma justiça irrepreensível, enfim, um modelo político sem corrupções, maracutaias e cambalachos.

 

Nei Silveira de Almeida neizao1@yahoo.com.br

Belo Horizonte

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CACHAÇA E GENERALIDADES

Decepcionante a visita de Dilma à terra de Tio Sam, na qual o “evento  mais notável foi o reconhecimento da cachaça como bebida nacional.  Isso é tão pouco que nem merece um brinde.  Com tanto a se conversar para melhor integrar as duas principais economias continentais,  Dilma  preferiu verberar o  Fed, o banco central americano, acusando-o de cúmplice no “tsunami monetário” que assola os emergentes. Como diria Jean-Paul Sartre, “o inferno são os outros”, de forma que,  para o petismo,  a “culpa” pela dificuldade cambial nada tem a ver conosco, não importa que tenhamos uma Selic de dois dígitos,  atraindo o dinheiro alheio a usufruir de nossas siderais taxas de juros - o que faz valorizar o real.  De outra sorte, com tanto a se avançar numa agenda pró-positiva,  Dilma achou mais relevante se engajar na defesa dos  interesses de... Cuba, já advertindo seu colega americano que vai peitar a águia pela participação da ilha caribenha nas cúpulas continentais.  Cuba é uma ditadura comunista, bastante repressora,uma ditadura cinquentenária. Aceitar Cuba nessas cimeiras é algo incompatível com as cláusulas que exigem respeito à democracia e às liberdades, coisa que está longe de ali se ver. Todavia, o  conceito de democracia e liberdade do PT é meio ‘diferente’ e nele, certamente, há espaço  – e em local de honra! – para a ditadura do proletariado marxista-leninista.  De resto, um encontro de generalidades e (evidentemente, à vista dos fatos...)  o indefectível  “apreço” de Obama pela aspiração brasileira a uma cadeira permanente no CS da ONU –  a qual, pela estima sincera que lhe devota o anfitrião, vai ficar para as calendas – quem viver, verá! Num fecho de ouro, Dilma não se furtou de alfinetar Obama: “somos um país que cumpre os contratos e queremos que os contratos sejam cumpridos” – ensinou. É verdade, somos mesmo muito ciosos de nossas obrigações contratuais – aliás, a Fifa que o diga!  A propósito, S. Exª  poderia ter aproveitado o ensejo para esclarecer a todos  por que razão o Brasil deixou de cumprir, recentemente, o tratado de extradição com a Itália, no “affaire”  Cesare Battisti. Pelo visto, ficou pendente de explicação.  Obama, cavalheiro que é, preferiu calar-se em nome da boa diplomacia.

Silvio Natal silvionatal49@yahoo.com.br

São Paulo

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CACHAÇA & UÍSQUE

Do que foi decidido entre Brasil e Estados Unidos, na visita de Dilma a Washington, o item mais relevante foi: "A cachaça é reconhecida como produto tipicamente brasileiro e o uísque Bourbon/Tenessee como tipicamente estadunidense". Pôxa, isso é que se pode chamar de progresso nessa relação bilateral!

 

Eliana França Leme efleme@terra.com.br

São Paulo

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HOMENAGEM DEFINITIVA

A "tia Dilma" acaba de prestar a homenagem definitiva ao abominável "homem de Garanhuns". A cachaça, como o seu guru e inventor" – reconhecido como cachaçólatra juramentado – podem ser reconhecidos como legítimos "produtos do Brasil". Não há o que negar... vai que é tua, Brasiiiil!

Alexandre de Macedo Marques ammarques@uol.com.br

São Paulo

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A CACHAÇA É BRASILEIRA

Lula deve estar feliz com o reconhecimento da Cachaça!

 

Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo

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NOVOS HÁBITOS

Uma coisa ninguém pode negar: a viagem de Dilma aos EUA não foi em vão. Obama concedeu reconhecer que a cachaça seja reconhecida como criação brasileira. Já Lula não deve estar nem um pouco interessado nesse assunto, já que passou a beber uísque 60 anos (R$ 5 mil cada dose), e vinho Romanée Conti Pinot Noir (R$ 15 mil cada garrafa). Cigarillhas cubanas, ele só pode fumar escondido da dona Marisa.

Conrado de Paulo conrado.paulo@uol.com.br

Bragança Paulista

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DILMA, OBAMA E OS VISTOS PARA OS EUA

Três mil vistos por dia, R$ 300 por pessoa, 3 horas na fila (com, no mínimo, 3 km). Bem-vindos ao Consulado Geral dos Estados Unidos em São Paulo! E agora, excelentíssima presidente Dilma Rousseff? E agora, Mr. Obama? Nós, brasileiros, esperamos que a concessão de vistos para os EUA seja, de fato, simplificada.

Ana Cláudia Ruy Cardia anaclaudiaruy@gmail.com

São Paulo

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RESULTADOS

Se alguém souber de algo positivo para o Brasil, que resultou da visita da sra. Dilma aos Estados Unidos, por favor informe ao público. A curiosidade é grande.

 

Ademar Monteiro de Moraes ammoraes57@hotmail.com

São Paulo

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CONFLITO NA SÍRIA

Sempre esteve escrito nas estrelas que Bashar Assad não cumpriria o prometido cessar-fogo. Ao contrário, recrudesceram suas investidas sangrentas depois do encontro com Kofi Annan, como se fossem os estertores da guerra antes da paz nunca desejada pelos controladores do Estado sírio. A cessação da mortandade na Síria só ocorrerá em duas hipóteses: (a) inversão da posição das forças oficiais, determinadas pelo cansaço ético a que leva o massacre do próprio povo e (b) adoção de medidas severas e implacáveis do Ocidente contra o governo de Damasco. Fora disso, genocidas continuarão com sua torpeza e costumeira estratégia, fundada sempre na mentira e jamais em propósitos autenticamente declarados.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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MEDICINA E POLÍTICA

A pressão política para permitir que médicos formados fora do Brasil possam exercer aqui a medicina sem a revalidação de seus diplomas – exigência de qualquer país civilizado – ganhou novos ingredientes. O viés político esquerdista, que inicialmente pretendia privilegiar os médicos formados em Cuba, agora se estendeu a todos os formados nas inúmeras escolas médicas sul-americanas que circundam nossas fronteiras, todas de ensino pago, fácil ingresso, currículo fraco, insuficiente, e treinamento prático nulo (a formação do médico no País leva de oito a dez anos). Uma senadora do PCdoB-AM Vanessa Grazziotin, num raciocínio primário e demonstrando ignorância sobre o que é o ensino médico, louvou a eficiência de um médico peruano que a teria tratado e afirmou que “as barreiras impostas pela legislação brasileira são corporativistas” e “o médico brasileiro está onde o dinheiro está” (3/4, A14). Os médicos estrangeiros que pretendem trabalhar no Brasil é que sabem muito bem onde está o dinheiro. Ele está aqui, e não nos seus países de origem. A ilustre senadora pensa que eles se fixarão permanentemente nas remotas comunidades do interior brasileiro para as quais serão inicialmente contratados. Ledo engano. Vencidos os seus contratos, eles se deslocarão para as cidades onde possam ganhar os proventos que almejam. Já nos bastam os problemas que temos com as muitas escolas médicas brasileiras reconhecidamente de nível insuficiente, que a irresponsabilidade dos políticos permitiu funcionarem. Saúde é assunto sério, não pode ficar nas mãos de políticos ignorantes e irresponsáveis.

Arnaldo Amado Ferreira Filho amado1930@gmail.com

São Paulo

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SUS

O governo federal estuda uma maneira para afrouxar as regras, para aprovar médicos aprovados em países "desenvolvidos" como Cuba, Bolívia, porque estatisticamente o número de médicos per capita no Brasil é muito baixo comparado a outros países. Para atendimento no SUS, a presidente Dilma Rousseff e, muito provavelmente, o ex-presidente Lula compartilham dessa ideia, porém médicos formados na Bolívia, Cuba, etc. trabalhando no Hospital Sírio-Libanês em São Paulo, nem pensar!

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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‘IMPORTAÇÃO DE MÉDICOS’

Discordo em parte do editorial do Estado sob o título Importação de médicos. Mesmo em São Paulo, onde o jornal considera adequado o número desses profissionais, faltam médicos nos postos de saúde municipais e estaduais. Quem depende do serviço público nota que nas UBS da Prefeitura de São Paulo, por exemplo, há inúmeros consultórios vazios, principalmente no período da tarde, enquanto multidões têm enorme dificuldade para marcar uma simples consulta com clínico geral. A situação mais comum é estarem fechadas as agendas dos profissionais, às vezes por meses.

Antonio do Vale adevale@uol.com.br

São Paulo

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ESTUPRO E POLÊMICA NO STJ

No decorrer da semana passada, a revista The Economist teceu comentários desabonadores sobre a decisão do Superior Tribunal Federal (STJ), de não condenar homem que manteve relações sexuais com três meninas de 12 (doze) anos de idade, que se "prostituiam", mostrando "o sinal errado" para a sociedade, quando a vítima do "estupro" é a vítima, por essa razão jamais pode ser considerada culpada. Até a Organização das Nações Unidas (ONU) critica essa decisão, cuja decisão o STJ nega que abre um precedente e estimule a pedofilia, o que discordamos. Há sites brasileiros que divulgam a "prostituição" de menores e que associam a imagem do país ao turismo sexual, querem nos transformar num "bordel oficial"? Que absurdo... Brasil o país da imoralidade e da impunidade!

 

Luiz Dias lfd.silva@bol.com.br

São Paulo

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JUSTIÇA

Estarrecida, tomei conhecimento da decisão do STJ, que inocentou um deplorável ser humano de estuprar três meninas de 12 anos. Houve um duplo crime: estupro e pedofilia. O argumento de que as meninas eram prostitutas além de não convencer, é doloroso! Esse indivíduo, ao violentar três crianças – abandonadas primeiro pelo Estado e agora pela justiça – foi absolvido, com o triste argumento de que as meninas já eram prostitutas! Ora, se uma criança que certamente foi violentada ao preço de doces, três, quatro ou dez vezes, se se descobre quem foi o último, ele deve ser absolvido, porque outros já a estupraram antes? É doloroso e errado esse raciocínio. Uma prostituta, maior, pode se recusar a manter relações sexuais pois estará exercendo um pleno direito seu. Essas menores são incapazes para dirigir, comprar e vender imóveis, casar, etc.; mas considerou-se que têm vontade não viciada ao consentirem que um abominável violente seus pequenos corpos? E a desculpa é que outros já o fizeram? É preciso que a ONU se manifeste (pág. C5, Estadão de 6/4/2012) para que se faça realmente Justiça? Caso contrário, é melhor esquecer o conceito que tínhamos sobre estupro e pedofilia.

Viviana Gemma Toni flictis@usp.br

São Paulo

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NÃO PRESCREVA O MENSALÃO

Em recente pronunciamento o novo Presidente do STF afirma que o processo do “mensalão” será iniciado “tão logo seja liberado(sic)” pelo ministro Ricardo Lewandowski. Sem isso, não haverá processo ou, se atrasar, o início do processo será postergado.  Poderá então haver prescrição. Advogados dos acusados sabem, também, que se as penas forem reduzidas, haverá certamente prescrições. Informações divulgadas dão conta de que esses causídicos trabalham fortemente – e politicamente – para que ocorram tais prescrições. Há também aquele que busca desqualificar o STF para o julgamento de alguns dos réus, com o que retornariam à justiça comum, tendo seus crimes prescritos. Estamos diante de uma poderosíssima força jurídica e política lutando contra a possibilidade do STF mostrar que há justiça no país, que ela não é controlada pelo executivo como dizem, que não somos uma “república de bananas”. No mais importante processo dos últimos tempos, que deve realizar-se até maio, a sociedade deve demonstrar à justiça que não admite o Brasil regredir. Deve manter-se firme e exigir que o povo seja respeitado pelo poder público e a justiça seja feita. Não vamos aceitar o contrário.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

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O SEGUNDO DA LISTA DO MP E O MENSALÃO

A recente escolha do procurador-geral da Justiça do Estado de São Paulo, o segundo lugar da lista tríplice formada pelos integrantes da carreira e submetidas ao chefe do Executivo estadual, remete à questão fundamental: como se fazer efetiva a independência do Ministério Público (MP) inscrita na Constituição? Os constituintes ficaram no meio do caminho, seja na forma de escolha dos procuradores-gerais de Justiça, seja do procurador-geral da República. Será que a escolha só pelos pares não garantiria a efetiva independência? Será que, sendo outra a forma de escolha do procurador-geral nos MPs, o ex-presidente da República, por exemplo, beneficiário final do esquema "mensalão", não teria tido outro tratamento no referido processo? E se a escolha dos integrantes dos tribunais superiores não tivesse a intervenção do Poder Executivo? Como estaria o andamento do julgamento do "mensalão"? O bom senso estaria a indicar outra forma de escolha, mas os "constituintes" foram e são o que são os nossos congressistas hoje...

Ana Lúcia Amaral anamaral@uol.com.br

São Paulo

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MACUNAÍMA

Se a sociedade brasileira constata que o PIB do País está em níveis bem menores que os dos países emergentes, se verifica a completa falência do sistema de saúde pública, se assiste, impassível, à incrível compra de lanchas de pesca, sem destinação definida, realizada pelo postiço Ministério da Pesca, se observa, com tristeza, a gradual desindustrialização do país, se contempla seu Judiciário no exercício de mal dissimulada procrastinação na conclusão do processo do mensalão, incomparável obra na arte ilícita de manutenção de poder e, se essa mesma sociedade manifesta alto índice de aprovação ao governo, só se pode concluir que o Instituto de Pesquisas responsável está divulgando dados viciados ou que Mário de Andrade estava certo quando procurou retratá-la em Macunaíma.

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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LASTRO PARTIDÁRIO

O tempo passa, o tempo voa e a poupança do Sarney e do Collor continua numa boa, mas a nossa, que foi surrupiada por estes parasitas da política, poderá sofrer outra pilantragem na decisão do STF, por ministros sobre suspeição no caso do mensalão e também da poupança, pois possuem lastros partidários.

Jose Mendes josemendesca@ig.com.br

Votorantim   

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EXPURGOS

Finalmente após mais de dois anos de suspensão, as ações relativas aos expurgos econômicos das cadernetas de poupança terão continuidade. Após milhares de ações já pronunciadas pelos Tribunais em todo o País. Em 2010, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou que os índices de correção das cadernetas prejudicadas pelos planos seriam de 26,06% no caso do Plano Bresser, de 42,72% no caso do Plano Verão, de 44,80% para o Collor 1 e de 21,87% no caso do plano Collor 2. A população espera que a Justiça prevaleça até para crédito da Nação em nossas instituições.   

 

Gustavo Guimarães da Veiga  gjgveiga@hotmail.com  

São Paulo

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GREVE DOS PROFESSORES

O fim da greve dos professores da rede de ensino municipal, de São Paulo, teve uma paralisação final muito tumultuada entre docentes com a Polícia Militar. A Assembléia votou ontem pelo fim da greve que começou no dia 2. A maioria dos professores não concordaram com a decisão autoritária imposta pelo sindicato, e aí, começou o grande tumulto na Praça do patriarca. De uma coisa essa classe mais importante de um país ainda precisa ficar sabendo: vocês professores, serão sempre desvalorizados pelos políticos enquanto aspirarem levar boa educação aos brasileiros. Isso dificulta tremendamente a conquista fácil dos votos pelos inescrupulosos políticos que não tem o melhor para oferecer aos brasileiros. Por isto, preferem os eleitores analfabetos.

Benone Augusto de Paiva benonepaiva@yahoo.com.br

São Paulo

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JUROS DO ATRASO

Com muita tática e prudência, escolhendo o caminho da competição e não da imposição, Dilma deu início à batalha decisiva para a modernização do Brasil, enfrentando os “bizarros” (na qualificação de Miriam Leitão) juros bancários praticados no país. Essa batalha, que vem sendo adiada desde o Plano Real, nas eternas alegações de que “ainda não é o momento”, tornou-se agora decisiva no quadro do equilíbrio global da economia brasileira na conjuntura mundial que se atravessa: assim como um dia foi preciso acabar com a escravidão, porque o mundo o exigia, agora o mundo precisa de que acabemos com os tampões que nos tolhem o pleno desenvolvimento, dos quais os juros são o maior deles. É demagógico porque agrada o populacho? Pode ser, na democracia é preciso cortejar o voto. É coisa de estadista, certamente. Mas, sobretudo, como defender juros de 458 % nos cartões de crédito (dados efetivos!), se para os governos europeus qualquer coisa acima dos 7% já fura o teto da sustentabilidade? Em que a nossa classe média (que é quem toma empréstimos) seria tão diferente?

 

Rogério Antonio Lagoeiro de Magalhães lagorog@uol.com.br

Teresópolis (RJ)

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UM POUCO DE ARITMÉTICA

Recentemente, a presidente Dilma afirmou que não fazia “considerações políticas” sobre o spread bancário, mas achava tecnicamente de difícil explicação. Entre uma reprimenda a Angela Merkel e outra a Barack Obama, que não devem ter perdido o sono por conta desse puxão de orelhas, os bancos oficiais foram à luta. O embate promete.  Deixando de lado clichês repetitivos como a ganância dos banqueiros e por aí vai, uma consideração aritmética talvez torne o assunto menos obscuro. De pronto, é importante frisar que o que se segue é uma simplificação sem nenhuma pretensão de rigor.  Com efeito, são inúmeras as linhas de crédito com suas respectivas normas: à pessoa física, à pessoa jurídica, à atividade rural, ao microcrédito, crédito consignado, poupança, crédito direcionado etc. sendo que o perfil das carteiras muda de banco para banco. Mesmo assim, é possível tentar um cálculo simplificado. É óbvio que qualquer simplificação leva a distorções, e não há a pretensão de se apresentar um estudo, e sim, um exercício de aritmética. Fosse o assunto tão simples, já haveria uma solução, ou, pelo menos, menos polêmica. De qualquer maneira, é surpreendente que estudos sérios – pelo menos muito mais elaborados – atribuam pouco peso ao compulsório. (Sinal de que a simplificação que se segue parte de elementos mal dimensionados – ou então, está todo o mundo errado e este Joãozinho do passo certo... certo). Seja então um banco cujo total de depósitos seja 100%. Naturalmente, cada linha possui um custo e suponhamos que um valor de 10%a.a seja uma aproximação válida; (um valor da ordem de grandeza da Selic, hoje e por mais uns dias, 9,75%). Admitamos que o valor do recolhimento compulsório seja de 35% para todas as modalidades – simplificação que está longe de retratar a realidade – há parcelas remuneradas, outras, realmente esterilizadas e os percentuais variam (o valor de 35% foi obtido de Valor 11/4 C16, assim diluo minha responsabilidade). Vamos admitir que o valor dos impostos que uma instituição financeira paga seja de 40% sobre seu resultado – considerando o IR e a CSLL (sobre o lucro) bem como o PIS, a Cofins e o IOF que nada tem a ver diretamente com o lucro. (Claro que se houver prejuízo , bobagem falar em IR e CSLL). Então o Banco X dispõe de 65% do total para aplicar, os outros 35% foram recolhidos, certo? Para que empate, deverá lucrar 10% – o custo vizinho da Selic – sobre os depósitos. Como existe uma inadimplência da ordem de 5%, o Banco X deverá extrair esse lucro a partir de 65-3,25 (5% inadimplência de 65), ou seja, sobre os 61,75. Vale relembrar que nem todas as formas de depósito compulsório têm a mesma remuneração e no que se segue foi admitida uma remuneração nula – mais uma aproximação – se quiserem, um afastamento da realidade! Portanto, a taxa de juros necessária para empatar será dada, nesse exercício simplificado, não é demais ressaltar, por: X*0,6 (efeito impostos)*61,75% =10  ou seja,  X= 27% a.a. Já se tem um spread de 17%. Supondo que o Banco X deseje lucrar, seja esse lucro de 2 (2% sobre o valor dos depósitos). X*0,6*0,6175=12  resultando X= 32,4% a.a ou seja um spread de 22,4% - com certeza, maior que alhures, mas os impostos que aqui gorjeiam não gorjeiam como lá. Evidentemente, esse valor não pode ser comparado com o spread praticado nas modalidades de crédito Cheque especial ou cartão de crédito (modalidade mais para UTI do que para SUS, e os consultores financeiros não se cansam de recomendar que essas linhas sejam utilizadas apenas em caso de extrema necessidade e por pouco tempo; a oferta agressiva de crédito – solução encontrada para sair da “encrenca” de 2009 – explica em parte a ocorrência de desastres financeiros) assim como não se compara com as modalidades de crédito direcionado (em geral subsidiado), mas serve para ilustrar a influência de uma série de fatores sobre os quais as instituições financeiras não têm influência alguma. Fica uma pergunta no ar, sem muito a ver com a aritmética. Como financiar um carro em 60 meses, sabendo que após 3 anos ele se desmancha no ar? (não citarei marcas/fabricantes, pero que las hay, las hay)

Alexandru Solomon alex101243@gmail.com

São Paulo

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JOÃOZINHO DO PASSO CERTO...

Muito feliz a nossa presidenta em sua fala nos EUA. Quem não está com o passo certo nem com o passo errado está parado. É o retrato perfeito do nosso país neste momento: parado arrogante e corrupto (PAC).

Edgard Jose dos Santos dragde@uol.com.br

São Paulo

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PELO MENOS UM ALÍVIO

O artigo do Arnaldo Jabor, D12, de 10/4, que muito recomendo, tem o suave título São Paulo é uma calamidade pública! Duvido que a média dos brasileiros saiba exatamente o significado disso, bem como a gravidade do que o Jabor quis dizer, definindo que SP é a ‘esclerose múltipla da riqueza, é o câncer da pujança econômica, a doença do crescimento desorganizado’. Estou trabalhando e vivendo nesta cidade há 50 anos e infelizmente tenho muito que concordar com esta dramática e apocalíptica descritiva. Naquilo que ele talvez tenha exagerado, com certeza está um futuro muito próximo. Aqueles que transitam pela cidade oscilam entre duas opções bem claras e muito próprias de um rebanho de panacas e ridículo: param no transito infernal e/ou, quando podem rodar, são multados dentro dos limites de 60km/h, 40km/h e 30km/h, mesmo nas madrugadas e em lombadas eletrônicas apagadas. Concordo plenamente que nossa cidade vai mesmo emperrar e mesmo assim vai imperar a vontade dos insensíveis Prefeito e Governador – um tipo de campanha política reversa – bombando e ‘produzindo’ recordes de faturamento, naquilo que tanta gente chama de ‘indústria das multas’. Quase que ia mais uma vez discursar sobre a zonza insensibilidade dos políticos, mas o que eu quero mesmo é trazer uma sugestão modernizadora para a irremediável ‘indústria das multas’ e o seu atualizado aparato arrecadador. Ocorreu-me que em todo este inescapável avanço punitivo financeiro a lei também poderia ser atualizada. Ocorre-me sugerir uma providência que em nada irá afetar o faturamento, mas que trará algum conforto para o chamado ‘contribuidor’, a única fonte de recursos. Que tal agregarmos uma pequena benesse ao pragmatismo ‘industrial’ das multas? Que tal se a soma da pontuação critica de 20 pontos na carteira passasse para 40, ou 60, ou mesmo 100 pontos ao ano? Não seria maravilhoso termos pelo menos algum alivio nesta absoluta e custosa chateação e na inutilidade dos tais cursinhos?

Murilo Luciano Filho muarilou@uol.com.br

São Paulo

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DELENDA SÃO PAULO

Os esforços para completar a destruição de nossa cidade são cada vez mais rapidamente coroados de sucesso. Oportuníssima a crônica do Arnaldo Jabor São Paulo é uma calamidade pública (10/4; D12) a respeito. Na mesma edição do Estadão (C10), lê-se a inacreditável notícia de que o Conpresp vai liberar ampla área do Jardim Paulista para a construção de espigões com até 20 andares. Devem estar completamente loucos, ou então... o “lobby” das construtoras é irresistível. Uma das poucas áreas residenciais ainda razoavelmente preservadas fica totalmente sujeita ao arbítrio de um órgão que tem por objetivo principal a “Proteção ao Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental”. Como declarou um morador “dá vontade de ir queimar pneu na porta desse órgão”!

Nelson Penteado de Castro pentecas@uol.com.br

São Paulo

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VAI DEMORAR MUITO

São Paulo é uma calamidade pública é o título do texto no Estadão que fala sobre o trânsito infernal da cidade. Informo: não é só São Paulo!  A até ou dia tranquila Florianópolis, por exemplo, transformou-se em caos, também. Assim ocorreu com todas as cidades médias e grandes, depois do advento do “cada brasileiro com seu carrinho”, promovido pelo governo Lula. As metrópoles receberam, de uma hora para outra, milhares de novos carros, e os prefeitos e governadores não tiveram tempo de sequer pensar como acomodá-los todos nas ruas e nas estradas, a toque de caixa. O resultado são enormes congestionamentos, a qualquer hora do dia. Os acidentes com as motos aumentaram muito, pela simples razão de que há muito mais motociclistas novos nas ruas. Virou uma confusão! Como desfazer o nó que se formou nas ruas das cidades? Por mais que se corra para tomar providências, ainda vai demorar muito! Enquanto a política de incremento da economia se fizer sobretudo sobre a venda de veículos, simplesmente não há solução para isso.

 

M. Cristina R. Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

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A CET ENLOUQUECEU

A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) enlouqueceu de vez, ao promover redução de velocidade nas vias da cidade, como  publicado terça-feira (10/4) no Estadão. O órgão está agindo sem nenhum bom senso e só contribuindo para prejudicar a fluidez do trânsito, além, claro, do objetivo escuso (será?) de a Prefeitura faturar com multas por excesso de velocidade. O Ministério Público Estadual precisa entrar com ação já contra este e outros desmandos da autoridade de trânsito da Capital.

Bob Sharp bobsharp@uol.com.br

São Paulo

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PARA QUE SERVE A CET?

A   CET  deveria controlar o trânsito,  fiscalizar os sinais que não funcionam,  monitorar melhor as vias públicas,  e muitos outros atos que lhe são pertinentes.   Na realidade não é isso o que vemos.Os chamados marronzinhos  estão nas ruas, com o bloquinho nas mãos, só para multar e aumentar a arrecadação para a PMSP. Por outro lado o nosso prefeito Kassab, herdado de Serra, está fazendo um dos piores governos desta cidade que,se parar, como disse o articulista Arnaldo Jabor no Caderno 2 de terça-feira,   o Brasil para.  Recorrer das multas, nem pensar, os recursos são sempre indeferidos.    O prefeito só quer arrecadar, mas cuidar da cidade... nada. Chega de Kassab,  esperamos que suma da política.

Carlos E. Barros Rodrigues cebr2403@gmail.com

São Paulo

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ABUSO DE DIREITO

Desde o início da campanha “Dê Preferência à Vida”, baseada no Código de Trânsito Brasileiro, onde prevê que o pedestre tem prioridade à travessia, que a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) começou a intensificar a fiscalização sobre motoristas que deixarem de dar preferência aos pedestres durante travessias nas faixas de pedestres. Desde então, vem ocorrendo por parte dos pedestres um comportamento que tem tornado a vida dos “bons” motoristas um verdadeiro terror: O abuso de direito. Essa campanha que lhes garante o direito à travessia foi divulgada, esquecendo-se de que, todos os países que garantem esse mesmo direito ao pedestre, o que prevalece é o bom senso. Hoje na cidade de São Paulo é comum ver pedestres atravessando, ou melhor, jogando-se em cima dos veículos por conta deste “direito” que lhes é garantido por Lei. Mesmo com a orientação para que atravessem somente na faixa, com o semáforo fechado, é comum ver indivíduos de todas as faixas etárias, atravessando a rua em qualquer ponto sem ao menos olhar para os lados. Os motoristas além de ter “nervos de aço” para enfrentar todos os dias o caótico trânsito da capital paulista, precisam também ser vidente, já que nunca se sabe quando um transeunte poderá inesperadamente cruzar a frente de seu veículo fora da faixa. O abuso não pára somente aí. Já é comum ver pedestres atravessando a rua como se estivessem fazendo um passeio no parque e justamente no momento em que o semáforo abre para os carros. Neste caso, se o motorista inicia a movimentação do veículo, todo tipo de xingamento é desferido pelo pedestre. Valer-se de um direito não justifica a falta de bom senso. É certo que existem motoristas homicidas, suicidas e desrespeitosos, mas isto também é falha do nosso Código de Trânsito que não pune exemplarmente os infratores, concede habilitação a indivíduos despreparados e permite que “brechas” na Lei facilitem a vida destes indivíduos. Uma campanha deve sim falar do direito do pedestre, mas também do direito do motorista e, principalmente, do bom senso de ambos, que deve imperar acima de tudo. Campanhas públicas devem criar mecanismos geradores de qualidade de vida, não animosidade entre os cidadãos, deve mostrar os dois lados, ponderar situações e apelar para o bom senso da sociedade. Esta sim é a melhor forma de corrigir erros, gerenciar a vida em comunidade e fazer com que todos se sintam respeitados em seus direitos.

Maria Isabel Freire mariaisabelfreire@hotmail.com

São Paulo

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WILSON GORDON PARKER

Gostaria de prestar uma última homenagem a Wilson Gordon Parker, falecido na semana passada. Ele teve intensa e importante participação no Fórum dos Leitores do Estadão, contribuindo com boas e oportunas reflexões sobre o Brasil e o mundo em que vivemos.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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